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DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: verba do testamento (f. 2) extraída do livro do Tombo da igreja do Estreito de Câmara de Lobos, f. 362. O vínculo é instituído antes de 1686-05-13, data do óbito da testadora (f. 2), registo este que contém um resumo do testamento, aprovado pelo escrivão Inácio de Gouveia Barcelos. ENCARGOS (ANUAIS): cinco tostões (500 réis) à Confraria do Santíssimo Sacramento do Estreito de Câmara de Lobos. O registo de óbito refere ainda «e o mais resto será pera sera», mas ao longo do processo só é referida a obrigação dos 500 réis anuais. BENS DO VÍNCULO: fazenda na Vargem, junto à Levada, no Estreito de Câmara de Lobos, com metade de uma casa palhaça, que herdara dos pais e onde vivia, acrescido de outro bocado de fazenda junto ao anterior, deixado pela tia Maria da Silva; confronta pelo norte com o irmão António Figueira, sul com bens que foram de António da Silva e bens do aludido irmão, oeste com a rocha e leste com a levada. A fazenda não seria vendida, nem apartada, nem alienada. O auto de conta, realizado em 1776-08-13 (f. 4-4 v.º), informa que, para o futuro, a propriedade onerada ficaria alodial, segundo a régia provisão registada no Tombo 12.º deste Juízo, f. 55-56, tomando-se contas até nova resolução de Sua Majestade. SUCESSÃO: nomeia o irmão António Figueira, sucedendo-lhe a filha primogénita ou a que fosse viva, «e assim andara sempre em filha femea mais velha»; não tendo filhas, sucederia um filho varão; na falta de filhos, ficaria à parente mais chegada e mais pobre da instituidora. A verba do testamento menciona que sucedeu Francisco de Ornelas, «morador na dita terça», e depois António Fernandes de Azevedo, por sua mulher Maria Figueira. ADMINISTRADOR EM 1776-05-21, data de abertura dos autos: António Fernandes de Azevedo. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Manuel Baptista Serrão e sua mulher Francisca Matilde de Araújo. Outros documentos: F. 2-2 v.º– Certidões da verba do testamento e do registo de óbito, passadas pelo vigário do Estreito de Câmara de Lobos, em 03-02 e 26-04-1776. F. 4-4 v.º - Auto de conta, datado de 1776-08-13, onde se informa que se formarão estes autos «por não aver esta capela», nem nunca se tinham tomado contas da mesma. F. 61 – Petição de Manuel Baptista Serrão dirigida ao administrador do Concelho, alegando que não possui os bens onerados e que há muito a prescrição extinguira qualquer obrigação dos possuidores; requer termo de negação e que o processo remetido ao Juízo Contencioso.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 3-7) aprovado em 1764-09-01, pelo tabelião José Ferreira dos Passos; aberto em 1764-09-28. ENCARGOS (ANUAIS): uma missa rezada na entrada de cada administrador. BENS DO VÍNCULO: 40.000 réis apartados de uma fazenda na Marinheira, Estreito de Câmara de Lobos, ou tomados em benfeitorias nos aposentos onde vive. A sentença do Juízo Eclesiástico, emitida em 1767-01.14 (f. 12 v.º), confirma que se encontra cumprido o que o testador determinara, bem como estavam divididos, alqueirados, demarcados e confrontados os 40.000 réis em fazenda no sítio da Marinheira, pelo que havia por constituída esta capela e ordenava que se passassem mandados para o Juízo das Capelas, para a competente tomada de contas, e para o pároco lançar no tombo da igreja «hey por erecta em capela de huma missa na vida de cada hum dos administradores thé o fim do mundo e a dita porção de fazenda por obrigada a ela na forma ordenada pelo testador». SUCESSÃO: nomeia a filha Maria Francisca Rosa, por seu falecimento a neta Ana, sua filha, e por morte desta «a deixara em filha ou filho que lhe parecer com huma missa de pensão cada folgo que a herdar por minha alma e assim correra athe o fim do mundo» (f. 5). PRIMEIRO E ÚLTIMO ADMINISTRADORES: a filha Francisca Rosa. EXTINÇÃO DO VÍNCULO: uma informação do escrivão dos Resíduos inscrita na folha de rosto dos autos, datada de 1775-11-06, diz que esta capela fica extinta para o futuro, por provisão régia registada a f. 32-33 do Tombo 12.º deste Juízo. Outras informações do testamento (f. 3-7): FREGUESIA: Estreito de Câmara de Lobos. FILHOS: cinco filhos, a saber: António de Azevedo; dois falecidos nesta ilha e outro falecido no hospital em Lisboa; Maria Francisca Rosa casada com Gaspar dos Santos. TESTAMENTEIROS: o filho António de Azevedo e o genro Gaspar dos Santos. MÓVEIS, ROUPA E UTENSÍLIOS DE CASA: pertencentes ao genro, que os houve com suas «argencias»: uma mesa redonda, dois tamboretes, duas teias (uma de trinta varas, outra de quarenta), dois lençóis por fazer, duas toalhas (uma de pano, outra adamascada), colchões, travesseiro, dois trinchos de meia cozinha, três trinchos pequenos, três sopeiras de estanho, três guardanapos adamascados, uma toalha de mãos e três pares de botões de ouro. LITERACIA: o testador não sabe ler e escrever. Outros documentos: F. 2-13 v.º – Carta de sentença de verba extraída dos autos de conta do testamento de João de Azevedo, para se apresentar no Juízo das Capelas. 1767-02-09. Contém: traslado do testamento; auto de medição dos 40.000 réis, alqueirados e confrontados na fazenda da Marinheira.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: o título de instituição não consta dos autos. O juiz dos Resíduos, em despachos datados de 1781-02-10 (f. 40 v.º-41) e 1824-01-17 (f. 54), pretendia suprir esta falta, ao notificar o administrador para juntar a instituição. Também parece não existir tombo dos bens da capela, de acordo com depoimento prestado pelo administrador em 1781-02-09 (f. 40). ENCARGOS (ANUAIS): uma missa rezada. BENS DO VÍNCULO: fazenda identificada num auto de conta de 1735-03-16 (f. 13): terra de inhame, balseiras e árvores de fruto, sita onde chamam as Fontes, Freguesia do Estreito de Câmara de Lobos; confrontava pelo norte com o padre Mateus Gomes, sul com Francisco de Cairos do Rego e herdeiros de Manuel Gomes Cunha, leste com o dito Francisco de Cairos do Rego e oeste com o padre Domingos Lopes Leal. No termo de juramento (f. 40-40 v.º), prestado em 1781-02-09 pelo administrador, a dita fazenda confrontava então pelo norte com o capitão José Luís de Freitas, sul e leste com Mateus Gomes da Silva e oeste com o padre Inácio Pestana. SUCESSÃO: a forma de sucessão não consta dos autos. ADMINISTRADOR EM 1716-09-03, data da primeira carta de quitação geral (f. 3): Manuel Figueira das Fontes. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Manuel de Abreu, natural do Estreito de Câmara de Lobos, do Bairro das Fontes. Outros documentos: F. 13-13 v.º – Conta tomada a Manuel Figueira das Fontes em 1735-03-16, onde diz não possuir esta fazenda, porque o seu pai e tios a tinham vendido a Manuel de Cairos; e ora possuía-a Francisco de Cairos, seu filho, o qual lhe pagava a parte que lhe tocava da pensão. F. 31 – Petição de Francisco Gonçalves Figueira, a requerer que a condenação de 2000 réis seja repartida entre ele e os herdeiros que têm obrigação de cumprir esta capela. F. 32 v.º - Despacho favorável com admoestação do juiz dos Resíduos, de 1772-08-11: «Por equidade atendendo a pobreza dos suplicantes os relevo por esta vez da comndenasão, ficando advertidos em serem mais exactos em obedecerem as ordens deste Juizo». F. 39 v.º - Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1781-02-09, a ordenar a notificação de Francisco Gonçalves Figueira, a fim de apresentar neste Juízo o tombo dos bens desta capela ou, na sua falta, declarar as respetivas situações e confrontações. F. 40-40 v.º - Termo de juramento dos bens da capela. 1781-02-09. F. 60-60 v.º - Auto de sequestro dos rendimentos da fazenda pensionada sita nas Fontes, de que era administrador José Gomes Vieira. 1827-07-18.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento de mão comum do instituidor e de sua mulher Luzia de Gouveia (f. 3-7 v.º), aprovado em 1755-03-03 pelo tabelião do lugar de Câmara de Lobos, José Ferreira dos Passos; aberto em 1755-03-25, por óbito do testador. ENCARGOS: cinco missas rezadas na entrada de cada administrador. BENS DO VÍNCULO: terça dos bens que «tomam» no aposento onde vivem no Estreito de Câmara de Lobos, pegada a outra terça, melhor identificado no termo de demarcação (f. 9-9 v.º): o avaliador ajuramentado da Câmara, António Martins, apartou dois alqueires e uma quarta de terra, com as respetivas benfeitorias e água, no meio da fazenda das Romeiras, junto à terça que instituíra António da Costa, no valor dos 174$705 réis disponíveis da terça; confronta a norte com o caminho que ia para a Ribeira e a sul com fazenda do mesmo aposento e a Ribeira do Vilela. SUCESSÃO: nomeiam o cônjuge sobrevivo, que depois nomearia quem quisesse. Foi primeira administradora a mulher. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: o filho Francisco da Costa (quitação de 1781-05-16). EXTINÇÃO DO VÍNCULO: de acordo com informação do escrivão dos Resíduos, de 1781-05-17 (f. 12), esta capela ficou extinta para o futuro, por régia provisão registada no tombo 13.º deste Juízo, f. 134. Outras informações do testamento (f. 3-7 v.º): FREGUESIA: Estreito de Câmara de Lobos. TESTAMENTEIROS: os filhos Francisco da Costa, lavrador, e Manuel dos Reis. FILHOS: os testamenteiros e outro filho do sexo masculino, cujo nome não é mencionado. ENTERRAMENTO: igreja do Estreito de Câmara de Lobos. LITERACIA: não sabem ler nem escrever. F. 2-11 – Carta de sentença de verba para o Juízo das capelas, emitida pelo cónego Francisco de França e Andrade, vigário geral do bispado do Funchal e juiz do Resíduo Eclesiástico. Contém, nomeadamente: F. 3-7 v.º - Traslado do testamento. F. 9-9 v.º - Auto de demarcação da propriedade a afetar ao vínculo, feito em 1756-05-10. F. 10-10 v.º - Sentença do juiz do Resíduo Eclesiástico, de 1756-07-09, de ereção desta capela, determinando a passagem de carta de sentença de ereção à primeira possuidora, para seu título, e uma sentença de verba para o Juízo dos Resíduos, para se lançar no Tombo e pauta da freguesia do Estreito.
Natural de Guimarães, Historiador, ensaísta, poeta e escritor de renome. Inicialmente militante anarquista, passou depois para as fileiras do republicanismo aderindo depois do 5 de outubro ao Partido Republicano Evolucionista. Em 1915, após o golpe que derrubou o governo de Pimenta de Castro, surgiu como colaborador da Revista "Nação Portuguesa", órgão do Integralismo Lusitano, e acabou por tornar-se militante monárquico e seu doutrinador. Fundou o movimento "Acção Tradicionalista Portuguesa", com a sua Revista "Acção Realista", rompendo ideologicamente com o Integralismo Lusitano a que nunca chegou formalmente a pertencer. Mais tarde assumiu-se como Salazarista. Foi chefe de gabinete do Ministério do Fomento, António Aurélio da Costa Ferreira. Organizou (1931) e dirigiu até à sua morte o Arquivo Municipal de Guimarães (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, a partir de 1952), em comissão de serviço, sem remuneração, desempenhando ao mesmo tempo as funções de Conservador do Arquivo Nacional da Torre do Tombo e de seu Director (1949). In: CONDE DE MARGARIDE: Correspondência Política (1870-1918) / Abel Rodrigues. Lisboa: Alêtheia Editores, 2015, p. 294. In: https://www.amap.pt/p/alfredo-pimenta
Correspondência e recibos relativos à incorporação nos arquivos distritais, regulamentada pelo Decreto n.º 19.952, de 27 de Junho de 1931, dos espólios dos cartórios dos mosteiros suprimidos que se foram extinguindo pelo falecimento das últimas freiras que haviam sido entregues nas direcções distritais e secções de finanças. Inclui telegramas e ofícios contendo as respostas das várias direcções de finanças à solicitação do Director Geral da Fazenda Pública sobre a necessidade de saber se "ainda existem papéis, e livros provenientes da extinção dos mosteiros, e se o seu estado de conservação é bom e se estão bem acondicionados". Por despacho ministerial de 4 de Janeiro de 1937 foi autorizada a entrega à Inspecção Superior das Bibliotecas e Arquivos para o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e arquivos distritais, conforme o caso, dos livros e papéis dos conventos extintos ainda existentes nas direcções distritais ou secções de finanças concelhias, estando nessas condições as direcções de finanças de Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Viana do Castelo e Horta, assim como as secções de finanças de Barcelos, Esposende, Guimarães, Silves e Loures. Exceptuou-se a entrega dos livros e documentos que ainda se tornaram indispensáveis para o serviço de cobrança de rendimentos e de administração dos bens desses conventos, administrados pela Fazenda Pública. Inclui inventários e autos de entrega dos livros, papéis e documentos pertencentes aos conventos extintos ou suprimidos.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: não consta. Uma nota na folha de rosto refere que o testamento se encontra no tombo 3.º, f. 245. ENCARGOS (ANUAIS): cinco missas na igreja de Nossa Senhora da Luz da Ponta do Sol. REDUÇÃO DE ENCARGOS: por sentença de 1818-12-14 (f. 49-74), as capelas administradas pelo Visconde de Torre Bela são reduzidas à seguinte pensão: missa aos Domingos e dias santos (90 missas) celebrada por um capelão por 100.000 réis anuais; três missas de Natal por 2.400 réis; obras da capela do Carmo do Funchal conforme determinado pelo instituidor Manuel Martins Brandão; a capela de D. Isabel Bettencourt é reduzida a duas tochas para a igreja de Câmara de Lobos e duas tochas para São Bernardino. BENS VINCULADOS: na primeira tomada de conta (f. 1), o administrador João de Bettencourt identifica os bens desta capela, a saber: um foro pago pelo capitão Diogo Afonso de Aguiar de 10 tostões e uma galinha impostos nas terras onde chamam «as Ladeiras» na ribeira da Tabua; umas terras de pão e pomar na mesma ribeira; outro foro de duas galinhas pagas pelos herdeiros de Rui Vaz; um serrado e lugar de vinhas na vila da Ponta do Sol, que herdou de seu pai Pedro de Bettencourt como bens de morgado instituído pelo terceiro avô materno, Pedro de Brito. ADMINISTRADOR/ PRESTADOR DE CONTAS em 1675 (data da 1.ª quitação, f. 4): Pedro de Bettencourt. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Visconde de Torre Bela.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: não consta dos autos. ENCARGOS (ANUAIS): oito missas pagas a 60 réis. REDUÇÃO DE ENCARGOS: uma resposta do procurador do Resíduo, s.d. (f. 28 v.º-29), informa que, em observância da Lei de 9 de setembro de 1769, título 19(?), se deveria reduzir o encargo à décima parte. O consequente despacho do juiz do Resíduo, datado de 1774-11-15, diz «Aprezentando-se provisão do tribunal comp.te(?) se reduzirão as pensoins a decima p.te e por agr.ª se continue na conta nos tr.os praticáveis». Em 1817, breve de componenda de legados pios (f. 37-42 v.º). BENS VINCULADOS: foro de cinco mil e quatrocentos reis anuais imposto em fazenda no Barreiro, pago em dia de São Martinho, que o instituidor deixara a uma filha de Pêro Barreto. ADMINISTRADOR EM 1651: Inês Barreto, depois Manuel de Figueiró, por comprar o dito foro (informação na f. 1A e 2). ÚLTIMO ADMINISTRADOR: João Agostinho Figueiroa Albuquerque e Freitas. Outros documentos: F. 26 v.º-27 – Certidão extraída do Tombo 9.º, f. 268 v.º, da Provedoria dos Resíduos e Capelas, de um item constante da sentença de formação das capelas de Francisco de Figueiroa, governador de Cabo Verde, e de seu irmão Manuel de Figueiroa, moradores na Calheta; este item refere ter sido dado a inventário 5400 réis de foro fechado de que era cabeça António Rodrigues Paulos, imposto na fazenda do Barreiro, pago em dia de São Martinho, com pensão da capela dos Barros, de oito missas pagas a 60 réis.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: termo de recebimento (f. 2 v.º-4), datado de 1774-07-17, em que a mesa da Confraria de São Benedito de Palermo, ereta no convento de São Francisco, recebeu a esmola 15.137,270 réis por parte do irmão e ex-tesoureiro, Inácio Gomes Pineu. Traslado de 1780. ENCARGOS (ANUAIS): três missas de Natal enquanto durar a mesma Confraria. BENS DO VÍNCULO: não aplicável, trata-se de uma esmola dada à referida Confraria. SUCESSÃO/ADMINISTRAÇÃO: é sempre responsável o tesoureiro da Confraria. Outros documentos: F. 2 – Petição dos instituidores a referir que até o presente (1780) a Confraria de São Benedito ainda não havia celebrado as missas respeitantes à esmola por eles atribuída, pelo que requeriam ao Juízo a notificação do tesoureiro para o seu cumprimento. F. 4 v.º - Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1780-08-30, a ordenar a notificação do tesoureiro para cumprimento da pensão, sob pena de sequestro, bem como a determinar a colocação desta capela em maço, e atribuição de número no «Index das capelas», registando-se o termo de instituição no Tombo. F. 10 v.º - Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1781-01-10, a condenar a dita confraria em 18 missas, no valor de 7200 réis, e a ordenar o sequestro nos bens do tesoureiro.
Requerimento a solicitar o registo da escritura no tombo do Resíduo e a sua junção à capela de Isabel Brandão. O traslado da escritura (f. 102 v.º-105) foi extraído do liv. 11, f. 107 do notário Manuel Rodrigues Pedreira, então incorporado no cartório do escrivão José da Costa Leal. A escritura foi celebrada em 1692-10-18, entre Isabel Brandão, mulher honrada e solteira, moradora na rua do Esmeraldo, e o nomeado capitão Francisco Esmeraldo Henriques. Este instrumento ratifica uma escritura anterior, de 1688-06-22, em que a dita Isabel Brandão nomeava o referido Francisco Esmeraldo Henriques na administração dos seus bens, aditando agora que o nomeava igualmente na administração dos bens das terças de seus pais, bens esses que ela dotara à capela mor da igreja de Nossa Senhora do Carmo. Esclarece-se que sobre esta deixa correu um pleito com a sobrinha D. Antónia Brandão, mulher do capitão Inácio de Bettencourt, tendo esta alcançado sentença da Relação a seu favor, que anulou tal legado. Porém, tendo a sobrinha falecido, Isabel Brandão ficara com a faculdade absoluta da faculdade de nomear as ditas terças, pelo que ratificava a sua nomeação na capela mor de Nossa Senhora do Carmo e como seu administrador o aludido Francisco Esmeraldo Henriques.
Henrique João Venâncio de Ornelas usa óculos 'pince-nez'. Foi médico e cirurgião pela Escola Médico-Cirúrgica do Funchal. Nasceu na Freguesia de São Pedro, no dia 9 de outubro de 1847. Frequentou o Liceu do Funchal, depois do qual se matriculou na Escola Médica, onde se formou em 1870. Casou na Sé do Funchal em 1876 com Dona Helena Amélia da Conceição, de quem teve duas filhas: Dona Maria Ornelas e Dona Gabriela Ornelas Gonçalves, casada com o Doutor Fernão Gonçalves. Foi médico de bordo de vários vapores portugueses e estrangeiros, tendo feito viagens à América e às possessões portuguesas em África. Visitou várias vezes alguns países da Europa, frequentando muitas das mais afamadas clínicas hospitalares. Nos últimos anos da sua vida dedicou-se à especialidade de oftalmologia e clínica geral. Foi vogal da Junta Geral e médico da comunidade do Convento de Santa Clara. Colaborou com o Doutor Álvaro Rodrigues de Azevedo, nas suas investigações na Torre do Tombo, sobre a história da Madeira e escreveu uma obra sobre partos. Era sócio da academia Medicale, de Paris. Faleceu na casa de sua residência, à Calçada do Pico n.º.14, em 1903.
O treslado foi lavrado e autenticado na Torre do Tombo no seguimento de provisão de D. João V, pela qual, em resposta a petição dos oficiais da Câmara do Funchal, se mandou proceder à cópia do foral (f. 1-2). O documento tresladado consiste num contrato, estabelecido "por via de foral" (f. 28), entre o licenciado Afonso Anes, em representação de D. Manuel, como procurador dos seus feitos e ainda dos negócios da Ordem de Cristo, e Francisco de Velosa, na qualidade de procurador da capitania do Funchal e dos seus três municípios. O contrato, cujas disposições propriamente ditas se desenvolvem entre os fólios 19 v.º e 32 v.º, resulta da pretensão, apresentada pelos municípios da capitania do Funchal, de dispensa do pagamento de um conjunto de direitos estabelecidos por foral do infante D. Henrique. Pelo mesmo contrato, que versa especificamente o pagamento das rendas e tributos da capitania do Funchal, vários desses direitos e tributos são reformados ou mesmo abolidos, com efeitos a partir do primeiro dia de janeiro de 1516, dispondo-se ainda em matéria da metodologia da sua arrecadação. Entre os fólios 5 v.º e 19 v.º constam as procurações de Pero Gonçalves da Câmara e de Francisco de Velosa, pelas quais são investidos de poderes de representação da cidade do Funchal e das vilas da Calheta e da Ponta do Sol, sendo que, em virtude do falecimento do primeiro, foram entretanto passadas novas procurações ao segundo.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas: tombos, foros, pensões, obras, dotes.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas: recibos, tombos, depósitos, estados, visitas, prazos, rendas, vedorias.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas e/ou tipologias documentais: prazos e tombos.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas e/ou tipologias documentais: prazos, vedorias, tombos.
A Casa do Senhor do Bonfim da Congregação da Missão, situa-se na freguesia de São Martinho de Fareja, atualmente concelho de Fafe. O seu fundador foi o padre José Simões, que por escritura de 3 de Maio de 1752 doou todos os seus bens aos religiosos da missão. Nesse mesmo mês os lazaristas, hoje conhecidos por vicentinos, já estavam lá instalados. O alvará régio foi concedido em Maio de 1752, e em Novembro de 1783 os padres da casa da missão, obtiveram, por bula papal, todos os títulos e direitos
O reguengo de Guimarães, tendo pertencido a Rodrigo de Silva Mendoza y Sarmiento, duque de Híjar, foi doado por D. João IV à rainha D. Luísa de Gusmão, em 14 de abril de 1643, ficando incorporado no Reguengo da Casa das Rainhas. A Casa das Rainhas teve administração independente até 1769. Por decisão do Marquês de Pombal, de 25 de janeiro 1770, os seus rendimentos passaram a ser geridos pelo Erário Régio, sendo, as despesas autorizadas pela rainha. O reguengo de Guimarães foi extinto pelo decreto de 13 de agosto de 1832, reformulado em 22 de junho de 1846.
Adelaide da Piedade Carvalho Félix nasceu em Santarém (Marvila), a 24 de fevereiro de 1892, filha do então, 1.º sargento de artilharia 3, Joaquim Félix e de D. Emília da Anunciação Carvalho Félix, irmã da conservadora da Torre do Tombo, Emília da Piedade Carvalho Félix. Em 1912 [?], concluiu o curso de Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, iniciando, após estágio na Alemanha, a atividade docente no Liceu Rodrigues Lobo de Leiria. Lecionou depois no Liceu Carolina Michaëlis de Vasconcelos, no Porto. Em 1926 passou a lecionar no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa e a partir de 1937, no Liceu D. Filipa de Lencastre, onde se manteve até à aposentação, com 63 anos de idade. Casou em 1933 com Eduardo Alexandre da Cunha, de quem se divorcia em 1938. Colaborou ativamente na imprensa: Novidades, Acção, Renascença, Ilustração de Angola, Stella, Diário de Luanda, Correio da Noite (Brasil), Atlântico, entre outros. Da sua obra literária destacam-se: Shakespeare e Othelo (esboço crítico), com prefácio de Teófilo Braga; Hora de instinto (romance), 1919; Miragens torvas (prosa de arte), 1921; Personae, (novelas), 1926; O grito da Terra, (romance), 1936; Nunca o direi… (novela), 1940; Cada qual com o seu milagre… (contos), 1941; Roteiro de viagens feitas, no mar tormentoso das letras, por gentes de Leiria e seu termo, 1944; No Estoril: uma noite igual a tantas (romance), 1952; Eu, pecador, me confesso, 1954 e Um seixo na torrente, 1963; Histórias breves de escritores ribatejanos (et al), 1968. Em 1937 e 1939 obteve dois primeiros prémios “Rosa de Ouro”, nos jogos florais da Emissora Nacional. Foi também tradutora de várias obras em inglês e alemão. Participou em várias conferências e projetos em torno da arte, literatura, política nacionalista e folclore em especial o da região ribatejana. Faleceu em Lisboa em 1971. In: https://adstr.dglab.gov.pt/wp-content/uploads/sites/3/2015/05/Adelaide-F%C3%A9lix-bio.pdf
Alfredo Pimenta nasceu na Casa de Penouços, freguesia de S. Mamede de Aldão, nas franjas da cidade de Guimarães, a 3 de Dezembro de 1882, numa família de médios proprietários rurais. Viveu depois alguns anos em Braga e voltou à cidade natal em 1892; aí frequenta o Colégio de S. Nicolau no Beringel, onde teve como mestre ‘admirável’ o Cónego José Maria Gomes. Recebeu, em 1893, o prémio da Sociedade Martins Sarmento para o melhor aluno da instrução primária. Órfão de pai e mãe aos dez anos, do seu conselho de família fizeram parte, além do tio Silvestre Pimenta, o médico Dr. Matos Chaves e o também médico e escritor Dr. Joaquim José de Meira, em quem encontrou um amigo. A sua curiosidade leva-o a frequentar a biblioteca da Sociedade Martins Sarmento e a da família Meira. Estabelece laços de amizade com João e José de Meira, cedo desaparecidos, e com Alfredo Guimarães e Eduardo de Almeida, até ao fim da vida. Colabora durante vários anos no Comércio de Guimarães e, com Eduardo de Almeida, funda a revista literária O Burgo Podre. Terminado o Liceu, matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1899); aí convive com os vimaranenses D. José Ferrão e Raul Aboim. Casa (1904) com uma senhora coimbrã, D. Adozinda Soares de Brito de Carvalho, de quem tem três filhos: Maria Adozinda, Alfredo Manuel e Maria Gracinda; dos dois mais velhos tem descendência. Em 1904 representa os republicanos de Guimarães no Congresso do Partido Evolucionista, em Coimbra. Entusiasma-se com o estudo da filosofia e da sociologia, envolve-se em actividades políticas e literárias, o que o leva a concluir o curso apenas em 1908. Abre então banca de advogado no Porto, mas desiludido, abandona a profissão e envereda pelo jornalismo e pela política. Em 1910 fixa residência em Lisboa. Chefia o gabinete de António Aurélio da Costa Ferreira, então Ministro do Fomento. Enfileira no Partido Evolucionista, de que redige o Manifesto. É Professor no Liceu Passos Manuel. Vai sempre publicando obras. Nas vésperas do 14 de Maio de 1915, decepcionado, desliga-se do Partido Evolucionista e da República - com a única mágoa de se separar de Guerra Junqueiro - e defende a solução monárquica. Em 1918, durante o consulado de Sidónio Pais, e com o apoio do 2º Conde de Margaride, apresenta-se como candidato monárquico a deputado por Guimarães, renuncia, porém, em favor de Oliveira Salazar, que, uma vez eleito, se retira. Profere inúmeras conferências, continua a colaboração em diversos jornais, publica também poesia. Demarca-se do Integralismo Lusitano, funda a Acção Tradicionalista Portuguesa e posteriormente a Acção Realista. Escreve regularmente no Diário de Notícias o ‘rodapé’ «Cultura Estrangeira - Cultura Portuguesa», n’A Época assina a «Tribuna Livre» que continua n’ A Voz. Recebe em herança de seu tio Padre João Pimenta a Casa da Madre de Deus, «na família, desde, pelo menos, 1762», de fronte da capela de Nª Sª da Madre de Deus de Fora, que transforma de «coisa rústica, sem livros, sem jardim, sem flores, nem sorrisos» numa casa com alma, aberta aos seus amigos, onde instala a sua «livraria de Mumadona» e prossegue incansável o seu trabalho. Em 1931 é nomeado 2º Conservador da Torre do Tombo e Director do Arquivo Municipal de Guimarães (sem remuneração); ao Arquivo, apesar de concelhio, é dada categoria de distrital. Organiza então um vasto espólio constituído principalmente pelos valiosos documentos que o Cabido da Colegiada de Guimarães implacavelmente conservara, resistindo à ordem liberal que mandava reuni-los na Torre do Tombo. Recebidos em cestos de verga nas instalações primeiramente atribuídas, em dois anos, ele e seu irmão Rodrigo, sistematizaram mais de cem mil espécies, do séc. XII ao séc. XIX. Fundou o Boletim de Trabalhos Históricos, com o fito da dar a conhecer os documentos do Arquivo, que ainda hoje se publica. Passa então todos os anos 4 meses em Guimarães. Entretanto apoia Alfredo Guimarães na criação do Museu de Alberto Sampaio. Em 1949 é nomeado Director da Torre do Tombo. Dedica grande parte do seu tempo ao estudo da História publicando diversas obras notáveis entre as quais os Elementos de História de Portugal, destinados ao ensino secundário, onde inova quanto ao método de ensino. Muitas das mais de centena e meia de obras suas publicadas estão relacionadas com a cidade de Guimarães, nomeadamente Os Vimaranis Monumenta Historica e a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Guimarães (1936), A Data da Fundação da Nacionalidade - 24 de Junho de 1128 (1939), entre outros. Alfredo Pimenta morreu a 15 de Outubro de 1950, em Lisboa, acabado de regressar de Guimarães. No ano seguinte a sua família, dando cumprimento ao desejo várias vezes expresso, leva os seus restos mortais a repousarem na Capela de Nª Sª da Madre de Deus, com todas as licenças civis e eclesiásticas, acompanhado de governantes e forças vivas e grande número de vimaranenses. A Associação Central da Agricultura Portuguesa mandou, pouco depois da sua morte, inscrever na fachada granítica da Casa da Madre de Deus uma homenagem da lavoura portuguesa «ao pobre lavrador vimaranense que uniu no mesmo abraço cristão o amor à terra e aos humildes que a trabalham». Em 1951 é dado o seu nome a uma das principais artérias de Guimarães e o Arquivo Municipal passa a designar-se ´Arquivo Municipal Alfredo Pimenta´. Em 2003 é condignamente instalado no Palácio dos Navarros de Andrade.
Por provisão régia expedida pelo Conselho da Fazenda de 23 de Setembro de 1825, procedeu o juiz de fora da vila do Fundão, a 9 de Janeiro de 1826, ao sequestro dos direitos e bens pertencentes à Alcaidaria mor da vila do Fundão, de que se dizia donatário o Conde de Barbacena. Neste volume descrevem-se, em forma de adicionamento, os foros anuais, bens e direitos da referida alcaidaria, com base num tombo feito no ano de 1688, bem como nas relações de cobrança apresentadas pelos rendeiros e nas declarações dos enfiteutas, mas também outros bens pertencentes a comendas extintas e a outras instituições situados no concelho do Fundão. Inclui a descrição dos prazos, com o nome do enfiteuta, tipo de terreno, sua localização, confrontações, folha do tombo onde aparece mencionado e nome do então seu possuidor, respectivo foro e avaliação do rendimento em réis, pertencentes à Alcaidaria-mor da Vila do Fundão e situados nesta vila e seu termo; dos prazos pertencentes à Alcaidaria-mor da Vila do Fundão situados no concelho da Covilhã; dos prazos pertencentes ao extinto Convento de S. Bernardo de Coimbra, situados no limite de Capinha; dos prazos de que se pagavam foros à Comenda de S. Bartolomeu da vila da Covilhã, situados nos limites de Salgueiro, Quintãs e Escarigo; dos prazos de que se pagavam foros à extinta Comenda de São João de Jerusalém, da vila da Covilhã, situados no limite de Escarigo; dos prazos pertencentes à mesma Comenda de São João de Jerusalém, situados nos limites do Telhado e Freixial; dos prazos pertencentes à Comenda de São João de Jerusalém da Covilhã, cujos enfiteutas são residentes em Caria e Valverde, e dos prazos situados nos limites de Escarigo e Quintãs; dos prazos pertencentes à extinta Comenda de Nossa Senhora da Silva do Castelejo, situados nos limites de Castelejo, Lavacolhos e Silvares; dos prazos que pertenciam às Religiosas do extinto Convento de São Francisco da vila de São Vicente da Beira e, então, devolutos à Fazenda Nacional; dos bens pertencentes à Comenda de São Domingos de Janeiro de Baixo; dos bens pertencentes à Comenda extinta de Santa Maria da Graça de Castelo Novo, situados nos limites da Fatela; dos bens pertencentes à extinta Comenda de São Pedro da Aldeia de Joanes; dos bens do Convento de Santo António da vila do Fundão; dos bens pertencentes à prebenda de que formava cabeça a Póvoa de Rio de Moinhos; e dos bens pertencentes à Comenda de Santa Maria Maior da Covilhã, na localidade de Janeiro de Cima. À margem, existem indicações sobre os bens que foram remidos, vendidos ou arrematados, os bens que já haviam sido descritos noutras partes do volume, novos enfiteutas dos prazos, etc., além de figurar uma numeração, por vezes rasurada ou coexistente com outras numerações, razão pela qual se optou por não identificar os prazos e bens através da numeração.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: o título de instituição não consta dos autos. Vínculo instituído ca. de 1634, considerando a data da primeira quitação do outro processo de capela do mesmo instituidor com a cota atual JRC, Cx. 218-8. ENCARGOS PERPÉTUOS (ANUAIS): um ofício noturno de três lições por alma de Manuel de Florença “o Velho”, ofertado com dois alqueires de trigo, meio almude de vinho e cinco tostões, de cinco em cinco anos, conforme consta da folha de rosto dos autos e de uma declaração do vigário, extraída do tombo da igreja de São Brás do Arco (f. 36). BENS DO VÍNCULO: terras da “Pracearia”, Lombo das Florenças, Arco da Calheta que, em 1781, confrontava pelo leste com o ribeiro do Fragueiro, sul com os herdeiros de Francisco Homem, não constando outras confrontações (declaração na f. 36). SUCESSÃO: a forma de sucessão não consta dos autos. OUTROS VÍNCULOS: o testador e a mulher Isabel Pereira instituem outro vínculo de capela com pensão de duas missas anuais por suas almas (autos com a cota atual Cx. 218-8). ADMINISTRADOR EM 1706-...]-11, data da primeira carta de quitação (f. 3): padre Gaspar Homem. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Francisco Gomes de Sousa, das Faias, Calheta e outros. Outros documentos: Contém quitações referentes ao outro vínculo de capela do instituidor e mulher, bem como da capela de Maria de Florença. F. 18 v.º-26 – Testamento e codicilo de Francisco Homem d’El-Rei, datado de abril de 1700, parcialmente desfeito, tinta desvanecida. F. 36 – Declaração do vigário Manuel do Nascimento, de 1781, com a seguinte informação extraída do tombo da igreja de São Brás do Arco: consta haver umas terras denominadas da “Prasseria” que foram de Manuel de Florença pensionadas com um ofício anual noturno [a nota na folha de rosto e algumas quitações iniciais referem de cinco em cinco anos) de três lições e ofertada. Então, tais terras encontravam-se repartidas por vários herdeiros que dividiam a pensão, a saber: 1.º ano, o padre Gaspar Homem d’El-Rei, herdeiro de um quinhão; 2.º ano o padre Francisco Homem d’El-Rei; 3.º ano os herdeiros de Manuel Vogado Souto Maior; e 4º e 5.º anos Manuel de Sousa Órfão das Florenças, por terem comprado duas partes da mesma terra a herdeiros de José Carvalho da Câmara. F. 52-52 v.º - Conta tomada em 1782-06-06 a Francisco Gomes de Sousa das Faias, a Francisco Gonçalves, representado pelo filho Nuno Gonçalves, a João Fernandes e outro, representado pelo filho Nicolau Fernandes. Afirmam possuir a terça parte das terras das pensões de Manuel de Florença, porém, as outras partes são administradas por [Filipe Joaquim Ferreira Ferro], sendo certo que corresponde à obrigada das pensões do mesmo instituidor sob o n.º Mç. 91, n.º 958.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: não consta do processo. A falta já é detetada num despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1785-09-17 (f. 67 v.º-68), em que se determina a apresentação da instituição e o tombo dos bens desta capela, pedido este que é reiterado em despachos de 1792-03-14 (f. 69 v.º) e 1796-06-08 (f. 70 v.º). ENCARGOS (ANUAIS): missa cantada e ofertada no convento de São Francisco do Funchal. BENS DO VÍNCULO: casas na rua das Pretas, conforme consta de uma diligência efetuada em 167[…]-04-27 (f. 37 v.º), em que Diogo de Ornelas de Vasconcelos informa que, de 167[3] em diante, era administrador o sobrinho Álvaro de Ornelas de Vasconcelos «por lhe ter larguado ho quinham das casas da rua das Pretas em que esta imposto este leguado». Uma nota na f. 2 refere que lhe «vemde[u] seu tio Diogo de Ornelas». SUCESSÃO: a forma de sucessão não consta do processo, mas o primeiro administrador parece ter sido a irmã D. Ana de Melo. Em 1609 já presta contas D. Catarina, mulher de Aires de Ornelas de Vasconcelos, seguindo-se Diogo de Ornelas de Vasconcelos e Álvaro de Ornelas de Vasconcelos, atrás mencionados. ADMINISTRADOR EM 1586-07-08, data da primeira quitação (f. 4-4 v.º): a irmã D. Ana de Melo, por seu procurador António Mendes. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: morgado Aires de Ornelas Cisneiros. Outros documentos: F. 73 v.º – Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1808-12-12, a ordenar o exame à instituição e fundação desta capela, para se verificar se é «da classe daqueles de cujos bens se deve fazer a descripção tupografica».
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 2-4) aprovado em 1719-07-12, pelo tabelião de notas do lugar da Ribeira Brava, Jerónimo Teixeira. ENCARGOS (ANUAIS): seis missas rezadas com esmola de 160 réis cada uma. BENS DO VÍNCULO: terça dos bens imposta numa fazenda no Monte Gordo, Ribeira Brava, que comprara aos herdeiros de Nicolau Rodrigues. Uma nota na f. 1A refere a fazenda no Monte Gordo e umas casas na rua que vai para a Bagaceira. SUCESSÃO: nomeia a mulher Constança de Aguiar, depois a filha Josefa Maria de Santo António, podendo esta designar «quem lhe pareser». ADMINISTRADOR EM 1719-09-13, data da primeira quitação (f. 5): a mulher. Por ocasião da abertura dos autos, em 1724, presta contas o genro Tomé Fernandes de Freitas, por sua sogra. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Antónia Pestana Bettencourt. A última conta (f. 52-52 v.º) é tomada em 1777-07-08, assinalando-se o incumprimento respeitante aos últimos treze anos, ascendendo a dívida a 15$600 réis (78 missas a 200 réis cada uma). EXTINÇÃO DO VÍNCULO: na mesma conta atrás aludida, regista-se que, uma vez satisfeita as missas em falta, esta capela ficaria extinta para o futuro, por provisão régia registada no Tombo 12.º, f. 154-155 do Juízo. Outras informações do testamento (f. 2-4): FREGUESIA: Ribeira Brava. TESTAMENTEIROS: a mulher, a filha e o padre cura Manuel Fernandes Madeira. ENTERRAMENTO: igreja da Ribeira Brava. LITERACIA: sabe escrever, não pode assinar o testamento. TESTEMUNHAS: Domingos Dias, tabelião de notas do lugar da Ribeira Brava; capitão Bartolomeu Bettencourt de Atouguia; José Ferreira da Silva; José Ferreira Garcês; Manuel Pestana da Silva; Manuel da Silva.
A Condessa de Oeynhausen, [D. Leonor de Almeida], [1750-1839], acusa a receção da carta de [António de Araújo]. Refere a sua tristeza e desconsolo pelo desencontro com o filho [Conde de Oeynhausen] [João Ulrico], que partiu na 2.ª feira para Londres para ir buscá-la e ela chegou na 6.ª feira seguinte a Lisboa. Foi recebida com civilidade em Lisboa, respeitando-se assim as ordens do Soberano. O governo mandou suster a venda dos prazos que lhe pertencem. Queixa-se da legislação em que se apoia o juíz do seu processo e dos discursos que em privado veiculam "axiomas de justiça, de bondade, e desejo da restauração das famílias disgraçadas", mas nos atos públicos "a linguagem é sempre feroz". Pede o auxílio do destinatário [Min. da Marinha e Conselheiro de Estado] para conseguir um novo Aviso que lhe permita entrar nas suas casas assim que o encarregado de negócios inglês de lá saia; e um decreto régio para que o fisco devolva as fazendas de Almeirim e Almada, sem que seja necessário a apresentação dos documentos que se extraviaram, queimaram e venderam a "pêzo para os confeiteiros". Está muito doente e não tem meios para pagar médicos nem criados e nem carruagem tem. A boa vontade dos Governadores do Reino não a pode salvar, porque não têm poderes para revogar as injustiças que lhe movem. A pensão que recebia foi caucionada em Londres para poder sair e que por isso não pode recuperar os papéis que estão na Torre do Tombo e que sem eles não querem entregar-lhe o Morgado. Enquanto isso destróiem tudo o que pertence a sua casa, contra a vontade de S.A.R. e dos Governadores do Reino, conforme lhe disse Morgado de Olhão. Soube pelo secretário do núncio que o destinatário não passa bem de saúde.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas e/ou tipologias documentais: laudémios, foros, vedorias, tombos, arrendamentos, cartas, igrejas.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas: freguesias, igrejas anexas, arrendamentos, dotes e testamentos, dívidas, pensões, tombos, recibos.
O conjunto documental distribui-se pelas seguintes áreas: prazos, arrendamentos, compras, demarcações, demandas, letras pontifícias, tombos, admissões.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 2-6 v.º) feito em 1483-08-21, em Câmara de Lobos, por Afonso Lopes, tabelião público na dita vila pelo duque D. Diogo. Traslado de 1796, extraído do Tombo 2.º dos Resíduos, f. 231. MOTIVOS DA FUNDAÇÃO: o testador jazia doente em cama; temia o seu passamento e não sabe quando seria. ENCARGOS PERPÉTUOS: anualmente, missa rezada em todas as nove festas de Nossa Senhora, ditas com um círio de dois arratéis que se acenderiam no dito altar aos domingos e festas do ano, sendo estas missas por sua alma e de Beatriz Nunes, de quem ele se «sente encarregado por algum serviço que lhe fez» (f. 4); missa rezada às quartas-feiras; edificar e ornamentar e manter sempre reparado e ornamentado o altar de Santa Maria na igreja de São Sebastião, Câmara de Lobos, «tanto que for feita» (rebocar e acafelar todo o redor do altar; ornar com toalhas, frontal, imagem de Santa Maria com vestimenta de seda rasa, um bom manto de veludo ou damasco com estola e manípulo, um bom cálice de prata dourada pesando marco e meio, um bom missal, galhetas, um pano de linho com uma cruz pintada no meio para colocar diante da Virgem na Quaresma); ainda manda fazer uma arca para guardar a cera e ornamentos do altar, cuja chave só teria o testamenteiro e administrador. REDUÇÃO DE ENCARGOS: a informação do procurador do Resíduo (f. 16), esclarece que, pela redução de 1814-03-20, esta capela ficou anexa à capelania da Lombada, com pensão de sete missas anuais. Em 1819-01-28 (f. 18-25) o administrador João Carvalhal Esmeraldo Vasconcelos Bettencourt obtém indulto apostólico de componenda das pensões caídas das capelas que administra. SUCESSÃO: nomeia a sua alma por herdeira, visto não ter herdeiros forçosos, designando para primeiro administrador o testamenteiro João Galego, podendo este designar outro testamenteiro «e assi va descendente em descendente para sempre em tais pessoas que tenha conciencia e o fação bem» (f. 6). Os administradores receberiam pelo encargo 2.000 réis anuais e este cargo e a renda do vínculo nunca lhes poderia ser tirado por nenhuma justiça eclesiástica nem secular, estas apenas podiam constranger o administrador a cumprir como deviam. E caso as justiças mencionados e os administradores não fizessem como deviam amaldiçoa-os «venha sobre ele a maldição de Deus e de Santa Maria e de São Pedro e de São Paulo e ante Deus lhes responda por ela» (f. 6). BENS VINCULADOS: determina a partição de todos os seus bens com a mulher Maria Gomes, sendo que a sua metade dos bens móveis e escravos seriam logo vendidos para cumprimento das exéquias, missas e legados. Quanto aos bens de raiz, determina o seu arrendamento em fatiota, vinculando-os, e o rendimento seria aplicado em missas, reparo e ornamento do altar, e o que sobrasse «do mais que hi houver» seria para vestir dois pobres todos os anos e despender em missas, trintários e em obras meritórias. Os administradores fariam aproveitar os ditos bens, para que não se perdessem nem danificassem. O auto do tombo e medição da fazenda de Gonçalo Dias (f. 7/10), realizado em 1519-03-25, sendo então administrador Afonso Pires da Câmara, identifica os bens da capela: i) serrado no caminho do Estreito, acima do lugar de Câmara de Lobos, com um dia e noite de água da levada de São Bernardino, aforado ao fidalgo António Correia por 5.000 réis; ii) terra em Câmara de Lobos com casas sobradadas, vinha e canas, aforada por 3.000 réis a João Gomes, sucessor de João das Arcas. A medição e tombo fora ordenada pelo bacharel João Fernandes de Amil, juiz e contador dos Resíduos e provedor da Santa Cruzada nesta ilha e Porto Santo, sendo então alcaide de Câmara de Lobos Martim Rodrigues e medidor Fernão Teles. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Conde de Carvalhal. Outras informações do testamento (f. 2 a 6 v.º): CÔNJUGE: Maria Gomes. Sem herdeiro forçosos, deserda todos os seus parentes. TESTAMENTEIRO: João Galego, morador no lugar de Câmara de Lobos, confiando na sua bondade e discrição (f. 5 v.º). ENTERRAMENTO: igreja de São Sebastião de Câmara de Lobos, diante do altar de Santa Maria, que manda construir. ESCRAVOS: o testador e a mulher libertam o escravo João Chamorro; determina que qualquer «das moças que couber a sua parte» (f. 5) sirva o testamenteiro durante cinco anos, sendo que depois seriam aforrados. Cônjuge: Maria Gomes. LEGADOS: 1.000 réis a Briolanja, mulher de Rui Vaz; 400 réis a Pedro, enteado de Martim Rodrigues, do tempo que o serviu; 100 réis ao Espírito Santo para a sua obra. CONTAS: se alguém cobrasse alguma dívida pagar-se-lhe-ia, sob juramento dos Santos Evangelhos. TESTEMUNHAS: frei Pedro, frade em São Francisco; frei Rodrigo Anes, vigário; João Gonçalves; Tomé Gonçalves e Aparício Gonçalves, filhos de Gonçalo Vaz, Martim Gonçalves, trabalhador. Outros documentos: F. 18 a 24 - Indulto apostólico de componenda de pensões caídas, datado de 1819-01-28, e obtido pelo administrador João de Carvalhal Esmeraldo.
A primeira senhora de que há notícia da quinta de Margaride foi a condessa Mumadona Dias, fundadora do Mosteiro de Santa Maria de Guimarães, que a legou a Sesita e a sua filha Bronili, religiosas professas. A 14 de junho de 1021 esta última vendeu a sua "villa margaridi" a Idila e sua esposa Astileova. Idila, a seu tempo, conjuntamente com as suas filhas Bronili e Felícia, vendeu-a, a 9 de fevereiro de 1044, a Dona Elsinda, também religiosa professa. Em 1059 Fernando I de Leão, em seu inventário de propriedades e igrejas em Guimarães, ao tratar desta paróquia menciona apenas a igreja de São Romão de Mesão Frio e a quinta de Margaride. Séculos mais tarde, por doação de 18 de maio de 1314, a quintã de Margaride transita para a posse do Cabido da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira de Guimarães. Este fato determinará que, a partir de 7 de novembro de 1423, esta propriedade passe a beneficiar do importante "Privilégio das Tábuas Vermelhas", concedido nessa data por João I de Portugal à Colegiada de Guimarães. Ao longo dos séculos sucederam-se os emprazamentos, data de 1507, o documento que primeiro descreve a Casa de Margaride, que então se encontrava emprazada a João Gonçalves pela família Almada (Tombo do Morgado dos Alamadas, em Guimarães). Segundo este mesmo documento tratava-se de uma "Casa térrea, telhada, com três portas em arco...". No século XVII o prazo de Margaride passou para o da varonia dos Condes de Margaride, aquando do casamento de Maria Gonçalves com Domingos Enes. No último quartel do século XIX, o 2º Conde de Margaride, Henrique Cardoso de Macedo Martins de Menezes, que escolheu a Casa de Margaride para residência, efectuou grandes obras de ampliação e melhoramentos gerais na casa da quinta. Assim, a casa que hoje se nos apresenta nada se assemelha à descrição quinhentista. Trata-se de uma construção de linhas sóbrias, constituída por cave e dois pisos superiores, toda em aparelho de granito, com um lanço de escadas exterior de acesso à porta principal, a qual é encimada pela pedra de armas da família. No terreiro que lhe fica defronte encontra-se um belo cruzeiro, adquirido pelo 2º conde de Margaride e que, primitivamente, se encontrava junto ao Recolhimento do Anjo, em Guimarães. A quinta de Margaride conserva-se até hoje na descendência da família dos condes de Margaride. - Vasconcelos, J. Leite de, Opusculos, vol. 3, Coimbra, 1931, pp. 221-225; Moraes, Maria Adelaide Pereira de, Guimarães, Terras de Santa Maria, Guimarães, 1978, pp. 120-121. - Costa, José Couceiro da. Villa Margariti - Da aurora da nacionalidade.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento aprovado em 1600-04-08, pelo tabelião Pedro Nogueira. ENCARGOS (ANUAIS): duas missas e cinco cruzados para obras e ornato da igreja da Santíssima Trindade da Tabua. Em 1796 (f. 51-56), o administrador D. José de Brito obtém componenda de redução de pensões em atraso. REDUÇÃO DE ENCARGOS:por sentença de 1819-02-09 (vol. I, f. 269-291 do processo de capela de João Mendes de Brito e mulher), as pensões desta capela e as outras administradas por António Saldanha da Gama são reduzidas à pensão anual de 70.000 réis à Misericórdia do Funchal (ver nota inscrita na f. 67 v.º e despacho do juiz do Resíduo na f. 68, a ordenar a averbação ao processo desta redução). BENS VINCULADOS: propriedade de vinhas acima da igreja da Tabua, onde chamam a Ladeira. A propriedade seria mantida «sempre consertada» e sujeita aos ditos encargos pios, o administrador ficaria com o remanescente do rendimento. Em 1654-03-07 (f. 4 v.º-5), o capitão João de Bettencourt da Câmara toma posse desta fazenda. SUCESSÃO: nomeia como herdeira universal a prima Isabel Vogado, filha de seu irmão Manuel de Medeiros, e somente após a sua morte se instituiria o vínculo de capela no seu filho varão primogénito e na linha de seus descendentes. Não havendo herdeiro varão ou fêmea, a administração tornaria à linha de sucessão do irmão Manuel de Medeiros. ADMINISTRADOR EM 1655 (data da primeira quitação f. 16): capitão João Bettencourt da Câmara. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Francisco Correia Herédia. Outras informações do testamento (f. 2 a 4): TESTAMENTEIRO: primo João de Medeiros, clérigo de missa, morador no Cabo do Calhau. ENTERRAMENTO: igreja de Nossa Senhora do Calhau, na sepultura da mãe. TESTEMUNHAS: padre Gaspar Estácio; Pedro de Teives, mercador; Estêvão Dias da Costa, pedreiro; Cristóvão de Andrade; Roque Álvares, mareante; João Rodrigues, covoeiro. Outras informações do processo: F. 28/29 - Certidão do vigário da igreja da Tábua, datada de 1763-04-15, sobre a origem da pensão e cumprimento da mesma, extraída do tombo da igreja paroquial. F. 26 v.º-27 - Informação de Estêvão António Cardoso da Silva, datada de 1763-03-24, onde conta um esclarecimento sobre os bens da capela do padre Lopo Dias.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 2-6 v.º) aprovado em 1757-06-14 pelo tabelião do lugar de Câmara de Lobos, José Ferreira dos Passos; aberto em 175706-21. ENCARGOS (ANUAIS): duas missas na entrada de cada herdeiro (duas missas uma só vez «em cada folgo (…) e assim correra the o fim do mundo»). BENS DO VÍNCULO: casa grande onde vive e o bocado de fazenda onde se encontra, no sítio da Marinheira, Estreito de Câmara de Lobos. Caso algum filho ou genro «ponha algua duvida nesta deicha», faz terça de todos os seus bens e «toma» na mesma casa e aposento junto a ela, deixando-a por falecimento do marido ao mesmo filho Gaspar, mas com o encargo de quatro (ou três?) missas na entrada de cada herdeiro. Em 1758-06-12 (f. 15 v.º-16), procede-se à divisão e demarcação desta casa e fazenda, considerando-se vinculados e unidos por sentença do juiz dos Resíduos de 1758-07-01 (f. 19 v.º-20). SUCESSÃO: nomeia o filho Gaspar dos Santos, sucedendo-lhe um filho ou filha; não tendo filhos ficaria ao irmão Pedro Gonçalves Figueira. ADMINISTRADOR EM 1757-06-24, data da primeira quitação (f. 9): o marido Pedro Gomes Vieira. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: não consta. EXTINÇÃO DO VÍNCULO: extinta pela provisão régia registada no tombo 12.º deste Juízo, f. 32-33, de acordo com nota do escrivão, datada de 1775-11-06, exarada na folha de rosto destes autos. Outras informações do testamento (f. 2-6 v.º): FILHOS: Ana Maria, falecida; Gaspar dos Santos; Manuel Gomes Figueira, seu testamenteiro; Pedro Gonçalves Figueira; outros filhos mencionados no termo de citação aos herdeiros (f. 15): Francisco Gomes; Maria Fernandes casada com António Fernandes, Francisca da Silva casada com Francisco de Ornelas da Silva. ENTERRAMENTO: na igreja da sua freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, em sepultura de Bento Gonçalves, de que é herdeira. LEGADOS (vestes, joias): à sobrinha Maria, caso sirva o marido, deixa uns cadeados, uma saia de calhamaço, os seus coletes e mais vestidos, bem como uma caixa sem fechadura, pagando-se ainda a sua soldada; ao neto lega a cama em que dorme. LITERACIA: não sabe ler e escrever. Outros documentos: F. 14 – Mandado do juiz para o escrivão do lugar de Câmara de Lobos, a ordenar que, juntamente com dois avaliadores ajuramentados pela Câmara, proceda à divisão e demarcação da casa grande e bocado de fazenda junto a ela, na Marinheira, em que assistiu Ana do Espírito Santo e o marido. 1758-05-30. F. 15 v.º-16 v.º - Auto de demarcação e divisão da casa e fazenda. 1758-06-12. F. 16 v.º - Auto de posse tomada pelo herdeiro Gaspar dos Santos. F. 19 v.º-20 – Sentença de instituição do vínculo emitida em 1758-07-01.
Manuscrito. "Pasta nº 6 Cazal 37 A". Este documento estava na “Caixa 6”, que contém CP 12997 a CP 13016. Escritura do assento do Mosteiro de Arnoso. Prazo velho do assento do Mosteiro de Arnoso 2-6-1609. Certidão do contrato. Escritura lavrada em Guimarães. Escritura lavrada em Guimarães, junho de 1609, diz-se que comprou à Abadessa do Mosteiro de Varão o Assento do Mosteiro de Arnoso, por um conto e trezentos e seis mil reis, e o indispensável consentimento do seu senhoria direto, o Mosteiro dos Jerónimos de Belém (Lisboa). Neste documento CP 13.016 também se faz o tombo dos bens fundiários junto do mosteiro: "o palheiro que está contra a parte do norte tem de largo seis varas e oito de comprido, está colmado e as casas que estão juntas ao palheiro da mesma parte do norte tem de largo seis varas e de comprido vinte e são casas sobradadas que tem escada de pedra com varanda e dentro uma sala com sobressala por cima e mais uma câmara e nos bancos da casa uma cozinha térrea e uma adega e uma casa de tulha, tudo junto nestas casas; item uma casa de lagar colmada que está para a parte do poente, tem de largo quatro varas e meia e oito de comprido; item uma corte de bois que tem colmo por telhado, tem de comprido nove varas e de largo cinco varas, à qual está junto um pardieiro velho que tem de comprido oito varas e de largo cinco; item uma corrente de cortes colmadas que ficam à parte do sul, tem de comprido quinze varas e de largo quatro varas e meia; item uma casa sobradada e telhada que está na mesma corrente das cortes que tem sete varas de largo e outras tantas de comprido; item uma horta junto do rio que parte do sul, que tem de largo três varas e meia e de comprido trinta varas, a qual horta é cercada de árvores e tem três laranjeiras (....)"; item um livro mais de campos, vinhedos e courelas.
Refere-se à chegada de Sebastião Pinto e à carta que António de Araújo de Azevedo enviou por ele. Aconselha o destinatário a conservar a sua saúde para seu próprio bem e para bem do Estado; elogia os trabalhos deste, os quais têm convencido todos os incrédulos; refere-se à expedição do exército que S.A.R. preparou, apesar das dúvidas que alguns políticos manifestaram em que o mesmo Senhor queira retirar tropas de Portugal. Defende a opinião de S.A.R., que em primeiro lugar está a defesa das nossas posses nas Américas e só depois então é que devemos atender as solicitações das nações aliadas. Acredita que tudo melhorará a partir de agora, visto que o Governo [de Lisboa] já tomou conhecimento da forte base de apoio que sustenta o Marechal [Beresford] à frente do exército. Refere-se ao plano engendrado por D. M[iguel Pereira Forjaz] e restante Governo [de Lisboa] para depor o referido Marechal, tendo mesmo envolvido o inocente Sebastião Pinto. Informa dos ataques que Francisco Inácio tem disferido às autoridades militares; pede notícias sobre a "Restituição de Loubo" para poder defender o destinatário das acusações que lhe são feitas. Recebeu carta de Palmeirim, onde este lhe dizia que tinha falado com António de Araújo de Azevedo e lhe comunicava a nomeação de um dos filhos da autora para Ajudante de Ordens. Anuiu ao pedido de Sebastião Pinto e o seu filho assumirá o cargo de Ajudante de Ordens. Solicita ao destinatário que transmita estas novidades às parentes da autora. Apresenta as suas desculpas pela imprudência em tê-lo envolvido na sua pretensão das Lezírias e informa que Nicolau escrever-lhe-á sobre este assunto, enviando a pública forma da setença do Tombo e de uma Provisão. Pede ao destinatário que interceda junto do Marquês de Aguiar sobre a justiça desta graça. Em Ps. de 20 de Junho refere-se ao atraso desta carta e ao receio que o governo [de Lisboa] tem em que cheguem ao Rio de Janeiro as verdades; fala das tentativas para promover intrigas entre o Marechal e os generais americanos; do apoio que este tem dado a Sebastião Pinto. Pede ao destinatário que tenha cuidado com "o tal Amigo e com outros". Acusa a receção de uma carta do destinatário, em que lhe fala sobre o despacho de Nicolau. Informa que comprou uma casa em Sintra.
Jornal Gazeta do Tejo referente ao mês de fevereiro de 2005 Contem os seguintes artigos: - Noite emocionante na entrega de Prémios e Bolsas de Estudo em Mação; - Abrantes tem cemitério inovador; - Em Praia do Ribatejo - Liga de Amigos da Fundação tem novos corpos diretivos; - Município celebra protocolo com Cine-Clube de Torres Novas - Cinema na Barquinha; - Clube Estrela Verde organiza Jogos Florais; - Rotary Clube de Abrantes e CRIA apoios em «escada»; - Exposição «Caminhos de Santiago, Luz e Vida» mostra Cultura Jacobeia, na Biblioteca António Botto em Abrantes; - Grupo Folclórico de Bemposta ajuda vítimas de maremoto; - Alunos do CRIA retratam afetos e emoções - Artes Plásticas no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal; - Percursos de observação e interpretação da natureza no Parque Ambiental de Santa Margarida - Três meses, três percursos; - Parque Infantil e Arranjo do Largo da Urbanização - Melhores condições de vida em Malpique; - Sardoal prepara Semana Santa; - Presidente da Associação Portuguesa de Cortiça, António Amorim apela à promoção da cortiça nos mercados mundiais; - Banda Hyubris convidam....Todos ao Tramagal no dia 26 de fevereiro; - Arquivo Municipal Eduardo Campos - Cerimónia de Assinatura de Acordo de Colaboração entre o Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e a Câmara Municipal de Abrantes; - Feira do Fumeiro, Queijo e Pão alcançou um balanço positivo; - Ligação de Vale de Mestre à Pinheira Francesa, obras já tiveram início; - Constância poderá não aceitar Centro Integrado de Recuperação e Eliminação de Resíduos Industriais Perigosos (na Chamusca?); - Fernando Pires, autarca Tramagalense «...talvez seja necessário rever a periodicidade de realização da Gala da Cultura e Desporto»; - Mação na rota das energias renováveis - Inauguração do Parque Eólico da Serra da Amêndoa; - Rede de esgotos domésticos está a ser melhorada em Sardoal; - Clube S@ber+ em Constância - Um espaço pioneiro em Portugal; - 18º Grande Prémio da Páscoa/Telcabo em Constância, integrado nas Festas do Concelho; - Inaugurado pavilhão desportivo municipal em Praia do Ribatejo; - Amoreira recebe Taça Disciplina; - Bloco de Natação já está a decorrer - Crianças aprendem a nadar em Constância; - Projeto de apoio à expressão físico-motora nas Escolas do 1º Ciclo do Concelho de Abrantes; - Atletismo de Abrantes campeão nacional; - Torneio Concelhio de Escolinhas de Futebol em Abrantes; - Feira de S.Matias em Alferrarede de 24 fevereiro a 13 de março; - Construção de Canil/Gatil Intermunicipal - Aprovada minuta de Protocolo; - Entroncamento - Plano de eventos sociais para 2005 do Núcleo da Liga dos Combatentes; - Constância prepara Festas do Concelho' 2005.