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A Lei de 6 de junho de 1864 estabeleceria que "A construcção, melhoramento, conservação e policia das estradas municipaes com subsidio do estado ou sem elle, ficam a acargo dos municipios interessados e constituem despeza obrigatoria do concelho..." (Art.º 9º). Para financiar essa construção e reparação das estradas municipais o mesmo texto legislativo destacaria, entre outras fontes de rendimento: "A prestação de trabalho devida pelos habitantes ou proprietarios do concelho, na conformidade do artigo 138º do codigo administrativo" (Art.º 16º, 1º). Assim, conforme referido no artigo 17º "Todos os proprietarios, feitores, rendeiros ou colonos, que forem chefes de familia ou estabelecimento e estiverem collectados em alguma das contribuições, predial, industrial ou pessoal, são sujeitos à contribuição da prestação do trabalho até tres dias". É neste contexto e ao abrigo do referido artigo 17º que a Câmara produziu, por freguesia, listagens designadas por "Estatística das pessoas que em conformidade do Art.º 17º da Lei de 6 de junho de 1864 estão nas circunstâncias de pagar a prestação de trabalho para a viação municipal". Listagens reunindo dados como o nome do chefe de família/estabelecimento, o nome dos varões válidos entre 18 e 60 anos, a profissão, o número de jornais, o número total de jornais, o número de cano e canoagem e as observações.
Etapa #4 Sr. Vereador, Trata-se de uma reclamação de um utente da BMALV da qual se apurou o seguinte: Queijoso, 1.Uma funcionária da BMALV o terá abordado de forma "brusca", pedindo-lhe que abrisse a mala e despisse o blusão, alegando que o queixoso teria retirado páginas do jornal Correio da Manhã. Tudo isto na presença de um segurança. Funcionária da BMALV Tânia Brites: 1.Alega que têm desaparecido partes de jornais, disponiveis ao público na BMALV nas ultimas semanas, e que o queixoso tem estado presente quando desaparecem partes de jornais. 2.Alega também que fez uma abordagem serena, sem que os restantes leitores se apercebessem, referindo que o queixoso lhe levantou a voz e se insinuou fisicamente na direcção dela. O agente de segurança, da empresa Comansegur, José Serra: 1.Não presenciou a abordagem inicial, mas assistiu à resposta "agressiva" do queixoso à funcionária em causa. Para seu conhecimento. Sugere-se que o assunto seja remetido à Divisão Juridica. Pedro Ferreira c-dimpb (r/s)
Domingos José da Costa Araújo é oriundo da secular Casa da Sarola de Baixo, da freguesia de Verim (Póvoa de Lanhoso), onde nasceu a 10 de Outubro de 1851. Frequentou os seminários de Braga, onde se ordenou sacerdote. Contudo, a sua vocação passava, não pela dedicação a uma paróquia, mas pela dádiva ao ensino, onde granjeou a admiração e a amizade de muitas das figuras culturais de proa do seu tempo, como Guerra Junqueiro ou D. Domingos Gonçalves, bispo da Guarda. “Matemático, poliglota e filólogo eminente, que discutia de igual para igual com as luminárias nacionais da linguística”, padre Domingos José da Costa Araújo foi professor no Porto e em Vila Real, fixando-se posteriormente em Guimarães, onde ensinou durante décadas no Colégio de Nossa Senhora da Conceição, dirigido então pelo também sacerdote povoense José Carlos Simões Veloso de Almeida. Ao longo da sua vida dedicada ao ensino, construiu uma enorme e importante biblioteca, que, depois de ter concluído a sua carreira como mestre, trouxe para Verim, e serviu não só para com ela entreter os últimos dez anos da sua vida, como para ajudar a preparar para carreiras de sucesso académico significativo conjunto de familiares da parte baixo do concelho da Póvoa de Lanhoso. Poeta de significativos méritos, deu à estampa centenas de textos em muitos jornais da região, tendo, sob o pseudónimo “Gerezino”, mantido uma rubrica intitulado “No meu cantinho” no jornal Notícias de Guimarães. O semanário local a Póvoa de Lanhoso publicou também muitos dos seus poemas. Padre Domingos José da Costa Araújo faleceu na mesma casa onde nascera, em Verim, a 15 de Dezembro de 1957. In: http://dicionariodepovoenses.blogspot.com/2012/03/padre-domingos-jose-da-costa-araujo.html
Filho de Eduardo Joaquim Brazão (1851-1925) e de Mª José da Silva Reis Brazão, nasceu em Lisboa, a 1 de Fevereiro de 1907. O pai, cujas Memórias compilou e publicou (1925), foi casado, em primeiras núpcias, com a célebre actriz Rosa Damasceno (1849-1904) e era considerado o maior actor do seu tempo, alcançando relevante prestígio social. A sua casa era frequentada pelos mais conhecidos dramaturgos e artistas da época, ambiente em que cresceu o jovem Eduardo. Procurando afastá-lo do mundo do teatro, a mãe enviou-o para o Colégio de La Guardia, onde se tinham refugiado os jesuítas, expulsos novamente de Portugal com a implantação da República. Regressou a Lisboa para fazer o exame do 7º Ano do Liceu e, a conselho de Lino Neto, acabou por optar pelo curso de Direito. No seu primeiro ano, como aluno voluntário, ficou deslumbrado pelas lições de Paulo Merêa. Considerou-se seu discípulo, sentindo-se cada vez mais atraído pela História. Receosa de que as distracções da capital o desviassem dos estudos, a mãe enviou-o, no seu 2º Ano, para a Universidade de Coimbra, onde se albergou numa república de rapazes católicos. Em Lisboa, frequentava a boémia literária, escrevia para os jornais e compôs um livro de poemas – Maria do Mar (1928) – com ilustrações de Arlindo Vicente. Conviveu com intelectuais e artistas das mais variadas inclinações políticas, de João Ameal ou Alfredo Pimenta a Almada Negreiros e Álvaro Cunhal. Monárquico, foi um entusiasta partidário do Integralismo Lusitano, seguiu Maurras na sua orientação e Sardinha na propaganda nacionalista, vibrou com Sidónio e entusiasmou-se com D. Duarte (Memorial…, 1976, pp. 178 e 308, 309). Findo o curso, casou, teve três filhos e abriu escritório de advogado na Rua Nova da Trindade. (...) Morreu em Cascais, a 7 de Dezembro de 1987. In: http://dichp.bnportugal.pt/imagens/brazao.pdf
Francisco Homem de Cristo cedo abandonou os estudos, assentando praça no ano de 1876, numa altura em que sonhava abraçar uma carreira militar. Manteve-se nesta até 1908, ocupando o posto de tenente. Apesar desta sua carreira castrense, fundou, em 1882, o jornal "O Povo de Aveiro", do qual foi proprietário, diretor e redator durante mais de 50 anos. Homem Cristo era, de resto, o único redator da publicação. Nele sublimou a sua verve corrosiva e mordaz, de combatente das liberdades e feroz antifascista, criticando a monarquia, mas não tendo nunca perdido o ensejo de fustigar os republicanos. Escreveu também para "O Século", dirigido na altura por Magalhães Lima. Republicano convicto, pertenceu, apesar de crítico pontual, ao diretório do Partido Republicano, ao lado de nomes como Teófilo Braga, Manuel de Arriaga ou Jacinto Nunes, entre outros. Depois da proclamação da República em 1910, exilou-se em Paris, onde continuou a dirigir e a escrever para o seu jornal "O Povo de Aveiro". Este semanário, apesar de local, tinha uma grande tiragem e vendas muito significativas, tendo mesmo chegado a competir com jornais nacionais, em boa parte devido aos artigos frontais, atrevidos e cáusticos de Homem Cristo, considerado o maior panfletário português do século XX. Regressou a Portugal ainda na Primeira República, assistindo aos acontecimentos que verteram na ascensão do regime ditatorial em Portugal, que uma vez mais combateu. Pedagogo de reconhecido mérito, foi também um regionalista entusiasta, tendo desempenhado o cargo de presidente da Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro, de fevereiro de 1925 a dezembro de 1930. Deixou-nos ainda alguns títulos, como "Os Acontecimentos de 31 de Janeiro" e a "Minha Prisão"; "Banditismo Político"; "Cartas de Longe"; "Monárquicos e Republicanos"; "Notas da Minha Vida e do Meu Tempo", para além de ter colaborado em várias obras de carácter enciclopédico. in: Porto Editora - Homem Cristo na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.pt/$homem-cristo
José Pedro Machado (Faro, 8 de novembro de 1914 — Lisboa, 26 de julho de 2005) foi um professor, filólogo, linguista, historiador, dicionarista, camonista, bibliógrafo e arabista português. Formado em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa (1939), onde foi discípulo do arabista David Lopes, é também formado em Ciências Pedagógicas pela Universidade de Coimbra (1948). Assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1942-1943), funções que a seu pedido deixou de exercer, foi professor do ensino técnico a partir de 1949 e, desde antes mesmo de formado, membro da Comissão de Redacção do Vocabulário e do Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa (1938-1940). A sua carreira de arabista inicia-se em 1939, com a publicação de Alguns Vocábulos de Origem Arábica, e reafirma-se logo no ano seguinte com a tese de licenciatura, Comentários a Alguns Arabismos do “Dicionário” de Nascentes. Como filólogo, o seu primeiro trabalho, Curiosidades Filológicas, data de 1940, seguindo-se-lhe, em 1942, O Português do Brasil. Historiador, bibliógrafo, publica os seus primeiros trabalhos nessas áreas respectivamente em 1940 e 1941. Como dicionarista, revelar-se-ia um dos maiores da língua portuguesa, logo quando subscreveu a 10ª edição, em 12 vols., 1948-1959, do Grande Dicionário da Língua Portuguesa, de António Morais Silva. Nesta obra, de que António Pedro seria a um tempo editor e mecenas, José Pedro Machado teve a colaboração de Augusto Moreno e Cardoso Júnior, mas é ao seu paciente labor que se deve um tal monumento ainda hoje inultrapassado. José Pedro Machado editou o Cancioneiro de Évora (1951) e, de colaboração com sua esposa, Elsa Paxeco, o Cancioneiro da Biblioteca Nacional, em 8 vols. (1949-1964). Publicou ainda a Bibliografia de David Lopes (1967) e, em 3 vols., os Dispersos de D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1969-1972). A sua bibliografia ultrapassa a centena de títulos, não contando com as mais de seis centenas de crónicas em jornais, revistas e boletins diversos. https://www.cnc.pt
Nasceu em Talhinhas, concelho de Macedo de Cavaleiros no dia 26 de Junho de 1893. Era filha de António Augusto, de Talhinhas, e de Perpétua da Assunção, de Izeda. Os seus pais e avós eram jeireiros. O apelido herdou-o de seu avô materno, Vicente Ferreira. Aos dez anos foi para um colégio em Lisboa e depois, aos quinze, para outro no Porto. Com dezasseis anos fez exame de admissão em Bragança para a Escola Normal de habilitação ao Magistério Primário, tornando-se professora em 1912 com dezoito valores! Em 1927 foi frequentar a Universidade de Lisboa, mantendo-se a trabalhar, regendo uma escola primária. No fim da década de vinte fez um curso de Literatura Italiana e publicou os seus primeiros trabalhos de investigação: A guerra da sucessão no distrito de Bragança. Em Agosto de 1930 obteve uma bolsa de estudo concedida por Itália (a única nesse ano), que lhe permitiu frequentar a Universidade de Perugia. Simultaneamente foi agente do governo português para o qual fez um relatório sobre o estudo e o ensino primário em Itália. Frequentou a Sorbonne de Paris em Literatura. Prestou provas perante a Universidade de Lisboa «a primeira senhora portuguesa que tentava obter as insígnias doutorais», como então proferiu o presidente do júri, de 13 a 16 de Janeiro de 1937. Foi brilhante, verdadeiramente brilhante, e os jornais, que noticiavam diariamente as sucessivas sessões do ato académico, iam tecendo um relato elogioso. Contudo, os examinadores reprovaram-na. Depois deste grave percalço foi diretora e proprietária do Colégio D. Teresa Afonso, em Algés, a partir de 1941. Dava também aulas em casa, tendo sido explicadora de uma das pupilas de Salazar (e este, como reconhecimento, ofereceu-lhe uma coleção das Obras Completas do Padre António Vieira). Morreu em Lisboa a 8 de Março de 1978. In: https://adriveinmycountry.blogspot.com/2010/08/candida-florinda-ferreira.html
"In the High Court of Justice. King's Bench Division. 1908. C. No. 3211." • Transcrição da intervenção de Alfredo Henrique da Silva no processo interposto pela Cadbury Brothers contra The Standard Newspapers, Limited (proprietários do jornal "Spectator"), a favor de William A. Cadbury. Alfredo Henrique da Silva esclarece neste testemunho as circunstâncias em que conheceu William A. Cadbury e Joseph Burtt. Indica que apoiou aquele na preparação do relatório sobre S. Tomé e que o traduziu para português, tradução da qual resultou uma versão impressa. O relatório foi apresentado por William A. Cadbury, em nome dos industriais ingleses, numa reunião com a comissão de produtores de cacau de S. Tomé e Príncipe, a 28 de Novembro de 1907, em Lisboa. A declaração proferida por William A. Cadbury nesse encontro terá sido publicada pelos principais jornais a 30 de Novembro de 1907 e foi anexada ao testemunho na sua versão impressa.
Inquérito acerca dos conflitos com os párocos José Pereira da Costa Lima, Luiz Fernandes Azevedo e Silvestre José Peixoto, párocos respectivamente de São Pedro Fins de Belinho, concelho de Esposende, de São Paio de Fão, do concelho de Esposende e de Santo André de Rendufe do concelho de Amares, que foram punidos pelo Arcebispo de Braga que, na qualidade de seu chefe espiritual lhes restirou a jurisdição canónica. Por seu turno, o Governador Civil de Braga apoia a pretensão de permanecerem nas suas paróquias em sintonia com o povo das freguesias que se amotinou, o que consta de recortes de jornais, nomeadamente "O Século" de 25 de Abril de 1920; diversos números do semanário de Esposende "O Grulha", bem como de "O Novo Cávado".
Averiguações acerca da publicação de indultos pontifícios, com data de 31 de Dezembro de 1914 com validade de 10 anos, cuja execução apostólica ficara encarregue o Cardeal Patriarca de Lisboa, António Mendes Belo. O papa bento XV modificou e ampliou as concessões da Bula da Santa Cruzada cujas faculdades ficaram autorizadas por mais dez anos, em Portugal e seus domínios. Os indultos permitiam aos seus compradores poderem servir-se de manteiga e outros temperos semelhantes, ovos e lacticínios; e poderem por justo e razoável motivo, dispensarem o jejum e abstinência. Inclui recortes de notícias de jornais; apreensão dos referidos indultos mandados imprimir na tipografia Veritas da cidade da Guarda, assim como vários exemplares de indultos de diverso valor
Jornais católicos em que estavam incluídos artigos sobre a situação do clero e a lei de aposentação dos párocos, nomeadamente: - «A Ordem», n.º 985 de 25 de Janeiro de 1888; - «A Palavra», n.º 37 de 27 de Julho de 1889; - «A Palavra», n.º 291 de 31 de Maio de 1890; - «O Algarvio», n.º 17 de 21 de Julho de 1889; - «A Voz de Estarreja», n.º 465 de 29 de Junho de 1889; - «Atalaya Catholica», n.º 10 de 23 de Fevereiro de 1889; - «Atalaya Catholica», n.º 14 de 23 de Março de 1889; - «Atalaya Catholica», n.º 24 de 1 de Junho de 1889; - «Atalaya Catholica», n.º 25 de 9 de Junho de 1889; - «Atalaya Catholica», n.º 31 de 20 de Julho de 1889; - «Atalaya Catholica», n.º 77 de 7 de Junho de 1890.
Contém mapas com informação sobre o trabalho executado e respetiva despesa, ordens de pagamento, caderneta de ponto de jornais, memória justificativa, preços, orçamento, mapa de expropriações e termo de compra, mapa do volume de escavação e aterro, mapa do movimento das terras, mapa do cálculo da distancia médio, mapa do pavimento da estrada, mapa das obras de arte e as serventias. Inclui a certidão de afixação de anúncio do concurso, edital, programa, condições de arrematação, caderno de encargos, caderneta de medição de trabalhos, propostas de empreiteiros a concurso, autos de licitação, termo de adjudicação definitiva, termo de contrato definitivo, auto de consignação, conta corrente, conta final. Contém também peças desenhadas de um aqueduto por concluir, no contexto da rescisão de contrato com um empreiteiro, por motivos de doença deste.
Pagamento a engenheiros de minas e auxiliares que elaboraram a carta mineral do país a enviar à Exposição. Decreto sobre o peso das moedas de ouro e prata. Exemplares dos jornais "Le Moniteur des Intêrets Matériels" . Relação dos produtos das colónias portuguesas enviados para a Exposição. Telegramas. Relação de produtos e despesas de envio para a Exposição provenientes dos distritos de Aveiro, Beja, Leiria, Faro, Évora, Coimbra, Bragança, Castelo Branco, Braga, Lisboa, Porto, Portalegre, Funchal, Angra do Heroismo, Viseu, Vila Real, Viana do Castelo, Santarém. Envio para a Exposição de rendas de Peniche. Brochura "La question de la lumière sous-marine résolue au point de vue pratique, dans ses applications à la pêche, aux travaux hydrauliques (...) por M. J. de França-Netto (1865)"
Espólio pessoal de António Tomás Pinto Quartin, constituido quer por documentação de natureza pessoal, quer por panfletos, brochuras, jornais, revistas, e alguns objectos que foi acumulando. Espelha a actividade jornalística e política de Pinto Quartin, contendo ainda correspondência pessoal com políticos e intelectuais da época, e vários dos seus interesses culturais, com especial ênfase no teatro. Espelha também a relação conjugal de longa data (de 1916 a 1970) com Deolinda Lopes Vieira (1888 - 1993), professora primária. Reúne fontes de grande potencial para a história social e política dos últimos anos da Monarquia Constitucional e da I República e para o estudo da Oposição política ao Estado Novo, cobrindo sensivelmente o período que vai de finais do século XIX até aos anos 50 do século XX. • Áreas geográficas e topónimos: Portugal • Assuntos: I República (1910-1925).
Conjunto variado de jornais e publicações macaenses recolhidos entre 1995 e 1996 durante o trabalho de campo em Macau (a recolha apresenta irregularidade na periodicidade). Contém 57 números do Jornal de Macau (entre o número 3912 e o 3974); 43 números do jornal Macau Hoje (entre o número 9 e o 290); 22 números do jornal Ponto Final (entre o número 30 e o 205); 20 números do jornal Tribuna de Macau (entre o número 648 e o 723) e 19 números do jornal O Clarim (entre o número 1 e o 47). Contém ainda dois números de uma publicação em caracteres chineses e um Guia Turístico da Cidade. • Áreas geográficas e topónimos: Macau.
Venda em hasta pública a 7 e 9 de Fevereiro de 1924 dos móveis, paramentos e alfaias da antiga Capela de São Bento, do lugar de Valejas, freguesia de Barcarena, concelho de Oeiras e distrito de Lisboa e que rendeu a quantia de 4.590$00. Inclui listagem com a designação dos objectos; nome dos adjudicatários; montantes da avaliação e da adjudicação, bem como jornais anunciando o leilão e guia de depósito do montante acima referido na Caixa Geral de Depósitos. Desta capela foram separados para o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, uma mitra de seda bordada a ouro, do século XVIII; quatro jarras de faiança portuguesa do século XVIII e um báculo de prata.
Venda em hasta pública a 10 de Janeiro de 1924 dos azulejos que revestiam interiormente a antiga Capela de Santo António, do lugar de Tercena, freguesia de Barcarena, concelho de Oeiras e distrito de Lisboa, e outros objectos, à excepção de um painel de azulejos destinado a ser recolhido para um museu a ser indicado pela Direcção Geral de Belas Artes, e que rendeu a quantia de 4.032$00. Inclui listagem com a designação dos objectos; nome dos adjudicatários; montantes da avaliação e da adjudicação, bem como jornais anunciando o leilão e guia de depósito do montante acima referido na Caixa Geral de Depósitos. Inclui ainda relatório com informação sobre o valor dos azulejos, tendo o professor da Universidade de Coimbra, Dr. Virgílio Correia, e delegado do Conselho de Arte e Arqueologia, considerado que "os azulejos são de tipo vulgar, da segunda metade do século XVIII".
Venda em hasta pública de móveis, paramentos e alfaias, do antigo Paço Episcopal e extinto Seminário da cidade de Elvas de que se obteve a quantia de 11.249$00. Inclui listagem com os objectos vendidos, nome do comprador, valor de avaliação e valor da adjudicação; páginas de jornais com anúncios do leilão; relação do mobiliário do antigo Paço Episcopal que a Câmara Municipal de Elvas pretende adquirir para as repartições públicas a seu cargo; relação dos objectos existentes no antigo Paço Episcopal de Elvas que entraram no Museu Nacional de Arte Antiga; auto de entrega lavrado a 15 de Fevereiro de 1922 que estabeleceu a entrega de diversos livros, quadros e objectos devidamente identificados para figurarem na Biblioteca e Museu municipais de Elvas.
Esquema de auto-projeto para a reforma dos estudos históricos-apontamentos; Relatório 1979; apontamentos; decreto n.º 53/78 de 31 de maio; pareceres do conselho científico; convite; circular; listagem de publicações a partir de 1976 - manuscrita e datilografada; recortes de jornais; agenda de 1982; desdobrável do mestrado em Linguística Portuguesa Descritiva; parecer sobre aluno; férias sabáticas; lista nominativa de candidatos a assistentes na cadeira "História de Portugal séculos XVIII a XX"; fotocópia de certidão de reconhecimento do grau de doutor em História; apontamentos sobre classificações de alunos; atividades culturais e científicas no período em exerceu funções de deputado na Assembleia da República; Cópia de "O movimento operário em Portugal. Como proceder em vista à elaboração da sua história científica", agenda de 1980, agenda de 1979, apontamento de atividades em que participou em 1979, agenda de 1981, programa de colóquio internacional realizado em 1989.
Jaime de Magalhães Lima (1859-1936). Escritor e político. Irmão de Sebastião de Magalhães Lima, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Foi eleito deputado pelo Partido Regenerador nas legislaturas de 1893-1894 e 1896-1897. Em 1892 exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Aveiro. Colaborou em vários jornais e revistas, entre os quais O Século, do qual seu irmão foi fundador, A Província e a Revista de Portugal. Foi um seguidor dos ideais de vida de S. Francisco de Assis, por quem tinha uma profunda devoção, e admirador de Leão Tolstoi, a quem visitou numa viagem que fez à Rússia. Escreveu vários ensaios, textos doutrinários e crónicas de viagem. Fonte: Cartas a Alberto Sampaio. Organização, introdução e notas Emília Nóvoa Faria. Porto: Campo das Letras, 2008.
João Gomes de Abreu Lima (1852-1935). Escritor. Amigo de Guerra Junqueiro, Gonçalves Crespo e Bernardino Machado desde o tempo de Coimbra, onde frequentou a Universidade, embora não tivesse concluído o curso. Em Ponte de Lima, onde fixou residência a seguir ao seu casamento, exerceu o cargo de Recebedor da Fazenda Pública. Colaborou em vários jornais e revistas, com interessantes artigos sobre a história local, polémicas literárias, recensões críticas e ensaios poéticos. Em 1910, publicou na revista O Instituto, a primeira monografia de Ponte da Barca, um erudito trabalho de compilação e análise documental que intitulou Terra da Nóbrega (Notas Históricas). Fonte: Cartas a Alberto Sampaio. Organização, introdução e notas Emília Nóvoa Faria e António Martins. Porto: Campo das Letras, 2008.
Manuscrito com folhas cosidas. Folha com anotações do Abade de Tagilde com o título "Casa de Basto". O documento estava na “Caixa 12”, que contém CP 3800 a CP 3826 embrulhados em jornais do ano 1936. Contém 4 documentos: 1 Licença para se dizer missa no oratório de Refalcão, Santa Senhorinha de Basto, 2 Sentença pela qual se vê que os caseiros da comenda de Malta eram isentos de tributos e outros trabalhos, 3 Recibo que dão ao reverendo Marcelino Pereira Cleto, abade de Entre-Ambos-os-Rios os herdeiros do bispo D. Eugénio Boto da Silva (CP 3802(1)), 4 Posse que tomou Manuel Pinto de Magalhães de umas propriedades constantes de uma escritura que ignoro (CP 3804).
Impresso em que Alfredo da Silva responde ao jornal A Pátria, dirigido por Nuno Simões. SILVA (Alfredo da).- Em legitima defeza. Imp. Libanio da Silva. Junho de 1924. In-4.° gr. págs. inums. B. de XLVIII Transcrição do documento: O sr. Alfredo da Silva responde com DOCUMENTOS EXACTOS á CAMPANHA DIFFAMATORIA com que o jornal A PATRIA. de que é Director o sr. Nuno Simões, Ministro do Commercio, o ataca com a publicação de afirmações já desmentidas de calumniadores de baixa especie, unica forma - ao que parece - da pretensa defeza aos actos do Ministro da Agricultura sr. Joaquim Antonio de Mello e Castro Ribeiro." Com a transcrição de artigos de jornais, correspondência trocada entre a Companhia União Fabril. dos Negócios Estrangeiros e Consulado de Inglaterra, extractos do Diário do Senado, etc.
A coleção de fotografias datada entre 1876 a 1972. Retrata a vivência da família Sousa Cristina e dos que desfrutaram do seu convívio, no quotidiano e nas festas. Destacam-se as imagens do local onde habitavam - Quinta do Reguengo - e da Quinta da Palmeira - local de diversão e de convívio. Esta coleção tem imagens de desfiles populares, indústria, caça, pesca, agricultura (medas, vindima, apanha da batata), meios de transporte e muitos retratos de família. Esta coleção está digital no sistema GEAD (Coleção PT.MVCT.FF.SC.00204) que pode ser consultada internamente no Arquivo Municipal. A coleção é composta por: 124 doc. Correspondência; 76 Recibos; 7 Maços de etiquetas para vinhos; 27 Folhetos, catálogos e notas; 2 caixas com Material para fotografia; 539 Fotografias - positivos em papel; 1 Álbum com 155 fotografias; 3 recortes de jornais; 1 Álbum com 68 fotografias; 288 Negativos em vidro (141 doc. 13x19 cm; 104 doc. 9,5x12 cm; 3 doc. 6,5x9 cm; 40 doc. 4,4x6 cm).
Justifica a ausência de correspondência desde 1807, ano em que saiu de Portugal, devido às circunstâncias políticas da Europa. Deseja a António de Araújo de Azevedo, Ministro da Marinha e do Ultramar, um rápido restabelecimento da saúde. Informa que esteve ao serviço de Carlos IV, em Paris, como seu correspondente confidencial, mas que agora como os seus serviços foram dispensados e recusou-se, também, a ir para Roma ficará desempregado. Pede ao destinatário que o nomeie Secretário da Embaixada de Portugal em Paris. Solicita o apoio de S.A.R. para a publicação periódica mensal, O Observador Lusitano em Paris, que acaba de lançar e cujo n.º 1 remete em anexo. Acha que esta obra poderá ser executada num plano superior aos jornais de Londres O Investigador Português e o Correio Braziliense. Como prova da sua lealdade a S.A.R. remete cópias de alguns papéis diplomáticos que pertenceram ao espanhol, Eugénio Izquierdo de Ribera y Lezaun, relativos aos acontecimentos de 1807 e 1808.
Acusa a receção da carta de 14 de Outubro de 1815. Expressa a sua satisfação pela nova graça que S.A.R. concedeu ao seu amigo ?Conde da Barca?, testemunho público da estima que o Soberano lhe presta e uma resposta concreta às calúnias do "nosso amigo" da Grã-Bretanha. É lisonjeira a lembrança que o Príncipe-Regente conserva de si e deseja um dia poder agradecer-lhe pessoalmente. Refere-se ao restabelecimento da saúde do destinatário e pede para transmitir a sua amizade a José Egídio e toda a sua família. Cumprimentos ao marquês de Aguiar. Soube pelos jornais da viagem naturalista que o Príncipe de Neuwied empreende pelo Brasil, bem como todas as facilidades que o destinatário lhe concedeu. Aguarda com impaciência por alguma publicação. Conta partir para a Rússia no fim de Maio, onde irá tratar de negócios particulares, esperando empreender o regresso dentro de quatro meses. Depois que Bonaparte está em Santa Helena, é de esperar uma nova lógica nos acontecimentos.