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Freguesia - Arnoso Mosteiro Profissão - Lavrador Morada - Minhoteira
Freguesia - Arnoso Santa Eulália Profissão - Lavrador Morada - Além do Rio
Freguesia - Aves Profissão - Caixeiro da Fábrica Morada - Sobrado
Freguesia - Ruivães e Novais Profissão - Lavrador Morada - Outeiro
Freguesia - Arnoso Mosteiro Profissão - Lavrador Morada - Bouçó
Freguesia - Arnoso Santa Eulália Profissão - Lavrador Morada - Além do Rio
Freguesia -Carreira Profissão - Lavrador Morada - Monte
Freguesia - Mogege Profissão - Lavrador Morada - Portela
Naturalidade - Louro Data de nascimento - 1852-03-15 Filiação - António da Costa Pinto e Margarida Nunes Profissão - Lavoura Estado - Solteiro Morada - Louro
Naturalidade - Cabeçudos Data de nascimento - 1852-04-26 Filiação - António da Costa Pinto e Ana Maria Profissão - Criado de servir Estado - Solteiro Morada -
Naturalidade - Lagoa Data de nascimento - 1852-10-21 Filiação - Narcisa de Carvalho Profissão - Estado - Morada -
Freguesia - Arnoso Santa Eulália Profissão - Lavrador Estado - Casado Morada - Além do Rio Idade - 61
Freguesia - Arnoso Mosteiro Profissão - Lavrador Estado - Casado Morada - Bouçó Idade - 46
Freguesia - Ruivães e Novais Profissão - Lavrador Estado - Casado Morada - Outeiro Idade - 42
Freguesia - Louro Profissão - Lavrador Estado - Viúvo Morada - Linhares Idade - 81
Freguesia - Mogege Profissão - Lavrador Estado - Solteiro Morada - Portela Idade - 58
Freguesia - Arnoso S. Salvador Profissão - Lavrador Estado - Casado Morada - Minhoteira Idade - 38
Freguesia - Landim Profissão - Lavrador Estado - Casado Morada - Santa Marinha Idade - 49
Freguesia - Arnoso Santa Eulália Profissão - Lavrador Estado - Casado Morada - Além do Rio Idade - 54
Freguesia - Louro Profissão - Lavrador Estado - Viúvo Morada - Linhares Idade - 75
Freguesia - Mogege Profissão - Lavrador Estado - Solteiro Morada - Portela Idade - 54
Grau - Elementar Idade - 11 Filiação - Francisco José Rodrigues Naturalidade - Ruivães Classificação - Suficiente
Concelho de Alfândega da Fé.
Concelho de Póvoa de Lanhoso.
Concelho de Mondim de Basto.
Concelho de Ribeira de Pena.
Concelho de Arcos de Valdevez.
Concelho de Vila Nova de Famalicão.
Concelho de Paredes de Couros.
Concelho de Paredes de Coura.
Concelho de Paredes de Coura.
Conceçho de Paredes de Coura.
Concelho de Paredes de Coura.
Concelho de Vila Nova de Cerveira.
Concelho de Vila Nova de Cerveira.
Concelho de Viana do castelo.
Concelho de Viana do Castelo.
Concelho de Arcos de Valdevez.
Felicita António de Araújo de Azevedo pelo seu restabelecimento. Informa da má conduta do vice-provedor José de Sousa e Melo em relação aos deputados da Companhia [da Agricultura das Vinhas do Alto Douro]. Pede a proteção do destinatário para ser reconduzido no cargo de deputado, vice-provedor ou provedor. Roga para ser nomeado chefe do Tribunal de Comércio no Porto ou outro estabelecimento que S.A.R. venha a criar. Remete um pano de linho em mãos do Capitão do Brigue Athlant.
Aproveita a partida de J. Timóteo de Araújo para a protecção do amigo António de Araújo de Azevedo para o portador do Tratado e também a aprovação para a conduta dos negociadores [portugueses]. Reconhece que o Tratado não reflecte os "nossos desejos" mas que nas circunstâncias complicadas em que se achavam era díficil em que se achavam era difícil obter outro resultado. Comenta a indemnização que é devida a Portugal relativamente às perdas sofridas pelo comércio; a anulação do Tratado de Aliança de 1810; as concessões portuguesas relativamente à abolição do tráfico [negreiro] a norte do Equador e da Guiana. Observa a necessidade de ratificar o Tratado antes de dois de Abril por forma a evitar o pagamento de vinte e seis mil libras à Inglaterra. Remete para os ofícios mais informações sobre o Congresso e sobre a legação portuguesa.
Acusa a receção de três cartas do amigo António de Araújo: uma pelo colega antónio de Saldanha [da Gama]; outra em resposta à carta em que lhe recomendava Mr. Sellow; e a terceira em que António de Araújo lhe recomendava o Oficial de Secretaria Manuel Rodrigues Gameiro [Pessoa]. Informa que leu na presença dos colegas os Despachos enviados pelo Marquês de Aguiar, tendo verificado que a sua conduta nas negociações de Paris não receberam a Real aprovação. Defende a sua inocência e expõe os motivos que o levaram a incluir Cayenna na negociação dos limites entre Portugal e a França. Diz que agiu em conformidade com as instruções do Plenipotenciário de S.A.R. mas admite que os interesses portugueses não foram bem defendidos em Paris. Afirma ser superior a qualquer espírito de partido ou de intriga e que se reconcentra unicamente no desejo de servir a S.A.R. e ao destinatário. Conforme vai referido nos ofícios, a duração do Congresso não excederá os dois meses. Como não recebeu outras instruções relativamente ao seu futuro, supõe que subsiste a intenção de enviá-lo para Londres quando terminar o Congresso, o que fará por via de Lisboa para ir buscar a família. Relembra o favor pedido para um primo de Manuel de Sousa.
Recorrendo ao favor do amigo António de Araújo de Azevedo, recomenda à sua protecção Mr. Sellow, naturalista alemão que peretende realizar uma viagem pelo Brasil. Informa que o mesmo tem dedicado os seus estudos particularmente sobre botânica, sob a orientação de Mr. Humboldt em Paris e de Sir Joseph Banks em Londres, mas sem excluir os outros ramos da História Natural. Informa que o Barão de Jacobi Kloest, Ministro da Prússia em Londres, pediu-lhe que facilitasse esta viagem através de uma carta de recomendação, o que o autor julga cumprir solicitando a direcção e o patrocínio do destinatário.
Informa ao amigo António de Araújo de Azevedo das razões que o levaram a estar tanto tempo se lhe escrever. Receando que o destinatário o tenha "interiormente acusado de negligencia e de falta de gratidão", Palmela diz que nunca cessará de agradecer ao destinatário os favores e provas de amizade que sempre recebeu. Recomenda à protecção do destinatário o requerimento incluso que é de um artista português [José Nunes de Carvalho] que vive em Londres, em que este pretende obter de S.A.R. uma pensão para poder viajar dois ou três anos e estudar pintura. Informa que o Conde do Funchal remete um requerimento semelhante ao Conde das Galveias. Renova as expresões de amizade e reconhecimento e disponibiliza-se para cumprir as ordens e comissões que o destinatário o queira encarregar. Comenta a conjuntura política actual realçando os rumores da derrota completa de Bonaparte. Espera que a saúde do destinatário não tenha sofrido com o clima do Rio de Janeiro.
Comunica ao Marquês de Aguiar, [entretanto falecido] que acabou de ter conhecimento que Mr. Thornton, actual ministro de S.M.B. na Suécia, foi nomeado para exercer as mesmas funções junto [da Corte] de Sua Majestade El-Rei [D. João VI]. Informa que o mesmo goza de muito boa reputação.
Agradece as expressões de favor e amizade que o Conde da Barca lhe dirigiu na carta de 27 de Abril. Pela mesma verificou que, apesar dos esforços do destinatário e do Marquês de Aguiar, não foi deferida a pretensão que havia requerido [em 25 de Novembro de 1815], e informa que embarcará para Inglaterra, entre quinze dias e três semanas. Para já não levará a familia, esperando poder fazê-lo na próxima primavera se se verificar aquilo que o Conde da Barca lhe anuncia ou se for necessário, vender parte dos bens que tem em Itália. Refere novamente que apenas solicitou aquela mercê para estar habilitado a entrar o mais rapidamente possível no exercício da missão que lhe foi confiada e não com outro objectivo. Pede ao Conde da Barcaque promova a expedição de instruções extensas e positivas dos temas em discussão entre as duas Cortes, para regular a sua conduta em Londres, e sobretudo as questões relacionadas com comércio escravatura e relações com Buenos Aires. Supõe que as instruções que têm sido remetidas a Cipriano Ribeiro Freire são transmissíveis para si, mas previne que desde que foi nomeado nunca recebeu qualquer instrução. Espera continuar a receber o favor do destinatário e também que a sua demora em Lisboa não seja desaprovada por S.A.R.. Informa que vai partir assim que o destinatário lhe comunicar a resolução de S.M. sobre a sua pretensão.
No seguimento dos pedidos que lhe foram endereçados por Mr. De La Bernadiére conforme atesta a carta inclusa, pede a protecção do amigo António de Araújo de Azevedo para o portador da carta Mr. Louis Nicloas Dufrayer que pretende estabelecer-se no Brasil. Supõe que os objectivos deste são puramente comerciais.
Felicita o destinatário pelo merecido título de Conde da Barca com que S.A.R. o brindou. O título não é apenas prémio pelos grandes serviços prestados, mas também como reparação pelos mais nobres sacríficios. Agradece ao amigo Conde da Barca pela contribuição dada para que S.A.R. aprovasse a ratificação do Tratado de Viena e das últimas negociações em Paris cuja notícia recebeu do Marquês de Aguiar. Lamenta apenas não ter sido aprovado por S.A.R. a negociação que entabulou com o Plenipotenciário espanhol sobre uma Convenção temporária entre as Cortes portuguesa e espanhola e espera que daqui não resulte consequências de maior sobre este seu erro involuntário. Pede ao Conde da Barca o favor de proteger o requerimento que o seu cunhado o Conde de Sabugal pede permissão a S.A.R. para se reunir à Divisão de Voluntários que está destacada no reino do Brasil.
Felicita o amigo António de Araújo pelo restabelecimento da saúde. Remete a pedido do Conde de Hogendorp, uma carta e um folheto impresso. Não pode negar-se a fazê-lo, mas está convencido da inutilidade da petição do mesmo. Informa que escreveu ontem um ofício ao Marquês de Aguiar a participar a licença de S.A.R. para poder ir a Lisboa buscar a família e instalar-se na missão de Londres, e que hoje escreverá uma carta particular ao mesmo ministro a pedir um adiantamento dos ordenados relativos a dois ou três anos do seu serviço como Ministro em Londres. Roga ao destinatário, em atenção ao favor e amizade que lhe presta e também à experiência que detém na carreira diplomática, que apoie a sua solicitação visto que a mesma é indispensável para poder obedecer às reais ordens. Refere-se aos gastos que foi obrigado a fazer quando esteve em Viena.
Aproveita a partida de Manuel Rodrigues Gameiro [Pessoa] para agradecer novamente a António de Araújo todos os favores recebidos. Enquanto não receber a aprovação do destinatário relativamente às negociações no Tratado não pode deixar de confessar algum receio e desconfiança, que chegariam mesmo a um extremo se não fosse a cooperação dos colegas e o voto dos conselheiros de legação, vistas as responsabilidades e dificuldades em que se encontravam. Terá de adiar a sua partida para Lisboa, em virtude dos rápidos sucessos dos aliadosque provocaram uma reunião em Paris, uma espécie de segundo Congresso, o que lhe trará novas responsabilidades. Sem querer imiscuir-se de participar no Real serviço, espera que as ordens e plenos poderes de S.A.R. cheguem a tempo por forma a diminuir a sua responsabilidade. Elogia os préstimos de Manuel Rodrigues Gameiro em Viena. Relembra a petição de José Nunes de Carvalho, pintor português que pretende que lhe seja atribuída uma pensão para viajar por França e Itália para se instruir na Pintura. Remete mais informações para os ofícios.
Apesar de não ter recebido resposta à sua carta de 19 de Junho passado, não pode deixar de comunicar ao amigo António de Araújo de Azevedo a notícia que, apesar de ainda não ser oficial, foi hoje publicada [no Telegrapho Português] em que será anunciada a derrota do grande exército de Marmont nas imediações de Salamanca. Contudo, diz que todos os comentários a este respeito são unânimes, apenas divergindo no destino do dito Marmont e de ?Bomt?, que não sabe se foram mortos ou apenas feridos. Oferece uma caixa de dezasseis de rapé, o qual será entregue pelo Comandante do Brigue Real João.
Agradece ao "particular amigo" António de Araújo de Azevedo a carta de 17 de Janeiro passado. Estima ter concorrido para que o destinatário tenha sido o primeiro a anunciar "ao seu Amigo e Vizinho"a vitória alcançada pelo General Hill. Informa da tomada de Ciudad Rodrigo e de Badajoz pelo "outro reconhecidamente Hroico, que em cheffe governa as armas combinadas". Espera que assim que se alcançar o estado de paz possam o Príncipe, V. Exa. e outros amigos regressarem ao reino. Sabendo da aprovação do destinatário do rapé da fábrica do autor, oferece-lhe uma caixa contendo dezasseis arrates do mesmo, para que o destinatário reparta com o "bom entendedor que me indica". Junto envia guia de remessa do mesmo.
Estando em convalescença de uma grave enfermidade, agradece a carta que o amigo António de Araújo de Azevedo lhe escreveu em 23 de Outubro passado. Recomenda o portador da carta, o seu afilhado Joaquim José de Seabra da Silva, que vai para Bengala a bordo do navio "Marquês de Angeja" o qual fará escala no Rio de Janeiro. Aproveita a oportunidade para remeter uma caixa com dezasseis libras de rapé "Princesa".
O autor, [Almirante-General da Marinha], sobrinho do Príncipe-regente, dispensa o Vice-Almirante Rodrigo Pinto Guedes do Comando e Inspecção da Brigada Real da Marinha, substituíndo-o pelo Brigadeiro Joaquim José da Silva.
Informa o amigo António de Araújo de Azevedo que recebeu as cartas datadas de 17 de Junho e de 4 e 13 de Julho, cujo principal objecto era o aviso do saque de seis contos de réis que António de araújo tinha feito sobre o autor com duas letras de 17 e 27 de Junho antecedentes. Informa que aceitou as mesmas e que o pagamento será pontual. Comunica que no próximo correio vai expedir a carta para António Fernando Pereira Pinto de Araújo de Azevedo, conforme o destinatário lhe havia solicitado e que dele espera os pagamentos anunciados para contrapor ao valor das referidas letras. Agradece a aprovação do rapé e o seu reconhecimento por o autor ter promovido o melhoramento deste produto. Refere-se aos ofícios que enviou à Real Presença e às "quantiozas sommas" com que tem auxiliado o Governo desde 1808 até ao presente, desejando receber alguma mercê confessando que prefere ver o seu título melhorado em duas vidas. No entanto, reconhece ser impróprio requerer formalmente semelhantes despachos, mas acha que enquanto chefe de família deve procurar beneficiá-la. Informa que a guerra continua a ser favorável e que está esperançado que em brene a Península ficará livre dos infames salteadores e que uma vez evacuada não será fácil voltarema invádi-la. Augura para breve o regresso de S. A. R..
Refere que em 13 do passado escreveu-lhe a felicitar pelas melhoras e informa do prazer que sentiu em encontrar-se com francisco António de Araújo e Azevedo o qual lhe assegurou o restabelecimento do destinatário. remete pelo capitão do navio "Grã-Careta" uma caixa que preserva o rapé de deterioração, conforme a declaração inclusa, e a costumada amostra de rapé. Espera que a resposta a esta carta traga instruções sobre o Obelisco.
Refere que em 13 do passado [mês] escreveu a felicitar pelas melhoras. Informa do prazer que sentiu em encontrar-se com Francisco António de Araújo e Azevedo o qual lhe assegurou o restabelecimento do destinatário. Remete pelo capitão do navio "Grã-Careta" uma caixa que preservao rapé de deterioração, conforme o conhecimento incluso, e a costumada amostra de rapé. Espera que a resposta a esta carta traga instruções sobre obelisco.
Acusa a receção de carta de 15 de julho passado do amigo Conde da Barca e informa que escreverá amais exaustivamente no próximo navio. Certifica que mandou entregar prontamente as cartas que vinham junto à sua e que eram dirigidas às senhoras Arriaga e Lacerda. Enviou nova remessa de rapé pelo navio "Joaquim Guilherme" conforme o conhecimneto incluso.
Agradece as cartas de 15 de Julho e de 26 de Setembro passados e felicita o amigo conde da Barca pelas progressivas melhoras da sua saúde. Apesar de reconhecer ser uma "verdadeira fortuna o exercício do seu ministério", recomenda ao destinatário que seja moderado no exercício do cargo e que preserve a sua saúde. Informa, novamente, que mandou suspender a encomenda das pedras para o Obelisco devido à falta de ordens do destinatário e dos meios pecuniários que lhe haviam sido anunciados. aguarda por novas instruções. Envia o costumado brinde de rapé pelo navio "Aurora", conforme o conhecimento incluso.
Felicita o destinatário pelo seu completo restabelecimento e por ter sido agraciado com o título de Conde da Barca, sendo finalmente remunerados os "muitos, muito relevantes, e notorios serviços" pestados. Aproveita para referir que não obstante a falta de instituições mandou proceder à medição das pedras e à sua encomenda, para se iniciar a construção do Obelisco, independentemente da pessoa a quem venha a ser destinada a inspecção da obra.
Lamenta a falta de notícias do amigo Conde da Barca e pensa que tal se deve ao grande trabalho no Ministério. Solicita instruções sobre o projecto do Obelisco, para o qual o destinatário já havia solicitado a sua intervenção. No seguimento dos preparativos que já iniciou, e dos quais já deu parte, informa que já procedeu à encomenda das pedras que deverão servir de base ao monumento e que aguarda por um Aviso definitivo do destinatário a este respeito. Participa que tem acordado o casamento da sua filha D. Joaquina Rosa Quintela com Luís da Silva Ataíde, filho de Miguel Luís da Silva de Ataíde, proprietário de uma casa em Leiria. Pede a aprovação do destinatário. Refere-se às remessas de rapé e informa que remete pelo Bergantim "Piedade" outra caixainha conforme o conhecimento incluso. refere a sua vontade em abdicar do negócio de contrator do tabaco.
Transcreve cópia da última carta, como prevenção de algum desvio, e diz que o tem informado da continuação das indisposições do amigo António de Araújo de Azevedo. Acreditará que o excesso com que o destinatário se aplica aos negócios e sobretudo o clima sejam as causas do atraso do restabelecimento do mesmo e por esta razão manifesta o seu desejo em ver apressada a restituição do Príncipe[-regente] a esta Capital. Informa que enviou a bordo do navio "Grã-Cruz de Avis" uma caixinha de rapé.
O autor, Barão de Quintela, pela carta que o amigo António de Araújo lhe dirigiu em 29 de Julho passado, constatou, com pesar que o mesmo se encontrava em convalescença pela grave enfermidade que o afetou. Diz que confia muito na assistência do "nosso" amigo Manuel Luís Alvares de Carvalho para que o destinatário conseguir um rápido restabelecimento. Pede ao destinatário que lembre ao referido Manuel Luís. Comenta a contratação da companhia dos actores italiana, cujos nomes estão na relação inclusa, empreendida pelo empresário do Teatro São Carlos, como um dos preparativos para soberano nesta capital. Agradece ao destinatário por lhe ter comunicado que ainda não perdeu esperança a respeito do "concebido negócio". Mandou pelo navio "Despique" uma caixinha de rapé, conforme o conhecimento incluso. Em P.s. informa que enviou o rapé pelo navio "Sete de Março", visto que este antecipou a sua partida.
Nota com os actores contratados para o Real Teatro do São Carlos de Lisboa.
Deseja ao amigo António de Araújo de Azevedo um ano novo repleto de sucessos. Esperançado em ver a família Real retituída a esta capital, facto que lhe permitiria abraçar o destintário. Roga a protecção do destinatário em favor do Padre Mestre Frei José de Santa Clara para que seja nomeado Comissário da Terra Santa, quando o lugar estiver vago.
Agradece a carta que o amigo António de Araújo lhe dirigiu em 16 de Abril passado onde constatou que o mesmo não estava completamente restabelecido. Informa que tambémainda sofre da febre que o atacou em Outubro do ano passado. Fica informado que o destinatário tem recebido as caixas de rapé e remete outra pelo navio "União", conforme o conhecimento incluso. Refere-se à prorrogação do contrato de Tabaco, salientando que as suas expectativas de uma maior procura, com o regresso do exército, saíram goradas, mas estima ter dado o exemplo para os futuros arrematadores. Acusa a receção, pelas mãos do Marechal Sebastião Pinto, do desenho do Obelisco e respecivas explicações, para perpetuar a residência do soberano nesse continente, que a Câmara dessa cidade pretende erigir, e tembém da carta de João de Sousa Mota referente à remessa do Porto de 4 contos de réis para o príncipio da obra, as quais indicam ideias diferentes dos apontamentos do arquitecto. Ainda não recebeu os avisos formais nem o dinheiro e alerta que o negócio permanece inactivo. A impaciência pelo regresso de S.A.R. é geral, mas está persuadido que os ultimos acontecimentos não retardarão mito mais o referido regresso. Agradece o P.s. da carta de António de Araújo em que lhe demonstrava o desejo de prosseguir o "negócio".
Transcreve cópia da última carta que dirigiu ao amigo António de Araújo de Azevedo. Remete o conhecimento de uma lata de rapé, que vai a bordo do navio "Voluntário".
Informa ter recebido a notícia, por via de Inglaterra, que o amigo António de Araújo foi acometido de uma grave enfermidade. No entanto, soube pelos navios que chegaram desse Porto que o mesmo já se encontrava fora de perigo, notícia que lhe causou um júbilo extremo. Felicita-o pelas melhoras, certo de que para estas concorrem o Dr. Manuel luís, com a sua perícia e amizade.
O autor, Barão de Quintela, fala da falta de notícias do amigo António de Araújo de Azevedo. Previne-o do descaminho da carta de 22 de Junho passado, em que se referia ao factos que obstavam à construção do Obelisco em honra do soberano e que foi projectado pela Câmara dessa cidade. Informa que resolveu adiantar o negócio, tendo já mandado tirar as medidas das pedras que formam a base da pirâmide. Como faltavam também os quatro contos de réis destinados às primeiras despesas, escreveu a João Monteiro de Carvalho, conforme cópia inclusa e cuja resposta envia em anexo. Salienta a incapacidade de corresponder às solicitações. Neste sentido, Quintela, autoriza o destinatário a dar seguimento ao projeto visto que ficará encarregue da sua direção e providenciará os meios necessários para a execução do monumento. Lembra ao destinatário que os casamentos das Princesas constituem uma oportunidade para S.A.R. conceder as costumadas graças e também para o destinatário promover bons ofícios na Real presença a favor das pessoas dignas de tais mercês.
Informa que a última carta que lhe escreveu continha o que repete na cópia acima. Informa que após ter expedido a referida carta só recebeu segundas vias e uma outra datada de 9 de Agosto, em que o único assunto era confirmar as precedentes. Participa ao amigo António de Araújo que estão definitivamente deliberados os casamentos do seu filho e filha com a filha e filho dos condes da Cunha, os quais já estavam projectados há alguns anos mas que ainda não tinha comunicado ao destinatário devido à conjuntura política que estava demasiado desfavorável. Aproveita a oportunidade para rogar ao destinatário que concorra para um rápido Despacho do requerimento que enviou ao Trono, através do Marquês de Aguiar, no qual solicitav juntamente com os sobreditos condes, a autorização régia para se concluirem os casamentos. Está persuadido que as duas famílias vão unir-se e confidencia que ó contrato é-le conveniente, não só pelas circunstâncias já existentes mas também porque lhe parece que esta é mais uma habilitação para a graça que requereu e que lhe parece ser merecedor. Refere-se ao rapé e acusa o envio de uma caixa de dezasseis arrates de tabaco pelo navio "Trajano" conforme o conhecimento incluso. Informa dos avanços dos exércitos franceses e correm informações de que Madrid foi novamente invadida.
Informa ao amigo António de Araújo que recebeu as cartas de 11 de Setembro e 12 de Dezembro passados e espera que o mesmo já tenha recebido a sua de 12 de Novembro em que certificava o acolhimento que prestou às duas letras que sobre ele sacou e em que lhe comunicava ter deliberado os casamentos do seu filho e filha com os filhos dos condes da Cunha, pedindo ao destinatário que intercedesse a favor do ofício onde solicitava a régia licença para o efeito. Repete os rogos visto que o referido requerimento ia dirigido a Militão José Álvares da Silva, que entretanto morreu. Pede ao destinatário que a mercê de indagar o paradeiro do mesmo requerimento e se por acaso não tem sido apresentado que o mande pedir à viúva do referido Militão. Informa que o falecimento do conde da Cunha em Dezembro passado em nada influirá nos ajustes já estabelecidos. Repete os desejos em receber alguma mercê honorífica, em recompensa dos serviços prestados á coroa. Pede ao destinatário, visto não ter outro amigo a quem falar com tanta franqueza, que faça lembrada a sua pretensão em receber um melhoramento do título em duas vidas e conservada a designação do apelido, e diz que não pretende organizar um requerimento formal com documentos comprovativos, visto que os seus contributos são de notoriedade pública. Fala sobre os progressos da Rússia e dos povos do norte. Espera que o Dr. Manuel Luís tenha contribuído para que o destinatário passe livre dos incómodos porque passou. Oferece dezasseis arrates da rapé "Príncipe", conforme o conhecimento incluso que enviou pelo navio "?Amóra?".
Transcreve a cartade 22 de Setembro para prevenir de algum extravio. Informa que após ter expedido a rferida carta, só recebeu segundas vias e outra datada de 9 de Agosto, em que o único assunto era confirmar as precedentes. Participa ao amigo António de Araújo que estão definitivamente deliberados os casamentos do seu filho e filha com a filha e do filho do condes da Cunha, os quais já estavam projectados há alguns anos mas que não tinha ainda comunicado ao destinatário devido à conjuntura política que estava demasiado desfavorável. Aproveita a opotunidade para rogar ao destinatário que concorra para um rápido Despacho do requerimento que enviou ao Trono, através do Marquês de Aguiar, no qual solicitava, juntamente com os sobreditos condes, a autorização régia para se concluirem os casamentos. Está persuadido que que aas duas famílias vão unir-se e confidencia que o contrato é-lhe conveniente, não só pelas circunstâncias já existentes, mas também porque lhe parece que esta é mais uma habilitação para a graça que requereu e que lhe parece ser merecedor. Refere-se ao rapé e acusa o envio de uma caixa de dezasseis arrates de Tabaco pelo navio "Trajano", conforme o conhecimento incluso. Informa dos avanços dos exércitos franceses e que correm informações de que Madrid foi novamente invadida.
Transcreve a 2.ª via da carta de 7 de Maio, em que acusava o envio de um caixote com dezasseis arrates de Tabaco pela Galera "Nova Aliança" conforme conhecimento incluso. Em 10 de Maio, receando que o amigo António de Araújo estivesse privado de rapé, mandou carregar no navio "São José ?Fama?" outra caixinha. Em P.s. acusa o envio, em anexo, de uma gazeta que acaba de receber.
Pede ao amigo António de Araújo que intervenha a fim de lhe ser expedida a 2.ª via da licença régia para se realizarem os casamentos dos seus filhos na Casa do conde da Cunha, visto que o original vinha no navio "Oceano" que foi aprezado pelo inimigo na vizinhança da Ericeira. Pede que utilize para o efeito o duplicado do requerimento que tinha enviado a Militão José Alvares da Silva, entretanto falecido, e que deve estar na posse de José Joaquim Carneiro, oficial maior da secretaria de Estado dos negócios do Brasil. Congratula o destinatário pelos progressos das "Armas combinadas" que defendem a nossa justa causa e destaca o heroísmo das nossas tropas e a perícia dos generais que as comandam. Refere que o bem que actualmente se vive, e que todas as potências da Europa alcançarão, teve origem no plano de S.A.R. o qual é uma "prova perpetua, e indellevel da política, e acerto que sempre prezidirão aos Conselhos do seu Gabinete". Informa que a Aústria, segundo os papéis públicos, está disposta a seguir a boa causa e a Rússia deve acabar a contenda e trazer à Europa a paz geral.
Pede ao amigo António de Araújo que intervenha a fim de lhe ser expedida a 2.ª via da licença régia para se realizarem os casamentos dos seus filhos na Casa do conde da Cunha, visto que o original vinha no navio "Oceano" que foi aprezado pelo inimigo na vizinhança da Ericeira. Pede que utilize para o efeito o duplicado do requerimento que tinha enviado a Militão José Alvares da Silva, entretanto falecido, e que deve estar na posse de José Joaquim Carneiro, oficial maior da secretaria de Estado dos negócios do Brasil. Congratula o destinatário pelos progressos das "Armas combinadas" que defendem a nossa justa causa e destaca o heroísmo das nossas tropas e a perícia dos generais que as comandam. Refere que o bem que actualmente se vive, e que todas as potências da Europa alcançarão, teve origem no plano de S.A.R. o qual é uma "prova perpetua, e indellevel da política, e acerto que sempre prezidirão aos Conselhos do seu Gabinete". Informa que a Aústria, segundo os papéis públicos, está disposta a seguir a boa causa e a Rússia deve acabar a contenda e trazer à Europa a paz geral.
Tendo já escrito pelo navio "União", aproveita a ida do navio "Imperador da América" para desejar ao amigo António de Araújo um completo restabelecimento. Diz que também já passa menos incomodado e que recobrou alguma forças. Informa que as melhoras de saúde, as instâncias do governo e o seu desejo em utilizar a Real Fazenda, fizeram com que aceitasse a prorrogação do contrato de tabaco e as saboarias para os anos de 1816 e 1817, com um aumento de 200 mil cruzados em cada ano em favor do Erário Régio. Diz que é sua convicção retirar-se do negócio mas que este esteve duas vezes em praça sem que surgissem lançadores e que a sua retirada desacreditaria irremedialvemente o negócio. Contudo, apesar do aumento de preço espera não ser prejudicado visto que as circunstâncias actuais prometem maior consumo. Remete uma caixinha de Tabaco, conforme o conhecimento incluso. Fala da alegria com que foi recebida a notícia da entrada em Paris dos exércitos combinados e do regresso de algumas tropas a Portugal.
Informa que esteve apreensivo com a notícia divulgada em Lisboa, de que o amigo António de Araújo padecia de um ataque febril, as quais foram contrariadas não só pelas informações verbais que recolheu como também pela carta que o próprio lhe dirigiu em 24 de Maio, onde lhe assegurava o restabelecimento. Constatou na mesme carta os bons ofícios de António de Araújo a respeito do seu negócio. Perpetuamente reconhecido, Quintela expressa o seu desejo em receber a mercê mas desde que o destinatário não se comprometa. Informa que continua a padecer dos mesmos incómodos e que a sua debilidade tem aumentado. No entanto, mostra-se disponível para qualquer serviço que o destinatário deseje. Envia pelo navio "União", a dose do costume de rapé, conforme atesta o conhecimento incluso.
Acusa o envio de perto de quatro arrates de Besmute, que solicitou a "hum Roceiro morador em Santa Anna do Dezerto", e mais uma pequena porção que o autor tinha em seu poder. Informa que segundo o Quartel Mestre do seu regimento, o dito minério abunda "na serra de Araraquara, pertencente á Capitania de São Paulo".
Atestado dos bons serviços prestados por Frei António de São José, "nomeado Capitão effectivo da Segunda Companhia do segundo Batalhão do Regimento de Voluntários Ecleziasticos Seculares, e Regulares", para a "Restauração destes Reinos, e Glorioza Acclamação do Nosso Amado Princepe Regente [D. João] no dia 18 de Junho de 1808".
Acusa o envio em anexo da tradução da correspondência dos "maquinistas Ingleses Milnes"; da carta que lhe enviou Diogo Milne; da cópia dos Ofícios que subirão à Secretaria de Estado da Fazenda; da carta que recebeu do Ministro de Portugal na Corte de Paris [D. José Maria de Sousa]; e do Aviso e Cópia do Decreto que se expediu para o estabelecimento da Fábrica das Cardas, para que conste a V. Exa. quaes foram os fundos que se destinaram para aquella despeza". Fala da aquisição de engenhos e de bons maquinstas, para que não seja necessário importar manufacturas; fala da cobrança de direitos de entrada das manufacturas estrangeiras; e sustenta que a "proibição absoluta da entrada das manufacturas estrangeiras, em geral suscita contrabando [...] e so com a nacional industria he que se pode embaraçar a importação [...] o que será muito facil em Portugal [...]".