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Filiação - Manuel José Pinheiro e Luísa Martins, na freguesia Naturalidade - Louro Morada - Data de nascimento - 1856-10-10 Emprego - Estado - Observações - Falecido
Filiação - Manuel Carvalho e Ana Pereira, na freguesia Naturalidade - Pedome Morada - Data de nascimento - 1865-01-04 Emprego - Estado - Observações - Falecido
Filiação - Manuel de Oliveira e Maria Bernardes, na freguesia Naturalidade - Vermoim Morada - Data de nascimento - 1864-03-02 Emprego - Estado - Observações - Falecido
Filiação - Manuel Joaquim da Silva e Bernardina Rosa de Sá Naturalidade - Calendário Data de nascimento - 1877-12-30 Profissão - Estado civil - Residência -
Filiação: Hermenegildo Manuel Rodrigues e Rosa Costa. Natural da freguesia de COUTO, Sao Pedro, concelho de ARCOS VALDEVEZ
Filiação: Francisco Manuel Vieira Mota e Carolina Sousa. Natural da freguesia de PRADO, Sao Miguel, concelho de VILA VERDE
Contra seu pai Manuel Alvares Gondim pelos bens que herdou de seu tio cónego António Velho Gondim.
BARROS, Manuel Félix Mâncio da Costa (Dr.) // Substituiu Caetano José de Abreu Cunha Araújo na administração do concelho de Melgaço.
Morada: Baralha - Chaviães Averbamentos: Transferida em 7 de Setembro de 1989 para Manuel Joaquim Alves. Matrícula antiga: MLG 21-34
Morada: Carvalheiras - Chaviães Averbamentos: Transferida em 28 de Novembro de 1994 para José Manuel Alves. Matrícula antiga: MLG 28-40
Correspondência individual de Manuel Dantas composto por: boletim de inscrição; contrato de trabalho; e declaração de alteração de regime contratual.
Registo de matricula de ciclomotor (Velocípede com motor). Nome: Manuel João Palácio de Oliveira Mineiro Matricula n.º: 1-CTC-00-43
Nesta série estão integradas: Pasta 1 – Contém as versões mais recentes, até ao momento encontradas, dos capítulos I e III da monografia da JNA/IAPO. Contém uma versão ainda elementar dos capítulos II e IV. Os capítulos I e III encontravam-se inicialmente na Pasta 2 (com os textos dactilografados por Catarina Fróis); identificadas as versões mais recentes, foram transferidas para a Pasta 1 em que são mencionadas na capa: “CAP. I e CAP. III foram para dactilografar”. Pasta 2 – Versões dos capítulos I e III da monografia, com correcções de Manuel de Lucena e acompanhadas por fotocópias de alguns apontamentos ainda manuscritos, enviadas a Catarina Fróis para que dactilografasse e fizesse as respectivas correcções. Pasta 3 – Versões mais antigas dos capítulos I e III, com fotocópias de alguns manuscritos de Manuel de Lucena. Pasta 4 – Partindo do texto base de 1978 (completo em ML, Cx. 30, Mç. 2) e de alguns acrescentos e correcções de Inês Mansinho, Manuel de Lucena começou a preparar a redacção de um historial mais aprofundado da JNA/IAPO. Esta pasta contém manuscritos e textos dactilografados com muitas correcções e rascunhos para os futuros capítulos da nova monografia.
FERNANDES, Manuel José. Filho de João Luís Fernandes e de Teresa Besteiro. Neto paterno de Manuel António Fernandes e de Maria Luísa Gonçalves; neto materno de José Besteiro e de Brites Fernandes. Nasceu em Alvaredo por volta de 1853. // Foi um dos homens fortes de João Pires Teixeira, natural da vila, Santa Maria da Porta. Em 1908 fazia parte de uma lista concorrente às eleições municipais. Era o 4.º da lista (José Cândido Gomes de Abreu, João Pires Teixeira, padre Manuel Bento Gomes, ele e João Eugénio da Costa Lucena). Após a queda da monarquia, “aderiu” à República. // Era lavrador/proprietário, pescador, político, etc. // No Correio de Melgaço, o correspondente informou: «consta-nos que foram há dias a Caminha, a fim de matricularem um novo barco, no posto desta freguesia, Manuel José Fernandes e Cândido Fernandes. Este barco tem por fim fazer concorrência a Domingos Vaz, de Penso, proprietário do barco velho e de quem o Cândido foi sócio.» // No Correio de Melgaço, vem anunciada a Comissão Municipal do PRE, de que ele fez parte (era nessa altura vereador da Câmara Municipal de Melgaço), juntamente com o Dr. Augusto César Ribeiro Lima (Conservador do Registo Predial), Duarte Augusto de Magalhães (Secretário da Câmara Municipal de Melgaço e proprietário do Jornal de Melgaço), Joaquim do Carmo Álvares de Barros (proposto do recebedor) e Dr. José Joaquim de Abreu (Conservador do Registo Civil e administrador do concelho). Fez parte da lista encabeçada por João Pires Teixeira, da Vila, para a Câmara Municipal de Melgaço, lista que saiu vencedora a 5/11/1916. // A 4/11/1917 concorreu às eleições administrativas – n.º 2 na lista de vereadores do Partido Republicano Português. Ganharam sem oposição. Nessa altura já estava viúvo. Casara com 46 anos de idade, no estado de solteiro, na igreja de Penso, a 7/9/1899 (ver, em Penso, Manuel Gonçalves, filho de Bruno Gonçalves e de Júlia Fernandes) com Maria do Patrocínio Gonçalves, natural de Penso, viúva de Jacob Camanho de Carvalho. Testemunhas presentes: Manuel Joaquim Martins, casado, professor oficial do ensino primário, natural de Alvaredo, e Bruno Gonçalves, casado, lavrador, natural de Penso. // A sua esposa faleceu no lugar do Maninho, Alvaredo, a 8/10/1906. // Naquele ano de 1917 viu-se envolvido em um processo como engajador. O administrador da altura, Joaquim de Sousa Alves, mais conhecido por “Quim”, seu adversário político, mandou-o prender. // Em 1919 era o n.º 4 da lista do PRP, encabeçada por João Pires Teixeira, para a Câmara Municipal. // Morreu em sua casa a 16/5/1929, no estado de viúvo, com setenta e seis anos de idade. Lê-se no Notícias de Melgaço: «Na sua casa de residência, em Alvaredo, faleceu na manhã de 16 do actual mês, o nosso amigo senhor Manuel José Fernandes, viúvo, e ali grande proprietário, de 75 (ou 77) anos de idade, o qual gozava de muito prestígio, não só na sua como em outras freguesias deste concelho, onde era muito querido e estimado pelos seus dotes do coração, bondade e amabilidade com que a todos acolhia. Foi vereador efetivo da nossa Câmara, sendo várias vezes reeleito, cargo que sempre exerceu com cuidado e dedicação, na defesa dos interesses do município. Grande benemérito, esmoler e obsequiador. Entre os seus atos de benemerência salienta-se a oferta feita à Câmara Municipal do prédio em que na sua freguesia funciona a escola do sexo masculino. Em satisfação do pedido no seu testamento foi modesto o seu enterro, e o seu cadáver seguiu da residência para o cemitério, acompanhado do seu pároco, da irmandade da SCMM, de que era irmão, de um pelotão de bombeiros voluntários, de que era sócio, e bem assim de numerosos amigos. A chave do caixão foi entregue ao Dr. Augusto Esteves e às borlas pegaram o tenente José Pires Louro de Oliveira, João Eugénio Lucena, António Luís Fernandes, José Ranhada, António Fernandes, e António Joaquim Esteves. Deixou vários legados, e do remanescente da sua herança instituiu seus universais herdeiros os seus sobrinhos Joaquim Besteiro e Maria Besteiro, filhos de sua irmã Maria, sendo nomeado testamenteiro seu sobrinho referido, Joaquim…» // Foi, como já se disse, vereador efetivo da Câmara Municipal de Melgaço «sendo várias vezes reeleito». // Era «grande benemérito, esmoler e obsequiador». A prová-lo estava a oferta que fizera à Câmara Municipal do prédio onde passou a funcionar a escola (sexo masculino) de Alvaredo.
GONÇALVES, Manuel António (Tojeira). Filho de António José Gonçalves, carpinteiro, de Paderne, e de Mariana Joaquina Baleixo, costureira, de Remoães, moradores no lugar da Granja. Neto paterno de Francisco José Gonçalves e de Maria Ludovina de Araújo; neto materno de Ana Joaquina Baleixo, solteira, da Vila. Nasceu a 6/2/1879 e foi batizado na igreja de Paderne no dia seguinte. Padrinhos: Manuel António Esteves e Maria de Sousa, solteiros, lavradores. //. Lavrador-proprietário. // Casou na igreja de Alvaredo a 21/1/1911 com Maria Rosa, de 39 anos de idade, natural de Tangil, Monção, moradora desde a idade de um ano no lugar do Coto, Alvaredo, Melgaço, filha de José Bento Domingues e de Maria Antónia Gonçalves (ou Rodrigues). Testemunhas: Maximiano Pires, casado, lavrador, e António Fernandes Costa, solteiro, lavrador, ambos do lugar do Pinheiro, Alvaredo. // Foi assassinado à paulada na freguesia de Paderne a 11/3/1916, sábado, por António José Vidal, natural de Paderne, e Francisco José Rodrigues, natural do Barral, São Paio, os quais foram presos na cadeia da Vila. Foi abatido à traição; segundo o correspondente em Paderne do Correio de Melgaço a vítima tinha dado umas bofetadas no Francisco Rodrigues (Talha Fraldas) por este lhe haver destruído uma cancela e parte de uma latada que tinha na sua propriedade “Cruz de Aldeia”; depois das bofetadas aparece António Vidal (Sainhas), companheiro do Francisco, e ambos resolvem fazer a espera ao Manuel António; logo que este surge, dão-lhe umas pauladas na cabeça, ficando sem fala, e pouco depois da meia-noite morre em sua casa, sita no lugar de Moinhos, para onde se arrastara; os assassinos eram ainda jovens – um tinha 16 a 17 anos de idade, e o outro 18 a 19; a arma do crime foi um pau de uma latada; depois de espancarem o “Tojeira” ambos se dirigiram para um baile que se realizou em Prado nessa noite; o crime fora cometido às vinte horas; ambos confessaram o acontecido na administração do concelho, logo que ali deram entrada, embora o Vidal de início o tenha negado. // «Mal de quem morre»; no dia seguinte, doze, domingo, houve baile numa casa de Crastos!. // Os réus iriam ser julgados em tribunal a 28/7/1916. // Nota: noutra parte diz-se que ele casou em 1913 com Mariana Rosalina Esteves, sua conterrânea (confirmar).
ESTEVES, Manuel António (Maceira). Filho de Bento Esteves e de Joaquina Rosa Alves, ela de Portelinha e ele de Várzea Travessa, onde moravam. N.p. de António Esteves e de Luísa Rodrigues; n.m. de Luís Alves e de Maria Domingues. Nasceu a 23/5/1876 e foi batizado a 25 desse mês. Padrinhos: António Gonçalves e sua mulher, Rosa Teresa Alves. // Casou com Isabel Domingues (Varandas), na igreja de Castro, a 28/9/1905. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 638: «éditos de 30 dias, 1.ª publicação: acção sumária que Manuel António Esteves e mulher, Isabel Domingues, proprietários, lavradores, dos Chãos, SMP, movem contra os réus José Augusto Fernandes (Borné) e mulher, da Vila de Melgaço, citando o réu, que teve o seu último domicílio na Vila de Melgaço, e ausente em parte incerta de França, para no prazo de 10 dias, findo que seja o dos éditos, contestar o pedido formulado pelos autores na mesma acção em que pedem a abstenção do desvio das águas da levada desta Vila para o prédio dos réus, água que pertence à vessada dos Chãos dos autores, que essa acção seja julgada procedente e provada, e os réus condenados a absterem-se do aproveitamento das águas em causa, e a reconhecer que elas pertencem aos autores, sob pena de não contestando dentro do dito prazo serem os réus definitivamente condenados no pedido da mesma acção. Melgaço, 12/6/1943. // O juiz de direito: Armando Barbosa.» // Faleceu na Quinta dos Chãos, SMP, a 16/11/1944, e a esposa finou-se na dita quinta a 19 de Fevereiro ou 19/12/1969, com 94 anos de idade. Essa quinta pertencera a José Cândido Gomes de Abreu e fora posta à venda em Maio de 1919 pela sua viúva; foi comprada por Manuel António à mãe do médico Esteves (Teresa Pedreira) por volta de 1921, pelo preço de cento e vinte contos de réis. Adquiriram posteriormente, por quatro contos de réis, o campo onde mais tarde foi construído o Centro de Saúde, que dividiram em hortas e as arrendavam. // Pai de Germano. // (NM 1716).
VELOSO, Manuel Joaquim. Filho de Francisco José Veloso e de Maria Rosa Alves, residentes em São Gregório. Nasceu em Cristóval em finais do século XVIII. // Casou na igreja de Paços a 10/11/1819 com Maria Joaquina Esteves, filha de Francisco José Esteves e de Ana Vaz, do Outeiro, Paços. // Moraram no lugar do Outeiro, freguesia de Paços. // Pai de José Joaquim Veloso, nascido em Paços a 6/5/1821 (ver); de Felicidade, nascida em Paços a 22/11/1823 (ver); de Francisco José Veloso, nascido em Paços a 18/12/1826 (ver); de António José, nascido em Paços a 10/10/1829 (ver); de Emília Veloso, nascida em Paços a 15/9/1832 (ver); e de José Veloso, que nasceu em Paços a 12/4/1835 e ali morreu a 28/9/1836 (ver). // Manuel Joaquim Veloso, de quem se fala a seguir, teve a patente de capitão de milícias no exército de D. Miguel. Lê-se em Melgaço, Sentinela do Alto Minho, de ACE, página 114: «Diz Manuel Joaquim Veloso, do julgado de Melgaço, preso nas cadeias da Relação do Porto, que para mos-trar aonde lhe convier precisa justificar neste juízo os Ítens abaixo deduzidos, com ci-tação do delegado ou subdelegado do Procurador Régio respetivo…» Continua: «E, deduzindo-os, justificará em como o justificante no ano de 1834, em que nesta provín-cia se estabeleceu o legítimo governo de Sua Majestade a rainha D. Maria II, apresen-tou-se às autoridades competentes, e alistou-se no serviço da mesma, sem que mais se subtraísse em obedecer-lhe. - Justificará em como no ato em que o justificante foi sentenciado pelos falsos crimes que depois do sobredito se lhe formaram; os jurados de sentença decidiram provados todos os quesitos contra o justificante, em conse-quência de ameaças de seus inimigos que se apresentaram no júri de sentença arma-dos de pistolas, punhais, e facas, para matarem os jurados se não julgassem como eles queriam, e matariam o justificante se não fosse a tropa que o defendia. – Justificará em como, pela mesma maneira, intimidaram e ameaçaram as testemunhas que o justifi-cante apresentou em sua defesa, não as deixando jurar, e ameaçando-as com a morte se jurassem a favor do justificante: o que tudo foi público e observado na audiência geral de sentença. – Justicará em como todos os factos criminosos arguidos ao justifi-cante são imputados como feitos antes de 27/5/1826, ainda que todos falsos e empro-cidades (dever ser improcedência = falta de lógica, incoerência). – Pede a Vossa Senhoria se sirva mandar que distribuída se lhe admita a justificar e deduzido com a citação reque-rida e justificado se lhe entregue a própria, ficando o treslado // E.R.M.»
A investigação sobre organismos de coordenação económica (OCE), em especial dos que estavam ligados ao sector primário, está associada a vários projectos em que Manuel de Lucena esteve envolvido, sendo difícil a identificação inequívoca da sua origem. Muita foi reutilizada, relida, (re)anotada ao longo do tempo. Esta subsecção compreende, assim, várias recolhas e documentos produzidos neste âmbito. A génese desta investigação foi um subproduto da investigação realizada para o relatório “A Extinção dos Grémios da Lavoura e Suas Federações" de 1978 no âmbito da Fundação de Ciências Políticas. Lucena elaborou um conjunto de breves monografias dedicadas aos cinco principais organismos de coordenação económica ligados ao sector agro-pecuário: Junta Nacional do Vinho (JNV), Junta Nacional das Frutas (JNF), Junta Nacional dos Produtos Pecuários (JNPP), Junta Nacional do Azeite (JNA)/ Instituto do Azeite e Produtos Oleaginosos (IAPO) e Junta Nacional dos Produtores de Trigo (JNPT)/ Instituto dos Cereais (IC). Foi também prevista a redacção de uma monografia sobre a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, mas nunca chegou a ser realizada. Estas monografias constituíram o 6.º volume do mencionado relatório. Em alguns apontamentos Manuel de Lucena refere que esses textos, originais e ainda provisórios, se encontravam num dossier preto, agora acondicionados em ML, Cx. 30, Mç. 2. Não há certeza de que os historiais que integraram o 6.º volume entregue ao Ministério da Agricultura e Pescas sejam exactamente iguais às versões agora recuperadas. Na recolha e tratamentos dos dados que serviram de base ao relatório acima referido, Manuel de Lucena contou com a colaboração de Rodrigo de Lucena, Maria Fernanda Marques e Francisco Sarsfield Cabral. A recolha e a redacção foram realizadas entre 1977 e 1978. Entre 1978 e 1979, publicou na revista “Análise Social”, um estudo de carácter geral ligado a estes esboços monográficos intitulado “Sobre a evolução dos organismos de coordenação económica ligados à lavoura” (no n.º 56, p. 817-862; n.º 57, p. 117-167; e n.º 58, p. 287-355). Nos inícios dos anos 80 e nos anos 90, Manuel de Lucena aprofundou a sua investigação com o objectivo de publicar as monografias corrigidas e aumentadas. Esta informação foi obtida a partir do testemunho de Dulce Freire, que colaborou neste projecto em 1992/1993, e informações que constam na documentação relacionada com o “Projecto da EPAC” que se encontra no arquivo. Entre 2000 e 2006, Catarina Fróis foi encarregada de dactilografar alguns dos seus textos sobre a JNA/IAPO e sobre a JNV. Por volta de 1978/1979, Manuel de Lucena, então investigador do Gabinete de Investigações Sociais, solicitou a colaboração de Inês Mansinho na fase de alargamento e remodelação a que estavam a ser sujeitas as monografias já existentes. Neste contexto, Inês Mansinho estabeleceu contactos com alguns OCE para colmatar lacunas na versão de 1978 (o que é visível nas subsubsecções abaixo descritas) e para desenvolver, nos aspectos institucionais, as transformações destes organismos no pós-25 de Abril, nem sempre suficientemente exploradas anteriormente. Inês Mansinho redigiu as “Notas” ao texto base e que reuniu os “Apuramentos” de informação quantitativa (económica ou relativa à evolução burocrático-financeira desses OCE) e de informação de outra natureza, tais como relatórios de grupos de trabalho, projectos de decretos-lei, etc. Preparou também um conjunto de dossiers, com a colaboração de Maria Margarida Nery Pereira, que entregou a Manuel de Lucena. • Este trabalho foi interrompido por volta de 1982 na data em que Manuel de Lucena tinha previsto que ficasse pronto. A falta de verbas para pagar aos colaboradores terá levado à quase suspensão dos trabalhos que seriam depois retomados quando foi estabelecido um contracto, em 1992, entre a Empresa para a Agro-alimentação e Cereais, S.A. (EPAC) e o Instituto de Ciências Sociais (ICS) para a realização de um projecto de investigação, financiado pela primeira para a elaboração das monografias da FNPT/IC/EPAC, da JNV, da JNF, da JNPP e da JNA/IAPO, encarando toda a história destes organismos desde as origens até à entrada de Portugal na CEE e consequente extinção, e a redacção de um ensaio geral interpretativo. O projecto passou então a designar-se “Projecto da EPAC”, cujo título completo era: “A coordenação económica do sector primário e actividades a jusante: da “Campanha do Trigo” à entrada de Portugal na CEE e à reforma da política agrícola comum”. O responsável científico e investigador principal foi Manuel de Lucena, coadjuvado por Luciano Amaral. Agregou outros colaboradores especializados e alguns tarefeiros. O termo do projecto estava previsto para Março de 1994, mas acabaria por se prolongar no tempo. Em 1998, o ICS e a EPAC terão acordado que as restantes monografias não seriam elaboradas, tendo sido preparado o referido ensaio teórico e uma parte significativa da monografia da FNPT/IC/EPAC. Em 1999 foi decretada a dissolução da EPAC e a Secretaria Geral do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas propôs ao ICS a finalização da monografia e a redacção do ensaio teórico até ao final de 2001. Em 2000, o ICS, através de Manuel de Lucena e de Luciano Amaral, colaborou, a título gracioso e aproveitando a investigação até aí desenvolvida, na elaboração de dois ensaios de história institucional referentes a vários organismos responsáveis pela política cerealífera em Portugal, que foram publicadas a título de introdução aos guias dos arquivos da EPAC, editados por aquela Secretaria (“Cereais em Portugal no Século XX. Instrumentos de pesquisa para a história dos organismos responsáveis pela política cerealífera em Portugal no século XX”, coord. de Manuel Seborro. 2 vols. Lisboa: MADRP, [d.l. 2001]). Uma versão abreviada de algumas destas monografias (FNPT, JNF, JNV e JNPP) chegou a ser publicada no “Dicionário de História de Portugal”, coordenado por António Barreto e por Maria Filomena Mónica, no vol. VIII, em 1999. Na versão do seu CV de Julho de 2005, Manuel de Lucena refere que o trabalho de aprofundamento e prolongamento das monografias destes OCE ligados ao sector primário estava ainda em curso. Não foram, no entanto, encontradas versões finais. • Assuntos: Corporativismo .
No âmbito do projeto de preparação do relatório “A Extinção dos Grémios da Lavoura e Suas Federações", Manuel de Lucena recebeu correspondência e guardou documentos importantes sobre a constituição e a gestão do projeto, vindos do Ministério da Agricultura e Pescas e dos seus colaboradores na investigação. Esta série contém: Cópia do projeto do relatório sobre a liquidação dos grémios da lavoura e respetivas federações apresentado por Manuel de Lucena, em representação da Fundação de Ciências Políticas, ao Ministro da Agricultura e Pescas, a 6 de abril de 1977; tem alguns apontamentos manuscritos em anexo. - Cópia do despacho conjunto dos Ministérios da Agricultura e Pescas, Comércio e Turismo e Trabalho, de 15 de abril de 1977, autorizando a consulta da documentação existente sobre o tema nos serviços e organismos dependentes destes Ministérios, nomeadamente a que se encontrava no arquivo da extinta Comissão Coordenadora para a extinção dos grémios da lavoura e suas federações. Em anexo, encontra-se uma fotocópia da publicação deste despacho em Diário do Governo, de 29 de abril de 1977. - Duas credenciais, passadas por António Barreto, Ministro da Agricultura e Pescas, a Manuel de Lucena, uma datada de 7 de setembro de 1977 e a outra sem data, autorizando-o a consultar todos os elementos disponíveis nos serviços ou organismos dependentes daquele Ministério acerca da questão da liquidação dos grémios da lavoura. - Ofício enviado pelo Gabinete do Ministro da Agricultura e Pescas à Fundação de Ciências Políticas, a 12 de dezembro de 1977, para remeter relatório apresentado pelo Grupo de Trabalho para a extinção (sem o anexo). - Ofício-circular enviado pelo Gabinete do Ministro da Agricultura e Pescas aos ex-grémios, a 27 de dezembro de 1977, solicitando o preenchimento do questionário. - Ofício enviado pelo Gabinete do Planeamento da Agricultura e Pescas à Fundação de Ciências Políticas, a 13 de fevereiro de 1978, declarando ter tomado conhecimento do despacho do Ministro de 12 de janeiro de 1978 sobre o relatório referente à liquidação dos grémios da lavoura e suas federações. - Ofício enviado pelo Gabinete do Ministro da Agricultura e Pescas à Fundação de Ciências Políticas, a 17 de fevereiro de 1978, remetendo documentos vindos da Cooperativa Agrícola de Mafra e do grémio da lavoura de Portel (sem os anexos). - Acordo estabelecido entre Manuel de Lucena, Maria Margarida Nery e Inês Mansinho, em outubro de 1977, sobre a colaboração de ambas no referido projeto. - Um mapa de Portugal, sem legenda, mas com lista de locais com cooperativas [agrícolas] na margem direita. - Correspondência para Carlos S. Costa vinda do Complexo Agroindustrial do Cachão, de 26-09-1977, e enviada por ele a Manuel de Lucena, a 24-05-1977. Esta documentação vinha acompanhada de um esboço do questionário a enviar aos grémios da lavoura, que não foi conservado junto a esta carta. - Correspondência de António Fragata dirigida a Manuel de Lucena, a fim de se estabelecer a estrutura do relatório e para dar conta do decurso da investigação, produzidas entre 04-02-1977 e 19-05-1978. - Carta de 2-9-1982, dirigida provavelmente a Manuel de Lucena e assinada por “Chico”, com um índice de preços no consumidor na região de Évora entre 1973 e 1977 e no Continente entre 1977 e maio de 1982. Sem relação aparente com a outra documentação desta pasta, deve ter sido acrescentada posteriormente, talvez aquando da preparação da publicação “Revolução e Instituições: a Extinção dos Grémios da Lavoura Alentejanos” (Lisboa, Publicações Europa-América, [1984]). (Cf. Subsecção B da Secção B)
Fichas dos sócios Vítor Manuel Pereira da Silva, Vítor Manuel Pires Sousa Vaz, Vítor Manuel Ramos Rodrigues, Vítor Manuel dos Santos, Vítor Manuel dos Santos Francisco, Vítor Manuel Senâncio Matoso, Vítor Manuel Silva de Freitas, Vítor Manuel da Silva Melo, Vítor Manuel da Silva Simões, Vítor Manuel da Silva Valente, Vítor Manuel Soares do Lago, Vítor Manuel Urbano Gonçalves, Vítor Manuel Ventura R. Santos, Vítor Marques Martins, Vítor Miguel Martins da Silva, Vítor Paulo Gomes, Vítor Ramalho Teodoro, Vitória Maria Major Rodrigues, Vitória Rosália A. Évora Encarnação, Vitorino Amaral Lopes Marques, Vitorino da Conceição Lebre Gonçalves, Vitorino José C. Calga, Vitorino Maria Leal Entradas, Vitorino Nunes Maduro, Vivilia das Dores Fortunato S. Rodrigues, Vladimiro Freire Romba e Vladimiro de Jesus Custódio.
1879 Manuel Joaquim Rodrigues Monteiro nasce em Braga, na Rua Nova de Santa Cruz, 164 (29 de setembro). 1890 Começa a frequentar o Colégio do Espírito Santo. 1897 Primeiros escritos na revista literária “O Gigante” (Braga) Conclusão do curso liceal (4 de outubro). 1898 Matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (12 de outubro) Em Coimbra começa a frequentar a casa de António Augusto Gonçalves, que se inicia no estudo do Românico. 1901/1903 Na companhia de Rocha Peixoto, faz visitas de estudo (etnográfico-arqueológicas) ao Gerês, Barroso, Castro Laboreiro, Lindoso, Soajo, Serra Amarela, Marão, o distrito de Bragança, etc. Inicia a colaboração na “Portugália” e em diversos jornais, nomeadamente na “Residência”, jornal republicano de Coimbra. 1904 “Congresso da Liga Sub-Ripal contra a Calvície”, em Coimbra (28 de abril). 1905 Conclui o curso de Direito (12 de julho). Destruição da cidadela de Braga Monta banca de advogado em Braga e é orador no 1º comício republicano aí realizado 1905/1910 Colabora nas revistas “Serões”, “Portugália”, “Ilustração Portuguesa”, “Arte”, “Ilustração Transmontana”, etc. em “Arte e a natureza em Portugal” e em diversos jornais. 1906 É eleito presidente da Comissão Municipal de Braga do Partido Republicano (dezembro). 1907/1908 Participa ativamente em diversos comícios republicanos. 1908 Publica “S. Pedro de Rates”. 1909 Morre Rocha Peixoto (3 de maio). 1910 Manuel Monteiro, após a proclamação da República, é nomeado Governador Civil de Braga (6 de outubro). 1911 Visitas oficiais a diversas localidades do distrito. Publica a obra “O Douro”. 1912 Organiza, em Braga, uma exposição de arte sacra (junho). 1913 Nomeado juiz do Supremo Tribunal Administrativo (maio). Exonerado do cargo de Governador Civil (24 de maio). Eleito deputado pelo circulo de Barcelos, concorrendo pelo Partido Democrático (16 de novembro). 1914 Nomeado Ministro da Justiça (9 de janeiro). Pede demissão do lugar de Ministro da Justiça (22 de junho). Eleito Presidente da Câmara dos Deputados (18 de dezembro) 1915 O Parlamento é encerrado pela força, mas reúne sob presidência de Manuel Monteiro no Palácio da Mitra (4 de março). Demitido do cargo de juiz do T.S. (30 de março). Nomeado Ministro do Fomento (16 de maio). Eleito deputado por Braga (13 de junho)Exonerado do lugar de Ministro do Fomento (18 de novembro). Eleito Presidente da Câmara dos Deputados (16 de dezembro). 1916 É colocado como juiz nos Tribunais Mistos do Egipto, em Mansourah (6 de outubro. Chega ao Egipto (dezembro). 1921 É transferido para o Tribunal de Alexandria. 1923 O seu nome é sugerido como candidato à Presidência da Republica. 1930 É eleito presidente do Tribunal Internacional de Alexandria. 1939 Polémica com A. Nogueira Gonçalves, sobre o românico de Coimbra. Publica “S. Frutuoso”. 1940 Por motivos da II Grande Guerra pede demissão do cargo de juiz dos Tribunais Mistos do Egipto e passa a viver em Braga (novembro). 1940/1952 Colabora em diversas revistas e jornais (“Revista de Guimarães”, “Boletim da Academia” N. de Belas Artes”, “Mínia”, “Museu”, “O Tripeiro”, “Bracara Augusta”, “Primeiro de Janeiro”, “Correio do Minho”, etc.), profere várias conferências e rege um curso de história da arte. 1943 Fundação do “Instituto Minhoto de Estudos Regionais”, de que é o 1º Presidente (10 de dezembro). 1944 Criação da “Liga de Defesa da Região de Braga”, de que é fundador (maio). 1945 Apoia o Movimento de Unidade Democrática (MUD), de Braga (outubro). 1946 Fundação do Rotary Club de Braga de que é o 1º Presidente (3 de outubro). 1948 Subscreve o processo de candidatura de Norton de Matos à Presidência da República. 1949 Polémica com João de Moura Coutinho e Jerónimo Louro sobre a capela de S. Frutuoso (agosto/setembro). 1952 Manuel Monteiro falece, cerca das 22h, na sua residência na Rua Nova de Santa Cruz (18 de janeiro). Fonte: Henrique Barreto Nunes, Biblioteca Pública de Braga - Universidade do Minho.
BESTEIRO, Manuel José. Filho de Matias Besteiro e de Guiomar Lourenço, lavradores, residentes em Alvaredo. // Nasceu em Alvaredo a --/--/18--. // Lavrador. // N.p. de Ventura Gomes; n.m. de António Lourenço e de Maria Luísa Esteves. Foi batizado na dita freguesia. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de Paderne a 19/8/1861 com Maria Joana de Castro, de 32 anos de idade, solteira, filha de António Luís de Castro e de Maria Joaquina de Sousa, lavradores; neta paterna de João Francisco de Castro e de Ana Codeço, lavradores, do lugar do Paço, e neta materna de Raimundo José de Sousa e de Joana Barbosa Lobo, do lugar de Paules. Testemunhas: FASV e JMG, ambos casados, da Portela. // A sua esposa faleceu no lugar da Carrasqueira, freguesia de Alvaredo, a 24/12/1904, com 73 anos de idade. // Com geração (ver, em Paderne).
LOBATO, Manuel José. Filho de António José de Sousa Lobato e de Vitória Fernandes, lavradores. Nasceu em Alvaredo por volta de 1840. // Tinha 28 anos de idade, era solteiro, morava na Granja, quando casou na igreja de Paderne a 19/2/1868 com a sua parente no 3.º e 4.º grau, Maria das Dores, de 24 anos de idade, solteira, padernense, residente no lugar de Barbeito, filha de António Domingues Caldas e de Maria Luísa Esteves. Testemunhas: Albino de Sousa Lobato, solteiro, primo do noivo, e António de Sousa Lobato, também solteiro, irmão do noivo. // Enviuvou a --/--/18--. // A 25/10/1875, na igreja de Prado, foi padrinho de Júlio Augusto [Rodrigues]. // Faleceu na Granja, Alvaredo, com 40 anos de idade, a 2/6/1880. // Deixou um filho.
AFONSO, João Manuel. Filho de António Afonso e de Maria Rosa Domingues, ele de Cainheiras e ela de Vido, onde residiam. N.p. de Joaquim Afonso e de Maria Gonçalves; n.m. de Sebastião Domingues e de Maria Fernandes. Nasceu a 18/12/1886 e foi batizado no dia 19 desse mês e ano. Padrinhos: João Alves, solteiro, de Várzea Travessa, e Maria Domingues, solteira, do Vido, tia materna (e, por procuração do padrinho, o padre Francisco António Gonçalves). // Casou na CRCM a 10/10/1917 com Carolina, de 25 anos de idade, filha de Domingos Rodrigues e de Maria Luísa Domingues. // A sua esposa faleceu enterrada na neve a 17/12/1917. // Casou em segundas núpcias com Maria Rosa, de 26 anos de idade, filha de José Valério Afonso e de Isabel Esteves, na CRCM, a 27/9/1920. // Faleceu a 7/5/1947.
DOMINGUES, Manuel Vicente. Filho de António Joaquim Domingues e de Rosa Domingues, ele de Corveira e ela do Ribeiro de Cima, onde moravam. N.p. de António Joaquim Domingues e de Maria Luísa Afonso; n.m. de Francisco Domingues e de Isabel Maria Domingues. Nasceu a 22/1/1864 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Madrinha: Maria Rocha, solteira. // Em Julho de 1913 regressava do Brasil na companhia de Delfim Alves, do Ribeiro de Baixo. // Em 1920 foi citado pelo cartório do escrivão Brito, mais a esposa, por morte de sua mãe; além dele eram também citados seus irmãos José Maria Domingues e Albino Domingues, casados, e Serafim Domingues, solteiro, ausentes em parte incerta (Jornal de Melgaço n.º 1295, de 4/7/1920).
Filho de Joaquim José Esteves e de Maria Rita de Sousa, moradores no lugar das Lages. N.p. de Manuel António Esteves e de Maria Rosa Alves; n.m. de Jerónimo José de Sousa e de Maria Teresa Alves de Abreu. Nasceu em Chaviães a 20/9/1850 e foi batizado pelo padre JLBC no mesmo dia. Padrinhos: o padre batizante, Joaquim Luís Barbosa Coutinho, e Mariana Antónia de Sousa, solteira, tia do bebé. // Lavrador. // Casou na igreja da sua freguesia natal a 30/6/1881 com a sua parente no 3.º grau de consanguinidade, Maria Joaquina de Jesus Alves, de 31 anos de idade, solteira, natural da Vila, moradora no lugar do Senhor do Socorro, Chaviães, filha de Maria Gertrudes Alves, viúva, chavianense. Testemunhas: António Vitorino da Cunha e Maria da Glória da Cunha, solteiros, lavradores, chavianenses. // Morreu a 8/1/1900, em sua casa de morada, sita no lugar da Igreja, com todos os sacramentos, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja.
Filho de Caetana Joaquina Alves de Araújo Azevedo. Neto materno de Miguel Caetano Álvares e de Antónia Maria de Araújo Azevedo Gomes. Nasceu em Chaviães a 20/11/1835 e no batismo teve por padrinhos João Manuel Rodrigues e sua filha Francisca Luísa Codesso. // Foi criado em casa dos avós maternos. // Lavrador. // Casou na igreja matriz de SMP a 18/12/1860 com Helena Ana Ribeiro, filha de Jerónimo José Ribeiro e de Antónia Teresa Gomes Rodrigues, nascida no Louridal, Vila, a 10/11/1824, mais velha do que ele, portanto, onze anos. A noiva foi generosamente dotada por seu irmão, emigrante no Brasil, Carlos João. // Residiram no lugar da Oliveira, Vila. // Em 1874 era regedor substituto da freguesia da Vila. // Ambos faleceram em sua casa, sita no lugar do Outeiro, Chaviães: ela a 28/2/1894 e ele a 21/3/1905, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério local. // Parece que foi pai de treze filhos (ver na Vila).
Filho de Maria Caetana Crespim, solteira, natural de Crecente, bispado de Tui, Galiza, e de António Caetano de Barros, solteiro, lavrador, natural de Rouças, ela a morar, havia já vários anos, no lugar de Parada, Chaviães. N.p. de José Maria de Barros e de Ana Rosa Fernandes; n.m. de Bernardo Crespim e de Maria Manuela Peres. Nasceu em Chaviães a 20/4/1863 e foi batizado pelo padre JLBC a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Crespim, solteiro, oficial cesteiro, tio materno da criança, e Maria Joaquina Lourenço, solteira, da Portela de Chaviães. // Faleceu a 28/8/1864 e foi sepultado na igreja. // Nota: o padre JLBC informa-nos, no assento de óbito, de que os pais casaram, tendo legitimado a criança.
Filho de Joaquim Lourenço, natural de São Paio, e de Maria Joaquina Alves, natural de Chaviães, onde residiam. Nasceu em Chaviães por volta de 1835. // Lavrador. // Morou na Portela do Couto. // Casou com 29 anos de idade, na igreja da sua terra natal, a 25/8/1864, com Ana Maria, de 34 anos de idade, solteira, sua conterrânea, moradora no lugar de Orjães, filha de Manuel Gonçalves, de São Paio, e de Maria José Salgado, de Chaviães. Testemunhas: Francisco José Salgado, casado, e seu filho Miguel Carlos Salgado, solteiro, ambos alfaiates, moradores no lugar de Orjães, freguesia de Chaviães. // Enviuvou a 29/10/1887. // Morreu no mencionado lugar de Orjães a --/--/1915, com oitenta e um anos de idade. // Pai de Angelina Rosa.
Filho de João António Pinto e de Águeda da Conceição Gomes, residentes no lugar de Fonte. Neto paterno de Pedro José Pinto e de Francisca Rosa Soares, do lugar do Barraço; neto materno de Caetano Manuel Gomes e de Vicência Rosa, de Fonte. Nasceu em Chaviães a 6/8/1855 e foi batizado pelo padre JLBC dois dias depois. Padrinhos: Diogo Luís Esteves e Maria Marcelina, do lugar de Fonte. // Casou na igreja da sua terra, a 30/9/1885, com Florinda Rosa, de 21 anos de idade, moradora em Soengas, filha de José Joaquim Alves e de Maria Teresa de Jesus Gomes Vieira. Ele morava no Barraço. Testemunhas: João de Deus, guarda da fiscalização externa das Alfândegas, e sua mulher, Cândida de Jesus Pinto, chavianense. // Faleceu no lugar da Igreja a --/--/1914.
Filho de Angelina Maria de Sousa, solteira, lavradora, residente no lugar da Fonte. Neto materno de Inácio Luís de Sousa e de Maria Ludovina de Sousa. Nasceu em Chaviães a 15/9/1877 e foi batizado pelo padre BARP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Augusto Francisco Fernandes e Josefina de Jesus de Sousa, solteiros, filhos-família. // Lavrador. // Casou na igreja da sua freguesia natal a 8/10/1902 com Maria Joaquina Alves, de 25 anos de idade, solteira, camponesa, sua conterrânea e parente no 4.º grau de consanguinidade, filha de Vitorino José Alves e de Maria Florinda de Sousa, chavianenses. Testemunhas presentes: Manuel Alves, casado, do lugar da Tapada, e António José Alves, casada, do lugar de Parada, chavianenses. // Faleceu na sua terra de nascimento a 21/4/1957.
Filho de Maria José Ribeira, solteira, chavianense, camponesa, moradora no lugar de Soengas. Neto materno de Cândido Augusto da Ribeira e de Rosa Alves Ramos. Nasceu em Chaviães a 11/7/1911 e foi batizado na igreja a 20 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Afonso, solteiro, do lugar de Soengas, e Teresa de Jesus Alves, solteira, do lugar de Quintas. // Casou na igreja da sua freguesia de nascimento a 30/1/1941 com Brízida Augusta, sua conterrânea, filha de Manuel Maria Esteves e de Rosa Miquelina Marques, lavradores, do lugar do Escuredo. // A sua esposa faleceu na Vila, talvez no hospital, a 9/1/1973. // Ele morreu a 28/12/1974 e foi sepultado no cemitério de Chaviães, na mesma campa de sua defunta esposa (1906-1973).
Filho de Félix José Domingues e de Luísa Domingues. Neto paterno de Luís Caetano Domingues e de Maria José Rodrigues; neto materno de José Domingues e de Maria Luísa Gonçalves. Nasceu em Cousso a 29/8/1865 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: João Domingues “Santo”, solteiro, e Maria Luísa Domingues, viúva, de Aldeia, tios maternos da criança. // Casou com Albertina Amélia da Silva, natural de Viana do Castelo. // A 18/8/1908 morreu no lugar e freguesia de Cousso um filho do casal, Manuel, com apenas dezoito meses de idade, nascido na cidade de Viana do Castelo, tendo sido sepultado no adro da igreja de Cousso. // Faleceu em Santa Maria Maior, Viana, a 28/8/1941. Era oficial (*) reformado do exército. /// (*) Em 1908 tinha a patente de tenente.
Filho de João Pinto e de Rosa Vaz, moradores no lugar do Fojo de Virtelo. Nasceu por volta de 1830 e recebeu o batismo na igreja da Gave. // Foi, ainda criança, com os pais para o lugar do Fojo, Cousso. // Trabalhava na agricultura; durante cinco anos serviu, como criado, o reitor de Tangil. // Tinha 37 anos de idade e estava solteiro, quando casou na igreja de Cousso, a 4/11/1868, com Rosa, de 34 anos de idade, solteira, de Aldeia de Virtelo, filha de Manuel Luís Afonso e de Maria Rodrigues. Testemunhas: padre JLPCM, o diácono João Domingues, e seu pai, Inácio Domingues, lavrador, do lugar de Cerdeiras. // Faleceu a 1/5/1880, no lugar de Pousada, freguesia de Cousso, onde residia, com todos os sacramentos da igreja católica, com 50 anos de idade, no estado de casado com a dita Rosa Afonso, com testamento, sem filhos, e foi sepultado na igreja paroquial de Cousso.
ALMEIDA, Manuel José. Filho de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes Cerdeira. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1796. // Estava viúvo quando casou na igreja de Cristóval, a 4/4/1846, com Maria Joaquina, filha de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, do lugar do Ramo. Testemunhas: padre Simão António Meleiro, de São Paio, e José Marques, de São Gregório. // Faleceu no Coto a 10/12/1876, com oitenta anos de idade, no estado de casado, tendo recebido os últimos socorros espirituais, sem testamento, e foi sepultado na igreja de Cristóval. // A sua viúva finou-se no dito lugar a 20/2/1877, com 65 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja. // Deixaram sete filhos: Caetano, Luís, Ladislau, Maria da Pureza, Joaquina, Albina, e Miquelina.
Filho de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Rosa Alves, lavradores, coussenses. Nasceu em Cousso por volta de 1851. // Tinha quarenta e dois anos de idade, estava viúvo da sua conterrânea Claudina Marques, era lavrador, morava no lugar da Cela, quando casou na igreja do mosteiro de Paderne a 17/8/1893 com Maria Alves, de vinte e cinco anos de idade, solteira, doméstica, natural de Paderne, residente no lugar de Pomares, filha de António Alves, camponês, natural de Paderne, e de Ludovina Rosa Afonso, doméstica, natural da freguesia de São Paio, moradores no lugar de Pomares, freguesia de Paderne. Testemunhas: Domingos José Exposto, solteiro, alfaiate, morador no lugar da Igreja, e António Alves, solteiro, lavrador, residente no lugar de Pomares, ambos os lugares de Paderne. // Com geração de ambas as esposas.
CERQUEIRA, Manuel José. Filho de João Cerqueira e de Antónia Maria (ou Antónia Luísa), das Choças, Santo Estêvão de Aboim, Arcos de Valdevez. // Casou na igreja de Cristóval a 3/10/1836, com Teresa de Jesus, de São Gregório, filha de Inácio Luís Ribeiro e de Páscoa das Flores de Puga. Testemunhas: Jerónimo Domingues, do lugar de Carvão, e António Monteiro, de Doma. // Voltou a casar, no estado de viúvo, na igreja de Cristóval, a 12/6/1854, com Antónia, filha de Luís António Lemos Barros e de Maria Teresa Fernandes (já defuntos), do Outeiro, São Miguel de Lobios, partido judicial de Bande, bispado de Ourense. Testemunhas: José de Pinho, de São Gregório, e Francisco José Ribeiro, do lugar da Porta. // Faleceu em São Gregório no dia 28/8/1866, com 60 anos de idade, casado com a dita Antónia, sem testamento, sem filhos do primeiro matrimónio, e foi sepultado na igreja. // Antónia de Barros finou-se em São Gregório a 4/12/1899, casada com Pedro Mendes.
VIANA, Manuel José. Filho de João José de Sousa Viana e de Maria Joaquina da Ribeira, moradores no lugar de São Gregório. Nasceu em Cristóval por volta de 1826. // Casou na igreja de Cristóval a 25/2/1850, com Joaquina Josefa da Cunha Ferreira, filha de Domingos Francisco da Cunha Ferreira e de Rosa Maria Fernandes, da Valinha, Ceivães, concelho de Valadares. Testemunhas: Alexandre José de Araújo e sua filha, Maria Francisca, solteira. // Proprietários. // Faleceu na Rua Verde de São Gregório a 1/2/1881, com 65 anos de idade, no estado de casado com a dita Joaquina, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado na igreja no dia 3. // A sua viúva finou-se também na Rua Verde, a 22/3/1895, com 74 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja no dia 24. // Deixaram seis filhos: Bergita, Maria, Plácido, Antónia, José, e Joaquim.
ALVES, Manuel Joaquim. Filho de Ana Emília Alves, solteira, lavradora, de Ladronqueira. N.m. de Joaquim Alves e de Maria Fernandes, do mesmo lugar. Nasceu a 16/5/1875 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Pereira e sua mulher, Maria Pereira, da vila de Castro Laboreiro. // Lavrador. // Casou na igreja de Fiães a 16/10/1898 com a sua parente e conterrânea Miquelina Gregório, de 22 anos de idade, solteira, camponesa, filha de José Gregório e de Maria de Almeida, lavradores, fenalenses. Testemunhas presentes: Francisco de Jesus Alves, solteiro, rural, de Ladronqueira, e Vitorino José Gregório, casado, rural, do lugar de Vila do Conde. // Faleceu na Vila de Melgaço a 5/10/1954. // Pai de Porfírio, o qual – a 11/7/1927 – numa desordem ocorrida em Fiães, atingiu com um tiro António Reis, da Vila.
ALVES, Manuel José. Filho de Francisca Rita Alves, solteira, jornaleira, natural de Paderne, moradora no lugar da Barreira. Neto materno de Maria Josefa Alves, solteira. Nasceu em Paderne a 2/11/1872 e foi batizado na igreja a 5 desse mês e ano pelo padre Francisco António Soares Coutinho. Madrinha: Rosa Maria Dias, solteira, natural e moradora na freguesia de São Paio. // Irmão de Maria Joaquina. // Era solteiro, pedreiro de profissão, quando casou na igreja do mosteiro de Paderne a 14/2/1906 com Maria Emília Fernandes Pinto, de 26 anos de idade, solteira, doméstica, natural da freguesia de Parada de Pinhão, concelho de Sabrosa, moradora no lugar de Sante, Paderne de Melgaço, filha de José Fernandes Pinto e de Bernardina Exposta, rurais. // Faleceu na sua freguesia natal a 24/2/1949. // Com geração. // Nota: o seu assento de batismo foi feito a 16/12/1904.
DURÃES, António [Manuel]. Filho de Francisco José Durães e de Domingas Lourenço, lavradores. N.p. de Maria Rosa Durães, solteira, do Barral; n.m. de Francisco Lourenço e de Rosa Vieites, de São Paio. Nasceu em Paderne a 18/3/1853 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: António Ferreira e sua esposa, Marcelina Pires, de Queirão. // Era solteiro, camponês, morava no lugar do Barral, quando casou na igreja do mosteiro a 31/1/1900 com a sua conterrânea Teresa Vidal, de 32 anos de idade, solteira, doméstica, residente no mesmo lugar, filha de António Joaquim Vidal e de Joaquina Miquelina Ribeiro, rurais. Testemunhas: Carlos António Alves, viúvo, soqueiro, e Luís António Alves, solteiro, soqueiro, moradores no lugar do Barral, Paderne. // Faleceu a 29/10/1904, em sua casa de morada, sita no lugar do Barral, com todos os sacramentos, com 54 anos de idade, no estado de casado, sem testamento, com geração, e foi sepultado no adro da igreja paroquial.
DURÃES, Manuel António. Filho de Francisco Joaquim Durães e de Maria Joaquina Rodrigues. N.p. de José Maria Durães e de Maria Rosa Esteves, de Queirão; n.m. de António José Rodrigues e de Inácia Rosa, do lugar da Igreja. Nasceu a 16/2/1854 e foi batizado três dias depois. Padrinhos: os avós maternos. // Jornaleiro. // Casou na igreja de Alvaredo a 1/10/1888 com Maria Teresa, de 26 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Francisco Gonçalves e de Carlota da Lama, natural da freguesia de Alvaredo, onde residiu. // Faleceu numa casa do lugar do Maninho, Alvaredo, a 10/3/1916, com 66 anos de idade, e foi sepultado no cemitério de Alvaredo. // Pai de Avelino, de Rosa, casada; e de Deolinda, solteira, com dezassete anos de idade em 1916, residentes no sobredito lugar do Maninho.
GONÇALVES, Luís Manuel. Filho de Domingos António Gonçalves, lavrador, e de Maria Teresa Esteves, moradores em Moinhos. N.p. de Jacinto Gonçalves e de Antónia Leda, de Barcela, Tui; n.m. de João Luís Esteves e de Francisca Alves, da Cividade, Paderne. Batizado em Paderne. // Tinha 37 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja do Convento, a 12/6/1861, com Maria Angélica, de 26 anos de idade, solteira, batizada em Chaviães, filha de José Caetano de Magalhães e de Francisca Domingues, residentes no Cruzeiro de Chaviães; neta paterna de João Caetano de Magalhães e de Maria Bernarda Morfi, da Vila de Melgaço, e neta materna de Inácio Domingues e de Joana de Cardenas (?), de Paços. Testemunhas: FASV, casado, da Portela, e o irmão da noiva, José Maria de Magalhães, casado, natural de Chaviães.
LAMAS, António Manuel. Filho de Maria Rosa Lamas, jornaleira, moradora em Crastos. Neto materno de António Lamas e de Rosa Gonçalves. Nasceu a 28/9/1876 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Maurício Rodrigues, viúvo, e Josefa Rodrigues, casada, jornaleira, ambos de Crastos. // A sua mãe, alegando pobreza, requereu às autoridades municipais a inserção do filho no hospício, o que lhe foi concedido. A 31/5/1878 apresentou o bebé na Câmara, ficando registado no livro dos expostos sob o n.º 322. // A partir de 1 de Junho a mãe ficou a receber uma importância de cerca de 800 réis mensais, para poder criá-lo com alguma dignidade. // A 30/6/1879 «foi lançado fora do hospício porque a mãe apareceu grávida, continuando a viver vida debochada…». // Estava a cumprir o serviço militar quando morreu na Rua da Misericórdia, Vila de Melgaço, a 8/10/1899, com todos os sacramentos da igreja católica, solteiro, sem testamento, e foi sepultado no cemitério público.
PEREIRA, Manuel Policarpo. Filho de António Luís Pereira, natural da freguesia de Magalhães, Ponte da Barca, e de Francisca de Araújo, natural de Cristóval, Melgaço, moradores no lugar de Moinhos, Paderne. Neto paterno de André Bento Pereira e de Maria Teresa de Oliveira, da freguesia de Paço Vedro de Magalhães, Ponte da Barca; neto materno de Alexandre José de Araújo e de Joana de Sousa Viana, de São Gregório, Cristóval. Nasceu em Paderne a 7/5/1853 e foi batizado a 9 desse mês e ano. Padrinhos: os seus tios maternos: padre Policarpo José de Araújo e sua irmã, Carlota Maria. // Morreu na freguesia de Paderne a 1/12/1907, domingo, em sua casa de morada, sita no lugar dos Moinhos (já havia alguns anos que estava inválido), sem sacramentos, no estado de solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no adro da igreja paroquial. // Era irmão de António Evangelista, de Francisco José, e de Joaquim José, abastados proprietários em Paderne.
DOMINGUES, Manuel Luís. Filho de Domingos José Domingues e de Maria Benta Pires, camponeses, moradores em Felgueiras. N.p. de Agostinho Domingues e de Ana Maria Fernandes, de Sainde, Paderne; n.m. de Francisco Pires e de Maria Gonçalves, de Cela, Tui. Nasceu em Penso por volta de 1808. // Lavrador. // Casou na igreja de Penso a 22/12/1849, com Maria do Carmo, de São Sebastião de Cabeiras, bispado de Tui, filha de José Pereira e de Maria Antónia de Barros, da dita freguesia galega. Testemunhas: Francisco António Esteves Cordeiro, casado, de Casal Maninho, José João Esteves Pires, casado, de Laranjeira, e Paulo Fernandes, solteiro, de Barro Grande. // Faleceu em Felgueiras, onde morava, a 23/1/1881, com cerca de 73 anos de idade, sem o uso das faculdades mentais, viúvo de Maria do Carmo Pereira, e foi sepultado na igreja. // Deixou um filho.
FERNANDES, Luís Manuel. Filho de João António Fernandes e de Ana Maria Pires, moradores no lugar da Carreira. N.p. de João Fernandes e de Ana de Marcos, de Rabosa; n.m. de António Pires e de Mariana Esteves, de Paradela. Nasceu no lugar da Carreira, Penso, por volta de 1815. // Lavrador. // Casou na igreja da sua terra a 7/5/1851 com Joaquina Rosa Rodrigues, nascida no mesmo lugar, filha de Matias Rodrigues e de Mariana Pires, moradores no dito lugar da Carreira, neta paterna de João Rodrigues e de Maria Monteiro, de Golães, Paderne, e neta materna de Francisco Pires e de Teresa Rodrigues, da Carreira, Penso. Testemunhas: padre Francisco António Fernandes, António José Rodrigues, solteiro, da Carreira, e Francisco António Fernandes, casado, de Felgueiras. // Morreu no lugar de Rabosa a 31/12/1897, com todos os sacramentos da igreja católica, com 82 anos de idade, no estado de viúvo de Joaquina Rosa Rodrigues, com testamento, com filhos, e foi sepultado na igreja.
SANCHES, Manuel José. Filho de João Sanches e de Maria Josefa da Rocha. N.p. de Pedro Sanches e de Josefa Trancoso; n.m. de João António da Rocha e de Gabriela Trancoso, galegos. Nasceu na freguesia de Santa Eugénia de Setados, bispado de Tui, a 21/3/1829. // Foi criado de servir em Penso desde rapaz e mais tarde lavrador. // Tinha 33 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de Penso a 19/9/1862 com Maria José, jornaleira, nascida a 22/8/1838, filha de Joaquina Rodrigues, solteira, natural de Penso, e neta materna de Francisco Rodrigues e de Francisca Pires. Testemunhas: António José Rodrigues de Azevedo, casado, e José Joaquim Vaz, casado, lavradores, de Barro Grande. // Morreu a 11/9/1901, no lugar das Cortinhas, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de casado, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no cemitério local.
SANTOS, Manuel Caetano. Filho de Jacinta Ares, moradora no lugar de Pomar, Penso. Neto materno de Domingos Ares e de Josefa Domingues, da freguesia de São Paio de Fioledo, bispado de Tui. Nasceu em sítio incerto por volta de 1796. // Lavrador. // Morava no lugar de Felgueiras quando casou na igreja de Penso a 19/1/1853 com Maria Joaquina, do lugar da Carreira, filha de Domingos José Fernandes e de Francisca Codesseira, desse lugar, neta paterna de Maria Josefa da Lama, de Queirão, Paderne, e neta materna de Mateus Codesseira e de Ana Vilarinho, da Carreira, Penso. Testemunhas: padre Inocêncio José da Gaia Torres, padre Teotónio José da Gaia Torres, e Francisco António Fernandes, todos naturais de Penso. // Faleceu em sua casa da Carreira, Penso, a 21/11/1874, com 78 anos de idade, casado com Maria Joaquina Fernandes, e foi sepultado na igreja de Penso. // Deixou uma filha.
ROCHA, Manuel Caetano. Filho de Raimundo (!) José da Rocha e de Maria Vaz. Nasceu na freguesia de Penso por volta de 1823. // Tinha 66 anos de idade, era viúvo de Joana de Lucena, artista, morava no lugar de Paradela, quando casou em segundas núpcias, na igreja da sua freguesia natal, a 16/5/1889, com a conterrânea Maria Ludovina Fernandes, de quarenta e nove anos de idade, solteira, jornaleira, residente no lugar de Casal Maninho, filha de José Fernandes e de Rosa Maria Domingues, jornaleiros. Testemunhas presentes: José Esteves Cordeiro, casado, lavrador, morador na residência paroquial da freguesia, entre outros. // Morreu a 13/6/1898, no lugar de Casal Maninho, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de casado com a dita Maria Ludovina Fernandes, com 77 anos de idade, sem testamento, sem filhos desse matrimónio, e foi sepultado na igreja paroquial.
DOMINGUES, Manuel Augusto. Filho de José Augusto Domingues e de Rosa Alves, moradores no lugar da Corredoura, Prado. Nasceu em Prado a --/--/1916. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 230, de 22/4/1934: «No dia catorze, pelas vinte horas, desapareceu da casa de sua família, no lugar da Corredoura, Prado, o menor de 18 anos de idade, filho do antigo negociante, senhor José Augusto Domingues (Cabanal), actualmente residente no Brasil. Ignoram-se os motivos que deram origem ao desaparecimento desse rapaz que, apesar de ser instantemente procurado, não tem sido possível encontrá-lo. A família Cabanal, como é de calcular, está na maior desolação.» // Morreu no Brasil a --/--/1938, com apenas 22 anos de idade; faltavam-lhe apenas dois dias para completar um ano de permanência nesse país.
CUNHA, José Manuel. Filho de Veríssimo José da Cunha e de Maria Joaquina Soares Vidas, lavradores, de Ceivães. Nasceu nessa freguesia de Monção por volta de 1843. // Tinha 21 anos de idade, era solteiro, pedreiro, quando casou na igreja de Penso a 18/6/1864 com Cândida, de 19 anos de idade, solteira, costureira, nascida em Penso e moradora em Barro Grande, filha de António José Rodrigues de Azevedo e de Marcelina Rosa de Araújo. Testemunhas: padre CEC e padre Maximiano Custódio de Queiroz. // Faleceu no lugar de São Bartolomeu a 23/11/1912. // Pai de Engrácia, de Constância, de Domingos, e de Torcato, estes dois últimos negociantes no Brasil. // Nota: no jornal diz-se que ele morreu com 74 anos de idade.
FERNANDES, Manuel José. Filho de Caetano Maria Fernandes e de Maria Custódia Exposta (Salgado), jornaleiros, moradores no lugar de Ferreiros. Neto paterno de Pelágio António Fernandes e de Rosa Joaquina Rodrigues, do dito lugar, todos lavradores. Nasceu em Prado a 11/6/1869 e foi batizado na igreja paroquial a 16 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Aires José da Cunha e sua esposa, Maria da Conceição Esteves, rurais, do lugar do Cruzeiro, freguesia de Chaviães. // Morreu no lugar do Carvalhal a 11/10/1905, apenas com o sacramento da extrema-unção, por se encontrar demente, no estado de solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério local. // Devido à sua grave doença, dedicou-se à mendicidade.
COSTA, Bento Manuel (Carpinteiro). Filho de João José da Costa e de Maria Teresa Linhares. Nasceu em São Julião da Silva, Barcelos. Deve ter vindo para Melgaço ainda muito novo, pois a 28/9/1827 foi admitido na Confraria das Almas de Prado por 2$900 réis. // Casou em primeiras núpcias com Maria do Souto. // Foi lavrador e carpinteiro. // Até 1834 trabalhou na capital do país. Conta-nos ele: «sendo trabalhador estava em Lisboa e desta viera para Santarém com o religioso professo João Luís [de Sousa Palhares, natural de Prado] e ali o vira morrer e enterrar. // Em segundas núpcias matrimoniou-se com Maria Benedita Esteves, filha de António Esteves e de Maria Josefa Quintela, do lugar de Corçães, Rouças, sua criada, a qual fora lugar-tenente do “Tomaz das Quingostas”. // Morou em Trás-do-Coto. // Morreu no estado de viúvo, a 24/10/1878. // Com geração.
LOURENÇO, João Manuel. Filho de António Lourenço e de Maria Ventura Fernandes, do Coto, Prado, residentes na Quinta do Pombal, Remoães. N.p. de António Lourenço e de Maria Gomes; n.m. de Sebastião Fernandes e de Rosa do Val, todos de Prado. // Casou na igreja de Remoães, a 26/11/1812, com Escolástica Teresa, filha de Joaquim Marques e de Maria Antónia Alves, de Remoães; neta paterna de Francisco Marques e de (Ceziana?) Alves, de Remoães, e neta materna de João Alves e de Antónia, do (Corcho?), Arbo, Galiza. Testemunhas: padre Francisco da Cunha e sua irmã, Maria, de Prado; António Lourenço e seu filho José. // Faleceu viúvo, a 6/7/1858, no lugar da Igreja, Remoães, com falta de juízo, e foi sepultado no dia seguinte na igreja, com ofício de corpo presente de assistência de oito sacerdotes.
RODRIGUES, Manuel Rei. Filho de Severo Rey e de Carma Rodrigues, jornaleiros, naturais da freguesia de Alveios, bispado de Tui, Galiza. Nasceu nessa freguesia galega por volta de 1869. // Tinha 23 anos de idade, era solteiro, jornaleiro, quando casou na igreja de São Paio de Melgaço a 26/1/1903 com Generosa Lopes, de vinte e oito anos de idade, solteira, serviçal, nascida na freguesia de São Martinho de Sagra, bispado de Ourense, residente em São Paio de Melgaço, filha de Firmino Lopes e de Rosalia Fernandes, jornaleiros. Testemunhas presentes: António José Rei Rodrigues, casado, jornaleiro, do lugar da Costa, e Albano Augusto Pereira, solteiro, estudante, do lugar do Cruzeiro. // Com geração (ver no apelido Rei).
ARAÚJO, João Manuel. Filho de António Xavier Torres Salgado e de Gaspara Joaquina Araújo Poderé. Nasceu no século XVIII. // // Foi também, em 1825, vereador da CMM e juiz pela ordenação. // Sucedeu no cargo de escrivão a seu pai, para cujo exercício o afiançou seu irmão, Dr. Miguel Caetano a 30/10/1833, mas depois tornou-se boticário, com estabelecimento em São Julião. // Morou na casa de suas tias, Vitória e Joaquina, intramuros da Vila. // Faleceu solteiro, em casa das ditas tias, a 8/11/1846. // Fizera testamento. // Deixou escrito que assumia a paternidade de um filho que tivera, o qual se encontrava no Rio de Janeiro, Brasil. // Deixava por sua alma três ofícios de vinte padres, e ainda cinquenta missas. // Foi sepultado na igreja da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço.
ARAÚJO, Francisco Manuel. Filho de João António de Abreu Cunha Araújo e de Maria Francisca Moreira da Cunha Rego, proprietários. Neto paterno de João António de Abreu Cunha Araújo, cavaleiro do Hábito de Cristo e capitão-mor de Melgaço, e de Maria Luísa dos Reis; neto materno de José António Moreira e de Ana Tomásia da Cunha Rego, de Monserrate, Viana do Castelo. Nasceu na Casa do Rio do Porto a 30/1/1830 e foi batizado a 10 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Caetano Maria de Abreu Mosqueira e sua esposa, Maria José da Cunha Rego, tios maternos do neófito, moradores intramuros. // Faleceu no estado de solteiro, a 1/9/1864, no lugar onde nascera, e foi sepultado na igreja do convento das Carvalhiças.
ALMEIDA, Manuel José. Filho de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes Cerdeira. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1796. // Estava viúvo quando casou na igreja de Cristóval, a 4/4/1846, com Maria Joaquina, filha de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, do lugar do Ramo. Testemunhas: padre Simão António Meleiro, de São Paio, e José Marques, de São Gregório. // Faleceu no lugar do Coto a 10/12/1876, com oitenta anos de idade, no estado de casado, tendo recebido os últimos socorros espirituais, sem testamento, e foi sepultado na igreja de Cristóval. // A sua viúva finou-se no dito lugar a 20/2/1877, com 65 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja. // Deixaram sete filhos: Caetano, Luís, Ladislau, Maria da Pureza, Joaquina, Albina, e Miquelina.
CUNHA, Manuel António (Dr.) Filho do Desembargador José Bernardo Gonçalves Ferreira Pinto da Cunha e de Maria Martins Ferreira, de Azias, Ponte da Barca. Nasceu nessa freguesia por volta de 1852. // Tinha 30 anos de idade, morava em Chaves, quando casou na igreja de SMP a 16/1/1882 com a sua sobrinha, Rita Clara, de 24 anos de idade, filha de António Teixeira da Cunha e de Teresa Rita de Jesus Ferreira Pinto da Cunha, moradores na Vila de Melgaço. Testemunhas: padre Elias de Jesus Marques, de Prado, e Caetano Celestino de Sousa, da Vila. // Foi cirurgião-mor do exército, com a patente de coronel, e cavaleiro da Ordem de Avis. // Enviuvou a 5/7/1901. // Em 1913 estava muito doente. // Faleceu na casa do convento das Carvalhiças, SMP, a 24/1/1914, pelas 20 horas; recebeu a chave do caixão o tenente da Guarda-Fiscal, Luís Barreto de Lara. // Deixou um filho, um irmão, e sobrinhos. // Gémeo de Albino Cândido.
CUNHA, José Manuel. Filho de José Gonçalves da Cunha, de Cortes, Mazedo, Monção, e de Antónia Maria [Gomes] de Abreu, da Barbosa, Melgaço, lavradores, residentes no dito lugar da Barbosa. N.p. de Josefa da Cunha, solteira, de Mazedo; n.m. de Bernardo Pereira e de Maria Gomes [de Abreu], de Melgaço. Nasceu em SMP a 2/11/1793 e foi batizado a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Bento Isidoro Gomes de Azevedo e sua esposa, Francisca Luísa Abreu Magalhães, e ao sacramento do batismo assistiu o padre Francisco José, por procuração. // Lavrador. // Casou com Maria Teresa de Sousa (ver Maria Teresa Pires), de quem ficou viúvo em 1855. // Em 1842 foi-lhe aplicada uma coima pelas autoridades municipais por ter desviado água da presa de Cavaleiros, pelo caminho público, a fim de regar as suas terras; fora acusado pelo padre António Bernardo de Araújo, pároco de São Paio. // Morreu na sua casa da Barbosa, SMP, a 3/10/1872, e foi sepultado na igreja matriz. // Com geração.
MIGUEIS, Manuel Francisco (Faruas). Filho de Francisco Miguel e de Maria Catarina. Nasceu em Ourique, Beja, por volta de 1877. // Veio para Melgaço como marinheiro (1.º grumete da 3.ª brigada do corpo de marinheiros). // Tinha 25 anos de idade quando casou na igreja de SMP, a 20/1/1902, com Laura da Cruz, de 22 anos de idade, solteira, camponesa, natural de Rouças, filha de Jerónimo José Trancoso, da Vila, e de Maria Rosa Esteves, de Rouças. Testemunhas: Teresa Joaquina Lopes, solteira, lavradora, e José Dias, proprietário, ambos de SMP. // Enviuvou a 10/12/1948. // Depois de viúvo, e já reformado, passou a residir com a nora, numa casa junto às muralhas do castelo, casa essa que alguns anos depois foi vendida; tinha uma horta ali perto, que cuidava com carinho. Era um homem de baixa estatura, magro, educado, sempre com um chapéu na cabeça. // Morreu no lugar de Várzea, freguesia de Paderne, na casa da sua nora, Sara, a 16/12/1959.
MIGUEIS, Manuel José. Filho de Adriano José Migueis e de Ana Maria Lourenço, caseiros na Pigarra. N.p. de Maria Migueis, solteira, de Petan, Tui; n.m. de Francisco António Lourenço e de Maria Rosa Alonso Gonçalves, caseiros na Pigarra. Nasceu na Vila a 17/8/1847 e foi batizado dois dias depois pelo padre João Evangelista. Padrinhos: padre Bernardino José de Caldas Magalhães, da Casa da Barqueira, Alvaredo, e Carlota Teresa Monteiro, criada de dentro na Casa do Morgado de Galvão. // Foi amanuense da Câmara Municipal de Melgaço. // Tinha 33 anos, era solteiro, quando casou na igreja de SMP, a 4/4/1880, com Maria de Jesus Lopes, de 19 anos, filha de Margarida Joaquina Ribeiro, solteira, ambas moradoras na Rua de Baixo, SMP. Testemunhas: o pai do nubente e Caetano Celestino Sousa. // Moraram na Rua Direita, Vila. // Faleceu na dita Rua de Baixo, a 19/5/1888 (*), casado. // Deixou filhos ainda menores. /// (*) Em outro lado, aparece a data de 9/4/1910 (confirmar). X
MOREIRA, Manuel Martins. // Nasceu em Famalicão. // Foi guarda-fios dos CTT em Melgaço. // Casou a 18/5/1950 com Aurora de Nazaré Lemos. Padrinhos da boda: Joaquim de Carvalho Tinoco, chefe dos CTT em Melgaço, e sua esposa. Residiu na Assadura. // Morreu a --/--/1931, com 69 anos de idade, aposentado, tendo sido sepultado no cemitério municipal da Vila de Melgaço. // Pai da Dr.ª Justina, casada com o Dr. Armando José Lourenço de Sousa, médico, residente em Pinhel; da Dr.ª Maria Filomena, professora do Ensino Secundário, casada com o Eng.º José Augusto da Cunha Gonçalves, residente em Aveiro; e da professora Edite Maria. // Avô de Daniela Moreira de Sousa, de Ana Moreira de Sousa, de Cláudia Moreira Gonçalves, e de João David Moreira Gonçalves.
RODRIGUES, João Manuel (Bernes). Filho de Maria Antónia Rodrigues, solteira, galega, moradora na Rua dos Bugios, Vila de Melgaço, e de (segundo ela disse ao padre) Jacob António Rodrigues, de Santa Cristina de Baleixo, Galiza. Neto materno de Pedro Rodrigues e de Ana Lourenço, dos arrabaldes de Crescente, Tui. Nasceu a 9/6/1758 e foi batizado na igreja de SMP pelo padre BLM dois dias depois. Padrinho: Custódio de Caldas, residente na Vila. // Nota: parece ser o mesmo senhor que exerceu a profissão de sapateiro, que morou com a esposa, Antónia Pires, na Vila de Melgaço, intramuros, abaixo do Pelourinho, o qual faleceu a 13/6/1828, sendo amortalhado com hábito de São Bernardo e sepultado na igreja matriz, com ofício de corpo presente de 20 padres, tudo pago pela Confraria das Almas, de que era irmão.
SANCHES, Manuel Joaquim. Filho de Josefa Rosa Sanches, solteira, da freguesia de Arnoia (ou Arbo), bispado de Ourense. // Encontrava-se há muitos anos como criado de servir na Vila de Melgaço, quando casou na igreja de SMP a 6/1/1850 com Maria Rosa, filha de Diogo António Sarandão e de Maria Rosa de Araújo, naturais de Badim, concelho de Valadares, e moradores no lugar da Sobreira, SMP. // Faleceu de repente, a 29/10/1879, em sua casa, sita nas Carvalhiças, com 60 anos de idade, casado em segundas núpcias com Lina Rosa Codesseira, de Rouças, mãe solteira de José Cândido, nascido na Vila a 19/4/1874, e foi sepultado no cemitério municipal. // Era lavrador. // Deixou um filho do 1.º casamento.
RODRIGUES, Manuel Joaquim (Manuelinho). Filho de Caetano José Rodrigues (Morte) e de Maria Rosa Gomes Domingues, lavradores, residentes no lugar da Corga, Vila. Neto paterno de José Romão Rodrigues e de Maria Gertrudes Palhares, de Prado; neto materno de José Domingues e de Maria Agostinha Gomes, solteiros, de Alveios, Tui. Nasceu na Vila a 10/10/1863 e foi batizado na igreja de SMP a 14 desse mês e ano. Padrinhos: padre João Evangelista de Sá Sotomaior, batizante, e a avó materna, que tocou na coroa da Senhora dos Remédios. // Casou na igreja de Prado a 21/5/1894 com Francisca Gonçalves, de 32 anos de idade, filha de Joaquim Gonçalves e de Josefa Domingues, natural de Cristóval. // Morreu em Bouços, Prado, a 5/9/1935, e foi sepultado no cemitério de Prado. // Deixou bens. // A sua viúva finou-se no lugar da Barronda a 20/12/1939, com 77 anos de idade. // Com geração (ver em Prado).
TEIXEIRA, António Manuel. Filho de Teresa Pires Teixeira, solteira, proprietária. Nasceu por volta de 1862. // Deve ter sido emigrante. // Proprietário. // Tinha 42 anos de idade, era solteiro, capitalista, quando casou na igreja de SMP a 14/7/1904, com Emerenciana Preciosa, de 25 anos de idade, solteira, proprietária, filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão. Testemunhas: Aníbal de Vasconcelos Mourão Passos, irmão da noiva, e Gaspar Eduardo de Almeida e esposa. // Faleceu a 4/2/1907, na sua casa da Rua da Calçada, sem sacramentos, sem testamento, com 50 (!) anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // A sua viúva finou-se a 7/12/1952. // Com geração.
Filho de António Joaquim Soares e de Maria Rosa Pires, residentes na Portela do Couto, Chaviães. Neto paterno de António Soares e de Rosa ------------; neto materno de Francisco Luís Pires, de Paçô, Rouças, e de Cristina Rosa. Nasceu em Chaviães a 28/1/1848 e foi batizado pelo padre AMR a 30 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Pereira e sua mulher, Maria Rosa (Meixeira?), do Outeiro, Chaviães. // Lavrador. // Casou na Vila a 12/2/1885 com Alexandrina Augusta, criada de servir, nascida em Prado em 1855, filha de Pulquéria de Jesus Fernandes Durães. Testemunhas: Manuel Joaquim Domingues, casado, negociante, e Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja de SMP. // Faleceu na Vila a 24/2/1921. // A sua viúva finou-se a --/--/1932. // Sem geração.
Filho de António Jacinto de Sousa, lavrador, e de Maria Joaquina Alves, moradores em Carvalheiras, Chaviães. N.p. de Escolástica Maria Alves; n.m. de João Alves e de Maria Benita Montes. Nasceu em Chaviães a 25/4/1862 e foi batizado pelo padre JLBC a 27 do mesmo mês e ano. Padrinhos: Caetano Alves, solteiro, morador em Viladraque, Paços, e Alexandrina Rosa Rodrigues, solteira, moradora na Portela do Couto, Chaviães. // Morava no Senhor do Socorro quando casou na igreja da sua terra natal, a 8/9/1886, com Maria Joaquina, de 25 (!) anos de idade, solteira, sua conterrânea, moradora no lugar do Casal, filha de João Manuel Marques e de Plácida Antónia Alves. Testemunhas presentes: Teresa Joaquina Alves, casada, e Francisco de Sousa, solteiro, lavradores, chavianenses.
LOURENÇO, João Manuel. Filho de Domingos Lourenço (*) e de Maria de Freitas, de Surribas. N.p. de João Lourenço e de Maria Esteves, do lugar de Requeijo, São Paio; n.m. de Miguel de Freitas e de Maria Durães, de Surribas, Rouças. // Casou na igreja de Rouças a 19/8/1801, com Josefa, filha de Domingos Domingues dos Santos e de Faviana Domingues, de Bilhões; neta paterna de Sebastião Domingues e de Maria Domingues, de Sobral de Cima; e neta materna de Francisco Domingues e de Domingas Fernandes, de Bilhões. Testemunhas: José Alves, do lugar da Igreja; José António Domingues, do lugar de Crasto; Agostinho José Lourenço e José Lourenço, de Surribas. /// (*) Faleceu antes do casamento do filho.
CUNHA, Manuel Joaquim. Filho do Dr. Bernardo da Cunha (*) e de Júlia Salgueiro. Nasceu em Valença a --/--/1890. // Foi chefe da Secretaria Municipal de Valença. // Em Novembro ou Dezembro de 1921 foi nomeado administrador do concelho de Melgaço, onde conheceu a sua futura esposa, Anésia, filha de Francisco António Esteves, viúvo, e de Teresa Pinto Rodrigues, solteira, e irmã do Dr. Augusto César, Dr. António Cândido, e de Armando. // Faleceu na Vila de Valença a 30/6/1950 mas foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // A sua viúva finou-se na Rua Nova de Melo, SMP, a 24/4/1972, com 79 anos de idade. // Irmão do Dr. Adolfo Mário, fundador do jornal “O Minhoto”. /// (*) O Dr. Bernardo faleceu na Casa das Raposeiras, Valença, em Abril de 1946.
VILAS, Manuel Augusto. Filho de Agostinho Vilas, natural de Ceivães, mestre pedreiro, e de Maria Tavares, natural de Bela, comerciante, ambos de Monção, residentes na Vila de Melgaço. Neto paterno de Maria Vilas; neto materno de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Esteves. Nasceu (talvez em Monção) a 20/1/1919. // A 23/7/1931 fez exame do 2.º grau, ficando aprovado. // Foi pedreiro distinto. Foi ele o mestre que construiu a casa de Hilário Alves Gonçalves, comerciante, na Rua Afonso Costa; deu-a por concluída (parte de pedreiro), em finais de 1947. // Casou «in articulo mortis» com Deolinda Alberta (ou Deolinda Augusta), com quem vivia maritalmente há muitos anos, filha de Carlos José Lourenço e de Teresa de Jesus Rodrigues, de Prado. // Morreu na Rua de Baixo, Vila, a 10/1/1955. // Deixou três filhos de tenra idade, e outros já mais crescidos.