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Receitas e despesas de natureza administrativa da Comissão Concelhia de Évora, incluindo as contas da Associação cultual da freguesia de São Miguel de Machede, do concelho de Évora, referente aos anos de 1912-1913. Contém um relatório minucioso explicativo da Conta de Receita e Despesa da Comissão Concelhia relativamente a 1912-13, onde, entre outros, figura a referência à falta de arrolamento dos domínios directos pertencentes à Mitra de Elvas incorporada posteriormente na de Évora. Daí, o arcebispo de Évora foi intimado a apresentar o referido tombo a que ele responde não o possuir, a 18 de Maio de 1914, cuja cópia se encontra no processo. No entanto como a autoridade administrativa desempenhou esta missão, a cópia com a relação de foros foi enviada ao administrador do concelho para proceder a arrolamento adicional.
"Relação do estado em que se acham os Casais e Prazos da Comenda de Oleiros e suas anexas, com declaração do foro que pagam, nomes dos foreiros e outras circunstâncias". No final, consta uma relação extraída do tombo em 12 de Fevereiro de 1819, cujo efeito deveria ter início no dia 1 de Maio de 1819, e que inclui os montantes dos foros pagos em géneros (medidos em alqueires, almudes, quartilhos e unidades) e em dinheiro, divididos em quanto recebia a Comenda nesse momento, em quanto recebia a mesma anteriormente e em quanto recebia também nesse momento outro senhorio, designado de "o Albuquerque", que outras passagens do documento permitem identificar como sendo Francisco de Albuquerque Pinto, muito provavelmente o mesmo que veio a ser 1.º Barão de Oleiros, de nome completo Francisco de Albuquerque Pinto Castro e Nápoles.
Livro de registo das propriedades, rendimentos, direitos, foreiros e foros do Almoxarifado da vila de Proença-a-Nova, com averbamentos vários, pertencentes à fazenda e casa do Grão Prior do Crato, da Ordem Militar da Sagrada Religião de Malta, e de registo, em títulos separados, de alvarás de confirmação e de termos de reconhecimento de prazos, assim como de outros documentos relativos a foreiros e emprazamentos (ordem para os moradores do lugar do Malhadal poderam tirar água da Ribeira de Isna para um moinho, arbitramento de foros pela utilização de moinhos, aprovações de compras de quinhões, escritura de venda de quinhão, auto de conferência dos róis dos priostes com os do tombo do almoxarifado, etc.). Inclui relação de todos os foreiros que pagavam pensões e foros ao Almoxarifado de Proença-a-Nova, pela ordem régia de 28 de Março de 1832, com indicação do total dos foros pagos em géneros e em dinheiro (fl. 133 a 190).
Certidão passada no reinado de D. Miguel, a pedido da Duquesa de Lafões e seu marido, pelos escrivães Tomás Caetano Rodrigues Portugal e Gaspar Feliciano de Morais do Real do Arquivo da Torre do Tombo. Contém traslados da carta de venda do Reguengo de Almada feita por D. Filipe a D. Rui Gonçalves da Câmara, Conde de Vila Franca, de 3 de junho de 1593; certidão de justificação da doação do reguengo, em dote de casamento a D. Constança de Gusmão e D. Pedro de Menezes de 21 de janeiro de 1610; sentença de justificação da posse do reguengo de D. José de Menezes que o recebeu de sua mãe D. Guiomar de Menezes, que o tinha recebido em testamento de seu tio e marido D. Rodrigo de Menezes de 4 de janeiro de 1690. Contém selo branco com brasão real em papel assente em lacre.
Etapa #3 A limpeza de livros e documentos é uma das principais tarefas realizadas no arquivo para uma boa conservação dos mesmos. O sistema tadicional (escova e pano), tem os seguintes inconvenientes: além do elevado custo por envolver recursos humanos, corre-se o risco de se rasgarem folhas pela simples manipulação dos documentos, principalmente os mais antigos, para evitar esta situação requisitou-se uma máquina de limpeza de livros e documentos. Mais informo que a máquina pretendida é idêntica ás utilizadas no Instituto de Arquivos Nacionais da Torre do Tombo e Arquivos Distritais, designadamente, o Arquivo Distrital de Leiria. ( Distribuidas pela Firma VIDEQ). As características da máquina são as seguintes: Máquina de Limpeza de Livros e Documentos - Mod. P.31.5 Dimensões: 1.600x650x650 mm. Altura de trabalho: 900mm. Conexão eléctrica: 220 monofásico 0,5 Kw. Peso: 60 Kg.
Auto do lançamento da primeira pedra do monumento a António Rodrigues Sampaio. A cerimónia decorreu no dia 25 de julho de 1906 na presença da Comissão, do Administrador do Concelho, do Juiz de Direito, do Presidente da Câmara, Vereadores, representantes da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto e outras entidade civis e religiosas. O monumento seria da autoria de Manuel José Gonçalves Viana, diretor da Escola Industrial Príncipe Real de Lisboa, executado pelo construtor António Fernandes Ribeiro e o busto esculpido por José Moreira Rato Júnior. Seriam lavrados três exemplares da ata: um entregue ao arquivo da Câmara, um depositado na base do monumento e outro enviado ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Segundo alguns historiadores, o fundador desta Igreja teria sido a rainha D. Mafalda, mulher do rei D. Afonso Henriques, filha da Madame Guiguone dos Condes de Albon de França e de Amadeu Conde de Moriana, descendentes dos imperadores da Alemanha e duques da Saxónia. D. Mafalda teria mandado construir esta igreja em honra da Virgem e Mártir Santa Catarina, cuja cabeça havia sido trasladada do Mosteiro de Águas Santas, por autorização do bispo de Orense D. Pedro II. Contra esta notícia existe uma carta do rei D. Sancho I, em que diz que este Mosteiro da Costa he meu e o fez meu padre e o amava muito . Este argumento faz com que D. Sancho I diga que o seu fundador foi seu pai e não sua mãe.Por volta de 1156 a rainha D. Mafalda doou este mosteiro aos cónegos regrantes de Stº. Agostinho. Estes cónegos governaram e possuíram este mosteiro mais ou menos trezentos e cinquenta anos, até ao ano de 1528. Em meados do século XV a coroa manifestava a intenção de entregar à ordem de S. Jerónimo a tutela do Convento da Costa, contudo, só em 1525 é que o Duque de Bragança, D. Jaime resolveu pedir ao Papa Clemente VII, por conselho do rei, que ordenasse a extinção do Convento dos Cónegos Regulares de Stº. Agostinho, e que, em seu lugar aí instituísse a ordem de S. Jerónimo. A bula Pontífice foi expedida a 2 de Março de 1527, seguindo-se-lhe em Novembro do mesmo ano a sentença executória emitida pelo prior da Colegiada, D. Sebastião Lopes. A ordem de S. Jerónimo ficou obrigada a dar anualmente uma quantia para a sustentação dos cónegos regrantes que foram desalojados. O acto de entrega do mosteiro aos padres Jerónimos deu-se em 27 de Janeiro de 1528, numa cerimónia em que esteve presente o provincial da ordem, Frei António de Lisboa. No período do Renascimento o Mosteiro de Santa Marinha da Costa, teve o privilégio de iniciar uma das mais importantes experiências de renovação do ensino superior em Portugal. Por volta de 1537, o rei D. João III, decide transferir o colégio do Mosteiro de Penhalonga para o Convento da Costa, para nele poder estudar o Infante D. Duarte, seu filho. Também foram lá criados o Infante D. Luís e seu filho D. António. Em relação ao plano de estudos existiam na Costa os estudos preparatórios, constituídos pelas humanidades e pelas artes, e os de ensino superior relacionados com Teologia. Por alvará do rei D. João III a 6 de Julho de 1541 concedeu-se autorização para que aos estudantes deste colégio pudessem ser atribuídos os graus de licenciados, bacharel e doutor em artes, ficando equiparados aos da Universidade de Coimbra.Após a Morte de D. Duarte, em Agosto de 1543, o Colégio da Costa deixou de ser uma escola principesca deixando por isso de beneficiar dos favores régios. Em 1553 D. João III, incorpora o Colégio de S. Jerónimo na Universidade de Coimbra.Em 1820 com a instalação do liberalismo, o convento, que tinha acabado de sair de um período brilhante de afirmação e desenvolvimento e progresso, depressa esgotará a sua capacidade de desenvolvimento e sobrevivência. Em 31 de Maio de 1834, após o decreto que extinguia as ordens religiosas, os monges recebem a intimação para abandonarem o edifício. A 9 de Junho do mesmo ano dá-se a extinção do convento. O edifício passou para a fazenda nacional e foi apresentado em hasta pública. José Ferreira Pinto Bastos, industrial, fundador da fábrica da Vista Alegre, arrematou o convento. Com o seu falecimento em 1893, a casa conventual apareceu, dois anos depois, à venda pela Junta de Crédito Público. Foram arrematantes Custódio Teixeira Pinto Bastos e Manuel Baptista Sampaio Guimarães, e o auto de posse, lavrado em 25 de Janeiro de 1842, acrescenta que ao último caberia a metade do mesmo mosteiro para a parte norte até bater na Igreja, enquanto o primeiro ficava com a metade do mesmo ao longo para a parte sul, inclusivamente a varanda. Anos mais tarde a parte de Custódio foi vendida a António Fernandes Araújo, um Vimaranense que fez fortuna no Brasil, quando este faleceu em 1888, a sua propriedade passou para três sobrinhas suas.Do outro lado do edifício viveu, até 1911, Dona Custódia Carolina Sampaio, filha de Manuel Baptista, a quem coube por herança. No entanto, por volta de 1881, esta senhora havia arrendado a sua parte a um colégio, que ali funcionou uns anos. Foi herdeiro um sobrinho neto, António Leite Castro Sampaio e Vaz Vieira que, desde 1899, já vivia na outra metade da casa, por casamento com a respectiva titular, Dona Antónia de Araújo Fernandes. Em 1936, pelo decreto nº 26450 de 24 de Março, o Mosteiro e sua Igreja foram classificados como imóvel de interesse público. Contudo um lamentável incêndio ditou-lhe um destino mais adverso, colocando-o completamente ao abandono.Por fim, em 1972, foi comprado pelo Estado que iniciou obras de restauro cinco anos depois, com vista à sua adaptação a Pousada. História Custodial: Este arquivo foi incorporado aquando da criação do Arquivo Municipal Alfredo Pimenta de acordo com o decreto de lei. Nº.19.952 de 30 Julho de 1931, contudo, existem dois livros que foram oferecidos pelo Dr. Isaías Vieira Castro em Outubro de 1946.
Para que este, assistente na cidade de Braga, possa em seu nome assinar um termo de reconhecimento na Contadoria Geral do Reino, em como reconhece a Comenda de São Pedro de Merelim com o censo de 800 reis anuais, pagos pelas casas que possui na Rua de São Miguel-o-Anjo. Procuração feita aos 18 de Agosto de 1762. Contém ainda: a apresentação por André Ribeiro Soares da Silva dos títulos comprovativos da posse das casas atrás mencionadas e termo feito aos 4 de Setembro de 1762; reconhecimento e medição de uma morada de casas sitas na Rua de São Miguel-o-Anjo que fez António de Faria Borges, natural da cidade de Braga e morador na vila de Ponte da Barca, perante o Juiz dos Tombos da Comenda de São Pedro de Merelim, feito aos 29 de Maio de 1736; procuração do Comendador da Comenda de São Pedro de Merelim, Frei Rodrigo António de Figueiredo Correia, para que Carlos Veloso, morador na cidade de Braga, possa em seu nome cobrar todas as rendas, foros, laudémios e mais direitos da sua comenda, feita em Lisboa, aos 6 de Outubro de 1757. No verso contém tombo das terras, propriedades, foros e penções pertencentes à Comenda de São Pedro de Merelim e sua anexa São Paio, que se acha em poder de Serafina da Costa, viúva que ficou de Carlos Veloso, moradora na Rua do Souto da cidade de Braga. Tem a data de 12 de Julho de 1741.
Para que este, assistente na cidade de Braga, possa em seu nome assinar um termo de reconhecimento na Contadoria Geral do Reino, em como reconhece a Comenda de São Pedro de Merelim com o censo de 800 reis anuais, pagos pelas casas que possui na Rua de São Miguel-o-Anjo. Procuração feita aos 18 de Agosto de 1762. Contém ainda: a apresentação por André Ribeiro Soares da Silva dos títulos comprovativos da posse das casas atrás mencionadas e termo feito aos 4 de Setembro de 1762; reconhecimento e medição de uma morada de casas sitas na Rua de São Miguel-o-Anjo que fez António de Faria Borges, natural da cidade de Braga e morador na vila de Ponte da Barca, perante o Juiz dos Tombos da Comenda de São Pedro de Merelim, feito aos 29 de Maio de 1736; procuração do Comendador da Comenda de São Pedro de Merelim, Frei Rodrigo António de Figueiredo Correia, para que Carlos Veloso, morador na cidade de Braga, possa em seu nome cobrar todas as rendas, foros, laudémios e mais direitos da sua comenda, feita em Lisboa, aos 6 de Outubro de 1757. No verso contém tombo das terras, propriedades, foros e penções pertencentes à Comenda de São Pedro de Merelim e sua anexa São Paio, que se acha em poder de Serafina da Costa, viúva que ficou de Carlos Veloso, moradora na Rua do Souto da cidade de Braga. Tem a data de 12 de Julho de 1741.
Natural de Guimarães, Historiador, ensaísta, poeta e escritor de renome. Inicialmente militante anarquista, passou depois para as fileiras do republicanismo aderindo depois do 5 de outubro ao Partido Republicano Evolucionista. Em 1915, após o golpe que derrubou o governo de Pimenta de Castro, surgiu como colaborador da Revista "Nação Portuguesa", órgão do Integralismo Lusitano, e acabou por tornar-se militante monárquico e seu doutrinador. Fundou o movimento "Acção Tradicionalista Portuguesa", com a sua Revista "Acção Realista", rompendo ideologicamente com o Integralismo Lusitano a que nunca chegou formalmente a pertencer. Mais tarde assumiu-se como Salazarista. Foi chefe de gabinete do Ministério do Fomento, António Aurélio da Costa Ferreira. Organizou (1931) e dirigiu até à sua morte o Arquivo Municipal de Guimarães (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, a partir de 1952), em comissão de serviço, sem remuneração, desempenhando ao mesmo tempo as funções de Conservador do Arquivo Nacional da Torre do Tombo e de seu Director (1949). In: CONDE DE MARGARIDE: Correspondência Política (1870-1918) / Abel Rodrigues. Lisboa: Alêtheia Editores, 2015, p. 294. In: https://www.amap.pt/p/alfredo-pimenta
Associação de leigos, erecta na igreja paroquial de São João Batista. Eram funções solenes desta irmandade a festa a Nossa Senhora das Almas, e as missas pelos irmãos defuntos da irmandade. Segundo o Frei Pedro Lima Bastos, em meados do século XVIII, das nove irmandades instituídas na Igreja de São João Batista, era a das Almas a que mais se destacava pela sua atividade: «Entre todas excede a das Almas que todos os anos passam de duas mil as missas que manda dizer pelas mesmas, por xigar o seu rendimento huns anos por outros quaze a dous mil cruzados. A expensas da Irmandade se alcançou ser o seu altar previllegiado, que he o segundo collateral da parte da Epístolla a onde está o Santíssimo Sacramento…» A capela de invocação a Nossa Senhora das Almas, terá funcionado como sacristia aquando da construção da igreja, no início do século XVI. Em 1650 já existia como capela de Nossa Senhora das Almas e nesse mesmo ano Rui Lourenço da Silveyra e sua mulher, são autorizados a ser padroeiros da dita capela e a construírem nela jazigo para ele e para os seus sucessores A mesa da Irmandade era composta pelos seguintes oficiais: dois juízes, três conselheiros, dois mordomos e um escrivão. Em 1702 o termo de inventário dos livros da Irmandade indica-nos que tinham em sua posse os seguintes livros: «Um tombo grande que serve de tombar a fazenda das Santas Almas com pergaminho de pasta e he de papel impirial. Dois tombos hum velho e outro que serve de asentar os irmãos que de novo se asentam por irmãos das Santas Almas e vinte e tres que tem servido estes anos próximos passados de reseita e despesa da dita irmandade entrando neste numero dos vinte e tres hum que servio três anos e este meu livro deste presente ano de 1702 para 1703.» Até nós chegaram onze dos referidos vinte e três livros de receita e despesa. O Tombo Grande, com data de 1658 encontra-se presentemente sob custódia da Paróquia de S. João Batista de Moura, e está desde 2004 em exposição na Igreja de São Pedro da mesma localidade. Em 1747, a irmandade recebia foros de mais de oito dezenas de moradas de casas e recebia a renda de cerca de cinco dezenas de olivais e vinhas. Eram também uma fonte importante de receita os diversos peditórios efetuados pelas ruas da vila e durante as missas. É ainda mencionado como receita o acompanhamento dos defuntos. Como despesas destacava-se o pagamento de missas, sermões e festas e a compra de cera para as cerimónias. Desconhecemos até que data esta Irmandade se manteve em atividade, mas temos registos escritos que comprovam que em 1890 se encontrava em exercício. História Administrativa elaborada por Octávio Patrício (Cm Moura), com recurso às seguintes fontes: PÁSCOA, Marta Cristina – Memórias Paroquiais da Vila de Moura e seu Termo, ed. C.M.Moura, 2003 SEGURADO, Jorge – A Igreja de S. João de Moura, da sua arquitectura e da sua história, Lisboa, 1929 Livro de receita e despesa da Irmandade de Nossa Senhora das Almas, 1702-1703, f. 5
Ofício n.º 2 do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, João Correia Machado, respondendo ao ofício n.º 313 da Câmara Municipal de Esposende para o fornecimento pelo Secretário da Câmara de Barcelos dos documentos que forem solicitados.
Correspondência e recibos relativos à incorporação nos arquivos distritais, regulamentada pelo Decreto n.º 19.952, de 27 de Junho de 1931, dos espólios dos cartórios dos mosteiros suprimidos que se foram extinguindo pelo falecimento das últimas freiras que haviam sido entregues nas direcções distritais e secções de finanças. Inclui telegramas e ofícios contendo as respostas das várias direcções de finanças à solicitação do Director Geral da Fazenda Pública sobre a necessidade de saber se "ainda existem papéis, e livros provenientes da extinção dos mosteiros, e se o seu estado de conservação é bom e se estão bem acondicionados". Por despacho ministerial de 4 de Janeiro de 1937 foi autorizada a entrega à Inspecção Superior das Bibliotecas e Arquivos para o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e arquivos distritais, conforme o caso, dos livros e papéis dos conventos extintos ainda existentes nas direcções distritais ou secções de finanças concelhias, estando nessas condições as direcções de finanças de Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Viana do Castelo e Horta, assim como as secções de finanças de Barcelos, Esposende, Guimarães, Silves e Loures. Exceptuou-se a entrega dos livros e documentos que ainda se tornaram indispensáveis para o serviço de cobrança de rendimentos e de administração dos bens desses conventos, administrados pela Fazenda Pública. Inclui inventários e autos de entrega dos livros, papéis e documentos pertencentes aos conventos extintos ou suprimidos.
A chancelaria régia era a repartição responsável pela redacção, validação (mediante a aposição do selo régio) e expedição de todos os actos escritos da autoria do próprio Rei. Os serviços da chancelaria régia podiam também reconhecer e conferir carácter público a documentos particulares que lhe fossem submetidos para validação. Presidia aos serviços da chancelaria o chanceler do Rei (cancellarius ou notarius curiae), ao qual estavam confiados os selos régios e que, desde a formação do Estado Português, é sempre referenciado como um dos mais próximos ministros do Soberano. De início cabia ao chanceler despachar directamente com o Rei, tendo, frequentemente, exercido uma influência política decisiva. Com o aumento da complexidade da administração e o aparecimento de outros ministros, cujas decisões eram proferidas em nome do Rei, nomeadamente contadores, ouvidores e sobrejuízes, a esfera de actividades do chanceler foi-se especializando no exercício de competências técnico-jurídicas, quer de redacção, quer de exame de diplomas régios e particulares, verificando se o seu conteúdo não contradizia leis gerais ou privilégios da Coroa ou de particulares, quer ainda, fazendo registar os diplomas mais importantes. Continuava, no entanto, a ser detentor dos selos régios e, por conseguinte, era o representante formal da autoridade régia. Nos séculos XIV-XV, verificou-se uma associação do chanceler do Rei ao tribunal da Casa da Suplicação, então o mais alto tribunal do Reino, para que às decisões desse mesmo tribunal fossem conferidos maior valor e dignidade (cf. L.I, Tit. 2 das Ordenações Afonsinas, que refere ser o chanceler o segundo magistrado do Reino, sendo o primeiro o "Regedor e Governador da Casa da Justiça da Corte de El-Rei", e Ordenações Manuelinas, L.I, Tit. 2, onde o chanceler é apresentado como "o segundo Ofício da Casa da Sopricaçam". A repartição da chancelaria dispunha, para além do chanceler, magistrado com elevada cultura jurídica, de oficiais próprios, como notários e escrivães, especificamente designados por "notários da chancelaria e escrivães da chancelaria". No entanto, nos primeiros reinados, encontram-se diplomas em que o chanceler é simultaneamente autor e redactor da carta. Como a passagem de todas as cartas pela chancelaria implicava, para os interessados, o pagamento de taxas próprias, o seu primeiro Regimento conhecido (registado a folhas 82-90 do Livro das Leis e Posturas), atribuído ao reinado de D. Afonso IV (1325-1357), limita-se, quase exclusivamente, a regulamentar os direitos que deviam ser cobrados segundo as várias tipologias das cartas (são referidas cartas de vária natureza, como cartas de appellaçom, de sitaçom, de inquiriçom, de obrigaçom, de testemunho, de protestaçom, de rogo, de ricusaçom, de sentença interlucotoria ou definitiva, de tituria, de execuçom, de quitaçom), e segundo o valor da mercê concedida. O Regimento refere, ainda, as cartas de Tabeliam, de livredões ou bemfeitorias, de confirmação de juízes, de aprezentaçom de Egreja, de Almoxarifado, de entrega de Castello, de prestamo, de que ElRey dá em dinheiros, de Doaçom, de confirmação de Doaçom, ou Privilegios, ou Fôros, de Doações de foros, e de Coutos, e cartas de graça, assim como a matéria do selo, devendo ser pagas taxas mais altas por cartas firmadas por selo de chumbo do que por selos de cera. No séc. XIV, a chancelaria régia passou a designar-se Chancelaria-Mor, para a distinguir das chancelarias de outros serviços da Administração, como as da Casa dos Contos, da Casa do Cível, das Câmaras de Lisboa e Porto, das Correições das Comarcas e da Chancelaria da Rainha, entre outras. À Chancelaria-Mor foi dado segundo Regimento, em 16 de Janeiro de 1589, que regula já todo o seu despacho, o qual é de acesso difícil, pois não foi alvo de nenhuma publicação. A partir de meados do século XVI a chancelaria régia passou a designar-se por Chancelaria-Mor da Corte e Reino.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas: tombos, foros, pensões, obras, dotes.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas: recibos, tombos, depósitos, estados, visitas, prazos, rendas, vedorias.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas e/ou tipologias documentais: prazos e tombos.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas e/ou tipologias documentais: prazos, vedorias, tombos.
A Casa do Senhor do Bonfim da Congregação da Missão, situa-se na freguesia de São Martinho de Fareja, atualmente concelho de Fafe. O seu fundador foi o padre José Simões, que por escritura de 3 de Maio de 1752 doou todos os seus bens aos religiosos da missão. Nesse mesmo mês os lazaristas, hoje conhecidos por vicentinos, já estavam lá instalados. O alvará régio foi concedido em Maio de 1752, e em Novembro de 1783 os padres da casa da missão, obtiveram, por bula papal, todos os títulos e direitos
O reguengo de Guimarães, tendo pertencido a Rodrigo de Silva Mendoza y Sarmiento, duque de Híjar, foi doado por D. João IV à rainha D. Luísa de Gusmão, em 14 de abril de 1643, ficando incorporado no Reguengo da Casa das Rainhas. A Casa das Rainhas teve administração independente até 1769. Por decisão do Marquês de Pombal, de 25 de janeiro 1770, os seus rendimentos passaram a ser geridos pelo Erário Régio, sendo, as despesas autorizadas pela rainha. O reguengo de Guimarães foi extinto pelo decreto de 13 de agosto de 1832, reformulado em 22 de junho de 1846.
Mosteiro beneditino de monjes, sito no concelho de Viana do Castelo, cuja primeira referência autêntica se encontra na sua carta de couto de 1129, sendo então o seu padroeiro o nobre Sarracino Osores. O seu primeiro abade comendatário foi D. Diogo Pinheiro, bispo do Funchal, pelo menos desde 1500. A Congregação de São Bento de Portugal tomou dele posse em 1588, começando então a ser governado por abades trienais. O decreto de 30 de Maio de 1834, inserido na "Reforma geral eclesiástica" extinguiu todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.
A comunidade de monjas beneditinas do Salvador resultou da transferência para a cidade de Braga, pouco depois de 1592, do mosteiro de freiras de Vitorino das Donas que, por volta de 1175 estava documentado como de monges, mas já era feminino em 1220. A mudança para Braga suscitou grandes resistências que acabaram por ser vencidas pelo Arcebispo D. Agostinho de Castro. O decreto de 30 de Maio de 1834, inserido na "Reforma geral eclesiástica" extinguiu todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas até à morte da última freira, data do encerramento definitivo. Extintos os noviciados em 1833, a comunidade reduziu-se lentamente mas em 1873 ainda tinha três religiosas. Falecida a última, o convento foi transformado no asilo do Conde de Agrolongo.
Mosteiro de monges beneditinos fundado provavelmente no fim do século XI, mas cuja primeira referência segura data de 1131. É possível, porém, que lhe digam respeito outras alusões a um mosteiro de São Miguel datadas de 1090 e 1122. Era padroado da família dos Guedões, como testemunha, entre outras coisas, o cálice que lhe foi oferecido em 1152 por Gueda Mendes e se encontra hoje no Museu Machado de Castro em Coimbra. Sujeito aos abades comendatários desde 1428, veio a ser governado por Frei Diogo de Murça que, em 1549, obteve do Papa ordem para o extinguir e aplicar as rendas à fundação de um colégio beneditino em Coimbra. Perante a resistência dos monges, o breve papal foi revogado (1555) e a comunidade unida à Congregação de São Bento em 1569, sendo parte das suas rendas aplicadas ao referido Colégio. A sua igreja foi construída cerca de 1755-1763. Foi extinto em 1834 e comprado por particulares. O edifício, porém, tornou-se a Câmara Municipal de Cabeceiras e sede de outras instituições públicas.
Mosteiro de monges referido num documento perdido de 1028 mas do qual só volta a haver notícias seguras em 1113, devendo então seguir já a Regra de São Bento. Reformado por monjes da Congregação de São bento a partir de 1575, só em 1588 foi definitivamete incorporado nela, por morte do último abade comendatário, D. Pedro Barbosa, bispo da Guarda. O edifício gótico foi reconstruído por volta de 1733-1737. O decreto de 30 de Maio de 1834, inserido na "Reforma geral eclesiástica" extinguiu todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas até à morte da última freira, data do encerramento definitivo. Expulsos os seus monges em 1834, veio depois a ser comprado por particulares.
A história do Arquivo Municipal tem a sua génese no Arquivo Histórico Municipal de Mafra (1992), na sequência da transferência da documentação em depósito na Ala Sul do Palácio Nacional de Mafra (ao tempo Paços do Concelho) pertencente ao fundo antigo da Câmara Municipal de Mafra e das Câmaras Municipais Extintas, reunindo cerca de 900 metros lineares de documentação, nomeadamente: documentação administrativa, documentação cartográfica e documentação fotográfica produzida entre 1429-1970. No ano de 1992 é constituído o Arquivo Histórico Municipal de Mafra instalado, provisoriamente, nas instalações da Casa da Cultura Dom Pedro V. A mesma documentação foi objecto entre os anos de 1995 e 2008 de um conjunto de publicações das quais se destacam o recenseamento documental através do Programa de Recenseamento do Património Cultural Móvel, coordenado pelo ex Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IAN/TT), publicado no volume 1 da obra “Recenseamento dos Arquivos Locais: Câmaras Municipais e Misericórdias”, p. 129-154, respeitante ao Distrito de Lisboa, o “Catálogo Fundos Musicais” relativamente às pautas musicais gregorianas dos séculos XIV a XV e o primeiro inventário da documentação dos seis concelhos extintos, actualmente freguesias do Concelho de Mafra, intitulado “Inventário das Câmaras Municipais Extintas: Azueira, Carvoeira, Cheleiros, Enxara dos Cavaleiros, Ericeira e Gradil”. Em 2009 a par da restruturação do serviço, o qual agrupou o Arquivo Geral, o Arquivo Histórico e o Centro de Estudos de História Local, iniciou a digitalização sistemática de fundos documentais, salientando-se os espólios fotográficos de António Passaporte e do ourives António Maria Ribeiro, bem como a colecção de estampas. No mesmo ano o Arquivo Municipal de Mafra vê certificada as suas actividades decorrente da Certificação Total NP EN ISO 9001:2000 da Câmara Municipal de Mafra. Em 2010 a Câmara Municipal de Mafra / Arquivo Municipal de Mafra concorreu ao financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do “Concurso de Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais” com o projecto intitulado “Digitalização de fontes locais sobre Guerra Peninsular (1807-1814)” cuja aprovação possibilitou não só a migração para aplicação informática DigitArq, assim como a digitalização da documentação relativamente aos impactos da Guerra Peninsular e da construção das Linhas de Torres Vedras nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira e Torres Vedras. Este projecto disponibilizou "on-line" um total de 42.000 objectos digitais relativos à documentação custodiada pelos Arquivos Municipais de Arruda dos Vinhos, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira e Torres Vedras, bem como pelo Arquivo Nacional Torre do Tombo, produzida entre 1807-1814. Em 2012, o Arquivo Municipal de Mafra encontra-se organizado em dois pólos, um situado nos Paços do Concelho e outro no edifício da Protecção Civil, cuja informação se encontra disponível no catálogo "on-line" http://arquivo.cm-mafra.pt e na web através do endereço http://www.cm-mafra.pt/cultura/arquivo_h.asp.
Adelaide da Piedade Carvalho Félix nasceu em Santarém (Marvila), a 24 de fevereiro de 1892, filha do então, 1.º sargento de artilharia 3, Joaquim Félix e de D. Emília da Anunciação Carvalho Félix, irmã da conservadora da Torre do Tombo, Emília da Piedade Carvalho Félix. Em 1912 [?], concluiu o curso de Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, iniciando, após estágio na Alemanha, a atividade docente no Liceu Rodrigues Lobo de Leiria. Lecionou depois no Liceu Carolina Michaëlis de Vasconcelos, no Porto. Em 1926 passou a lecionar no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa e a partir de 1937, no Liceu D. Filipa de Lencastre, onde se manteve até à aposentação, com 63 anos de idade. Casou em 1933 com Eduardo Alexandre da Cunha, de quem se divorcia em 1938. Colaborou ativamente na imprensa: Novidades, Acção, Renascença, Ilustração de Angola, Stella, Diário de Luanda, Correio da Noite (Brasil), Atlântico, entre outros. Da sua obra literária destacam-se: Shakespeare e Othelo (esboço crítico), com prefácio de Teófilo Braga; Hora de instinto (romance), 1919; Miragens torvas (prosa de arte), 1921; Personae, (novelas), 1926; O grito da Terra, (romance), 1936; Nunca o direi… (novela), 1940; Cada qual com o seu milagre… (contos), 1941; Roteiro de viagens feitas, no mar tormentoso das letras, por gentes de Leiria e seu termo, 1944; No Estoril: uma noite igual a tantas (romance), 1952; Eu, pecador, me confesso, 1954 e Um seixo na torrente, 1963; Histórias breves de escritores ribatejanos (et al), 1968. Em 1937 e 1939 obteve dois primeiros prémios “Rosa de Ouro”, nos jogos florais da Emissora Nacional. Foi também tradutora de várias obras em inglês e alemão. Participou em várias conferências e projetos em torno da arte, literatura, política nacionalista e folclore em especial o da região ribatejana. Faleceu em Lisboa em 1971. In: https://adstr.dglab.gov.pt/wp-content/uploads/sites/3/2015/05/Adelaide-F%C3%A9lix-bio.pdf
Filho de António Pereira Pinto de Araújo de Azevedo Fagundes e de sua mulher Marquesa Francisca de Araújo Azevedo. Nasceu em 26 de dezembro de 1764 e faleceu, solteiro, em 16 de junho de 1823. Como filho segundo da Casa de Sá, recebeu ordens menores e foi clérigo in minoribus na vila de Barcelos. Possuía duas pensões anuais, cada uma de 100 mil reis, imposta nos frutos certos e incertos da igreja de Santo Adrião de Vizela, no Arcebispado de Braga, e na igreja de São Pedro de Avintes, no Bispado do Porto. Seguiu, contudo, os estudos universitários em Coimbra, onde apresentou conclusões magnas. Obteve o foro de fidalgo da Casa Real em 9 de janeiro de 1781 e o alvará de cavaleiro da Ordem de Cristo em 12 de janeiro de 1804. Em outubro de 1793 foi nomeado Juíz de Fora da vila de Viana do Castelo, cargo que ocupou até fevereiro de 1799. No mesmo período foi nomeado para várias comissões: procurador na demarcação do tombo do Mosteiro de Miranda; auditor dos regimentos de infantaria e artilharia aquartelados na vila de Viana; Provedor da comarca de Coimbra. Em 27 de dezembro de 1804 tomou posse como Conselheiro da Real Fazenda e integrou também o Conselho do Príncipe. Como procurador do Conde da Barca tratou de alguns negócios da Casa de Sá. Sucedeu ao Conde da Barca, como seu herdeiro universal, e solicitou a remuneração dos serviços deste, de que veio a receber a mercê da Comenda de São Pedro do Sul, na Ordem de Cristo, e a da Alcaidaria-mor de Castelo de Vide. Foi responsável pelo regresso do arquivo pessoal do Conde da Barca à Casa de Sá e pela venda da maior parte da livraria particular do mesmo à Biblioteca Régia do Rio de janeiro em 1822.
Alfredo Pimenta nasceu na Casa de Penouços, freguesia de S. Mamede de Aldão, nas franjas da cidade de Guimarães, a 3 de Dezembro de 1882, numa família de médios proprietários rurais. Viveu depois alguns anos em Braga e voltou à cidade natal em 1892; aí frequenta o Colégio de S. Nicolau no Beringel, onde teve como mestre ‘admirável’ o Cónego José Maria Gomes. Recebeu, em 1893, o prémio da Sociedade Martins Sarmento para o melhor aluno da instrução primária. Órfão de pai e mãe aos dez anos, do seu conselho de família fizeram parte, além do tio Silvestre Pimenta, o médico Dr. Matos Chaves e o também médico e escritor Dr. Joaquim José de Meira, em quem encontrou um amigo. A sua curiosidade leva-o a frequentar a biblioteca da Sociedade Martins Sarmento e a da família Meira. Estabelece laços de amizade com João e José de Meira, cedo desaparecidos, e com Alfredo Guimarães e Eduardo de Almeida, até ao fim da vida. Colabora durante vários anos no Comércio de Guimarães e, com Eduardo de Almeida, funda a revista literária O Burgo Podre. Terminado o Liceu, matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1899); aí convive com os vimaranenses D. José Ferrão e Raul Aboim. Casa (1904) com uma senhora coimbrã, D. Adozinda Soares de Brito de Carvalho, de quem tem três filhos: Maria Adozinda, Alfredo Manuel e Maria Gracinda; dos dois mais velhos tem descendência. Em 1904 representa os republicanos de Guimarães no Congresso do Partido Evolucionista, em Coimbra. Entusiasma-se com o estudo da filosofia e da sociologia, envolve-se em actividades políticas e literárias, o que o leva a concluir o curso apenas em 1908. Abre então banca de advogado no Porto, mas desiludido, abandona a profissão e envereda pelo jornalismo e pela política. Em 1910 fixa residência em Lisboa. Chefia o gabinete de António Aurélio da Costa Ferreira, então Ministro do Fomento. Enfileira no Partido Evolucionista, de que redige o Manifesto. É Professor no Liceu Passos Manuel. Vai sempre publicando obras. Nas vésperas do 14 de Maio de 1915, decepcionado, desliga-se do Partido Evolucionista e da República - com a única mágoa de se separar de Guerra Junqueiro - e defende a solução monárquica. Em 1918, durante o consulado de Sidónio Pais, e com o apoio do 2º Conde de Margaride, apresenta-se como candidato monárquico a deputado por Guimarães, renuncia, porém, em favor de Oliveira Salazar, que, uma vez eleito, se retira. Profere inúmeras conferências, continua a colaboração em diversos jornais, publica também poesia. Demarca-se do Integralismo Lusitano, funda a Acção Tradicionalista Portuguesa e posteriormente a Acção Realista. Escreve regularmente no Diário de Notícias o ‘rodapé’ «Cultura Estrangeira - Cultura Portuguesa», n’A Época assina a «Tribuna Livre» que continua n’ A Voz. Recebe em herança de seu tio Padre João Pimenta a Casa da Madre de Deus, «na família, desde, pelo menos, 1762», de fronte da capela de Nª Sª da Madre de Deus de Fora, que transforma de «coisa rústica, sem livros, sem jardim, sem flores, nem sorrisos» numa casa com alma, aberta aos seus amigos, onde instala a sua «livraria de Mumadona» e prossegue incansável o seu trabalho. Em 1931 é nomeado 2º Conservador da Torre do Tombo e Director do Arquivo Municipal de Guimarães (sem remuneração); ao Arquivo, apesar de concelhio, é dada categoria de distrital. Organiza então um vasto espólio constituído principalmente pelos valiosos documentos que o Cabido da Colegiada de Guimarães implacavelmente conservara, resistindo à ordem liberal que mandava reuni-los na Torre do Tombo. Recebidos em cestos de verga nas instalações primeiramente atribuídas, em dois anos, ele e seu irmão Rodrigo, sistematizaram mais de cem mil espécies, do séc. XII ao séc. XIX. Fundou o Boletim de Trabalhos Históricos, com o fito da dar a conhecer os documentos do Arquivo, que ainda hoje se publica. Passa então todos os anos 4 meses em Guimarães. Entretanto apoia Alfredo Guimarães na criação do Museu de Alberto Sampaio. Em 1949 é nomeado Director da Torre do Tombo. Dedica grande parte do seu tempo ao estudo da História publicando diversas obras notáveis entre as quais os Elementos de História de Portugal, destinados ao ensino secundário, onde inova quanto ao método de ensino. Muitas das mais de centena e meia de obras suas publicadas estão relacionadas com a cidade de Guimarães, nomeadamente Os Vimaranis Monumenta Historica e a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Guimarães (1936), A Data da Fundação da Nacionalidade - 24 de Junho de 1128 (1939), entre outros. Alfredo Pimenta morreu a 15 de Outubro de 1950, em Lisboa, acabado de regressar de Guimarães. No ano seguinte a sua família, dando cumprimento ao desejo várias vezes expresso, leva os seus restos mortais a repousarem na Capela de Nª Sª da Madre de Deus, com todas as licenças civis e eclesiásticas, acompanhado de governantes e forças vivas e grande número de vimaranenses. A Associação Central da Agricultura Portuguesa mandou, pouco depois da sua morte, inscrever na fachada granítica da Casa da Madre de Deus uma homenagem da lavoura portuguesa «ao pobre lavrador vimaranense que uniu no mesmo abraço cristão o amor à terra e aos humildes que a trabalham». Em 1951 é dado o seu nome a uma das principais artérias de Guimarães e o Arquivo Municipal passa a designar-se ´Arquivo Municipal Alfredo Pimenta´. Em 2003 é condignamente instalado no Palácio dos Navarros de Andrade.