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É um dos mais antigos conventos fundados em Guimarães. Segundo Frei Luís de Sousa, na história de S. Domingos, a então vila de Guimarães, no ano de 1270, convidou os dominicanos a fundarem uma casa conventual. Com esse fim, chegam à vila em Dezembro quatro religiosos dominicanos, entre os quais o Prior de S. Domingos do Porto, tendo reunido com as pessoas mais notáveis da vila e do povo, na capela de S. Tiago na Praça, sendo-lhes ali concedida a licença para a fundação, demarcando-se-lhe um local perto da porta da vila, junto à Torre da Nossa Senhora da Piedade, hoje no Toural à entrada da Rua da Rainha.Com esmolas e ajudas compram casas e quintas, começando a obra junto ao muro novo, em 1271, no reinado de Afonso III, concluindo-se oito anos mais tarde. No entanto, em 1323, D. Dinis manda derrubar o convento, devido ao perigo que podia acarretar para a defesa da vila, como se comprovou aquando da rebelião do Infante D. Afonso, que quase conquistou a vila aproveitando-se da vizinhança do seu muro de defesa.Desalentados, só mais tarde é que os frades, marcado novo local para edificação, a cerca de 130 passos a Poente do antigo convento, principiaram a construção do novo convento. As obras vão sendo feitas com ajuda de esmolas, principalmente do arcebispo de Braga, D. Lourenço Vicente, do fidalgo D. Afonso de Briteiros e dos bispos de Burgos, que lhes deixou a sua livraria. Este edifício foi durante muitos anos um seminário.Em 1297, juntamente com os franciscanos, fazem um acordo com a Colegiada para regulamentar a pregação nas igrejas de Guimarães. Este acordo foi depois renovado em 1 de Abril de 1409.A igreja de três naves e dez altares laterais, uma das mais espaçosas e elegantes de Guimarães, sofreu profundas alterações durante os séculos XVIII e XIX. No ano de 1744 a câmara, em sessão de 3 de Março, deu verbas para substituir a capela-mor primitiva por uma outra, certamente, mais ampla, mas sem qualquer beleza arquitectónica. Em 1770, por diligências de Rodrigo de Sousa da Silva Alcoforado, da Casa de Vila Pouca, fez-se uma nova porta principal barroca. Em 1874, a Ordem Terceira e irmandades ali constituídas, reformam toda a igreja, que ameaçava ruir, com pinturas, dourados e estuques, sendo restituída ao culto cinco anos mais tarde. Todas estas sucessivas obras desfiguraram inteiramente a velha igreja gótica. Com a extinção das ordens religiosas a igreja ficou abandonada, sendo mais tarde cedida à Ordem Terceira de S. Domingos, por D. Maria II, em 24 de Janeiro de 1851 e dado o convento à câmara por decreto de 25 de Abril de 1842, tendo servido em 1839 de quartel militar e, em 1842 foi convertido no Tribunal Judicial.Em 1888 parte do convento foi ocupada pela Sociedade Martins Sarmento, com o fim de nele se estabelecerem os museus, biblioteca e demais dependências da instituição. Hoje a igreja é a paroquial da freguesia de S. Paio.
Contém diversos documentos de receita e de despesa relativas ao cofre da caridade, entre os quais, contas mensais dos enfermeiros do mês contendo indicação da data em que o suplicante foi aceite como doente, período de tempo da assistência prestada e respetivos valores que lhes foram entregues (subsídios diários), data da alta ou do enterro; relação de despesas com o pagamento de novo imposto; despesas judiciais; ordenado do médico, do andador, etc.; de medicamentos, entre outras; contas das despesas mensais; relação do rendimento que tem o Hospital da Caridade da freguesia de S. Nicolau aplicado para o curativo de todos os paroquianos e mais irmãos (1813-08-25); lista das pessoas que sendo irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja de São Nicolau não podem ser considerados irmãos da Irmandade da Caridade por não terem pago anual algum até à data de 25 de março de 1827; relação da lista de documentos que a Irmandade teve de enviar à Administração do Bairro do Rossio em virtude de uma intimação que lhe foi feita; orçamentos de receita e despesa do Hospital da Confraria e Montepio de Nossa Senhora da Assunção e Santo Elói dos Ourives e da Irmandade da Nossa Senhora da Caridade para o ano de 1843; recibos de receita da Irmandade relativa a rendas de casas; contas das despesas com consertos nas casas do Beco do Monete e no Beco da Cardosa que pertencem à Irmandade; conta das rendas pagas à Irmandade; livro onde estão registadas as despesas com as obras feitas nas propriedades; causas judiciais; ordenados; esmolas; Décimas; ajudas de custo; farmácia; dinheiro dado a juro; doentes socorridos e despesas de secretaria durante diversos anos (1760 a 1791); mas, também a receita; e outras informações relevantes extraídas do Livro de Termos, Livro das Conferências (atas), Livro dos Conhecimentos (recibos), Livro da Caixa (entre 1792 e 1843).
Participa ao amigo de Araújo o seu desgosto pela partida do portador da carta, que muito sofreu aqui e experimentou todo o género de privações com uma constância de sentimentos e firmeza. Em muito agradece as atenções e os cuidados que ele lhe prestou durante a sua doença. Os seus talentos e o seu saber e o seu carácter honesto poderão ser de grande utilidade ao destinatário. Recorda os tempos passados, a profunda amizade e lamenta o imenso espaço que os separa e que faz com que ela seja esquecida porde Araújo. [Cita versos de Goldsmith]. Pede-lhe que demonstre que não é apenas a glória que ocupa os seus tempos, mas também os sentimentos de amizade e contradiga aqueles que dizem que se tornou apático sobre esse céu flamejante e já não olha para os amigos fiéis. Foi com um prazer incomensurável que soube da nova graça que o Soberano lhe concedeu. Refere que escreveu inúmeras vezes, mas desconhece se as cartas chegaram ao seu destino. Pede para, doravante, endereça-las a [D. Joaquim] Lobo [da Silveira] ou ao pai do portador desta, esquecendo a via do Dr. que tem sido negligente. Refere-se às dificuldades sentidas por Marido no cargo que o destinatário lhe concedeu [quando era Ministro Negócios Estrangeiros em Portugal] e que elas recaem sempre sobre si, ao ponto que se não tivesse a ajuda do generoso "Maître de Botanique" [Francisco José Maria de Brito], não saberia qual seria o seu futuro. Este também vive em dificuldades e já há três anos sem receber um soldo e uma carta do dest. o que muito o aflige. Até o "Platonique" reconhece a extrema dedicação e os riscos que [Brito] corre em nome da sua amizade por de Araújo, o seu mestre. Mesmo assim vive socorrendo os seus compatriotas e acredita que o seu dever é permanecer aqui. Oferece um pequeno alfinete, pedindo ao destinatário que o use como lembrança da sincera amizade. Desejava enviar algumas obras novas, mas deixa esta tarfea para Brito. O filho de Louis, afilhado do destinatário, está aqui. Pede para lhe dizer se P. está com o destinatário. [versos da Venality]. Ao fechar esta carta, recebeu com imensa satisfação a do destinatário datada de 9 de Junho. Aguardará a outra que falará sobre o destino de Marido. Já não aspira a rever o destinatário mas unicamente a que o seu coração conserve a amizade. Pede ajuda para os seus verdadeiros amigos e alerta para aqueles que o dizem ser, poderão sê-lo mas do "Ippogrife". Oferece uma nova estampa e espera que o dest. como amante das belas artes a coloque no seu gabinete.
A cumprir missão em Cabo Verde, São Tomé, São João Baptista de Ajudá e Angola
Entrega de vários bens à corporação encarregada do culto católico, ao abrigo do Decreto n.º 11887, de 6 de Julho de 1926, na freguesia de Luso, concelho da Mealhada, distrito de Aveiro, nomeadamente a igreja paroquial e as capelas públicas com as suas dependências e objectos de culto, de acordo com despacho ministerial de 26 de Julho de 1932. No processo são identificadas a Capela de Santo António e a Capela de São João situadas no lugar de Luso; a Capela de Nossa Senhora do Carmo, situada no lugar de Monte Novo; a Capela de Nossa Senhora da Ajuda, situada no Salgueiral; a Capela da Senhora da Piedade, situada em Várzeas;a Capela de São Sebastião, situada em Barrô; a Capela de São Pedro, situada na Lameira de São Pedro; a Capela de Santa Eufémia, situada na Lameira de Santa Eufémia; a Capela de São João, situada no Louredo e a Capela do Senhora da Serra situada nas Carvalheiras. Contém ainda referências à residência paroquial, reclamada pela corporação encarregada do culto católico, que tinha sido vendida - embora considerada ilegalmente por ter sido sem ser em hasta pública como a lei determinava - para escritórios à Comissão de Iniciativa do Luso e Bussaco.
A Irmandade do Santíssimo erecta na Igreja da Póvoa de Santo Adrião solicita a entrega de um arcaz para guardar os paramentos que não se encontram devidamente acondicionados naquela igreja. Para responder a essa solicitação a Repartição do Património da Direcção Geral da Fazenda Pública sugere a entrega do um arcaz pequeno que se encontrava, à época, na igreja da Luz e que pertencera ao suprimido Recolhimento do Coleginho, sendo que para substituir o do Coleginho fora cedido outro arcaz que se encontrava no Palácio da Ajuda. Contém o auto de entrega datado de 24 de Junho de 1935 de diversos objectos provenientes das Capelas dos Hospitais Civis de Lisboa à Irmandade de Nossa Senhora da Luz, erecta na igreja com o mesmo nome sita no Largo da Luz, na freguesia de Carnide em Lisboa, realizado no edifício do extinto Convento das Trinas. Contém igualmente dois ofícios do Director Geral da Fazenda Pública informando que, por despacho ministerial de 8 de Junho de 1935, foram cedidos objectos de culto à Irmandade de Nossa Senhora da Luz provenientes da igreja do Coleginho (um arcaz, seis tocheiros e alguns castiçais), bem como toalhas e vários tecidos provenientes do antigo Convento das Trinas, situado na Rua Sara de Matos, em Lisboa.
Trata-se do empréstimo de 100.000 contos destinado a: 1) Aeroporto (20.000 contos); 2) Prolongamento da Av. Almirante Reis e à Estrada da Encarnação (10.000 contos); 3) Parque florestal de Monsanto - fase inicial (20.000 contos); 4) Urbanização da zona do novo Hospital Escolar (6.000 contos); 5) Transferência da fábrica de gás das proximidades da Torre de Belém para a Matinha (6.000 contos); 6) Arranjo da Av. da Índia e da Praça do Império (8.000 contos); 7) Urbanização da encosta da Ajuda e do Restelo - fase inicial (15.000 contos); 8) Saneamento do caneiro de Alcântara e Av. de Ceuta - fase inicial (7.000 contos); 9) Urbanização das casas económicas a construir pelo Governo (8.000 contos); 10) Construção de 1.000 casas desmontáveis em colaboração com o Estado (5.000 contos); 11) Ligação da auto-estrada a Lisboa (8.000 contos); 12) Construção de novos mercados: S. Bento, Belém, Poço dos Mouros, etc. (6.000 contos); 13) Estrada da circunvalação de acesso aos novos aquartelamentos a construir na periferia de Lisboa (6.000 contos); 14) Construção das grandes artérias radiais e transversais destinadas a descongestionar o tráfego na parte central da cidade, incluindo a ligação do aeroporto à base de aviação de Cabo Ruivo (10.000 contos); 15) Trabalhos de urbanização (10.000 contos); 16) Material para aperfeiçoamento do serviço de limpeza e regas e de transporte de carnes (5.000 contos). Foi autorizado por portaria publicada no Diário do Governo, II série, de 17 de Novembro de 1939.
Entrega de bens, nos termos do Decreto n.º 30615, de 25 de Julho de 1940, à fábrica da igreja e benefício paroquial da freguesia do Luso, concelho de Mealhada, distrito de Aveiro, nomeadamente a igreja paroquial; a Capela de Santa Eufémia no lugar da Lameira de Santa Eufémia; a Capela de São Sebastião no lugar de Barrô; a Capela de São João Baptista no lugar de Louredo; a Capela de Nossa Senhora da Piedade no lugar de Várzeas; a Capela de Nossa Senhora do Carmo no lugar do Monte Novo; a Capela de Santo António no lugar do Luso; a Capela de São João no lugar de Luso; a Capela de Nossa Senhora da Ajuda no lugar de Salgueiral; a Capela de São Pedro no lugar de Lameira de São Pedro; a Capela do Senhor da Serra no lugar de Casal das Portelinhas com todas as suas dependências, móveis, paramentos e imagens devidamente discriminados no auto de entrega incluso, lavrado a 28 de Outubro de 1959.
Entrega de bens à Fábrica da Igreja Paroquial da freguesia de São Pedro de Óbidos, concelho e distrito de Óbidos, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 30615, de 25 de Julho de 1940. Dos bens entregues constam uma casa que serviu de celeiro de São Pedro, um terreno que serviu de celeiro de São Tiago e o capital de 28 escudos e 800 reis. Do pedido inicial constavam também os seguintes imóveis: Igreja matriz da freguesia de São Pedro, situada na vila de Óbidos; igreja de São Tiago, na vila de Óbidos; capela de Santo Antão, extra-muros; capela de Santa Iria, extra-muros; capela de Santa Luzia, situada no lugar da Usseira; capela de Santa Ana, sita no lugar do Pinhal; capela da Senhora da Ajuda, situada no lugar das Gaeiras e capela da Senhora da Conceição, situada no lugar de Trás do Outeiro. Relativamente à Igreja de São Tiago é considerada «parcela dum conjunto representado pelo Castelo de Óbidos, deste modo integrada no Património Artístico Nacional, representativa duma época longínqua da nossa história, monumento 'dos mais antigos que possuimos; de certo valor e beleza...' », conforme ofício de 20 de Março de 1950 do Conservador dos Palácios e Monumentos Nacionais da zona de Leiria.
Entrega de bens à fábrica da igreja e ao benefício paroquial da freguesia de Alviobeira, concelho de Tomar, distrito de Santarém, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 30615, de 25 de Julho de 1940. Pelo auto lavrado a 21 de Janeiro de 1943 foram entregues o edifício da Igreja que confronta todos os lados com o adro; a Capela pública na Senhora da Ajuda, em Ceras; assim como os objectos de culto da igreja e da capela devidamente identificados. Por auto lavrado a 11 de Setembro de 1943 foi entregue ao benefício paroquial uma casa de habitação e quintal destinados a passal do pároco e à fábrica da igreja paroquial uma terra de mato e pinheiros na Cabeça da Pia, freguesia de Alviobeira. Por auto lavrado a 20 de Abril de 1944 foram entregues inúmeras oliveiras dispersas por várias propriedades à fábrica da igreja paroquial. Finalmente, por auto lavrado a 5 de Junho de 1944 foi entregue uma terra de mato e 26 oliveiras no sitio do Ribeiro do Perro, limite de Ceras.
1.º outorgante: Maria Manuela Henriques Perestrelo Favila Vieira de Santa Clara Gomes.. Outros outorgantes: 2.º: 1. Manuel Rodrigues de Freitas e consorte, Maria Florbela Pereira de Freitas; 2. João Rodrigues de Freitas e consorte, Albertina Macedo Ferreira de Andrade Freitas; 3.º: Caixa Geral Depósitos, representada pelo subdirector e gerente da filial do Funchal, João Encarnação Drumond Ferreira; 4.º: Fundo Especial para a Extinção da Colonia, representado pelo presidente, Dr. José Joaquim Trindade Varela. Objeto da escritura: Direito de remição pelos segundos outorgantes, ao abrigo do Decreto Regional n.º 13/77/M que procede à extinção dos contratos de colonia, da propriedade do solo de uma parcela de terreno de um prédio rústico localizado no sítio da Ajuda, Pedra Mole, São Martinho, propriedade do 1.º outorgante, inscrito na matriz predial respectiva sob o artigo n.º 493, no qual se encontram implantadas benfeitorias rústicas e urbanas pertencentes aos segundos outorgantes, inscritas na matrizes prediais respectivas sob os artigos 493-7 (as rústicas) e 2.093 (as urbanas). Para efeitos da transmissão da parcela referida, procede-se a empréstimo no valor da aquisição e a constituição de hipoteca sobre porção adquirida e respectivas benfeitorias. Preço: 330.000$00.
Documento original datado de: Lisboa, 1549-06-04. O rei D. João III informa que nas Cortes de Almeirim de 1544 "os procuradores delas [cidades, vilas e lugares do reino] em nome dos povos me ofereceram cento e cinquenta mil cruzados de serviço para ajuda de pagar minha dívidas". No entando, sendo as dívidas grandes "e para se pagarem ser necessária muito maior quantia e entre a gente do povo de que se havia de tirar o dito serviço haver muitas pessoas ricas e abastadas e que por seus tratos e pouca obrigação de despesas me poderião facilmente emprestar muito maiores quantias das que lhes cabia pagar, assentei de lhes pedir que me emprestassem cada um o que bem pudesse segundo sua fazenda". Porém, o monarca é informado que, em alguns lugares, "algumas pessoas emprestaram menos do que lhes cabia pagar de serviço e outras pouco mais", e assim manda que "os lançadores do dito serviço vejam o que cada um dos sobreditos emprestou e achando que alguns emprestaram menos quantia da que lhes cabia pagar em ambos os lançamentos do dito serviço, os obriguem a pagar o cumprimento».
Datação estabelecida por confronto com o documento a f. posteriores, 256-256 v.º. Assuntos: dízima de mercadorias e coisas exportadas para fora do reino; dízima dos produtos da terra; dízima das soldadas dos operários do açúcar e da força animal empregue; dízima de aluguer de casas; dízimas na alfândega; tempo de descarregamento de mercadorias em navios estrangeiros; dízima de produtos transportados em navios estrangeiros; queima de açúcares e canaviais após o estimo; dízima dos cereais; permissão de fazer uma imposição sobre o vinho para despesas concelhias; aproveitmento de teixos e cedros; sabão preto; juiz dos órfãos; miunças (carne); moendas; ribeira de Santa Luzia; jurisdição camarária e jurisdição do capitão do donatário; capelas nos principais lugares do sul da Ilha; procissão do corpo de Deus; dízima da madeira, pedra e cal; exportação de meles e açúcares refinados; dízima da exportação para o reino; estrangeiros; quarto do açúcar; estimadores dos açúcares; selo do concelho; o vigário no Funchal; águas dos domingos; benfeitorias; produção de seda; vigário de Machico; doações de prata às igrejas de Machico e Santa Cruz; alfândega de Machico; jurisdição dos contadores; doação de bombardas para Santa Cruz pela infanta; oferta da mesma infanta para ajuda de uma cruz para a igreja de Machico; licença para ir buscar trigo à Berberia; carência de lenha; pagamentos aos vigários e raçoeiros do Funchal e Machico; extensão dos "favores e liberdades" aqui contidos às Ilhas do Porto Santo e Deserta;
Contém imagens da paisagem costeira, da vila (atual cidade) e baía de Câmara de Lobos e do Cabo Girão, no Concelho de Câmara de Lobos, da baía e da cidade do Funchal, do Ilhéu do Gorgulho, do sítio da Penha de França, do sítio dos Barreiros, da Freguesia de Santa Maria Maior, da Ponta Gorda, do sítio da Ajuda, do sítio do Gorgulho, da Freguesia de São Martinho, da Freguesia do Monte, do sítio do Avists Navios, da ponte dos Socorridos, do Pico das Arrudas, do sítio do Lazareto, da Freguesia de Santa Luzia, do sítio da Ribeira Grande, da Freguesia da Sé, da Freguesia de São Pedro, da praia Formosa, da Freguesia de Santo António, do Pico das Romeiras e Pico dos Barcelos, da sítio da Ponta da Cruz e do Pico do Funcho, no Concelho do Funchal, da Freguesia do Seixal, no Concelho do Porto Moniz, das freguesias da Serra de Água e do Campanário, no Concelho da Ribeira Brava, da Freguesia da Camacha e da Ponta do Garajau, no Concelho de Santa Cruz, do Ribeiro Frio, no Concelho de Santana, de paisagens do Pôr do Sol e paisagens não identificadas.
Manuscrito. "Pasta nº 2 Cazal nº1 AD". Este documento estava na caixa “Pasta nº2 Anno 1841”, que contém CP 13108 a CP 13142. Testamento do 6º morgado Baltasar Pinheiro Lobo. Anterior 1679? O testamenteiro é António Machado da Guerra, seu pai, nomeado seu herdeiro (situação impossível porque o Morgadio de Pindela tinha o património vinculado e não poderia passar para o seu pai). No testamento declara pretender um funeral com bastante magnificência, acompanhado das irmandades de Santa Casa da Misericórdia e de Santa Cruz e da Ordem dos Terceiros, doze pobres, cinquenta clérigos com o pároco e corais da Sé; e ser sepultado na Capela de Santa Catarina, no claustro da Sé de Braga. Contempla muitos dos seus parentes mais íntimos e os caseiros de Pindela com bens móveis; a quinta de Santa Olaia de Tenões, prazo da Sé de Braga para o seu primo João Machado de Vasconcelos, clérigo; a sua casa na Rua S. João do Souto com os pertences deixa ao seu irmão João Machado Fagundes (na altura estava preso); E de quem se confessa devedor e estipula medidas para pagar, e reserva 50 mil reis para o filho "Virissimo", como "ajuda para se ordenar clérigo".
Fotografia de grupo de amigos num petisco no extinto "Nicho" (antiga fonte na serra do Mendro, a cerca de 2km de Vidigueira, onde era habitual ir buscar água, onde se vendia fruta da época e onde se faziam petiscadas). Sentados, da esquerda para a direita, podemos ver Roberto Caetano (pai de Idália e Mariana) apertando a mão a Francisco Arrojado ("Tica"), seguindo-se José António Coxinho (avô de Sara e André Horta), Sebastião José Ramalho Pires (pai de Teresa e António Pires), Modesto Fiel (pai das doadoras), José Domingos Alvorado (pai de Francisca e Fátima Prego Alvorado), Manuel Lúcio ("Florinhas"), Francisco José Coxinho Penas (pai de Carla e Maria Guilhermina Penas), Victor Arrojado (pai de Sandra e Carmem Arrojado) e Manuel Júlio Covas (pai de António e Benta Covas). Atrás, em pé, da esquerda para a direita, vemos José Trole Leão (pai de Célia Leão), Francisco Caetano Franganito, António Manuel Prego Pinto, António Francisco Silva ("Cuba"; pai de Nelson e Joel Silva), seguido do cunhado António Manuel Bonito Covas (avô materno de Ana Lino) e a pequena Carmem Arrojado. No verso está presente um carimbo onde se lê "Reportagens Fotográficas de Miguel Oliveira - Trav. Boa-Hora à Ajuda, 3 r/c-E - Rua Rio Seco - Lisboa".
O autor, Félix de Avelar Brotero, [Botânico], Director do Museu Real e Jardim Botâncio do Paço da Ajuda, agradece ao amigo Conde da Barca, [entretanto falecido em 21 de Junho], a proteção dada ao requerimento enviado e informa-o de que já recebe o ordenado competente após cinco anos de serviço gratuito. Recebeu a notícia de que foram publicadas nas atas da "Sociedade Lineana de Londres", Part. I, Vol. XII, as descrições, da sua autoria, e respetivas estampas de duas novas plantas, a que deu o nome de "Araûjia Scricófera" e "Passiflóra Racemosa", sendo que o nome da primeira é dedicado ao destinatário como forma de lhe prestar um tributo pela proteção que tem dedicado à Ciência Botânica e a quem nela se distingue. Espera poder remeter até final do ano o I Tomo da "Phitographia Lusitana [Selectior]", a qual não tem conseguido publicar por falta de apoios. Recomenda-se ao irmão do destinatário [João António de Araújo de Azevedo], [que se encontra no Brasil].
Informa dos tumultos que se verificam em Londres devido ao descontentamento generalizado pelo novo lançamento de impostos para cobrir o deficit das finanças públicas e das dificuldades que o Ministério enfrenta para remediar a situação. Todos aguardam com ansiedade pelo discurso do principe-regente na abertura do Parlamento. Defende que também é necessário reformar o Parlamento inglês por estar corrompido e que esta situação repercute-se no bom funcionamento dos orgãos de governo. Louva o trabalho do Conde da Barca em prol "da sua Patria tendo reconduzido a aquella ordem de preminencia que deve occupar a justo título". Elogia o recém-nomeado ministro inglês para a Corte do Rio de Janeiro, Sr. Thorthon, dizendo que irá ao encontro deste para contrapor as informações malignas que o predecessor, Lord Strangford, lhe comunicou. Comenta o desempenho do Conde de Palmela. Informa que os jornais noticiaram a assinatura de um Tratado de Comércio entre Portugal e a Aústria, onde as manufaturas desta entratrariam no Brasil sem pagar direitos. Fala num novo imposto sobre os produtos do Brasil. Informa que Manuel de Sousa Freire ofereceu-lhe ajuda nos negócios, o que o incentiva a prosseguir. Remete o discurso do Príncipe na abertura do Parlamento [inglês], o qual lhe valeu insultos e agressões vindas da população. Anotou na última página: "Copia da Carta de 29 de Janeiro por via de Lisboa".
Informa dos tumultos que se verificam em Londres devido ao descontentamento generalizado pelo novo lançamento de impostos para cobrir o deficit das finanças públicas e das dificuldades que o Ministério enfrenta para remediar a situação. Todos aguardam com ansiedade pelo discurso do principe-regente na abertura do Parlamento. Defende que também é necessário reformar o Parlamento inglês por estar corrompido e que esta situação repercute-se no bom funcionamento dos orgãos de governo. Louva o trabalho do Conde da Barca em prol "da sua Patria tendo reconduzido a aquella ordem de preminencia que deve occupar a justo título". Elogia o recém-nomeado ministro inglês para a Corte do Rio de Janeiro, Sr. Thorthon, dizendo que irá ao encontro deste para contrapor as informações malignas que o predecessor, Lord Strangford, lhe comunicou. Comenta o desempenho do Conde de Palmela. Informa que os jornais noticiaram a assinatura de um Tratado de Comércio entre Portugal e a Aústria, onde as manufaturas desta entrariam no Brasil sem pagar direitos. Fala num novo imposto sobre os produtos do Brasil. Informa que Manuel de Sousa Freire ofereceu-lhe ajuda nos negócios, o que o incentiva a prosseguir. Remete o discurso do Príncipe na abertura do Parlamento [inglês], o qual lhe valeu insultos e agressões vindas da população. Junto remete cópia da carta de 20 de Janeiro.
Agradece ao [Conde da Barca] a carta de 15 de Outubro onde comprovou a sua lenta convalescença. Aconselha-o a seguir os preceitos de Manuel Luís [Álvares de Carvalho], [Médico da Real Câmara]. Louva o desempenho do destinatário no exercício das suas funções [de Min. da marinha e do Ultramar] e mais preponderantemente no Tratado de Viena. Refere-se ao artigo que foi publicado no "Times" sobre o Conde do Funchal que entretanto partiu, o qual deve ser da autoria de Lord Strangford. Vive-se um clima de paz na Europa o qual espera-se que seja durável. Agradece a ajuda do destinatário na sua situação e refere desconhecer as verdadeiras causas da sua ruína pelo facto da mesma ter sido premeditada e voluntária. Em Inglaterra diz-se que o que lhe aconteceu é caso único e que deveria ser publicado para servir de governo a outros. Perspetiva um novo estabelecimento, para o qual recorrerá à Casa que o arruinou. Aceitou a proposta de emprego que a Casa de Baring ofereceu ao seu filho Gustavo, embora pretenda evitar relações mais próximas com eles. Informará o destinatário de todos os passos que vier a dar. Refere-se ao amigo Paiva que aguarda pelo momento para tomar posse do lugar "que V. Exa. lhe determinou".
Comenta as divergências existentes na família real francesa devido à nomeação de Touché e talleyrand para o Ministério. Refere-se ao divórcio de Talleyrand. As demais notícias que forem surgindo serão enviadas para a Corte portuguesa através do amigo Brito. Refere-se aos seus Ofícios sobre a Aliança cm A Rússia, para a qual contava com a ajuda ferecida por António de Saldanha [da Gama]. O Conde de Palmela, que está em Paris, aconselhou Joaquim Lobo a se dirigir também para esta capital, onde poderão ocorrer algumas negociações, ficando esta viagem suspensa até que este obtivesse um parecer favorável do autor. Acha que, no entanto, seria precoceJoaquim Lobo empreender a viagem porque não existem garantias de que se efectuarão novas negociações visto que o Príncipe de Metternich nada lhe comunicou neste sentido. Refere-se a Navarro como "hum dos homens mais honrados" que tem encontrado e que está muito stisfeito com a sua companhia. Fala sobre o encontro de apresentação que teve com a família real francesa e do aparecimento do Duque de Ângouleme em Paris, contrariando assim a sua fama de revoltoso. Circulam rumores que Luciano Bonaparte foi preso pelo Rei da Sadenha; que Murat foi preso em França; que Labedoyére será julgado em Conselho de Guerra por ter atraiçoado Luís XVIII. Palmela escreverá a dar parte de um Tratado que se está a aprontar entre algumas potências e a Inglaterra e que tem por objecto o próximo desterro de [Napoleão] Bonaparte.
Informa António de Araújo, na qualidade de Ministro do Príncipe, da existência de uma Sociedade de comerciantes de peles em New York que "iguala senão passa o que fazem os Ingleses no Canada" e das tentativas destes para fixar os limites do comércio internacional com a Rússia. Refere-se à parte política da dos Estados Unidos da América, das máquinas que ali são aplicadas nas Artes, da "revolução completa e vantajozissima na navegação dos rios através de steam-boats, que viajão por meio de vapor", das vantagens do desvio de parte da emigração europeia que deveria ir para os estados de S.A.R.. Como amigo pessoal, pede ajuda devido à sua triste situação económica, em nada condizente com o estatuto que adquiriu na Europa. Informa que pretende dedicar-se ao ensino ou ao cultivo de plantas por forma a garantir a sua subsistência, visto que os clérigos em Portugal não lhe pagam, nem S.A.R. pagou o atrasado das pensões. Junto remete procuração de um naturalista que o rei Luís XVI tinha empregado em Cayenna para que o destinatário faça cobrar o dinheiro que lhe é devido. Remete ainda a procuração original, as instruções de Mr. le Blond e os documentos numerados de 1 a 7. Em P.s. acusa o envio de outras duas cartas em anexo.
Expressa a sua dor, a sua tristeza por escrever ao amigo de Araújo e nunca receber resposta. Mantém viva a esperança de receber uma linha escrita da sua pluma e acredita que esta demora não depende do dest. que nunca perde de vista os amigos dedicados e que vivem desgostosos. Nem mesmo as notícias que raramente e indirectamente recebiam sobre o destinatário chegam. É impossível exprimir o quanto o desgosto os oprime e aumenta a dor. Está segura que a carta que enviou pelo [Abade] Correia [da Serra] chegou às suas mãos e por isso não repete tudo o que aí disse, tal como na outra enviada em mão de Mr. Labenki. A esperança está prestes a terminar e sem a ajuda e bondade do amigo B[rito] tudo será pior. O partida de Correia aumentou as nossas mágoas e a sua companhia é uma verdadeira perda, tal como a sua longa viagem é cruel na idade em que ele se encontra. Espera que o destinatário não a abandone completamente e conserve invioláveis a amizade e os sentimentos que os une.
Dispõe apenas de breves momentos para escrever a [António de Araújo] e manifestar o seu desgosto e a sua aflição pelo seu silêncio, muito embora reconheça que as actuais circunstâncias são horrivéis. O vosso amigo "Maître de Botanique", [Francisco José Maria de Brito] ainda não recebeu e a autora inquieta-se porque sem ele o seu futuro permanece incerto. Apesar do seu zelo e dedicação não recebe nada. Marido, [Abraham Cappadoce-Pereira], está encurralado e socorre-se da autora que, por piedade e por dever, ajuda-o. [Joaquim] L[obo da Silveira] disse-lhe que o pequeno T., pai de Rolando, pensa em pagar-lhe. O "petit" B[ezerra] já deve estar em vossa casa, ele é um homem feliz e bondoso. Solicita uma palavra de amizade e para que não se esqueça dos amigos. A autora diz que vive triste e desencorajada porque a situação não é agradável e só uma palavra do destinatário, só o seu auxílio poderá melhorar a sua vida.
Acede com prontidão e alegria ao convite para escrever ao querido amigo Antóniode Araújo, para fazer-se lembrada e pedir notícias sobre o seu estado de saúde. Fala continuamante do destinatário ao amigo Brito, que tem sido o anjo consolador dos infelizes e cuja bondade protege-a das privações. Vive reconhecida pela ajuda dele e venera-o por isso, tal como os sentimentos pelo destinatário são imutáveis. Os seus talentos e a sua devoção à pátria e ao príncipe são conhecidas de todos, mas a bondade e a sensibilidade da alma só está ao alcance dos amigos. Agradece as instâncias do destinatário para pagarem a Marido que, inclusivamente, já começou a devolver-lhe o dinheiro emprestado. A autora vê [Joaquim] L[obo da Silveira] com frequência e constata que ele permanece o mesmo amigo franco e leal. A mulher dele [Sofia Amelia Murray] que é charmosa, doce e instruída. Cita versos [de Goldsmith em homenagem] à felicidade deles, o que para L[obo] é uma justa recompensa pela sua conduta. Refere-se à França como um país de "gironettes", esperando que a sabedoria e a bondade do rei [Luís XVIII] consiga cicatrizar as feridas sofridas e reparar os infortúnios que tem sucedido ao país.
Nada lhe causa tanto gosto como as ocasiões para escrever ao Conde da Barca. O mês passado escreveu duas, um pouco extensas, e como teme importuná-lo, esta será mais lacónica. A autora e o pia vivem uma situação "acabrunhada e infeliz" pelo que necessitam da sua ajuda. A situação dos seus negócios é triste, vive com uma pensão de 3 mil francos que é mal paga. O pai não a pode ajudar devido às perdas provocadas pelos acontecimentos políticos. Apela à amizade e honra do destinatário para que com o Duque de Luxemburgo façam alguma coisa. Diz que se não fossem os negócios da sucessão, eu não têm sido nada vantajosos, já se tinha retirado de Paris. Lamenta a sorte cruel que a acompanha e o factyo de o destinatário ainda não ter dado uma prova de amizade que tem estado à espera há tanto tempo. Parte para a casa de campo que era do seu marido, a 28 léguas de Paris, para ir buscar os pertences, pois a casa foi vendida para pagar as dívidas. Estará apenas um mês ausente. No sobrescrito: "AO Illmo. E Exmo. Snr./ Conde Da Barca/ Rio de Janeiro//".
Lamenta não poder escrevra António de Araújo sem ter de lhe requerer alguma coisa. Pede ao destinatário que informe o conde de Aguiar de que, ao contrário do que falsamente lhe disse o Câmara, o Mestre fundidor Schonewolf e o minerio alemão estão a trabalhar em pleno em Vila Rica. Informa que se o conde de Aguiar levar avante a ordem que expediu para o conde de Palma, em que transferia ambos os homens para as fábricas do Câmara, todos os trabalhos que o autor principiou pararão visto que ainda não existem pessoas ensinadas para aqueles trabalhos. Lembra a Carta Régia de 1 de Agosto de 1811 em que foi nomeado para dirigir a fábrica de ferro de Congonhas e que o conde de Aguiar "certam[en]te ignora", e que sem o auxílio dos referidos homens não o poderá fazer. Diz que o Câmara, que sempre desprezou a ajuda dos estrangeiros, talvez mereça agora uma risada. Acha que S.A.R. lucraria mais se transferisse a fábrica de ferro do Câmara para outro local mais apropriado, podendo esta e as suas produzirem ferro de sobra para as capitnais de Minas, Goiás e Matogrosso. Lembra o seu irmão. Diz que viu o alambique do destinatário no segundo tomo do Patriota.
Livro Copiador de Correspondência Geral Expedida do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos desde 3 de julho de 1945 a 29 de dezembro de 1945 composto pela cópia dos ofícios, telegramas e cartas expedidas por este Sindicato. O livro organizado cronologicamente apresenta cópia datilografada de 309 ofícios remetidos na generalidade a sócios e entidades várias, sobre diversos assuntos como o envio de fórmulas da denominada Poção de Bourget, transcrição de relatórios fiscais, detalhes referentes às secções deste Sindicato existentes por todo o país, envio de impressos para inscrição neste Sindicato, envio de modelos para pedido de venda e compra de farmácias, envio dos nomes e endereços dos corpos gerentes deste Sindicato, pedidos de instalação e transferência de farmácias, respostas dadas a diversas perguntas referentes aos proprietários de farmácias e à devolução selada das receitas depois de serem aviadas, apelo ao Ministro do Interior para ajuda a farmacêutico que perdeu grande parte dos seus haveres numa cheia. Este livro encontra-se na sua grande maioria assinado pelo Presidente Manuel Pinheiro Nunes e pelo Secretário Aluísio Marques Leal.
CASTRO, Aristides. Filho de Rosa de Castro (*), solteira, jornaleira, moradora no lugar dos Esteves. Neto materno de Bento de Castro e de Joaquina Fernandes. Nasceu no dito lugar dos Esteves, Alvaredo, a 2/1/1897 e foi batizado a 7 desse mês e ano. Padrinhos: Ilídio de Magalhães, solteiro, proprietário, do lugar da Barqueira, e Rosa de Abreu, solteira, camponesa. // Foi empregado de comércio. // Casou a 29/9/1920 com Carolina Alves Sanches, de 30 anos de idade, solteira, doméstica, natural e domiciliada no lugar de Canda, filha de José Alves Sanches (já falecido), de Alvaredo, e de Rosa Ledo, do lugar dos Moinhos, Paderne, lavradores. Testemunhas da boda: Manuel Esteves, solteiro, empregado no comércio, do lugar dos Esteves, António Alves Sanches, casado, proprietário, do lugar de Ferreiros, e Maria da Glória Douteiro, casada, doméstica, também do lugar de Ferreiros, todos da freguesia de Alvaredo. // A sua esposa deve ter morrido ainda nova, pois ele casou-se na 8.ª Conservatória de Lisboa com Adélia Gomes a 14/7/1948. // Faleceu na freguesia da Ajuda, Lisboa, a 5/5/1968. /// (*) Rosa de Castro faleceu antes de 1920 (ver Florentina de Castro).
TEIXEIRA, Maria Francisca. Filha de Matias Manuel Teixeira e de Maria Rosa Gonçalves, moradores intramuros. Neta paterna de António Teixeira, de Canavezes, e Bernarda da Silva, de Melgaço; neta materna de José Gonçalves e de Joana Fernandes, naturais de São Veríssimo de Cela Nova, Ourense. Nasceu a 8/11/1801 e nesse dia foi batizada em casa por Maria Francisca Velha, por pensarem que a criança corria risco de vida; recebeu os santos óleos na igreja dois dias depois. Padrinhos: Nicolau e Cosme e sua mulher, Maria Francisca, moradores em Melgaço. // Em 1845 estava solteira e morava na Rua de Baixo. Nesse ano «deixou a José Manuel Gonçalves, de Entre Portas, a quantia de setenta e sete mil réis, e não tendo dinheiro para lhe pagar e muito menos ainda para satisfazer os legados de seu tio Pedro Bento de Mugueimes, vendeu àquele o Cerrado de Marrocos com uma casa dentro, mas obrigou-o a pagar os referidos legados e um era entregar trinta mil réis a “Nossa Senhora das Dores que está à Portaria do extinto convento desta vila para ajuda de lhe fazer um nicho de madeira com sua pintura aonde chegar.” // Nota: deve ser a mesma senhora que morou intramuros e faleceu solteira, a 19/5/1856, tendo sido sepultada na igreja matriz com ofício de 16 padres, pago pela Confraria das Almas, de que era irmã; tinha a alcunha de “Pena Suga”.
Jornal Gazeta do Tejo referente ao mês de junho de 2001 Contém os seguintes artigos: - Eleições - Quarto Ato: A primeira cavalheira; - Vila de Rei - Crónica do Pico Torto: Venda-se!; - Inatel proporciona férias de sonho - Dez dias na rota das aldeias históricas; - Arreciadas - Virgílio Marcelino, novo Diácono Permanente na Diocese de Portalegre e Castelo Branco; - Associação de Valhascos comemora 17º aniversário; - Crianças, jovens e idosos do Sardoal na Colónia Balnear da Nazaré; - Raiocoop, cooperativa com filial em Praia do Ribatejo completa 25 anos; - O dia dos «Quebra-Cabeças» - Charadistas reúnem-se em Sardoal; - Estudantes do Sardoal vão à Eurodisney - Viagem de Estudo já tem data marcada; - Leitura da Carta de Criação do Concelho - Grandiosa Evocação Histórica em Constância, a 10 de junho; - Constância: Clube Estrela Verde elege novos corpos diretivos; - No dia 14 de junho, Dia da Cidade de Abrantes - Sociedade Artística Tramagalense condecorada com mérito associativo; - Ecomuseu e Mercado Rural em Martinchel, Parque Náutico e de Lazer em Aldeia do Mato; - Festas da Cidade de Abrantes em rescaldo...; - Em Constância: Escola Municipal de Natação encerra ano letivo com festival; - Festa da Juventude em Roda Pequena; - Torneio de Futsal em Fundada; - Férias Desportivas e Tempos Livres em Vila de Rei; - Festival da Canção Abrantes 2001; - Mostra Gastronómica de Penhascoso ajuda a promover a freguesia; - Aldeia de Santa Margarida dispõe de Casa Mortuária; - Mais e melhor desporto em Sardoal; - Coletividade pode nascer no Bairro da Lamacheira em Tramagal; - Com o projeto MENORAH, a Vila de Alpalhão, concelho de Nisa perspetiva o futuro.
Folhas de vencimento de pessoal, ajudas de custo, subsídios referentes à Estação Agronómica de Lisboa.
Livro copiador referente a ajudas de custo e subsídios de marcha; construção de lanços de estrada.
Livro copiador referente a ajudas de custo e subsídios de marcha; construção de lanços de estrada.
Livro copiador referente a ajudas de custo e subsídios de marcha; construção de lanços de estrada.
Livro copiador referente a ajudas de custo e subsídios de marcha; construção de lanços de estrada.
Documentos de despesa referentes a: pessoal contratado; horas extraordinárias; ajudas de custo.
Documentos de despesa referentes a: pessoal contratado; assalariado; ajudas de custo; horas extraordinárias.
Parecer do Ajudante do Procurador Geral da Coroa e Fazenda, Aníbal Aquiles Martins.
A empresa designada por Foto Cine-Alegre foi fundada em 1935, por José Martins, tomando o nome da rua onde inicialmente se instalou, a Rua do Campo Alegre (Massarelos, Porto). Provisoriamente sediada na própria residência da família, esta pequeno atelier fotográfico dedicava-se, apenas, à produção de fotografias “tipo passe” para bilhetes de identidade. Sem qualquer tradição familiar no âmbito da fotografia, o mote terá sido dado por uma circunstância inusitada quando uma sobrinha de José Martins (na altura a exercer funções como industrial na área da fundição e serralharia) começou a relacionar-se sentimentalmente com um capitão foragido da Guerra Civil Espanhola. De facto, a família Martins ao dar guarida a esse indivíduo, fotógrafo de profissão, tomou conhecimento de uma arte em notória evolução e cujo fascínio provocado haveria de ditar o rumo profissional da mesma. Contando com a ajuda do pai, os jovens Luís e Fernando Sacramento Martins investiram na fotografia, não obstante o destino do malogrado inspirador, já que, depois de detido pela PIDE, foi repatriado e, mais tarde, executado. Entretanto, Luís Martins conjuntamente como o futuro sogro, instalaram na residência deste último, situada na Rua 2, em Espinho, um pequeno atelier fotográfico vocacionado igualmente para a produção de fotografias “tipo passe” para bilhetes de identidade, embora fizessem algumas reportagens de rua junto ao Casino. Este “desdobramento” da Foto Cine-Alegre haveria de durar cerca de cinco anos (1940-1945). Entretanto, em finais dos anos 40, a empresa passou definitivamente a sediar-se na Rua Condes de Vizela, n.º 50, rés-do-chão, no Porto, alargando substancialmente o leque dos serviços fotográficos prestados. Aliás, terá sido a primeira casa a dedicar-se a trabalhos de reportagem fotográfica encomendados quer por diversos sectores públicos, quer por uma panóplia de empresas privadas. No intuito de dar resposta a tantas e variadas solicitações, a Foto Cine-Alegre foi adquirindo, desde logo, viaturas para fazer deslocar as equipas de reportagem aos locais em questão e para funcionar como “laboratório ambulante”. Entre as entidades para as quais foram prestados serviços de reportagem fotográfica destacam-se muitas relacionadas com autarquias locais, com autoridades políticas (PIDE), com o periodismo diário (por exemplo: Século; O Comércio do Porto; Jornal de Notícias), com agências noticiosas (por exemplo: Globo, Ligth Press), com revistas (por exemplo: Eles & Elas; New Blitz), com empresas de transportes, com garagens (por exemplo: a General Motors, Garagem António Sardinha), com empresas de hotelaria (por exemplo: Casino Solverde, Hotel da Granja, Hotel Mirassol), com clubes de futebol etc.(…). Acresce ainda salientar que muitas das imagens fotográficas produzidas pela Foto Cine-Alegre foram utilizadas em diversas publicações de cariz histórico e etnográfico dado o alto valor documental associado às mesmas. Luís Sacramento Martins, enquanto possuidor de uma das mais antigas casas vocacionadas para a prestação de serviços de reportagem fotográfica, obteve, pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos, uma Medalha de Gratidão do Lar do Comércio, bem como um Diploma de Gratidão da Sociedade Protectora dos Animais. In:https://arquivo.cm-gaia.pt/creators/13975/
Publicação que se destina ao uso da navegação marítima em geral e é constituída por folhas destacáveis.
Publicação que se destina ao uso da navegação marítima em geral e é constituída por folhas destacáveis.
Publicação que se destina ao uso da navegação marítima em geral e é constituída por folhas destacáveis.
Publicação que se destina ao uso da navegação marítima em geral e é constituída por folhas destacáveis.
Entrega de bens ao abrigo do Decreto-lei n.º 30615, de 25 de Julho de 1940, à fábrica da igreja paroquial da freguesia de Santa Cruz, concelho de Santa Cruz da Graciosa e distrito de Angra do Heroísmo, nomeadamente uma casa baixa sita na Rua de São Pedro; uma pequena casa de altos e baixos sita na Rua da Matriz; uma ermida com o título de Boa Nova, sita no Corpo Santo; uma ermida com a invocação de Bom Sucesso sita no Largo de Santo António; uma ermida com a invocação de Santo Amaro; uma ermida com a invocação de Nossa Senhora das Dores sita no lugar das Dores; uma ermida com a invocação do Bom Jesus sita no lugar de Bom Jesus; uma ermida com a invocação de Nossa Senhora da Victoria, sita na freguesia de Guadalupe; uma faixa de terreno de mato que circunda o caminho no cume do Monte de Nossa Senhora da Ajuda para auxiliar as despesas das ermidas, de acordo com o auto de entrega incluso no processo e lavrado a 16 de Maio de 1945. Inclui arrolamento e inventário dos bens mobiliários e imobiliários pertencentes à Junta de Paróquia, igrejas e demais capelas anexas de Santa Cruz da ilha da Graciosa. Entrega dos prédios inscritos na matriz predial urbana da freguesia de Santa Cruz sob os artºs 69, 140, 370, 215, 630, 390, 820 e do prédio incrito na matriz predial rústica da mesma freguesia sob o artº 7133. O auto de entrega está arquivado no processo. Angra do Heroísmo / Santa Cruz da Graciosa / Santa Cruz da Graciosa
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento feito em 1536-09-23. ENCARGOS (ANUAIS): missa às sextas-feiras. Em 1735 (f. 89-92) o administrador Pedro da Costa e Almeida obtém um breve de composição e absolvição de 3814 missas em atraso de várias capelas que administra. Em 1803 (f. 124 a 127) breve de composição de missas alcançado pelo administrador. REDUÇÃO DE ENCARGOS: de acordo com declaração do encarregado do cartório, José Maria Rodrigues, datada de 1841-09-07 (última folha), as capelas desta casa foram reduzidas a 20.000 réis pagos ao Seminário desta província, constando a sentença de redução dos autos da capela de Francisco d'Arja Teixeira. BENS VINCULADOS: assentamento de casas, horta e quintal situado próximo do convento de São Francisco, na cidade do Funchal (defronte do assentamento dos herdeiros de João Rodrigues, partindo com a via pública que vai para São Francisco e de outra parte pela rua que desce, atrás das casas de João Lourenço). PRIMEIRO ADMINISTRADOR: seu filho Pedro de Canha “o Moço” e depois seu neto Roque Borges de Sousa, comendador da Ordem de Cristo. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Pedro Agostinho Teixeira de Vasconcelos. Outras informações do testamento (f. 2 a 7 v.º): ENTERRAMENTO: igreja de Santo Antão do Caniço. MORADA: Caniço, “sobre o Porto Novo”. LEGADOS: manda trazer um frontal de pano da Flandres para o altar da igreja de Santo Antão do Caniço; à sobrinha Isabel Pais, filha de seu sobrinho Manuel Pais, deixa 20 cruzados para ajuda de seu casamento; deixa 1000 réis à mulher de João Delgado do Caniço. ESCRAVOS: mulatos Domingos, sua mãe Susana e Aleixo, liberta-os após a morte de ambos os cônjuges (porém, no fim do testamento, parece que se altera algo a esta cláusula, o que não é possível confirmar devido a lacunas do suporte).
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento aprovado em 1600-09-27 pelo tabelião Pêro Nogueira. ENCARGOS (ANUAIS): uma missa em dia de Nossa Senhora do Monte. REDUÇÃO DE ENCARGOS: por sentença de 1818-12-14 (f. 80-109) as capelas administradas pelo Visconde de Torre Bela são reduzidas à seguinte pensão: missa aos Domingos e dias santos (90 missas) celebrada por um capelão por 100.000 réis anuais; três missas de Natal por 2.400 réis; obras da capela do Carmo do Funchal conforme determinado pelo instituidor Manuel Martins Brandão; a capela de D. Isabel Bettencourt é reduzida a duas tochas para a igreja de Câmara de Lobos e duas tochas para São Bernardino. SUCESSÃO: para além da doação, o modo de sucessão não é mencionado. BENS VINCULADOS: casa térrea doada a Filipa Martins, filha de Manuel Martins e mulher de António Ferreira, ferreiro. Uma nota na f. 4 refere «no beco do Forno, na rua dos Ferreiros«. ADMINISTRADOR/ PRESTADOR DE CONTAS EM 1601 (data da primeira quitação): António Ferreira, ferreiro. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: o marido; Visconde de Torre Bela. Outras informações da verba do testamento (fl. 6 v.º a 11): ENTERRAMENTO: mosteiro de São Francisco, na sepultura de Manuel Martins. LEGADOS: a Inês Rodrigues e Maria Rodrigues, filhas de Antónia Luís, mulher de Manuel Fernandes, mareante deixa, respetivamente, 4.000 e 12.000 réis; ainda a Inês deixa “a cama que se me achar por meu falesimento”; à sobrinha Maria Furtada, que está em Lanzarote, deixa um saio e uma saia, um manto novo e o mais usado. OUTRAS PROPRIEDADES: determina que se venda ao cónego Martim Gonçalves, por 20.000 réis, a metade da casa que ora estava queimada, no beco de Mateus Pires. TESTAMENTEIRO: Manuel Martins, carpinteiro. TESTEMUNHAS: Bartolomeu Antunes; Gaspar Sardinha, «ajuda» de purgador; Diogo Antunes, pedreiro; Gregório Pereira, alfaiate; Lourenço de Abreu, escrivão do eclesiástico, todos moradores na cidade do Funchal; Manuel Correia Ribeiro, morador na Ribeira Brava.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento aprovado em 16[05]-05-97, pelo notário Luís Álvares Riscado. ENCARGOS (ANUAIS): uma missa rezada por sua alma e de sua tia Inês de Brito. REDUÇÃO DE ENCARGOS: por sentença de 1818-12-14 as capelas administradas pelo Visconde de Torre Bela são reduzidas à seguinte pensão: missa aos Domingos e dias santos (90 missas) celebrada por um capelão por 100.000 réis anuais; três missas de Natal por 2.400 réis; obras da capela do Carmo do Funchal conforme determinado pelo instituidor Manuel Martins Brandão; a capela de D. Isabel Bettencourt é reduzida a duas tochas para a igreja de Câmara de Lobos e duas tochas para São Bernardino. BENS VINCULADOS: bens não identificados, imposto no remanescente da terça dos bens móveis e de raiz, que deixa ao sobrinho Diogo Alves, seu herdeiro e testamenteiro. Numa quitação datada de 14 de fevereiro de 1624 (f. 23), o administrador Mateus Baião, barbeiro, morador na cidade do Funchal, refere que o instituidor deixara que o primeiro administrador, seu antecessor, nomeasse a propriedade que ficaria afeta a esta capela, porém ele morrera sem fazer tal nomeação, tendo a mãe do dito Mateus Baião ficado com metade da sua fazenda. ADMINISTRADOR/ PRESTADOR DE CONTAS EM 1615: a viúva de Diogo Alves, mercador. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Visconde de Torre Bela. Outras informações do testamento (f. 5 a 8) Legados: ao sobrinho Francisco Alves deixa um pedaço de vinha no lugar da Pedra, foreiro em 300 réis pagos a António Correia, morador em Câmara de Lobos; à cunhada Isabel Fernandes e à sobrinha Luzia Gonçalves deixa 20.000 réis a cada por bons serviços; a Sebastião, filho de Catarina Camacho lega 12.000 réis; a Francisca Camacho, filha de Catarina Camacho dá 3.000 réis para ajuda de uma saia, por ser pobre. ESCRAVOS: liberta o escravo Pedro, após dois anos a servir o sobrinho Diogo Alves. TESTEMUNHAS: Manuel Rodrigues […]; Francisco Gonçalves […]; Afonso Marques; Manuel Henriques; Amaro Dias, pedreiro, todos moradores na Ribeira Brava.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento aprovado em 1587-08-29. Tabelião: António Lopes de Libralião. ENCARGOS (ANUAIS): uma missa em dia da ascensão de Cristo. REDUÇÃO DE ENCARGOS: por sentença de 1818-12-14 (f. 34-63) as capelas administradas pelo Visconde de Torre Bela são reduzidas à seguinte pensão: missa aos domingos e dias santos (90 missas) celebrada por um capelão por 100.000 réis anuais; três missas de Natal por 2.400 réis; obras da capela do Carmo do Funchal conforme determinado pelo instituidor Manuel Martins Brandão; a capela de D. Isabel Bettencourt é reduzida a duas tochas para o igreja de Câmara de Lobos e duas tochas para São Bernardino. SUCESSÃO: a instituidora divide a sua fazenda em dois quinhões, destinados às sobrinhas D. Isabel e D. Maria, filhas de seu irmão Fernão Favela e de Beatriz de Andrade, na condição desta última ceder os rendimentos dos dois primeiros anos da sua metade ao irmão Diogo, para ajuda de seu juramento. Por falecimento de D. Maria, a sua metade ficaria a D. Isabel e a sua filha mais velha, e daí em diante na linha direita, de primogenitura feminina. Não tendo descendentes, ficaria à outra irmã D. Inês, também filha dos aludidos Fernão Favela e Beatriz de Andrade. BENS VINCULADOS: serrado nos Piornais, de acordo com informação inscrita na folha de rosto do processo (f.1). ADMINISTRADOR/ PRESTADOR DE CONTAS em 1601: Simão Acciaiolly. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Visconde de Torre Bela. Outras informações do testamento (f. 3 a 7): A instituidora não tem herdeiros forçosos. LEGADOS: a Maria Gonçalves, filha de sua ama Leonor Martins deixa 3.000 réis para um vestido; à ama Antónia Luís lega 2.000 réis para uma saia. ENTERRAMENTO: mosteiro de São Francisco, na sepultura do avô. TESTEMUNHAS: Pêro Gonçalves, lavrador e morador na rua Nova de Santa Maria; João Martins, sapateiro; Francisco Nunes, natural de Santa Cruz; António Gomes, rendeiro do […]; Francisco Ribeiro, porteiro; António Colaço, morador na cidade do Funchal.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento aprovado em 1615-07-03 pelo tabelião do judicial e notas da capitania de Machico, Manuel Pinto de Lemos; aberto em 1615-07-06. ENCARGOS (ANUAIS): duas missas, uma em dia de Nossa Senhora do Socorro e outra em dia de Nossa Senhora da Visitação de Santa Isabel. REDUÇÃO DE ENCARGOS: por sentença de 1819-02-09 (f. 56 a 92) as pensões desta capela e as outras administradas por Diogo de Ornelas Frazão são reduzidas à pensão anual de 60.000 réis para missas a celebrar na capela de Nossa Senhora da Guia da Calçada de Santa Clara e 40.000 réis à Misericórdia do Funchal. BENS VINCULADOS: terça dos bens não especificados. SUCESSÃO: nomeia o filho menor e único Fernão Teixeira de Madureira, cujo tutoria nomeia no compadre Tomé Mendes de Vasconcelos, com a ajuda do tio Roque Ferreira de Carvalho. A sucessão seguiria a primogenitura varonil legítima, não tendo filhos a terça dos bens ficaria para a Confraria do Santíssimo Sacramento do lugar. ADMINISTRADOR EM 1619: o tio Roque Ferreira de Carvalho, morador na vila de Santa Cruz. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Diogo de Ornelas Frazão Sénior. Outras informações do testamento (f. 2 a 7): ENTERRAMENTO: igreja do Salvador, Santa Cruz, em cova do pai. OUTROS FAMILIARES referidos: irmão padre Frei António, da congregação do mosteiro de Nossa Senhora da Graça de Lisboa; cunhado Manuel Carvalho de Madureira; D. Mecia, viúva de seu pai. AÇÚCAR: tem na loja 125 pães de açúcar por purgar e 50 purgados do ano anterior, dos quais manda pagar o quinto, e o que sobrasse vender-se-ia para cumprimento das obrigações que deixa ao filho. DÍVIDAS: manda pagar ao padre João Ferreira, cura nesta vila, de missas celebradas “na minha capella de Machyquo”; deve a António da Costa “levado o feitio de um finco de açúcar” pertencente ao Conde Vimioso. TESTEMUNHAS: Matias César; Luís Gomes Alvelos, escrivão dos órfãos, Melchior Carvalho; Domingos Rodrigues Teixeira, escrivão; Melchior Rodrigues Teixeira; João Mendes de Galdo, procurador advogado; António Gonçalves, guarda da ribeira.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: codicilo aprovado em 1585-10-05 pelo tabelião Luís Alves Riscado, notário público e judicial da Ribeira Brava ENCARGOS (ANUAIS): uma missa em dia de Todos os Santos. Nas alegações (f. 14) apresentadas pelo beneficiado da Ribeira Brava, na sequência de uns embargos interpostos pelo embargante e administrador Luís Gonçalves, o mesmo beneficiado refere a existência de outro vínculo estabelecido pela instituidora, sujeito à pensão de uma missa semanal com responso sobre a sua sepultura, na igreja de São Bento da Ribeira Brava. Porém, deste vínculo não se prestam contas nestes autos. BENS VINCULADOS: assentamento de casas onde mora, na Ribeira Brava. Nas citadas alegações, o mesmo embargado pede que o administrador seja obrigado a reedificar uma casa térrea que os administradores «desmancharão» e a consertar outra, evitando-se assim que «pereça a propriedade obrigada». SUCESSÃO: «por descargo de minha consiencia (…) e por amor que lhe tenho» nomeia a cunhada Maria Coelho, mulher de Luís Gonçalves, e seus herdeiros. Em quitação de 1586, f. 10, este Luís Gonçalves é designado «mestre da capela da cidade do Funchal», noutra quitação de 1616 (f. 28) já é indicado como beneficiado e prioste na igreja de São Bento da Ribeira Brava. ADMINISTRADOR/PRESTADOR DE CONTAS em 1586, data da primeira quitação: Luís Gonçalves, mestre da capela. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: morgado Francisco Correia Herédia. Outras informações do codicilo (f. 5 a 7): LEGADOS: 2000 réis para ajuda do retábulo do Bom Jesus da Ribeira Brava. TESTEMUNHAS: padre Frei Afonso de Vila Lobos, da ordem de São Francisco; Brás Fernandes, Manuel Afonso e Sebastião Gonçalves, pedreiros, moradores em Câmara de Lobos; Jorge Gonçalves Botelho; Manuel Riscado; Manuel Gomes; Luís Gomes; Lourenço Vaz, todos moradores no lugar da Ribeira Brava. Outros documentos: F. 11 e seg. – Embargos interpostos em 1607 pelo administrador Luís Gonçalves, contra o pagamento de «esmolas» na igreja da Ribeira Brava com custo superior ao costumado em outras igrejas. Despacho favorável do juiz do Resíduo emitido em 1607-07-21 (f. 18).
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 2-7) aprovado em 1553-01-23 pelo notário João Anes Fraguedo, traslado de 1796. ENCARGOS (ANUAIS): uma missa rezada em dia dos Fiéis de Deus, ofertada de pão e de um pichel de vinho. BENS DO VÍNCULO: toma a terça de todos os seus bens móveis e de raiz nas casas de dois sobrados sitas na rua do Poço Novo, Funchal, ficando o remanescente da terça para ajuda do casamento da filha Maria. SUCESSÃO: nomeia a filha Maria, depois o filho ou filha primogénito e seus descendentes; caso Maria não tivesse filhos ficaria ao Hospital. Porém, se falecesse antes de casar, herdaria a terça o filho Manuel e seus filhos, não os tendo ficaria ao Hospital. ADMINISTRADOR EM 1796: Conde Castelo Melhor. Outras informações do testamento (f. 2-7): A testadora manda buscar a Grã-Canária o testamento do marido Sebastião Gonçalves “Mareante” de alcunha, que ali falecera. TESTAMENTEIRO: o marido. ENTERRAMENTO: na Sé do Funchal, na cova onde jazem seus pais, Sebastião Lopes e Filipa Rodrigues. DÍVIDAS: 500 réis a Luís Dias, moleiro; 350 réis aos herdeiros de Henrique Uzel. LITERACIA: não assina o testamento. TESTEMUNHAS: Gaspar Gonçalves, que fez os negócios de Lopo Machado, que assinou a rogo da testadora; João Nunes, carcereiro; Fernão Gonçalves, serralheiro; Francisco Gonçalves, lavrador; Pedro Anes, morador na ilha Graciosa; Pêro Gonçalves, caixeiro. Outros documentos: F. 1 – Menciona-se que se procedeu à autuação da certidão do testamento de Mecia Lopes para se elaborarem novos autos, visto os antigos se encontrarem «delacerados». F. 7 v.º – Informação do procurador do Juízo, de março de 1796, de que não se prestavam contas desta capela desde 1725.
Correspondência de: Manuel Laranja, Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás, Salgado Júnior, Alfredo David, Álvaro [?], Victor Raul da Costa Matos, António Gomes da Rocha Madahil, Vértice, José dos Santos Marques, António Moreira, Monteiro Guimarães, Filho, Lda., Biblioteca da Ajuda, Fernando Fonseca, Alexandre Cabral, Luís Reis-Santos, O Primeiro de Janeiro, António Maria Santos da Cunha, João de Barros, Ema Quintas Alves, Adriano Vasco Rodrigues, Livraria Petrony, Frederico Pinheiro Chagas, Escola Industrial e Comercial Carlos Amarante, Armando Martins Coelho, Olindo Casal Pelayo, José de Azeredo Perdigão, Leopoldo G. Fernandes, Manuel José Calado, Musèe du l'Homme, Rui Luís Gomes, António Norton de Sousa Pires, F. Leitão Pinto, Fundação da Casa de Bragança, Livraria Portugal, Alberto Andrade, padre Adolfo Magalhães, J. S. Castro, Junta de Investigação Matemática, António de Oliveira Cabral, António de Carvalho Branco, Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, Eduardo padrão, Victor Hugo Portugal Branco, Silas Cerqueira, Costa Barreto, Sociedade Editora Norte, J. Pinha, Francisco Gomes Barbosa, J. T. Nunes Bento, Liga Portuguesa de Profilaxia Social, Sousa e Castro, Joaquim de Montezuma de carvalho, Alexandre de Carvalho Costa, Arnaldo de Miranda Barbosa, Alfredo David, Sociedade Martins Sarmento, A Planície, Biblioteca Municipal de Elvas, padre Benjamim Salgado, António Ribeiro de Castro, Francisco Miranda de Andrade, Mário Noronha, Eduardo Teófilo, Rosa Maria Juzarte de Oliveira Neves, Luís de Almeida Braga, A. Garibáldi, Geraldo da Silva Brito, António de Castro Xavier Monteiro, Julião Quintinha, Luís Silveira, António Sérgio, Sérgio Silva Pinto, Ferreira de Castro, Maria Adelaide Wunderley de Sousa Gomes, Alfredo Tavares da Silva, António Sérgio de Sousa, Joaquim Ferreira da Costa, Amaro Quintas e Adriano Vasco Rodrigues. Inclui: cópias de cartas enviadas a Fomento Publicações, diretor da revista Panorama e Jorge Carreira Andrade, carta-circular de divulgação da obra e listas de pessoas a quem a mesma pode interessar.
O autor, Félix de Avelar Brotero, [1744-1828], [Botânico], manifesta ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado no Brasil], o seu objetivo de conservar e melhorar o mais possível o Museu Real e o Jardim Botânico da Ajuda, apesar da sua avançada idade e do estado de desordem em que os encontrou. Agradece, novamente, a proteção que o destinatário lhe dispendeu para poder alcançar o despacho de jubilação na Universidade, [obtido em 1811], [onde era Lente da Cadeira de Botânica e Agricultura desde 1791]. Pede que proteja o requerimento do seu sobrinho, o Padre José de Avelar Brotero, que pretende o Benefício da Igreja de São Nicolau de Lisboa, para poder auxiliar o autor no sustento da família, visto que o pequeno ordenado que recebe da Universidade e os serviços gratuitos que presta ao Estado não lhe chegam para tudo. Vivendo-se tranquilamente nesta capital, o autor participa que a Universidade está a ser regida pelo Vice-Reitor, visto que o Reitor, o Bispo-Conde encontra-se no Porto em convalescença. Refere-se ao desejo do corpo académico em ter outro reitor. Relata como João dos Santos Correia, Fiel do Museu de História Natural, salvou o Cartório da Secretaria e Fazenda, a Biblioteca e os restantes estabelecimentos da "unica eschóla da Nação" aquando da passagem de Massena, [em 18??]. O autor acha que o referido Fiel deveria ser remunerado pelos seus feitos, e informa que fez chegar um requerimento do mesmo ao Conde de Aguiar. Sabe que os irmãos do destinatário, o Abade [de Lóbrigos] e João António de Araújo, escrever-lhe-ão para solicitar proteção para este requerimento.
Repete a cópia da carta de 17 de Julho visto que não sabe se o inglês que estava encarregue de a entregar ao Ministro de Portugal em Londres o fez. Espera que António de Araújo Ministro da Marinha [e do Ultramar] no Rio de Janeiro tenha diferido as suas súplicas por forma a poder sair do estado de degradação em que vive. Reafirma a sua inocência perante o degredo de que foi vítima. Refere-se ao estado de desassossego que se vive em França, onde se sabe que aos filhos de Jacques de Molai espera a mesma sorte que os de S. Inácio de Loyola; onde os ministros servem mal o rei, os jacobinos uniram-se aos bonapartistas e marcham juntos apesar das diferenças ideológicas. O sentimento geral é o de anti-Bourbons. Solicita um sustento para compensar todos os prejuízos sofridos desde 1773 até hoje. Na cópia da carta de 17 de Julho, o autor ignora se o destinatário recebeu os documentos que entregou, no dia 11 de Março, a Francisco José Maria de Brito para este os remeter ao Rio de Janeiro. Mal soube da chegada de Bonaparte a França, a 20 do mês passado, tudo fez para sair de Paris e ir para o Rio de Janeiro, mas não conseguiu ajuda de ninguém. Descreve todos os perigos que passou neste tempo em que o partidário de napoleão semearam o terror. Refere-se à tomada de St. Cloud e das Virtudes, à batalha de Issy no dia 2 do corrente, ao combate de Veaugerard na manhã do dia 3. Pede auxílio para ser empregue, e caso não consiga obter uma resposta às suas súplica até Outubro, partirá para o Brasil para apresentá-las pessoalmente. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Acusa a receção da carta do conde da Barca de 7 de Abril e informa que só alguns dias depois recebeu do colega Francisco José Maria de Brito, uma cópia do Despacho do marquês de Aguiar que o nomeava para Comissário Juiz. O mesmo colega dizia-lhe que não era altura propícia para remeter-lhe o despacho original, razão pela qual o autor não escreveu de Ofício ao marquês de Aguiar sobre a dita nomeação, guardando total silêncio sobre a mesma. No entanto, de nada serviu visto que o seu nome figurou "nas immundas e infames paginas do jornal indignamente denominado o Português" e que com esta publicação causou graves dissabores a Brito. Contudo, o autor, teve a satisafação de ver que com esta publicação todas as pessoas de bem aperceberam-se que nunca teve o menor contacto com "o insipido e malvado vagabundo revolucionario que publica aquele jornal". Informa que tem estado doente desde há dois meses, facto que o tem impedido de trabalhar apesar de ter estado quinze diasem Cheltenhama tomar àguas ficando pouco melhor, só não permaneceu mais tempo porque teve de regressar logo a Londres para remeter ao visconde de Santarém umas encomendas para o Paço da Ajuda. Aguarda para breve a chegada do conde de Palmela para proceder à entrega do Arquivo da Legação do Congresso que já está completo, e depois partirá imediatamente para Paris para assumir a sua comissão e de onde pretende continuar a enviar as suas opiniões a "hum Ministro que me honra com a sua amisade, e que tem somente em vista o melhor serviço so Soberano e da sua Pátria". Agradece fervorosamente ao destinatário por promover os seus interesses pessoais. Agradece a S.A.R. pela nomeação.
Acusa a receção da carta do conde da Barca de 7 de Abril e informa que só alguns dias depois recebeu do colega Francisco José Maria de Brito, uma cópia do Despacho do marquês de Aguiar que o nomeava para Comissário Juiz. O mesmo colega dizia-lhe que não era altura propícia para remeter-lhe o despacho original, razão pela qual o autor não escreveu de Ofício ao marquês de Aguiar sobre a dita nomeação, guardando total silêncio sobre a mesma. No entanto, de nada serviu visto que o seu nome figurou "nas immundas e infames paginas do jornal indignamente denominado o Português" e que com esta publicação causou graves dissabores a Brito. Contudo, o autor, teve a satisafação de ver que com esta publicação todas as pessoas de bem aperceberam-se que nunca teve o menor contacto com "o insipido e malvado vagabundo revolucionario que publica aquele jornal". Informa que tem estado doente desde há dois meses, facto que o tem impedido de trabalhar apesar de ter estado quinze diasem Cheltenhama tomar àguas ficando pouco melhor, só não permaneceu mais tempo porque teve de regressar logo a Londres para remeter ao visconde de Santarém umas encomendas para o Paço da Ajuda. Aguarda para breve a chegada do conde de Palmela para proceder à entrega do Arquivo da Legação do Congresso que já está completo, e depois partirá imediatamente para Paris para assumir a sua comissão e de onde pretende continuar a enviar as suas opiniões a "hum Ministro que me honra com a sua amisade, e que tem somente em vista o melhor serviço so Soberano e da sua Pátria". Agradece fervorosamente ao destinatário por promover os seus interesses pessoais. Agradece a S.A.R. pela nomeação.
Lamenta estar há quase um ano sem notícias do amigo de Araújo. Apesar de ser um tempo longo e difícil para aqueles que sofrem, não o acusa de silêncio, porque sabe que a crueldade actual embaraça a comunicação entre amigos, privando-a da única consolação que lhe resta. Não cessa de escrever, mas desconhce se as suas cartas chegam às mãos. Como Lobo participa que depois de 17 de Julho não recebeu qualquer notícia do destinatário, a inquietude aumenta, tornando a situação mais penosa e insuportável e sem fim à vista. Uma só palavra do destinatário, em que lhe assegurasse a boa saúde e amizade, mudaria a sua fortuna. Cita Goldsmith e refere que jamais esquecer-se-à do último adeus do destinatário, que por ser muito cruel não acredita que seja eterno. Vive desanimada e com muitos embaraços devido às desgraças do Marido, sendo obrigada a ir em seu socorro. Apenas pode disfrutar da amizade e ajuda do bom Brito, que também vive em dificuldades porque não recebe um soldo há três anos e meio. Ambos vivem muito retirados, sem sair, sem ver qualquer pessoa, à excepção daqueles que se queixam como nós e sobretudo "Madame Sousa l' Espagnole" que, também, passa por muitas agruras. À vista da conduta, lealdade e méritos do Marido, implora ao destinatário para que se esforce para que lhe paguem. Relembra a amizade e a bondade do amigo Brito para solicitar que se interesse por ele. A autora sabe que se o destinatário conhecer os tormentos por que passam, tratará de os adoçar. Em P.s. participa que Madame d'Aragon fala de vós como um Deus. Pergunta se recebeu as cartas por Vicente Navarro e se escreveu por Pinheiro Ferreira]. Refere-se ao "Docteur" [Pinto]. Assina "vale, ama, scribe".
Participa que devido à moléstia longa e perigosa da filha não pode ser tão extensa como desejava, mas não queria perder a oportunidade para pedir notícias do bom e antigo amigo António de Araújo. Parece que ele se esquece de si, depois da promessa que lhe escreveria. Diz que só tem trabalhos e os maiores desgostos e que uma das maiores fortunas que pode ter é saber se o destinatário passa bem de saúde. Não passa um dia sem se lembrar do destinatário e sempre que pode pergunta ao nosso Brito por notícias. Desconhece se tem recebido as muitas cartas que já escreveu, onde pedia encarecidamente protecção junto do Príncipe para o pai. A posição da família é bem diferente do que quando estavam em Lisboa devido às revoluções, ao sucedido com o pai em Lisboa, às perdas sofridas e à vivência num país onde tudo é tão caro. Pede ajuda pois se não fosse o pai, morreria de fome. Diz que tem sido muito infeliz e merecia mais ventura. Só de V.ª Ex.ª poderei obter mais felicidade. Pediu também ao destinatário que lhe concedesse uma pensão mensal, em remuneração dos serviços do tio António de Lima que morreu numa acção. Viúva, pobre e sem protecção, apenas fala com toda a franqueza e deseja dever ao destinatário uma vivência menos punível. A irmã Marquesa de Chardonnay está hospedada aqui em casa, e o marido é muito estimado na Corte pelo que acredita que ele será empregado. A irmã Lúca ainda não casou e vive com o pai.
RODRIGUES, Abel Augusto (Barrenhas). Filho de Maria Joaquina Rodrigues, solteira, trabalhadora, da Vila. Neto materno de Manuel Joaquim Rodrigues, natural da Gave, e de Maria Josefa Lopes, da Vila, onde moravam. Nasceu no Bairro do Carvalho, Vila, a 9/6/1900 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Abel Teixeira Pinto da Cunha, de SMP, filho-família, e Maria Joaquina Lira, de Valadares. // A 13/6/1912 foi julgado, juntamente com outros rapazes da Vila, em audiência de polícia correcional, acusado de no dia 1/6/1911 ter furtado lenha de um monte da Assadura, propriedade de Ana Joaquina Vasques, viúva de José Cândido Gomes de Abreu. Devido à sua pouca idade, ficou isento de responsabilidades. // A 13/7/1912 fez exame do 1.º grau com o professor António José de Barros, obtendo a classificação de «ótimo». // Foi carpinteiro e marceneiro de grande mérito. Teve oficina na Vila, defronte à casa do médico Passos. Executou obras de grande valor estético, trabalhos de talha para algumas igrejas e capelas, os quais foram muito louvados . // Casou a 6/10/1924, na CRCM, com Maria Joaquina, nascida em 1898, filha de Ilídio Vitorino de Sousa e de Maria Miquelina Esteves. // A sua esposa finou-se a 2/6/1979, com 82 anos de idade. // Ele faleceu a 18/1/1987. // Com geração. // Nota: alguém escreveu acerca de um indivíduo do século XIX: «não era difícil reconhecer nele o homem talentoso, o artista admirável, o criativo, mas também o ser indisciplinado e incrédulo; bebia mais do que devia, integrava-se em grupos que apenas viviam para a malga; trabalhava quando lhe dava na gana; isso prejudicava imenso a sua arte. Para se fazer obra grande tem que se abdicar de certos vícios, ser militante vinte e quatro horas por dia; o álcool desinibe, mas também embrutece, não ajuda à criatividade, ao contrário do que dizem alguns tolos. O cérebro precisa de estar lúcido, lavado, para dele saírem as verdadeiras obras-primas.»
Contém os seguintes artigos: -"Editorial : tempo de paz para balanço e novo fôlego / Maria Emília de Sousa"; -"Notícias do concelho : Feijó já tem Junta nova (inauguração do edifício provisório da Junta de Freguesia do Feijó) : telefone inédito ajuda a desburocratizar (Atendimento Permanente) : solidariedade com Luís Miguel (baleado nos protestos da Ponte 25 de Abril) : Mês do Idoso : atelier de fotografia (da Casa Municipal da Juventude) : «Praia Limpa» (praias com bandeira azul) : «Projeto Homem» projeto Terapêutico educativo de apoio aos toxicodependentes)"; -"Património e tradições : calçada e arte da Calçada à Portuguesa"; -"Vamos falar de... : Fernando Lopes Graça"; -"II Feira Internacional da Artesanato de Almada"; -"Atividade municipal : recordar objetivos no arranque de mais um ano de processo : diálogo prossegue : mais obras : quadro comunitário de apoio candidaturas de Almada"; -"Programa Especial de Realojamento em Almada", assinatura com o Ministro das Obras Públicas; -"III Encontro de Grupo Corais" : Receção à comunidade educativa : Maria Rosa Colaço na Oficina da Cultura : «Chafarizes de Almada» (lançamento do livro de Alexandre Flores com aguarelas de Carlos Canhão e inauguração da exposição na Oficina da Cultura; -"Associação Cultural Manuel da Fonseca", tomada de posse dos corpos gerentes, Dr. Alexandre Castanheira, João Fernando e Dr. Paulo Lucena; -"SCALA: plano de intenções"; -"Cultura serve-se quente", 2ª Quinzena da Dança, Feira das Artes na Oficina da Cultura, Vamos Cantar as Janeiras; -"UHF" oferta de disco de platina à presidente; -"Desporto : Europeu de Judo em Almada", no Complexo Municipal dos Desportos «Cidade de Almada»"; -"II Congresso Nacional de Ciclo turismo", no Complexo Municipal dos Desportos «Cidade de Almada»"; -"Mais duas campeãs em Almada", Ginastas do Clube Gimnodesportivo Fernão Mendes Pinto, Sara Branco e Mariana Batista; -"Notícias do desporto", «Torneio RTP de Basquetebol», «Corrida de S. Silvestre», «Meia Maratona de Almada»; -"Última hora : animação em espaços públicos; -"Correio do leitor : com-proprietários da Aroreira : Feira de Artesanato (internacional na Costa de Caparica) : Grupo de Dança de Almada (Quinzena da Dança);
Jornal Gazeta do Tejo referente ao mês de abril de 1997 Contém os seguintes artigos: - Entroncamento - Lar dos Ferroviários inaugurado há 4 anos; - Centro Cultural e Desportivo de Praia do Ribatejo - De degrau em degrau 22 anos já passaram; - Encontro das Comunidades Tramagalenses «A crise económica veio dar mais força para as pessoas se juntarem»; - Endyabradas do Rock com muita música; - Instituto pela Federação - Dia do Folclore Português; - 14ª Edição do Festival de Folclore em Tramagal; - Texto de Opinião «Futra» em queda livre? «Não culpem ninguém. Se não têm crédito para desenvolver a empresa, transformem-na numa Cooperativa de forma que todos os que ali trabalham, sejam Cooperantes no produto desenvolvido»; - Biblioteca Municipal de Constância «Arte Jovem»; - PSD apresenta candidato à Câmara Municipal de Abrantes «Alberto à presidência»; - Francisco Marques Lourenço Domingos, candidato pela CDU à Câmara de Abrantes «Abrantes tem condições naturais, humanas e materiais para vir a ser um concelho desenvolvido»; - Gualter Ferreira, candidato pelo PS à Câmara Municipal de Constância «Durante doze anos investiu-se no alcatrão, no cimento e na cosmética urbana, mas esqueceram-se as pessoas do concelho»; - Texto de opinião - Comemorando o 25 de abril; - Artistas praienses em plena atividade; - Da Câmara Municipal de Sardoal: Sardoal vai ter Dicionário Histórico; - Tramagal Sport União 75 anos de história; - Fernando Rosa Brazão, presidente do TSU «Manter o maior número possível de jovens a praticar desporto»; - Atividades do TSU para o mês de maio; - Valada do Ribatejo em festa - Almoster campeão distrital de futebol do INATEL; - Tramagal Sport União - Corpos Diretivos época 1996/97; - Rossio ao Sul do Tejo - AGIP ajuda Centro Social; - Sociedade União Crucifixense com novos Corpos Gerentes; - Festas da Ascensão em Bemposta dia 8, 9, 10 e 11 de maio; - Obras arrancam em Madeiras para a nova Sede Social; - Em Sardoal e Valhascos - Missão Popular.
Contém 13 Capas com documentação produzida no âmbito dos Jogos Olímpicos de Sidney 2000, numerada e organizada temática e cronologicamente. A documentação é composta por correspondência trocada entre o Comité Olímpico de Portugal e Instituições, organizações e indivíduos relacionados com o assunto indicado no título da U.I.: Dia Olímpico 1999: Comemorações, Prémios do COP e pedidos de apoio; Capa n.º 641: Prémios do COP: Candidaturas aos Prémios do COP: curricula e candidaturas; Capa n.º 642: Prémios do COP: "Prémios Fernando Machado" 1998: curriculum vitae de candidatos; Capa n.º 643: Prémio "Juventude" 1998: curriculum vitae de candidatos; Capa n.º 644: Prémio "Fair Play" 1998: curriculum vitae de candidatos; Capa n.º 645: Medalha Olímpica "Nobre Guedes" 1998: curriculum vitae de candidatos; Capa n.º 646: Jantar do COP: listas de convidados; moradas e listas de presenças; Capa n.º 647: Convites e respostas a convites para o Jantar Comemorativos dos 90 anos do COP; Capa n.º 648: Jantar do COP: espetáculo, comemoração, entrega de prémios; Alinhamento do espetáculo; discursos; Propostas de orçamentos; Capa n.º 649: Entrega de prémios aos vencedores; Preparação do Jantar dos 90 anos do COP: listas de convidados, catering, Normas de utilização do Pavilhão da Tapada da Ajuda (ISA); Orçamento do evento; Capa n.º 650: Ofícios destinados a várias entidades relativos à preparação do Jantar do COP e à mudança de instalações: Câmara Municipal de Lisboa, Câmaras Municipais e Comités Nacionais estrangeiros; Organizações Internacionais; Patrocinadores e organizações com protocolos; Capa n.º 651: Ofícios destinados a várias entidades relativos à preparação do Jantar do COP e à mudança de instalações; organizações governamentais; organismos desportivos; Capa n.º 652: Correspondência com a Vista Alegre e empresa gráfica destinada à preparação dos convites, peças decorativas e outros elementos para preparação do Jantar comemorativo; Capa n.º 653: Correspondência com a AOP (Academia Olímpica de Portugal) e a AOI (Academia Olímpica Internacional): envio dos Estatutos do COP (Dezembro de 1999); Regulamento da AOP; 5th Sessão Internacional de dirigentes das Associações Olímpicas Internacionais.