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Filiação: Luciano Augusto Vasconcelos e Ermelinda Fonseca Vasconcelos. Natural da freguesia de MACEDO CAVALEIROS-SAO PEDRO, concelho de MACEDO CAVALEIROS
Filiação: Augusto Candido Lopes Vieira e Paulina Maria. Natural da freguesia de BARCELOS-SANTA MARIA MAIOR, concelho de BARCELOS
Filiação: Rodrigo Augusto Pereira Sousa e Maria Joaquina Gomes. Natural da freguesia de GALEGOS, Sao Martinho, concelho de BARCELOS
Filiação: Antonio Augusto Miranda e Maria Miranda. Natural da freguesia de BARCELOS-SANTA MARIA MAIOR, concelho de BARCELOS
Filiação: Domingos Augusto Vieira e Julia Maria Duarte. Natural da freguesia de BRAGA-SAO JOAO SOUTO, concelho de BRAGA
Filiação: Antonio Augusto Ramos e Ana Pires Cardoso. Natural da freguesia de FAO, Sao Paio, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Bernardino Augusto Miranda e Maria Fernandes. Natural da freguesia de PALMEIRA FARO, Santa Eulalia, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Francisco Maria Augusto Mesquita e Joaquina Augusta. Natural da freguesia de SANTA EULALIA, Santa Eulalia, concelho de AROUCA
Solteiro, 12 anos de idade. Filiação: Jose Augusto Martins. Natural de BRAGA-SAO VITOR-BRAGA. Destino Para. Trabalhador
18 anos de idade. Filiação: Augusto Fernandes Silva. Natural de BRAGA-SAO VITOR-BRAGA. Destino Rio Janeiro.
Solteiro, 20 anos de idade. Filiação: Bernardino Augusto Miranda. Natural de PALMEIRA FARO,Santa Eulalia-ESPOSENDE. Destino Rio Janeiro. Lavrador
Filiação: Adelino Augusto Exposto e Maria Teresa. Natural da freguesia de ESTE, Sao Mamede, concelho de BRAGA
Filiação: Antonio Augusto Ramos e Ana Pires Carneiro. Natural da freguesia de FAO, Sao Paio, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Candido Augusto e Maria Alves Ferreira Lima. Natural da freguesia de GANDRA, Sao Martinho, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Antonio Augusto Jesus e Helena Maria. Natural da freguesia de ARIZ, Sao Martinho, concelho de MARCO CANAVESES
Filiação: Jose Augusto Machado e Maria Emilia Conceicao. Natural da freguesia de REFOJOS BASTO, Sao Miguel, concelho de CABECEIRAS BASTO
Filiação: Eduardo Augusto e Maria Sousa Lobo. Natural da freguesia de ARCO BAULHE, Sao Martinho, concelho de CABECEIRAS BASTO
Filiação: Augusto Pereira e Ana Carvalho. Natural da freguesia de RIO DOURO, Santo Andre, concelho de CABECEIRAS BASTO
Filiação: Teofilo Augusto Quintela e Maria Jose Passos Quintela. Natural da freguesia de BRAGA-SAO JOAO SOUTO, concelho de BRAGA
13 anos de idade. Filiação: Antonio Augusto Velsoso. Natural de BRAGA-SAO VITOR-BRAGA. Destino Rio Janeiro. Embarca em Lisboa
Casado, 28 anos de idade. Filiação: Antonio Augusto. Natural de LAMACAES,Santa Maria-BRAGA. Destino Manaus. Trabalhador
Filiação: Jose Augusto Tinoco e Rosa Maria Vieira Tinoco. Natural da freguesia de PROZELO, Sao Tome, concelho de AMARES
Naturalidade - Porto Data de nascimento - 1863-01-29 Filiação - Augusto Teixeira Folhadela e Tomásia Dias Folhadela Profissão - Estado - Morada -
Filiação: Alvaro Augusto Gomes e Ana Albertina Osorio Silva. Natural da freguesia de BRAGA-SE, Santa Maria, concelho de BRAGA
Registo de matricula de ciclomotor (Velocípede com motor). Nome: Fernando Augusto da Paz dos Santos Matricula n.º: 1-CTC-05-84
Registo de matricula de ciclomotor (Velocípede com motor). Nome: Humberto Augusto Mendes Morgado de Sousa Matricula n.º: 1-CTC-00-80
Registo de matrícula de ciclomotor (Velocípede com motor). Nome: Humberto Augusto Mendes Morgado de Sousa Matrícula n.º: 1-CTC-17-66
Registo de matrícula de ciclomotor (Velocípede com motor). Nome: Fernando Augusto da Paz dos Santos Matrícula n.º: 1-CTC-18-33
Anúncio do Farmacêutico José Augusto de Medeiros, promovendo as suas especialidades Farmacêuticas, explicitando a qualidade das mesmas.
Retrato de António Augusto Félix Ferreira, elaborada por Alfredo da Silva Machado e oferecida à Sociedade Farmacêutica Lusitana em 1882.
Inclui artigos de imprensa, publicados em diversos jornais («O Dia», «O Século», «Diário de Notícias» e «A Nação») com informação sobre um processo judicial de acusação de conspiração política interposto contra o general Abel Augusto de Campos Paiva, o médico Carlos Augusto Pinto Garcia, Fernando Manuel da Mota Cardoso e os ex-polícias Manuel Mendes, António César da Fonseca Oliveira e José Francisco Ferraz. Contém o resumo da sentença, as sínteses das intervenções de António Lino Neto, como advogado de defesa de Carlos Augusto Pinto Garcia e de Mota Cardoso. Destacam-se também as referências aos depoimentos de Afonso Costa e Egas Moniz a favor do general Abel de Campos (médico).
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Augusto Gomes de Castro Ferreira da Cunha e esposa Ana Maria Pereiras Mendes Ferreira da Cunha 2º Outorgante: Reinaldo da Silva Sampaio, casado com Joaquina Rodrigues de Oliveira
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Adelino Ferreira Barbosa e esposa Lucinda da Conceição Barbosa 2º Outorgante: Augusto Machado da Costa, João da Costa Guimarães, Mário de Almeida Araújo
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Clemente Augusto Correia Machado Ribeiro de Abreu e esposa Maria Balbina Mendes Correia Ribeiro 2º Outorgante: Adão da Silva, casado com Eva Lemos da Silva
Notário: João Machado da Silva Outorgantes: Gaspar da Conceição Pereira, Augusto Maria Peixoto de Bourbon Cunha e Castro e Joaquim de Abreu Oliveira Habilitação por óbito de Artur Soares Cortes
Notário: João Machado da Silva Outorgantes: Orlando Augusto Gomes Esteves de Ataíde; António Fernando Mendes Ribeiro; José Fernando da Silva Pereira Vaz. Habilitação por óbito de Rosa Emília Pereira de Freitas.
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Teresino Augusto Fernandes da Costa Abreu Machado e esposa Adelaide de Jesus Sampaio Mendes da Cunha; 2º Outorgante: António Fernandes de Sousa Guedes casado com Adelaide de Jesus Sampaio Mendes da Cunha.
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Augusto Gomes de Castro Ferreira da Cunha e esposa Ana Maria Pereira Mendes Ferreira da Cunha 2º Outorgante: Agostinho Costa casado com Gracinda da Soledade Nogueira Fernandes
Notário: João Machado da Silva 1ºs Outorgantes: António Felizardo Saianda e António Dias e esposa Guilhermina Pedrosa de Oliveira 2º Outorgante: António Augusto Ribeiro Borges, casado com Maria da Conceição Machado
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Fernando Augusto de Freitas e esposa Josefa da Silva Matos 2º Outorgante: Fernando da Silva Lima, casado com Laura de Freitas Torres
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: António Augusto Leite Guimarães e esposa Maria Emília Cardoso Leite de Faria 2º Outorgante: António Pádua da Cunha Monteiro, outorgando em nome da Venerável Ordem Terceira de São Domingos
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Fernando da Silva Fernandes casado com Maria América da Silva Miranda Fernandes 2º Outorgante: Álvaro Augusto da Silva Gonçalves casado com Emília Carlota Neves Correia Gomes Gonçalves 3º Outorgante: Judite da Silva Gonçalves
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: António Augusto de Almeida Carneiro e esposa Ermelinda da Conceição da Fonseca 2º Outorgante: Delfina Gomes Marques Ferreira casada com Ernesto Esteves
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Joaquim Ribeiro e esposa Inácia da Silva, que também usa o nome de Inácia Teixeira 2º Outorgante: Augusto Monteiro Martins casado com Irene Aurora Peixoto Rodrigues
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Amadeu Augusto Miranda Ribeiro e Freitas e esposa Maria Isaura da Silva Nogueira 2º Outorgante: José Ferreira, casado com Antónia de Oliveira
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Maria Helena de Abreu Ribeiro Carneiro e marido João Afonso Almeida Carneiro 2º Outorgante: António Augusto Ribeiro da Silva casado com Maria Emília de Abreu Ribeiro
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Rogério Augusto Neto Barroca e esposa Maria Clara de Castro Meireles Gonçalves Barroca 2º Outorgante: António Ribeiro de Carvalho casado com Amélia Rosa Martins
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Bernardo Nicolau de Miranda e esposa Elisa Emília Guimarães Folhadela Marques 2º Outorgante: Jorge Augusto Guimarães Folhadela Marques outorgando na qualidade de sócio gerente da firma " Guilherme Folhadela & Filhos Limitada"
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Mary Lickfold, que também usa o nome de Mary Lickfold Carvalho Ribeiro 2º Outorgante: Firmino Augusto Ribeiro Alves casado com Lúcia de Sousa Fernandes
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Armindo Moreira de Faria e esposa Maria de Lourdes Ferreira 2º Outorgante: Augusto José Moreira de Faria e esposa Maria Emília Pinto Camelo
Primeiro outorgante: Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. Segundo outorgante e seguinte: Manuel dos Santos Gomes e Manuel Augusto Nunes das Neves, representantes da firma Proleite - Cooperativa Agrícola de Produtores de Leite do Centro Litoral.
Primeiro outorgante: Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. Segundo outorgante e seguintes: Manuel Martins de Sá, Maria da Conceição Nunes Batista Sousa, Carlos Martins Sá, José de Almeida Sacramento e José Augusto Martins de Sá.
José Augusto Brandão Pereira de Melo (1890-1974) foi capitão miliciano de artilharia. Nascido em Soure, integrou o Corpo Expedicionário Português no 2.º Grupo de Bateria de Artilharia enviado para a frente europeia, onde foi gaseado, voltando do conflito com a Cruz de Guerra da Flandres. Depois de uma experiência como autarca de Penela, foi nomeado governador da Ilha do Príncipe, cargo do qual seria destituído após um polémico relatório, sendo passado à reserva, e integrando os Serviços de Censura. In: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/EFEMERIDES/IGuerraMundial/IGuerraMundial_monografias_2BibliografiaPortuguesadaGrandeGuerra.htm
LIMA, Augusto César (Dr.) Filho de Carlos João Ribeiro [Lima] e de Ludovina Rosa dos Santos Lima, proprietários, moradores na Rua da Calçada, Vila. Neto paterno de Jerónimo José Ribeiro e de Antónia Teresa Rodrigues; neto materno de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves. Nasceu a 31/12/1866 e foi batizado na igreja de SMP a 10/1/867 (já fora sopeado em casa, no dia do seu nascimento, por sua tia materna, Carlota Clara dos Santos Lima). Padrinhos: Vitorino Joaquim da Rocha Gonçalves e sua esposa, Maria Gertrudes Pereira Gonçalves, moradores em Lisboa, representados pelo avô materno da criança, e tia materna, Teresa de Jesus dos Santos Lima. // Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra a 17/6/1895. // Tinha trinta anos de idade, era solteiro, advogado, quando casou na igreja de SMP a 31/5/1897 com Maria Escolástica, de dezasseis anos de idade (autorizada por sua mãe, viúva), proprietária, nascida e batizada na freguesia da Senhora da Vitória, Porto, moradora em Melgaço, filha de José Ferreira Las Casas, de São Pedro da Cova, Gondomar, e de Maria Rosa da Silva Monarca, de Vitória, Porto. Testemunhas: Vitorino Augusto dos Santos Lima, casado, Ludovina Rosa dos Santos Lima, viúva, e José Ferreira Las Casas, casado, todos proprietários e moradores na Vila. // Em breve ficou viúvo, pois a esposa finou-se dois anos depois do casamento. // Matrimoniou-se em segundas núpcias, a 10/4/1907, com Maria Carolina, de vinte e dois anos de idade, da Vila, filha de Francisco (José) Pires, de Paços, e de Laureana do Carmo Fernandes, da Vila, comerciantes, com loja de mercearia e ferragens na sede do concelho. Testemunhas: Francisco Pires e Teresa dos Santos Lima. // Foi Conservador do Registo Predial; juiz substituto de 1897 a 1900, e de 1902 a 1905; e presidente da Assembleia Geral dos BVM. // «quando novo presidiu às sessões camarárias do burgo e entre os muitos benefícios que a Vila lhe deve desde então avulta o serviço da canalização da água potável.» // Em 1912 fazia parte da Comissão Municipal do Partido Republicano Evolucionista (CM 7). // Nesse ano pediu, e obteve, a demissão do cargo de subdelegado do Procurador da República «que de longa data vem desempenhando com proficiência e dignidade…» . // Foi nomeado júri para as causas-crime no 2.º semestre de 1913 . // Em Janeiro de 1914 foi nomeado de novo subdelegado do Procurador da República em Melgaço). // A 10/5/1914 foi novamente confirmado como presidente da Junta Municipal do Partido Republicano Evolucionista . // Exerceu o cargo de jurado para as causas-crime no 2.º semestre de 1914, juntamente com António Carlos Esteves, António Joaquim Esteves, e Francisco António Esteves . // Faleceu a 6/11/1936. // A sua viúva, Maria Carolina, finou-se a 28/5/1946. // Com geração.
Fichas dos sócios José Augusto Dâmaso Marques, José Augusto Dias, José Augusto Dolores Vilhena, José Augusto Ferreira S. Rocha, José Augusto Galiau Lopes, José Augusto Henriques, José Augusto Henriques Batista, José Augusto Ismael Baltazar, José Augusto Garcia, José Augusto Lopes Cabecinha, José Augusto Martins, José Augusto Martins, José Augusto Martins Teixeira, José Augusto Nogueira Braga, José Augusto Rebelo dos Santos, José Augusto Rodrigues, José Augusto Rodrigues Soares, José Augusto Salgueiro Palma de Oliveira, José Augusto Santos da Costa Novais, José Augusto da Silva Chagas, José Augusto de Vasconcelos, José Bacalhau Marinho, José Baltazar Teixeira Ribeiro, José Baptista Braz, José Barata Pires, José Barbosa, José Bártolo Domingues, José Batista Fernandes, José Batista da Fonseca, José Batista Lança, José Batista Martins, José Benito Paz Alonso, José Bernardo das Neves, José Bernardo Vinagre, José Besugo Algarvio, José Bexiga da Silva, José Bicho Baptista Lavado, José Bolrão Pais, José Bolvão Pais, José Bossa Alves, José Branco da Conceição, José Brandão, José Braz Pereira, José de Brito da Mana, José Cadete Valentim, José Caeiro Martins, José Caldeira Rita, J.C. Rodrigues, Lda. (José Calixto Rodrigues), José Campos Alves e José Candeias Gonçalves.
Processo disciplinar contra Urbano Augusto Rodrigues Valente, pároco da freguesia de Argoncilhe, concelho da Feira, distrito de Aveiro, de que resultou a proibição de residir durante um ano dentro dos limites do referido distrito, além de perder os benefícios materiais do Estado. O pároco, intimado a deixar a residência paroquial para nela se instalar a escola, foi acusado de ter provocado tumultos em que «reuniu o mulherio da freguesia na casa da residência onde elle estava a havitar, um grupo de mulheres sediciosas, ficando fóra da mesma residência, outro grande grupo da mesma natureza, do grupo que entrou dentro da residência, falou ao público que estava no adro junto da mesma residência, Maria Pardalla, incitando á desordem e á chacina, passando dalli á residência da professora official, que apenas aqui se acha ha oito dias, insultando-a e ameaçando-a, fazendo egual façanha á casa do professor official, e presidente da Junta, a quem chegaram a agredir, e até murder n'um braço ao Regedor que pertendia effectuar algumas prisoes; atendendo em fim que está prestes uma guerra civil n'esta freguesia, provocada, ou melhor alimentada, pelo abbade Urbano».
ARAÚJO, António Augusto. Filho de José Joaquim de Araújo e de Benedita Pereira Pires. Neto paterno de Manuel Ventura de Araújo e de Mariana Gertrudes Marques; neto materno de João Batista Pereira Pires e de Francisca Moreda, todos de São Gregório. Nasceu a 8/7/1872 e foi batizado na igreja de Cristóval a 10 desse mês e ano. Padrinhos: António José Marques Leal e sua mulher, Florinda Maria Vitória Cardoso (?), proprietários, paroquianos da freguesia de São José, Lisboa, moradores na Rua Oriental do Passeio Público n.º 94, representados no acto pelo avô materno e avó paterna do bebé. // Comerciante. // Foi jurado pela sua freguesia (causas crime) durante o 2.º semestre de 1907; em 1908 voltou a ter esse cargo, e ainda no 1.º semestre de 1915 (CM 132). // O seu vinho era considerado um dos melhores do concelho (ver “Jornal de Melgaço” n.º 696). // Em 1920 tinha o seu estabelecimento comercial (fazendas, mercearia, ferragens, tintas e miudezas), sito em São Gregório, em trespasse (Jornal de Melgaço n.º 1314, de 12/12/1920). // Casou em segundas núpcias com Florinda, de 42 anos de idade, natural da freguesia de São João da Praça, anexa da Sé de Lisboa, filha de Manuel Joaquim de Araújo, de Cristóval, Melgaço, e de Matilde Carolina Cardoso Gonçalves, viúva, da freguesia de São Paulo, Lisboa, na 2.ª Conservatória da capital, a 26/3/1921 (casaram pela igreja apenas a 19/4/1951). A noiva estava divorciada de Pedro Barbosa Piçarra (sentença de 21/3/1917). // Faleceu na freguesia dos Anjos, cidade de Lisboa, a 22/5/1959. // Com geração.
VAZ, Augusto Joaquim. Filho de Vitorino Vaz e de Miquelina Alves, lavradores, residentes no lugar de Cima. Neto paterno de Francisco Vaz e de Maria Rosa Rodrigues; neto materno de António Alves e de Maria José Fernandes. Nasceu em Cubalhão a 12/7/1905 e foi batizado na igreja católica da localidade a 16 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Manuel Francisco Gonçalves, solteiro, lavrador, e Maria Joaquina Gonçalves, solteira, camponesa. // Casou com -----------------------------. // A 14/2/1950, pelas dezoito horas, quando a camioneta de feirantes pertencente a José Albano Fernandes, natural de Castro Laboreiro, conduzida pelo motorista Ernesto Martins Isidoro, solteiro, de Braga, se dirigia para a vila de Castro, ao passar a curva denominada Volta Grande, perto de Lamas de Mouro, precipitou-se de uma altura superior a cem metros, ficando gravemente ferido, pelo que depois de ter sido assistido pelos médicos Esteves e Saavedra foi transportado para o hospital de Santo António, no Porto (Notícias de Melgaço n.º 925, de 17/2/1950). // Faleceu na freguesia da Vila, SMP, a 18/7/1977.
MENDES, Adriano Augusto. Filho de Francisco José Mendes, natural de Paços, e de Maria Joaquina Meleiro, natural de Fiães, lavradores, residentes nos Casais, Paços. Neto paterno de Caetano José Mendes e de Josefa Lopes, de Paços; neto materno do padre João Manuel Meleiro e de Rita Meleiro, de Fiães, moradores em Soutomendo. Nasceu a 29/9/1867 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: padre José Maria Mendes, tio do bebé, e Josefa Lopes, avó paterna. // Camponês. // Casou na igreja de Paços a 7/4/1892 com Maria do Carmo Lopes, de 23 anos de idade, nascida na cidade de Lisboa e batizada na igreja de Paços, Melgaço, solteira, filha de António Luís Lopes, natural de Paços, e de Maria do Carmo, natural de Lisboa. Testemunhas presentes: António Luís Rodrigues, solteiro, alfaiate, do lugar do Campo das Bouças, e Maria Veloso, solteira, do lugar do Coto, ambos pacenses. // Faleceu em sua casa de morada, sita no lugar dos Casais, Paços, a 1/3/1908, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de casado, sem testamento, e foi sepultado no adro da igreja. // Pai de Felicidade Augusta e de António Joaquim.
LOPES, Abílio Augusto. Filho de Manuel José Lopes, negociante, natural de Cristóval, e de Ana Joaquina Douteiro, natural de Paços, moradores no lugar do Outeiro. Neto paterno de Manuel Lopes e de Maria Rodrigues, cristovalenses; neto materno de Francisco José Douteiro e de Caetana da Ribeira, pacenses. Nasceu em Paços a 4/7/1896 e foi batizado na igreja paroquial a 15 desse mês e ano. Padrinho: o padre António Avelino Douteiro, tio do batizando. // Em 1907 foi fazer exame do 2.º grau a Viana do Castelo, ficando aprovado. // Em 1912 fez exame, ou ato de admissão, ao 4.º ano em um Liceu do Porto. // Em 1915 continuava a estudar no Porto. // Em 1916 já era considerado «capitalista». // Casou a 16 de Janeiro de 1919, civilmente, no Largo de São Francisco, São João do Souto, Braga, com Maria Amélia São Romão de Lima Brandão, de 19 anos de idade, natural da freguesia da Sé, Braga, filha de Gustavo de Lima Brandão e de Eugénia São Romão de Lima Brandão. // Faleceu no Rio de Janeiro, Brasil, a 6/12/1960 (em 1932 já lá se encontrava).
FLORES, Aníbal Augusto. Filho de Manuel José Flores, cesteiro, de Paderne, e de Maria José da Silva, doméstica, de São Paio, moradores no Granjão. N.p. de José Maria Flores e de Rosa Maria Exposta; n.m. de António Júlio da Silva e de Maria das Dores Dias. Nasceu em Paderne a 11/12/1892 e foi batizado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: António Evangelista Pereira, solteiro, proprietário, e Emília Rosa Alves, solteira, doméstica. // Em 1914 era sapateiro e morava no lugar da Gaia, São Paio. // A 16 de Janeiro desse ano, pelas dezoito horas, ofendeu corporalmente Joaquina Rosa Rodrigues, solteira, do Barral, São Paio, dando-lhe com um varapau na cabeça, resultando daí um grande ferimento. // Casou na CRCM a 2/10/1934 com Maria da Conceição Carpinteiro. // Enviuvou a 13 de Maio (de 1935?). // Casou em segundas núpcias, na CRCM, a 8/1/1936, com Olívia de Jesus Esteves. // Faleceu em Chaviães a 28/2/1969 (ou 1/3/1969). // Nota: na sua campa foi sepultada uma pessoa, cujo nome está sumido, mas que parece chamar-se Berta de Jesus Flores (19/--/1895? – 25?/10/1984?).
MENEZES, António Augusto (Dr.). Filho de António de Castro Sarmento de Sousa Meneses e de Maria Júlia Teixeira Vieira de Castro, proprietários. Nasceu na freguesia de Vila Boa do Bispo, concelho de Marco de Canaveses, diocese do Porto, a 23 de Junho de 1815. // Proprietário. // Foi o 7.º (e último) administrador do morgado do Peso. // Casou a 28/10/1855 com Maria Luísa de Alcântara de Abreu e Couto, natural de Elvas. // Morreu a 25 ou 26/2/1900, em sua casa de morada, sita na Quinta do Peso, Paderne, Melgaço, com todos os sacramentos, com 84 anos de idade, no estado de viúvo da dita Maria Luísa de Alcântara Abreu Couto e Castro, com testamento, com filhos, e foi sepultado no cemitério público do cemitério da vila de Melgaço. // Logo a seguir o dito jornal, n.º 2065, de 10/6/1900, dá-nos a má notícia da morte do seu filho (ver em Paderne Júlio César), visconde do Peso de Melgaço, que era então administrador do concelho de Paredes de Coura. Uma filha deste visconde, Júlia Albertina, casara a 19/9/1898, na igreja paroquial de Água Longa, Paredes de Coura, com Tristão P. Pinto Maldonado.
GONÇALVES, Plácido Augusto. Filho de António Joaquim Gonçalves e de Maria Joaquina Alves, moradores no lugar de Santo Amaro. Neto paterno de Diogo Manuel Gonçalves e de Antónia Maria Lourenço, do dito lugar; neto materno de Frutuoso Manuel Alves e de Ana Gonçalves, do lugar da Breia, todos rurais. Nasceu em Prado a 1/6/1872 e foi batizado na igreja paroquial cinco dias depois. Padrinhos: José Manuel de Sousa Palhares, solteiro, lavrador, do lugar da Serra, e Marcelina Pereira, viúva, lavradeira, do lugar de Leiros. // Lavrador. // Casou na igreja de Prado a 2/7/1906 com a sua parente por afinidade, Felisménia Batista, de trinta e oito anos de idade, solteira, camponesa, sua conterrânea, moradora no lugar do Cerdedo, filha de José Joaquim Batista e de Carlota Joaquina Gonçalves. Testemunhas presentes: Adjuto Joaquim Vaz, casado, e Flávia da Cunha, solteira. // Foi músico da banda dos Bombeiros Voluntários de Melgaço; tocava clarinete. // A sua esposa faleceu em Prado a 28/10/1944. // Ele ficou cego em Janeiro de 1959. // Morreu também em Prado, a 25/3/1959, pelas dezasseis horas. // Com geração.
RIBEIRO, Edgar Augusto (Dr.) Filho do padre Armando Tito Domingues, natural da Vila de Melgaço, e de Ana Teresa de Jesus Ribeiro, natural de Prado, moradora no lugar dos Bouços. Neto paterno de Manuel Luís Domingues e de Josefa da Luz Sousa Araújo; neto materno de Manuel Joaquim Ribeiro e de Maria Rita Gonçalves. Nasceu em Prado a 17/5/1907 e foi batizado na igreja paroquial a 23 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: José Luís Gonçalves, solteiro, do lugar de Bouça Nova, e Emília Cândida Ribeiro, solteira, do lugar da Corredoura. // Depois do ensino secundário continuou os estudos, concluindo o curso superior em medicina no ano de 1931. // Casou na 4.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa a 28/7/1932 com a Dr.ª Elisa Dantas Pinto. // Em 1967 residiam em Lourenço Marques; um dos cônjuges trabalhava na área da saúde e o outro era professor. // Foi perfilhado a 24/1/1945. // Morreu na freguesia de Santo Ildefonso, Porto, a 13/7/1978. // Pai do Eng.º Edgar Tito Pinto Ribeiro (nasceu a 15/6/1933 e casou a 28/2/1961); de Eduardo Henrique Pinto Ribeiro (nasceu a 11/4/1942); e de Estela Pinto Ribeiro (nasceu a 14/9/1943).
SOUTO, Luís Augusto. Filho de Valeriano António do Souto e de Maria Rosa Domingues, lavradores, residentes no lugar dos Bouços. Nasceu nesse lugar de Prado por volta de 1840. // Foi admitido na Confraria das Almas de Prado a 28 de Março de 1852; pagava um tostão de côngrua em 1886 «sinal evidente de que se era herdado.» // Tinha 32 anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou na igreja da sua freguesia natal, a 19/11/1872, com Miquelina Rosa, de 28 anos de idade, solteira, camponesa, do lugar da Carpinteira, São Paio, filha de José Maria Gonçalves e de Ana Maria Pires, rurais, do mesmo lugar. Testemunhas: padre Elias de Jesus Marques e padre Luís Caetano Soares Calheiros. // Estava viúvo de Miquelina Rosa (falecida em Bouços, Prado) quando casou em segundas núpcias, na igreja de Prado, a 17/11/1875, com Honória, de 39 anos de idade, solteira, camponesa, de Riba de Mouro, Monção, filha de João Manuel Alves e de Maria José Gonçalves, rurais, de Riba de Mouro. Testemunhas: Manuel José Fernandes, viúvo, lavrador, do lugar do Carvalhal, Prado, e Pedro Rodrigues, clérigo in minoribus, de Castro Laboreiro.
ALBUQUERQUE, Germano Augusto. Filho de Francisco Manuel Amaral Albuquerque, natural de Meda, e de Cândida Justina da Paz Feijó, natural da Guarda. Nasceu em Meda, Lamego, em 1841. // Veio para Melgaço como fiscal do real d’água, antes de 1880, pois a 31/1/1880 nasceu-lhe aqui a primeira filha, Argentina Cândida. // Em 1881 foi exonerado de fiscal, mas ainda nesse ano foi reintegrado. Depois foi escriturário, escrivão e secretário da Câmara Municipal de Melgaço. // Em 1884 foi transferido para a Lourinhã, mas breve regressou a Melgaço. // Ele e a sua companheira, Elvira Cândida Alves, costureira de profissão, geraram catorze filhos! Depois de tanta filharada, resolveram casar. A boda realizou-se a 12/8/1905, na igreja de SMP, tinha ele 64 anos de idade e ela 46 anos. Testemunhas: Manuel José Camanho de Carvalho, proprietário, de Prado, e José Loureiro, proprietário, residente em Rouças. Após o ato religioso, todos os filhos vivos ficaram legitimados, embora já fossem reconhecidos pelo pai. // Morreu na sua casa da Assadura a 11/7/1907, com todos os sacramentos, com 66 anos de idade, sem testamento, e foi sepultado no cemitério público de Melgaço. // A sua viúva faleceu na Pombeira, Rouças, a 8/5/1939, com 78 anos de idade.
ESTEVES, Augusto César (Dr.) Filho de Francisco António Esteves, emigrante no Brasil e proprietário, natural de Chaviães, e de Belarmina Cândida Esteves, proprietária, natural da Vila. Neto paterno de Diogo Manuel Esteves e de Maria Rita Esteves, lavradores, chavianenses; neto materno de Manuel José Esteves “Melgaço” e de Maria Rita Alves, proprietários, moradores em Eiró, Rouças. Nasceu na Rua Nova de Melo a 19/9/1889, na casa que seu pai comprara ao Dr. João Luís de Sousa Palhares, de Prado, e foi batizado a 3 de Outubro desse ano. Padrinhos: José de Jesus Esteves, solteiro, proprietário, morador em SMP, e a avó materna do batizando, viúva. // Ficou órfão de mãe a 17/10/1889. // Aprendeu as primeiras letras com o padre João Nepomuceno Vaz, teve como professor de caligrafia o escrivão de Direito, Miguel Ângelo Barros Ferreira, frequentou em seguida, na cidade de Braga, o Colégio do Espírito Santo, e depois a Universidade. // Foi padrinho de Zoé Augusta Rodrigues, batizada na igreja de Rouças a 14/2/1898; não assinou, por não saber! A madrinha era a sua madrasta. // A 30/8/1904 foi padrinho de Manuel Augusto Esteves, nascido na Fonte da Vila a 28 de Julho desse ano. // A 18/6/1912 fez direito internacional, 5.º ano, 19.ª cadeira; nesse mesmo ano fez exame da 18.ª cadeira, 5.º ano, medicina legal, obtendo 14 valores; em Julho desse ano fez a 13.ª cadeira, direito colonial, 4.º ano, 14.ª cadeira, processo penal, 4.º ano, e 17.ª cadeira, prática extra judicial, 5.º ano; nesse dito ano de 1912, no mês de Julho, concluiu o curso de Ciências Jurídicas, na Universidade de Coimbra. // Nos primeiros dias de Dezembro participou como ator não profissional, juntamente com o Dr. António Augusto Durães e Maker Pinto, na comédia designada “Anedota” . // Foi nomeado notário interino para a comarca de Monção, tomando posse perante o tribunal desse concelho a 10/12/1912, terça-feira; em 1914 passou a ser efetivo; ocupou esse cargo até 19/8/1915. // Ainda em 1912 foi autorizado superiormente a exercer a advocacia. // Fez a sua estreia como advogado no tribunal de Monção, defendendo Manuel Alves (o Fará), acusado de crimes de burla e roubo. // No concurso para notários, realizado em Lisboa nos inícios de 1914, obteve a classificação de 1 MB e 4 BB. // Tomou posse a uma segunda-feira, 2/3/1914, perante o juiz de direito, de notário efetivo em Monção. // Casou a 25/10/1914, na Conservatória do Registo Civil, e a 16 de Dezembro desse ano na igreja católica, com Esmeralda da Ascensão, de 24 anos de idade, filha de Justiniano António Esteves e de Lina Rosa Lourenço. Testemunhas: Justiniano António Esteves e Maria de Nazaré dos Santos Lima. // Em 1915 pediu a exoneração de notário na comarca de Monção, aceitando ser nomeado escrivão de Direito para a comarca de Melgaço. Fez as malas e veio para a terra natal, onde foi Secretário do Tribunal Judicial e Ajudante do Conservador do Registo Predial. // A 3/3/1919 tomou posse como presidente da Comissão Camarária, composta por sete elementos, desempenhando esse cargo até Agosto desse ano. // A 4/8/1919 o seu moinho, denominado o “Grande”, foi pasto de chamas; desconfiava-se que foram mãos criminosas a incendiá-lo. Em 1920 deu-se ali uma tentativa de assalto. // Foi presidente da Assembleia Geral do Grémio da Lavoura e administrador do concelho de Melgaço nos anos de 1922 e 1923. // A 11/1/1928 desempenhava as funções de tesoureiro da SCMM, ascendendo à provedoria a 27/12/1942, lugar que deixou em 1945. // A 30/4/1936 tomou posse do lugar de chefe da Secretaria Judicial do Tribunal de Melgaço, aposentando-se na 1.ª classe em Maio de 1958; antes exercera o cargo de chefe da 2.ª Secção do mesmo tribunal. // Pode, e deve ser, considerado o principal fundador dos Bombeiros Voluntários de Melgaço, de cuja direção foi presidente durante vários anos. Em 1937, em reunião da Assembleia Geral, foi aprovada por unanimidade uma proposta do corpo ativo, elegendo-o seu comandante honorário «pelos relevantes serviços prestados à corporação desde a fundação desta tão útil e benemérita instituição». // // Era republicano convicto. // Polemizou com o padre Júlio Vaz e com o “Mário de Prado”, mas sempre com educação e respeito devidos. // Em Julho de 1948 era presidente da Assembleia Geral dos BVM. Escreveu vários livros sobre Melgaço, que editou à sua custa. Postumamente (1989 e 1991) foi publicada a sua obra “As Minhas Gerações Melgacenses”, e ainda Obras Completas, Volume I, Tomo I e II (2002) com artigos por si publicados no Notícias de Melgaço. // Os seus livros abriram sem quaisquer dúvidas as portas a outros investigadores, e vão tornar possível escrever-se uma história relativamente bem documentada sobre o concelho. // Augusto e Esmeralda faleceram na Vila: a esposa a 4/12/1956 e ele a 26/3/1964; o seu funeral realizou-se no dia seguinte, sexta-feira. // A Câmara Municipal, presidida por Rui Solheiro, deu em Agosto de 2009, a uma rua da Vila, o seu nome.
ESTEVES, Alfredo Augusto (Funga). Filho de Francisco Esteves, galego, e de Cândida Rosa Ribeiro, melgacense, lavradores, residentes no Louridal, Vila. N.p. de Manuel Esteves e de Teresa Fernandes, de Formarigo, Tui; n.m. de Jerónimo José Ribeiro e de Antónia Teresa Rodrigues, de Melgaço. Nasceu no Louridal, Vila, a 30/4/1869 e foi batizado a 3 de Maio desse ano. Padrinhos: José Vicente Correia dos Santos Lima, bacharel, formado na Universidade de Coimbra, e sua irmã, Ludovina Rosa dos Santos Lima, casada com Carlos Ribeiro, moradores na Vila. (Quem assinou pela madrinha foi Florinda da Glória Santos). // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 10/5/1890 com Otelinda Augusta, de 18 anos, padeira, da Rua de Baixo, Vila, filha de José Joaquim de Carvalho, pedreiro, e de Maria Jacinta Rodrigues, padeira, ambos de SMP. Testemunhas: JCGA e o padre Elias de Jesus Marques, de Prado. // Foi também guarda-fios dos CTT. // Enviuvou a --/2/1932. // Morreu no lugar das Carvalhiças, Vila, onde o casal morou, a 22/8/1949. // Com geração. // Nota: deve ser o mesmo que em sessão da Câmara Municipal de 7/8/1907 foi aprovado um pagamento para ele de 26$590 réis, de consertos feitos nas ruas da Vila e fonte pública.
GREGÓRIO, José Augusto. Filho de Manuel Gregório, proprietário, natural de Castro Laboreiro, e de Isabel João, do Souto, Sabugal, diocese da Guarda. // Nasceu na dita freguesia do Sabugal por volta de 1884. // Esteve em Bailundo, Angola, onde foi comerciante, e nessa ex-colónia gerou uma filha numa rapariga negra, à qual deu o nome de Flávia, que mais tarde trouxe para Melgaço. // Casou na igreja de SMP, Vila de Melgaço, a 8/9/1913, aos 29 anos de idade, com Maria Amélia da Cunha Osório, de 21 anos de idade, melgacense, filha de Estefânia Olívia da Cunha Osório, e sobrinha de José Cândido da Cunha Osório, negociante em Pará, e de Luís Maria Monteiro, negociante no Rio de Janeiro. Testemunhas: Abel Gouveia Barreto de Lara, solteiro, comerciante, e Casimira Barreto de Lara, solteira, proprietária, residentes em Melgaço. // Alguns dias depois seguiram para África. // Faleceu em 1930, em Quimbale, Nova Lisboa . // Teve também filhos da esposa: Ivone (morreu em 1916); um rapaz (nasceu em 1916). O jornal, dá a notícia do nascimento de uma filha do casal, cujo nome não menciona, em Nova Lisboa, teria a Maria Amélia 37 anos de idade.
LIMA, Vitorino Augusto. Filho de João Correia dos Santos Lima, natural da freguesia de São Pedro de Vila Chã, comarca da Feira, e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, da Vila de Melgaço, moradores no Campo da Feira, Vila. N.p. de António Correia dos Santos e de Joana Maria da Conceição, de São Pedro de Vila Chã, Oliveira de Azemeis (!); n.m. de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha, moradores no Campo da Feira, Vila. Nasceu a 13/4/1855 e foi batizado a 18 desse mês e ano (puseram-lhe os santos óleos a 21/6/1855, porque na altura não os havia). Padrinhos: Tomaz Gonçalves e sua esposa, tios do batizando. // Tinha 33 anos de idade, era solteiro, proprietário, quando casou na igreja de SMP a 2/9/1888 com Maria de Nazaré Esteves, viúva de Francisco António Cerdeira (falecido a 14/8/1887), moradora na Vila. Testemunhas: Dr. António Joaquim Durães, casado, Conservador do Registo Predial na comarca de Melgaço, e Francisco António Esteves, solteiro, proprietário, morador na Vila. (Abade: José Joaquim Douteiro). // Foi comerciante, vereador, e 4.º substituto do juiz de direito de 1894 a 1897, etc. // Em Dezembro de 1897 era ele o vice-presidente da Câmara Municipal. // Morreu vitimado pela diabetes, a 1/8/1904, na sua casa sita no Largo da Baixa, SMP, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. // A sua viúva finou-se a 17/1/1953, com 93 anos de idade. // Com geração.
FERNANDES, José Augusto. Filho de Felisbela Cândida Fernandes (Belabucha), solteira, operária, e de um fiscal dos tabacos, segundo consta. Neto materno de Maria Delfina Fernandes. Nasceu no Rio do Porto, freguesia de Rouças (!), a 16/7/1899, e foi batizado na igreja de SMP a 23 desse mês e ano. Padrinhos: José Fernandes, lavrador, e Almira Augusta, da Vila. // Casou a 13/11/1922, na CRCM, com Isaulinda Augusta Colmeiro, nascida na Vila. // Moraram na casa que fora da Lucrécia “Picota”, perto do Cine Pelicano. // Emigrou para França, pois a vida na terra natal estava difícil, deixando em Melgaço a esposa e três filhos: dois rapazes e uma rapariga. No início escrevia, mandava dinheiro, com o qual a esposa comprou uma pequena quinta perto da zona histórica da Vila; nessa quinta trabalharam, como caseiros, Rogério Lopes e sua mulher, Maria Colmeiro, esta irmã da Isaulinda. Às tantas o “Zé Borné”, como era conhecido, deixou de vir à terra de nascimento, e logo constou que arranjara uma namorada francesa. // Certo dia, já com mais de sessenta anos de idade, quase cego, aparece em Melgaço, onde morre, a 7/10/1966. // A sua viúva faleceu a 5/4/1988. // Diga-se, em abono da verdade, que ele nunca desamparou os filhos – mandou-os ir para França, ensinando-lhes uma profissão e integrando-os na sociedade francesa.
MELO, António Augusto. Filho de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. Neto paterno de Cacilda da Glória de Melo; neto materno de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu na Vila a 3/3/1926 e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Emigrou para o Brasil em 1950. // Nesse país da América do Sul, a 30/3/1966, encontrou a morte mais brutal. Alguém escreveu no jornal: «Precisamente naquele dia fatídico em que uns anos atrás o Arlindo tinha deixado a sua vida no rio Minho, era ele assassinado brutalmente, por um ex-amigo, devido a uma cena de ciúmes.» . // Morreu no Rio de Janeiro, solteiro, sem geração. // «Por notícias recebidas do Rio de Janeiro sabemos ter falecido vítima de agressão o nosso conterrâneo AAM, de trinta e nove anos de idade, filho de HAM, residente naquele Estado do Rio. A sua morte foi muito sentida entre nós, pois o saudoso extinto era por todos muito estimado…»
PAÇO, António Augusto (Chivinho). Filho de Isidoro Artur do Paço, ferrador e cocheiro, natural da Vila, e de Belarmina de Jesus de Sousa, doméstica, natural de Chaviães, moradores na Rua da Calçada. Neto paterno de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Moreira; neto materno de Carlos Maria de Sousa e de Maria Joaquina de Sousa. Nasceu na Vila a 24/2/1911 e foi batizado a 30 de Abril desse ano. Padrinhos: António Luís Fernandes, solteiro, negociante, e Ana Cândida da Silva. // Em 1949 trespassou o seu talho, sito na Praça da República, a Manuel Alves, natural de Rouças. // Na década de cinquenta foi dono do “Café dos Caçadores”, antiga Adega Regional, sita na Rua Afonso Costa. // Era considerado bom caçador e razoável contrabandista. // Casou na Vila a 30/12/1961 com Ana Rosa (ou Ana de Jesus), Alves, natural de Chaviães, mais conhecida por “Toupeira”, com quem vivia há muitos anos. // Enviuvou a 5/2/1968. // Depois de viúvo namorou com a “Naná Pires”, mas a morte surprendeu-o a 11/11/1968. // Os bens deixados por ele foram herdados pelo seu sobrinho Isidoro Artur do Paço, e pela filha da esposa, que tivera antes de se juntar com ele, de seu nome Gomesinda Manuela Alves. // Ele não deixou geração.
TRANCOSO, José Augusto. Filho de Carolina Rosa Trancoso, solteira, e de Manuel António da Cunha, viúvo, da Pigarra. N.m. de Rosa Maria Trancoso, solteira, lavradora, residente na Rua de Baixo, SMP. Nasceu a 15/10/1882 e foi batizado a 23 desse mês. Padrinhos: Francisco Rodrigues Barreiros, viúvo, farmacêutico, e Teresa da Purificação Almeida Mosqueira, solteira, moradores na Vila. // Partiu ainda jovem para a capital do país, pois em 1908 já ali era comerciante. // Casou na 3.ª Conservatória de Lisboa a 21/12/1911 com Maria de Jesus, de Sobral, Oleiros, filha de José Fernandes Pereira e de Joaquina Ferreira. // Esteve muitos anos estabelecido na Rua Presidente Arriaga, Lisboa, com a mercearia “Pérola da Pampulha”, que em 1944 trespassou a um galego de apelido Alvarez. Posteriormente dedicou-se a negócios de exportação e importação. Deve ter ganho algum dinheiro, pois comprou a casa e quinta do Convento das Carvalhiças, Melgaço, que em 1948 vendeu ao médico, Dr. António Cândido Esteves. // Em 1915 ele e a família hospedaram-se no Novo Hotel Quinta do Peso, a fim de fazerem uso das águas minerais . // Faleceu no hospital de Santa Maria, freguesia do Campo Grande, Lisboa, a 11/1/1962. // Usou o apelido Cunha, embora não fosse perfilhado.
TEIXEIRA, José Augusto. Filho de Pedro Alberto Teixeira e de Maria da Natividade Rodrigues, moradores na Vila. N.p. de José Luís Teixeira e de Maria Luísa Domingues; n.m. de Francisco José Rodrigues e de Maria Josefa de Abreu. Nasceu na Vila a 2/3/1851 e foi batizado a 7 desse mês. Padrinho: Adriano Cândido de Puga, irmão (pela parte da mãe) do batizando. // Tinha 38 anos de idade, era solteiro, escriturário da Fazenda em Melgaço, quando casou na igreja de SMP a 21/4/1889 com Teresa de Jesus, de 29 anos de idade, solteira, doméstica, sua conterrânea, filha de Luís Manuel Rodrigues e de Carlota Joaquina de Sousa, moradores na Vila. Testemunhas: Manuel de Jesus Puga, casado, recebedor da comarca, irmão (pela parte da mãe) do noivo, e José Cândido Gomes de Abreu, solteiro. // Em 1907 foi transferido de Famalicão, onde era 1.º aspirante da Fazenda, para idêntico lugar em Gaia; no mesmo ano mudou-se para os Arcos de Valdevez. // Em 1912 regressou a Melgaço a fim de substituir Tito José Cerqueira, aspirante de Finanças, que fora colocado em Monção. // Em Janeiro de 1918 foi-lhe dada posse pelo administrador do concelho como membro da Comissão Administrativa da Câmara Municipal, em virtude da Câmara eleita ter sido suspensa pelo Governador Civil, em nome do governo de Sidónio Pais. // Faleceu no lugar de Reiriz, Troviscoso, Monção, a 6/7/1918, mas foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. «Sucumbiu aos estragos de uma úlcera gástrica».
FERREIRA, Juvenal Augusto. Filho de Albertina Augusta Ferreira, solteira, lavandeira (e de Jaime de Almeida). Neto materno de Albina Rosa Ferreira. Nasceu na Rua do Espírito Santo, SMP, a 9/12/1901, e foi batizado a 15 desse mês e ano. Padrinhos: António Ferreira, casado, carteiro, e a avó materna da batizanda, solteira, lavandeira. // Casou na CRCM a 29/6/1929 (*) com Maria do Carmo (Russa), de 22 anos de idade, natural da Vila de Monção, filha de Miguel dos Santos Gomes e de Gracinda Rodrigues. Moraram primeiro na Assadura e depois ali para os lados do Rio do Porto, perto da padaria do Morais. // Foi pintor da construção civil. // A sua esposa faleceu a 4/1/1975, com 67 anos de idade. // Ele apareceu morto na margem do rio Minho, no sítio da Bouça (Chaviães, salvo erro) – desaparecera de casa a 28/4/1981. A data da morte foi fixada em 3/5/1981. // Com geração. /// (*) Casou em 1929 pelo civil e a 21/8/1966 pela igreja católica; os padrinhos da boda foram José do Nascimento Gonçalves, industrial na Venezuela, e sua esposa, Maria Judite Armada (ver Notícias de Melgaço n.º 1608, de 11/9/1966).
MIGUEIS, José Augusto. Filho de Manuel Francisco Migueis, 1.º grumete da 3.ª brigada do corpo de marinheiros, natural da Vila de Ourique, Beja, e de Laura da Cruz Trancoso, lavradeira, de Rouças, Melgaço. Neto paterno de Francisco Miguel e de Maria Catarina; neto materno de Jerónimo José Trancoso e de Maria Rosa Esteves. Nasceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 20/3/1903, e foi batizado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: José Dias, casado, proprietário, e Júlia Cândida Trancoso, solteira, camponesa. // A 21/7/1913 fez exame do 1.º grau na escola da Vila, obtendo a classificação de «ótimo». // A 17/8/1915 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, ficando aprovado. // Casou a 6/9/1924, na CRCM, com a sua prima e conterrânea, Sara, de 19 anos de idade, filha de Manuel Joaquim Gonçalves (Quintela) e de Claudina Rosa Trancoso. // Ingressou na marinha de guerra; a 1/8/1930 foi promovido ao posto de 2.º sargento de artilharia. // Em 1936 já era 1.º sargento. // Devido a doença, morreu na Vila de Melgaço a 9/7/1948. // A sua viúva continuou a viver na sede do concelho, numa casa perto do Cine Pelicano, intramuros, com uma pequena pensão que o Estado lhe pagava. // Pai de Laura de Fátima (fazia anos a 2 de Junho) e de António, nascidos em Lisboa; e de José Manuel, nascido em Melgaço. // Nota: a Laura casou com João Maria Pires e foi para o Brasil; o António, devido a ser albino, e doente da vista, não pôde embarcar, ficando-se por Almada, onde casou.
COSTA, José Augusto. Filho de Manuel José da Costa, aspirante de Finanças, de São Paio, e de Maria Augusta Passos Brito, de Viana, professora oficial na Vila de Melgaço, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.p. de José António Domingues da Costa, professor na Vila de Melgaço, de São Paio, e de Maria das Dores Vasques, lavradeira, de Cristóval; n.m. de António Fortunato de Brito e de Ana Joaquina, de Viana. Nasceu na Rua da Calçada de Baixo, SMP, a 7/11/1894, e foi batizado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, e Ana Joaquina Vasques, solteira, governanta. // Por portaria de 25/6/1919, publicada no Diário do Governo a 9 de Julho, foi colocado no quadro da Direção Geral das Contribuições e Impostos, na categoria de fiscal de impostos e/ou agenciário, ficando a trabalhar no concelho de Melgaço; tomou posse a 18/8/1919. // Em 1920 apreendeu a Elógio Mato Peres, espanhol, vinte e quatro quilos de cravagem de centeio, ao qual foi aplicada a multa de 3.000$00, que o multado contestou. // Casou a 28/11/1920 com Maria da Conceição, de 29 anos de idade, natural de Alvaredo, filha de José Gonçalves e de Ângela da Luz Besteiro. // A esposa faleceu na sua freguesia de nascimento a 23/4/1930 (*). // Em 1933 andava a braços com a justiça por causa de uma dívida de 2.754$60; o agente do Ministério Público de Moimenta da Beira moveu-lhe um processo; no dia 19/3/1933 iriam à praça, a fim de serem arrematos em hasta pública, alguns dos seus bens. // Casou de novo, a 9/6/1940, com Isabel da Glória Pereira, natural de Paderne. // Faleceu na freguesia da sua segunda mulher a 17/9/1964. // Pai de Maria Julieta, de Hortense, de Francisco, de Artur, de Armando, e de João. /// (*) No Notícias de Melgaço n.º 184, de 26/2/1933, diz-se que ele nesse ano estava casado e que era ex-oficial das finanças!
CARNEIRO, Franklin Augusto. Filho de José António Abreu Carneiro, emigrante no Brasil, e de Deolinda Augusta Pereira, comerciante em Melgaço. N.p. de Antónia Joaquina Carneiro; n.m. de Justina Florinda Pereira. Nasceu na Vila a 22/10/1917 e foi batizado a 25/3/1923 (!). Padrinhos: José do Nascimento Carneiro e Maria de Nazaré Carneiro, irmãos do batizando. // A 22/7/1931 fez exame do 2.º grau, ficando aprovado. // Era um lírico, um artista, um trovador medieval. Gostava de viver sem preocupações, sem grandes responsabilidades. Adorava tocar guitarra, juntar os amigos numa farra, ouvir fados e guitarradas. A vida ia-lhe sorrindo. // O professor Ribeiro da Silva dedicou uma gazetilha à loja de sua mãe, a quem o Franklin - de vez, em quando - ajudava. Eis uma estrofe: «E enquanto se faz negócio,/ora o tio, ora o Franklin,/com o fado ou o fandango,/vão entretendo assim/a gente que entra na Loja/e a gente nunca tem fim». // Em 1938, aquando da festa da Senhora da Pastoriza, ganhou um relógio de algibeira por ter comprado rifas. // Arranjou uma namorada, sua conterrânea, Maria Lucinda Rodrigues, e juntos geraram um filho, José Manuel, que nasceu em 1945. Ela partiu para Lisboa e a criança ficou com a avó materna; casou na capital do país, levou o filho para junto dela, e esqueceu o trovador. // Não sei se antes ou depois, Franklin teve outra paixão, Filomena Adamastor Gonçalves, de Rouças, e ambos deram vida a um rapaz, Alberto, que mais tarde foi para Lisboa. // O tempo avança e não perdoa. A mãe do Franklin envelheceu, o comércio definhou, e o nosso amigo teve de emigrar para França, à procura dos francos. Não faço ideia quantos anos lá esteve, mas creio que aprendeu, visto que era um homem inteligente, a dar mais valor ao dinheiro e ao trabalho. // Gostava imenso do filho José Manuel, perfilhou-o, e deu-lhe todo o amor que pôde e soube. Quanto ao Alberto, nada sei. // Morreu a 4/5/1975, com 57 anos de idade, solteiro.
MAGALHÃES, Duarte Augusto. Filho de Joaquim Maria de Magalhães e de Marcelina Rosa da Rocha e Sá, moradores na Vila. Neto paterno de Jerónimo Luís Gomes de Abreu Magalhães e de Rosa Caetana Soares Calheiros, proprietários em Melgaço; neto materno de Aires de Sá e de Maria Rosa Rodrigues, proprietários em Ceivães, freguesia do extinto concelho de Valadares. Nasceu a 1/7/1867 e foi batizado na igreja de SMP a 8 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô paterno e Delfina Augusta de Melo e Chaves, viúva, da Vila de Valença do Minho. // Militou no Partido Regenerador. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, empregado na Conservatória da Vila de Melgaço, morava em São Julião, Vila, cujo Solar herdara, quando casou na igreja de SMP, a 29/5/1894, com Sérgia Elvira, de 19 anos de idade, nascida na Casa da Fraga, Alveios, a 24/6/1874 (*), residente no lugar da Serra, Prado, filha de Luís Anguiano Rodrigues, proprietário, de Alveios, e de Rita Generosa Gomes Pinheiro de Sousa Gama, proprietária, de Prado. Testemunhas: José Cândido Gomes de Abreu e Aurélio Augusto Vaz, casado. // Em 1908 era secretário da Administração do concelho. // Em 1910 foi nomeado secretário da Câmara Municipal de Melgaço, e Chefe da Secretaria, cargo que ocupou até à sua aposentação. Substituiu Júlio de Lemos, que partira para Viana. // Foi diretor, proprietário, administrador e editor do “Jornal de Melgaço”, por ele fundado a 1/12/1893. // Em 1912 fazia parte da Comissão Municipal do Partido Republicano Evolucionista. // Também esteve ligado à pecuária, pois em 1917 a sua vaca leiteira ganhou o 1.º prémio, no valor de 5$00, no concurso que decorreu na feira do gado, inserida nas feiras francas. // Em 1920 a sua esposa ofereceu um porco, o qual seria vendido em leilão à saída da missa de domingo, constituindo o produto da venda uma ajuda para a festa em honra de Santo António. // Em 1932 reagiu mal a uma notícia inserta , a qual dava a conhecer ao público em geral que o Estado não pagou as viagens aos mancebos que tinham ido a Viana submeter-se à inspeção militar. «A ignorância é muito atrevida. Vem isto a propósito de em uma local inserta no número 165, do NM, se dizer que aos mancebos que foram à Junta de Inspeção a Viana do Castelo ainda não foi pago o subsídio de 6$00 que lhe devia ter sido dado pela sua deslocação apesar de várias vezes solicitado ao funcionário competente, alegando-se que este deita as culpas ao DRR 3 e que o chefe deste disse aos mancebos que esta falta é do presidente e secretário da Comissão de Recenseamento! Só uma requintada má-fé, ou uma grande ignorância, pode dar lugar a uma afirmação tão extravagante. É certo que o decreto 21292 autorizava aquele subsídio, o qual foi requisitado em tempo competente, mas também é certo que nunca foi recebido, como pode provar-se com documentos. // Ora, nestas condições, como queriam os mancebos, e o autor da estapafúrdia local, que se lhes abonasse tal subsídio? Por que em Viana lhes disseram que o deviam receber? Estamos autorizados a declarar que tal afirmação é completamente falsa e teve somente em vista torná-la pública para melhor satisfazerem os seus interesses. Segundo a opinião do chefe do DRR 3 devia-se ter chamado imediatamente à responsabilidade quem produziu afirmações de tal natureza para se apurar o que elas continham de verdade. Nós porém, limita-nos a desmentir o facto, e a aconselhar o autor do escrito a que seja mais cauteloso nas suas afirmações. Que interesse teriam, no DRR 3, em dizer aos mancebos que viessem receber o subsídio de que se trata se ali se sabia perfeitamente que não podia ser abonado? A ignorância é muito atrevida.» // O Secretário da Comissão. Duarte de Magalhães. // «Resposta ao Sr. Duarte de Magalhães, secretário da Comissão de Recenseamento Militar. Acerca do comunicado, com o título acima, devemos dizer ao Sr. Duarte de Magalhães que a prosa que esvurmou no n.º 166 deste semanário parece saída de uma pessoa atacada de bílis e não de um funcionário, que todo lo manda na Câmara – recenseamento militar, recenseamento eleitoral, Misericórdia, etc., isto é um super-homem! O senhor DM, popularmente conhecido por senhor Duarte, nome de um rei que foi cognominado o “eloquente”, e de vários vultos da História, devia ter mandado este semanário para o tribunal, pelas reclamações que a respeito do subsídio aos mancebos foram feitos nos números 159, de 31 de Julho, e 165, de 18 de Setembro, a que faz referência no seu comunicado. A este jornal foi feita queixa por vários mancebos de não terem recebido o subsídio e um nosso colaborador redigiu a primeira notícia. Tempos depois nova queixa, mas desta vez, para receberem, teriam de reclamar, que custando o papel selado 2$50 e 5$00 a quem fizesse o requerimento, se viessem a receber ainda ficavam prejudicados em 1$50, além da perda de tempo. Em redor da queixa [pairavam] certas considerações que nós lhes dissemos que eram descabidas, pois os funcionários eram pessoas de bastante honorabilidade e prometemos nova (…) que teria qualquer resposta. E fizemos a segunda notícia, a qual teve uma resposta nada adequada ao caso. Não nos ocorre o nome de todos os reclamantes, mas aí vão três, que melhor fixamos: Armando Dantas, da Vila; Manuel Almeida, da Carpinteira, São Paio, e o senhor Manuel Alves, de Sorrego, Sante, pai de um dos mancebos. Ora, senhor Duarte: o seu comunicado tem períodos e palavras que parecem que alguém lhe quer tirar quaisquer direitos, e pouco corretas, pois como funcionário devia solicitar providências para os [jovens] receberem o subsídio previsto num decreto e, caso este tivesse sido revogado, declará-lo publicamente, para conhecimento de todos [os interessados] de que não tinham direito ao subsídio. A atenção e urbanidade devem ser o apanágio de todos os funcionários públicos, porque o que reclamavam estava previsto num decreto. Senhor Duarte, faça tratamento ao fígado, para que a bílis lhe não faça perder as suas maneiras atenciosas, obrigando-o a desopilá-lo com a caneta para os “lino tipes”.» // Aposentou-se, por limite de idade, em 1934 . Em Outubro desse ano foi nomeado vogal da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Melgaço. // Depois da Ditadura Militar de 1926, ele, um homem que se dizia defensor da liberdade de expressão, tornou-se adepto do regime corporativo! Por exemplo: em 1936 acolheu na sua Casa da Calçada todos aqueles que se tinham manifestado contra o socialismo e o comunismo, na Câmara Municipal, tendo como pano de fundo a guerra civil de Espanha. Veio gente de Viana, de Monção, etc. // Era então provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // Morreu na Calçada, Vila, a 9/7/1951. «No seu lindo solar da Calçada faleceu às primeiras horas do dia 9 do corrente o senhor Duarte Augusto de Magalhães, antigo provedor da SCMM e secretário aposentado da CMM. Não resistiu aos estragos causados pela provecta idade, e inúteis foram os esforços da medicina para lha prolongar. O seu funeral realizou-se no dia seguinte, tendo sido muito concorrido. À passagem do féretro o comércio fechou as suas portas e as bandeiras do hospital da SCMM e da CMM estiveram a meia haste. À sua viúva, Ex.ma Sr.ª D. Sérgia Anguiano de Magalhães, a sua filha e a seu genro, Ex.ma Sr.ª D. Maria Higina de Magalhães e Sr. Dr. Henrique Fernandes Pinto, aos seus netos e à demais família enlutada Notícias de Melgaço apresenta sentidas condolências.» // A sua viúva morreu em Lisboa, a 5/4/1956, mas ambos foram sepultados em jazigo de família no cemitério de Melgaço. /// (*) O Dr. Augusto César Esteves escreveu que ela nascera na Casa da Serra, Prado .
IGREJAS, Emiliano Augusto. Filho de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, lavradeira, de Alveios, Tui, moradores na Rua Direita, Vila de Melgaço. Neto materno de José Costas e de Maria Angélica Fernandes, lavradores, de Santa Cristina de Baleixe, Tui, moradores nas Carvalhiças, Melgaço. Nasceu a 3/7/1894 e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim do Carmo Álvares de Barros, solteiro, “brasileiro”, e Ana Benedita Pires, solteira, lavradora, ambos da Vila. // Depois da instrução primária, aprendeu a arte de alfaiate. // A 17/2/1913, acusado de ofensas corporais, sentou-se no banco dos réus, tendo sido condenado em oito dias de prisão e três dias de multa, a 100 réis por dia. // Ainda nesse ano de 1913 teve outro problema: ele, mais o Abel Rodrigues Martins, e José da Costa, todos moradores na Vila, foram presos para averiguações «em virtude de queixa – feita contra eles - de tentativa de conspiração; a autoridade administrativa requisitou um agente policial para ajudar no caso; veio, de Viana do Castelo, Rodrigo Augusto dos Santos, chefe da polícia naquela cidade; depois de dois dias de inquérito foram postos em liberdade, sem nada se provar contra eles». // No ano de 1913, a 24 de Setembro, pelas 15 horas e 30 minutos, foi espancado na Praça da República por João António Teixeira, soldado de cavalaria, da secção da Guarda-Fiscal de Melgaço; o agressor, vestido à paisana e de cacete em punho, descarregou sobre o Emiliano diversas pancadas, e mais lhe teria dado se ele não se tivesse refugiado na casa do regedor, Francisco José Ribeiro. O caso foi entregue às autoridades. // Casou na CRCM a 11/4/1914 com Ana da Graça, de 17 (ou 18) anos de idade, de Paranhos, Porto, filha de João António Teixeira e de Jesuína Maria Faria (tia Miquinhas), da freguesia de Santa Eulália de Negreiros, Barcelos. Testemunhas: António Luís Fernandes, solteiro, negociante, e Cândida Álvares de Barros, solteira, proprietária. // Tiveram uma filha, Alzenda, nascida em 1914, mas morreu bebé, com dois meses e catorze dias. Por isso, criaram o afilhado, e sobrinho-neto, Emiliano, filho de António de Sousa e de Lídia Fernandes. Deram mais tarde esse nome, Alzenda, a uma afilhada, filha de Domingos da Rocha e Maria da Glória Gomes. Também foi compadre do eletricista galego Martinez. // Aí por 1924 reconstruiu, junto à Alameda Inês Negra, a casa que comprara, onde o casal residiu toda a vida. Essa moradia fora de Maria Teresa Lourenço, viúva do serralheiro João António Alves. // Nesse ano de 1924 pôs um anúncio ultra moderno: «AO MODELO AMERICANO – Nova Alfaiataria de Emiliano Augusto Igrejas – Nesta oficina executa-se todos os trabalhos de alfaiataria, desde o fato mais simples e económico ao mais chic e luxuoso. Esta oficina encontra-se instalada na casa aonde vai ser montado o “Cinema Ideal” de Pires & Irmão.» // Foi alfaiate, recebedor de impostos (*), passava filmes antigos numa garagem em parceria com Manuel Pires. Teve também uma camioneta de carga (em sociedade, salvo erro) e depois comprou um táxi, que explorou até à sua aposentação. Acumulava tudo isso com a sua atividade de pescador; arrendara a pesqueira “Galgas” que todo o ano lhe dava peixe – chegava a pescar salmões de grande porte, que vendia por bom preço. // «… no dia 6 do corrente, seriam 15 horas, na estrada nacional e no sítio de Martingo, (…) chocou-se o automóvel de Manuel Luís Pires, 2.º (…) dos Caminhos-de-Ferro do Ultramar, que se encontrava a águas na estância do Peso, com o automóvel do senhor Emiliano Igrejas, resultando ficar aquele senhor Manuel Pires, a esposa e um filho bastante feridos. Imediatamente foram conduzidos a esta Vila no automóvel do senhor Adriano (de Freitas?), que casualmente ali passava e foram pensados pelo nosso amigo e hábil médico, Dr. António Cândido Esteves. O carro do senhor Manuel Pires ficou muito danificado. Averiguadas as causas do desastre, apuramos que o senhor Manuel Pires, indo desta [Vila] para o Peso, ao chegar ao local, que é uma curva apertada, como receasse fazer a curva, seguiu fora de mão. Eis que lhe surge o carro do senhor Emiliano; e não obstante ter travões, não evitou o desastre.» // Ambos faleceram na Vila: a companheira a 27/3/1968, com 72 anos de idade, e ele a 23/12/1969 (ou 1985?). // (*) Em sessão de 28/6/1933 a Comissão Administrativa da CMM adjudicou-lhe os impostos indiretos municipais para 1933-1934 pela importância de 71.020$00; os impostos indiretos foram-lhe também adjudicados a 20/6/1934 por 50.210$00. Em sessão de 20/6/1935 também lhe foram adjudicados os impostos indiretos camarários (40.750$00), as taxas sobre vendedores ambulantes (3.050$00) e as taxas pelos lugares ocupados nos mercados e feiras (1.450$00). // Em sessão da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Melgaço de 5/12/1935 foi-lhe adjudicada a cobrança dos rendimentos municipais, referentes ao ano económico de 1936. Impostos indiretos: 92.400$00. Taxas por ocupação de lugares nos mercados e feiras: 3.750$00. Taxas sobre vendedores ambulantes: 5.920$00.