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Os contratorpedeiros "Vouga" e "Douro" atracados na Base Naval de Lisboa.
O "Guadiana" comboiando o "Gil Eanes" e o "Cazengo" de Lisboa para França.
A Fragata "Almirante Pereira da Silva" a passar por baixo da Ponte Salazar/25 de Abril, Lisboa.
Avisos de 2ª classe "João de Lisboa" e "Pedro Nunes" no porto interior de Macau.
Chegada a Lisboa senhor Presidente da Republica, Viagem a Angola e Guiné.
B.N. de Lisboa, um sapador mergulhador fazendo uma demonstração debaixo de água.
Registo da visita médica à enfermaria, durante a viagem de Angola para Lisboa.
Continuação do registo da visita médica à enfermaria, durante a viagem de Moçambique para Lisboa.
Continuação do registo da visita médica à enfermaria, durante a viagem de Angola para Lisboa.
Continuação do registo da visita médica à enfermaria, durante a viagem de Angola para Lisboa.
Registo da visita médica à enfermaria, durante a viagem de Moçambique para Lisboa.
Inclui a matrícula da equipagem do vapor "União", registado no porto de Lisboa.
Documentário sobre o Arsenal de Marinha, em Lisboa; álbum composto com 101 fotografias.
Inclui o registo da viagem de navegação de Liverpool para Lisboa.
Carta de Lisboa, de Costa e Silva dirigida a António Sérgio.
Damião António Peres, conhecido por Damião Peres, foi historiador e professor. Concluiu o Curso Superior de Letras de Lisboa. Foi professor liceal e lecionou ciências históricas na Faculdade de Letras do Porto (1919-1928) e depois na Faculdade de Letras de Coimbra. Durante a Ditadura Militar, foi director da Faculdade de Letras do Porto (1926-1928). Foi sócio da Academia das Ciências de Lisboa e cofundador da Academia Portuguesa de História. Co-autor de Noções de História de Portugal (1923). Fundou e dirigiu a Revista de Estudos Históricos (1924). Dirigiu a monumental História de Portugal (1928-1954), dita de Barcelos, e publicou D. João I (1917), Como Nasceu Portugal (1938) e diversas outras obras. in: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, p. 677
Francisco de Paula Leite Pinto, nasceu em Lisboa, a 16 de Outubro de 1902, faleceu a 29 de Maio de 2000, foi um professor universitário, engenheiro, escritor e político português no período do Estado Novo. Na sua atividade política destacam-se o cargo de Ministro da Educação Nacional (1955-1961) e de deputado à Assembleia Nacional (1938-1942). Como professor, iniciou a carreira no ensino liceal, posteriormente, foi professor catedrático do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (1940-1973) da Universidade Técnica de Lisboa, instituição onde desempenhou o cargo de reitor (1963-1966), e na Escola do Exército. Continuou a docência fora de Portugal depois do 25 de Abril, em França e no Brasil. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Paula_Leite_Pinto
José Maria Rodrigues foi filólogo, camonista, pedagogo e professor. Licenciado e doutorado em teologia e ordenado presbítero, lecionou hebraico em Coimbra (1888-1893) e foi capelão da universidade. Colaborou na reforma do ensino secundário (1894) e foi depois reitor do Liceu de Lisboa, até 1902. Em 1901 ingressou como professor no Curso Superior de Letras, depois Faculdade de Letras de Lisboa, onde lecionou filologia clássica, estudos camonianos, literatura portuguesa e línguas e literaturas alemã e inglesa. Foi preceptor dos príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel. Publicou Fontes dos Lusíadas (1908), edições críticas de "Os Lusíadas (1921 e 1928)", uma edição prefaciada e anotada das "Líricas de Camões (1932, com Afonso Lopes Vieira)" e vários outros estudos camonianos. in: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, p. 671
Ricardo Ribeiro do Espírito Santo Silva (Lisboa, 12 de novembro de 1900 — Cascais, Cascais, 2 de novembro de 1955), nascido Ricardo Ribeiro do Espírito Santo e Silva, foi um banqueiro, economista, grande amador de arte, mecenas e desportista português. Filho do rico negociante cambista José Maria do Espírito Santo Silva, falecido em 1915, fundador, em 1883, da sociedade Silva, Beirão, Pinto & Cia., que deu origem, no decorrer dos tempos, por sucessivas transformações, às firmas J. M. do Espírito Santo Silva & Cia. e Espírito Santo Silva & Cia., ambas do maior prestígio, transformada esta última, em 1920, no Banco Espírito Santo, depois Banco Espírito Santo & Comercial de Lisboa, uma das entidades financeiras e bancárias de maior importância na vida portuguesa; e de sua segunda mulher, Rita de Jesus Ribeiro. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ricardo_Ribeiro_do_Espírito_Santo_Silva
Alberto de Monsaraz (Lisboa, 28 de Fevereiro de 1889 — Lisboa, 23 de Janeiro de 1959), o 2.º conde de Monsaraz, foi um político e poeta cultor do parnasianismo histórico. Militante monárquico, opôs-se ativamente ao regime republicano, o que o forçou repetidamente ao exílio. Aderiu ao movimento do Integralismo Lusitano tendo dirigido os seus órgãos de imprensa, nomeadamente A Monarquia e Nação Portuguesa, tornando-se numa das suas figuras centrais. Após a instauração do regime do Estado Novo, assumiu as funções de secretário-geral do Movimento Nacional-Sindicalista, liderado por Francisco Rolão Preto, acabando por ser novamente forçado ao exílio quando o movimento foi proscrito pelo regime salazarista. In:https://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Monsaraz
Abel Pereira de Andrade licenciado em Teologia (1891) e Direito pela Universidade de Coimbra (1895) e doutorado em Direito, também, pela Universidade de Coimbra (1898). Foi professor universitário, advogado e deputado pelo Partido Regenerador (1900-1910) e Par do Reino (1910), secretário-geral do Governo Civil de Santarém (1897-1898), diretor-geral da Instrução Pública (1902-1906), vogal do Tribunal de Contas (1900), vogal do Instituto de Medicina Legal, vogal do Conselho Penal e Prisional, diretor do Instituto de Criminologia de Lisboa, presidente do Conselho Médico-Legal de Lisboa, presidente do Conselho Superior dos Serviços Criminais, presidente da Federação Nacional das Instituições de Protecção à Infância (1908-1919), juiz do Supremo Tribunal Administrativo, vogal do Conselho Superior de Instrução Pública (nomeado por Decreto de Julho de 1931) e procurador à Câmara Corporativa por designação do Conselho Corporativo. In:https://app.parlamento.pt/PublicacoesOnLine/OsProcuradoresdaCamaraCorporativa/html/pdf/a/andrade_abel_pereira_de.pdf
Nasceu no Funchal a 7 de Julho de 1881, faleceu em Lisboa a 16 de Novembro de 1958. Pertencente a uma família aristocrática da Madeira, quando vem estudar para Coimbra encontra como professor Afonso Costa que o conduz para o Partido Republicano. Advogado, concluiu a formação em Direito no ano letivo de 1907/1908. Após a conclusão do curso foi nomeado Secretário-Geral do Governo Civil de Lisboa. Em 1911 foi eleito deputado à Assembleia Constituinte, pelo Círculo do Funchal, repetindo a situação em 1915, 1919, 1921 e 1922. Participou na primeira Guerra Mundial como voluntário, tendo combatido na Flandres como oficial de artilharia, mas acabou por ser feito prisioneiro pelos alemães. Pertenceu a um dos primeiros conselhos diretivos da Ordem dos Advogados. Também se destacou como jornalista e escritor. In: http://arepublicano.blogspot.com/2007/03/carlos-olavo-nasceu-no-funchal-7-de.html
António José Arroio (Porto, 19 de Fevereiro de 1856 — Lisboa, 25 de Março de 1934), mais conhecido por António Arroio ou António Arroyo, foi um engenheiro, político, crítico de arte e professor que, para além da sua carreira técnica como engenheiro, foi autor de obras sobre literatura, música e artes plásticas. Destacou-se como promotor em Portugal do ensino técnico e das artes aplicadas. António José Arroio (Porto, 19 de Fevereiro de 1856 — Lisboa, 25 de Março de 1934), mais conhecido por António Arroio ou António Arroyo, foi um engenheiro, político, crítico de arte e professor que, para além da sua carreira técnica como engenheiro, foi autor de obras sobre literatura, música e artes plásticas. Destacou-se como promotor em Portugal do ensino técnico e das artes aplicadas. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Arroio
João de Barros, Bacharel em direito, dedicou-se às letras, à pedagogia e à promoção da política republicana de instrução pública. Começando como professor liceal (Coimbra, Lisboa e Porto), foi sob a república director do ensino primário e secundário e, a partir de 1915, secretário-geral do Ministério de Instrução Pública. Iniciado na maçonaria em 1910. Foi deputado pelo Partido Republicano (passando em 1924 para a Esquerda Democrática) e ministro dos Negócios Estrangeiros (1924-1925). Membro da Academia de Ciências de Lisboa (1913). Em 1915, fundou, juntamente com João do Rio, a revista luso-brasileira "Atlântida". Publicou vasta obra literária e ensaios sobre a reforma da instrução pública e a escola republicana. in: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, p. 652
Foi um advogado, banqueiro e político, nasceu em Lisboa, a 23 de dezembro de 1912, faleceu em 1979. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, exerceu diferentes cargos públicos, nomeadamente: Secretário do Ministro Mário de Figueiredo no Ministério da Educação Nacional (1940-1944); Secretário do Ministro Cancela de Abreu no Ministério das Obras Públicas e Comunicações (1944-1947); Vice-presidente da Junta Nacional do Vinho (1946); Delegado do Governo junto do Grémio do Comércio de Exportação de Vinhos; Presidente da Junta Nacional do Vinho (1953); Subsecretário de Estado do Fomento Ultramarino (1962-1965); Governador do Banco de Angola (1971-1974); Ministro de Estado Adjunto da Presidência do Conselho (1974-03-15 a 1974-04-25). In: https://app.parlamento.pt/publicacoesonline/deputadosan_1935-1974/html/pdf/o/oliveira_mario_angelo_morais_de.pdf
Alberto de Monsaraz (Lisboa, 28 de fevereiro de 1889 — Lisboa, 23 de janeiro de 1959), o 2.º conde de Monsaraz, foi um político e poeta cultor do parnasianismo histórico. Militante monárquico, opôs-se ativamente ao regime republicano, o que o forçou repetidamente ao exílio. Aderiu ao movimento do Integralismo Lusitano tendo dirigido os seus órgãos de imprensa, nomeadamente A Monarquia e Nação Portuguesa, tornando-se numa das suas figuras centrais. Após a instauração do regime do Estado Novo, assumiu as funções de secretário-geral do Movimento Nacional-Sindicalista, liderado por Francisco Rolão Preto, acabando por ser novamente forçado ao exílio quando o movimento foi proscrito pelo regime salazarista. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Monsaraz
António Júlio de Castro Fernandes (Lisboa, 2 de Junho de 1903 — Lisboa, 1975) foi um economista, banqueiro, político e ideólogo do corporativismo português. Esteve ligado aos sectores da extrema-direita portuguesa no período da transição para o Estado Novo e foi um dos mais ativos propagandistas do corporativismo fascista. Foi dirigente da Cruzada Nacional Nun’Álvares nos últimos anos da Primeira República Portuguesa e um dos fundadores do Movimento Nacional-Sindicalista (1932)]. Aderiu à Revolução Nacional, e entre muitas outras funções de relevo, foi Subsecretário de Estado das Corporações e Previdência Social (1944 a 1948) e Ministro da Economia (1948 a 1950) do governo de Oliveira Salazar, presidente da Comissão Executiva da União Nacional (1958 a 1961 e 1965 a 1968), deputado à Assembleia Nacional e procurador à Câmara Corporativa. Dedicou-se à banca, tendo sido administrador do Banco Nacional Ultramarino. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_J%C3%BAlio_de_Castro_Fernandes
António Filomeno Lourenço nasceu de 16 de janeiro de 1896. Natural de Oliveira do Conde. Licenciou-se em ciências económicas e financeiras pela Instituto superior do Comércio de Lisboa. Fez parte do corpo expedicionário português, como oficial miliciano da administração Militar. Foi colaborador assíduo da Grande enciclopédia Luso-Brasileira nas matérias de economia, política e finanças. Entrou para a empresa Nacional de Publicidade em 3 de abril de 1922, como encarregado da secção de Agentes. Em outubro desse ano fez parte de comissão, nomeada pelo diretor-delegado Caetano Beirão da Veiga, encarregue do estudo da reforma dos serviços de administração, que entrou em vigor em 1923. Nesta data foi nomeado chefe da Contabilidade Comercial, lugar que desempenhou até assumir, em 20 de janeiro de 1937, a chefia da secção de controlo e organização. Faleceu em Lisboa em 1970.
Eduardo Frederico Schwalbach Lucci foi um jornalista e escritor português. Nasceu em Sacramento, Lisboa, a 18 de maio de 1860, faleceu na Lapa, Lisboa, a 8 de dezembro de 1946. Frequentou a Escola do Exército e a Escola Politécnica. Como jornalista foi colaborador em muitos jornais diários, fundou o diário “A Tarde”, em 1889 e foi diretor do Diário de Notícias, entre 1924 a 1939 e 1945/6. Na sua carreira profissional ainda foi diretor e inspetor do Conservatório de Música e Artes Dramáticas e Conservador da Biblioteca Nacional. Na sua carreira política administrativa, foi deputado pelo Partido Regenerador entre 1904-1908 e Procurador à Câmara Corporativa em representação das Artes Gráficas e Imprensa. In: https://app.parlamento.pt/PublicacoesOnLine/OsProcuradoresdaCamaraCorporativa/html/pdf/l/lucci_eduardo_frederico_schwalbach.pdf
Rui Enes Ulrich foi professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra até à República, pedindo então a sua exoneração. Mais tarde foi catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa e seu director desde 1937. Director do Banco de Portugal (1914-1927). Administrador de diversas empresas de caminhos de ferro, comerciais e financeiras e presidente do conselho de administração da Companhia de Moçambique (1920-1933). Monárquico, ligado à fundação do Integralismo Lusitano, foi eleito deputado por Lisboa pelas listas monárquicas em 1921. Apoiou o golpe militar de 28 de Maio de 1926, a Ditadura Militar e a criação do Estado Novo. Procurador à Câmara Corporativa a partir de 1935. Autor de obras de temas coloniais (política, economia e administração). in: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, p. 639
José Caeiro da Matta foi professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1906-1919) e da Faculdade de Direito de Lisboa. Foi deputado às Cortes pelo Partido Regenerador (1908-1910), envolvendo-se em duelos com Afonso de Espregueira e Moreira Júnior, episódios que desprestigiaram a agonizante monarquia. Após o 5 de Outubro, abandonou a política e dedicou-se exclusivamente à docência. Iniciado na maçonaria em 1910, abandoná-la-ia mais tarde, aproximando-se dos meios católicos, nacionalistas e conservadores. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros no início do Estado Novo (1933-1935), ingressando depois na carreira diplomática, para voltar ao governo só após a segunda guerra mundial. Sócio da Academia das Ciências de Lisboa. in: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, p. 684
Afonso Augusto Falcão Cota de Bourbon e Meneses (Lisboa, 20 de fevereiro de 1890 — Lisboa, 8 de setembro de 1948) foi um escritor, jornalista, polemista e militante republicano que se destacou na luta contra a fase inicial do Estado Novo. Inicialmente ligado às correntes do anarcossindicalismo evoluiu para o republicanismo democrático. Ficou, sobretudo, ligado ao jornalismo republicano, tendo-se estreado nas páginas de “A Manhã”, periódico dirigido por Mayer Garção, passando depois pelas redações de “O Mundo”, “Primeiro de Janeiro”, “Voz do Operário” e “Diário de Notícias”, onde se notabilizou com a coluna "Pedras soltas". Grande prosador e polemista, publicou vários ensaios, diversos livros de contos e o poema em prosa “Menino” (1925). In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Augusto_Bourbon_e_Menezes
Alberto de Monsaraz (Lisboa, 28 de Fevereiro de 1889 — Lisboa, 23 de Janeiro de 1959), o 2.º conde de Monsaraz, foi um político e poeta cultor do parnasianismo histórico. Militante monárquico, opôs-se ativamente ao regime republicano, o que o forçou repetidamente ao exílio. Aderiu ao movimento do Integralismo Lusitano tendo dirigido os seus órgãos de imprensa, nomeadamente A Monarquia e Nação Portuguesa, tornando-se numa das suas figuras centrais. Após a instauração do regime do Estado Novo, assumiu as funções de secretário-geral do Movimento Nacional-Sindicalista, liderado por Francisco Rolão Preto, acabando por ser novamente forçado ao exílio quando o movimento foi proscrito pelo regime salazarista. In:https://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Monsaraz
António-Lino da Viegas Ferreira Pedras nasceu em Guimarães em 1914. Terminou o curso superior na Escola de Belas-Artes do Porto, com 19 valores, em 1945. Estudou tapeçaria, fresco, vitral e mosaico em França, Espanha, Alemanha e Itália. Foi sócio fundador do movimento de renovação da Arte Religiosa e bolseiro do Estado Italiano através do Instituto de Alta Cultura de Portugal. Distinguiu-se acima de tudo no mosaico e no vitral, sendo notáveis os vitrais que executou nos Paços dos Duques, em Guimarães. Também na tapeçaria deixou excelentes trabalhos entre os quais uma alegoria de Lisboa, propriedade da Câmara Municipal. Tem obra em vitral em igrejas, Palácios da Justiça, Câmaras Municipais, Palácios Nacionais e casas particulares em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente na grande Basílica de Nazareth, em Israel, e na Basílica de Damasco, na Síria. Foi discípulo dos mestres Teixeira Lopes, Acácio Lino e Dórdio Gomes. Faleceu em Lisboa, em 1996.
Matias Boleto Ferreira de Mira foi médico, investigador, professor, jornalista e político. Fundador e director do Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral, presidente da Sociedade Portuguesa de Biologia e professor de fisiologia e química fisiológica da Faculdade de Medicina de Lisboa. Republicano unionista e mais tarde liberal. Foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa e deputado pelo Partido Republicano Liberal (1921). Foi redactor principal do jornal "A Luta" (1918-1922) e colaborador da "Seara Nova" (anos 1940) e do "Diário de Notícias". Interveio em 1923 na polémica sobre as obras imorais com o artigo “Uma grave doença”, publicado no Diário de Notícias (8 de março de 1923), cujo recorte se encontra no espólio de Fernando Pessoa. in: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, pp. 663-664
Francisco Lopes Vieira de Almeida concluiu o Curso Superior de Letras de Lisboa e lecionou na Faculdade de Letras de Lisboa desde 1915, primeiro na área de História e, a partir de 1921, na de Filosofia, ascendendo a catedrático em 1930. Foi director da secção de filosofia (1936-1940). É tido como o introdutor da moderna lógica matemática em Portugal. Monárquico próximo do Integralismo Lusitano, ligar-se-ia mais tarde ao grupo da Seara Nova e, por fim, aos meios oposicionistas, chegando a ser preso juntamente com António Sérgio, Jaime Cortesão e Azevedo Gomes (1958). Foi um dos fundadores da revista "Homens Livres (1923)", com Reinaldo dos Santos, Afonso Lopes Vieira e António Sérgio. Publicou trabalhos de lógica, história e filosofia, mas também obras de poesia, romance e teatro, bem como diversas traduções. in: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, p. 638
José Estêvão de Morais Sarmento foi um general português. Nasceu em Lisboa, a 12 de outubro de 1843 e faleceu em Lisboa, a 14 de Fevereiro de 1930). A sua carreira iniciou-se no colégio militar entre 1854 e 1861, é nomeado general em 1901. Foi comandante da Escola do Exército pelo governo provisório do regime republicano e professor da Escola de de Guerra e da Escola Militar. Na vida política fez parte do Partido Regenerador, chegando a Ministro da Guerra em Abril de 1896. Neste cargo, alterou diversos regulamentos e o Código de Justiça Militar. A 17 de Maio de 1919 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, a 5 de Outubro de 1922 com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 28 de Fevereiro de 1930 com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/José_Estevão_de_Morais_Sarmento
Nascido a 28 de abril de 1881 em Lisboa, no Palácio da Anunciada, na que é hoje a Rua das Portas de Santo Antão, José Luiz de Saldanha foi o terceiro de quatro filhos, dois rapazes e duas raparigas — ao irmão mais velho, João, coube o título de 2.º marquês de Rio Maior; a irmã Maria da Piedade, pelo casamento, viria a ser marquesa de Lavradio Licenciado em Engenharia Agrónoma, foi professor de Economia Agrária no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, e mais tarde técnico superior do Ministério da Economia — não durante muito tempo, garante o neto em Cartas de Salazar que me levaram à prisão: “Não se quis demorar por divergências de caráter político”. In: https://observador.pt/especiais/o-misterioso-barao-que-ousou-afrontar-salazar/
"Maria Emília Infante da Câmara Taborda Trigueiros Martel (1880-1955), natural de Lisboa, falecida a 7-X-1955, filha de Nuno Bento de Brito Taborda (c. 1850), coronel de Engenharia pela Escola do Exército, e de sua mulher D. Maria Henriqueta Infante da Câmara (c. 1855); neta paterna de Nuno Augusto de Brito Homem Ferreira Taborda, casado com D. Georgine de Thierry, a qual era filha de Charles Joseph, Barão de Thierry, e de sua mulher D. Marie Caroline de Frotté Battier de Laville; e neta materna de Emílio Infante da Câmara (1799-1875), nascido em São Vicente do Paul, Santarém, casado a 21-II-1851 em Lisboa com D. Emília Mac-Mahon Garrido de Cesan (n. 1825). Casou com Simão Valdez Trigueiros Martel (1879-1946), 2.º Conde de Castelo Branco." In: https://familiatrigueiros.blogspot.com/2013/12/jose-campelo-trigueiros-martel-1852.html
"Adozinda Júlia Correia de Meneses Soares de Brito de Carvalho Pimenta, nasceu em Coimbra, freguesia de S. Bartolomeu, a 15 de Janeiro de 1884, filha de Emiliana Teixeira Soares de Brito - que viveu com sua filha até morrer - e de António de Carvalho, professor de música emigrado para o Brasil, ambos de Montemor-O-Velho. Morreu em Lisboa no dia 8 de Janeiro de 1962. Foi aluna do Colégio das Ursulinas, em Coimbra. Casou com Alfredo Pimenta na Sé Nova de Coimbra no dia 21 de Maio de 1904, de quem teve três filhos: Maria Adozinda (1905-1988), Alfredo Manuel (1907-1989) e Maria Gracinda (1909-1991). Uniu-os uma grande amizade ao longo de 48 anos de casados, em que viveram em Coimbra, Matosinhos, Pedrouços, Lisboa e todos os anos grande temporada em Guimarães. Inteligente, tomou sempre parte inteira na vida de Alfredo Pimenta, tanto nas circunstâncias afortunadas como desafortunadas." Por: Maria da Madre de Deus Pimenta Reynolds de Souza. Estremoz, Maio de 2021
Joaquim Veríssimo Serrão nasceu em Santarém a 8 de julho de 1925 e faleceu na mesma cidade a 31 de julho de 2020. Foi Professor Catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e um dos maiores vultos da historiografia portuguesa contemporânea. Autor de uma vasta bibliografia, nela se destacam os trabalhos dedicados à História de Portugal dos séculos XV a XVIII e à História do Brasil dos séculos XVI e XVII. Foi presidente da Academia Portuguesa da História. Foi galardoado em 1995 com o Prémio Príncipe das Astúrias em Ciências Sociais. Membro da Academia das Ciências de Lisboa foi, entre outras instituições científicas estrangeiras, Membro Efetivo da Academia de Yuste. In: https://www.wook.pt/autor/joaquim-verissimo-serrao/1753 https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Ver%C3%ADssimo_Serr%C3%A3o
José Capelo Franco Frazão foi o 1º conde de Penha Garcia e um político português, nasceu na freguesia da Capinha, concelho do Fundão, a 11 de janeiro de 1872, faleceu em Lisboa, a 25 de abril de 1940. Foi deputado em várias legislaturas, ministro da Fazenda no governo progressista de José Luciano de Castro entre 1905 e 1906, e presidente da Câmara dos Deputados no governo que sucedeu à ditadura de João Franco. Foi presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa entre 1928 e 1940. Era licenciado em Direito e monárquico conservador. O título de Conde de Penha Garcia foi criado a seu favor, por uma vida, por decreto de 29 de Janeiro de 1900 do rei D. Carlos I de Portugal. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/José_Capelo_Franco_Frazão https://geneall.net/pt/nome/31969/jose-capelo-franco-frazao-1-conde-de-penha-garcia/
Composto pela gravação audiovisual da entrevista e a respetiva transcrição. Transcrição Maria do Carmo Entrevistada: Maria do Carmo (MC) Entrevistadoras: Maria Ana Bernardo (MAB) e Manuela Oliveira (MO) Transcrição: Diana Henriques (05/12/2023) MVI_ 6129 MO: Maria do Carmo apresente-se então MC: Eu sou a Maria do Carmo, natural de Portel nasci aqui, fiz aqui a minha vida e aqui continuei a viver. MVI_6130 MC: Tive uma infância boa. A minha mãe trabalhava numa casa numas famílias ricas, nunca faltou nada na mesa. Nunca passei dificuldades. O meu pai era trabalhador rural e nunca nos faltou nada. Tive uma infância feliz, na casa dos meus pais. MO: E estudou MC: Fui à escola, fui até à quarta classe, era uma excelente aluna. E houve uma altura em que terminei a quarta classe e os professores, as professoras dessa altura foram falar com os meus pais para eu ir para a quinta e sexta classe, que era o que havia na altura. E o meu pai, tenho esta versão ainda hoje gravada na minha, na minha ideia que o meu pai disse aqui não à nem quinta, nem sexta, o cesto é o da azeitona. Ela vai à azeitona. E eu a sair da escola com onze, doze anos fui à azeitona. MAB: Começou a trabalhar? MC: Sim, com grande desgosto meu. E comecei a trabalhar. MAB: E a partir daí continuou? MC: E a partir daí continuei sempre a trabalhar como meu pai. Sempre. A trabalhar no campo. MAB: E os seus irmãos? MC: O meu irmão mais velho já teve uma vida diferente da minha. Fez a quarta classe, também era muito bom aluno, era afilhado do doutor Galhordas e ele disse o António José vai para Lisboa, vai estudar, vai trabalhar. Foi trabalhar para uma fábrica, havia uma tia minha que vivia em Lisboa e ele foi para casa dessa minha tia. E ele trabalhava na fábrica e à noite ia estudar. O padrinho pagou-lhe os estudos e ele avançou na vida. Infelizmente, já cá não está entre nós. Faleceu de uma doença, dessas doenças graves. E o meu outro irmão mais novo já foi mais burrinho. Andou sempre no campo, mas não aprendia nada, mas nessa altura se ele tivesse a ideia que eu tinha, o meu irmão teria ido já, já havia, as coisas já eram de outra maneira. A minha mãe já dizia, se ele fosse bom na escola já ele ia estudar, mas ele não. Até a quarta classe ele custou a fazer, ele não aprendia, tinha dificuldades em aprender. E foi assim a nossa vida. MO: E lembra-se do 25 de abril? MC: Claro que me lembro do 25 de abril. Olhe o 25 de abril foi, eu acho que foi das melhores coisas que houve. Porque antes do 25 de abril eu morava numa rua, que era a rua do Alfoz (?) a seguir ao castelo e há ali um largo que é o largo Miguel Bombarda, onde só viviam ricos. Eram quatro, que viviam lá, era o Manuel da Corte, o Fonseca e os dois Amarais. E lembro-me perfeitamente do meu pai, ir para aquele recinto, aquele largo, ele e mais homens a pedir trabalho à porta desses ditos ricos e eles vinham à porta e tu, tu e tu, saiam para aquele lado. E a maioria ficavam lá, eram escolhidos, aqueles que eles lhes agradavam mais. E então havia muita muita muita miséria. MAB: Quando as pessoas não tinham trabalho o que é que faziam? MC: Viviam que era miséria. Levavam os dias ali no largo da agrícola, naquele largo onde é a caixa geral de depósitos à procura de trabalho. Se alguém passava, que lhe propusesse trabalho. Era miséria, miséria. Eu vivi numa rua que era uma rua mesmo só de pobreza, onde só havia, muitos filhos. Nós eramos três, mas havia além casas que havia sete e oito irmãos. Que era mesmo, mesmo, mesmo miséria. A minha mãe tinha uma vizinha, que já faleceram, e essa vizinha, às vezes a minha mãe, trabalhava na casa dos ricos e trazia de lá coisas que lhe davam e diziam vai lá levar à Mariana. E ela ia-lhe levar coisas poucas, um bocadinho de pão, e um bocadinho de azeite e com isso ela fazia uma açordinha de alho para ela e para os filhos. E ela vinha à rua, lembro-me como se fosse hoje e dizia assim, hoje até vejo o sol bem, o que a Maria me veio aqui levar, fiz uma açordinha para mim e para os meus filhos, que nos soube tão bem, à não sei quantos dias que não comíamos. MAB: Na casa dos seus pais eles faziam matança? MC: Na casa dos meus pais faziam matança sim. MAB: E depois dividiam? MC: E dividiam sim. Aquilo no final ficava tudo em nada. Era um pratinho com chamavam-lhe na altura um jantar, um jantar de ossos. Com um bocadinho de toucinho, vai lá levar à menina, à vizinha Maria, à vizinha Antónia, à vizinha outra e a rua toda comia aquele jantarinho e a gente comíamos também só uma vez do porco. Era assim mesmo. Depois quando a outra vizinha fazia a matança, dividia por todos. Havia igualdade entre todos. A vida eram todas iguais, mas havia mais amizades, porque não havia invejas, o que havia na minha casa, havia na outra e na outra. E era assim. MAB: E quando começou a ficar mais crescida e depois a pensar em namorar, como é que foi essas, como é que foi essa fase. Como é que era, como é que se relacionavam? MC: Olhe a minha fase do namoro foi complicada. Porque eu nas férias já ia a Lisboa, a casa de uma tia minha, a casa onde o meu irmão sempre viveu e estudou lá. E eu ia para casa dessa minha tia e então, conheci lá um rapaz, conheci lá um rapaz e comecei a namorar com ele. Depois vim para cá, por cartas e ia lá só de vez em quando. MAB: Por cartas MC: Por cartas. E há uma das vezes que o rapaz apareceu cá e eu parece que o estou a ver, que ainda não se usava cá aquelas grandes gabardines e ele já vinha de gabardine, com uma malinha na mão, todo muito finório e veio cá para falar com os meus pais. Foi uma carga de trabalhos, para o deixarem lá entrar, e porque não conheciam. Ele estava em Lisboa a trabalhar, mas era aqui de Viana do Alentejo. Era e é. Que é o marido que ainda hoje tenho. Mas foi muito complicado aquele namoro, a minha mãe porque ele estava em Lisboa e ele deve ter lá outra, e não casa contigo, e depois o que é que dizem aqui. Bem, foi uma confusão, tão grande, tão grande, que só eu sei o que sofri. E ele depois vinha e não ficava lá na minha casa, nem pensar. Ia ficar numa casa de uma tia minha, que também se conheciam, e ia lá ficar. Mas eu já lá não metia um pé na casa da minha tia, porque ele estava lá. Era muito complicado. Namorei assim seis anos. Cartas, ele vinha cá, mas mesmo complicado e a minha mãe sempre a bater o pé, ele deve casar deve, ele tem para lá outra, como ele aí aparece parece um doutor. E afinal namoramos seis anos e depois casámos e olhe ainda somos hoje casados. Era complicado. MVI_6132 MC: Portanto, os trabalhadores agrícolas. MO: Vai falar então um bocadinho sobre a sua participação política e cívica. Alguma associação ou algumas coisas que MC: Sim, eu pertenci à JCP na altura e depois comecei a fazer parte do sindicato dos trabalhadores agrícolas, que era na altura o escritório da reforma agrária, ali no, situado no largo do chafariz, na altura. E fazia parte lá também do sindicato e porque trabalhei depois também na reforma agrária e era lá que nós íamos receber o ordenado, ia receber o meu e o do meu pai. A esse escritório. MAB: Como é que a senhora, como é que chegou a fazer parte do sindicato, ou seja, como é que e porque é que se filiou na JCP? MC: Porque fiz sempre aquelas ideias, aquelas ideias políticas que ainda hoje as tenho. E tenho dois filhos que ela é política e ele enão tem nada a haver com a política. Já houve aqui um ano, que em eleições em Portel, ela fazia parte da lista do PCP, como faz hoje sempre, como ainda é hoje, e ele fazia parte da do PS. E eu fazia parte com ela, da dela, sempre fui, por isso, cada um tem as suas ideias. E o pai é uma pessoa reservada, não sabemos se ele é da esquerda, se é da direita. É uma pessoa muito reservada. Apertamos, apertamos com ele, mas ele não diz nada. Vocês querem é saber. MAB: Portanto essa situação política e essa vontade de participação pública foi sempre uma coisa mais das mulheres cá MC: Sim, sim, sim, sim, foi minha e a minha Lúcia também foi. Embora ela já tivesse vindo noutra altura e as coisas já tivessem tudo mais avançado, mas viveu tudo isso comigo. Íamos às manifestações, ela ia comigo MAB: Levava-a para as manifestações? MC: Sempre, sempre, sempre. Havia qualquer festa do partido comunista ela ia comigo e já ia dizendo versos, que era pequenina e não sei quê. A ler e já fazia sempre parte de tudo. E ainda hoje é. Está na câmara de Évora hoje. MAB: E as mulheres aqui na vila começou, notaram que elas começaram a sair mais depois do 25 de abril? MC: Sim, sim muito mais. MAB: E a participar mais? MC: Sim e a participarem mais sim. Apareciam mais em tudo. A irem já a um café, porque se faziam aqueles almoços, por exemplo a gente do partido comunista e depois acabávamos os almoços e já íamos ali beber o café ao, ali a restaurante. Foi diferente, sim. Com mais saídas. MAB: E atualmente as mulheres tem muita participação em muita coisa, as mulheres, mesmo as mais idosas, não só as jovens? MC: Têm, têm. Mesmo aqui no nosso meio. Em tudo, em tudo. A gente começa aqui já pela Universidade Sénior, as mulheres participam mais, eu também já participei, no teatro, nas histórias, agora como tenho a menina tenho o tempo mais ocupado. E participam muito, muito as mulheres, mais do que os homens. MAB: Porque é que acha que é assim? MC: Essa parte eu também ainda não sei bem explicar porquê. MAB: Mas aquilo que vê é que as mulheres participam mais MC: Ainda levei o meu marido, ainda fazíamos parte da tuna, mas só da tuna, que ele disse só da tuna, das outras coisas não vou. E depois lá a professora dizia, não conseguem trazer os maridos, os maridos. Uma dizia, vou trazer o meu. Ninguém lá aparecia, era só a gente. Fazia, vestia. A Maria Cristina vestia-se de homem e fizemos assim teatros, eu de mulher e era assim. E os homens não participavam muito. A gente daqui é mais as mulheres. A mulher é mais pra frentex. MAB: No fundo a vida da mulher, talvez tenha mudado mais do que a dos homens? MC: Se calhar sim, porque estavam muito fechadas e tiveram uma abertura e nessa abertura, elas foram avançando sempre mais e eles já mais na retaguarda. MAB: E os jovens hoje? MC: Ora, os jovens hoje têm uma vida totalmente diferente, tudo já mais, tudo já mais liberal. MAB: Acha que hoje aqui em Portel faz diferença para a vida que a pessoa, ser homem ou mulher? MC: Não, não, não. Não há diferença aqui. Não, a juventude hoje andam todos juntos. Eu vejo pela vida da minha filha, para onde vai um, vai o outro. E é tudo, são, fazem uma vida e um conjunto igual. MAB: Em termos de costumes, aquela critica que havia, em relação ao comportamento MC: Não, isso já não há. Havia no meu tempo, agora no dela, neste tempo agora as raparigas. Eu vejo pela minha, que com o marido fazem uma vida juntos, vão para todo o lado. Às vezes o meu marido critica. Então a Lúcia só gosta é de paródia já vai para a paródia outra vez com ele. Digo, deixa lá a rapariga, eu não fui vai ela. MVI_6133 MAB: A vila de Portel tem hoje mais coisas, oferece mais oportunidades às pessoas e condições de vida por comparação com o antes do 25 de abril ou não MC: Sim, sim. Antes do 25 de abril pronto, havia muita dificuldade, mas agora presentemente Portel está morto. O nosso Portel está morto. Não há trabalho e não tem nada a ver com o que era Portel e o que foi aqui há uns anos, já depois do 25 de abril. MAB: Ou seja, faz uma distinção, entre o que era antes do 25 de abril, o que foi essa. MC: Sim, o que foi a seguir e o que está a cair. Portel está a cair, agora nesta, está a cair, já caiu dentro de um buraco. A nossa vila está suja, não há trabalho e as pessoas está tudo refugiado em casa. Não, está tudo triste. Portel, não é Portel. Não é o Portel que a gente conheceu. MAB: Mas tem por exemplo condições para acolher as crianças como os jardins de infância, MC: Sim sim, isso tem. A escola, o nosso ciclo. Sim, sim. Temos o ciclo, que é um espetáculo, a nossa escola primária, aqui a ATL dos miúdos. Sim, tudo cinco estrelas. MAB: Mesmo para as pessoas mais velhas, MC: E para as pessoas mais velhas a Universidade Sénior. Este ano não sei como é que vai ser, mas também MAB: Existe um lar? MC: O lar, sim, um lar sim. Que devia ser maior, pronto, porque apanha aqui também, as pessoas das aldeias e as pessoas que não são de cá, de Évora e de outras terras que vêm, ter aqui. Podia também ser maior, acho que Portel já devia ter estendido mais. Ter um outro lar. Agora esta creche onde está a minha netinha é uma creche já muito antiga, que precisava já além de, aquilo era um prédio já muito antigo, e aquele senhor, deu aquilo para fazerem uma creche. Aquilo tem as mesmas condições que tinha há 50 anos, está tudo muito velho, tudo muito degradado. Acho que as coisas deviam evoluir mais, com a época em que estamos. E uma vila que já é bastante grande e que faz parte aqui das nossas aldeias que ainda são algumas. MAB: Pois, porque é a sede de concelho. MC: É sede de concelho e é para aqui que vêm também, muitas crianças. MO: De qualquer maneira diga-me uma coisa, em termos do acesso à educação e à cultura e aos serviços de saúde, em relação a antes do 25 de abril há diferença aqui na vila? MC: Agora está muito mau. Nesta altura, os nossos serviços se saúde estão péssimos. Não temos médicos, os enfermeiros que aqui estão abalam. Queremos uma consulta, não a temos. Está mesmo muito, muito mau. Já houve uma altura, em que o nosso centro de saúde era um espetáculo, mas agora não. Muito complicado mesmo. MAB: As condições de vida das mulheres e da casa, das melhorias da habitação, de eletrodomésticos, se comparado com o antes do 25 de abril MC: Está muito melhor. MAB: A vida das mulheres hoje está muito mais facilitada? MC: Sim, sim. Mais facilitada. Até eu comparando agora a minha vida, a minha casa com a dos meus pais. Nem tem comparação. A minha mãe tinha um fogãozinho pequenino e fazia-se a comida ao lume, era o ferro com carvão. E não, nem havia, ferros de engomar, não havia, máquinas de lavar, frigorifico nem pensar. MO: Televisões? MC: Também não. Nós íamos ver a televisão à de uma vizinha que tinha, já tinha uma vidazinha melhor, viveu em Lisboa e depois de vir para cá, íamos ver tudo na televisão para casa da vizinha. Já quando a minha mãe teve uma televisão, já eu tinha os meus dezoito anos. MAB: Quando a sua mãe teve a primeira televisão. MC: A primeira televisão, sim. Aquilo era uma novidade grande. A gente estava sempre. MAB: Máquinas de lavar a roupa MC: Isso já foi muito mais tarde. Se calhar já quando eu casei ou estava para casara, quando a minha mãe comprou uma máquina de lavar roupa. Pois era tudo muito diferente. Muito, muito. MAB: Nesse aspeto a vida tem melhorado MC: A vida tem melhorado. Há outras coisas que que não, mas a vida melhorou, melhorou. MAB: O quotidiano, a vida das mulheres está mais facilitada MC: Sim, a vida das mulheres está mais facilitada. As mulheres iam para aqueles, aí para os rios lavar à mão. Iam de manhã à noite. Eu lembro-me perfeitamente da minha mãe ir e levar um bocado de pão e laranja. Era a comida. Que era o que havia. E a gente se ia mais o meu irmão, comíamos o pão todo e as laranjas, que era o que havia, quando ela ia para comer já não havia nenhum. Aquilo também era pouco. Isto quando eramos pequenos. Sim, lembro-me de irmos ali para um barranco. MO: E agora a Maria do Carmo vai lavar roupa? MC: Vai, vai. A Maria do Carmo agora vai lavar é a máquina de lavar, é a máquina de secar, pois. E temos isso tudo e é ferrinho para engomar, ali já com vapor, pois claro. Mas há outras coisas que podiam estar melhor e não estão. MAB: Por exemplo, o que é que a senhora achava que devia estra melhor e não está? MC: Olhe haver mais empregos para a juventude, para que o meu filho, até em Portel digo, os arredores, para que o meu filho e outros jovens como ele, não tivessem acabado os estudos e tivessem de abalar para o estrangeiro. O meu já lá está há nove anos, no Dubai, agora veio cá só para casar, com a miúda, com a Sarinha. E como ele, muitos mais. MAB: Ou seja, acha que muita juventude teve de sair, teve de sair? MC: Sim, sim, sim, muitos, muitos. A minha Lúcia não abalou porque ficou por aqui, a escola e não sei quê, casou com um rapazito que trabalha na câmara, pronto ficou por aqui. Mas muitos, muitos tiveram que sair. Sair e ir para o estrangeiro. Temos muita juventude nossa, que a gente conhece aqui de Portel, que a gente é fulano já está à não sei quantos, na Alemanha, na Suíça. Muita gente foi embora. Deviam estar cá no nosso Portugal. Mas são coisas que não estão na nossa mão. MAB: E a senhora quando ia fazer as campanhas como é que se organizavam? Como é que faziam? Iam para fora de Portel, era aqui, como é que faziam? MC: Quando é as campanhas organizamos todas, somos sempre o mesmo grupo e vamos apanhando alguma de alguma rua. E corremos aqui Portel e as nossas aldeias. Sim, e colaboram mais as mulheres que os homens. MAB: E quem é que conduz são os homens ou as mulheres? MC: Levamos sempre um condutor. MAB: É um homem? MC: Sim, sim. MAB: Ainda não são as mulheres? MC: Não, mas às vezes também vão a conduzir. Também vai a conduzir. Sim, às vezes vão a conduzir. MAB: A senhora tirou a carta? MC: Não, nunca tirei a carta. Porque o meu pai também por causa da falta de, do dinheirinho. Pois. Depois foi passando e foi passando. E depois vieram os filhos e fiquei por ali. Hoje tenho pena de não a ter tirado. Tenho carro, ela tem carta, a Lúcia tem carta, o Diniz tem carta, o pai tem carta e a minha ficou na gaveta. MAB: A prioridade foram eles MC: Exatamente, pois. Depois eles a estudar e tudo, eram os mestrados, muito dinheiro e claro essas coisas, havia outras prioridades e eu fui ficando para trás. Mas hoje já tenho pena, porque é que não fui, mas naquela altura, não podia, depois era os rapazes, um porque estava na universidade, outro porque estava a entrar e pronto. Tenho chauffeur particular. DH: Lembra-se como soube das notícias do 25 de abril ou o que fez no dia do 25 de abril? MC: Olhe do 25 de abril morávamos num monte, o meu pai guardava gado num monte. Que era o Monte de Valcabras e lembro-me do meu pai chegar a dizer.
Lisboa: AGA, [1963]. Col. Testemunho. Dedicatória: «Ao Branquinho da Fonseca, grande mestre da ficção portuguesa do séc. XX, superior exemplo de amor e dedicação ao povo (cf. pags. 36/37). Artista de alma lavada, com a comovida admiração e a futura amizade de Carmo Vaz». Nas p. 34-38 descreve-se a actividade de Branquinho da Fonseca no Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, nomeadamente ao nível das bibliotecas itinerantes.
Lisboa: Bertrand, 1934. Vol. 1 da obra "Herculano: ensaio de interpretação da sua personalidade na história do século XIX". Dedicatória: «Ao querido e velho amigo Tomás da Fonseca, pela sua amizade e coerência e por me ter dado a impressão de que conheci pessoalmente um dos últimos "humanistas" entre as espístolas e os livros. E ao Branquinho da Fonseca, velho camarada em poesia e deambulação coimbrã, o admirador afectuoso. Vitorino Nemésio, Coimbra, 6 de setembro de 1934»
Documento
Cascais: Museu-Biblioteca do Conde de Castro Guimarães, n.º 1, 1943. Contém "Relatório" das atividades do Museu-Biblioteca do Conde de Castro Guimarães, por Branquinho da Fonseca; "Esboço arqueológico do concelho de Cascais", por Afonso do Paço e Fausto J. A. de Figueiredo; "Habilitações «de genere» da Câmara Eclesiástica de Lisboa", por Jorge Moser; "O Hospital da Misericórdia de Cascais", por João da Cruz Viegas; e "O brasão de armas do Conde de Castro Guimarães", por Rui Dique Travassos Valdez
A Livraria Portugal, situada em Lisboa, foi fundada em 1941. Este estabelecimento era pertença da firma “Dias & Andrade, Lda.”, constituída pelos sócios gerentes Pedro de Andrade e Raul Dias de Andrade, ambos proprietários da “Livraria Portugália”, na mesma rua do Carmo. Encerrou em 29 de fevereiro de 2012, mas a empresa não foi dissolvida, mantendo em sua posse o nome registado de “Livraria Portugal”. In: https://restosdecoleccao.blogspot.com/2017/10/livrarias-portugal-e-portugalia.html
Álvaro Batista Pereira Salema de Araújo nasceu em Viana do Castelo, a 11 de março de 1914, faleceu em Viana do Castelo, a 10 de outubro de 1991 foi um jornalista, ensaísta e crítico literário português. Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1937, pela Universidade de Lisboa, dedicou a sua vida ao jornalismo, à crítica literária e ao ensino liceal. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Álvaro_Salema
Fortunato de Almeida Pereira de Andrade (Coimbra, 15 de Abril de 1869 — Vilar Seco, 27 de Setembro de 1933), mais conhecido por Fortunato de Almeida, foi um distinto professor liceal e historiador, autor de uma História de Portugal em seis volumes (ed. do autor, Coimbra, 1922-1929; reeditada em três volumes pela Editorial Bertrand, Lisboa, 2003-2005) e ainda da monumental História da Igreja em Portugal, estudo ímpar sobre a vida eclesiástica em Portugal. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fortunato_de_Almeida
Carolina Maria Matilde Correia Henriques nasceu em Lisboa a 16 de abril de 1877 e morreu a 08 de dezembro de 1953. Era filha de Carolina Maria de Castro Pereira [Pereira] (16 Agosto 1854 † 5 Dezembro 1878) e de Pedro Maurício Corrêia Henriques [Corrêia]. Casou com Salvador Correia de Sá Benevides Velasco da Camara [Camara] a 12 de agosto de 1898. In: https://pt.rodovid.org/wk/Pessoa:219681
Edmundo Alberto Bettencourt (Funchal, 7 de agosto de 1899 — Lisboa - 1 de fevereiro de 1973) foi um cantor e poeta Português notavelmente conhecido por interpretar a Canção de Coimbra e pelo seu papel determinante na introdução de temas populares neste género musical. Notabilizou-se pela composição musical "Saudades de Coimbra" a qual é ainda hoje uma referência da música portuguesa universitária. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Edmundo_Bettencourt
Joaquim Bensaude ganhou notoriedade pelos seus estudos sobre os descobrimentos portugueses e, sobretudo, a história da ciência náutica e da astronomia no período da expansão marítima europeia. Deixou um valioso contributo para a história dos descobrimentos portugueses e sua divulgação entre os meios eruditos da Europa. Talento multifacetado, cultivou ainda o canto, o violoncelo, a pintura e a cerâmica. Foi sócio da Academia das Ciências de Lisboa. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Bensa%C3%BAde
Manuel de Brito Camacho nasceu em Aljustrel a 12 de fevereiro de 1862 e faleceu em Lisboa a 19 de setembro de 1934. Foi médico militar, escritor, publicista e político que, entre outros cargos de relevo, exerceu as funções de Ministro do Fomento (1910-1911) e de Alto Comissário da República em Moçambique (1921 a 1923). Fundou e liderou o Partido Unionista. Foi fundador e director do jornal "A Luta", órgão oficioso do Partido Unionista. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_de_Brito_Camacho
Victor Buescu foi professor catedrático de Filologia Clássica na Universidade de Letras de Lisboa. Tem origem romena, mas foi radicado em Portugal desde 1943. Foi o fundador da secção de Xadrez do Sporting Clube de Portugal, em 1958, a qual dirigiu até 1962, sendo sucedido por António Rocha em 1963. Também jogou, sem se notabilizar particularmente enquanto jogador. Faleceu a 5 de junho de 1971. In: https://www.wikisporting.com/index.php?title=Victor_Buescu
Augusto Casimiro dos Santos (São Gonçalo, Amarante, 11 de maio de 1889 - Lisboa, 23 de setembro de 1967), mais conhecido por Augusto Casimiro, foi um poeta, memorialista, jornalista e comentarista político português e destacado opositor republicano ao regime político do Estado Novo. Fez parte do grupo que fundou a Renascença Portuguesa (1912) e, dez anos mais tarde, do grupo de intelectuais que lançou a revista Seara Nova, que dirigiu entre 1961 e 1967. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Casimiro
Amândio César Margarido Pires Monteiro, nasceu em 12 Julho de 1921, em Arcos de Valdevez. Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi um dos elementos do grupo "Poesia Nova" e fundador da revista "Quatro Ventos" (Braga, 1954-1957). Como ensaísta e crítico literário, dedicou parte da sua atividade à divulgação das literaturas brasileira e africana de expressão portuguesa, nomeadamente a angolana. Faleceu em, 21 Agosto de 1987, na sua residência em Lisboa.
Amélia Rey Colaço nasceu 2 de Março de 1898 em Lisboa. Considerada a mais proeminente figura do teatro português do século XX, foi criada num meio socialmente privilegiado, o pai, Alexandre Rey Colaço, era pianista, compositor e professor dos príncipes D. Luís Filipe de Bragança e D. Manuel de Bragança (futuro rei D. Manuel II de Portugal), e a avó, Madame Kirsinger, tinha um salão literário e musical em Berlim. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9lia_Rey_Cola%C3%A7o