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Textos relativos a Direitos Humanos (Gomes Canotilho - Reflexões; Pedro Hespanha - Direitos Humanos e Cidadania Social; Anália Torres - Aspectos sociológicos "Acção social e direitos humanos" (1993); Jornadas de Serviço Social - apontamentos sobre palestra de Joaquina Madeira e Francisco Teixeira da Mota; Direcção Regional de Segurança Social - Informatização global dos serviços (1991); Curso Superior de Informática e Gestão - Guia Informativo (1994-1995); J. Pimentel Freixo - Organização e simplificação do trabalho administrativo - sebentas de textos (vol. 2 e 3) do curso ministrado pelo Instituto Nacional de Investigação Industrial; Manual de Acolhimento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa; Tipologia da problemática social e familiar (1978) - Divisão de acolhimento; Delegações do Centro Regional de Segurança Social de Lisboa (1986); Plano de actividades e orçamento da Associação Fernão Mendes Pinto (2006); Relatório do sub-grupo de trabalho para regulamentação da divisão de gestão, apoio técnico e fiscalização dos Centros Regionais de Segurança Social (1978); Projecto de gestão dos estabelecimentos privados da Unidade de Acção Social (2003); Processos na UAS; Procedimentos de encerramento dos estabelecimentos de Apoio Social (2002); legislação.
Livro misto relativo à Enfermaria da Irmandade dos Clérigos do Porto, constituído por duas partes distintas. A primeira parte (fls. 2 a 4) é constituída pelo registo dos recibos de pagamento aos médicos e cirurgiões que assistiram os enfermos a cargo da Irmandade. Os recibos de pagamento, relativos às datas de 1792-08-16 a 1796-08-02, contêm a indicação do nome do Enfermeiro-Mor em funções; a quantia que este pagou ao médico / cirurgião; a proveniência do pagamento (ex.: receitas para os doentes, visitas aos enfermos); nome dos doentes tratados; data e assinatura do médico ou cirurgião. A segunda parte (fls. 4v. a 22) é constituída pelo registo da receita e despesa da Enfermaria, relativa às datas de 1803-07-28 a 1816-09-13. Os registos de receita e despesa encontram-se organizados por enfermo (ex.: «Despeza que diariamente vai fazendo o (…) Enfermeiro deste Hospital com o Nosso Irmão o Reverendo Doutor Francisco de Paula (…)» – fl. 4v) e contêm os seguintes dados: ano económico; data de entrada do doente ou deliberação da Mesa de o socorrer; nome do Enfermeiro-Mor e Secretário em funções; nome do doente; data e descrição das diversas receitas (ex.: quantia paga pelo Secretário para suportar as despesas da Enfermaria) e despesas (ex.: mantimentos, vestuário, alimentos, mobília, remédios, pagamentos de ordenados ao pessoal que auxiliava na Enfermaria, entre outros). Este livro contém dois termos de abertura (fls. 1 e 1v) e termo de encerramento (fl. 246v).
Documentação manuscrita autografa ou copiada de música sacra dos séculos XVII e XVIII. Grande parte desta documentação musical é de compositor anónimo. Apenas foram identificados três compositores: António da Silva Leite (1759-1833), David Perez (1711-1778) e Francisco da Cunha Telles de Menezes (sem datas conhecidas). O tipo de instrumentação/vozes é maioritariamente o mesmo, sendo sempre a 4 vozes - soprano, alto, tenor e baixo -, sendo sempre acompanhado pelo órgão (baixo contínuo). A igreja da Irmandade dos Clérigos não era uma igreja paroquial do Porto, sendo que se supõe que eram lá realizadas missas para as épocas mais importantes do calendário litúrgico, como o advento, natal, quaresma, páscoa, e festas em honra a santos e a Nossa Senhora. Neste conjunto documental é muito comum encontrar Responsórios das Matinas para o Dia de Natal, Responsórios para a semana santa, Paixões para o Domingo de Ramos e Sexta-feira Santa, Matinas para a Maternidade de Nossa Senhora, Responsórios das Matinas da Assunção de Nossa Senhora, Ladainhas, Vésperas da Festa de São Pedro e São Paulo, entre outras.
Entre as certidões de missas, encontram-se alguns documentos de natureza distinta, tal como recibos (ex.: dois recibos do Estabelecimento e Fábrica de Paramenteiro Júlio Rodrigues Machado, de 1890-02-24; um recibo da Oficina Carpinteiro Francisco José Aires, de 1890-06-17); um convite para participar na comissão executiva da grande subscrição nacional a favor da defesa do país (datado de 1890-08-10); cópia do assento de óbito de Luís de Castro Guimarães, da freguesia de Santa Justa de Lisboa (datado de 1881-06-28) e um requerimento de José Maria Coelho, para ocupar uma cadeira vaga no Coro da Irmandade dos Clérigos (datado de 1897-01-02). Este maço contém igualmente documentação relativa ao legado de José Barbosa de Albuquerque, que instituiu uma quantia anual a distribuir à freguesia de Santa Maria de Oliveira, concelho de Mesão Frio, da qual era Abade. Esta documentação é constituída por declarações do pároco da referida freguesia em como recebeu da parte da Irmandade dos Clérigos a quantia prevista, através do seu procurador na cidade do Porto. Estas declarações são relativas às seguintes datas: 1867-07-01, 1868-08-15, 1871-09-18, 1872-07-11, 1872-07-17, 1888-07-17, 1891- 07-15 e 1892-07-27.
Inclui cartas remetidas a José Frederico Laranjo por diversos cidadãos portugueses, nomeadamente: Luís Carlos [Simões Ferreira] (1); Alberto Pimentel (2); António da Costa (4); Francisco Marques de Sousa Viterbo (1); Gomes Coelho (1); Júlio de Vilhena (1); A. Figueiredo (1); António [Maria] de Campos Júnior (1); João Penha [de Oliveira Fortuna] (2); António José de Barros e Sá (1); Anselmo José Braamcamp (3); José Luciano de Castro [Pereira Corte- Real] (1); Emídio Navarro (2); Vicente Ferrer Neto Paiva (1); [Henrique] de Barros Gomes (1); José Tomás de Sousa Martins (1); Maria Amália Vaz de Carvalho (1); António dos Santos Viegas (2), Mariano de Carvalho (1); A. A. da Fonseca Pinto (1); Júlio de Castilho (1). Entre os vários assuntos tratados, destacam-se os seguintes: apreciações críticas das obras da autoria do destinatário; agradecimentos pelo envio de opúsculos, livros e outros escritos; pedidos de artigos; alusão às diversas áreas de interesse e de actividade de José Frederico Laranjo; informações sobre o jornal «O Distrito de Portalegre» e sobre a organização do [Partido Progressista Português]. Integra, ainda, uma missiva de Maria Amália Vaz de Carvalho dirigida [à esposa de Frederico Laranjo] com mensagem de apologia ao carácter e ao talento do seu marido. Integra, por fim, duas cartas dirigidas a remetente identificado como “Casanova”, uma do conde de Ficalho e outra de remetente ilegível com timbre da Secção de Zoologia do Museu de Lisboa.
As cartas são de apoio moral ao sacerdote e foram enviadas por Rita Guedes Pereira de Castro Alcoforado (s. d.), M. S. de A. (s. d.), D. António Mendes Belo (20-10-1910, s. d.), Ricardina Adelaide da Silva Buiça (s. d.), cónego José Bernardo M. Calado (s. d.), Alípio Ferreira de Carvalho (s. d.), José Joaquim Vieira de Castro (17-10-1910), José Ferreira da Cunha (06-11-1910), Julia Maria de Brito e Cunha (s. d.), M. H. Donohoe (s. d.), A. Salvador Ferreira (25-11-1910), Vicente Frutuoso da Fonseca (04-11-1910, 13-10-1910), Domingos Gonçalves (07-11-1910), Afonso (15-11-1910), Pe. José Vicente Lérias (09-11-1910), Virgílio Lima (s. d.), Roberto Moniz (12-11-1910), Cón. António Paulo Marques (s. d.), Abade João Mateus (21-11-1910), Pe. Bento Queirós (22-11-1910), Artur Mendonça da Rocha (s. d.), Maria Gonçalves do Seixo (19-10-1910), R. Xavier da Silva (s. d.), Violante Rosa da Silva (12-11-1910), Pe. António I. da Silveira (s. d.), Pe. José Gonçalves da Silveira (18-11-1910), Bartolomeu Pinto Soares (06-11-1910), Margarida Rita de Sousa (s. d.), Isabel Maria Godinho Tavares (s. d.), António Maria Malva do Vale (24-09-1919), Francisco Torres Violante (12-12-1910), José (12-11-1910).
Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Pedro Augusto de Carvalho para o Ministério da Fazenda acerca do processo de recurso extraordinário que para a Direção-Geral dos Próprios Nacionais interpuseram Maria Isabel Barreto e Maria da Conceição Chaves Dinis, com o marido desta, Francisco dos Santos Dinis, a propósito da contribuição de registo liquidada à primeira recorrente, como legatária de Alexandre José Chaves. O processo revela que o testador, falecido a 24 de maio de 1876, instituiu por herdeira a segunda recorrente, sua sobrinha, impondo-lhe a obrigação de, enquanto fosse viva, conservar na sua companhia a sua governanta, Maria Isabel Barreto, e se ela não quisesse viver com a sua sobrinha, esta teria de lhe daria 600 réis diários, casa para morar e mobília para a casa no valor de 150 mil réis, com hipoteca em todos os bens que lhe deixou. As recorrentes pedem que se anule o conhecimento da contribuição liquidada à legatária, visto ter repudiado o legado. e que sobre o valor deste se liquide adicionalmente à herdeira a contribuição que lhe competia. O ajudante do procurador-geral conclui que "o legatário que não aceita o legado não pode ser obrigado ao pagamento do imposto do registo", acrescendo o valor do legado à herança, de acordo com o artigo76.º do regulamento de 30 de junho de 1870.
Documentação de apoio ao I Encontro sobre Desenvolvimento Regional, realizado em Évora (1969-03-23-29) pela Junta Distrital de Évora: folheto Instruções Gerais e Regulamento; circular enviada ao Presidente Geral da Liga Agrária Masculina; comunicações apresentadas: António da Cruz Rodrigues - Problemas de Formação Profissional na Empresa; José Beja Neves, J. F. Faria Ferreira, Ernesto Wemans - O plano de rega do Alentejo e o desenvolvimento da região-plano sul; Carlos Uva Cansado - A olivicultura e o plano de rega do Alentejo; José Fernandes Ventura - Da escalada do ensino técnico; J. Carvalho Cardoso - Projetos de investigação aplicada em curso na Secretaria de Estado da Agricultura de interesse para o fomento agrário da Região-Plano Sul; Manuel Boavida - A formação profissional dos trabalhadores pecuários no desenvolvimento regional; A. J. da Silva Teixeira - Nota preliminar sobre drenagem de terras agrícolas. O caso particular do Alentejo; Zózimo Pimenta de Castro rego - Alguns problemas da hidrologia de Pequenas Bacias; Manuel Sieuve Afonso - Reflexos económico-sociais da lei dos melhoramentos agrícolas; Fernando Nascimento - A reabilitação profissional e o desenvolvimento; António de Sousa Pontes - A indústria química no Algarve ligada à alfarroba; Firmino Aresta - Vantagens de ordem cultural, social e pedagógica resultantes dos contactos de professores do ensino primário com as nossas províncias ultramarinas; Odete Direitinho - Contribuição para o estudo da promoção das jovens rurais na região plano sul; Francisco Luís Alves - Algumas considerações sobre problemas que se levantam sempre que, numa exploração, se passa do regime de sequeiro para o de regadio.
Descrição, datada de 04 de Setembro de 1724, feita pela abadessa do convento das Chagas de Cristo de Vila Viçosa, da estadia no convento, dos momentos da morte e das cerimónias fúnebres de D. Violante da Fonseca Coutinho, viúva de Gonçalo da Rocha de Castro, cavaleiro professo da ordem de Cristo, fidalgo da casa real e pagador geral do exército da província do Alentejo. O casal fora morador em Elvas, tendo Gonçalo da Rocha de Castro falecido a 10 de Dezembro de 1708. Após a viuvez D. Violante entrou no convento, a 28 de Maio de 1709, local onde faleceu a 16 de Abril de 1724. A defunta era irmã da ordem Terceira de São Francisco cuja carta de irmã, com data de 22 de Fevereiro de 1711, se anexa. Recebera o hábito da ordem em 1691 e professara em 1692. A abadessa inventaria os bens deixados por D. Violante de onde se destacam quarenta livros espirituais. O documento está assinado pelas sessenta freiras que no momento residiam no convento. Localidade de redacção: Vila Viçosa
Testamento de Maria Eanes, viúva de Afonso Martins Dade, moradora e vizinha de Évora. Principais disposições: Sepultura na igreja de Santiago de Évora, junto a seus filhos e ofícios divinos pela sua alma. O Cabido da Sé de Évora deverá acompanhar o seu corpo desde seu casa até à sepultura na igreja de Santiago. Pede diversos ofícios divinos aos bacharéis da Sé, aos conventos de São Francisco e São Domingos e a outras igrejas. Bens legados presentes no testamento: Deixa a Teresa Pires, criada de seu pai, um dos seus pelotes. Deixa a Vasco Martins, raçoeiro da igreja de São Pedro de Évora, vinte soldos. Deixa um cálice e uma vestimenta à igreja de Santiago de Évora. Deixa às suas sobrinhas, filhas de Gil Domingues narizes, cem libras para os seus casamentos. À sua criada Iria deixa uma capa, um almadraque, um cacedia, dois cabeçais, dois lençóis e uma manta para o seu casamento. A margarida deixa um cacedia e um cabeçal para quando casar. Institui uma capela na igreja de Santiago de Évora com os seguintes bens anexados: a herdade de Almançor e uma horta. Redactor: Diogo Vicente. Localidade de redacção: Évora
Pedido de autorização de venda realizado entre os clérigos da igreja de São Pedro de Évora e Rodrigo Eanes, cabreiro, e Lourenço Gonçalves, moradores na cidade, que apresentaram uma procuração feita por João de Lisboa, tabelião em Monsaraz a 12 de Fevereiro de 1487, pela qual Diogo Gonçalves e sua mulher Beatriz Gonçalves, moradores em Monsaraz, davam poder aos sobreditos sobre todos os bens que tinham em Évora e em outros lugares. Pelos procuradores foi dito que Diogo Gonçalves e sua mulher traziam aforada uma vinha da igreja, localizada no termo de Évora, no caminho de Estremoz, junto com a Lagardona – confronta com vinha da Fagunda; com vinha de Gonçalo Lourenço, cabreiro; com vinha de Afonso Anes baluga, todos foreiros à igreja; com azinhaga do Concelho; e com o dito caminho – por quarenta reais e uma galinha, pagos pelo Natal. Os foreiros pedem autorização à igreja para venderem o domínio útil do imóvel a João Vaz do Alamo, lavrador na herdade de Francisco (?) Fuseiro, morador no outeiro de Vila Nova da dita cidade, homem solteiro, por dois mil reais brancos. Os clérigos autorizaram a transacção, estabelecendo-se aforamento, pelo mesmo foro. Redactor: João Furtado, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de São Pedro
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Joaquina Rosa Cândida de Araújo Martins da Costa (1797-1862), filha de Joana Maria de Araújo Martins da Costa e de Jerónimo Ribeiro Bernardes, Senhores da Casa da Ribeira, casou com Francisco Joaquim de Gouveia Morais Sarmento (1791-1834), filho de José António de Gouveia de Morais Sarmento, Capitão de Ordenanças, e de Maria Teresa Barros, Senhora da Casa da Ponte. Tiveram descendência, em que se destaca o arqueólogo Francisco Martins Sarmento.