Type

Data source

Date

Thumbnail

Search results

You search for ajuda and 2,746 records were found.

Contém diversos documentos de receita e de despesa relativas ao cofre da caridade, entre os quais, contas mensais dos enfermeiros do mês contendo indicação da data em que o suplicante foi aceite como doente, período de tempo da assistência prestada e respetivos valores que lhes foram entregues (subsídios diários), data da alta ou do enterro; relação de despesas com o pagamento de novo imposto; despesas judiciais; ordenado do médico, do andador, etc.; de medicamentos, entre outras; contas das despesas mensais; relação do rendimento que tem o Hospital da Caridade da freguesia de S. Nicolau aplicado para o curativo de todos os paroquianos e mais irmãos (1813-08-25); lista das pessoas que sendo irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja de São Nicolau não podem ser considerados irmãos da Irmandade da Caridade por não terem pago anual algum até à data de 25 de março de 1827; relação da lista de documentos que a Irmandade teve de enviar à Administração do Bairro do Rossio em virtude de uma intimação que lhe foi feita; orçamentos de receita e despesa do Hospital da Confraria e Montepio de Nossa Senhora da Assunção e Santo Elói dos Ourives e da Irmandade da Nossa Senhora da Caridade para o ano de 1843; recibos de receita da Irmandade relativa a rendas de casas; contas das despesas com consertos nas casas do Beco do Monete e no Beco da Cardosa que pertencem à Irmandade; conta das rendas pagas à Irmandade; livro onde estão registadas as despesas com as obras feitas nas propriedades; causas judiciais; ordenados; esmolas; Décimas; ajudas de custo; farmácia; dinheiro dado a juro; doentes socorridos e despesas de secretaria durante diversos anos (1760 a 1791); mas, também a receita; e outras informações relevantes extraídas do Livro de Termos, Livro das Conferências (atas), Livro dos Conhecimentos (recibos), Livro da Caixa (entre 1792 e 1843).
Participa ao amigo de Araújo o seu desgosto pela partida do portador da carta, que muito sofreu aqui e experimentou todo o género de privações com uma constância de sentimentos e firmeza. Em muito agradece as atenções e os cuidados que ele lhe prestou durante a sua doença. Os seus talentos e o seu saber e o seu carácter honesto poderão ser de grande utilidade ao destinatário. Recorda os tempos passados, a profunda amizade e lamenta o imenso espaço que os separa e que faz com que ela seja esquecida porde Araújo. [Cita versos de Goldsmith]. Pede-lhe que demonstre que não é apenas a glória que ocupa os seus tempos, mas também os sentimentos de amizade e contradiga aqueles que dizem que se tornou apático sobre esse céu flamejante e já não olha para os amigos fiéis. Foi com um prazer incomensurável que soube da nova graça que o Soberano lhe concedeu. Refere que escreveu inúmeras vezes, mas desconhece se as cartas chegaram ao seu destino. Pede para, doravante, endereça-las a [D. Joaquim] Lobo [da Silveira] ou ao pai do portador desta, esquecendo a via do Dr. que tem sido negligente. Refere-se às dificuldades sentidas por Marido no cargo que o destinatário lhe concedeu [quando era Ministro Negócios Estrangeiros em Portugal] e que elas recaem sempre sobre si, ao ponto que se não tivesse a ajuda do generoso "Maître de Botanique" [Francisco José Maria de Brito], não saberia qual seria o seu futuro. Este também vive em dificuldades e já há três anos sem receber um soldo e uma carta do dest. o que muito o aflige. Até o "Platonique" reconhece a extrema dedicação e os riscos que [Brito] corre em nome da sua amizade por de Araújo, o seu mestre. Mesmo assim vive socorrendo os seus compatriotas e acredita que o seu dever é permanecer aqui. Oferece um pequeno alfinete, pedindo ao destinatário que o use como lembrança da sincera amizade. Desejava enviar algumas obras novas, mas deixa esta tarfea para Brito. O filho de Louis, afilhado do destinatário, está aqui. Pede para lhe dizer se P. está com o destinatário. [versos da Venality]. Ao fechar esta carta, recebeu com imensa satisfação a do destinatário datada de 9 de Junho. Aguardará a outra que falará sobre o destino de Marido. Já não aspira a rever o destinatário mas unicamente a que o seu coração conserve a amizade. Pede ajuda para os seus verdadeiros amigos e alerta para aqueles que o dizem ser, poderão sê-lo mas do "Ippogrife". Oferece uma nova estampa e espera que o dest. como amante das belas artes a coloque no seu gabinete.
Fl.199-201: 26.8.1807. "Assento do Conselho de Estado do dia 26 de Agosto de 1807", Mafra; Fl.202-212: 21.8.1807. Parecer de D. João de Almeida de Mello de Castro; Fl.213-214: 2.9.1807. "Assento do Conselho de Estado no dia 2 de Setembro de 1807", Mafra; Fl.215-220: 8.9.1807. Parecer de António de Araújo de Azevedo; Fl.221: 23.9.1807. "Assento do Conselho de Estado do dia 23 de Setembro de 1807", Mafra; Fl.222-224: 30.9.1807. "Assento do Conselho de Estado na noite de 30 de Setembro de 1807", Mafra; Fl.225: s.d. Parecer do Marquês de Pombal (incompleto); Fl.226-228: 12.10.1807. Parecer de António de Araújo de Azevedo; Fl.229: 12.10.1807. "Resultado da Conferência dos Conselheiros de Estado que por ordem de SAR se reuniram na Casa do Conselheiro Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra António de Araújo e de Azevedo", Belém; Fl.230-231: s.d. Parecer do Marquês de Angeja; Fl.232-235: 12.10.1807. Parecer do Marquês de Sabugosa; Fl.236: 11.10.1807. Parecer dos conselheiros, aconselhando o Príncipe Regente a partir imediatamente para o Brasil; Fl.237: 14.10.1807. Parecer de Francisco da Cunha Meneses; Fl.238-239: 19.10.1807. Parecer de António de Araújo de Azevedo; Fl.240: 20.10.1807. Determinação do Principe Regente para que se fechem os portos do Reino à entrada de navios ingleses, de guerra e mercantes, passada no Palácio de Nossa Senhora da Ajuda; Fl.241. 19.10.1807. Os Conselheiros de Estado consideram que os portos se deverão fechar aos navios ingleses logo a partir do dia seguinte (dia 20); Fl.242-243: 30.10.1807. Parecer dos Conselheiros de Estado; Fl.244-249: 2.11.1807. Parecer de D. Fernando José de Portugal; Fl.250-251. 2.11.1807: Parecer de Frei Matias de S. Bruno, prior da Cartuxa de Évora; Fl.252-256: 2.11.1807. Parecer de Marquês de Pombal; Fl.257-259: 2.11.1807. Parecer do Visconde da Anadia; Fl.260-261: s.d. Parecer do Marquês de Angeja; Fl.262-268: 2.11.1807. Parecer do Marquês de Sabugosa; Fl.269-271: 8.11.1807. "Assento tomado em Conselho de Estado no Real Palácio da Ajuda em 8 de Novembro de 1807 na presença de SAR o Príncipe Regente Nosso Senhor"; Fl.272: 18.11.1807. Parecer do Marquês de Sabugosa; Fl.273-275. 24.11.1807. "Assento do Conselho de Estado mandado convocar por Sua Alteza Real o Príncipe Regente Nosso Senhor na noite de 24 de Novembro de 1807", pelo qual, face à chegada das tropas francesas a Abrantes, se determina o embarque imediato da Família Real para o Brasil, decidindo-se que o porto deverá ser protegido por navios ingleses, de guerra e mercantes e que se deverá formar um conselho de regência.
A cumprir missão em Cabo Verde, São Tomé, São João Baptista de Ajudá e Angola
Entrega de vários bens à corporação encarregada do culto católico, ao abrigo do Decreto n.º 11887, de 6 de Julho de 1926, na freguesia de Luso, concelho da Mealhada, distrito de Aveiro, nomeadamente a igreja paroquial e as capelas públicas com as suas dependências e objectos de culto, de acordo com despacho ministerial de 26 de Julho de 1932. No processo são identificadas a Capela de Santo António e a Capela de São João situadas no lugar de Luso; a Capela de Nossa Senhora do Carmo, situada no lugar de Monte Novo; a Capela de Nossa Senhora da Ajuda, situada no Salgueiral; a Capela da Senhora da Piedade, situada em Várzeas;a Capela de São Sebastião, situada em Barrô; a Capela de São Pedro, situada na Lameira de São Pedro; a Capela de Santa Eufémia, situada na Lameira de Santa Eufémia; a Capela de São João, situada no Louredo e a Capela do Senhora da Serra situada nas Carvalheiras. Contém ainda referências à residência paroquial, reclamada pela corporação encarregada do culto católico, que tinha sido vendida - embora considerada ilegalmente por ter sido sem ser em hasta pública como a lei determinava - para escritórios à Comissão de Iniciativa do Luso e Bussaco.
A Irmandade do Santíssimo erecta na Igreja da Póvoa de Santo Adrião solicita a entrega de um arcaz para guardar os paramentos que não se encontram devidamente acondicionados naquela igreja. Para responder a essa solicitação a Repartição do Património da Direcção Geral da Fazenda Pública sugere a entrega do um arcaz pequeno que se encontrava, à época, na igreja da Luz e que pertencera ao suprimido Recolhimento do Coleginho, sendo que para substituir o do Coleginho fora cedido outro arcaz que se encontrava no Palácio da Ajuda. Contém o auto de entrega datado de 24 de Junho de 1935 de diversos objectos provenientes das Capelas dos Hospitais Civis de Lisboa à Irmandade de Nossa Senhora da Luz, erecta na igreja com o mesmo nome sita no Largo da Luz, na freguesia de Carnide em Lisboa, realizado no edifício do extinto Convento das Trinas. Contém igualmente dois ofícios do Director Geral da Fazenda Pública informando que, por despacho ministerial de 8 de Junho de 1935, foram cedidos objectos de culto à Irmandade de Nossa Senhora da Luz provenientes da igreja do Coleginho (um arcaz, seis tocheiros e alguns castiçais), bem como toalhas e vários tecidos provenientes do antigo Convento das Trinas, situado na Rua Sara de Matos, em Lisboa.
Trata-se do empréstimo de 100.000 contos destinado a: 1) Aeroporto (20.000 contos); 2) Prolongamento da Av. Almirante Reis e à Estrada da Encarnação (10.000 contos); 3) Parque florestal de Monsanto - fase inicial (20.000 contos); 4) Urbanização da zona do novo Hospital Escolar (6.000 contos); 5) Transferência da fábrica de gás das proximidades da Torre de Belém para a Matinha (6.000 contos); 6) Arranjo da Av. da Índia e da Praça do Império (8.000 contos); 7) Urbanização da encosta da Ajuda e do Restelo - fase inicial (15.000 contos); 8) Saneamento do caneiro de Alcântara e Av. de Ceuta - fase inicial (7.000 contos); 9) Urbanização das casas económicas a construir pelo Governo (8.000 contos); 10) Construção de 1.000 casas desmontáveis em colaboração com o Estado (5.000 contos); 11) Ligação da auto-estrada a Lisboa (8.000 contos); 12) Construção de novos mercados: S. Bento, Belém, Poço dos Mouros, etc. (6.000 contos); 13) Estrada da circunvalação de acesso aos novos aquartelamentos a construir na periferia de Lisboa (6.000 contos); 14) Construção das grandes artérias radiais e transversais destinadas a descongestionar o tráfego na parte central da cidade, incluindo a ligação do aeroporto à base de aviação de Cabo Ruivo (10.000 contos); 15) Trabalhos de urbanização (10.000 contos); 16) Material para aperfeiçoamento do serviço de limpeza e regas e de transporte de carnes (5.000 contos). Foi autorizado por portaria publicada no Diário do Governo, II série, de 17 de Novembro de 1939.
Entrega de bens, nos termos do Decreto n.º 30615, de 25 de Julho de 1940, à fábrica da igreja e benefício paroquial da freguesia do Luso, concelho de Mealhada, distrito de Aveiro, nomeadamente a igreja paroquial; a Capela de Santa Eufémia no lugar da Lameira de Santa Eufémia; a Capela de São Sebastião no lugar de Barrô; a Capela de São João Baptista no lugar de Louredo; a Capela de Nossa Senhora da Piedade no lugar de Várzeas; a Capela de Nossa Senhora do Carmo no lugar do Monte Novo; a Capela de Santo António no lugar do Luso; a Capela de São João no lugar de Luso; a Capela de Nossa Senhora da Ajuda no lugar de Salgueiral; a Capela de São Pedro no lugar de Lameira de São Pedro; a Capela do Senhor da Serra no lugar de Casal das Portelinhas com todas as suas dependências, móveis, paramentos e imagens devidamente discriminados no auto de entrega incluso, lavrado a 28 de Outubro de 1959.
Entrega de bens à Fábrica da Igreja Paroquial da freguesia de São Pedro de Óbidos, concelho e distrito de Óbidos, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 30615, de 25 de Julho de 1940. Dos bens entregues constam uma casa que serviu de celeiro de São Pedro, um terreno que serviu de celeiro de São Tiago e o capital de 28 escudos e 800 reis. Do pedido inicial constavam também os seguintes imóveis: Igreja matriz da freguesia de São Pedro, situada na vila de Óbidos; igreja de São Tiago, na vila de Óbidos; capela de Santo Antão, extra-muros; capela de Santa Iria, extra-muros; capela de Santa Luzia, situada no lugar da Usseira; capela de Santa Ana, sita no lugar do Pinhal; capela da Senhora da Ajuda, situada no lugar das Gaeiras e capela da Senhora da Conceição, situada no lugar de Trás do Outeiro. Relativamente à Igreja de São Tiago é considerada «parcela dum conjunto representado pelo Castelo de Óbidos, deste modo integrada no Património Artístico Nacional, representativa duma época longínqua da nossa história, monumento 'dos mais antigos que possuimos; de certo valor e beleza...' », conforme ofício de 20 de Março de 1950 do Conservador dos Palácios e Monumentos Nacionais da zona de Leiria.
Entrega de bens à fábrica da igreja e ao benefício paroquial da freguesia de Alviobeira, concelho de Tomar, distrito de Santarém, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 30615, de 25 de Julho de 1940. Pelo auto lavrado a 21 de Janeiro de 1943 foram entregues o edifício da Igreja que confronta todos os lados com o adro; a Capela pública na Senhora da Ajuda, em Ceras; assim como os objectos de culto da igreja e da capela devidamente identificados. Por auto lavrado a 11 de Setembro de 1943 foi entregue ao benefício paroquial uma casa de habitação e quintal destinados a passal do pároco e à fábrica da igreja paroquial uma terra de mato e pinheiros na Cabeça da Pia, freguesia de Alviobeira. Por auto lavrado a 20 de Abril de 1944 foram entregues inúmeras oliveiras dispersas por várias propriedades à fábrica da igreja paroquial. Finalmente, por auto lavrado a 5 de Junho de 1944 foi entregue uma terra de mato e 26 oliveiras no sitio do Ribeiro do Perro, limite de Ceras.
Manuscrito. "Pasta nº 2 Cazal nº1 AD". Este documento estava na caixa “Pasta nº2 Anno 1841”, que contém CP 13108 a CP 13142. Testamento do 6º morgado Baltasar Pinheiro Lobo. Anterior 1679? O testamenteiro é António Machado da Guerra, seu pai, nomeado seu herdeiro (situação impossível porque o Morgadio de Pindela tinha o património vinculado e não poderia passar para o seu pai). No testamento declara pretender um funeral com bastante magnificência, acompanhado das irmandades de Santa Casa da Misericórdia e de Santa Cruz e da Ordem dos Terceiros, doze pobres, cinquenta clérigos com o pároco e corais da Sé; e ser sepultado na Capela de Santa Catarina, no claustro da Sé de Braga. Contempla muitos dos seus parentes mais íntimos e os caseiros de Pindela com bens móveis; a quinta de Santa Olaia de Tenões, prazo da Sé de Braga para o seu primo João Machado de Vasconcelos, clérigo; a sua casa na Rua S. João do Souto com os pertences deixa ao seu irmão João Machado Fagundes (na altura estava preso); E de quem se confessa devedor e estipula medidas para pagar, e reserva 50 mil reis para o filho "Virissimo", como "ajuda para se ordenar clérigo".
Fotografia de grupo de amigos num petisco no extinto "Nicho" (antiga fonte na serra do Mendro, a cerca de 2km de Vidigueira, onde era habitual ir buscar água, onde se vendia fruta da época e onde se faziam petiscadas). Sentados, da esquerda para a direita, podemos ver Roberto Caetano (pai de Idália e Mariana) apertando a mão a Francisco Arrojado ("Tica"), seguindo-se José António Coxinho (avô de Sara e André Horta), Sebastião José Ramalho Pires (pai de Teresa e António Pires), Modesto Fiel (pai das doadoras), José Domingos Alvorado (pai de Francisca e Fátima Prego Alvorado), Manuel Lúcio ("Florinhas"), Francisco José Coxinho Penas (pai de Carla e Maria Guilhermina Penas), Victor Arrojado (pai de Sandra e Carmem Arrojado) e Manuel Júlio Covas (pai de António e Benta Covas). Atrás, em pé, da esquerda para a direita, vemos José Trole Leão (pai de Célia Leão), Francisco Caetano Franganito, António Manuel Prego Pinto, António Francisco Silva ("Cuba"; pai de Nelson e Joel Silva), seguido do cunhado António Manuel Bonito Covas (avô materno de Ana Lino) e a pequena Carmem Arrojado. No verso está presente um carimbo onde se lê "Reportagens Fotográficas de Miguel Oliveira - Trav. Boa-Hora à Ajuda, 3 r/c-E - Rua Rio Seco - Lisboa".
O autor, Félix de Avelar Brotero, [Botânico], Director do Museu Real e Jardim Botâncio do Paço da Ajuda, agradece ao amigo Conde da Barca, [entretanto falecido em 21 de Junho], a proteção dada ao requerimento enviado e informa-o de que já recebe o ordenado competente após cinco anos de serviço gratuito. Recebeu a notícia de que foram publicadas nas atas da "Sociedade Lineana de Londres", Part. I, Vol. XII, as descrições, da sua autoria, e respetivas estampas de duas novas plantas, a que deu o nome de "Araûjia Scricófera" e "Passiflóra Racemosa", sendo que o nome da primeira é dedicado ao destinatário como forma de lhe prestar um tributo pela proteção que tem dedicado à Ciência Botânica e a quem nela se distingue. Espera poder remeter até final do ano o I Tomo da "Phitographia Lusitana [Selectior]", a qual não tem conseguido publicar por falta de apoios. Recomenda-se ao irmão do destinatário [João António de Araújo de Azevedo], [que se encontra no Brasil].
Informa dos tumultos que se verificam em Londres devido ao descontentamento generalizado pelo novo lançamento de impostos para cobrir o deficit das finanças públicas e das dificuldades que o Ministério enfrenta para remediar a situação. Todos aguardam com ansiedade pelo discurso do principe-regente na abertura do Parlamento. Defende que também é necessário reformar o Parlamento inglês por estar corrompido e que esta situação repercute-se no bom funcionamento dos orgãos de governo. Louva o trabalho do Conde da Barca em prol "da sua Patria tendo reconduzido a aquella ordem de preminencia que deve occupar a justo título". Elogia o recém-nomeado ministro inglês para a Corte do Rio de Janeiro, Sr. Thorthon, dizendo que irá ao encontro deste para contrapor as informações malignas que o predecessor, Lord Strangford, lhe comunicou. Comenta o desempenho do Conde de Palmela. Informa que os jornais noticiaram a assinatura de um Tratado de Comércio entre Portugal e a Aústria, onde as manufaturas desta entratrariam no Brasil sem pagar direitos. Fala num novo imposto sobre os produtos do Brasil. Informa que Manuel de Sousa Freire ofereceu-lhe ajuda nos negócios, o que o incentiva a prosseguir. Remete o discurso do Príncipe na abertura do Parlamento [inglês], o qual lhe valeu insultos e agressões vindas da população. Anotou na última página: "Copia da Carta de 29 de Janeiro por via de Lisboa".
Informa dos tumultos que se verificam em Londres devido ao descontentamento generalizado pelo novo lançamento de impostos para cobrir o deficit das finanças públicas e das dificuldades que o Ministério enfrenta para remediar a situação. Todos aguardam com ansiedade pelo discurso do principe-regente na abertura do Parlamento. Defende que também é necessário reformar o Parlamento inglês por estar corrompido e que esta situação repercute-se no bom funcionamento dos orgãos de governo. Louva o trabalho do Conde da Barca em prol "da sua Patria tendo reconduzido a aquella ordem de preminencia que deve occupar a justo título". Elogia o recém-nomeado ministro inglês para a Corte do Rio de Janeiro, Sr. Thorthon, dizendo que irá ao encontro deste para contrapor as informações malignas que o predecessor, Lord Strangford, lhe comunicou. Comenta o desempenho do Conde de Palmela. Informa que os jornais noticiaram a assinatura de um Tratado de Comércio entre Portugal e a Aústria, onde as manufaturas desta entrariam no Brasil sem pagar direitos. Fala num novo imposto sobre os produtos do Brasil. Informa que Manuel de Sousa Freire ofereceu-lhe ajuda nos negócios, o que o incentiva a prosseguir. Remete o discurso do Príncipe na abertura do Parlamento [inglês], o qual lhe valeu insultos e agressões vindas da população. Junto remete cópia da carta de 20 de Janeiro.
Agradece ao [Conde da Barca] a carta de 15 de Outubro onde comprovou a sua lenta convalescença. Aconselha-o a seguir os preceitos de Manuel Luís [Álvares de Carvalho], [Médico da Real Câmara]. Louva o desempenho do destinatário no exercício das suas funções [de Min. da marinha e do Ultramar] e mais preponderantemente no Tratado de Viena. Refere-se ao artigo que foi publicado no "Times" sobre o Conde do Funchal que entretanto partiu, o qual deve ser da autoria de Lord Strangford. Vive-se um clima de paz na Europa o qual espera-se que seja durável. Agradece a ajuda do destinatário na sua situação e refere desconhecer as verdadeiras causas da sua ruína pelo facto da mesma ter sido premeditada e voluntária. Em Inglaterra diz-se que o que lhe aconteceu é caso único e que deveria ser publicado para servir de governo a outros. Perspetiva um novo estabelecimento, para o qual recorrerá à Casa que o arruinou. Aceitou a proposta de emprego que a Casa de Baring ofereceu ao seu filho Gustavo, embora pretenda evitar relações mais próximas com eles. Informará o destinatário de todos os passos que vier a dar. Refere-se ao amigo Paiva que aguarda pelo momento para tomar posse do lugar "que V. Exa. lhe determinou".
Comenta as divergências existentes na família real francesa devido à nomeação de Touché e talleyrand para o Ministério. Refere-se ao divórcio de Talleyrand. As demais notícias que forem surgindo serão enviadas para a Corte portuguesa através do amigo Brito. Refere-se aos seus Ofícios sobre a Aliança cm A Rússia, para a qual contava com a ajuda ferecida por António de Saldanha [da Gama]. O Conde de Palmela, que está em Paris, aconselhou Joaquim Lobo a se dirigir também para esta capital, onde poderão ocorrer algumas negociações, ficando esta viagem suspensa até que este obtivesse um parecer favorável do autor. Acha que, no entanto, seria precoceJoaquim Lobo empreender a viagem porque não existem garantias de que se efectuarão novas negociações visto que o Príncipe de Metternich nada lhe comunicou neste sentido. Refere-se a Navarro como "hum dos homens mais honrados" que tem encontrado e que está muito stisfeito com a sua companhia. Fala sobre o encontro de apresentação que teve com a família real francesa e do aparecimento do Duque de Ângouleme em Paris, contrariando assim a sua fama de revoltoso. Circulam rumores que Luciano Bonaparte foi preso pelo Rei da Sadenha; que Murat foi preso em França; que Labedoyére será julgado em Conselho de Guerra por ter atraiçoado Luís XVIII. Palmela escreverá a dar parte de um Tratado que se está a aprontar entre algumas potências e a Inglaterra e que tem por objecto o próximo desterro de [Napoleão] Bonaparte.
Informa António de Araújo, na qualidade de Ministro do Príncipe, da existência de uma Sociedade de comerciantes de peles em New York que "iguala senão passa o que fazem os Ingleses no Canada" e das tentativas destes para fixar os limites do comércio internacional com a Rússia. Refere-se à parte política da dos Estados Unidos da América, das máquinas que ali são aplicadas nas Artes, da "revolução completa e vantajozissima na navegação dos rios através de steam-boats, que viajão por meio de vapor", das vantagens do desvio de parte da emigração europeia que deveria ir para os estados de S.A.R.. Como amigo pessoal, pede ajuda devido à sua triste situação económica, em nada condizente com o estatuto que adquiriu na Europa. Informa que pretende dedicar-se ao ensino ou ao cultivo de plantas por forma a garantir a sua subsistência, visto que os clérigos em Portugal não lhe pagam, nem S.A.R. pagou o atrasado das pensões. Junto remete procuração de um naturalista que o rei Luís XVI tinha empregado em Cayenna para que o destinatário faça cobrar o dinheiro que lhe é devido. Remete ainda a procuração original, as instruções de Mr. le Blond e os documentos numerados de 1 a 7. Em P.s. acusa o envio de outras duas cartas em anexo.
Expressa a sua dor, a sua tristeza por escrever ao amigo de Araújo e nunca receber resposta. Mantém viva a esperança de receber uma linha escrita da sua pluma e acredita que esta demora não depende do dest. que nunca perde de vista os amigos dedicados e que vivem desgostosos. Nem mesmo as notícias que raramente e indirectamente recebiam sobre o destinatário chegam. É impossível exprimir o quanto o desgosto os oprime e aumenta a dor. Está segura que a carta que enviou pelo [Abade] Correia [da Serra] chegou às suas mãos e por isso não repete tudo o que aí disse, tal como na outra enviada em mão de Mr. Labenki. A esperança está prestes a terminar e sem a ajuda e bondade do amigo B[rito] tudo será pior. O partida de Correia aumentou as nossas mágoas e a sua companhia é uma verdadeira perda, tal como a sua longa viagem é cruel na idade em que ele se encontra. Espera que o destinatário não a abandone completamente e conserve invioláveis a amizade e os sentimentos que os une.
Dispõe apenas de breves momentos para escrever a [António de Araújo] e manifestar o seu desgosto e a sua aflição pelo seu silêncio, muito embora reconheça que as actuais circunstâncias são horrivéis. O vosso amigo "Maître de Botanique", [Francisco José Maria de Brito] ainda não recebeu e a autora inquieta-se porque sem ele o seu futuro permanece incerto. Apesar do seu zelo e dedicação não recebe nada. Marido, [Abraham Cappadoce-Pereira], está encurralado e socorre-se da autora que, por piedade e por dever, ajuda-o. [Joaquim] L[obo da Silveira] disse-lhe que o pequeno T., pai de Rolando, pensa em pagar-lhe. O "petit" B[ezerra] já deve estar em vossa casa, ele é um homem feliz e bondoso. Solicita uma palavra de amizade e para que não se esqueça dos amigos. A autora diz que vive triste e desencorajada porque a situação não é agradável e só uma palavra do destinatário, só o seu auxílio poderá melhorar a sua vida.
Acede com prontidão e alegria ao convite para escrever ao querido amigo Antóniode Araújo, para fazer-se lembrada e pedir notícias sobre o seu estado de saúde. Fala continuamante do destinatário ao amigo Brito, que tem sido o anjo consolador dos infelizes e cuja bondade protege-a das privações. Vive reconhecida pela ajuda dele e venera-o por isso, tal como os sentimentos pelo destinatário são imutáveis. Os seus talentos e a sua devoção à pátria e ao príncipe são conhecidas de todos, mas a bondade e a sensibilidade da alma só está ao alcance dos amigos. Agradece as instâncias do destinatário para pagarem a Marido que, inclusivamente, já começou a devolver-lhe o dinheiro emprestado. A autora vê [Joaquim] L[obo da Silveira] com frequência e constata que ele permanece o mesmo amigo franco e leal. A mulher dele [Sofia Amelia Murray] que é charmosa, doce e instruída. Cita versos [de Goldsmith em homenagem] à felicidade deles, o que para L[obo] é uma justa recompensa pela sua conduta. Refere-se à França como um país de "gironettes", esperando que a sabedoria e a bondade do rei [Luís XVIII] consiga cicatrizar as feridas sofridas e reparar os infortúnios que tem sucedido ao país.
Nada lhe causa tanto gosto como as ocasiões para escrever ao Conde da Barca. O mês passado escreveu duas, um pouco extensas, e como teme importuná-lo, esta será mais lacónica. A autora e o pia vivem uma situação "acabrunhada e infeliz" pelo que necessitam da sua ajuda. A situação dos seus negócios é triste, vive com uma pensão de 3 mil francos que é mal paga. O pai não a pode ajudar devido às perdas provocadas pelos acontecimentos políticos. Apela à amizade e honra do destinatário para que com o Duque de Luxemburgo façam alguma coisa. Diz que se não fossem os negócios da sucessão, eu não têm sido nada vantajosos, já se tinha retirado de Paris. Lamenta a sorte cruel que a acompanha e o factyo de o destinatário ainda não ter dado uma prova de amizade que tem estado à espera há tanto tempo. Parte para a casa de campo que era do seu marido, a 28 léguas de Paris, para ir buscar os pertences, pois a casa foi vendida para pagar as dívidas. Estará apenas um mês ausente. No sobrescrito: "AO Illmo. E Exmo. Snr./ Conde Da Barca/ Rio de Janeiro//".
Lamenta não poder escrevra António de Araújo sem ter de lhe requerer alguma coisa. Pede ao destinatário que informe o conde de Aguiar de que, ao contrário do que falsamente lhe disse o Câmara, o Mestre fundidor Schonewolf e o minerio alemão estão a trabalhar em pleno em Vila Rica. Informa que se o conde de Aguiar levar avante a ordem que expediu para o conde de Palma, em que transferia ambos os homens para as fábricas do Câmara, todos os trabalhos que o autor principiou pararão visto que ainda não existem pessoas ensinadas para aqueles trabalhos. Lembra a Carta Régia de 1 de Agosto de 1811 em que foi nomeado para dirigir a fábrica de ferro de Congonhas e que o conde de Aguiar "certam[en]te ignora", e que sem o auxílio dos referidos homens não o poderá fazer. Diz que o Câmara, que sempre desprezou a ajuda dos estrangeiros, talvez mereça agora uma risada. Acha que S.A.R. lucraria mais se transferisse a fábrica de ferro do Câmara para outro local mais apropriado, podendo esta e as suas produzirem ferro de sobra para as capitnais de Minas, Goiás e Matogrosso. Lembra o seu irmão. Diz que viu o alambique do destinatário no segundo tomo do Patriota.
CASTRO, Aristides. Filho de Rosa de Castro (*), solteira, jornaleira, moradora no lugar dos Esteves. Neto materno de Bento de Castro e de Joaquina Fernandes. Nasceu no dito lugar dos Esteves, Alvaredo, a 2/1/1897 e foi batizado a 7 desse mês e ano. Padrinhos: Ilídio de Magalhães, solteiro, proprietário, do lugar da Barqueira, e Rosa de Abreu, solteira, camponesa. // Foi empregado de comércio. // Casou a 29/9/1920 com Carolina Alves Sanches, de 30 anos de idade, solteira, doméstica, natural e domiciliada no lugar de Canda, filha de José Alves Sanches (já falecido), de Alvaredo, e de Rosa Ledo, do lugar dos Moinhos, Paderne, lavradores. Testemunhas da boda: Manuel Esteves, solteiro, empregado no comércio, do lugar dos Esteves, António Alves Sanches, casado, proprietário, do lugar de Ferreiros, e Maria da Glória Douteiro, casada, doméstica, também do lugar de Ferreiros, todos da freguesia de Alvaredo. // A sua esposa deve ter morrido ainda nova, pois ele casou-se na 8.ª Conservatória de Lisboa com Adélia Gomes a 14/7/1948. // Faleceu na freguesia da Ajuda, Lisboa, a 5/5/1968. /// (*) Rosa de Castro faleceu antes de 1920 (ver Florentina de Castro).
TEIXEIRA, Maria Francisca. Filha de Matias Manuel Teixeira e de Maria Rosa Gonçalves, moradores intramuros. Neta paterna de António Teixeira, de Canavezes, e Bernarda da Silva, de Melgaço; neta materna de José Gonçalves e de Joana Fernandes, naturais de São Veríssimo de Cela Nova, Ourense. Nasceu a 8/11/1801 e nesse dia foi batizada em casa por Maria Francisca Velha, por pensarem que a criança corria risco de vida; recebeu os santos óleos na igreja dois dias depois. Padrinhos: Nicolau e Cosme e sua mulher, Maria Francisca, moradores em Melgaço. // Em 1845 estava solteira e morava na Rua de Baixo. Nesse ano «deixou a José Manuel Gonçalves, de Entre Portas, a quantia de setenta e sete mil réis, e não tendo dinheiro para lhe pagar e muito menos ainda para satisfazer os legados de seu tio Pedro Bento de Mugueimes, vendeu àquele o Cerrado de Marrocos com uma casa dentro, mas obrigou-o a pagar os referidos legados e um era entregar trinta mil réis a “Nossa Senhora das Dores que está à Portaria do extinto convento desta vila para ajuda de lhe fazer um nicho de madeira com sua pintura aonde chegar.” // Nota: deve ser a mesma senhora que morou intramuros e faleceu solteira, a 19/5/1856, tendo sido sepultada na igreja matriz com ofício de 16 padres, pago pela Confraria das Almas, de que era irmã; tinha a alcunha de “Pena Suga”.
Jornal Gazeta do Tejo referente ao mês de junho de 2001 Contém os seguintes artigos: - Eleições - Quarto Ato: A primeira cavalheira; - Vila de Rei - Crónica do Pico Torto: Venda-se!; - Inatel proporciona férias de sonho - Dez dias na rota das aldeias históricas; - Arreciadas - Virgílio Marcelino, novo Diácono Permanente na Diocese de Portalegre e Castelo Branco; - Associação de Valhascos comemora 17º aniversário; - Crianças, jovens e idosos do Sardoal na Colónia Balnear da Nazaré; - Raiocoop, cooperativa com filial em Praia do Ribatejo completa 25 anos; - O dia dos «Quebra-Cabeças» - Charadistas reúnem-se em Sardoal; - Estudantes do Sardoal vão à Eurodisney - Viagem de Estudo já tem data marcada; - Leitura da Carta de Criação do Concelho - Grandiosa Evocação Histórica em Constância, a 10 de junho; - Constância: Clube Estrela Verde elege novos corpos diretivos; - No dia 14 de junho, Dia da Cidade de Abrantes - Sociedade Artística Tramagalense condecorada com mérito associativo; - Ecomuseu e Mercado Rural em Martinchel, Parque Náutico e de Lazer em Aldeia do Mato; - Festas da Cidade de Abrantes em rescaldo...; - Em Constância: Escola Municipal de Natação encerra ano letivo com festival; - Festa da Juventude em Roda Pequena; - Torneio de Futsal em Fundada; - Férias Desportivas e Tempos Livres em Vila de Rei; - Festival da Canção Abrantes 2001; - Mostra Gastronómica de Penhascoso ajuda a promover a freguesia; - Aldeia de Santa Margarida dispõe de Casa Mortuária; - Mais e melhor desporto em Sardoal; - Coletividade pode nascer no Bairro da Lamacheira em Tramagal; - Com o projeto MENORAH, a Vila de Alpalhão, concelho de Nisa perspetiva o futuro.
Casa Real é expressão de múltiplo sentido que tanto se refere à família real reinante, como ao local físico onde se alojava o rei, como, ainda, a todo um conjunto de funcionários (servidores do rei e da sua família mais directa) que participavam na administração e funcionamento da referida Casa, como, pura e simplesmente, aos bens próprios do monarca, nem sempre bem distintos dos da Coroa, administrados pelo vedor da Casa Real. No início do século XIII, de acordo com uma lei de D. Afonso II, os ovençais do rei, designação daqueles que intervinham na administração da casa e fazenda real, eram os seguintes: reposteiro, porteiro, uchão, escanção, saquiteiro (tinha a seu cargo o lugar onde se depositava o pão cozido para consumo), cevadeiro, estribeiro e alfaiate, cargos devidamente reconhecidos, que muitas vezes surgiam como testemunhas signatárias em diplomas diversos, de que é exemplo uma escritura de doação de D. Afonso II a mestre Vicente, deão de Lisboa. Nas Ordenações de D. Duarte surgem registados dois dos primeiros regimentos da Casa Real copiados no "(...) primeiro livro dos degredos E constituicoes que fez o muy nobre dom afonso o quinto Rey de portugual (...)", os quais fornecem informações diversas acerca da sua organização, permitindo elencar diversos cargos e serviços: mordomo, chanceler, reposteiro, monteiros de cavalo e de pé, copeiro, alfaiates, jograis, lavadeiras, regueifeiras, falcoeiros, açoreiros, estrebaria, cozinha, copa e capela. A 12 de Novembro de 1471, um outro regimento estipulava que a vigilância contínua do Paço deveria ser garantida pelos porteiros da câmara que, repartidos por turnos, em grupos de dois, deixariam ir ao encontro da pessoa do rei, apenas aqueles que fossem devidamente autorizados pelo mordomo-mor, pelo vedor, pelo porteiro-mor ou pelo camareiro-mor; se o rei se ausentasse os porteiros acompanhá-lo-iam, deixando os seus postos entregues aos reposteiros. O mesmo diploma regulava, ainda, a iluminação das dependências do Paço, tarefa supervisionada pelo vedor. Por Alvará de 22 de Outubro de 1474, o Rei determinou que tanto os capelães e cantores, como todos os outros oficiais da Casa, tanto os de mesa como os de câmara, escrivães, físicos, cirurgiões, porteiros da câmara e oficiais de armas, trombeteiros, charameleiros, tamboris, tangedores de alaúde, rabecas e caçadores, não poderiam ausentar-se sem autorização prévia, sob pena de não receberem moradia; inclusivamente a 10 de Março de 1478 e a 8 de Maio de 1480, foi decretado que apenas os moradores que tivessem armas e cavalo receberiam moradia. Com o decorrer do tempo foram surgindo regimentos específicos para alguns cargos como o de mordomo-mor, de camareiro-mor, ou ainda de tesoureiro, recebedor e escrivão, que se encontram incluídos nas Ordenações Afonsinas, respectivamente nos Tit. LVII e LVIII, e no "Livro Vermelho" de D. Afonso V. Apesar de passados largos anos, nos almanaques de Lisboa para o ano de 1789 e seguintes, os quais enumeram minuciosamente as (...) pessoas que occupão os Empregos, e Officios de maior consideraçoõ, ou dependencia no serviço do Paço (...), encontram-se descritos sensivelmente os mesmos cargos de épocas anteriores, especialmente no que diz respeito aos mais relevantes. Pedro de Alcântara Pereira Rolim, funcionário do Ministério do Reino, elaborou, cerca de 1808, um plano de classificação para o arquivo do referido ministério, através do qual nos elucida sobre a organização do (...) serviço e expediente do Paço e de tudo quanto pertence à Casa Real (...) com a seguinte composição: capelão-mor, mordomo-mor (de quem dependia a secretaria dos filhamentos, apontadores das moradias, escrivão da matricula, guarda-jóias, guarda-tapeçaria, guarda-reposte, tesoureiros da Casa Real, do bolsinho, do tesouro e das moradias, apontador dos porteiros da câmara do número de cavalo), estribeiro-mor (encarregado das cavalariças, cocheiras, coudelarias e manadas reais bem como da intendência e contadoria das mesmas), porteiro-mor, vedor (que tinha a seu cargo a ucharia e as cozinhas reais), esmoler-mor, reposteiro-mor, copeiro-mor, armador-mor, mestre sala, trinchante, provedor da Casa das Obras e Paços Reais, capitães da Guarda Real, monteiro-mor, almotacé-mor, alferes-mor, meirinho-mor, coudel-mor, almirante, aposentador-mor, couteiro-mor da Tapada Real de Vila Viçosa e de todas as mais coutadas da Sereníssima Casa de Bragança, e ainda um conjunto de outros ofícios com expediente privativo. A partir de 1833, a emissão de legislação com vista à administração das diversas repartições da Casa Real, especialmente relativa à sua gestão económica, tornou-se mais sistemática. A 1 de Novembro de 1833 foi estabelecido novo regulamento, onde se definiram as competências e atribuições dos diversos oficiais e repartições, que veio a sofrer alterações com o Alvará de 18 de Março de 1835, tendo sido transferidas competências do mordomo-mor para o vedor que ficou, a partir de então, encarregue da contabilidade geral. A conta geral da receita e despesa da Casa Real deveria ser constituída pelos orçamentos das diversas repartições, cabendo ao vedor apresentá-los ao Rei para a devida homologação, procedendo posteriormente ao respectivo pagamento. Dependiam directamente do vedor, o tesoureiro e escrivão, assim como a real ucharia, mantearia e cozinhas, e respectivo intendente. Em 1848, em virtude de assim o exigir o estado de finanças do cofre da real dotação, o vedor elaborou um relatório com vista a uma nova reforma da Casa Real. Diversos decretos de 1 de Julho desse ano iriam regular os vencimentos dos empregados no activo, as pensões pagas pelo real cofre, reformar criados, conceder esmolas aos que, por razões diversas, não podiam continuar no real serviço e estabelecer a dotação da repartição da reais cavalariças. A 23 de Dezembro de 1876 foi aprovada a proposta apresentada pelo Marquês de Ficalho, mordomo-mor, e por José Duarte Nazareth, administrador da Fazenda da Casa Real, no sentido de reestruturar o quadro do pessoal ao serviço da Casa, não só reduzindo os vencimentos, como também o número de funcionários (o artº 8º deste decreto foi alterado a 8 de Março de 1881). O último orçamento geral da receita e despesa da Administração da Fazenda da Casa Real foi aprovado a 31 de Dezembro de 1909. A 5 de Outubro de 1910 foi proclamada a República, deposta a família real reinante e extinta a Casa Real. Alterado o regime político vigente, foi nomeada uma comissão para proceder ao arrolamento de todos os bens mobiliários e imobiliários, pertencentes aos palácios ocupados pelo antigo chefe de Estado e família, por Portaria de 13 de Outubro, e, a 21 do mesmo mês e ano, Fernando Eduardo de Serpa Pimentel, último administrador geral da Fazenda da Casa Real, foi exonerado do cargo.
Ordena que se expeça ordens para os Ministros Criminais de todos os Bairros de Lisboa procederem, sem perda de tempo, arrolarem as barricas de farinha despejadas que existirem nas fábricas dos padeiros e lojas de mercearia, dando uma relação com o nome de cada um e o número de barricas que possui, as quais devem ficar logo embargadas, para as entregarem ao marechal de campo José de Morais Antas Machado quando este as solicitar. Determina ainda que se mande apreender todas as vides resultantes das podas do presente ano, que se acham nas quintas e vinhas distantes uma légua à roda de Lisboa, assim como cortar alguns arbustos, como as ramas de choupo, vimes e salgueiros que costumam haver nas bordas de alguns ribeiros dentro das mesmas quintas ou fazendas. Por fim, manda que se aprontem os meios de transporte para carregarem os molhos de faxinas que se vão fazer na Tapada da Ajuda para os lugares de Alcântara e São Sebastião da Pedreira.
Livro Copiador de Correspondência Geral Expedida do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos desde 3 de julho de 1945 a 29 de dezembro de 1945 composto pela cópia dos ofícios, telegramas e cartas expedidas por este Sindicato. O livro organizado cronologicamente apresenta cópia datilografada de 309 ofícios remetidos na generalidade a sócios e entidades várias, sobre diversos assuntos como o envio de fórmulas da denominada Poção de Bourget, transcrição de relatórios fiscais, detalhes referentes às secções deste Sindicato existentes por todo o país, envio de impressos para inscrição neste Sindicato, envio de modelos para pedido de venda e compra de farmácias, envio dos nomes e endereços dos corpos gerentes deste Sindicato, pedidos de instalação e transferência de farmácias, respostas dadas a diversas perguntas referentes aos proprietários de farmácias e à devolução selada das receitas depois de serem aviadas, apelo ao Ministro do Interior para ajuda a farmacêutico que perdeu grande parte dos seus haveres numa cheia. Este livro encontra-se na sua grande maioria assinado pelo Presidente Manuel Pinheiro Nunes e pelo Secretário Aluísio Marques Leal.
Etapa #5 Quanto ao início e fim do topónimo sugere-se solicitar informação à Junta de Freguesia que o propôe - eventualmente com a ajuda de ortofotomapa. Relativamente à numeração de polícia só é possível com levantamento de cadastral das parcelas para cumprimento do art 12 - 1b)do reg de toponímia. Com vista a ultrapassar a dificuldade de levantamento cadastral sugere-se a atribuição de numeração em função da métrica de da rua "Artigo 12 .º Atribuição de número 1 - A cada prédio é atribuído um só número, de acordo com os critérios seguintes: a) quando o prédio tenha mais de uma porta para o mesmo arruamento, todas as demais, além da que tem a designação na numeração, serão numeradas com o referido número, acrescido de letras, seguindo a ordem alfabética; b) nos arruamentos com terrenos susceptíveis de construção deverão ser reservados números correspondentes aos respectivos lotes. 2 - Quando não for possível aplicar os princípios estabelecidos no número anterior, a numeração será atribuída segundo o critério a definir pela Câmara." Sugere-se ainda que cada proposta de - NOVA RUA- seja acompanhado de fotografia - Fernanda Guapo DDOU
Folhas de vencimento de pessoal, ajudas de custo, subsídios referentes à Estação Agronómica de Lisboa.
Livro copiador referente a ajudas de custo e subsídios de marcha; construção de lanços de estrada.
Livro copiador referente a ajudas de custo e subsídios de marcha; construção de lanços de estrada.
Livro copiador referente a ajudas de custo e subsídios de marcha; construção de lanços de estrada.
Livro copiador referente a ajudas de custo e subsídios de marcha; construção de lanços de estrada.
Documentos de despesa referentes a: pessoal contratado; horas extraordinárias; ajudas de custo.
Documentos de despesa referentes a: pessoal contratado; assalariado; ajudas de custo; horas extraordinárias.
Parecer do Ajudante do Procurador Geral da Coroa e Fazenda, Aníbal Aquiles Martins.
A empresa designada por Foto Cine-Alegre foi fundada em 1935, por José Martins, tomando o nome da rua onde inicialmente se instalou, a Rua do Campo Alegre (Massarelos, Porto). Provisoriamente sediada na própria residência da família, esta pequeno atelier fotográfico dedicava-se, apenas, à produção de fotografias “tipo passe” para bilhetes de identidade. Sem qualquer tradição familiar no âmbito da fotografia, o mote terá sido dado por uma circunstância inusitada quando uma sobrinha de José Martins (na altura a exercer funções como industrial na área da fundição e serralharia) começou a relacionar-se sentimentalmente com um capitão foragido da Guerra Civil Espanhola. De facto, a família Martins ao dar guarida a esse indivíduo, fotógrafo de profissão, tomou conhecimento de uma arte em notória evolução e cujo fascínio provocado haveria de ditar o rumo profissional da mesma. Contando com a ajuda do pai, os jovens Luís e Fernando Sacramento Martins investiram na fotografia, não obstante o destino do malogrado inspirador, já que, depois de detido pela PIDE, foi repatriado e, mais tarde, executado. Entretanto, Luís Martins conjuntamente como o futuro sogro, instalaram na residência deste último, situada na Rua 2, em Espinho, um pequeno atelier fotográfico vocacionado igualmente para a produção de fotografias “tipo passe” para bilhetes de identidade, embora fizessem algumas reportagens de rua junto ao Casino. Este “desdobramento” da Foto Cine-Alegre haveria de durar cerca de cinco anos (1940-1945). Entretanto, em finais dos anos 40, a empresa passou definitivamente a sediar-se na Rua Condes de Vizela, n.º 50, rés-do-chão, no Porto, alargando substancialmente o leque dos serviços fotográficos prestados. Aliás, terá sido a primeira casa a dedicar-se a trabalhos de reportagem fotográfica encomendados quer por diversos sectores públicos, quer por uma panóplia de empresas privadas. No intuito de dar resposta a tantas e variadas solicitações, a Foto Cine-Alegre foi adquirindo, desde logo, viaturas para fazer deslocar as equipas de reportagem aos locais em questão e para funcionar como “laboratório ambulante”. Entre as entidades para as quais foram prestados serviços de reportagem fotográfica destacam-se muitas relacionadas com autarquias locais, com autoridades políticas (PIDE), com o periodismo diário (por exemplo: Século; O Comércio do Porto; Jornal de Notícias), com agências noticiosas (por exemplo: Globo, Ligth Press), com revistas (por exemplo: Eles & Elas; New Blitz), com empresas de transportes, com garagens (por exemplo: a General Motors, Garagem António Sardinha), com empresas de hotelaria (por exemplo: Casino Solverde, Hotel da Granja, Hotel Mirassol), com clubes de futebol etc.(…). Acresce ainda salientar que muitas das imagens fotográficas produzidas pela Foto Cine-Alegre foram utilizadas em diversas publicações de cariz histórico e etnográfico dado o alto valor documental associado às mesmas. Luís Sacramento Martins, enquanto possuidor de uma das mais antigas casas vocacionadas para a prestação de serviços de reportagem fotográfica, obteve, pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos, uma Medalha de Gratidão do Lar do Comércio, bem como um Diploma de Gratidão da Sociedade Protectora dos Animais. In:https://arquivo.cm-gaia.pt/creators/13975/
D. Pedro V Filho primogénito de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, nasceu em Lisboa em 16 de setembro de 1837 e aí também morreu em 11 de novembro de 1861, contando pouco mais de vinte e quatro anos. Trigésimo primeiro rei de Portugal, ficou conhecido pelo cognome de "o Esperançoso".Sucede ao trono de Portugal, pelo falecimento de sua mãe, que morre com apenas 34 anos de idade, em 15 de novembro de 1853. D. Fernando II governa o reino na qualidade de regente durante a menoridade de D. Pedro V. D. Pedro aproveita os dois anos da regência de seu pai para viajar pela Europa com o seu irmão D. Luís, visitando, entre outros países, a Inglaterra, a Bélgica, a Alemanha e a Áustria. Em 16 de setembro de 1855, ao completar 18 anos, é aclamado rei e presta juramento perante as Cortes Gerais, dedicando-se desde logo com total devoção aos negócios públicos. Casou em 29 de abril de 1858 com D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que viria a morrer em julho de 1859.Quando D. Pedro inicia o seu reinado, governava ainda o ministério de Saldanha saído da Regeneração de 1851. Sobressai neste ministério Fontes Pereira de Melo, titular da pasta das Obras Públicas, famoso pelo impulso que deu aos caminhos de ferro em Portugal.Apesar de atormentado por constantes dificuldades, quer na vida pública quer na privada (as epidemias de cólera-morbo e de febre amarela, as grandes inundações, a morte da rainha), D. Pedro consegue dar uma certa estabilidade à vida política portuguesa. O monarca viajou pelo país, interessando-se por quaisquer assuntos que visassem o seu desenvolvimento, como sejam a introdução do caminho de ferro, o sistema métrico, as estradas, etc. Foi também durante o seu reinado que se sucederam desagradáveis acontecimentos: a questão de "Charles et Georges" (aprisionamento por parte das autoridades portuguesas de Moçambique, em novembro de 1857, da barca francesa com aquele nome, empregue no tráfico de escravos provenientes da colónia, tráfico esse proibido no império português) e a consequente divergência com a França, diferendos com a Inglaterra pelos domínios em África e com a Santa Sé.À margem da função régia, foi um homem de superior inteligência e de excecional cultura, fruto também do excelente trabalho de educadora desempenhado por sua mãe. Da sua cultura são testemunhos os seus escritos em dois volumes: Diário (durante as viagens que fez na Europa), e os artigos que escreveu para duas revistas (a Militar e a Contemporânea). Deve-se-lhe, a par de outras iniciativas culturais, a criação do Curso Superior de Letras em 1859 e do Observatório da Ajuda. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-19]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$d.-pedro-v>.
D. Pedro V Filho primogénito de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, nasceu em Lisboa em 16 de setembro de 1837 e aí também morreu em 11 de novembro de 1861, contando pouco mais de vinte e quatro anos. Trigésimo primeiro rei de Portugal, ficou conhecido pelo cognome de "o Esperançoso".Sucede ao trono de Portugal, pelo falecimento de sua mãe, que morre com apenas 34 anos de idade, em 15 de novembro de 1853. D. Fernando II governa o reino na qualidade de regente durante a menoridade de D. Pedro V. D. Pedro aproveita os dois anos da regência de seu pai para viajar pela Europa com o seu irmão D. Luís, visitando, entre outros países, a Inglaterra, a Bélgica, a Alemanha e a Áustria. Em 16 de setembro de 1855, ao completar 18 anos, é aclamado rei e presta juramento perante as Cortes Gerais, dedicando-se desde logo com total devoção aos negócios públicos. Casou em 29 de abril de 1858 com D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que viria a morrer em julho de 1859.Quando D. Pedro inicia o seu reinado, governava ainda o ministério de Saldanha saído da Regeneração de 1851. Sobressai neste ministério Fontes Pereira de Melo, titular da pasta das Obras Públicas, famoso pelo impulso que deu aos caminhos de ferro em Portugal.Apesar de atormentado por constantes dificuldades, quer na vida pública quer na privada (as epidemias de cólera-morbo e de febre amarela, as grandes inundações, a morte da rainha), D. Pedro consegue dar uma certa estabilidade à vida política portuguesa. O monarca viajou pelo país, interessando-se por quaisquer assuntos que visassem o seu desenvolvimento, como sejam a introdução do caminho de ferro, o sistema métrico, as estradas, etc. Foi também durante o seu reinado que se sucederam desagradáveis acontecimentos: a questão de "Charles et Georges" (aprisionamento por parte das autoridades portuguesas de Moçambique, em novembro de 1857, da barca francesa com aquele nome, empregue no tráfico de escravos provenientes da colónia, tráfico esse proibido no império português) e a consequente divergência com a França, diferendos com a Inglaterra pelos domínios em África e com a Santa Sé.À margem da função régia, foi um homem de superior inteligência e de excecional cultura, fruto também do excelente trabalho de educadora desempenhado por sua mãe. Da sua cultura são testemunhos os seus escritos em dois volumes: Diário (durante as viagens que fez na Europa), e os artigos que escreveu para duas revistas (a Militar e a Contemporânea). Deve-se-lhe, a par de outras iniciativas culturais, a criação do Curso Superior de Letras em 1859 e do Observatório da Ajuda. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-19]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$d.-pedro-v>.
D. Pedro V Filho primogénito de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, nasceu em Lisboa em 16 de setembro de 1837 e aí também morreu em 11 de novembro de 1861, contando pouco mais de vinte e quatro anos. Trigésimo primeiro rei de Portugal, ficou conhecido pelo cognome de "o Esperançoso".Sucede ao trono de Portugal, pelo falecimento de sua mãe, que morre com apenas 34 anos de idade, em 15 de novembro de 1853. D. Fernando II governa o reino na qualidade de regente durante a menoridade de D. Pedro V. D. Pedro aproveita os dois anos da regência de seu pai para viajar pela Europa com o seu irmão D. Luís, visitando, entre outros países, a Inglaterra, a Bélgica, a Alemanha e a Áustria. Em 16 de setembro de 1855, ao completar 18 anos, é aclamado rei e presta juramento perante as Cortes Gerais, dedicando-se desde logo com total devoção aos negócios públicos. Casou em 29 de abril de 1858 com D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que viria a morrer em julho de 1859.Quando D. Pedro inicia o seu reinado, governava ainda o ministério de Saldanha saído da Regeneração de 1851. Sobressai neste ministério Fontes Pereira de Melo, titular da pasta das Obras Públicas, famoso pelo impulso que deu aos caminhos de ferro em Portugal.Apesar de atormentado por constantes dificuldades, quer na vida pública quer na privada (as epidemias de cólera-morbo e de febre amarela, as grandes inundações, a morte da rainha), D. Pedro consegue dar uma certa estabilidade à vida política portuguesa. O monarca viajou pelo país, interessando-se por quaisquer assuntos que visassem o seu desenvolvimento, como sejam a introdução do caminho de ferro, o sistema métrico, as estradas, etc. Foi também durante o seu reinado que se sucederam desagradáveis acontecimentos: a questão de "Charles et Georges" (aprisionamento por parte das autoridades portuguesas de Moçambique, em novembro de 1857, da barca francesa com aquele nome, empregue no tráfico de escravos provenientes da colónia, tráfico esse proibido no império português) e a consequente divergência com a França, diferendos com a Inglaterra pelos domínios em África e com a Santa Sé.À margem da função régia, foi um homem de superior inteligência e de excecional cultura, fruto também do excelente trabalho de educadora desempenhado por sua mãe. Da sua cultura são testemunhos os seus escritos em dois volumes: Diário (durante as viagens que fez na Europa), e os artigos que escreveu para duas revistas (a Militar e a Contemporânea). Deve-se-lhe, a par de outras iniciativas culturais, a criação do Curso Superior de Letras em 1859 e do Observatório da Ajuda. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-19]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$d.-pedro-v>.
Publicação que se destina ao uso da navegação marítima em geral e é constituída por folhas destacáveis.
Publicação que se destina ao uso da navegação marítima em geral e é constituída por folhas destacáveis.
ENT - Entrada de Correspondência Diversa CT/OF - Oficio Referência: 510/06
ENT - Entrada de Correspondência Diversa CT/OF - Oficio
INT - Correspondência Interna INF - Informação
ENT - Entrada de Correspondência Diversa ACOR - Diversos