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Casado, 46 anos de idade. Natural de LISBOA-LISBOA, residente em RIO CALDO,Sao Joao Batista-TERRAS BOURO. Destino Chile (Republica do). Agricultor. Filho de pais incognitos. Exposto da Santa Casa da Misericordia de Lisboa. Leva sua esposa Clementina Rosa Rocha, de 45 anos, e seus filhos Maria Augustinha, de 18 anos, Maria Carmo, de 7, e Emilia, de 4.
Outorgantes: Joao Pinto Oliveira, solteiro, Lisboa; Alfredo Pinto Oliveira, solteiro, Lisboa; Francisco Pinto Oliveira e mulher Maria Emilia Tavares Oliveira, Lisboa; Maria Emilia; segundos outorgantes: Joaquim Jose Silva Araujo, casado, S. Joao Souto, Braga; Antonio Manuel Aires Oliveira, casado, Braga. Notário: Antonio Augusto Menici Silva
Pai: Henrique Silva Lisboa. Estado civil: casado. Profissão: proprietário. Mãe: Leopoldina Augusta Xavier Monteiro. Estado civil: casada. Profissão: costureira. Avô paterno: José Francisco Severino Lisboa. Avó paterna: Ana Teresa Costa Lisboa. Avô materno: António Alves Monteiro. Avó materna: Maria EnGrácia Xavier Monteiro. Padrinho: Vicente Costa Peneda, pintor. Madrinha: Maria Ajuda Gomes Melo Abreu Lima.
Outorgantes: Casimiro Francisco Ferreira Guimaraes e mulher Maria Amalia Coimbra Guimaraes, S. Joao Souto, Braga; segundos outorgantes: Benjamim Candido Vieira Lisboa e mulher Carina Rodrigues Vieira Lisboa, Ponte Lima; Joaquim Geraldo Alvares Vieira Lisboa, Arcozelo, Ponte Lima; Joao Castro Melo e mulher Ana Luisa Costa Pereira Coutinho Vilhena, Braga. Notário: Antonio Augusto Menici Silva
Agradece ter recebido O Janeiro e a Estrela do Minho. Informa que estão à venda os bustos de Camilo do escultor Rui Teixeira Bastos de gesso e bronze, sendo as encomendas feitas à Livraria Férin, em Lisboa. Informa que oferecerá um daguerreótipo de Camilo ao Museu quando abrir. Carta manuscrita e assinada, de Lisboa. Carimbo na 1ª f. "Cruz Magalhães. Campo Grande 168-169. Lisboa".
Documentação constituída por fotocópias de legislação relativas ao período da Primeira República e das questões desta com a Igreja Católica, anotadas por Francisco Lino Neto. Capilha nº 1: "Posições de António José de Almeida" (em especial sobre a questão religiosa): Diário da Câmara dos Deputados [DCD], de 05.03.1912: interpelação ao governo de António José de Almeida sobre a questão da amnistia; cópia da sessão de 11.12.1914, intervenção de António José de Almeida, deputado da oposição ao governo presidido por Afonso Costa; sessão de 22.12.1911: intervenção de Carneiro Franco a propósito do projeto de lei que elaborou tendente a modificar a parte adjetiva do Código do Registo Civil. Capilha nº 2: "Legislação Anticlerical - 1910": portaria do Ministério dos Negócios do Reino de 3 de outubro: dissolve a residência de Jesuítas na rua do Quelhas, Lisboa; decreto do Ministério da Justiça de 8 de outubro: restabelece as leis anti-jesuíticas e anti-congregacionistas de 1759 e 1834 e declara nulo o decreto de 18.04.1901; decreto do Ministério da Justiça de 18 de outubro: suprime o juramento religioso; portaria do Ministério da Justiça de 21 de outubro: suspende o bispo de Beja; decretos de 23 de outubro do Ministério do Interior: suprime o juramento académico e o juramento da Imaculada Conceição na Universidade de Coimbra; anula as matrículas do 1º ano da Faculdade de Teologia; torna facultativo o uso de capa e batina; decreto de 14 de novembro: suprime a cadeira de Direito Eclesiástico na Faculdade de Direito. Capilha nº 3: "Legação de Portugal no Vaticano. Discussão no Senado": Diário do Senado, sessões de 12 a 19 de junho de 1912: discussão em torno do tema da "supressão da legação de Roma". Capilha nº 4: "I Legistura-1911-1915. Discussão da Lei da Separação". Capilha nº 5: Primeira Legislatura [DCD] de 4 de setembro de 1911: apresentação do Governo de João Chagas. [DCD] de 16 de Dezembro de 1911: apresentação do governo de Augusto de Vasconcelos; "curtas referências às leis anticlericais"; cópias de outras sessões da Câmara dos Deputados e do Senado com referências à questão religiosa. Capilha nº 6: [DCD] de 3 de janeiro de 1912: interpelações de diversos deputados a propósito da manifestação ao patriarca de Lisboa feita por "reacionários", em 1 de janeiro. Capilha nº 7: II Legislatura-1915-1917 (documentos organizados em capilhas com timbre "Assembleia da República"). [DCD] de 02.12.1915: apresentação do Governo de Afonso Costa. Declaração de Castro Meireles (Centro Católico) e resposta do deputado Malva do Vale. [DCD] de 14.12.1915: resposta de Afonso Costa a uma interpelação de Castro Meireles. [DCD] de 12.08.1915: discussão da Lei da Separação (arrolamento dos bens); intervenção de Castro Meireles. [DCD] de 19.12.1916: elogio de D. António Aires de Gouveia, arcebispo de Calcedónia (falecido dias antes). [DCD] de 03.09.1915: intervenção de Vasco de Vasconcelos acerca dos "acontecimentos de Lamego". [DCD] de 18.04.1916: intervenções de Castro Meireles acerca da prisão do cónego Correia da Silva e da dissolução da Irmandade de Santa Cruz de Braga (a segunda página só apresenta metade da primeira coluna de texto). Informação sobre "Senado - 8 de agosto de 1915" em falta. [DCD] de 10.04.1917: Castro Meireles para congratula-se com a entrada dos Estados Unidos e de Cuba na guerra, manifestando a solidariedade da Igreja com os ideais dos Aliados e da participação na guerra. [DCD] de 13.07.1915: interpelação de Castro Meireles ao ministro da Justiça a respeito do desterro imposto a dois padres do concelho de Ovar pelo uso de hábitos talares. [DCD] de 04.08.1915: retoma do assunto anterior. [DCD] de 02.02.1917: Assistência Religiosa em Campanha: intervenção do padre Castro Meireles que envia para a Mesa um projeto de lei; resposta do ministro da Guerra referindo a autorização do Governo para "que fosse ministrada essa assistência a quem a pedisse". [DCD] de 17.05.1916: o governo promete a Simões Raposo a assistência religiosa em campanha. [DCD] de 24.01.1917: Casimiro de Sá critica o regulamento do decreto de assistência religiosa em campanha e resposta do ministro da Guerra. [DCD] de 21.08.1915: José Maria Gomes afirma que "os padres não são inimigos da República". [DCD] de 26.04.1917: projeto de lei de Castro Meireles sobre assistência religiosa em campanha. Capilha nº 8: "Assembleia Nacional Constituinte" - Diário da Assembleia Nacional Constituinte [DANC] de 19.06.1911: lista de presenças."Eduardo de Abreu. Críticas à Lei da Separação - projeto de alternativa. “O Problema Clerical". Assembleia Constituinte, 05.07.1911: Bernardino Machado e o conflito com os bispos. Dantas Baracho pede explicações. [DANC] de 06.07.1911: Eduardo de Abreu apresenta uma proposta referente à suspensão da sessão por morte da ex-rainha Maria Pia de Saboia. [DANC] de 10.07.1911: intervenção de Rodrigo Fontinha sobre o destino das casas pertencentes às extintas congregações religiosas. [DANC] de 17.07.1911: intervenção de França Borges a pedir que se tomem "especiais providências de defesa" contra os inimigos da República. [DANC] de 26.07.1911 - apêndice referente ao discurso de Casimiro de Sá sobre o ensino religioso rudimentar nas escolas primárias. [DANC] de 27.07.1911 sobre "A Legação do Vaticano". [DANC] de 3, 7 e 17 de agosto de 1911, com intervenção de Eduardo Abreu. [DANC] de 22 e 25 de agosto de 1911 com intervenção de João de Menezes. Diário do Senado de 08.07.1912: discussão da proposta de lei referente ao tribunal arbitral internacional para os processos sobre imóveis das extintas congregações. “Do Desafio à Debandada”, de Carlos Malheiro Dias, pp. 46-63. Capilha nº 9: “Debate sobre a Lei da Separação”: [DCD] de 16.01.1914: Brito Camacho propõe a discussão da Lei da Separação. [DCD] de 10.02.1914; início da discussão da Lei da Separação; [DCD] de 11.02.1914, 12.03.1914, 13.03.1914 com intervenções de Alexandre de Barros; [DCD] de 21.03.1914: intervenção de Alberto Xavier. [DCD] de 28.05.1914: 1ª intervenção de Casimiro de Sá, publicada na íntegra em anexo. [DCD] de 24.06.1914: Ribeira Brava pede agendamento de debate noturno. [DCD] de 29.06.1914: 2ª intervenção de Casimiro de Sá; debates finais e votações. Capilha nº 10: Diário do Governo de 20.04.1911: Carta dos bispos ao ministro da Justiça. Diário do Governo de 20.04.1911: decreto de destituição do bispo de Beja. Lista manuscrita de conteúdos dos Diários do Governo nº 91, de 20.04.1911 e nº 92 de 21.04.1911. Lista manuscrita dos conteúdos dos Diários do Governo nº 95 de 25 de abril, nº 104, de 5 de maio e nº 116, de 19.05.1911. Capilha nº 11: “O incidente do bispo de Bragança”: cópias de “O Anno Parlamentar” de 1905, da autoria de João Costa. Capilha nº 12 “A Igreja perseguida” 1910-1915 – “Supressão da Legação no Vaticano – 1912”: [DCD] de 22.05.1912: intervenção de Sá Pereira: proposta de extinção da legação vence; [DCD] apontamento intitulado “Legação em Roma”; [DCD] de 28.06.1912: alteração do Senado pretende repor a legação no Vaticano, mas a alteração é rejeitada. Capilha nº 13: “Eleições de 10.07.1921 - candidatos do Centro Católico”; conteúdo: apontamentos sobre o Centro Católico. Capilha nº 14: “Efemérides”: recortes de jornal de 1970, dando notícia de acontecimentos dos anos 1920-1930. Capilha nº 15: “História - Salazar”: capa da revista Stella; carta aberta da viúva Isabel Dominguez y Santamaria Falcão de Miranda, datada de 27.10.1968, faz homenagem a Salazar, pedindo orações pelas suas melhoras; capa da “Revista” do “Expresso” de 02.02.1991: imagem legendada: “Angola: a guerra dos 30 anos”; capa e páginas interiores de “O Jornal” de 27 de julho a 2 de agosto de 1990, sob o título “Salazar Secreto”; Capa de “O Jornal Ilustrado” de 4 a 10 de janeiro de 1991, com imagem de Salazar e da guerra colonial, legendada “1961… E tudo começou a mudar”; recortes de vários números da revista, subordinados ao tema “Memória”. Contém também recorte da “Revista” do “Expresso” de 19.01.1991; recorte do periódico “Tal e Qual” de 10.01.1992 acerca de Kaúlza de Arriaga; recortes da “Revista” do “Expresso” de 02.02.1991, com os artigos “Angola cansada de guerra” e ” Portugal e as guerras. Lá vamos cantando e rindo…”. Documentos soltos: apontamentos sobre António Lino Neto e a vida política; apontamento “Doença da Nela” com o seu percurso hospitalar; brochura “A Revolução e o Ultramar”, de 1966, da autoria de Vasco Lopes Alves; fotocópia do periódico “A Lanterna” de 09.07.1910, com assuntos de temática religiosa; fotocópia de excerto da obra “Afonso Costa” de A. H. de Oliveira Marques, sobre a ”A Igreja e a questão social”; fotocópias de obras não identificadas.
Nasce a 25 de dezembro de 1884 na Praça dos Restauradores n°33, Lisboa, filho de Maria Bela Pulido Valente e de Francisco Manuel Valente. Francisco Pulido Valente foi na sua época um notável médico e professor da Faculdade de Medicina de Lisboa. Defendeu tese em 1909 e dois anos depois, após concurso de provas públicas, foi nomeado médico efetivo dos Hospitais Civis. Foi assistente de Psiquiatria e especializou-se no estudo de doenças nervosas e Clínica Geral. Foi mobilizado para França (1917) onde dirigiu os serviços de doenças infecto-contagiosas, inicialmente no Hospital de Cherville e depois no Hospital Militar de Hendaia e no da Base n.º2. Regressando a Portugal, reassumia as funções anteriormente prestadas, ascendendo a professor catedrático e regendo a cadeira fundamental de Clínica Médica. Homem de grande cultura científica, competência excecional, visto como um renovador na Faculdade de Medicina. Representou Portugal em diversos congressos científicos e foi premiado por diversos trabalhos neles apresentados. Sempre viveu afastado da vida política militante, assumido republicano, destacou-se pela sua intransigência na famosa greve académica do tempo de João Franco. Em Junho de 1947, determinado em Conselho de Ministros, foi-lhe retirada a cátedra por ser considerado desafeto à política de Estado Novo dedicando-se então à clínica particular. Este grande clínico, um dos maiores do País, avesso a todas as formas de publicidade, é autor de vários e valiosos trabalhos de investigação. De entre eles assinale-se: Introdução ao Estudo da Histeria; A Etiologia e a Patologia da Paralisia Geral; Um caso de Atinomicose; Estudo Clínico e Experimental; Sobre Vinte e um Casos de Encefalite Letárgica. Faleceu em Lisboa, a 20 de junho de 1963. In: https://fpulidovalente.org/sobre-pulido-valente/
Moisés (ou Moses) Bensabat Amzalak foi um académico, economista e líder Comunidade Israelita de Lisboa. Judeu e alfacinha de gema, nasceu e morreu em Lisboa (4 de Outubro de 1892 - 6 de Junho 1978) foi professor universitário de economia, com obras sobre temas navais, e um estudioso da presença judaica na Península Ibérica, em particular em Portugal. Autor prolífero publicou mais de 300 títulos, publicou vários livros sobre matérias tão diversas como matéria comercial, história económica (portuguesa e brasileira), história do pensamento económico, economia, história judaico-portuguesa. Considerado um dos maiores economistas portugueses de sempre, cuja obra ainda está por descobrir, sendo premente a compilação de todos os seus textos, das suas obras completas, para ser conhecida pela comunidade científica e pelo grande público. As suas boas relações com o Regime do Estado Novo e a sua amizade e apoio a Salazar foram instrumentais na tolerância que Lisboa teve com o acolhimento dos refugiados judeus das perseguições nazis e a instalação em Portugal de ramificações das agências de apoio a esses mesmos refugiados. Entre muitas outras operações, merece destaque a operação extremamente valiosa, activamente humanitária e de repercussão política -, de negociações, acolhimento e recepção dos milhares de fugitivos da segunda guerra mundial em colaboração com o Professor Leite Pinto, Administrador-delegado da Companhia de Caminhos de Ferro da Beira Alta. Nessa altura foram organizados dezenas de comboios, "os comboios do Volfrâmio" cheios de refugiados com origem em Berlim e outras cidades da Europa trazendo refugiados para Portugal. A linha de caminho-de-ferro da Beira-Alta foi, segundo Leite Pinto, a “Estrada do Céu” para milhares de entes que, desolados haviam atravessado uma Espanha também ela desolada. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mois%C3%A9s_Bensabat_Amzalak
Filho de Eduardo Joaquim Brazão (1851-1925) e de Mª José da Silva Reis Brazão, nasceu em Lisboa, a 1 de Fevereiro de 1907. O pai, cujas Memórias compilou e publicou (1925), foi casado, em primeiras núpcias, com a célebre actriz Rosa Damasceno (1849-1904) e era considerado o maior actor do seu tempo, alcançando relevante prestígio social. A sua casa era frequentada pelos mais conhecidos dramaturgos e artistas da época, ambiente em que cresceu o jovem Eduardo. Procurando afastá-lo do mundo do teatro, a mãe enviou-o para o Colégio de La Guardia, onde se tinham refugiado os jesuítas, expulsos novamente de Portugal com a implantação da República. Regressou a Lisboa para fazer o exame do 7º Ano do Liceu e, a conselho de Lino Neto, acabou por optar pelo curso de Direito. No seu primeiro ano, como aluno voluntário, ficou deslumbrado pelas lições de Paulo Merêa. Considerou-se seu discípulo, sentindo-se cada vez mais atraído pela História. Receosa de que as distracções da capital o desviassem dos estudos, a mãe enviou-o, no seu 2º Ano, para a Universidade de Coimbra, onde se albergou numa república de rapazes católicos. Em Lisboa, frequentava a boémia literária, escrevia para os jornais e compôs um livro de poemas – Maria do Mar (1928) – com ilustrações de Arlindo Vicente. Conviveu com intelectuais e artistas das mais variadas inclinações políticas, de João Ameal ou Alfredo Pimenta a Almada Negreiros e Álvaro Cunhal. Monárquico, foi um entusiasta partidário do Integralismo Lusitano, seguiu Maurras na sua orientação e Sardinha na propaganda nacionalista, vibrou com Sidónio e entusiasmou-se com D. Duarte (Memorial…, 1976, pp. 178 e 308, 309). Findo o curso, casou, teve três filhos e abriu escritório de advogado na Rua Nova da Trindade. (...) Morreu em Cascais, a 7 de Dezembro de 1987. In: http://dichp.bnportugal.pt/imagens/brazao.pdf
Joaquim Ribeiro de Carvalho, mais conhecido por Ribeiro de Carvalho (Arnal, freguesia de Maceira, distrito de Leiria, 1880 — Lisboa, 1942), foi um político da Primeira República Portuguesa, jornalista, escritor, poeta e tradutor. Joaquim Ribeiro de Carvalho nasceu em Arnal (Leiria), em 1880. Frequentou o Colégio Militar. Na cidade de Leiria frequentou o seminário, que abandonou. Edita os seus primeiros versos. Torna-se militante da Carbonária. Republicano, participa na implantação da República, sendo um dos homens que em 1910, da varanda da Câmara de Lisboa, proclamaram a República. No novo regime ocupou vários cargos, entre os quais, o de deputado do Partido Liberal (entre 1911 e 1925). Liga-se à Maçonaria. Continua a escrever e a publicar livros. Como jornalista, fundou e dirigiu o jornal A republica portugueza (1910-1911) e colaborou no jornal humorístico O Xuão (1908-1910) bem como na revista literária Ave Azul (1899-1900), na revista luso-brasileira Brasil-Portugal (1899-1914), e ainda na Semana Portuguesa (1933-1936). Em 1926, após o pronunciamento militar e com a instauração da Ditadura, vai para a ilha da Madeira, de onde regressa em 1930 para voltar a ocupar direção do jornal República. Adquiriu a Quinta da Bela Vista, no Cacém, em Sintra, onde mandou construir uma casa. Inicialmente era utilizada aos fins-de-semana, depois, já no final da sua vida, passou a utilizá-la em permanência. Na Quinta existiu uma vinha e durante vários anos Ribeiro de Carvalho produziu o seu próprio vinho. Ribeiro de Carvalho morreu em 1942 em Lisboa. O nome de Ribeiro de Carvalho está ainda ligado à fundação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém e a uma escola básica no Cacém. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Ribeiro_de_Carvalho
Autodidata, foi uma das figuras mais importantes da intelectualidade portuguesa dos finais do século XIX. Frequentou o liceu em Coimbra, tendo-se matriculado com 15 anos em Matemática na Universidade. Insatisfeito com o ambiente que aí encontrou, dois anos depois abandona os estudos universitários. Impôs então a si próprio um programa de estudos centrado em autores alemães, aprendendo para o efeito a língua alemã. Ao longo da sua vida realizou notáveis trabalhos em pedagogia, linguística, etnografia e antropologia. Foi professor no Curso Superior de Letras, onde ensinou Filologia Românica Comparada e Filologia Portuguesa e assistiu à sua transformação em Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi diretor da Escola Primária Superior de Rodrigues Sampaio, criada por sua iniciativa. Exerceu também atividades docentes na Escola Normal Superior de Lisboa. Participou em várias comissões de ensino médio e superior, como vogal ou presidente, tendo nessa qualidade elaborado importantes relatórios. Proferiu nas célebres Conferências do Casino, organizadas por Antero de Quental e Jaime Batalha Reis, a conferência "A Questão do Ensino" (1871). Em seu livro homónimo publicado no ano seguinte, Adolfo Coelho fala sobre a necessidade e fins do ensino; examina as formas e tipos; o ensino em Portugal em decadência pela aliança entre Igreja e Estado; defende a separação entre ambos e a promoção da liberdade do pensamento. As suas conceções pedagógicas assentavam na convicção que através da educação seria possível regenerar o país. Combateu a submissão do ensino às ideias religiosas. Organizou um importante Museu Pedagógico na Antiga Escola do Magistério Primário de Lisboa. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Adolfo_Coelho
António Ferrão foi um erudito historiador e académico português da primeira metade do século XX. Nasceu em 1884, em Lisboa e morreu em 1961. Em 1933, foi membro efetivo da Sociedade de Geografia de Lisboa, tendo desempenhado as funções de vice-presidente de várias secções (Arte, Literatura, História e Geografia). É sucessivamente sócio correspondente (1921), efetivo (1925) e de mérito (1953) da Academia das Ciências de Lisboa; nela exerce as funções de inspetor da biblioteca, criador do museu histórico e diretor da coleção documental Corpo Diplomático Português, começado a publicar em 1862 por Rebelo da Silva, numa segunda edição (a anterior ocorrera em 1846). Foi, por fim, sócio fundador da Academia das Ciências de Portugal e sócio correspondente estrangeiro da Sociedade de Geografia de Madrid e da Academia de História da mesma capital (1924-1925). Em termos de carreira na administração pública, António Ferrão parece ter ingressado e rapidamente ascendido nela aquando da implantação da República, em 1910. Assim, foi chefe de repartição e chefe de serviço da Direcção-Geral da instrução secundária, superior e artística e do ministério da Instrução Pública; trabalhou nas reformas pedagógicas do governo provisório, contribuindo para que Portugal aderisse à convenção de Berna de defesa da propriedade literária, científica e artística (1911); e desempenhou os cargos de secretário geral e diretor da Liga Nacional de Instrução (a funcionar na Sociedade de Geografia). António Ferrão produziu uma bibliografia rica e variada na área da história, bibliografia, bibliotécnica, crítica das fontes e dos factos históricos, teoria e metodologia genética das fontes e história documental. In: https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/44610/8/ferrao_antonio.pdf
Adelaide da Piedade Carvalho Félix nasceu em Santarém (Marvila), a 24 de fevereiro de 1892, filha do então, 1.º sargento de artilharia 3, Joaquim Félix e de D. Emília da Anunciação Carvalho Félix, irmã da conservadora da Torre do Tombo, Emília da Piedade Carvalho Félix. Em 1912 [?], concluiu o curso de Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, iniciando, após estágio na Alemanha, a atividade docente no Liceu Rodrigues Lobo de Leiria. Lecionou depois no Liceu Carolina Michaëlis de Vasconcelos, no Porto. Em 1926 passou a lecionar no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa e a partir de 1937, no Liceu D. Filipa de Lencastre, onde se manteve até à aposentação, com 63 anos de idade. Casou em 1933 com Eduardo Alexandre da Cunha, de quem se divorcia em 1938. Colaborou ativamente na imprensa: Novidades, Acção, Renascença, Ilustração de Angola, Stella, Diário de Luanda, Correio da Noite (Brasil), Atlântico, entre outros. Da sua obra literária destacam-se: Shakespeare e Othelo (esboço crítico), com prefácio de Teófilo Braga; Hora de instinto (romance), 1919; Miragens torvas (prosa de arte), 1921; Personae, (novelas), 1926; O grito da Terra, (romance), 1936; Nunca o direi… (novela), 1940; Cada qual com o seu milagre… (contos), 1941; Roteiro de viagens feitas, no mar tormentoso das letras, por gentes de Leiria e seu termo, 1944; No Estoril: uma noite igual a tantas (romance), 1952; Eu, pecador, me confesso, 1954 e Um seixo na torrente, 1963; Histórias breves de escritores ribatejanos (et al), 1968. Em 1937 e 1939 obteve dois primeiros prémios “Rosa de Ouro”, nos jogos florais da Emissora Nacional. Foi também tradutora de várias obras em inglês e alemão. Participou em várias conferências e projetos em torno da arte, literatura, política nacionalista e folclore em especial o da região ribatejana. Faleceu em Lisboa em 1971. In: https://adstr.dglab.gov.pt/wp-content/uploads/sites/3/2015/05/Adelaide-F%C3%A9lix-bio.pdf
Alunos de medicina contestam a suspensão dos corpos gerentes das associações de estudantes. • Assuntos: Associativismo estudantil.
Cronologia dos acontecimentos em torno da inauguração do novo edifício das Matemáticas em Coimbra. • Assuntos: Repressão.
Nova vaga de prisões de estudantes; lista de detidos; luto académico durante três dias. • Assuntos: Crise académica (1964-65).
Carta aberta a um colega caloiro; importância da legalização da associação; estudantes presos pela PIDE. • Assuntos: PIDE - Polícia Internacional e de Defesa do Estado.
Recortes de imprensa selecionados pelo Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Évora sobre o escritor Armando Antunes da Silva o qual nasceu em Évora a 31 de julho de 1921. Aos 12 anos por falecimento da mãe teve que ir viver com a avó paterna, dona de uma loja, e separando-se do irmão que foi para a Casa Pia. Entre 1933 e 1941 trabalha num escritório de solicitadoria e mais tarde na seguradora Ultramarina. Em 1940 inicia a carreira jornalística no periódico Democracia do Sul e colabora em várias revistas e jornais como, o Diário de Lisboa, Diário Popular, República e no moçambicano Notícias da Beira. Em 1948 perde o emprego em Évora e é preso por pertencer ao M.U.D. Juvenil. Na prisão de Caxias encontra outros resistentes ao regime Salazarista e cria amizades. Em Lisboa emprega-se na CEL-CAT, uma fábrica de condutores elétricos. Em 1961 vence o primeiro Prémio dos Leitores, uma iniciativa do Diário de Lisboa, com Suão. Em 1969 candidata-se pela CDE na Oposição Democrática pelo Distrito de Évora. Em 1976 começa a dirigir o semanário Notícias do Sul, em Évora. Em 1979 candidata-se pelo M.D.P/C.D.E às eleições para a Assembleia da República, pela coligação A.P.U. Em 1981 perde o filho, vítima de doença súbita aos 36 anos. Em 1985 a sua esposa, Arlete, falece. Em 1986 casa-se em segundas núpcias com Maria Gisela. Após algum anseio regressa a Évora. Em 1987 ganhou o primeiro “Prémio Alentejo de Jornalismo” com um conjunto de textos sobre a qualidade do vinho do Alentejo, da barragem do Alqueva e da relevância da água, publicados no Notícias de Évora e no Diário de Lisboa. Em 1988 viaja até Macau, conhece a China e a Tailândia. No final do ano assiste à geminação de Évora e Angra do Heroísmo. Em 1991 torna-se mandatário do Partido Socialista, em Évora, e a 29 de junho recebe a medalha de mérito municipal, pela dedicação à província natal, no empenhamento cívico e literário. Em 10 de junho de 1992 é galardoado pelo Presidente da República, Mário Soares, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Em 1996 a Câmara Municipal de Évora celebra o meio século de atividade literária de Antunes da Silva do que resulta o livro “Comemorações dos 50 Anos de Vida Literária do escritor Eborense Antunes da Silva”. Em 1997 morre em dezembro.