Type

Data source

Date

Thumbnail

Search results

You search for joão and 477,882 records were found.

Artigos de imprensa subordinados à temática das missões religiosas, com destaque para os seguintes títulos: “O martírio dos nossos missionários nas Terras de Preste João” («Diário de Lisboa», 13/12/1935); “Os descobrimentos e a propagação da fé”, “Correspondência das nossas Missões. As Missões Religiosas da Guiné (Apontamentos históricos)”, “Glórias missionárias da nossa história [...], “S. Gonçalo Garcia. Mártir do Japão” («Boletim Mensal das Missões Franciscanas e da Ordem Terceira», ano XXIX, n.º I, Janeiro de 1936); “Na Índia misteriosa e alucinante a bailadeira, sacerdotisa do pagode gentio [...]” («O Século», 08/01/1939); “O curso de cultura superior religiosa e a Universidade de Évora” da autoria do cónego José Mendeiros («Novidades», 19/12/1944); “Problemas Missionários. Na Índia, a conversão à fé cristã foi sempre difícil [...]” («Novidades», ano LX, n.º 13388, 24/05/1945). Inclui, ainda, os números 167 e 171 (1946) da «Cruzada Missionária», com listagens referentes a “Missionários da Companhia de Jesus, oriundos das Dioceses de Coimbra”, “Missionários Jesuítas do Patriarcado de Lisboa” e “Missionários da Companhia de Jesus da arquidiocese de Évora.
(Lisboa) - Envio de uma nota a publicar na imprensa, com a interpretação dada pelo remetente a uma missiva endereçada pelo Papa Pio XI ao cardeal-patriarca de Lisboa, sobre a fundação da Acção Católica em Portugal. Inclui a cópia de outra carta de António Lino Neto, considerando a referida missiva do papa Pio XI um comprovativo do fim do Centro Católico Português, na medida em que não menciona a sua existência nem o âmbito da sua actuação; referência ao facto de João Garcia se encontrar na presidência do Centro Católico. Integra também o jornal «A União» (ano 15, n.º 271, Fevereiro de 1934), com a publicação da “Carta do Santo padre Pio XI ao Senhor cardeal-patriarca de Lisboa, a propósito da fundação da Acção Católica em Portugal [...]” e de uma declaração da autoria de António Lino Neto, comunicando a sua integração na Acção Católica; exemplar da revista «Vida Católica» (ano XVIII, n.º 259/60, Janeiro e Fevereiro de 1934), órgão oficial do Patriarcado de Lisboa, também com a publicação da referida carta do papa Pio XI e de uma nota oficiosa do cardeal-patriarca de Lisboa.
Inclui artigos e recortes de imprensa, reunidos por António Lino Neto, com informação, entre outros, sobre os seguintes temas: o fim do regime monárquico e a implementação da República em Portugal; as relações entre a Igreja e o Estado; o Governo de Sidónio Pais; a organização dos integralistas; a prisão de Tamagnini Barbosa; as propostas relacionadas com a realização de comemorações solenes em honra do herói nacional Nun’Alvares (1920); o Congresso do Partido Republicano (1923); as orientações e objectivos do jornal «A Voz»; a actuação política de António de Oliveira Salazar e da União Nacional; os objectivos e o alcance de organizações como a Mocidade Portuguesa e a Legião Portuguesa; a vida política e religiosa de Guerra Junqueiro; o Movimento de 28 de Maio de 1926. Sublinha-se também a publicação dos seguintes documentos: manifesto do Partido Republicano Português (1918); estatutos da Federação Nacional Republicana; manifesto do Directório do Partido Nacionalista (1923); carta do cardeal Maglione, secretário de Estado do Vaticano, felicitando a Junta Central da Acção Católica pela iniciativa de promover a realização da “1.ª Semana Social Portuguesa”; manifesto da União Nacional (1950). Importa, ainda, salientar os artigos de homenagem, publicados por ocasião do falecimento das seguintes personalidades da vida política nacional: António Granjo, Sidónio Pais, Afonso Costa, Torres Garcia, José Maria Joaquim Tavares, Rodrigues Gaspar, Henrique Weiss de Oliveira, Guilhermino Alves, Guilherme Nunes, general Vicente de Freitas, general João de Almeida, Leote do Rego, José Alberto dos Reis, Norton de Matos, Campos Lima, capitão Teófilo Duarte.
Imagens dos vários atos cerimoniais da inauguração do Monumento a Cristo Rei. A cerimónia teve início com a bênção do Monumento pelo cardeal-patriarca, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, seguindo-se o lançamento de pétalas de flores e pombos-correio. De seguida, teve lugar o discurso do patriarca, a saudação do cardeal D. Jaime de Barros da Câmara, arcebispo do Rio de Janeiro, a mensagem, via rádio, do papa João XXIII, a consagração de Portugal aos corações de Jesus e Maria e, por fim, o discurso do presidente da República, almirante Américo Thomaz, finalizado com o Hino Nacional. Esta reportagem caracteriza-se por dar uma visão das cerimónias a partir de ângulos pouco habituais, focando nomeadamente as tribunas dos cardeias por detrás, e as cadeiras dos bispos de lado, e regista acontecimentos como a necessidade de estar alguém a segurar os microfones durante as alocuções e discursos e as manobras de um helicóptero da força aérea que sobrevoou o local das cerimónias para tirar fotografias. Ver PT-SCR/SNMCR/B/11/28.
Livro das atas das sessões da Mesa Administrativa da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Caridade da freguesia de São Nicolau. As atas dizem respeito a diversos assuntos, entre os quais: aprovação de atas anteriores; leitura dos ofícios dos secretários da Mesa da Assembleia Geral remetendo os relatórios das mesas transatas e os pareceres das comissões revisoras; discussão e aprovação dos orçamentos do Cofre da Caridade para o ano económico vindouro; discussão de propostas apresentadas pelos mesários relativas a diversos assuntos (formas de diminuir as despesas de algumas festividades religiosas; apresentação e discussão das contas correntes mensais do Cofre da Irmandade e do Cofre da Caridade pelos tesoureiros, por exemplo); leitura da correspondência endereçada à Mesa Administrativa por diversas entidades e irmãos e discussão dos assuntos aí tratados (informação de nova legislação; questões relativas a arrendamentos e pagamento de décimas; instruções da Administração do Bairro do Rossio para a reforma das contas da irmandade; justificações de mesários pela sua ausência nas sessões; festa do terceiro aniversário da inauguração da escola de instrução primária da irmandade em memória de el rei D. Pedro V (19 de junho de 1868). O livro tem termo de abertura e de encerramento, este último assinado pelo 1.º escrivão, João Paulo Nunes. Os fólios estão selados, numerados e rubricados com o apelido do presidente da Comissão Administrativa - Frazão (José Bernardino Frazão).
Livro onde se lançaram os termos e as atas das sessões da Mesa Administrativa da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Caridade da freguesia de São Nicolau. Inclui transcrições das atas de 18 de novembro de 1842, de 12 de janeiro de 1843, e de 9 de fevereiro de 1843, sendo que a de 1842 foi colada no interior da capa. O citado documento e o de janeiro de 1843 versam sobre a questão de constituir uma comissão para averiguar sobre a situação do Pinhal denominado "do Teófilo", o qual fora instituído por Manuel Borges de Brito e era administrado pela irmandade, havendo João Coelho de Abreu apresentado à Mesa a intenção de o sub-rogar, a fim de a dita comissão dar o seu parecer sobre a sub-rogação pretendida ou a conservação da administração pela irmandade. A ata de 9 de fevereiro de 1843 versa sobre questões relacionadas com as eleições para a constituição da Mesa. A primeira ata escrita no livro é a referente à sessão de 19 de fevereiro de 1843. O livro tem termo de abertura e de encerramento datados de 20 de agosto de 1857.
Inclui certidões de capelas; certidões e autos de conta de capelas de missas; doação de casas à irmandade com a obrigação de dizer missas e de pagar os dotes de órfãs de irmãos segundo o número e valor indicados; tombo das capelas do coro, instituídas pelo prior João Antunes Monteiro; certidão da escritura padrão da capela; carta de arrematação relativa a capelas; documentos e quitações sobre transações dos rendimentos das capelas; pensões pagas a diversas religiosas por escrituras feitas com a irmandade; ordem de suspensão das capelas do coro da irmandade; requerimento de um capelão contra a irmandade para que lhe seja pago o tempo que serviu; recibos de capelas instituídas; certidões de quitação relativas aos encargos com as capelas que a irmandade administrava; certidão das capelas instituídas por el-rei D. Afonso IV e sua mulher Dona Brites na Sé de Lisboa e redução dos encargos pios; verbas de redução de encargos de diversas capelas; recibos e certificados dos valores referentes a multas impostas aos capelães; recibos relativos aos pagamentos ao Hospital de S. José dos encargos de capelas; certidão de testamento e legado. Integra ainda certidões de missas de diferentes instituidores e um livro de registo das certidões de missas passadas pelos capelães pelas almas dos irmãos.
Escritura de renovação do prazo em vida de três pessoas e obrigação da Quinta do Dolivo estabelecido entre o frei Manuel do Rosário, religioso da Ordem de São Domingos e procurador geral dos Mosteiros da Anunciada e Rosa da mesma Ordem, nomeado por procuração, e Francisco da Silva, em nome e como procurador de Luísa Maria da Silva, viúva de José de Moura Barroso, o qual disse perante testemunhas que tendo a sua constituinte a pacífica posse de uma quinta que consta de casas, pomar, olival e terras de pasto e vinhas, sita na freguesia de Almargem do Bispo, termo de Lisboa, sendo o prazo do dolo de Livre nomeação, a qual lhe nomeara seu primo, o desembargador João da Cruz Dinis Pinheiro, por verba de testamento e cuja nomeação a dita constituinte aceitara com o protesto de não consentir no gravame que lhe pesava pois pretendera o dito Mosteiro acrescentar-lhe a terça parte mais do foro que pagava. Esse protesto levou o dito Mosteiro a pleitear contra Luísa Maria da Silva no Juízo da Correção do Cível da Corte e na sentença que se proferiu contra o dito Mosteiro se determinara não ser aquele o modo de poder obrigar a dita sua constituinte à renovação pretendida com o dito acrescentamento.
Contém certidão da sentença que os juízes do ofício de confeiteiro obtiveram no Desembargo do Paço sobre as licenças concedidas a várias pessoas para venderem doces pertencentes ao seu ofício (1759-12-05). Encontram-se também juntamente encadernados: carta requisitória e inibitória dirigida ao Excelentíssimo Vigário Geral do Patriarcado de Lisboa (1780-12-18); requerimento de Baltasar Rodrigues de Aguiar contra os mestres do ofício de confeiteiro por terem acusado o suplicante de ter transgredido os dogmas da religião católica ao ter as suas lojas abertas desde o meio dia de 5.ª feira até ao outro meio-dia de 6.ª feira da Paixão, obtendo licença para vender com a porta meia aberta (1781-04-10-1781-04-11); requerimento de Mariana Filiteria, viúva de Matias Freire Pedroso, mestre confeiteiro, que havendo ficado com a loja aberta, voltou a casar-se com oficial do mesmo ofício, Cristóvão José que aprendera o ofício com o seu finado marido e pede que seja examinado por não ter o tempo necessário para o exercício do ofício (1787-12-15); requerimento de João Rodrigues Lima, o qual sendo português, solicita licença para vender em sua loja bebidas (1778-12-23-1779-01-13).
Livro contendo os orçamentos de receita e despesa do cofre da caridade, classificados por verbas. Os orçamentos dizem respeito aos anos económicos de 1900-1901 e 1901-1902. Receita: Verba 1 (Juros de inscrição); Verba 2 (Dividendos do Banco de Portugal); Verba 3 (Dividendos da Companhia das Lezírias); Verba 4 (Do cofre da irmandade pela redução de encargos pios das capelas que a irmandade administra); Verba 5 (Do cofre da irmandade a 4.ª parte das joias de irmãos novos). Despesa: Verba 1 (Lausperene e Festa da Senhora da caridade); Verba 2 (Socorros a dinheiro aos enfermos e funerais); Verba 3 (Medicamentos); Verba 4 (Custeio da aula para meninos); Verba 5 (Custeio da aula para meninas); Verba 6 (Para prémio aos alunos das duas escolas); Verba 7 (Ordenado do médico; Ordenado da professora; Ordenado do professor; Ordenado do escriturário; Ordenado do andador), Verba 8 (Pensão a Juan Perez da Silva); Verba 9 (Despesas judiciais); Verba 10 (Despesas de secretaria e selos, e de orçamentos); Verba 11 (Esmolas aos irmãos e viúvas de irmãos pobres); Verba 12 (Condução de doentes ao hospital); Verba 13 (encargos do legado de José António da Costa Novais); Verba 14 (Encargo do legado de João Carlos Barroca); Verba 15 (Emolumentos pelo julgamento de contas); Verba 16 (Esmolas aos entrevados pobres); Verba 17 (Missa e 'Libera me' por alma de el rei D. Pedro V); Verba 18 (Percentagem pela cobrança de cotas de joias de irmãos novos); Verba 19 (Para a compra de inscrições).
Livro contendo os orçamentos de receita e despesa do cofre da caridade, classificados por verbas. Os orçamentos dizem respeito aos anos económicos de 1904-1905 e 1905-1906. Receita: Verba 1 (Juros de inscrições); Verba 2 (Dividendos do Banco de Portugal); Verba 3 (Dividendos da Companhia das Lezírias); Verba 4 (Do cofre da irmandade pela redução de encargos pios das capelas que a irmandade administra); Verba 5 (Do cofre da irmandade a 4.ª parte das joias de irmãos novos); Verba extraordinária (Juros de depósito no Montepio Geral); Despesa: Verba 1 (Lausperene e Festa da Senhora da Caridade); Verba 2 (Socorros a dinheiro aos enfermos e funerais); Verba 3 (Medicamentos); Verba 4 (Custeio da aula para meninos); Verba 5 (Custeio da aula para meninas); Verba 6 (Para prémio aos alunos das duas escolas); Verba 7 (Ordenado do médico; Ordenado da professora; Ordenado do professor; Ordenado do escriturário; Ordenado do andador), Verba 8 (Pensão a Juan Perez da Silva); Verba 9 (Despesas judiciais); Verba 10 (Despesas de secretaria e selos de orçamentos); Verba 11 (Esmolas aos irmãos e viúvas de irmãos pobres); Verba 12 (Condução de doentes ao hospital); Verba 13 (encargos do legado de José António da Costa Novais); Verba 14 (Encargo do legado de João Carlos Barroca); Verba 15 (Emolumentos pelo julgamento de contas); Verba 16 (Esmolas aos entrevados pobres); Verba 17 (Missa e 'Libera me' por alma de el rei D. Pedro V); Verba 18 (Percentagem pela cobrança de cotas de joias de irmãos novos); Verba 19 (Para a compra de inscrições).
Compreende os empréstimos feitos à Irmandade do Santíssimo Sacramento por particulares, designadamente: empréstimo de 600$000 réis por Manuel Teixeira da Cunha (1756-1759); empréstimo de 800$000 réis por Teotónio de Passos (1763); obrigação passada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja de São Nicolau de Lisboa à Irmandade da Caridade, no valor de 600$000 réis (1766-1832); empréstimo de 800$000 réis à irmandade por João Crisóstomo Barroso (1769-1784); empréstimo de 2000$000 réis à irmandade por Jerónimo de Freitas (1773-1782); empréstimo de 500$000 réis à irmandade pelo padre Bernardo da Cruz (1784); empréstimo de 2400$000 réis à irmandade por José da Silva Câmara; empréstimo à irmandade de 223$000 réis feito pelo padre cantor Vicente Henriques; empréstimo de 1000$000 réis à irmandade por José das Neves (1836-1841); empréstimo de 48$160 réis à irmandade por José Cipriano do Santos (1837 -1838); empréstimo de 416$630 réis à irmandade pelo tesoureiro Joaquim José Maria (pago a 30 de junto de 1853).
Livro contendo os orçamentos de receita e despesa do cofre da caridade, classificados por verbas. Os orçamentos dizem respeito aos anos económicos de 1902-1903 e 1903-1904. Receita: Verba 1 (Juros de inscrição); Verba 2 (Dividendos do Banco de Portugal); Verba 3 (Dividendos da Companhia das Lezírias); Verba 4 (Do cofre da irmandade pela redução de encargos pios das capelas que a irmandade administra); Verba 5 (Do cofre da irmandade a 4.ª parte das joias de irmãos novos); Verba extraordinária (Juros de depósito no Montepio Geral); Despesa: Verba 1 (Lausperene e Festa da Senhora da Caridade); Verba 2 (Socorros a dinheiro aos enfermos e funerais); Verba 3 (Medicamentos); Verba 4 (Custeio da aula para meninos); Verba 5 (Custeio da aula para meninas); Verba 6 (Para prémio aos alunos das duas escolas); Verba 7 (Ordenado do médico; Ordenado da professora; Ordenado do professor; Ordenado do escriturário; Ordenado do andador), Verba 8 (Pensão a Juan Perez da Silva); Verba 9 (Despesas judiciais); Verba 10 (Despesas de secretaria e selos de orçamentos); Verba 11 (Esmolas aos irmãos e viúvas de irmãos pobres); Verba 12 (Condução de doentes ao hospital); Verba 13 (encargos do legado de José António da Costa Novais); Verba 14 (Encargo do legado de João Carlos Barroca); Verba 15 (Emolumentos pelo julgamento de contas); Verba 16 (Esmolas aos entrevados pobres); Verba 17 (Missa e 'Libera me' por alma de el rei D. Pedro V); Verba 18 (Percentagem pela cobrança de cotas de joias de irmãos novos); Verba 19 (Para a compra de inscrições).
Inclui as atas das sessões ordinárias e extraordinárias e as deliberações votadas e aprovadas pela Mesa Administrativa. As atas incidem sobre os mais diversos assuntos tratados nas sessões, sendo os mais recorrentes os que se enumeram: discussão e respostas a requerimentos e propostas apresentadas; conferência dos cofres do Santíssimo e da Caridade; apresentação da receita e da despesa pelo tesoureiro que serve a Mesa; leitura dos ofícios dos secretários da Mesa da Assembleia Geral remetendo os relatórios das mesas transatas e os pareceres das comissões revisoras; discussão e aprovação dos orçamentos do Cofre da Caridade para o ano económico vindouro; questões relativas à nomeação dos empregados da irmandade, à administração das capelas, legados pios, foros e outros bens da congregação; às festividades obrigatórias; à assistência e beneficência aos irmãos e viúvas de irmãos pobres e paroquianos pobres. Salientamos, a título ilustrativo, os assuntos abordados nas atas de 18 de novembro de 1842, de 12 de janeiro de 1843, e de 9 de fevereiro de 1843: as duas primeiras versam sobre a questão de constituir uma comissão para averiguar sobre a situação do Pinhal denominado “do Teófilo”, o qual fora instituído por Manuel Borges de Brito e era administrado pela irmandade, havendo João Coelho de Abreu apresentado à Mesa a intenção de o sub-rogar, a fim de a dita comissão dar o seu parecer sobre a sub-rogação pretendida ou a conservação da administração pela irmandade. A ata de 9 de fevereiro de 1843 versa sobre questões relacionadas com as eleições para a constituição da Mesa.
Assentos das receitas e despesas organizados por anos económicos, de 1755/1756 a 1761/1762. Os registos de receita e despesa terminam em Agosto de 1762 respeitantes ao Livro 4.º, mas existem mais dois cadernos de folhas soltas em anexo, com formato superior ao do livro, com título próprio: “Lº 5º da Recta e Despª dos bens da testamentaria que principia em Agto de 1762 em diante” e numeração autónoma (f. 1-8 e o resto do caderno em branco), com registos de Agosto de 1762 a Agosto de 1763. Apresenta, referente a cada ano económico, primeiro a receita, seguindo-se a despesa e, no final de cada ano, possui um resumo das quantias parcelares e totais da receita e da despesa, um resumo da receita, um resumo da despesa, o termo de entrega da conta ao tesoureiro sucessor e o termo de encerramento da conta. O livro possui termo de abertura, mas não o de encerramento. Testadores: Luís Salinas de Oliveira e seu irmão Paulo de Bem Salinas. Tesoureiro: Filipe de Santiago Ribeiro; Mateus Francisco Padrão; João Pereira da Costa; Nicolau Monjardino. Escrivão: Mateus Francisco Padrão; Nuno Prestes da Silva; José António Soares de Noronha.
Despesas com o auxílio de irmãos e paroquianos doentes, entre outras despesas dos seguintes tesoureiros: Domingos António Jaques, Francisco Xavier Vieira, Felipe Nunes Colares, Manuel António Alves, João de Almeida. Os maços apresentam na frente um fólio com o nome do tesoureiro, data em que principiou e findou "com o seu livro da despesa" e breve descrição do conteúdo do maço. Os maços contêm petições com as seguintes informações: pedido de auxílio do doente; nota do Provedor da Mesa encarregando o "enfermeiro do mês" de informar acerca da condição do doente; a deliberação da Mesa e rubrica do procurador; nota de desobrigação da quaresma ao doente pelo padre; nota de visita do enfermeiro ao doente com informações sobre o seu estado de saúde; informações sobre o estado de saúde dos doentes; contas de despesa com os doentes e notas de recibo das quantias entregues pelo tesoureiro ao enfermeiro. Acompanham recibos de despesa feita com o boticário, pagamento da décima, despesas de expediente, entre outros. Surgem também contas de receita com o arrendamento de propriedades. Os maços encontram-se organizados por tesoureiro e numerados de 7 a 13.
Registo das visitas realizadas aos sócios indicando: nome e, por vezes, o número de sócio, a doença de que padece, indicação de se tratar de doença curável ou crónica, a diária que lhe foi atribuída (valor diário do subsídio com que o sócio é socorrido), o primeiro dia em que lhe é atribuído subsídio, as várias datas em que recebe as diárias, quantas diárias e o valor total das diárias pagas. Apresenta de seguida as observações referentes ao sócio, como: data da alta ou do falecimento, total das diárias recebidas e o valor total. O visitador data e assina o assento. Apresenta um índice no final do livro, indicando, em colunas: o número do sócio, nome e folha em que são registadas as visitas. Na última coluna indicam-se os sócios falecidos ou despedidos. Não possui termos de abertura e de encerramento. Visitadores: Puim (1845 - Julho a Dezembro); Ferreira (Janeiro de 1846 - Fevereiro 1847); João Barbosa da Silva Leitão (Maio de 1847 - Março 1850); Rebelo (Junho de 1850 - Fevereiro 1851); Joaquim José Pontes Torres (Maio de 1855 - Julho de 1856).
Inclui cartas, bilhetes-postais, cartões e ofícios endereçados a Amélia Augusta Vaz Monteiro Gomes, entre outros, pelos seguintes remetentes: Vicente Luís Gomes, marido da destinatária; José Vaz Monteiro, irmão da destinatária; José Vaz Monteiro Gomes, filho da destinatária; António Vaz Monteiro Gomes, filho da destinatária; Flora Stern; A. Domingues; Maria das Dores Baião; Maria Luísa de Oliveira Trigoso; Isabel Pia de Oliveira Trigoso; A. Nazareth Fernandes; João Reis; António Eusébio Pedroso; Banco da Agricultura; Virgínia [...?]. Entre os diversos assuntos tratados, sublinham-se os seguintes: partilha de informação sobre o quotidiano familiar e sobre a administração de propriedades familiares, destacando-se o prédio rústico denominado Vale da Vaca; partilha de informação sobre conflitos de interesses entre familiares; pagamentos de foros, de dívidas e de contas correntes; partilhas de bens no âmbito de heranças; alienações de bens imóveis; envio de informação sobre os movimentos bancários das contas de Amélia Augusta Vaz Monteiro Gomes e Vicente Luís Gomes; envio de mensagens de boas festas e de mensagens de condolências. Integra também minutas e cópias de cartas de Amélia Augusta Vaz Monteiro Gomes enviadas a António Vaz Monteiro Gomes e a Cecília [...?], com informação sobre problemas familiares; cartas enviadas à empresa a Monteiro Gomes Lda., a solicitar a alteração da titularidade da conta, por ocasião do falecimento de Vicente Luís Gomes, marido da remetente.
Inclui os seguintes trabalhos escritos: "Humberto Delgado. Antes… e Depois…", sem autoria, nem indicação de edição (1961); artigo de Charles Boxer, sem título, em reação às críticas a um livro de sua autoria; tradução de um artigo, sem título, sobre a organização de greves universitárias; apontamentos sobre demografia, de autoria desconhecida; texto intitulado "Semanário do mês de Santiago (…); "Manguços e Outros. Recordações de Angola", de Rui de Freitas Lopes; prefácio da obra "An Anthology of Modern Spanish and Portuguese Poetry", de autoria desconhecida; texto sobre cânticos tradicionais timorenses; "Perspectiva de Acção Social", de Carlos Krus Abecassis; "Kainji Lake (a case history)", de Salah El-Din El-Zarka; "Mission dans le monde indonesien - et 1969", de Georges Condominas; "Algumas notas formais sobre o texto de dois capítulos sujeitos à minha crítica", de John Barrande; "Opinião apressada sobre dois capítulos de uma espécie de diário que me deram para ler", de João da Costa Silva. Integra também um índice onomástico e de empresas e de navios, do livro "Relatório dos acontecimentos de Timor", de Manuel de Abreu Ferreira de Carvalho; projeto de Claudine Berthe Friedberg, relativo a uma missão a Timor, que visava o estudo da Antropologia Social e Económica, Etnobotânica, Linguística, Literatura Oral e Etnomusicologia; projeto de relatório sobre o Programa de Investimentos para o Plano Intercalar 1965/1967 na Agricultura, Silvicultura e Pecuária na Província de Timor; Programa Provincial [de Timor] de Fomento Agrícola, Florestal e Pecuário para o triénio 1965-1967, de H. Lains e Silva; texto sobre a História do Teatro, de autor desconhecido.
[Parecer sobre o exercício da profissão de Assistente Social; Levantamento da situação dos Profissionais licenciados pelo Instituto Superior de Serviço Social (1995-1997); Maria Teresa Serôdio Rosa - Anexo do Pré-Projecto de Pesquisa A Profissão de Assistente Social e o Trabalho Social. Uma comparação França-Portugal; M. Dadoy - L'Analyse du travail social. Division du travail, travail et capacites professionnelles. La profession d'Assistante Sociale; Análise funcional da actividade social e profissão Serviço Social (projecto); Isabel Maria Athayde Flora - Situação do Serviço Social em Portugal. Subsídios para a solução do problema (1982); textos de vários autores sobre a Profissão - Giuliano Della Pergola - A dimensão política, como problema profissional para o Assistente Social. La Crítica Sociológica. 20 (1971-1972); Catherine Blanc - Travail Social, negociation et compromis; João Machado - O Serviço Social face ao desafio dos anos 90. Reflexões (1990); Recorte de revista - Uma entrevista (entrevista de Maria Margarida Garcez Palha a Maria Teresa Abrantes Pereira (Ávila) sobre a experiência de trabalho desta em Paris; documentação relativa à participação em Jornadas Saber Profissional e poder institucional; Maria Teresa Abrantes - Princípios e valores na prática do Serviço Social (1981); Princípios e valores em Serviço Social- pesquisa bibliográfica; Rascunho de projecto - O trabalho social e a profissão de Assistente Social em Portugal (com orçamentos); Commitee on Professional questions regarding Social Work - Professional Profile of the Social Worker (1987); Documentação do Seminário Inventure (1990); Documentação do Seminário Portugal Hoje Que Serviço Social, organizado pela Cáritas Portuguesa (1979); Curriculum vitae de Maria Teresa Abrantes Ávila; tabela de remunerações da categoria de Assistente Social]
Este maço contém várias cartas de negócio; contas e recibos de carregações de mercadorias; escrituras de sociedade e companhia de José Álvares da Silva, António de Miranda Serra e outros; escrituras de crédito; cópias de testamentos; petições; mandados de execuções d certidões de missas. Contém ainda alguns documentos que se destacam pelo seu interesse, tais como: - «Tratado de Paz entre o Muyto Alto, e Muyto Poderoso Principe D. João o V. Pela graça de Deos Rey de Portugal, e o Muyto Alto, e Muyto Poderoso Principe D. Felippe V. Pela graça de Deos Rey Catholico de Hespanha. Feyto em Utrecht a 6 de Fevereiro de 1715. Mandado imprimir pela Secretaria de Estado. Lisboa, na Officina de Antonio Pedrozo Galram. Com as licenças necessarias, & Privilegio Real. Anno de 1715» (imagens 83 a 106 do documento em suporte digital); - Traslado dos «Privillegios concedidos aos officiaes e Famelliares do Sancto Officio da Inquisição destes Reynoz e Senhorios de Portugal» (imagens 381 a 388 do documento em suporte digital); - «Regimento dos familiares do Santo Officio. Lisboa: Na officina de Miguel Manescal, Impressor do Sancto Officio. Anno de M.DC.XVIV» (imagens 378 a 380 do documento em suporte digital).
1 DVD-R com fotografias sobre início da construção e a 1.ª fase de bairro construído pela PRODAC (Quinta do Marquês de Abrantes e Bairro Chinês), 1968-1969: imagem do bairro e do centro n.º 2 da PRODAC (em blocos de cimento); numeração das barracas; esgotos a céu aberto; crianças e habitantes; Celeste Porto e o monitor de auto-construção José António Costa; 1.ª fase terraplanagens e fundações da casa modelo - Escola do Vale Fundão; Sr. Lavery, francês, inventor e responsável pela montagem dos painéis, a dirigir os trabalhos, e João Santos Monteiro, encarregado da obra; planta do loteamento da 1.ª fase; pormenores de montagem da casa modelo da 1.ª fase; grua e transporte de painéis; escoramento das paredes; população a assistir aos trabalhos; debate com os técnicos de serviço social sobre os pormenores das casas e sugestões; visitas guiadas às obras em curso; Manuel Matos Dias entre o grupo de assistentes sociais; plataformas da zona da 1.ª fase e da fábrica onde se construíram os painéis pré-fabricados; pormenores das bases das casas com cavidades onde entravam os ferros das amarrações dos painéis; fábrica de pré-fabricação; estrutura das cobertas; casa-modelo construída na 1.ª fase; armazém de materiais e máquinas; barracas do Bairro Chinês; chafariz, na rua principal.
Processo referente à gestão pelas Comissões Ad-Hoc dos Refugiados de África dos 13 Centros de Acolhimento Temporário de Retornados: Vítor Cordon (Fundação D. Manuel II), 1975-1977; Seminário dos Olivais, 1975-1976; Seminário de Alfragide, 1975-1977; Seminário de Almada, 1975-1981; Instituto Branco Rodrigues - S. João do Estoril, 1975-1977; Palácio de Rilvas, 1975-1982; Associação Protectora da Infância Santo António de Lisboa, Centro dos Anjos, Avenida Almirante Reis, 1977-1979; Rua do Cabo, Lisboa, 1975-1982; Colónia de Férias "Guedes Sousa" Almoçageme: 1976-1979; Colónia Balnear Rogério Cardoso, Janas, Sintra, 1976-1979; Palácio da Ameixoeira, Quinta de Santa Clara, 1976-1980; Bafureira, Parede, 1978-1981; Colégio Maristas, Carcavelos. Contém a correspondência entre a Cáritas Portuguesa com os diferentes centros e seus proprietários, recibos de pagamento de rendas dos centros, gestão diária de necessidades, cartas de reclamação e resolução de problemas de algumas pessoas, fornecimento de refeições, ofertas de matrículas em estabelecimentos de ensino; Nota Pastoral do Episcopado Português sobre os Refugiados Ultramarinos, 1975-10-27; Acordo entre o Seminário de S. Paulo de Almada e a Cáritas Portuguesa para a instalação no edifício daquele Seminário de um centro de acolhimento a refugiados nacionais (estiveram instalados entre 1975-10 e 1976-07), 1977-10-31; Contrato de instalações da Associação Protectora da Infância Santo António de Lisboa à Cáritas Portuguesa, 1977-03-14.
Textos sobre ação caritativa. Contém: Comunicação do padre Ângelo Alves à 22.ª Assembleia Geral da Cáritas Portuguesa, Fátima, 1978-10-28; História da caridade na Igreja, Cadernos Cáritas I, Comissão Diocesana de Coimbra, 1973; D. António Baltazar Marcelino, Acção caritativa como acção eclesial, Cadernos Cáritas II, Cáritas Diocesana de Coimbra, [s.d.]; Curso para animadores de acção sócio-cultural nas comunidades, Cáritas Diocesana de Coimbra, Sector da Animação da Cultura, [s.d.]; D. António Marcelino, Os jovens e a acção sócio-caritativa, 1982-02-28; Pe. José Mendes Serrazina, Pastoral da caridade, 1981-02; João Caniço, Notas sobre a caridade, 1981-04; Secretariado Nacional da Acção Social e Caritativa, Relatório de 1987; Considerações sobre o enquadramento da acção sócio-caritativa da Igreja, [s.d.]; Maria Matilde, Grupos locais de acção sócio-caritativa, Cáritas Diocesana de Lisboa, Formação, [s.d.]; Acácio Catarino, Papel das instituições sócio-caritativas na pastoral hodegética, orientações doutrinais, Viseu, 1991-04; Maria Matilde Dias Ferreira, Constituição e desenvolvimento de grupos locais paroquais de acção sócio-caritativa, Cáritas Diocesana de Lisboa, [s.d.]; Leovigildo Moacho, Formação permanente de acção sócio-caritativa, [s.d.]; José Mendes Serrazina, Grupos de acção sócio-caritativa nas comunidades locais, Encontro de Pastoral Social, Ponta Delgada, 1985-11-29 a 1985-12-01; Grupos de acção sócio-caritativa; Maria Susana de Almeida, Report on the replies to the enquiry addressed to the parish groups fo social charitable action in the Beja diocese, Regional Conference of European Caritas, [s.d.].
Textos sobre ação social. Contém: Direção-Geral da Segurança Social, Acção social comunitária, programas de luta contra a pobreza e projetos dirigidos à família e pessoas idosas, Lisboa, fevereiro de 1986; Cón. Silvestre Marques, Bases teológico-pastorais da acção social da Igreja, Évora, 1996-02; João César das Neves, Subtil é o Senhor, Jornadas de Estudo sobre a Ação Social da Igreja, Fátima, 1996-02; Acácio Catarino, Grupos de acção social, Cáritas Diocesana de Lisboa, Formação, [s.d.]; José Mendes Serrazina, Bases teológico-pastorais da acção social da Igreja, Conferência Episcopal Portuguesa, Jornadas de Estudos sobre a Ação Social da Igreja, Fátima, 1996-02-14; Acácio Catarino, Compromisso cristão na acção social, Cáritas Diocesana de Lisboa, Formação, [s.d.]; Grupos de acção social nas paróquias, [s.d.]; Maria Joaquina Madeira, O papel da acção social, Ministério do Emprego e da Segurança Social, Direção-Geral da Acção Social, Jornadas Da Pobreza ao Desenvolvimento, 1995-11; Acácio Catarino, Memorial sobre curso de ação social, 1995; Instrução pastoral sobre a ação social da Igreja, 1997-10-07; Bases teológico-pastorais da ação aocial da Igreja; Comunicado final da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, Fátima, 1997-04-10; esquemas e apontamentos, anotados por Acácio Catarino.
Livro constituído por assentos (listas e registos) relativos às missas rezadas “pro pluribus” no âmbito do Legado da Tércia. Nas listas (fólios 1 a 29, [1848-08-01] a 1858-12-17) registaram o quartel; a numeração dos dias (inicialmente em relação ao quartel, posteriormente em relação ao mês); o nome do sacerdote; o número de missas rezadas e a indicação de pagamento «pg». Os registos de envio de bilhetes encarregando sacerdotes de rezar missas (fólios 29v a 32v, 1864-06-14 a 1872-08-27) apresentam, entre outras informações, a data do envio e o destinatário (profissão, nome e cargo); o número de missas; o valor da esmola; a identificação do trimestre; a identificação da intenção e do legado e a menção ao pagamento das missas encomendadas. Entre os fólios 33v e 34, surgem soltos quatro documentos manuscritos: um bilhete relativo a missas rezadas por alma de Dom João de França Castro Moura, Bispo do Porto e Presidente da Irmandade dos Clérigos do Porto (sem data); um bilhete referente a missas rezadas “pro pluribus” (Legado da Tércia) no primeiro trimestre do ano económico de 1870/ 1871 (1872-08-27); uma carta, de Manuel Ribeiro Carneiro e Melo, Prior, relativa ao encargo das missas (1872-08-20) e um bilhete relativo a missas aplicadas “pro pluribus” nos anos de 1871 e 1872 (1872-09-05). Esta fonte contém termos de abertura (fólio inicial) e encerramento (fólio 145v).
Série composta por documentação referente à gestão da publicação da Revista Cáritas, com o subtítulo Revista de Acção Social da Igreja. Propriedade da Cáritas Portuguesa, que também assegurava a composição e impressão, teve início em 1981-10 (n.º 0), adquirindo periodicidade mensal em 1982-02 (n.º 1). José Mendes Serrazina foi sempre o diretor e João Caniço o primeiro chefe de Redação (até n.º 71, 1979-01). Para a Redação, entrariam, no n.º 43 (1986-03), António Estanqueiro, Leovogildo Moacho (até n.º 93, 1991-03) e J. Otílio Pinto (até n.º 93, 1991-03); posteriormente, António Marujo (n.º 45 a 71, 1985-05 a 1979-01), Rosário Farmhouse (n.º 65 a n.º 93, 1988-05 a 1991-03), Roger Madureira (n.º 72 a 108, 1989-02 a 1992-09/10), Miguel Ganhão Pereira (n.º 88 a 108, 1990-09 a 1992-09), Adelino Mateus (n.º 98, 1991-09). Contaria ainda com correspondentes locais em Portugal, e também Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe (desde n.º 51, 1987-01) e, posteriormente, com colaboradores permanentes, incluindo anteriores redatores. Prolongou-se até 1992 (n.º 110). Em 2013 é lançada a 2.ª série (n.º 1 a 7, até 2015), sob a direção de José Manuel Pereira de Almeida.
Consulta acerca dos abusos que se estão a cometer no Brasil com a compra de heranças dos cidadãos portugueses falecidos no estrangeiro, por via de contratos em que os herdeiros, em geral pessoas "rústicas e ignorantes", são ludibriados por especuladores que avolumam aos seus olhos as despesas e dificuldades na liquidação das heranças, quase sempre inesperadas, explorando a boa fé e defraudando em proveito próprio os seus legítimos interesses. Contém ofício da 2.ª Repartição da Direção-Geral dos Negócios de Justiça, do Ministério dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça, de 8 de março de 1893, cópia de uma nota do cônsul de Portugal no Pará ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de 2 de janeiro de 1893, e minuta do parecer, não datado. O processo foi distribuído ao Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão, em 10 de março de 1893. O despacho de arquivamento do secretário da Procuradoria-Geral da Coroa e Fazenda é de 26 de julho de 1909 e tem o seguinte teor: "Não tendo sido expedido este processo até hoje, naturalmente por resolução superior, archive-se até ser pedido".
Inclui cartas remetidas a José Frederico Laranjo por diversos cidadãos portugueses, nomeadamente: Luís Carlos [Simões Ferreira] (1); Alberto Pimentel (2); António da Costa (4); Francisco Marques de Sousa Viterbo (1); Gomes Coelho (1); Júlio de Vilhena (1); A. Figueiredo (1); António [Maria] de Campos Júnior (1); João Penha [de Oliveira Fortuna] (2); António José de Barros e Sá (1); Anselmo José Braamcamp (3); José Luciano de Castro [Pereira Corte- Real] (1); Emídio Navarro (2); Vicente Ferrer Neto Paiva (1); [Henrique] de Barros Gomes (1); José Tomás de Sousa Martins (1); Maria Amália Vaz de Carvalho (1); António dos Santos Viegas (2), Mariano de Carvalho (1); A. A. da Fonseca Pinto (1); Júlio de Castilho (1). Entre os vários assuntos tratados, destacam-se os seguintes: apreciações críticas das obras da autoria do destinatário; agradecimentos pelo envio de opúsculos, livros e outros escritos; pedidos de artigos; alusão às diversas áreas de interesse e de actividade de José Frederico Laranjo; informações sobre o jornal «O Distrito de Portalegre» e sobre a organização do [Partido Progressista Português]. Integra, ainda, uma missiva de Maria Amália Vaz de Carvalho dirigida [à esposa de Frederico Laranjo] com mensagem de apologia ao carácter e ao talento do seu marido. Integra, por fim, duas cartas dirigidas a remetente identificado como “Casanova”, uma do conde de Ficalho e outra de remetente ilegível com timbre da Secção de Zoologia do Museu de Lisboa.
Ofício do ajudante do Procurador-Geral da Coroa, João Rebelo da Costa Cabral, dirigido ao ministro da Justiça. Remete um ofício do procurador régio da Relação de Lisboa, de 12 de agosto de 1847, em que expõe que, a 9 de setembro de 1846, expediu ordens ao seu delegado na comarca de Tavira para que apurasse o facto de que é acusado o juiz de direito daquela comarca, o bacharel José da Fonseca Veiga, declarando todas as circunstâncias do caso e quais as pessoas que o presenciaram, e indicasse os médicos mais inteligentes para emitirem a sua opinião médico-legal, mas, em consequência dos acontecimentos políticos que ocorreram no Algarve, não teve resposta até àquela data. O facto de que o juiz de direito era acusado consistia numa ordem que deu para se disparar um tiro contra o réu José António Domingues, quando, após ser enforcado na comarca de Tavira, no dia 24 de novembro de 1845, na altura do seu enterramento, mostrou sinais de vida.
Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório acerca do processo em que se consulta acerca de uma proposta apresentada pelo bispo de Macau, na qualidade de presidente da comissão diretora do Colégio de Santa Rosa de Lima, para a fundação no reino de um instituto de irmãs educadores que preparem mestras para o padroado do Oriente, em especial para aquele colégio, de cujos fundos e rendimentos deverão sair as despesas de instalação e o respetivo subsídio anual. Considerando "dignas de toda a atenção as ponderações do prelado e a urgência que há em que se estabeleça quanto antes o instituto de irmãs educadores", entende ser "perfeitamente aceitável que o Governo defira às conclusões da Junta Geral das Missões, não só publicando as providências precisas para que a comissão possa levantar os seus capitais depositados em vários bancos e aplicá-los a este fim, mas ainda aumentando o módico juro que paga ao colégio pelas 20 mil patacas depositadas na Fazenda, enquanto não puder autorizar o levantamento desse capital nos termos da lei da Fazenda do Ultramar de 20 de dezembro de 1888".
Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Frederico de Gusmão Correia Arouca. Pronuncia-se sobre o processo em que Joaquina Teixeira, autorizada pelo seu marido, António Adelino da Silva, recorre extraordinariamente perante a Direção-Geral dos Próprios Nacionais da liquidação da contribuição de registo por título gratuito a que se procedeu no concelho de Guimarães, relativamente à doação que lhe tinha feito o seu irmão, João Teixeira Guimarães, da quantia de 6300$000 réis com a cláusula expressa de que, se a recorrente falecesse sem filhos, a quantia doada reverteria para o doador, e pede que se anule a liquidação da contribuição indevidamente feita e se declare a recorrente isenta do seu pagamento, uma vez que o doador fez, dias depois, uma nova escritura em que diz que a doação é feita com a condição de ela se casar com António de Oliveira de Andrade, ficando sem efeito se o casamento não se realizar. È de parecer que se deve negar provimento ao recuso.
Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Entende "1.º) que as câmaras podem conceder cada ano 30 dias de licença com vencimento e por qualquer motivo aos professores de instrução primária; 2.º) que no caso de moléstia as licenças poderão ser concedidas com vencimentos quando o impedimento dos professores não exceder 40 dias úteis em cada ano; 3.º) que as câmaras podem ainda conceder licenças sem vencimento por tempo excedente a 30 dias, contanto que essas licenças não excedam três meses por analogia em o disposto na portaria de 17 de janeiro de 1888; 4.º) que as licenças, sem serem por motivo de moléstia não podem ser concedidas sem que a escola fique devidamente provida nos termos do § 2.º do artigo 30 da lei de 2 de maio de 1878; 5.º) que quando o impedimento for causado por moléstia comprovada e se prolongar além de 40 dias úteis, as escolas serão providas igualmente por indivíduo com capacidade legal ou reconhecidamente apto".
Contém documentação de vários autores publicados em revistas académicas que abordam os temas da desigualdade, pobreza e exclusão social. Entre os autores citados surgem: Anthony Barnes Atkinson; Brian Abel-Smith; Peter Townsend; Paul Thibaud; Amartya Sen; Herman Deleeck; Serge-Christophe Kolm; Gilbert Clavel; Brya Nolan; Marx Horlick; Philippe Van Parijs; Laurence E. Lynn Jr.; Sheldon Danziger; Peter Gottschalk; William A. Darity, Jr.; Samuel L. Myers Jr.; Richard Jolly; Giovanni Andrea Cornia; Chantal Euzeby; Bernard Simonin; José Silva Lopes; Alberto Couriel; Jean François Lae; Numa Murad. Entre outros documentos contém: «Manifesto de um grupo de cidadãos sobre a pobreza em Portugal», (1 de maio de 1985); «Seminário Europeu sobre a Pobreza em Portugal (Exposição bibliográfica)», (maio de 1986); «Commission des communautés européennes – Rapport intérimaire sur l'action communautaire spécifique de lutte contre la pauvreté», (28 de novembro de 1988); «Commission des communautés européennes -Proposition du conseil - Portant Etablissement D'un Programme D'action Communautaire a moyen terme pour une intégration économique et sociale des groupes les moins favorises», (22 de dezembro de 1988); recensão crítica de João César das Neves do livro de Alfredo Bruto da Costa e Manuela Silva: «A Pobreza em Portugal», (1987); um exemplar do texto «A Igreja e os Pobres», [s. d.].
Notas de leitura e tópicos de reflexão produzidos por Manuela Silva para preparar conferências sobre temas variados como sejam: política social, exclusão social e desemprego, solidariedade, reforma, serviço social, economia social, ética, ideologias, justiça, teoria de modernização, desenvolvimento local, globalização, Fundo Monetário Internacional (FMI), modificação de valores, desenvolvimento económico e evolução política, os limites do mundo capitalista, a economia portuguesa no contexto da economia global, moral, futuro do cristianismo, textos bíblicos, Igreja e sociedade, teologia, interculturalidade, educação para a tolerância, espiritualidade e ecologia. Para cada um dos temas tratados encontram-se fotocopiados diferentes exemplares de artigos de vários autores, entre os quais se enumeram os seguintes autores: Antoni Comín; Michel Simon, Carlo Maria Martini, Émile Poulat, Marie Balmary, Alberto Melo, Faustino Caldas Ferreira, Noam Chomsky, Ronald Inglehart, João Paulo II, Édouard Herr, Jean Delumeau, José Tolentino Mendonça, José María Solozabal. Além destes documentos, Contém ainda: a programação e subsídios do colóquio de Manuela Silva no Encontro de Reflexão Inaciana de janeiro-fevereiro de 1997; um esquema da intervenção de Manuela Silva na XIII Semana de Estudos Sobre a Vida Consagrada, em fevereiro de 1996; notas da conferência de Manuela Silva nos ciclos de reciclagem do clero em janeiro de 1988; e uma lista bibliográfica de artigos da autoria Manuela Silva até 1995. Em anexo figuram dois exemplares avulsos sobre: La Convention européenne des Droits de l'Homme e uma separata da Revista de Direito e Sociedade, de 2016, onde se publica um artigo de Pedro Sameiro sobre o «novo regime jurídico das caixas económicas».
Contém: um exemplar do documento «O MAD e a Situação Presente», (10 de novembro de 1983); duas cópias da carta de Manuela Silva aos responsáveis do MAD, (25 de junho de 1983); carta de Teresa Santa Clara Gomes e João Lourenço, (21 de junho de 1983); missiva aos aderentes do MAD na região de Lisboa, [s. d.]; um exemplar do comunicado final do encontro de 14 e 15 de maio de 1983; um exemplar do documento «agir localmente/pensar globalmente – critérios sobre métodos de acção e formas de organização», (14 e 15 de maio de 1983); um exemplar de uma «ficha de adesão» ao MAD [s. d.]; um exemplar anotado do texto «é uma aspiração nacional, e uma exigência da democracia, restaurar a esperança no desenvolvimento», [s. d.]; um exemplar anotado do texto «causas e efeitos da crise», [s. d.]; uma cópia do texto «reflexão sobre a forma de intervenção do MAD», [s. d.]; uma cópia da segunda versão do texto «é uma aspiração nacional, e uma exigência da democracia, restaurar a esperança no desenvolvimento», [s. d.]; cópia de um texto de Diogo Duarte sobre «para o aprofundamento da democracia», [s. d.].
Carta de Vasco Domingues, chantre de Braga, inquiridor, visitador de [...] nos reinos de Portugal e do Algarve e juiz delegado especialmente deputado pelo Papa, onde traslada uma bula de Gregório XI, escrita em latim, que fora apresentada pelos pobres ermitães da Serra de Ossa a D.Pedro, bispo de Coimbra e da igreja de Toledo, também inquiridor e visitador do Papa nos reinos de Portugal e do Algarve. O conteúdo da bula e desta carta é referente às examinações e inquisições dos ermitães que viviam nas montanhas e lugares ermos do bispado de Évora que eram de difícil acesso. Assim, Vasco Domingues, incumbe o bispo de Coimbra, o vigário de Lisboa e o chantre de Évora dessa função. Os lugares da existência de ermitérios citados são: Serra Venia (?), Montemor-o-Novo, Cabeço de Vide e mata de Serpa. Aos ditos pobre é também concedido que ninguém lhes faça desacato ou os moleste, nem prendam, sob pena de excomunhão e outras maiores penas determinadas pelos ordinários (bispos e prelados) em nome do Papa. Redactor: João Afonso de Coimbra, tabelião geral do rei em Portugal Localização específica da redacção: Na quinta de Cambeses, arcebispado de Braga
João Lourenço Delgado, lavrador, e sua mulher, Ana Martins moradores no termo de Évora, traziam de foro uma terra com casas, forno e poço, no termo da cidade junto à ribeira do Xarrama, por sete mil reais de foro dos correntes de seis ceitis o real, pagos no dia um de Janeiro. A propriedade era de Rui Casco de Vasconcelos, fidalgo da casa real, e de sua mulher, D. Helena de Macedo. Eram fiadores dos foreiros, para garantir o pagamento do foro, Miguel Martins, carreiro, e Baltasar Dias, lavrador, seu genro, que hipotecaram certos bens. Porém, os fiadores queriam ser desobrigados e os foreiros pedem aos senhorios que desobriguem de fiança os fiadores e antes lhes aumentem o foro. Assim, os senhorios pedem mais um moio e meio de boa cal bem cozida no mês de Março. Redactor: Fernão de Arcos, público notário em Évora e seus termos Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Nas casas de Rui Casco de Vasconcelos, fidalgo da casa real
Venda que faz Inês Gomes Olhal (?), viúva de Fernando Álvares Guisado, moradora em Vila Viçosa, a Teresa Anes, viúva de Martim Correia, que fora escudeiro do duque de Bragança, moradora em Vila Viçosa, de metade de uma herdade em Mures, mística com os irmãos de Fernando Álvares e com um quarto que é da vendedora, por nove mil reais. A venda é feita perante João Fuseiro, escudeiro da casa do duque de Bragança e Guimarães e juiz dos orfãos na vila. A metade da herdade já fora arrematada antes por mestre Álvaro, almoxarife do duque, por quatro mil e quinhentos reais após ter andado em pregão na praça na sequência de uma dívida de Estevão Mendes, siseiro do ano de 1503, de quem Fernando Álvares fora fiador. Porém, como se considerava mal vendida por tão baixa quantia mestre Álvaro abriu dela mão para poder ser vendida a quem dava quantia superior, sendo restituído dos quatro mil e quinhentos reais. No processo são referidos Fernão Cavaleiro, escrivão das sisas pelo rei; Aires de Oliveira, almoxarife do almoxarifado de Estremoz; Tomé Fernandes, porteiro do concelho; Luís Leite, ouvidor da correição do duque; e um capelão do duque. Redactor: Afonso Cavaleiro, tabelião em Vila Viçosa e seu termo por D. Jaime, duque de Bragança e de Guimarães Localidade de redacção: Vila Viçosa Localização específica da redacção: Nas casas do tabelião
Aforamento que fazem os frades do convento de São Francisco de Évora a Heitor Velho, escudeiro, fidalgo, morador em Évora, recebedor dos direitos das calçadas e cadeias que o rei mandou fazer na cidade, e a sua mulher, Leonor de Brito, da sexta parte de uma herdade de um arado de bois, situada na Amoreira, termo de Montemor-o-Novo, por quatrocentos reais brancos, pagos em Santa Maria de Agosto. O aforamento surge na sequência dos seguintes acontecimentos: à cerca de um mês atrás Heitor Velho comprara, por ordem régia, umas casas junto à picota da cidade, a João Carvalho, trapeiro, para as ditas cadeias. Mas as casas eram foreiras ao convento de São Francisco em quatrocentos reais de foro. Por isso o rei mandara avaliar o foro para ser pago ao mosteiro, o qual fora avaliado em oito mil reais. Esse valor ficou em poder de Heitor Velho para o dar ao convento ou com ele comprar outra propriedade de onde se pagasse o foro ao mosteiro. Mas os frades não quiseram receber o valor do foro porque eram obrigados a cantar por ele em cada ano uma capela de Rui Falcão. Assim, com ordem régia, Heitor Velho comprou o quinhão de herdade citado acima para o mosteiro e dele se torna foreiro. Redactor: Diogo de Évora, escudeiro do rei e tabelião em Évora Localização específica da redacção: No convento de São Francisco
Traslado de cláusulas do testamento de Catarina Soajo, filha de Nuno Martins do Soajo, criada da senhora D. Filipa, filha do senhor D. Álvaro Castro (?), que fora feito a 22 de Abril de 1599, por Diogo de Évora, tabelião em Évora. Nelas a testadora determina que uma terra de pão que tem em Olivença, à fonte da Michoa; outra terra ao poço da Chustadoira (?), onde se chama o Romal; e uma vinha, fiquem para Vasco Fernandes Homem, seu primo, com obrigação de mandar dizer para sempre no convento de São Francisco de Évora duas missas cantadas, uma por sua alma e outra pela alma da mãe, uma em dia de Santa Maria de Agosto e outro no dia de Santa Maria da Conceição. O traslado é solicitado ao juiz por frei Rodrigo, frade do convento de São Francisco. Redactor: Diogo de Évora, escudeiro do rei e tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Nas pousadas onde agora pousa João Del Mar, escudeiro da casa real e juiz
Escambo realizado entre o cabido da Sé de Évora e o rei D. Fernando, representado no acto por Pedro Anes Peão, seu almoxarife na cidade. O escambo é realizado por solicitação do cabido. Este doa ao rei um ferragial a par da horta dos frades do mosteiro de São Francisco de Évora e D. Fernando dá-lhes a orta do Rei que fica na cidade à porta do Raimundo a qual fora do Binga (?) Lasa (?) e o alpendre que fora do açougue que está em pardieiro e que parte com casas do cabido onde mora João Esteves, cónego. O alpendre rendia trinta soldos. O rei determinara também que metade do ferragial que recebe do cabido seja doado ao convento de São Francisco de Évora. Neste acto, por ordem régia, realiza-se a troca e o almoxarife coloca de posse de cada bem os respectivos intervenientes no contrato. Redactor: Diogo Vicente, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: No tesouro da igreja catedral
Acordo entre os frades do convento de São Francisco de Évora e Vasco Afonso Anes, escudeiro e juiz dos orfãos em Évora, administrador da capela de Sancha Anes que fora instituída no convento. Os frades tinham uma demanda com administrador relativa a uma herdade no termo de Lavar; outra na Abóbada, termo de Évora; e outra no termo de Viana onde chamam a Espadaneira. Sancha Anes determinara num compromisso que o convento obtivesse cada ano duas partes das novidades que as herdades dessem, para uma capela que lhe haviam de cantar, e o administrador teria a outra parte. Porém já havia muitos anos que o adminsitrador não fazia o pagamento devido ao convento. Para resolução da demanda os frades dão Vasco Afonso por quite do que lhes devia dos anos anteriores e ele daria as herdades a lavradores que as aproveitassem e lavrassem com a condição que o mosteiro passasse a receber a renda devida. Redactor: João Dias, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: No convento de São Francisco
Cláusula de testamento de Pai Lourenço em que destinou a terça parte dos seus engenhos de fazer bureis, situados na ribeira de Canha, para que sua mulher, Margarida Anes, os usufruisse em vida e mandasse dizer dois aniversários pelas suas almas e de seus antecessores aos raçoeiros de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo. O testamento fora feito em 11 de Junho de 1384. Margarida Anes casara novamente com Afonso Airas. A cláusula é trasladada a pedido dos raçoeiros feito a Gonçalo Anes, vigário do bispo D. João em Montemor e prior da igreja de Santiago. No mesmo documento é feito um acordo entre Afonso Airas e a sua mulher, Margarida Anes, e os raçoeiros da referida igreja para que aquela pagasse toda a vida dez libras aos raçoeiros para fazerem os aniversários e para que os engenhos após a sua morte ficassem à igreja. Redactor: Vicente Lourenço, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: A par da igreja de Santa Maria do Bispo
Testamento de Rodrigo do Airos, clérigo de missa e prior da igreja de São Paulo de Pavia. Disposições testamentárias: 1 – Sepultura na igreja de São Pedro de Évora juntamente com os seus pais; 2 – Que façam os ofícios, as ofertas, as ceras e as outras coisas necessárias no dia da sepultura e que estejam presentes todas as cruzes das igrejas e mosteiros e digam cada um uma missa cantada com seus ofícios e que lhe seja entregue a cada um deles cem reais e que acompanhem ao enterramento meia dúzia de tochas e sejam entregues quinhentos reais; 3 – Deixa as casas onde vive, que lhe foram deixadas por seus pais – confrontam com casas de Beatriz de Góis; com casas de Pedro Anes alfenado; com casas de Santa Clara – a Beatriz de Góis e a todos os seus herdeiros, com a condição de pagarem anualmente à igreja de São Pedro, em dia de São João Baptista, quinhentos reais brancos de tributo; 4 – Deixa à referida igreja quinhentos reais brancos para que seja canto, em cada um mês, um aniversário pela alma de meu pai, mãe e pela sua, convém a saber: vésperas, matinas e ladainhas com sua missa oficiada e cruz e água benta sobre minha sepultura; 5 – Que com os ditos quinhentos reais das casas deixadas a Beatriz Góis e com estes quinhentos deixados à igreja que cantem os aniversários acima referidos em cada um ano para sempre; 6 – Deixa a herdade, localizada no termo de Évora a Santa Maria de Beja, que herdou de seus pais, com um foro de seis alqueires de trigo de um moinho, um pedaço de terra que anda aforada por seis galinhas, a Pedro Boto, o moço, e a sua mulher Beatriz Mendes e a todos os seus herdeiros, com a condição de pagarem à igreja de São Pedro dois moios de trigo de tributo; 7 – Deixo à referida igreja duzentos reais brancos pelas casas que traz aforadas Pedro Anes, alfenado; 8 – Deixa à igreja trezentos reais e uma galinha de umas casas que traz aforadas Beatriz Eanes colaça, localizadas em Évora, na rua de Alconchel, abaixo do convento de Santa Clara; 9 – Deixa à igreja cento e cinquenta reais de umas casas que traz aforadas Martim Vaz, criado de Pedro Boto; 9 – Deixa a Estêvão Anes David e a sua mulher, Beatriz Rodrigues umas casas em que vivem – partem com adega que foi de Rodrigo Anes, marido de Leonor Eanes; com quintal de Francisco de Resende – com cargo de foro à igreja de Santo Antão de Évora; 10 – Deixa ao dito Estêvão Anes David e a sua mulher e herdeiros uma vinha, localizada no termo de Évora, além do Louredo; 11 – Deixa ao sobredito uma adega com sua loiça, localizada em frente às casas onde vive o testador, com sua loiça, com uma casa só pegada com a adega; 12 – Deixa ao Almirante e a dona Isabel de Sequeira, mulher que foi de Rui de Sousa, um quinhão em todos os ofícios, horas e sacrifícios que manda celebrar na igreja de São Pedra; 13 – Todo o móvel assim como ouro, prata e todas as outras coisas faz seu herdeiro Pedro do Airos, seu sobrinho; 14 – Deixa o foro de uma herdade, localizada em Montemuro, da qual pagam um moio de trigo ou mil e duzentos reais brancos, a Pedro de Airos, seu sobrinho, com a condição de em cada um ano mandar dizer doze missas rezadas; 15 – Deixa a João Vaz Pombinho, bacharel da Sé de Évora, um breviário que me fez João de Beja, o qual está já em seu poder; 16 – Nomeia como seu testamenteiro João Vaz Pombinho; 17 – Deixa duas vestimentas à igreja de Santo Antão de Évora; 18 – Deixa um cálice dourado à igreja de São Pedro e outro cálice branco à igreja de Santa Maria das Brotas; 19 – Deixa outra vestimenta à Igreja de Pavia. Redactor: Rodrigo Anes, escudeiro, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Casa do testador
Perante os clérigos da igreja de São Pedro de Évora foi dito que Diogo Rodrigues Viegas e sua mulher Brites Nunes, moradores na cidade, traziam aforada uma panasqueira de vinha com um pedaço de chão da igreja, localizada no termo da cidade, pelo caminho do Olival, em Vale de [Flores] – confrontam com vinha da igreja de Santiago; com vinha de uns órfãos que traz Álvaro Gonçalves; e com azinhaga de João Mateus – por cinquenta reais, pagos pelo São Martinho, e que os foreiros não tinham carta de aforamento e por isso os clérigos queriam receber a vinha. Os foreiros solicitam que a panasqueira lhe seja novamente aforada com a condição de fazerem dela vinha e de pagarem de foro cinco reais. Realiza-se ainda outro aforamento de uma vinha da mesma igreja, localizada no termo da cidade, no caminho de Arraiolos – confronta com vinha de Rodrigo Anes Tarique (?); com vinha de Catarina Anes, tosquia; e com azinhaga de Vasco Fernandes, cabelo loiro – por quarenta e cinco reais brancos. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de São Pedro
Documentação respeitante às funções e actividades desenvolvidas por António Lino Neto no âmbito da advocacia. Integra documentos que aludem à sua nomeação para funções específicas, nomeadamente no seio de uma Comissão responsável pela actualização da legislação sobre a propriedade 103 intelectual; correspondência avulsa com pedidos de informação/ assistência jurídica e com referências à sua colaboração com a Associação dos Jurisconsultos Católicos Portugueses ou com a Associação dos Advogados de Lisboa; recortes de imprensa com informação sobre algumas das intervenções de Lino Neto em juízo ou em acções cíveis extrajudiciais; peças de processos judiciais que contaram com a intervenção directa de Lino Neto e que se desenvolveram em torno de assuntos como: a restituição da posse e domínio sobre o edifício do Seminário do Funchal; a defesa do padre João Fernandes Moreno (pároco de Moledo do Vinho), acusado de participar num movimento monárquico; a defesa da firma «Aliança Agrícola e Comercial Lda.», num processo de concorrência industrial. Compreende, ainda, cópias de requerimentos e recursos redigidos por Lino Neto, respeitantes, entre outros assuntos, à defesa dos interesses da Irmandade do S. S. de Santa Engrácia e do culto na igreja de Santa Cruz do Castelo; a minuta de uma missiva, comunicando oficialmente a cessação das actividades ligadas à advocacia.
Treze exemplares das "Bases regulamentares" do Centro Católico Português. "Lista dos subscriptores do Centro Catholico de Braga. Ano 1916 a 1919". Lista com os "Sócios subscritores do Centro Católico do ano de 1923 e que pagaram a taxa nesta data". Convocatória para a reunião da assembleia geral do Centro Católico, em Braga, no dia 8 de agosto de 1917. Carta-circular de apelo ao voto em Alberto Pinheiro Torres e padre António José da Silva Gonçalves, de 24 de abril de 1918. Cartas circulares da Comissão Central do Centro Católico, assinadas por António Lino Neto, José João da Fonseca Garcia e António Pereira-Forjaz, a dar orientações sobre como "convém pôr a funcionar em todo o Paiz, com a possível brevidade, a organização do Centro Católico". Jornal "A Época", de 8 de novembro de 1920, com a entrevista feita a D. Manuel Vieira de Matos a propósito do congresso arquidiocesano de Braga. Jornal "Diário do Minho", de 5 de dezembro de 1920, a dar notícia do programa do "Congresso Católico, Festa ao B[eato] Nuno de Santa Maria".