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Para que este, assistente na cidade de Braga, possa em seu nome assinar um termo de reconhecimento na Contadoria Geral do Reino, em como reconhece a Comenda de São Pedro de Merelim com o censo de 800 reis anuais, pagos pelas casas que possui na Rua de São Miguel-o-Anjo. Procuração feita aos 18 de Agosto de 1762. Contém ainda: a apresentação por André Ribeiro Soares da Silva dos títulos comprovativos da posse das casas atrás mencionadas e termo feito aos 4 de Setembro de 1762; reconhecimento e medição de uma morada de casas sitas na Rua de São Miguel-o-Anjo que fez António de Faria Borges, natural da cidade de Braga e morador na vila de Ponte da Barca, perante o Juiz dos Tombos da Comenda de São Pedro de Merelim, feito aos 29 de Maio de 1736; procuração do Comendador da Comenda de São Pedro de Merelim, Frei Rodrigo António de Figueiredo Correia, para que Carlos Veloso, morador na cidade de Braga, possa em seu nome cobrar todas as rendas, foros, laudémios e mais direitos da sua comenda, feita em Lisboa, aos 6 de Outubro de 1757. No verso contém tombo das terras, propriedades, foros e penções pertencentes à Comenda de São Pedro de Merelim e sua anexa São Paio, que se acha em poder de Serafina da Costa, viúva que ficou de Carlos Veloso, moradora na Rua do Souto da cidade de Braga. Tem a data de 12 de Julho de 1741.
Ofício n.º 2 do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, João Correia Machado, respondendo ao ofício n.º 313 da Câmara Municipal de Esposende para o fornecimento pelo Secretário da Câmara de Barcelos dos documentos que forem solicitados.
Natural de Guimarães, Historiador, ensaísta, poeta e escritor de renome. Inicialmente militante anarquista, passou depois para as fileiras do republicanismo aderindo depois do 5 de outubro ao Partido Republicano Evolucionista. Em 1915, após o golpe que derrubou o governo de Pimenta de Castro, surgiu como colaborador da Revista "Nação Portuguesa", órgão do Integralismo Lusitano, e acabou por tornar-se militante monárquico e seu doutrinador. Fundou o movimento "Acção Tradicionalista Portuguesa", com a sua Revista "Acção Realista", rompendo ideologicamente com o Integralismo Lusitano a que nunca chegou formalmente a pertencer. Mais tarde assumiu-se como Salazarista. Foi chefe de gabinete do Ministério do Fomento, António Aurélio da Costa Ferreira. Organizou (1931) e dirigiu até à sua morte o Arquivo Municipal de Guimarães (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, a partir de 1952), em comissão de serviço, sem remuneração, desempenhando ao mesmo tempo as funções de Conservador do Arquivo Nacional da Torre do Tombo e de seu Director (1949). In: CONDE DE MARGARIDE: Correspondência Política (1870-1918) / Abel Rodrigues. Lisboa: Alêtheia Editores, 2015, p. 294. In: https://www.amap.pt/p/alfredo-pimenta
Correspondência e recibos relativos à incorporação nos arquivos distritais, regulamentada pelo Decreto n.º 19.952, de 27 de Junho de 1931, dos espólios dos cartórios dos mosteiros suprimidos que se foram extinguindo pelo falecimento das últimas freiras que haviam sido entregues nas direcções distritais e secções de finanças. Inclui telegramas e ofícios contendo as respostas das várias direcções de finanças à solicitação do Director Geral da Fazenda Pública sobre a necessidade de saber se "ainda existem papéis, e livros provenientes da extinção dos mosteiros, e se o seu estado de conservação é bom e se estão bem acondicionados". Por despacho ministerial de 4 de Janeiro de 1937 foi autorizada a entrega à Inspecção Superior das Bibliotecas e Arquivos para o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e arquivos distritais, conforme o caso, dos livros e papéis dos conventos extintos ainda existentes nas direcções distritais ou secções de finanças concelhias, estando nessas condições as direcções de finanças de Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Viana do Castelo e Horta, assim como as secções de finanças de Barcelos, Esposende, Guimarães, Silves e Loures. Exceptuou-se a entrega dos livros e documentos que ainda se tornaram indispensáveis para o serviço de cobrança de rendimentos e de administração dos bens desses conventos, administrados pela Fazenda Pública. Inclui inventários e autos de entrega dos livros, papéis e documentos pertencentes aos conventos extintos ou suprimidos.
A chancelaria régia era a repartição responsável pela redacção, validação (mediante a aposição do selo régio) e expedição de todos os actos escritos da autoria do próprio Rei. Os serviços da chancelaria régia podiam também reconhecer e conferir carácter público a documentos particulares que lhe fossem submetidos para validação. Presidia aos serviços da chancelaria o chanceler do Rei (cancellarius ou notarius curiae), ao qual estavam confiados os selos régios e que, desde a formação do Estado Português, é sempre referenciado como um dos mais próximos ministros do Soberano. De início cabia ao chanceler despachar directamente com o Rei, tendo, frequentemente, exercido uma influência política decisiva. Com o aumento da complexidade da administração e o aparecimento de outros ministros, cujas decisões eram proferidas em nome do Rei, nomeadamente contadores, ouvidores e sobrejuízes, a esfera de actividades do chanceler foi-se especializando no exercício de competências técnico-jurídicas, quer de redacção, quer de exame de diplomas régios e particulares, verificando se o seu conteúdo não contradizia leis gerais ou privilégios da Coroa ou de particulares, quer ainda, fazendo registar os diplomas mais importantes. Continuava, no entanto, a ser detentor dos selos régios e, por conseguinte, era o representante formal da autoridade régia. Nos séculos XIV-XV, verificou-se uma associação do chanceler do Rei ao tribunal da Casa da Suplicação, então o mais alto tribunal do Reino, para que às decisões desse mesmo tribunal fossem conferidos maior valor e dignidade (cf. L.I, Tit. 2 das Ordenações Afonsinas, que refere ser o chanceler o segundo magistrado do Reino, sendo o primeiro o "Regedor e Governador da Casa da Justiça da Corte de El-Rei", e Ordenações Manuelinas, L.I, Tit. 2, onde o chanceler é apresentado como "o segundo Ofício da Casa da Sopricaçam". A repartição da chancelaria dispunha, para além do chanceler, magistrado com elevada cultura jurídica, de oficiais próprios, como notários e escrivães, especificamente designados por "notários da chancelaria e escrivães da chancelaria". No entanto, nos primeiros reinados, encontram-se diplomas em que o chanceler é simultaneamente autor e redactor da carta. Como a passagem de todas as cartas pela chancelaria implicava, para os interessados, o pagamento de taxas próprias, o seu primeiro Regimento conhecido (registado a folhas 82-90 do Livro das Leis e Posturas), atribuído ao reinado de D. Afonso IV (1325-1357), limita-se, quase exclusivamente, a regulamentar os direitos que deviam ser cobrados segundo as várias tipologias das cartas (são referidas cartas de vária natureza, como cartas de appellaçom, de sitaçom, de inquiriçom, de obrigaçom, de testemunho, de protestaçom, de rogo, de ricusaçom, de sentença interlucotoria ou definitiva, de tituria, de execuçom, de quitaçom), e segundo o valor da mercê concedida. O Regimento refere, ainda, as cartas de Tabeliam, de livredões ou bemfeitorias, de confirmação de juízes, de aprezentaçom de Egreja, de Almoxarifado, de entrega de Castello, de prestamo, de que ElRey dá em dinheiros, de Doaçom, de confirmação de Doaçom, ou Privilegios, ou Fôros, de Doações de foros, e de Coutos, e cartas de graça, assim como a matéria do selo, devendo ser pagas taxas mais altas por cartas firmadas por selo de chumbo do que por selos de cera. No séc. XIV, a chancelaria régia passou a designar-se Chancelaria-Mor, para a distinguir das chancelarias de outros serviços da Administração, como as da Casa dos Contos, da Casa do Cível, das Câmaras de Lisboa e Porto, das Correições das Comarcas e da Chancelaria da Rainha, entre outras. À Chancelaria-Mor foi dado segundo Regimento, em 16 de Janeiro de 1589, que regula já todo o seu despacho, o qual é de acesso difícil, pois não foi alvo de nenhuma publicação. A partir de meados do século XVI a chancelaria régia passou a designar-se por Chancelaria-Mor da Corte e Reino.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas: tombos, foros, pensões, obras, dotes.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas: recibos, tombos, depósitos, estados, visitas, prazos, rendas, vedorias.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas e/ou tipologias documentais: prazos e tombos.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas e/ou tipologias documentais: prazos, vedorias, tombos.
A Casa do Senhor do Bonfim da Congregação da Missão, situa-se na freguesia de São Martinho de Fareja, atualmente concelho de Fafe. O seu fundador foi o padre José Simões, que por escritura de 3 de Maio de 1752 doou todos os seus bens aos religiosos da missão. Nesse mesmo mês os lazaristas, hoje conhecidos por vicentinos, já estavam lá instalados. O alvará régio foi concedido em Maio de 1752, e em Novembro de 1783 os padres da casa da missão, obtiveram, por bula papal, todos os títulos e direitos
O reguengo de Guimarães, tendo pertencido a Rodrigo de Silva Mendoza y Sarmiento, duque de Híjar, foi doado por D. João IV à rainha D. Luísa de Gusmão, em 14 de abril de 1643, ficando incorporado no Reguengo da Casa das Rainhas. A Casa das Rainhas teve administração independente até 1769. Por decisão do Marquês de Pombal, de 25 de janeiro 1770, os seus rendimentos passaram a ser geridos pelo Erário Régio, sendo, as despesas autorizadas pela rainha. O reguengo de Guimarães foi extinto pelo decreto de 13 de agosto de 1832, reformulado em 22 de junho de 1846.