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You search for joão and 482,553 records were found.
Filiação - António de Araújo e Bernardina de Carvalho
Naturalidade - Joane
Morada - Joane
Data de nascimento - 1867-01-01
Emprego - Ferreiro
Estado - Solteiro
Filiação - Francisco José Gomes da Cunha e Inácia da Costa Ferreira, na freguesia
Naturalidade - Lemenhe
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1863-05-15
Emprego - Caixeiro
Estado - Solteiro
Residência acidental - Braga
Filiação - Miguel de Santana e Maria Rosa, na freguesia
Naturalidade - Ruivães
Morada -
Data de nascimento - 1864-06-20
Emprego -
Estado -
Observações - Falecido
Filiação - Domingos Mendes e Ermelinda Rosa, na freguesia
Naturalidade - Vale S. Cosme
Morada -
Data de nascimento - 1864-07-30
Emprego -
Estado -
Observações - Falecido
Filiação - António de Faria Salgado e Matilde Gomes de Sá, ele na freguesia e ela falecida
Naturalidade - Gondifelos
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1863-07-20
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Residência acidental - Brasil
Filiação - José Correia Machado e Maria Joaquina Pereira, na freguesia
Naturalidade - Bairro
Morada -
Data de nascimento - 1863-09-09
Emprego -
Estado -
Observações - Falecido
Filiação - José de Faria e Rosa Gomes, falecidos
Naturalidade - Arnoso Santa Maria
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1863-11-28
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Filiação - Luís Fernandes de Azevedo e Joaquina Adelaide Couto de Azevedo
Naturalidade - Vila Nova de Famalicão
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-07-19
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Residência acidental - Brasil
Filiação - Joaquim da Costa e Maria Alves
Naturalidade - Gavião
Morada - Outiz
Data de nascimento - 1866-07-17
Emprego - Criado de servir
Estado - Solteiro
Filiação - Manuel Joaquim Barroso e Joaquina Rosa Pereira Duarte
Naturalidade - Antas
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-03-16
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Filiação - Joaquim José de Oliveira e Rosa Maria
Naturalidade - Landim
Morada - Landim
Data de nascimento - 1866-03-31
Emprego - Pedreiro
Estado - Casado
Filiação - José de Faria e Josefa Rosa da Cunha
Naturalidade - Nine
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-09-10
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Filiação - Lino José de Pinho e Teresa Maria Alves da Costa
Naturalidade - Mouquim
Morada - Louro
Data de nascimento - 1866-05-26
Emprego - Criado de servir
Estado - Solteiro
Filiação - José Pereira de Oliveira e Maria Machado
Naturalidade - Vale S. Martinho
Morada - Vale S. Martinho
Data de nascimento - 1866-08-28
Emprego - Lavoura
Estado - Solteiro
Filiação - António da Costa Macedo e Maria de Araújo
Naturalidade - Louro
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-04-05
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Manuscrito. Recibo de Braga, Seminário de S. Pedro e S. Paulo de esmolas para o jubileu do seminário reunidas na freguesia de S. Tiago de Antas.
Arrematação dos impostos indiretos municipais
Envelope selado com título manuscrito. Contém CP 6868 a CP 6877.
Vedação de terreno
Local - Calendário
Arrematação de alguns impostos indiretos municipais
Grau - Elementar
Idade - 11
Filiação - Joaquim António Areias
Naturalidade - Requião
Classificação - Aprovado
Grau - Elementar
Idade - 14
Filiação - Domingos de Almeida
Naturalidade - Oliveira Santa Maria
Classificação - Aprovado
Filiação - Francisco da Costa Simões e Miquelina Gonçalves da Costa Moreira
Naturalidade - Louro
Data de nascimento - 1877-11-29
Profissão - Carpinteiro
Estado civil - Solteiro
Residência - Louro
Filiação - António Gomes Júnior e Angélica da Costa Leitão
Naturalidade - Jesufrei
Data de nascimento - 1877-12-26
Profissão - Lavrador
Estado civil - Solteiro
Residência - Jesufrei
Filiação - Francisco Cardoso e Ana Pereira
Naturalidade - Requião
Data de nascimento - 1876-02-01
Profissão - Tamanqueiro
Estado civil - Solteiro
Residência - Requião
Filiação - Vitorina
Naturalidade - Caminha
Data de nascimento - 1877-10-10
Profissão -
Estado civil - Casado
Residência - Arnoso Santa Maria
Filiação - José Peliteiro e Carolina Rosa
Naturalidade - Cruz
Data de nascimento - 1877-06-23
Profissão - Pedreiro
Estado civil - Solteiro
Residência - Cruz
Filiação - Tomás da Silva e Maria Rosa Ferreira
Naturalidade - Vila Nova de Famalicão
Data de nascimento - 1877-02-19
Profissão -
Estado civil -
Residência - Brasil
Filiação - António José Gomes de Sá e Maria Josefa de Miranda
Naturalidade - Vila Nova de Famalicão
Data de nascimento - 1876-06-19
Profissão - Criado de servir
Estado civil - Solteiro
Residência - Calendário
Filiação - Maria Rosa
Naturalidade - Oliveira Santa Maria
Data de nascimento - 1877-03-20
Profissão - Carpinteiro
Estado civil - Solteiro
Residência - Oliveira Santa Maria
Filiação - Clemente Araújo Machado e Joaquina Alves Torres
Naturalidade - Joane
Data de nascimento - 1877-06-30
Profissão - Tecelão
Estado civil - Solteiro
Residência - Joane
Filiação - António Alves e Ana de Sá
Naturalidade - Calendário
Data de nascimento - 1877-08-24
Profissão -
Estado civil -
Residência -
Filiação - José Fernandes e Rosa Maria de Jesus
Naturalidade - Vila Nova de Famalicão
Data de nascimento - 1877-02-03
Profissão -
Estado civil -
Residência - Brasil
Filiação - Rodrigo Gonçalves Correia de Abreu e Amélia Rosa de Magalhães
Naturalidade - Mogege
Data de nascimento - 1877-08-23
Profissão - Lavoura
Estado civil - Solteiro
Residência - Mogege
Concelho de Vieira do Minho.
O autor acusa a receção da carta de 29 do mês anterior, de António de Araújo de Azevedo, juntamente com a do Conde de Palma. Informa que já remeteu a do Conde de Oeynhausen, apesar dos Esquadrões ainda não terem chegado de São Paulo. Tem acompanhado Francisco Joaquim [Moreira de Sá], [primo do destinatário], e família e que todos já estão bem adaptados ao país. Refere-se à chegada de Almeida Lima e dos Linhares; e solicita ao destinatário que faça os últimos esforços a seu favor, visto que alguns dos seus credores têm compromissos com a Fazenda Real. Acusa o envio, neste correio, da informação sobre a pretensão de Maximiano Pires da Costa.
Deseja uma rápida recuperação ao [Conde da Barca]. Lembra que os requerimentos que lhe enviou não têm conhecido nenhuma evolução e desconfia mesmo que eles não tenham sido entregues. De qualquer forma, solicita ao destinatário que concorra para que o autor seja despachado, com preferência para a Secretaria [da Marinha e do Ultramar], invocando junto de S.A.R. tanto os serviços que tem prestado como os do irmão Francisco [José Maria de Brito].
Informações sobre o desaparecimento de um escravo.
Comunica ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro], que desde 4 de Junho, data do último Ofício, tem prosseguido os trabalhos do banco e da amarração de navios no recife de Pernambuco.
Informa ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], que remete pela galera "Conde da Barca", e por ordem do Conde de Rio Pardo, dois caixotes de conchas e um de plantas.
Felicita o seu compadre, "Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Marinha" pela elevação a Conde da Barca, [pelo Decreto Régio de 17 de Dezembro de 1817]. Em P.s. informa que todas as irmãs e irmãos do destinatário passam bem.
Na 3.ª página está o endereço do Conde da Barca no Rio de Janeiro.
Comunica que recebeu as informações que o Conde da barca lhe enviou através de [Jácome] Ratton. Informa que o mesmo Ratton mostrou-se apreensivo na concretização dos pedidos que o autor dirigiu ao Conde da Barca [em 2 de Janeiro]. Pede proteção para empreender a viagem para o Brasil, caso o estabelecimento que [Jácome] Ratton projeta, e do qual é associado, for adiado ou inexecutável. Escreverá a Constantino Joaquim de Matos sobre os certificados necessários para receber a decoração que pediu.
Manifesta o seu desejo em se deslocar para o Brasil e empregar-se no serviço de S.A.R.. Pede a Conde da Barca que em pagamento dos vinte anos em que esteve ao serviço do exército português lhe seja concedida a patente de coronel e a decoração da Ordem de Cristo ou de São Bento de Avis. Caso não seja possível a ida para o Brasil pede, em alternativa, a promoção para coronel, com o soldo por inteiro, e uma das decorações juntamente com a autorização para poder regressar a França, sua pátria. Refere-se aos projetos de Jácome Ratton.
O autor, Oficial Maior graduado da Secretaria da Real Junta da Fazenda da Marinha, pede a protecção do [Conde da Barca], para o requerimento que enviou a S.A.R. em que solicitava a Mercê do Hábito da Ordem de Cristo, em atenção ao seubo serviço e ao posto em que se encontra, tal como tem sido praticado com todos os Oficiais maiores Efectivos e graduados de todos os Tribunais.
Sabendo do interesse do destinatário por tudo o que possa contribuir para o bem estar da humanidade, participa a António de Araújo, Ministro e Secretrário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, os resultados obtidos na defumação nítrica segundo o método do Dr. Smith.
Acusa o envio do moinho económico que António de Araújo de Azevedo permitiu que se construísse na Praça, para o Almoxarife do Arsenal Real de Munições de Guerra de Lisboa. Pede ao destinatário que o mande apreciar por homens entendidos e que seja manejado por um bom moleiro para produzir em qualidade e quantidade. Diz que o mesmo já foi experimentado tendo obtido bons resultados. Espera que seja de grande utilidade pública.
Apesar de já ter escrito em outras ocasiões, recomenda à protecção de António de Araújo o Reverendo Cónego Arcipreste Romualdo de Sousa Coelho que se desloca à Corte [do Rio de Janeiro] para em nome do seu prelado felicitar S.M. pela exltação ao trono. Repete que este capitania atravessa momentos dificéis devido ao governo irregular, cujo poder foi usurpado por um dos membros que o compõe e que tem sido despótico para o povo local. Roga ao destinatário para que seja o protector do povo paranaense e que interceda junto de S.A.R. a fim de ser enviado um General ou menos um Ouvidor, para acabar com o despotismo. Informa que após a sua chegada tentou construir um Bergantim, a que deu o nome de "Conde da Barca", e tendo previsto deitá-lo ao marem Setembro, foram-lhe retirados todos os carpinteiros que ali trabalhavam com o falso pretexto de nem trabalhar para uma Escuna de Sua Majestade que nunca mais tem fim. Caso semelhente a outro em que os empregados públicos só se preocupam em atrasar e destruir tudo. Esta situação contradiz a recomendação de S. M. de construção de vazos e navegação. Pede ao destinatário que como está encarregue da repartição [da Marinha e do Ultramar] envie as suas ordens para acabar com os "despotismos occazionadores do atrazo da nossa navegação e comércio local".
Solicita a António de Araújo de Azevedo que lhe seja concedida licença ilimitada conforme o requerimento incluso.
Comunica a visita que o general Junot lhe fez. Agradece a recomendação a seu favor. Espera que V.ª Ex.ª tenha recebido na passada semana o que lhe envou em 1 de Setembro passado. Comunicou a sua memória sobre as Máquinas Hidráulicas a um dos seus amigos na Holanda, e ele achou muito interessantes. Agradece ao destinatário por lhe ter proporcionado os meios de execução.
Informa António de Araújo de Azevedo que completou o moinho de mão para elevar as àguas. Julga que o mesmo trará benefícios para a agricultura, desde o mais pequeno estabelecimento campestre até aos sítios reais, e que até se possa simplificar a Máquina de Marly. Remete, em anexo, a Memória respectiva e a tradução em francês. Pede o envio de um Mestre Carpinteiro do Arsenal de Lisboa para o observar e poder construir um em Lisboa para que S.A.R. o veja e caso o aprove, que recomende a sua ultilização ao público.
O autor informa António de Araújo de Azevedo, [Presidente da Real Junta] da Agricultura, Fábricas e Comércio, as suas observações sobre as pragas que assolam os olivais. Remete a "Memória sobre a Ferrugem das Oliveiras" da autoria de Vicente Coelho de Seabra.
Possui, em anexo, uma nota autógrafa de António de Araújo de Azevedo, sobre a remessa feita pelo Marechal de Campo, de uma Máquina hidráulica e da licença a favor de um soldado do regimento de Artilharia do Alentejo.
Agradece a carta que [o Conselheiro de Estado] António de Araújo lhe dirigiu a informar da mercê que S.A.R. lhe concedeu. Encontrando-se em circunstâncias críticas após uma longa estada em São Paulo o autor informa da sua impossibilidade em ir pessoalmente agradecer ao destinatário mas espera que este motivo não influa na atribuição da Real Mercê e na continuação dos favores do destinatário. Assim que puder efectuará a viagem para prestar os auxílios possíveis à "minha disgracada familia".
Agradece ao amigo António de Araújo de azevedo pelo cuidado manifestado em saber da sua chegada a Londres. Informa que o amigo B. ainda não entregou a c[onta]-c[orrente] e sugere ao destinatário que continue a pressioná-lo para o efeito. O cobre já está a bordo do navio Trafalgar. Ontem entregou a carta a D. S. tendo ele se prestado a cumprir as ordens. Na sequência do pedido de António de Araújo, o autor apurou que será melhor indagar junto dos agentes dos seguradores W. Harrison & Cia.. Se fôr directamente perguntar talvez os mesmos pensem que o será para S.A.R. e o preço subirá. Aconselha o destinatário a fazer outra abordagem e conseguirá obter o "traste" por muito pouco, visto que a obra está perdida. No mesmo navio seguirá a Moldura, a Luzerna e o Santoim. Envia ainda o relógio para Manuel Luís. Diz que ao "nosso D. Domingos" custa-lhe deixar Londres e muito mais "a Franceza que assiste em tudo como se fosse sua propria mulher". Em P.s. informa que não tem conseguido envair as duas cartas para a América.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa ao amigo António de Araújo de Azevedo que neste mesmo paquete segue a resposta à carta. Repete que o destinatário não deve falar ao agente dos seguradores nessa [Corte], mas fazer com que o dono da máquina [a vapor] a ponha em leilão a fim de cobrar o saldo que lhe devem. Assim, o destinatário conseguirácomprá-la por um "saco de farinha". Remete cópia do custo das encomendas, o qual receberá de Dias Santos quando houver ocasião. Aconselha a não descuidar-se de enviar cartas ao Senhor B.. Na primeira parte transcreve a lista de encomendas efectuadas por António de Araújo, e respectivos custos, que seguem no Navio Trafalgar.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Solicita ao amigo António de Araújo de Azevedo que interceda junto do Conde de Aguiar para que este envie um Aviso à Companhia do Alto Douro, nomeando o autor Agente desta Companhia em substituição do falecido Stockler.
Na útlima página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa que recebeu a carta de 12 de Junho e com ela, a que era dirigida a B., a qual já foi entregue. Aguarda por informações sobre o particular para depois informar António de Araújo so resultado. Aconselha o destinatário a escrever-lhe sempre a pedir a conta corrente, enquanto o autor fará os possíveis para conseguir o mesmo. Lembra que o facto do destinatário ter-se esquecido de passar a obrigação em papel selado pode dificultar a operação. Informa que já solicitou o imposto das encomendas a Dias Santos. Depois de consultar os donos da bomba avisará do seu valor. Pede ao destinatário que envie recomendações às mesmas pessoas e os agradecimentos dos seus filhos a Manuel Luís. Comenta a desgraça de Napoleão e manifesta a sua esperança em poder ir a Lisboa cumprimentar S.A.R. e o destinatário.
Na útlima página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa ao amigo António de Araújo que não repondeu à carta de 12 de Setembro, da qual recebeu 1.ª e 2.ª via, por quere primeiro finalizar o negócio com os seguradores. Apresentou-lhes Loureiro e este demonstrou-lhe o estado da bomba através de uma atestação traduzida. Julgam impossível e após várias consultas dispensaram o autor deste negócio particular. Está de acordo com Loureiro visto que sendo essa Fazenda Real credora pelas despesas e frete do transporte para o Rio [de Janeiro] tem o direito de mandar fazer o leilão para receber o que tem direito. Informa que a carta para Brito foi remetida. Repete os agradecimentos pelo Aviso que recebeu com a nomeação da Companhia. Contudo, ainda não trabalha devido à oposição dos outros dois agentes. Já informou a Companhia desta situação e assim que receber a resposta participá-la-à ao destinatário. Entregou as cartas que vinham juntamente com a de 22 de Outubro. Entregará a de Sir Sidney Smith e a bengala assim que ele regressar a Inglaterra. Remete as respostas de B. Recomenda-se a Manuel Luís.
Remete a António de Araújo uma carta do Abade e participa que já tinha enviado as duas que o destinatário tinha solicitado. Espera que o amigo Domingos José Loureiro tenha recebido a ordem para fazer leilão e que o destinatário esteja satisfeito pelo modo como o autor dirigiu este assunto. Está sentido por saber através do Conde de Pahlen que o destinatário estava doente. Deseja-lhe as melhoras. Informa que tem falado com muita prudência com B. e visto que o mesmo se nega todas as vezes que o autor o procura, remete em anexo a carta que lhe escreveu e a resposta à mesma. Se ele der a conta corrente, já não haverá necessidade da obrigação ser feita em papel selado. Faz-se lembrado a Manuel Luís.
Participa a António de Araújo a saída da mala. Informa que foi eleito pela Real Companhia de Seguros para tratar da venda da máquina nessa [Corte do Rio de Janeiro], e cuja ordem vai expedir ao amigo Domingos José Loureiro para fazer o leilão. Diz que com este procedimento, o amigo António Araújo não terá rival na licitação da referida máquina. Informa da carta muito séria que escreveu a B. e pede ao destinatário que quando escrever ao autor que o faça do modo a que possa mostrá-la ao B. e intimdá-lo. Refere-se à mercê recebida pelo destinatário, a qual o autor fez publicar em oito gazeteiros para "fazer morder certa pessoa". Agradece a lembrança do seu peditório e também a aprovação da sua conduta, conforme lhe testemunhou Loureiro.
Na útlima página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Remete ao amigo António de Araújo a carta de B.. Solicitou ao referido B. que remetesse a conta corrente directamente para António de Araújo, e alerta o destinatário para a necessidade de notar os erros ou enganos antes de enviá-la para que o autor possa fazer o balanço. Ainda não desempenha as suas funções, pelo que aguarda pacientemente pela resolução da Companhia. Informa que a filha Mimi foi a Paris, em companhia de uma senhora, e que é portadora de uma caixa de rapé que deverá enviar para o Rio de Janeiro com o letreiro de [António de Araújo]. estimará receber notícias do destinatário e de Manuel Luís.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa que já há algum tempo que se tem sentido incomodado da sua saúde e que se achava abatido quando recebeu a carta de 31 de Julho. Estimou saber que o amigo Conde da Barca goza de melhoras e deseja-lhe um rápido restabelecimento. Refere-se às intrigas e às movimentações de capital da Companhia efectuados pelos "dois nababos" a mando dos "Teologos da panellinha", temendo estes a entrada do autor para o escritório. Informa que o seu sobrinho foi ao Porto onde soube dos Ilustríssimos que o autor estava empregado, tendo os mesmos enviado uma carta para os de Londres a confirmar este facto. Informa que foi José Ferreira, quem arrematou o contrato do tabaco, quem instruiu o sobrinho do autor de tudo a respeito dos Ilustríssimos. Em P.s. informa que mostrou a carta recebida a madame Kieckhoefer.
Recebeu a carta do "nosso" Manel Luís onde este anunciava a boa disposição do Conde da Barca, Conselheiro de Estado, Ministro [da Marinha e do Ultramar]. Informa ao amigo que a sua saúde não é boa. Na de 2 de Julho relatava o que tinha acontecido com o B. e portanto aguarda resposta para principiar o negócio.
Na última página está anotado o endereço do destinatário do Rio de Janeiro.
Informa ao amigo Conde da Barca que está de partida com a família para Lisboa devido ao seu estado de saúde e ao da sua filha Mimi. No dia 11 foi ao Paquete que havia chegado dessa Corte para indagar se havia recebido cartas do destinatário e de Manuel Luís, o que infelizmente não aconteceu. Espera que a saúde de ambos esteja melhor. Informa que parte sábado, ficando a aguardar por notícias em Lisboa, onde espera permanecer durante quatro meses. Espera que os Ilustríssimos já tenham ouvido o "sabonete" pois andam a boicotar a sua entrada há dois anos. Se o Conde da Barca tiver enviado o respeitante a B., não interessa que o autor não esteja em Londres, visto que está tudo preparado para ser iniciado, mesmo que B. não o queira fazer a bem.
Na última página está anotado o endereço do destinatário.
Informa ao amigo António de Araújo de Azevedo que desde a receção da carta de 16 de Junho as conversas que mantinha com o casal Kieckhoefer, eram reservadas ao estado de saúde de António de Araújo. Mas, com a de 16 de Julho, escrita por Manuel Luís, trouxe muita felicidade a todos os amigos por saber do restabelecimento do destinatário. Deseja-lhe a continuação de boa saúde. Pede o envio da conta de B. para tratar da liquidação.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Agradece a carta datada de 27 de Abril do amigo conde da Barca, onde recebeu a notícia do melhoramento da sua saúde. Esteve com o B. o qual lhe certificou que o Conde da Barca era seu devedor. Pede o envio da carta que comprove esta dívida, para poder voltar a comunicar com o referido B.. Participou a Mr. e Mme. Kieckhoefer o que Barca lhe havia solicitado. Ainda tem em seu poder a carta e a bengala. Aguarda pela resposta.
Informa que com a chegada da fragata inglesa renovou-se a alegria pela certeza da continuação da saúde do amigo António de Araújo de Azevedo. Informa que remete os papéis a José Egídio e que ele que faça o que achar oportuno. Diz que a sua pretensão é justa conforme mostram os documentos e que se S.A.R. visse a carta escrita por D. Domingos António de Sousa Coutinho ordenava, sem mais averiguações, que o mesmo fosse rateado como os demais. Certo na justiça, implora pela protecção do destinatário, Conselheiro de Estado, Ministro [da Marinha e do Ultramar]. Ainda está à espera do paquete que trará as notícias da Companhia. Pede a conta de B. e informa que ainda tem em seu poder a bengala. Em P.s. envia saudades ao Dr. Manuel Luís.
Pretende saber da saúde do Conde da Barca, Conselheiro de Estado, Ministro [da Marinha e do Ultramar], e certificar-lhe que, de Falmouth, deu parte da sua retirada para Lisboa. Informa que a sua filha está a melhorar, mas que o autor, ainda teve dois ataques, mas espera poder voltar para Londres em Maio. Participou à Ilustríssima Companhia dos Vinhos os motivos da sua vinda e dias depois remeteu-lhes o requerimento, cuja cópia vai em anexo, bem como a resposta que recebeu do seu correspondente no Porto.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Em virtude de se ter extraviado a carta que seguia no paquete de Maio, devido ao assalto perpetrado pelos corsários americanos, repete as felicitações ao amigo António de Araújo pelo despacho com que S.A.R. o agraciou, notícia que recebeu pelo amigo Loureiro. Informa que correu logo a oito oficinas para fazer publicar a notícia e assim evitar o sucedido quando o destinatário recebeu a Grã-Cruz, onde alguém em Londres pagou para não ser divulgada esta mercê. Também dizia, nas referidas cartas, que os seguradores estão para decidir a respeito da máquina e que já convocaram por duas vezes os administradores portugueses, embora o encontro não se tenha realizado devido à quebra de Palyart e depois pela morte da mulher deste. Diz que D. Domingos proibiu a Palyart de anunciar a quebra [da Fazenda Pública] antes da saída do paquete para essa [corte] para ninguém desse a notícia antes dele e para não assustar o Erário [daí]. Diz que o [Correio] Braziliense terá muito a dizer, visto que Suas Excelências ainda estão Paris enquanto que todos as personagens já estão aqui. Diz ao destinatário que se quiser encomendar algo é só enviar as ordens e que muito sentirá se o pedir a outrém. Não se esquece do Dr. Manuel Luís. Não sabe se ele recebeu o relógio nem se o destinatário ficou satisfeito com o cobre e a moldura.
Recebeu as cartas de 5 e 8 de Janeiro. Informa que ainda não conseguiu alcançar da Companhia a ordem visto que os Directores não puderam levar a tribunal os administradores São Paio e Palyart para explicarem o motivo pelo qual abandonaram a máquina. Espera ter a conclusão deste negócio para enviá-la no paquete seguinte. Remeteu a carta para Estocolmo e a primeira para o Abade, enquanto que a segunda será enviada na primeira ocasião. Diz que o B. é mau homem e que se composta como quem semprefoi fanfarrão. Aconselha o destinatário a penhorar-lhe alguma fazenda ou casas no Porto. Recomenda o portador da carta, o seu amigo particular Barbosa, e felicita o destinatário pelo fim do Tirano. Em P.s. Faz-se lembrado a Manuel Luís.
Informa ao amigo António de Araújo de Azevedo, que recebeu de Dias Santos os valores das encomendas que enviou em Maio do ano passado pelo Navio Trafalgar. Em resposta à carta de 30 de Junho, lamenta não poder dar alguma notícia do B. a respeito das contas e aconselha o destinatário a escrever-lhe a dizer que já não pode aguardar mais tempo e que só espera a resposta para passar uma procuração a outra pessoa, visto que ele poderá não o querer fazer com o autor. Informa que os seguradores pretendem que a Fazenda Real mande fazer um leilão do resgatado e remeta a conta da venda, podendo depois a Fazenda receber o que render. Faz-se lembrado a Manuel Luís, Egídios e Marques. Espera poder ir a Lisboa ver o destinatário.
O autor, [Governador da Guiana Francesa entre 1809 e 1819], [1.º visconde de Queluz em 1825], [e marquês em 1826], felicita António de Araújo de Azevedo pela nomeação para Ministro e secretário de estado da Marinha e Domínios Ultramarinos, salientando que a "urgente necessidade d'uma impulsão progressiva à nossa Marinha Militar; a vastidão da esféra comercial do nosso Imperio, de que ela depende; a espétação em que devem estar as grandes Nações do antigo Mundo sobre os primeiros traços do nosso imenso edificio social; são poderosos agentes para inflamarem o Geno de V. Exa. a produzir coisas maravilhosas."
Informa que parte em breve para Botafogo, ordenado pelo estimável Marreiros e solicita a protecção de Araújo de azevedo para o requerimento, incluso, de António José Baptista de Salles, negociante de Lisboa, o qual tem por objectivo facilitar as especulações mercantis de Portugal e a devolução da indemnização do "Suplemento dos Direitos que, indevidamente, lhe fizerão pagar", através de descontos nos "Direitos que deve pagar das fazendas que troucer a sua Embarcação de volta de sua Especulação à Asia".
Na sequência da carta de 8 de Agosto de 1806, informa ao destinatário que conheceu pessoalmente Mr. Cockrane, maquinista inglês, e expõe as condições exigidas por este para desenvolver o seu trabalho em Portugal.
Refere que as causas do enorme progresso que se faz sentir na indústria têxtil daquela localidade, expondo com particular incidência, o modo de funcionamento e a produtividade da "Scribling-Machine", da "Carding-Machine", e da "Roving-Machine", máquinas estas introduzidas pelo Maquinista inglês Mr. Cockrane, contratado por Mr. Lom, protegido de S.M. o Imperador Napoleão e conhecido de António de Araújo de Azevedo. Revela, ainda, qual o método utilizado na divulgação local da referida maquinaria e tece considerações várias sobre a população activa daquela localidade.
O autor, Contínuo da Mesa do Despacho Marítimo, solicita a protecção do destinatário para o requerimento incluso.
Participa a chegada, no dia 17 de julho, de um cuter inglês, armado em guerra e dos procedimentos que teve até dia 19, altura em que saiu da costa.
