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Registo de matricula de ciclomotor (Velocípede com motor). Nome: Isidro Augusto da Silva Fernandes Matricula n.º: 1-CTC-02-42 Contém registo de transferência do antigo proprietário: José António Lopes Oliveira Freire.
Filho de António Luís Lopes e de Maria Joaquina Rodrigues, lavradores, residentes na Portela do Couto. Neto paterno de Manuel José Lopes e de Ana Josefa Ribeiro; neto materno de António José Rodrigues e de Ana Joaquina Esteves. Nasceu em Chaviães a 19/12/1874 e foi batizado pelo padre BARP a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Vitorino Augusto dos Santos Lima, solteiro, negociante, e Ana Rosa Pinto, solteira. // Casou na igreja de SMP a 4/6/1896 com Olívia dos Remédios, da Vila, filha de Manuel Gonçalves, espanhol, e de Maria Josefa da Silva, melgacense, ela mais nova uns meses do que o noivo. Testemunhas: Vitorino Augusto dos Santos Lima e Maria de Nazaré Esteves dos Santos Lima, casados, proprietários. // Morou no lugar da Orada e no lugar da Oliveira, SMP. // Chegou a ser louvado no concelho de Melgaço. // Foi irmão da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // Na tarde de quinta-feira, 17/4/1913, quando andava a retirar estrume da corte, um boi caiu e, ao levantar-se, feriu-o com um chifre no lábio inferior, atravessou-lhe a língua, e ainda lhe feriu o véu palatino; foi pensado na Farmácia Araújo pelo Dr. Vitoriano, sendo o queixo e o lábio inferior cosidos com seis pontos naturais. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 302, de 22/10/1933: «No tribunal desta comarca respondeu em polícia correcional, pelo crime do artigo 360, n.º 1, do Código Penal (ofensas corporais), Alfredo Lopes, natural da freguesia de Chaviães, deste concelho, tendo ficado absolvido. Foi defensor oficioso o senhor Dr. José Joaquim de Abreu Junior.» // Devia ter um coração de ouro pois em 1936, juntamente com António Rocha e Manuel Joaquim de Carvalho, percorreu várias freguesias do concelho com o nobre objetivo de angariar donativos para o hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // Morreu com sessenta e nove anos de idade, no sítio da Oliveira, Vila, a 4 ou 5/1/1944. // A sua viúva finou-se a 23/10/1955. // Pai de Laura, casada com António Joaquim Cerdeira, de José Augusto, que morreu a 11/8/1920, com apenas quinze anos de idade, e de António, que casou no lugar de Gondufe com Mariana.
ESTEVES, Cândido Augusto. Filho de Caetano Maria Esteves, alfaiate, e de Maria de Jesus Soares, moradores na Rua da Misericórdia, SMP. N.p. de Francisco José Esteves e de Maria Joana Martins; n.m. de Maria Luciana Gomes. Nasceu a 1/2/1874 e foi batizado a 5 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu e Laurinda Cândida, solteiros, ambos da Rua da Calçada. // Iniciou a carreira comercial como marçano em uma loja de Valença. // Emigrou para o Brasil, esteve em Pará de Belém, mas voltou para Portugal. // Teve um estabelecimento comercial no lugar do Cruzeiro da Serra, Prado, ao qual atribuiu o nome de “Bom Marché”, abrindo-o ao público a 5/7/1914; teve como seu empregado o jovem Sebastião, que depois emigrou para o Brasil. // Em 1916 pediu a demissão de regedor substituto da freguesia de Prado. // Nos dias 14 e 19/4/1920 os comerciantes de Melgaço reuniram-se. Uma das decisões que aprovaram foi a seguinte: «censurar e protestar contra o acto de banditismo que sofreu o seu colega, senhor Cândido Augusto Esteves, de alguns desordeiros da Gave que, entrando no seu estabelecimento, a cavalo, desacataram-no e feriram um dos seus empregados, além das depreciações que fizeram e dos géneros que levaram por preços a seu arbítrio.» // Lê-se :Em 1933 alguém estroncava a fechadura da porta do armazém que ele possuía no lugar do Rego, Prado; parecia ser vingança, ou maldade, pois não lhe roubavam coisa alguma. // Em 1936 deu uma folha de bacalhau e um quilo de arroz ao hospital da SCMM; nesse ano, na noite de 8 para 9 de Outubro, noite de tempestade, os gatunos penetraram pelo telhado e entraram na casa de habitação, descendo à loja, de onde roubaram tudo que puderam; calculou-se o valor do roubo em 600$00. // Trespassou o dito estabelecimento a 17/2/1949 a Aurélio Augusto Domingues. // Foi redator do Notícias de Melgaço e censor quando, em 1926, com o golpe militar, foi criada em Portugal a execrável censura. // Faleceu na Vila, em casa da sobrinha Ofélia, a 28/10/1960.
IGREJAS, Francisco Augusto. Filho de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, doméstica, moradores na Rua de Baixo, Vila de Melgaço. Neto paterno de avós ignorados; neto materno de José Costas e de Josefa Fernandes, galegos, lavradores, residentes em Melgaço. Nasceu a 13/3/1880 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Pedreira, solteiro, morador na Rua do Rio do Porto, e Florinda Costas, solteira, moradora no lugar das Carvalhiças, SMP, lavradores. // Em 1896 emigrou para o Brasil, onde permaneceu apenas quatro anos. // Morava na Rua Direita quando casou na igreja de SMP, a 18/9/1902, com Deolinda Augusta, de dezasseis anos de idade, também da Vila, moradora na Rua do Rio do Porto, filha de Manuel Joaquim Fernandes e de Suzana Azevedo. Testemunhas: Francisco Pires, negociante, e sua filha Margarida Pires. // Foi alfaiate, com oficina frente ao Hospital, e mordomo da igreja. Na Páscoa, de opa vermelha vestida, acompanhava o padre, levando a cruz a todas as casas da freguesia da Vila de Melgaço. No fim do dia, com a barriga cheia de doces e vinho fino, ele e os seus ajudantes carregavam as ofertas, entre elas, algum dinheiro para o pároco, pois os tempos eram difíceis. // A 7/7/1912 abriu uma Casa de Hóspedes na Rua Nova de Melo, à qual chamou “A Brasileira”, que – além de outras coisas – fornecia menus para piqueniques. Não sei por quanto tempo a manteve ativa. // Nesse ano de 1912 fez parte de uma comissão para as festas da Senhora da Pastoriza, juntamente com Ilídio de Sousa, Amadeu Augusto Fernandes, e Mário de Melo. // Em 1913 foi nomeado tesoureiro da Associação Artística Melgacense. // Estava previsto ser ele, juntamente com João Cândido da Rocha, Leonel Bermudes, e Claudino Rodrigues, a organizar a festa da Senhora da Orada de 1934. // «Em benefífio da capela do hospital da SCMM realizou-se há dias o sorteio da rifa de um peru, cabendo o prémio ao senhor Francisco Augusto Igrejas, desta vila. Ao contemplado, os nossos parabéns. // Ambos os cônjuges faleceram na Vila: a sua esposa a 21/2/1963 e ele a 20/3/1966 .
José Augusto Carneiro foi genealogista. Fez anotações à "Memoria Historica, Genealogica e Biographica da Excellentissima Casa de Abrantes"; Apreciações de Varios Escriptores Feitas à "Memoria Historica, Genealogica e Biographica da Excellentissima Casa de Abrantes"[...]; Brazões de Armas das Principais Familias Antigas, Titulares, em Portugal; Memoria Genealogica e Biographica sobre Marinhos Falcões; Memoria Genealogica sobre Mênas e suas Allianças; Memoria Historica, Genealogica e Biographica da Excellentissima Casa de Abrantes; Notícia Historica e Genealogica dos Abreus de Regalados,Apresentada à Academia Real das Seieneias de Lisboa; Resenha Genealogica da Origem e Familia dos Sás (Abrantes); Resenha Historica e Archeologica do Mosteiro de Lessa do Bailio - Com Notas Biographicas e Genealogicas A. Fonte: Biblioteca Genealógica de Lisboa.
Filho de José de Abreu Malheiro, jornaleiro, de Santa Eufémia de Calheiros, Ponte de Lima, e de Florinda Rosa Vaz, de Chaviães, moradores no lugar da Bouça. N.p. de Joaquim de Abreu Malheiro e de Josefa Maria; n.m. de Francisco Manuel Vaz e de Maria Joaquina da Pena. Nasceu em Chaviães a 29/7/1894 e foi batizado pelo padre BARP a 5 de Agosto desse ano. Padrinhos: Augusto Cândido Gonçalves, solteiro, fogueteiro, e Rosa Augusta Esteves, solteira, ela do lugar da Bouça, e ele do lugar de Quintas. // Depois da guerra casou a 23/10/1919 com Alice da Conceição, de 24 anos de idade, filha de Manuel Francisco Rodrigues e de Maria Ludovina de Araújo Azevedo, sua conterrânea. // Enviuvou a --/--/1965. // Morreu na sua terra natal a 21/3/1981. // Com geração.
Filho de José Joaquim Pinto e de Rosa Cândida Fernandes, lavradores, residentes no lugar de Lajes. Neto paterno de João António Pinto e de Águeda da Conceição Gomes; neto materno de António Maria Fernandes e de Carlota da Conceição Esteves. Nasceu em Chaviães a 12/4/1906 e foi batizado na igreja oito dias depois, tendo por padrinho o então estudante Augusto César Esteves, e sua irmã, Anésia Esteves, da Vila de Melgaço. // Casou a 28/2/1935 com Ortelinda Augusta, filha de José Joaquim Durães e de Vitória Angelina da Silva, lavradores, da Portela do Couto, neta paterna de António Joaquim Durães e de Maria Rosa, e neta materna de Maria Joaquina da Silva, todos moradores em Chaviães. // Enviuvou a 18/12/1972. // Ele faleceu em França a 18/2/1976. // Com geração.
Filho de Aníbal dos Anjos da Cunha, lavrador, natural das Carvalhiças, SMP, e de Felisbela Cândida Alves, lavradeira, natural de Chaviães, moradores nas Carvalheiras. N.p. de Francisco Manuel da Cunha e de Caetana Maria da Cunha; n.m. de Caetano Maria Alves e de Maria Joaquina Rodrigues. Nasceu em Chaviães a 24/2/1897 e foi batizado pelo padre BARP a 28 desse mês e ano. Padrinhos: o Menino Jesus, tocando com a respetiva coroa Augusto César, menor (filho de Francisco António Esteves, proprietário, viúvo, morador em SMP, Vila de Melgaço), e Teresa de Jesus Rodrigues, solteira, criada do dito Esteves (viria a tornar-se mãe dos filhos do próprio patrão, mas não casaram). // Casou com Eva Judite, filha de José Candido de Carvalho, soldado da Guarda-Fiscal, e de Maria da Conceição de Jesus Alves, costureira, moradores na Baralha, na CRCM, a 29/6/1921. // Morreu na sua freguesia natal a 30/12/1975. // Com geração.
Filho de Alberto da Silva, de São João Batista de Covas do Douro, concelho de Sabrosa, bispado de Lamego, e de Carolina de Jesus Alves, de Chaviães, Melgaço, moradores no lugar do Casal. Neto paterno de António Joaquim Lordelo e de Maria das Dores; neto materno de José Bento Alves e de Maria Joaquina de Sousa. Nasceu em Chaviães a 14/12/1887 e foi batizado pelo padre BARP a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Maria de Jesus de Magalhães, solteira, do lugar da Tapada, e seu filho Abílio Augusto. // Casou com Maria Trinidad Mariño Domingues, a 16/11/1910, na paróquia de San Juan de Alveos, Cresciente, província de Pontevedra, de onde ela era natural. // Faleceu na sua freguesia a 13/10/1966. // A sua viúva finou-se no lugar do Casal, Chaviães, a 7/5/1978. // Pai de António, nascido em Chaviães a --/--/1915.
Filho de Angelina Maria de Sousa, solteira, lavradora, residente no lugar da Fonte. Neto materno de Inácio Luís de Sousa e de Maria Ludovina de Sousa. Nasceu em Chaviães a 15/9/1877 e foi batizado pelo padre BARP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Augusto Francisco Fernandes e Josefina de Jesus de Sousa, solteiros, filhos-família. // Lavrador. // Casou na igreja da sua freguesia natal a 8/10/1902 com Maria Joaquina Alves, de 25 anos de idade, solteira, camponesa, sua conterrânea e parente no 4.º grau de consanguinidade, filha de Vitorino José Alves e de Maria Florinda de Sousa, chavianenses. Testemunhas presentes: Manuel Alves, casado, do lugar da Tapada, e António José Alves, casada, do lugar de Parada, chavianenses. // Faleceu na sua terra de nascimento a 21/4/1957.
AMORIM, José Augusto. Filho de Marcelino Maria de Amorim, lavrador, natural da freguesia de Quintela, diocese de Tui, e de Miquelina de Jesus de Pinho, lavradeira, natural de Cristóval, Melgaço, residentes no lugar do Coto de São Gregório. N.p. de Manuel Amorim e de Simona Lourenço; n.m. de João José de Pinho e de Maria de Araújo. Nasceu em Cristóval a 9/7/1898 e foi batizado na igreja a 11 desse mês e ano. Padrinhos: José Fernandes, solteiro, lavrador, e Josefa de Araújo, solteira. // A 11/8/1914 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, ficando distinto. // Casou a 10/4/1919 com Sulfina (!) da Conceição Barreira, na casa da noiva, sita na Vila de Valença. // Faleceu na dita Vila de Valença a 20/9/1970.
ABREU, Abel Augusto. Filho do Dr. José Joaquim de Abreu e de Augusta Maria de Araújo, proprietários, moradores na Rua Verde de São Gregório. N.p. de Miquelina Rosa de Abreu; n.m. de José Joaquim de Araújo e de Benedita Pires Pereira. Nasceu a 1/11/1907 e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinho: Caetano Maria de Abreu, solteiro, proprietário. // A 26/7/1917 fez exame do 1.º grau e obteve a classificação de ótimo; era aluno do professor Abel Nogueira Dantas (Jornal de Melgaço n.º 1169, de 4/8/1917). // Em Julho ou Agosto de 1918 fez exame do 2.º grau, tendo sido aprovado com distinção (JM 1220, de 24/8/1918). // Ainda jovem ingressou no exército, tendo atingido a patente de sargento-ajudante. // Casou no Posto do Registo Civil de Vila Praia de Âncora, Caminha, a 18/12/1940, com Alda da Conceição Soares de Albergaria. // Faleceu a 11/10/1989 na freguesia da Ajuda, Lisboa.
DOMINGUES, Alfredo Augusto. Filho de José Bernardo Domingues e de Joaquina Esteves, proprietários, moradores no Sobreiro, Cristóval. N.p. de Manuel Domingues e de Gertrudes Pires, de Várzea Travessa, Castro Laboreiro; n.m. de Manuel Duarte Esteves e de Maria Luísa do Souto, do Sobreiro. Nasceu a 29/9/1884 e foi batizado a 1/10/1884. Padrinhos: Mâncio Rosa Botelho, escrivão do juiz de direito da comarca de Melgaço, e mulher, Emília Clementina Pedreira Botelho da Cunha Bacelar. // Casou com Maria do Carmo (ou Maria Cândida), de 29 anos de idade, sua conterrânea, filha de Manuel José Fernandes e de Marcelina Esteves, na CRCM, a 9/10/1919. // Ambos os cônjuges faleceram em Cristóval: a esposa a 1/4/1966 e ele a 27/2/1970.
DOMINGUES, Francisco Augusto. Filho de Manuel Joaquim Domingues e de Maria do Outeiro, moradores em Doma, Cristóval. N.p. de Manuel Domingues e de Bernarda Rodrigues, do Ramo; n.m. de Manuel do Outeiro e de Francisca Bermudes, de Doma. Nasceu a 3/1/1873 e foi batizado a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco do Outeiro Esteves, caixeiro, morador em São Gregório, e Albina do Outeiro, moradora em Doma, solteiros. // Casou na igreja de Cristóval a 6/2/1907 com Urselina Maria, de 22 anos de idade, solteira, camponesa, cristovalense, filha de Carmo, ou Carmela Vilar, moradora em São Gregório. // Testemunhas presentes: José Luís Lopes, lavrador, residente no lugar de Cruz de Carvão, e Francisco do Outeiro Esteves, negociante, morador em São Gregório. // Faleceu na sua freguesia a 12/3/1922.
RODRIGUES, Joaquim Augusto. Filho de Rita Tomásia (exposta), solteira, criada na freguesia de São Pedro de Sequeiros, distrito de Braga, moradora em São Gregório, e de Belchior Batista Rodrigues, solteiro, guarda da nova fiscalização do Porto, batizado na freguesia de São Pedro de Este, Braga, postado no ponto de Ponte Vargas, São Gregório. N.p. de João Batista Rodrigues e de Maria das Neves, lavradores, de São João do Souto, Braga. Nasceu em Cristóval a 2/12/1862 e foi batizado na igreja da freguesia a 7 desse mês e ano. Madrinha: Rosa Durães, casada, de São Gregório. (O pai da criança assinou o assento de batismo). // Guarda da Alfândega. // Casou na igreja de Prado, Melgaço, a 21/11/1886, com Paulina das Neves Batista, nascida naquela freguesia em 1865. // Com geração (ver em Prado).
MARQUES, Adriano Augusto. Filho de Caetano José Marques e de Albina Ventura de Barros, negociantes, moradores em São Gregório. N.p. de Bento José Marques e de Ana Esteves, lavradores, da Cela, Cousso; n.m. de José Bernardo de Barros e de Francisca Domingues, lavradores, de São Gregório. Nasceu em Cristóval a 16/8/1860 e foi batizado na igreja paroquial no dia seguinte. Padrinhos: José Manuel Marques, negociante, solteiro, cristovalense, residente na freguesia da Gave, e Claudina Marques, solteira, de São Gregório, irmãos do batizando. // Casou na igreja de Cristóval a 18/1/1896 com Joaquina da Glória, solteira, nascida a 12/6/1874, filha de António Gonçalves e de Miquelina de Araújo, do lugar de Ponte Várzeas, paróquia de São Cipriano de Padrenda, bispado de Tui. Testemunhas: padre Luís Manuel Marques e Germana de Araújo. // Em Julho de 1907 já estava viúvo. // Com geração.
PINHO, Augusto Maria. Filho de José de Pinho e de Joana Rosa Fernandes, moradores no lugar de São Gregório. N.p. de Rosa de Pinho, solteira, de Cevide; n.m. de Inocêncio António Fernandes e de Maria José Besteiro, do Campo das Bouças, Paços. Nasceu em Cristóval a 13/8/1848 e foi batizado a 20 desse mês e ano. Padrinho: Domingos António Lopes, solteiro, da Vila de Melgaço. // Tinha vinte e cinco anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou na igreja de Cristóval a 2/7/1873, com Albina, também com vinte e cinco anos de idade, viúva de Manuel Domingues (Herdeiro), filha de Belina Pires, solteira, moradora nos Casais. Testemunhas: Caetano Esteves, solteiro, lavrador, de Beleco, Paços; Francisco José Ribeiro, casado, lavrador, do lugar da Porta; e Damião Migueis, solteiro, dos Casais, Paços.
ALVES, Ermindo Augusto. Filho de Manuel José Alves e de Maria Joaquina Gregório, lavradores, residentes em Ladronqueira. Neto paterno de Manuel António Alves e de Joaquina Vaz; neto materno de José Gregório e de Maria de Almeida. Nasceu em Fiães a 28/4/1900 e foi batizado na igreja católica local a 3 de Maio desse mesmo ano. Padrinhos: José Manuel Domingues, casado, lavrador, e Carolina Domingues, solteira, camponesa, ambos de Ladronqueira. // Casou na CRCM a 15/1/1923 com a sua conterrânea Anésia de Almeida, de 16 anos de idade, filha de José Joaquim de Almeida e de Angelina de Jesus Marques. // Morreu na Argentina, para onde emigrara na juventude, a 12/5/1965. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1557, de 6/6/1965:
DOMINGUES, José Augusto. Filho de Manuel Domingues e de Miquelina Bernardo, lavradores, residentes no lugar de Adedela. Neto paterno de Luís Domingues e de Maria Joaquina Domingues; neto materno de Luís Bernardo e de Clara Joaquina Rodrigues. Nasceu em Fiães a 13/4/1910 e foi batizado na igreja católica local a 18 desse mês e ano. Padrinhos: o padre Manuel Bento Gomes, pároco de Rouças, e Maria Joaquina Domingues, viúva, lavradeira. // Casou na CRCM a 1/2/1934 com Isolina Soares. // Ficou viúvo a 13/3/1969. // Faleceu na sua freguesia natal a 23/10/1975. // Nota: deve ser a mesma pessoa que a 15/10/1937 respondeu no tribunal, sendo condenado a trinta dias de prisão por ter batido em Maria Albina Domingues.
ALVES, José Augusto (Padre). Filho de Manuel Alves, natural da Gave, Melgaço, e de Matilde Esteves, natural de Riba de Mouro, Monção, lavradores, residentes no lugar de Eiriz. Neto paterno de José Alves e de Maria Joaquina Esteves; neto materno de Manuel António Esteves Moreira e de Joaquina Rosa Afonso. Nasceu na Gave a 28/12/1906 e nesse mesmo dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: José Gonçalves, artista, e Germana Rosa Gonçalves, lavradeira, ambos solteiros. // Ordenou-se sacerdote no seminário de Braga no ano de 1934; cantou missa nova na igreja da sua freguesia de nascimento a 22/7/1934; quem dirigiu o coro foi o seminarista Manuel António Bernardo “Pintor”, natural do lugar do Ribeiro, Castro Laboreiro. // Em Outubro de 1934 foi nomeado pároco encomendado para as freguesias de Bico e São Martinho de Vascões, concelho de Paredes de Coura. // Morreu na freguesia de Estorãos, Ponte de Lima, a 30/1/1988. // Era conhecido por “Padre Estanqueiro”.
SOUSA, Juvenal Augusto. Filho de José de Sousa e de Francisca Esteves, lavradores, residentes no lugar das Granjas. Neto paterno de António Gonçalves Torres e de Francisca de Sousa; neto materno de José Joaquim Esteves e de Maria Pinheiro. Nasceu em Paços a 21/11/1900 e foi batizado na igreja paroquial a 26 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim da Ribeira e sua mulher, Ludovina Bermudes, naturais de Cristóval. // A 9/7/1912 fez exame do 1.º grau (3.ª classe do ensino primário), obtendo a classificação de «ótimo»; tinha por professor Sebastião Pereira. // Casou no Brasil a 8/12/1938 com Casterina Magalhães, de 23 anos de idade, natural do Rio de Janeiro, filha de Baltazar Pereira de Magalhães e de Senhorinha Ferreira de Carvalho. // Faleceu em Paços a 25/7/1959.
PEREIRA, César Augusto. Filho de Manuel Vicente Pereira, natural de Cubalhão, e de Carlota Joaquina de Castro, natural de Paços, lavradores, residentes no lugar de Sá. N.p. de Francisco Pereira e de Rosa Martins; n.m. de António Luís de Castro e de Ana Luísa Rodrigues. Nasceu a 21/2/1886 e foi batizado na igreja no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Bento Campilho, casado, guarda da Alfândega, morador em Sá, e Maria de Castro, solteira, tia materna do batizando. // O correspondente em Paços do “Correio de Melgaço” deu a notícia de que ele se ia casar com uma moça de Rio Tinto, Gondomar. // Em 1932 era 2.º sargento da Guarda-Fiscal; nesse ano, juntamente com a esposa e filhas, veio passar um mês de férias em casa de seus pais; prestava serviço na 1.ª Companhia do Batalhão n.º 1, Lisboa. // Foi 1.º sargento da Guarda-Fiscal em Lisboa. // Morreu em Portimão a 8/3/1955. // Pai de Hermínia Augusta Pereira...
RIBEIRA, Augusto Adelino. Filho de António José da Ribeira, lavrador, natural de Chaviães, e de Francisca Rosa Rodrigues, lavradeira, natural de Paços, moradores no lugar de Viladraque. Neto paterno de Francisco José da Ribeira e de Maria Alves; neto materno de Francisco Luís Rodrigues e de Ana Domingues. Nasceu em Paços a 4/1/1899 e foi batizado na igreja paroquial a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Maria Gomes, casado, do lugar de Soengas, Chaviães, e Maria José de Jesus, solteira, camponesa, do lugar de Campo das Bouças, Paços. // Casou na CRCM a 4/10/1920 (*) com Adélia da Conceição Mendes. // A sua esposa faleceu na freguesia de Cristóval a 21/3/1950. // Ele morreu também em Cristóval a 6/5/1972. // (*) No assento de batismo, à margem, diz-se que casou em 1930.
ABREU, Cândido Augusto. Filho de Manuel Joaquim de Abreu e de Maria Joaquina Pires, lavradores, residentes no lugar da Várzea. Neto paterno de Bernardo António de Abreu e de Justina Domingues; neto materno de Manuel José Pires e de Rosa Gonçalves. Nasceu a 1/10/1876 e foi batizado a 4 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Fernandes e Maria Rodrigues da Silva, solteiros, lavradores, padernenses. // Casou na igreja do mosteiro a 7/12/1899 com Belmira de Abreu, de 27 anos de idade, solteira, doméstica, sua conterrânea e prima, residente no lugar da Várzea, filha de Luís José de Abreu e de Maria Rosa Besteiro, rurais. // Ambos os cônjuges faleceram em Paderne: a esposa a 18/5/1949 e ele a 28/11/1965.
CASTRO, Salvador Augusto. Filho de (*) Lourenço José Ribeiro Codesso de Figueiredo e Castro, solteiro, e da sua governanta, Maria Joaquina Mendes, solteira, moradores na Portela de Paderne, Melgaço. Neto paterno de Jerónimo José Ribeiro Codesso Soares de Figueiredo e Costa e de Margarida Clementina de Lima Azevedo de Sousa e Castro; neto materno de Ana Mendes. Nasceu no dito lugar a 23/4/1867 e foi batizado no dia seguinte. Padrinho: o padre batizante, João António de Castro. // Emigrou para o Brasil, onde foi comerciante no Rio de Janeiro; era sócio da Casa Pinto, Costa & C.ª; ali casou com Elvira Moreira. // A sua esposa morreu em Minas Gerais a 13/12/1906, dez meses depois de se terem casado! // A 1/7/1912, juntamente com Rodrigo de Carvalho Torres, chegou a Paderne de visita. // Casou em segundas núpcias no Rio de Janeiro, a 10/5/1914, com Maria Adelaide Gonçalves Ribeiro, natural de Guimarães. // Em 1920 esteve em Melgaço. // Sem geração. /// (*) Os seus pais casaram a 8/10/1897.
ESTEVES, Cândido Augusto. Filho de José Luís Esteves, soqueiro, de São Paio, e de Maria do Carmo Domingues, lavradeira, de Paderne, moradores em Golães. N.p. de Manuel José Esteves e de Maria Joaquina Domingues; n.m. de Luís António Rodrigues e de Florinda Rosa Domingues. Nasceu em Paderne a 7/3/1880 e foi batizado a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António Esteves e Filomena Cândida Dias, solteiros, lavradores. // Era solteiro, camponês, morava no lugar de Golães, quando casou na igreja de Paderne a 24/1/1902 com a sua conterrânea Delfina Rosa Marques, de 32 anos de idade, moradora em Golães, viúva de António Joaquim Besteiro, filha de João Lourenço Marques e Maria do Rosário Taboada, rurais, padernenses. // A sua esposa faleceu em Paderne a 8/8/1938. // Ele finou-se na Vila de Melgaço a 14/7/1962. // Com geração.
DOMINGUES, Augusto da Paixão. Filho de Manuel António Domingues e de Maria Vitória Fernandes, lavradores, residentes no lugar do Pinheiro. N.p. de Manuel José Domingues e de Rosa Joaquina Alves; n.m. de Luís Manuel Fernandes e de Marcelina Rosa Rodrigues. Nasceu em Paderne a 9/1/1877 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: João António Domingues, casado, lavrador, e Maria da Paixão Sousa Araújo, solteira. // Era solteiro, lavrador, morava no dito lugar, quando casou na igreja do mosteiro a 23/2/1903 com a sua conterrânea Claudina Rodrigues, de 24 anos de idade, solteira, doméstica, moradora no lugar de Queirão, filha de Manuel José Rodrigues e de Maria Pires, rurais. Testemunhas: Manuel Joaquim Domingues, casado, proprietário, e Luís Manuel Domingues, solteiro, camponês, residentes no lugar do Pinheiro. // Faleceu no lugar do Pinheiro a --/--/1917. // Com geração.
CASTRO, Abílio Augusto. Filho de Benedita de Jesus de Castro, jornaleira, moradora no lugar da Várzea. Neto materno de João Luís de Castro e de Maria do Carmo. Nasceu a 14/7/1876 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José Fernandes, solteiro, lavrador, do lugar do Souto, e Filomena Cândida de Sousa, solteira, tecedeira, do lugar da Várzea. // Sua mãe, alegando pobreza, requereu às autoridades camarárias que a deixassem inscrever no hospício o seu filho, o que aconteceu a 6/11/1878, ficando registado no livro dos expostos sob o n.º 326. // Ficou a mãe com ele, agora no papel de ama, recebendo dos cofres da Câmara cerca de 800 réis mensais. // A 13/7/1883 terminou esse pagamento, devido à criança ter sete anos de idade. // Empregado comercial. // Casou com Adelaide Rosa de Jesus, de quem enviuvou por volta de 1918. // Faleceu no Bonfim, Porto, a 12/1/1947.
BRITO, Valeriano Augusto. Filho de Manuel António de Brito, natural de Alvaredo, e de Carlota Joaquina Alves, natural de Paderne, rurais, moradores no lugar da Granja. Neto paterno de Marcos José de Brito e de Maria Ventura Rodrigues, do lugar de Ferreiros, Alvaredo; neto materno de Manuel Luís Alves e de Maria Joaquina Rodrigues, do lugar da Granja. Nasceu na freguesia de Paderne a 3/9/1868 e foi batizado na igreja no dia seguinte. Padrinhos: Bento Domingues (Castelar?), de Alvaredo, e Ana (Vaz?), solteira, da Granja. // Tinha 26 anos de idade, era militar de profissão, quando morreu, a 12/3/1894, pelas nove horas da noite, em sua casada de morada, sita no lugar do Souto, Paderne, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado na igreja.
BARREIRA, Fernando Augusto. Filho de ------------ Barreira e de ---------------. Nasceu em Paderne a 21/5/1933. // Iniciou a primária na sua freguesia natal mas concluiu-a como adulto, fazendo exame em Viana. // Aos 15 anos partiu clandestinamente para França; ao chegar aos Pirinéus o passador rouba-lhe o pouco que ele leva e entrega-o, juntamente com os outros, à polícia. Mais tarde voltou a tentar, desta vez com êxito. Trabalhou na construção civil ao longo de dez anos. Entretanto abre uma loja de comércio a retalho em Pousafoles e casa-se com Ilda de Jesus Afonso, que fica à frente do estabelecimento. Regressa definitivamente a Portugal, amplia o negócio e torna-se armazenista de cafés. Em 1984 abriu uma casa de móveis na Vila de Melgaço. // Morreu no dia 28/6/1984. // Pai de Alcina de Jesus, licenciada em Germânicas, e de Henrique José, comerciante. // Avô de Diogo.
GONÇALVES, Cesário Augusto. Filho de Manuel Joaquim Gonçalves e de Maria Joaquina Gonçalves, lavradores, residentes no Barral. N.p. de Luísa Maria Gonçalves, solteira; n.m. de Maria Joaquina Gonçalves, solteira. Nasceu em Paderne a 27/7/1879 e foi batizado na igreja a 3 de Agosto desse ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Simões e esposa, Maria Joaquina Meleiro, lavradores, de São Paio. // Era solteiro, criado de servir, quando casou na igreja do mosteiro a 8/12/1904 com a sua conterrânea Maria Benedita, de 29 anos de idade, solteira, criada de servir, moradora no lugar da Várzea, filha de João Manuel Gil e de Marcelina Rodrigues, padernenses. // Ambos faleceram em Paderne: a esposa a 5/12/1953 e ele a 16/6/1962. // Com geração.
RIBEIRO, Celestino Augusto. Filho de Guilherme Joaquim Ribeiro e de Maria Joaquina Domingues, lavradores, residentes em Longarinha. Neto paterno de António Joaquim Ribeiro e de Maria Angélica Rodrigues Torres; neto materno de Bento Manuel Domingues e de Maria Joaquina de Sousa. Nasceu a 4/4/1900 e foi batizado a oito desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Domingues, casado, proprietário, e Maria Luísa Gomes, casada, doméstica. // Casou na CRCM a 9/8/1923 com Esmeralda, de 23 anos de idade, padernense, filha de José Joaquim Lopes e de Filomena Rodrigues. // Foi cabo da Guarda-Fiscal. Em 1948 tomou posse do comando do posto de Portelinha, Castro Laboreiro. // Ambos os cônjuges faleceram em Almada: a esposa a 8/8/1972 e ele a 9/5/1986. // Pai de Estela, casada com o ex-padre de Chaviães, Joaquim dos Santos de Freitas, e de António.
PALHARES, Eduardo Augusto. Filho de Secundino José Palhares, lavrador, natural de Prado, e de Maria Teresa Gomes, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar do Barral. Neto paterno de João Batista Palhares e de Maria Angélica Domingues; neto materno de Tomaz Francisco Gomes e de Maria Joaquina Cerdeira. Nasceu a 19/9/1897 e foi batizado na igreja a 22 desse mês e ano. Padrinhos: António Caetano Gomes, casado, rural, e Teresa de Jesus Vidal, solteira, doméstica. // Fez exame do 1.º grau a 13/7/1912, obtendo um «bom»; era seu professor António Dâmaso Lopes. // Casou com Maria dos Anjos Saraiva. // Morreu no lugar de Ferreiros, freguesia de Paderne, a 31/7/1929, com apenas trinta e três anos de idade.
RODRIGUES, Joaquim Augusto. Filho de Maurício Rodrigues, viúvo, galego, fogueteiro, e de Maria Madalena Reinoso, solteira, criada de servir, também galega, moradores em Crastos, Paderne (casaram na igreja do mosteiro a 14/4/1880). Neto materno de Josefa Rodrigues, galega. Nasceu em Paderne a 26/12/1878 e foi batizado a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Teotónio de Araújo Azevedo, solteiro, proprietário, e Maria Joaquina Vaz, solteira, lavradora. // Era solteiro, jornaleiro, morava no lugar de Crastos, quando casou na igreja do mosteiro a 6/1/1901 com Maria do Patrocínio Domingues, de 23 anos de idade, solteira, doméstica, natural da Gave, residente no dito lugar de Crastos, filha de Maria Rosa Domingues, natural de Cubalhão. Testemunhas: João Manuel de Puga, casado, alfaiate, e José Joaquim Gil, casado, lavrador, residentes no lugar de Crastos. // Ficou viúvo a 29/7/1907. // Faleceu em Paderne a 23/12/1952. // Com geração.
PINTO, Fernando Augusto. Filho de José Maria Pinto, proprietário, natural da freguesia de Remoães, e de Maria da Glória da Conceição Monteiro, doméstica, natural de Paderne, moradores na Quinta da Torre. Neto paterno de José Maria Pinto e de Joaquina Fernandes; neto materno de Manuel Bento Monteiro e de Maria José de Sousa Lobato. Nasceu em Paderne a 6/1/1904 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno e Marcelina Rosa Monteiro, solteira, doméstica, tia materna do batizando. // Em 1914 frequentava a escola do sexo masculino de Remoães, tendo por professor José Caetano Gomes; nesse ano, a 2 de Julho, foi fazer exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, Vila, obtendo a classificação de «bem». // Faleceu no rio Minho, por afogamento, a 3/8/1917, com apenas treze anos de idade.
MONTEIRO, Aureliano Augusto. Filho de Bento Manuel Monteiro e de Maria José de Sousa Lobato, lavradores, domiciliados na Quinta da Torre, Paderne. Neto paterno de Ana Joaquina Monteiro, solteira; neto materno de Vitorino José de Sousa Lobato e de Maria Benedita Durães. Nasceu em Paderne a 28/3/1904 e foi batizado na igreja a 2 de Abril desse ano. Padrinhos: José Maria de Sousa Pinto, casado, proprietário, e Marcelina Rosa Monteiro, solteira, doméstica, irmã do batizando. // No verão de 1915 fez exame do 1.º grau na escola do sexo masculino de Remoães, obtendo a classificação de «ótimo». // Morreu afogado no rio Minho, no sítio do Moinho do Rio, limites do lugar da Costa, Remoães, a 3/8/1917, com apenas treze anos de idade, e foi sepultado no cemitério de Remoães.
GOMES, Augusto (Tringlês). Filho de Justina das Dores Gomes, solteira, camponesa, natural de Prado, onde morava. Neto materno de Manuel Narciso Gomes, de Prado, e de Maria Josefa Martins, de Alveios, Tui. Nasceu no lugar da Breia a 13/2/1885 e foi batizado na igreja paroquial a 24 desse mês e ano. Padrinhos: a sua avó materna, viúva, e Aurélio Augusto Vaz, solteiro, empregado do Juízo [de Direito] da comarca de Melgaço. // Lavrador. // Casou na igreja de Prado a 2/3/1908 com a sua conterrânea Carolina das Dores Gomes de Sousa, de 19 anos de idade, solteira, camponesa, filha de António Augusto Gomes de Sousa e de Maria José (ou Maria de Jesus) Vaz. Testemunhas presentes: Guilhermino Ribeiro e Beatriz da Boa Nova Gomes de Sousa, solteiros, camponeses, naturais de Prado. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 221, de 28/1/1934: «Pelas treze horas do dia 27 deste mês os sinos da igreja da vizinha freguesia de Prado foram tocados a rebate, o que pôs em sobressalto os habitantes desta vila. Dado o sinal de alarme saíram em direcção àquela freguesia os nossos bombeiros voluntários, conduzindo o respectivo material, por julgarem tratar-se de um incêndio. Ao chegarem, porém, ao lugar de Galvão tiveram conhecimento de que se tratava de uma desordem e não de um incêndio, pelo que recolheram ao seu quartel. Entretanto os sinos continuavam a tocar a rebate, o que fez juntar naquela freguesia enorme quantidade de povo. No interesse de informarmos os nossos leitores também ali fomos e pudemos colher as seguintes informações: há pouco tempo um indivíduo do lugar de Virtelo, Cousso, cujo nome não pudemos saber, vendera ao lavrador Augusto Gomes, o Tringlês, uma vaca e uma toura pela quantia de 1.200$00. Passados dias o Tringlês quis desfazer-se do negócio, entregando ao vendedor os animais, alegando que a toura sofria de gota. O vendedor não se conformou, mas disse ao Tringlês que lhe levasse a vaca e a toura a Virtelo. O Tringlês, por qualquer motivo, conservou os animais à sua guarda até ao dia 27, [dia] em que apareceu em Prado o vendedor, acompanhado por um seu vizinho, os quais procuraram convencer o Tringlês a fazer-lhe entrega dos animais que lhe vendera. Este porém exigia que lhe restituísse a quantia de 50$00 que tinha entregado de sinal. O vendedor recusou-se à entrega do dinheiro, originando-se então o conflito. O Tringlês recebeu diversas varadas pelo corpo e na cabeça, que o fizeram baquear por terra. Aos gritos de socorro, acudiram os vizinhos, na sua maioria mulheres, que foram impotentes para conter em respeito os agressores. Foi então que os sinos da igreja foram tocados a rebate, juntando-se enorme multidão, que fazia uma gritaria infernal. Os agressores, vendo a atitude agressiva do povo, foram-se defendendo com o seu jogo de pau, fazendo a retirada desde o terreiro de Prado, pela estrada de Paderne, até ao lugar do Barral, São Paio, onde foram cercados pelo povo que os perseguia, entregando-se à prisão. Conduzidos para esta vila, por entre as vaias e ameaças do povo que os acompanhava, foram entregues à digna autoridade administrativa. O Tringlês, muito ferido, foi pensado na farmácia Barreiros, desta vila, pelos distintos clínicos senhores doutores Saavedra e Esteves, recolhendo mais tarde a sua casa em Prado. Para evitar estes graves conflitos, e outros semelhantes, seria da maior conveniência que as dignas autoridades deste concelho pedissem a criação dum posto da Guarda Nacional Republicana nesta vila.» // Morreu na sua freguesia de nascimento a 27/10/1960. // Com geração.
LOPES, Cândido Augusto. Filho de João António Lopes e de Maria Joaquina da Costa, moradores no lugar de Santo Amaro. Neto paterno de José Joaquim Lopes e de Maria Joaquina Alves, do dito lugar; neto materno de António Joaquim da Costa e de (Inácia?) Rosa da Conceição, de Santiago de Vila Fontes, diocese do Porto. Nasceu em Prado a 5/7/1875 e foi batizado na igreja dois dias depois. Padrinhos: o padre Manuel José Gonçalves e Cândida Augusta (de Dores?), solteira, do Campo da Feira, Vila de Melgaço. // Foi cocheiro. // Casou com Ermelinda Gomes da Costa, dona de casa, natural de Barbeita, concelho de Monção. // A 9/9/1901, na Rua Nova de Melo, Vila de Melgaço, onde morava, finou-se uma sua filha, Belmira de nome, com apenas dezoito meses de idade, nascida na freguesia de Barbeita, concelho de Monção, tendo sido sepultada no cemitério municipal de Melgaço. // Ele morreu na freguesia de Bela, Monção, a 29 de (Março?) de 1939.
CINTRÃO, Jaime Augusto. Filho de António da Silva [Cintrão], natural de Esposende, e de Filomena Augusta [Costas], natural da vila de Melgaço, sardinheiros, moradores no lugar de Santo Amaro, Prado. Neto paterno de António Joaquim da Silva [Cintrão] e de Jesufina Brandão; neto materno José Costas e de Maria Isabel Fernandes. Nasceu em Prado a 13/11/1899 e foi batizado na igreja paroquial a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Alberto de Jesus Lopes e Almira Augusta, solteiros, naturais da vila de Melgaço. // A 13/7/1912 fez exame do primeiro grau com o professor António José de Barros, obtendo a classificação de «ótimo». // A 14/8/1914 fez exame do segundo grau na escola Conde de Ferreira, SMP, ficando distinto. // Morreu na Vila, SMP, a 21/10/1918.
SOUSA, José Augusto. Filho de José Justino Gomes de Sousa, natural de Paderne, e de Maria Rita Cerqueira Ribeiro, natural de Prado, jornaleiros. Neto paterno de Matildes Gomes de Sousa, solteira, de Paderne; neto materno de Manuel Joaquim Ribeiro e de Francisca Clara Cerqueira. Nasceu em Prado a 10/11/1907 e foi batizado na igreja paroquial a 23/11/1908. Padrinho: Maximiano Soares Calheiros, solteiro, do lugar da Corredoura, Prado. // Teve a profissão de relojoeiro, com oficina na Rua Velha, Vila de Melgaço. // Casou a 1/9/1938 (*) com Emília dos Prazeres Dias, de quarenta anos de idade, filha de Francisco Dias e de Miquelina Rodrigues, do lugar de Baratas, São Paio. // Enviuvou a 21/3/1980. // Morreu na vila, SMP, a 31/10/1989. // Com geração (ver na Vila). /// (*) Já deviam viver maritalmente.
GONÇALVES, Luís Augusto. Filho de Bernardo Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa e Castro, moradores no lugar da Igreja, Remoães. Neto paterno de Sebastião Gonçalves e de Maria Lourenço; neto materno de José Bento de Sousa e de Vicência Engrácia de Castro, da Portela de Remoães. Nasceu a 25 de Dezembro de 1807 e foi batizado pelo padre Miguel José Ferreira a 2 de Janeiro de 1808. Padrinhos: Luís José de Sousa e Rita Rosa de Sousa, ausentes em Lisboa, onde residiam (representados pelo Dr. José Manuel Pereira de Araújo e Teresa Pereira da Gama, da Vila de Melgaço). // Casou a 28/10/1872 em Bouça Nova, Prado, com Joana Rosa, filha de João Luís do Souto e de Maria Josefa Rodrigues, com quem já vivia há muitos anos. // Pai de Manuel Luís e de Maria Joaquina.
MORAIS, Procópio [Augusto]. Filho de João da Cunha Moraes, solteiro, natural e morador na freguesia de Mazedo, concelho de Monção, e de Ludovina Cândida Gonçalves, solteira, natural de Prado, Melgaço. Neto paterno de Luís de Morais e de Brígida da Cunha; neto materno de Joaquim Maria Gonçalves e de Maria Delfina Martins, do lugar do Souto, Prado. Nasceu na freguesia de São Salvador de Mazedo, concelho de Monção, a 8/7/1898, e foi batizado na igreja paroquial de Prado, concelho de Melgaço, a 25 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Manuel Pereira da Cunha, solteiro, comerciante na vila de Monção, natural da freguesia de São João de Longos Vales, e a Senhora do Rosário. // Fez exame do 1.º grau na escola da Vila de Melgaço no mês de Julho de 1908, obtendo um «ótimo». // Morreu também na Vila, SMP, a 9/10/1918, e foi sepultado no cemitério municipal sem nenhum padre acompanhar o funeral!
SILVA, Artur Augusto. Filho de ------------- Silva e de --------------------------------. Nasceu na freguesia de São Nicolau, Santarém, a 22/10/1850. // Assentou praça em Valença a 19/7/1869. // Foi promovido a alferes a 27/12/1876; promovido a tenente a 31/10/1884; promovido a major a 10/1/1902; e a tenente-coronel a 6/6/1907, tendo sido colocado no comando do distrito do regimento n.º 3 de Viana do Castelo. // Casara em Remoães com Damiana Teresa, filha de Bernardo António de Sousa e Castro e de Florinda Rosa da Rocha e Sá, moradores no lugar de Gondomar, Remoães. // Enviuvou a 18/5/1904. // Morreu a 18/11/1909, em sua casa de morada, sita no lugar da Folia, freguesia de Remoães, apenas com o sacramento da extrema-unção, no estado de viúvo, sem testamento, e foi sepultado no cemitério. // Os cônjuges jazem ambos no cemitério municipal da Vila de Melgaço. // Com geração.
CASTRO, Francisco Augusto (Chico da Vinha). Filho de Bernardo António Pereira de Castro, viúvo, da Casa de Eiró, Rouças, e de Ludovina Rosa Domingues, solteira (*), camponesa, da Carpinteira, São Paio. Neto paterno de Manuel António Pereira de Castro e de Maria Joaquina de Magalhães; neto materno de Simão António Domingues e de Aurélia Maria Gonçalves. Nasceu em Eiró a 27/2/1900 e foi batizado a 7 de Março desse ano. Padrinhos: Francisco António Esteves e Maria Rita Alves, ambos viúvos, proprietários, naturais da Vila. // Foi 2.º cabo da Guarda-Fiscal. // Casou na CRCM a 31/10/1921, com Maria de Jesus, natural de Chaviães, filha de Justino Domingues (capador) e de Rosa Alexandrina Afonso. // Morreu em Chaviães a 4/10/1971. // Com geração. /// (*) Casou em 1905 com o pai da criança.
COLMEIRO, José Augusto. Filho de Vitorino Maria Colmeiro e de Rita Augusta Rodrigues, lavradores, naturais da Vila de Melgaço, moradores no lugar de Corçães, Rouças. Neto paterno de Agostinho Colmeiro e de Maria Ludovina da Gândara; neto materno de José António Rodrigues e de Emília Marinho. Nasceu em Rouças a 22/6/1910 e foi batizado na igreja a 17 de Julho desse ano. Padrinhos: José de Araújo e sua mulher, Florinda Rodrigues. // Casou na CRCM a 19/4/1934 com Ogulina de Lurdes Domingues, de 22 anos de idade, natural de São Paio, filha de Joaquina Rosa Domingues. // Foi cantoneiro da JAE. // Residiu no lugar da Carpinteira, São Paio. // Ambos os cônjuges faleceram na freguesia de São Paio: a esposa a 29/11/1969 e ele a 30/11/1981. // Com geração (ver em São Paio).
RODRIGUES, José Augusto. Filho de António Eduardo Rodrigues e de Adelaide Emília de Oliveira, residentes no lugar de Picouto, Rouças. Neto paterno de António Joaquim Rodrigues e de Marcelina Rosa Pires, de Pombal, São Paio; neto materno de José Caetano de Oliveira e de Maria Alves, de Rouças, todos lavradores. Nasceu em Rouças a 26/2/1899 e foi batizado na igreja a 2 de Março desse mesmo ano. Padrinhos: o seu avô materno e Maria da Conceição Marques, casada, da Quinta das Amoras, SMP, Vila de Melgaço. // Casou na CRCM a 9/4/1919 com Juvita da Pureza Seixo, nascida em Rouças a 1/1/1898, filha de Bento Seixo e de Rita Joaquina Vaz. // Morreu na freguesia de São João, Lisboa, a 1/11/1961. (Irmão da Sr.ª Rosa Estopas). // A sua viúva morreu na dita freguesia de Lisboa a 18/10/1987.
ALVES, Cândido Augusto. Filho de Manuel António Alves e de Águeda de Jesus de Neiva. Neto paterno de Manuel António Alves e de Maria Joaquina de Carvalho, todos moradores em Sante; neto materno de Manuel Caetano de Neiva e de Lina Teresa Fernandes, da Carreira, todos lavradores. Nasceu em São Paio a 5/9/1879 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Joaquim Vieites, casado, e Maria Teresa de Neiva, solteira, ambos do lugar da Carreira. // Era solteiro, trabalhador, morava no lugar de Sante, quando casou na igreja do mosteiro de Paderne a 21/3/1910 com a sua conterrânea Filomena, de vinte e oitto anos de idade, solteira, filha de Manuel Joaquim Alves de Macedo e de Rosa Rodrigues, rurais, padernenses. // Faleceu na freguesia de Paderne a 19/4/1949.
CARPINTEIRO, Firmino Augusto. Filho de Francisco José Carpinteiro e de Carolina Lopes, lavradores, residentes no lugar de Barata. N.p. de Maria Carpinteiro, solteira, do lugar de Cabo de Vila, freguesia de Santa Cristina de Baleixo, Tui; n.m. de Clara Lopes, viúva. Nasceu em São Paio a 4/10/1861 e foi batizado a 7 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Bento Monteiro, solteiro, lavrador, de Prado, e Maria Rosa Marques, solteira, lavradora, de Barata, São Paio. // Casou, ainda menor, a 6/9/1882, com Joaquina Rosa, de 25 anos de idade, solteira, moradora na Carpinteira, filha de Domingos José Soares e de Ana Rosa de Oliveira, lavradores, já falecidos à data do casamento da filha. Testemunhas presentes: Francisco Rebelo, casado, lavrador, do Cruzeiro, e Manuel José Araújo, solteiro, artista, de Barata. // Com geração.
SOARES, Albano Augusto. Filho de Manuel António Soares e de Matildes da Graça Alves, lavradores, residentes no lugar de Real. Neto paterno de Luís Soares e de Maria Rosa Gonçalves, do dito lugar; neto materno de Manuel José Alves e de Maria Joaquina Domingues Costa (?), do lugar de Barata. Nasceu em São Paio a 20/12/1864 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Tomaz Joaquim da Costa, solteiro, e Florinda Rosa Alves, casada, ele da Carreira e ela de Barata, todos lavradores. // Rural. // Casou na igreja de São Paio a 18/2/1892 com a sua conterrânea Rosa da Conceição de Freitas, de 43 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Joaquina Rosa de Freitas, rural. // Morreu na sua terra natal a 5/1/1951.
RODRIGUES, Germano Augusto (Mouco). Filho de Manuel José Rodrigues e de Felicidade dos Anjos Marques, lavradores. Neto paterno de Manuel José Rodrigues e de Lina Rosa Domingues; neto materno Domingos José Marques e de Emília Andreza Afonso. Nasceu nos Lourenços, São Paio, a 18/10/1896, e foi batizado pelo padre António Esteves no dia seguinte. Padrinhos: Domingos José Marques, casado, e Amália Marques, solteira, serviçais, dos Lourenços. // Fez exame do 1.º grau a 17/7/1908, obtendo um «ótimo». // Casou na CRCM a 4/4/1921 com Joaquina Rosa Gonçalves, filha de António Gonçalves e de Angelina Meixeiro. // Morreu na Vila de Melgaço a 14/12/1975. // Pai de Amadeu; de António Joaquim; de Armanda; de Augusta dos Anjos; de Isaura Olinda; de Manuel; e de Maria Amélia.
AZEVEDO, João Augusto. Filho de João Manuel de Araújo Azevedo, natural de Chaviães, e de Helena Ana Ribeiro, natural da Vila, lavradores, residentes no lugar da Oliveira, SMP. N.p. de Caetana Joaquina de Araújo Azevedo; n.m. de Jerónimo José Ribeiro e de Antónia Teresa Gomes Rodrigues. Nasceu a 19/12/1860 (*) e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim José Nunes de Almeida, proprietário, morador intramuros, e Carlota Clara dos Santos, solteira, moradora no Campo da Feira de Fora. // Casou na igreja de Chaviães a 14/4/1890 com Acácia das Dores, de 29 anos de idade, solteira, do lugar da Fonte, filha de António José de Oliveira e de Antónia Maria Esteves. Moraram no dito lugar da Fonte. // Faleceu em Chaviães a 17 de Fevereiro (de 1945?). /// (*) Seus pais tinham-se casado no dia anterior.
AFONSO, Celestino Augusto. Filho de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Ana Joaquina da Lama, solteira, todos lavradores, de SMP. Nasceu na Assadura a 1 ou a 5/12/1893 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Dias, casado, “brasileiro”, da Assadura, e Maria Rita Alves, viúva, moradora na Rua da Calçada, SMP. // Casou a 20 ou 26/9/1914 com Claudina Cândida, de 20 anos de idade, filha de António Joaquim Barreira e de Maria Trancoso. Testemunhas: Aurélio Araújo Azevedo, solteiro, negociante, e Cândida Augusta Afonso, solteira, proprietária, residentes em SMP. // Em 1915 a sua esposa deu à luz um nado-morto. // Faleceu em Rouças a 29/1/1970.
ALMEIDA, Eduardo Augusto. Filho de Gaspar Eduardo de Almeida e de Albina Rosa Mourão Passos, proprietários. Neto paterno de Maria Caetana de Almeida; neto materno do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos e de Ludovina Rosa de Vasconcelos Mourão. Nasceu em Galvão a 5/10/1904 e foi batizado a 13 desse mês e ano. Padrinhos: João Eduardo de Almeida, solteiro, estudante, e Herculana Augusta de Almeida, solteira, estudante. // Em 1913 fez exame do 1.º grau na Escola Central de Cedofeita, Porto, ficando aprovado; era estudante no Colégio da Beira Mar, sito em Leça de Palmeira, Matosinhos. // No verão de 1914 fez exame do 2.º grau, no Colégio da Beira Mar, ficando aprovado. // Ainda jovem embarcou para Angola, onde – a 4/12/1925 – foi nomeado Secretário da Circunscrição Civil dos Ganguelas. // Ali faleceu, chegando a triste notícia a Melgaço a 20/5/1926.
CINTRÃO, António Augusto (Rabioso). Filho de António da Silva Cintrão, natural de Esposende, e de Filomena Augusta Costas, natural de Melgaço, lavradores. N.p. de António Joaquim da Silva Cintrão e de Josefina da Silva Brandão; n.m. de José Costas e de Maria Josefa Fernandes. Nasceu na Vila a --/--/1916. // Em Julho de 1929 fez exame da quarta classe na escola Conde de Ferreira, ficando aprovado com distinção. // Em 1940 casou com Ludovina Júlia Cerdeira (irmã de José Alfredo Cerdeira, autor do romance “Tomaz das Quingostas”, entre outros). // Teve a profissão de carcereiro. // Parece que viveu na ilha da Madeira algum tempo. // Faleceu a --/--/1982 e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // Deixou viúva, filhos e netos.
COIMBRA, Joaquim Augusto. Filho do Dr. Joaquim Bernardino Rodrigues Coimbra, juiz de fora da Vila e termo de Melgaço, e de Ana Joaquina da Costa Moreira Teles, de Vila Garcia, termo de Celorico de Basto, comarca de Guimarães. N.p. de Francisco José Coimbra e de Custódia Maria Antunes, de S. Salvador de Fonte Arcádia, Póvoa de Lanhoso; n.m. de Manuel José Moreira e de Marta Costa de Sousa Teles, de Salvador de Vila Cova, Felgueiras, Guimarães. Nasceu a 13/7/1812 e foi batizado na igreja de SMP a 18 desse mês. Padrinhos: José Joaquim Moreira Teles e sua irmã, tios do batizando, da Rua da Lixa, Salvador de Vila Cova, Felgueiras. // Saiu de Melgaço em 1814, em virtude de seu pai ter sido transferido.
COSTA, Francisco Augusto. Filho de Delfim da Conceição Alves da Costa, sapateiro, e de Florinda Rosa Esteves, moradores na Rua Direita, Melgaço. N.p. de José Jerónimo Alves da Costa, sapateiro, e de Maria do Cabo da Silva, moradores na Rua de Baixo, SMP; n.m. de Manuel José Esteves, pedreiro, e de Antónia Maria Alves, de Rouças. Nasceu em Abril de1886 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Pires, negociante, e Teresa de Jesus da Silva, casados, de SMP. // Alfaiate. // Casou com Maria da Conceição Rodrigues (Quinchosa). // Faleceu na Vila a 16/2/1938, vitimado pela terrível tuberculose. // Com geração. // Nota: talvez por ter um aspeto doente, por andar a certas horas da noite a pé, as pessoas começaram a dizer que ele era lobisomem; de acordo com a crendice popular, ele transformava-se não em lobo, mas em cavalo, correndo depois da meia-noite as ruas da Vila; quando voltava para o leito, ia cansado, a suar.
LOURENÇO, Alberto Augusto. Filho de António Joaquim Lourenço (Perinhas), da Vila, e de Rosa Cerdeira, de Paderne, lavradores, residentes em Galvão de Baixo. N.p. de Manuel Joaquim Lourenço e de Ana Rosa Dias; n.m. de João José Cerdeira e de Mariana Domingues. Nasceu a 20/3/1895 e foi batizado a 2 de Abril desse ano. Padrinhos: António Carlos Esteves e Maria Pia Pereira de Castro, solteiros, proprietários, da Vila. // Casou na CRCM a 13/10/1919 com Teresa de Jesus, de 24 anos de odade, natural de Rouças, filha de Ludovina Domingues e de Bernardo António Pereira de Castro, da Quinta de Eiró. // Faleceu na Vila (ou em Eiró, Rouças) a 15/7/1963, no estado de casado. // Com geração.
GOLIM, José Augusto. Filho de Jacinto Golim, tacheiro, e de Maria da Conceição Gomes de Abreu. N.p. de Isidoro Golim e de Josefa Peres, lavradores, de Ribadávia (Santa Madalena), Galiza; n.m. de António Joaquim de Abreu e de Camila Marinha, lavradores, residentes na Assadura. Nasceu no lugar da Corga (Assadura), Vila, a 28/2/1900, e foi batizado a 3 de Março desse ano. Padrinhos: José Dias, casado, proprietário, e sua sobrinha, Benezinda de Sousa, solteira, da Vila. // Casou a 13/4/1924, na CRCM, com Margarida Celeste, de dezanove anos de idade, filha de Alberto César da Costa Velho e de Mariana Nunes da Rocha. // Faleceu na Vila a 29/6/1976. // A sua viúva finou-se a 14/12/1981. // Com geração.
GOMES, Vitorino Augusto. Filho de José António Gomes e de Maria Augusta Lourenço, moradores em Corujeiras, Vila. N.p. de António Bento Gomes e de Maria Gomes, de São João da Silva, Valença; n.m. de Manuel Joaquim Lourenço e de Ana Gomes, lavradores, da Vila, residentes em Galvão. Nasceu a 20/7/1879 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: António Lourenço e Ludovina Lourenço, tios maternos, solteiros, de Galvão. // Casou na igreja de SMP a 12/11/1908 com Maria Carolina, de 29 anos de idade, solteira, criada de servir, melgacense, filha de José Joaquim da Lama e de Maria Joaquina da Paz. Testemunhas: Dr. Manuel Joaquim Gonçalves, médico, e José Dias. // Faleceu na Vila a 14/12/1913. // Com geração.
PINTO, António Augusto. Filho de Euclides Pinto, barbeiro, e de Beatriz Mendes, doméstica, naturais da Vila de Melgaço, moradores no lugar do Rio do Porto. Neto paterno de Manuel Pinto e de Maria Caetana da Costa; neto materno de José Mendes e de Rosa Afonso. Nasceu em SMP a 15/4/1908 e foi “batizado” em casa a 23/4/1908 por perigo de vida pelo presbítero Manuel Domingues, pároco da freguesia da Vila; a 15/8/1909 foi batizado na igreja de Rouças pelo padre Manuel Bento Gomes, pároco dessa freguesia. Padrinhos: António Rodrigues, casado, soldado da armada, e Alva Augusta, solteira, ambos da Vila de Melgaço. // Casou na CRCM a 19/9/1928 com Rosa Domingues, de 21 anos de idade, natural de Troporiz, Monção, filha de Joaquim Domingues e de Maria da Costa. // Residiu em São Gregório, Cristóval, onde ambos os cônjuges faleceram: a esposa a 1/12/1973 e ele a 25 de Dezembro de 1978.
PENHA, Adriano Augusto. Filho de Inácio de Penha e de Maria Francisca, lavradores, residentes na Assadura. N.p. de Lourenço de Penha e de Madalena Gomes, do Carvalhinho, Galiza; n.m. de Maria Joana Alves (ou Joana Gomes), da Vila de Melgaço. Nasceu na Vila a 19/11/1839 e foi batizado na igreja de SMP a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Manuel Gomes de Abreu e sua sobrinha, Leopoldina Amélia, da Vila. // Tinha 28 anos de idade, morava na Assadura, quando casou na igreja de Prado, a 6/5/1867, com Rosa Emília (Tringuelheta), de 35 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Maria Rosa Martins, solteira, do Souto, Prado. Testemunhas: António Joaquim Dias, solteiro, negociante, morador no lugar da Serra, e Manuel Joaquim Gonçalves, casado, lavrador, do lugar de Ferreiros. // Com geração.
PEREIRA, Francisco Augusto. Filho de Ermelinda Pereira, solteira, costureira, moradora na Orada. Neto materno de Maria Bernarda Pereira, solteira, residente no Escuredo, Chaviães. Nasceu na Vila a 20/7/1862 e foi batizado na igreja de SMP a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José Gomes, escrivão da administração, e sua filha, Adelina Joaquina Gomes. // A 11/4/1867 foi admitido na roda do concelho, a pedido da avó, em virtude da mãe estar doente e não poder sustentá-lo. Ficou registado no livro dos expostos sob o n.º 266. // Nesse dia foi entregue à sua avó, ama matriculada, com quem já vivia, pagando a Câmara Municipal uma determinada verba para seu sustento, a qual terminou a 20/6/1869, por o miúdo ter sete anos de idade. // Continuou a residir com a avó materna, visto a sua mãe ter falecido a 10/10/1867.
RODRIGUES, José Augusto. Filho de Emília de Jesus Rodrigues, solteira, da Vila, e do Dr. José Joaquim de Abreu, casado, Conservador do Registo Civil, morador em São Gregório, Cristóval. Neto materno de Manuel Joaquim Rodrigues, da Gave, e de Maria Josefa Lopes, da Vila. Nasceu na Vila a --/--/1919. // Morou na Rua Direita, perto do Cine Pelicano. // Foi empregado comercial na Loja Nova. // Na sua juventude namorou com Nunes, filha de Heráclito de Castro e de Leonor Barreira, e desse namoro nasceram dois rapazes: José e Eduardo (ver no apelido Castro). // Morreu tuberculoso, a 24/1/1961, com apenas 42 anos de idade; conduziu a chave da urna o Dr. José Joaquim de Abreu Junior, advogado, irmão do finado por parte do pai.
VILAS, Manuel Augusto. Filho de Agostinho Vilas, natural de Ceivães, mestre pedreiro, e de Maria Tavares, natural de Bela, comerciante, ambos de Monção, residentes na Vila de Melgaço. Neto paterno de Maria Vilas; neto materno de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Esteves. Nasceu (talvez em Monção) a 20/1/1919. // A 23/7/1931 fez exame do 2.º grau, ficando aprovado. // Foi pedreiro distinto. Foi ele o mestre que construiu a casa de Hilário Alves Gonçalves, comerciante, na Rua Afonso Costa; deu-a por concluída (parte de pedreiro), em finais de 1947. // Casou «in articulo mortis» com Deolinda Alberta (ou Deolinda Augusta), com quem vivia maritalmente há muitos anos, filha de Carlos José Lourenço e de Teresa de Jesus Rodrigues, de Prado. // Morreu na Rua de Baixo, Vila, a 10/1/1955. // Deixou três filhos de tenra idade, e outros já mais crescidos.
VELHO, Carlos Augusto (Picota). Filho de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves, moradores intramuros, Vila. N.p. de António Velho e de Antónia Maria da Costa, residentes no lugar da Picota, Rouças; n.m. de Maria de Jesus Alves, de Chaviães. Nasceu a 9/3/1877 e foi batizado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Carlos Alberto de Sousa e Júlia da Glória de Sousa, solteiros, negociantes, da Vila. // Em 1913 era sócio da Associação Artística Melgacense. // Casou com Angelina, filha de João Manuel Crespim e de Maria Rodrigues. // Em 1917 a Câmara Municipal nomeou-o «zelador municipal e levadeiro da água do Ranhadouro». // A sua mulher finou-se nas Carvalhiças a 5/12/1949, com 81 anos de idade. // Ele faleceu na Vila de Melgaço a 5/3/1955. // Com geração.
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: Armindo Araújo da Silva 2º Outorgante: Augusto Ribeiro Bragança e mulher Rosa Pereira de Araújo 3º Outorgante: Luís Araújo da Silva, que também usa o nome de Luís de Araújo e mulher Carminda dos Anjos Sampaio Soares 4º Outorgante: Norberto Carvalho Fernandes, casado com Maria de Fátima Araújo Alves 5º Outorgante: José Augusto Salgado Abreu, casado com Maria Manuela Araújo Alves
Notário: João Machado da Silva 1º Outorgante: José Augusto de Lemos Alves, Delfim Augusto de Jesus Henriques e Manuel Ribeiro da Silva 2º Outorgante: José de Freitas e esposa Maria da Costa 3º Outorgante: Rosa de Freitas 4º Outorgante: Joaquina de Freitas e marido José Baptista 5º Outorgante: Constantino de Freitas e esposa Sofia da Silva Habilitação por óbito de José Francisco de Freitas e Emilia de Freitas
José Augusto Brandão Pereira de Melo (1890-1974) foi capitão miliciano de artilharia. Nascido em Soure, integrou o Corpo Expedicionário Português no 2.º Grupo de Bateria de Artilharia enviado para a frente europeia, onde foi gaseado, voltando do conflito com a Cruz de Guerra da Flandres. Depois de uma experiência como autarca de Penela, foi nomeado governador da Ilha do Príncipe, cargo do qual seria destituído após um polémico relatório, sendo passado à reserva, e integrando os Serviços de Censura. In: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/EFEMERIDES/IGuerraMundial/IGuerraMundial_monografias_2BibliografiaPortuguesadaGrandeGuerra.htm
PINHEIRO, Augusto César. Filho de Luís Vicente Gomes Pinheiro e de Alexandrina Augusta de Sousa e Gama, moradores no lugar de Raposos, Prado. Neto paterno de Manuel Inácio Gomes Pinheiro e de Maria Angélica de Araújo Cunha, da Quinta da Gaia, São Paio; neto materno de Luís de Sousa e Gama e de Maria Delfina Correia (defunta), da Casa e Quinta da Serra, Prado. Nasceu no sobredito lugar dos Raposos a 30/4/1852 e foi batizado a 6 de Maio desse ano. Padrinhos: o seu avô materno e Francisca Pereira Caldas da Cunha Sotomaior, da Vila de Monção, representada por Carolina Augusta de Sousa e Gama, solteira, da Casa e Quinta da Serra. // Foi jurado por Prado, para as causas-crime, em 1908, e também no 1.º semestre de 1915. // Emigrou para o Brasil, fixando a sua residência em Belém de Pará, onde se estabeleceu com negócio. // Aderiu à maçonaria brasileira e lutou pela emancipação dos índios. // Criou, juntamente com mais sete melgacenses, o primeiro jornal da terra, ao qual deram o nome de “Melgacense”, que se publicava uma vez por semana. // Perfilhou os filhos a 26/6/1907, tendo reforçado esse reconhecimento com o testamento de 14/12/1909. // Em 1917 concorreu como vereador às eleições de 4 de Novembro, na lista do Partido Republicano. // Um acidente que sofreu precipitou a sua morte em 1923; antes de expirar casou, in articulo mortis, com a mãe dos filhos, Maria Angélica, filha natural de Maria da Glória, exposta na roda municipal. // Tinha alguns bens, os quais deixou aos seus herdeiros. // Pai de Fausto Bruno, que morreu em casa vítima de queimaduras, em 1908, com apenas nove anos; este miúdo era afilhado de Aurélio Augusto Vaz, escrivão. // (ver em Paderne a sua descendência). // Nota: gerou também em Maria de Jesus Pinheiro, segundo consta, uma criança do sexo masculino, a quem deram o nome de Manuel César, o qual nasceu em Prado a 17/11/1905; tendo em conta o caráter do progenitor, deve ter sido perfilhado. // A sua viúva faleceu em 1966.
FERNANDES, Joaquim Augusto. Filho de António Pedro Fernandes e de Maria Gafita de Magalhães. Nasceu em Benguela, Angola, a 25/1/1937. Viveu muitos anos em Melgaço, em casa do Dr. António Augusto Durães, de quem era empregado. Chegou a frequentar o Curso Elementar de Aprendizagem Agrícola, lecionado pelo professor Ascensão Afonso na década de sessenta, mas como não gostava de estudar, desistiu. // Uma altura, no Peso, esteve prestes a afogar-se; depois de um mergulho mal calculado, entrou num remoinho e dele não saía, valeram-lhe alguns rapazes destemidos. // Em Melgaço casou com Maria da Glória, filha de João de Deus Vieira e de Rosa do Rosário Vieira, natural de Santa Comba, Ponte de Lima, a qual fora para Melgaço como empregada doméstica, para casa do “Manuel da Silvana”. // Casaram na igreja de Santo António, Santa Comba, a 22/10/1972. Padrinhos da boda: Adriano António Cerdeira e Maria Esménia Durães; Manuel José Esteves e Idalina de Lima. // Depois da morte dos patrões foi funcionário da Câmara Municipal de Melgaço. // Faleceu na Vila de Melgaço a 23/1/1977, em consequência, segundo disse o médico, daquele mergulho infeliz, pois batera com a cabeça em uma pedra. // Não deixou descendência, porque o bebé gerado não vingou. // Deixou imensas amizades, porque era uma excelente pessoa. // A viúva, que herdou a casa dada pelo Dr. Durães ao Joaquim, casou em segundas núpcias com o viúvo António de Araújo, soldado da Guarda-Fiscal aposentado, e faleceu em Novembro de 2018. // Irmão de Luís Filipe, jornalista em Braga, no Correio do Minho, de Joaquim Pedro, residente em Angola, e de uma senhora, também a residir em Angola.
FERNANDES, Geraldino Augusto (Geraldo). Filho de Maria Teresa Fernandes, solteira, peixeira. N.m. de António José Fernandes, de Melgaço, e de Maria Luísa da Silva, de Monção (Santa Maria dos Anjos). Nasceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 3/5/1900, e foi batizado a 6 desse mês e ano. Padrinhos: João Ferreira, solteiro, caiador, e Belmira Augusta, solteira, ambos da Vila. // A 13/6/1912 foi julgado em audiência de polícia correcional, acusado de a 1/6/1911 ter furtado lenha de uma propriedade da Assadura, pertencente a Ana Joaquina Vasques, viúva de José Cândido Gomes Abreu. Devido à sua pouca idade, ficou isento de responsabilidade. // Foi pedreiro e marinheiro. // Casou a 19/11/1921 com Maria Alice (1903-1929), filha de Belchior Herculano da Rocha e de Maria Libânia Alves. Ficaram a habitar na Rua Direita, perto do edifício que depois se transformou no Cine-Pelicano. // Ainda residiram em Lisboa durante algum tempo, devido a ele ter sido transferido para lá. // A 10/2/1928 ele, mais Manuel Francisco Miguéis, e o cabo José Bernardino, apreenderam em Saquetê, abaixo do Peso, um salmão com cerca de dez quilos, o qual foi depois arrematado. // Enviuvou em 1929. // Lê-se «Em 21 do corrente foi mandado recolher à lancha canhoneira “Rio Minho” a fim de seguir para o navio escola Sagres, por ter sido aprovado para frequentar o curso do 1.º grau em marinharia e sinais o senhor Geraldino Augusto Fernandes, grumete de manobra, desta Vila. Honramos o chefe do posto de marinha desta Vila pela boa vontade que dedicou no ensino literário às praças sob as suas ordens e pelo seu mérito que muito nos apraz.» // Voltou a casar, a 15/7/1936, na Conservatória de Vila Nova de Cerveira, desta vez com Rosa Celeste (1912-1997), natural de Cristóval, filha de Manuel Fernandes e de Aurora de Nazaré Calheiros. // Faleceu a 24/4/1953. // Do primeiro casamento nasceram dois filhos: Henrique e Rui Alberto; do segundo matrimónio não houve geração.
PIRES, José Augusto. Filho de Joaquim José Pires, natural de Chaviães, e de Ana Luísa Domingues, natural de Paderne, moradores no Campo da Feira de Fora, SMP, taberneiros. Neto paterno de Gregório Manuel Pires e de Teresa Gomes, do Val, Chaviães; neto materno de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Joana Gonçalves, de Paderne. Nasceu na Vila a --/12/1869 e foi batizado na igreja a 27 de Dezembro desse ano. Padrinhos: José Caetano Pereira de Castro, de Aldeia, Riba de Mouro, e Palmira Augusta da Cunha Araújo, da Quinta do Peixe Frio, ambos de Monção. // Casou na igreja de Prado a 15/1/1907 com Lucinda da Glória Ascenção de Sousa, de 32 anos de idade, solteira, natural de Ponte da Barca, residente na vila de Melgaço, filha de José Maria da Ascensão e Sousa e de Inácia Beatriz Cerqueira. Testemunhas presentes: o Dr. Augusto César Ribeiro Lima e Albina Rosa Gomes, ambos da vila de Melgaço. // Foi farmacêutico na Vila ; tirara o curso na Universidade de Coimbra (!). Abriu a farmácia a 23/2/1902 na Praça da República, onde mais tarde Manuel Alves (Manco) instalou o seu talho. // Também andou na política: em 1907 era vereador da CMM, deixando o lugar a 31/12/1907; nesse cargo teve a louvável ideia e iniciativa de mandar construir umas escadas na rocha que do lado sul ficava sobranceira à fonte velha da Vila, e cujo beco conduzia à Rua da Calçada. // A 3/12/1907 a sua esposa deu à luz um menino, mas morreu no ano seguinte. // Faleceu na Rua da Calçada a 17 ou 20/3/1913, devido a uma doença que o consumia já havia algum tempo; logo a seguir a farmácia foi colocada em trespasse . // As drogas e utensílios da farmácia foram leiloados em hasta pública a 31/8/1913. // Deixou uma filha, Maria Violeta.
DOMINGUES, José Augusto (Cabanal). Filho de Francisco Domingues e de Ana Domingues, moradores em Portelinha. N.p. de Manuel Domingues e de Isabel Domingues; n.m. de Bento Domingues e de Isabel Domingues. Nasceu a 2/4/1882 e foi batizado a 9 desse mês e ano. Padrinhos: José Rocha, casado, e irmã, Maria de Jesus Rocha, solteira, ambos do lugar da vila de Castro. // Lavrador. // Casou na igreja de Fiães a 27/12/1905 com Rosa Maria Alves, de 26 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Manuel Bento Alves e de Maria Luísa Domingues, natural do lugar de Alcobaça, Fiães. Testemunhas presentes: António Domingues, solteiro, «clerigo in sacris», e Manuel António Domingues, casado, lavrador, ambos do lugar de Adavelha, Fiães. // Comprou na Corredoura, Prado, a casa (*) que fora do padre Elias de Jesus Marques (nessa casa já lhe nasceu o filho José Augusto, a 30/1/1922) e a Quinta de Cortinhas. // No Jornal de Melgaço n.º 1168, de 28/7/1917 pode ler-se a seguinte declaração: «Eu, José Augusto Domingues, casado, proprietário, da freguesia de Prado, declaro que não me responsabilizo por qualquer dívida contraída por minha mulher, Rosa Alves, residente na mesma freguesia. Melgaço, 24/7/1917.» // E no Jornal de Melgaço n.º 1175, de 15/9/1917, diz-se que o ex-administrador do concelho, Joaquim de Sousa Alves, lhe apreendera 90 quilos de batata que ele transportava de Alcobaça, Fiães, para Prado, onde residia. // Em 1918, já a residir em Prado, foi atingido, mais a esposa, pela pneumónica que grassava no concelho; recolheram ao hospital da Santa Casa da Misericórdia e curaram-se. Em Janeiro de 1919 já estava completamente restabelecido. Foram apresentados como exemplo para outros doentes que não queriam ir para lá. «Nota-se neste concelho uma grande repugnância que não tem nenhuma razão de ser. É a repugnância que muitos doentes sentem em ir para o hospital, e essa repugnância vem de se dizer que lá só dão aos doentes leite e caldo, e alguns quererem presunto no inverno e salada no verão. Ora no hospital, quando dirigido por um bom médico e haja escrupulosos enfermeiros, ao doente só é ministrado o alimento compatível com as forças do seu organismo, mas o necessário para a vida. Por isso, o nosso amigo Cabanal deu um grande exemplo que deve seguir-se: estava ele e sua mulher com a epidemia – e como os filhos são ainda crianças – não podendo, por isso, tratá-los, e ainda como naquele tempo não era fácil encontrar-se uma criada, pois em Prado estava quase tudo doente, depois de bastantes dias estar de cama, resolve ir com sua mulher para o hospital, onde se encontra ainda, mas já livre de perigo. Que este exemplo frutifique!» (JM 1226, de 15/11/1918). // Por causa do que a seguir vou transcrecer, é que ele deve ter fugido para o Brasil. «Beijo maldito – por ver hoje a cicatriz é que me lembro de dar a seguinte notícia: - em tempos apareceu em Prado, junto à Quinta de Cortinhas, um vulto que trajava de homem, mas decerto homem não seria. Houve más-línguas que chegaram a afirmar que era o filho do Bento da Corredoura, mas eu suponho ser falsa tal afirmativa, pois não há memória de que algum homem praticasse tão feia acção. Esse vulto, que decerto era cão vestido de homem, atira-se ao nosso amigo José Augusto Domingues, na ocasião em que este encaminhava a água para a sua quinta, e ferra-lhe os dentes no lábio superior, sendo preciso ir lá o Dr. Moreira e dar-lhe alguns pontos naturais. Maldito beijo!» (Jornal de Melgaço n.º 1281, de 14/3/1920). // No Notícias de Melgaço n.º 230, de 22/4/1934, lê-se: «no dia 14, pelas 20 horas, desapareceu da casa de sua família, na Corredoura, Prado, o menor de 18 anos, filho do antigo negociante José Augusto Domingues (Cabanal), residente no Brasil. Ignoram-se os motivos que deram origem ao desaparecimento desse rapaz que, apesar de ser instantemente procurado, não tem sido possível encontrá-lo. A família Cabanal, como é de calcular, está na maior desolação.» // É curioso que na madrugada do dia 14/11/1936 os gatunos assaltaram-lhe a adega e beberam o vinho que lhes apeteceu! É possível que só estivesse na Corredoura de Prado a mulher e filhos. // A sua esposa faleceu no Brasil a 28/2/1953. // No Notícias de Melgaço n.º 1377, de 30/10/1960, lê-se: «chegaram-nos agora boas notícias do nosso velho amigo (…), há muito residindo em Niteroi, Brasil, em cuja indústria conseguiu marcar lugar de realçado destaque. Como todos os melgacenses saídos deste rincão, também José Augusto Domingues não o esqueceu, embora esteja agora pensando em fazer uma visita à sua terra natal para a freguesia, onde nasceu, lhe guardar os ossos. Felizmente, como o velho “Cabanal” tem os seus puxados 76 anos, se tem defendido bem da grave crise financeira que o Brasil atravessa, e o sabemos de saúde, do Notícias de Melgaço lhe enviamos amigáveis saudações de mistura com votos para que ainda por muitos anos vá gozando no seu lar de Niteroi do amor de seus filhos e dos carinhos de sua neta médica.» Ele morreu nesse país da América do Sul em 1967, famoso, tendo dado «o seu nome ao Grupo Escolar Cidade n.º 2 e a uma rua da cidade (São Gonçalo) que bordejava a residência em que vivia» (VM 1136, de 15/4/2000). // Pai da professora Palmira de Jesus, entre outros. /// (*) Nessa casa morreu, a 4/5/1923, com 80 anos de idade, a sua sogra, Maria Luísa Domingues.
Solteiro, 21 anos de idade. Filiação: Augusto Gomes Moreira. Natural de CALENDARIO,Sao Juliao-VILA NOVA FAMALICAO. Destino Brasil. Estudante
Filiação: Antonio Augusto e Narcisa Maria Vieira. Natural da freguesia de LAMACAES, Santa Maria, concelho de BRAGA
Filiação: Francisco Augusto Pereira e Felicidade Maria. Natural da freguesia de BRAGA-SAO LAZARO, Sao Jose, concelho de BRAGA
Filiação: Augusto Matos e Jesus Soares Barbosa Matos. Natural da freguesia de REAL, Sao Jeronimo, concelho de BRAGA
Solteiro, 24 anos de idade. Filiação: Augusto Pereira. Natural de RIO DOURO,Santo Andre-CABECEIRAS BASTO. Destino Brasil. Lavrador.
Casado, 33 anos de idade. Filiação: Antonio Augusto Ramos. Natural de FAO,Sao Paio-ESPOSENDE. Destino Brasil. Caiador.
Filiação: Miguel Augusto Viana e Maria Augusta Couto. Natural da freguesia de VALE MENDIZ, Sao Domingos, concelho de ALIJO
Filiação: Antonio Augusto Miranda e Bernardino Gomes. Natural da freguesia de PALMEIRA FARO, Santa Eulalia, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Antonio Augusto Miranda e Maria Goncalves Torres. Natural da freguesia de GANDRA, Sao Martinho, concelho de ESPOSENDE
Filiação: Augusto Aguiar e Maria Espirito Santo. Natural da freguesia de GUIMARAES-SAO PAIO, concelho de GUIMARAES
13 anos de idade. Filiação: Augusto Candido Vieira. Natural de BARCELOS-SANTA MARIA MAIOR-BARCELOS. Destino Para.
Solteiro, 32 anos de idade. Filiação: Augusto Teixeira Folhadela. Natural de VILA NOVA FAMALICAO-VILA NOVA FAMALICAO. Destino Brasil. Comerciante
Casado, 22 anos de idade. Filiação: Antonio Augusto. Natural de PALMEIRA,Santa Maria-BRAGA. Destino Brasil. Pintor
Solteiro, 24 anos de idade. Filiação: Adelino Augusto Exposto. Natural de ESTE,Sao Mamede-BRAGA. Destino Rio Janeiro. Trabalhador
Casado, 21 anos de idade. Filiação: Jose Augusto Exposto. Natural de LONGOS,Santa Cristina-GUIMARAES. Destino Rio Janeiro. Carpinteiro
Solteiro, 20 anos de idade. Filiação: Jose Augusto Goncalves. Natural de BRAGA-SE,Santa Maria-BRAGA. Destino Rio Janeiro. Pintor
Casado, 38 anos de idade. Filiação: Augusto Pereira. Natural de RIO DOURO,Santo Andre-CABECEIRAS BASTO. Destino Pernambuco. Proprietario
Filiação: Aparicio Augusto e Ana Jesus. Natural da freguesia de FONTE ARCADA, Nossa Senhora Assuncao, concelho de SERNANCELHE