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CASTRO, Manuel José. Filho de Caetano Francisco de Castro e de Maria Rosa Fernandes. Nasceu no lugar do Maninho, Alvaredo, por volta de 1880. // Emigrou para o Brasil, ainda novo, onde foi negociante na praça de Belém do Pará. // Casou em primeiras núpcias com Rosa Fernandes de Castro. Desta primeira união deve ter nascido um filho, Guilherme. // Realizou um segundo matrimónio, na igreja de Alvaredo, a 23/1/1911, com a professora do ensino primário, Marcelina Rosa de Araújo Azevedo, nascida em Chaviães a 8/10/1884, filha de Francisca Rosa de Araújo, residente no lugar do Maninho. Testemunhas: Joaquim Garcia, casado, lavrador, e Aurélio de Araújo Azevedo, negociante na Vila. Deste casamento houve um único filho: Aurélio Joaquim, nascido a 2/11/1911. // Faleceu em Alvaredo a 10/5/1927. // A sua viúva casou em segundas núpcias, em 1939, com um viúvo, Miguel dos Anjos Silva, cabo da Guarda-Fiscal. // No Notícias de Melgaço lê-se o anúncio: «Vende-se uma casa no Maninho pertencente aos herdeiros de Manuel José de Castro, com oito compartimentos, grande quintal, com água de poço e tanque. Vai automóvel à porta. Tratar com Miguel dos Anjos Silva, Penso.»
Filho de Maurício Esteves e de Ana Joaquina Fernandes, lavradores, residentes no Louridal, Chaviães. Nasceu nesse lugar por volta de 1826. // Foi agricultor e emigrante no Brasil, onde arranjou alguma fortuna. // Casou na igreja de Rouças a 23/6/1864 com Maria Rita Alves, nascida na Calçada, Vila, a 29/3/1828, solteira, camponesa, filha de Manuel António Alves e de Maria Joana Soares Gaioso. Testemunhas: padre José Bernardino Durães e padre António Joaquim Durães, ambos residentes no lugar da Igreja, Rouças. // Moraram muitos anos em Eiró, Rouças, pois a 15/5/1852 comprara ao padre Diogo Manuel, filho de Ângelo Alves de Abreu, do lugar da Nogueira, Chaviães, a Quinta de Eiró de Cima. // A 6/3/1864 também adquirira, por compra ao padre António Joaquim Feijó, a capela da Senhora da Graça. // Em 1874 era vogal substituto do Conselho Municipal. // Morreu na Rua Nova de Melo, Vila, onde ultimamente residia, a 31/7/1889, com sessenta e três anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal, ou cemitério público. // A sua viúva finou-se no Rio do Porto a 10/12/1902. // Com geração.
LOPES, Manuel José. Filho de ----------- Lopes e de --------------------------------. Nasceu em Paços a --/--/18--. // Casou com -----------------------------------------. // Em 1908 era considerado capitalista. // Também era proprietário. // Em Junho de 1912 foi ao Porto visitar o filho, Abílio Augusto, estudante naquela cidade; era na altura vereador da Câmara Municipal de Melgaço. // Em 1914 o correspondente do “Correio de Melgaço” informou os seus leitores de que este senhor andava com obras na sua pesqueira, mas sem licença, prejudicando os proprietários da pesqueira “Cavalo Velho”. // Em 1917 apresentou-se como candidato a vereador na lista do Partido Republicano; as eleições realizavam-se a 4 de Novembro. Foi eleito, mas após a subida ao poder de Sidónio Pais, em Dezembro de 1917, a Câmara Municipal foi dissolvida; em seu lugar foram nomeados pelo novo Governador Civil cinco melgacenses, os quais formaram a Comissão Administrativa, presidida pelo padre António Domingues, natural de Fiães. No entanto, alguém chamou a atenção do Governador para o facto de que o concelho de Melgaço tinha direito a sete; então ele nomeou mais dois, Manuel José Lopes e António Luís Fernandes, comerciante na Vila.
ESTEVES, Manuel Francisco. Filho de Jacob Esteves e de Maria Alves, lavradores, residentes em Trigueira. Neto paterno de Ana Maria Esteves; neto materno de Rosa Alves. Nasceu em Parada do Monte a 19/5/1863 e foi batizado na igreja católica nesse mesmo dia. Padrinhos: Francisco Alves, casado, camponês, morador no lugar de Carrascal, e Maria Alves, casada, lavradeira, moradora no mesmo lugar. // Aprendeu a profissão de pedreiro. // Estava viúvo de Ludovina Rosa, falecida na freguesia de Vale de Anta, concelho de Chaves, quando casou na igreja de Penso, Melgaço, a 4/5/1896, com Rosa Gomes, de 31 anos de idade, solteira, camponesa, natural de Penso, residente no lugar das Lages, onde ele passou também a residir, filha de Anacleto Gomes e de Damiana Pires. Testemunhas presentes: Evaristo Esteves e Caetano Alves, solteiros, naturais de Penso. // A sua esposa faleceu na referida freguesia ribeirinha a 19/12/1955. // Pai de Júlio Esteves (1897-1973), de Idalina Esteves (1900-1915), de António Esteves (nasceu em Penso a 8/7/1906), e de Manuel Esteves (nasceu em Penso a 3/2/1909).
GONÇALVES, Manuel Luís. Filho de (*) Luís Augusto Gonçalves, solteiro, e de Joana Rosa do Souto, solteira, moradora no lugar de Bouça Nova, Prado. Neto paterno de Bernardo Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa e Castro, de Remoães; neto materno de João Luís do Souto e de Josefa Maria, ou Maria Josefa, Rodrigues, do lugar do Buraco, Prado. Nasceu em Prado a 13/7/1857 e foi batizado na igreja paroquial a 16 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Luís Manuel Pinheiro, solteiro, negociante na Vila de Melgaço, e sua irmã, Ana Luísa Pinheiro, solteira, do lugar de Ferreiros, Prado. // Tocou a campainha das Almas de Prado em 1866. // Casou na igreja de Prado a 14/2/1889 com a sua conterrânea Albina Rosa Alves, de 27 anos de idade, solteira, filha de João Bento Alves e de Emília Rita Monteiro, todos lavradores. Testemunhas presentes: Aurélio Augusto Vaz, solteiro, proprietário, do lugar da Breia, e o padre António Soares Calheiros, do lugar da Corredoura. // Morreu no dia 15/9/1918. // A sua viúva finou-se a 4/9/1931. // Pai de Tito Arsénio e de Ursulina, os quais morreram sem geração, e de Jaime, emigrante no Brasil. /// (*) Foi legitimado pelo subsequente matrimónio dos pais, Luís Augusto Gonçalves, natural de Remoães, e Joana Rosa do Souto, natural de Prado; por isso, é neto paterno de Bernardo Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa e Castro, de Remoães.
CARDOSO, Manuel Francisco. Filho de António Batista Cardoso e de Margarida Joaquina Marques, camponeses, moradores no lugar de Cima de Vila, Remoães. Neto paterno de João Batista e de Isabel Maria, de Palmeira, Braga; neto materno de Joaquim Marques e de Maria Antónia Alves, de Remoães. Nasceu em Remoães a 13/2/1827 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: João António de Araújo, da Casa do Rio do Porto, vila de Melgaço, e Damiana Teresa, solteira, residente no lugar de Gondomar, Remoães. // Casou na igreja de Remoães, a 2/2/1865, com Damiana Teresa Esteves, de 30 anos de idade, do lugar de Paranhão, Penso, solteira, filha de Manuel José Esteves e de Clara Joaquina de Caldas, do mesmo lugar de Penso. Testemunhas: padre JACJ, cura de Paderne, e seu irmão, José Joaquim de Castro, solteiro, lavrador, da Casa e Quinta do Paço. // Morreu a 13/4/1909, em sua casa de morada, sita no lugar de Cima de Vila, repentinamente, sem quaisquer sacramentos da igreja católica, no estado de solteiro (?!!!), sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério da sua freguesia de nascimento.
ALVES, Manuel José (o Lamas). Filho de Manuel Alves e de Isabel Vaz, lavradores. Nasceu na freguesia de Lamas de Mouro por volta de 1800. // Camponês. // Faleceu a 8/4/1872, no lugar e freguesia de São Tomé de Cousso, concelho de Melgaço, onde morava desde o seu casamento, com todos os sacramentos da igreja católica, com 72 anos de idade, casado com Maria José Fernandes, sem testamento, com filhos, e foi sepultado na igreja de Cousso.
SOUSA, Luís Manuel dos Reis. Filho de Jerónimo José de Sousa e de Florinda Rosa Rodrigues, padernenses. // Tinha 22 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de Paderne, a 21/11/1868, com Eulália Leonor, de 22 anos de idade, solteira, de São Paio, filha de José Maria Soares e de Florinda Rosa, sampaienses. Testemunhas: João Manuel Gonçalves, casado, mordomo da igreja, e José Sistelo, casado, alfaiate, do Pinheiro.
TEIXEIRA (ou FERREIRA), Manuel Joaquim. Filho de Joaquim Teixeira (ou Ferreira) e de Maria Luísa de Queirós. Neto paterno de Manuel Teixeira (ou Ferreira) da Costa e de Maria Álvares, da freguesia de Ferreira, termo de Lousa, ou Sousa; neto materno de Bernardo José de Queirós e de Maria Pereira, do Nogueiral. Nasceu em São Paio a 19/11/1798 e foi batizado a 22 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos.
LOBATO, Manuel António (Padre). Filho de Bento Manuel de Sousa Lobato e de Maria José Esteves, lavradores, padernenses, a residir em Vilar. N.p. de António José de Sousa Lobato e de Ana Joaquina da Rocha, do Rego, Alvaredo; n.m. de João Manuel Esteves e de Ana Fernandes, do lugar da Granja. Nasceu em Paderne a 28/1/1841 e foi batizado na igreja do mosteiro no dia seguinte. Padrinhos: os tios paternos, padre António José de Sousa Lobato e sua irmã, Emília, do Rego, Alvaredo. // Foi pároco em Alvaredo, etc. // Em 1885 era encomendado da freguesia de Paderne; depois foi coadjutor. // Uns ladrões feriram-no gravemente em sua casa de Vilar, a 2/7/1892, de madrugada. Cinco rufias da pior espécie, entre os quais se encontrava António Fernandes (o Guerra, ou o Bera), de Casalmaninho, Penso, conhecido do sacerdote e da sua família. O móbil do crime era o roubo. Outro dos canalhas era galego, de Lugo. Havia um de Monção e outro de São João da Pesqueira. Morreu em consequência desse crime, na sua casa, a 22/7/1892, às seis horas da tarde. Não fizera testamento e foi sepultado dentro da igreja do mosteiro de Paderne. // Todos os assassinos foram duramente condenados, à exceção de um, o Romão Louzada, nascido na província de Pontevedra. No Jornal de Melgaço n.º 700, de 12/9/1907, pode ler-se: «Éditos de 60 dias – citando Ramão Louzada, solteiro, de Verim, Espanha, para dentro de 60 dias se apresentar neste juízo a fim de responder pelo crime que praticou, com outros, de tentar roubar na noite de 1 para 2/7/1892, os queixosos, padre Manuel António de Sousa Lobato, seu irmão António de Sousa Lobato, e cunhado, Luís Manuel Alves, de Vilar, Alvaredo, em sua própria casa, com escalamento, e aí ferir gravemente os queixosos, resultando desses ferimentos a morte do dito padre, pelo que se acha pronunciado, sem fiança, por despacho de 18/8/1892. A requerimento do Ministério Público e citado como residente em parte incerta, para comparecer dentro dos prazos dos éditos, sob pena de ser havido e julgado como revel sem mais formalidade alguma de processo, e de ser preso por qualquer pessoa do povo, e o será por qualquer oficial público, a fim de ser entregue à autoridade judicial mais próxima. Para os efeitos da lei de 18/2/1847 se passou o presente. Melgaço, 20/8/1907. S. Ribeiro (juiz); Miguel Augusto Ferreira (escrivão).» // Na altura do crime tinha o Louzada 24 ou 25 anos. «Era baixo, delgado, com a cara redonda…» e «… trazia sempre entre a cinta e o colete uma boa navalha de ponta e mola. // Parece que nunca foi castigado por este hediondo ato. // O julgamento dos criminosos tivera lugar no tribunal de Melgaço a 3/8/1893. O “Guerra” foi condenado a oito anos de prisão maior celular, seguido de doze anos de degredo (*). Alternativa: vinte anos de degredo. // Santiago, Alfredo, António Pinto, e João, foram condenados a oito anos de prisão maior celular, seguida de vinte anos de degredo. Alternativa: vinte e oito anos de degredo. A 7/11/1893 foi confirmada a sentença. // A 24/1/1894 partiram da cadeia do Porto para a Penitenciária de Lisboa. // O António Pinto faleceu a 21/12/1895. // O Santiago enlouqueceu e internaram-no em Rilhafoles a 28/2/1897. // Dos outros nada se sabe, mas devem ter ido para África, cumprir a pena de degredo, de onde certamente jamais voltaram. // Este monstruoso crime ficou conhecido por “Drama de Alvaredo” ou “Crime de Melgaço”. /// (*) O António Fernandes teve uma pena menor por ter colaborado com as autoridades.
PERES, Manuel José. Filho do general do exército José Domingues Peres, natural do Porto, e de Petronila Cândida (ver, em Chaviães, Petronila Pereira), natural de Chaviães, Melgaço (*), moradores na cidade de Aveiro. Nasceu na freguesia de Santo Ildefonso, Porto, no ano de 1897. // Depois do ensino secundário, ingressou na Universidade, a fim de tirar o curso de Farmácia, salvo erro. Desistiu do curso para ir combater em França, na I Grande Guerra (1914-1918). Nesse país festejou os seus 20 anos de idade! Inscrevera-se como voluntário em virtude de seu pai, nessa altura com a patente de coronel, ter sido mobilizado para a guerra; ofereceu-se para o acompanhar! Felizmente regressaram ambos em 1919, após a guerra ter terminado. // Nas forças armadas alcançou a patente de tenente de infantaria. // Tinha trinta e dois anos de idade, era alferes de Caçadores n.º 9, estava viúvo de Emília Rosa Pereira Peres, falecida a 4/7/1928, domiciliado na freguesia de Vera Cruz, Aveiro, quando casou na Vila de Melgaço, em regime de comunhão de bens, na casa de residência de Maria de Nazaré Esteves, mãe da noiva, sita no Largo da Baixa, a 27/2/1930, presidindo à cerimónia o Dr. José Joaquim de Abreu, oficial do Registo Civil, com Esmália de Nazaré, de vinte e nove anos de idade, solteira, proprietária, natural e domiciliada na vila de Melgaço, filha de Vitorino Augusto dos Santos Lima (já falecido em 1930) e de Maria de Nazaré Esteves, viúva, proprietária, melgacenses. // Casaram na igreja de Santa Maria da Porta a 30/4/1942 (confirmar). // Era um homem bastante abatido pela adversidade, pois o regime corporativista (chefias militares), expulsou-o do exército, por ele não estar certamente de acordo com o derrube da I República. // Trabalhou na Intendência, e até chegou a ser emigrante em França (confirmar). // Viveu de expedientes, tais como serviços de solicitador, etc. // O ano de 1937 traz-lhe algumas surpresas. A primeira tem a ver com o património da esposa. A Quinta de Eiró de Cima, que ela herdara dos pais, e onde vivia a sua mãe viúva, Maria de Nazaré Esteves, por ter o usufruto da mesma, teve de ir à praça para pagamento de uma dívida a Manuel José Vaz, casado, residente na Ferraria, Cristóval. A quinta tinha capela e mais do que uma casa de habitação. // A segunda surpresa é ainda mais surpreendente. Traz a seguinte notícia na 1.ª página: «Por ter sido reintegrado no exército português seguiu para Braga, onde foi colocado no Regimento de Caçadores n.º 9, o senhor tenente Manuel Joaquim (há engano; leia-se Manuel José) Domingues Peres, que durante alguns anos residiu nesta Vila com sua prezada família.» // Morou de facto com a esposa e filhos em Melgaço, primeiro no Rio do Porto, e mais tarde em uma casa do Terreiro, Praça da República, propriedade da esposa, salvo erro. // Na década de cinquenta e sessenta, já reformado, frequentava muito o Café, onde jogava damas com o cunhado, Horácio dos Santos Lima, grande especialista da modalidade. // Morreu na vila de Melgaço a 20/4/1964, realizando-se o seu funeral a 21 de Abril para o cemitério municipal. // A sua viúva finou-se a 17/12/1968. // Com geração. // Apesar de não ser melgacense, teve a estima de todos, pois era um homem educado e respeitador. /// (*) Petronila Cândida Pereira nasceu em Chaviães a 27/6/1860; no assento de óbito de seu filho, tenente Manuel José Domingues Peres, ela surge como sendo natural da Vila de Melgaço e com o apelido «Lima»: Petronila Cândida de Lima!
O poeta Álvaro Manuel Machado
Aborda o caso Manuel Anselmo.
Notário: João Machado da Silva
1º Outorgante: Manuel José Teixeira de Melo e esposa Maria Aida de Jesus Correia da Cunha
2º Outorgante: Luís da Cunha Teixeira de Melo, casado com Maria Gabriela Laires Rodrigues Marques Teixeira e Melo
3º Outorgante: Francisco Manuel da Cunha Teixeira de Melo, casado com Adília Maria Machado da Costa
4º Outorgante: Miguel Angêlo da Cunha Teixeira de Melo, Maria Mafalda Lopes de Almeida Teixeira e Melo
5º Outorgante: Aprígio Correia da Cunha Guimarães outorgando na qualidade de procurador de Manuel José da Cunha Teixeira e Melo
