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O autor acusa a receção da carta de 29 do mês anterior, de António de Araújo de Azevedo, juntamente com a do Conde de Palma. Informa que já remeteu a do Conde de Oeynhausen, apesar dos Esquadrões ainda não terem chegado de São Paulo. Tem acompanhado Francisco Joaquim [Moreira de Sá], [primo do destinatário], e família e que todos já estão bem adaptados ao país. Refere-se à chegada de Almeida Lima e dos Linhares; e solicita ao destinatário que faça os últimos esforços a seu favor, visto que alguns dos seus credores têm compromissos com a Fazenda Real. Acusa o envio, neste correio, da informação sobre a pretensão de Maximiano Pires da Costa.
O autor, certo na imutabilidade do carácter de António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], solicita-lhe que apresente a S.A.R. o requerimento incluso ou que lhe dê a a direção competente. Considera vítima da impiedade, e o despotismo dos atuais Magistrados que não observaram um decreto que não está derrogado, arruinando, assim, os meios de subsistência de uma casa.
O autor informa que só agora lhe foi possível responder à carta de 28 de Abril passado, pelo facto de ter estado doente durante largos meses. Agradece a atenção que António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], dedicou ao seu assunto. Diz que, apesar dos grandes dissabores sofridos, o respeito impõe-lhe o silêncio e apela à proteção do destinatário. Termina informando que já começou a elaborar o mapa.
Informações sobre o desaparecimento de um escravo.
A autora, [futura Condessa de Porto Santo e esposa de António de Saldanha da Gama, nomeado Ministro Plenipotenciário para o Congresso de Viena] deseja as melhoras a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil]. Estão em Dover desde o dia anterior e apenas aguardam por vento favorável para poderem passar a França e dali para Viena, onde já deverão estar o Marquês de Marialva e o Conde de Palmela. Esteve, em Londres, com o conde N. de Pahlen e com Lord Saint Vincent que muito se recomenda ao destinatário e aos portugueses que conheceu em Lisboa. Lamenta não ter aproveitado mais tempo para estar com o destinatário quando esteve "nesse paiz". Fica a aguardar por uma carta.
Pedindo emprestado o boleeiro para levar ao beija-mão do Príncipe.
Carta escrita por três pessoas.
Carta escrita por duas pessoas.