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ABREU, José Cândido. Filho de Tomaz António Gomes de Abreu e de Mariana Gertrudes de Abreu Magalhães, proprietários, da Vila de Melgaço. Neto paterno de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo; neto materno do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi Ervelha Gaioso e Puga. Nasceu na Calçada, SMP, a 16/8/1825, e foi batizado na igreja católica três dias depois. Padrinhos: o seu avô paterno e Teresa Clara Pereira da Gama, moradora na Rua da Calçada, SMP. // Desde jovem que se dedicou ao comércio. Teve estabelecimento no Campo da Feira de Fora. Foi por vezes vogal do Conselho Munipal, presidente da Câmara (nas décadas de oitenta e noventa do século XIX), mandando construir a capela e casa depósito do cemitério, abrindo – ou alargando – duas ruas: a do Rio do Porto (onde ele teve um estabelecimento de fanqueiro, mercearia, etc.) e a Rua Nova de Melo; foi juiz substituto de 1870 a 1879, e em mais períodos, além de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgço (1868 a 1898). Como provedor, mandou erguer o Hospital da Misericórdia, inaugurado a 16/10/1892, cujo edifício serviu no século XX (depois da década de oitenta, salvo erro) de Escola Superior (pólo de Viana do Castelo). // Foi Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, comenda concedida pelo Governo a 17/2/1886. // A 6/11/1887 surgiu o jornal “O Melgacense”, cujo redator principal era o Dr. António Joaquim Durães. Sobreviveu quatro anos. A seguir, em Janeiro de 1892, nasceu o “Espada do Norte”, dirigido pelo padre António Avelino do Outeiro, natural de Paços. Durou um ano, ou seja, até Dezembro de 1892. Lê-se em Melgaço, Sentinela do Alto Minho, de ACE, II parte, 2.º volume, página 209: «Apareceu depois, num último esforço para captar as simpatias dos leitores do primeiro semanário, um outro periódico – O Melgacense – propriedade e administração de José Cândido Gomes de Abreu e redação do padre Aníbal de Vasconcelos Passos (…) Nem um ano deitou fora (1893), que se todos respeitavam José Cândido como homem de grande iniciativa e de bondoso coração, muitos não o toleravam como político.» // Os seus negócios eram abrangentes: depositário da Companhia de Tabacos, agente dos Bancos Comercial e Aliança, e ainda agente de uma funerária. // Casou na Vila de Melgaço catolicamente, a 27/12/1894, com a sua governanta de muitos anos, Ana Joaquina, nascida na vila, SMP, por volta de 1833, filha de João Manuel Vasques e de Vicenta Gomes. Testemunhas presentes: Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico do partido municipal, e sua esposa, Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão, moradores na Vila de Melgaço. // Ana Joaquina Vasques não lhe deu filhos, mas José Cândido gerou em Joaquina Gomes, solteira, da Vila de Melgaço, filha de Joana Gomes, de Cecriños, Galiza, uma criança do sexo feminino, a quem deram o nome de Paulina Cândida, nascida no lugar do Barral, Paderne, a 24/7/1852, a qual ele reconheceu como filha (ver). // Em 1896 na estação de Nine, numa das suas viagens de negócios, quando se dirigia para a cidade de Braga, roubaram-lhe a carteira com 115 mil réis e vários documentos. // Em 1907 foi eleito presidente da A.S.M. (C.A.M.); tinha como vice-presidente Hermenegildo José Solheiro. Tomaram posse a um domingo, 21/7/1907, na Escola Conde de Ferreira. // Morreu a 16/12/1908, na sua casa do Campo da Feira de Fora, SMP, sem sacramentos, devido ao seu estado de saúde, com testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. // Teve mais de cem afilhados, alguns dos quais foram contemplados no seu longo testamento. O resto dos seus bens deixou-os à viúva e a outros parentes. // Passados quarenta anos da sua morte, o “Mário de Prado” escrevia no “Notícias de Melgaço”: «… foi um homem invulgar, dotado de extraordinária força de vontade e excepcional espírito de iniciativa.» Pede aos conterrâneos que lhe ergam um busto numa das praças, mas até hoje ninguém ousou dar esse passo. Aliás, a Câmara Municipal, presidida por Rui Solheiro, atribuiu ao Largo da Calçada (ou Praça José Cândido Gomes de Abreu) o nome de Praça Amadeu Abílio Lopes, um pigmeu comparado com José Cândido. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1003, de 2/12/1951: «LARGO GOMES DE ABREU – Começaram as obras de calcetamento no Largo JCGA e oxalá em boa hora elas sejam feitas. Precisadinho estava, pois sendo o sítio da principal entrada da Vila, há muito vinha pedindo o cuidado de o arranjarem convenientemente. E, como um dos limites da Vila, por terem desaparecido os quintais de Gomes de Abreu e Bento Dias, é hoje este Largo, torna-se necessário dar disso conhecimento ao varredor das ruas para que a vassoura municipal também a percorra. Sim, que a vassoura municipal se gaste aqui como nas outras partes, porque a Calçada é o coraçãozinho da Vila, pese a quem pesar, doa a quem doer.» // Escreveu o “Mário de Prado”: «Passa no próximo dia 16 do corrente mês o quadragésimo aniversário do falecimento do grande benemérito que se chamou em vida JCGA, prestigioso cidadão que ainda hoje, apesar dos quarenta anos que já se escoaram pela austera ampulheta do Tempo, nós, melgacenses, recordamos com viva e pungente saudade. Antigo presidente da Câmara Municipal deste concelho, primeiro substituto do Juiz de Direito da Comarca de Melgaço, provedor da SCMM, comendador da Ordem da Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e conceituado comerciante da nossa praça, a sua ação honesta, inteligente e altruísta, foi sempre orientada numa diretriz que ficou assinalada na grandiosa obra de caridade que, forçosamente, será sempre lembrada com legítimo orgulho. As obras municipais que JCGA nos legou são, também, muitas e importantes. E entre todas destaca-se, e ficou a perpetuar a sua saudosa memória, o importante edifício do hospital da SCMM – a nossa Domus Caritatis – que é, pode afirmar-se, obra exclusivamente sua, e que, por si só, basta para ser apontado a todos os melgacenses como o maior e mais benemérito homem do seu tempo. JCGA foi um homem invulgar, dotado de extraordinária força de vontade e excecional espírito de iniciativa. Desinteressadamente, consagrou toda a sua vida ao progresso desta linda terra que lhe serviu de berço e sepultura. O seu passado, probo e laborioso, é, por assim dizer, um livro aberto, no qual os melgacenses bem podem colher os ensinamentos, as energias e o altruísmo que são necessários para se edificar um Melgaço maior e melhor. Pois é verdade, estimados leitores: dizia eu que faz já no próximo dia 16 do corrente quarenta anos que faleceu o comerciante Gomes de Abreu, saudoso filantropo que ainda hoje – é justo repeti-lo – apesar da poeira dos anos, todo Melgaço chora. 40 anos!... Como o tempo foge! E nós, os melgacenses, sem ainda termos liquidado uma dívida que há tantos anos trazemos em aberto. E essa dívida, embora avultada, não é impossível, nem mesmo difícil, de pagar. Estou daqui já a ouvir os estimados leitores: “se não é impossível, nem mesmo difícil de pagar, então que urge fazer para liquidá-la, ou ao menos amortiza-la”? Pouca coisa. Para amortiza-la era só preciso que no dia 16 do corrente mês se celebrassem exéquias solenes, na igreja da SCMM, em sufrágio da alma de tão saudoso extinto, findas as quais organizar-se-ia por todos os melgacenses dignos deste nome e amantes da sua terra, uma piedosa peregrinação de romagem ao cemitério onde deporia sobre o seu túmulo uma significativa coroa de flores, como preito de gratidão e homenagem póstuma à memória do maior benemérito que em Melgaço nasceu, viveu e morreu. E para liquidá-la? Para liquidá-la, é dever e obrigação, organizar-se no concelho uma comissão que se encarregue de promover e patrocinar uma subscrição pública com o fim de se angariarem os fundos necessários à aquisição do busto do grande melgacense, cuja falta há quarenta anos que se vem notando no nosso querido burgo. Ao critério e apreciação dos bons melgacenses aqui deixo as minhas paupérrimas sugestões. Dado o caso que não sejam tomadas em consideração, eu nem por isso deixarei de ficar de bem com a minha consciência por ter prestado, com estas descoloridas linhas, justiça a JCGA, ao mesmo tempo que curvar-me-ei respeitosamente, perante a sua veneranda memória com o recolhimento piedoso que sempre me inspira o dia do aniversário do seu falecimento e ainda plenamente seguro e convencido de que o seu espírito dorme tranquilo o sono dos justos junto do trono de Deus, satisfeito por na terra sempre ter semeado o Bem, única semente que germinou em tão nobre e grande coração.»
ESTEVES, Armando José. Filho de Teresa de Jesus Rodrigues, solteira, empregada de serviço doméstico, natural de Paderne, moradora no Largo da Misericórdia, Vila de Melgaço, e de (*). Neto materno de António Francisco Rodrigues, pedreiro, e de Maria Joaquina Esteves, lavradeira, ambos padernenses. Nasceu na Rua da Misericórdia, SMP, a 27/10/1899, e foi batizado na igreja de SMP a 29 de Novembro desse ano. Padrinhos: Rufino António Esteves, solteiro, proprietário, de Rouças, e Anésia Esteves, irmã do neófito. // Em Julho de 1912 fez exame do 1.º ano no liceu de Viana do Castelo. // Em 1913 estudava num liceu de Viana. // No verão de 1914 fez exame do 1.º e 2.º ano no liceu de Braga, ficando aprovado. // Em 1915 transitou do 4.º para o 5.º ano no liceu de Braga. // Em Outubro de 1915 partia novamente para Braga a fim de continuar os seus estudos. // Em Julho de 1918 regressava de Lisboa, onde era estudante na escola dos correios e telégrafos. // Em 1920 era aspirante dos correios e telégrafos na estação de Valença. // Em 1933 era 1.º oficial dos Correios e Telégrafos em Coimbra. // Casou a 19/4/1941, na igreja de Santa Cruz, Coimbra, com a professora Maria Manuela Pimenta Correia, natural de Viana do Castelo (s.e.). // Moraram em Luso. // Em 1951 esteve em Melgaço de visita. Continuava a trabalhar em Coimbra. // Enviuvou a 18/3/1980. // Morreu na freguesia da Pena, Lisboa, a 16/1/1983. // Armando José era irmão do médico, Dr. António Cândido, entre outros. /// (*) Foi perfilhado por seu pai, Francisco António Esteves “Brasileiro”, viúvo, proprietário, a 16/6/1914. Um filho do casal, Dr. Francisco António, nascido a 14/10/194-, terminou o curso de medicina em 1967, com dezoito valores, especializando-se em Ortopedia; exerceu em Vila Nova de Cerveira e em Viana do Castelo, e em finais de 1994, ou inícios de 1995, partiu para Macau, onde foi nomeado diretor do hospital. Lê-se no «Novo médico. Com ótima classificação transitou para o 5.º ano de medicina, na Universidade de Lisboa, o nosso prezado amigo, senhor Dr. Francisco António Pimenta Esteves, filho muito querido do nosso estimado conterrâneo e assinante, senhor Armando Esteves e de sua esposa, senhora D. Maria Manuela Pimenta Esteves, ilustre professora oficial em Luso. Ao novo médico e a seus pais enviamos os nossos parabéns certo de que esta terra o esperará a fim de exercer as suas funções junto de seu querido tio, o nosso também amigo, senhor Dr. António Cândido Esteves, distinto diretor clínico do hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço.» Da internet retirei as seguintes informações:
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Luís Marques de Carvalho; Amílcar Dias Peixoto; Francisco da Silva Correia 2º Outorgante: António Marques Dias da Silva casado com Maria Alice Antunes Alves Machado 3º Outorgante:José Marques Dias da Silva casado com Leocádia Antónia da Costa Marques 4º Outorgante: Olívia Eugénia Meneses da Silva Marques e marido António Carvalho Macedo 5º Outorgante: Maria Emília de Meneses Marques e marido Manuel Lopes Martins 6º Outorgante: Manuel Augusto Rodrigues Marques 7º Outorgante: Maria Manuela Lima da Silva Meneses de Araújo e marido José Ferreira de Araújo 8º Outorgante:Maria da Conceição Lima de Meneses Enes e marido José Garcia Enes e Luís Marques de Lima Meneses
Nasceu em Vimieiro (Arraiolos), concelho de Arraiolos, filho de Faustino José Caeiro e de sua esposa Emília Augusta da Conceição, ambos naturais de Vimieiro. Iniciou a sua formação em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e veio concluir em 1917 a licenciatura na recém-criada Faculdade de Direito de Lisboa, com a classificação final de Muito Bom. Em 1919, com a defesa de uma dissertação denominada Quedas de água: esboço económico-jurídico, tornou-se o primeiro doutorado pela Faculdade de Direito de Lisboa. Entre 1919 e 1933 exerceu advocacia em Lisboa. A partir de 1928 foi também vogal do Conselho Superior das Colónias e da Junta Central de Trabalho e Emigração do Ministério das Colónias. Em 1933, foi nomeado juiz conselheiro do restabelecido Supremo Tribunal Administrativo, ficando adstrito à secção de contencioso administrativo daquele tribunal. Em 1936 foi feito membro do Instituto Internacional de Ciências Administrativas. Em 1940 integrou o 2.º governo do Estado Novo ao ser nomeado Subsecretário de Estado das Colónias, cargo que exerceu até de 6 de junho de 1942, data em que foi nomeado interinamente Ministro das Colónias do mesmo governo. Manteve-se nessas funções até 5 de janeiro de 1943, sendo no dia seguinte nomeado para exercer as funções de Procurador-Geral da República, cargo que de que tomou posse em 6 de Janeiro de 1943. Exerceu aquelas funções até finais de 1954, altura em que se aposentou por razões de saúde. Após a aposentação dedicou-se à investigação histórica e genealógica, deixando uma importante obra publicada nestes campos de estudo. Em 1970 foi eleito académico correspondente da Academia Portuguesa da História, instituição em que foi eleito académico de número em 1975. Foi agraciado com o grau de grande oficial e com a grã-cruz da Ordem de Cristo. Faleceu em Lisboa a 24 de maio de 1976. A 1 de julho de 19. A 1 de julho de 1977 recebeu uma homenagem póstuma na Academia Portuguesa da História, de que resultou a publicação de uma memória. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Jos%C3%A9_Caeiro
Carta sobre descerramento da lápide de homenagem a Adolfo Lima. • Assuntos: Lima, Adolfo, 1874 - 1943.
Planta não concluída. Imóveis representados na planta mas não identificados: Quinta da Cartaxeira (Rua Dr. José Joaquim de Almeida, n.º 1041); Quinta do Lameiro (Estrada da Rebelva, n.º 7)
DOMINGUES, Manuel José (Mareco). Filho de Felismina Domingues (falecida antes de 1945). Nasceu em Castro Laboreiro a 4/5/1910. // Casou em primeiras núpcias, em 1934, com Maria Rosa Esteves. Geraram dois filhos: Sara e Álvaro. // Enviuvou a 9/11/1942. // Tinha trinta e quatro anos de idade, era comerciante, morava em Várzea Travessa, quando casou em segundas núpcias, na igreja de Castro, a 4/6/1945, com a sua parente em terceiro grau de consanguinidade, Maria Rosa Fernandes (*), de dezanove anos de idade (**), filha de Serafim Fernandes (falecido antes de 1945) e de Maria do Carmo Rodrigues, todos naturais de Castro Laboreiro, moradores no sobredito lugar, e deste matrimónio nasceram: Alberto, Maria Fernanda, Carlos Manuel, Maria Angelina e Maria do Carmo. Com excepção do Alberto, nascido ainda em Castro Laboreiro, todos estes nasceram em SMP. // No Notícias de Melgaço n.º 786, de 11/8/1946, vem publicada uma carta sua: «… tendo sido publicada no jornal de que V. Ex.ª é digno diretor uma crónica intitulada “Do dia-a-dia” no número 775, de 12/5/1946, que vem assinada por Ascenção Afonso, em que a minha pessoa é gravemente injuriada na sua honra e consideração, venho, nos termos do decreto 12008, requerer a V. Ex.ª que no próximo número se publique a seguinte declaração => Como sempre procurei ser comerciante honrado e sério e cidadão prestante à minha freguesia, foi com profunda mágoa que tomei conhecimento da difamação e injúria que me é (…?) na referida crónica por uma pessoa que, além de mais, está de relações cortadas comigo. Não posso assim deixar ficar impune quem tão pouco respeito e consideração teve pelo meu nome, pelo que declaro, para os devidos efeitos, que vou proceder, criminalmente, contra o referido Ascensão Afonso e mais contra aqueles que a lei considera responsáveis ou cúmplices no crime perpretado de abuso de liberdade de imprensa. Para tanto, outorguei procuração ao meu advogado, Ex.mo Senhor Doutor Artur Anselmo, a quem dei os necessários poderes para organizar o referido processo, mal terminem as férias judiciais. Aceite V. Ex.ª os meus respeitosos cumprimentos.» // O professor Ascensão Afonso publica um artigo no mesmo número do jornal. Às tantas escreve: «há alguns anos que nas colunas deste jornal nos batemos contra todos os egoísmos, contra todos os açambarcadores, contra os roubadores do pão e da bolsa dos pobres, e alguma coisa de útil conseguimos.» E mais à frente: «o governo, pela boca de Salazar, principalmente, impôs-nos esse combate. Combati e combaterei, e não me arrependo de o fazer. Podem surgir Marecos pelo caminho…» E prossegue, implacável, sem papas na língua. // Um dia Manuel José resolveu sair de Castro Laboreiro; então, comprou no lugar da Corredoura, Prado, a Quinta do tenente Lopes, a qual, passados uns tempos lhe voltou a vender! A razão é simples: enamorou-se da “Vivenda Iracema”, sita na Vila, SMP, na Rua Velha, que fora mandada construir pelo “brasileiro” Simão Araújo em uns terrenos que comprara a Amadeu Ribeiro Lima. Adquiriu-a em Agosto de 1947 (ou 1949), por 470 contos de réis. À entrada da Quinta, um corredor com mais de 20 metros de comprimento, éramos sempre aguardados por um valente cão de Castro, cujos dentes nos atemorizavam. // A 28/7/1947, por escritura, o Dr. Artur Anselmo Gonçalves de Castro e sua esposa, reconhecem a sua dívida de 80.000$00, por empréstimo, para com Manuel José Domingues, morador no lugar de Várzea Travessa; o fiador era Gaspar Magno Pereira de Castro, da Casa de Galvão. // Foi um homem de negócios, um pequeno Onassis; negócios que lhe granjearam alguma fortuna. Preocupou-se com a educação dos filhos, quase todos eles com cursos superiores! A partir de certa altura as coisas começaram a correr menos bem, mas é assim a vida: com altos e baixos. // Morreu na Vila de Melgaço a 30/4/1979. // A sua viúva faleceu quarenta anos depois. /// (*) A noiva, para casar, teve o consentimento da progenitora. /// (**) Adotou o nome da mãe, Maria do Carmo, para não ser confundida com a primeira esposa de Manuel José Domingues (Mareco).
GARCIA, José António. Filho de Francisco Manuel Garcia e de Ana Luísa Rodrigues Vilarinho, moradores em Bairro Grande. N.p. de Caetano Garcia e de Antónia Pires Veloso, de Paranhão; n.m. de João Rodrigues Vilarinho e de Rosa Ferreira, de Bairro Grande. Nasceu em Penso por volta de 1830. // Lavrador. // Casou na igreja de Penso a 15/9/1856 com Maria Joaquina Lamas, filha de João Manuel Lamas e de Luísa de Castro, residentes em Bairro Grande, neta paterna de Francisco da Lama e de Maria Rodrigues, desse lugar, e neta materna de Domingos de Castro e de Caetana Alves de Araújo, de Paranhão. Testemunhas: padres IJGT e TJGT e Francisco António Fernandes, de Rabosa. // Morreu a 17/2/1911, no lugar de Bairro Grande, sem quaisquer sacramentos, com 81 anos de idade, no estado de casado, sem testamento, e foi sepultado no cemitério local. // A sua esposa faleceu em Penso a --/--/1933, com 103 anos de idade. // Pai de Joaquim Garcia, de Manuel Garcia, e de Rosa Garcia.
ANDRADE, Jerónimo José. Filho do Dr. Francisco Daniel Nogueira, médico do exército, e de Mariana Josefa Veloso de Campos de Andrade. Nasceu em Melgaço em 1750. // No Dicionário Histórico, Biográfico, etc., na página 511 lê-se: «escritor que se conhece somente pela sua obra, intitulada “Descrição do estado em que ficaram os negócios da capitania de Moçambique nos fins de Novembro de 1789, com algumas observações e reflexões sobre as causas da decadência do comércio, e dos estabelecimentos portugueses na costa oriental da África”. Escrita no ano de 1790. Saiu no Investigador Portuguez, no ano de 1815, começando no n.º XLVI, e continuada nos seguintes até ao LIV, em que terminou.» // Na Wikipédia acrescentam-se mais alguns dados. Diz-se aí que tinha sido militar, e secretário do governo de Moçambique de 1783 a 1784; com a patente de brigadeiro, foi comandante das armas de Pará, Brasil, a 5/3/1803. Também fora nomeado governador da capitania de Santa Catarina, mas não assumiu o cargo. // Escreveu o general A. E. Mateus da Silva: {Em 1796, e então sargento maior do regimento de artilharia da marinha, JJNA foi autor do «Projecto de huma nova arma Portuguesa». Este manuscrito encontra-se na Biblioteca Nacional, carateriza-se por uma grande minuciosidade, e nele o seu autor descreve a construção de uma arma balística que designou “foguete incendiário”.}
ARAÚJO, José (Vila Verde). Filho de Maria Rosa Araújo. Nasceu em Vila Verde por volta de 1865. // Da sua terra natal parte para Monção, onde casou com Florinda, filha de Justino Manuel Rodrigues e de Rosa Cardoso de Sousa, e irmã de Inocência, casada com Gabriel Serafim, barbeiro, todos monçanenses. // De Monção veio para Melgaço. // Foi empregado duma carreira hipomóvel, que mais tarde estabeleceu, por sua conta, entre a Vila de Melgaço e São Gregório, Cristóval, a qual manteve até surgirem as camionetas. // Teve uma pensão (casa de pasto) na Calçada, em um prédio que foi demolido em 1947 (nesse lugar seria erguida a vivenda de Artur Teixeira). // Em 1914 os gatunos tentaram assaltar o seu estabelecimento, mas os criados aperceberam-se e dispararam sobre eles alguns tiros. // Em 1916 informava o público que mudara a sua hospedaria para o prédio de sua propriedade, sito à Rua da Calçada «mesmo em frente do antigo prédio que há dez anos ocupava com a sua hospedaria». // Faleceu a 19/7/1936, com 71 anos de idade. // Depois da morte do marido, Florinda arrendou, a 29/7/1936, a dita casa de comidas a Manuel do Espírito Santo Rodrigues, de Fiães, passando a designar-se “Pensão Rodrigues”. // A sua viúva finou-se também em Melgaço, a 1/5/1945.
Filho de Maurício Esteves e de Ana Joaquina Fernandes, lavradores, residentes no Louridal, Chaviães. Nasceu nesse lugar por volta de 1826. // Foi agricultor e emigrante no Brasil, onde arranjou alguma fortuna. // Casou na igreja de Rouças a 23/6/1864 com Maria Rita Alves, nascida na Calçada, Vila, a 29/3/1828, solteira, camponesa, filha de Manuel António Alves e de Maria Joana Soares Gaioso. Testemunhas: padre José Bernardino Durães e padre António Joaquim Durães, ambos residentes no lugar da Igreja, Rouças. // Moraram muitos anos em Eiró, Rouças, pois a 15/5/1852 comprara ao padre Diogo Manuel, filho de Ângelo Alves de Abreu, do lugar da Nogueira, Chaviães, a Quinta de Eiró de Cima. // A 6/3/1864 também adquirira, por compra ao padre António Joaquim Feijó, a capela da Senhora da Graça. // Em 1874 era vogal substituto do Conselho Municipal. // Morreu na Rua Nova de Melo, Vila, onde ultimamente residia, a 31/7/1889, com sessenta e três anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal, ou cemitério público. // A sua viúva finou-se no Rio do Porto a 10/12/1902. // Com geração.
Filho de Manuel Joaquim Esteves e de Maria Rita Fernandes, residentes no lugar do Senhor do Socorro. Neto paterno de António José Esteves e de Maria Rosa Esteves, do Val; neto materno de Manuel Inácio Fernandes e de Marta Rosa Domingues. Nasceu em Chaviães a 15/3/1858 e foi batizado pelo padre JLBC a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Sebastião Diogo Esteves e sua filha, Maria Joaquina Esteves, do lugar de Quintas, Chaviães. // Escreveu o correspondente em Chaviães do “Correio de Melgaço”: «São deveras censuráveis e repugnantes uns factos que aqui se têm dado com Vitorino Esteves (o Marta), já idoso e cujas faculdades mentais deixam muito a desejar. Este infeliz teve a desgraça de cair no desagrado da família armador, cujo filho mais velho, muito valiente com… os velhos e parvos, não satisfeito com as zurzidelas que por vezes lhe tem aplicado, o atirou, no dia 19/7/1915, a uma poça com água, onde o infeliz não ficou, mas donde saiu, dizem-nos, todo ensopado e ferido numa mão e no joelho. E o valiente achou o feito tão nobre que veio relatá-lo para o lugar de Barraço, próximo do local onde o facto se deu». // Faleceu no sobredito lugar do Socorro a --/--/1916, com cinquenta e oito anos de idade.
FIGUEIREDO, José (Padre). Filho de António Gonçalves de Figueiredo e de Maria Rodrigues, naturais de Moselos, Paredes de Coura. Nasceu no século XVII. // Tal como seu irmão padre Domingos, também ele foi pároco de Cristóval. // Para que sua irmã Guiomar casasse com o capitão Jerónimo Ribeiro, da Vila de Melgaço, dotou-a com uns bons milhares de cruzados. No caso de os noivos aceitarem viver com ele em Cristóval dar-lhes-ia, além do dinheiro, dois criados, uma criada e um cavalo, tudo pago de seu bolso. // Lê-se em “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, I volume, página 504: «… por o benefício e abadia de que é abade ser de bastante rendimento, que passa de trezentos e cinquenta mil réis…» // O seu rendimento era tanto que se deu ao luxo de arranjar uma namorada, Maria do Souto, solteira, filha de Francisco do Souto e de Antónia Pires, do lugar do Ranhado, Cristóval, em quem gerou quatro filhos: Jerónimo, Agostinho, Narciso e Francisco. // Como não podia casar com ela, arranjou-lhe um marido, Manuel, filho de Domingos Marques, do lugar do Sobreiro, e deu-lhe dinheiro suficiente para eles viverem sem grandes preocupações financeiras. // (obra citada, página 505).
SOEIRO, Vicente José. Filho de Manuel da Silva e de Maria Madalena Soeiro, lavradores. Neto paterno de António da Silva e de Maria Rodrigues; neto materno de Manuel António Soeiro e de Maria Emália. Foi batizado na freguesia de São Pedro das Águias (hoje Granjinhas, Tabuaço), bispado de Lamego, onde os pais e avós moravam. // Lavrador. // Tinha 50 anos de idade, era viúvo de Maria Luísa Fernandes, natural de Fiães, residia no lugar da Granja, Cristóval, quando casou na igreja de Cristóval, Melgaço, a 16/9/1861, com Isidora, de 43 anos de idade, solteira, cristovalense, filha de Maria Luísa Domingues de Pinho, e neta materna de Romão de Pinho e de Maria Esteves, moradores em Doma. Testemunhas: António Maria Rodrigues, casado, negociante, do lugar da Calçada; Luís Lopes, solteiro, do lugar de Doma; e Manuel Pires, solteiro, do lugar da Cruz. // Faleceu no lugar da Granja a 13/5/1874, com 72 anos de idade, no estado de viúvo de Isidora, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado na igreja. // Deixou dois filhos: Manuel e Ramira.
RIBEIRO, Jerónimo José (Padre). Filho do capitão Jerónimo Ribeiro, da Vila de Melgaço, e de Guiomar Nunes de Figueiredo, de Moselos, Paredes de Coura, moradores em Cristóval. N.p. de João Ribeiro e de Maria Monteiro; n.m. de António Gonçalves de Figueiredo e de Maria Rodrigues. Nasceu a 31/1/1724. // Antes de se tornar sacerdote namorou com uma moça, chamada Ventura Domingues, solteira, filha de Miguel Domingues, do lugar do Sobreiro, Cristóval, em quem gerou dois filhos, cujos nomes não são mencionados na escritura que os pais dele assinaram a 20/5/1745, na casa do juiz de fora, Dr. João Evangelista de Morais Sarmento, na qual se concede à mãe das crianças a quantia de 85$000 réis para ela se remeter ao silêncio, com a promessa de que no futuro mais alguma coisa eles lhe dariam, e criar as crianças até à idade de sete anos. // Dessa maneira, o rapaz pôde prosseguir em paz os seus estudos, sem quaisquer problemas de consciência, ficando livre para novas aventuras! // Em 1791 residia na Portela de Paderne.
ARAÚJO, Domingos José. Filho de António Ferreira de Araújo (Oliveira) e de Maria Rita da Costa. Nasceu em Ribeira da Pena (Salvador), em 1861. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, farmacêutico, morava na Vila de Melgaço, quando casou na igreja de SMP a 17/7/1887 com Amália da Conceição, de 20 anos de idade, filha de António Correia dos Santos e de Maria de Sousa Viana, negociantes, moradores em São Gregório, Cristóval (o pai da nubente deu o seu consentimento no acto e pagou 1.600 réis em selos). Testemunhas: Carlos João Ribeiro “Lima” e Caetano Celestino de Sousa, ambos moradores na Vila. // Teve farmácia na Rua do Rio do Porto, no sítio depois ocupado por dois Cafés: «Melgacense» e «Caçadores». Abrira filial no Peso, nas Termas, a 29/8/1909. // Além de farmacêutico também devia tratar de seguros, pois em sessão da CMM de 7/8/1907 foi aprovado, em seu nome, o pagamento de 3$145 réis de seguro das casas da escola. // Foi vereador (e presidente?) da Câmara Municipal de Melgaço. // Em 1909 foi nomeado 2.º substituto do juiz de direito. // Faleceu em SMP, Vila, a 14/4/1921; a sua esposa faleceu a 27/12/1936, com 69 anos de idade. // A farmácia encerrou as portas após a morte da viúva Amália. // É bisavô do jornalista Pedro Leitão (nascido a 16/12/1955), fundador do jornal «Frontera Notícias», jornalista do quadro redatorial do Jornal de Notícias durante quase vinte anos.
CODESSO, Jerónimo José. Filho do capitão Manuel António Fernandes Codesso e de Ana Maria de Figueiredo, moradores em SMP. N.p. de João Fernandes Codesso e de Domingas Fernandes Soares da Costa, da Portela de Paderne; n.m. do capitão Jerónimo Ribeiro e de Guiomar Nunes de Figueiredo, da Vila. Nasceu a 14/8/1768 e foi batizado na igreja de SMP a 18 desse mês pelo padre Manuel Fernandes Codesso, cura de Paderne, com licença do padre Manuel Bento de Lima, encomendado de SMP. Padrinhos: Jerónimo Gomes de Magalhães, sargento-mor, e sua filha Mariana Gertrudes de Magalhães e Abreu, da Quinta da Calçada. Testemunhas: padres Manuel Alves e Manuel Gomes Ribeiro, ambos da Vila. // Foi fidalgo da Casa Real, sargento-mor das milícias e ordenanças da Vila de Valadares e seu termo, e provedor da Santa Casa de Misericórdia de Melgaço em 1817. // Casou em Paderne a 25/5/1822, com Margarida Clementina de Lima Azevedo de Sousa e Castro, da Casa da Cordeira, Rouças. // Lutou na guerra civil ao lado das forças de D. Miguel, regressando a casa, derrotado e abatido. // Morreu a 20/6/1834 na sua casa da Portela de Paderne. // A sua viúva voltou a casar, falecendo também na dita Casa da Portela a 29/12/1876. // Com geração.
LAS CASAS, José. Filho de José Ferreira Las Casas e de Maria Rosa da Silva Monarca. Nasceu no Porto a --/--/1873. // Casou em primeiras núpcias com Arminda Pinto de Carvalho, de quem se divorciou (*). // Deve ter vindo para Melgaço ainda jovem. // Em 1898 já cá se encontrava. Nesse ano lançou a ideia da criação dos Bombeiros Voluntários de Melgaço, concretizando-se esse sonho apenas em 1927. // A 23/11/1902 entrou em Melgaço de automóvel – o 1.º a fazê-lo! // Era vice-cônsul do Brasil na Vila de Melgaço quando casou na igreja de Alvaredo, em segundas núpcias, a 16/6/1907, com Julieta Augusta, de 17 anos de idade, natural da Vila de Melgaço, filha de Vitorino Augusto dos Santos Lima (**) e de Maria de Nazaré Esteves. // Nesse ano de 1907 foi nomeado administrador do concelho de Melgaço, tomando posse a 7/8/1907. Pediu a exoneração do cargo no ano seguinte, sendo substituído pelo médico, Dr. António Pereira de Sousa, que tomou posse a 10/3/1908. Na qualidade de administrador fez publicar um edital que ainda em nossos dias seria útil a sua aplicação: «Faz saber: 1.º - Que é proibido a qualquer pessoa, isoladamente ou em grupos, de dia ou de noite, percorrer as ruas e lugares públicos com vozearias, alaridos, gritos, descantes ou tocatas, de modo que seja perturbada a ordem pública e o sossego dos habitantes, ou que alguém seja ofendido ou provocado por palavras e acções. § 1.º - É expressamente proibido proferir-se palavras obscenas ou ofensivas da moral pública, embora só sejam ditas por uso ou mau hábito e sem intenção de ofender. § 2.º - As filarmónicas e orquestras poderão percorrer as ruas e tocar dentro das povoações, depois de se declarar à autoridade qual o assunto que se quer celebrar e qual a pessoa que toma a responsabilidade do cumprimento do disposto no art.º 1.º e mediante a respectiva licença daquela autoridade. 2.º - Da mesma sorte é defeso a qualquer indivíduo consentir em sua casa arruído ou barulho que perturbe o descanso dos vizinhos e dê lugar às suas justas declarações (reclamações). 3.º - Os indivíduos que exercerem profissões ou ofícios que possam perturbar o sossego dos vizinhos durante as horas de repouso, não poderão começar o seu trabalho antes de amanhecer nem terminá-lo depois das 11 horas da noite. § Único – são incluídos neste artigo os ensaios de qualquer filarmónica ou orquestra e os aprendizes de qualquer instrumento de metal ou palheta. 4.º - É expressamente proibido aos donos de hospedarias, estalagens e casas de jogo lícito estabelecer-se sem se munirem de prévia licença policial. 5.º - Igual licença é necessária para o fabrico, importação, venda ou uso de armas de fogo ou brancas. 6.º - É também do mesmo modo proibido aos donos de casa de jogo lícito, loja ou armazém de bebidas, botequins, Café e semelhantes, conservar a porta aberta ou dentro dela consentir fregueses depois da hora de recolher, sem licença especial, e aqueles que a obtiverem deverão fechá-las às 11 horas no inverno e meia-noite no verão. 7.º - Estas licenças serão passadas pela administração do concelho. 8.º - As pessoas que transgredirem as disposições do presente edital serão autuadas e entregues ao poder judicial para serem punidas segundo os artigos aplicáveis no código penal e quando este não prevenir o caso com as que são impostas aos desobedientes aos mandados legítimos da autoridade. Melgaço, 17/8/1907. // Não sei se o administrador seguinte revogou esse edital ou se o manteve em vigor. // Foi escrivão de direito em Melgaço, de cujo cargo tomou posse a 12/9/1910, e também na Boa Hora, Lisboa. // No dia 23/11/1910 ofereceu à Câmara Municipal de Melgaço um candeeiro de dois braços, que seria depois colocado ao centro da Praça da República. // Em sessão camarária de 31/7/1912 foi autorizado o pagamento de 2$690 réis, proveniente de uma certidão por ele passada, no recurso do ex-secretário da Câmara. // Foi diretor e proprietário do semanário “Melgacense”. // A 29/3/1913, sábado, o arrematante dos impostos, José Maria Durães, apreendeu perto de Galvão 180 kg de bacalhau e 200 kg de açúcar grosso, que vinham na carroça guiada pelo cocheiro Filipe, o qual não disse a quem se destinavam; então o arrematante mandou tudo para a Câmara; algum tempo depois apresentou-se a reclamar os géneros este José Ferreira Las Casas, escrivão do 1.º ofício, dizendo pertencerem a sua mãe, que os mandara vir para seu consumo. Em sessão da Câmara Municipal de 2/4/1913 decidiu-se que esses géneros fossem entregues à dita senhora. // Em 1919 era escrivão de direito no tribunal da Boa Hora, Lisboa; nesse ano esteve em Melgaço em virtude de sua mãe ter aqui falecido. // Em 1938 veio visitar Melgaço, acompanhado da esposa; vinham de uma ex-colónia africana. // Morreu em Lisboa a 17 de Dezembro de 1941, mas os seus restos mortais jazem no cemitério municipal de Melgaço. // Deixou viúva e filhos. /// (*) No assento do seu segundo casamento diz-se que ele era viúvo, o que não corresponde à verdade. /// (**) Morreu antes do matrimónio da filha.
RIBEIRO, Francisco José. Filho de Zeferino António Ribeiro, natural da Caniçada, Vieira do Minho, e de Francisca Rosa de Oliveira, de Ceivães, Monção. Nasceu em Messegães, Monção, por volta de 1871. // Veio, no estado de solteiro, para a Vila de Melgaço, onde exerceu a profissão de alfaiate. Abriu ao público melgacense, a 1/6/1898, a “Alfaiataria Moderna”, na Praça do Comércio, nos baixos da casa armoriada que ali existia. // A 27/8/1899 foi padrinho de Álvaro Francisco da Cunha, o qual nascera na freguesia de Chaviães a 17 desse mês e ano. // No dia 3/10/1901 foi padrinho de Alice de Jesus Nunes de Castro, nascida na freguesia de Prado a 20 de Setembro desse ano. // Casou com a idade de 33 anos, na igreja de SMP, a 13/8/1904, com a sua conterrânea e parente no 4.º grau de consanguinidade, Maria Joaquina Lira, de 32 anos de idade, solteira, doméstica, de Messegães, moradora na Vila de Melgaço, filha de Florinda Lira. Testemunhas: Abílio Augusto de Magalhães, estudante, Aurélio Araújo de Azevedo, comerciante, e Ludovina da Rocha Gonçalves Fernandes Pinto. // Em 1915 sofreu um acidente em Valadares, quando se avariou o carro onde seguia, caindo por uma espécie de rampa, ficando uns dias de cama, assim como outros passageiros. // Morreu na Vila de Melgaço a 12/3/1933, com 63 anos de idade. // A sua viúva finou-se também em Melgaço a 18/1/1958. // Com geração.
LOURENÇO, José Maria do Carmo. Filho de Ludovina Rosa Lourenço, solteira, doméstica, e neto materno de Joaquina Lourenço, ambas do lugar do Granjão, freguesia de Paderne. Nasceu em Remoães a 14 de Julho de 1867 e foi batizado no dia seguinte. Madrinha: Maria Domingues (Vida, ou Vila), do dito lugar de Paderne. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, lavrador, residia no lugar do Granjão, Paderne, quando casou na igreja do mosteiro daquela freguesia de Melgaço a 10/1/1893 com Maria Rosa Fernandes, de 26 anos de idade, doméstica, natural de Cristóval, onde residia, filha de António José Fernandes e de Rosa Salgado, lavradores, cristovalenses. Testemunhas: Tristão Lourenço, solteiro, jornaleiro, morador no dito lugar do Granjão, e José da Costa, solteiro, alfaiate, residente no lugar da Igreja, ambos os lugares da freguesia de Paderne.
Processo disciplinar contra o pároco da freguesia de Vale de Remígio, do concelho de Mortágua, José António da Silva Álvaro, impedido de residir durante um ano nos limites do concelho. Contém uma pequena brochura intitulada «Cartilha Novíssima para o povo ler aos serões», da autoria de «Um Pensador Livre» que a dedica às «victimas da demagogia portugueza», atribuída ao pároco José António da Silva Álvaro, que a teria distribuído e mandado distribuir por ocasião da missa. A brochura tem a forma de diálogo resultante do encontro entre «João Sincero, pequeno, mas honrado lavrador com Thomaz, director geral de uma repartição pública qualquer». A mesma brochura também teria sido distribuída na freguesia de Trezói pelo pároco Abel José Paulo e na de Sobral pelo pároco Manuel Francisco Diniz de Abreu.
NÓBOA (ou Nóvoas), Manuel José. Filho de Ana Joaquina do Outeiro, solteira, doméstica, pacense. Nasceu em Paços por volta de 1833 ou 1835. // Jornaleiro. // Tinha 57 anos de idade, estava viúvo de Joana Rita Esteves, natural de Paderne, quando casou casou em segundas núpcias, na igreja do mosteiro de Paderne, a 13/6/1892 com Maria Carolina Cerdeira, de 42 anos de idade, solteira, doméstica, natural de Paderne, residente no lugar de Midão, filha de Damião José Cerdeira e de Maria Francisca Rodrigues, jornaleiros, padernenses. Testemunhas: José da Costa, solteiro, alfaiate, morador no lugar da Igreja, e António Joaquim Gregório, casado, carpinteiro de profissão, morador no lugar da Costa, ambos lugares de Paderne. // Faleceu a 11/3/1906, em sua casa de morada, sita no lugar de Midão, freguesia de Paderne, apenas com o sacramento da extrema-unção, com 73 anos de idade, no estado de casado, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja de Paderne. // Com geração (ver em Paderne).
DURÃES, Joaquim (ou José Joaquim). Filho de João Manuel Durães, do lugar de Queirão, e de Maria Luísa Gonçalves, do lugar da Granja. N.p. de José Maria Durães e de Maria Rosa Esteves, de Queirão; n.m. de Pedro José Gonçalves e de Rosa Teresa Rodrigues, da Granja. Nasceu no lugar da Granja a 23/12/1852 e foi batizado na igreja de Paderne a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel e sua mãe, Marcelina Rodrigues, viúva, da Cividade. // Casou na igreja do mosteiro a 17/1/1883 com a sua parente no 4.º grau de consanguinidade, Maria Justina Gonçalves, de 31 anos de idade, solteira, nascida no lugar de Golães, filha de Manuel António Gonçalves e de Joaquina Rosa Domingues. Testemunhas: Manuel Joaquim Alves, solteiro, Francisco Cortes, casado, do dito lugar da Granja, e Manuel António Esteves, solteiro, do lugar de Golães. // A sua esposa faleceu em Alvaredo a 6/1/1900, com 48 anos de idade. // Ele morreu em Alvaredo a 20/12/1938. // Com geração.
José Francisco Trindade Coelho (Mogadouro, Mogadouro, 18 de junho de 1861 — Lisboa, 9 de Junho de 1908) foi um escritor, magistrado e político português. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, exerceu as funções de Delegado do Ministério Público na Comarca do Sabugal e, depois, na de Lisboa. Escritor de grande mérito, deixou publicadas obras de Direito, Política, contos, memórias, manuais de ensino, etc. Republicano, teve papel de relevo na obra de demolição da Monarquia.[1] Foi iniciado na Maçonaria em data desconhecida de 1906, por comunicação, e filiado na Loja Solidariedade, de Lisboa, afeta ao Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de "Renovador". A sua obra reflete a infância passada em Trás-os-Montes e Alto Douro, num ambiente normal que ele fielmente retrata, embora sem intuitos moralizantes. O seu estilo natural, a simplicidade e candura de alguns dos seus personagens, fazem de Trindade Coelho um dos mestres do conto rústico português. Dedicou-se a uma intensa atividade pedagógica, na senda de João de Deus, tentando elucidar o cidadão português para a democracia. Encontra-se colaboração da sua autoria nas revista "A Leitura"(1894-1896) e no semanário "Branco e Negro" (1896-1898). Tem uma biblioteca com o seu nome em Mogadouro. Foi pai de Henrique Trindade Coelho. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Francisco_Trindade_Coelho
José Maria Braga da Cruz (São Pedro de Maximinos, Braga, 6 de Maio de 1888 - 1979) foi um jurista e político ligado aos partidos católicos durante a Primeira República Portuguesa e depois ao Estado Novo. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Coimbra em 1911 e iniciou a sua vida profissional como advogado e notário em Braga. Em 1921 foi eleito deputado nas listas do Centro Católico Português à Câmara dos Deputados pelo círculo eleitoral de Braga, na mesma eleição em que Oliveira Salazar foi eleito deputado pelo círculo eleitoral de Guimarães. Após a instauração do regime do Estado Novo foi eleito deputado à Assembleia Nacional logo na I legislatura (1935-1938), sendo sucessivamente reeleito até 1953. Ao longo das cinco legislaturas em que foi deputado na Assembleia Nacional assumiu diversos cargos e foi um dos deputados mais interventivos, com numerosas propostas. Em 1947 foi agraciado pelo papa Pio XII com a comenda da Ordem de São Gregório Magno. Em 1950 foi nomeado juiz conselheiro do Tribunal de Contas, onde se reformou em 1953. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Maria_Braga_da_Cruz
Fichas dos sócios: António de Jesus, António de Jesus Almeida, António de Jesus Alvoeiro, António Jesus Bertão Rodrigues, António de Jesus da Cunha Andrade, António de Jesus Faustino, António Jesus Fernandes dos Santos, António de Jesus Lage, António Jesus Nunes, António de Jesus Paulo, António João Carvalho de Albuquerque, António João Correia, António João Duarte Oliveira, António João Figueira Batista, António João Filipe, António João Ladeiras, António João Madruga Brites, António João Martins, António João Mateus Melchior, António João Oliveira Araújo, António João da Palma Lucas, António João Quintião Gregório, António João Ramalho Peixe, António João Valente Cheu, António Joaquim de Almeida Fonseca, António Joaquim Ares Canhoto, António Joaquim Baptista Modesto, António Joaquim Candeias Costa, António Joaquim Cardoso, António Joaquim da Cruz Faustino, António Joaquim Dores Charrua, António Joaquim Farófias Gonçalves, António Joaquim Fernandes Cunha, António Joaquim Ferreira dos Santos, António Joaquim Ganhão Sabino, António Joaquim Gaudêncio Correia, António Joaquim Gouveia, António Joaquim Guerreiro da Silva, António Joaquim Leal, António Joaquim Leandro Aleluia, António Joaquim Marques Caetano, António Joaquim Matosa Martins, António Joaquim Mendes Silveiro, António Joaquim Mestrinho, António Joaquim Miranda Saraiva Simões, António Joaquim Pais, António Joaquim Rala, António Joaquim Rodrigues Turbulento, António Joaquim Ribeiro dos Santos, António Joaquim Santos Serrano, António Joaquim Serpa, António Joaquim da Silva, António Joaquim Ventura Trindade, António Joaquim Viegas Lanceiro, António Jones da Silva, António Jordão de Mira, António Jorge Candeias Godinho, António Jorge Casimiro Abelho, António Jorge da Cruz, António Jorge Ferreira Inácio, António Jorge Ferreira Rapaz Ramos, António Jorge Lopes Rodrigues, António Jorge dos Santos, António Jorge dos Santos, António Jorge Saraiva Guerra, António Jorge Souto Dias, António José Afonso, António José Almas Rodrigues, António José de Almeida, António José Alves da Rocha, António José Anjos Dias, António José Araújo Soares, António José Áspera Silva, António José Baião Milho, António José Balsinha Neves, António José Barradas Sacramento, António José Batista dos Santos, António José Branquinho Barradas, António José Brissos, António José Bule Lérias, António José Cabrita Martins, António José do Cabo Lopes, António José Caetano Rodrigues dos Santos, António José Caldeira de Figueiredo, António José Calisto Alvorado, António José Camacho de Valentes Salles, António José Carrasco Galamba, António José de Castro Areias, António José Courela, António José Crispim Cavaco, António José Dias, António José Dionísio Varela, António José Ferreira Simões, António José Figueiredo Coutinho, António José Figueiredo de Sousa, António José da Fonseca Botas Beja, António José Francisco Alves, António José Garcia Manteigas, António José Gomes da Silva, António José Gonçalves Coelho, António José Grilo Vinagre e António José Guerreiro da Silva.