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Venda que faz D. Milícia de Melo, abadessa do mosteiro de Lorvão, a António Vieira, cavaleiro fidalgo da casa do duque de Bragança, morador em Borba, de dois quinhões em duas herdades situadas em Elvas, por sessenta mil reais. A abadessa é representada no acto por António de Moura, cavaleiro fidalgo da casa do duque de Bragança e cortesão, como seu procurador. Os bens vendidos faziam parte dos bens de raiz que pertenciam aos mosteiro por morte do licenciado Luís Leite, morador em Vila Viçosa, e tinham sido obtidos através de Margarida Machado, filha de Luís Leite e freira professa no mosteiro de Lorvão. Redactor: António do Amaral, cavaleiro e tabelião em Lisboa Localidade de redacção: Lisboa Localização específica da redacção: Nas casas do duque de Bragança
Aforamento que faz o senhor Manuel de Sousa Chichorro, fidalgo da casa real, e sua mulher, D. Leonor Melo, à igreja de Santiago de Évora, da terça parte de uma courela de terra que é mística com o cabido da Sé, situada na ribeira de São Manços, por quarenta alqueires de trigo anafil bom, pela Santa Maria de Agosto. Manuel de Sousa era procurador da mulher por procuração passada em Montemor-o-Novo, na casa dos próprios, a vinte e oito de Novembro de 1551, pelo tabelião Manuel Rodrigues. Redactor: Pedro Gomes, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Na casa do senhor Manuel de Sousa Chichorro, do conselho de [...]
Emprazamento, em três vidas, de uma vinha em panasqueira da igreja de São Pedro de Évora, localizada no termo da cidade, no caminho do Olival – confronta com azinhaga de João Mateus; com vinha da igreja de Santiago de Évora; com vinha de João Alvares, filho de Álvaro Parto, barbeiro, criado do senhor cardeal; com vinha que foi de Lopo Vaz de Camões; com panasqueira de Lopo Vaz; com vinha de uns órfãos de quem é tutor Álvaro Gonçalves; e com um chão da igreja de São Pedro – a João Gonçalves, amo de Fernão de Melo, e a sua mulher Margarida Anes, com a condição de plantarem uma vinha durante os 5 anos seguintes e de pagarem, durante a vida da primeira pessoa, apenas o dizimo à igreja, depois deve pagar a segunda pessoa vinte reais e a terceira trinta reais, pelo São Martinho. Redactor: Rui Carvalho, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de São Pedro
Jantar de comemoração da tomada de posse, com a presença de: Coronel Taveira; Dr. Borges de Melo; Amâncio Pedrosa; Adriano da Silva Figueiredo; Dr. Freitas Ribeiro; Capitão Pereira de Almeida; Prof Ayres de Carvalho; Coronel Ribeiro de Faria; Joaquim Manuel de Oliveira; Dr. Teixeira; António Resina; Francisco Leite; Capitão Nunes; Dr. João Paço; Joaquim Marques; Arq. Curado; José Nunes Tavares; Dr. Domingos Machado; João Osório de Castro; Eng. António Esteves Júnior; Dr. Joaquim Chaves; Dr. Domingos Rodrigues; Normando Correia Leitão; Eng. Dores; Henrique Osório de Castro; Guilherme Assunção
Negativo fotográfico em vidro representando dois retratos de uma jovem, lado a lado, na mesma chapa de vidro, denunciando reutilização do negativo (Ventura, 2003, p. 294). São, portanto, duas exposições em negativo fotográfico sobre vidro. A jovem é retratada em cenário pintado representando arquitecturas de gosto classicista envoltas em vegetação arbórea, complementado com plantas armadas sobre amontoado de pedras, criados para o efeito. A jovem, ricamente vestida, de negro, com casaca de veludo acertuada e cingida ao corpo, saia de pregueados e arrepanhados, alternados em altura, e mantilha sobre a cabeça, envolta na zona do pescoço e colo, encontra-se sentada em cadeira, segurando, com a sua mão direita, uma sombrinha de sol. As duas imagens são idênticas, variando apenas numa ligeira alteração de posicionamento do rosto, e a exposição à luz (mais luminosidade na imagem da direita). Por comparação com retratos existentes neste espólio e outros, foi possível identificar a jovem retratada: trata-se de Maria de Jesus Xavier de Figueiredo e Melo Oriol Pena (Leiria, 1864 - ?), filha de Inácio Xavier de Figueiredo Oriol Pena e de Maria Teresa de Sousa Vadre de Santa Marta Mesquita e Melo. Casou com Bernardim Raposo de Sousa d'Alte Espargosa, em Santarém, no ano de 1886. Tiveram um único filho, José Maria Raposo de Sousa d'Alte Espargosa (1886-1974). Nestes retratos, aparenta ter perto de 20 anos, o que nos permite avançar uma proposta de datação dos mesmos: década de 80' do século XIX. Estes retratos, foram feitos na mesma altura que os retratos sob a cota PT-AMM-AMR-FT-NG01-001 e 125, e pelo mesmo fotógrafo, conforme atesta o vestuário da retratada, que se repete, e o cenário, que é o mesmo em dois dos casos, para além do recurso ao aproveitamento do vidro para 2 negativos. Tendo em conta a composição da imagem (e a utilização da mesma cadeira no retrato PT-AMM-AMR-FT-NG01-002 e 125), coloca-se a hipótese de serem fotografias de Carlos Relvas, por causa da estética e da arquitectura do estúdio parcialmente visível no espécime PT-AMM-AMR-FT-NG01-125.
Negativo fotográfico em vidro reproduzindo dois retratos de uma jovem, lado a lado, na mesma chapa de vidro, denunciando reutilização do negativo (Ventura, 2003, p. 294). São, portanto, duas exposições em negativo fotográfico sobre vidro. A jovem é retratada em cenário pintado representando arquitecturas de gosto classicista envoltas em vegetação arbórea, complementado com varandim ricamente trabalhado e plantas, umas colocadas em vaso abaulado, decorado, e outras sobre amontoado de pedras, criado para o efeito. A jovem, ricamente vestida, de negro, com casaca de veludo acertuada e cingida ao corpo, saia de pregueados e arrepanhados, alternados em altura, e mantilha sobre a cabeça, envolta na zona do pescoço e colo, apoia a sua mão esquerda sobre o varandim e segura, com a direita, um leque timidamente aberto, o qual aparece também na imagem da direita, mas desenhado. As duas imagens são idênticas, variando apenas numa ligeira alteração de posicionamento do rosto, virando-se, na da direita, um pouco mais para o seu lado esquerdo e na existência do leque, conforme referido. Por comparação com retratos existentes neste espólio e outros, foi possível identificar a jovem retratada: trata-se de Maria de Jesus Xavier de Figueiredo e Melo Oriol Pena (Leiria, 1864 - ?), filha de Inácio Xavier de Figueiredo Oriol Pena e de Maria Teresa de Sousa Vadre de Santa Marta Mesquita e Melo. Casou com Bernardim Raposo de Sousa d'Alte Espargosa, em Santarém, no ano de 1886. Tiveram um único filho, José Maria Raposo de Sousa d'Alte Espargosa (1886-1974). Nestes retratos, aparenta ter perto de 20 anos, o que nos permite avançar uma proposta de datação dos mesmos: década de 80' do século XIX. Estes retratos, foram feitos na mesma altura que os retratos sob a cota PT-AMM-AMR-FT-NG01-002 e 125, e pelo mesmo fotógrafo, conforme atesta o vestuário da retratada, que se repete, e o cenário, que é o mesmo em dois dos casos, só mudando alguns elementos adicionais. Tendo em conta a composição da imagem (e a utilização da mesma cadeira no retrato PT-AMM-AMR-FT-NG01-002 e 125), coloca-se a hipótese de serem fotografias de Carlos Relvas, por causa da estética e da arquitectura do estúdio parcialmente visível no espécime PT-AMM-AMR-FT-NG01-125.
Contém: 1 folha A3 com duas cartas coladas: Carta de António Vicente de Carvalho Leal e Sousa Júnior de 1891-06-15 e carta de Bernardo Pinheiro C. de Melo, Conde de Arnoso. 1891-06-12. Transcrição da Carta de António Vicente Carvalho Leal e Souza Júnior a Higino Veloso de Macedo, 2.º comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão. «Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor Encarregado pelo corpo ativo, do mui digno Comando de V. Ex.cia de fazer chegar às mãos de Sua Alteza Real Dom Afonso o memorial, pedindo a graça de aceitar o Comando honorário dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão, deponho, para os devidos efeitos, nas mãos de V. Ex.cia a carta inclusa, que sendo oficial, me parece deverá ser arquivada na respetiva secretaria. Deus guarde a V. Ex.cia. Famalicão, 15 de Junho de 1891. Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor 2.º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão, O ativo n.º 4 António Vicente Carvalho Leal e Souza Júnior» Transcrição da Carta do Conde de Arnoso, Bernardo Pinheiro Correia de Melo, dirigida a Bernardino Machado. «Querido Bernardino. Podes anunciar aos nossos amigos de Vila Nova que Sua Alteza O Senhor Infante D. Afonso aceita com prazer o convite que Lhe fizeram, agradecendo muito o terem-se lembrado do Seu nome. Toma esta comunicação como oficial. Os meus respeitos em tua casa e manda sempre. O teu já velho amigo. Muito Bernardo» 1891-?-12.
Fotografia (prova a preto e branco). Retrato de Maria de Jesus Xavier de Figueiredo e Melo Oriol Pena e Bernardim Raposo de Sousa d'Alte Espargosa, tirado no exterior da casa, junto a uma janela. O homem encontra-se sentado em cadeira e a senhora em pé, ao seu lado direito. No verso, surge carimbo da casa fotográfica, contituído por uma coroa e as iniciais "C." e "I.", não identificada. Bernardim Raposo de Sousa d'Alte Espargosa (Lisboa, 1859 - ?), filho de Francisco de Paula Raposo de Sousa d'Alte Espargosa e de Maria Benedita Pereira Palha de Faria Lacerda, casou com Maria de Jesus Xavier de Figueiredo de Melo e Oriol Pena, filha de Inácio Xavier de Figueiredo Oriol Pena e de Maria Teresa de Sousa Vadre de Santa Marta Mesquita e Melo, em Santarém, no ano de 1886, vindo a fixar-se em Torres Novas, onde foi detentor de vasto património fundiário. Tiveram um único filho, José Maria Raposo de Sousa d'Alte Espargosa (1886 - 1974), licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1908, e que dedicou a vida à administração do património herdado de seus pais, em particular várias quintas com exploração agrícola significativa.
Cunhal do Paço dos Melos de Carvalho (Grémio da Lavoura)