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Breve a favor do Dr. José Maria Rodrigues de Carvalho e sua mulher, D. Luísa Carolina Neves de Carvalho; e seus filhos do primeiro matrimónio, Maria Amélia; Alberto Carlos; Maria Beatriz; Eduardo Augusto e João Alfredo de Carvalho Braga, residentes no Campo de Santa Ana, da freguesia de São José de São Lázaro, da cidade de Braga.
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Jacinto Teixeira e esposa Maria das Dores Oliveira Teixeira, Manuel Teixeira, casado com Alzira Mendes de Oliveira, José Teixeira e esposa Arminda Dias Pereira, Adélia Teixeira Garcia e marido José Maria Teixeira Alves, Guilhermina Teixeira, António Teixeira e esposa Adelaide Maria de Carvalho, Ana de Oliveira Teixeira e marido José António André de Macedo Magalhães, Rita Garcia Teixeira e marido António de Sousa Pinto, Avelino José Teixeira Ribeiro e esposa Maria Esménia Lopes de Carvalho Ribeiro, José Manuel Teixeira Ribeiro e esposa Maria Fernanda Cerqueira Martins Ribeiro, Francisco José Teixeira Ribeiro 2º Outorgante: Sara David Fernandes Pereira, casada com João Alves Machado
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Luís Marques de Carvalho; Amílcar Dias Peixoto; Francisco da Silva Correia 2º Outorgante: António Marques Dias da Silva casado com Maria Alice Antunes Alves Machado 3º Outorgante:José Marques Dias da Silva casado com Leocádia Antónia da Costa Marques 4º Outorgante: Olívia Eugénia Meneses da Silva Marques e marido António Carvalho Macedo 5º Outorgante: Maria Emília de Meneses Marques e marido Manuel Lopes Martins 6º Outorgante: Manuel Augusto Rodrigues Marques 7º Outorgante: Maria Manuela Lima da Silva Meneses de Araújo e marido José Ferreira de Araújo 8º Outorgante:Maria da Conceição Lima de Meneses Enes e marido José Garcia Enes e Luís Marques de Lima Meneses
Primeiro outorgante: Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. Segundo outorgante: Carlos Sarabando Bola e António Augusto Marques Carvalho, representantes da empresa Brimo - Britas de Mouquim, Lda. Terceiro outorgante: Salustiano José Marques e Pierre-Yves Blard, representante da empresa Piçarra & Ribeiro, Lda. Quarto outorgante: José Artur de Almeida Gomes, representante da empresa Pedral – Pedreiras do Castro de Cambra
Repudiantes: Inácio Augusto Ferreira de Carvalho e mulher Maria Augusta Oliveira de Carvalho, de Poiares.
1º. outorgante: Manuel Antunes de Carvalho 2º. outorgante: Domingos Antunes de Carvalho Livro Nº 502-43.
1.º outorgante: Joaquim de Abreu 2.º outorgantes: Américo de Jesus Carvalho esposa Maria da Glória Pereira e filhos Maria da Conceição Pereira Carvalho, Maria Albertina Pereira Carvalho, António Manuel Pereira de Carvalho, Felicidade das Dores Pereira Carvalho, Abílio José de Carvalho, Firmino Pereira de Carvalho e Abraão Pereira de Carvalho Livro Nº B-532-56(v)
1.º outorgante: Maria Cândida de Carvalho 2.º outorgante: João Carvalho Guimarães Júnior Livro Nº 276-2
1º. outorgante: Cândido José de Carvalho 2º. outorgante: Maria Carvalho dos Santos Livro Nº 52-24v.
1.º outorgantes: Francisco Carvalho e esposa Emília Novais 2.º outorgante: António de Carvalho Livro Nº 465-62
1.º outorgante: Joaquim Carvalho de Miranda 2.º outorgante: Ana Maria Carvalho Jacinto Livro Nº 166-69
Apresenta o portador, Vasco de Carvalho. Contém um cartão-de-visita de Vasco de Carvalho.
1º. outorgantes: Rosa Leite de Carvalho marido João Leite da Silva Maria Leite de Carvalho Machado marido Alcino da Costa Machado José Leite de Carvalho esposa Emília Sampaio Bastos de Carvalho António Leite de Carvalho esposa Isaura Leite de Campos de Carvalho 2º. outorgantes: Emília Leite de Carvalho de Freitas marido Joaquim Carvalho Freitas Livro Nº 57-28v.
1.º outorgante: Manuel Carvalho de Azevedo Júnior 2.º outorgante: Bernardino Carvalho Monteiro Livro Nº 7-20
Entrega de bens, ao abrigo do Decreto-lei n.º 30615, de 25 de Julho de 1940, à fábrica da igreja da freguesia de Carvalho, concelho de Penacova e distrito de Coimbra, nomeadamente: Igreja Matriz; uma capela com adro; uma capela sita no lugar de Carvalhais; uma capela com o seu rossio situada em São Paulo; uma capela e adro situada em Vale da Carvalha; uma capela situada no lugar da Póvoa; uma capela e seu adro em Vale de Formiga; uma capela e adro no lugar de Pendurada; uma capela e seu adro no lugar de Cerquedo; uma pequena capela sita no lugar de Ameal; uma capela e adro situada em Vale das Éguas; uma capela com uma pequena sacristia em Capitorno; uma capela pequena e sacristia situada em Aveledo; três terras de semeadura em Caldures; uma terra de semeadura em Vale Longo, onze oliveiras no sítio do arraial, que pertenceram à Capela de Santa Ana, nos limites de Carvalhais; uma capela situada no Lourinhal, bem como as dependências e objectos de culto da igreja e capelas devidamente identificados no auto de entrega lavrado a 23 de Fevereiro de 1961.
Entrega de bens ao benefício paroquial da freguesia de Carvalho de Rei, concelho de Amarante, distrito do Porto, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 30615, de 25 de Julho de 1940. Dos bens entregues consta a antiga residência paroquial, que se compõe de uma casa de rés-do-chão, sita no lugar de Carvalho de Rei, onde se encontrava instalada a escola primária, com reserva de ali se manter até ser transferida para outro edifício, de acordo com o auto de entrega, incluso no processo, lavrado a 22 de Novembro de 1943.
AUTOR/EDITOR: Ribeiro de Carvalho (1880-1942), da Academia das Ciências de Lisboa/Maldita Seja a Guerra… • Assuntos: I Guerra Mundial.
Autor: O Ministério Público. Rés: Quitéria carvalho, casada, Ana Carvalho, casada, Josefa Carvalho, solteira, e Teresa Carvalho, casada, e outra Quitéria Carvalho, todas do lugar de São Paulo, da freguesia de São João das Caldas.
1.º outorgantes: João Mendes de Carvalho, casado com Maria Henriqueta Leão Monteiro Brandão de Carvalho 2.º outorgantes: A sociedade "Carvalho & irmãos, Limitada", representada pelos sócios: Luís Gonzaga Mendes de Carvalho e Joaquim Mendes de Carvalho Livro Nº 19D-30(v).
1.º outorgantes: Jerónimo da Silva e esposa Custódia Rosa 2.º outorgantes: Francisco Martins esposa Joaquina de Carvalho e filhos Francisco de Carvalho Martins, Manuel de Carvalho Martins; Rosa Carvalho Martins e Maria da Conceição Carvalho Martins Livro Nº A-532-99
1.º outorgantes: Manuel da Silva e esposa Florinda Fernandes 2.º outorgantes: Domingos Martins esposa Ana de Carvalho e filhos: Francisco Carvalho Martins, Adelaide Carvalho Martins, Fernando de Carvalho Martins e Maria de Fátima de Carvalho Martins Livro Nº C-526-7(v)
1.º outorgante: Luís Teixeira de Carvalho 2.º outorgante: Maria de Belém Teixeira de Carvalho 3.º outorgante: Emília Teixeira de Carvalho 4.º outorgante: Rosa Teixeira de Carvalho A sociedade "Luís Teixeira de Carvalho & Irmãs, Limitada" Livro Nº 399-29
1.º outorgante: Cândido José de Carvalho; António Nicolau de Miranda; António Cândido de Sousa Carvalho; Amândio de Sousa Carvalho; Maria de Assunção de Sousa Carvalho A Firma "Cândido José de Carvalho, Filhos & Companhia" Livro: Nº 281-28(v)
1º. outorgante: Ana Dias de Carvalho Ferreira 2º. outorgantes: Joaquim Ferreira de Carvalho esposa Rosa Alves Ribeiro 3º. outorgante: Maria Ferreira de Carvalho 4º. outorgante: Deolinda Ferreira de Carvalho 5º. outorgante: Rosa Ferreira de Carvalho Livro Nº 507-50.
Filiação: Antonio Bernardes e Domingas Francisca. Natural e/ou residente em RANDE,Santiago, actual concelho de FELGUEIRAS e distrito (ou país) Porto. Outra informação: Inquiricao feita em 1719.03.08, com o nome de Gregorio Francisco Carvalho. Inquiricao feita em 1714.01.13, com o nome de Gregorio Bernardes.
Filiação: Jose Gorgel Carvalho Amaral Andrade e Teresa Caetana Borges Cunha Sousa. Natural e/ou residente em VALENCA-SANTO ESTEVAO e MONDIM BASTO-SAO CRISTOVAO, actual concelho de VALENCA e MONDIM BASTO e distrito (ou país) Viana do Castelo e Vila Real.
Naturalidade do noivo: Armamar, Santiago-Armamar. Morada do noivo: Rua da Cruz de Pedra,Maximinos. Naturalidade da noiva: Cividade, Santiago-Braga. Morada da noiva: Rua do Alcaide. Pai do noivo: Gaspar Carvalho. Mãe do noivo: Beatriz Moreira. Pai da noiva: Francisco Loureiro. Mãe da noiva: Madalena Gonçalves. Testemunhas: Cónego António Alvares, Padre Gasoar João Reis, Manuel Alvares Tinoco e outros.
Profissão do noivo: pedreiro. Naturalidade do noivo: Guimarães-Guimarães. Profissão da noiva: lavradeira. Naturalidade da noiva: Vila Nova de Famalicão-Vila Nova de Famalicão. Pai do noivo: José Joaquim Freitas, carpinteiro. Mãe do noivo: Antónia Rosa, costureira. Pai da noiva: Manuel marinho, lavrador. Mãe da noiva: Ritra Maria, lavradeira. Testemunhas: Constantino Freitas, Maria Carvalho, Gaspar José Cunha, Rafael José Cunha.
Viuvo, 43 anos de idade. Filiação: Felix Jose Carvalho. Natural de SERZEDELO,Sao Pedro-POVOA LANHOSO. Destino Rio Janeiro. Proprietario. Leva sua sogra, viuva, Deolinda Martins Cruz de 53 anos, sua sobrinha Casimira de 14 anos e seus filhos Deolinda de 9 anos e Marieta de 7 anos
Contém a ilustração da proposta, no âmbito do concurso público lançado, para escolha da bandeira da República Portuguesa. Integra a seguinte legenda: "Alvitre de Carvalho Neves" e no verso, encontra-se impresso: o título e a numeração da coleção: "n.º 13".
Fotografia de estúdio, do então jovem Thomaz João Baptista de Carvalho Serra, em traje de cerimónia - casaco, gravata, calção e botins - recostado numa pequena mesa. No verso, dedicatória à tia, como testemunho do verdadeiro afeto e da sincera amizade do sobrinho e "amiguinho".
Casado, 56 anos de idade. Filiação: Paulo Jose Carvalho. Natural de CAIRES,Santa Maria-AMARES. Destino Para. Proprietario. Leva sua esposa Maria Conceicao Silva Lage, de 33 anos, e seus filhos Armindo, de 11 anos, Americo, de 5, Maria, de 3, e Alice, de 2.
Casado, 51 anos de idade. Filiação: Joao Batista Carvalho. Natural de MOSTEIRO,Sao Joao Batista-VIEIRA MINHO. Destino Rio Janeiro. Lavrador. Leva sua esposa Teodora Luisa Vieira, de 42 anos, e seus filhos Antonio, de 16 anos, Francisca, de 14, Francisco, de 9, e Domingos, de 23 meses.
Casado, 29 anos de idade. Filiação: Antonio Vicente Carvalho Leal Sousa. Natural de LANDIM,Santa Maria-VILA NOVA FAMALICAO. Destino Manaus. Capitalista. Leva sua esposa Ernestina de 32 anos, seu filho Alberto de 3 anos, seus creados Antonio Oliveira de 22 anos, creada Carlota de 53 anos. Adelino de 15 anos
Naturalidade do noivo: Barcelos, Santa Maria Maior-Barcelos. Naturalidade da noiva: Barcelos-Santa Maria Maior-Barcelos. Morada da noiva: Rua dos Pelames. Pai do noivo: Manuel Costa Carvalho. Mãe do noivo: Jerónima Pinheiro. Pai da noiva: Jerónimo Mesquita Mendonca,Prior de Barcelos. Testemunhas: Gonçalo Gonçalves, Sebastião Andrade, António João Magalhães e outros.
Profissão do noivo: soldado. Naturalidade do noivo: Cividade, Santiago-Braga. Morada do noivo: Guimarães. Profissão da noiva: costureira. Naturalidade da noiva: Cividade, Santiago-Braga. Morada da noiva: Esporões. Pai do noivo: António Lemos, moleiro. Mãe do noivo: Ana Ribeiro, fiadeira. Mãe da noiva: Rosa Maria Carvalho, tecedeira. Testemunhas: Jerónimo José Dias, Bernardo Pereira Oliveira Sá.
Nota biográfica relativa ao bacharel José António de Faria e Carvalho, Juiz de Fora de Valença, Juiz Conservador da Fábrica [de Fiação] da Prova e Juiz Privativo e do Tombo da casa de António de Araújo de Azevedo e que pretende ser Corregedor da Comarca de Viana.
Processo individual da funcionária Lúcia Semedo Carvalho, composto por: recibo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras; pedido de admissão; acordo de actividade ocupacional; declarações de rendimentos; contrato de trabalho; declarações médicas; declarações de presença; outras declarações; e fotocópias de documentos de identificação.
Fotografia de estúdio, do então jovem Thomaz João Baptista de Carvalho Serra, em traje de cerimónia - casaco, gravata, calção e botins - recostado numa pequena mesa. No verso, dedicatória à tia, como testemunho do verdadeiro afeto e da sincera amizade do sobrinho e "amiguinho".
Receita para estupefacientes do Dr. Manuel Montezuma de Carvalho, de Coimbra, onde prescreve a toma de Dicodid. Receita com modelo de impresso exclusivo da Imprensa nacional segundo o N.º 3 do artigo 58.º do Decreto-Lei N.º 48547 de 27 de agosto de 1968.
Morgadio de Pindela. Luís de Carvalho e Beatriz de Almeida, Pindela, 1526. Remonta a 1442 a aquisição da propriedade da Quinta de Pindela, sita no atual concelho de Vila Nova de Famalicão, por João Afonso do Prado, escudeiro‐fidalgo de D. João I, e avô paterno de Luís de Carvalho, responsável pela instituição do morgadio de Pindela juntamente com a sua mulher, Beatriz de Almeida. O seu testamento, datado de 12 de maio de 1526, chega até nós contido numa cópia de 1724 – não eliminando a hipótese da existência do documento original em arquivo –, ao tempo do 8º morgado, João Machado Fagundes Pinheiro e Figueira, trasladado pelo padre e notário de Barcelos, Manuel Ribeiro Belo. Na ausência de descendência direta, o casal adota uma estratégia equitativa tendo em vista a distribuição dos bens, reservando a tutela da Quinta para os sobrinhos, Simão Pinheiro e Leonor de Almeida, com a condição de contraírem matrimónio. Em O Morgadio de Pindela (1999), João Afonso Machado traça as dinâmicas intergeracionais com recurso à memória oral e ao espólio da família, que compõe o Arquivo da Casa de Pindela, num esforço de preservação do património documental, fornecendo‐nos a base para a criação da presente rubrica do “Vínculo do Mês”. Foi aquando da segunda administração, do casal Manuel Figueira e Ana Pinheiro (filha de Simão Pinheiro e Leonor de Almeida), que o morgadio viu alargadas as suas propriedades com a incorporação de terras de que eram titulares, por via de escritura outorgada na Casa do Passadiço, a 6 de julho de 1593. Nesta escritura o casal declara que “pelos tempos adiante os que lhes sucederem representem pessoas principais que possam dar lustro e honrar o seu sangue e geração e louvor dos primeiros instituidores” (Arquivo Particular da Casa de Pindela, Pasta nº 1, doc. nº 1‐D, nota 11, p. 35 apud MACHADO, 1999, p. 35). O 3º morgado, Miguel Pinheiro Figueira, encarregar‐se‐ia de vincular ao morgadio de Pindela os restantes bens de raiz dos seus antecessores, por instrumento público lavrado a 15 de maio de 1617, com a condição de que os seus herdeiros não se alienassem dos mesmos e que conservassem o apelido Figueira, a acrescentar à disposição que já vigorava no documento de instituição quanto à conservação dos apelidos “dos Pinheyros ou carvalhos” (Arquivo Casa de Pindela, 6038, fl. 2 v.º). Excluía também da sucessão aqueles que contraíssem matrimónio com gente de “nação de cristãos‐novos, mouros ou de outra infecta nação”; ou os que incorressem em crimes de lesa majestade, de modo a evitar o confisco dos bens (MACHADO, 1999, pp. 36‐37). O seu sucessor, José Pinheiro Lobo, foi o responsável por acrescentar à casa senhorial a Capela de Nossa Senhora da Conceição. As décadas finais do século XVII ficariam marcadas pela instabilidade sucessória e tentativa de apropriação dos bens de Pindela, através de um plano perpetrado por Manuel de Vasconcelos e Sousa. Perante o assassínio do 5º administrador, José Pinheiro Lobo, a culpa recaiu, injustamente, sobre o seu sobrinho e sucessor, João Machado Fagundes. Perante este cenário particularmente vulnerável, Manuel de Vasconcelos e Sousa, casado com Isabel Figueira, sobrinha do falecido, liderou uma tentativa de sequestro das propriedades de Pindela. Assim, numa noite de agosto de 1679, as propriedades foram ocupadas por indivíduos que, em nome do insurreto, exigiam em tom de ameaça a expulsão de Veríssimo Pinheiro Lobo que, apesar da tenra idade e da filiação bastarda, tinha sido entretanto reconhecido como 7º morgado (MACHADO, 1999, p. 60). Volvidos vinte anos, o retorno dos Pinheiro‐Figueira a Pindela efetiva‐se após a obtenção do perdão papal de João Machado Fagundes. Este inicia a sua administração com a apresentação do testamento do instituidor do morgadio perante o notário local, que redigiu a cópia de que hoje dispomos, e cujas disposições justificariam os seus poderes por herança. O vínculo de Pindela chega à contemporaneidade com quatro séculos de acumulação de património e de expansão familiar, emergindo em Oitocentos como um pequeno núcleo político e cultural. O advento do Liberalismo trouxe a mobilização da família pela recusa da onda constitucionalista emergente, ao lado de D. Miguel, que aliás se fazia apoiar de fidalgos e morgados de Entre Douro e Minho (ibidem, 1999, p. 93). Como tal, o 11º morgado, Vicente Machado de Melo Pinheiro, marcou a sua presença nas fileiras do partido tradicionalista, estando presente em movimentações de apoio a D. João VI e tendo sido até condecorado com a Ordem Militar da Torre e Espada, por influência direta do infante absolutista. Já num contexto anticabralista, o seu sucessor, João Machado Pinheiro, continuou a abraçar a causa miguelista e, em 1846, surge contra os cartistas numa nova tentativa de elevar D. Miguel ao trono. Já em 1851 aparece a integrar as fileiras de apoio ao duque de Saldanha na constituição do governo da Regeneração, mantendo‐ se na carreira pública até 1888. Na viragem para o século XX, a Casa de Pindela emerge também como um centro cultural ativo, com “serões de filosofia e crítica de ideias”, por onde passaram nomes como Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins (MACHADO, 1999, p. 112). Os próprios administradores assumiram‐se como parte de uma geração romântica e assídua dos círculos literários. Ao longo dos seus seiscentos anos, a Casa de Pindela e os seus administradores têm sido espectadores e intervenientes na história nacional, no âmbito quer político quer cultural, como notado acima. A linhagem manteve, desde os seus primórdios, uma estreita cooperação com a Coroa, ou não tivesse notado Felgueiras Gaio serem os Pinheiros de Barcelos o ramo “mais respeitável pelo muito que se aumentou e se aliançou com as famílias mais ilustres do Reino e da Corte” (1940, p. 9). Atualmente convertida em parte em turismo rural, a Casa, quinta e mata de Pindela são um conjunto classificado, desde 2012, como monumento de interesse público, dado o “valor estético e técnico do bem, à conceção arquitetónica e paisagística” (DR, Portaria n.º 740‐DG/2012). Joana Soares, Maria Beatriz Merêncio, Alice Borges Gago, Margarida Leme, Rita Sampaio da Nóvoa (com a colaboração de João Afonso Machado e Luísa Alvim). Em colaboração com Arquivo Municipal Alberto Sampaio BIBLIOGRAFIA ARQUIVO MUNICIPAL ALBERTO SAMPAIO – Arquivo da Casa de Pindela, 1.ª geração, Luís de Carvalho e Beatriz de Almeida (Cota: ACP 6038). ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO – Registo Geral de Mercês de D. Luís I, liv. 40, fl. 28. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/ViewerForm.aspx?id=2039930 [consultado a 27 de janeiro de 2021]. Diário da República, Portaria n.º 740‐DG/2012, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24‐12‐ 2012. Disponível em: https://dre.pt/application/dir/pdf2sdip/2012/12/248000001/0007500075.pdf [consultado a 29 de janeiro de 2021]. DIREÇÃO‐GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL – Casa, quinta e mata de Pindela. Disponível em: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio‐ imovel/pesquisa‐do‐patrimonio/classificado‐ou‐em‐vias‐de‐ classificacao/geral/view/341985 [consultado a 29 de janeiro de 2021]. GAIO, Manuel Felgueiras – “Origem dos Pinheiro”, in Nobiliário de Famílias de Portugal, vol. XXIV, Braga, Agostinho de Azevedo Meirelles & Domingos de Araújo Afonso, 1940, pp. 9–120. Disponível em: https://purl.pt/12151 [consultado a 25 de janeiro de 2021]. MACHADO, João Afonso – O Morgadio de Pindela, [s.l.], [s.e.], 1999.