Type

Data source

Date

Thumbnail

Search results

You search for Alemanha and 1,619 records were found.

Descreve ao amigo António de Araújo a nova prensa tipográfica recentemente inventada neste país. Remete um prospecto sobre esta nova máquina que segundo lhe comunicaram o seu preço rondará as mil libras. Existe uma na Universidade de Cambridge e uma já encomendada para a Corte de São Petersburgo. Agradece-lhe por ter apresentado Gameiro, senhor de grande talento no discurso. É de desejar que o domínios portugueses se aproveitem dos erros das Cortes de Madrid, Turim e Roma; desconhece se os intentos da missão de mr. Canning a Lisboa apenas diz-se que foi esperar e saudar o regresso do Príncipe-Regente, mas acha que esta "missão leva àgua no bico". Comenta as negociações em Viena, nomeadamente as manobras dos mais poderosos para, sob pretexto da paz perene, dominarem os mais fracos. Defende que esta é a altura propícia para S.A.R. se intitular Imperador do Brasil e Rei de Portugal; seria de grande satisfação que se visse promulgada por S.A.R. a lei equivalente ao Bild inglês de Navegação, por forma proteger as fábricas, indústria e navegação nacional. Lisboa deveria ser o centro do comércio entre o Brasil e a Europa, por conveniência recíproca. Soub por Gameiro que Eschwege e Varnaghenestão a explorar as minas de ferro e também uma de cobre recentemente descoberta, as quais considera mais produtivas que as de ouro; aconselha a que as mesmos sejm exploradas por particulares. Os agentes de S.A.R. poderiam recrutar no estrangeiro homens e famílias para habitarem o Brasilvisto que seriam necessários bons artistas que saibam trabalhar nas fundições, principalmente nas máquinas a vapor, muito utéis para tais trabalhos. Comenta a formação de associações de capitalistas para administrarem as minas. Refere-se à utilização de latas, feitas com folha de Flandres para a preservação de carnes da fábrica do Rio Grande. Comenta as vantagens desr mesmo estabelecimento para a marinha nacional. Viu com muita satisfação a resolução de S.A.R. a respeito da Administração do Contrato do Tabaco em Portugal para o triénio de 1816-1818. Ainda não concluiu a impressão das suas "Recordaçõens", as quais não verão a luz do dia se a prévia autorização de V. Ex.ª "como bom juiz de opinião". Lembra que poderia ser útil à Coroa portuguesa se seguisse o exemplo de D. José I, se se obstasse à admissão de noviços nas casas religiosas "azillo do ocio, e sepultura de geraçoens", bem como ao ordinário dar ordens sacras sem a Real licença: com isto os objectivos seriam o aumento da população e uma melhoria ao clero que se ordenasse. Defende que S.A.R. deveria motivar as famílias Católicas Romanas da Irlanda , que muito são vexadas pela sua crença religiosa e embarcarem para o Brasil; e o mesmo na Alemanha, na Itália, Suiça e até mesmo na Espanha. Pede ao destinatário que conserve a sua saúde por ser de grande utilidade ao Real Serviço, pois todo o verdadeiro patriota "reconhece quanto de pouco tempo a esta parte tem melhorado os Concelhos no Real Gabinete dessa Corte". Viu a carta que o destinatário escreveu a Diogo. Comenta as partilhasfeitas a favor dos seus filhos: Diogo fica com todas as propriedades de raiz e mobília sem excepção. Em breve enviará a Diogo o seu neto de 18 anos que acaba de completar um curso de Química. Espera que a protecção do destinatário o neto Bernardo Daupiás há-de ver satisfeita a sua pretensão em Paris. Remete os fólios 273 a 288 das "Recordaçõens".
Escreve esta para aprofundar os importantes objectos que tratou na sua carta n.º 4, da qual foi portador o colega Manuel Rodrigues Gameiro. Trata dos factos que caracterizam o estado político actual da Europa; das novas combinações políticas que estes podem produzir nas relações entre diferentes potências; bem como das resoluções políticas gerais e seguras que devem ser urgentemente adoptadas para prevenir o futuro. Nos factos salienta: o Directório estabelecido pelas quatro grandes potências aliadas, formado em Viena e aprofundado em Paris; a aproximação entre a França e a Rússia que pode dissolver o referido Directório; as desinteligências entre a Rússia e a Prússia após as últimas negociações de Paris; as queixas do Imerador Alexandre e os reis de Wurtenberg e da Sardenha por terem sido afastados das negociações; os franceses que detestam a Prússia e estão indispostos com a Aústria e a Inglaterra; o aumento da influência da Rússia na Holanda, em detrimento da Inglaterra devido ao casamento do Príncipe de Orange com a Arquiduquesa da Rússia, causando graves consequências no comércio e navegação; que a Inglaterra nada fez por Portugal e não quer concluir as questões de Olivença e da Guiana para manter um pomo de discórdia entre nós, a Espanha e a França; o descontentamento em Espanha sem se poder calcular as consequências dos mesmos; descontentamento em França pelas humilhações e perdas que têm sofrido. Nas combinações políticas futuras salienta a provável aproximação ou mesmo aliança entre a França e a Rússia que, podem facilmente atrair a Holanda e Wurtemberg; a provável liga entre a Rússia, França, Aústria, Suécia e outras que pode vir a ameaçar a segurança da Alemanha ou da Turquia; o prolongamento da paz na Europa pode promover a decadência da marinha inglesa, e no caso de não acontecer, com a sua legislação marítima pode excitar todas as potências e declararem-se suas inimigas; novas revoluções em França que provoquem invasões dos aliados; possibilidade de nova revolução em Espanha. Na adopção de resoluções gerais salienta a necessidade de de nomear Ministros respeitáveis e sisudos para as principais Cortes; a organização do trabalho nas missões diplomáticas que garanta boas relações com outros países e que garanta a continuidade; não formar alianças com as grandes potências, senão a que aliança geral fixada em 8 de Abril em Viena; a aliança com a espanha não pode servir de ruína a Portugal, pois podemos ter de entrar em todas as guerras em que aquela esteja envolvida; devemos ajudar a Espanha a recobrar Buenos Aires em troca de Montevideo e os países adjacentes; empregar toda a contemplação necessária para firmar um novo Tratado de comércio com a Inglaterra; comenta a abolição da escravatura; pensar em efectuar melhoramentos internos em Portugal e no Brasil para aumentar a prosperidade e poder e manter o exército em disciplina respeitável; estabelecer comunicações regulares e seguras entre o Ministério e o governo de Portugal e os agentes diplomáticos portugueses. Em P.s. após ter escrito esta carta tomou conhecimento pelas gazetas da desagradável notícia da revolução na Corunha; e comenta a proclamação do General Porlier.
Alerta para os recentes papéis públicos que confirmam a sua suposição em que o exército Austro-Bávaro, comandado pelo General Wrede, marchou para o Reno onde se deu a Batalha de Hanau. Confirmam também a entrada dos aliados na Holanda, tendo so seguidores da Casa de Orange feito a revolução sem que os franceses conseguissem cortar os diques para inundar o país conforme premeditavam. Com a proclamação do Soberano dos Países Baixos Livres, pouco falta para que a Holanda se ache completamente livre. A Suiça declarou a sua neutralidade, embora o autor julgue que não perderão a oportunidade de se unirem aos aliados para para recuperar territórios como Vallais. Tumultos em Brugges, Bruxelas e Anvers, sendo possível que também se registem no Brabante austríaco. A navegação do Weser está livre, a Alemanha livre dos franceses à excepção de algumas praças fortes. Bernadotte atacou Davoust no Elbo, obrigando este a retirar-se para Hamburgo. A Dinamarca apresentou proposta de negociação a Bernadotte que a recusou. Dissolução da Confederação do Reno e organização do "Landwehr" e do "Landsturm", tendo os príncipes que a compunham solicitado ao Imperador austríaco que se declarasse seu chefe, convite que o próprio declinou. Refere-se ao Tratado assinado entre a Aústria e o Rei de Wurtenberg, o príncipe de Metternich. Acha estranho que a Aústria e a Espanha não tenham nomeado Ministros para ambas as Cortes e que o Ministério inglês ainda não tenha apresentado no Parlamento o Tratado de Aliança com a Aústria. Todos os Soberanos e Generais em Chefe estão em Frankfurt, crê-se que a concertar a passagem do Reno e a entrada em França pela Suiça. Os franceses concentram-se em Anvers. Os austríacos estam em Bergamo na Itália; Veneza acha-se bloqueada e em Milão as autoridades preparam-se para decampar. Em Espanha o Quartel General foi instalado em São João da Luz; as novas Cortes e Regência já estão em Madrid; o exército espanhol está desorganizado, fazendo com que Wellington só possa contar com o auxílio do português. Avança com diversos cenários para as negociações de paz entre a França, a Inglaterra e a Holanda, referindo-se a temas como a a restituição das colónias francesas, o estabelecimento dos limites deste país, a restituição do Cabo da Boa Esperança aos holandeses. Acha que é possível que se faça a paz continental, mas a França e a Inglaterra devem continuar em guerra. Refere-se, ainda, à guerra entre a Inglaterra e os estados Unidos da América pelos direitos marítimos. Aconselha a que Portugal tenha negociadores hábeis para tratar com as outras potência em qualquer cenário possível, mas que não faça uso de procuradores estrangeiros. Alerta para o facto de a França querer a Guiana e a Inglaterra não hesistar em devolve-la. Os domínios portugueses estão a ser alvo de muita cobiça pelas potências aliadas, sendo esta a altura indicada para se formar novas e proveitosas relações comerciais. É necessário transpor o "muro" que separa Portugal das potências continentais e preservar a integridade e independência da Monarquia. Sugere que se procure estar sempre cautelosos e em paz com a Inglaterra, mas que se estreite as alianças com outros países europeus, facto que requer um corpo diplomático activo, inteligente, enérgico e trabalhador. Defende a residência do poder supremo na Europa, escolhendo-se governadores experimentados e patrióticos para os principais portos do Brasil.
Acusa a receção das cartas de 11 de Julho e de 9 de Agosto, e agradece a prontidão [de António de Araújo] nas respostas e o intersse em tudo o que lhe diz respeito. Comenta as razões do adiamento das viagens que deveria fazer à Alemanha e Holanda. Informa que ao contrário do que anteriormente se praticava os Oficiais da Secretaria dos Negócios Estrangeiros empregados em missões exteriores, já recebem os emolumentos conforme se constata pela situação de Rafael da Cruz Guerreiro e Teodoro José Pinheiro. Soube por este último que os Oficiais dos Negócios do Reino recebem sempre os emolumentos, pede por isso ao destinatário e ao conde das Galveias que lhe atribuam os 500 $ réis, pela lista da Secetaria de londres, como o fazem a Guerreiro, pois pretende manter e aumentar as suas colecções. Invoca os longos anos de trabalho nas missões de Turim, Paris e Londres. Verá pelas gazetas que Pamplonacapitulou, presumindo-se que Wellington passe agora à Catalunha para expulsar Suchet e assim poder entrar nas praças de Figueiras, Girona, Morvideo, Denia e no forte de ?Mongui? em Barcelona. Lord William Bentink partiu apressado para a Sicília devido à "inoculação forçada da constituição inglesa" fazem nos povos locais. As Cortes ordinárias em Espanha transferiram-se para a Ilha de Leão e dali para Madrid em virtude do surto de febre amarela que ali surgiu. Napoleão retirou-se por Weisenfeheerfurt, após o seu exército ter sido destroçado nas vizinhanças de Leipzig. Parece que se confirma que o exército Austro-bávaro, comandado pelo General Wrede, marchará para o baixo Reno de maneira a que o Bonaparte pode ainda não estar a salvo. Já forma apresentados no parlamento [inglês] os tratados assinados pela Inglaterra com a Rússia e a Prússia, anunciando-se outro com a Aústria, este ainda não ratificado. Comunicaram-lhe que estas potências acordaram em convocar imediatamente um Congresso, para o qual convidaram Ministros de todas as potências aliadas, com o fim de estabelecer o equilíbrio da Europa. Comenta as deliberações das outras três potências que pretendem reduzir o número de principados para formar potênvias intermédias, mas não sabe se farão o mesmo em Itália. Informa dos negociadores que a Inglaterra, Espanha, Sardenha têm em São Petersburgo e no Quartel General, e alerta para a necessidade de Portugal nomear algum. A Baviera restituiu o Tirol à Aústria. Informa das derrotas de Beauharnais, fazendo com que a Aústria ganhe terreno em Itália. Presume que Bonaparte vai escapar e soube por uma pessoa vinda do Quartel General que Bonaparte escreveu ao seu sogro, o Imperador da Aústria, a propor o fim da guerra, optando pelas propostas do Congresso de Praga. Informa que Paris está em grande confusão. A qualquer momento a Dinamarca pode juntar-se aos aliados. Remeteu um maço por Manuel Caetano Pinto.
Informa que as cartas de do amigo Manuel Luís, de 24 de Agosto, e a de António de Araújo, de 12 de Setembro, acalmaram a sua inquietação sobre o estado de saúde deste último. Comunica que não escreveu depois de ter saído de Londres, devido à falta de segurança dos correios estrangeiros. Descreve a viagem por mar do Rio de Janeiro até Inglaterra; descreve os trabalhos que empreendeu em Inglaterra, como as conversações para combater a asseção do gabinete inglês que sustentava que S.A.R. tinha pedido dinheiro e o envio de uma esquadra para o seu transporte para Lisboa. Refere-se à sua jornada rumo ao Congresso [de Viena]; comenta as consequências da não ratificação por Portugal do Tratado de Paris e relembra a importância do artigo 10.º; tece comentários sobre o grupo de plenipotenciários portugueses; à pouca vantagem da cessão da Guiana e à indemnização que Portugal tem direito; rejeita a possibilidade de se pedir uma indemnização à Espanha devido à restituição de Olivença; a abolição do tráfico de escravatura e as suas implicações no Tratado de Comércio de 1810; as conversas mantidas com Castelreagh a este respeito; faz uma análise sobre os comportamentos dos Plenipotenciários das potências principais, onde sobressaem os nomes de Metternich da Aústria, os condes de Nesselrode, Razomouski e Stakelberg da Rússia, Lord Castelreagh, Lord Stewart, Lord Catehart e Lord Clancarty da Inglaterra, o Príncipe de Talleyrand, o Duque Dalberg, os condes de Latour du Pin e de ?Noialles? Pela França; o Príncipe de Hardenberg e o Barão de Humboldt pela Prússia; Lovvelheim que representa a Suécia; D. Pedro ?Sobrador?. Comenta a problemática questão da Polónia e a da Saxónia; a questão interna da Alemanha, para a qual foi criada uma comissão específica; outra comissão para a união de Génova à Sardenha; outra para as questões da Toscana, Parma, ?Plasencia?; outra comissão para a livre navegação do Reno e do Scalda. Informa que pela demora do marquês de Marialva achou oportuno entregar as suas credenciais a Sua Majestade Imperial e devendo finalisar a prorrogação do Tratado de Comércio em 7 de Junho, era oportuno fazer alguma coisa para que o comercio do Brasil fosse contemplado. Em P.s. de 14 de Dezembro anuncia a chegada do "nosso Gameiro" tendo recebido, por ele, a carta do destinatário. Em 24 de Dezembro, comunica que Castelreagh recebeu a resposta do governo inglês sobre o Tratado de Comércio de 1810. Lembra que não foi expedida ordem para a administração de Londres para o pagamento dos seus ordenados da Missão da Rússia; lembra Luís António d'Abreu Lima para secretário daquela legação. Em 25 de Dezembro anuncia que Castelreagh rompeu as negociações que havia iniciado com os Plenipotenciários portugueses, pretendendo levar o negócio a Comissão, muito embora Saldanha acredite que ele terá motivos de sobra para se arrepender. Em 28 de Dezembro, trabalha na minuta sobre a Comissão das Etiquetas para depois remetê-la; enviará também uma exposição da sua autoria e de Gameiro sobre a questão da Escravatura. Elogia as intervenções de monsieur de la Harpe a favor dos negócios de Portugal. Em 30 de Dezembro, pede ao destinatário que entregue ao Príncipe da Beira uma caixa com duas rebecas. Em 1 de Janeiro deseja uma ano novo venturoso e informa que a Prússia não quer ceder às suas intenções sobre a Saxónia tomando os negócios uma feição mais hostil. Acaba de receber a notícia de Lord Castelreagh da conclusão do Tratado de paz entre a Inglaterra e os Estados Unidos.
Impresso Lisboa: Imprensa Nacional. Autógrafo de Vasconcelos Abreu no verso da folha de rosto: «Ao Ex.mo Sr. Alberto Sampaio / V.-A.». Na margem da página 9 foi acrescentado o seguinte texto manuscrito, aparentemente por omissão na fase de preparação e impressão: «rh = r - rhetórica = retórica / Rheno = Reno; rhytmo / = ritmo». Imediatamente a seguir à folha de rosto e a anteceder o estudo de Aniceto dos Reis Gonçalves Viana e Guilherme de Vasconcelos Abreu, uma circular, assinada pelos dois autores, a dar conhecimento do trabalho realizado e dos motivos que estiveram na sua origem: «Ex.mo Sr. / Para respondermos às perguntas que nos têm sido feitas acerca da ortografia adoptada pelos editores técnicos da «Enciclopédia de ciência, arte e literatura - Biblioteca de Portugal e Brasil» temos a honra de dirigir a V. Ex.ª esta circular, e rogamos-lhe que faça tão conhecidos, quanto em seu poder esteja, os fundamentos em que essa ortografia assenta. / Os princípios que servem de base à reforma ortográfica iniciada por nós ambos e usada há dois anos pelo segundo signatário desta circular, em escritos particulares e oficiais, e em artigos publicados em alguns papéis periódicos, são resultado de estudo consciencioso e larga discussão dos iniciadores. São princípios deduzidos ou antes expressão dos factos glotológicos examinados com rigor; são todos demonstráveis, e de simplicidade tal que os poderá compreender a sã inteligência, ainda que para ela sejam estranhos os estudos de glotologia. […] / Todos nós, os que lemos, e ainda os que escrevemos para o público, sabemos quão divergentes são as ortografias das várias Redacções e estabelecimentos tipográficos. Têm escritores as suas ortografias próprias, com as têm as imprensas particulares e as do Estado. E nas do Estado são diferentes as ortografias da Imprensa Nacional e da Imprensa da Universidade - estes plurais são a expressão real dum facto, sem censura pessoal. / Com a exposição que vamos fazer dos princípios mais gerais em que assenta a reforma ortográfica por nós iniciada, temos em vista mostrar, a todo o país capaz de pensar e ler, que o nosso intuito é realizar uma das verdadeiras condições da vida nacional - existência de ortografia uniforme e cientificamente sistemática a que deva chamar-se Ortografia Portuguesa. […]». Aniceto dos Reis Gonçalves Viana (Lisboa 1840- 1914 foi um filólogo, linguista e lexicógrafo português. É também considerado um dos maiores foneticistas portugueses. Fez a primeira descrição de conjunto do sistema fonético do português em 1883. Foi um dos membros da Comissão de Reforma Ortográfica de 1911. Guilherme Augusto de Vasconcelos Abreu (Coimbra) 1842- foi um orientalista, militar, geógrafo, literato e português. Emigrou para o Brasil e a Índia. Nas diversas ocasiões em que viajou para as colónias de Portugal na Índia foi muito respeitado pelo povo local. Foi o último dos portugueses a poder ler, no original, o Mahabharata, o Sutta-pitaka, o Tripitaca ou Ramayana. O seu interesse pelas línguas orientais, especialmente o sânscrito, língua sagrada dos Indianos e uma das mais importantes línguas literárias indo-europeias, modificou radicalmente o rumo da sua vida. Especializou-se naquela língua na França, na Alemanha e na Inglaterra, e quando regressou a Portugal licenciou-se em Matemática e Engenharia Naval pela Universidade de Coimbra e foi nomeado professor de Língua e Literatura Sânscritas do Curso Superior de Letras de Lisboa. Foi companheiro de Aniceto dos Reis Gonçalves Viana e apoiou o movimento pela "ortografia simplificada", que viria a resultar na Reforma Ortográfica de 1911. Sobre o assunto da reforma ortográfica ver carta de Aniceto dos Reis Gonçalves Viana a Alberto Sampaio, de 29 de Maio de 1906. Referência bibliográfica: Cartas a Alberto Sampaio. Org., introd. e notas de Emília Nóvoa Faria e António Martins. Porto: Campo das Letras, 2008.
Entre 1785 e 1786, o médico Gaspar Lopes Henriques de Chaves, realiza um diário de observações clínicas, no qual, efetua uma breve descrição sobre a saúde pública. Menciona a limpeza da cadeia de Almada e, em particular, as moléstias a que os habitantes estão sujeitos, principalmente, as crianças. Relaciona a localização baixa de certos lugares, tais como, Caramujo, Mutela e Piedade, com o problema da estagnação de águas, dado que provocam doenças; para além disso, refere o facto dos mesmos beberem água de poços, embora refira a boa qualidade da água da Fonte da Pipa. Destaca a importância do clima (excesso de frio, variação do ar e vento), quer para o agravamento de algumas patologias, quer, para acompanhar com a prescrição terapêutica (sangrias, purgantes, soro de leite composto, com plantas, tisanas expetorantes, remédios feitos de flor de enxofre, narcóticos - láudano, ópio, entre outros) de algumas doenças. Inclui ainda o uso das águas termais das Caldas da Rainha, das de Banieres, em França, das de Bath, em Inglaterra, muito indicadas, para problemas de reumatismo. Ressalva algumas doenças esporádicas, nomeadamente, o reumatismo, a asma, a gota e a apoplexia. Receia o aparecimento de epidemias, recordando que, em 1732 e 1733, o aparecimento de uma tosse cruel e seca, tendo se espalhado, por França, Inglaterra, Holanda, Escócia e Alemanha. Realiza um diário de análise, entre janeiro, fevereiro e março (im. 6); outro, entre março e abril (im. 11) e, o último, entre abril, maio e junho (im. 15). Descreve as doenças, das quais, os pacientes sofrem, designadamente, o exemplo de Bernarda, 54 anos, sofre de fortes ataques de asma que a sufocavam e, por isso, é sujeita a vapores, coloca os pés em água bem quente, 2 vezes, pelo espaço de 20 minutos, em cada sessão. A seguir, fará sangrar o pé e o braço, simultaneamente. Remédio: dar flor de enxofre. [Im. 6210_0001, 6210_0002, 6210_0003] Disponível em: http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74299 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74300 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74301 [Im. 6210_0006, 6210_0007, 6210_0008, 6210_0009, 6210_0011, 6210_0012, 6210_0013, 6210_0014 e 6210_0015] Disponível em: http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74304 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74305 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74306 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74307 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74309 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74310 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74311 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74312 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74313 [Im. 6210_0026 e 6210_0027] Disponível em: http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74324 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74325 Em Almada, a 1 de março, do ano de 1788, o juiz vereador José Pedro de Sequeira, assina um documento designado, como o termo de impugnação, ao diário de observações clínicas. Neste documento critica negativamente, afirmando que o médico Gaspar deveria ter efetuado uma descrição das doenças epidémicas doutrinais e, em vez disso, limitou-se a escrever as doutrinas gerais, sem qualquer ordem; ainda acrescentando que, deveria ter efetuado as histórias de todas as moléstias, pela sua raridade ou pelos sintomas. Estes deveriam ter tido mais atenção. E, no final, deveria contemplar uma lista de mortos ocorridos naquele ano. [Im. 6210_0107, 6210_0108, 6210_0109, 6210_0110, 6210_0111 e 6210_0112] Disponível em: http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74405 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74406 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74407 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74408 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74409 http://www.m-almada.pt/arquivohistorico/viewer?id=85315&FileID=74410 Médico: Gaspar Lopes Henriques de Chaves. Em anexo, termo de impugnação ao diário das observações, escrito pelo vereador mais velho.
Recortes dos jornais "O Século", "Sporting", "Mundo Desportivo", "Diário de Noticias", "Record", produzidos no âmbito dos Jogos da XVIII Olimpíada. Contém os seguintes títulos: "Um oportuno esclarecimento da Direcção geral dos Desportos", "Remo. As Regatas de selecção no Mondego", "A Federação organiza amanhã um interessante "torneio de preparação" com os melhores valores nacionais", "Portugal rumo a tóquio. Sou partidário da ausência do Judo nos Jogos Olímpicos", "O problema da preparação Olímpica e a evolução de forma dos portugueses", "Regata de «Dragões» com vista aos Jogos Olímpicos", "Só falta resolver o problema das deslocações dos cavalos", "Hoje: Encerramento dos Jogos Olímpicos", "Um só conjunto representará Portugal em Tóquio", "A equipa Olímpica de Portugal é composta por 15 atletas", "Atletismo, os seleccionados pré-olímpicos partem amanhã para a Alemanha", "Natação, Bessone Basto e Vitor da Fonseca fizeram os tempos para Tóquio", "Vela, Natação, Atletismo, tiro a chumbo e tiro à bala modalidades certas em Tóquio", "Seria bom termos agora o dobro dos problemas a resolver quanto a selecções para Tóquio", "Venci o torneio de selecção de «finn» sem ganhar uma regata com o meu barco", "O caso da natação. Porquê só agora a sete semanas dos jogos?", "Presença portuguesa em Tóquio. Adiada para dia 10 a reunião decisiva do COP", "Um atirador português nos Jogos de Tóquio. Sensacionais revelações do eng. Cayola Carpinteiro", "A poucos meses dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Dos ginástas Japoneses aos sensacionais Henry Carr, Fred Hansen e Tien-Cháo - Um mundo de perspectivas", "Tóquio prepara-se para as olimpíadas de 1964", "Candidatos a campeões olímpicos", "Escândalo. A equipa olímpica russa de pólo.aquático para os Jogos de Tóquio presa por contrabando", "Esbela da Fonseca ínica atleta em condições", "Danek, Pedersen e Thun três lançadores europeus ameaçam sériamente o poderio dos americanos", "O Japão é o país com mais atletas inscritos (400)", "Os espectadores das Olimpíadas de Tóquio", "Amanhã, em Tóquio oito mil atletas darão começo aos 18º Jogos Olímpicos", "Jogos Olímpicos, Inauguração e primeiros resultados", "Poucas as possibilidades do judoca Fernando Costa Matos se o primeiro na sua série", "Três atletas de sonho e três «records» do mundo, "Sayonara Japão", "O hipismo português teve representação à altura das suas tradições e da actual cotação internacional", "A lição de Tóquio será compreendida em Portugal? Oxalá que sim!", "Os ensinamentos de Tóquio. A formação olímpica tem de começar na escola", "O Boxe Olímpico marcou a decadência dos americanos", " Portugal Informou a Comissão Organizadora dos Jogos de Tóquio que participará em oito modalidades", "Pela primeira vez na história, um atleta norte-americano venceu a prova olímpica de 10000 metros. William Mills bateu o «record» olímpico de Bolotnikov, "Jogos Olímpicos apreciação final", "Boa classificação do Major Duarte Silva em Tóquio", "A representação do tiro nos J.O. A federação ignorou lamentavelmente a chamada «verdade dos números»...", "A presença do oficial técnico é condição fundamental para o êxito da nossa representação", "A representação de velejadores é a mais numerosa e naturalmente a mais ocnfiante", "Rumo ao Japão a representação de Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio, composta por 7 dirigentes e 19 atletas", "Inaugurados, em Tóquio, os Jogos Olímpicos, Batido o primeiro Record. Noventa e quatro nações representadas, 5500 atletas e 3000 dirigentes", "Os olímpicos portugueses", "Pediu asilo aos Estados Unidos um atleta Húngaro que participou nos Jogos de Tóquio", entre outros.
Contém os seguintes títulos: "Foram-nos ao bolso" , comerciantes da Portela tremem de pensar noutro "dia sem carros"; IC 19 alargado, apenas, em 3,4 quilómetros; Diálogo; São João das Lampas; Agenda cultural; Câmara de Sintra - aviso sobre plano de urbanização Sintra parque temático e área envolvente; Sem carros e com imaginação; E a seguir ao dia sem carros?; Casa Mantero será biblioteca; Fogo deixa 63 crianças sem infantário; Cem mil sem biblioteca; PSD/Cacém questiona segurança dos parques infantis; Serviço público; Comissão de utentes pede comboios de volta; A união faz a força; Comerciantes de Sintra reclamam novos apoios; Comércio tradicional visto de dentro; Cartão centro lojas; Manga na Tapada das Mercês; Mercês tem nova estação de correios; Festival de folclore no Sabugo; Concerto e exposição no dia da música; Bombeiros de Almoçageme inauguram centro de fisioterapia; Grupo da Rinchoa leva folclore a Rio de Mouro; Roteiro; Exposições; Almoçageme festeja Sra. da Graça; A terceira via do IC 19; Escultura e pintura em exposição; Exposição na galeria de Fitares; Um dia realmente diferente; Obras para avançar; Uma vida à procura de referência; Agualva Cacém está de parabéns?; Caminhada pesarosa; Experiência a repetir; Observatório para a AML; Chamas destroem creche; À espera de uma sala; Reunião fora dos carris; Sabedoria e engenho; Crianças em risco; Festejos em Camarões; Em nome da tradição; Festas dos guardadores da jóia; Acabar com o lixo; Homem de palavra (s); Preservar e utilizar; Do fogo à incandescência; Aguarelas de Agualva; Prémio de pintura e escultura; Assembleia municipal de Sintra; Instrumentos musicais; Dia mundial da música; URBCOM em Queluz; Aniversário no Sabugo; veículos a gás natural; Desafio ao talento; Assembleia municipal de Sintra - edital nº 15/2000; Mostra de soluções; Um bolo das massas; História de um doce regional; Car-free day is also care-free: but why only once a year?; Câmara quer empresa municipal para gerir mercados; Alargamento do IC 19 começa na próxima semana; Cidadãos passam teste de civismo; Sítios das Câmara são lentos; Iluminação em exposição; ACISintra quer revitalizar comercio em Queluz; Prémio D. Fernando II em exposição; Palácio Valenças assinala 60 anos; Acontecimentos; Sintra quer repetir "Dia sem carros"; Rio de Mouro, obras, pó e buracos; Mem Martins, sentido único; Abrunheira, primeira pedra da igreja já fez um ano; Antiga capela de São Lázaro e a Gafaria de Sintra; Almoçageme, festas da senhora da Graça; Reforço de manhã, economia à noite; Casa do Chinquilho; Biblioteca em exposição; Aposta no futebol jovem; Exposições; Dar lugar à história; Projeto Polis é vital; Pré escolar com má nota; Instalações de recurso, na escola nº 3 em Agualva; Passe o dia sem carros; Biblioteca municipal na Casa Mantero em 2002; Circulação automóvel proibida em sete localidades do país; Um mostruário de folhetos; O mundo é incorrigivelmente plural; Municípios estimulam produção literária; Melhor ambiente em Queluz; Bombeiros de Queluz comemoram 79 anos; Assembleia de freguesia em Agualva Cacém; Ensinar a preservar; Novas regras na circulação na via pública de cães e gatos; Estação meteorológica na Ferreira Dias; Kid Carcaça pedala até à Alemanha; O regresso 50 anos depois; Carros não entram; Parquímetros em Mem Martins; Pintura de Jayr Peny no Museu Regional de Sintra; Sintra; Bombeiros florestais: chamadas falsas confundem bombeiros.
Catálogo das Obras do Arquivo e da Biblioteca da Sociedade Farmacêutica de Lisboa N.º 1. Livro manuscrito com registo das obras doadas à Sociedade, que se encontra organizado pelos seguintes temas: saúde pública, farmácia, química, física, história natural, zoologia, botânica, mineralogia, ciências médicas, legislação, peças oficiais e diversidades. Existem registos de monografias, periódicos, folhetos e dicionários. O registo inclui o nome do autor, título das obras, número de volumes ou folhetos, país e ano da publicação, nome dos doadores, épocas das doações e observações. Encontram-se mencionados os seguintes doadores: A. Chevalier, Academia Imperial de Medicina do Rio de Janeiro, Academia Politécnica do Porto, Agostinho Albano da Silveira Pinto, Agostinho Albano da Silveira, Agostinho Dias Lima, Alunos da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, Álvaro Pimentel Teixeira, Anacleto António Rodrigues de Oliveira, António Albino da Fonseca Benevides, António de Carvalho, António Inácio de Avelar, António Joaquim de Figueiredo e Silva, António Joaquim Raimundo Bessa, António José de Sousa Pinto, António José de Sousa, António José Martins, António José Moniz, António José Nogueira, António Maria de Couto, António Mendes de Matos, António Rodrigues Viana, Associação de História Natural de Hamburgo, Associação Mercantil Lisbonense, Atheneu Scientifico de Madrid, Bernardino António Gomes, Bernardo José dos Reis, Câmara Municipal de Lisboa, Cândido Albino da Silva Pereira Cunha, Companhia Comercial Farmacêutica de Lisboa, Conselho de Saúde Pública do Reino, Conselho do Governo Médico-Geral do Hospital Nacional e Real de São José, Escola Médico-Cirúrgica do Porto, Eugène Marchand, Francisco António Alves de Azevedo, Francisco Bernardo dos Santos, Francisco Bernardo dos Santos, Francisco César Pereira, Francisco César Pereira, Francisco de São Luís, Francisco de São Luís, Francisco Freire de Carvalho, Francisco José Rodrigues Loureiro, Francisco Mendes Cardoso Leal Júnior, Francisco Puente, Francisco Tomás da Silveira Franco, Frederico Welwitsch, Frei Cristóvão dos Reis, Gerardo José de Nóbrega, Guilherme Cannon Morley, Henrique José de Sousa Telles, Inácio da Fonseca Benevides, Jacob Bell, João António dos Santos, João Baptista de Almeida Garrett, João Baptista Ribeiro, João José de Sousa Telles, João José dos Santos, João Mendes Sachetti Barbosa, Joaquim José da Costa de Macedo, Joaquim Nunes Barbosa, John Foote, José Acúrcio Cavaleiro de Macedo, José António Lopes, José António Silvério Rodrigues Cardoso, José Dionísio Correia, José do Amaral Castelo Branco, José Ferreira da Silva, José Joaquim da Silva Pereira Caldas, José Joaquim de Carvalho, José Maria Botto, José Maria Pinto, José Martins Pereira e Crespo, José Ribeiro Guimarães Drack, José Tedeschi, Júlio Máximo de Oliveira Pimentel, Lázaro Joaquim de Sousa Pereira, Lourenço José Peres, Manuel Baptista dos Santos Cadet, Manuel de Almeida Cardoso, Manuel Francisco Peixoto, Manuel Inácio Rosado, Manuel José Rodrigues Barreiro, Montepio Literário, Pedro Alexandre Cavroé, Pedro António Lopes de Carvalho, Pedro Ferreira Norberto, Periódico dos Pobres (Porto), Rei D. Fernando II, Rodrigo Zagallo Nogueira, Secretaria da Marinha, Sociedade de Instrução Primária de Lisboa, Sociedade dos Amigos das Letras (Lisboa), Sociedade dos Farmacêuticos do Norte da Alemanha, Sociedade Escolástica Filomática de Lisboa, Sociedade Farmacêutica da Baviera Rhema, Sociedade Farmacêutica de Londres, Sociedade Jurídica (Lisboa, Porto), Sociedade Literária Portuense, Sociedade Médico-Botânica de Londres, Sociedade Patriótica Lisbonense, Sociedade Promotora da Indústria Nacional de Lisboa, Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, Teatro Particular de Angra, Tomás José de Aquino Soares, Vicente Tedeschi, Visconde de Vilarinho de São Romão, W. H. Judd.