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Morgadio de Pindela. Luís de Carvalho e Beatriz de Almeida, Pindela, 1526. Remonta a 1442 a aquisição da propriedade da Quinta de Pindela, sita no atual concelho de Vila Nova de Famalicão, por João Afonso do Prado, escudeiro‐fidalgo de D. João I, e avô paterno de Luís de Carvalho, responsável pela instituição do morgadio de Pindela juntamente com a sua mulher, Beatriz de Almeida. O seu testamento, datado de 12 de maio de 1526, chega até nós contido numa cópia de 1724 – não eliminando a hipótese da existência do documento original em arquivo –, ao tempo do 8º morgado, João Machado Fagundes Pinheiro e Figueira, trasladado pelo padre e notário de Barcelos, Manuel Ribeiro Belo. Na ausência de descendência direta, o casal adota uma estratégia equitativa tendo em vista a distribuição dos bens, reservando a tutela da Quinta para os sobrinhos, Simão Pinheiro e Leonor de Almeida, com a condição de contraírem matrimónio. Em O Morgadio de Pindela (1999), João Afonso Machado traça as dinâmicas intergeracionais com recurso à memória oral e ao espólio da família, que compõe o Arquivo da Casa de Pindela, num esforço de preservação do património documental, fornecendo‐nos a base para a criação da presente rubrica do “Vínculo do Mês”. Foi aquando da segunda administração, do casal Manuel Figueira e Ana Pinheiro (filha de Simão Pinheiro e Leonor de Almeida), que o morgadio viu alargadas as suas propriedades com a incorporação de terras de que eram titulares, por via de escritura outorgada na Casa do Passadiço, a 6 de julho de 1593. Nesta escritura o casal declara que “pelos tempos adiante os que lhes sucederem representem pessoas principais que possam dar lustro e honrar o seu sangue e geração e louvor dos primeiros instituidores” (Arquivo Particular da Casa de Pindela, Pasta nº 1, doc. nº 1‐D, nota 11, p. 35 apud MACHADO, 1999, p. 35). O 3º morgado, Miguel Pinheiro Figueira, encarregar‐se‐ia de vincular ao morgadio de Pindela os restantes bens de raiz dos seus antecessores, por instrumento público lavrado a 15 de maio de 1617, com a condição de que os seus herdeiros não se alienassem dos mesmos e que conservassem o apelido Figueira, a acrescentar à disposição que já vigorava no documento de instituição quanto à conservação dos apelidos “dos Pinheyros ou carvalhos” (Arquivo Casa de Pindela, 6038, fl. 2 v.º). Excluía também da sucessão aqueles que contraíssem matrimónio com gente de “nação de cristãos‐novos, mouros ou de outra infecta nação”; ou os que incorressem em crimes de lesa majestade, de modo a evitar o confisco dos bens (MACHADO, 1999, pp. 36‐37). O seu sucessor, José Pinheiro Lobo, foi o responsável por acrescentar à casa senhorial a Capela de Nossa Senhora da Conceição. As décadas finais do século XVII ficariam marcadas pela instabilidade sucessória e tentativa de apropriação dos bens de Pindela, através de um plano perpetrado por Manuel de Vasconcelos e Sousa. Perante o assassínio do 5º administrador, José Pinheiro Lobo, a culpa recaiu, injustamente, sobre o seu sobrinho e sucessor, João Machado Fagundes. Perante este cenário particularmente vulnerável, Manuel de Vasconcelos e Sousa, casado com Isabel Figueira, sobrinha do falecido, liderou uma tentativa de sequestro das propriedades de Pindela. Assim, numa noite de agosto de 1679, as propriedades foram ocupadas por indivíduos que, em nome do insurreto, exigiam em tom de ameaça a expulsão de Veríssimo Pinheiro Lobo que, apesar da tenra idade e da filiação bastarda, tinha sido entretanto reconhecido como 7º morgado (MACHADO, 1999, p. 60). Volvidos vinte anos, o retorno dos Pinheiro‐Figueira a Pindela efetiva‐se após a obtenção do perdão papal de João Machado Fagundes. Este inicia a sua administração com a apresentação do testamento do instituidor do morgadio perante o notário local, que redigiu a cópia de que hoje dispomos, e cujas disposições justificariam os seus poderes por herança. O vínculo de Pindela chega à contemporaneidade com quatro séculos de acumulação de património e de expansão familiar, emergindo em Oitocentos como um pequeno núcleo político e cultural. O advento do Liberalismo trouxe a mobilização da família pela recusa da onda constitucionalista emergente, ao lado de D. Miguel, que aliás se fazia apoiar de fidalgos e morgados de Entre Douro e Minho (ibidem, 1999, p. 93). Como tal, o 11º morgado, Vicente Machado de Melo Pinheiro, marcou a sua presença nas fileiras do partido tradicionalista, estando presente em movimentações de apoio a D. João VI e tendo sido até condecorado com a Ordem Militar da Torre e Espada, por influência direta do infante absolutista. Já num contexto anticabralista, o seu sucessor, João Machado Pinheiro, continuou a abraçar a causa miguelista e, em 1846, surge contra os cartistas numa nova tentativa de elevar D. Miguel ao trono. Já em 1851 aparece a integrar as fileiras de apoio ao duque de Saldanha na constituição do governo da Regeneração, mantendo‐ se na carreira pública até 1888. Na viragem para o século XX, a Casa de Pindela emerge também como um centro cultural ativo, com “serões de filosofia e crítica de ideias”, por onde passaram nomes como Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins (MACHADO, 1999, p. 112). Os próprios administradores assumiram‐se como parte de uma geração romântica e assídua dos círculos literários. Ao longo dos seus seiscentos anos, a Casa de Pindela e os seus administradores têm sido espectadores e intervenientes na história nacional, no âmbito quer político quer cultural, como notado acima. A linhagem manteve, desde os seus primórdios, uma estreita cooperação com a Coroa, ou não tivesse notado Felgueiras Gaio serem os Pinheiros de Barcelos o ramo “mais respeitável pelo muito que se aumentou e se aliançou com as famílias mais ilustres do Reino e da Corte” (1940, p. 9). Atualmente convertida em parte em turismo rural, a Casa, quinta e mata de Pindela são um conjunto classificado, desde 2012, como monumento de interesse público, dado o “valor estético e técnico do bem, à conceção arquitetónica e paisagística” (DR, Portaria n.º 740‐DG/2012). Joana Soares, Maria Beatriz Merêncio, Alice Borges Gago, Margarida Leme, Rita Sampaio da Nóvoa (com a colaboração de João Afonso Machado e Luísa Alvim). Em colaboração com Arquivo Municipal Alberto Sampaio BIBLIOGRAFIA ARQUIVO MUNICIPAL ALBERTO SAMPAIO – Arquivo da Casa de Pindela, 1.ª geração, Luís de Carvalho e Beatriz de Almeida (Cota: ACP 6038). ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO – Registo Geral de Mercês de D. Luís I, liv. 40, fl. 28. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/ViewerForm.aspx?id=2039930 [consultado a 27 de janeiro de 2021]. Diário da República, Portaria n.º 740‐DG/2012, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24‐12‐ 2012. Disponível em: https://dre.pt/application/dir/pdf2sdip/2012/12/248000001/0007500075.pdf [consultado a 29 de janeiro de 2021]. DIREÇÃO‐GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL – Casa, quinta e mata de Pindela. Disponível em: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio‐ imovel/pesquisa‐do‐patrimonio/classificado‐ou‐em‐vias‐de‐ classificacao/geral/view/341985 [consultado a 29 de janeiro de 2021]. GAIO, Manuel Felgueiras – “Origem dos Pinheiro”, in Nobiliário de Famílias de Portugal, vol. XXIV, Braga, Agostinho de Azevedo Meirelles & Domingos de Araújo Afonso, 1940, pp. 9–120. Disponível em: https://purl.pt/12151 [consultado a 25 de janeiro de 2021]. MACHADO, João Afonso – O Morgadio de Pindela, [s.l.], [s.e.], 1999.
Fala dos artigos que tem vindo a publicar no Jornal de Sintra e dos seus trabalhos sobre, nomeadamente, legados às colegiadas, testamentos, sentenças, tombos, inventários e aforamentos, do trabalho de Paleografia que gostaria de fazer, do seu projeto de elaborar separatas das suas notas, do “Boletim da Direção dos Monumentos Nacionais” consagrado ao castelo de Guimarães, da conversa que ouviu na Academia [Portuguesa da História] e dos revolucionários.
Contém a saber Livros de registo de testamentos, Livros registo de autos de abertura de testamentos, Livros de registo de índices de testamentos, Processos de auto de contas de testamento, Processos de autos cíveis de cumprimento de testamentos, Processos de autos cíveis de cumprimento de disposições,Requerimentos, Relação de testamenteiros, Autos de contas de Legados Pios, Autos de Contas de Capelas, Autos de Tombos de Capelas, Livros de registos de Contas dos Legados Pios
Refere-se ao nevão caído em Lisboa e ao orçamento da tipografia para o "Boletim de Trabalhos Históricos". Refere o trabalho que está a desenvolver no Arquivo. Pede para saber na Torre do Tombos os descrição dos limites da freguesia de São Mamede de Vermil para o abade de Vermil. Declara que o jornal "Tradição “da Vila da Feira publicou um artigo manhoso mas inofensivo onde se refere ao livro de Alfredo Pimenta Elementos [de História de Portugal] e que por isso não merece resposta. Contém uma carta com timbre da Caixa Geral de Depósitos Crédito e Previdência sobre um pedido de emprego.
Presenças: Presidente: Maria Emília Guerreiro Neto de Sousa; Vereadores: Leonor Coutinho Pereira dos Santos; Jaime Carlos Silva Corbal Moreira; Miguel António Alves Duarte; António José Sousa Matos; Nuno Manuel Perfeito Cabeçadas; Domingos Nabais; Henrique Rosa Carreiras; Artur Cortez Pereira dos Santos; Maria de Fátima Alegria Antunes Valença Mourinho. A reunião foi secretariada por, Maria da Conceição Santos Fragoso Mestre. 0 - Diversos. Informação. 1 - Órgãos Autárquicos - Propõe-se, a substituição, nos termos do n.º 1, do artigo 17.º, da Lei n.º 23/91, de 4 de julho, de pena de demissão aplicada a Natália dos Anjos Aniceto Ribeiro, por deliberação, de 3/abril/91, e um, pela aposentação compulsiva (proposta e declaração de voto, em anexo); - Processo disciplinar, instaurado, por despacho do vereador Miguel Duarte (proposta, em anexo); - Alteração de, em vez de duas reuniões de Câmara por mês, se efetuem 4 reuniões ordinárias por mês; 2 - que se mantenham as reuniões ordinárias pública, à primeira e terceira quarta-feira de cada mês (proposta, em anexo); - Tolerância de ponto na quadra do Natal, nomeadamente, a véspera de Natal (proposta, em anexo); 2 - Gestão Administrativa e Financeira - Aprovação ao reforço de algumas rubricas que se encontram insuficientemente dotadas; alteração ao orçamento, do ano em curso (proposta, em anexo); - Presentes os requerimentos n.ºs 10.286 e 4.118-B/92, de 22/outubro/86 e 2/março/89, respetivamente, apensos ao processo n.º 976/86, em que, Rolando Alfredo Jorge solicita a aprovação do projeto n.º 976, de construção e aprovação de alterações, para uma moradia unifamiliar sita, na Rua Petrónia Amor de Barros, n.º 56, freguesia de Sobreda, e que ao ónus em causa, seja atribuído, para efeitos registais, o valor de 340.000400 (proposta, em anexo); - Presente o requerimento n.º 20.300, de 14/outubro/88, apenso ao processo n.º 1.774/88, em que, Agostinho Rodrigues Ribeiro, solicita a legalização de uma moradia unifamiliar sita, na Quinta do Salgado, lote n.º 69-A, Sobreda, e que ao ónus em causa, seja atribuído, para efeitos registais, o valor de três milhões cento e cinquenta e cinco mil escudos (proposta, em anexo); - Presente os requerimentos n.ºs 5.886 e 6.4314, datados de 6/agosto/82 e 231/Maio/84, respetivamente, apensos ao processo n.º 493782, em que Manuel Farinha Lopes, solicita a aprovação do projeto de construção e projeto de alterações, para uma moradia unifamiliar sita, na Quinta de Cima, Rua Malita, lote n.º 30, freguesia de Charneca de Caparica, e que ao ónus em causa, seja atribuído, para afeitos registais o valor de 400$00 (proposta, em anexo); - Vai a CMA solicitar ao Senhor Ministro do Planeamento e Administração do Território, a declaração de utilidade pública e urgente expropriação, com autorização de posse administrativa, das parcelas de terreno, destinadas e necessárias à execução da Via 1 e Via 8 (proposta, em anexo); - Aumento de rendas, e que a seguir, se discriminam os inquilinos, a saber: José Augusto Dias; Mobiladora Piedense - inquilino do n.º 13-s, Estrada das Barrocas, Cova da Piedade; Fausto Lavrador, Lda.; António Martins da Costa e Manuel Bernardo (proposta, em anexo); - Processo disciplinar instaurado, por despacho do vereador do Pelouro da Habitação, Núcleos Históricos, Equipamento Mecânico e Proteção Civil a Manuel de Jesus Vieira, Mestre de Pedreiro da CMA (proposta, em anexo); 3 - Administração Urbanística - Substituição de garantias bancárias, referentes ao L/O/252 (proposta, em anexo); - Pedido de certidão de destaque, presente o loteamento L/O/355/91, presente o requerimento n.º 13.952-B/91, por Virgílio José Fernandes de Oliveira, na qualidade de proprietário (proposta, em anexo); - Estudo do loteamento 1.181/91, presente o requerimento n.º 9.888-B/91, em que Augusto Silva Mendes, na qualidade de proprietário, solicita informação prévia, para a realização de operação de loteamento (proposta, em anexo); - Aprovação dos projetos de infraestruturas, correspondentes ao L/O/408, em que António Alberto Morgado e outros, solicitam a aprovação do referido projeto de infraestruturas, para uma propriedade sita, na Quinta dos Palheirões, Vale Rosal, freguesia de Charneca de Caparica (proposta, em anexo); - Pedido de destaque para o processo n.º 1.018/88, presente o requerimento n.º 16.350-B, de 2/outubro/91, por João Augusto da Conceição de Deus, na qualidade de proprietário (proposta, em anexo); - Retificação à licença para o loteamento n.º L/O/360, referente a uma parcela de terreno sita, nas Quintinhas, freguesia de Charneca de Caparica (alteração do ponto 6., da deliberação de Câmara, de 19/abril/85) (proposta, em anexo); - Pedido de reapreciação ao projeto de infraestruturas, referente ao L/O/296, por António Zeferino Palminha Pereira, na qualidade de membro da Comissão de Comproprietários, da zona da Capela (proposta, em anexo); - Homologação do auto de vistoria de demolição efetuado ao prédio sito, na Avenida das Forças Armadas n.ºs 34-34, freguesia de Costa de Caparica, a que diz respeito o processo n.º 208-B/91 (proposta, em anexo); - Presente o requerimento n.º 3.266/89, em nome de Compave - Sociedade de Compra e Venda de Propriedades, S.A., em que solicita a receção definitiva das obras de espaços exteriores, correspondente ao alvará n.º 181, sito, na Quinta das Fontainhas, freguesias de Pragal e Almada. Propõe-se a homologação do respetivo auto de receção definitivo (proposta, em anexo); - Toponímia, ao L/O/491, designada por parcela 60, sita, na Aroeira, freguesia de Charneca de Caparica (proposta, em anexo); - Requerimento n.º 12.814-B/91, em que Fernanda de Jesus Branco e Maria Marques de Sousa Almeida, na qualidade de proprietárias, solicitam informação sobre possibilidade de operação de loteamento, para a sua propriedade sita, na Avenida Bento Gonçalves, Quintinhas, freguesia de Charneca de Caparica - V.L. n.º 37/91 (proposta, em anexo); - Requerimento n.º 14.515-B/89, de 1/agosto/89, em que, Francisco da Conceição Portugal, na qualidade de proprietário, solicita informação sobre a possibilidade de operação de loteamento, para a sua propriedade sita, Regateira, Botequim, Freguesia de Charneca de Caparica - V.L. n.º 38/89 (proposta, em anexo); - Indeferimento do projeto de infraestruturas, para o L/O/475. Presente o requerimento n.º 21.145-B, de 27/novembro/91, solicitado por Manuel Eduardo Fialho Pegacha e outros (proposta, em anexo); - Requerimento n.º 10.249-B/88, em que, Abílio Dinis Quaresma, na qualidade de proprietário, solicita informação sobre a possibilidade, de construção numa parcela sita, na Quinta do Regil, freguesia da Cova da Piedade, tendo em atenção, a informação do Grupo de Gestão do 9.9.7/P.P.9 (proposta, em anexo); - Requerimento n.º 22.136-B/91, em que Maria dos Anjos Pessoa, na qualidade de proprietária, solicita informação sobre a possibilidade de construção, numa parcela sita, na Quinta do Bernardino, freguesia da Cova da Piedade, tendo em atenção, a informação do Grupo de Gestão do P.P.7/P.P.9 (proposta, em anexo); - Na sequência de deliberações, anteriormente tomadas, aprovou, a CMA, em 19/dezembro/1990, a autorização para ligação às redes de saneamento, água e energia elétrica, às construções que se localizavam em locais urbanizáveis abrangidos por, Planos de Urbanização e constituíssem única e permanente habitação do agregado familiar, nela residente (proposta, em anexo); 2 - Gestão Administrativa e Financeira - Considerando que a aprovação do projeto de execução da Via 1 - 8 (industrial), teve lugar, em reunião desta Câmara Municipal, realizada, em 18/junho/91, foi necessário solicitar ao Senhor Ministro do Planeamento e Administração do Território, a declaração de utilidade pública, com caráter urgente da expropriação, com autorização de posse administrativa das parcelas de terreno constantes, conforme documento anexo à minuta desta ata (proposta, em anexo); 4 - Equipamento Rural e Urbano - Adjudicação do contrato de controlo e fiscalização da empreitada de execução da Escola Básica 1,2,3 - 18 turmas da Charneca de Caparica (1.ª e 2.ª fase) ao concorrente CONSULMAR - Projectistas e Consultores, Lda. (proposta, em anexo); - Nos termos da informação da Comissão de Apreciação de Propostas, com o n.º 372-C/91, de 10/outubro, propõe-se que seja designado o concorrente preferido da empreitada de execução das Vias 1 - 8 (industriais) à empresa, Teodoro Gomes Alho & Filhos, Lda. (proposta, em anexo); - Homologação do teor dos relatórios técnicos, comprovativos do estado de conservação e das obras que carecem, no âmbito da candidatura à O.I.D.P.S., para recuperação, em Almada Velha, bem como, a notificação aos proprietários: José Maria Gonçalves da Costa; Manuel Nunes (Procurador MAFERLAR - Imobiliária, Lda.); Maria de Lurdes Santos; Grupo de Herdeiros, representados por, Maria de Lurdes Santos (proposta, em anexo); - Nos termos da informação técnica da Divisão de Obras, com o n.º 375-C/91, de 16 de dezembro, relativa à empreitada de conservação e manutenção de parques de jogos, propõe-se adjudicar a referida empreitada à empresa, Manuel Augusto Farias Ramalho (proposta, em anexo); 5 - Desenvolvimento Social e Cultural - Subsídio, ao Coro Polifónico de Almada, para despesas correspondentes à realização e divulgação dos Concertos de Natal de Música Polifónica (proposta, em anexo); - Subsídio, ao Clamo - Clube de Atletismo do Monte de Caparica, para apoio à deslocação dos seus atletas e aquisição de alguns materiais desportivos (proposta, em anexo); - Subsídio, ao Clube Desportivo da Escola Secundária do Monte de Caparica, para apoio ao seu plano de atividades em curso, em especial, no Voleibol Feminino (proposta, em anexo); - Subsídio, à Federação Portuguesa de Cicloturismo, para apoio à finalização das obras de adaptação e restauro do Centro de apoio aos Cicloturistas, no Olho de Boi (proposta, em anexo); - Subsídio, ao Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro, para apoio à compra de material desportivo, para a sua classe internacional "Rodinhas" (proposta, em anexo); - Prestação de serviços de fiscalização e controlo das obras de construção de dois Gimnodesportivos, no Laranjeiro e na Costa de Caparica, à empresa PROFABRIL - Centro de Projetos, S.A. (proposta, em anexo); - Por concurso público, foi adjudicada à Gráfica Ideal de Cacilhas, a composição-impressão-acabamento de 1.500 exemplares do opúsculo: "Almada no Tempo de D. Sancho I", assim se propõe divulgação, comercialização (preços) e ofertas e Proposta, em anexo); - Por Concurso público, foi adjudicada à Gráfica Ideal de Cacilhas, a composição-impressão-acabamento de 1.500 livros da edição comemorativa: "Foral de Almada: 1190;" Álbum Documental e Iconográfico levada a cabo por Alexandre Flores, coordenador do grupo de trabalho para as comemorações dos oitocentos Anos de Foral de D. Sancho I, depositado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e outras instituições, propõe-se que o DIRP divulgue a obra e publicite a sua venda (proposta, em anexo); - Na sequência do concurso público n.º 15/90, promovido pelo Programa de Desenvolvimento Educativo para Portugal PRODEP, para o Desenvolvimento de Mediatecas Escolares, foi atribuído à Escola Secundária Anselmo de Andrade, uma verba de dois milhões e quinhentos mil escudos, de acordo com o regulamento do concurso e por reconhecimento de interesse mútuo, a CMA associou-se com a escola já referida, para a apresentação do referido projeto (proposta, em anexo); - Atribuição de verba, ao Centro Paroquial de Bem Estar Social do Bairro Nossa Senhora da Piedade, como comparticipação na Colónia de Férias de Crianças Carenciadas (proposta, em anexo); - Atribuição de verba, ao Águias Negras Atlético Clube Recreativo do Laranjeiro, para apoio às atividades desportivos do referido clube (proposta, em anexo); - Subsídio, ao Jardim de Infância do Pragal, como apoio à aquisição de equipamento e material didático (proposta, em anexo); - Que a CMA emita parecer favorável à proposta de que a Escola Preparatória da Sobreda, se denomine Escola José Elias Garcia (proposta, em anexo); - No contexto do desenvolvimento integrado em que o Município de Almada e as suas instituições decididamente, se empenham na presente década, torna-se necessário conceder grande importância às atividades de índole social que constituem, já necessidades básicas da população. Assim, propõe-se criar condições que promovam uma melhor vida individual e coletiva, no contexto de uma educação, cultura e desporto, para diversas escolas, pavilhões, clubes do Concelho de Almada (proposta, em anexo); 6 - Desenvolvimento Económico - Calendarização da abertura e encerramento, no que concerne aos feriados, dos mercados do concelho (proposta, em anexo); 7 - Pelouro de Habitação, Núcleos Históricos, Equipamento Mecânico e Obras Municipais - Propõe-se que seja concedido o direito de opção de compra a Manuel Pereira Cid, dispensando assim a realização do sorteio, conforme prevê o Decreto-Lei n.º 608/73, de 14 de novembro (proposta, em anexo); - Homologação do teor dos autos de vistoria a diversos prédios, bem como, a notificação dos respetivos proprietários: Natércia Batista Caldeira e António Martins Fernandes; Joaquina Maria Magno Morais e Otilinda Maria Costa (proposta, em anexo); - Nos termos da informação n.º 627, de 10/dezembro/91, propõe-se efetuar o contrato adicional com a empresa, Turpocol, relativo à obra de subdivisão das zonas comerciais, em Vila Nova de Caparica (proposta, em anexo); 8 - Salubridade e Comodidade Públicas - Encontram-se armazenados no Estaleiro do Alto do Índio e nos Estaleiros da Quinta da Bomba (Seixal), grande número de veículos em estado de sucata que foram removidos da via pública, por se encontrarem irregulares ou em situação de abandono. Assim, propõe-se a venda em hasta pública de toda a sucata (proposta, em anexo).
Fl. 16-17: 16-9-1808. Registo da proclamação dos comissários britânico e francês encarregados de assinar a convenção de Sintra; Fl. 17v: 2-9-1808. Registo da proclamação do General Hope das tropas inglesas para a tranquilidade e segurança de Lisboa; Fl. 19: 23-09-1808. Registo da proclamação do tenente general Sir Hugh Lyon comandante das tropas britânicas à nação portuguesa; Fl. 22: 23-09-1808. Registo de edital do regente do reino nomeando os Governadores do Reino de Portugal; Fl. 23: 22-03-1808. Registo de uma ordem dos governadores do reino para que os indivíduos que vieram do norte em socorro da capital usem o laço branco; Fl. 24: 29-9-1809. Registo de uma ordem dos governadores deste reino para se realizar uma devassa contra os indivíduos qua atentem contra o sossego nomeando-se um juiz da inconfidência; Fl. 25: 10-7-1808. Registo de uma ordem dos governadores do reino para que num mês todos os oficiais, tambores e soldados que se unam aos corpos a que pertenciam antes da presença francesa para a formação do exército "para livrar este pais"; Fl. 27v: 9-10-1808. Registo de um decreto dos governadores deste reino sobre o donativo para a conservação da tropa; Fl. 27v: 20-10-1808. Registo de alvará com força de lei a proibir pagamentos com moeda estrangeira; Fl. 31v: 20-10-1808. Registo do decreto do governo do reino sobre a forma como deve receber os donativos oferecidos pelos vassalos deste reino; Fl. 32v: 20-10-1808. Registo de alvará régio a atribuir o valor de 800 réis às patacas de prata espanhola; Fl. 34v: 3-12-1808. Registo de uma provisão da Junta do Comércio da Agricultura, Fábricas e Navegação do Reino e seus dominios a favor da Carvalho e Companhia, senhores da fábrica de algodão e tecidos da vila de Alcobaça; Fl. 36: 18-12-1808. Registo de um decreto do Conselho da Guerra relativo ao armamento geral da nação; Fl. 38: 19-12-1808. Registo de um provisão a favor da Carvalho e Companhia, senhores da fábrica de algodão e tecidos da vila da Alcobaça; Fl. 39: 27-1-1809. Registo de uma ordem do real erário para a remessa de todo dinheiro dos cofres públicos da vila; Fl. 42: 2-3-1809. Registo de uma carta do general governador das armas desta província a nomear o tenente coronel engenheiro Carlos Frederico Bernardo de Paula; Instruções com vista a fortificação da vila com fossos, fortificações, redutos e travezes, as camaras tem por obrigação de reunir trabalhadores e todos meios necessários que os povos enviem para os fortes ou para lisboa cereais; Fl. 50: 9-5-1809. Registo de um decreto a nomear a regência do reino; Fl. 57: 13-7-1809. Registo de decreto acerca dos soldados ausentes do exército; Fl. 56: 14-7-1809. Registo de carta precatória do juizo da correição desta comarca do Ribatejo inclusa uma ordem do tenente general comandante em chefe do exército do entre Tejo e Mondego sem autorização; Fl. 57: 15-7-1809. Registo de um carta do general governador das armas desta província a informar da sua nomeação para governador militar pelo anterior governador Carlos Frederico Bernando de Paula; Fl. 57v: 16-7-1809. Registo de uma carta para o capitão-mor de ordenanças da vila na qual inclui um alvará regio a criar uma contribuição extraordinária da defesa sobre prédios urbanos e rústicos, oficios (advogados, escrivães, tabeliães, solicitadores, médicos, cirurgiões, porteiros), lojas (bacalhoeiros, merceeiros, taberneiros tendeiros, etc.; Fl. 62v: 16-7-1809. Registo de uma carta de oficio do juiz da correição da comarca de Ribatejo com um aviso do presidente do Real Erário relativo ao modo de arrecadação e feitura da contribuição extraordinária da defesa; Fl. 64v: 13-8-1809. Registo de carta de oficio do juizo da correição da comarca de Ribatejo com um aviso da Secretaria da Real Junta do Comércio para se lançar contribuição extraordinária aos negociantes de todas as classes; Fl. 66v: 16-8-1809. Registo de ordem do Real Erário sobre a forma de cobrança da contribuição extraordinária; Fl.67v: 16-8-1809. Registo de carta do general de armas desta provincia com um aviso da Secretaria de Estados dos Negócios da guerra sobre os privilégios atribuidos aos voluntários reais a cavalo; Fl.68v: 22-8-1809. Registo de uma cópia impressa dos generais das provincias sobre os privilégios dos milicianos; Fl. 73v: 18-9-1809. Registo de carta de oficio do juiz da correição da comarca do Ribatejo com uma ordem de aviso para afixarem editais com vista a todos os vassalos do reino denunciaram todos os apoiantes dos franceses; Fl. 80: 13-10-1809. Registo de uma carta de oficio do corregedor da comarca com uma ordem da Intendência Geral da Policia da corte e reino com um aviso da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino para o envio mensal dos preços dos géneros; Fl. 83: 25-10-1809. Registo de uma carta de ofício do corregedor da comarca de Torres Vedras com uma provisão da Junta de Administração para o cumprimento dos privilégios do contrato geral do tabaco; Fl. 91: 4-12-1809. Registo de carta de oficio do corregedor da comarca do Ribatejo com a ordem da Intendência Geral da Polícia da corte e reino a pedir uma relação da produção dos frutos do ano presente; Fl. 91v: 11-12-1809. Registo de um carta de ofício do juiz da correição da comarca do Ribatejo sobre o edital da Real Junta do comércio sobre o pagamento da contribuição da defesa imposta a comarca do Ribatejo; Fl. 96v: 30-10-1809. Registo de uma carta de um aviso da Secretaria do Governo dos Negócios da Guerra relativa a indicações dadas pela Intendência Geral da Policia sobre a notificação dos transportes do exército inglês na provincia do Além Tejo e terras próximas; Fl. 105: 18-12-1809. Registo de uma carta de oficio do corregedor de Alenquer subdelegado da Intendência Geral da Policia para os transportes dos exércitos; Fl. 107: 12-1-1810. Registo de um decreto régio sobre a forma de proceder no embarque das bagagens e armas dos exércitos português e inglês; Fl. 122: 12-1-1810. Registo de um alvará régio sobre as providencias a ter para facilitar a remonta da cavalaria; Fl.129: 24-2-1810. Registo de carta de oficio da correição da comarca de Ribatejo com o aviso régio a pedir uma relação de todos os mestre e oficiais do oficio de espingardeiros; Fl. 131v: 28-2-1810. Registo de alvará régio para aumento e manutenção do exército; Fl. 140: 21-2-1810. Registo de uma carta de aviso da correição desta comarca do Ribatejo com um aviso da Intendencia Geral da Policia para que todos os ministros cumpram as ordens dos comissários dos transportes; Fl.144v: 28-2-1810. Registo de carta de oficio da correição desta comarca com uma ordem do Real Erário para não receberem apólices grandes na cobrança da décima; Fl. 146: 1-3-1810. Registo de carta de oficio do juiz da correição da comarca do Ribatejo com uma provisão do Real Concelho da Fazenda sobre direitos que os marchantes devem pagar; Fl. 148: 8-3-1810. Registo de carta de oficio do juiz da correição da comarca do Ribatejo com um aviso da Intendência Geral da Policia a pedir a relação dos desertores espanhóis presos; Fl. 149: 9-3-1810. Registo de um conhecimento da entrega de 400 mil réis da colecta pelo juizo da correcção da vila para a contribuição mercantil; Fl. 150: 22-3-1810. Registo de provisão do Tribunal do Desembargo do Paço através da qual o rei determina que só com sua licença se podem ausentar os ministros dos seus lugares; Fl. 153: 7-4-1810. Registo de carta de oficio do juizo da correição da comarca do Ribatejo relativa a ordem da Junta da Direcção Geral dos Provimentos da Boca para o exército, para o cumprimento dos pedidos do seu administrador ou feitor; Fl. 155: 10-4-1810. Registo de uma carta de oficio do juizo da correição da comarca do Ribatejo sobre o edital da Junta Admnistrativa da Impressão Régia e Real Fábrica de cartas de jogar para que se afixe e se faça cumprir; Fl. 158: 24-4-1810. Registo de um regulamento da policia sobre procedimentos para o controlo dos estrangeiros chegados em trânsito à vila e que se tornam residentes da mesma; Fl. 169: 26-4-1810. Registo de carta de oficio do juizo da correição da comarca do Ribatejo sobre o edital da Intendência Geral da Policia a respeito do regulamento da policia; Fl. 179v: 9-6-1810. Registo de decreto régio para criar a junta da comissão especial composta por um presidente e escrivão para a imposição das penas contra os que desencaminhão os transportes para o exército; Fl. 181v: 10-6-1810. Registo de uma proclamação dos governadores do reino à nação para luta contra a invasão liderada pelo general Massena; Fl. 184: 5-7-1810. Registo de carta de oficio sobre o aviso da Intendência Geral da Policia relativa a colecta dos frutos; Fl. 187v: 14-7-1810. Registo de carta de oficio do juizo da correição da comarca do Ribatejo sobre a ordem da Intendência Geral da Policia para se reparar as estradas de Vila Franca de Xira; Fl. 191v: 23-7-1810. Registo de carta de oficio do juizo da correição da comarca do Ribatejo sobre o edital da Intendência Geral da Policia no qual se estabelece as medidas para a fiscalização dos passageiros que se dirigam para Lisboa pelo Tejo ou viagem por outros portos do reino; Fl. 198: 24-7-1810. Registo de uma carta de oficio do juiz corregedor da comarca do Ribatejo com uma ordem dos governadores do reino para que os corpos de ordenanças durante a guerra fiquem com a tropa de linha sujeitos às mesmas leis e regulamentos para serem julgados em Conselho de Guerra pelas faltas cometidas; Fl. 202: 26-7-1810. Registo de carta de oficio do juiz da correição da comarca do Ribatejo com uma provisão dos desembargadores do paço, por determinação régia, para serem riscadas todas as ordens emitidas pelos franceses; Fl. 205: 30-7-1810. Registo de carta de oficio do juiz da correição da comarca do Ribatejo sobre a ordem da Intendência Geral da Policia a proibir a matança de vitelos; Fl. 208: 6-8-1810. Registo de carta de oficio do juiz da correição da comarca de Torres Vedras com a ordem do contador geral do Real Erário da provincia para que apólices grandes sejam acompanhadas de certidões emitidas pelas câmaras; Fl. 210v: 8-8-1810. Registo de carta de oficio do juiz da correição da comarca do Ribatejo com uma ordem do Real Erário com o plano da lotaria real feita pela juntas dos juros dos reais empréstimos; Fl. 212: 13-8-1810. Registo de carta de oficio do provedor da comarca de Torres Vedras e capelas com um aviso da Secretaria do Governo da Repartição dos Negócios do Reino dando parte do casamento da princesa do Brasil D. Maria, filha do infante Dom Pedro Carlos; Fl. 213: 31-7-1810. Registo de carta de oficio do juiz da correição da comarca do Ribatejo com Edital do Marechal general a respeito dos carreiros que servem o excército e suas penas; Fl. 215: 20-9-1810. Registo de carta de oficio do provedor da comarca de Torres Vedras com a cópia de carta precatória do juiz do tombo dos pinhais reais sobre o estado e posse dos pinhais; Fl. 217: 20-9-1810. Registo de carta precatória do juiz da correição da comarca do Ribatejo sobre o edital da Intendência Geral da Policia para que se entreguem todas as proclamações e mais papéis emitidos pelos franceses; Fl. 219v: 20-9-1810. Registo de carta de oficio do juizo da correição da comarca do Ribatejo com a provisão do desembargador do paço a autorizar os lavradores e criadores a pastar os gados nos baldios das câmaras e coutadas.
Arquivo P.223 e 245: 4.2.1811 e 5.4.1811. Aprovação de medidas de prevenção em caso de invasão no que diz respeito à salvaguarda do Real Arquivo da Torre do Tombo. Atribuição de medalhas e títulos P.247-249: 17.05.1811. Atribuição das medalhas de grão-cruzes e comendadores assim como dos títulos dos condes de Vimeiro e Trancoso a Lord Wellington e (William) Carr Beresford. Contribuição Extraordinária de Defesa P.60-61: 30.8.1809. Implementação da contribuição extraordinária para acudir às "urgentes necessidades do Estado, visto que íam faltando os recursos ordinários para a manutenção do Exército"; P.279: 15.7.1811. É levada à presença do Principe Regente a proposta de portaria que prorroga a Contribuição Extraordinária de Defesa enquanto durar a guerra; P.286: 12.8.1811. Aprovação de SAR da Portaria de 27 de Maio relativa à isenção de pagamento da décima ordinária e contribuição extraordinária de defesa que se deve do ano transacto (1810) quanto às propriedades incendiadas ou assoladas pelas tropas francesas. Donativo Britânico P.324: 30.12.1811. O Príncipe Regente toma conhecimento de que o governo autorizou o desembargador João Gaudência Torres para distribuir o donativo de cem mil libras esterlinas votado pelo Parlamento do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda para socorro das Províncias do Reino assoladas pelos franceses. Despesas da Guerra P.410: 30.4.1811. Confirmação de providências para fazer face às despesas da guerra, como por exemplo, a prorrogação da contribuição extraordinária por mais um ano. Direcção Geral do Provimento das Munições de Boca para o Exército P.174-175: 16.10.1810. Foi presente ao Príncipe Regente consulta da Direcção Geral dos Provimentos das Munições de Boca para o Exército "acerca dos meios de se aprontar o fornecimento de víveres para o Exército para o princípio do ano de 1811; SAR tem determinado que se remetam das diversas capitanias deste Estado aqueles mantimentos da sua produção, que for possivel, em diversas embarcações, ficando aqui a aprontar-se uma charrua que partirá quanto antes com os socorros desta natureza, além dos que se acham embarcados no navio «Ásia Grande» próximo a seguir viagem para esse porto"; P.196: 26.11.1810. "Fica próxima a partir uma charrua carregada de carnes salgadas, arroz, farinhas de pão e outros artigos para suprimento do exército; e expediram-se as competentes ordens aos governadores e capitães generais das capitanias da Bahia e Maranhão para também remeterem mantimentos; e em vários navios de comércio que proximamente daqui partiram se embarcou alguma porção dos mesmos géneros; não sendo possivel fazer-se daqui a remessa de milho e legumes, não só porque a colheita não dá para isso mas também porque pela grande distância que há deste Estado ao Reino é de recear que semelhantes artigos cheguem arruinados."; P.208-209: 11.1.1811. "Na charrua S. João Magnânimo se acham embarcados os géneros constantes da 1ª via do conhecimento incluso que o Principe Regente Nosso Senhor manda remeter à Ordem dos governadores dos reinos de Portugal e Algarve para provimento dos reais exércitos, como já participei a V.ª Exc.ª pelo navio Delfim em 6 de Novembro próximo passado; e de se haverem expedido à Capitania da Bahia as ordens necessárias para que em todos os navios, que dali em diante se dirigissem a esse reino, se remetessem os géneros próprios do referido provimento. Também pela dita charrua se remetem mil quintais de salitre, a entregar à ordem dos mesmos governadores, cujos conhecimentos se remetem pela Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. [...] Relação dos géneros sobreditos: 5010 alqueires de farinha de guerra em 945 sacos; 1200 K de arroz; 27000 medidas de aguardente em 186 pipas ferradas com 1062 arcos de ferro; 700 barris de estanque; 16 barricas de seco; 1528 quintais e 16 arr. de carne de vaca salgada". Empréstimo contraído a Inglaterra P.152-154: 11.8.1810. Ordem do Príncipe Regente para se contrair um empréstimo considerável junto de Londres para ser aplicado na defesa e manutenção dos Reinos de Portugal e dos Algarves e definição das rendas a hipotecar para o pagamento de juros e amortização de capital. Evacuação do Exército de Massena P.250-251: 19.5.1811. O Príncipe Regente recebe a notícia da evacuação do exército de Massena, no dia 18, através de correspondência trazida por navio chegado nesse dia após viagem de 43 dias. Mafra P.44: 5.7.1809. Ordens para "arrecadação de tudo quanto pertença ao Convento e Palácio de Mafra, conservação deste edificio, número de religiosos que ali por ora devem existir e sustento diário que se lhes arbitrou"; P.229: 5.2.1811. O Príncipe Regente toma conhecimento com agrado de que "Lord Wellington dera em Mafra no dia 7 de Novembro do ano passado um magnífico jantar e baile a mais de quatrocentas pessoas, por ocasião de armar cavaleiro ao marechal Beresford a quem Sua Majestade Britânica fez mercê da Ordem do Banho; sendo agradável ao mesmo Senhor que João Diogo de Barros concorresse quanto lhe fosse possivel e com toda a prontidão com as alfaias que se lhe requereram para esta função". Rasura das ordens do Governo Francês em Portugal P.138-139: 3.11.1809. Ordem para riscar todas as "resoluções de consulta ou quaisquer actos publicos" ordenados pelos franceses. Povos emigrados P.207: 8.1.1811. "Pelo primeiro correio marítimo espera SAR ser sabedor das providências que esse Governo tem tomado, e que se faziam indispensáveis em razão da numerosa gente que das três províncias se têm refugiado para essa cidade abandonando as suas casas e terras para fugirem do exército francês, costumado a cometer sempre as maiores violências e atrocidades"; P.216-217: 1.2.1811. "Parecerão a SAR muito acertadas e muito próprias do zelo e actividade com que os governadores do reino se têm empregado no seu real serviço, as prontas e eficazes providências que deram remetidas debaixo do nº 5, para alimentar e alojar as numeráveis familias que fugindo e desamparando as suas casas e terras, por causa da invasão das tropas francesas, se refugiaram para essa cidade, onde ainda se conservam, esperando o mesmo senhor que continuarão a prestar-lhes todos os socorros que a humanidade pede e de que poderem lançar mão para lhes ser menos sensível as calamidades que acabam de experimentar."; P.223: 4.2.1811. Aprovação das "providências para segurança dos bens, vidas, e propriedades dos habitantes do sul do tejo no caso de intentar o inimigo passar o váo do mesmo rio"; P.223: 4.2.1811. Aplicação da quarta parte da vendagem da farinha no sustento do Hospital de São José, por "se ter aumentado a despesa com o grande número de enfermos que tem acrescido pela concorrência de familias miseráveis que se viram obrigadas a desamparar as suas casas e terras e a procurarem asilo nessa cidade por causa do exército francês."; P.278: 15.7.1811: "Aprova SAR a deliberação desse Governo de mandar recolher as autoridades eclesiásticas, corporações religiosas, corpo da Universidade, ministros e outras pessoas, como também as mais providências que se deram para animar os povos emigrados a se recolherem às terras que os inimigos deixaram assoladas, tratar-se da limpeza e salubridade delas, da cura dos enfermos, e de outros objectos, sentido que tenha havido tantas doenças, de que morreram muito dos emigrados, que são às vezes o resultado de uma guerra". Rendimento das alfândegas da Baia, Pernambuco e Maranhão P.330: 7.1.1812. Referência à carta régia de 26 de Junho de 1811 relativa a "consignação por tempo de 40 anos de 120$000 cruzados anuais tirados do rendimento das alfândegas da Bahia, Pernambuco e Maranhão, que SAR se dignou estabelecer para socorro dos habitantes das terras estragadas e devastadas pelo exército inimigo", consignação essa que servirá de hipoteca para o governo conseguir o empréstimo de 2 milhões de cruzados; P.336: 15.1.1812. Recepção de exemplares impressos da referida carta sobre a "consignação que SAR foi servido estabelecer nas Rendas do Brazil para socorro dos seus vassalos cujas terras e propriedades foram destruídas pelo exército inimigo"; P.416-419. 26.7.1811. Transcrição da carta oficial do Príncipe regente aos Governadores do reino através da qual estabelece as condições da consignação do rendimento das alfândegas da Bahia, Pernambuco e Maranhão para serem empregues em benefício das populações que sofreram com a invasão, as quais são também constituídas como hipoteca para o empréstimo de 2 mil cruzados. Requerimento a Napoleão P.50-52: 10.7.1809. Relativo ao requerimento "em nome da nobreza, clero, e das corporações e tribunaes mais respeitaveis do Reino, pedindo a Napoleão Imperador dos franceses quer lhes desse um Príncipe da sua escolha, a quem entregassem com inteira e respeitosa confiança a defesa das nossas leis, dos nossos direitos, da nossa religião e de todos os mais sagrados direitos da pátria (....)", episódio apelidado como "horroroso", considera-se que, apesar de merecer ser "reduzido a cinzas pelo executor máximo da Alta Justiça na Praça do Pelourinho", dever-se-á guardar com a maior cautela e segredo na Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, até porque muitos não o assinaram e "é preciso que se conserve para todo o tempo assim o poderem mostrar" Tropa de Linha/Exército P.3-32: 2.1.1809. Declaram-se princípios e estabelece-se modelo organizativo de funcionamento do governo entre o Principe regente e os seus ministros no Reino. Informação vária relativa aos vários ministérios, sobretudo Negócios Estrangeiros (relações diplomáticas e empréstimos a Inglaterra), resposta a consultas feitas pelos governadores e decisões relativas à vida politica, social, económica, cultural do reino; assuntos relacionados directamente com o recrutamento, funcionamento e provimento do exército: o Príncipe Regente estabelece que os assuntos relativos à tropa de linha sejam remetidos à sua consideração, acompanhados de pareceres dos governadores competentes; autoriza que se peça auxílio a Inglaterra sempre que necessário no que diz respeito a "socorro" de dinheiro e apetrechos de guerra; aumento do soldo dos soldados; P.224: 4.2.1811. "Suposto o descrédito em que os Franceses puseram as apólices grandes e a necessidade de pagar em metal os prets dos soldados, aprovou SAR o expediente que se tomou, lembrado pelo conde do Redondo, de fazer suspender interinamente o recebimento delas tão somente em quanto a décima de Lisboa, e Provincia da Estremadura, por ser este subsídio destinado para o pagamento do exército."; P.409-410: 30.4.1811. Foram à presença do Príncipe Regente "as respostas que os governadores deram nota que Mr. Stuart fez a instâncias de Lord Wellington e à representação do Marechal Beresford, expondo pela Repartição dos Negócios Estrangeiros e da Guerra a necessidade de se aumentar as rendas reais para manter o exército, pois de outra sorte se perderia o reino, ficando baldados todos os esforços até agora praticados; como também a memória que o dito Stuart apresentou para aumento das mesmas rendas e diminuição das despesas. E parecendo ao dito senhor serem mal fundadas aquelas representações sobre a falta de víveres para o exército, sobre se não terem tomado as medidas sugeridas por Lord Wellington para a evacuação da Província do Alentejo, remoção dos gados e riquezas que ali existem; e sobre outros objectos, desejava por isso que as respostas dos governadores Nº 4 fossem concebidas com mais enérgico e vigor, uma vez que estejam persuadidos, o que SAR não duvida, do que tem feito todos os esforços para salvar a Monarquia e dado todas as providências requeridas pelo dito Lord Wellington e Marechal Beresford, sendo bem natural que se tivesse sido possível que o exército inimigo se não entranhasse tanto no interior do reino, conseguindo uma posição forte, e vizinhando-se às portas de Lisboa, não se experimentariam tantos males e haveriam mais alguns socorros de víveres e mantimentos, que algumas provincias de Portugal não podem prestar por causa da invasão do inimigo". Vila Franca de Xira P.234: 11.2.1811. "Aprovou SAR a contemplação que houve com os lavradores dos campos de Vila Franca de Xira e com os outros que estiveram em iguais circunstâncias para a redução do 3.º e 4.º sem encargo da palha que pagam por cada móio de terra e redução das partilhas de 3.º a 5.º e do 4.º a 6.º pelo que toca ao ano passado pelos danos que sofreram com as cheias e com a invasão do inimigo, vendo-se obrigados a desamparar as suas casas e terras perdendo as abegoarias e até as próprias sementes". Arthur Wellesley P.33-36: 6.7.1809. Questões relacionadas com a organização da administração pública; ordem do Príncipe Regente para que haja o reconhecimento de Sir Arthur Wellesley como Marechal General dos Exércitos Aliados.