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Filiação: José Fernandes Mateus e Antónia Bento. Freguesia: Vreia de Jales, Nossa Senhora Assunção. Concelho: Vila Pouca de Aguiar.
Filiação: Bento Fernandes Baltazar e de Maria Jesus. Natural e/ou residente em Sabariz, Santiago, concelho de Vila Verde.
Filho de Domingos Silva e de Joana Barros. Localidade(s): Rendufe, Santo André, Amares. Nome religioso: Bento Anjos.
Filho de António Azevedo e de Marta Freitas. Localidade(s): Caramos, São Martinho, Felgueiras. Nome religioso: Frei Bento Encarnação.
Solteiro, 22 anos de idade. Filiação: Manuel Bento. Natural de BARQUEIROS,Sao Joao Batista-BARCELOS. Destino Rio Janeiro.
18 anos de idade. Filiação: Jose Bento Alves. Natural de VILAR VEIGA,Santo Antonio-TERRAS BOURO. Destino Pernambuco.
Solteiro, 24 anos de idade. Filiação: Jose Bento. Natural de BARQUEIROS,Sao Joao Batista-BARCELOS. Destino Rio Janeiro. Carpinteiro
9 anos de idade. Filiação: Bento Fernandes Silva. Natural de NESPEREIRA,Santa Eulalia-GUIMARAES. Destino Rio Janeiro.
Casado, 23 anos de idade. Filiação: Bento Silva. Natural de FERREIROS,Santa Maria-BRAGA. Destino Rio Janeiro. Marcineiro
Solteiro, 31 anos de idade. Filiação: Manuel Bento Cunha. Natural de CARAPECOS,Sao Tiago-BARCELOS. Destino Rio Janeirio. Lavrador
Casado, 46 anos de idade. Filiação: Jose Bento Aldeia. Natural de VILA COVA,Santa Maria-BARCELOS. Destino Rio Janeiro. Lavrador
Solteiro, 21 anos de idade. Filiação: Bento Marques. Natural de VALDREU,Sao Salvador-VILA VERDE. Destino Rio Janeiro. Trabalhador
Solteiro, 25 anos de idade. Filiação: Joao Bento Magalhaes Lemos. Natural de FERVENCA,Sao Salvador-CELORICO BASTO. Destino Rio Janeiro.
Casado, 32 anos de idade. Filiação: Manuel Bento Gomes. Natural de COVAS BARROSO,Santa Maria-BOTICAS. Destino Rio Janeiro. Lavrador.
Casado, 46 anos de idade. Filiação: Jose Bento Silva. Natural de CARAPECOS,Sao Tiago-BARCELOS. Destino Brasil. Trabalhador Escreve
Solteiro, 23 anos de idade. Filiação: Antonio Bento Costa. Natural de ANTAS,Sao Paio-ESPOSENDE. Destino Rio Janeiro. Jornaleiro
Solteiro, 27 anos de idade. Filiação: Bento Magalhaes. Natural de LAJE,Sao Juliao-VILA VERDE. Destino Manaus. Lavrador
Solteiro, 23 anos de idade. Filiação: Bento Jose Esteves. Natural de RIBEIRA,Sao Mateus-TERRAS BOURO. Destino Rio Janeiro. Lavrador
Solteiro, 31 anos de idade. Filiação: Antonio Bento Costa. Natural de ANTAS,Sao Paio-ESPOSENDE. Destino Rio Janeiro. Trabalhador
Solteiro, 34 anos de idade. Filiação: Antonio Bento Costa. Natural de ANTAS,Sao Paio-ESPOSENDE. Destino Brasil. Trabalhador.
Solteiro, 39 anos de idade. Filiação: Bento Magalhaes. Natural de LAJE,Sao Juliao-VILA VERDE. Destino Manaus. Lavrador.
Casado, 38 anos de idade. Filiação: Bento Soares. Natural de FERREIROS,Santa Maria-BRAGA. Destino Rio Janeiro. Enfermeiro
Solteiro, 41 anos de idade. Filiação: Bento Magalhaes. Natural de LAJE,Sao Juliao-VILA VERDE. Destino Manaus. Empregado comercial
35 anos de idade. Filiação: Jose Bento. Natural de QUINTIAES,Santa Maria-BARCELOS. Destino Nova Iorque. Lavrador
Solteiro, 28 anos de idade. Filiação: Constantino Jose Bento. Natural de VILA COVA,Santa Maria-BARCELOS. Destino Brasil. Lavrador
Solteiro, 38 anos de idade. Filiação: Bento Soares. Natural de FERREIROS,Santa Maria-BRAGA. Destino Rio Janeiro. Pedreiro
26 anos de idade. Filiação: Bento Luis Veloso. Natural de FERREIROS,Santa Maria-AMARES. Destino Santos. Lavrador
Filiação: Jose Bento Silva e Maria Joaquina. Natural da freguesia de CARAPECOS, Sao Tiago, concelho de BARCELOS
Filiação: Jose Bento Fernandes e Rosa Maria. Natural da freguesia de MONDIM, Sao Martinho, concelho de BARCELOS
Filiação: Antonio Jose Domingues Sao Bento e Rosa Maciel. Natural da freguesia de GALEGOS, Santa Maria, concelho de BARCELOS
Filiação: Joaquim Bento Moreira e Josefa Silva. Natural da freguesia de MINHOTAES, Sao Salvador, concelho de BARCELOS
Filiação: Bento Jose Cunha e Luisa Marques. Natural da freguesia de MERELIM, Sao Pedro, concelho de BRAGA
Filiação: Jose Bento Lemos e Luisa Pereira. Natural da freguesia de FERVENCA, Sao Salvador, concelho de CELORICO BASTO
Filiação: Antonio Bento Costa e Maria Fernandes Sa. Natural da freguesia de ANTAS, Sao Paio, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Antonio Bento Costa e Maria Fernandes Sa. Natural da freguesia de ANTAS, Sao Paio, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Antonio Bento Costa e Maria Fernandes Sa. Natural da freguesia de ANTAS, Sao Paio, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Antonio Bento Delgado e Teresa Jose Ribeiro. Natural da freguesia de FRIANDE, Santo Andre, concelho de POVOA LANHOSO
Filiação: Antonio Bento Delgado e Teresa Jose Ribeiro. Natural da freguesia de FRIANDE, Santo Andre, concelho de POVOA LANHOSO
Filiação: Bento Jose Esteves e Maria Rodrigues Oliveira. Natural da freguesia de RIBEIRA, Sao Mateus, concelho de TERRAS BOURO
Filiação: Antonio Pereira Bento e Florinda Goncalves. Natural da freguesia de TELHADO, Santa Maria, concelho de VILA NOVA FAMALICAO
Filiação: Jose Bento Silva e Maria Goncalves. Natural da freguesia de FRADELOS, Santa Leocadia, concelho de VILA NOVA FAMALICAO
Filiação: Jose Bento Oliveira e Bernardina Rosa Rocha. Natural da freguesia de SOENGAS, Sao Martinho, concelho de VIEIRA MINHO
Filiação: Joao Bento Silva e Maria Goncalves. Natural da freguesia de FRADELOS, Santa Leocadia, concelho de VILA NOVA FAMALICAO
Filiação: Jose Bento Silva e Emilia Isabel Oliveira. Natural da freguesia de FRADELOS, Santa Leocadia, concelho de VILA NOVA FAMALICAO
Filiação: Jose Bento Silva e Emilia Isabel Oliveira. Natural da freguesia de FRADELOS, Santa Leocadia, concelho de VILA NOVA FAMALICAO
Filiação: Bento Magalhaes e Maria Costa Macedo. Natural da freguesia de LAJE, Sao Juliao, concelho de VILA VERDE
Filiação: Jose Bento Silva e Emilia Isabel Oliveira. Natural da freguesia de FRADELOS, Santa Leocadia, concelho de VILA NOVA FAMALICAO
Filiação: Bento Magalhaes e Maria Costa Macedo. Natural da freguesia de LAJE, Sao Juliao, concelho de VILA VERDE
Filiação: Bento Magalhaes e Maria Costa Macedo. Natural da freguesia de LAJE, Sao Juliao, concelho de VILA VERDE
Filiação: Antonio Jose Bento Carvalho e Emilia Rosa. Natural da freguesia de BURGAES, Sao Tiago, concelho de SANTO TIRSO
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Francisco José da Silva Guimarães casado com Josefa Maria Salgado 2º Outorgante: Bento Rodrigues do Vale casado com Maria Carvalho de Oliveira
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Belmiro Mendes de Oliveira casado com Maria Beatriz Teixeira Carneiro de Oliveira 2º Outorgante: Bento da Assunção Pinheiro de Abreu casado com Maria de Lourdes Sampaio Bragança da Silva Abreu
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Belmiro Mendes de Oliveira casado com Maria Beatriz Teixeira Carneiro de Oliveira 2º Outorgante: Bento da Assunção Pinheiro de Abreu casado com Maria de Lourdes Sampaio Bragança
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Francisco José da Silva Guimarães, casado com Josefa Maria Salgado 2º Outorgante: Bento Rodrigues do Vale, casado com Maria Carvalho de Oliveira
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Bento da Assunção Pinheiro de Abreu, casado com Maria de Lourdes Sampaio Bragança da Silva Abreu 2º Outorgante: António Gomes Gaspar, casado com Vitória de Jesus Neto
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Bento da Assunção Pinheiro de Abreu, casado com Maria de Lurdes Sampaio Bragança da Silva Abreu 2º Outorgante: Adelino Fernandes Ferreira, casado com Maria Alice Ribeiro
Mosteiro e colégio de monges beneditinos fundado em 1551 por Fr. Diogo de Murça, reitor da Universidade e comendatário do Mosteiro de Refojos, que obteve do papa licença para aplicar as rendas deste mosteiro à referida fundação. Daí saíram alguns dos princípios promotores da reforma beneditina sancionada pelas bulas que fundaram a Congregação de São Bento em 1567. O seu edifício, todavia, demorou longos anos a construir tendo sido sagrado apenas em 1634. O decreto de 30 de Maio de 1834, inserido na "Reforma geral eclesiástica" extinguiu todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas até à morte da última freira, data do encerramento definitivo. O mosteiro foi extinto em 1834 e serviu depois para diversos fins, entre eles o de liceu (1869). A igreja foi demolida em 1932.
FERNANDES, Bento António Ramão. Filho de Matias Fernandes e de Josefa Real, lavradores. Nasceu no lugar de Resende, freguesia de São Martinho de Calvos, concelho de Touro, diocese de Santiago, Galiza, por volta de 1826. // Casou na igreja de Penso a 24/6/1852 com Mariana, de Rabosa, filha de Francisco Manuel Gonçalves e de Maria Teresa Fernandes, neta paterna de Domingos Gonçalves e de Ana Maria Rodrigues, de Barbeita, Monção, e neta materna de João Manuel Fernandes e de Rosa Maria Gonçalves, de Felgueiras, Penso. Testemunhas: padre Inocêncio José da Gaia Torres, Paulo Fernandes, solteiro, de Barro Grande, e José João Esteves Pires, casado, de Laranjeira. // Enviuvou da dita Mariana e voltou a casar, novamente na igreja de Penso, a 11/3/1857, com Maria Joaquina, filha de Angélica Rodrigues, solteira, e neta materna de António Rodrigues e de Maria Agostinha Bernardes, todos estes do lugar de Carreira. Testemunhas: J.J.E.P., J.C.R., e P.F., este solteiro e os outros casados. // Apareceu morto, por motivo de queda (segundo constava), às dez horas da manhã de 31/12/1876, no sítio denominado a «Bouça», limites de Penso. Tinha cerca de 50 anos e era carpinteiro. Morava no lugar de Carreira, Penso. // Estava casado com Maria Joaquina Rodrigues (em segundas núpcias). // Foi sepultado na igreja de Penso. // Deixou filhos.
MONTEIRO, Bento Manuel. Filho de Ana Joaquina Monteiro, camponesa, moradora na Portela de Remoães. Neto materno de Agostinho José Monteiro e de Isabel Maria Domingues. Nasceu a 15/10/1848 e foi batizado três dias depois. Padrinho: Vitorino Inácio Monteiro, solteiro, primo do neófito, do dito lugar. // Professor. // Casou na igreja de Remoães a 22/1/1874 com Esménia Petronila, de 31 anos de idade, costureira, filha de Francisco José Gonçalves e de Miquelina Luísa de Sousa e Castro, da Quinta da Torre, Paderne. Testemunhas presentes: Bernardo António de Sousa e Castro, casado, rural, e JAM, solteiro. // Tinha 32 anos de idade, estava viúvo de Esménia Petronila, quando voltou a casar, na igreja de Remoães, a 9/1/1881, com Maria José, de 21 anos de idade, filha de Vitorino José de Sousa Lobato, de Paderne, e de Maria Benedita Durães, de Gondomar, Remoães, lavradores. Testemunhas presentes: JAM e João Batista Gonçalves, casado. // Gerou filhos em ambas as esposas (ver a sua descendência em Paderne). // Morreu a 3/2/1925, repentinamente. // Nota: deve ser o mesmo senhor que foi jurado pela freguesia de Paderne no 2.º semestre de 1907.
GONÇALVES, Bento Manuel. Filho de Manuel Gonçalves e de Maria Gonçalves, do lugar da Cela, Rouças. N.p. de Bernardo Gonçalves e de Maria Soares, do mesmo lugar; n.m. de Manuel Gonçalves e de Maria Rodrigues, do lugar de Portela (depois Portelinha), Castro Laboreiro. // Casou na igreja de Rouças a 30/9/1801 com Mariana, filha de Jerónimo Domingues e de Maria Lourenço (*), do lugar do Porto; neta paterna de Sebastião Domingues e de Maria Domingues, de Sobral de Cima; n.m. de Domingos Lourenço e de Brígida Gonçalves, do lugar do Porto. Testemunhas: José António Domingues, do lugar da Igreja, e Caetano de Freitas, de Surribas. // Deve ter enviuvado, pois voltou a casar na igreja de Rouças com a sua parente no 3.º grau de afinidade a 7/4/1821, Caetana Maria, filha de António José Domingues e de Maria Luísa Domingues, do dito lugar da Cela. // Testemunhas: padre Manuel José Durães, de São Paio, e o mordomo da igreja de Rouças. /// (*) Já defunta aquando do casamento da filha.
SILVA, Manuel Bento (Padre e Dr.) Filho de Manuel da Silva, proprietário e industrial em Monção, e de Laurinda de Sousa (*). Nasceu na freguesia de Segude, Monção, a 6/4/1936. // Depois da instrução primária os seus pais destinaram-no à vida religiosa. // Fez Filosofia e Teologia nos Seminários de Braga. // Veio para Melgaço como sacerdote, para a freguesia da Gave (10/8/1960?). // Lecionou no Ciclo Preparatório de Melgaço e também na Telescola. // Em 1968 increveu-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, acabando o curso em 1976. // Foi juiz substituto de instrução criminal de Melgaço. // Abandonou o sacerdócio e abriu escritório de advogado em Monção e em Melgaço. // Politicamente é conservador. Foi presidente da Comissão Concelhia do PSD em Melgaço e vice-presidente da Comissão Distrital desse partido. // Nas eleições de 16/12/1979 ganhou a presidência da Câmara Municipal de Melgaço, cargo que manteve até 1982. // É o fundador-sócio n.º 1 do novo Sport Clube Melgacense. // Foi deputado à Assembleia da República. // Casou com Maria da Conceição Amorim Arantes Rodrigues, delegada do Procurador da República em Viana do Castelo. // Pai de Manuel. // Irmão de António Vitorino e de Maria das Dores. /// (*) Laurinda de Sousa faleceu a 3/1/1980.
MARQUES, António Bento da Cruz. Filho de Francisco António Marques e de Fortunata Lopes, residentes no lugar de Doma. N.p. de Manuel Joaquim Marques e de Maria Rosa Vaz, de Balsada, Fiães; n.m. de Maria Lopes, solteira, de Beleco, Paços. Nasceu a 2/5/1868 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: António Bento Rodrigues, solteiro, lavrador, e sua mãe, Luísa Marques, casada, moradores em Carvão. // Por morte de sua mãe, ocorrida por volta de 1920, foi citado pelo Juízo de Direito da comarca de Melgaço, a fim de assistir a todos os termos do inventário a que então se procedia; ele encontrava-se em parte incerta do Brasil (JM 1282, de 21/3/1920).
15ª geração. Casaram-se em 1876, Bento Luís com 78 anos e D. Ana José Carlina com 49 anos. Por morte de seu irmão Francisco, esta tornou-se 16ª senhora do prazo do Avelar, do qual abdicou, a favor de seu irmão Vasco, por escritura pública lavrada aos 19 de Agosto de 1886, no cartório do tabelião António José Gonçalves, da cidade de Braga.
DOMINGUES, José Bento. Filho de João Manuel Domingues e de Maria Rodrigues. Nasceu em 1878. // Suponho que foi emigrante no Brasil. // Casou com Ana Maria, filha de Manuel José Rodrigues e de Ana Rosa Esteves (*). // Em Dezembro de 1918 esteve bastante doente, provavelmente com a pneumónica. // Comprou a Quinta da Orada, sita na freguesia da Vila de Melgaço, aí criou os filhos, e aí morreu a 19/3/1930. No Notícias de Melgaço n.º 55, de 23/3/1930, pode-se ler: {«após horrível e prolongado sofrimento, morreu na sua casa da Orada, no dia 19, pelas 17 horas, o nosso íntimo e particular amigo, José Bento Domingues. À hora em que, trémulo e hesitante, procuro a caneta para bosquejar estas linhas, como preito e homenagem à virtude, à Honra, à Honestidade, lidimamente representadas por aquele que, entre lágrimas escaldantes, entre suspiros profundos, pétalas odoríferas, da mais virente «gerbe» acaba de baixar à terra gélida e inóspita da campa, à hora em que tantos corações se confrangem ao peso acabrunhador da mais cruciante dor, chorando um pai extremoso, adorado, pranteando um irmão querido e inolvidável, lamentando um esposo fiel e ternamente amado; nesta hora verdadeiramente caótica e tétrica para tantos corações vertendo sangue, - indubitavelmente, já uma lápide fria escondeu, para sempre, aos olhos de amigos devotados e sinceros, aos corações de filhos extremosos e queridos, o protótipo da virtude, da honra e da honestidade, o mais lídimo representante do amor filial, da fidelidade conjugal, o espécimen mais brilhante do cidadão virtuoso, do carácter mais fulgurante e austero. Lá no remanso bucólico do cemitério, de paisagem viva, engrinaldado de aspectos encantadores, no silêncio místico da campa, passa pela nossa mente, em delicioso «ecram» o rosário interminável de virtudes, que fulguraram intensamente naquele que encarnou, em vida, os deveres mais restritos do seu estado, ensinando-nos a ser o mais respeitoso dos filhos, o mais amoroso dos esposos, o mais afectuoso dos pais e o mais completo cristão. Nesta vaga de sensualismos estólidos, que procuram prostituir os mais nobres sentimentos e as mais belas aspirações do coração humano, nesta hora de malabarismos estúpidos que pretendem reduzir a Humanidade ao estado mais selvagem, semi-animal, neste momento de vaidades balofas, de heroísmos enfatuados, mas absolutamente ocos – é-nos imensamente grato curvar-nos, reverentes e respeitosamente, perante a carcaça humana, que serviu de invólucro a uma grande alma exornada das mais belas virtudes cívicas e cristãs, convidando-nos carinhosamente a enveredar pela senda luminosa que constituiu o apanágio daquele que até às borlas do túmulo pode ser tomado como o modelo do cidadão perfeito, do cristão completo. Era melgacense o Sr. José Bento Domingues, e ser melgacense é ter uma alma grande como o colosso das suas montanhas, de vistas largas como a amplidão dos seus panoramas, de profundezas penetrantes como a profundidade dos seus vales, de carácter puro e branco como a neve das suas serranias, de virtudes saudáveis como a frescura das suas brisas. Como a sociedade portuguesa seria guindada aos pâramos de uma glória eterna, servindo de modelo às nações estrangeiras, como Portugal figuraria no concerto das Grandes Potências, se todos os seus filhos foram do fino quilate daquele que acaba de descer ao túmulo! Oxalá a sua memória indelevelmente impressa na nossa alma sirva de eficaz incentivo para a virtude a todo o melgacense descendente dessa vetusta e veneranda plêiade de homens da nossa nacionalidade e do nosso concelho, cuja história se lê nas rugas das encanecidas feições desse povo melgacense, que foi cristão antes de ser português. É como pai, especialmente, que ele brilhou aos olhos dos seus conterrâneos, espelho límpido e claro em que reflectiam os mais nobres sacrifícios para garantir aos seus filhos um futuro florido enaltecendo ao mesmo tempo a sua família e a sua pátria. Pode-se nominar, sem laivos de lisonja, um benemérito da Pátria: entregou-lhe, desinteressadamente, cinco filhos que, patrioticamente, estão combatendo a maior e a mais grave doença de que enferma a sociedade portuguesa – o analfabetismo. Que modelo frisante para tantos pais que, vítimas do mais vil interesse, energúmenos criminosos, peiam os voos de seus filhos, ora privando-os dos recursos indispensáveis, ora abandonando-os à mercê dos seus caprichos e das suas paixões desenfreadas, incipientes! À memória de um amigo sincero e leal, para quem o céu brilha no seu divino esplendor, a minha gratidão devia estas palavras simples, mas que traduzem a veneração, respeito e admiração que era tido aquele que hoje dolorosamente pranteio. À sua esposa desolada, solitária neste báratro insondável de misérias e tristezas, a seu irmão inconsolável, padre Manuel José Domingues, aspirante de Finanças, a seus filhos Abílio e Maria de Jesus Domingues, professores em Chaviães, e Duartina Rosa Domingues, professora de Castro Laboreiro, autênticas glórias do professorado melgacense, aos senhores António e Rosalina Domingues, distintos alunos, aquele da E.N. e esta do liceu de Braga, ao mesmo tempo que, profundamente contristados, lhe enviamos o nosso cartão de sentidos pêsames e sinceras condolências, - recordamos-lhe como lenitivo, como bálsamo para as suas dores atrozes aquela frase de um cavaleiro medieval, gravada nas catacumbas de São Domingos, da Via Ápia, em Roma: «a morte para quem morre cristãmente é a vida!» C.A. Fernandes Miranda.»} Nota da redacção: «de quanto era amado é uma prova irrefragável o seu funeral realizado na quinta-feira, pelas 5 horas da tarde, concorridíssimo por numerosos amigos do finado, que vieram prestar-lhe a última homenagem, associando-se a Confraria das Almas desta Vila, com a sua bandeira, e o corpo activo dos BVM. Viam-se olhos marejados de lágrimas, ouviam-se suspiros plangentes, que davam ao préstito um tom verdadeiramente triste, mostrando bem o profundo pesar que dominava aquelas almas gratas e sinceras. Foram organizados diferentes turnos… R.I.P. = Requiescat in pace = descansa em paz.» // A sua esposa faleceu a 14/7/1954, com 78 anos de idade. /// (*) Ana Rosa Esteves morreu na Quinta da Orada, SMP, a 12/2/1948, com 95 anos de idade (NM 849, de 17/2/1948).
RANHADA, Mário Bento. Filho de António Maria Guerreiro Ranhada, hoteleiro, natural de Vilar de Mouros, Caminha, e de Maria Júlia de Abreu, doméstica, natural de Paderne, Melgaço, onde moravam, no lugar do Peso. Neto paterno de Domingos José Ranhada e de Ana Rosa Guerreiro; neto materno de José Ventura de Abreu e de Lucinda Libânia de Castro. Nasceu em Paderne a 25/6/1908 e foi batizado na igreja do mosteiro a 8 de Outubro desse mesmo ano. Padrinhos: José Bento Pereira, casado, proprietário, e Maria da Conceição Maldonado Pereira, casada, proprietária. // Casou na CRCM a 21/12/1931, e depois na capela do Hotel Ranhada, cuja cerimónia foi presidida pelo padre Artur Ascensão Almeida, com Isabel, de 23 anos de idade, natural da freguesia de Santos, Lisboa, filha de José Domingues e de Florinda da Silva Vale, naturais de Penso (confirmar). Padrinhos da noiva: Francisco Augusto Lacerda e sua esposa, Maria Amélia. Padrinhos do noivo: João Manuel Val e Aurora, irmã da noiva. Serviram de damas de honor Darcília Esteves e Ofélia Lucena, e segurou o véu da noiva Rosinha Esteves Cordeiro. O articulista do Notícias de Melgaço informa: «os noivos receberam muitas e valiosas prendas dos convidados.» Nesse dia foi servido no Grande Hotel Ranhada «um lauto jantar que decorreu animadíssimo.» // No jornal Notícias de Melgaço n.º 135, de 10/1/1932, podemos ler: Em 1933 espatifou o carro do sogro! Escreveram no jornal: «pelas dezasseis horas do dia 4 deste mês, quando Mário Ranhada, que se dirigia do Peso a esta Vila, quando o automóvel do seu sogro (…), comerciante em Lisboa, ao passar no lugar dos Leiros, Prado (devido às chuvas que caíam), sofreu uma derrapagem, resvalando pela valeta e indo de encontro ao muro da propriedade de Justiniano Ribeiro, ficando o auto bastante danificado. Felizmente, tanto Mário Ranhada como as pessoas que conduzia nada sofreram». // Em 1934 visitou o Rio de Janeiro, Brasil, «a fim de tratar de negócios». Regressou no verão desse ano; os seus amigos fizeram-lhe uma festa à chegada, com jantar e baile. // Depois da morte de seu pai, explorou – juntamente com seu irmão Amadeu – o Hotel Ranhada. A 8/8/1938 ele e o dito irmão transformaram juridicamente a sociedade: de comandita passou a sociedade por quotas, cujo capital, 25.000$00, foi dividido em duas partes de igual valor. A empresa passou a designar-se «Ranhada & Irmão, L.da» (*) // O azar perseguia-o. No Notícias de Melgaço n.º 504, de 28/7/1940, lê-se: «… no passado dia dezassete do corrente, quando Mário Ranhada na companhia da sua esposa, filhos e sogro (…), conceituado comerciante na praça de Lisboa, se dirigia para esta localidade no seu automóvel, ao passarem perto das Caldas da Rainha, e numa das curvas da estrada, foram vítimas dum grave desastre, provocado por outro carro que lhes apareceu fora de mão e a grande velocidade. De tão lamentável sinistro resultou ficarem feridos aqueles dois senhores que imediatamente seguiram no pronto-socorro dos bombeiros voluntários daquela cidade…» No Notícias n.º 505 já se dizia: «estamos informados, por pessoas fidedignas, de que Mário Bento Ranhada e seu sogro, que se encontram em uma Casa de Saúde das Amoreiras, Lisboa, têm felizmente experimentado muitas melhoras…» // A 13/2/1949, aquando das eleições para presidente da República, fez parte da mesa, em Paderne. Com ele estavam: José Joaquim Meleiro, de Golães, que era o presidente; Francisco Moreira Silva, do Peso, secretário, tal como ele próprio; Manuel Rocha e José Augusto César, do Peso, escrutinadores. Havia 325 eleitores, mas 81 faltaram! Os votos foram todos para Carmona. // Em uma eleição que decorreu a 15/1/1961 no salão nobre dos Paços do Concelho, foi eleito segundo secretário da Assembleia Geral dos BVM. // No livro «Na Terra de Inês Negra», do padre Júlio Vaz, página 49, pode ler-se: «Em Mário, a diplomacia…» E mais à frente: «herdaram a casa (**), mantiveram-na; até que a morte, no curto espaço de alguns meses, deixou apenas uma vara dessa árvore maravilhosa ali plantada ano distante de 1899; essa vara frondosa era o Mário…». // A sua esposa finou-se na freguesia de São Nicolau, Porto, a 7/2/1982. // Ele morreu na dita freguesia de São Nicolau a 2/3/1987 e está sepultado, tal como a sua esposa, no cemitério de Alvaredo, Melgaço. // Com geração. /// (*) Penso que foi a partir dessa data que o hotel passou a designar-se «Hotel Águas de Melgaço». /// (**) Refere-se ao hotel.
Notário: João Machado da Silva Outorgantes: Francisco António Machado Cubelo Soares, outorgando na qualidade de procurador da sociedade comercial, denominada "Telme-Trefilaria Nacional de Metais, S.A.R.L", e José Bento da Silva Ramos, outorgando em representação da referida sociedade, da qual é um dos seus administradores.
Filiação: Antonio Jose Domingues Sao Bento e Rosa Maciel. Natural da freguesia de GALEGOS, Santa Maria, concelho de BARCELOS
GOMES, Manuel Bento (Padre). Filho de Manuel António Gomes e de Delfina de Sousa Viana, residentes no lugar de São Gregório, Cristóval. Neto paterno de Manuel António Gomes e de Rosa Alves, de Chaviães; neto materno de António José Sousa Viana e de Rosa Durães, de São Gregório. Nasceu a 7/3/1867 e foi batizado a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José de Sousa Viana, casado, negociante, paroquiano da freguesia de Santa Maria dos Anjos, Vila de Monção, representado pelo seu tio, Manuel de Sousa Viana, casado, morador em São Gregório, e a avó materna do bebé. // Depois da 4.ª classe ingressou no Seminário de Braga, onde se ordenou a 27/7/1891. // A 13/3/1895 foi nomeado pároco de Fiães e a 18/11/1900 pároco de Rouças, de cujo munus tomou posse a 24/2/1901, tendo sucedido ao padre Francisco Leandro de Magalhães, de Alvaredo, que havia sido apresentado para essa freguesia a 10/11/1899. // Devia gostar da política, pois em 1908 foi vice-presidente da Comissão Administrativa Municipal de Melgaço. // Foi vereador da CMM no tempo de João Pires Teixeira (NM 17/2/1948, página 4). // Foi o 1.º arcipreste de Melgaço, cujo arciprestado se criou em 1911 (ver Correio de Melgaço n.º 201, de 28/5/1916). // Em 1912 recebeu uma intimação das autoridades municipais para no prazo de cinco dias deixar a casa de residência paroquial (Correio de Melgaço n.º 7). // A 11 de Novembro, 21 de Novembro, e 12/12/1912, respondeu no tribunal da comarca acusado de ter infringido a Lei da Separação, tendo sido absolvido pelo juiz. Era seu defensor, o Dr. Ladislau Xavier de Morais, advogado de Monção (ver Correio de Melgaço n.º 24, de 17/11/1912, e Correio de Melgaço n.º 25, de 24/11/1912). // Em 1915 foi a Braga assistir às bodas de prata do curso de 1890-1891 (Correio de Melgaço n.º 165, de 12/9/1915). // A 6/7/1926, por decreto, reconheceram-lhe o direito à aposentação, para o que pagou em quotas a indemnização de 838$78, tendo sido aposentado somente em 1934, com a pensão anual de 7.289$00 (Notícias de Melgaço n.º 224, de 4/3/1934) indo então morar para São Gregório. // Em Novembro de 1937 era vogal do Conselho Municipal, juntamente com Firmino Alves Salgado, Abílio da Conceição Esteves, e Lino Enes, entre outros. // Os últimos dias da sua existência, viveu-os com sua irmã Estefânia Augusta. // Morreu na terra natal a 26/12/1947. // (ver Notícias de Melgaço n.º 282).
Sobre o envio de um poema para a Renovação. • Assuntos: Renovação (quinzenário).
Mosteiro de monjas beneditinas fundado por um pequeno grupo de senhoras devotas junto de uma ermida pre-existente e já dedicada a S. Bento, a isso autorizadas pelo bispo de Ceuta em 1508. Construiu-se então o mosteiro por subscrição de cinquenta benfeitores por ordem do arcebispo de Braga em 1546, ano em que para ali vieram algumas monjas procedentes de Vitorino das Donas. Era uma comunidade de religiosas não nobres, orientando-se as vocações da aristocracia para o mosteiro também beneditino de Santa Ana da mesma cidade. Encerrado o noviciado em 1833, veio a ser secularizado à morte da última freira, em 1891.
Trata-se do empréstimo de 500 contos destinado à pavimentação do planalto de São Bento. Foi autorizado por despacho ministerial de 15 de Junho de 1942.