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Filiação: Domingos Antunes e Maria Joaquina Pereira. Natural da freguesia de ESTE, Sao Mamede, concelho de BRAGA
Filiação: Jose Narciso e Mafalda Fernandes Lopes. Natural da freguesia de ADAUFE, Santa Maria, concelho de BRAGA
Filiação: Sebastiao Sequeira Lopes e Ana Ferreira Martins. Natural da freguesia de SEQUEIRA, Santa Maria, concelho de BRAGA
Filiação: Antonio Lopes Oliveira e Maria Rodrigues. Natural da freguesia de JOANE, Sao Salvador, concelho de VILA NOVA FAMALICAO
Filiação: Domingos Jose Pereira e Luisa Maria Ribeiro. Natural da freguesia de RUIVAES, Sao Martinho, concelho de VIEIRA MINHO
Filiação: Jose Rocha e Luisa Goncalves. Natural da freguesia de CERVAES, Sao Salvador, concelho de VILA VERDE
Filiação: Jose Martins e Joana Ferreira Maia. Natural da freguesia de ESCUDEIROS, Sao Pedro, concelho de BRAGA
Filiação: Joao Antonio Dias Guimaraes e Emilia Jesus Ferreira Silva. Natural da freguesia de SOBRADELO GOMA, Santa Maria, concelho de POVOA LANHOSO
Filiação: Jose Joaquim Caseiro e Maria Joaquina Vale. Natural da freguesia de AREIAS, Sao Vicente, concelho de BARCELOS
Filiação: Domingos Manuel Carvalho e Ana Pereira Chaves. Natural da freguesia de CAMPO, Sao Salvador, concelho de BARCELOS
Filiação: Antonio Jose Sousa e Maria Antonia Fernandes. Natural da freguesia de CODECEDA, Sao Pedro, concelho de VILA VERDE
Filiação: Joaquim Silva Vilela e Rosa Andre Remedio. Natural da freguesia de FAO, Sao Paio, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Antonio Jose Silva e Maria Luisa Soares. Natural da freguesia de GEME, Sao Claudio, concelho de VILA VERDE
Filiação: Antonio Terra e Rosa Maria Conceicao. Natural da freguesia de PICO REGALADOS, Sao Paio, concelho de VILA VERDE
Manifesta a sua disponibilidade para qualquer serviço que Sebastião Pinto de Araújo Correia,[Marechal de Campo e Ajudante General da Divisão dos Voluntários Reais do Príncipe, ache conveniente. Expõe o contéudo de uma conversa mantida numa das casas desta Corte sobre as fraudes existentes no comércio de diamantes e a forma de evitá-las.
Acusa o envio de um requerimento, em mãos de João de Campos Navarro, onde pede "o que já se me deu, mas que ainda o não recebi", ou seja, o canonicato da Basílica de Santa Maria. Pede auxílio ao Conde da Barca para alcançar algo que lhe permita assegurar a sua sobrevivência visto que está pobre. Pede ao destinatário que "não seja como o Sr. Visconde de Balsemão, que principiou em favoreser-me, e não acabou". Informações a respeito dos seus trabalhos podem ser recolhidos junto de João António.
Insiste no pedido de auxílio a António de Araújo de Azevedo para alcançar um despacho favorável à sua pretensão. Como vive da caridade de um irmão, que tem a seu cargo oito filhos e um rendimento muito diminuto, qualquer despacho seria o suficiente para assegurar a sobrevivência.
Solicita a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], o Priorado da Colegiada de Guimarães que se encontra vago. Caso não seja possível esta nomeação, que lhe seja concedida a Comenda de São Salvador de Unhão ou uma outra que lhe permitir garantir a sua subsistência.
Informa a António de Araújo de Azevedo, que devido às más condições climatéricas não foi possível aportar em Moçambique, de onde deveria seguir para Rios de Sena para tomar posse do cargo de Governador, tendo o navio seguido diretamente para Bombaim. Espera seguir viagem para Goa até 15 do presente e de lá para Moçambique, seguindo depois para o destino final.
O autor, Oficial Maior graduado da Secretaria da Real Junta da Fazenda da Marinha, pede a protecção do [Conde da Barca], para o requerimento que enviou a S.A.R. em que solicitava a Mercê do Hábito da Ordem de Cristo, em atenção ao seubo serviço e ao posto em que se encontra, tal como tem sido praticado com todos os Oficiais maiores Efectivos e graduados de todos os Tribunais.
O autor, natural da Cidade de Paraíba do Norte, atendendo às circunstâncias que não lhe permitem demorar-se por muito tempo na Corte, solicita ao destinatário que defira por mercê o Requerimento que o autor levou à Real Presença e que foi encaminhado para "V. Exa."
Pede ao Conde da Barca que se informe do seu comportamento junto do General Lecor, a quem serviu na Campanha de 1809, bem como aos oficiais Generais pertencentes à Divisão de Voluntários do Príncipe que o acompanharam, por forma a anular as inimizades que o Marechal tem para com o autor e que fizeram com que o autor voltasse a apresentar na Real Presença os motivos que o levaram ao Conselho de Guerra, ignorando o Real Decreto que justifica a sua inocência e a sua boa conduta no Real serviço. Requer a justificação dos delitos que lhe foram imputados em Conselho de Guerra.
O autor, Juiz de Fora da Ilha do Pico, expõe as razões profissionais e pessoais pelas quais pretende ser transferido para o Faial, com o predicamento de Correição Ordinária, assim que terminar o triénio do atual detentor do cargo. Contudo, se se der o desmembramento da Âlfandega do Faial, tornando o lugar insignificante, pede o patrocínio do destinatário para obter o cargo de Juiz de Fora do Funchal ou o de Corregedor de São Miguel, ou na falta destes, um dos três de Angra: Juíz de Fora, Corregedor ou Provedor dos Resíduos, os quais acabam com pouca diferença de tempo do seu mandato. Lembra que todos os seus condiscípulos e colegas que foram, como o autor, requerer ao Rio de Janeiro foram bem despachados.
O autor agradece as provas de bondade e generosidade e relembra as promessas que [António de Araújo de Azevedo] lhe fez antes de sair da Corte. Informa-o de que está na posse do seu lugar [de Juiz de Fora da Ilha do Pico] e participa as suas atuais pretensões. Remete um Memorial onde justifica a sua vontade em mudar de "lugar". Assim, o seu procurador deverá ir ao encontro do destinatário. Agradece as recomendações que [o Desembargador] Manuel José de Arriaga fez ao destinatário em seu favor. O seu pai agradece ao destinatário o patrocínio dispensado.
O autor agradece as provas de bondade e generosidade e relembra as promessas que António de Araújo de Azevedo lhe fez antes do autor sair da Corte. Informa-o de que está na posse do seu lugar [de Juiz de Fora da Ilha do Pico] e participa as suas atuais pretensões. Remete um Memorial onde justifica a sua vontade em mudar de "lugar". Assim, o seu procurador deverá ir ao encontro do destinatário. Agradece as recomendações que [o Desembargador] Manuel José de Arriaga fez ao destinatário em seu favor. O seu pai agradece ao destinatário o patrocínio dispensado.
O autor, Juiz de Fora da Ilha do Pico, expõe as razões, profissionais e pessoais, pelas quais pretende ser transferido para o Faial, com o predicamento de Correição Ordinária, assim que terminar o triénio do actual detentor do cargo. Contudo, se se der o desmembramento da Âlfandega do Faial, tornando o lugar insignificante, pede o patrocínio do destinatário para obter o cargo de Juiz de Fora do Funchal ou o de Corregedor de São Miguel, ou na falta destes, um dos três de Angra: Juíz de Fora, Corregedor ou Provedor dos Resíduos, os quais acabam com pouca diferença de tempo do seu mandato. Lembra que todos os seus condiscípulos e colegas que foram, como o autor, requerer ao Rio de Janeiro foram bem despachados. Em P.s. promete dar residência de ambos os lugares se alcançar o do Faial.
Solicita a António de Araújo de Azevedo informações biográficas para a organização de uma "História dos Conselheiros e Ministros d' Estado de Portugal".
Confiando nas virtudes e qualidades do destinatário, as quais são reconhecidas por S.A.R. e por todos os povos, submete à sua protecção o requerimento incluso. informa que após ter conhecido o destinatário em Lisboa, continua a servir, sem promoção há vinte e cinco anos, no posto de Capitão Engenheiro. Pede, por isso, que tome debaixo da sua protecção a suplica de uma viúva [mãe do autor].
Oferece a António de Araújo de Azevedo a versão da obra "Poema dos Martires".
Agradece ao conde da Barca por te recebido a Comenda da Ordem de Cristo. Pede-lhe que mande passr o Decreto de S.A.R. que anciou no seu Aviso de 14 de Março à Universidade, para apresentar na Mesa da Cobsciência e Ordens para poder ser invesido.
Felicita António de Araújo de Azevedo pela condecoração do grão Cordão da [Ordem de] Torre e Espada. Informa da morte do "meu Mestre [...] Bartolozzi" e como o governo nada tem resolvido, pede ao destinatário que "não se afaste do Decreto" e que lhe seja conferido o mesmo que ele tinha. Em P.s. remte um retrato do soberano que fez segundo alembrança que tinha do tempo em que o viu e refere que desejava ter outro para o abrir como desenho.
Manifesta grande contentamento e o alívio sentidos quando recebeu a carta de António de Araújo de Azevedo, visto que corria em Lisboa um rumor sobre o seu precário estado de saúde. Sujeita-se ao parecer do destinatário no que diz respeito à sua pretensão do Colégio dos Nobres. Informa que no próximo mês de Março e em virtude do muito que lhe deve e pelo acolhimento que presta às Belas Artes remeter-lhe-á a prova de àgua-forte da nova obra que já tinha falado, mas pede segredo pelo facto dos governadores do reino não querem que a mesma seja divulgada antes de ser apresentada a S.A.R.. Recomenda o portador da carta, Rodrigo Lobo, que vai à Corte tratar da calúnia atocíssima que o tem perseguido indevidamente e que partiu do Almirante Berkeley.
"sendo tão favorecido com a sua proteção", deseja saber da saúde de António de Araújo de Azevedo. Soube por uma pessoa empregada na Secretaria do Marechal Beresford que o seu requerimento veio da Corte do Brasil para os Governadores do Reino e que estes o enviaram ao referido marechal, o qual achou inconveniente a primeira parte da súplica em que o autor pedia a patente de Engenheiro, acrescentando que este seria remunerado de outra forma. O autor lamenta que a sua pretensão tinha caído nas mãos de um estranho que não respeita a utilidade pública e que se opõe ao projecto de Va. Exa.. Embora reconheça que lhe não é desfavorável, Queirós pede ao dest. que proteja o seu pedido visto qiue tem a seu encargo uma família numerosa e actualmente o filho mais velho está num colégio onde despende mensalmente vinte mil réis.
Agradece a António de Araújo nesta ocasião [em que foi nomeado Ministro Plenipotenciário português nos Estados Unidos], como em todas as mercês que lhe alcançou junto do soberano. Soube da elevação do Brasil a Reino [Unido ao de Portugal e Algarves]. Como não conhece os "particulares" desta questão, solicita o envio de legislação a este respeito como de todas as leis e providências que têm saído ou forma saíndo no Brasil. Conforme o solicitado, enviará informações sobre o comércio, mão-de-obra, indústria e legislação referente á propriedade e emigração europeia para os Estados Unidos. Informa que conta com o auxílio das pessoas que aqui governam para servir o soberano português. Na próxima semana parte para a casa do Presidente na Virgínia onde permanecerá algum tempo. Pede ao destinatário que lhe escolha "um sujeito moço" e que o proponha em seu nome a Sua Magestade para servir como secretário da legação portuguesa nos Estados Unidos, conforme lhe foi ordenado pelo Marquês de Aguiar.
Informa que remeteu uma carta de Boston em Novembro de 1813 e que recebeu outra de António de Araújo. comunica que a sua saúde já regista algumas melhoras e comenta a sua agradável integração naquele meio. Refere as suas ligações com o último presidente dos Estados Unidos e com o actual. Queixa-se de J. Rademaker e do extravio de cartas. Fala da "tentativa em favor da antiga dinastia" em Paris. Agradece a recomendação a D. Miguel Forjaz que lhe permitiu cobrar os atrasados das pensões e pagar ao Marquês de Marialva e a Brancaamp, apesar de não ter recebido as pensões eclesiásticas. Soube por Kantzow, Ministro sueco nos Estados Unidos, da morte do Conde das Galveias. Fala das novidades botânicas e solicita notícias. Rcomenda o portador da carta Mr. [Alexis] Schwertchkoff, que vai assumir o cargo de Conselheiro da legação russa na Corte portuguesa. Lamenta não receber notícias de Lisboa e Paris. Em P.s. envia lembranças ao "bom Marques" e acusa o envio de cópia de um papel seu que ali se imprimiu.
Agradece a António de Araújo nesta ocasião [em que foi nomeado Ministro Plenipotenciário português nos Estados Unidos], como em todas as mercês que lhe alcançou junto do soberano. Soube da elevação do Brasil a Reino [Unido ao de Portugal e Algarves]. Como não conhece os "particulares" desta questão, solicita o envio de legislação a este respeito como de todas as leis e providências que têm saído ou forma saíndo no Brasil. Conforme o solicitado, enviará informações sobre o comércio, mão-de-obra, indústria e legislação referente á propriedade e emigração europeia para os Estados Unidos. Informa que conta com o auxílio das pessoas que aqui governam para servir o soberano português. Na próxima semana parte para a casa do Presidente na Virgínia onde permanecerá algum tempo. Pede ao destinatário que lhe escolha "um sujeito moço" e que o proponha em seu nome a Sua Magestade para servir como secretário da legação portuguesa nos Estados Unidos, conforme lhe foi ordenado pelo Marquês de Aguiar.
Procuração em que o autor transfere todos os poderes que João Baptista le Blond lhe concedeu em Paris, para cobrar o que se lhe deve da sua plantação e outras fazendas que possui na colónia de Cayenna.
Expõe as vantagens decorrentes da existência de obras públicas e reais para a prosperidade das Artes; do Terreiro para o floresimento da Agricultura; e das Alfândegas para o Comércio. Informa que todos estes estabelecimentos devem estar subordinados "à repartição do Comércio, Agricultura, Industria e Letras". Sugere a criação das "Conservatórias das nações estrangeiras" as quais deverão estar debaixo da inspecção do Ministro dos Negócios Estrangeirose do Comércio.
Informa da chegada de D. Lourenço de Lima com uma ordem para solicitar um empréstimo. Oferece-se para fazer a negociação. Informa que o resultado de várias conferências foi a cedência de um milhão de libras esterlinas em troca da administração das rendas da ilha da Madeira e de um depósito no Banco de Inglaterra, de um milhão de cruzados em diamantes. Informa das taxas de juro e da alternativa de se fazer um empréstimo em Hamburgo. Desconhece como decorreram as negociações depois do mês de Julho.
Acusa a receção de duas cartas de António de Araújo, tendo entregue a inclusa a Queirós. Aguarda apenas pela chegada do destinatário a São Petersburgo para enviar os documentos comprovativos do que aconteceu consigo em Londres. Manifesta o seu contentamento pela forma como é tratado pelos "homens de Letras" de Paris e informa que as "Laranjeiras" tardaram a serem apresentadas ao Instituto, mas que passaram pelas mãos de todos estes "Botanicos maiorum gentium".
Informa que leu a carta de Brito que recebeu por D. Lourenço de Lima. Não sabe do paradeiro da procuração legalizada que enviou, em finais de Maio de 1801, pelo Cônsul a Daniel Frizoni para a cobrança de dinheiros. Informa que D. Rodrigo tem conhecimento desta situação, apesar de se terem extraviado algumas cartas que o autor lhe enviou a este respeito. Comunica que foi demitido por D. João de Almeida. Pergunta pelo Queirós e pelas duas procurações que lhe enviou para receber dinheiro da Dias Santos. Sabe pelo Bezerra que vem um despacho para si e que se configura num "desgosto novo em forma de mercê". Manifesta o seu desejo em afastar-se definitivamente de Portugal e dos portugueses, tendo já cortado relações com o ministro de Sua Alteza em Paris. e informa que as "Laranjeiras" tardaram a serem apresentadas ao Instituto, mas que passaram pelas mãos de todos estes "Botanicos maiorum gentium". Comenta a carta que recebeu de Sir Joseph Banks e afirma ter sido vítima de uma cilada em Inglaterra. Envia lembranças ao Queirós e ao Pinheiro.
A pedido de vários homens de letras de primeira ordem, e entre outros o "bom amigo Mr. Ventenat", o autor recomenda a António de Araújo, Mr. Blin de la Pallsi, membro da "Academia das Inscripções e bellas Letras", que se desloca à Rússia para tratar de assuntos pessoais. Informa que a pouco a pouco reconcilia-se com a sorte, apesar de saber que devido "à quella funebre terra" não poderá algum dia ter descanso.
Justifica o atraso na resposta à carta de António de Araújo de [Fevereiro passado]. Descreve o recomendado mr. Blin de la Pallsi, vítima de perseguição que um "partido hypocrita e intrigante" faz às ciências e letras. Informa do lastimoso estado de representação de Portugal em Paris e comenta a situação de alguns portugueses que ali residem. Mantém divergências com com Manuel Pedro de Mello e com D. Lourenço de Lima, que está ao serviço de D. João de Almeida [de Melo e Castro], para o arruinar e a "D. Rodrigo e todos os Souzas". Refere que o intuito de D. João de Almeida é assegurar o seu domínio sobre o Príncipe para o futuro. Deseja manter-se afastado de Portugal e informa que pretende naturalizar-se francês. Expõe as denúncias feitas pelo Ministro português à polícia francesa a seu respeito. Relata a "história dop empréstimo" em que Sir francis Baring corrompeu D. Lourenço. Lamenta a morte da pessoa que "mais [...] importou ou importará neste mundo". Mantém-se ao dispôr do destinatário.
Comunica que escreveu em Outubro e Novembro de Paris e depois outra de Filadélfia. Feliz por ter saído "das garras de Satanáz", envia esta carta pelo Conde Pahlen, que vai ser Ministro da Rússia na Corte portuguesa, e junto seguem dois livros adquiridos em Paris e que poderão, em seu entender, ser utéis a S.A.R.: o "manual de Infantaria [...] q[ue] hé agora o breviário de todo o militar Francez" e "O manejo dos Lanceiros". Remete também o "Mapa oficial das importações Americanas" para que se descubra o que pertence aos domínios de S.A.R.. Informa que tem em preparação um resumo do que viu em França para uso de António de Araújo e para o serviço real. No entanto, antecipa um dos assuntos que considera não dever guardar para mais tarde: o Concílio em Paris, onde os promotores pretendem eleger um novo Papa de nacionalidade francesa. Expõe as reais intenções destes e a forma como poderá S.A.R., "o mais poderozo, e o mais authorizado dos Soberanos Catholicos nesta ocasião", retirar dividendos desta situação coligando-se com outras potências católicos. Solicita uma graça do Príncipe-Regente.
Informa António de Araújo, na qualidade de Ministro do Príncipe, da existência de uma Sociedade de comerciantes de peles em New York que "iguala senão passa o que fazem os Ingleses no Canada" e das tentativas destes para fixar os limites do comércio internacional com a Rússia. Refere-se à parte política da dos Estados Unidos da América, das máquinas que ali são aplicadas nas Artes, da "revolução completa e vantajozissima na navegação dos rios através de steam-boats, que viajão por meio de vapor", das vantagens do desvio de parte da emigração europeia que deveria ir para os estados de S.A.R.. Como amigo pessoal, pede ajuda devido à sua triste situação económica, em nada condizente com o estatuto que adquiriu na Europa. Informa que pretende dedicar-se ao ensino ou ao cultivo de plantas por forma a garantir a sua subsistência, visto que os clérigos em Portugal não lhe pagam, nem S.A.R. pagou o atrasado das pensões. Junto remete procuração de um naturalista que o rei Luís XVI tinha empregado em Cayenna para que o destinatário faça cobrar o dinheiro que lhe é devido. Remete ainda a procuração original, as instruções de Mr. le Blond e os documentos numerados de 1 a 7. Em P.s. acusa o envio de outras duas cartas em anexo.
Acusa o envio de uma porção de àgua de Castalia dos Açores própria "para adoçar os azedumes das circunstancias actuaes".
Oferece a cópia de uma Ode que mandou imprimir no "Investigador Português". Informa do extravio de memórias e composições da sua autoria devido aos avanços dos corsários americanos.
"Ode Que ao Illmo. e Exmo. Sr. António de Araújo de Azevedo O.D.C. o abaixo assinado".
Comunica a António de Araújo que em fins de Outubro participou a destruição da escuna americana "General Armstrong" que estava varada a tiro de pedra na muralha da Bateria da ilha do Faial. Igualmente afirmou que os americanos não esperariam por satisfações da Cortes mas sim pela época de exportação da laranja desta ilha ou dos vinhos do Faial para atacarem as embarcações inglesas. Assim, não se passaram muitos dias para que se cumprissem as predicções do autor. Remete os documentos n.º 1 e nº 2 que relatam o sucedido no ancoradouro de Ponta Delgada em 7 de Novembro de 1814. O documento n.º 3 é a cópia da participação que o cônsul americanodo Faial fez para os Estados Unidos. Informa que corsário americano queimado no Faial ficou na ilha à espera de indemnização e o corsário de 7 de Novembro levava certificdos de que existiam restos do primeiro na posse do Cônsul britânico no Faial. Os armadores americanos publicam um novo princípio de direito marítimo salvaguardando "que em ilhas não existe neutralidade". O general britânico Ross, que tomou Washington e que tinha passado por São Miguel na Esquadra do Almirante Malcom, foi morto em acção contra os americanos. Remete o documento n.º 4 sobre as queixas dos ingleses do atentado do Faial. Informa que o corsário "Hero" comandado pelo capitão Thadeo Watermanvoltou a aparecer no ancoradouro no dia 15, tendo aprisionado, a três léguas da costa, uma escuna inglesa vinda à fruta, e no dia 19 queimou outra carregada de Buana, e entre os dias 7 e 15 outra com fazendas. Apesar destes ataques serem feitos além do ancoradouro, borges considera que hão-de causar grande prejuízo na exportação de laranjas da ilha. Informa que está a terminar a "Estatística Geral" de São Miguel, prevendo o seu envio para breve. No "Correio Braziliense" de Agosto foram publicados os quezitos sobre a vinda de S.A.R. para Portugal. Em P.s. comunica que não foi possível enviar o documento n.º 3 por falta de tempo em traduzir. Contudo sabe que o Cônsul americano vai enviar o original para a Corte no Brasil. Na Gazeta de Lisboa já foi anunciado o caso do Faial mandado divulgar pelo Cônsul inglês no Faial.
O autor, antigo cirurgião-mor do Estado e do corpo militar, informa que foi nomeado em 20 de Abril de 1785, por Martinho de Melo e Castro, para estabelecer a "Aula de Anatomia, Cirurgia e operações da mesma" em Goa, tendo deixado a sua família em Lisboa. Solicita, por isso, a António de Araújo que defira os seus requerimentos que seguem em mão do seu filho ou de um procurador. Refere, ainda, que tendo sido incumbido pelo referido Ministro para formar um Jardim Botânico naquele estado, constatou os atrasos existentes na agricultura local, os quais pretende corrigir se o destinatário assim o entender.
Informa que remete um conhecimento do mesmo teor da carta de 20 de Junho.
Estando a finalizar a Estatística de São Miguel, informa que pretende dedicá-la ao destinatário "independentemente do lugar em que [...] se acha". Como pretende escrever as estatísticas das outras ilhas, o autor solicita a António de Araújo de Azevedo que ordene ao Capitão General dos Açores para que lhe forneça todos os dados possivéis e a licença necessária para visitar as ilhas do Pico, do Faial e de Santa Maria.
Solicita ao destinatário que considere o requerimento do professor régio de Filosofia, o Padre João José do Amaral, responsável pelos "brilhantes efeitos que vão sentindo [...] no ensino" publico de São Miguel.
"Exposição dos acontecimentos extraordinários que rematarão, pela destruição da Escuna Americana Armstrong, mandada executar nos dias 26 e 27 de Setembro de 1814 por uma nau (Plantagenet) uma fragata (Rota) e um Brigue (Carnation) ingleses no Porto da Vila de Horta da Ilha do Faial, debaixo das muralhas da dita vila e do seu Castelo." Contém notas extraídas de uma carta datada do Faial, 3 de Outubro de 1814.
Felicita António de Araújo pela concessão do título de conde da Barca. Grato pelos obsequios recebidos e pelo desempenho do destinatário na política portuguesa, o autor dedica-lhe a Ode inclusa da qual pretende enviar uma cópia para o periódico o "Investigador Português".
"Ode Ao Illmo. e Exmo. Senhor Conde da Barca [...]".
Acusa o envio em anexo, e a pedido do seu autor o Padre João José de Amaral, de uma Ode dedicada ao Conde da Barca.
" Ode ao Illustrissimo e Excelentissimo Senhor António de Araújo de Azevedo".
O autor, Major Chefe de Comissão de Engenheiros da Ilha de São Miguel, remete a António de Araújo, Ministro dos Negócios do Ultramar, a carta da costa da ilha de São Miguel, onde se acham assinaladas a cidade, as principais baterias e o molhe projectado, bem como os pontos mais favoráveis para aumentar a defesa da mesma. Refere-se a uma memória que enviou em 1813 sobre a necessidade e utilidade de um molhe nesta ilha, e a outra que prometeu apresentar sobre os meios aplicáveis à sua construção, o que cumpriu no "Ensaio sobre a Administração da Real Fazenda" desta ilha que colocou na Real Presença em 1813, as quais deverão estar na Secretaria de Estado do Ultramar e do Reino. Brevemente enviará o prometido projecto sobre o molhe de Ponta Delgada para ser apresentado a S.A.R., o qual não deverá ser observado como motivo de concorrência com José Theresio Michelloty, mas unicamente para cumprir com a sua palavra. Para que os avaliadores dos projectos possam decidir melhor, fará imprimir em Londres tudo o que se tem dito sobre o molhe até 1815 bem como o seu plano. Informa que deu por findos os trabalhos da Estatítica da Ilha de São Miguel e os trabalhos na Ilha de Santa Maria, que com a primeira forma uma Comarca, sendo este um dos dados para ganhar o prémio da Academia das Ciências de Lisboa da qual acaba de ser recebido, no programa "Discripção de huma Comarca Ultramarina".
Recomenda o portador da carta Cavalcanti, ex-Governador de São Miguel. Informa da chegada de Sebastião [José] de Arriaga [Brum da Silveira] e esposa. Fala dos seus negócios na Corte. Desculpa-se por algumas "produçoens" que têm sido impressas incorretamente. Solicita ao destinatário, Ministro da Marinha e do Ultramar, que coloque na presença de S.A.R. o "Elogio" que Cavalcanti fará imprimir nessa Corte.
"Elogio A Sua Altêza Real O Príncipe Regente Do Brazil e Portugal Offerecido Aos Brazileiros [...]".
Remete o prospecto da obra e informa que a vai mandar publicar em Londres. Tendo aberto a lista de subscrições para a mesma, solicita ao destinatário que supervisione a lista referente ao Rio de Janeiro e que depois lhe faça chegar o número de exemplares pedidos. Informa dos frequentes ataques dos corsários "hespanhoes-Americanos" a navios portugueses nas imediações do arquipelago. Pede ao conde da Barca que mande publicar no dia da aclamação de S.M. o Elogio que lhe foi entregue pelo Capitão general de Moçambique, se o achar digno "de ver o dia".
Prospecto da "Statistica das Ilhas de São Miguel, e Santa Maria". Possui a indicação de que as cartas e plantas serão gravadas por Arrowsmith.
Informa que continua a efectuar os levantamentos para a Carta da Ilha, a qual pretende mandar imprimir na Imprensa da Corte no Rio de Janeiro. Comunica que Michelloty retira-se para Lisboa dentro de quatro dias e que em Angra já foram recebidas as ordens régias para o pagamento dos soldos. fala das causas do seu duelo com o [5.º] conde de Sabugal [D. Manuel de Assis de Mascarnhas Castelo Branco da Costa Lencastre]. Em P.s. informa da proibição da circulação de jornais portugueses e ingleses em Espanha.
Informa que António Fernando fez parar as obras na Quinta da Prova devido à saída do Príncipe e à ordem da regência transmitida pelo secretário Salter. Pede ao destinatário que "lance as suas medidas" para proteger Ratton, que pretende continuar a trabalha no laboratório ou fazer uma viagem visto que "tudo o que he Francez he lhado pior que Judeo". Informa dos pagamentos efectuados por António Fernando devido à notificação do Ministério a propósito do "ano de morto". Fala de Sousa Mello "homem de todos odiado"; dos insultos à Quinta da Prova e à Fábrica; dos assaltos à Fábrica do Vidro do Gerez, e da perda da Fábrica de Leiria por causa do confisco. Refere-se às manobras militares de Loison em Viseu.
O autor, primo do destinatário, informa que já não conseguiu ir a bordo se despedir nem entregar as cartas que lhe estavam destinadas, entre as quais figurava uma de Constantino dirigida à Casa "Braz Carneiro, e filhos para que franqueassem a V. Exa. tudo aquilo que precizasse, e pedisse". Fala da apatia em que ficou Lisboa e da ida a Viana onde esteve com D. Marquesa que "ignorava, e inda ignora hoje a viajem de V. Exa. [para o Brasil]". Informa que entregou as quarenta moedas metálicas ao irmão do dest.. Informa da morte de Nicolau Barreto; da intenção de José Calheiros em lhe escrever. Fala da Revolução; da aclamação do Príncipe em Guimarães; da estadia do Abade de Lóbrigos e de D. Clara em Barcelos e da de João António em Lisboa. Refere-se a Tomás Vicente cujos bens foram expropriados por "El-Rei Junot".
O autor, primo do destinatário, informa que se retirou hoje de Ponte do Lima onde foi assistir às Exéquias de Tomás Vicente, tem falado com Guardião dos Capuchos, Frei Manuel de Santa Rita de Cássia, sobre o defunto, que havia sido Síndico do Convento [de Santo António de Ponte de Lima], durante as invasões francesas do ano de 1809, e sobre a dívida que o referido convento tem para com a Casa de Sá. Expõe o que presenciou dos religiosos do Convento de Santo António de 1809. Remete carta desta comunidade. Em P.s. fala das relações entre o referido Convento e Tomás Vicente; dos bens deste último que "forão roubados [...] por seu Amigo, o celebre Conego jose Valerio Vellozo". Remete o recibodas quarenta moedas que "V. Exa. me deu na véspera do seu embarque".
Relatório dos factos passados na Província do Minho duante e após a invasão francesa de Março de 1809.
O autor, primo do destinatário, informa que enviou pelo "Navio Europa" uma carta e "o extracto de alguas miudezas, que nesta ultima convenção se tinhão passado; uma cópia do livro, que escreveu no seu retiro com o título de "História porca, ou breve rezumo das asneiras, e disparates praticadosno meu Governo de Ponte de Lima desde o dia 19 de Março athé ao dia 7 de Abril do prezente anno de 1809". Fala da sua situação pessoal e pede a protecção do destinatário para alcançar a autorização para passar ao Ultramar. Refere-se a António Fernando, D. Clara, e D. Marqueza, de D. Rosa e do noivado de José Calheiros.
Felicita o destinatário pelos agradaveis acontecimentos do mês de Abril, que poderão proporcionar o regresso de S.A.R. a Lisboa. Justifica o atraso no envio de uma memória sobre a história do vulcanismo na ilha de São Miguel. Informa das histórias dos Açores que têm sido impressas. Refere que caso o destinatário tome posse da Pasta dos Negócios do Ultramar existem nesta secretaria ou na posse do marquês de Aguiar, duas memórias da sua autoria, das quais a primeira consiste numa introdução ao projecto de construção de um Porto em São Miguel e outro em Ponta Delgada, e a segunda num ensaio sobre a Administração da Real Fazenda em São Miguel.
Comenta a nomeação do destinatário para a pasta dos Negócios Estrangeiros e informa dos debates surgidos na Europa a propósito do provável regresso de S.A.R. a Portugal. Junto remete cópia da carta que escreveu ao conde das Galveias sobre este assunto. Refere-se ao Tratado de paz luso-francês de 1798. Envia em anexo um requerimento dirigido a S.A.R., "porem se depender da Secretaria dos Escusados então nada" quer. Solicita ao destinatário que leia o "Ensaio sobre a administração da Real Fazenda da Ilha de São Miguel" que enviou ao Marquês de Aguiar, onde consta o projecto para o estabelecimento de um liceu ou de uma escola de educação pública em Ponta Delgada. Refere-se ás suas ligações com o conde das Galveias e solicita ao destinatário que o ajude a alcançar uma das ocupações que refere.
Requerimento dirigido ao Marechal Lord Beresford, Marquês de Campo Maior, solicitando uma certidão de serviços que ateste que o requerente satisfez "a tudo com intelligencia, exacção e promptidão", para que foi encarregue pelo Brigadeiro General José Joaquim Champallimaud, Governador de Armas da Província de Ponte de Lima, em 12 de Outubro de 1813. Possui o despacho datado de 10 de Dezembro de 1814, Quartel General do Pátio do Saldanha.
Requerimento dirigido ao Marechal Lord Beresford, Marquês de Campo Maior, solicitando uma certidão de serviços que ateste que elle [...] tomou todas as medidas, e prevençoens, para que o Batalhão de Caçadores n.º 12, mandado para aquella villa, fosse bem aquartellado, e nada lhe faltasse". Possui o despacho datado de 10 de Dezembro de 1814, Quartel General do Pateo do Saldanha.
O autor, Comandante da Brigada de Ordenanças de Viana, informa ao primo que anteontem respondeu-lhe muito laconicamente porque assim convinha transmitir ao Capitão Tomás Malheiro, Comandante de Companhia e do Distrito. Expõe ao destinatário o diferendo que opõe a ambos e que principiou com a alteração, por parte do autor, dos militares de serviço e que Tomás Malheiro, Comandante da Companhia e de Distrito, protestou no Ofício de 23 de Junho qualificando esta acção de vexame.
Questionário [ao Juiz de Fora de ....] sobre o Senhorio da Barca de que é Senhor Donatário o [1.º] Barão de Tavarede. Possui as respostas autógrafas do referido Juiz.
Felicita o primo pela elevação à "Classe dos Grandes, com o titulo de Conde da Barca". Estimou que o título fosse da Barca, mais do que de outro local e lembra-se de ouvir o destinatário dizer que antes preferia ser Donatário da Barca do que Conde. Pergunta porque não junta as duas mercês e refere que o Barão de Tavarede, embora seja o donatário, apenas possui as honras. Sugere a concessão de outra graça ao dito barão como indemnização. Refere que muito gostariam que se concluísse o grande canal, sustenatndo que faz pena ver um grande edifício começar a ser construído e ficar inútil. Diz que já viu António Fernando com menos ânimo do que actualmente. Refere-se ao requerimento sobre o Foro que enviou, conjuntamente com o seu segundo irmão José Peixoto Sarmento, à presença do Príncipe por outra repartição que não a do destinatário. Remete a minuta que mandou ao Juiz de Fora da Barca e por este respondida que os direitos são da coroa e que atestou o seu diminuto preço actual. No papel incluso verá o recente serviço prestado por São Luís. Recomenações de José Calheiros. D. Francisca passa muito mal.
Remete ao primo [conde da Barca] a certidão prometida sobre o rendimento actual dos foros ou direitos reais do Senhorio da Barca. Dela poderá observar que o barão de Tavarede só possui as honras e nada mais. Informa que António Fernando já conta ver o destinatário como Senhor da Barca o que lhe há de aumentar a vontade de regressar à [Quinta da] Prova para colocar em prática os seus projectos. O mesmo António Fernando remeterá para a Corte uma representação desta Câmara e habitantes da vila em que pedem um cais, pedindo o autor que a promova.
Informa da carta que está a escrever para enviar ao primo. Nela trata dos actuais acontecimentos das Campanhas, do espírito público e outras coisas relativas à Província do Minho. Encontra-senesta cidade por respeito aos amigos comuns Pedro Gomes da Silva, Alcaide Mor de Braga, e seu cunhado Joaquim José Fernandes da Silva, recentemente eleitos para a Junta da Companhia. Diz que chegou tarde, visto que os accionistas do Minho já tinham dado as suas procurações a outro, tendo sido impossível de persuadi-los a revogarem as mesmas. Apenas conseguiu seis. Constantino escreverá ao destinatário quando a eleição subir à presença do príncipe. Informa que contempla o protegido do destinatário, Domingos Pedro da Silva Souto e Freitas em todas as suas listas, apesar de ele não lhe ter falado em nada, mas não podia esquecer a amizade e obrigações que deve a seus pais, nomeadamente a Domingos Luís que o destinatário bem conhecia. A eleição ocorre na Quarta-feira, dia 29, e o A. na Quinta segue para Lamego tratar de assuntos de seus sobrinhos, filhos de Basílio. Seguirá depois para Amarante, ver os negócios de sua casa, e dali para Ponte do Lima. Informa que fez-se o baptizado da menina de José Calheiros antes mesmo de chegar a procuração, mas o autor encarregou-se de fabricar uma.
Narra ao primo o que passou e observou durante a eleição da Junta da Companhia. Incumbido de angariar os votos do Minho a favor de Pedro Gomes da Silva, Alcaide-Mor de Braga, e Joaquim José Fernandes da Silva, manteve negociações com Cristovão Guerner sobre a legitimidade da posse das procurações dos votantes do Minho. Acusa os vogais da Junta de fazerem "clandestinos conventiculos, e ajustes" onde abundam "intrigas, chicanas, e trapassas, mui podres". Refere-se à ignorância de muitos accionistas que dão as suas procurações ao primeiro que aparecer "ignorando o que dão". Acusa alguns de se apoderarem indevidamente de apólices para serem habilitados a uma eleição corrompida e à margem da lei. Defende a permanência de Domingos Morais Sarmento. Acusa Domingos Martins Gonçalves, membro da Junta há 37 anos, de só "impôr, contar, e encher o papo". Do papel decisivo do honrado Conservador Sebastião Antonio de Carvalho, que durante a eleição enfrentou os deputados, conforme o destinatário poderá constatar através dos resultados e memótia enviadas por este no dia 9 do corrente, um dia após o fim de todo o processo. Refere-se aos deputados da lista de Manuel José Sarmento, e diz que se surgirem nomes mais votados que estes foram "extorquidos por traça, por fraude, por ameaças, por dependências jogadas". Informa que o seu melhor amigo, e amigo do destinatário, lhe comunicou que faria chegar uma relação de todos os factos, mesmo se sujeitando a um grande perigo. Em breve remeterá outra carta.
Informa que receberá ao mesmo tempo que esta, uma outra carta encadernada, as quais serão remetidas pelo amigo Constantino. Comunica que lhe fo impossível de seguir viagem para esses Estados, após ter recebido o passaporte que o destinatário lhe enviou, em virtude da incapacidade da sua mulher de poder seguir viagem, devido ao susto motivado por um assalto à sua casa de Geraz quando ainda estava em convalescença de um mau parto. No fim deste mês partem para aguás férreas e para banhos de mar e só depois decidirá quando empreender a viagem. Remete um requerimento em que pede a Mercê do Hábito da Ordem de Cristo, esperando que o destinatário, primo, a promova. Em P.s. informa que Manuel de Sousa Lage morreu no dia 8 nesta vila, deixando por herdeiro o seu irmão Loio.
" [...] Carta para Mr. Junot, que apareceu no Correio do Porto, depois da revolta das provincias do Norte."
Notas à Carta de 15 de Julho de 1811. [Esta Carta é a que tem por título "História do lamentavel estado da nossa patria, etc..."; Cf. Caixas oficiais.]
"[...] Carta que hum Cão de Lisboa escreveo a mr. Junot; em consequencia da Lei publicada contra os caens vagabundos - apareceu pendurada ao pescoço de hum Cão, com sobrescrito = d'ordens ao General Junot [...]"
Informa ao primo que enviou pelo Bergantim Thetis, em mão do seu capitão manuel Gomes, uma carta volumosa, mas, por equívoco não seguiu outra carta em livro sobrescrito. No entanto já deu ordem para expedir a mesma, sem demora, pelo Porto ou por Lisboa. Refere-se às cartas que escreveu sobre a nova eleição para a Companhia. Informa que depois da sua comissão de votante recolheu-se ao Minho, deixando uma recomendação para que lhe comunicado os passos que o negócio fosse dando, visto que esperava muita trapalhada até ao "ultimatum". Comenta extensamente todo o processo de eleição dos onze novos deputados, com maior atenção para as manobras pouco claras de "S.". Insurge-se contra a postura de João Nogueira, irmão de Ricardo Raimundo, Governador do Reino, que "procurou o meio da intriga, entrou em partidos, aumentou o barulho, e a dezordem". Duvida da imparcialidade do Chanceler do Porto neste processo. Transcreve e comenta a lista dos onze novos eleitos para a Junta. Diz que tem seguido este rocesso com atenção, porque depois que S. A. se ausentou "quazi todos, ou hoje, ou amanham, voltárão as cazacas".
Justifica-se ao primo por se referir tão amiudadamente nos negócios da Junta da Companhia e pede que não o tome por "teimôzo, enfadonho, e importuno". Reproduz a conversa mantida com António Fernando sobre a dívida de 300 mil cruzados sem juros que este mantinha com a Junta e a intenção da Junta de manobrar com o intuito de receber "huns poucos de mil cruzados de excesso pró labore". Refere que já partiu a informação para o Governo sobre a nova eleição de onze membros para a Junta, e revolta-se pelo facto de Pedro Gomes da Silva ter sido classificado, pelo Chanceler do Porto, de negociante abonado, mas inquieto devido às intrigas que manteve com o Deão de Braga. Informa das injustiças, violências e vexames a que foi submetida a família e a propriedade de Pedro Gomes da Silva durante a Restauração. Também consta que Domingos Pedro da Silva Souto e Freitas foi capitulado pelo mesmo Chanceler de "orgulhozo, e velhaco" apesar dos louváveis trabalhos como Administrador do Erário do Porto durante a Restauração. Gostaria de saber se o destinatário recebeu as cartas e o livro manuscrito que enviou pelo "Thetis" e pelo "Principe".
Relação de contas de António Fernando nos anos de 1806 e 1807.
Informa que o mês passado remeteu ao primo uma carta com um extracto da conta corrente que a Companhia pretende triplicar a dívida de cem mil cruzados. Falava também sobre a informação que o Chanceler do Porto deu ao Governo para ser enviada ao Príncipe sobre os novos onze elementos da Junta, e onde constavam injúrias e blasfémias contra Domingos Pedro da Silva Souto e Freitas e Pedro Gomes da Silva. Insurge-se contra o Chanceler que, com argumentos ignóbeis, julga Pedro Gomes incapaz de exercer por ser de Braga e não do Porto, e pelas intrigas do Deão de Braga e conhecimentos da Alçada. Atesta que Pedro Gomes há três anos que negoceia no Porto, onde passa a amaior parte do ano, sendo considerado um habilitado comprador e exportador de vinhos, para além de ser accionista de mais de dez acções, e até a Junta que não lhe é afecta considerou-o elegível declarando-o do Porto. Considera que ele é mais capaz para o emprego, do que qualquer outro. Diz que se vai vivendo é na esperança de mudar de ares, caso contrário "os ataques de suffocação" tomariam conta de si.
Descripção do modo por por que o actual Juiz de Fora de Algozo fomentou no seu Lugar a revolta dos Povos contra os Francezes; fazendo aclamar o Príncipe regente Nosso Senhor, e a Real Caza de Bragança.
Comentários sobre os acontecimentos sucedidos na Província do Minho e Douro durante as Invasões Francesas.
Suplica a António de Araújo de Azevedo protecção, justificada pelas cartas "de seu Mano [...] João António de Ar[auj]o, e [...] da Exm.a Sr.a D. Marqueza", para o requerimento incluso.
Informa que devido à moléstia do destinatário não lhe foi possível "beijar a mam" e suplicar a carta de protecção para alcançar uma ocupação junto do [8.º] conde dos Arcos, [D. Marcos de Noronha e Brito], [Governador da Baía]. Confiando na recomendação da "Fidalga [...] D. Marqueza sua Mai", o autor espera que a situção seja "remedeada".
Acusa a receção dos duplicados das cartas de António de Araújo. Felcita-o pela mercê alcançada para o amigo Brito. Fala das cobranças e do novo arrendamento do Ofício. Pede proteção para resolver este problema e aguarda por novas informações para seu governo.
Em resposta à carta que António de Araújo lhe dirigiu em 13 de Dezembro, comunica a impossibilidade em enviar a cal e a madeira encomendadas. Pede ao destinatário que pergunte a [Carlos António] Napion ou ao Inspetor do Arsenal Real do Exército, se ainda precisam das vigas que encomendaram. Espera que o destinatário já esteja recomposto da indisposição sentida durante a viagem.
Informa que partiu o iate com as encomendas de madeira, conforme a relação em anexo. Pede a António de Araújo [Conselheiro de Estado no Brasil] que o informe de quando é que o iate poderá regressar para transportar o resto da encomenda, altura em que remeterá também o feldspato, quatro caixões com barro branco e oito alqueires de sementes de mamona. O valor da encomenda deve ser entregue ao Sargento-mor Manuel Lopes Sobreira que se encontra na Corte em licença de serviço.
Comunica a António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], que não aceitará mais determinações do seu protegido António Luís Dantas Coelho, sem que este se apresente, ao menos, com uma carta comprovando esse estatuto. Refere que o mesmo tem sido o grande responsável pelos transtornos sentidos na remessa das encomendas de madeiras. Para comprovar a atitude do referido António Luís remete uma carta que este dirigiu a José Teles [de Almeida Proença Campos].
Informa que expediu, pela lancha Trindade, dois pranchões de Cobriúba, madeira própria para as rodas dos carros, conforme já tinha anunciado na carta que dirigiu pela mão do Mestre Joaquim José de Aguiar.
Comunica o estado da encomenda de madeiras e cal, feita por António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado no Brasil]. Enviá-la-à com a brevidade possível, apesar de ter dúvidas em que o iate suporte todo o peso. Pede protecção para o seu requerimento.
Remete, pela lancha Conceição, dois pranchões de Cobriúba, madeira boa para mesas de carros, ficando para mais tarde o envio dos outros dois. Pergunta se deve esperar pelo iate de António de Araújo, [Conselheiro de Estado no Brasil], uma vez que a encomenda de madeira já está pronta.
Correspondendo ao pedido de 15 do corrente mês, informa António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado no Brasil], das variedades de madeira que possui para a construção de carros. Pede proteção para o requerimento enviado ao Conde de Aguiar, [Min. do Reino no Brasil] e [1.º Marquês em 1813], visto que ainda não obteve qualquer resposta do mesmo. Informa que a carga para o iate está pronta.
Remete a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado na Corte do Rio de Janeiro], o Projeto de Melhoramento de Agricultura e Manufaturas e Comércio e a Reflexão sobre o estado atual do Comércio do Brasil, por forma a rectificar os males surgidos durante as invasões dos inimigos e com os novos Tratados de Comércio com a Grã-Bretanha que paralizaram a agricultura, as fábricas e o comércio nacionais. Refere que se o projeto merecer a aprovação do destinatário, remeterá depois os regulamentos da distribuição dos prémios e administração das caixas nacionais.