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Filiação: Antonio Augusto Ramos e Ana Pires Cardoso. Natural da freguesia de FAO, Sao Paio, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Bernardino Augusto Miranda e Maria Fernandes. Natural da freguesia de PALMEIRA FARO, Santa Eulalia, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Antonio Augusto Ramos e Ana Pires Carneiro. Natural da freguesia de FAO, Sao Paio, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Antonio Augusto Miranda e Julia Faria Valentim. Natural da freguesia de APULIA, Sao Miguel, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Antonio Augusto Carvalho e Candida Rosa Rodrigues. Natural da freguesia de OLIVEIRA, Sao Tiago, concelho de POVOA LANHOSO
Filiação: Guilherme Augusto Meneses e Adelaide Gloria Cardoso. Natural da freguesia de MOSTEIRO, Sao Joao Batista, concelho de VIEIRA MINHO
Filiação: Antonio Augusto Rodrigues e Rosa Peixoto. Natural da freguesia de VILA VERDE-SAO PAIO, concelho de VILA VERDE
Filiação: Bento Augusto e Joaquina Rosa. Natural da freguesia de PARADA GATIM, Sao Salvador, concelho de VILA VERDE
Filiação: Anibal Augusto Gomes e Mariana Rita Gomes. Natural da freguesia de BRAGANCA-SE, concelho de BRAGANCA
Filiação: Luciano Augusto Vasconcelos e Ermelinda Fonseca Vasconcelos. Natural da freguesia de MACEDO CAVALEIROS-SAO PEDRO, concelho de MACEDO CAVALEIROS
Filiação: Aparicio Augusto e Ana Jesus. Natural da freguesia de FONTE ARCADA, Nossa Senhora Assuncao, concelho de SERNANCELHE
Filiação: Joao Augusto Pereira e Maria Monte Silva. Natural da freguesia de MADEIRA-FUNCHAL, concelho de MADEIRA
Filiação: Cassiano Augusto Sousa e Maria Augusta Sousa. Natural da freguesia de BRASIL-RIO JANEIRO, concelho de BRASIL
Filiação: Antonio Augusto Lima e Emilia Maria. Natural da freguesia de LABRUJA, Sao Cristovao, concelho de PONTE LIMA
Filiação: Antonio Augusto Miranda e Bernardino Gomes. Natural da freguesia de PALMEIRA FARO, Santa Eulalia, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Alvaro Augusto Gomes e Ana Albertina Osorio Silva. Natural da freguesia de BRAGA-SE, Santa Maria, concelho de BRAGA
Filiação: Antonio Augusto Miranda e Maria Goncalves Torres. Natural da freguesia de GANDRA, Sao Martinho, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Augusto Candido Lopes Vieira e Paulina Maria. Natural da freguesia de ABADE NEIVA, Santa Maria, concelho de BARCELOS
Filiação: Augusto Aguiar e Maria Espirito Santo. Natural da freguesia de GUIMARAES-SAO PAIO, concelho de GUIMARAES
Filiação: Teofilo Augusto Quintela e Maria Jose Passos Quintela. Natural da freguesia de BRAGA-SAO JOAO SOUTO, concelho de BRAGA
Filiação: Domingos Augusto e Joaquina Ribeiro Castro. Natural da freguesia de SELHO, Sao Jorge, concelho de GUIMARAES
Filiação: Jose Augusto Ferreira e Teresa Magalhaes Basto Machado. Natural da freguesia de PORTO-BOMFIM, concelho de PORTO
Filiação: Antonio Augusto Jesus e Helena Maria. Natural da freguesia de ARIZ, Sao Martinho, concelho de MARCO CANAVESES
Filiação: Francisco Maria Augusto Mesquita e Joaquina Augusta. Natural da freguesia de SANTA EULALIA, Santa Eulalia, concelho de AROUCA
Filiação: Antonio Augusto Jesus e Helena Maria. Natural da freguesia de ARIZ, Sao Martinho, concelho de MARCO CANAVESES
Filiação: António Augusto Azevedo e Maria Bernarda Rebelo Silva. Freguesia: Cumeeira, Santa Eulália. Concelho: Santa Marta Penaguiao.
Primeiro outorgante: Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
Segundo outorgante e seguintes: Manuel Martins de Sá, Maria da Conceição Nunes Batista Sousa, Carlos Martins Sá, José de Almeida Sacramento e José Augusto Martins de Sá.
Primeiro outorgante: Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
Segundo outorgante e seguinte: Manuel dos Santos Gomes e Manuel Augusto Nunes das Neves, representantes da firma Proleite - Cooperativa Agrícola de Produtores de Leite do Centro Litoral.
Processo disciplinar contra Urbano Augusto Rodrigues Valente, pároco da freguesia de Argoncilhe, concelho da Feira, distrito de Aveiro, de que resultou a proibição de residir durante um ano dentro dos limites do referido distrito, além de perder os benefícios materiais do Estado.
O pároco, intimado a deixar a residência paroquial para nela se instalar a escola, foi acusado de ter provocado tumultos em que «reuniu o mulherio da freguesia na casa da residência onde elle estava a havitar, um grupo de mulheres sediciosas, ficando fóra da mesma residência, outro grande grupo da mesma natureza, do grupo que entrou dentro da residência, falou ao público que estava no adro junto da mesma residência, Maria Pardalla, incitando á desordem e á chacina, passando dalli á residência da professora official, que apenas aqui se acha ha oito dias, insultando-a e ameaçando-a, fazendo egual façanha á casa do professor official, e presidente da Junta, a quem chegaram a agredir, e até murder n'um braço ao Regedor que pertendia effectuar algumas prisoes; atendendo em fim que está prestes uma guerra civil n'esta freguesia, provocada, ou melhor alimentada, pelo abbade Urbano».
ARAÚJO, António Augusto. Filho de José Joaquim de Araújo e de Benedita Pereira Pires. Neto paterno de Manuel Ventura de Araújo e de Mariana Gertrudes Marques; neto materno de João Batista Pereira Pires e de Francisca Moreda, todos de São Gregório. Nasceu a 8/7/1872 e foi batizado na igreja de Cristóval a 10 desse mês e ano. Padrinhos: António José Marques Leal e sua mulher, Florinda Maria Vitória Cardoso (?), proprietários, paroquianos da freguesia de São José, Lisboa, moradores na Rua Oriental do Passeio Público n.º 94, representados no acto pelo avô materno e avó paterna do bebé. // Comerciante. // Foi jurado pela sua freguesia (causas crime) durante o 2.º semestre de 1907; em 1908 voltou a ter esse cargo, e ainda no 1.º semestre de 1915 (CM 132). // O seu vinho era considerado um dos melhores do concelho (ver “Jornal de Melgaço” n.º 696). // Em 1920 tinha o seu estabelecimento comercial (fazendas, mercearia, ferragens, tintas e miudezas), sito em São Gregório, em trespasse (Jornal de Melgaço n.º 1314, de 12/12/1920). // Casou em segundas núpcias com Florinda, de 42 anos de idade, natural da freguesia de São João da Praça, anexa da Sé de Lisboa, filha de Manuel Joaquim de Araújo, de Cristóval, Melgaço, e de Matilde Carolina Cardoso Gonçalves, viúva, da freguesia de São Paulo, Lisboa, na 2.ª Conservatória da capital, a 26/3/1921 (casaram pela igreja apenas a 19/4/1951). A noiva estava divorciada de Pedro Barbosa Piçarra (sentença de 21/3/1917). // Faleceu na freguesia dos Anjos, cidade de Lisboa, a 22/5/1959. // Com geração.
MENDES, Adriano Augusto. Filho de Francisco José Mendes, natural de Paços, e de Maria Joaquina Meleiro, natural de Fiães, lavradores, residentes nos Casais, Paços. Neto paterno de Caetano José Mendes e de Josefa Lopes, de Paços; neto materno do padre João Manuel Meleiro e de Rita Meleiro, de Fiães, moradores em Soutomendo. Nasceu a 29/9/1867 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: padre José Maria Mendes, tio do bebé, e Josefa Lopes, avó paterna. // Camponês. // Casou na igreja de Paços a 7/4/1892 com Maria do Carmo Lopes, de 23 anos de idade, nascida na cidade de Lisboa e batizada na igreja de Paços, Melgaço, solteira, filha de António Luís Lopes, natural de Paços, e de Maria do Carmo, natural de Lisboa. Testemunhas presentes: António Luís Rodrigues, solteiro, alfaiate, do lugar do Campo das Bouças, e Maria Veloso, solteira, do lugar do Coto, ambos pacenses. // Faleceu em sua casa de morada, sita no lugar dos Casais, Paços, a 1/3/1908, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de casado, sem testamento, e foi sepultado no adro da igreja. // Pai de Felicidade Augusta e de António Joaquim.
LOPES, Abílio Augusto. Filho de Manuel José Lopes, negociante, natural de Cristóval, e de Ana Joaquina Douteiro, natural de Paços, moradores no lugar do Outeiro. Neto paterno de Manuel Lopes e de Maria Rodrigues, cristovalenses; neto materno de Francisco José Douteiro e de Caetana da Ribeira, pacenses. Nasceu em Paços a 4/7/1896 e foi batizado na igreja paroquial a 15 desse mês e ano. Padrinho: o padre António Avelino Douteiro, tio do batizando. // Em 1907 foi fazer exame do 2.º grau a Viana do Castelo, ficando aprovado. // Em 1912 fez exame, ou ato de admissão, ao 4.º ano em um Liceu do Porto. // Em 1915 continuava a estudar no Porto. // Em 1916 já era considerado «capitalista». // Casou a 16 de Janeiro de 1919, civilmente, no Largo de São Francisco, São João do Souto, Braga, com Maria Amélia São Romão de Lima Brandão, de 19 anos de idade, natural da freguesia da Sé, Braga, filha de Gustavo de Lima Brandão e de Eugénia São Romão de Lima Brandão. // Faleceu no Rio de Janeiro, Brasil, a 6/12/1960 (em 1932 já lá se encontrava).
SOUTO, Luís Augusto. Filho de Valeriano António do Souto e de Maria Rosa Domingues, lavradores, residentes no lugar dos Bouços. Nasceu nesse lugar de Prado por volta de 1840. // Foi admitido na Confraria das Almas de Prado a 28 de Março de 1852; pagava um tostão de côngrua em 1886 «sinal evidente de que se era herdado.» // Tinha 32 anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou na igreja da sua freguesia natal, a 19/11/1872, com Miquelina Rosa, de 28 anos de idade, solteira, camponesa, do lugar da Carpinteira, São Paio, filha de José Maria Gonçalves e de Ana Maria Pires, rurais, do mesmo lugar. Testemunhas: padre Elias de Jesus Marques e padre Luís Caetano Soares Calheiros. // Estava viúvo de Miquelina Rosa (falecida em Bouços, Prado) quando casou em segundas núpcias, na igreja de Prado, a 17/11/1875, com Honória, de 39 anos de idade, solteira, camponesa, de Riba de Mouro, Monção, filha de João Manuel Alves e de Maria José Gonçalves, rurais, de Riba de Mouro. Testemunhas: Manuel José Fernandes, viúvo, lavrador, do lugar do Carvalhal, Prado, e Pedro Rodrigues, clérigo in minoribus, de Castro Laboreiro.
ESTEVES, Alfredo Augusto (Funga). Filho de Francisco Esteves, galego, e de Cândida Rosa Ribeiro, melgacense, lavradores, residentes no Louridal, Vila. N.p. de Manuel Esteves e de Teresa Fernandes, de Formarigo, Tui; n.m. de Jerónimo José Ribeiro e de Antónia Teresa Rodrigues, de Melgaço. Nasceu no Louridal, Vila, a 30/4/1869 e foi batizado a 3 de Maio desse ano. Padrinhos: José Vicente Correia dos Santos Lima, bacharel, formado na Universidade de Coimbra, e sua irmã, Ludovina Rosa dos Santos Lima, casada com Carlos Ribeiro, moradores na Vila. (Quem assinou pela madrinha foi Florinda da Glória Santos). // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 10/5/1890 com Otelinda Augusta, de 18 anos, padeira, da Rua de Baixo, Vila, filha de José Joaquim de Carvalho, pedreiro, e de Maria Jacinta Rodrigues, padeira, ambos de SMP. Testemunhas: JCGA e o padre Elias de Jesus Marques, de Prado. // Foi também guarda-fios dos CTT. // Enviuvou a --/2/1932. // Morreu no lugar das Carvalhiças, Vila, onde o casal morou, a 22/8/1949. // Com geração. // Nota: deve ser o mesmo que em sessão da Câmara Municipal de 7/8/1907 foi aprovado um pagamento para ele de 26$590 réis, de consertos feitos nas ruas da Vila e fonte pública.
FERREIRA, Juvenal Augusto. Filho de Albertina Augusta Ferreira, solteira, lavandeira (e de Jaime de Almeida). Neto materno de Albina Rosa Ferreira. Nasceu na Rua do Espírito Santo, SMP, a 9/12/1901, e foi batizado a 15 desse mês e ano. Padrinhos: António Ferreira, casado, carteiro, e a avó materna da batizanda, solteira, lavandeira. // Casou na CRCM a 29/6/1929 (*) com Maria do Carmo (Russa), de 22 anos de idade, natural da Vila de Monção, filha de Miguel dos Santos Gomes e de Gracinda Rodrigues. Moraram primeiro na Assadura e depois ali para os lados do Rio do Porto, perto da padaria do Morais. // Foi pintor da construção civil. // A sua esposa faleceu a 4/1/1975, com 67 anos de idade. // Ele apareceu morto na margem do rio Minho, no sítio da Bouça (Chaviães, salvo erro) – desaparecera de casa a 28/4/1981. A data da morte foi fixada em 3/5/1981. // Com geração. /// (*) Casou em 1929 pelo civil e a 21/8/1966 pela igreja católica; os padrinhos da boda foram José do Nascimento Gonçalves, industrial na Venezuela, e sua esposa, Maria Judite Armada (ver Notícias de Melgaço n.º 1608, de 11/9/1966).
GREGÓRIO, José Augusto. Filho de Manuel Gregório, proprietário, natural de Castro Laboreiro, e de Isabel João, do Souto, Sabugal, diocese da Guarda. // Nasceu na dita freguesia do Sabugal por volta de 1884. // Esteve em Bailundo, Angola, onde foi comerciante, e nessa ex-colónia gerou uma filha numa rapariga negra, à qual deu o nome de Flávia, que mais tarde trouxe para Melgaço. // Casou na igreja de SMP, Vila de Melgaço, a 8/9/1913, aos 29 anos de idade, com Maria Amélia da Cunha Osório, de 21 anos de idade, melgacense, filha de Estefânia Olívia da Cunha Osório, e sobrinha de José Cândido da Cunha Osório, negociante em Pará, e de Luís Maria Monteiro, negociante no Rio de Janeiro. Testemunhas: Abel Gouveia Barreto de Lara, solteiro, comerciante, e Casimira Barreto de Lara, solteira, proprietária, residentes em Melgaço. // Alguns dias depois seguiram para África. // Faleceu em 1930, em Quimbale, Nova Lisboa . // Teve também filhos da esposa: Ivone (morreu em 1916); um rapaz (nasceu em 1916). O jornal, dá a notícia do nascimento de uma filha do casal, cujo nome não menciona, em Nova Lisboa, teria a Maria Amélia 37 anos de idade.
LIMA, Vitorino Augusto. Filho de João Correia dos Santos Lima, natural da freguesia de São Pedro de Vila Chã, comarca da Feira, e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, da Vila de Melgaço, moradores no Campo da Feira, Vila. N.p. de António Correia dos Santos e de Joana Maria da Conceição, de São Pedro de Vila Chã, Oliveira de Azemeis (!); n.m. de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha, moradores no Campo da Feira, Vila. Nasceu a 13/4/1855 e foi batizado a 18 desse mês e ano (puseram-lhe os santos óleos a 21/6/1855, porque na altura não os havia). Padrinhos: Tomaz Gonçalves e sua esposa, tios do batizando. // Tinha 33 anos de idade, era solteiro, proprietário, quando casou na igreja de SMP a 2/9/1888 com Maria de Nazaré Esteves, viúva de Francisco António Cerdeira (falecido a 14/8/1887), moradora na Vila. Testemunhas: Dr. António Joaquim Durães, casado, Conservador do Registo Predial na comarca de Melgaço, e Francisco António Esteves, solteiro, proprietário, morador na Vila. (Abade: José Joaquim Douteiro). // Foi comerciante, vereador, e 4.º substituto do juiz de direito de 1894 a 1897, etc. // Em Dezembro de 1897 era ele o vice-presidente da Câmara Municipal. // Morreu vitimado pela diabetes, a 1/8/1904, na sua casa sita no Largo da Baixa, SMP, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. // A sua viúva finou-se a 17/1/1953, com 93 anos de idade. // Com geração.
MIGUEIS, José Augusto. Filho de Manuel Francisco Migueis, 1.º grumete da 3.ª brigada do corpo de marinheiros, natural da Vila de Ourique, Beja, e de Laura da Cruz Trancoso, lavradeira, de Rouças, Melgaço. Neto paterno de Francisco Miguel e de Maria Catarina; neto materno de Jerónimo José Trancoso e de Maria Rosa Esteves. Nasceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 20/3/1903, e foi batizado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: José Dias, casado, proprietário, e Júlia Cândida Trancoso, solteira, camponesa. // A 21/7/1913 fez exame do 1.º grau na escola da Vila, obtendo a classificação de «ótimo». // A 17/8/1915 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, ficando aprovado. // Casou a 6/9/1924, na CRCM, com a sua prima e conterrânea, Sara, de 19 anos de idade, filha de Manuel Joaquim Gonçalves (Quintela) e de Claudina Rosa Trancoso. // Ingressou na marinha de guerra; a 1/8/1930 foi promovido ao posto de 2.º sargento de artilharia. // Em 1936 já era 1.º sargento. // Devido a doença, morreu na Vila de Melgaço a 9/7/1948. // A sua viúva continuou a viver na sede do concelho, numa casa perto do Cine Pelicano, intramuros, com uma pequena pensão que o Estado lhe pagava. // Pai de Laura de Fátima (fazia anos a 2 de Junho) e de António, nascidos em Lisboa; e de José Manuel, nascido em Melgaço. // Nota: a Laura casou com João Maria Pires e foi para o Brasil; o António, devido a ser albino, e doente da vista, não pôde embarcar, ficando-se por Almada, onde casou.
MELO, António Augusto. Filho de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. Neto paterno de Cacilda da Glória de Melo; neto materno de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu na Vila a 3/3/1926 e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Emigrou para o Brasil em 1950. // Nesse país da América do Sul, a 30/3/1966, encontrou a morte mais brutal. Alguém escreveu no jornal: «Precisamente naquele dia fatídico em que uns anos atrás o Arlindo tinha deixado a sua vida no rio Minho, era ele assassinado brutalmente, por um ex-amigo, devido a uma cena de ciúmes.» . // Morreu no Rio de Janeiro, solteiro, sem geração. // «Por notícias recebidas do Rio de Janeiro sabemos ter falecido vítima de agressão o nosso conterrâneo AAM, de trinta e nove anos de idade, filho de HAM, residente naquele Estado do Rio. A sua morte foi muito sentida entre nós, pois o saudoso extinto era por todos muito estimado…»
PAÇO, António Augusto (Chivinho). Filho de Isidoro Artur do Paço, ferrador e cocheiro, natural da Vila, e de Belarmina de Jesus de Sousa, doméstica, natural de Chaviães, moradores na Rua da Calçada. Neto paterno de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Moreira; neto materno de Carlos Maria de Sousa e de Maria Joaquina de Sousa. Nasceu na Vila a 24/2/1911 e foi batizado a 30 de Abril desse ano. Padrinhos: António Luís Fernandes, solteiro, negociante, e Ana Cândida da Silva. // Em 1949 trespassou o seu talho, sito na Praça da República, a Manuel Alves, natural de Rouças. // Na década de cinquenta foi dono do “Café dos Caçadores”, antiga Adega Regional, sita na Rua Afonso Costa. // Era considerado bom caçador e razoável contrabandista. // Casou na Vila a 30/12/1961 com Ana Rosa (ou Ana de Jesus), Alves, natural de Chaviães, mais conhecida por “Toupeira”, com quem vivia há muitos anos. // Enviuvou a 5/2/1968. // Depois de viúvo namorou com a “Naná Pires”, mas a morte surprendeu-o a 11/11/1968. // Os bens deixados por ele foram herdados pelo seu sobrinho Isidoro Artur do Paço, e pela filha da esposa, que tivera antes de se juntar com ele, de seu nome Gomesinda Manuela Alves. // Ele não deixou geração.
TRANCOSO, José Augusto. Filho de Carolina Rosa Trancoso, solteira, e de Manuel António da Cunha, viúvo, da Pigarra. N.m. de Rosa Maria Trancoso, solteira, lavradora, residente na Rua de Baixo, SMP. Nasceu a 15/10/1882 e foi batizado a 23 desse mês. Padrinhos: Francisco Rodrigues Barreiros, viúvo, farmacêutico, e Teresa da Purificação Almeida Mosqueira, solteira, moradores na Vila. // Partiu ainda jovem para a capital do país, pois em 1908 já ali era comerciante. // Casou na 3.ª Conservatória de Lisboa a 21/12/1911 com Maria de Jesus, de Sobral, Oleiros, filha de José Fernandes Pereira e de Joaquina Ferreira. // Esteve muitos anos estabelecido na Rua Presidente Arriaga, Lisboa, com a mercearia “Pérola da Pampulha”, que em 1944 trespassou a um galego de apelido Alvarez. Posteriormente dedicou-se a negócios de exportação e importação. Deve ter ganho algum dinheiro, pois comprou a casa e quinta do Convento das Carvalhiças, Melgaço, que em 1948 vendeu ao médico, Dr. António Cândido Esteves. // Em 1915 ele e a família hospedaram-se no Novo Hotel Quinta do Peso, a fim de fazerem uso das águas minerais . // Faleceu no hospital de Santa Maria, freguesia do Campo Grande, Lisboa, a 11/1/1962. // Usou o apelido Cunha, embora não fosse perfilhado.
Fichas dos sócios José Augusto Dâmaso Marques, José Augusto Dias, José Augusto Dolores Vilhena, José Augusto Ferreira S. Rocha, José Augusto Galiau Lopes, José Augusto Henriques, José Augusto Henriques Batista, José Augusto Ismael Baltazar, José Augusto Garcia, José Augusto Lopes Cabecinha, José Augusto Martins, José Augusto Martins, José Augusto Martins Teixeira, José Augusto Nogueira Braga, José Augusto Rebelo dos Santos, José Augusto Rodrigues, José Augusto Rodrigues Soares, José Augusto Salgueiro Palma de Oliveira, José Augusto Santos da Costa Novais, José Augusto da Silva Chagas, José Augusto de Vasconcelos, José Bacalhau Marinho, José Baltazar Teixeira Ribeiro, José Baptista Braz, José Barata Pires, José Barbosa, José Bártolo Domingues, José Batista Fernandes, José Batista da Fonseca, José Batista Lança, José Batista Martins, José Benito Paz Alonso, José Bernardo das Neves, José Bernardo Vinagre, José Besugo Algarvio, José Bexiga da Silva, José Bicho Baptista Lavado, José Bolrão Pais, José Bolvão Pais, José Bossa Alves, José Branco da Conceição, José Brandão, José Braz Pereira, José de Brito da Mana, José Cadete Valentim, José Caeiro Martins, José Caldeira Rita, J.C. Rodrigues, Lda. (José Calixto Rodrigues), José Campos Alves e José Candeias Gonçalves.
CARNEIRO, Franklin Augusto. Filho de José António Abreu Carneiro, emigrante no Brasil, e de Deolinda Augusta Pereira, comerciante em Melgaço. N.p. de Antónia Joaquina Carneiro; n.m. de Justina Florinda Pereira. Nasceu na Vila a 22/10/1917 e foi batizado a 25/3/1923 (!). Padrinhos: José do Nascimento Carneiro e Maria de Nazaré Carneiro, irmãos do batizando. // A 22/7/1931 fez exame do 2.º grau, ficando aprovado. // Era um lírico, um artista, um trovador medieval. Gostava de viver sem preocupações, sem grandes responsabilidades. Adorava tocar guitarra, juntar os amigos numa farra, ouvir fados e guitarradas. A vida ia-lhe sorrindo. // O professor Ribeiro da Silva dedicou uma gazetilha à loja de sua mãe, a quem o Franklin - de vez, em quando - ajudava. Eis uma estrofe: «E enquanto se faz negócio,/ora o tio, ora o Franklin,/com o fado ou o fandango,/vão entretendo assim/a gente que entra na Loja/e a gente nunca tem fim». // Em 1938, aquando da festa da Senhora da Pastoriza, ganhou um relógio de algibeira por ter comprado rifas. // Arranjou uma namorada, sua conterrânea, Maria Lucinda Rodrigues, e juntos geraram um filho, José Manuel, que nasceu em 1945. Ela partiu para Lisboa e a criança ficou com a avó materna; casou na capital do país, levou o filho para junto dela, e esqueceu o trovador. // Não sei se antes ou depois, Franklin teve outra paixão, Filomena Adamastor Gonçalves, de Rouças, e ambos deram vida a um rapaz, Alberto, que mais tarde foi para Lisboa. // O tempo avança e não perdoa. A mãe do Franklin envelheceu, o comércio definhou, e o nosso amigo teve de emigrar para França, à procura dos francos. Não faço ideia quantos anos lá esteve, mas creio que aprendeu, visto que era um homem inteligente, a dar mais valor ao dinheiro e ao trabalho. // Gostava imenso do filho José Manuel, perfilhou-o, e deu-lhe todo o amor que pôde e soube. Quanto ao Alberto, nada sei. // Morreu a 4/5/1975, com 57 anos de idade, solteiro.
MAGALHÃES, Duarte Augusto. Filho de Joaquim Maria de Magalhães e de Marcelina Rosa da Rocha e Sá, moradores na Vila. Neto paterno de Jerónimo Luís Gomes de Abreu Magalhães e de Rosa Caetana Soares Calheiros, proprietários em Melgaço; neto materno de Aires de Sá e de Maria Rosa Rodrigues, proprietários em Ceivães, freguesia do extinto concelho de Valadares. Nasceu a 1/7/1867 e foi batizado na igreja de SMP a 8 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô paterno e Delfina Augusta de Melo e Chaves, viúva, da Vila de Valença do Minho. // Militou no Partido Regenerador. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, empregado na Conservatória da Vila de Melgaço, morava em São Julião, Vila, cujo Solar herdara, quando casou na igreja de SMP, a 29/5/1894, com Sérgia Elvira, de 19 anos de idade, nascida na Casa da Fraga, Alveios, a 24/6/1874 (*), residente no lugar da Serra, Prado, filha de Luís Anguiano Rodrigues, proprietário, de Alveios, e de Rita Generosa Gomes Pinheiro de Sousa Gama, proprietária, de Prado. Testemunhas: José Cândido Gomes de Abreu e Aurélio Augusto Vaz, casado. // Em 1908 era secretário da Administração do concelho. // Em 1910 foi nomeado secretário da Câmara Municipal de Melgaço, e Chefe da Secretaria, cargo que ocupou até à sua aposentação. Substituiu Júlio de Lemos, que partira para Viana. // Foi diretor, proprietário, administrador e editor do “Jornal de Melgaço”, por ele fundado a 1/12/1893. // Em 1912 fazia parte da Comissão Municipal do Partido Republicano Evolucionista. // Também esteve ligado à pecuária, pois em 1917 a sua vaca leiteira ganhou o 1.º prémio, no valor de 5$00, no concurso que decorreu na feira do gado, inserida nas feiras francas. // Em 1920 a sua esposa ofereceu um porco, o qual seria vendido em leilão à saída da missa de domingo, constituindo o produto da venda uma ajuda para a festa em honra de Santo António. // Em 1932 reagiu mal a uma notícia inserta , a qual dava a conhecer ao público em geral que o Estado não pagou as viagens aos mancebos que tinham ido a Viana submeter-se à inspeção militar. «A ignorância é muito atrevida. Vem isto a propósito de em uma local inserta no número 165, do NM, se dizer que aos mancebos que foram à Junta de Inspeção a Viana do Castelo ainda não foi pago o subsídio de 6$00 que lhe devia ter sido dado pela sua deslocação apesar de várias vezes solicitado ao funcionário competente, alegando-se que este deita as culpas ao DRR 3 e que o chefe deste disse aos mancebos que esta falta é do presidente e secretário da Comissão de Recenseamento! Só uma requintada má-fé, ou uma grande ignorância, pode dar lugar a uma afirmação tão extravagante. É certo que o decreto 21292 autorizava aquele subsídio, o qual foi requisitado em tempo competente, mas também é certo que nunca foi recebido, como pode provar-se com documentos. // Ora, nestas condições, como queriam os mancebos, e o autor da estapafúrdia local, que se lhes abonasse tal subsídio? Por que em Viana lhes disseram que o deviam receber? Estamos autorizados a declarar que tal afirmação é completamente falsa e teve somente em vista torná-la pública para melhor satisfazerem os seus interesses. Segundo a opinião do chefe do DRR 3 devia-se ter chamado imediatamente à responsabilidade quem produziu afirmações de tal natureza para se apurar o que elas continham de verdade. Nós porém, limita-nos a desmentir o facto, e a aconselhar o autor do escrito a que seja mais cauteloso nas suas afirmações. Que interesse teriam, no DRR 3, em dizer aos mancebos que viessem receber o subsídio de que se trata se ali se sabia perfeitamente que não podia ser abonado? A ignorância é muito atrevida.» // O Secretário da Comissão. Duarte de Magalhães. // «Resposta ao Sr. Duarte de Magalhães, secretário da Comissão de Recenseamento Militar. Acerca do comunicado, com o título acima, devemos dizer ao Sr. Duarte de Magalhães que a prosa que esvurmou no n.º 166 deste semanário parece saída de uma pessoa atacada de bílis e não de um funcionário, que todo lo manda na Câmara – recenseamento militar, recenseamento eleitoral, Misericórdia, etc., isto é um super-homem! O senhor DM, popularmente conhecido por senhor Duarte, nome de um rei que foi cognominado o “eloquente”, e de vários vultos da História, devia ter mandado este semanário para o tribunal, pelas reclamações que a respeito do subsídio aos mancebos foram feitos nos números 159, de 31 de Julho, e 165, de 18 de Setembro, a que faz referência no seu comunicado. A este jornal foi feita queixa por vários mancebos de não terem recebido o subsídio e um nosso colaborador redigiu a primeira notícia. Tempos depois nova queixa, mas desta vez, para receberem, teriam de reclamar, que custando o papel selado 2$50 e 5$00 a quem fizesse o requerimento, se viessem a receber ainda ficavam prejudicados em 1$50, além da perda de tempo. Em redor da queixa [pairavam] certas considerações que nós lhes dissemos que eram descabidas, pois os funcionários eram pessoas de bastante honorabilidade e prometemos nova (…) que teria qualquer resposta. E fizemos a segunda notícia, a qual teve uma resposta nada adequada ao caso. Não nos ocorre o nome de todos os reclamantes, mas aí vão três, que melhor fixamos: Armando Dantas, da Vila; Manuel Almeida, da Carpinteira, São Paio, e o senhor Manuel Alves, de Sorrego, Sante, pai de um dos mancebos. Ora, senhor Duarte: o seu comunicado tem períodos e palavras que parecem que alguém lhe quer tirar quaisquer direitos, e pouco corretas, pois como funcionário devia solicitar providências para os [jovens] receberem o subsídio previsto num decreto e, caso este tivesse sido revogado, declará-lo publicamente, para conhecimento de todos [os interessados] de que não tinham direito ao subsídio. A atenção e urbanidade devem ser o apanágio de todos os funcionários públicos, porque o que reclamavam estava previsto num decreto. Senhor Duarte, faça tratamento ao fígado, para que a bílis lhe não faça perder as suas maneiras atenciosas, obrigando-o a desopilá-lo com a caneta para os “lino tipes”.» // Aposentou-se, por limite de idade, em 1934 . Em Outubro desse ano foi nomeado vogal da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Melgaço. // Depois da Ditadura Militar de 1926, ele, um homem que se dizia defensor da liberdade de expressão, tornou-se adepto do regime corporativo! Por exemplo: em 1936 acolheu na sua Casa da Calçada todos aqueles que se tinham manifestado contra o socialismo e o comunismo, na Câmara Municipal, tendo como pano de fundo a guerra civil de Espanha. Veio gente de Viana, de Monção, etc. // Era então provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // Morreu na Calçada, Vila, a 9/7/1951. «No seu lindo solar da Calçada faleceu às primeiras horas do dia 9 do corrente o senhor Duarte Augusto de Magalhães, antigo provedor da SCMM e secretário aposentado da CMM. Não resistiu aos estragos causados pela provecta idade, e inúteis foram os esforços da medicina para lha prolongar. O seu funeral realizou-se no dia seguinte, tendo sido muito concorrido. À passagem do féretro o comércio fechou as suas portas e as bandeiras do hospital da SCMM e da CMM estiveram a meia haste. À sua viúva, Ex.ma Sr.ª D. Sérgia Anguiano de Magalhães, a sua filha e a seu genro, Ex.ma Sr.ª D. Maria Higina de Magalhães e Sr. Dr. Henrique Fernandes Pinto, aos seus netos e à demais família enlutada Notícias de Melgaço apresenta sentidas condolências.» // A sua viúva morreu em Lisboa, a 5/4/1956, mas ambos foram sepultados em jazigo de família no cemitério de Melgaço. /// (*) O Dr. Augusto César Esteves escreveu que ela nascera na Casa da Serra, Prado .
COSTA, José Augusto. Filho de Manuel José da Costa, aspirante de Finanças, de São Paio, e de Maria Augusta Passos Brito, de Viana, professora oficial na Vila de Melgaço, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.p. de José António Domingues da Costa, professor na Vila de Melgaço, de São Paio, e de Maria das Dores Vasques, lavradeira, de Cristóval; n.m. de António Fortunato de Brito e de Ana Joaquina, de Viana. Nasceu na Rua da Calçada de Baixo, SMP, a 7/11/1894, e foi batizado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, e Ana Joaquina Vasques, solteira, governanta. // Por portaria de 25/6/1919, publicada no Diário do Governo a 9 de Julho, foi colocado no quadro da Direção Geral das Contribuições e Impostos, na categoria de fiscal de impostos e/ou agenciário, ficando a trabalhar no concelho de Melgaço; tomou posse a 18/8/1919. // Em 1920 apreendeu a Elógio Mato Peres, espanhol, vinte e quatro quilos de cravagem de centeio, ao qual foi aplicada a multa de 3.000$00, que o multado contestou. // Casou a 28/11/1920 com Maria da Conceição, de 29 anos de idade, natural de Alvaredo, filha de José Gonçalves e de Ângela da Luz Besteiro. // A esposa faleceu na sua freguesia de nascimento a 23/4/1930 (*). // Em 1933 andava a braços com a justiça por causa de uma dívida de 2.754$60; o agente do Ministério Público de Moimenta da Beira moveu-lhe um processo; no dia 19/3/1933 iriam à praça, a fim de serem arrematos em hasta pública, alguns dos seus bens. // Casou de novo, a 9/6/1940, com Isabel da Glória Pereira, natural de Paderne. // Faleceu na freguesia da sua segunda mulher a 17/9/1964. // Pai de Maria Julieta, de Hortense, de Francisco, de Artur, de Armando, e de João. /// (*) No Notícias de Melgaço n.º 184, de 26/2/1933, diz-se que ele nesse ano estava casado e que era ex-oficial das finanças!
IGREJAS, Emiliano Augusto. Filho de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, lavradeira, de Alveios, Tui, moradores na Rua Direita, Vila de Melgaço. Neto materno de José Costas e de Maria Angélica Fernandes, lavradores, de Santa Cristina de Baleixe, Tui, moradores nas Carvalhiças, Melgaço. Nasceu a 3/7/1894 e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim do Carmo Álvares de Barros, solteiro, “brasileiro”, e Ana Benedita Pires, solteira, lavradora, ambos da Vila. // Depois da instrução primária, aprendeu a arte de alfaiate. // A 17/2/1913, acusado de ofensas corporais, sentou-se no banco dos réus, tendo sido condenado em oito dias de prisão e três dias de multa, a 100 réis por dia. // Ainda nesse ano de 1913 teve outro problema: ele, mais o Abel Rodrigues Martins, e José da Costa, todos moradores na Vila, foram presos para averiguações «em virtude de queixa – feita contra eles - de tentativa de conspiração; a autoridade administrativa requisitou um agente policial para ajudar no caso; veio, de Viana do Castelo, Rodrigo Augusto dos Santos, chefe da polícia naquela cidade; depois de dois dias de inquérito foram postos em liberdade, sem nada se provar contra eles». // No ano de 1913, a 24 de Setembro, pelas 15 horas e 30 minutos, foi espancado na Praça da República por João António Teixeira, soldado de cavalaria, da secção da Guarda-Fiscal de Melgaço; o agressor, vestido à paisana e de cacete em punho, descarregou sobre o Emiliano diversas pancadas, e mais lhe teria dado se ele não se tivesse refugiado na casa do regedor, Francisco José Ribeiro. O caso foi entregue às autoridades. // Casou na CRCM a 11/4/1914 com Ana da Graça, de 17 (ou 18) anos de idade, de Paranhos, Porto, filha de João António Teixeira e de Jesuína Maria Faria (tia Miquinhas), da freguesia de Santa Eulália de Negreiros, Barcelos. Testemunhas: António Luís Fernandes, solteiro, negociante, e Cândida Álvares de Barros, solteira, proprietária. // Tiveram uma filha, Alzenda, nascida em 1914, mas morreu bebé, com dois meses e catorze dias. Por isso, criaram o afilhado, e sobrinho-neto, Emiliano, filho de António de Sousa e de Lídia Fernandes. Deram mais tarde esse nome, Alzenda, a uma afilhada, filha de Domingos da Rocha e Maria da Glória Gomes. Também foi compadre do eletricista galego Martinez. // Aí por 1924 reconstruiu, junto à Alameda Inês Negra, a casa que comprara, onde o casal residiu toda a vida. Essa moradia fora de Maria Teresa Lourenço, viúva do serralheiro João António Alves. // Nesse ano de 1924 pôs um anúncio ultra moderno: «AO MODELO AMERICANO – Nova Alfaiataria de Emiliano Augusto Igrejas – Nesta oficina executa-se todos os trabalhos de alfaiataria, desde o fato mais simples e económico ao mais chic e luxuoso. Esta oficina encontra-se instalada na casa aonde vai ser montado o “Cinema Ideal” de Pires & Irmão.» // Foi alfaiate, recebedor de impostos (*), passava filmes antigos numa garagem em parceria com Manuel Pires. Teve também uma camioneta de carga (em sociedade, salvo erro) e depois comprou um táxi, que explorou até à sua aposentação. Acumulava tudo isso com a sua atividade de pescador; arrendara a pesqueira “Galgas” que todo o ano lhe dava peixe – chegava a pescar salmões de grande porte, que vendia por bom preço. // «… no dia 6 do corrente, seriam 15 horas, na estrada nacional e no sítio de Martingo, (…) chocou-se o automóvel de Manuel Luís Pires, 2.º (…) dos Caminhos-de-Ferro do Ultramar, que se encontrava a águas na estância do Peso, com o automóvel do senhor Emiliano Igrejas, resultando ficar aquele senhor Manuel Pires, a esposa e um filho bastante feridos. Imediatamente foram conduzidos a esta Vila no automóvel do senhor Adriano (de Freitas?), que casualmente ali passava e foram pensados pelo nosso amigo e hábil médico, Dr. António Cândido Esteves. O carro do senhor Manuel Pires ficou muito danificado. Averiguadas as causas do desastre, apuramos que o senhor Manuel Pires, indo desta [Vila] para o Peso, ao chegar ao local, que é uma curva apertada, como receasse fazer a curva, seguiu fora de mão. Eis que lhe surge o carro do senhor Emiliano; e não obstante ter travões, não evitou o desastre.» // Ambos faleceram na Vila: a companheira a 27/3/1968, com 72 anos de idade, e ele a 23/12/1969 (ou 1985?). // (*) Em sessão de 28/6/1933 a Comissão Administrativa da CMM adjudicou-lhe os impostos indiretos municipais para 1933-1934 pela importância de 71.020$00; os impostos indiretos foram-lhe também adjudicados a 20/6/1934 por 50.210$00. Em sessão de 20/6/1935 também lhe foram adjudicados os impostos indiretos camarários (40.750$00), as taxas sobre vendedores ambulantes (3.050$00) e as taxas pelos lugares ocupados nos mercados e feiras (1.450$00). // Em sessão da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Melgaço de 5/12/1935 foi-lhe adjudicada a cobrança dos rendimentos municipais, referentes ao ano económico de 1936. Impostos indiretos: 92.400$00. Taxas por ocupação de lugares nos mercados e feiras: 3.750$00. Taxas sobre vendedores ambulantes: 5.920$00.
Inquirido: 2.º sargento Júlio Augusto
Processo disciplinar contra o presbítero Benedito José Augusto de Ávila, cura da freguesia de São Mateus de Urzelina, do concelho de Velas, distrito de Angra do Heroismo de que resultou a proibição de residir durante três meses na ilha de São Jorge, acusado de ter proferido sermões contra as leis da República.
Recurso interposto pelo Ministério Público para a Comissão Nacional de Pensões Eclesiásticas do acordão proferido pela Comissão de Pensões do distrito de Faro, e em que é recorrido o padre Humberto Augusto Chagas da Paz, pároco da freguesia de Boliqueime, concelho de Loulé, distrito de Faro, que solicita o aumento da pensão.
Pedido interposto pelo padre pensionista, Humberto Augusto Chagas da Paz, coadjutor da freguesia de Boliqueime, concelho de Loulé, distrito de Faro para que seja autorizado primeiro a residir em Setúbal e, posteriormente, para que a sua pensão seja paga em Lisboa, uma vez que se encontra exercendo o cargo de escriturário da capitania do porto de Setúbal.
Mãe: Júlia Rufina Cândida Sarmento. Estado civil: solteira. Avô materno: António Sacrmento Maia. Avó materna: Ana Joaquina Sarmento Maia. Padrinho: João Augusto Sarmento, estudante. Madrinha: Felisbela Ermelinda, proprietária. Morada dos pais: Rua Dom Gualdim. Outras informações: estiveram presentes João Aqugusto Sarmento Maia, Felisbela Ermelinda.
Pai: António José Costa. Estado civil: casado. Profissão: sapateiro. Mãe: Joaquina Gomes. Estado civil: casada. Profissão: engomadeira. Avô paterno: Jacinto José Costa. Avó paterna: Josefa Joaquina. Avô materno: Manuel Mendes. Avó materna: Luísa Gomes. Padrinho: Augusto Emílio Santos Faria, alfaiate, Rua do Farto. Madrinha: Jeroinma Maria, solteira, Cividade. Morada dos pais: Santo António Travessas.
Pedido de licença para construção de um lagar no interior de sua adega
Processo composto por
- Requerimento
- Aprovado em reunião de câmara de 07-07-67
- Licença de construção nº 2947 de 09-08-67
Confrontações
- de todos os lados com o requerente (Henrique de Augusto Azevedo)
Augusto Maria dos Santos solicita licença para reconstrução de um barracão, num terreno matriz predial com o nº 3906, no lugar de Famalicão, freguesia de Cortes.
Confrontações:
- Norte: José Marques Cartuxo (letra do último apelido não é perceptível);
- Sul: Caminho público;
- Poente: José João Júnior;
- Nascente: Maria Luiza;
Augusto da Purificação Gordo solicita licença para construção de uma arrecadação com 90m2, destinado para fins agricolas e junto da sua casa de habitação, no lugar de Magueigia, freguesia de Santa Catarina da Serra.
Confrontações:
- Norte: José Pereira Lebre;
- Sul: Inácia de Jesus;
- Nascente: António Gonçalves;
- Poente: Caminho público;
Augusto do Nascimento Fernandes solicita licença para construção de uma moradia, num terreno com matrizes sob nº 914 e 915 e com uma área total de 1380 m2, no lugar e freguesia de Boavista.
Confrontações:
- Norte: Carreiro;
- Poente: Herdeiros de José Gomes;
- Sul: António Gomes Azoia;
- Nascente: Caminho Público;
Manuel Augusto dos Santos solicita licença para construção de um telhado novo com 85 m2 num prédio urbano, incluido reparação de janelas e rebocos, no lugar de Várzeas, freguesia de Souto da Carpalhosa.
Confrontações:
- Norte: Maria Anabilia;
- Nascente: Encarnação Eugénia;
- Poente: Manuel Antunes Lopes;
- Sul: Estrada;
Augusto do Carmo Marques solicita legalização de um muro construido sem licença de construção, comprimento de 26 metros e confinante de um caminho público, no lugar e freguesia de Santa Catarina da Serra.
Confrontações:
- Nascente: Estrada Municipal nº 593;
- Norte: Caminho público;
- Sul: Herdeiros de Francisco Vieira;
- Poente: Herdeiros de Júlio Bento;
Augusto da Silva Barros solicita licença para construção de um barracão, destinado a armazém de máquinas de trabalhar madeira, num terreno inscrito na matriz sob. nº 2290, no lugar de Vale Sepal, freguesia de Marrazes.
Confrontações:
- Norte: Pedro Antunes David;
- Sul: Francisco Marques;
- Nascente: Estrada Nacional 1;
- Poente: Luis Carreira;
Vítor Augusto Rolo Pedrosa solicita licença para construção de um muro com 18 metros, confinantes de um caminho público, num terreno com uma área de 30 m2, no lugar de Outeiro, freguesia de Coimbrão.
Confrontações:
- Norte e nascente: Serventia particular;
- Sul: Herdeiros de Joaquim Évora Rolo;
- Poente: Caminho público;
Contém o processo da Bolsa de Doutoramento (BD) com o n.º 11075/97, no âmbito do Programa PRAXIS XXI, atribuída a Aurélio Augusto Rodrigues Menezes Veloso para a realização de doutoramento em Filosofia no Departamento de Filosofia da Université Livre de Bruxelas, Bélgica.
Responsável pela formação: Anne-Marie Roviello.
Contém o processo da Bolsa de Doutoramento (BD) com o n.º 18231/98. A bolsa foi atribuída a António Carlos Gil Augusto Galhano, no âmbito do Programa PRAXIS XXI, para a realização do doutoramento em Engenharia Civil de Minas no Departamento de Ciências da Terra da Universidade Nova de Lisboa.
Responsável pela formação: Giuseppe Manuppella.
Inclui relatórios de atividades e produção científica.
Contém o processo de atribuição de Bolsa para Jovens Investigadores (BJI) nº 245/87 a Augusto José Pedroso Martins Pedro, para desenvolvimento de projecto com o título "Recursos Minerais essenciais à alta tecnologia (High Tech. Metals)", realizado no Laboratório de Mineralogia do Instituto Superior Técnico em Lisboa.
Responsável científico: Luis António Aires Barros
Inclui relatório.
Processo de bolsa Fulbright atribuída a Manuel Augusto Tudela Reimão Pinto. Bolsa na categoria de investigador, na área de Medicina, realizada no Laboratory of Orthopedic Research, Mayo Clinic, Rochester, Minnesota, com duração de 2 anos.
Área do projeto de investigação: Bone metabolism.
Processo nº 1354, 1974:
Processo de concessão de licença de condução de velocípede sem motor auxiliar, emitida pela Câmara Municipal de Constância em 01/08/1974, em nome do requerente:
António Augusto da Silva Calado
Licença de condução velocípede registada com o nº 1353 - 1443
José Augusto Domingues Marques Serrada solicita licença para construção de um bloco habitacional (prédio) constituido por duas habitações por cada piso com tipologia T3, perfazendo um total de seis habitações, na urbanização de Rego Travesso, freguesia de Leiria.
Confrontações:
- Norte: Lote 76 da urbanização de Rego Travesso;
- Sul e Nascente: Terreno camarário;
- Poente: Arruamento;
Documentos relativos ao processo de Adolfo Augusto Rodrigues, sócio N.º 485, nomeadamente bilhete postal de inscrição como sócio dirigido à Comissão de Interesses Profissionais, proposta para admissão de sócio como membro correspondente da Sociedade, memorandum à Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra para confirmação de diploma de conclusão de curso e ficha de cobrança de quotas.
Pai: António José Costa. Estado civil: casado. Profissão: sapateiro. Mãe: Joaquina Gomes. Estado civil: casada. Profissão: engomadeira. Avô paterno: Jacinto José Costa. Avó paterna: Josefa Joaquina. Avô materno: Manuel Mendes. Avó materna: Luísa Gomes. Padrinho: Augusto Emílio Santos Faria, alfaiate, Rua do Farto. Madrinha: Jeroinma Maria, solteira, Cividade. Morada dos pais: Santo António Travessas.
Mãe: Júlia Rufina Cândida Sarmento. Estado civil: solteira. Avô materno: António Sacrmento Maia. Avó materna: Ana Joaquina Sarmento Maia. Padrinho: João Augusto Sarmento, estudante. Madrinha: Felisbela Ermelinda, proprietária. Morada dos pais: Rua Dom Gualdim. Outras informações: estiveram presentes João Aqugusto Sarmento Maia, Felisbela Ermelinda.
Notário: João Machado da Silva
1º Outorgante: Armindo Araújo da Silva
2º Outorgante: Augusto Ribeiro Bragança e mulher Rosa Pereira de Araújo
3º Outorgante: Luís Araújo da Silva, que também usa o nome de Luís de Araújo e mulher Carminda dos Anjos Sampaio Soares
4º Outorgante: Norberto Carvalho Fernandes, casado com Maria de Fátima Araújo Alves
5º Outorgante: José Augusto Salgado Abreu, casado com Maria Manuela Araújo Alves
Notário: João Machado da Silva
1º Outorgante: José Augusto de Lemos Alves, Delfim Augusto de Jesus Henriques e Manuel Ribeiro da Silva
2º Outorgante: José de Freitas e esposa Maria da Costa
3º Outorgante: Rosa de Freitas
4º Outorgante: Joaquina de Freitas e marido José Baptista
5º Outorgante: Constantino de Freitas e esposa Sofia da Silva
Habilitação por óbito de José Francisco de Freitas e Emilia de Freitas
Documentação produzida no âmbito da sua actividade de arqueólogo. Trabalhos de exploração arqueológica no Concelho de Albergaria-a-Velha: Mamoas do Taco e Povoado de São Julião. • Assuntos: Fundo fechado.
Assuntos: Movimento Sindical.
Por ordem do bispo de Portalegre acusa a receção da carta do P. Sebastião de 13 de maio e transmite a bênção do prelado assim como a promessa de fazer tudo para que os seus diocesanos se interessem e contribuam para tão santa obra.
Notário: João Machado da Silva
1º Outorgante: Américo Silva Soares, outorgando na qualidade de procurador de Eurico Jorge Ribeiro Teles Feio e esposa Maria Bárbara Peixoto Pereira; Júlio César Ribeiro Teles Feio e esposa Rosa Maria da Silva Teles Feio e Aníbal Paiva de Almeida Fazendeiro e esposa Maria Adília Ribeiro Teles Fazendeiro
2º Outorgante: Augusto de Freitas Fernandes, casado com Maria de Jesus Fernandes Gonçalves
Primeiro outorgante: Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
Segundo outorgante: António de Sousa Jorge, Manuel de Bastos Pinto, Joaquim Augusto Ferreira Nadais, António Pinto Moreira e Francisco José da Costa Figueiredo.
Esforço Cristão do Prado, N.º 31, abril 1968_
- Missionarismo
- O nosso aniversário
- Reverendo Augusto Nogueira
- A afilhada da nossa igreja - Moçambique
- Contas de 1967
- Já temos a TV
- Noticiário diverso
- Cantinho da juventude
Esforço Cristão, Nº 27, abril 1967:
- 40º ANIVERSÁRIO DO ESFORÇO CRISTÃO DO PRADO
- CONTAS DE 1966
- SAUDAÇÕES
DO ULTRAMAR - Manuel Augusto Duarte; Luís Manuel Crespo —- Angola
- Daniel de Pina Cobral
- ARNALDO MARQUES DANIEL
- RETIRO DE JOVENS
Esforço Cristão, Nº 66, setembro, 1985:
- MENSAGEM DA ESCRITURA SAGRADA
- MORDOMIA CRISTA
- HOMENAGEM AO PROFESSOR AUGUSTO NOGUEIA, DA ESCOLA DO PRADO
- Do "JORNAL DE NOTÍCIAS“ de 23 de Junho de 1985
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