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Manifesta a sua intenção em se fixar durante algum tempo, numa cidade do norte da Alemanha, aproveitando a licença recebida, visto que "um Payz mais desagradavel para o homem pensante do que a Suecia nam existe". Informa que descobriu um novo fóssil a que deu o nome de "Gahnit" e que a sua análise será publicada num Jornal local juntamente com a Análise [das Alkalis e terras Alkalinas] de Berzelius. Espera pelas considerações de António de Araújo para poder prepar a segunda edição da "Skizze [von Brasilien]". Pede notícias sobre a cultura brasileira.
«Já notamos anteriormente, como em 1603 se navegava de Vila do Conde para as Índias Orientais; neste mesmo século, o que parece hoje inacreditável, construiu-se na Póvoa de Varzim a nau Nossa Senhora de Guadalupe, que tomou parte na defesa do Brasil contra os holandeses: e os moradores de Viana, afirma Fr. Luís de Sousa, traziam no mar por 1619 setenta naus de toda a sorte ocupadas principalmente no comércio do Brasil, e além deste com o das outras conquistas, bem como a França, Flandres, Inglaterra e Alemanha.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, pp. 420-421.
Com destino a: Alemanha (Via Espanha- França e Bélgica)
Naturalidade do requerente: Esposende- Esposende
Data de Nascimento: 10/11/1933
Pai: Geraldo Gonçalves Guimarães
Mãe: Severiana Alves Marcolina
Estado Civil: Casado
Cônjuge: Lucinda Alice da Silva Vilas Boas
Pai do Cônjuge: N/a
Acompanhantes : N/a
Filhos: Amélia da Silva Guimarães, Maria Severiana da Silva Guimarães, Maria Eugénia da Silva Guimarães, João Augusto da Silva Guimarães, António da Silva Guimarães, Maria do Rosário da Silva Guimarães, Manuel da Silva Guimarães e Fernanda da Silva Guimarães
Deseja seguir viagem com: N/a
Processo: 16/68/E
Com destino a: Suécia (Via Espanha- França- Bélgica- Holanda- Rep. Federal da Alemanha- Dinamarca e Noruega)
Naturalidade do requerente: Cossourado- Barcelos
Data de Nascimento: 04/12/1938
Pai: Luís Alves Ferreira
Mãe: Amélia Esteves de Araújo
Estado Civil: Casada
Cônjuge: José Joaquim da Cruz Rei
Pai do Cônjuge: N/a
Acompanhantes : Amélia Esteves da Cruz, Fernando Esteves da Cruz Rei, Margarida Maria Ferreira Rei, Beatriz Ferreira Rei e José Joaquim da Cruz Rei
Filhos: Amélia Esteves da Cruz, Fernando Esteves da Cruz Rei, Margarida Maria Ferreira Rei e Beatriz Ferreira Rei
Deseja seguir viagem com: N/a
Processo: 16/68/E
Com destino a: Alemanha
Naturalidade do requerente: Palmeira - Esposende
Data de Nascimento: 09/10/1923
Pai: António Magalhães Barros Lopes
Mãe: Rosa Faria Lima
Estado Civil: casado
Cônjuge: Maria Aufiria Gonçalves da Torre
Pai do Cônjuge: N/a
Acompanhantes : Não vai acompanhado por família
Filhos: Licínio da Torre Lopes, Lucília Maria da Torre Lopes, Fernando da Torre Lopes, António José da Torre Lopes, Carlos José da Torre Lopes, Manuel José da Torre Lopes, Joaquim José da Torre Lopes, Maria de Lurdes da Torre Lopes
Processo: 16/69/E
Com destino a: Alemanha Federal
Naturalidade do requerente: Palmeira - Esposende
Data de Nascimento: 19/05/1932
Pai: António Gomes Teixeira
Mãe: Carolina Rodrigues da Cruz
Estado Civil: casado
Cônjuge: Delmira Gomes da Silva
Pai do Cônjuge: N/a
Acompanhantes : Não vai acompanhado por família
Filhos: Maria Amélia da Silva Teixeira, Virgílio da Silva Teixeira, António da Silva Teixeira, Rosa da Silva Teixeira, Adão a Silva Teixeira, Manuel da Silva Teixeira, Maria Sameiro da Silva Teixeira, Adélio da Silva Teixeira, Maria Gorete da Silva Teixeira
Processo: 16/69/E
Com destino a: Alemanha Federal
Naturalidade do requerente: Forjães - Esposende
Data de Nascimento: 24/04/1941
Pai: Manuel Ribeiro
Mãe: Maria Fernandes
Estado Civil: casado
Cônjuge: Lucília Ferreira da Costa
Pai do Cônjuge: N/a
Acompanhantes : Não vai acompanhado por família
Filhos: Carlos Alberto da Costa Ribeiro, José Augusto da Costa Ribeiro, Fernando Jorge da Costa Ribeiro, Mário da Costa Ribeiro, Armando Manuel da Costa Ribeiro, António do Sacramento da Costa Ribeiro, Henrique da Costa Ribeiro, Ana Maria da Costa Ribeiro, Maria de Fátima da Costa Ribeiro
Processo: 16/73/E
Conjunto de 12 postais de Garmisch - Partenkirchen, local dos Jogos Olímpicos de Inverno 1936. Garmisch-Partenkirchen situa-se no sul do distrito dos Alpes Bávaros, onde se localiza a montanha Zugspitze, com os seus 2962 metros de altitude. Situa-se sobre a fronteira com a Áustria, mas o cume é na Alemanha. Os postais apresentam vários aspectos: montanhas cobertas de neve; antiga quinta de Garmisch-Partenkirchen; hotel e centro da localidade; comboio na estação; conjunto de homens com skis a fazer travessia na neve e retrato de grupo com a presença de José Pontes, Francisco José Nobre Guedes e mais duas pessoas não identificadas.
Recortes do Jornal "O Jogo", publicados entre 21 de junho e 27 de julho de 1992 sobre os Jogos Olímpicos de Barcelona. Contém os seguintes títulos de notícias: Hóquei Portugal defronta Itália; Rosa traída pela anca; YoKochi em forma e Ana sem alegria; Alemanha surpreendeu Itália; Portugal: onze badaladas no «relógio» da Suíça...; Paraguai travou Suécia; Espanha e Colômbia sem «fair-play»...; Já há portugueses em... Barcelona; Jogos Olímpicos do «nunca visto»; Sul-africanos convidados a exibir «pombas da paz»; Couto dos Santos anunciou prémios para os Olímpicos; entre outros.
Máquina para granular e seu manual, pertencentes aos Laboratórios Cruz Viegas em Coimbra. Nesta máquina é colocada a mistura homogeneizada que seria comprimida contra as redes e iriam dar comprimidos que de seguida iam para a estufa secar. Existiam três redes de diferentes tamanhos, a maior gerava comprimidos de 500mg, a média de 200mg a 300 mg, e a mais pequena dava origem a comprimidos de 100 mg. O manual "Frewitt" contém indicação de fabrico da máquina como sendo da Frewitt Fabrico de Máquinas Fribourg S.A. na Alemanha.
Máquina para lavagem automática de ampolas e seu manual, pertencentes aos Laboratórios Cruz Viegas em Coimbra. As ampolas eram passadas por água e depois duas vezes passadas por ar forçado para remover toda a água. A água era desionizada, ou seja, havia um tratamento dos iões, era tratada quimicamente. O manual contém indicação de fabrico da máquina como sendo de Bausch-Strobel Maschinenfabrik na Alemanha, e contém carimbo do seu representante em Portugal como sendo Sociedade Avanço Limitada em Lisboa. Contém também correspondência trocada relativa à máquina, bem como fotografias.
Etapa #11
Encontram-se alguns processos já concluídos:
"Aquisição de equip. de conservação preventiva" - P.3.1, projecto executado a 100%.
"Do traço ao movimento" - P.4.2, projecto executado a 100%.
"Aquisição de mobiliário e equipamento específico para acondicionamento parcial de acervo do museu" - P3.2 projecto executado a 100%
"Aquisição de serviços especializados em conservação preventiva" - P.3.3, projecto executado a 87%, porque há caixas que o fornecedor da Norte Escolar é da Alemanha e o processo é moroso. Temos telefonado várias vezes à firma, para verificar a melhor maneira do processo ser resolvido. "Dos Fantasmas ao fantástico" P.2, falta a publicação do estudo.
Salette (AAP)
24 Livros com Hinos Nacionais manuscritos. Contempla os Hinos da América, Argentina, Áustria, Afeganistão, Baviera, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, China, Dinamarca, Egito, França, Germânia, Inglaterra, Grécia, Hawai, Holanda, Hungria, Itália, Japão, México, Noruega, Pérsia, Peru, Prússia, Roménia, Rússia, Saxónia, Sérvia, Sião, Espanha, Suíça, Suécia, Turquia, Uruguai, Venezuela, Waldeck-Pyrmont, Wurtemberg, Zanzibar, Cuba, Polónia, Checoslováquia, Jugoslávia e Alemanha.
24 exemplares correspondentes ao seguintes instrumentos: Cornetim (1º, 2º e 3º), Trompa em Mib (1ª e 2ª), Saxofone (Soprano, Alto, Tenor e Barítono), Bombo, Fliscorne, Clarinete (1º, 2º e 3º), Requinta, Flautim, Barítono (1º e 2º), Contrabaixo (em Sib e Mib) e Trombone (1º, 2º e 3º).
Livro de Registo Nº 1 das Deliberações da Sociedade Farmacêutica Lusitana no período de 23 de agosto de 1835 a 10 de outubro de 1866. Nas sessões deste livro foram propostos diversos assuntos nomeadamente sobre o convite aos sócios para apresentarem preparações, remédios e produtos naturais para observação; projetos sobre exames de farmácia e sobre polícia farmacêutica; organização e reforma do Código Farmacêuticos Lusitano; formação de um compêndio para o estudo preliminar de farmácia; prospeto de reforma farmacêutica; suspensão dos exames de farmácia; reforma da Instrução Pública; elaboração de artigos pelas comissões para publicação no jornal da Sociedade; reforma do estatuto da Sociedade; estudos de águas sulfurosas, águas minerais, águas férreas; análise de legislação; venda ilegal de medicamentos; modelo do título dos funcionários; estrutura, encadernação e publicação do jornal; análise do “Infalível preservativo do contágio feito pelo Dr. Correia do Porto”; questões relativas a membros honorários - José Feliciano de Castilho Barreto, patriarca D. Francisco de S. Luís; fiscalização a drogarias, herbolárias e mercearias; análise à pauta alfandegária; atribuições dos delegados e subdelegados; classificação de plantas existentes no horto botânico da Sociedade; aquisição de copiadores de correspondência emitida; exercício ilegal de farmácia; pedido de leis e regulamentos de escolas de farmácia do Brasil, Espanha, Inglaterra, França e Alemanha; pagamento de quotas; nomeação como membro honorário da Sociedade Farmacêutica do Norte da Alemanha de Francisco Bernardo dos Santos; admissão e demissão de sócios; venda de bens; obras no edifício da Sociedade; regulamento do contínuo. Cada deliberação contém o nome do seu proponente.
Recortes dos jornais "Diário de Noticias", "Record", "Diário Popular", "A bola", "Mundo desportivo", "Diário de Lisboa", "Notícias desportivas", "Época", produzidos no âmbito dos Jogos da XX Olimpíada. Contém os seguintes títulos: "Lista dos vencedores", "Natação é vedeta", "Shane Gould e Mark Spitz os meninos de ouro", "A «loucura» da natação... e os recordes caem ainda nas eliminatórias!", "Assim começou... A beleza das cores na cerimónia de abertura", "Presença de Portugal. Sim, nós comparecemos... mas como provar isso?", " Dez mil pessoas em delírio perante uma jovem de 17 anos - a ginasta soviética Olga Korbut", " Em Munique, começa hoje a natação. A piscina vai ser de americanos e australianos", "Mensagem de Paulo VI", "O segundo dia dos Jogos Olímpicos. Nove medalhas de ouro serão disputadas hoje", "A ginástica feminina ao mais alto nível", "«A bola» em Munique. Ganhar «À Agostinho» a entrada na Aldeia Olímpica", "Os portugueses nos Jogos Olímpicos. Tudo como dantes, tudo como se esperava", "Munique na hora Olímpica, esplendor e perfeição na cerimónia inaugural", "Um sueco (tiro) ganhou a primeira medalha de ouro", "Em viagem de 210000 Km. Dois jovens canadianos procuram o «ideal Olímpico» por 85 países", "O ideal Olímpico encontra-se doente", "A expulsão da Rodésia dos Jogos Olímpicos", "Mais uma vitória dos países africanos", "Segue amanhã para a Alemanha a quase totalidade da missão portuguesa", "Silêncio dos delegados dos países da África na reunião de ontem do C.O.I.", "Nas sua memórias Avery Brundage pede a abolição dos Jogos de Inverno", "A boicotagem dos jogos olímpicos por países africanos", "Como protesto contra a participação da Rodésia os atletas negros africanos ameaçam boicotar os Jogos Olímpicos", "Carta de Brandt sobre a questão da Rodésia nos Jogos Olímpicos", "Jogos Olímpicos de Munique. O desporto não pode depender de considerações políticas - afirmou num discurso notável o presidente da Alemanha Federal", "Munique na hora dos jogos Kolossal! Wundervoll! - Quando a beleza se harmoniza com a tecnologia", "Os Jogos Olímpicos no seu berço. Religião os trouxe, religião os derrubou", " A mensagem do presidente da República Federal Alemã - os XX Jogos Olímpicos serão uma contribuição para a paz no Mundo", "Os mínimos para os Jogos Olímpicos", "Alemanha na «véspera» dos Jogos Olímpicos. Uma «nova geração» de caminhos-de-ferro ou o comboio anunciado como «transporte do futuro»", "Trégua Olímpica na propaganda política", "Archote olímpico à prova de furacão", "Da Alemanha para os televisores do mundo inteiro. Quatro satélites sobre três oceanos farão chegar a um bilião de pessoas os Jogos Olímpicos-72, em Munique", "Festival finlandês e desforra americana", "Atletismo - O desporto das grandes emoções. Quando os nórdicos choram como se fossem latinos", "Um português na maratona. Aldegalega (que ficou em 41.º lugar) não teve «falta de pernas» - mas dores de estômago", "Triste adeus ao Sr. Brundage", "Os campeões de Munique", "Confiança na juventude", "O adeus a Munique", "Requiem pelos Jogos Olímpicos", "Olimpíadas: Dezasseis dias electrizantes", "Quando Pompidou é «doping» para os atletas franceses", "A atleta mais idosa dos Jogos Olímpicos. Tem 70 anos e obteve agora a melhor classificação de sempre!", "Hussein foi o único dirigente Árabe a criticar o atentado", "As olimpíadas da morte. «Um rude golpe para a Alemanha» - Diz o Governo de Bona", "Mais um escândalo em Munique. Banidos para sempre. Os atletas americanos que foram vaiados pelo público por terem desrespeitado a sua bandeira não poderão participar mais em jogos olímpicos", "A tragédia nos Jogos Olímpicos", "Enquanto os Jogos Olímpicos prosseguem os tiros de Munique ecoam pelo mundo inteiro", "Os Jogos Olímpicos do luto. Munique que era azul, agora tingida de sangue".
Composto pela gravação audiovisual da entrevista e a respetiva transcrição.
Transcrição Maria do Carmo
Entrevistada: Maria do Carmo (MC)
Entrevistadoras: Maria Ana Bernardo (MAB) e Manuela Oliveira (MO)
Transcrição: Diana Henriques (05/12/2023)
MVI_ 6129
MO:
Maria do Carmo apresente-se então
MC:
Eu sou a Maria do Carmo, natural de Portel nasci aqui, fiz aqui a minha vida e aqui continuei a viver.
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MC:
Tive uma infância boa. A minha mãe trabalhava numa casa numas famílias ricas, nunca faltou nada na mesa. Nunca passei dificuldades. O meu pai era trabalhador rural e nunca nos faltou nada. Tive uma infância feliz, na casa dos meus pais.
MO:
E estudou
MC:
Fui à escola, fui até à quarta classe, era uma excelente aluna. E houve uma altura em que terminei a quarta classe e os professores, as professoras dessa altura foram falar com os meus pais para eu ir para a quinta e sexta classe, que era o que havia na altura. E o meu pai, tenho esta versão ainda hoje gravada na minha, na minha ideia que o meu pai disse aqui não à nem quinta, nem sexta, o cesto é o da azeitona. Ela vai à azeitona. E eu a sair da escola com onze, doze anos fui à azeitona.
MAB:
Começou a trabalhar?
MC:
Sim, com grande desgosto meu. E comecei a trabalhar.
MAB:
E a partir daí continuou?
MC:
E a partir daí continuei sempre a trabalhar como meu pai. Sempre. A trabalhar no campo.
MAB:
E os seus irmãos?
MC:
O meu irmão mais velho já teve uma vida diferente da minha. Fez a quarta classe, também era muito bom aluno, era afilhado do doutor Galhordas e ele disse o António José vai para Lisboa, vai estudar, vai trabalhar. Foi trabalhar para uma fábrica, havia uma tia minha que vivia em Lisboa e ele foi para casa dessa minha tia. E ele trabalhava na fábrica e à noite ia estudar. O padrinho pagou-lhe os estudos e ele avançou na vida. Infelizmente, já cá não está entre nós. Faleceu de uma doença, dessas doenças graves.
E o meu outro irmão mais novo já foi mais burrinho. Andou sempre no campo, mas não aprendia nada, mas nessa altura se ele tivesse a ideia que eu tinha, o meu irmão teria ido já, já havia, as coisas já eram de outra maneira. A minha mãe já dizia, se ele fosse bom na escola já ele ia estudar, mas ele não. Até a quarta classe ele custou a fazer, ele não aprendia, tinha dificuldades em aprender. E foi assim a nossa vida.
MO:
E lembra-se do 25 de abril?
MC:
Claro que me lembro do 25 de abril. Olhe o 25 de abril foi, eu acho que foi das melhores coisas que houve. Porque antes do 25 de abril eu morava numa rua, que era a rua do Alfoz (?) a seguir ao castelo e há ali um largo que é o largo Miguel Bombarda, onde só viviam ricos. Eram quatro, que viviam lá, era o Manuel da Corte, o Fonseca e os dois Amarais. E lembro-me perfeitamente do meu pai, ir para aquele recinto, aquele largo, ele e mais homens a pedir trabalho à porta desses ditos ricos e eles vinham à porta e tu, tu e tu, saiam para aquele lado. E a maioria ficavam lá, eram escolhidos, aqueles que eles lhes agradavam mais. E então havia muita muita muita miséria.
MAB:
Quando as pessoas não tinham trabalho o que é que faziam?
MC:
Viviam que era miséria. Levavam os dias ali no largo da agrícola, naquele largo onde é a caixa geral de depósitos à procura de trabalho. Se alguém passava, que lhe propusesse trabalho. Era miséria, miséria. Eu vivi numa rua que era uma rua mesmo só de pobreza, onde só havia, muitos filhos. Nós eramos três, mas havia além casas que havia sete e oito irmãos. Que era mesmo, mesmo, mesmo miséria. A minha mãe tinha uma vizinha, que já faleceram, e essa vizinha, às vezes a minha mãe, trabalhava na casa dos ricos e trazia de lá coisas que lhe davam e diziam vai lá levar à Mariana. E ela ia-lhe levar coisas poucas, um bocadinho de pão, e um bocadinho de azeite e com isso ela fazia uma açordinha de alho para ela e para os filhos. E ela vinha à rua, lembro-me como se fosse hoje e dizia assim, hoje até vejo o sol bem, o que a Maria me veio aqui levar, fiz uma açordinha para mim e para os meus filhos, que nos soube tão bem, à não sei quantos dias que não comíamos.
MAB:
Na casa dos seus pais eles faziam matança?
MC:
Na casa dos meus pais faziam matança sim.
MAB:
E depois dividiam?
MC:
E dividiam sim. Aquilo no final ficava tudo em nada. Era um pratinho com chamavam-lhe na altura um jantar, um jantar de ossos. Com um bocadinho de toucinho, vai lá levar à menina, à vizinha Maria, à vizinha Antónia, à vizinha outra e a rua toda comia aquele jantarinho e a gente comíamos também só uma vez do porco. Era assim mesmo. Depois quando a outra vizinha fazia a matança, dividia por todos.
Havia igualdade entre todos. A vida eram todas iguais, mas havia mais amizades, porque não havia invejas, o que havia na minha casa, havia na outra e na outra. E era assim.
MAB:
E quando começou a ficar mais crescida e depois a pensar em namorar, como é que foi essas, como é que foi essa fase. Como é que era, como é que se relacionavam?
MC:
Olhe a minha fase do namoro foi complicada. Porque eu nas férias já ia a Lisboa, a casa de uma tia minha, a casa onde o meu irmão sempre viveu e estudou lá. E eu ia para casa dessa minha tia e então, conheci lá um rapaz, conheci lá um rapaz e comecei a namorar com ele. Depois vim para cá, por cartas e ia lá só de vez em quando.
MAB:
Por cartas
MC:
Por cartas. E há uma das vezes que o rapaz apareceu cá e eu parece que o estou a ver, que ainda não se usava cá aquelas grandes gabardines e ele já vinha de gabardine, com uma malinha na mão, todo muito finório e veio cá para falar com os meus pais. Foi uma carga de trabalhos, para o deixarem lá entrar, e porque não conheciam. Ele estava em Lisboa a trabalhar, mas era aqui de Viana do Alentejo. Era e é. Que é o marido que ainda hoje tenho. Mas foi muito complicado aquele namoro, a minha mãe porque ele estava em Lisboa e ele deve ter lá outra, e não casa contigo, e depois o que é que dizem aqui. Bem, foi uma confusão, tão grande, tão grande, que só eu sei o que sofri. E ele depois vinha e não ficava lá na minha casa, nem pensar. Ia ficar numa casa de uma tia minha, que também se conheciam, e ia lá ficar. Mas eu já lá não metia um pé na casa da minha tia, porque ele estava lá. Era muito complicado. Namorei assim seis anos. Cartas, ele vinha cá, mas mesmo complicado e a minha mãe sempre a bater o pé, ele deve casar deve, ele tem para lá outra, como ele aí aparece parece um doutor. E afinal namoramos seis anos e depois casámos e olhe ainda somos hoje casados. Era complicado.
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MC:
Portanto, os trabalhadores agrícolas.
MO:
Vai falar então um bocadinho sobre a sua participação política e cívica. Alguma associação ou algumas coisas que
MC:
Sim, eu pertenci à JCP na altura e depois comecei a fazer parte do sindicato dos trabalhadores agrícolas, que era na altura o escritório da reforma agrária, ali no, situado no largo do chafariz, na altura. E fazia parte lá também do sindicato e porque trabalhei depois também na reforma agrária e era lá que nós íamos receber o ordenado, ia receber o meu e o do meu pai. A esse escritório.
MAB:
Como é que a senhora, como é que chegou a fazer parte do sindicato, ou seja, como é que e porque é que se filiou na JCP?
MC:
Porque fiz sempre aquelas ideias, aquelas ideias políticas que ainda hoje as tenho. E tenho dois filhos que ela é política e ele enão tem nada a haver com a política. Já houve aqui um ano, que em eleições em Portel, ela fazia parte da lista do PCP, como faz hoje sempre, como ainda é hoje, e ele fazia parte da do PS. E eu fazia parte com ela, da dela, sempre fui, por isso, cada um tem as suas ideias. E o pai é uma pessoa reservada, não sabemos se ele é da esquerda, se é da direita. É uma pessoa muito reservada. Apertamos, apertamos com ele, mas ele não diz nada. Vocês querem é saber.
MAB:
Portanto essa situação política e essa vontade de participação pública foi sempre uma coisa mais das mulheres cá
MC:
Sim, sim, sim, sim, foi minha e a minha Lúcia também foi. Embora ela já tivesse vindo noutra altura e as coisas já tivessem tudo mais avançado, mas viveu tudo isso comigo. Íamos às manifestações, ela ia comigo
MAB:
Levava-a para as manifestações?
MC:
Sempre, sempre, sempre. Havia qualquer festa do partido comunista ela ia comigo e já ia dizendo versos, que era pequenina e não sei quê. A ler e já fazia sempre parte de tudo. E ainda hoje é. Está na câmara de Évora hoje.
MAB:
E as mulheres aqui na vila começou, notaram que elas começaram a sair mais depois do 25 de abril?
MC:
Sim, sim muito mais.
MAB:
E a participar mais?
MC:
Sim e a participarem mais sim. Apareciam mais em tudo. A irem já a um café, porque se faziam aqueles almoços, por exemplo a gente do partido comunista e depois acabávamos os almoços e já íamos ali beber o café ao, ali a restaurante. Foi diferente, sim. Com mais saídas.
MAB:
E atualmente as mulheres tem muita participação em muita coisa, as mulheres, mesmo as mais idosas, não só as jovens?
MC:
Têm, têm. Mesmo aqui no nosso meio. Em tudo, em tudo. A gente começa aqui já pela Universidade Sénior, as mulheres participam mais, eu também já participei, no teatro, nas histórias, agora como tenho a menina tenho o tempo mais ocupado. E participam muito, muito as mulheres, mais do que os homens.
MAB:
Porque é que acha que é assim?
MC:
Essa parte eu também ainda não sei bem explicar porquê.
MAB:
Mas aquilo que vê é que as mulheres participam mais
MC:
Ainda levei o meu marido, ainda fazíamos parte da tuna, mas só da tuna, que ele disse só da tuna, das outras coisas não vou. E depois lá a professora dizia, não conseguem trazer os maridos, os maridos. Uma dizia, vou trazer o meu. Ninguém lá aparecia, era só a gente. Fazia, vestia. A Maria Cristina vestia-se de homem e fizemos assim teatros, eu de mulher e era assim. E os homens não participavam muito. A gente daqui é mais as mulheres. A mulher é mais pra frentex.
MAB:
No fundo a vida da mulher, talvez tenha mudado mais do que a dos homens?
MC:
Se calhar sim, porque estavam muito fechadas e tiveram uma abertura e nessa abertura, elas foram avançando sempre mais e eles já mais na retaguarda.
MAB:
E os jovens hoje?
MC:
Ora, os jovens hoje têm uma vida totalmente diferente, tudo já mais, tudo já mais liberal.
MAB:
Acha que hoje aqui em Portel faz diferença para a vida que a pessoa, ser homem ou mulher?
MC:
Não, não, não. Não há diferença aqui. Não, a juventude hoje andam todos juntos. Eu vejo pela vida da minha filha, para onde vai um, vai o outro. E é tudo, são, fazem uma vida e um conjunto igual.
MAB:
Em termos de costumes, aquela critica que havia, em relação ao comportamento
MC:
Não, isso já não há. Havia no meu tempo, agora no dela, neste tempo agora as raparigas. Eu vejo pela minha, que com o marido fazem uma vida juntos, vão para todo o lado. Às vezes o meu marido critica. Então a Lúcia só gosta é de paródia já vai para a paródia outra vez com ele. Digo, deixa lá a rapariga, eu não fui vai ela.
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MAB:
A vila de Portel tem hoje mais coisas, oferece mais oportunidades às pessoas e condições de vida por comparação com o antes do 25 de abril ou não
MC:
Sim, sim. Antes do 25 de abril pronto, havia muita dificuldade, mas agora presentemente Portel está morto. O nosso Portel está morto. Não há trabalho e não tem nada a ver com o que era Portel e o que foi aqui há uns anos, já depois do 25 de abril.
MAB:
Ou seja, faz uma distinção, entre o que era antes do 25 de abril, o que foi essa.
MC:
Sim, o que foi a seguir e o que está a cair. Portel está a cair, agora nesta, está a cair, já caiu dentro de um buraco. A nossa vila está suja, não há trabalho e as pessoas está tudo refugiado em casa. Não, está tudo triste. Portel, não é Portel. Não é o Portel que a gente conheceu.
MAB:
Mas tem por exemplo condições para acolher as crianças como os jardins de infância,
MC:
Sim sim, isso tem. A escola, o nosso ciclo. Sim, sim. Temos o ciclo, que é um espetáculo, a nossa escola primária, aqui a ATL dos miúdos. Sim, tudo cinco estrelas.
MAB:
Mesmo para as pessoas mais velhas,
MC:
E para as pessoas mais velhas a Universidade Sénior. Este ano não sei como é que vai ser, mas também
MAB:
Existe um lar?
MC:
O lar, sim, um lar sim. Que devia ser maior, pronto, porque apanha aqui também, as pessoas das aldeias e as pessoas que não são de cá, de Évora e de outras terras que vêm, ter aqui. Podia também ser maior, acho que Portel já devia ter estendido mais. Ter um outro lar.
Agora esta creche onde está a minha netinha é uma creche já muito antiga, que precisava já além de, aquilo era um prédio já muito antigo, e aquele senhor, deu aquilo para fazerem uma creche. Aquilo tem as mesmas condições que tinha há 50 anos, está tudo muito velho, tudo muito degradado. Acho que as coisas deviam evoluir mais, com a época em que estamos. E uma vila que já é bastante grande e que faz parte aqui das nossas aldeias que ainda são algumas.
MAB:
Pois, porque é a sede de concelho.
MC:
É sede de concelho e é para aqui que vêm também, muitas crianças.
MO:
De qualquer maneira diga-me uma coisa, em termos do acesso à educação e à cultura e aos serviços de saúde, em relação a antes do 25 de abril há diferença aqui na vila?
MC:
Agora está muito mau. Nesta altura, os nossos serviços se saúde estão péssimos. Não temos médicos, os enfermeiros que aqui estão abalam. Queremos uma consulta, não a temos. Está mesmo muito, muito mau. Já houve uma altura, em que o nosso centro de saúde era um espetáculo, mas agora não. Muito complicado mesmo.
MAB:
As condições de vida das mulheres e da casa, das melhorias da habitação, de eletrodomésticos, se comparado com o antes do 25 de abril
MC:
Está muito melhor.
MAB:
A vida das mulheres hoje está muito mais facilitada?
MC:
Sim, sim. Mais facilitada. Até eu comparando agora a minha vida, a minha casa com a dos meus pais. Nem tem comparação. A minha mãe tinha um fogãozinho pequenino e fazia-se a comida ao lume, era o ferro com carvão. E não, nem havia, ferros de engomar, não havia, máquinas de lavar, frigorifico nem pensar.
MO:
Televisões?
MC:
Também não. Nós íamos ver a televisão à de uma vizinha que tinha, já tinha uma vidazinha melhor, viveu em Lisboa e depois de vir para cá, íamos ver tudo na televisão para casa da vizinha. Já quando a minha mãe teve uma televisão, já eu tinha os meus dezoito anos.
MAB:
Quando a sua mãe teve a primeira televisão.
MC:
A primeira televisão, sim. Aquilo era uma novidade grande. A gente estava sempre.
MAB:
Máquinas de lavar a roupa
MC:
Isso já foi muito mais tarde. Se calhar já quando eu casei ou estava para casara, quando a minha mãe comprou uma máquina de lavar roupa. Pois era tudo muito diferente. Muito, muito.
MAB:
Nesse aspeto a vida tem melhorado
MC:
A vida tem melhorado. Há outras coisas que que não, mas a vida melhorou, melhorou.
MAB:
O quotidiano, a vida das mulheres está mais facilitada
MC:
Sim, a vida das mulheres está mais facilitada. As mulheres iam para aqueles, aí para os rios lavar à mão. Iam de manhã à noite. Eu lembro-me perfeitamente da minha mãe ir e levar um bocado de pão e laranja. Era a comida. Que era o que havia. E a gente se ia mais o meu irmão, comíamos o pão todo e as laranjas, que era o que havia, quando ela ia para comer já não havia nenhum. Aquilo também era pouco. Isto quando eramos pequenos. Sim, lembro-me de irmos ali para um barranco.
MO:
E agora a Maria do Carmo vai lavar roupa?
MC:
Vai, vai. A Maria do Carmo agora vai lavar é a máquina de lavar, é a máquina de secar, pois. E temos isso tudo e é ferrinho para engomar, ali já com vapor, pois claro. Mas há outras coisas que podiam estar melhor e não estão.
MAB:
Por exemplo, o que é que a senhora achava que devia estra melhor e não está?
MC:
Olhe haver mais empregos para a juventude, para que o meu filho, até em Portel digo, os arredores, para que o meu filho e outros jovens como ele, não tivessem acabado os estudos e tivessem de abalar para o estrangeiro. O meu já lá está há nove anos, no Dubai, agora veio cá só para casar, com a miúda, com a Sarinha. E como ele, muitos mais.
MAB:
Ou seja, acha que muita juventude teve de sair, teve de sair?
MC:
Sim, sim, sim, muitos, muitos. A minha Lúcia não abalou porque ficou por aqui, a escola e não sei quê, casou com um rapazito que trabalha na câmara, pronto ficou por aqui. Mas muitos, muitos tiveram que sair. Sair e ir para o estrangeiro. Temos muita juventude nossa, que a gente conhece aqui de Portel, que a gente é fulano já está à não sei quantos, na Alemanha, na Suíça. Muita gente foi embora. Deviam estar cá no nosso Portugal. Mas são coisas que não estão na nossa mão.
MAB:
E a senhora quando ia fazer as campanhas como é que se organizavam? Como é que faziam? Iam para fora de Portel, era aqui, como é que faziam?
MC:
Quando é as campanhas organizamos todas, somos sempre o mesmo grupo e vamos apanhando alguma de alguma rua. E corremos aqui Portel e as nossas aldeias. Sim, e colaboram mais as mulheres que os homens.
MAB:
E quem é que conduz são os homens ou as mulheres?
MC:
Levamos sempre um condutor.
MAB:
É um homem?
MC:
Sim, sim.
MAB:
Ainda não são as mulheres?
MC:
Não, mas às vezes também vão a conduzir. Também vai a conduzir. Sim, às vezes vão a conduzir.
MAB:
A senhora tirou a carta?
MC:
Não, nunca tirei a carta. Porque o meu pai também por causa da falta de, do dinheirinho. Pois. Depois foi passando e foi passando. E depois vieram os filhos e fiquei por ali. Hoje tenho pena de não a ter tirado. Tenho carro, ela tem carta, a Lúcia tem carta, o Diniz tem carta, o pai tem carta e a minha ficou na gaveta.
MAB:
A prioridade foram eles
MC:
Exatamente, pois. Depois eles a estudar e tudo, eram os mestrados, muito dinheiro e claro essas coisas, havia outras prioridades e eu fui ficando para trás. Mas hoje já tenho pena, porque é que não fui, mas naquela altura, não podia, depois era os rapazes, um porque estava na universidade, outro porque estava a entrar e pronto. Tenho chauffeur particular.
DH:
Lembra-se como soube das notícias do 25 de abril ou o que fez no dia do 25 de abril?
MC:
Olhe do 25 de abril morávamos num monte, o meu pai guardava gado num monte. Que era o Monte de Valcabras e lembro-me do meu pai chegar a dizer.
Maria Açucena Matias das Neves nasceu em Covelo, concelho de Gondomar, a 2 de Março de 1932.
Filha mais nova de proprietários rurais, foi a única dos irmãos que pode prosseguir os estudos, a expensas de um tio Abade.
Frequentou o Colégio Liverpool, no Porto, e depois foi para a Universidade de Coimbra, tendo feito parte do Conselho Cultural da Associação Académica e onde se licenciou em Germânicas. Aí conheceu Joaquim António dos Santos Simões, opositor ao regime, que ocupava cargos de responsabilidade na Associação Académica e no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, e casaram em 1956. Em 1957 foram leccionar na Escola Comercial e Industrial de Guimarães, actual Escola Secundária Francisco de Holanda e passaram desde então a residir nesta cidade.
Em 1959 foi Bolseira pelo Instituto de Alta Cultura na Universidade de Göttingen, na Alemanha.
Em 1963 foi eleita Presidente da Direcção do Cineclube de Guimarães, evitando assim que o regime fascista colocasse mais obstáculos ao funcionamento daquela associação. Por este motivo foi investigada pela PIDE.
Foi colaboradora do Suplemento Cultural Artes e Letras do jornal Notícias de Guimarães.
Apoiou e colaborou com a oposição no distrito de Braga, enfrentou corajosamente a prisão do marido pela PIDE, participou na redacção de centenas de documentos de esclarecimento e, no III Congresso da Oposição Democrática, em 1973, integrou o grupo de tradutores de mensagens, comunicações e moções saídas do Congresso e enviadas à Imprensa estrangeira.
A partir de 1969 integrou o Movimento Democrático das Mulheres, lutou pelos direitos dos professores, participou nos denominados Grupos de Estudo do Pessoal Docente do Ensino Secundário e Preparatório (GEPDES) que surgiram em 1970 e em 1973, e apoiou a publicação e divulgação de um caderno que viria a transformar-se na Revista “O Professor”.
Depois do 25 de Abril de 1974 continuou a colaborar activamente na luta pelos direitos das mulheres e dos professores.
A partir de 1981 deixou de poder continuar a leccionar e a participar devido a problemas de saúde. Até à morte do marido, Joaquim António dos Santos Simões, acompanhou-o, sempre que lhe foi possível, nas suas actividades culturais.
Faleceu a 5 de Janeiro de 2005.
José de Arruela nasceu em Ovar, no largo de Arruela, a 5 de Junho de 1881, e faleceu a 28 de Julho de 1960. Era filho de Caetano Luís Basto Ferreira - natural de Estarreja, jornalista, escrivão de Direito e, posteriormente, fundador, diretor e gerente, em Lisboa, do Correio Nacional - e de Maria Cândida Homem de Macedo da Câmara e Mota de Sousa Ribeiro Ferreira. Foi casado com Ana Maria Pinheiro de Melo Arruela, filha de Bernardo Pinheiro de Melo, 1º conde de Arnoso, de quem teve vários filhos, entre os quais Maria José de Arruela Azevedo Gomes e Maria Cândida de Arruela de Sousa Ribeiro. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra (1906), e estabeleceu-se como advogado em Lisboa. Destacou-se pela ampla amnistia que conseguiu para os marinheiros do couraçado Vasco da Gama, que se revoltaram no ano de 1908, pela intervenção desenvolvida através do jornal O Século. Em 1913 filiou-se no Partido Monárquico, tendo sido preso várias vezes por ações desenvolvidas pelo partido. Foi presidente da Comissão de Organização Política da Causa Monárquica, fundador do Centro Monárquico de Lisboa e diretor do Diário da Manhã, jornal oficioso da Causa Monárquica. Dedicou-se à defesa, em tribunal, de monárquicos - refira-se o julgamento no Tribunal das Trinas - e republicanos. Acabada a 2ª Guerra Mundial, seguiu ativamente os julgamentos de Nuremberga. Realizou várias conferências, que decorreram no Instituto de Coimbra, em Lisboa, no castelo de São Jorge e na sua própria residência. Foi colaborador de jornais como o Século, Diário de Notícias, Época, Dia, Nação e Voz, e diretor da revista A Voz do Direito. Desenvolveu ainda outra atividade literária, tendo publicado A Monarquia e a República: o programa do Diário da Manhã, de Lisboa, 1914; A tragédia nacional: Alemanha e Portugal, cuja segunda edição é de Coimbra, 1940; Uma trepa histórica, (polémica com o Dr. Alfredo Pimenta), publicado em Coimbra, em 1942; O equilíbrio peninsular, publicado em Coimbra, em 1944; O imperativo geográfico de uma aliança, publicado em Coimbra, em 1945; publicou ainda dois livros de poesia: Contrastes e Convulsões da Pátria.
In: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4206401
Bilhete-postal de Agostinho Ribeiro – padre para António Ferreira Gomes – bispo do Porto exilado informando que “Afinal os mestres deixaram-me passar…(e) no 2º dia deixamos S. Sebastían para trás. Agora já temos mais de 2000 Km de estrada.”, Corunha, 1964-07-20
Junta Patriótica do Norte (J. P. N.) surge no seguimento da declaração de guerra da Alemanha a Portugal, a 20 de Março de 1916, com o propósito de prestar assistência aos mobilizados pela I Guerra Mundial (Pode ler-se no Art.º 1º "socorro aos necessitados por motivo de guerra"). Extingue-se oficialmente em 1937, embora os seus membros continuem activos até ao final de 1938, designadamente para fecho de contas. Alfredo Henrique da Silva fez parte da da Comissão Económica e foi vogal da Comissão Executiva. A pasta reúne um conjunto de documentos desde a fundação da J. P. N., como estatutos, organização, corpos gerentes, panfletos, convites, etc. E alguns recortes e folhetos sobre o Dia do Armistício. A maior parte da documentação compreende correspondência trocada com Alfredo Henrique da Silva a propósito do seu apoio (supõe-se que financeiro) à "Casa dos Filhos dos Soldados Portugueses", entre 1931 e 1939.
O autor há dois meses teve a honra de escrever a Araújo a recomendar o músico Neukomm, um dos mais célebres da Alemanha, que parte para o Brasil e sobre quem Madame Dimitri Nariskin muito se interessa. Informa que o músico e tardou a sua partida para, assim, poder viajar com o Duque de Luxemburgo. Recomenda o portador da carta, Mr. D'Arblai de V. Mars que acompanha o Duque na sua Embaixada, por desejo do Duque de Richelieu, Ministro da Presidência do Conselho de Ministros. O portador esteve ao seu serviço quando o autor estava na Legação de São Petersburgo e que depois do regresso daquele a Paris esteve empregado como tradutor nos Negócios Estrangeiros, tendo acopanhado do Príncipe de Talleyrand ao Congresso de Viena. Tece comentários sobre a situação política em França. Em Ps. Diz que solicitou a V. Mars que lhe comunique algumas qualidades de plantas indígenas do Brasil que possam ser cultivadas em França.
Manifesta o desejo em receber, em breve e através do Cônsul Beyer, notícias de António de Araújo. Refere a impossibilidade de ser mais preciso em relação à dívida do Tio Pombal sem recuperar os documentos que ficaram retidos na Alemanha e que roga ao destinatário que seja o seu procurador para receber a quantia que lhe está destinada. Solicita a António de Araújo, embora esteja "no seu retiro philosophico", que proteja a sua pretensão de ser nomeado para outra Corte. Fala do estado de saúde dos filhos Fernando e Afonso e dos reflexos que esta siuação tem na preparação da segunda edição da "Skizze [von Brazilien]" e na análise do novo fóssil [Gähnit]. Soube pela mãe [D. Maria Bárbara de Meneses] que a sua reputação na Corte [do Rio de Janeiro] não é má.
Acusa o envio pelo Capitão do Navio "Santos Mártires" João António de Mesquita: do model da máquina de Kockrill; da obra em francês de Thunberg sobre a construção debaixo de água (ambas carregadas na lista de despesas da Secretaria); do livro de registos com notas de Schwedenstjerna; do catálogo das melhores obras suecas sobre metalurgia; da obra sobre a viagem pitoresca de Skjöldebrand ao Cabo do Norte; do modelo da máquina de limpar o trigo e o centeio usada tanto na alemanha como na Suécia. Roga a António de Araújo o pagamento dos ordenados em atraso. Envia cumprimentos de sua mulher [Sofia Amelia Murray] e Mr. Wassilieff.
Na última página está anotado o endereço do destinatário em Lisboa.
Aproveita a saída do bergantim português para a Baía para enviar notícias de Portugal e Londres e remeter a crónica desta praça que versa sobre a reunião das tropas portuguesas ao exército inglês para combater o francês. Fala do governo provisional de Espanha e da entrada do General Marquês de la Romasia para a Junta Suprema espanhola. Informa da chegada do enviado da Inglaterra a Sevilha, o Marquês de Wellesley. Refere-se às novas hostilidades entre a Alemanha e a França; à saída do Arquiduque Carlos do comando do exército alemão; à retirada da França de solo espanhol. Informa que encontrou a circular diferentes cunhagens de moeda espanhola, uma de Fernando VII e outra de Napoleão. Em P.s. fala do embaraço sofrido quando se deslocou a Lisboa a propósito do seu despacho.
O autor, Le Baron de Waitz d' Eschen, agradece as cartas recebidas e informa que o Eleitor, seu mestre, apresenta os seus cumprimentos e manifesta o desejo de poder ter o conde na sua casa de campo em Wilhelmshohe. Participa todas as medidas que tomou para apoiar Mr. D' Eschwege, esperando que ele tenha motivos para estar encantado com o objeto da sua missão. Recomenda o dito Eschwege à proteção do destinatário e refere que ele pertence a uma família nobre e anciã de Hesse. Depois das instâncias do Chevalier de Correia, que estava encarregue de procurar os mineiros do Hesse para o serviço de Portugal, incitou Eschwege a aceitar o desafio. A Alemanha está em vésperas de uma guerra sangrenta em que é difícil de calcular todas as consequências.
Aproveitando o mesmo correio [da carta anterior] participa a sua partida para o gentio do Burri onde acaba de ser descoberto ouro. Esperando demorar-se mais ou menos mês e meio, espera que neste tempo o destinatário lhe dê alguma resposta sobre o requerimento para a autorização para trabalhar nas praias de Vila Rica, Mariana e Congonhas, ficando isento do pagamento do Quinto. Diz que o marquês de Aguiar ainda não lhe respondeu ao pedido de pagamento de 500 mil réis que a Real Fazenda fico a dever ao Mestre Mineiro que partiu para a Alemanha, na companhia do irmão do autor. Alerta que se o referido valor não for pago criar-se-ão motivos para frustrar a vinda de estrangeiros.
PEREIRA, Justino. Filho de António Joaquim Pereira e de Maria Albina Esteves, moradores no lugar de Cima. Neto paterno de Francisco Pereira e de Mariana Domingues; neto materno de Manuel Luís Esteves e de Rosa Alves, todos lavradores. Nasceu em Cubalhão a 17/6/1895 e foi batizado na igreja católica local no dia seguinte. Padrinhos: Justino Esteves e Rosa Esteves, solteiros, cubalhoenses. // Foi soldado do Regimento de Infantaria n.º 3, 4.ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho). Embarcou para França a 15/4/1917 integrado no CEP; era portador da chapa de identificação n.º 49544. Foi feito prisioneiro na batalha de La Lys, ocorrida a 9 de Abril de 1918, e levado pelos soldados alemães para a Alemanha. Depois da guerra, trouxeram-no para Lisboa, onde desembarcou a 3/1/1919. // Casou na CRCM a 14/4/1919 com Maria Alves, de 25 anos de idade, filha de António Evaristo Alves e de Luísa Ribeiro, natural de Cristóval. // Morreu na dita freguesia de Cristóval a 12/3/1959.
SOUSA, António da Cruz. Filho de Maria José da Cruz, solteira, costureira, da freguesia de Nossa Senhora da Conceição, Alandroal, Évora, moradora em Bilhões, Rouças. N.m. de Vitorino José da Cruz e de Maria da Assumpção, do Alandroal. Nasceu em Rouças a 8/5/1895 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: António de Sousa e Maria Teresa de Sousa, solteiros, lavradores, de Bilhões. // Foi legitimado pelo casamento de sua mãe, a 18/11/1897, com José Maria de Sousa, de 29 anos de idade, soldado da Guarda-Fiscal, de Rouças, morador na Vila de Alandroal, filho de Maria Teresa de Sousa. // Casou a 24/9/1953, na 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, com Elisabette Lorenz, de Munique, Alemanha. // A sua esposa faleceu em São Domingos de Benfica, Lisboa, a 17/9/1964. // Ele morreu em Algueirão, Mem Martins, Sintra, a 14/11/1978.
Relatório realizado pelo senhor Domingos Morais, gerente da sociedade comercial, sobre a participação e presença da Sociedade Comercial Teotónio Pereira, a convite, do Grémio de Comércio de Exportação de Vinhos, no pavilhão português da Feira de Gastronomia de Munique, Alemanha, realizada, de 24 a 30 de abril de 1959. Contém, em anexo, cópia de artigo, em francês, sobre as importações de vinho, em 1958, publicado, na Revista Mensal do Mercado Alemão; cópias de correspondência enviada, pela sociedade comercial à Junta Nacional de Vinhos, ao Vice-Cônsul de Portugal, em Munique, Alexandre de Calheiros Veloso e, ao presidente do Fundo de Fomento de Exportação. Integra também cópias de correspondência enviada pelo Vice-cônsul de Portugal, em Munique, Alexandre de Calheiros Veloso, para o chefe de secção de turismo do Secretariado Nacional de Informação e o presidente do Fundo de Fomento de Exportação, sobre um programa de atividades, para a criação de um centro de informação do turismo português, em Munique.
Ordem do dia
- Justificação de faltas;
- Pagamentos;
- Licenças para obras;
- Pedidos de informação;
- Construção de casas de habitação pela Fundação Salazar;
- Tratamento de doentes pobres;
- Regulamento interno dos serviços técnicos de obras;
- Pessoal (auto de noticia);
- Subsidio para publicidade ao jornal "O Mundo Português";
- Provimento do lugar de veterinário municipal;
- Criação de lugares;
- Cedência de parcela de terreno sobrante da construção do arruamento que liga as Estradas Nacionais 109 e 242;
- Mercado Fechado;
- Abono de família;
- Auto de embargo;
- Alvará de licença sanitária;
- Admissão de pessoal (Bombeiros Municipais);
- Feira de Leiria (Instalação de barraca pelo Centro Social Paroquial Paulo VI);
- Construção do edifício da escola do Magistério Primário;
- Regulamentação do trânsito na Cidade;
- Boletim "Portugal - Alemanha";
- Receitas não previstas em orçamento;
- Arruamento entre a Rua dos Arrabaldes e a Rua da Colmeia (Monte real);
- Orçamento ordinário das Obras Sociais;
- Conta de Gerência das Obras Sociais;
- Participação da fiscalização;
- Construção de novas sentinas na cidade ;
- Trânsito;
- Aprovação da ata.
Etapa #6
Este pedido nada tem a ver com a solicitação referente ao intercâmbio entre a Escola Secundária Afonso Lopes Vieira e o Kopernikus Gymnasium. O requerente, que já viveu em Leiria, dedicando-se às artes plásticas, lecciona numa escola da Alemanha que nada tem a ver com Rheine. Assim, o pedido não poderá ser enquadrado no âmbito do acordo de geminação. No entanto, dado o interesse da visita, se assim for entendido, a Câmara poderá colaborar na cedência do transporte. De grande prioridade é a reserva do autocarro para o intercâmbio entre a ESALV e o Kopernikus Gymnasium. Aguarda-se, pois, pela decisão, para agir em conformidade. Os intercâmbios entre a ESALV e o Kopernikus Gymnasium já se verificam há alguns anos e têm tido o apoio da Câmara, excepto no ano transacto, o que acarretou diversos inconvenientes.
Partituras e/ou Partes Cavas de Hinos Nacionais e Institucionais.
Inclui os seguintes Hinos Nacionais: América, Argentina, Áustria, Afeganistão, Baviera, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, China, Dinamarca, Egito, França, Império Germânico, Grã-Bretanha/Inglaterra, Grécia, Havai, Holanda, Hungria, Itália, Japão, México, Noruega, Pérsia, Peru, Prússia, Roménia, Rússia, Saxónia, Sérvia, Sião, Espanha, Suíça, Suécia, Turquia, Venezuela, Uruguai, Waldeck-Pyrmont, Wurtemberg, Zanzibar, Cuba, Checoslováquia, Jugoslávia e Alemanha, nomeadamente em edição de Boosey & Co. e segundo as edições da mesma editora, além do Hino da Escola Naval de Marcos Romão.
Entre os instrumentos presentes nesta subsérie constam a voz, o Saxofones (Alto, Barítono, Tenor e Soprano), os Clarinetes (Tenor, em Bb e Alto em Eb), Trombones, Trompas, Baixos, Contrabaixos (Bb e Eb), Barítonos, Cornetins, Trompetes, Flauta, Flautim, Requinta, Fliscornes e Bombo
D. Pedro V
Filho primogénito de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, nasceu em Lisboa em 16 de setembro de 1837 e aí também morreu em 11 de novembro de 1861, contando pouco mais de vinte e quatro anos. Trigésimo primeiro rei de Portugal, ficou conhecido pelo cognome de "o Esperançoso".Sucede ao trono de Portugal, pelo falecimento de sua mãe, que morre com apenas 34 anos de idade, em 15 de novembro de 1853. D. Fernando II governa o reino na qualidade de regente durante a menoridade de D. Pedro V. D. Pedro aproveita os dois anos da regência de seu pai para viajar pela Europa com o seu irmão D. Luís, visitando, entre outros países, a Inglaterra, a Bélgica, a Alemanha e a Áustria. Em 16 de setembro de 1855, ao completar 18 anos, é aclamado rei e presta juramento perante as Cortes Gerais, dedicando-se desde logo com total devoção aos negócios públicos. Casou em 29 de abril de 1858 com D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que viria a morrer em julho de 1859.Quando D. Pedro inicia o seu reinado, governava ainda o ministério de Saldanha saído da Regeneração de 1851. Sobressai neste ministério Fontes Pereira de Melo, titular da pasta das Obras Públicas, famoso pelo impulso que deu aos caminhos de ferro em Portugal.Apesar de atormentado por constantes dificuldades, quer na vida pública quer na privada (as epidemias de cólera-morbo e de febre amarela, as grandes inundações, a morte da rainha), D. Pedro consegue dar uma certa estabilidade à vida política portuguesa. O monarca viajou pelo país, interessando-se por quaisquer assuntos que visassem o seu desenvolvimento, como sejam a introdução do caminho de ferro, o sistema métrico, as estradas, etc.
Foi também durante o seu reinado que se sucederam desagradáveis acontecimentos: a questão de "Charles et Georges" (aprisionamento por parte das autoridades portuguesas de Moçambique, em novembro de 1857, da barca francesa com aquele nome, empregue no tráfico de escravos provenientes da colónia, tráfico esse proibido no império português) e a consequente divergência com a França, diferendos com a Inglaterra pelos domínios em África e com a Santa Sé.À margem da função régia, foi um homem de superior inteligência e de excecional cultura, fruto também do excelente trabalho de educadora desempenhado por sua mãe. Da sua cultura são testemunhos os seus escritos em dois volumes: Diário (durante as viagens que fez na Europa), e os artigos que escreveu para duas revistas (a Militar e a Contemporânea). Deve-se-lhe, a par de outras iniciativas culturais, a criação do Curso Superior de Letras em 1859 e do Observatório da Ajuda.
In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-19]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$d.-pedro-v>.
D. Pedro V
Filho primogénito de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, nasceu em Lisboa em 16 de setembro de 1837 e aí também morreu em 11 de novembro de 1861, contando pouco mais de vinte e quatro anos. Trigésimo primeiro rei de Portugal, ficou conhecido pelo cognome de "o Esperançoso".Sucede ao trono de Portugal, pelo falecimento de sua mãe, que morre com apenas 34 anos de idade, em 15 de novembro de 1853. D. Fernando II governa o reino na qualidade de regente durante a menoridade de D. Pedro V. D. Pedro aproveita os dois anos da regência de seu pai para viajar pela Europa com o seu irmão D. Luís, visitando, entre outros países, a Inglaterra, a Bélgica, a Alemanha e a Áustria. Em 16 de setembro de 1855, ao completar 18 anos, é aclamado rei e presta juramento perante as Cortes Gerais, dedicando-se desde logo com total devoção aos negócios públicos. Casou em 29 de abril de 1858 com D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que viria a morrer em julho de 1859.Quando D. Pedro inicia o seu reinado, governava ainda o ministério de Saldanha saído da Regeneração de 1851. Sobressai neste ministério Fontes Pereira de Melo, titular da pasta das Obras Públicas, famoso pelo impulso que deu aos caminhos de ferro em Portugal.Apesar de atormentado por constantes dificuldades, quer na vida pública quer na privada (as epidemias de cólera-morbo e de febre amarela, as grandes inundações, a morte da rainha), D. Pedro consegue dar uma certa estabilidade à vida política portuguesa. O monarca viajou pelo país, interessando-se por quaisquer assuntos que visassem o seu desenvolvimento, como sejam a introdução do caminho de ferro, o sistema métrico, as estradas, etc.
Foi também durante o seu reinado que se sucederam desagradáveis acontecimentos: a questão de "Charles et Georges" (aprisionamento por parte das autoridades portuguesas de Moçambique, em novembro de 1857, da barca francesa com aquele nome, empregue no tráfico de escravos provenientes da colónia, tráfico esse proibido no império português) e a consequente divergência com a França, diferendos com a Inglaterra pelos domínios em África e com a Santa Sé.À margem da função régia, foi um homem de superior inteligência e de excecional cultura, fruto também do excelente trabalho de educadora desempenhado por sua mãe. Da sua cultura são testemunhos os seus escritos em dois volumes: Diário (durante as viagens que fez na Europa), e os artigos que escreveu para duas revistas (a Militar e a Contemporânea). Deve-se-lhe, a par de outras iniciativas culturais, a criação do Curso Superior de Letras em 1859 e do Observatório da Ajuda.
In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-19]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$d.-pedro-v>.
D. Pedro V
Filho primogénito de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, nasceu em Lisboa em 16 de setembro de 1837 e aí também morreu em 11 de novembro de 1861, contando pouco mais de vinte e quatro anos. Trigésimo primeiro rei de Portugal, ficou conhecido pelo cognome de "o Esperançoso".Sucede ao trono de Portugal, pelo falecimento de sua mãe, que morre com apenas 34 anos de idade, em 15 de novembro de 1853. D. Fernando II governa o reino na qualidade de regente durante a menoridade de D. Pedro V. D. Pedro aproveita os dois anos da regência de seu pai para viajar pela Europa com o seu irmão D. Luís, visitando, entre outros países, a Inglaterra, a Bélgica, a Alemanha e a Áustria. Em 16 de setembro de 1855, ao completar 18 anos, é aclamado rei e presta juramento perante as Cortes Gerais, dedicando-se desde logo com total devoção aos negócios públicos. Casou em 29 de abril de 1858 com D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que viria a morrer em julho de 1859.Quando D. Pedro inicia o seu reinado, governava ainda o ministério de Saldanha saído da Regeneração de 1851. Sobressai neste ministério Fontes Pereira de Melo, titular da pasta das Obras Públicas, famoso pelo impulso que deu aos caminhos de ferro em Portugal.Apesar de atormentado por constantes dificuldades, quer na vida pública quer na privada (as epidemias de cólera-morbo e de febre amarela, as grandes inundações, a morte da rainha), D. Pedro consegue dar uma certa estabilidade à vida política portuguesa. O monarca viajou pelo país, interessando-se por quaisquer assuntos que visassem o seu desenvolvimento, como sejam a introdução do caminho de ferro, o sistema métrico, as estradas, etc.
Foi também durante o seu reinado que se sucederam desagradáveis acontecimentos: a questão de "Charles et Georges" (aprisionamento por parte das autoridades portuguesas de Moçambique, em novembro de 1857, da barca francesa com aquele nome, empregue no tráfico de escravos provenientes da colónia, tráfico esse proibido no império português) e a consequente divergência com a França, diferendos com a Inglaterra pelos domínios em África e com a Santa Sé.À margem da função régia, foi um homem de superior inteligência e de excecional cultura, fruto também do excelente trabalho de educadora desempenhado por sua mãe. Da sua cultura são testemunhos os seus escritos em dois volumes: Diário (durante as viagens que fez na Europa), e os artigos que escreveu para duas revistas (a Militar e a Contemporânea). Deve-se-lhe, a par de outras iniciativas culturais, a criação do Curso Superior de Letras em 1859 e do Observatório da Ajuda.
In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-19]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$d.-pedro-v>.
Acusa a receção da carta de 11 de Dezembro, tendo na altura já recebido um despacho do conde das Galveias com data de 16 de Agosto em que este acusava a receção de várias cartas e de duas memórias, que eram dirigidas ao conde de Linhares. Felicita o destinatário pelas proezas que os russos têm alcançado, as quais poedem mudar a face da Europa, assegurando a liberdade da Alemanha e a independência de todas as potências europeias. Refere-se à formação de um contingente de 70 mil homens, proveninetes da Legião alemã e do exército russo, que será comandado por Bernardotte. A Aústria, apesar do seu parentesco com Bonaparte, já mostrou que não tem intenção de unir-se-lhe, em virtude da oferta dos aliados que permitirá a Viena recuperar os seus direitos em Itália, na Illiria e na Alemanha. Entretanto, o Senado francês votou a favor de um exército de 530 mil homens para servir a "ainda verde e mesquinha dymnastia" bonapartina, o que o autor duvida seja possível alcançar devido ao trauma dos holandeses, italianos e franceses que viram 600 mil dos seus amigos e parentes serem sacrificados às mãos da ambição de Bonaparte, e até os erros crassos cometidos na Península [Ibérica] e na Rússia são reconhecidos pelos seus partidaristas. Assim, as fileiras dos aliados aumentam, prevendo-se grandes transtornos a Napoleão. Lamenta que nestas circunstâncias Portugal esteja sem Ministro acreditados por S.A.R., na Rússia e em Viena para negociar futuras alianças comerciais e matrimoniais. Informa ao destinatário dos rumores que circulam sobre as potências que pretendem fazer Tratados de Comércio com Portugal, aconselhando o destinatário, enquanto Conselheiro de Estado, que impeça a prossecução destas práticas que poderão levar à destruição e ruína total do comércio e marinha portuguesa. Acha que se deve seguir a máxima de João de Wix que estando uma nação em fraqueza ou em dependência de outros não deve fazer tratados desta natureza, deve antes olhar estas propostas com receio porque em vez "de Tratados são Tratadas como [...] lhe chamava o honrado e patriótico Ministro Martinho de Mello". Alerta ainda para a indefinição da fixação da Corte e o adiamento da paz geral poderão influir nestas questões. Exemplifica com o Tratado firmado com a Grã-Bretanha e principalmente com o caso da Companhia do Porto, onde a Inglaterra compeliu Portugal a obrar contra os seus próprios interesses, acabndo assim com a reciprocidade que deve existir nestes acordos. Pede protecção para o requerimento do seu irmão Simão José de Azevedo, em que este pedia a propriedade do Ofício de meirinho do Conselho da Fazenda. Em P.s. indica o endereço para o qual deve remeter a correspondência.
Aide Memoire de Monsieur Lightgow.
Pedido de Mr. Lithgow, ministro da igreja escocesa em Lisboa, sobre a manutenção naquela igreja do culto de um pequeno grupo de protestantes portugueses, como faziam antes da implantação da República e à semelhança do que acontecia em certas partes da Alemanha e Suíça em que certas paróquias locais põem as suas igrejas à disposição graciosa de visitantes ingleses.
A Comissão Central de Execução da Lei da Separação no seu parecer n.º 117, de 31 de Janeiro de 1912, refere que «ainda mesmo que a igreja escocesa pudesse beneficiar da situação excepcional definida pela nota do Ministério dos Estrangeiros de 24 de Agosto de 1911 (...) não tendo personalidade jurídica o agrupamento destes, a sua situação é ilegal; ora, não pode uma igreja estrangeira fomentar a desobediência à lei por parte dos cidadãos portugueses, proporcionando-lhes facilidades, auxílio moral e instalações. Cumpridas, porém as formalidades legais por parte do referido agrupamento, e mantido integralmente o direito de inspecção das autoridades da República - nada obstaria a que o referido agrupamento realizasse as cerimónias do seu culto no edifício da igreja escocesa cuja propriedade ficaria intacta e respeitada nos termos da lei civil».
A documentação do período entre meados do séc. XV e meados do século XVIII é escassa, produzida por vários membros da família e relacionada, essencialmente, com a administração das propriedades. Assim, encontram-se documentos como: certidões de nascimento, casamento e óbito, testamentos, doações, partilhas, requerimentos, mercês, nobiliários, etc.
Cerca de 90% da documentação foi produzida entre 1787 e 1817 e tem uma temática predominantemente política. Este período relaciona-se com o apogeu da família, materializado na figura de António de Araújo e Azevedo (1754-1817), fidalgo da Casa Real e 1º Conde da Barca. O seu arquivo pessoal é, assim, composto por manuscritos relevantes para a história do Brasil colonial, das relações diplomáticas com Inglaterra, Países Baixos, Espanha, Alemanha, Rússia e França, assuntos militares relacionados com a defesa do reino, as Invasões Francesas e o Império Ultramarino.
Para além da documentação produzida pelos sucessivos membros da Casa de Sá, encontra-se também documentação, sobretudo de carácter patrimonial, pertencente a outros núcleos familiares, ligados à família por laços matrimoniais, de amizade ou outros, como por exemplo: Família Fernandes Bandeira, Família Pereira Filgueira, Família Pereira Pinto, Família Araújo de Azevedo da Quinta da Prova, Família Pereira Pinto da Quinta de Nelas e Tomás Vicente Cabeças de Sousa.
Agradece a carta de 15 de Fevereiro e concorda com António de Araújo de Azevedo quando lhe diz que não deveria reingressar na Repartição dos Hospitais Militares. Agradece ao destinatário por ter falado ao Conde de Aguiar sobre a sua pretensão em se retirar para Lisboa. Informa da conversa que manteve com o Conde do Funchal acerca da sua possível substituição na redação pelo Dr. [Miguel Caetano de] Castro. Refere-se à repreensão que o Conde do Funchal deu a Vicente Pedro [Nolasco da Cunha] em frente ao Conde de Palmela, devido às más traduções e à "preguiça innata". Fala sobre as pretensões manifestadas pelo Jornal de Coimbra e pelo seu redator [o Padre José Agostinho de Macedo] em abater o Investigador Português. Diz que estão em vésperas de grandes acontecimentos na Alemanha e na Península [Ibérica] e que os ingleses vão gostar pouco do n.º XXIII do Jornal. Recomenda-se a Manuel Luís [Alvares de Carvalho] e pede ao destinatário notícias sobre Melo Franco.
Informa que recebeu uma carta do Conde de Linhares. Em virtude de não poder ir nesse ano ao Rio Abaité, devido às àguas, fará uma outra viagem, também ordenada por Linhares, ao Rio Doce para examinar o novo vulcão. Recebeu ordem para se recolher ao Rio de Janeiro, após concluir as viagens. Pede a António de Araújo de Azevedo que interceda a seu favor a fim de evitar este seu regresso, visto que prefere prosseguir os seus trabalhos nesta capitania em vez de ir para o Rio de Janeiro ensinar mineralogia a quatro discípulos. Espera que Varnhagen ao estabelecer a Fábrica de Ferro, adopte os planos que o autor já havia principiado. Em Abril do próximo ano termina o contrato com que veio da Alemanha e que a única forma de o demover de regressar à sua Pátria é permanecer nesta capitania e estabelecer um novo estabelecimento, sugerindo as minas de Abaité, que lhe dê honra e a S.A.R. dinheiro. Defende que pode melhorar a mineração do ouro se ficar mais algum tempo, uma vez que existem mineiros e companhias que estão dispostos a trabalhar sob a sua supervisão. A decadência das minas de ouro não se deve à falta do minério mas sim à falta da aplicação de meios montanísticos. Em janeiro pensa em ir à corte para tratar dos minerais que enviou para o gabinete, mas voltará em abril para examinar a mina de Abaité.
Relata a triste situação em que se encontra, onde os seus correspondentes tudo têm feito para o arruinar, o que não lhes é difícil visto terem toda a sua propriedade nas mãos. Refere-se aos prejuízos sofridos devido à corsoaria americana e à Casa Baring. No entanto ainda tem esperança que os preços dos produtos coloniais ainda subam. Refere-se às negociações que tem mantido com o chefe da Casa Baring, tendo em vista a constituição de um novo estabelecimento, apesar de se julgar vítima de uma "intrigua formidavel". Encontra-se a viver em Jolington, mas todos os dias vai a Londres tratar dos seus negócios. Esteve duas vezes com L[uís] C[ipriano] Freire tendo ficado com boa impressão dele. Refere-se à determinação do Conde do Funchal em permanecer em Londres; à chegada de Lord Strangford a à Corte [inglesa]; ao estado de incerteza que presentemente se vive na Europa; no receio em que se dê uma nova revolução em França; à insatisfação dos habitantes dos Países Baixos devido à união deste à Holanda e à promolgação de uma nova Constituição; às tentativas para alterar o modo de governo na Alemanha. Oferece-se para servir a S.A.R.. refere-se à carta que António de Araújo de Azevedo lhe dirigiu em 16 de Junho. Soube que o destinatário ficou com a Chacra do Bom Retiro. Refere-se ao preço do açucar. Informa que a "Santinha", [sua mulher], recebeu uma carta da Infanta D. Maria Isabel e que já respondeu à mesma.
Acusa a receção da carta de 19 de Março no dia do primeiro aniversário do filho Afonso, e manifesta o desejo em que agora que António Araújo já está recomposto da sua moléstia e adaptado ao clima, se dedique às ocupações filosóficas. Solicita a António de Araújo que interceda a seu favor a fim de lhe obter a nomeação para outra Corte, de preferência na Alemanha, visto estar muito doente com o seu filho Fernando e a carestia ser demasiado grande para o ordenado que aufere. Já escreveu oficialmente para a Corte [do Rio de Janeiro] a solicitar a mudança e pediu apoio ao Conde do Funchal que se escusou a prestá-lo por se encontrar sem patrono. Fala da dívida que o Tio Pombal tem para consigo e pede António de Araújo que como seu testamenteiro, ordene o seu pagamento assim que houver oportunidade. espera que o Beyer tinha desfrutado da protecção do destinatário e tenha alcançado de S.A.R. a graça que pretendia. Solicita novas informações e documentos por forma a completar a sua "Skizze [von Brasilien]".
O autor, Capitão de Primeira Plana da Corte, informa ao [Conde da Barca] que passou ao serviço da Inglaterra com a mesma graduação que tinha quando estava ao serviço da Holanda e de S. M. o Rei de Porugal em 1797 com os Príncipes de Waldeck e de ?Reus?. Informa que depois da convenção assinada em Viena entre os Ministros Vanhden e Lima, foi nomeado Capitão de Primeira Plana da Corte e Ajudante do Príncipe de Reus. Em 1799, recebeu com este Príncipe a licença do Príncipe-Regente para se retirarem para a Alemanha e a certeza da continuação do pagamento do duplo soldo conforme estava acordado e que durou até fnais de 1807, altura em que a Corte se transferiu para o Brasil e deixou de receber o pagamento. Informa que se dirigiu várias vezes a S.A.R. e aos Ministros no Brasil, sem que contudo tenha recebido uma resposta. Escreveu também ao Ministro Português na Corte da Inglaterra e sobretudo ao Ministro Bezerra em Haia. Tudo em vão. Encorajado por Mr. P. de Gabe, Cônsul em Hamburgo, suplica ao destinatário que socorra um velho soldado para que os atrasados lhe sejam pagos, bem omo a continuação do soldo conforme foi ordenado por S.A.R..
Informa o amigo [António de Araújo] da sua chegada a Göttingen, onde aguardará pelas ordens de S.A.R.. O filho mais velho já se encontra fora de perigo. Recebeu uma carta de Palmela, datada de 5 de Outubro (Frankfurt) em que ele comunicava que partia, devido a motivos particulares, para o Quartel-General do Duque de Wellington onde esperava encontrar Castelreagh, e em que o aconselhava a empreender a mesma viagem porque como fim da guerra poderia originar o reinício das negociações. Em resposta a esta carta solicitou-lhe a indicação do local onde se realizariam as mesmas e um passaporte para evitar contratempos. Não se encontrou com [Francisco José Maria de] Brito em Viena, mas espera encontrá-lo em Paris, "aonde a estas horas já ElRei [Luís XVIII] terá feito a sua entrada". Refere-se ao projecto do Tratado de Comércio com a Prússia. Espera que S.A.R. lhe conceda a Missão de Berlim e que o dest. tenha apoiado a reunião desta missão com as do Norte da Alemanha. Repete os pedidos das cartas anteriores.
Informa que chegou a Paris, juntamente com a família, no dia 17 do corrente, após uma viagem atribulada desde Göttingen. Encontrou o [Marquês de] Marialva, o Conde de Palmela, [Rodrigo] Navarro [de Andrade] e [Francisco José Maria de] Brito que ainda não conhecia pessoalmente. Acha que a legação portuguesa não terá muito a dizer devido à supermacia das quatro potências directoras, mas folga em estar aqui presente para que ninguém ouse imputar-lhe omissão. Aguarda com impaciência pela chegada do Paquete do Brasil onde espera receber algumas respostas de António de Araújo às perguntas que lhe colocou em Viena. Deseja ir para Berlim. Informa que o Conde de Fleming aceitou a nomeação para Ministro da Prússia no Rio de Janeiro, mas esta não deverá ser pública antes da ratificação do Tratado de Comércio assinado em Viena em 28 de Maio. Pede por instruções visto que muitas pessoas naturais da Alemanha têm solicitado informações de como podem estabelecer-se no Brasil. Refere-se ao contrato celebrado por ordem da Corte entre Fernando Correia e Wilhelm Molle, mestre espingardeiro da fábrica de Herzberg no Harg, tendo este vindo reclamar, com razão, pela execução do mesmo. Lembra o pagamento da dívida do tio Pombal e os restantes pedidos. Ainda não recebeu notícias do "moço benemérito" que o destinatário lhe recomendou para secretário de legação.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de 2 de Julho pela mão de António de Saldanha [da Gama], assim como o despacho com que S. A. R. honrou o autor. Agradece a promoção do seu despacho. Todavia, preferia ficar com a mercê dos 500 $ réis, a qual também deve ao destinatário, continuando a empregar-se em objectos de comércio e economia política do que ver-se agora envolvido "no labirinto ou chaos dos nossos negocios políticos deixados por tanto tempo à revelia". Diz que quando aconselhou a nomeação de pessoas de saber e experimentadas para acompanhar os ministros portugueses em missões exteriores, nunca lhe passou pela cabeça que fosse um dos escolhidos. Concorda com o destinatário quando lhe diz ter chegado o momento de "alcançar mos a independencia". Os ministros das grandes potências já estão em Viena e se eles estão a tratar com frieza das partilhas da Alemanha, Polónia, Itália, muito receia o autor Que podem fazer o mesmo com outros territórios sobre os quais não tenham instruções. Louva o sacrifício pessoal de António de Araújo para estar ao serviço de S.A.R., sendo este o maior estímulo que podia receber. O novo emprego obriga-o a expôr uma circunstância , enquanto foi Oficial da Secretaria de Estado e apesar de ter direito à insígnia da Ordem de Cristo, nunca pediu tal mercê, mas com o novo emprego desejaria usar a decoração ou do Hábito de Cristo ou de Torre e Espada.
Informa da chegada dos seis escravos, que António de Araújolhe enviou e que deverão servir de fundo de acções para as minas que abrirá no futuro, mas que entretanto trabalharão por conta do autor. Demonstra a sua satisfação por saber que o destinatário está a tratar da vinda de gente da Alemanha, mas alerta para a necessidade de empregar assim que chegarem, para que não aconteça como aos espingardeiros que ainda não têm fábrica e sofrem as consequências. Para evitar esta situação e caso se pretenda que estes Alemães trabalhem nas minas de ouro desta capitania diz que necessita urgentemente de um Aviso Régio que o autorize a examinar várias minas para saber quais serão compradas e quais deverã ser consideradas devolutas para poder principiar os trabalhos. Informa que recebeu uma carta do seu irmão em que lhe comunicava que o Príncipe de Neuwied ainda se demorará até ao mês de Abril e que adoptará o nome de Barão de Braunsberg nas suas viagens. Espera poder participar os resultados do engenho que estabeleceu na praia do Ouro Preto de Vila Rica, mas que está impaciente em relação ao desfecho dos seus requerimentos a este respeito. Recebeu a carta de António de Araújo de 29 de Abril e muito se afligiu por saber do seu inconstante estado de saúde.
FERNANDES, António. Filho de Agostinho Fernandes e de Maria Rosa Esteves Cordeiro, lavradores, residentes no lugar de Rabosa. Neto paterno de António José Fernandes e de Maria Joaquina Gonçalves; neto materno de António Esteves Cordeiro e de Maria José Esteves Cordeiro. Nasceu em Penso às sete horas da manhã do dia 19/6/1891 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: o seu avô materno, casado, e sua filha, Emília Esteves Cordeiro, solteira, rurais. // Casou na CRCM a 24/8/1913 com Emília Domingues, de vinte e cinco anos de idade, sua conterrânea, filha de António Manuel Domingues e de Rosa Maria Domingues. // Foi 2.º cabo do segundo grupo de Baterias de Artilharia (1.ª bateria). Embarcou para França a 17/11/1917 integrado no Corpo Expedicionário Português, portador da chapa de identificação n.º 33557. Desapareceu em combate a 9/4/1918, na batalha de La Lys. Fora conduzido para um campo de prisioneiros na Alemanha, designado Munster II; depois da guerra embarcou no navio inglês Northwestern Miller a 31/1/1919, desembarcando em Lisboa a 4/2/1919 . // Ambos os cônjuges faleceram em Penso: a esposa a 30/3/1965 e ele a 17/8/1972. // Com geração.
A caçada oferecida pelo Ministro da Economia, Dr. Ulisses Cortês, na Tapada de Mafra, a 27 de Janeiro de 1955, contou com a participação de vários convidados, membros do governo, directores de serviços e várias individualidades internacionais, nacionais e locais, nomeadamente, entre outros: Director Geral dos Serviços Pecuários, Dr. França e Silva; deputado Engenheiro Sebastião Ramires; ex-Ministro das Obras Públicas, José Frederico Ulrich; Subsecretário de Estado do Exército, Horácio José de Sá Viana Rebelo; embaixador de Espanha, D. Nicolau Franco; Dr. Supico Pinto; um ministro da Alemanha; Governador Civil de Lisboa, Dr. Mário Madeira; Ministro de Itália; Subsecretário de Estado da Agricultura, Eng. Victória Pires; Presidente da Junta de Colonização Interna, Eng. Castro Caldas; Presidente da Junta de Produtos Pecuários, Dr. Marchante; Director Geral dos Serviços Florestais, Eng. Filipe Jorge Mendes Frazão; o Comandante da Escola Prática de Infantaria; Médico do Presidente da República, Dr. Urgel Horta; Secretário do Ministro da Economia, Dr. Pedro S. e H.; Comandante do Centro de Educação Militar de Equitação, Major João Eduardo Gamarro Correia Barrento; Presidente da Câmara Municipal de Mafra, Capitão João Lopes; Dr. Bebiano Correia, cunhado do Ministro da Economia; Conde de Nigra; Subsecretário de Estado do Exército, Horácio José de Sá Viana Rebelo; José Maria Saldanha Lopes; Administrador da Tapada, Engenheiro Segismundo Saldanha; Encarregado chefe do Jardim do Cerco, Joaquim Marques.
A caçada oferecida pelo Ministro da Economia, Dr. Ulisses Cortês, na Tapada de Mafra, a 27 de Janeiro de 1955, contou com a participação de vários convidados, membros do governo, directores de serviços e várias individualidades internacionais, nacionais e locais. Fotografia do grupo dos participantes no Salabredo, junto ao Pavilhão de Dom Carlos e de Dona Amélia. Identificados: 1- Administrador da Tapada, Eng. Segismundo Saldanha; 3- Director Geral dos Serviços Pecuários, Dr. França e Silva; 4- Deputado, Eng. Sebastião Ramires; 5- ex-Ministro das Obras Públicas, Eng. José Frederico Ulrich; 6- Subsecretário de Estado do Exército, Horácio José de Sá Viana Rebelo; 7- Embaixador de Espanha, Dr. Nicolau Franco; 8- Dr. Supico Pinto; 9- Ministro da Economia, Dr. Ulisses Cortês; 10- Ministro da Alemanha; 11- Governador Civil de Lisboa, Dr. Mário Madeira; 12- Ministro de Itália; 13- Subsecretário de Estado da Agricultura, Eng. Victória Pires; 14- Presidente da Junta de Colonização Interna, Eng. Castro Caldas; 16- Presidente da Junta de Produtos Pecuários, Dr. Marchante; 18- Director Geral dos Serviços Florestais; 19-Secretário do subsecretário de Estado da Agricultura, Eng. Lopes da Fonseca; 20- Comandante da Escola Prática de Infantaria, Mário José Pereira da Silva; 21- Médico do Presidente da República, Dr. Urgel Horta; 22- Secretário do Ministro da Economia, Dr. Pedro S.e H.; 23- Comandante do Centro de Educação Militar de Equitação, Major João Eduardo Gamarro Correia Barrento; 25- Presidente da Câmara Municipal de Mafra, Capitão João Lopes; 26- Bebiano Correia, cunhado do Ministro da Economia.
A caçada oferecida pelo Ministro da Economia, Dr. Ulisses Cortês, na Tapada de Mafra, a 27 de Janeiro de 1955, contou com a participação de vários convidados, membros do governo, directores de serviços e várias individualidades internacionais, nacionais e locais. Fotografia do grupo dos participantes no Salabredo, junto ao Pavilhão de Dom Carlos e de Dona Amélia. Identificados: 2- Director Geral dos Serviços Pecuários, Dr. França e Silva; 3- Deputado, Eng. Sebastião Ramires; 4- ex-Ministro das Obras Públicas, Eng. José Frederico Ulrich; 5- Subsecretário de Estado do Exército, Horácio José de Sá Viana Rebelo; 6- Embaixador de Espanha, Dr. Nicolau Franco; 7- Dr. Supico Pinto; 8- Ministro da Economia, Dr. Ulisses Cortês; 9- Ministro da Alemanha; 10- Governador Civil de Lisboa, Dr. Mário Madeira; 11- Ministro de Itália; 12- Subsecretário de Estado da Agricultura, Eng. Victória Pires; 13- Presidente da Junta de Colonização Interna, Eng. Castro Caldas; 15- Presidente da Junta de Produtos Pecuários, Dr. Marchante; 17- Director Geral dos Serviços Florestais; 18- Comandante da Escola Prática de Infantaria, Mário José Pereira da Silva; 19- secretário do Subsecretário de Estado da Aghricultura, Eng. Lopes da Fonseca; 20- Médico do Presidente da República, Dr. Urgel Horta; 21- Secretário do Ministro da Economia, Dr. Pedro S.e H.; 22- Comandante do Centro de Educação Militar de Equitação, Major João Eduardo Gamarro Correia Barrento; 24- Presidente da Câmara Municipal de Mafra, Capitão João Lopes; 25- Bebiano Correia, cunhado do Ministro da Economia; 26- Conde de Nigra; 27- José Maria Saldanha Lopes.
Grupo dos participantes na caçada, no Salabredo, junto ao Pavilhão de Caça, após a 1ª batida. No verso, manuscrita, a legenda: "Caçada em Mafra em 27-I-1955 oferecida pelo Ministro da Economia". Identificam-se: 2- Dr. França e Silva, Director Geral dos Serviços Pecuários / 3- Eng. Frederico Ulrich, ex-Secretário de Estado das Obras Públicas/ 5- Sub-secretário de Estado do Exército/ 6- D. Nicolau Franco, Embaixador de Espanha/ 7- Dr. Supico Pinto/ 8- Dr. Ulisses Cortez, Ministro da Economia/ 9- Ministro da Alemanha/ 10- Dr. Mário Madeira, Governador Civil de Lisboa/ 11- Ministro da Itália / 12 - Prof. Victória Pires, sub-Secretário de Estado da Agricultura/ 13- Eng. Castro Caldas da Junta de Colonização Interna/ 15- Dr. Marchante, Presidente da Junta de Produtos Pecuários/ 17- Eng. M. Frazão, Director geral dos Serviços Pecuários/ 18- Comandante da EPI/ 19- Eng. Lopes da Fonseca, secretário do sub-Secretário de Estado da Agricultura/ 20- Dr. Horta, médico do Presidente da República e outros que tais/ 21- Dr. Pedro S. e H. (Palmela), sec do Ministro da Economia/ 22- Major Barrento, comandante da Escola Militar de Equitação/ 24- Capitão João Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Mafra/ 25- Bebiano Correia/ 26- Conde de Nigra/ 27 - Eng. José Maria Saldanha Lopes. Manuscrito ainda a carvão, o número: "9340/1".
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para Requinta
Os hinos surgem numerados pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afegatinstão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11.China; 12 Dinamarca; 13. Egipto; 14. França; 15 Germânia; 16. Grã-Bretanha/ Inglaterra; 17. Grécia (hino rasurado a esferográfica azul); 18. Hawai (o mesmo do 1. América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do 15. Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do 15. Império Germânico); 32. Sérvia; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo do 16. Grã Bretanha); 37. Turquia; 38.Uruguai; 39. Venezuela; 40: Waldeck - Pyrmont (o mesmo do 15. Império Germânico); 41. Wurtemberg (O mesmo do 15. Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha.
Erro de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português segundo edições de Boosey & Co.)
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para Saxofone Soprano
Os hinos surgem numerados, pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11. China; 12 Dinamarca; 13. Egito; 14. França; 15. Germânia; 16. Inglaterra/Grã-Bretanha; 17. Grécia (rasurado a esferográfica de cor azul); 18. Havai (o mesmo da América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do Império Germânico); 32. Sérvia e Servia Nacional; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo da Grã-Bretanha); 37. Turquia; 38. Uruguai; 39. Venezuela; 40. Waldeck-Pyrmont (o mesmo do Império Germânico); 41. Wurtemberg (o mesmo do Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha
Erros de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.).
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para 2º Cornetim
Os hinos surgem numerados, pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11. China; 12 Dinamarca; 13. Egito; 14. França; 15. Germânia; 16. Inglaterra/Grã-Bretanha; 17. Grécia (rasurado a esferográfica de cor azul); 18. Havai (o mesmo da América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do Império Germânico); 32. Sérvia e Servia Nacional; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo da Grã-Bretanha); 37. Turquia; 38. Uruguai; 39. Venezuela; 40. Waldeck-Pyrmont (o mesmo do Império Germânico); 41. Wurtemberg (o mesmo do Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha
Erros de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.).
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para 2º Trombone.
Os hinos surgem numerados pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afegatinstão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11.China; 12 Dinamarca; 13. Egipto; 14. França; 15 Germânia; 16. Grã-Bretanha/ Inglaterra; 17. Grécia (hino rasurado a esferográfica azul); 18. Hawai (o mesmo do 1. América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do 15. Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do 15. Império Germânico); 32. Sérvia; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo do 16. Grã Bretanha); 37. Turquia; 38.Uruguai; 39. Venezuela; 40: Waldeck - Pyrmont (o mesmo do 15. Império Germânico); 41. Wurtemberg (O mesmo do 15. Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha.
Erro de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as Edições de Boosey & Co.)
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais 2º Barytono/ Bombardino
Os hinos surgem com as seguintes ordem, numeração e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11.China; 12 Dinamarca; 13. Egipto; 14. França; 15. Germânia; 16. Grã-Bretanha/ Inglaterra; 17. Grécia (hino rasurado a esferográfica azul); 18. Hawai (o mesmo do 1. América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo do 16. Grã-Bretanha); 37. Turquia; 38. Uruguai; 39. Venezuela; 40. Wladeck-Pyrmont (o mesmo do 15. Império Germânico); 41. Wurtemberg (o mesmo do 15. Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 47. Alemanha; 28. Prússia (o mesmo do 15. Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do 15. Império Germânico); 32. Sérvia e Sérvia Meridional; 33. Sião; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia.
Verificam-se erros de numeração e a ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente a Portugal, de acordo com os "The National Anthems of all Nations, official Edition, 1910." das Edições Boosey & Co.)
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para 2ª Trompa (em Mib).
Os hinos surgem numerados, pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11. China; 12 Dinamarca; 13. Egito; 14. França; 15. Germânia; 16. Inglaterra/Grã-Bretanha; 17. Grécia (rasurado a esferográfica de cor azul); 18. Havai (o mesmo da América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do Império Germânico); 32. Sérvia e Servia Nacional; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo da Grã-Bretanha); 37. Turquia; 38. Uruguai; 39. Venezuela; 40. Waldeck-Pyrmont (o mesmo do Império Germânico); 41. Wurtemberg (o mesmo do Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha
Erros de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.).
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para Contrabaixo em Bb.
Os hinos surgem numerados pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afegatinstão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11.China; 12 Dinamarca; 13. Egipto; 14. França; 15 Germânia; 16. Grã-Bretanha/ Inglaterra; 17. Grécia (hino rasurado a esferográfica azul); 18. Hawai (o mesmo do 1. América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do 15. Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do 15. Império Germânico); 32. Sérvia; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo do 16. Grã Bretanha); 37. Turquia; 38.Uruguai; 39. Venezuela; 40: Waldeck - Pyrmont (o mesmo do 15. Império Germânico); 41. Wurtemberg (O mesmo do 15. Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha.
Erro de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.)
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para Contrabaixo em Eb.
Os hinos surgem numerados pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11.China; 12 Dinamarca; 13. Egipto; 14. França; 15 Germânia; 16. Grã-Bretanha/ Inglaterra; 17. Grécia (hino rasurado a esferográfica azul); 18. Hawai (o mesmo do 1. América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do 15. Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do 15. Império Germânico); 32. Sérvia; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo do 16. Grã Bretanha); 37. Turquia; 38.Uruguai; 39. Venezuela; 40: Waldeck - Pyrmont (o mesmo do 15. Império Germânico); 41. Wurtemberg (O mesmo do 15. Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha.
Erro de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.)
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para Flautim
Os hinos surgem numerados pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afegatinstão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11.China; 12 Dinamarca; 13. Egipto; 14. França; 15 Germânia; 16. Grã-Bretanha/ Inglaterra; 17. Grécia (hino rasurado a esferográfica azul); 18. Hawai (o mesmo do 1. América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do 15. Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do 15. Império Germânico); 32. Sérvia; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo do 16. Grã Bretanha); 37. Turquia; 38.Uruguai; 39. Venezuela; 40: Waldeck - Pyrmont (o mesmo do 15. Império Germânico); 41. Wurtemberg (O mesmo do 15. Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia (para Flauta em Db); 46. Jugoslávia; 47. Alemanha.
Erro de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.)
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para 1º Barytono/ Bombardino.
Os hinos surgem numerados pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11.China; 12 Dinamarca; 13. Egipto; 14. França; 15 Germânia; 16. Grã-Bretanha/ Inglaterra; 17. Grécia (hino rasurado a esferográfica azul); 18. Hawai (o mesmo do 1. América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do 15. Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do 15. Império Germânico); 32. Sérvia; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo do 16. Grã Bretanha); 37. Turquia; 38.Uruguai; 39. Venezuela; 40: Waldeck - Pyrmont (o mesmo do 15. Império Germânico); 41. Wurtemberg (O mesmo do 15. Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha.
Erro de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.)
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para 3º Clarinete.
Os hinos surgem numerados, pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 17. Grécia (rasurado a esferográfica de cor azul); 18. Hawai (o mesmo do 1. América); 19. Holanda; 20. Hungria; 14. França; 15. Germânia; 16. Inglaterra/ Grã Bretanha; 11. China; 12. Dinamarca; 13. Egipto; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Perú; 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do 15. Império Britânico); 32. Sérvia e Sérvia Nacional; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo do 16. Grã-Bretanha); 37. Turqia; 38. Uruguai; 39. Venezuela; 40. Waldeck-Pyrmont (o mesmo do 15. Império Germânico); 41. Wurtemberg (o mesmo do Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha;
Erro de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.)
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para 3º Trombone.
Os hinos surgem numerados pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afegatinstão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11.China; 12 Dinamarca; 13. Egipto; 14. França; 15 Germânia; 16. Grã-Bretanha/ Inglaterra; 17. Grécia (hino rasurado a esferográfica azul); 18. Hawai (o mesmo do 1. América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do 15. Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do 15. Império Germânico); 32. Sérvia; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo do 16. Grã Bretanha); 37. Turquia; 38.Uruguai; 39. Venezuela; 40: Waldeck - Pyrmont (o mesmo do 15. Império Germânico); 41. Wurtemberg (O mesmo do 15. Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha.
Erro de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente corresponde ao hino Português conforme as Edições de Boosey & Co.)
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para Saxofone Barítono
Os hinos surgem numerados, pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11. China; 12 Dinamarca; 13. Egito; 14. França; 15. Germânia; 16. Inglaterra/Grã-Bretanha; 17. Grécia (rasurado a esferográfica de cor azul); 18. Havai (o mesmo da América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do Império Germânico); 32. Sérvia e Servia Nacional; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo da Grã-Bretanha); 37. Turquia; 38. Uruguai; 39. Venezuela; 40. Waldeck-Pyrmont (o mesmo do Império Germânico); 41. Wurtemberg (o mesmo do Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha
Erros de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.).
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para Bombo
Os hinos surgem numerados, pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11. China; 12 Dinamarca; 13. Egito; 14. França; 15. Germânia; 16. Inglaterra/Grã-Bretanha; 17. Grécia (rasurado a esferográfica de cor azul); 18. Havai (o mesmo da América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do Império Germânico); 32. Sérvia e Servia Nacional; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo da Grã-Bretanha); 37. Turquia; 38. Uruguai; 39. Venezuela; 40. Waldeck-Pyrmont (o mesmo do Império Germânico); 41. Wurtemberg (o mesmo do Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha
Erros de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.).
Partituras manuscritas de Hinos Nacionais para 2º Clarinete
Os hinos surgem numerados, pela seguinte ordem e com as seguintes indicações: 1. América; 2. Argentina; 3. Áustria; 4. Afeganistão; 5. Baviera (o mesmo do 15. Império Germânico); 6. Bélgica; 7.Brasil; 8. Bulgária; 9. Canadá; 10. Chile; 11. China; 12 Dinamarca; 13. Egito; 14. França; 15. Germânia; 16. Inglaterra/Grã-Bretanha; 17. Grécia (rasurado a esferográfica de cor azul); 18. Havai (o mesmo da América); 19. Holanda; 20. Hungria; 21. Itália; 22. Japão; 23. México; 24. Noruega; 25. Pérsia; 26. Peru; 28. Prússia (o mesmo do Império Germânico); 29. Roménia; 30. Rússia; 31. Saxónia (o mesmo do Império Germânico); 32. Sérvia e Servia Nacional; 33. Sião; 34. Espanha; 35. Suécia; 36. Suíça (o mesmo da Grã-Bretanha); 37. Turquia; 38. Uruguai; 39. Venezuela; 40. Waldeck-Pyrmont (o mesmo do Império Germânico); 41. Wurtemberg (o mesmo do Império Germânico); 42. Zanzibar; 43. Cuba; 44. Polónia; 45. Checoslováquia; 46. Jugoslávia; 47. Alemanha
Erros de numeração: ausência do n.º 27 (provavelmente correspondente ao hino Português conforme as edições de Boosey & Co.).
