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Face a uma publicação escrita em 12 de Março de 1914 e intitulada “Carta Congratulatória e de Saudação ao Clero e Fiéis da Diocese de Lamego” por D. Francisco José Vieira e Brito, bispo de Lamego, do distrito de Viseu, que se encontra junto, o Ministério da Justiça determina à Comissão Central de Execução da Lei da Separação averiguações sobre o seu conteúdo. Inclui auto de declaração do bispo que afirma ser o autor e signatário da referida publicação e ofício do administrador do concelho de Lamego informando quais as paróquias das freguesias do concelho de Lamego onde a referida carta tinha sido lida durante a missa conventual, e as que não tinham feito qualquer publicidade à mesma. De acordo com a informação do administrador do concelho somente nas freguesias de Parada do Bispo, Cambres, Vila Nova do Souto d'El Rei, Sande, Valdigem, Ferreiros, Avões e Figueira fora esta carta lida na missa conventual. Contém exemplar impresso editado pela Tipografia de J. M. de Sousa Cruz, sita na Rua Nova de Sousa, 105, em Braga.
Transferência do Arquivo Histórico do Ministério das Finanças para o Arquivo Histórico do Tribunal de Contas dos "Autos de inventário e mais documentos relativos aos bens apreendidos à extinta Casa de Távora", a 16 de Janeiro de 1953, constituído por apêndices designados pelas letras A a O, começando o primeiro no dia 14 de Dezembro de 1758 e o último concluído a 16 de Fevereiro de 1759. Existe um segundo grupo de documentos iniciado com a "nomeação do desembargador Francisco António Gravito, a 19 de Agosto de 1774, encarregado de proceder à louvação dos bens, mas que só principiou no dia 9 de Novembro de 1778 nas casas de residência do mesmo Dezembargador, na Calçada de Sant'Ana. Contém esta segunda parte paginação seguida, numerada de frente, de folhas 1 a 235 e na última leva a data de 18 de Janeiro de 1789". A referida documentação iria completar o Cartório da Inconfidência, existente no Arquivo do Tribunal de Contas, onde já se encontravam todos os documentos respeitantes às contas, inventário, sequestro, liquidações a credores, etc., dos bens da Casa de Távora, de onde sairam por empréstimo para o Tesouro Público, a pedido de Joaquim Possidónio de Brito, solicitador da Real Fazenda em 1827. Inclui pareceres do encarregado e do 1.º contador do Arquivo do Tribunal de Contas, bem como do Director do Arquivo Histórico do Ministério das Finanças.
O presidente da Junta da Administração das Fábricas das Lezírias do Ribatejo, o Dr. José António Soares Pinto Mascarenhas Castelo Branco, e os deputados novamente eleitos, o Capitão-Mor António Feliciano de Sousa e Caetano José Tavares, tomando as contas da Junta de 16-01-1808 até 18-03-1809, dão por desobrigado o tesoureiro Vicente José Ferreira, por este ter feito entrega da sua receita (...) e só lhe faz carga o acréscimo que lhe fica em dinheiro na sua mão, para a conta que principia da arrecadação das Fábricas do ano de 1808, a qual é a quantia de 3.886 réis. E só lhe fará nova carga as verbas que de novo assinar no livro que servir da arrecadação das Fábricas do ano de 1808, e atrasadas no mesmo livro (...) Assina o escrivão da Junta, Manuel Francisco da Costa Menezes, e rubricam ainda o documento Mascarenhas Castelo Branco, Sousa e Tavares. A 6 de novembro de 1821, o tabelião Vicente Xavier [Ferreira] de Brito reconhece as três rubricas (sinais), em testemunho da verdade (Vila franca de Xira).
Temas principais deste número do Binómio: - Anormalidade no Curso de Máquinas Nota do Delegado de Curso do 4º ano de máquinas sobre a cadeira semestral de Aerodinâmica do 4º ano de Máquinas. Na nota diz-se: "Verifica-se o facto de estarem a ser dados 2 cursos diferentes, à mesma hora e em duas salas de aulas, pelos dois regentes: o cessante, Doutor Varela Cid; e o nomeado Capitão Passos Morgado. Espera-se o regresso do Sr. Director para completo esclarecimento da anormalidade". - Prisões "A acrescentar ao número já bastante elevado de colegas detidos, há a referir e a lamentar (...) a prisão de mais 4 colegas: Brito Mendes (Ciências) actualmente a cumprir serviço militar; José Eduardo Bento (Liceus); José Alberto Caeiro - Presidente da CPA das escolas Técnicas; Jorge Manuel Tavares da Silva (Liceus)". - Carta de apoio assinada por várias personalidades francesas, incluindo Sartre, dirigida ao ministro da educação nacional. - Bailes de Carnaval "Como em anos anteriores pretendeu a AEIST realizar as festas de convívio habituais neste período de Carnaval. A semelhança do que então se passava, não cuidou encontrar obstáculos a tal iniciativa que lhe pareceu digna do melhor acolhimento por parte das autoridades competentes. Tal não aconteceu. Não entendeu o Director desta Escola dever aprovar tais realizações que, segundo ele, apenas contribuem para a corrupção moral da Juventude. E desta maneira ficaram os estudantes privados da possibilidade de se reunirem de forma simples e alegre". • Assuntos: Crise académica (1964-65).
Fotografia captada na Igreja de S. Francisco em Vidigueira, por ocasião do casamento de Maria Augusta Goes Soares e António Francisco Prego Ramalho, realizado no dia 2 de Outubro de 1966. A celebrar o matrimónio vemos, à direita, o Padre Francisco de Jesus Paulo. Ao fundo, da esquerda para a direita, encontramos Maria Clara Brito, Maria das Dores Goes, estando à frente destas, Maria Antonieta da Rosa Pires, Celeste Pires, a esposa de José “Pinguinhas”, José “Pinguinhas”, António (de Vila de Frades), Arsénio Batuca e Leonor Goes. Mais à frente estão Noémia Goes (à esquerda, usando chapéu), Francisco Pedro Soares (pai da noiva), Maria Dionísia Silva Goes, Maria José Goes Soares, Maria Rosa Goes Silva, Maria João Pio e Américo Santa Cruz (de óculos), estando mais à frente deles, as madrinhas Cipriana Goes e Maria das Dores Goes (junto à mão do pároco). Na frente, no canto inferior direito, podemos ver a referência à casa de fotografia "Foto Star", enquanto que, no verso encontramos um carimbo com ela relacionado, onde se lê “Foto Star - R. da Liberdade n.º 1 - Beja”.
O autor, Bernardo José de Abrantes e Castro, médico, redator do Investigador Português, acusa a receção da carta de julho e lamenta a quebra de saúde do destinatário. Diz que S.A.R. deveria regressar a Lisboa ou então mudar a Corte para São Paulo ou para Minas Gerais. Remete cópia das observações que a respeito da conservação e expulsão dos Oficiais ingleses do Exército português, assunto que tem sido muito negociado ultimamente entre o Marechal Beresford e o Governo de Lisboa, as quais achou D.Miguel [Pereira Forjaz], que não deveriam ser divulgadas ainda. Comenta e remete o plano apresentado pelo Marechal Beresford para o estabelecimento dos hospitais militares. Pede a S.A.R. que mande aplicar o dito regulamento e que nomeie o autor presidente da Administração Central dos Hospitais Militares durante a ausência do Físico-Mor do Exército Francisco Manuel de Paula. Denuncia José Feliciano de Castilho que desertou da sua aula na universidade e que escandalosamente ilude D. Miguel [Pereira Forjaz] com os seus conselhos. Defende que os frades da Congregação de São João de Deus não deveriam ser restituídos aos hospitais militares devido ao muito que roubaram anteriormente. Informa que o Coronel Maximiniano de Brito Mouzinho remeteu cópia das observações do autor ao Sodré, que foi secretário de Lord Wellington.
Informa que ainda não recebeu a carta que António de araújo de Azevedo lhe enviou por João José Maria [de Brito], visto que as caixas deste ainda não chegaram. Remete por este correio, ao Conde de Aguiar, o plano de administração da mina de chumbo e prata, aguardando para o próximo correio a cópia para António de Araújo de Azevedo. Pede-lhe que fale com o mesmo Conde para que o seu irmão seja nomeado Inspetor Conservador dos Matos. O irmão está a trabalhar no plano para ver a maior aproximação entre o Mucuri e o Tejuco, segundoas observações do autor e a carta marítima da costa do Brasil. Informa que já enviou o barril de perdizes. Aconselha o destinatário a "fugir" para a Serra do Padre Correia para evitar o calor e as doenças do Rio de Janeiro. Em P.s. acusa a receção da carta e agradece o cuidado que o destinatário tem demonstrado com o autor. Deseja saber se o destinatário tem alguma obra de Humboldt. Refere-se aos animais selvagens que têm sido encontrados na mina de Abaité. Não enviou ainda os minerais porque está a examiná-los. O Conde da Palma diz que os papéis relativos ao plano não podem seguir neste correio. Recomendações a Manuel Luís.
Informa a António de Araújo de Azevedo que se encontra em Londres de onde partirá para o Rio de Janeiro no paquete de setembro em virtude de não ter sido executada a ordem de [Lord] Castelreagh, a pedido do [Conde de] Palmela, para que o paquete deste mês aguardasse pela chegada do autor a Falmouth. Ficou retido em Paris até ao dia 9 em virtude da doena do Conde de Palmela e devido ao estado dos negócios em Paris. Informa que apresentou-se imediatamente ao Ministro português para que ele solicitasse ao governo inglês a expedição de um Brigue para assegurar o transporte do autor para o Rio, o que lhe foi negado. Até ao momento da sua saída do continente as negociações eram misteriosas e prometiam ser longas. Comunica que em Paris estavam o Marquês de Marialva, o Conde de Palmela, Francisco José Maria de Brito e Rodrigo Navarro de Andrade, enquanto que Saldanha partiu de Viena para São Petersburgo em fins de Julho e Lobo estava em Gottingen. Informa que para além da notícia da partida de Napoleão para o desterro em Santa Helena, nenhum outro facto é digno de menção.
O autor, [Conde de Mafra em 18??], comunica a António de Araújo de Azevedo das razões pelas quais não tem escrito ultimamente. Aproveita a deslocação de Braancamp a Lisboa para entregar os Despachos, para apresentar manifestar o quão penosíssima é sua situação devido ao baixo salário o qual não lhe permite fazer face às despesas. Foi obrigado a contrair empréstimos e não possui maneira de os pagar, tendo sido esta a razão de ter escrito directamente a S.A.R. a solicitar um aumento de vencimento e de ajudas de custo e ainda e para que o deixasse carregar na lista de despesas da Secretaria o aluguer da casa, tal como o fazia o seu antecessor o Morgado de Mateus. Solicita ao destinatário que leia a carta que o autor escreveu ao seu procurador o Marquês de Ponte de Lima e que o aconselhe. Manifesta o seu desejo em conservar a sua independência nesta Corte "aonde há perigos e seduções de todas as Castas" e que "Deus livre Portugal de ali ter um representante que não teha o coração tão Português". Transcreve o valor das despesas da Embaixada, onde está incluído o valor da viagem que fez a Aix-La-Chapelle com Talleyrand, o qual mutio se recomenda. Pede que não se esqueça dos Topázios e do vinho Madeira Seco. Envia lembranças do irmão, do Desembargador Fernando e dos membros da Legação. Refere-se a Brito. Pede-lhe que o recomende ao Visconde de Anadia. Em P.s. comunica que remete uma carta e dois bilhetes de Madame Talleyrand.
O autor, Estribeiro Mor, comenta as negociações para o enlace, referindo que a esperança em que as mesmas se concretizem são muito reduzidas, segundo crê, devido às oposições da Imperatriz mãe. Acha que a única forma de efectuar o enlace seria o de apresentar o pretendente em São Petersburgo como viajante. Lamenta que negócio não pudesse chegar a bom termo, porque a "noiva he pelos seus dotes, summamente digna da união projectada". Refere-se às alternativas existentes nas Cortes do Norte, onde as "Princezas [...] tem em geral huma excellente educação", principalmente as filhas do rei da Prússia, embora esta solução esbarre na religião. Pede segredo sobre esta possibilidade. Informa que acompanhará o Imperador Alexandre no comando dos seus exércitos, devido à impossibilidade de António de Saldanha, de joaquim Lobo e do Conde de Palmela. Sugere que deveria existir alguém da "vossa parte" no Quartel General dos Soberanos. Acha que não bastará apenas uma campanha para afastar o governo intruso de Paris e colocar um ponto final nesta "tragi-comedia". Pede ao destinatário que apoie os interesses do Jeunne homme. Aguarda pela chegada do Brito, o que deverá suceder hoje, para então se deslocar para o Quartel General juntamente com Rodrigo Navarro. Recomenda-se a Manuel Luís.
O aqutor, Estribeiro Mor, agradece a expressões que António de Araújo de Azevedo lhe dirigiu através da carta remetida pelo Gameiro. Pede-lhe que leia o Ofício que por esta ocasião envia ao marquês de Aguiar e que fala sobre a sua missão junto do Imperador da Rússia. Não se refere a negócios públicos porque os Plenipotenciários portugueses que estão em Paris o farão. Refere que o General de La Harpe foi escolhido pela Imperatriz catarina II da Rússia para dirigir a educação dos netos e que actualmente está em Viena encarregado de promover os interesses do seu país no Congresso. O mesmo La Harpe tem mostrado grande interesse e afeição pelos assuntos relacionados com Portugal. Marialva sugere que lhe seja atribuída uma distinção ou que S.A.R. lhe escreva ou então que lhe seja enviado o retrato do Príncipe da Beira, caso o matrimónio se concretize. Se o destinatário achar boa a ideia que a apresente ao Marquês de Aguiar. Fala no seu reencontro com Joaquim Lobo [da Silveira] após 18 anos; e com Rodrigo Navarro, com Brito e com António de Saldanha da Gama. Refere as providências que tomou relativamente às suas sobrinhas. P.s. recomenda-se a Manuel Luís.
Acusa a receção da carta datada de 15 de Junho e informa que soube pela mesma altura da notícia da moléstia do amigo [António de Araújo de Azevedo]. Refere-se à pretensão de alguns artistas franceses em estabelecerem-se no Brasil, conforme foi comunicado ao Marquês de Aguiar pelo Brito. Defende que a época é muito propícia para proceder a uma escolha dos mesmos. No entanto, e enquanto não se sabe da decisão do governo português, acha que se deveria permitir a viagem àqueles que a pudessem fazer com os próprios meios, como é o caso do pintor Taunay, membro do Instituto, e que leva em sua companhia três filhos, sendo um deles boticário e bom químico e outro bom em metalurgia. Lamenta que não exista um representante do governo português presente nos leilões de pinturas, estátuas, vasos antigos e livraris que têm sido realizados em Paris, e onde se podem adquirir excelentes obras que certamente dariam prestígio à Nação. Aguarda pelo restabelecimento da saúde do dest.. Em P.s. recomenda-se a Manuel Luís e ao Freitas. Pede protecção para o portador da carta.
Comenta as divergências existentes na família real francesa devido à nomeação de Touché e talleyrand para o Ministério. Refere-se ao divórcio de Talleyrand. As demais notícias que forem surgindo serão enviadas para a Corte portuguesa através do amigo Brito. Refere-se aos seus Ofícios sobre a Aliança cm A Rússia, para a qual contava com a ajuda ferecida por António de Saldanha [da Gama]. O Conde de Palmela, que está em Paris, aconselhou Joaquim Lobo a se dirigir também para esta capital, onde poderão ocorrer algumas negociações, ficando esta viagem suspensa até que este obtivesse um parecer favorável do autor. Acha que, no entanto, seria precoceJoaquim Lobo empreender a viagem porque não existem garantias de que se efectuarão novas negociações visto que o Príncipe de Metternich nada lhe comunicou neste sentido. Refere-se a Navarro como "hum dos homens mais honrados" que tem encontrado e que está muito stisfeito com a sua companhia. Fala sobre o encontro de apresentação que teve com a família real francesa e do aparecimento do Duque de Ângouleme em Paris, contrariando assim a sua fama de revoltoso. Circulam rumores que Luciano Bonaparte foi preso pelo Rei da Sadenha; que Murat foi preso em França; que Labedoyére será julgado em Conselho de Guerra por ter atraiçoado Luís XVIII. Palmela escreverá a dar parte de um Tratado que se está a aprontar entre algumas potências e a Inglaterra e que tem por objecto o próximo desterro de [Napoleão] Bonaparte.
Informa o amigo [António de Araújo] da sua chegada a Göttingen, onde aguardará pelas ordens de S.A.R.. O filho mais velho já se encontra fora de perigo. Recebeu uma carta de Palmela, datada de 5 de Outubro (Frankfurt) em que ele comunicava que partia, devido a motivos particulares, para o Quartel-General do Duque de Wellington onde esperava encontrar Castelreagh, e em que o aconselhava a empreender a mesma viagem porque como fim da guerra poderia originar o reinício das negociações. Em resposta a esta carta solicitou-lhe a indicação do local onde se realizariam as mesmas e um passaporte para evitar contratempos. Não se encontrou com [Francisco José Maria de] Brito em Viena, mas espera encontrá-lo em Paris, "aonde a estas horas já ElRei [Luís XVIII] terá feito a sua entrada". Refere-se ao projecto do Tratado de Comércio com a Prússia. Espera que S.A.R. lhe conceda a Missão de Berlim e que o dest. tenha apoiado a reunião desta missão com as do Norte da Alemanha. Repete os pedidos das cartas anteriores.
Informa que chegou a Paris, juntamente com a família, no dia 17 do corrente, após uma viagem atribulada desde Göttingen. Encontrou o [Marquês de] Marialva, o Conde de Palmela, [Rodrigo] Navarro [de Andrade] e [Francisco José Maria de] Brito que ainda não conhecia pessoalmente. Acha que a legação portuguesa não terá muito a dizer devido à supermacia das quatro potências directoras, mas folga em estar aqui presente para que ninguém ouse imputar-lhe omissão. Aguarda com impaciência pela chegada do Paquete do Brasil onde espera receber algumas respostas de António de Araújo às perguntas que lhe colocou em Viena. Deseja ir para Berlim. Informa que o Conde de Fleming aceitou a nomeação para Ministro da Prússia no Rio de Janeiro, mas esta não deverá ser pública antes da ratificação do Tratado de Comércio assinado em Viena em 28 de Maio. Pede por instruções visto que muitas pessoas naturais da Alemanha têm solicitado informações de como podem estabelecer-se no Brasil. Refere-se ao contrato celebrado por ordem da Corte entre Fernando Correia e Wilhelm Molle, mestre espingardeiro da fábrica de Herzberg no Harg, tendo este vindo reclamar, com razão, pela execução do mesmo. Lembra o pagamento da dívida do tio Pombal e os restantes pedidos. Ainda não recebeu notícias do "moço benemérito" que o destinatário lhe recomendou para secretário de legação.
Informa que os seus dias de amargura terminaram depois da carta que Manuel Luís escreveu a [Francisco José Maria de] Brito onde participava que António de Araújo de Azevedo já se encontrava em convalescença. Informa que recebeu um despacho de 19 de Julho do marquês de Aguiar em que lhe ordenava que comunicasse prontamente a receção das credenciais para a Corte de Viena. O despacho informava, ainda, que o Príncipe-Regente ainda não tinha deliberado a sua transferência para a Corte de Berlim, o que contrasta com o que António de Araújo lhe comunicou na carta de 16 de Junho. Pede que o tire da incerteza em que vive e que concorra para esta nomeação. Informa que entre outras Cortes, a Rússia e a França já nomearam ministros para Hannover e que por isso o projecto para a reunião que lhe falou não seria mal entendido. Informa do andamento dos trabalhos e espera que as comunicações oficiais sejam recebidas com agrado no Rio de Janeiro. Relembra a cobrança da dívida do tio Pombal. Elogia as virtudes de Monteiro o qual pode ser muito útil ao estado português se for ocupado convenientemente. Em P.s. informa que remete uma carta de Madame Beaumont.
Informa que terminou o Congresso mas que o término definitivo do mesmo poderá ocorrer apenas se a vitória na presente guerra pertencer aos aliados. Colocava-se então em prática o Directório Europeu estabelecido "com muita manha e geito" entre a Áustria, Rússia, Inglaterra e Prússia. Refere-se ao trabalho desenvolvido pela legação portuguesa queixando-se da falta de organização da mesma. Enumera as condições que julga serem obrigatórias nestes casos e que caso não sejam respeitadas prefere ser excluído do número de Plenipotenciários que possam vir a serem nomeados para a regulação da paz geral. Alerta o destinatário para o voto separado e para o Ofício n.º 8, que remete em anexo, e às suas pretensões, uma que é a nomeação para Berlim e a outra que é o título de Conde de Sorocaba. Agradece a carta de 19 de Janeiro onde constatou as melhoras de António de Araújo. Refere-se à dívida de 4 mil cruzados [do seu tio Pombal]. Aguarda com ansiedade pela chegada de [Francisco José Maria de] Brito. Em P.s. informa que assim que for assinado o Ofício de clausura [do Congresso] regressará a Göttingen.
Informa ao amigo António de Araújo que não repondeu à carta de 12 de Setembro, da qual recebeu 1.ª e 2.ª via, por quere primeiro finalizar o negócio com os seguradores. Apresentou-lhes Loureiro e este demonstrou-lhe o estado da bomba através de uma atestação traduzida. Julgam impossível e após várias consultas dispensaram o autor deste negócio particular. Está de acordo com Loureiro visto que sendo essa Fazenda Real credora pelas despesas e frete do transporte para o Rio [de Janeiro] tem o direito de mandar fazer o leilão para receber o que tem direito. Informa que a carta para Brito foi remetida. Repete os agradecimentos pelo Aviso que recebeu com a nomeação da Companhia. Contudo, ainda não trabalha devido à oposição dos outros dois agentes. Já informou a Companhia desta situação e assim que receber a resposta participá-la-à ao destinatário. Entregou as cartas que vinham juntamente com a de 22 de Outubro. Entregará a de Sir Sidney Smith e a bengala assim que ele regressar a Inglaterra. Remete as respostas de B. Recomenda-se a Manuel Luís.
Leva à presença do conde de Aguiar, secretário de Estado dos Negócios do Reino, a situação do seu filho, Manuel Maria da Costa Posser, que em 1807 foi nomeado para Oficial Supranumerário da secretaria dos negócios do Reino com uma pensão anual de 400 mil réis para benefício da sua educação em Paris, onde contaria com o apoio do Marquês de Marialva e de Francisco José Maria de Brito. Informa que deliberou à vista do parecer favorável de António de Araújo de Azevedo, que o seu filho se instruísse num colégio particular de Paris. Com a entrada dos franceses [em Portugal] foi-lhe retirada a graça e o autor prevendoa decadência da instrução pública em Portugal e apesar da falta de meios assentou que o seu filho deveria prosseguir com o plano pré-delineado. Informa que só quando foi restaurado reino é que foi-lhe restituída a graça, o que motivou o autor a ordenar o regresso imediato do filho à Pátria, o que deverá acontecer em breve após uma curta passagem pela América inglesa. Espera que o filho mereça a protecção e o bom conceito do dest. e que ele se constitua um digno membro de tão honrosa secretaria.
Agradece ao amigo Francisco Joaquim Moreira de Sá a carta recebida. Pede ao destinatário que entregue a inclusa ao amigo Brito. Refere-se à família do destinatário que está em sua casa. Ainda não recebeu a ordem para poder informar sobre ela e, uma vez que a mesma trata de objectos relacionados com outra comarca, julga que melhor seria se a enviasse para Serro. Tem em seu poder a carta régia que poderá ser aplicável no negócio do destinatário. Na carta anterior remeteu uma do Capitão-Mor relativa ao Morro da Cachaça, uma resposta a este de um antigo dono da mesma, e outra do Padre António Mendes. Envia, por esta carta, uma outra do mesmo Capitão-Mor com o parecer do Capitão Agostinho da Silva e outra do capitão Hilário. Tece comentários sobre a conversa mantida ontem com o referido Agostinho sobre a mineração do dito local e espera que estes dados possam ajudar o destinatário a tomar uma decisão prudente e inteligente. Felicita o dest. pela vitória de 21 de Junho do exército combinado.
Informa que leu a carta de Brito que recebeu por D. Lourenço de Lima. Não sabe do paradeiro da procuração legalizada que enviou, em finais de Maio de 1801, pelo Cônsul a Daniel Frizoni para a cobrança de dinheiros. Informa que D. Rodrigo tem conhecimento desta situação, apesar de se terem extraviado algumas cartas que o autor lhe enviou a este respeito. Comunica que foi demitido por D. João de Almeida. Pergunta pelo Queirós e pelas duas procurações que lhe enviou para receber dinheiro da Dias Santos. Sabe pelo Bezerra que vem um despacho para si e que se configura num "desgosto novo em forma de mercê". Manifesta o seu desejo em afastar-se definitivamente de Portugal e dos portugueses, tendo já cortado relações com o ministro de Sua Alteza em Paris. e informa que as "Laranjeiras" tardaram a serem apresentadas ao Instituto, mas que passaram pelas mãos de todos estes "Botanicos maiorum gentium". Comenta a carta que recebeu de Sir Joseph Banks e afirma ter sido vítima de uma cilada em Inglaterra. Envia lembranças ao Queirós e ao Pinheiro.
Continua privado de notícias do conde da Barca, Conselheiro de Estado e Ministro da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro, manifestando a sua preocupação pelo estado de saúde do mesmo. Informa que a sua saúde regista significativas melhoras, como nunca esperava, pois ficou sem ouvir e sem poder andar. Espera estar restabelecido dentro de dois meses a ponto de poder cumprir as suas funções na Comissão das Reclamações que S.A.R. o encarregou. Participará o mesmo a Brito. Conta estar em Paris dentro de um mês e de lá não sai sem licença expressa do Soberano. Lamenta nunca ter lido em nenhuma Gazeta que o reino do Brasil nunca foi introduzido o Santo Ofício. Seria útil se mandassem publicar isto nos periódicos ingleses, franceses, italianos, alemães, suecos, dinamarqueses e holandeses para cativar a atenção de quem pretende ali habitar. Em P.s. relembra a súplica do posto de Cônsul Geral de Portugal em Londres a favor do seu filho mais novo José Luis, que ali se encontra estabelecido há quase oito anos. Foi na casa do filho que Bezerra e Gameiro viram a única efígie do Soberano que existe em Londres. Na última página está anotado o endereço do conde a Barca no Rio de Janeiro.
Informa que vai experimentando alívios na moléstia que o acometeu e que a mesma não lhe dá esperanças de jamais poder empregar-se em algum trabalho sério e de aplicação. Tem por isso prevenido ao amigo conde da Barca, Ministro da Marinha e do Ultramar, para que S. M. nomeasse outra pessoa para o substituir no lugar das reclamações e que lhe conceda a Graça de autorizar a sua retirada para Lisboa onde pretende acabar em sossego os poucos dias de vida que lhe restam. Em breve ficará por seu sucessor o filho Diogo já acompanhado de um sobrinho com vinte anos. Pede a protecção do destinatário para que o filho José Luís, comerciante, obtenha o cargo de Cônsul Geral em Londres que se encontra vago pela morte no dia 6 do corrente de Joaquim de Andrade. Tarda em saber se Daupiás já recebeu de Brito a Patente de Cônsul. Estando de partida para Lisboa, via Inglaterra, Diogo pediu-lhe para tratar ali de uma máquina a vapor dos acessórios para um moinho de 12 parelhas de pedras de moer grão para instalar no Calvário e da construção de uma ponte levadiça de ferro em Barroca d'Alva, e na Rua Formosa as casas no Chão que ele aforou ao conde das Galveias. Pede notícias por Gameiro ou por barbosa. Na última página está anotado o endereço do conde da Barca no Rio de Janeiro.
Lamenta continuar privado de notícias directas do amigo conde da Barca, ignorando o seu estdo de saúde. Informa que a sua saúde vai melhorando, mas permanece arruinado de pernas e ouvidos o que o incapacita de trabalhos sérios, como já tinha prevenido, a ponto de ser forçado de em Maio se pôr a caminho de Lisboa, via Paris, Londres e Falmouth, se com efeito as melhoras forem progredindo. Daupiás provou em Paris entregando a Francisco José Maria de Brito uma atestação dos três negociantes banqueiros nomeados por todos os credores, que tinha pago a todos os seus credores, mas o autor ainda não soube se já lhe foi entregue a patente de Cônsul Geral. Informa que faleceu em Londres Joaquim Andrade, Cônsul Português, e um dos Louvados nas reclamações de Paris. Assim, informa qe o seu filho José Luís, que detem uma Casa de Comércio em Londres desde 1809, dirigirá um requerimento a S. M. a pedir a nomeação para este cargo. Na última página está anotado o endereço do conde da Barca no Rio de Janeiro.
Não deixa escapar a ocasião para se fazer lembrada ao amigo e repetir o quanto o seu silêncio a entristece e faz lastimar. Passam-se dias, meses, anos sem que chegue qualquer alívio para a nossa situação. Partilha os seus desgostos e sofrimentos. O Marido vive desesperado, e a autora tem de se submeter a mil privações para o socorrer, ainda mais agora que o bom Brito não pode prestar-lhe mais ajudas. Clama por justiça para este, que é o vosso melhor amigo, o mais devoto e zelozo em tudo o que diz respeito ao destinatário e aos seus; e por piedade para com o desafortunado Marido cuja conduta deve ser aplaudida. Ele apenas sofre por ser dedicado ao seu dever e ao seu mestre.Toda a sua esperança reside no interesse que o destinatário possa manifestar em favor dele. Sofre com o afastamento de d'Aarújo, com a falta de notícias e que faz com que os seus embaraços sejam a cada dia mais dificéis de suportar. Pede, ao menos, uma palavra de amizade e de lembrança para adoçar os tormentos. Pede para dizer ao médico [Vicente Navarro de Andrade], que o destinatário certamente viu, que não pode escrever hoje, mas que se recomenda e que aguarda com impaciência por notícias dele. Participa que deixou a casa de Bacq e informa do novo endereço, em Saint Germain, para onde deve escrever.
Fazendo uso de todas as oportunidades para se fazer lembrada a António de Araújo. Recebeu cartas do bom amigo Lobo, mas ainda não chegou aquela que o destinatário enviou para o Doutor Pinto. Remeteu uma ao destinatário pelo ?irmão do amante? de Pinheiro [Ferreira] em que comunica a sua triste posição e os múltiplos embaraços com que se defronta, recebendo apenas o auxílio do bom e generoso B[rito], apesar de também se encontrar em dificuldades económicas. Como o destinatário diz que aprova a conduta de Brito, e que lhe rende justiça, tal como o Superior está encantado com ele, deveria ajudá-lo. O Marido, [Abraham Cappadoce-Pereira], [cônsul português na Dinamarca], vive uma situação desesperada, em virtude de nada receber desde há quatro anos. Apesar do destinatário lhe ter comunicado que se tinha hipotecado para defender os interesses de ambos, e de a autora acreditar nesta promessa e na sua palavra, como a mais sagrada, a verdade é que o tempo passa, sendo bem penoso para quem aguarda. Suplica-lhe para que não negligencie os amigos que, prestaram provas irrefutáveis de um sentimento sem limites, e necessitam, agora, da sua bondade, generosidade e protecção. Despede-se com um sentimento penoso, e certa de que uma palavra, uma carta do destinatário poderá fazer desaparecer estas nuvens tenebrosas que sobre eles se abatem. Em P.s. pede para escrever-lhe por via do Doutor Pinto.
Envolta em mágoas e aflições, diz que nenhuma delas resistirá perante uma linha escrita da mão do bem amado amigo [António de] Araújo. Aguarda com impaciência por notícias visto que a última carta recebida data de 7 de Abril. Acredita, tal como o destinatário, que o tempo e a distância que os separa em nada alterou a amizade e ternura existente, e que nada mais importa a não ser o facto dele ser, hoje, a mesma pessoa, com a alma, o espírito e a amabilidade que lhe conhece. Acredita que existirá oportunidade para um reencontro, tal como acredita que ainda vive na lembrança de Araújo. Só esta certeza poderá fazê-la recuperar a felicidade. Apenas consegue sobreviver graças ao apoio de [Francisco José Maria de Brito], o "Maître de Botanique", que é quem a consola e sustenta a sua coragem para suportar os tormentos, ainda não recebeu o seu soldo e endivida-se para poder viver. Tenha piedade de Marido, [Abraham Cappadoce-Pereira], que vive em desgraça e se não lhe pagam não sabe o que poderá suceder-lhe. A devoção e o zelo dele pelo destinatário não tem limites e não é justo que dele não se lembre. [Joaquim] L[obo da Silveira] já chegou ao seu destino com a mulher e os filhos. [João Paulo] Bez[erra de Seixas] nunca mais respondeu à carta. Refere-se ao jardim.
Acusa a receção da carta do amigode Araújo, o que a fez sentir a mais viva alegria. Após um ano e meio de silêncio, com todas as angústias e desespero, é uma dádiva rever a sua letra e as suas expressões de ternura, transmitidas na carta enviada por Navarro. Se o destinatário conhecesse a dimensão da sua alegria não seria tão avarento a escrever-lhe. A saúde do destinatário preocupa-lhe, e agradece ao céu por ele ter um médico amigo [como Manuel Luís Álvares de Carvalho], a quem reconhece como um benfeitor a quem deve mais que a própria vida. O [Abade] Correia [da Serra] já deve vos ter feito chegar a carta onde refere a situação aflitiva em que vive o vosso dedicado amigo [Brito] e os negócios do Marido. Implora por eles, e refere que tem confiança em que a amizade e caridade do destinatário se empenhará de uma forma eficaz em benefício de ambos. Apesar de escrever-lhe frequentemente, nada sabe de L[obo]. Pede por notícias frequentes, o que poderá ser feito or C[orreia]. Despede-se citando versos de Metastasio, poeta preferido do destinatário.
Manifesta a sua alegria por ter recebido uma carta do amigo de Araújo, constatando que ele continua generoso, bom e justo, que permanece digno da estima e do culto que o seu coração lhe dedica. Agradece as diligências desenvolvidas em favor de [Francisco José Maria de Brito], o "Maître de Botanique". Ninguém é mais digno e mais devoto do que ele, que a ampara nas desgraças e consola nos infortúnios. A amizade que ele tem pelo destinatário está para além de qualquer palavra, de qualquer descrição. A autora, implora por protecção para o marido, [Abraham Cappadoce-Pereira], [Cônsul português na Dinamarca], que vive bem desgostoso e cujos males recaem sobre si. Recomenda ao amigo [Domingos] Borges [de Barros], [futuro Visconde da Pedra Branca], pede para dizer a V[icente] N[avarro de Andrade], [Médico], que a sua amizade por ele jamais cessará, que se compadece muito com o seu sofrimento, e que tem visto o "petit choux". Vê frequentemente a sogra de Rolando, que fala de Araújo como deum deus. O "Platonique", [Morgado de Mateus], continua furioso com o dest. e tudo parece que se deve a uma carta em que Araújo dizia mal dele e que lhe foi mostrada pela [sua esposa] o "Vulcain d'Adéle", [Adelaide, Condessa de Flahaut]. Insurge-se contra a pérfida e ingrata conduta de Renh[ardt] que vos deve tudo. Relembra que o honesto Gildemester tinha razão quando advertiu o destinatário sobre este homem indigno.
Dispõe apenas de breves momentos para escrever a [António de Araújo] e manifestar o seu desgosto e a sua aflição pelo seu silêncio, muito embora reconheça que as actuais circunstâncias são horrivéis. O vosso amigo "Maître de Botanique", [Francisco José Maria de Brito] ainda não recebeu e a autora inquieta-se porque sem ele o seu futuro permanece incerto. Apesar do seu zelo e dedicação não recebe nada. Marido, [Abraham Cappadoce-Pereira], está encurralado e socorre-se da autora que, por piedade e por dever, ajuda-o. [Joaquim] L[obo da Silveira] disse-lhe que o pequeno T., pai de Rolando, pensa em pagar-lhe. O "petit" B[ezerra] já deve estar em vossa casa, ele é um homem feliz e bondoso. Solicita uma palavra de amizade e para que não se esqueça dos amigos. A autora diz que vive triste e desencorajada porque a situação não é agradável e só uma palavra do destinatário, só o seu auxílio poderá melhorar a sua vida.
Expressa o desejo em rever o amigode Araújo. Comenta a chamada do pequeno B[ezerra] e a vida errante que tem, por inerência, a esposa dele, que com esta idade percorre tantos países e experimenta a sociedade caprichosa e melancólica do marido. Pergunta ao destinatário porque razão não vai para o país da princesa [Carlota Joaquina], onde é admirado e estimado, e onde ser-lhe-ia mais fácil obter notícias do destinatário. Informa que o seu amigo [Brito], vive rodeado de embaraços, porque ainda não recebeu o anunciado. O Marido vive, também, encurralado o que causa transtornos à autora. Ele insta a autora a escrever a todo o mundo em seu favor, como a L[obo], a B[ezerra] e ao destinatário. O clima do país onde se encontra desgasta-lhe a saúde e por isso deseja obter um cargo na Sicília, mesmo sem saber se o cargo está vago ou não! Ele vive tão infeliz que não tem a coragem de lhe negar alguma coisa. Como conhece a delicadeza e generosidade, está persuadida de que se este assunto depender do destinatário alguma coisa será feita. Por piedade para com ele e amizade pela autora faça com que lhe paguem. Pede por notíciase depede-se com "Vale et me Ama".
Pelo Brito que recebeu antes de ontem uma carta de António de Araújo pelo rapaz que trazia despahos, soube que já passava melhor a saúde. Diz que se o destinatário duvidar dos seus sentimentos "seria offenderme", morria de paixão. O seu retrato nunca me deixou. Está certa que o destinatário a protegerá nas infelizes circunstâncias em que se encontra juntamente com o pai. Defende que os seus princípios de honra e dignidade. Com confiança e esperança na bondade e protecção do destinatário remete a carta inclusa para o Príncipe, a qual vai aberta para que a possa ver. Espera que não a desaprove pois "aqui assim se escreve nestes paijses aos monarcas". Ficará eternamente agradecida se o amigo António de Araújo fizer "as partes boas" e depois mande dizer com sinceridade a resposta do mesmo Senhor. Refere que só diz a verdade, mesmo quando o rei Luís XVIII pergunta por S.A.R., homem bom e com afeição "pela nossa Corte". Expressa o desejo em ver que uma das nossas princesas case com o Duque de Berry, prestando-se a ser Dama da mesma. Alerta destinatário para a necessidade de falar neste casamento ao Príncipe antes que outras Cortesse lembrem disso "pois tenho ouvido falar a este respeito". O pai ficou contente por saber que a autora tinha recebido notícias de António de Araújo.
Como sabe que Brito expede um correio por Gameiro, aproveita a oportunidade para se recordar a António de Araújo e apresentar os votos de feliz saúde. De V.ª Ex.ª depende muito a felicidade da autora e do pai, estando a aguardar por notícias favoráveis. Pelo carácter como o seu, pela antiga amizade e "circonstancias que há entre nós", o destinatário não se esquecerá de satisfazer os repetidos rogos que tem apresentado, e que são inutéis de serem apresentados novamente. O portador desta carta leva outra mais circunstanciada. Durante estes dias tem acompanhado Madame Lobo, tendo este casal sido apresentado por Marialva. Aceitou o convite dos mesmos para jantar e encontrou Marialva, Carvalho e Navarro, tendo inclusivamente brindado ao destinatário. Marialva trata-a com a maior distinção e respeito e está certa que se lhe pedisse alguma coisa ele não recusaria. Lamenta ter ingleses em sua casa, apesar de não os ver, apenas fornece-lhe "luz e roupa branca". Portam-se melhor do que os do mês passado. Deseja receber notícias. Oferece um vidro com sal inglês, muito eficaz para a cabeça, pedindo que aceite como uma pequena lembrança "daquella que há 15 anos tanto o ama". Em P.s. pede para que mande dizer se a pensão pedida ao Príncipe foi aceite.
Não pode viver sem ter o alívio de escrever a António de Araújo, embora desconheça se as suas cartas lhe "são pezadas". Das tantas cartas que já escreveu, apenas recebeu uma em resposta, começando já a acreditar que o destinatário esquece-se de si. Descontente e desesperada, lembra os seus infortúnios e os que o seu pai, que é muito seu amigo, vive em Londres. Faz o pedido a António de Araújo para ser seu amigo, para os proteger porque caso contrário, cairá em grande desespero. Deseja que o seu pai obtenha uma satisfação, que seja nomeado para um cargo para que possa viver com as filhas. Ficará eternamente reconhecida se o destinatário der esta prova da sua amizade. Não acredita que a sua desgraça não comova o coração do destinatário. Faça por obter do príncipe uma "réparation de honneur" por escrito. A posição em que se encontra é muito difícil, até Brito desconhece a sua real dimensão, e terá de começar a vender alguns dos seus objectos para providenciar a sua subsistência e a da sua filha. Pede ao destinatário que obtenha do príncipe uma pensão para si. Recomendações da irmã e do Marquês de Chardonnay. No Sobrescrito: "A Monsieur/ Monsieur D' Araujo/ Ministro D'Estado/ Da Marinha/ Rio de Janeiro//".
Acede com prontidão e alegria ao convite para escrever ao querido amigo Antóniode Araújo, para fazer-se lembrada e pedir notícias sobre o seu estado de saúde. Fala continuamante do destinatário ao amigo Brito, que tem sido o anjo consolador dos infelizes e cuja bondade protege-a das privações. Vive reconhecida pela ajuda dele e venera-o por isso, tal como os sentimentos pelo destinatário são imutáveis. Os seus talentos e a sua devoção à pátria e ao príncipe são conhecidas de todos, mas a bondade e a sensibilidade da alma só está ao alcance dos amigos. Agradece as instâncias do destinatário para pagarem a Marido que, inclusivamente, já começou a devolver-lhe o dinheiro emprestado. A autora vê [Joaquim] L[obo da Silveira] com frequência e constata que ele permanece o mesmo amigo franco e leal. A mulher dele [Sofia Amelia Murray] que é charmosa, doce e instruída. Cita versos [de Goldsmith em homenagem] à felicidade deles, o que para L[obo] é uma justa recompensa pela sua conduta. Refere-se à França como um país de "gironettes", esperando que a sabedoria e a bondade do rei [Luís XVIII] consiga cicatrizar as feridas sofridas e reparar os infortúnios que tem sucedido ao país.
Como soube há poucos minutos que Brito expede um correio a Londres e que escreve a V.ª Ex.ª, não quer perder a ocasião de transmitir a sua satisfação por ter notícias de António de Araújo, apesar de não serem as melhores a nível de saúde e ainda se encontrar muito trémulo das mãos. Nada a demove que a moléstia é causada pelo clima e muito deseja de o ver "d'ahi para fora". Assegura que se a filha não fosse tão pequena e de saúde tão delicada, já teria partido para o ir ver. Talvez o faça daqui a dois anos. O pai e o cunhado escreveram há pouco tempo ao destinatário e todos se preocupam pelo seu estado de saúde. O Duque de Luxemburgo dará mais notícias suas. Ele virá aqui amanhã à noite para tomar chá e para uma partida de "Whist" e estarão outras pessoas para uma soirée em homenagem ao mesmo fidalgo.Espera que que o casamento do Duqe de Berry com uma das nossas rincesas se concretize. Ontem recebeu uma visita do marquês de Marialva e ele fala sempre com muito sentimento de V.ª Ex.ª e rende "justiça ao seo merecimento". Recorda a situação do pai. No Sobrescrito: "Ao Illmo. Exmo./ Snr. Antonio d'Araujo/ Ministro D'Estado/ Rio de Janeiro//".
Acedendo ao convite de Brito para desejar ao conde da Barca "felizes anos" e votos de feliz restabelecimento. Ontem esteve na Corte, cumprindo o "dever de dia de Anno Bom", e estavam o Rei, os Príncipes e a Duquesa de Angouleme a receber. O rei dedicou-lhe atenção em público o que é muito lisonjeiro. Na última carta comunicava que estava sentida pelo facto do Duque de Luxemburgo nada ter alcançado a respeito de seu pai, e que o mesmo lhe tinha comunicado que o destinatário demonstrava grande interesse neste negócio. Sabendo isto, conjectura que o destinatário nada pode fazer para vencer a intriga ou as circunstâncias. Lamenta muito que o Duque não tenha trazido nada para o bem do pai e que este continue a viver em grande despesa em Londres de onde "não pode sahir e hir para Lisboa". Tem planeado partir para aí este ano "na bella estação" acompanhada do cunhado Marquês de Chardonnay, embora passe antes por Londres para deixar a filha aos cuidados do pai. Parte para implorar junto de S.A.R., ficará hospedada em casa da tia Viscondessa do real Agrado. Tem toda a esperança de não morrer sem que antes possa reencontrar o destinatário. No sobrescrito: "A Monsieur/ Monsieur Le Comte da Barca/ Rio de Janeiro//".
Persuadida que António de Araújo não duvida dos seus sentimentos de amizade, felicita-o pelo título de Conde da Barca. Há muito tempo que estava à espera desta distinção. Desejos que recupere inteiramente a saúde. As últimas notícias que vieram daí foram de satisfação porque soube que o dest. está muitíssimo melhor de saúde e que se ocupava da casa de campo. Como o nosso Brito expede um correio com despachos, por Londres, renova os seus sentimentos. O seu maior desejo é não morrer sem tornar a ver o destinatário. Escreveu pelo Duque de Luxemburgo, cuja partida tem sido adiada, mas o mesmo disse-lhe que partirá nos primeiros dias de Março. Tem escrito muitas outras cartas, mas não sabe se as recebe. Espera que não se esqueça de si nem do pai. A filha, que passa com pouca saúde, em breve faz quatro anos no dia 24 do mês que vem. No Sobrescrito: "Ao Illmo. E Exmo. Snr./ Antonio D' Araujo/ Conde da Barca/ Rio de Janeiro//".
A Baronesa de Beaumont, demonstra a satisfação pela carta de 27 de Abril, recebida ontem, foi mais agradável do que o recado, pouco delicado e incoveniente, mandado por Brito àcerca dos invejosos que se opõe à justiça que é devida ao pai. Pede circunspecção e que lhe transmita o que quiser, mas por carta fechada. Apesar de tudo, nunca se persuadiu que o dest. fosse indiferente aos seus sofrimentos e aos de seu pai. O pai tem sofrido muito pela amizade que tem pelo destinatário, "acabrunharão-no, maltratarão-no", mas "lutando em hum labirinto de disgostos". Beaumont diz-se a vítima mais infeliz por ter casado com um militar pobre cuja carreira e sistema de guerra não lhe dava solidez nem segurança para o futuro. Refere-se às circunstâncias que a levaram recusar outros partidos mais vantajosos e a aceitar esta união. Mas, tudo saiu ao contrário do que esperava. Recorda que o destinatário lhe dizia que a vida entre ambos "havia de acabar em comedia ou em tragedia". A distância que os separa impede o reecontro. Assume o seu desgosto por ver a trémula assinatura do destinatário e por perceber que não pode escrever como antigamente. Pede para não se esquecer de si nem do pai porque "he divida que nos paga". No Sobrescrito: "Ao Illmo. E Exmo. Snr./ Antonio De Araujo De Azevedo/ Conde da Barca etc etc etc/ Rio de Janeiro//":
Carta dirigida a Agostinho José da Serra Chuquerre. Pelo teor da carta trata-se de uma carta trocada entre dois antigos estudantes da Universidade de Coimbra. Na Relação e Índice Alfabético dos Estudantes matriculados na Universidade de Coimbra no ano letivo de 1836 para 1837, encontram-se os nomes de Agostinho José da Serra Chuquerre, aluno do 4.º ano da Faculdade de Cânones, filho de João da Serra Chuquerre, natural de Pessegueiro, distrito de Aveiro, e de Albano Caldeira Pinto de Albuquerque, aluno no 3.º ano da Faculdade de leis. Tudo aponta, pois, para que a carta tenha sido endereçada a Agostinho José da Serra Chuquerre por Albano Caldeira Pinto de Albuquerque. Quanto à recomendação a J. Dias que é mencionada na carta, tratar-se-á, provavelmente, de José Dias Ferreira, professor da cadeira de economia política, estatística e legislação da Fazenda do 2.º ano da Faculdade de Leis, no ano letivo de 1861-1862. Curiosamente da lista de estudantes que, nesse ano letivo, frequentaram o 2.º ano, consta o nome de Tomé de Brito Pinto e Albuquerque, filho de Wenceslau Pinto, natural de Alpedrinha, distrito de Castelo Branco.
Contém: Orçamento para reparação das paredes de vedação e suporte no caminho público na freguesia de São Lourenço de Sande; Reparação do caminho que liga a igreja da freguesia de São Lourenço de Sande, cemitério e escola; Ofício para colocação de lavatório e bebedouros na escola primária masculina de Urgeses; Ofício para reconstruir e ampliação igreja paroquial de Creixomil; Ofício para construção de novos cemitérios das freguesias de Mesão Frio, Polvoreira, Atães, Brito; Ofícios; Orçamentos; Mapa da medição da obra; Abaixo assinados; Memória descritiva e justificativa; Planta da obra de alargamento do aqueduto no rio de Febras que liga São Clemente de Sande às Caldas das Taipas; Plantas e ofícios para construção de um pontilhão no lugar de Polés; Planta, ofícios e diploma de licença da Direção Geral dos serviços hidráulicos e elétricos para proceder ao alargamento do recinto do balneário das Caldas das Taipas e cobrir o ribeiro do Reconco; Planta, ofícios e diploma de licença da Direção Geral dos serviços hidráulicos e elétricos para construção de uma passagem em cimento armado sobre o ribeiro que atravessa Moreira de Cónegos, destinado ao transito de peões.