Type

Data source

Date

Thumbnail

Search results

You search for joão and 477,882 records were found.

Encampação realizada entre os clérigos da igreja de Santiago de Évora e Martim Anes, pedreiro, que trazia aforadas três courelas de campo, da referida igreja, localizadas no termo de Évora, no caminho de Montemor-o-Novo, por três libras antigas, pagas pelo Natal. Alegando não poder cumprir as cláusulas impostas no contrato, o foreiro pede autorização para doar, os referidos bens, a João de Santarém, criado de Gonçalo Anes de Castelo de Vide. Redactor: Estêvão Anes Maceira, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Porta do paço do bispo
Gonçalo Pires, genro de Martim Vasques da Coelho, morador em Évora trazia aforada uma vinha da igreja de Santiago de Évora, por quarenta soldos antigos, pagos pelo São Martinho. Através deste documento, o referido foreiro pede consentimento aos clérigos da igreja de Santiago para poder vender o referido imóvel a Gonçalo Anes Golhelho, almocreve, morador em Évora. O prior da igreja concede autorização, mediante a condição do novo foreiro pagar o mesmo foro e a dízima. Redactor: Brás Martins, escrivão de João Dias, vassalo do rei, tabelião de Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Casas de pousada do prior da igreja de Santiago
Encampação realizada entre os clérigos da igreja de Santiago de Évora e Mécia Lopes, mulher de Rodrigo Anes Palazim e filha de Lopo Vaz. Mécia Lopes trazia aforada uma vinha, da referida igreja, localizada no termo de Évora, em Vale de Romão, por oitenta reais brancos. Alegando o valor elevado do foro e a ausência do marido, que se encontrava em Ceuta, pede que os clérigos lhe recebam a vinha. Redactor: João Dias, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Sé
Jufez Pintainho, mouro da mouraria da cidade de Évora, trazia de foro em perpétuo umas casas com celeiro, da igreja de Santigo da mesma cidade, situadas na mouraria, na rua do Inferno, de que pagava vinte soldos da moeda antiga em dia de Páscoa. Solicita autorização para as vender a Mafoma de Çadim por mil e quatrocentos reais brancos o que é autorizado, sendo as casas aforadas a este último. Redactor: João Dias, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de Santiago
Encampação realizada entre os clérigos da igreja de Santiago de Évora e Pedro Dias Coelho e Inês Afonso, moradores em Évora, que traziam emprazada, em três vidas, uma vinha, da referida igreja, localizada no termo da cidade, no Ameixial, por oitenta reais brancos, pagos pelo São Martinho. Os foreiros pedem à igreja que lhes receba a vinha. Aceite a encampação, os clérigos emprazaram, novamente, em três vidas, o referido bem a Fernão Gonçalves Moreno e a Mor Eanes, moradores em Évora, pelo mesmo foro. Redactor: João Gonçalves, escudeiro, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de Santiago
Encampação realizada entre os clérigos da igreja de Santiago de Évora e Afonso Eanes, genro do Picas, morador na cidade, que trazia aforadas umas casas, da referida igreja, localizadas em Évora, na rua das Emparedadas, por trinta soldos e uma galinha, pagos pela Páscoa. Aceite a encampação, os clérigos aforaram, novamente, as casas a Martim Aires, carpinteiro, e a Catarina Eanes, moradores em Évora, pelo mesmo foro. Redactor: João de Panoias, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de Santiago
Afirma-se que Pedro Eanes, foreiro da igreja de São Pedro de Évora, que trazia aforada uma vinha, localizada no caminho da Retorta, estabelecera, em seu testamento, que o domínio útil deste imóvel deveria ser vendido, após a sua morte, aplicando-se o dinheiro da venda em prol da sua alma. Nuno Vaz, genro e testamenteiro de Pedro Eanes, afirma que a vinha esteve em pregão e que ele a vendeu por oito mil e oitocentos reais. A igreja concede autorização para que se realize a transação, exigindo o cumprimento das cláusulas contratuais. Redactor: João Dias, tabelião de Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de São Pedro
Pedido de autorização de venda realizado entre os clérigos da igreja de Santiago de Évora e Frei Tomás, doutor, frade do convento de São Domingos da mesma cidade, que em nome de seu pai trazia emprazadas umas casas, da referida igreja, localizadas na cidade, na rua das Emparedadas. Pede autorização à igreja para vender o domínio útil das casas a Martim Lopes Fagundo e a Maria Eanes, moradores em Évora, por mil e duzentos reais brancos. Redactor: João de Panoias, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Casa de Vasco Vicente, cónego da Sé e prior da igreja de Santiago
Encampação realizada entre os clérigos da igreja de Santiago de Évora e Lopo Afonso, morador na cidade, que trazia emprazada, em três vidas, uma casa, da referida igreja, localizada na cidade, por trinta e dois soldos antigos, pagos pela Páscoa. Aceite a encampação, os clérigos emprazaram, novamente, em três vidas, a referida casa a Pedro Eanes, almocreve, e a Catarina Rodrigues, moradores na cidade, pelo mesmo foro. Redactor: João Dias, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de Santiago
Encampação que fazem João Fernandes, almocreve, morador em Évora, e sua mulher, Beatriz Anes, aos raçoeiros da igreja de Santiago de Évora, de uns pardieiros na travessa que sai da rua do Themudo que vai para a Palmeira, que traziam pelo foro de vinte soldos da moeda antiga, pagos pela Páscoa, porque agora tinham muitos outros trabalhos. Os raçoeiros aforam em perpétuo os pardieiros a Lopo Dias Arvalho (?), filho de Diogo Afonso, caldeireiro, por o reconhecerem como bom foreiro. Redactor: Álvaro Martins, escrivão público, em lugar de Afonso Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Na igreja de Santiago
Pedido de autorização de venda realizado entre os clérigos da igreja de Santiago de Évora e João Lameira e Catarina Gomes, que traziam aforada uma casa, da referida igreja, localizada em Évora, na rua das Emparedadas, por dez soldos antigos, pagos pela Páscoa. Os foreiros pedem autorização à igreja para venderem o domínio útil das casas a Isabel Rodrigues, viúva de Cristóvão Vicente, por mil reais brancos. Os clérigos autorizam a transacção Redactor: Afonso Gonçalves, vassalo do rei, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de Santiago
Encampação realizada entre os clérigos da igreja de Santiago de Évora e João Afonso Nobre e sua mulher, Beatriz Gonçalves, que traziam emprazada, em três vidas, uma vinha, da referida igreja, localizada no termo de Évora, junto ao Chafariz de Mor Mendes, por vinte soldos antigos e uma galinha, pagos pelo São Martinho. Os foreiros, alegando incapacidade económica para possuir a vinha, pedem à igreja que a aceite. Aceite a encampação, os clérigos emprazaram, novamente, a vinha, em três vidas, a Lopo Rodrigues Alquatraz e a Maria Marques, pelo mesmo foro. Redactor: Gonçalo Velho, vassalo do rei, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de Santiago
Pedido de autorização de venda realizado entre os clérigos da igreja de São Pedro de Évora e Luís Gomes Boroa, almocreve, e sua mulher Catarina Gil, que traziam aforada uma vinha da igreja, localizada no termo da cidade, à Lagardona, por trinta reais brancos, pagos pelo São Martinho. Os foreiros pedem autorização à igreja para venderem o domínio útil do imóvel a Isabel Vaz, viúva de Fernão Gonçalves pedreiro, por mil reais. Os clérigos autorizam a transacção, estabelecendo-se novo aforamento, pelo mesmo valor. Redactor: João Furtado, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de São Pedro
Pedido de autorização de venda realizado entre os clérigos da igreja de Santiago de Évora e Fernão Gonçalves, criado da duquesa, que trazia aforadas, umas casas, da referida igreja, localizadas em Évora, junto ao muro e torre da porta de Alconchel, por quarenta e seis soldos de moeda antiga, pagos por Santa Maria de Agosto. Pede autorização à igreja para vender o referido bem a Estêvão Anes Vaqueiro, por mil e trezentos reais. Os clérigos autorizam a venda. Redactor: João Dias, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de Santiago
Emprazamento, em três vidas, de uma vinha da igreja de São Pedro de Évora, localizada no termo da cidade, junto ao chafariz de Mor Mendes, pelo caminho dos Carros – confronta com Rodrigo Afonso Acenheiro, clérigo e bacharel da Sé; com o referido caminho; com vinha de Antão de Mesa, freeiro; com vinha de Estêvão de Évora – a João Casado, curador, e a sua mulher Isabel Fernandes, por cinquenta reais brancos e o dizimo de toda a produção, pelo São Martinho. Redactor: Rui Carvalho, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de São Pedro
Aforamento de uma panasqueira da igreja de São Pedro de Évora, localizada no termo da cidade, ao poço da Retorta – confronta com vinha de Vasco de Moura; com vinha de Afonso Lopes; com vinha do Chota; e com azinhaga pública – a Rui Fernandes, trabalhador, e a sua mulher Catarina Martins, moradores em Évora, na rua do Palazim, com a condição de fazerem dela vinha e de pagarem de foro setenta reais e duas galinhas ou trinta reais por cada uma, pagos pelo São Martinho. Redactor: João Furtado, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de São Pedro
Cartas sobre os bens deixados em testamento por Diogo Cassels: carta da junta paroquial de S. João Evangelista agradecendo condolências pela morte Diogo Cassels; cópia da relação dos bens de Diogo Cassels; Documentos de André Cassels sobre a venda do Torne à firma Pulvertaft; Declaração de venda do Prado à Pulvertaft e disposições testamentárias; carta do reverendo António Ferreira Fiandor a André Cassels sobre herança de Diogo Cassels; carta de Josué Ferreira de Sousa pedindo para André Cassels dar ao Prado (paróquia do Salvador do Mundo) o dinheiro deixado em testamento por Diogo Cassels.
Texto datilografado de Susan Lowndes acerca da doença do arcebispo-bispo de Aveiro, D. João Evangelista de Lima Vidal; abertura do seminário missionário em Angra do Heroísmo pelos padres do Sagrado Coração; mensagem de Natal do cardeal-arcebispo de Lourenço Marques; jubileu sacerdotal do bispo de Beja; morte do padre Luís de Pinho Rocha, capelão do Colégio do Sardão; Ministro das Corporações faz almoço de Natal com os trabalhadores que não têm a família perto; mensagem de Natal do cardeal- patriarca de Lisboa; Papa envia ajuda às vítimas do vulcão dos Capelinhos; Vasco Pereira da Cunha nomeado embaixador de Portugal junto da Santa Sé e do Governo Italiano.
Contém ofícios, declarações e cartões de representantes da Nunciatura Apostólica em Portugal, remetidos maioritariamente de Lisboa para António Lino Neto. Entre os remetentes destacam-se os seguintes nomes: José 289 Macchi, núncio apostólico em Portugal entre [1904 e 1906]; Achille Locatelli, núncio apostólico em Portugal entre [1918 e 1923]; D. Sebastião Nicotra, núncio apostólico em Portugal entre [1923 e 1928]; monsenhor Efrém Forni, secretário da Nunciatura Apostólica e encarregado de negócios da Santa Sé em Portugal; D. João Beda Cardinale, núncio apostólico em Portugal entre [1928 e 1933]. Predominam, entre outros assuntos, as autorizações concedidas ao destinatário para reter e ler obras proibidas pela Igreja Católica.
Apontamentos em forma de rascunho das considerações relativamente às provas e a apreciação global do trabalho realizado pelos avaliados. Documentação relacionada com: dissertação de doutoramento e interrogatório de direito romano sobre "beneficium competentiae", do padre Sebastião Cruz; concurso para professor extraordinário de Torquato Brochado de Sousa Soares; dissertação de doutoramento e prova de direito romano sobre o tema da "ação pauliana", de José João Gonçalves de Proença; dissertação de doutoramento e prova de direito romano sobre a "obrigação natural", de Orlando Pereira de Carvalho; dissertação de doutoramento, concurso para professor extraordinário e concurso para professor catedrático de Mário Júlio Brito de Almeida Costa.
Guilherme Braga da Cruz integrou a Comissão Redatora do Novo Código Civil como membro a convite do ministro da Justiça, João de Matos Antunes Varela, entre 1954 e 1966. Dada a sua preparação jurídica, ficou responsável por elaborar diversos estudos preparatórios do Livro IV, respeitante aos direitos da Família. No seguimento desta colaboração, ficou também responsável pela presidência da Comissão de Divulgação do Novo Código Civil. Em virtude da dedicação à obra do Novo Código Civil português, em 1967 Guilherme Braga da Cruz foi condecorado pelo chefe de Estado com a Ordem Militar de Cristo.
O livro é constituído por certidões contendo a assinatura dos escrivães que serviam no Ofício de Confeiteiro nos anos em questão, a saber, João Batista Lima, Francisco José Rodrigues, Agostinho Alves Monteiro, entre outros; assinaturas dos requerentes; local da vistoria (Casa da Índia, Cais da Baldeação, Alfândega); número de caixas de açúcar que foram examinadas; marca; contramarca; arrobas, etc.; local de origem (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro); tipo de açúcar (mascavado macho); data da certificação. Todas as folhas estão numeradas e rubricadas por António Tomás da Silva Leitão.
Certidões anuais dos capelães atestando o cumprimento das missas e coro e outras obrigações relativas às Capelas e pagamentos aos capelães, pela Irmandade do Santíssimo Sacramento, como administradora das Capelas instituídas por D. Elvira de Vilhena, Condessa de Pontével e ainda as certidões do cumprimento das obrigações das Capelas emitidas pelo Provedor dos Órfãos e Capelas. O livro não possui termos de abertura e encerramento. Testadora: Condessa de Pontével, D. Elvira de Vilhena. Capelão: P. Brás da Costa; P. José Pereira; P. Agostinho João de Sousa.
13 processos com documentos relativos aos devedores resultantes de disposições testamentárias e dos empréstimos concedidos pela Irmandade do Santíssimo, liquidação de dívidas e contas dos devedores: António Sodré Pereira Tibau, religiosas trinas de Nossa Senhora da Soledade, do Mocambo, religiosas do Convento de Santa Marta, Miguel Maldonado, D. Joana Margarida Mascarenhas Martins de Deus, viúva de Tomás Grim, Miguel José Salema Lobo de Saldanha, do Tenente General Manuel Gomes de Carvalho, D. Teresa Monjardino, viúva de Estevão Pinto de Morais Sarmento, de João António Marques, do Padre Agostinho da Silva, Luís José Ramalho de Matos e da Marquesa de Belas.
Documentação referente à organização das Semanas Nacionais de Pastoral Social, nomeadamente: XII Semana Nacional de Pastoral Social, Fátima, 1994-09-05 a 09, sobre "Minorias étnicas, solidariedade em questão"; XIII Semana Nacional de Pastoral Social, Fátima, 1995-09-09 a 12, sobre "Excluídos sociais e gratuidade cristã, 5 séculos depois de S. João de Deus"; XIV Semana Nacional de Pastoral Social, Fátima, 1996-09-09 a 12, sobre "Proteção social, papel do voluntariado"; XV Semana Nacional de Pastoral Social, Fátima, 1997-09-02 a 05, sobre "Emprego e responsabilidade social nas empresas".
Documentação referente a iniciativas de António Batalha, nascido em 1930, na Achada de Baixo, Mafra, irmão de Pe. Joaquim Batalha; oleiro, trabalhador da FOC (Mafra), foi eleito para a Comissão de Trabalhadores em 1981, um dos fundadores da Organização dos Pequenos e Médios Agricultores do Concelho de Mafra (OPMA); membro da Juventude Agrária Católica (JAC), Liga Agrária Católica (LAC) e presidente diocesano da Acção Católica Rural (ACR, 1974). Contém: Cópia de diário autobiográfico de A. Batalha, referente aos anos 1940 a 1982; notas manuscritas de Acácio Catarino sobre reunião a ter com António Batalha, 1986-06-17; António Batalha, Visita do Papa João Paulo II a Portugal, 1991-05-13.
Parecer do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda, João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Martens. Perante a possibilidade de o governo italiano vir a determinar a expropriação dos estabelecimentos pios estrangeiros, o parecer analisa a situação jurídica do Casa de Santo do António dos Portugueses, em Roma, à luz do direito português, e examina de que modo têm sido tratados os estabelecimentos congéneres em Portugal. Conclui tratar-se de "um estabelecimento hospitaleiro secular, tendo capelanias anexas para a sustentação do culto, mas sem exercício de jurisdição paroquial"; e que sendo um estabelecimento público português, goza de isenção e imunidade das leis do país em que se encontra.
Parecer do Procurador-Geral da Coroa, João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Martens. Encontra no conflito opondo o Juiz de Direito e Delegado da Comarca de Valença, "um triste sintoma da decadência do poder judicial e do Ministério Público, resultado de muitas e variadas causas, mas principalmente da facilidade do acesso ao sacerdócio da magistratura, da ineficácia dos meios de responsabilidade e da decadência geral que tem abatido os costumes públicos". Afirma ainda não terem os juízes legitimidade para censurar os agentes do Ministério Público, "que não são subordinados dos magistrados judiciais, mas seus iguais".
Parecer do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda, João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Martens. Depois de traçar o quadro legislativo português em matéria de representações teatrais e de apresentar soluções de direito comparado, conclui pela necessidade de o Governo estabelecer um sistema de censura prévia das peças de teatro. Propõe ainda a nomeação de "uma comissão de pessoas competentes à qual [o Governo] cometa o estudo deste assunto, e que especialmente pelos conhecimentos práticos dos efeitos da suspensão da censura na cena portuguesa, que já sejam conhecidos, possa informar dos abusos que se tiverem dado, e da sua gravidade".
Parecer do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda, João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Martens. Aprecia a questão de saber se durante o intervalo de tempo que medeia entre a dissolução da Câmara dos Deputados e a constituição de nova Câmara saída de eleições, podem os deputados da Câmara dissolvida ser legalmente convocados. Socorrendo-se de exemplos retirados do direito constitucional comparado (Reino Unido e Bélgica), conclui que na ausência de disposição constitucional expressa, a Câmara que viesse a ser convocada, depois de dissolvida, não poderia dispor de competência legislativa.
Parecer do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda, João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Martens. Examina a legalidade das buscas e das prisões realizadas no contexto de uma investigação conduzida nos distritos de Castelo Branco e da Guarda onde se suspeitava estar em curso "uma conjuração contra a segurança interior do estado, e que essa conjuração foi seguida d'actos preparatorios de execução, como foram a importação, deposito e occultação d'armas, baionettas, espadas, balas, boinas e equipamentos; e dos alliciamentos de gente assalariada para servir na guerrilha miguelista carlista."
Consulta acerca do requerimento em que Carolina Eusébia Batista, filha legítima do falecido coronel de artilharia João Maria Batista, contribuinte do montepio militar, pede a sobrevivência da pensão do montepio militar atribuída à sua madrasta, Maria do Resgate Semedo Batista, falecida em 19 de dezembro de 1902. Contém ofício da 5.ª Repartição da Direção-Geral da Secretaria da Guerra, de 28 de fevereiro de 1903, e parecer do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda António Cândido Ribeiro da Costa, de 12 de março, escrito sobre o ofício.
Pedidos apresentados por Maria Guilhermina Laroche Semedo e filhos, Maria Delfina Pinto de Almeida e filhos, Isabel Maria Ramos, Virgínia Simões Martins, Madalena Pereira Rodrigues, José Vicente Carrilho, Maria da Anunciação Bastos, João Neto, Adelina Maria de Abreu França Raposo, Francisco António Miranda, Maria Leopoldina e Felizardo António da Conceição. Contém ofício da 9.ª Repartição da Direção-Geral da Contabilidade Pública, do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, de 3 de setembro de 1906, e pareceres do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda António Cândido Ribeiro da Costa, de 27 de setembro.
Minuta do ofício n.º 8, expedido para o Ministério do Reino, em 20 de junho, pedindo o contrato celebrado entre o Governo e José Paccini para a exploração do Real Teatro de São Carlos, para poder ser consultado o processo acerca do pagamento das reparações elétricas no mesmo Teatro. O ofício registado com o n.º 660 (livro 41 C), datado de 23 de maio de 1908, foi distribuído ao Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão, em 8 de junho, e ao Ajudante António Osório, em 14 de julho.
Contém ofício da 4.ª Repartição - Ensino Industrial e Comercial, da Direção-Geral do Comércio e Indústria, do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, de 24 de julho de 1908, documentos originais enviados em anexo, e minuta do parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão, de junho de 1909. O despacho de arquivamento do secretário da Procuradoria-Geral da Coroa e Fazenda é de 5 de junho de 1909. De acordo com nota escrita no ofício, o arquivamento foi decidido na conferência realizada neste mesmo dia.
Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Visconde de Camarate acerca do processo em que o Visconde de Valmor, Fausto de Queirós Guedes, pede a restituição de 47$748 réis e outras importâncias que pagou a título de custas e selo do processo para a cobrança das coletas de décima de juros relativas ao capital de 5700$000 réis, de que o seu falecido tio, o Visconde de Valmor José Isidro Guedes era credor a António Teixeira Barbosa, da cidade de Lamego, e ao de 50$000 réis, de que a Irmandade das Almas de Almacave era credora a João Araújo e mulher.
Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Visconde de Camarate relativo a uma consulta em que foi relator o Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Martens acerca do processo em que Maria dos Anjos, com loja de capela e tabacos na Calçada de Santana, pede que lhe seja restituída a importância da contribuição industrial que pagou em nome de José Amaro Valente, na qualidade de dono daquela loja no ano de 1872, e que não seja obrigada a pagar a contribuição industrial em relação ao primeiro semestre de 1873, porque só no segundo semestre abriu o seu estabelecimento.
Voto em separado do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda António Maria do Couto Monteiro relativo ao parecer de que foi relator o Procurador-Geral da Coroa e Fazenda, João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Martens, acerca de quatro processos do Ministério da Justiça relativo a dúvidas suscitadas a propósito dos casamentos de Jacob Abohobot com Rosa Borges Leal e de José Maria Freire de Andrade com Amélia Olímpia Godinho Cabral de Sá e sobre se se deve efetuar por procuração um casamento que se pretende contrair segundo a lei civil. Parecer lido na conferência dos fiscais da Coroa e Fazenda do dia 21 de junho de 1879.
Consulta acerca dos requerimentos em que Carlota de Vasconcelos Thompson e filhos, Glória do Nascimento Alves Pereira e filha, e Adélia Cristiana da Cunha e Silva e outro pedem os saldos dos depósitos pertencentes aos falecidos depositantes João Carlos Thompson, Augusto Costa Araújo Couto e Eduardo Augusto David e Cunha. Contém ofício da Repartição da Caixa Económica Portuguesa da Caixa Geral de Depósitos e Instituições de Previdência, de 12 de junho de 1906, e pareceres do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda António Cândido Ribeiro da Costa, de 26 de junho, escritos sobre o ofício.
Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça remetendo um ofício do delegado do Procurador Régio na comarca de Midões em que informa que o sossego naquela comarca não tem sido alterado desde os acontecimentos da noite de 13 para 14 de fevereiro, mas, na madrugada do dia 18 daquele mês, apareceu, na capela de São Sebastião, junto à igreja matriz do julgado da Tábua, um indivíduo morto, que se presume ser João Madeira e ter sido ferido pelos tiros dados naquela noite.
Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópia do ofício do delegado do procurador régio na 1.ª Vara do Porto, de 24 de outubro de 1845, em que participa que, por força da disposição da ordenação do livro 4.º, título 105, lhe é necessária a certidão de idade de Joana Isabel Fortunata Cré, filha legítima de João Bernardino Cré e de Joaquina Antónia de Faria Bernardes, batizada na freguesia de Nossa Senhora da Pena.
Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que o procurador régio da Relação de Lisboa lhe remeteu quatro certidões das guias, pelas quais se mostra que o ex-delegado da comarca de Alenquer, Francisco António da Silva Leite, os escrivães João de Lemos Figueredo e Luís de Lemos Mena, e o solicitador José Joaquim Salgado repuseram as quantias que tinham recebido a mais na execução contra Joaquim José Vítor de Abreu.
Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Diogo António Correia de Sequeira Pinto para o Ministério dos Negócios Estrangeiros acerca do requerimento em que o cônsul de Portugal em Cádis, João Dâmaso de Morais, pede que lhe seja abonado, por aquele ministério, o soldo de tenente-coronel do exército, visto ser superior ao de cônsul de primeira classe, que atualmente recebe. O ajudante do Procurador-Geral requer que seja remetida à Procuradoria-Geral da Coroa e Fazenda informação sobre os abonos que têm sido feitos ao cônsul, indicando o ministério que os tem pago.
Oficio do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José Pereira Guimarães dirigido ao Ministro da Justiça, sobre o parecer que este lhe pedira a respeito de três assuntos: a remoção do preso João Vitor da Silva Brandão e seus sócios da cadeia de Coimbra para a da Relação do Porto; a dilação de dois meses, assinada pelo juiz de direito de Arganil, para ser inquirida em Luanda uma testemunha de acusação contra os réus, e a necessidade de transferência do delegado da mesma comarca.
Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Fazenda. Remete o ofício do procurador régio da Relação de Lisboa, de 12 de agosto de 1846, com o extrato do libelo proposto no juízo de direito da 6.ª vara de Lisboa por António Nunes dos Reis contra a Fazenda Pública, para se julgar extinta a obrigação do autor como fiador para com o governo à empresa do Real Teatro de São Carlos, em Lisboa, e de São João, no Porto, tomada por António Gomes Lima e Companhia, e solicita que lhe sejam fornecidos quaisquer esclarecimentos ou documentos que sirvam para contestar a ação proposta.
Fotocópia de desdobrável de Encontro de reflexão sobre desigualdades no caso português (metrópole), a realizar no Salão da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, em [1974]-05-17 a 19, sob a organização de Secretariado de Acção Pastoral do Patriarcado de Lisboa. Entre os intervenientes: Pe. José Policarpo, João Miller Guerra, Adérito Sedas Nunes, Sidónio Pais, Fernando Gomes da Silva, Francisco Sá Carneiro, J. Magalhães Mota, Fernando Abreu, Maria de Lurdes Pintassilgo, Alfredo Bruto da Costa, António Sousa Gomes, Vítor Wengorovius, Mário Murteira, Carlos Portas, José Torres Campos, Maria Manuela Silva, Carlos Antunes Filipe, Francisco Pereira de Moura e Manuel Correia Lopes.
Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao ministro da Justiça. Remete um ofício do procurador régio da Relação do Porto, de 26 de agosto de 1847, e outro do seu delegado na comarca de Cuba, de 23 do mesmo mês, participando que na noite de 19 de agosto foram mortos, na vila da Vidigueira, com tiros de espingarda, o prior daquela vila, o padre João Anacleto Xavier Furtado, quando saía de casa de António José Carneiro, e, depois, a filha e criada do mesmo indivíduo.
Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Entende que "nenhum procedimento deve haver contra o capelão, o qual tendo cobrado antecipadamente os juros dos títulos na Caixa Geral de Depósitos, nos termos do artigo 61 do seu regulamento, cumpriu as ordens da religiosa [...]. Quanto à aplicação dada pela religiosa a esse dinheiro nada tem com isso a Fazenda Nacional, visto que a mesma religiosa tinha o pleno direito de dispor dele como muito bem entendesse e quisesse".
Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Entende que "tomando na devida conta a representação do reverendo bispo de Coimbra, cujos termos respeitosos constituem uma petição ao poder executivo, se não dê provimento à reclamação do pároco de Almagreira, ultimamente na igreja de São Tiago do Louriçal, ficando-lhe salvo o direito de recorrer e fazer valer os seus direitos no Supremo Tribunal Administrativo nos termos do artigo 1.º n.º 3 do decreto de 25 de novembro de 1886".
Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se sobre se, em vista da homologação por sentença do Tribunal do Comércio de Lisboa de 11 de outubro de 1894, do convénio entre a Real Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses e os seus credores, de 10 de maio do mesmo ano, deixam de ser aplicáveis a esta Companhia as disposições do artigo 15.º da carta de lei de 26 de fevereiro de 1892 quanto ao pagamento das garantias de juro respeitantes ao 1.º semestre de 1894 e às linhas de Torres Vedras à Figueira da Foz, Alfarelos e Beira Baixa.
Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório sobre se, tendo a associação de classe dos empregados no regime dos tabacos requerido a convocação da comissão a que se refere o artigo 14.º das bases anexas à carta de lei de 23 de março de 1891, a fim de serem por ela resolvidas algumas dúvidas acerca das reclamações de dois operários da Companhia dos Tabacos de Portugal que não tinham sido atendidos pela direção da Companhia, os diretores da associação de classe são ou não parte legítima para requerer a convocação da referida comissão.
Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório sobre o processo em que Jerónimo José de Abreu, tendo obtido a concessão do privilégio de introdução em Moçambique da fabricação do malte, mostos sacarinos e álcool, por alvarás de 21 de janeiro de 1893, e não tendo podido montar a exploração da sua indústria no prazo marcado pelos alvarás, pede que esse prazo, que termina a 21 de janeiro de 1895, seja prorrogado por mais um ano.
Cerimónia de posse do primeiro Reitor eleito da Universidade de Évora, Prof. Doutor António Gonçalves dos Santos Júnior, 15 de Janeiro de 1987; intervenção do Reitor, Arcebispo de Évora D. Maurílio Gouveia, à esquerda, na mesa, da esquerda para a direita, Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Prof. Doutor António Simões Lopes, Ministro da Educação e Cultura Prof. Doutor João de Deus Pinheiro, Reitor eleito Prof. Doutor A. G. Santos Júnior, Secretário de Estado do Ensino Superior Prof. Doutor Fernando Real, Reitor cessante Prof. Eng. Ário Lobo Azevedo. Envolvência em contexto: Colégio do Espírito Santo, Sala dos Actos.
Martim Pires Zagalo e Alda Esteves, sua mulher, moradores e vizinhos de Évora, fazem escambo de um pardieiro derrubado com Gil Vasques e Catarina Pires. O pardieiro situa-se na rua de Rodrigo Soares Zagalo. Parte com Martim Gomes, cavaleiro, com o dito Gil Vasques, com rua e azinhaga. Gil Vasques e sua mulher concedem, em troca, uma chão com seu pomar, no termo da cidade, na Herança de Pedro Soares Zagalo, que parte com Martim Pires Zagalo, com João dos banhos, tabelião, com Francisco Pires Zagalo, com o caminho do Espinheiro. Redactor: Bartolomeu Afonso, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Casas de Martim Pires Zagalo
Cata régia de D. João III, dada em Lisboa e datada de 10 de Setembro de 1539, de confirmação de uma outra emitida pelo mesmo rei a 29 de Agosto do mesmo ano onde concede a todos os frades de todas as casas da ordem de Santo Agostinho, por terem necessidade de mais provisão para a despesa das ditas casas, autorização para poderem ter a renda dos bens de raiz que lhes dessem de esmola ou lhes deixassem alguns defuntos ou que de outra forma obtivessem, para com isso suprirem as despesas. Redactor: Pedro Gomes, escrivão Localidade de redacção: Lisboa
Carta dirigida à rainha D. Maria I pedindo que fosse feito um traslado da escritura das fundadoras do convento, D. Eugénia da Silva, Feliciana da Silva e Teresa Segurada para fundação, dote e património do convento, datada de 5 de Janeiro de 1679, pelo tabelião João Baptista de Carvalho, uma vez que se encontrava em muito mau estado um traslado já feito pelo tabelião Filipe Gomes, e não se sabia do original que também estava em muito mau estado pelo uso que teve. A rainha concede esta mercê às Religiosas.
Pedido de autorização de venda realizado entre o bispo de Évora, representado pelo vigário geral, e Fernando Eanes, alvaneo, viúvo. Este trazia aforada uma vinha, da mesa pontifical, localizada no termo de Évora, em Vila Fria, por vinte e um soldos e meio antigos, pagos pelo Natal. Após ter recebido autorização do bispo para realizar a transacção, o foreiro vendeu o domínio útil da vinha a João Batalha, solteiro, morador em Évora, por mil e cem reais brancos. Redactor: Gonçalo Velho, vassalo do rei e tabelião em Évora. Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Casa de Nuno Fernandes, vigário geral do bispo de Évora.
Constança Anes, viúva de Gomes Eanes, e seu filho, João Gomes, renunciam à posse de uma courela e de um quintal de vinhas, localizado no termo de Évora, em Peramanca, que traziam emprazado da Albergaria de Jerusalém da mesma cidade, e pelas quais pagavam seis libras, pelo São Martinho. Aceite a encampação os referidos bem foram aforados a Estêvão Anes Touregão, morador em Évora. Redactor: Pedro Dias, criado e vassalo do rei, tabelião em Évora Localização específica da redacção: Casa de Pedro Dias, tabelião
Luís Velho apresentou um instrumento de arrematação, feito em 1480, por João de Beja, tabelião da cidade, no qual ele arrendou, por oito anos, três bois de arado mansos, a Duarte Rodrigues, genro de Constança Rodrigues, por setenta e cinco alqueires de trigo, pagos em dia de Santa Maria de Agosto. Perante Rui Martins de carvalho, cavaleiro e juiz do rei em Évora, Luís Velho acusa Duarte Rodrigues de ter fugido para Castela e de ter levado consigo os referidos bois. Redactor: Lopo Velho, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Paço do Concelho
Demarcação do lugar de Cortes, propriedade que os irmãos João Domingues das Cortes e Gonçalo Domingues das Cortes, moradores em Estremoz, herdaram de seu pai. Em virtude de existirem dúvidas, perante os oficiais do concelho de Evoramonte e os pobres da Serra de Ossa, relativamente aos limites desse lugar, Gonçalo Pires, pobre da referida comunidade, requereu a Martim Fernandes, juiz de Estremoz, que os referidos proprietários indicassem os limites do lugar. Redactor: Fernando Afonso, tabelião em Estremoz Localidade de redacção: Estremoz Localização específica da redacção: Arrabalde de Santiago
Venda que fazem Pedro Afonso, tabelião em Alcáçovas, e sua mulher, Catarina Rodrigues, a Rui Jorge, cavaleiro da casa do rei e escrivão da correição da sua corte e a sua mulher, Leonor Rodrigues, de um quinhão na terra de Entre Matas, na herdade que foi de João Figueiro, no termo da vila das Alcáçovas onde chamam o Rodeo, por onze mil reais brancos. Redactor: Vasco Fernandes, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Nas casas de morada de Rui Jorge, cavaleiro da casa do rei e escrivão da correição da sua corte
Traslado em pública forma de carta régia de D. Manuel que confirma outra carta de D. João II, de privilégios concedidos aos pobres da província de Água dos Infantes. O traslado é solicitado a Domingos Anes (?) Godinho, escudeiro, juiz ordinário pelo duque de Bragança e de Guimarães, por Brás, pobre da província de Água dos Infantes. Redactor: Brás Gonçalves, tabelião em Portel pelo duque de Bragança e de Guimarães Localidade de redacção: Portel Localização específica da redacção: À frente da porta das casas de morada de Domingos Anes (?) Godinho
Venda que faz Teresa Anes, viúva de Martim Correia, escudeiro, morador em Vila Viçosa, a Bartolomeu Fernandes e a sua mulher, Isabel Franco, também moradores em Vila Viçosa, de metade de uma herdade no termo da vila, na Aceca, mística com outra metade de Leonor Franco, sua sobrinha, solteira, por mil e quatrocentos reais dos correntes de seis ceitis o real. A herdade ficara por morte de João Godinho, o moço. Redactor: Afonso Cavaleiro, tabelião em Vila Viçosa e seu termo por D. Jaime, duque de Bragança e de Guimarães Localidade de redacção: Vila Viçosa Localização específica da redacção: Nas casas de Tesesa Anes
Traslado de dois breves do papa Leão X. Um dado a 23 de Março de 1519 e outro a 3 de Dezembro do mesmo ano. O traslado é solicitado por frei Domingos e por frei Miguel, frades da Ordem de São Jerónimo e professos no mosteiro de Santa Maria de Belém de Lisboa, ao bacharel Tomé Fernandes, desembargador e ouvidor da relação (de D. Afonso, cardeal, infante de Portugal, arcebispo de Lisboa) e vigário geral do arcebispado de Lisboa. Redactor: João Lopes, escudeiro da casa do cardeal, escrivão da sua relação e notário apostólico Localidade de redacção: Lisboa Localização específica da redacção: Nas pousadas do bacharel Tomé Fernandes
Afonso de Lamede, escudeiro do rei, morador em évora e procurador das freiras do convento de Santa Clara de Évora, por procuração feita em Évora por Rui de Carvalho, a 13 de Março de 1495, toma posse de todas as terras e rendas que as freiras tinham na vila do Vimieiro, que ficaram por morte de Beatriz Mendes Dantas, abadessa do mesmo. A posse é-lhe dada por Pedro Soeiro, juiz ordinário do Vimieiro. Redactor: João Lopes, tabelião no Vimieiro pela condessa de Faro Localidade de redacção: Vimieiro Localização específica da redacção: De trás do quintal de Pedro Soeiro
Sentença de Sebastião Martins, escudeiro da casa real e juiz e contador dos resíduos e provedor das capelas, hospitais e orfãos na comarca e contadoria de Évora, dirigida aos juizes da cidade, relativa a um feito que fora à sua presença. Nele são autores os padres do convento de São Francisco de Évora e é réu João Eanes Pinheiro, escudeiro, morador em Évora. A demanda entre as duas partes era relativa a uma adega que o réu tinha que se dizia ser foreira a São Francisco em cento e cinquenta reais. Redactor: Francisco Mousinho, escudeiro do rei e escrivão do ofício acima referido
Doação que fazem os frades do convento de São Francisco de Évora a frei Francisco Mateus (que estava no convento havia muitos anos e que se encontrava doente) de toda a legítima de todos os bens móveis e de raiz que ao frei e ao convento por direito pertencem dos bens que ficaram por morte de João Mateus e de Inês Afonso, que foram moradores em Évora, pais do frei Francisco, para seu sustento e enfermidade. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: No convento de São Francisco, na sala do capítulo
Pai Rodrigues, escudeiro, e sua mulher, Leonor Vicente, moradores em Montemor-o-Novo, afirmam ter doado ao mosteiro de São Francisco de Évora uma herdade em Rio Mourinho e mandam ao tabelião que lhes dê a posse. Esta aconteceu no dia seguinte, em Rio Mourinho, e foi concedida a frei Afonso Galvão, leitor do convento de São Francisco e seu procurador. Redactor: João da Costa, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Nas casas de Pai Rodrigues, escudeiro
Carta régia de D. Filipe I, datada de 27 de Junho de 1596, de confirmação de carta de D. João II, de 14 de fevereiro de 1482, que, por sua vez, confirma outra carta de privilégio D. Afonso V, com data de 04 de Abril de 1450, onde faz mercê aos frades do mosteiro de Santa Maria do Espinheiro de Évora e ao mosteiro de Rio Mourinho, que os seus lavradores e criadores, ovelheiros, moleiros e pomareiros, não paguem peitas, fintas, talhas e outros impostos. Redactor: Manuel Antunes, escrivão Localidade de redacção: Lisboa
Carta régia de D. Pedro II, datada de 09 de Setembro de 1700, de confirmação de uma outra carta de D. João III, dada a 12 de Fevereiro de 1529, onde concede ao frades do mosteiro de Santa Maria do Espinheiro de Évora, o privilégio de lhe ser dado o pescado que lhe for necessário do que houver na praça da cidade ainda que não esteja almotaçado, deixando penhor ou dinheiro bastante que o pague. Na mesma carta de D. Pedro se traslado um seu alvará que ordena esta mesma confirmação, com data de 17 de Junho de 1700. Redactor: Tomás da Silva, escrivão Localidade de redacção: Lisboa
Pedido de autorização de venda realizado entre as freiras do convento de Santa Clara de Évora e Constança de Mira, viúva de Luís Afonso, que trazia aforada uma herdade, do referido convento, localizada no termo da cidade, junto do caminho dos homiziados e da ribeira de Bencafede, por setenta alqueires de trigo, pagos em dia de Santa Maria de Agosto. A foreira pede autorização ao convento para vender o domínio útil da herdade a João Fernandes Galvão, lavrador, e a Inês Afonso, moradores em Évora, por cinco mil reais brancos. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Convento de Santa Clara
Carta régia de D. João II de confirmação de carta de D. Afonso V de privilégios ao mosteiro de Santa Maria do Espinheiro de Évora. A carta de D. Afonso V é emitida a 14 de Março de 1481 em Viana a par de Alvito e nela o rei determina que os frades do mosteiro possam trazer seus gados pastando em quaisquer baldios dos reinos excepto nos coutados por privilégio ou para aproveitar, enm em lugar de vinho, pão e frutos, sem embargo das posturas em contrário. Localidade de redacção: Montemor-o-Novo
Perante Luís Mendes de Oliveira, fidalgo da Casa Real e juiz dos orfãos em Évora, Fernando de Macedo, também fidalgo da Casa Real, morador em Évora, vende uma parte e quinhão na herdade que chamam dos Lucas, termo de Arraiolos, que consiste em mais de um moio de pão por ano, aos filhos de D. João de Castro, já falecido, por cinquenta e oito mil reais brancos. Os compradores chamavam-se D. Fernando, D. Isabel e D. António e eram orfãos. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Casas de morada de Luís Mendes de Oliveira, fidalgo da Casa Real e juiz dos orfãos
Mem Rodrigues, cavaleiro da casa do conde de Odemira, alcaide mor por ele no castelo de Estremoz, apresenta a um juiz os privilégios régios obtidos no que se referia a uma herdade. O juiz determina que se guardem os privilégios referidos e manda fazer a demarcação da herdade de modo a perceber-se onde a mesma se divide de uma outra de Fernão Morato. Redactor: João Gonçalves, tabelião pelo duque de Bragança, marquês de Vila Viçosa, conde de Barcelos e de Ourém e de Arraiolos
Pedido de autorização de venda realizado entre as freiras do mosteiro de São Bento de Cástris de Évora e Diogo Lopes, licenciado, e Maria Álvares, moradores em Évora. Estes traziam aforadas uma casas de morada, do referido mosteiro, localizadas em Évora, no beco da rua da Selaria, em frente ao Aljube, por mil reais brancos, pagos pelo São João. Pedem às freiras do mosteiro para venderem o domínio útil das casas a Isabel Dinis, por dez mil reais brancos. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Mosteiro de São Bento de Cástris
João Rodrigues, vassalo do rei, e sua mulher, Isabel Afonso, moradores em Évora, na rua dos Banhos Velhos, vendem um terço de uma herdade no termo de Évora, em Machede, a Lopo Dias e a sua mulher, Violante Rodrigues, por quarenta e oito mil reais. Redactor: Fernão Vaz, escudeiro da Casa do Rei e público tabelião da cidade de Lisboa. Localidade de redacção: Lisboa Localização específica da redacção: Casa de Lopo Dias, escrivão dos corregedores da corte do rei e seu contador dos feitos diante deles.
João de Évora, lavrador, trazia emprazada em três pessoas uma herdade de pão do mosteiro no termo de Montemor-o-Novo onde chamam Pégoras. Pedia que lhe recebessem a encampação da herdade. As feiras a recebem e emprazam a Gonçalo Gil, lavrador, e a sua mulher, Inês Martins, em vida de duas pessoas, por seis quarteiros de trigo e dois quarteiros de cevada de foro pagos em dia Santa Maria. Redactor: Gomes Fernandes, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Mosteiro de São Bento de Cástris.
Sentença régia resultante de uma demanda entre o mosteiro de São Bento de Cástris e Martim Fernandes, que fora tabelião, morador em Évora, sobre um ferragial, na cidade, pertencente ao mosteiro, e de que Martim Fernandes se apossara dizendo tê-lo comprado a João Esteves Longo. Este último disse não lhe ter vendido o referido ferragial e, na sequência do pedido das religiosas para que o rei lhes mandasse dar a posse da terra, a sentença foi favorável ao mosteiro. Redactor: Rodrigo Anes de Valada, escrivão Localidade de redacção: Évora
Carta de D. Afonso V, na qual confirma os privilégios concedidos ao mosteiro de São Bento de Cástris de Évora, dados por D. João I, em Évora, a 15 de Janeiro de 1391 e assinada pelo chanceler mor Lourenço Eanes Fogaça. O monarca coloca sobre a sua protecção o mosteiro, os mancebos e mancebas, os lavradores e cavaleiros, as bestas e gados, as herdades e todos os bens. Todos aqueles que atentarem contra o mosteiro devem pagar seis mil soldos. Redactor: Pedro Álvares, escrivão Localidade de redacção: Évora
Bartolomeu Afonso, contador, procurador do concelho de Évora, por ordem de dona Maior, abadessa do mosteiro de São Bento de Cástris de Évora, e de João Anes e sua mulher, faz a divisão de uma vinha, localizada no termo da cidade, de dois tinos de madeira de pisar uva, duas covas de pão e umas casas e adega, localizadas na cidade, no arrabalde de São Mamede. Redactor: Lourenço Esteves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Casa da Ordem de São Bento
Dona Inês, abadessa do mosteiro de São Bento de Cástris de Évora, nega ter feito qualquer doação ao mosteiro de Almoster. Afirma que essa doação foi feita por sua mãe, enquanto administrou os bens que recebeu de legado paterno. Dona Inês, por esta carta, afirma que pretende que todos os seus bens patrimoniais que legitimamente lhe pertencem da herança de seu pai, fiquem ao mosteiros de São Bento de Cástris. Redactor: João Dias, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Mosteiro de São Bento de Cástris
Encadernação intitulada “Dom Philippe/ Dona Maria”. Contém: três cartas de confirmação de privilégios, à vila de Viana e ao provedor das capelas de D. Afonso IV, emanadas da Chancelaria de D. Maria I e datadas de 1784 [1] . Possui também uma Carta Lei de Filipe [II ?] com a cópia de uma Carta de Lei de D. João I, que copia um foral apresentado pelos homens bons da vila de Aguiar que, por sua vez, era uma cópia do original dado por Estêvão Rodrigues, cavaleiro, e por sua e mulher e filhos [2] . Copia também outros documentos da Chancelaria de D. Afonso V e de D. Manuel [3] .
Emprazamento, em três vidas, de um chão, da igreja de Santa Maria da Vila ou dos Açougues de Montemor-o-Novo, localizado no termo da vila, em lugar que se chama sesmo, a Fernão Carvalho e a sua mulher, Leonor Eanes, moradores em Montemor-o-Novo, por duas galinhas ou vinte reais brancos, pagos pelo Natal. Testemunha: Martim Eanes de Aguiar, ouvidor do marques de Vila Viçosa; João Vasques, que foi tabelião Redactor: Álvaro Dias, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Igreja de Santa Maria da Vila ou dos Açougues
Afonso Esteves, sacador das redízimas que o rei há-de haver do papa, no bispado de Évora, confirmou que recebeu de Afonso Lourenço, raçoeiro da igreja de Santa Maria da Vila ou dos Açougues de Montemor-o-Novo, cinco libras da redízima de dois anos que terminam pelo São Martinho de Setembro, relativas a uma ração que tem na igreja de Santa Maria de Alcácer do Sal. Redactor: João de Valadares, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Pelourinho
Emprazamento, em três vidas, de uma vinha e um ferragial, da igreja de Santa Maria da Vila ou dos Açougues de Montemor-o-Novo, localizados no termo da vila, a João Esteves de Elvas e a sua mulher, Constança Gonçalves, moradores na vila, por cento e vinte reais, uma galinha e uma dúzia de ovos, pagos pelo Natal. Testemunhas: Vasco Fernandes, tintureiro; Lourenço Domingues, meirinho; Rui Gil, filho de Gil Menino. Redactor: Álvaro Vasques, tabelião em Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Casa dos tabeliães
Venda que fazem João Barroso e sua mulher, Catarina Gonçalves, a [...] Afonso e a Catarina Anes, sua mulher, de uma vinha, no termo de Montemor-o-Novo onde chamam a Fonte del Rei, por três mil reais brancos. A vinha era foreira à igreja de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo em trinta reais e uma galinha, por ano. Redactor: Fernão (?) Galvão (?), escudeiro da casa do rei, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Na igreja de Santa Maria da Vila
Traslado de uma carta de D. Diogo, que fora bispo de Évora, sobre um emprazamento feito pelos raçoeiros da igreja de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo. O traslado é solicitado por Vasco Gil, clérigo raçoeiro da igreja de Santiago e capelão da capela de Santa Margarida, a Fernão Martins, vigário do bispo, que estava em Montemor a fazer audiência. Redactor: João Vasques, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: No adro da igreja de Santa Maria do Bispo
Os beneficiados da igreja de Santa Maria dos Açougues de Montemor-o-Novo concedem licença a João Rodrigues [...] e a sua mulher, Catarina Gil, moradores na vila, para venderem um foro da igreja sobre um assentamento de vinhas, olivais, pomares e terras de pão com casas, situado no Penedo do Judeu, termo de Montemor, a Gaspar Rodrigues Calção, por dez mil e quinhentos reais. Este último ficava obrigado a continuar a pagar o foro de cento e sessenta reais e duas galinhas em cada ano. Redactor: Pedro Lopes, escudeiro, tabelião em Montemór-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Igreja de Santa Maria dos Açougues
Requerimento para ser passada nova procuração a representante dos raçoeiros da igreja de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo, numa demanda perante o bispo de Évora e seus vigários, contra Afonso Anes de Évora e sua mulher, Mor Afonso, relativa a umas casas. O reqerente é Joane Afonso, clérigo da referida igreja e o pedido é feito a João Domingues Ravasco, também raçoeiro da mesma. Redactor: Joane Anes, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Na igreja de Santa Maria do Bispo
Encampação realizada entre os raçoeiros da igreja de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo e Pedro Álvares, tecelão, e Iria Gonçalves, vizinhos e moradores na mesma vila. Estes traziam emprazados uns pardieiros, da referida igreja, localizados junto ao adro da referida igreja, por duas galinhas, pagas pelo Natal. Os referidos foreiros pedem que os clérigos lhes recebam os pardieiros. Aceite a encampação, os clérigos emprazaram, em três vidas, os referidos bens, a Francisco Rodrigues, clérigo, morador em Montemor-o-Novo. Redactor: João da Costa, amo de Rui de Sousa, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Igreja de Santa Maria do Bispo
Pedido de autorização de venda realizado entre os clérigos da igreja de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo e Nuno Álvares da Horta e sua mulher, Mécia Fernandes. Estes traziam emprazadas umas casas, da referida igreja, localizadas em Montemor-o-Novo, junto ao chafariz, por vinte cinco reais brancos. Após terem recebido autorização dos clérigos para realizarem a transacção, os foreiros venderam o domínio útil das casas a João Fernandes, morador na referida vila. Redactor: Pedro de Carvalhosa, tabelião pelo senhor marquês em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Igreja de Santa Maria do Bispo
Encampação realizada entre os clérigos da igreja de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo e João [Coelho], morador na vila, que trazia emprazados, em três vidas, uma vinha, um chão e um olival, por vinte reais brancos e uma galinha. O foreiro pede que a igreja lhe receba os bens. Aceite a encampação, os clérigos emprazarem, em três vidas, os referidos bens, a Álvaro Gil, clérigo e raçoeiros da igreja, por vinte reais brancos e uma galinha, pagos pelo Natal. Redactor: [Vasco Lourenço] Localidade de redacção: Montemor-o-Novo
Emprazamento em três vidas que fazem o prior e os raçoeiros de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo de umas casas com sua louça, adega e lagar, situadas na vila, na rua do Bispo e de uma vinha no termo, no Sesmo, a João Pestana e a sua mulher, Isabel Coelho, por cento e cinquenta reais e duas galinhas boas, pagos pelo Natal. Redactor: Miguel Esteves, notário apostólico Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Igreja de Santa Maria do Bispo
O licenciado Lopo da Fonseca, do desembargo do rei, trespassa o foro de um pedaço de terra e pomar e casas na Lagea a António da Fonseca, fidalgo da casa do rei, seu filho. O foro era de alguns alqueires de cevada, dinheiro e um porco, pago no Natal. A terra, o pomar e a casa pertenciam à igreja de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo. Redactor: João Freire, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Nas casas de Vasco (?) Anes (?)
Venda que faz Fernão Martins, pedreiro, a João Gonçalves, mercador, morador em Montemor-o-Novo, e a sua mulher, Brites Gonçalves, de uma vinha com oliveiras no lugar da Reinalda. A vinha era foreira à igreja de Santa Maria do Bispo e os novos foreiros passam a pagar oitenta reais e o dízimo de toda a novidade de azeite e de vinho, pelo Natal. Na sequência da transação o foro foi elevado dez reais. Redactor: Miguel Esteves, clérigo de missa, público notário Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Nas casas de Luís Dias, clérigo de missa
Doação feita por Gomes Martins, raçoeiro da igreja de Santa Maria da Vila ou dos Açougues de Montemor-o-Novo, de um ferragial, localizado na vila, à Porta de Évora, à referida igreja, tendo como contrapartida a celebração de um aniversário pela alma dos pais e irmãos do doador. Em seguida, a igreja afora o referido bem ao doador, por vinte soldos, pagos no dia em que os clérigos fizerem o dito aniversário. Redactor: João Pires, tabelião de Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Igreja de Santa Maria da Vila ou dos Açougues
Perante os oficiais da câmara é mostrado o testamento de Margarida Anes, viúva de Afonso Coelho. Procede-se então à cópia da cláusula do testamento que refere a igreja de Santa Maria dos Açougues de Montemor-o-Novo. Das quatro libras que recebia de foro do lugar e olival do Carregal, que estava aforado a João Afonso Santarém, determinava que se desse por ano à igreja quarenta soldos para uma missa oficiada anual pela sua alma no dia de Santa Catarina. Redactor: Gomes Anes, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Paços do Concelho
Domingas de Avis, viúva de Domingos Eixemeno, de quem era testamenteira, e Vicente Domingues, tabelião, também testamenteiro do falecido, dão à igreja de Santa Maria do Açougue, para aniversários, um ferragial com oliveiras, situado no termo da vila no caminho do ribeiro do Abadinho. A testamenteira mantém o usufruto em vida pagando por ano aos raçoeiros vinte soldos, pelo aniversário do marido. Redactor: João Pires, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Na igreja de Santa Maria do Açougue
Doação que faz Maria Pires Martins, viúva de Domingos Domingues Manhom, mercador, moradora em Montemor, de doze libras pelo quarto que tinha nos engenhos que foram de [...] Cabeça e de seus filhos na ribeira de Canha, aos raçoeiros da igreja de Santa Maria do Açougue de Montemor-o-Novo, pagas cada ano pela Páscoa. Em troca os raçoeiros diriam um aniversário a dezanove de Novembro pela alma do seu marido. Redactor: João Pires, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Nas casas que foram de Domingos Domingues Manhom
Doação que faz João Pires [...], morador em Montemor-o-Novo, aos clérigos raçoeiros da igreja de Santa Maria do Bispo de Montemor-o-Novo, de uma vinha e de um ferragial. A vinha situava-se no termo da vila, na Bucha, e o ferragial ficava a par do caminho de Évora e nas imediações do campo do adro dos judeus. Em troca pede dois aniversários, um no mês de Março e outro em Junho. Redactor: Gomes Anes, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo