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"Notícias da Vidigueira" (n.º 5) do mês de Maio e Junho de 1995. Possui os seguintes artigos: - Seca a mais, solução a menos - Tourada, rock e exposições na Feira de S. Tiago - Abastecimento de água vai ser melhorado - Sines, Vidigueira, Nisa e Évora em processo de geminação - Com a água não se brinca - Os coitadinhos do País - VII Congresso sobre o Alentejo analisou a situação e apontou caminhos - Mais prática, mais modalidades (Jogos Concelhios) – O «Rei Futebol»; Novos praticantes, novas modalidades - Câmara Municipal da Vidigueira na Expo 98 - Exposição de cerâmica e azulejo - Bento Espinosa e a Vidigueira por José A. Palma Caetano - A Fauna no Concelho de Vidigueira por Manuel Carvalho - Maria Rosa Colaço na Semana da Criança - A visita da grande escritora (Maria Rosa Colaço) - Resumo das deliberações da Câmara - C.M.V. – Edital – Anúncio da realização da Feira de S. Tiago - Cedência e utilização do autocarro - Regulamento de concessão de bolsas de estudo - Serviços Sócio-culturais – Programa de Maio e Junho/95 - Apelo À poupança de água - Bombeiros da Vidigueira distinguem o Município - Medalha de Mérito Municipal para o Vasco da Gama - Encontro de Reformados - Divulgação do programa da CMV na rádio Vidigueira – “Terras de Pão, Gentes de Paz” - Alqueva sim, Alqueva não - Edital – Assembleia Municipal – Comunicação de deliberações da sessão ordinária
O presente livro possui capa em pergaminho com primeira orelha, onde se encontra apenso um atilho em couro que permitiria fechar e atar o livro a um atilho similar que existiria na contracapa, no local que agora se encontra com um rasgão (na horizontal, ao centro). Na frente da primeira folha, número 1, está presente o termo de abertura onde se pode ler que o livro haveria de servir para a receita, despesa e contas da Câmara de Vila de Frades para o ano de 1687. O termo de encerramento está no verso da folha número 48 e, além da informação indicada no termo de abertura, acrescenta que o livro tem 48 folhas, numeradas e rubricadas com a rúbrica “Mendes” usada pelo juiz Bento Mendes que o redigiu e assinou. O verso da folha número 40 encontra-se em branco, tal como, a frente da folha número 48. Passa da folha número 40 para a folha número 46, à qual se segue a 47, encontrando-se ambas em branco.
Fachada principal do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, também conhecido como Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça. Fotografia tirada à parte superior central da fachada. Vemos, na parte inferior da fotografia, o topo do portal de estilo gótico, acima do qual está presente um friso ou arquitrave rendilhada. Acima deste, no segundo andar, destaca-se a enorme rosácea preenchida por um arrendado de pedra. À direita, vemos uma das quatro esculturas que simbolizam as quatro Virtudes Cardeais, neste caso concreto, a Justiça, sendo ainda visível, do lado esquerdo, parte de outra escultura, símbolo da Prudência. No terceiro e último andar encontramos as duas torres sineiras, coroadas por cúpulas. Entre elas consta a imagem da Virgem, que está colocada sobre a coroa real (segurada por dois anjos) e sobre o brasão com as armas de Portugal. Esta fachada, da autoria de Frei João Torreano, foi alterada entre 1702 e 1705 com elementos de estilo barroco. Da fachada antiga apenas restam o portal gótico e a rosácea, sendo difícil conhecer-se o aspecto original da fachada original, destruída em 1531. De acordo com o ideal cisterciense da simplicidade, a igreja não possuiria campanários. Embora não tenham ficado registadas na fotografia, são de mencionar e destacar as imponentes esculturas, de São Bento e São Bernardo, a ladear o portal. É uma das sete maravilhas de Portugal, estando classificada como Património da Humanidade pela UNESCO e como Monumento Nacional, desde 1910, pelo IPPAR. No verso encontramos carimbo onde se lê a seguinte informação: “Filmarte, 7.11.57”.
O autor, Bernardo José de Abrantes e Castro, [1771-1833, fundador e redator do Investigador Português em Londres], pede a [António de Araújo de Azevedo] que apresente ao Conde de Aguiar, [Min. do Reino], a Representação e a "infame" carta inclusas. Pede a S.A.R. que o proteja das acusações e calúnias proferidas pelo Padre josé Agostinho [de Macedo], pelo Dr. Lança e pelos frades da Graça contra si e que já atingiram a sua família em Lisboa e em especial o sogro [José Bento de Araújo] que muito ajudou o estado quando o Conde de Linhares era Presidente do Erário Régio, [entre 1801 e 1803]. Informa que estas acusações tiveram origem na análise que publicou sobre o poema "Gama, ou Gamelada" [de José Agostinho de Macedo]. Refuta as acusações dos mesmos sobre o Estabelecimento do Hospital da Graça, dizendo que este não foi da sua autoria pois só foi reintegrado no cargo de Inspetor [de todos os Hospitais Militares] em 2 de Janeiro de 1808. Cofirma a versão do Dr. Halliday e defende que a Repartição dos Hospitais Militares está a ser roubada em 300 contos de réis por ano. Informa que o Conde de Linhares lhe escreveu a dizer que a substituição do autor no cargo de Inspetor foi injusta. O autor pergunta a António de Araújo porque razão não é então readmitido no cargo de Físico-Mor visto que o cargo está vago.
O autor, Bernardo José de Abrantes e Castro, [1771-1833, fundador e redator do Investigador Português em Londres], lamenta não receber notícias de António de Araújo de Azevedo e só se sente tranquilo sabendo da residência de Manuel Luís [Álvares de Carvalho], no Rio de Janeiro. Informa que se deslocou a Lisboa após ter sido absolvido da condenação [de maçon e jacobino pelo tribunal da Santa Inquisição em 1809], tendo visitado os Governadores do Reino, o amigo José Bento de Araújo, de quem fala na "Memória [sobre a conduta do Dr. Bernardo José de Abrantes e Castro, desde a retirada de S.A.R. para a América, publicado em Londres em 1810]. Informa que pediu a filha deste em casamento, e que só voltou a Londres para solicitar ao Embaixador [Conde do Funchal], a dispensa do jornal, mas acha que não existe ninguém para o substituir. Sugere que o Jornal seja transferido para Lisboa, e S.A.R. pouparia mais dinheiro e os caluniadores ignorantes deixariam de considerá-lo como revolucionário e partidário de Napoleão. Lamenta que Rodrigo Navarro [de Andrade] tenha sido transferido de São Petersburgo para a Sardenha e não para Cádiz. Abrantes e Catro sustenta que as suas profecias políticas estão a ser concretizadas e que esta é uma época de liberdades na Europa, visto que com as derrotas da França na Espanha e na Rússia, Napoleão cairá ou será forçado à paz.
DOMINGUES, António. Filho de Maria da Conceição Domingues, solteira, lavradora, e de Bento José Domingues, casado, lavrador. N.p. de António Luís Domingues e de Ana Fernandes; n.m. de Áurea Domingues, solteira, todos do lugar de Fonte. Nasceu a 21/6/1869 e foi batizado pelo padre JSA a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Joaquim Esteves, casado, lavrador, e Clara Ferreira, casada, lavradeira, de Fonte. // Rural. // Casou na igreja de Alvaredo a 2/5/1897 com Ana, de 27 anos de idade, filha de José Duro e de Carlota Rosa Mendes, lavradores, residentes no lugar de Bouças, Alvaredo. Testemunhas: Emílio José Rodrigues e Henrique da Silva, solteiros, lavradores, alvaredenses. // Às oito horas de 7/3/1915 atirou-se ao rio Minho; sofria de uma grave doença; nesse dia dissera à esposa que ia levar água para as suas propriedades; residia com a esposa e filhos no lugar de Fonte. // Deixou bens. // Pai de Benjamim, de 17 anos de idade em 1915; de Elvira, de quinze anos em 1915; de Maria, de doze anos em 1915; de Manuel, de nove em 1915; e de Franquelina, de seis anos em 1915. // Pai também de António, falecido a 25/7/1907, com apenas um dia de idade.
CASTRO, Aristides. Filho de Rosa de Castro (*), solteira, jornaleira, moradora no lugar dos Esteves. Neto materno de Bento de Castro e de Joaquina Fernandes. Nasceu no dito lugar dos Esteves, Alvaredo, a 2/1/1897 e foi batizado a 7 desse mês e ano. Padrinhos: Ilídio de Magalhães, solteiro, proprietário, do lugar da Barqueira, e Rosa de Abreu, solteira, camponesa. // Foi empregado de comércio. // Casou a 29/9/1920 com Carolina Alves Sanches, de 30 anos de idade, solteira, doméstica, natural e domiciliada no lugar de Canda, filha de José Alves Sanches (já falecido), de Alvaredo, e de Rosa Ledo, do lugar dos Moinhos, Paderne, lavradores. Testemunhas da boda: Manuel Esteves, solteiro, empregado no comércio, do lugar dos Esteves, António Alves Sanches, casado, proprietário, do lugar de Ferreiros, e Maria da Glória Douteiro, casada, doméstica, também do lugar de Ferreiros, todos da freguesia de Alvaredo. // A sua esposa deve ter morrido ainda nova, pois ele casou-se na 8.ª Conservatória de Lisboa com Adélia Gomes a 14/7/1948. // Faleceu na freguesia da Ajuda, Lisboa, a 5/5/1968. /// (*) Rosa de Castro faleceu antes de 1920 (ver Florentina de Castro).
LOBATO, António José. Filho de Francisco José de Sousa Lobato e de Isabel Domingues de Araújo. N.p. de Diogo Luís de Sousa Lobato e de Ana Domingues de Araújo; n.m. de Bento José Domingues de Araújo e de Maria Joana Pereira Bacelar. Nasceu antes de 1850. // Casou com Maria Angélica, nascida em São Paio a 2/5/1849, filha de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro, proprietários e comerciantes, moradores no Cruzeiro, São Paio. // A sua esposa faleceu no lugar do Maninho a 22/3/1900. // Em sessão da Comissão Executiva, realizada a 4/3/1914, foi nomeado, juntamente com Joaquim Besteiro, delegado paroquial «para os efeitos da administração escolar a que se refere o art.º 63 do decreto de 29/3/1911». Nomeado jurado para o 1.º semestre de 1915. // Pai de José Joaquim, nascido em São Paio a 17/11/1883, e de Joaquim António, nascido em Alvaredo a 3/2/1885. // Morou no lugar do Maninho, onde tinha uma loja. // Ele, já viúvo, casou com Teresa de Brito. // Do 2.º casamento parece que não houve filhos.
SANCHES, José. Filho de Joana Domingues, solteira, doméstica, e de Bento Manuel Alves Sanches (perfilhou a criança), solteiro, lavrador, natural da freguesia de Alvaredo. Nasceu em Alvaredo a --/--/1861. // Tinha vinte e sete anos de idade, era solteiro, camponês, morava no lugar de Canda, quando casou na igreja do mosteiro de Paderne a 11/4/1888 com Rosa Ledo, de vinte e oito anos de idade, solteira, doméstica, natural de Paderne, onde morava, no lugar dos Moinhos, filha de José Maria Ledo e de Maria Luísa Fernandes. Testemunhas: António Domingues Caldas, casado, rural, residente no lugar da Sobreira, e José Joaquim Martins da Gama, casado, rural, morador no lugar de Canda. // Faleceu a --/--/1919, sábado. // Residia no lugar de Canda. // Por sua morte foram citados pelo Juízo de Direito da comarca de Melgaço: António Alves Sanches e Salvador Alves Sanches, solteiros, maiores, ausentes em parte incerta do Brasil, e José Maria Alves Sanches, solteiro, maior, ausente em parte incerta de Lisboa, a fim de assistirem a todos os termos até final do inventário a que se procedia por óbito do pai (ver Jornal de Melgaço n.º 1256, de 27/7/1919).
DOMINGUES, Manuel Joaquim (Padre). Filho de João Manuel Domingues e de Maria Rodrigues. Nasceu a 19/4/1878. // Depois da instrução primária frequentou o Seminário das Missões Ultramarinas em Sernache do Bom Jardim; ordenou-se a 25/8/1901 na diocese de Portalegre. // Em 1912 já era pároco da Vila de Melgaço (Correio de Melgaço n.º 2); nesse ano, a uma segunda-feira, quando se preparava para ir em passeio com os amigos à Peneda eis que cai da mula que montava! Ficou ferido sem gravidade, mas teve de desistir da viagem (Correio de Melgaço n.º 10, de 11/8/1912). // Em 1923 vêmo-lo a ainda a exercer o seu munus na dita freguesia de SMP (deve ter saído e voltado em 1936; estivera como missionário em Moçambique e no Brasil alguns anos; seria exonerado de pároco da igreja matriz em 1937; para o substituir foi escolhido o padre António de Jesus Rodrigues, que fora coadjutor do arcipreste, padre Manuel Bento Gomes). // Em 1938 encontrámo-lo como pároco de Ganfei, Valença (NM 409, de 14/8/1938). // Em 1940 é pároco de Castro Laboreiro. // Morreu no lugar da Carpinteira, São Paio, a 21/4/1955. // (ver NM 322, 325, 366, de 29/8/1937).
GONÇALVES, Isabel Maria. Filha de António Gonçalves e de Maria Alves, moradores em Cainheiras. N.p. de Manuel António Gonçalves e de Domingas Ventura Alves; n.m. de António Bento Alves e de Rosa Antónia Fernandes, da Carreira. Nasceu a 8/4/1856. Padrinhos de batismo: avô materno, por procuração de António Esteves, de Cainheiras, e Isabel Gonçalves. // Casou com Jerónimo Fernandes de Barros, comerciante. // Faleceu em Ermezinde, em casa da filha e genro, a 29/9/1934, no estado de casada. // Era mãe de Deolinda da Encarnação Barros Pereira, professora oficial em Ermezinde, e de Maria do Carmo Barros Lopes, professora da escola do sexo feminino de Paderne, Melgaço; e sogra de Sebastião Pereira e de José Luís Lopes, professores respetivamente em Ermezinde e São Mamede de Infesta. Avó do Dr. Henrique Gregório Pereira, médico escolar do Liceu de Bragança, de Júlia Josefina Pereira, professora oficial, de Maria Branca Pereira, formada em Ciências pela Universidade do Porto, e de Maria Isabel Pereira, na altura aluna do 6.º ano do liceu (NM 247, de 7/10/1934). // Irmã do padre Francisco.
GONÇALVES, António José. Filho de José Luís Gonçalves e de Domingas Rodrigues, lavradores. N.p. de Manuel Gonçalves e de Maria Esteves; n.m. de Domingos Rodrigues e de Maria Esteves, todos do lugar de Mareco. Nasceu por volta de 1831 e foi batizado na igreja de Castro Laboreiro. // Tinha 30 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de Rouças a 15/2/1860 com Ana Joaquina, de 32 anos de idade, solteira, batizada em Rouças, filha de Caetano José Vaz e de Maria Ventura Pires, rurais, residentes no lugar do Sobral, Rouças; neta paterna de José Bento Vaz e de Maria José Quintela, de Lobiô, e neta materna de Francisco Pires e de Rosa Josefa Domingues, do Sobral. Testemunhas: padre José Bernardino Durães, do lugar da Igreja, e Francisco António Vaz, casado, lavrador, do lugar de Lobiô. // Camponês. // Morreu no lugar do Sobral, freguesia de Rouças, a 27/4/1897, com todos os sacramentos, com 66 anos de idade, no estado de casado com Ana Joaquina Vaz, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no cemitério de Rouças.
Filha de José Bento Alves, lavrador, de Alveios, Tui, e de Maria Joaquina de Sousa, de Chaviães, moradores no lugar do Casal. Neta paterna de Manuel Alves e de Jacinta Prieto, de Alveios; neta materna de Manuel José de Sousa e de Maria Josefa Esteves, do Casal. Nasceu em Chaviães a 29/9/1866 e foi batizada pelo padre JLBC a 6 de Outubro desse mesmo ano. Padrinho: José Maria Rodrigues, solteiro, mestre-carpinteiro, de São Pedro de Riba do Mouro, Monção. // Casou na igreja da sua freguesia natal a 16/2/1887 com Alberto da Silva, de 25 anos de idade, solteiro, lavrador, natural da freguesia de Covas do Douro, concelho de Sabrosa, morador no lugar do Casal, Chaviães, Melgaço, filho de António Joaquim Lordelo e de Maria das Dores, transmontanos. Testemunhas: Maria de Jesus de Magalhães, solteira, do lugar de Tapada, e Antónia Maria Alves, também solteira, do lugar do Casal. // O seu marido morreu a 10/12/1889, em sua casa de morada, sita no lugar do Casal, Chaviães, com todos os sacramentos, com apenas 28 anos de idade, sem testamento, e foi sepultado na igreja paroquial de Chaviães. // Deixou um filho, Américo Augusto.
Filho de Rosa Teresa Esteves, lavradeira, viúva, do lugar de Aldeia. Neto materno de Maurício José Esteves e de Ana Joaquina Fernandes, do Louridal, Chaviães. Nasceu em Chaviães a 20/5/1855 e foi batizado pelo padre JLBC dois dias depois. Padrinhos: padre Joaquim Luís de Barbosa Coutinho, que o batizara, e Maria Rita, casada, do Outeiro, tia do recém-nascido. // Ex-emigrante no Brasil e proprietário. // Morava na Rua da Calçada de Cima, Vila, quando casou na igreja matriz de SMP a 20/9/1894 com sua prima no 2.º grau de consanguinidade, Maria da Conceição, de 37 anos de idade, solteira, nascida e moradora na Calçada, filha de José Bento Esteves e de Ana Emília Coelho, lavradores, neta paterna de Maurício José Esteves e de Ana Joaquina Fernandes, e neta materna de Agostinho José Coelho e de Ana Joaquina Soares. Testemunhas presentes: Domingos Ferreira Araújo, casado, farmacêutico, morador na Rua Nova de Melo, e Hermenegildo José Solheiro, “brasileiro”, casado, morador na Barronda, Prado. // Ele faleceu na sua casa da Rua da Calçada, SMP, a 4/4/1906, só com o sacramento da extrema-unção, com testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. // Por sua morte foi citado Joaquim da Silva Vidinha, solteiro, comerciante em Pará, a fim de se habilitar à herança. // A sua viúva acabou seus dias na Calçada, SMP, a 2/3/1940. // Sem geração.
Filha de João Moço e de Jerónima Luísa Gomes de Abreu, com o seu domicílio no lugar de Soengas. Neta paterna de Bento Moço e de Rosa Pires, de São João de Crespos, bispado de Ourense; neta materna de António de Abreu e de Ana Luísa Gomes, de Soengas. Nasceu em Chaviães a 30/7/1847 e foi batizada pelo padre AMR a 2 de Agosto desse ano. Padrinhos: Luís Manuel de Abreu e Maria Joaquina de Abreu, de São Gregório, Cristóval. // Casou na igreja da sua freguesia a 26/4/1880 com o seu conterrâneo, Manuel Maria de Matos, de 25 anos de idade, solteiro, residente no lugar da Igreja, filho de Maria de Matos Ferreira. // Faleceu no lugar de Soengas, Chaviães, a --/--/1919, com 71 anos de idade. // A 30/11/1919, pelas doze horas, à porta do tribunal judicial da comarca de Melgaço, ir-se-ia proceder à arrematação de algumas propriedades que lhe pertenceram. Lê-se no Jornal de Melgaço n.º 1270, de 9/11/1919: «estes prédios são arrematados em virtude de deliberação do conselho de família no inventário por óbito de Maria do Carmo Moço, que foi do mencionado lugar e freguesia…»
Filho de Matias António Gomes e de Inês Antónia Vaz, chavianenses. Nasceu em Chaviães por volta de 1812. // Lavrador. // Casou com Maria Joaquina, filha de João Bento Gonçalves e de Maria Josefa, do lugar das Carvalheiras. // A sua esposa faleceu a 5/7/1861, com apenas trinta e um anos de idade, deixando três filhas menores. // Ele voltou a casar, na igreja de SMP, a 18/5/1863, com Rosa Benita, de trinta e nove anos de idade, solteira, costureira, natural da freguesia de São Bartolomeu do Souto, ou Couto, Tui, moradora na Vila de Melgaço, filha de Manuel Prieto e de Luísa de Puga, galegos. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa, sacristão, e Francisco Joaquim Esteves, escrevente na Câmara Municipal de Melgaço. // Morreu a 18/8/1888, em sua casa de morada, sita no lugar da Portela, com todos os sacramentos, menos o da extrema-unção, com setenta e seis anos de idade, casado com Rosa Pinto, sem testamento, e foi sepultado na igreja. // A sua viúva faleceu a 10/4/1899. // Com geração. (ver, em Chaviães, Ana Rosa Prieto).
Filho de Ana Esteves, do lugar do Barraço, Chaviães. Nasceu nesta freguesia de Chaviães em finais do século XVIII. // Exerceu a profissão de boticário, e teve estabelecimento na Rua Velha, Vila de Melgaço. // Casou na igreja de SMP a 18/4/1804 com Maria Joaquina, filha de Manuel Pedro Fernandes e de Maria Teresa Gomes, residentes na Vila, intramuros, e neta materna de Francisco Gomes e de Maria Gonçalves, de Esmariz, Mourentão, Galiza. Testemunhas: JDTS, João Luís Araújo, e AER, mordomo da igreja. // A sua esposa faleceu a 29/3/1805. // Em 1809 era tesoureiro da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // Estava viúvo de Maria Joaquina Fernandes quando casou em segundas núpcias, novamente na igreja de SMP, a 26/7/1814, com Maria Josefa, natural da Vila, filha de Francisco Xavier Rodrigues Torres Salgado e de Rosa Liberata Gonçalves Peres, moradores na sede do concelho. Testemunhas: José Bento da Costa e Matias Joaquim Rodrigues, de Rouças. // Moraram na Calçada, freguesia da Vila. // Enviuvou a --/--/18--. // Ele morreu a 25/3/1858, e foi sepultado na igreja matriz de SMP com ofício de treze padres. // Fizera testamento, tendo nomeado testamenteiro a Manuel José de Puga, da Vila. // Deixou pagas por sua alma vinte missas. // Pai de Manuel Joaquim (da primeira esposa) e de Joaquim José (da segunda esposa).
Filha de Manuel António de Sousa e de Clara Isabel Gonçalves, moradores no lugar de Fonte, Chaviães. Neta paterna de Pedro Rodrigues de Sousa e de Maria Bernarda Pereira; neta materna de Manuel José Gonçalves e de Antónia Maria Alves. Nasceu em Chaviães por volta de 1831. // Casou na igreja de Chaviães, onde fora batizada, a 23/3/1861, com Manuel José Álvares, de 28 anos de idade, solteiro, de Arnoia, bispado de Ourense, filho de Manuel José Álvares e de Maria Rodrigues, lavradores, residentes em Lapela, Arnoia, neto paterno de Bento Álvares e de Manuela Rodrigues, e neto materno de Miguel Álvares e de Manuela Rodrigues (!). Testemunhas: Inácio Luís de Sousa, lavrador, casado, e Joaquim José Esteves, mestre-carpinteiro, também casado, ambos moradores no lugar de Fonte. // Faleceu a 7/5/1882, em sua casa de morada, sita no lugar de Fonte, com todos os sacramentos, com cinquenta e um anos de idade, no estado de casada, sem testamento, com filhos, e foi sepultada na igreja paroquial.
Filho de João Manuel de Sousa e de Maria Joaquina Paz, moradores no lugar de Linhar, Chaviães. Neto paterno de Tomás António de Sousa e de Francisca Domingues Torres, da Bouça; neto materno de Jerónimo Paz e de Isabel Alves, do Linhar. Nasceu em Chaviães a 6/6/1852 e foi batizado pelo padre JLBC dois dias depois. Padrinhos: Bernardo António Gomes de Sousa e Castro Sotomaior e Narcisa Cândida Pereira Barroso (*), residentes na Casa de Gondomar, Remoães. // Casou na igreja da sua freguesia natal a 9/2/1880 com Miquelina Rosa Alves, de 35 anos de idade, solteira, sua conterrânea, residente no lugar de Barraço, filha de José Joaquim Alves e de Maria Rosa Gonçalves. Testemunhas: Daniel de Jesus da Costa, casado, lavrador, e Manuel António Gonçalves, viúvo, mordomo da igreja. // Enviuvou a 8 de Abril de 1900. Nessa altura já residia em Lisboa, na Rua Convento da Encarnação, 23-4.º. // Em 1907 tornou público que Manuel António Pinto, também natural da freguesia de Chaviães, deixava de ser seu procurador. /// (*) Narcisa Cândida era de Prado; devia ser criada de servir na Casa de Gondomar; ela casou em 1857 com Bento Joaquim Azevedo (ver em Prado).
ALMEIDA, Júlio Augusto. Filho de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues, lavradores, de São Gregório. N.p. de Manuel José de Almeida, escrivão do público, e de Maria Joaquina do Outeiro, moradores no lugar do Coto; n.m. de Bento Isidoro Rodrigues, boticário, e de Rosa Maria Salgado, de São Gregório. Nasceu a 27/1/1864 e foi batizado a 30 do dito mês e ano. Padrinho: Júlio Augusto de Sousa Viana, solteiro, estudante, de São Gregório. // Casou com Filomena da Fortuna (*) filha do Dr. José António Abreu Cunha de Araújo (1827-1885), solteiro, da Casa do Rio do Porto, e de Angelina de Jesus Monteiro Guimarães, solteira, de Monção. // Foi redator do jornal “Melgacense”, amador teatral de mérito, exímio pintor de retratos a óleo, etc. // Residiu em Prado, na casa que depois seria de Anselmo Dantas. // Devido ao seu temperamento, viveu dias e dias de carências financeiras, arranjou alguns empregos, mas logo se libertava deles, decidindo então emigrar para o Brasil, onde morreu ainda novo, na cidade de Pará (ver “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, de ACE, volume I, página 430). // Com geração. /// (*) Essa senhora foi gerada na Casa do Rio Porto, SMP, nasceu em 1868, mas os progenitores decidiram expô-la; foi batizada na igreja paroquial de Cunha, junto à Caniça, província de Pontevedra; deve ter sido levada para a dita Casa do Rio do Porto, pois seus pais, apesar de solteiros, viviam juntos; o Dr. José António perfilhou esta filha, mais a irmã, Maria José, a 19/4/1875.
ALMEIDA, Caetano José. Filho de Manuel José de Almeida e de Maria da Ribeira, moradores no lugar do Coto. Neto paterno de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes de Araújo, da Vila de Melgaço; neto materno de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, moradores na Soalheira. Nasceu em Cristóval por volta de 1837. // Tinha 23 anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou na igreja de Cristóval (onde fora batizado), a 8/10/1861, com Josefa Antónia, de 26 anos de idade, solteira, batizada em Paços, filha de Bento Isidoro Rodrigues, boticário, e de Rosa Maria Salgado, moradores em São Gregório; neta paterna de Domingos José Rodrigues e de Luísa Francisca Pires, da Vila de Melgaço; e neta materna de Manuel Joaquim Domingos Salgado e de Francisca Caetana Gomes, de Paços. Testemunhas: Francisco da Silva, casado, alfaiate, e Manuel António Rodrigues, casado, lavrador, moradores no lugar da Porta. // Faleceu a 7/1/1903, em São Gregório, com 66 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério paroquial. // A sua viúva finou-se a 23/2/1921, com 85 anos de idade. // Com geração.
Filho de Manuel Marques e de Joaquina Fernandes. Neto paterno de Bento Marques e de Ana Esteves; neto materno de Francisco Fernandes e de Maria Domingues, todos do lugar da Cela. Nasceu em Cousso a 20/3/1848 e foi batizado no dia seguinte pelo padre Manuel António Gonçalves, pároco, ao tempo, desta freguesia. Padrinhos: Francisco Fernandes e Claudina Fernandes, também do lugar da Cela. (Este assento de batismo só foi feito a 25/6/1876). // Tinha vinte e oito anos de idade, era solteiro, lavrador, e morava no lugar da Cela, quando casou na igreja de Cousso a 12/7/1876, com Claudina, de trinta e um anos de idade, solteira, lavradora, residente no mesmo lugar, filha de António de Carvalho e de Rosa Maria Fernandes. Testemunhas do ato religioso: Cipriano Marques e Francisco Domingues Corga, ambos casados, lavradores, residentes na Cela, Cousso. // Tinha quarenta e seis anos de idade, era viúvo, morava no dito lugar da Cela, quando casou na igreja do mosteiro de Paderne a 23/12/1894 com Engrácia Rosa Esteves, de quarenta e sete anos de idade, solteira, doméstica, natural de Paderne, moradora no lugar de Sainde, filha de António de Jesus Esteves e de Maria Joana Esteves, lavradores, padernenses. Testemunhas: Manuel José de Sousa, casado, agricultor, residente no lugar de Estivadas, e José Fontão, solteiro, criado de servir, morador no lugar da Igreja, ambos os lugares da freguesia de Paderne. // Com geração.
FERNANDES, José Joaquim. Filho de Joaquim Fernandes e de Luísa Ribeiro, moradores no Campo do Souto. N.p. de José Bento Fernandes e de Maria Rodrigues, do Ranhado; n.m. de Manuel Luís Ribeiro e de Maria Luísa Domingues, do Campo do Souto. Nasceu a 4/6/1869 (*) e foi batizado no dia seguinte. Madrinha: a avó paterna, viúva. // Casou na igreja de Cristóval a 12/10/1891 com Delfina Rosa, solteira, de 23 anos de idade, filha de António Rodrigues e de Maria Domingues, lavradores, residentes no lugar da Fonte do Cabo. Testemunhas presentes: José Domingues, solteiro, oficial de carpinteiro, morador no lugar de Pouzadas, e Manuel Cousso, casado, lavrador, residente no lugar da Fonte do Cabo. // Em 1920 estava casado e encontrava-se em parte incerta; nesse ano foi citado pelo cartório do escrivão Soares a fim de assistir a todos os termos do inventário orfanológico a que se procedia por óbito de sua mãe (Jornal de Melgaço n.º 1309, de 31/10/1920). /// (*) No assento de casamento o padre chama-lhe apenas José, e diz que tem 25 anos de idade.
DOMINGUES, António Cândido. Filho de Manuel Caetano Domingues e de Maria Tomásia Domingues, moradores no lugar do Ramo. Neto paterno de Manuel José Domingues e de Maria Pires, de Soutomendo, Fiães; neto materno de António José Domingues e de Luísa Pires, do Ramo, Cristóval. Nasceu a 4/2/1849 e foi batizado a 11 desse mês e ano. Padrinho: Domingos António Lopes, solteiro, da Vila de Melgaço. // Rural. // Casou na igreja de Cristóval a 30/6/1888 com Albina Rosa, solteira, nascida a 2/3/1868, filha de António de Brito e de Maria Joaquina Durães, moradores no lugar do Sobreiro. Testemunhas presentes: José Maria Quintela, casado, lavrador, residente no lugar do Ramo, Luís Vicente Trancoso, casado, lavrador, do mesmo lugar, e José Joaquim de Brito, casado, morador no lugar de Viladraque, Paços. // A sua esposa faleceu em Cristóval a 20/8/1891. // Casou em segundas núpcias, na igreja de Cristóval, a 1/11/1891, com Maria Joaquina, solteira, nascida a 9/12/1866, filha de José Bento Rodrigues e de Fortunata de Jesus, lavradores, residentes no lugar do Pico. Testemunhas presentes: José Maria Quintela, viúvo, José Gonçalves, solteiro, ambos lavradores, residentes no lugar do Ramo. // Faleceu no lugar do Ramo a 7/12/1904, com todos os sacramentos, com cinquenta e seis anos de idade, casado, sem testamento, e foi sepultado no cemitério. // Com geração.
QUINTELA, Caetano. Filho de Jerónimo José Quintela, do lugar de Marga, e de Maria Rosa Pires, do lugar do Regueiro, rurais. N.p. de Manuel Luís Quintela e de Maria Luísa Pires; n.m. de João Pires e de Rosa Pires. Nasceu a 8/8/1837 e foi batizado a 11 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano Manuel do Souto e sua irmã, Antónia do Souto, cristovalenses. // Lavrador. // Casou na igreja de Cristóval a 11/7/1859, com Benedita, filha de José Maria Pires (Pereira?) e de Rosa Domingues, do lugar do Sobreiro. Testemunhas: Manuel Joaquim Marques e José Quintela, ambos do Campo do Souto. // Depois de ficar viúvo de Benedita contraiu novo matrimónio, na mesma igreja, a 28/2/1867, com Maria de Jesus, de 20 anos de idade, mais ou menos, solteira, exposta, batizada «sub conditione» na igreja de Cristóval a 25/2/1867, moradora no lugar do Sobreiro. Testemunhas: Manuel Joaquim Pires, do Sobreiro; José Bento Rodrigues, do Pico; e Manuel Pires, de Marga, todos casados, lavradores. // Faleceu no lugar do Regueiro a 5/9/1898, casado, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério. // Gerou filhos em ambas as esposas.
PIRES, Manuel. Filho de Luís Pires e de Maria Marques (ou Vasques), moradores nos Casais, Cristóval. Foi batizado na freguesia de Quintela, Galiza, por volta de 1829. // Lavrador. // Casou na igreja de Cristóval a 22/11/1852, com Clara, filha de António Bento da Silva e de Maria Joaquina Rodrigues, do Pico. Testemunhas: Manuel Joaquim Meleiro, de Pousafoles, Fiães, e Francisco da Silva, irmão da noiva, de Carvão. // Tinha 50 anos de idade, estava viúvo de Clara Silva, quando contraiu novo matrimónio, na igreja de Cristóval, a 24/12/1879, com Caetana Luísa [de Castro], de 37 anos de idade, solteira, batizada em Paderne, filha de Ana Maria Rodrigues, da Várzea, Paderne. Testemunhas: Manuel Francisco Rodrigues, casado, lavrador; Francisco José Rodrigues, solteiro, alfaiate, moradores no lugar da Porta; e Francisco Lourenço, solteiro, lavrador, de Marga. // Caetana Luísa de Castro faleceu no lugar dos Casais a 30/8/1899, com 47 anos de idade, com todos os sacramentos, sem filhos, com testamento a favor de uma sobrinha menor, e foi sepultada no cemitério de Cristóval. // Ele morreu a 22/12/1905, no lugar dos Casais, Paços, e foi sepultado no adro da igreja.
SANTOS, Amália. Filha de António Correia dos Santos e de Maria de Sousa Viana, moradores no lugar de São Gregório. Neta paterna de Luís Correia [dos Santos] e de Margarida da Costa, da freguesia de São João da Madeira, bispado do Porto; neta materna de António José de Sousa Viana e de Rosa Durães, de São Gregório, Cristóval. Nasceu na freguesia de Cristóval a 28/8/1867 e foi batizada na igreja a 2 de Setembro desse ano. Padrinho: José Joaquim de Sousa Viana, casado, proprietário, paroquiano da Vila de Monção. // Casou em Melgaço a 17/7/1887 com Domingos, nascido em Ribeira da Pena, São Salvador, em 1861, filho de António Ferreira de Araújo e de Maria Rita da Costa. // Tiveram farmácia na Rua do Rio do Porto, SMP. // Faleceu na Vila de Melgaço a 27/12/1936, às dezasseis horas, no estado de viúva (ver Notícias de Melgaço n.º 337, de 3/1/1937, página 5). // Mãe de Amália Augusta, casada com Manuel José Solheiro; de Ludovina, casada com Bernardo Gonçalves da Cunha; de Madalena, casada com José de Sousa Leitão; de Sidónia, casada com Jorge de Sousa Lobato. // É bisavó do jornalista Pedro Leitão, residente em Braga, fundador do jornal «Fronteira Notícias», e prima do arcipestre Manuel Bento Gomes, que foi pároco de Rouças, e de António Alberto Outeiro Esteves. // (Ver Maria Sousa Viana).
SALGADO, Manuel Ventura [Domingues]. Filho de José Bento [Domingues] Salgado, natural de Paços, e de Maria Inocência Ribeiro, natural de Cristóval, onde moravam, no lugar do Sobreiro. Neto paterno de João Domingues Salgado e de Isabel Vaz; neto materno de Manuel Ventura (Nunes de Figueiredo) Ribeiro e de Antónia Maria Domingues. Nasceu em Cristóval a 15/10/1803 e foi batizado na igreja no dia seguinte. // Lavrador. // Casou na igreja de Cristóval a 26/2/1835, com Francisca Bernardes Rodrigues, nascida na freguesia de Paços a 26/4/1815, filha de Manuel Joaquim Rodrigues, natural de Chaviães, e de Maria Rosa Bernardes, natural do Outeiro, Paços. Testemunhas: António Esteves, do lugar da Porta, Cristóval, e João da Silva, do lugar do Outeiro, Paços. // Morreu no lugar da Sobreira a 26/1/1894, com 90 anos de idade, no estado de viúvo da dita Francisca, só com a extrema-unção, sem testamento, e foi sepultado na igreja. // Com geração. // É avô do Dr. Rodrigo José Rodrigues (1879-1963), médico militar, político, ministro do Interior no V governo da 1.ª República.
MARQUES, António Eduardo. Filho de Caetano José Marques e de Albina Ventura de Barros, negociantes, moradores no lugar de São Gregório. Neto paterno de Bento José Marques e de Ana Esteves, do lugar da Cela, Cousso, concelho de Valadares; neto materno de José Bernardo de Barros e de Francisca Domingues, de São Gregório, Cristóval. Nasceu a 9/4/1854 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: António Joaquim de Barros, tio do neófito, e a avó materna, Francisca Domingues. // Proprietário. // Casou na igreja de Cristóval a 29/7/1889 com a sua sobrinha, Germana Augusta, solteira, de 21 anos de idade, filha de Manuel José de Araújo e de Claudina Marques, negociantes, residentes na Rua Verde de São Gregório. Testemunhas presentes: padre Luís Manuel Marques, e Júlio de Sousa Viana, solteiro, moradores no lugar de São Gregório. // Faleceu no lugar de São Gregório a 16/8/1895, no estado de casado, sem sacramentos, sem testamento, e no dia seguinte foi sepultado no jazigo de Vitorino Monteiro, com sua licença. // Deixou duas filhas.
VAZ, Aires. Filho de Joaquim Vaz e de Maria Esteves, lavradores, residentes no lugar de Cima. Neto paterno de Manuel José Vaz e de Rosa Maria Pereira; neto materno de Domingos Esteves e de Maria Rosa de Sousa. Nasceu em Cubalhão a 19/7/1862 e foi batizado na igreja católica da localidade a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Luís Vaz e sua mulher, Albina Domingues, lavradores, do lugar de Cima. // Alfaiate. // Casou na igreja católica de Fiães a 10/12/1888 com Maria Albina Alves, de 27 anos de idade, solteira, camponesa, natural e moradora no lugar de Balsada, Fiães, filha de Pedro Bento Alves, natural de São Pedro de Leirado, bispado de Ourense, e de Isabel Marques, natural de Fiães, Melgaço, lavradores. Testemunhas presentes: António Joaquim Alves, Francisco António Alves, e Manuel Joaquim Alves, todos solteiros, lavradores, residentes no lugar de Ladronqueira. // Os noivos declararam ao sacerdote, e às testemunhas, que eram pais de uma criança do sexo feminino, chamada Maria de Jesus, batizada na igreja de Fiães a 22/5/1885, a qual ficava agora perfilhada.
ALVES, Manuel José. Filho de Prudente Alves, galego, e de Maria Luísa Domingues, portuguesa, de Lamas de Mouro, moradores em Alcobaça, Fiães. N.p. de Manuel Alves e de Rosa Esteves, de Monte Redondo, bispado de Ourense, Galiza; n.m. de Bento Domingues e de Isabel Domingues, do lugar de Alcobaça, Melgaço. Nasceu a 2/5/1859 e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Afonso, por procuração que deu a Joaquim Alves, viúvo, de Ladronqueira, e sua mulher, Isabel (?) Maria Rodrigues, de Alcobaça. // Lavrador. // Casou na igreja de Fiães a 3/8/1890 com a sua conterrânea Mariana Esteves, de 22 anos de idade, solteira, camponesa, do lugar do Faval, filha de Manuel José Esteves e de Maria Rosa Marques. Testemunhas presentes: Manuel Joaquim Domingues, solteiro, lavrador, do lugar da Congosta, e Manuel Joaquim Alves, solteiro, camponês, de Ladronqueira. // Faleceu em Balsada a 4/9/1893, casado com a dita Mariana Esteves, só com os sacramentos da confissão e da extrema-unção, sem testamento, e foi sepultado na igreja. // Deixou uma filha.
DOMINGUES, Manuel Luís. Filho de Manuel José Domingues e de Maria Teresa Domingues, lavradores, residentes no lugar de Cima. Neto paterno de Bento Domingues e de Rosa Gregório; neto materno de Manuel Francisco Domingues e de Tomásia Rodrigues, todos do dito lugar de Cima, Lamas de Mouro. Nasceu a 17/6/1877 e foi batizado na igreja paroquial a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Luís Domingues, natural de Castro Laboreiro, e Joaquina Domingues, solteira, lavradora, tia do bebé, residente no lugar de Cima. // Era solteiro, lavrador, morava no lugar de Cima, quando casou na igreja da sua freguesia de nascimento a 6/5/1901 com Joaquina Rosa Domingues, de 26 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Domingos Domingues e de Isabel Esteves, naturais do lugar de Campelo, Castro Laboreiro, residentes na freguesia de Lamas de Mouro. Testemunhas: António Domingues, solteiro, do lugar de Cima, e António Domingues Calado, solteiro, do lugar da Touça, os dois lugares de Lamas de Mouro. // Ambos os cônjuges faleceram na freguesia de Chaviães: a esposa a 18/5/1945 e ele a 9/1/1966. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1585, de 30/1/1966: «LUTUOSA – Após prolongado sofrimento faleceu no dia 9 do corrente, no lugar da Nogueira, o senhor Manuel Luís Domingues, viúvo, de 89 anos de idade, natural de Lamas de Mouro e aqui residente há muitos anos. O seu funeral, realizado no dia seguinte para o cemitério desta localidade, teve grande acompanhamento. A toda a família enlutada endereçamos as nossas condolências.»
FERNANDES, Manuel. Filho de Bento Fernandes e de Maria da Conceição Duque, lavradores, residentes no lugar de São Cosme. Neto paterno de António Joaquim Fernandes e de Ana Maria Domingues, camponeses, moradores no lugar do Cerdeiral; neto materno de João Manuel Duque e de Luísa Maria Rodrigues, lavradores, residentes no lugar de São Cosme. Nasceu na Gave a 12/4/1885 e nesse mesmo dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: Luís Fernandes, solteiro, tio paterno do batizando, morador no lugar do Cerdeiral, e Rosa Duque, solteira, tia materna do mesmo, lavradeira, residente no lugar de São Cosme. // Rural. // Casou na igreja da Gave a 1/9/1910 com Maria de Jesus Fernandes, de 24 anos de idade, solteira, camponesa, sua conterrânea e parente, filha de Manuel Joaquim Fernandes e de Luísa Rosa Esteves. // A 24/4/1920 deu uma grande tareia em seu pai por causa de uns pastos; o velhote morreu no dia seguinte (ver a biografia do pai). Fugiu para o Brasil, mas foi preso no Rio de Janeiro pela polícia e entregue ao cônsul de Portugal nessa cidade, que o recambiou para Portugal a fim de ser julgado pelo crime cometido. // Morreu em Campo Grande, Mato Grosso, Brasil, a 9/12/1953. // Pai de Felisbela, de Isaías, e de Solidária.
ESTEVES, Manuel. Filho de Luís António Esteves e de Ana Maria Duque, lavradores, residentes no lugar da Baldosa. Neto paterno de António Esteves e de Luísa Domingues, camponeses, moradores no lugar da Lagarteira, Parada do Monte; neto materno de Caetano Manuel Duque e de Rosa Fernandes, lavradores, residentes no lugar da Baldosa, Gave. Nasceu na freguesia da Gave a 2/3/1884 e no dia seguinte foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: Manuel Domingues Ramos, viúvo, e Maria Luísa Duque, solteira, ambos moradores no mesmo lugar. // Tinha apenas 18 anos de idade, era solteiro, lavrador, morava em casa de seus pais, quando casou na igreja paroquial a 26/5/1902 com a sua conterrânea Albina Pires, de 33 anos de idade, solteira, camponesa, batizada na igreja de Parada do Monte, filha de Bento Pires, natural de Parada do Monte, e de Maria Duque, natural da Gave. Testemunhas presentes: José Esteves, casado, rural, da freguesia de Parada do Monte, e Albano José Domingues, casado, camponês, gaviense. // Faleceu no lugar da Baldosa, Gave, a 22 de Julho de 1940 (confirmar).
ENES, Constantino. Filho de Luís Enes, natural de Virtelo, Cousso, e de Maria Josefa Gregório, natural da Gave, onde residiam, no lugar de São Cosme. Neto paterno de António Bento Enes e de Maria Rodrigues; neto materno de Manuel Luís Gregório e de Ana Maria Gregório. Nasceu na Gave a 17/7/1876 e foi batizado na igreja católica local a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Alves e sua mulher, Maria Luísa Enes, parentes do batizando, de Aldeia de Virtelo. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, proprietário, quando casou na igreja da sua terra natal a 19/6/1902 com a sua conterrânea e parente Maria Rosa Alves, de 16 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Manuel Joaquim Alves e de Maria Balbina Rodrigues. // Em Janeiro de 1918 tomou posse de membro da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia da Gave. Além dele faziam parte: José Pereira, António Joaquim Fernandes, Justino Domingues (do Val), e Agostinho Domingues. // Faleceu na Gave a 26/2/1933. // A sua viúva finou-se a 2/4/1963.
DOMINGUES, António da Cruz. Filho de Joaquim Domingues e de Rosa Pereira, lavradores, residentes no lugar de Cima, Lamas de Mouro. Neto paterno de Manuel Domingues e de Clara Domingues; neto materno de José Bento Pereira e de Rosa Teresa Domingues. Nasceu em Lamas de Mouro a 25/10/1910 e a 29 desse mês e ano foi batizado na igreja matriz. Padrinhos: António Domingues e Maria Domingues, solteiros, camponeses, moradores no lugar de Cima. // Lavrador. // Casou na CRCM a 8 de Junho de 1932 com Albina Esteves, filha de Felisménia Esteves, nascida em Parada do Monte a 17 de Janeiro de 1888, portanto mais nova do que o marido 21 anos! // Moraram em Lamas do Mouro, no lugar de Cima. // A sua esposa faleceu a 12/1/1954, com 65 anos de idade, envenenada por Laurinda Alves, natural de Pomares, Paderne, Melgaço, mais conhecida por “Palina”, a fim de lhe roubar o marido, que já era amante da criminosa, tendo-se provado em tribunal que ele era conivente. // Tanto ele como a “Palina” foram condenados a graves penas de prisão. // Casou em segundas núpcias, na igreja de Paderne, a 29/10/1966, com Maria Armanda Domingues, de 29 anos de idade, natural da freguesia de Paderne, filha de Joaquina Rosa Domingues. // Faleceu em Paderne a 26/11/1981.
LOPES, Rita. Filha de Bento Lopes e de Rosa Rodrigues, residentes em Beleco (*). Neta paterna de Rosa Lopes, solteira, do Campo das Bouças; neta materna de Francisco Rodrigues e de Maria Joaquina Pires, de Beleco, todos lavradores. Nasceu a 9/5/1875 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Luís Rodrigues da Costa, “brasileiro”, natural de Paços, e sua mulher, Rita Maria de Carvalho, da cidade de Caldas, província de Minas, Brasil. // Casou a 13/4/1903 com José Joaquim Douteiro, seu conterrâneo. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 116, de 5/7/1931: «Faleceu no dia 1 do corrente, após atroz sofrimento, a senhora Rita Lopes, do lugar de Beleco, da freguesia de Paços, cujo funeral se realizou no dia 2, que foi muito concorrido. A finada era irmã do nosso estimado amigo, assinante e correspondente, senhor António Dâmaso Lopes, digno professor oficial em São Mamede de Infesta, e mulher do senhor José Joaquim Douteiro…» // Mãe de António de Lurdes (Rita) e de Júlia Claudina. /// (*) Os pais da batizanda casaram na igreja de Paços a 27/3/1872; o noivo tinha 24 anos de idade, era solteiro e morava no Campo das Bouças; a noiva tinha 30 anos de idade, era solteira, lavradora, e morava em Beleco. Testemunhas: Bernardo Soares e Constantino Domingues, solteiro, pacenses.
DOUTEIRO, José Joaquim. Filho de Manuel Joaquim Douteiro e de Maria Pires, lavradores, de Merelhe. Neto paterno de José Luís Douteiro e de Maria Rosa Gomes; neto materno de Francisco António Pires e de Joaquina de Castro. Nasceu em Paços a 27/3/1878 e foi batizado a 31 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno, casado, e sua filha Francisca Pires, solteira, lavradores, das Granjas. // Rural. // Casou na igreja de Paços a 13/4/1903 com Rita Lopes, de 27 anos de idade, solteira, camponesa, natural do lugar de Beleco, Paços, filha de Bento Lopes e de Rosa Rodrigues. Testemunhas presentes: Jerónimo Fernandes e sua filha Deolinda da Encarnação, solteira, ambos moradores no lugar do Outeiro. // Em sessão da Câmara Municipal de 4/3/1914 foi nomeado, pela Comissão Executiva, delegado paroquial para os efeitos da administração escolar a que se referia o artigo 63 do decreto de 29/3/1911; junto com ele foi nomeado José Albano Gonçalves. // Enviuvou a 1/7/1931. // Morreu na freguesia de Paços a 8/3/1955. // Pai de António de Lurdes Douteiro (Rita) e de Júlia Claudina Douteiro.
DOUTEIRO, António de Lurdes (Rita). Filho de José Joaquim Douteiro e de Rita Lopes, lavradores, residentes no lugar de Beleco. Neto paterno de Manuel Joaquim Douteiro e de Maria Pires; neto materno de Bento Lopes e de Rosa Rodrigues. Nasceu em Paços a 24/1/1908 e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: António Dâmaso Lopes, solteiro, professor da instrução primária, e Rosa da Natividade Esteves, solteira, doméstica, natural de Paderne. // Foi negociante no tempo da guerra civil espanhola e II Guerra Mundial, com cujo negócio arranjou uma pequena fortuna, tornando-se um proprietário médio. // Casou na CRCM a 27/12/1933 com Alzira Rosa, filha de Manuel António Pires e de Ana Rosa Esteves, nascida em Cristóval a 12/12/1910. Moraram nos Casais, freguesia de Cristóval, numa bela vivenda. // Morreu a 19/7/1990, na freguesia de Ramalde, Porto. // A sua viúva finou-se a 10/5/1996, em Espinho, na casa de familiares, com 85 anos de idade. // Pai de Glória de Lurdes, e sogro do industrial José António de Sá (falecido em 1996). Avô do Dr. José António Douteiro e Sá, casado com Maria Cristina Vieira Pinto; da Dr.ª Maria Cristina Douteiro e Sá, casada com o Dr. Vítor Hugo Carvalho da Silva; e da Dr.ª Maria Teresa Douteiro e Sá, casada com o Dr. Fernando Rogério Castro Ramos Pereira.
ENES, António. Filho de João Batista Gonçalves Enes, guarda da Alfândega, natural de São Bartolomeu do Mar, Esposende, e de Francisca Caetana Domingues, de Paços, moradores em Beleco. N.p. de António Gonçalves Enes e de Teresa Martins Cepa; n.m. de Luís Manuel Domingues e de Maria Rodrigues. Nasceu a 13/5/1887 e foi batizado no dia seguinte. Madrinha: Maria Domingues, solteira, lavradora, tia materna do batizando. // Em virtude de seus pais terem falecido, sua madrinha e tia materna, Maria Domingues, levou-o à Câmara Municipal no dia 8/2/1893 a fim de ser admitido no hospício, ficando registado no livro dos expostos sob o n.º 382. // As autoridades camarárias decidiram deixá-lo com a madrinha, agora no papel de ama, pagando-lhe cerca de 800 réis mensais. // Faleceu em Paços a 18/8/1956. // Nota: seus pais casaram na igreja de Paços a 19/3/1882. O noivo tinha então 36 anos de idade e era solteiro. A noiva tinha 34 anos de idade, era também solteira, lavradora. Testemunhas do ato religioso: Bento Lopes e Bernardina Rodrigues, lavradores, residentes em Beleco.
AFONSO, António. Filho de Plácido Afonso e de Crisanta Martins, rurais, de Santa Marinha da Ribeira, Colegiada de Crescente, Galiza. Nasceu na Espanha por volta de 1820. // Exerceu a profissão de alfaiate. // Casou na igreja de Paços a 12/1/1841 com Maria Luísa, filha de João Manuel Domingues e de Jacinta Alves, do Coto, Paços. Testemunhas presentes: padre AMG e Bento Manuel Ribeiro, do Casal. // Tinha 60 anos de idade, era lavrador, viúvo de Maria Domingues, morava no lugar do Coto, quando casou de novo, na igreja de Paços, a 16/9/1880, com Prudência, de 33 anos de idade, solteira, lavradora, de Ferreiros, freguesia de Entrimo, bispado de Ourense, filha de Aniceto Fernandes e de Romana Rodrigues. Testemunhas presentes: António Monteiro, estudante no Seminário de Braga, da Grova, e António Joaquim Durães, bacharel em Direito, de Sá, ambos de Paços. // Morreu a 24/12/1906, em sua casa, sita no lugar do Coto, Paços, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de viúvo, com testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja de Paços.
ESTEVES, Manuel José. Filho de António José Esteves e de Antónia Maria Vaz, moradores no lugar das Granjas, Paços. N.p. de Bento Esteves e de Isabel Esteves, do dito lugar; n.m. de Manuel José Vaz e de Sebastiana Maria Esteves, da Corga. Nasceu a 29/2/1816 (devido ao calendário, só festejaria o seu 1.º aniversário quatro anos depois!) e foi batizado a 3/3/1816. Padrinhos: Manuel José Esteves e sua mulher, Maria Ventura do Outeiro, das Granjas. // Rural. // Casou na igreja de Paços a 6/6/1842 com Maria Luísa, filha de Caetano Manuel Alves da Costa e de Ana Joaquina Alves, todos da Corga, Paços. Testemunhas presentes: Manuel Pereira e Manuel Joaquim do Souto, solteiros, de Merelhe. // Faleceu no lugar da Corga, freguesia de Paços, a 3/2/1899, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de viúvo, com testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja paroquial. // Nota: os seus pais casaram em Paços a 29/4/1814. O noivo era neto paterno de João Esteves e de Gracia Gomes, das Granjas, e neto materno de Alexandre Esteves e de Maria Esteves, de Gondufe, Chaviães; ela, noiva, era neta paterna de Manuel Vaz “Carvalheira” e de Sabina Rodrigues, de Merelhe, e neta materna de João Esteves e de Perpétua Alves, da Corga, todos de Paços. Testemunhas: padre Francisco Caetano Mendes Bacelar e Manuel José Esteves, das Granjas.
ALVES, Manuel. Filho de Delfina Alves, solteira, doméstica, moradora no lugar de Queirão. Neto materno de Miguel Alves e de Maria Joana Alves. Nasceu em Paderne a 1/4/1903 e foi batizado na igreja a 4 desse mês e ano. Padrinhos: Bento Manuel Domingues, casado, lavrador, e Maria Domingues, casada, doméstica. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 221, de 28/1/1934: «No dia 22 respondeu no tribunal desta comarca, em processo correcional que lhe moveu o Ministério Público, pelo crime de furto, Manuel Alves, de Queirão, Paderne. Foi condenado em cinco meses de prisão correcional, levando-se-lhe em conta o tempo de prisão sofrida, em 25 dias de multa a 2$00 por dia, 300$00 de imposto de justiça e acréscimos legais, e ainda de 300$00 de indemnização ao queixoso, senhor reverendo padre Manuel José Pereira. Foi defensor oficioso o senhor Dr. Abreu Junior.» (Será ele?) // Casou em primeiras núpcias com Felisbela Esteves, a qual faleceu em Alvaredo a 11/12/1947. // Casou novamente, na igreja de Paderne, a 31/10/1953, com a sua conterrânea Aurora das Dores Gregório. // Morreu em Miragaia, Porto, a 23/7/1959.
PIRES, José Severino. Filho de Francisco Joaquim Pires, soldado da Guarda-Fiscal, e de Venceslã Douteiro, moradores no lugar do Outeiro, Paços. N.p. de José Pires e de Maria Salgado; n.m. de José Bento Douteiro e de Maria Esteves, esta de Cristóval. Nasceu a 19/6/1890 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: José Bailão, solteiro, lavrador, de Sá, e Júlia Pinheiro, solteira, do Outeiro. // Foi emigrante no Brasil. // Casou com Maria Florinda Monteiro a 22/1/1937. // Em 1938 fazia parte, mais Manuel José Vaz, da Ferraria, da Comissão das Festas da Senhora de Lurdes, em Merelhe. // Lê-se no livro “Vil perseguição a um advogado por um delegado do Ministério Público”, escrito pelo Dr. José Joaquim de Abreu, página 99, ano de 1955: «… para depor falsamente no processo crime que por participação de Aníbal Adelino de Brito, casado, lavrador (…), correu termos contra José Severino Pires, casado, lavrador, do lugar do Outeiro…» // Morreu em Paços a 14/6/1960. // Nota: os pais de José Severino casaram na igreja de Paços a 7/10/1889. O noivo tinha 31 anos de idade e era solteiro; a noiva tinha também 31 anos e era solteira. Ambos de Paços. Testemunhas: José Bailão e Júlia Pinheiro.
RANHADA, António José. Filho de António Maria Guerreiro Ranhada, proprietário, natural de Vilar de Mouros, Caminha, e de Maria Júlia de Abreu, doméstica, natural de Paderne, Melgaço, moradores no lugar do Peso. Neto paterno de Domingos José Ranhada e de Ana Rosa Guerreiro Ranhada; neta materna de José Ventura de Abreu e de Lucinda de Castro. Nasceu em Paderne a 19/4/1902 e foi batizado na igreja a 27 de Maio desse mesmo ano. Padrinhos: José Bento Pereira, casado, proprietário, e Maria da Conceição Maldonado, casada, proprietária. // A 12/8/1914 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, Vila, ficando aprovado. // Casou na igreja de Prado a --/--/1927 com Corina Augusta, filha de António José Ribeiro e de Corina Augusta Esteves de Araújo (casaram na CRCM a 25/4/1942). Residiram no Peso. // A 17/10/1934 foi preso pelo agente da PIDE Branquinho, quando regressava de Espanha; a seguir foi libertado. // Morreu em Paranhos, Porto, a 19/3/1985. // A sua viúva faleceu em Viana do Castelo a --/--/1992, dia de Páscoa. // Com geração (ver em Prado).
MONTEIRO, Marcelina Rosa. Filha de Bento Manuel Monteiro, de Remoães, e de Maria José de Sousa Lobato, de Paderne, proprietários, moradores na Quinta da Torre, Paderne. N.p. de Ana Joaquina Monteiro, solteira, lavradora, residente em Remoães; n.m. de Vitorino José de Sousa Lobato e de Maria Benedita Durães, lavradores, residentes em Gondomar, Remoães. Nasceu em Paderne a 5/8/1886 e foi batizada a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António de Sousa Lobato, de Remoães, e esposa, Marcelina Rosa Rodrigues, de Paderne, rurais, moradores no lugar do Convento, Paderne. // Casou na igreja do mosteiro a 8/2/1909 com Rodrigo António de Jesus Ferreira, de 22 anos de idade, solteiro, proprietário, nascido e batizado na freguesia do Senhor do Bonfim, Porto, onde residia, filho natural de António Manuel Junior, proprietário, e de Margarida Rosa de Jesus, doméstica, naturais do Bonfim. Testemunhas: José Maria de Sousa Pinto, proprietário, morador em Remoães, e António Rodrigues de Oliveira, casado, professor oficial. // Foi decretado o divórcio definitivo por sentença de 15/3/1923, proferida no juízo de direito da comarca de Melgaço. // Faleceu em Paderne a 28/10/1948. // Mãe de Alberto Ferreira.
RIBEIRO, Oceano Atlântico. Filho de António José Ribeiro, natural de Prado, e de Corina Augusta Esteves, natural da Vila. Nasceu no oceano atlântico (daí o nome), quando seus pais iam em viagem, mas foi registado em Curitiba, Paraná, Brasil, a 2/11/1903, tendo sido batizado na catedral dessa cidade a 4/2/1905, cujo assento batismal seria reconhecido pelo arcebispo Manuel Vieira de Matos a 19/9/1928. // Ainda era criança quando veio para Melgaço. // Em 1913 frequentava a escola primária de Remoães; nesse ano, a 16 de Julho, fez exame na escola Conde de Ferreira, Vila, obtendo um «ótimo». // A 13/8/1914 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, ficando aprovado. // Casou em Paderne, Melgaço, a 30/9/1928, com Maria Rosa de Carvalho, natural de Fiães, Melgaço, filha de Manuel Joaquim de Carvalho (ver na Vila) e de Maria Rosa Esteves. // Foram proprietários da Pensão Boavista. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 10, de 28/4/1929: Em 1937 já morava no Peso, pois nesse ano, a 22 de Março, foi padrinho de casamento de Regina dos Anjos Afonso (ver José Bento Afonso – Prado). // Morreu na sua casa do Peso a 23/6/1979. // A sua viúva finou-se também no Peso, a 23/5/2000, com 90 anos de idade. // Pai de António José, casado com Alzira Monteiro, donos do “Hotel Boavista”, e avô de José António e de Rui.
PEREIRA, António Evangelista. Filho de António Luís Pereira, da freguesia de Magalhães, Ponte da Barca, e de Francisca de Araújo, de Cristóval, moradores nos Moinhos, Paderne. Neto paterno de André Bento Pereira e de Maria Teresa de Oliveira; neto materno de Alexandre de Araújo e de Joana de Sousa Viana. Nasceu em Paderne a 27/12/1866 e foi batizado nesse dia. Madrinha: Maria da Glória, irmã do batizando. // Era solteiro, proprietário, morava no dito lugar dos Moinhos, quando casou na igreja do mosteiro a 19/5/1902 com a sua conterrânea Filomena da Graça de Sousa Araújo, de 42 anos de idade, solteira, doméstica, filha de Diogo Manuel de Sousa Araújo e de Teresa de Jesus Rodrigues, proprietários. Testemunhas: Alfredo Manuel de Sá Vilarinho, casado, e José António Rodrigues, casado, proprietários, moradores no lugar de Pontiselas. // Foi vereador da Câmara Municipal de Melgaço. // Em 1914 era secretário da Confraria dos Clérigos de Paderne. Os restantes membros eram: padre Luís Manuel Marques, administrador; Rafael Paulo, tesoureiro; padre Manuel José Domingues, procurador. // Apresentou-se às eleições camarárias de 4/11/1917 na lista do Partido Republicano. // Faleceu em Paderne a 17/9/1944.
ESTEVES, Manuel. Filho de António Luís Esteves e de Mariana Domingues Ramos, lavradores, residentes no lugar de Aldeia Grande. Neto paterno de Bento Esteves e de Rosalina (ou Rosa Maria) Esteves; neto materno de Manuel Francisco Domingues Ramos e de Maria Rosa Vieites. Nasceu em Parada do Monte a 15/7/1860 e foi batizado na igreja nesse dito dia. Padrinhos: Manuel Francisco Domingues Ramos, casado, rural, morador em Aldeia Grande, e Maria Rosa Vieites, casada, moradora no mesmo lugar. // Tinha 26 anos de idade (*) de idade, era solteiro, lavrador, morava no dito lugar de Aldeia Grande, quando casou na igreja da sua freguesia, a 26/5/1887, com Maria Rosa Afonso, de 27 anos de idade, solteira, camponesa, do lugar de Fojo, freguesia de Cousso, filha de João Afonso e de Maria Gregório, coussenses. Testemunhas: António Luís Esteves e Manuel Esteves Videiro/a, casados, rurais, do lugar de Aldeia Grande. // Tinha 45 anos de idade, estava viúvo, quando casou na igreja paroquial a 7/3/1905 com Maria da Cunha, de 48 (!) anos de idade, camponesa, viúva de José Esteves, natural de Riba de Mouro, concelho de Monção, filha de João Manuel da Cunha e de Maria Teresa Afonso, rurais. Testemunhas presentes: Manuel Esteves “Corga” e Manuel Esteves, camponeses. // Morreu no lugar de Aldeia Grande a 25/3/1911, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de casado com a dita Maria da Cunha, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja paroquial. /// (*) O padre atribuiu-lhe 28 anos de idade!
ESTEVES, Francisco. Filho de Bento Esteves, natural de Cubalhão, e de Florinda Pereira, natural de Parada do Monte, moradores no lugar de Cortegada. Neto paterno de Francisco Esteves e de Mariana de Sousa; neto materno de Manuel António Pereira e de Maria Perpétua Domingues. Nasceu em Parada do Monte a 29/11/1864 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Pereira, solteiro, rural, e Maria Perpétua Domingues, viúva, lavradeira, ambos moradores em Cortegada. // Camponês. // Casou na igreja da sua freguesia natal a 15/5/1893 com a sua parente e conterrânea Maria Pereira, de 31 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Manuel Pereira e de Maria Vieites, do lugar de Tabulado. Testemunhas presentes: António Vieites de Carvalho, do lugar de Cortegada, e Francisco Pereira, do lugar de Tabulado, casados, rurais. // Casou na igreja paroquial a 8/1/1902, no estado de viúvo, com a sua parente Rosa Esteves, de 30 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar de Além, freguesia de Cubalhão, filha de Manuel Luís Esteves e de Rosa Alves, rurais. Testemunhas presentes: Francisco Pereira e Justino Pereira, casados, camponeses. // Faleceu em Parada do Monte a 3/12/1951.
PIRES, Maria. Filha de Manuel [Bento] Pires, natural de Parada do Monte, e de Maria Clara Duque, natural da Gave, lavradores, residentes no lugar de Cortegada. Neta paterna de Francisco José Pires e de Ana Maria Marques; neta materna de Caetano Duque e de Maria Rosa Fernandes. Nasceu em Parada do Monte a 3/7/1864 e foi batizada nesse mesmo dia. Padrinhos: Manuel Esteves, solteiro, rural, morador em Cortegada, e Maria Pires, lavradeira, do mesmo lugar. // Tinha 23 anos de idade, era solteira, camponesa, morava no lugar de Baldosa, freguesia da Gave, quando casou na igreja paroquial daquela freguesia de Melgaço a 22/8/1888 com José Fernandes, viúvo de Teresa Marques, lavrador, residente no lugar da Cela, freguesia de São Tomé de Cousso, de onde era natural. Testemunhas presentes: Manuel Luís de Carvalho, casado, lavrador, residente no lugar da Lage, e Francisco José Rodrigues, solteiro, camponês, morador no lugar da Igreja, ambos gavienses. // Faleceu na freguesia de ----------------------, concelho de Melgaço, a 6 de Julho de (1950?).
CANES, Francisco Manuel. Filho de José Joaquim Canes, lavrador, natural de Alvaredo, e de Mariana Joaquina de Castro, doméstica, natural de Penso. N.p. de José Bento Canes e de Maria Joana Esteves, de Alvaredo; n.m. de Domingos de Castro e de Caetana Alves de Araújo, de Paranhão, Penso. Nasceu na freguesia de Penso por volta de 1829. // Jornaleiro. // Casou na igreja de Penso a 5/4/1852 com Antónia Pereira, de Paradela, filha de Manuel José Pereira e de Rosa Domingues, domiciliados nesse lugar, neta paterna de Manuel Pereira e de Maria Rodrigues, do dito lugar, e neta materna de Manuel Domingues e de Isabel Pires, de Orjaz, Cubalhão. Testemunhas: José João Esteves Pires, casado, Custódio Esteves, solteiro, e José Maria Alves, casado, de Crasto. // Morreu a 28/3/1863, na Praça das Neves, freguesia de Santa Eugénia de Setados, bispado de Tui, com 34 anos de idade, no estado de casado com Antónia Pereira. // Escreveu o pároco de Penso: «o finado foi àquela freguesia galega e lá faleceu de uma cólica, moléstia de que padecia havia vários anos.» // Foi sepultado no cemitério galego. // Deixou filhos. // Nota: o padre galego teve a amabilidade de enviar uma declaração de óbito ao seu camarada português.
FERNANDES, Bonifácio. Filho de Bento António Romão Fernandes, natural de Alveios, Galiza, e de Maria Joaquina Rodrigues, natural de Penso, Melgaço, moradores no lugar da Carreira. N.p. de Matias Fernandes e de Josefa Real, da freguesia de São Martinho de Calvos, arcebispado de Santiago, Galiza; n.m. de Angélica Rodrigues, solteira, da Carreira, Penso. Nasceu em Penso a 3/9/1859 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Bonifácio Rodrigues, solteiro, de Cortinhas, e Rosa Rodrigues, solteira, da Carreira. // Era solteiro, lavrador, quando casou na igreja do mosteiro de Paderne a 3/7/1895 com Joaquina da Lama, de 31 anos de idade, solteira, doméstica, natural de Paderne, moradora no lugar de Queirão, filha de Francisco Luís da Lama e de Marcelina Gonçalves, rurais, padernenses. Testemunhas: o padre José Joaquim Rodrigues, coadjutor na freguesia de Paderne, e António Joaquim Gregório, casado, carpinteiro de profissão, morador no lugar da Costa, Paderne. // Morreu a 3 de Setembro de 1901, no lugar da Carreira, com todos os sacramentos da igreja católica, com 42 anos de idade, no estado de casado com Joaquina Lamas, sem testamento, e foi sepultado no cemitério local.
VAZ, José Joaquim. Filho de António José Vaz e de Maria Luísa Ferreira de Passos, rurais, moradores no lugar de Barro Grande. N.p. de Manuel António Vaz e de Maria Antónia Solha; n.m. de Bento Ferreira de Passos e de Maria Joana Rodrigues. Nasceu em Penso a 21/7/1864 e foi batizado na igreja no dia seguinte pelo padre-cura Inocêncio José da Gaia Torres. Padrinho: José Joaquim de Queiroz, negociante. // Era solteiro, oficial de carpinteiro, morava no dito lugar de Barro Grande, quando casou na igreja da sua freguesia de nascimento a 29/7/1886 com a sua conterrânea Maria Esteves Cordeiro, de 39 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar das Lages, filha de José Joaquim Esteves Cordeiro e de Ana Alves, lavradores. Testemunhas presentes: José Maria Lourenço, solteiro, camponês, natural da freguesia de Penso, entre outros. // Estava viúvo de Maria Esteves Cordeiro, morava no lugar das Lages, quando voltou a casar, na mesma igreja, a 14/10/1896, com Carma Costas, de 24 anos de idade, solteira, jornaleira, natural da freguesia de Santa Cristina de Baleixo, Galiza, residente no lugar de Felgueiras, Penso, filha de Francisca Costas. Testemunhas presentes: Evaristo Esteves, solteiro, camponês, e Anacleto Alves, casado, jornaleiro, ambos de Penso. // Faleceu na sua terra natal a 26 de -----------, de 1943. // Com geração.
VAZ, António José. Filho de Manuel António Vaz e de Maria Antónia Solha, rurais, moradores no lugar de Barro Grande. N.p. de Manuel Vaz e de Maria Josefa Rodrigues, de Paradela; n.m. de Manuel Solha e de Francisca Domingues, de Barro Grande. // Lavrador. // Casou na igreja de Penso em Janeiro, ou Fevereiro, de 1855, com Maria Luísa, filha de Bento Ferreira de Passos e de Maria Joana Rodrigues, moradores em Barro Pequeno; neta paterna de Manuel Ferreira de Passos e de Maria Esteves Pires, desse lugar, e neta materna de Manuel José Rodrigues e de Francisca Luísa Esteves, de Paradela. Testemunhas: Jerónimo do Carmo Domingues e Domingos Esteves, casados, de Bairro Pequeno, e Manuel Ferreira de Passos, solteiro. // Enviuvou a 6/3/1896. // Morreu a 29/1/1911, no lugar de Barro Grande, apenas com o sacramento da extrema-unção, com 85 anos de idade, no estado de viúvo da dita Maria Luísa Ferreira de Passos, sem testamento, com geração, e foi sepultado no cemitério público desta freguesia.
PASSOS, José. Filho de Bento Ferreira de Passos (*) e de Maria Joana Rodrigues (**), moradores em Barro Pequeno. N.p. de Manuel Ferreira de Passos e de Maria Esteves Pires, do dito lugar; n.m. de Manuel José Rodrigues e de Francisca Luísa Esteves, de Paradela. // Nasceu por volta de 1825. // Casou na igreja de Penso a 31/3/1856 com a sua parente no 2.º e 3.º grau, Mariana Joaquina, filha de Caetano Manuel Esteves Cordeiro e de Ana Maria Rodrigues, residentes em Paradela, neta paterna de João António Esteves Cordeiro e de Maria Quitéria Gonçalves, de Lages, e neta materna de José Rodrigues e de Maria Luísa Esteves, de Paradela. Testemunhas: padre Francisco António Fernandes, de Rabosa, Manuel José Esteves Cordeiro, casado, de Paradela, e Domingos Esteves, casado, de Barro Pequeno. // Faleceu na sua casa de Paradela a 4/12/1912, no estado de viúvo, com 87 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 27, de 8/12/1912). // Pai de Maria, com 54 anos em 1912; e de Manuel, com 50 anos em 1912, ambos residentes no lugar de Paradela. // Não deixou testamento. // Foi sepultado no cemitério de Penso. /// (*) Faleceu em Abril de 1853. /// (**) Faleceu a 20/1/1860.
MARQUES, José Caetano (Ganchola). Filho de António José Marques e de Clara Rosa Fernandes, moradores no lugar da Corredoura. Neto paterno de António Marques e de Maria Josefa Domingues, do lugar de Cavaleiro Alvo, São Paio; neto materno de Luís Caetano Fernandes e de Ana Vaz Torres, da Corredoura, Prado. Nasceu em Prado a 18/9/1827 e foi batizado na igreja a 21 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Bento Manuel Marques, de Cavaleiro Alvo, São Paio, e Caetana Luísa, do Outeirão, Prado. // Casou na igreja da sua paróquia a 14/8/1859 com Clara Joaquina, filha de Diogo António Fernandes (defunto) e de Maria Luísa Pinheiro, do lugar de Leiros, Prado. Testemunhas presentes: Luís de Sousa Gama, viúvo, Governador Militar; padre Francisco António Soares Calheiros, da Corredoura; e José Caetano do Souto Monteiro, casado, lavrador, de Leiros. // Casou em segundas núpcias, na igreja de Prado, a 21/3/1897 com Ludovina Rosa Dantas (ver na Vila), solteira, filha de Luís Manuel Dantas e de Josefa Maria Soares, do lugar de Galvão de Baixo, freguesia da vila. // Deve ter morrido por volta de 1908. // Pai de Vítor Manuel Marques. // A sua viúva casou em segundas núpcias com Manuel Boaventura Rodrigues, de Merufe, Monção (ver este nome em Prado).
GOMES, Aurélia Augusta (*). Filha de António Joaquim Gomes e de Manuela Paula Posse, moradores no lugar de Santo Amaro, Prado. Neta paterna de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues Torres, da Breia; neta materna de Rosendo Posse e de Manuela Barreiro, da diocese de Santiago, Galiza, todos lavradores. Nasceu em Prado a 18/3/1863 e foi batizada a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Bento Joaquim de Azevedo e esposa, Narcisa Cândida Pereira, rurais, de Santo Amaro. // Lavradeira. // Casou na igreja de Prado a 12/7/1886 com António Maria [Barros], de alcunha “Toumaritão, de 32 anos de idade, soldado que foi do Regimento de Infantaria N.º 3 e agora (1886) guarda da Alfândega, natural de Santa Maria da Oliveira, Arcos de Valdevez, filho de Antónia Josefa, lavradeira, dos Arcos de Valdevez. Testemunhas presentes: José Veigas (casado com Rosalina Sarzeda?), empregado fiscal no posto de Mourentão, morador em Prado, e Manuel Joaquim Rodrigues, solteiro, rural, pradense. // Ela finou-se por volta de 1919; por sua morte foram citados pelo Juizo de Direito, a fim de assistirem a todos os termos do inventário, os seus filhos, Eduardo de Barros, ausente em Lisboa, e Manuel António de Barros, ausente em Lourenço Marques, África. // O seu marido morreu no lugar de Santo Amaro, Prado, a 25/12/1943. /// (*) No Jornal de Melgaço n.º 1256 diz-se que ela se chamava Amélia Augusta.
DOMINGUES, Paulo António. Filho de Caetano Celestino Domingues (Salgado) e de Joana Rosa Gomes, moradores no lugar da Breia. Neto paterno de Francisco António Domingues (Salgado) e de Maria Bernardo de Araújo, do lugar de Galvão de Baixo, SMP; neto materno de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins, do lugar da Breia, Prado, todos lavradores. Nasceu em Prado a 2/9/1868 e foi batizado na igreja paroquial três dias depois. Padrinhos: a sua avó paterna, viúva, e José António da Cunha, solteiro, rural, do lugar da Pigarra, SMP. // Lavrador. // Casou na igreja da sua paróquia a 12/2/1903 com a sua conterrânea Rosa Maria Alves de Macedo, de vinte e oito anos de idade, solteira, camponesa, filha de José António Alves de Macedo e de Clementina Rosa Alves, rurais, do lugar dos Bouços. Testemunhas presentes: Manuel Domingues, solteiro, do lugar da Breia, e Maria Soares, solteira, do lugar do Buraco. // Morreu no lugar de Bouços, Prado, a 14/4/1933. // Pai de Adozinda da Glória Domingues, casada com Bento Trancoso.
VAZ, Domingos José. Filho de António José Vaz e de Maria Luísa Ferreira de Passos, lavradores, residentes no lugar de Barro Grande. N.p. de Manuel António Vaz e de Maria Antónia Solha, do dito lugar; n.m. de Bento Ferreira de Passos e de Maria Joana Rodrigues, de Barro Pequeno. Nasceu em Penso a 8/6/1873 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Domingos Ferreira de Passos e sua esposa, Maria da Conceição Garcia, de Paranhão. // Proprietário. // Casou na igreja de Cristóval a 10/6/1903 com Miquelina Gonçalves, solteira, camponesa, nascida em Cristóval a 23/3/1880, moradora no lugar do Ramo, filha de António Manuel Gonçalves e de Claudina Gonçalves. Testemunhas presentes: Manuel Pereira da Costa, casado, proprietário, do lugar da Porta, e José Alves, casado, lavrador, do lugar do Carvão, cristovalenses. // Ambos os cônjuges faleceram na freguesia de Penso: a esposa a 30/8/1952 e ele a 5/2/1958. // Com geração. // Nota: deve ser o mesmo indivíduo que era barqueiro no rio Minho; a 9/4/1913, pelas quinze horas, agrediu Carmem Costa, também de Penso, quando esta apascentava o seu rebanho, produzindo-lhe um golpe na cabeça; logo a seguir ela foi à Vila, acusá-lo ao administrador do concelho .
LOURENÇO, José Joaquim (Pepe). Filho de Luís Manuel Lourenço e de Maria Luísa da Costa, moradores no lugar de Trás-do-Coto. Neto paterno de José Maria Lourenço, sapateiro, e de Maria Serafina Gonçalves, doméstica, galegos, residentes no lugar do Souto; neto materno de Bento Manuel da Costa e de Maria Benedita Fernandes, do lugar de Trás-do-Coto, lavradores. Nasceu em Prado a 20/2/1867 e foi batizado na igreja paroquial a 23 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Lourenço, solteiro, rural, do lugar do Souto, e Clementina Rosa Pires, solteira, tecedeira, do lugar de Raposos. // Casou na igreja de Prado a 18/1/1904 com Maria Rosa Pinheiro, de 35 anos de idade, camponesa, filha de Manuel José Pinheiro e de Maria Rosa Barreiros, do lugar dos Raposos. Testemunhas presentes: Brás da Costa e Rosa Gonçalves, solteiros, pradenses. // A sua esposa faleceu em Prado a 27/5/1922. // Casou em segundas núpcias, na CRCM, a 1 ou 2/12/1922, com Rosalina da Paixão Alves Macedo, de 32 anos de idade, filha de José António Alves Macedo e de Clementina Rosa Alves. // Ele finou-se no lugar dos Bouços, Prado, a 1/1/1941 (ou 1951). // A sua viúva finou-se também em Prado a 12/11/1971. // Com geração.
DOMINGUES, Carolina da Glória. Filha de Manuel António Domingues (Granja), natural de São Paio, e de Maria José Gomes, natural de Prado, moradores no lugar de Santo Amaro. Neta paterna de António Joaquim Domingues e de Marcelina Rosa Gonçalves, do lugar da Granja de Cima, São Paio; neta materna de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins, do lugar da Breia, Prado, todos lavradores. Nasceu em Prado a 11/7/1876 e foi batizada na igreja paroquial a 15 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: José Joaquim de Araújo, solteiro, rural, morador no lugar das Carvalhiças, SMP, e Leopoldina Maria Fernandes, solteira, camponesa, do lugar do Coto, Prado. // Casou a 20/2/1904 com António Arsénio Gomes Pinheiro, secretário da administração do concelho, filho de Luís Vicente Gomes Pinheiro e de Alexandrina Augusta de Sousa Gama. // Enviuvou a 27/11/1904. // Casou na igreja de Alvaredo a 23/3/1911, em segundas núpcias, com Bento Secundino Rodrigues, empregado do Fisco, nascido em Merufe, Monção, por volta de 1866, filho de José Boaventura Rodrigues e de Mariana Domingues, morador na Vila de Melgaço. Testemunhas presentes: o padre Claudino Joaquim Rodrigues, natural de Alvaredo, e Tito Cerqueira, aspirante da Fazenda em Melgaço. // Enviuvou novamente a 12/11/1923. // Faleceu na freguesia de Prado a 18/4/1953. // Teve um filho do primeiro marido: Herculano Arsénio Gomes Pinheiro.
ALVES, Albina Rosa. Filha de João Bento Alves, jornaleiro, e de Emília Rita Monteiro, moradores na Quinta de Cortinhas. Neta paterna de Benta Alves, solteira, da Portela, Mourentão, Caniça, Tui; neta materna de Matias José Monteiro e de Rosa Joaquina Gonçalves, da Quinta de Cortinhas, Prado, todos rurais. Nasceu em Prado a 31/12/1860 (*) e foi batizada na igreja a 3/1/1861. Padrinhos: António Joaquim Ribeiro, solteiro, morador no lugar do Souto, Prado, e Joaquina Rosa Monteiro, solteira, residente no lugar da Portela, Remoães, todos lavradores. // Casou na igreja de Prado a 14/2/1889 com o seu conterrâneo Luís Manuel Gonçalves, filho de Luís Augusto Gonçalves e de Joana Rosa do Souto. // No Jornal de Melgaço n.º 1197, de 2/3/1918, foi publicada a seguinte declaração: «Eu, abaixo assinada, declaro que não me responsabilizo por quaisquer obrigações contraídas por meu marido, Manuel Luís Gonçalves, do lugar de Bouça Nova, freguesia de Prado, deste concelho de Melgaço, por o mesmo não se achar em condições mentais de apreciar essas obrigações. Melgaço, 26/2/1917 (**). Albina Rosa Alves.» // Enviuvou a 15/9/1918. // Faleceu no lugar de Bouça Nova a 4/9/1931. // Mãe de Ursulina, de Tito Arsénio Gonçalves, os quais faleceram sem geração, e de Jaime. /// (*) Aparece outro assento de batismo, feito em 1889, no qual está escrita a data de nascimento a 31/12/1861, e o batismo a 3/1/1862. /// (**) Claro que se trata de um erro; o ano é de 1918.
GONÇALVES, Manuel Luís. Filho de (*) Luís Augusto Gonçalves, solteiro, e de Joana Rosa do Souto, solteira, moradora no lugar de Bouça Nova, Prado. Neto paterno de Bernardo Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa e Castro, de Remoães; neto materno de João Luís do Souto e de Josefa Maria, ou Maria Josefa, Rodrigues, do lugar do Buraco, Prado. Nasceu em Prado a 13/7/1857 e foi batizado na igreja paroquial a 16 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Luís Manuel Pinheiro, solteiro, negociante na Vila de Melgaço, e sua irmã, Ana Luísa Pinheiro, solteira, do lugar de Ferreiros, Prado. // Tocou a campainha das Almas de Prado em 1866. // Casou na igreja de Prado a 14/2/1889 com a sua conterrânea Albina Rosa Alves, de 27 anos de idade, solteira, filha de João Bento Alves e de Emília Rita Monteiro, todos lavradores. Testemunhas presentes: Aurélio Augusto Vaz, solteiro, proprietário, do lugar da Breia, e o padre António Soares Calheiros, do lugar da Corredoura. // Morreu no dia 15/9/1918. // A sua viúva finou-se a 4/9/1931. // Pai de Tito Arsénio e de Ursulina, os quais morreram sem geração, e de Jaime, emigrante no Brasil. /// (*) Foi legitimado pelo subsequente matrimónio dos pais, Luís Augusto Gonçalves, natural de Remoães, e Joana Rosa do Souto, natural de Prado; por isso, é neto paterno de Bernardo Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa e Castro, de Remoães.
Jorge José da Rocha. Nasceu em Paderne a 15/9/1914 e foi batizado a 21 desse mês e ano. // Casou em Prado a 18/12/1937 com Maria do Carmo Domingues, de 25 anos de idade, filha de Paulo António Domingues e de Rosa Maria Alves, dos Bouços. // Morreu a 10/2/1987 e foi sepultado no cemitério de Prado. // Pai de José (nasceu em Prado a 24/8/1938); foi à inspeção militar a 27/8/1958 e ficou isento; emigrou para França a 28/12/1960; casou a 21/1/1962 com Maria da Graça, filha de Adelino Augusto da Costa Velho e de Rosa de Jesus da Rocha; geraram Cláudia Celestina, que casou na igreja da Vila com José, natural de Prado, filho de António Soares e de Maria de Lurdes Pires, tendo por padrinhos de casamento José Carlos da Costa Velho Rodrigues, vereador da Câmara Municipal de Almada, primo da noiva, e Palmira da Costa Velho do Paço, tia, além de José Bento Pires e Celeste Pires, tios do noivo; o almoço foi servido no Restaurante Lanterna, da Vila); de Cláudio (nasceu a 5/6/1942); e de Ricardo (nasceu a 23/6/1945 e foi batizado a 15 de Julho desse ano).
MONTEIRO, Constantino Manuel. Filho de Manuel Bento Monteiro e de Rosa Matildes Fernandes, moradores no lugar dos Bouços. Neto paterno de Matias José Monteiro e de Rosa Joaquina Gonçalves, do lugar da Cividade, Paderne, residentes no lugar de Cortinhas, Prado; neto materno de António José Fernandes e de Ana Maria Marques, do lugar da Barronda, Prado, todos lavradores. Nasceu em Prado a (16?) de Maio de 1871 e foi batizado a 21 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Fernandes, casado, rural, de Real, São Paio, e Joaquina Rosa Meleiro, casada, lavradeira, da Carpinteira, São Paio. // Em 1914, aquando da morte de sua mãe, ele era auxiliar da Casa J. Marques, no Pará, Brasil. // Em 1915 mandou 15$00 para serem distribuídos no domingo de Páscoa por trinta pobres. Os de Prado eram: Libório (ou Olegário) Alves, 40 anos, doente, do Souto; Manuel da Fichoa, 50 anos, cego e aleijado, da Corredoura; Joaquina Salgado, 90 anos, do Souto; Filomena Rosa Gonçalves, 40 anos, aleijada, da Corredoura; Glória Inácia Dias, 30 anos, aleijada, Terreiro; Maria de Jesus (Mortinha), 50 anos, doente; Maria Teresa Gonçalves, 59 anos, Coto; Justina Gomes, 50 anos, Santo Amaro; Maria Salgado, 55 anos, viúva, Santo Amaro; Maria da Conceição Gonçalves, 40 anos, viúva, Santo Amaro; Manuel Luís Marques, 78 anos, paralítico, Bouços; António José Gonçalves, 73 anos, paralítico, Bouça Nova; e Emília Rosa (Tringuelheta), 73 anos, paralítica, Bouça Nova. // Morreu a 7/5/1924.
ALMUINHA, Ana Joaquina. Filha de Manuel de Almuinha e de Maria de Maria Luísa Pires (*), camponeses, moradores no lugar de Gondomar, Remoães. Neta paterna de Jacinto de Almuinha e de Ana (ou Maria Antónia) Lourenço, de Caveiras, Tui; neta materna de João de Almuinha, de Remoães, e de Tomásia Álvares, de São Cristóvão de Mourentão, Tui. Nasceu em Remoães a 3/2/1824 e foi batizada na igreja paroquial dois dias depois. Padrinhos: João António Simões e sua mãe, Ana Fernandes, da Corga, Remoães. // Lavradeira. // Casou na igreja de Remoães a 22/12/1851 com Manuel Bento Armada, galego, lavrador. // Faleceu na sua casa da Folia a 20/7/1904, com todos os sacramentos da igreja católica, com 72 anos de idade (segundo o seu assento de óbito), no estado de viúva, sem testamento, e foi sepultada no cemitério da freguesia. // Deixou uma filha. /// (*) No assento de casamento aparece como filha natural! Os seus pais, Manuel de Almuinha e Maria Luísa Pires, casaram na igreja de Remoães a 11/7/1820, tendo servido de testemunhas Bernardo Pereira de Castro e Jacinto de Almuinha.
ARAÚJO, Manuel Joaquim. Filho de Manuel Bento de Araújo e de Joaquina Rosa Esteves, rurais, moradores no lugar da Eira. Neto paterno de António Bernardo de Araújo e de Ana Maria Bernardo, do dito lugar; neto materno de Manuel José Esteves e de Maria Caetana, do lugar de Peres. Nasceu em Rouças por volta de 1836. // Tinha 24 anos de idade, era solteiro, camponês, quando casou na igreja de Rouças a 27/8/1860 com a sua parente no 3.º e 4.º grau de consanguinidade, Joaquina Rosa Domingues, de 31 anos de idade, solteira, também roucense, filha de Manuel António Domingues e de Teresa Caetana Esteves, rurais, moradores no lugar de Aldeia; neta paterna de João Domingues e de Isabel Quintela, e neta materna de Manuel Esteves e de Josefa Quintela. Testemunhas: padre José Bernardino Durães, do lugar da Igreja, e Manuel Caetano Lourenço, casado, lavrador, do lugar de Peres. // Ficou viúvo no dia 24/2/1890. // Casou na igreja paroquial, em segundas núpcias, a 29/3/1906, com a sua conterrânea Maria Gonçalves, de 46 anos de idade, solteira, camponesa, filha de António José Gonçalves e de Ana Joaquina Vaz, com quem vivia maritalmente. // Morreu a 15/1/1910, no lugar da Aldeia, com todos os sacramentos, com 74 anos de idade, no estado de casado, sem testamento, com geração, e foi sepultado no cemitério local.
ESTEVES, José. Filho de Manuel José Esteves e de Antónia Maria Alves, residentes no lugar de Carvalhos. Neto paterno de Agostinho José Esteves e de Maria José Fernandes, do dito lugar; neto materno de Bento José Alves e de Ana Ventura Rodrigues, de Oleiros, todos rurais. Nasceu em Rouças a 25/5/1866 e foi batizado a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Fernandes e sua esposa, Joana Rosa Pires, lavradores, do lugar de Carvalhos. // Era solteiro, tacheiro, morava no lugar onde nascera, quando casou na igreja da sua freguesia natal a 14/4/1895 com Florinda, de 26 anos de idade, solteira, lavradora, também nascida no lugar dos Carvalhos, filha de António Maria Esteves e de Maria Joaquina Durães, camponeses, de Rouças. Testemunhas: José Manuel Esteves Junior e José Esteves (Morgado), solteiros, lavradores, do sobredito lugar. // Morreu a 13/3/1904, no lugar dos Carvalhos, com os sacramentos da penitência e da extrema-unção, no estado de casado, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no cemitério da freguesia.
COSTA, Maria Teresa. Filha de Manuel José (ou Manuel Joaquim) da Costa e de Maria Joana (ou Maria Teresa) Fernandes, lavradores. Neta paterna de João Manuel da Costa e de Teresa Maria Alves; neta materna de Manuel José Fernandes e de Joana Maria Soares, todos do Cruzeiro. Nasceu em São Paio a 25/7/1820 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Francisco da Lapa Machado de Araújo, abade de São Paio, e Joaquina Coutinho, solteira, de Baratas. // Casou no estado de solteira a 6/9/1866 com José Bento, viúvo de Maria Angélica, morador em Baratas, São Paio, lavrador, natural de São Cristovo, bispado de Tui, filho de José Álvares e de Rosa Gil, da dita freguesia galega, moradores em Baratas, São Paio de Melgaço. Testemunhas: Francisco Rebelo, casado, e Francisco Joaquim da Costa, solteiro, lavradores, residentes no lugar do Cruzeiro. // Faleceu a 14/11/1899, em sua casa de morada, sita no lugar do Barral, com todos os sacramentos, no estado de casada, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja de Paderne.
CODESSO, José Elias. Filho de José Codesso e de Maria Teresa de Castro, moradores nas Quingostas. Neto paterno de Bento Pascoal e de Maria Codesso, do dito lugar; neto materno de Manuel António de Castro e de Maria Meleiro, de Cavencas. Nasceu no referido lugar a 6/8/1801. // Deve ter feito a instrução primária; depois aprendeu a profissão de lavrador. // Foi padrinho, e a sua irmã, Joaquina Matildes, madrinha, de Francisco Luís Dias, batizado na igreja de São Paio a 22/2/1818. // A 13/5/1828, novamente com sua irmã Joaquina Matildes, foi padrinho de Carlota Joaquina, filha do bandido Paulo Caetano, do lugar da Ponte, e de Antónia Maria Domingues. // A 12/9/1839, na igreja do Convento de Paderne, foi padrinho de Maria Dias, nascida em Sante no dia anterior. // A 6/4/1845 foi padrinho de Francisco José Domingues. // A 11/3/1849 foi padrinho de Carlota Matildes de Carvalho Afonso. Era solteiro nessa altura. // Casou já com alguma idade, com Maria José Domingues, filha de Luís António Domingues e de Mariana Monteiro, lavradores, do lugar de Crastos, Paderne, com quem viveu até aos derradeiros dias da sua vida. Moraram na Casa das Quingostas, onde ele se finou, pelas cinco horas da tarde, a 19/8/1872. Antes tinha-se confessado ao padre e recebera todos os sacramentos da «Santa Madre Igreja». // Foi sepultado na igreja. // Fizera testamento. // Sem descendência. // A sua viúva morreu a 19/1/1876, com 50 anos de idade, com todos os sacramentos. // Deixou testamento e foi sepultada na igreja de São Paio, onde já jazia o corpo do marido.
CODESSO, Teresa Joaquina. Filha de José Codesso e de Maria Teresa de Castro, moradores nas Quingostas, São Paio. N.p. de Bento Pascoal e de Maria Codesso; n.m. de Manuel António de Castro e de Maria Meleiro. Nasceu no dito lugar a 26/5/1805 e foi batizada pelo padre João Durães a 28 desse mês e ano. Padrinho: Domingos José Codesso (e por procuração o avô materno da criança). // A 28/9/1828 foi madrinha de João Manuel, filho de António José Pitães (membro da quadrilha do Tomás) e de Maria Luísa da Rocha. // Em Agosto de 1829 foi madrinha de Tomás Joaquim Costa. // A 11/4/1830 foi madrinha de Florinda Rosa, filha de Maria Gertrudes, solteira, galega. // A 21/4/1834 foi madrinha de Tomás Joaquim Alves. // A 1/5/1836 foi madrinha de Manuel José Gonçalves. // A 25/5/1836 foi madrinha de António Joaquim Gonçalves. // A 10/11/1841 foi madrinha de Manuel José Gonçalves; em 1862 o rapaz estava ao seu serviço, como criado de servir. // Dedicou a sua vida ao serviço doméstico e a dirigir os trabalhos dos campos. // Faleceu em sua casa das Quingostas a 3/5/1879, com todos os sacramentos, solteira, sem filhos. // Deixou um testamento, cujo conteudo se ignora. // O seu corpo jaz na igreja de São Paio.
VAZ, Maria das Dores. Filha de Adjuto Manuel Vaz e de Delfina da Conceição Costa, moradores no lugar da Granja. Neta paterna de Escolástica Maria Vaz, solteira, de Barata; neta materna de Luís Manuel Costa e de Rosa Joaquina Codesseira, da Granja. Nasceu em São Paio a 28/1/1882 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Manuel da Costa, casado, dos Lourenços, e Maria Angélica Meleiro, casada, da Granja, todos lavradores. (À data do seu nascimento os avós já tinham morrido). // Casou na igreja de São Paio a 17/5/1908 com António Manuel Alves, de 55 anos de idade, proprietário, natural de Castro Laboreiro, filho de João António Alves e de Joaquina Domingues. // O seu marido morreu em Paderne a 19/5/1922. // Casou em segundas núpcias com José Bento Soares, de 31 anos de idade, seu conterrâneo, filho de José Luís Soares e de Emília de Freitas, na CRCM, a 4/7/1923. // O segundo marido morreu em Paderne a 2/3/1963. // Ela faleceu também em Paderne a 3/2/1970.
RODRIGUES, Carlota Joaquina. Filha de João Luís Rodrigues e de Maria Joaquina Carvalho, lavradores, residentes no lugar da Raza. Neta paterna de Manuel Bento Rodrigues e de Maria Alves, de Virtelo, São Tomé de Cousso; neta materna de Manuel José Carvalho e de Isabel Codesseira. Nasceu em São Paio a 6/1/1828 e foi batizada pelo padre MJMC, da Raza, a 10 desse mês e ano. Padrinhos: o padre batizante e Rosa Maria de Carvalho, tia materna da neófita, do lugar de Veiga. // Lavradeira. // Casou a 9/9/1870 com Manuel Esteves, de 61 (?) anos de idade, natural de Paderne, lavrador, residente na Veiga, São Paio, filho de Manuel Esteves e de Ana Mendes, de Covelo, Paderne, já viúvo de ------- Domingues Ribeiro. Testemunhas: Francisco José Rebelo e M.J. da Costa, casados, do Cruzeiro. // Morava na Veiga quando casou de novo, já viúva, a 5/9/1875, com Manuel José, nascido em Rouças, lavrador, de 44 anos de idade, viúvo de Maria Joaquina Esteves, do Pombal, São Paio, onde ele residia, filho de António Fernandes e de Isabel Maria Domingues, lavradores, de Rouças. Testemunhas: padre João António de Castro e António Mendes, solteiro (ambos de Remoães?). // Faleceu a 10/2/1897, no lugar do Pombal, com todos os sacramentos, no estado de viúva de Manuel José Fernandes, com testamento, sem filhos, e foi sepultada no adro da igreja.
VAZ, Francisco Manuel (*). Filho de António Caetano Vaz e de Maria Rosa Domingues, moradores no lugar de Carvalha Furada, lavradores. Neto paterno de Bento Vaz e de Maria Rosa Quintela, de Rouças; neto materno de Diogo Manuel Domingues e de Maria de Castro, de Carvalha Furada. Nasceu em São Paio a 15/4/1837 e foi batizado a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Manuel Rodrigues e sua mulher Maria Rosa Vaz, de Lobiô, Rouças. // Lavrador. // Casou a 8/9/1875, com Rosa Maria, sua prima em 4.º grau, de 43 anos de idade, solteira, filha de João Luís de Castro e de Rosa Domingues, lavradores, de Carvalha Furada. Tesmunhas do acto religioso: M.J. da Costa e Francisco Rebelo, casados, do Cruzeiro. (O padre, no assento de casamento, escreveu Manuel Francisco). // Enviuvou a 11/3/1907. // Morreu a 22/3/1911, no lugar de Carvalha Furada, com todos os sacramentos, no estado de viúvo, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério paroquial. /// (*) No seu assento de óbito aparece com o nome de Manuel Francisco.
ARAÚJO, Miguel Caetano (Dr.) Filho de António Xavier Torres Salgado, natural de Melgaço, escrivão de um dos ofícios dos órfãos da Vila e seu termo, e de Gaspara Joaquina de Araújo Poderé, galega. N.p. de Belchior Rodrigues Torres e de Maria Gomes Salgado; n.m. de Francisco Araújo Poderé e de Maria Rosa Soares de Puga Saavedra, da Quinta da Moreira, Cecliños. Nasceu na Vila e foi batizado na igreja de SMP a 1/5/1774. Padrinhos: Miguel de Castro Vasconcelos, 4.º senhor da Casa do Reguengo, e sua esposa, Caetana Vitória de Castro Noronha e Melo. // Era bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, advogado nos auditórios da Vila e seu termo, procurador da Casa de Bragança. // Foi um dos conjurados da “revolta” melgacense de 9/6/1808. // Casou na igreja de SMP a 9/4/1812 com Maria Benta, também da Vila, filha de Bento Isidoro Gomes de Azevedo e de Francisca Luísa Gomes [de Abreu Magalhães], moradores na sua Quinta de São Julião, SMP. Testemunhas: padre José Joaquim Torres de Araújo, Joaquim Daniel Torres Salgado, ambos da Vila, e Pedro Rodrigues de Sousa, de Chaviães. // Foi ele que redigiu o testamento de Maria Joaquina de Magalhães. // Por vezes exerceu a atividade de vereador da CMM e foi provedor da SCMM em 1833. // Em 1842 ainda estava vivo. // Como a sua esposa não lhe deu filhos, ele gerou em uma sua amante uma menina, Josefa Maria, sua herdeira, que casou com João José de Araújo Cunha, da Casa da Gaia, sita em São Paio.
BARROSO, Sara dos Prazeres (*). Filha de Feliciano Cândido Azevedo Barroso e de Júlia da Glória de Sousa, comerciantes, moradores na Rua da Calçada, SMP. N.p. de Bento Joaquim de Azevedo e de Narcisa Cândida Gonçalves Pereira Barroso; n.m. de José Maria de Sousa e de Rosa Margarida Gonçalves. Nasceu na Vila a 28/3/1884 e foi batizada a 20 de Abril desse ano. Padrinhos: Frederico Augusto dos Santos Lima, negociante, e Amélia Cândida de Sousa, solteiros, da Vila. // A 3/5/1908, na igreja de Rouças, foi madrinha de Jaime Alves; o padrinho foi Jaime de Almeida. // Casou a 23/7/1916 com Aurélio de Araújo Azevedo, de 43 anos de idade, natural de Chaviães, filho de Francisca Rosa de Araújo. // Ambos os cônjuges faleceram na Vila: ele a 25/7/1945 e ela a 14/10/1959. // Com geração. /// (*) Pela linha de seu pai, do Cerdedo, Prado, ia ela entroncar na casa de Eiró de Baixo, por bastardia de sua bisavó Teresa Pereira, e até por seu bisavô, Manuel António Pereira de Castro, da Quinta do Coto, Prado, na do Pombal, e por via desta na do Peso, etc. (Mário de Prado?).
ARAÚJO, João Manuel (Dr.). Filho do Dr. João António da Cunha Araújo e de Mariana Gomes Figueiroa (ou Maria Gomes de Abreu). Neto paterno de Bento da Cunha Araújo e de Maria Gonçalves; neto materno de João Gomes de Abreu e de Mariana de Figueiroa. Nasceu em SMP na segunda metade do século XVIII. // «Seguiu a carreira das letras e foi bacharel formado nos Sagrados Cânones pela Universidade de Coimbra.» (*) // Casou a 6/8/1768 com Isabel Maria, filha do capitão Manuel Luís Pereira da Gama e de Maria de Araújo, moradora com seus pais no Campo da Feira de Fora, SMP. // O casal foi admitido na Confraria das Almas de Prado a 6/11/1776. // Diz-nos o Dr. Augusto César Esteves: «a sua fortuna não era das menores do concelho, e estava colocada em assinados e em propriedades rústicas, na maior parte situadas nas freguesias de Chaviães, Prado e São Paio.» // Foi ele que requereu à rainha D. Maria I lhe mandasse passar carta de brasão de armas, a qual foi emitida a 12/9/1793. // Morreu no estado de viúvo, a 17/3/1813.
ARAÚJO, Jerónima. Filha de Domingos Rodrigues Araújo e de Isabel Gonçalves [de Araújo], moradores na Vila. Neta paterna de João Rodrigues e de Francisca de Araújo; neta materna de Domingos Gonçalves e de Catarina da Ribeira. Nasceu na Vila de Melgaço no século XVII. // A 21/5/1701 foi admitida na Confraria das Almas de SMP. // Casou a 13/8/1730 na igreja de SMP com o Dr. Francisco Xavier da Costa Marinho, natural de Guimarães, onde fora batizado a 27/8/1709, na paróquia de Santa Maria de Silvares, filho de António da Costa Marinho e de Andreza Pereira (*). Entre as testemunhas figurava Diogo António de Castro Teles Menezes, morgado de Galvão. Moraram no Campo da Feira de Fora. // Passados anos o seu marido arranja uma amante, mais nova do que ele 22 anos, e desse namoro nasce Rita Genoveva, que será reconhecida por seu pai, a qual virá a casar com Bento José de Abendanho Lira Sotomaior, sobrinho neto de Jerónima Araújo! // O seu testamento tem a data de 26/8/1756. Como não tem descendência, lega à igreja católica, através dos padres, parte dos seus bens, além de deixar pagas mais de 400 missas! // Deixou também alguma coisa a quem a serviu. // Faleceu a 26/8/1750. // Tivera um escravo negro, mas morrera no dia 1/5/1744. /// (*) Andreza Pereira era filha do fidalgo Pedro Pereira Novais, de Cabeceiras de Basto, e de Maria da Costa Cardoso, os quais tinham casado na igreja de SMP a 25/8/1674, e neta materna de Pascoal da Costa Cardoso e de Maria Monteiro, esta parente do capitão Jerónimo Ribeiro.
ARAÚJO, Ana Maria. Filha de Manuel António de Araújo e de Maria Gonçalves. N.p. de Domingos António de Araújo e de Eugénia Fernandes; n.m. de Manuel Gonçalves e de Maria Gonçalves. Nasceu a 29/7/1768 e foi batizada na igreja matriz pelo padre Manuel Bento Lima a 5 de Agosto desse ano. Padrinhos: João Manuel Pereira da Costa e esposa, Ana Maria da Silveira, todos da Vila. // Casou em primeiras núpcias com António José Ribeiro. // Por morte daquele, casou em segundas núpcias, a 15/5/1801, com Francisco José, comerciante, natural de Cervães, Vila Verde, filho de Carlos Garcia Pereira e de Águeda Costa. // O seu marido faleceu a 22/3/1846 (ou 1856), no estado de viúvo. // Penso que não tiveram filhos. // Nota: a 18/12/1838 finou-se no Campo da Feira de Fora, Vila, Ana Pereira Araújo, atacada de estupor, tendo sido sepultada no dia 20 na igreja matriz; deve ser a mesma senhora, pois o casal morava no dito Campo da Feira de Fora, onde tinham um estabelecimento comercial, e onde moravam.
ABREU, Maria Benedita Júlia. Filha de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa Araújo. Neta paterna de Leão José Gomes de Abreu e de Maria Pereira da Costa Araújo; neta materna de Manuel António Araújo e de Maria Gonçalves, todos melgacenses. // Nasceu a 3/3/1800 e foi batizada na igreja de SMP a 9 desse mês e ano. Padrinhos: José Bento Costa Guimarães, solteiro, e Maria Gonçalves, viúva, que a tocou pela Senhora das Dores. // Proprietária. // Mandou erguer a capelinha de São Benedito (*) na Calçada, simples oratório de madeira. // A 30/5/1859 foi madrinha de Pedro Eduardo Gonçalves. // Morreu solteira, na sua casa de morada, sita na Rua da Calçada, a 12/9/1876, e foi sepultada na igreja do extinto convento das Carvalhiças. Não fizera testamento. // Jerónimo Luís de Magalhães e sua esposa, Maria Delfina de Sousa e Gama, intentou contra ela e sua irmã Luciana Cândida Gomes de Abreu um libelo em 1852, mas não resultou. /// (*) Em 1886 seu sobrinho, José Cândido Gomes de Abreu, substituiu esse oratório pela actual construção.
ESTEVES, António Carlos. Filho de José Bento Esteves e de Ana Emília Coelho, moradores na Calçada, SMP. Neto paterno de Maurício Esteves e de Ana Joaquina Fernandes, do Louridal, Chaviães; neto materno de --------- Coelho e de ---------------. Nasceu na vila a 13/12/1854 e foi batizado na igreja a 17 desse mês e ano. Padrinhos: frei António Monteiro, de Cavaleiros, Rouças, e Carlota da Conceição, tia paterna do batizando. // Proprietário. // Casou na igreja de Prado a 15/11/1902 com Ermezenda, solteira, nascida a 9/6/1887, batizada na igreja de SMP, filha de Hermenegildo José Solheiro e de Adelaide Joaquina Alves, sua parente no terceiro e quarto grau de consanguinidade. Testemunhas presentes: Joaquim José Esteves e Maria da Conceição Esteves, da rua da Calçada, vila. // Teve estabelecimento comercial na Barbosa. // No segundo semestre de 1907 foi jurado pela freguesia da Vila. Também teve esse cargo em 1916. Eram seus pares: Dr. António Augusto Durães, Francisco Pires, Amadeu Carlos Ribeiro Lima, Justiniano António Esteves, Joaquim do Carmo Álvares de Barros, Manuel Pires, Agostinho Fernandes Barros, António Maria Valas, José Maria Alves, Manuel José da Costa Velho, e João José do Vale. // A sua esposa esteve doente com a “influenza” em 1908. // Em 1917 concorreu às eleições camarárias, em uma lista encabeçada pelo padre Francisco Leandro Álvares de Magalhães, reitor de Alvaredo . // Ambos os cônjuges faleceram em Prado: ele a 9/2/1931 e ela a 20/11/1949, mas foram sepultados no cemitério da Vila. // Com geração.
ESTEVES, Raul. Filho de António Carlos Esteves, natural da Vila, e de Ermezenda Solheiro, natural de Prado, proprietários. Neto paterno de José Bento Esteves e de Ana Emília Coelho; neto materno de Hermenegildo Solheiro e de Adelaide Alves. Nasceu no lugar da Barbosa, SMP, a 5/9/1903, e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Hermenegildo José Solheiro, solteiro, proprietário, e Sara Solheiro de Oliveira, casada, proprietária. // No verão de 1913 requereu o exame do 2.º grau, a realizar na escola Conde de Ferreira. Fez esse exame em Agosto, ficando distinto . // No verão de 1915 fez exame do 1.º ano num dos liceus de Lisboa . // No ano seguinte transitou do 2.º para o 3.º ano; estudava no liceu Gil Vicente, Lisboa. // Casou na CRCM a 30/7/1926 com a sua prima Maria Amélia, filha de Justiniano António Esteves e de Lina Rosa Lourenço. // A 18/8/1926 foi empossado como administrador do concelho de Melgaço. // Em Janeiro de 1928 pediu a exoneração desse cargo. // Foi um dos fundadores dos BVM. // Morreu doente, a 19/2/1929, no lugar da Barbosa, SMP.
COELHO, Francisco António. Filho de Agostinho José Coelho e de Ana Joaquina Soares, moradores na Calçada, SMP. Neto paterno de José Coelho e de Ana Ribeiro, de Vila Chã, bispado do Porto (!); neto materno de Maria Josefa Soares, solteira, residente na Calçada, Melgaço. Nasceu na Vila a 15/3/1818 e foi batizado na igreja três dias depois. Padrinhos: Francisco Pereira, morador no Campo da Feira de Fora, e sua esposa, Ana de Araújo, representada por seu sobrinho António. // Lavrador. // Casou na igreja de Rouças a 13/12/1847 com Claudina Joaquina, filha de Manuel José Rodrigues e de Antónia Caetana Alves, do lugar da Igreja, Rouças. // Testemunhas: Bento de Nossa Senhora do Carmo, Francisco Luís Durães, solteiro, ambos do lugar da Igreja, e Manuel Caetano Alves Salgado, casado, do lugar de Surribas. // Morreu no lugar da Igreja a 15/5/1879, com todos os sacramentos, com 53 anos de idade, casado com a dita Claudina Joaquina, sem testamento, com três filhos (ver em Rouças), e foi sepultado no cemitério particular de Rouças.
CODESSO, Jerónimo José. Filho do capitão Manuel António Fernandes Codesso e de Ana Maria de Figueiredo, moradores em SMP. N.p. de João Fernandes Codesso e de Domingas Fernandes Soares da Costa, da Portela de Paderne; n.m. do capitão Jerónimo Ribeiro e de Guiomar Nunes de Figueiredo, da Vila. Nasceu a 14/8/1768 e foi batizado na igreja de SMP a 18 desse mês pelo padre Manuel Fernandes Codesso, cura de Paderne, com licença do padre Manuel Bento de Lima, encomendado de SMP. Padrinhos: Jerónimo Gomes de Magalhães, sargento-mor, e sua filha Mariana Gertrudes de Magalhães e Abreu, da Quinta da Calçada. Testemunhas: padres Manuel Alves e Manuel Gomes Ribeiro, ambos da Vila. // Foi fidalgo da Casa Real, sargento-mor das milícias e ordenanças da Vila de Valadares e seu termo, e provedor da Santa Casa de Misericórdia de Melgaço em 1817. // Casou em Paderne a 25/5/1822, com Margarida Clementina de Lima Azevedo de Sousa e Castro, da Casa da Cordeira, Rouças. // Lutou na guerra civil ao lado das forças de D. Miguel, regressando a casa, derrotado e abatido. // Morreu a 20/6/1834 na sua casa da Portela de Paderne. // A sua viúva voltou a casar, falecendo também na dita Casa da Portela a 29/12/1876. // Com geração.
CASTRO, Caetano José. Filho de António José de Castro e de Maria Rosa Quintela, residentes na freguesia de Rouças. // Casou na igreja de SMP a 27/7/1831 com Josefa Antónia, filha de Bernardo António Rodrigues e de Rosa Maria Gomes, do lugar da Corga, SMP. Testemunhas: padre Gregório Ventura Gomes, natural de Chaviães, Diogo António Soares e AJR, mordomo da igreja. // Morreu repentinamente, a 11/10/1852, no lugar da Oliveira, SMP, e foi sepultado na igreja matriz com ofício de doze clérigos. Fizera testamento, e deixou por sua alma cinquenta missas; por alma de António Manuel, duas missas; pela alma da sogra dele, duas missas; pelas almas do fogo do purgatório, quatro missas; outra pela maior necessidade deste mundo; outras duas de Nossa Senhora; mais três missas à sagrada morte e paixão de Cristo; e mais outra à Senhora da Peneda, dita na Vila de Melgaço; e outra à Senhora da Orada, dita no mesmo santuário; outra a São Bento; pelas almas dos avôs e avós, e padrinhos, quatro missas; pelos terços e penitências mal cumpridas, quatro missas.
ESTEVES, Esmeralda da Conceição (*). Filha de Justiniano António Esteves, solteiro (**), presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal, e de Lina Rosa Lourenço, solteira, doméstica, moradora na Rua da Misericórdia, SMP. N.p. de José Bento Esteves e de Ana Emília Coelho; n.m. de Maria Miquelina Lourenço, solteira, de São Paio. Nasceu a 6/5/1890 e foi batizada a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Vítor Manuel Esteves de Magalhães e sua mulher, Maria das Dores Magalhães, proprietários, de Chaviães. // No dia 29/1/1905, na igreja de Chaviães, foi madrinha de Zulmira de Nazaré de Araújo, que nascera naquela freguesia a 22 do dito mês e ano; ela não assinou o assento de batismo, por não saber! // Casou na casa da Fonte da Vila a 25/10/1914, civilmente, com o Dr. Augusto César, advogado e notário em Monção, filho de Francisco António Esteves e de Belarmina Cândida Esteves; na igreja casaram a 16 de Dezembro desse ano. // Faleceu na Vila a 4/12/1956. // O seu viúvo finou-se a 26/3/1964. // Com geração. /// (*) Em outros documentos aparece com o nome de Esmeralda da Assunção ou Ascensão. /// (**) Perfilhou a criança a 21/6/1893. // Por sua causa, houve uma polémica entre o padre Júlio Hilarião Vaz e o Dr. Augusto César Esteves .
GONÇALVES, Mariana. Filha de Maria Joaquina Gonçalves, solteira, costureira, de Paderne, moradora na Rua da Calçada, SMP. N.m. de Domingos Leandro Gonçalves, galego (*) e de Constância Teresa Cerdeira, padernense, lavradores, residentes em Paderne. Nasceu a 7/7/1887 (**) e foi batizada na igreja de SMP a 14 desse mês. Padrinhos: António Soares e Mariana Pires, naturais de Gondinhães (Vila Praia de Âncora), Caminha. // Peixeira. // Morou muitos anos numa casinha perto do Cine Pelicano. // Juntamente com Lucrécia da Costa Velho angariou esmolas para uma missa solene a S. Bento no dia 11/7/1937. // Nos anos cinquenta era uma mulher esguia, seca de carnes, morena, sempre vestida de negro; as crianças tinham-lhe medo, embora ela não fizesse mal a ninguém. // Faleceu na Vila, solteira, a 23/1/1958. // (Ficou conhecida por Mariana Moucha). // Era irmã de Maria Ludovina Gonçalves e tia de Isolina Augusta Gonçalves, Florinda da Natividade Gonçalves, etc. /// (*) Ver a descendência de Domingos Leandro Gonçalves e de Constância Teresa Cerdeira, em Paderne: Florinda, Ludovina Rosa, Manuel Inácio, Marcelina, Maria José… /// (**) A sua mãe morrera a 27/9/1885 - confirmar.
ROCHA, Abel Carlos. Filho de Baltazar José da Rocha, artista, e de Júlia Cândida Pereira, doméstica. Neto paterno de Gaspar de Brito e Rocha, solteiro, dos Arcos de Valdevez, e de Albina da Conceição Alves, solteira, da Vila de Melgaço; neto materno de Manuel José Marques Pereira e de Maria Clementina (ou Clementina Rosa) da Gândara. Nasceu na Rua da Calçada, SMP, a 10/1/1908, e foi batizado a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Carlos Bento Fernandes, solteiro, artista, e Dominda de Carvalho, solteira, doméstica. // Aprendeu o ofício de sapateiro e, quando adulto, abriu oficina própria, perto do Cine Pelicano. Fazia calçado novo, e podemos considerá-lo um mestre na arte de calçar. // Casou na igreja de Prado a 15/1/1938 com Vitalina Lourenço, nascida nessa freguesia de Prado a 23/9/1912, filha de Manuel Joaquim Lourenço e de Constança Rosa Gomes, a qual veio residir com ele na Vila. // Ele levou uma vida bastante solitária, austera; somente aos domingos à tarde ia na sua bicicleta até Prado visitar os parentes da esposa. // Morreu na Vila a 31/12/1982. // A sua viúva finou-se no Lar Pereira de Sousa a 15/8/2005. // O casal teve dois filhos: Manuel e Carlos Baltazar, emigrantes em França.
PASSOS, Ludovina Augusta. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão. N.p. de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Domingues Salgado; n.m. de Vitorino Monteiro Vasconcelos Mourão e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo. Nasceu na Rua do Rio do Porto, Vila, a 13/10/1889, e foi batizada a 10/1/1890. Padrinhos: Aníbal Bernardo de Vasconcelos Mourão Rodrigues Passos, clérigo de ordens menores, e Josefina Augusta de Vasconcelos Mourão Rodrigues Passos, solteira, irmãos da batizanda. // Enquanto o seu irmão e padrinho se conservou no Colégio da Beira, fez ela estudos de professora na Escola Normal do Porto e em Matosinhos. Em 1907 foi ao Porto fazer o exame de admissão à Escola Normal, obtendo 15 valores. // Fundou em 1912 o Colégio de Santa Isabel para ensino exclusivo de raparigas. As coisas não devem ter corrido lá muito bem, pois aceitou lecionar num Colégio da Parede, perto de Lisboa. // Em 1914 era professora no Colégio da Beira Mar, cujo diretor era seu irmão, padre Aníbal. // Embora solteira, teve as suas aventuras amorosas, e daí nascerem rebentozinhos. // Faleceu na freguesia do Campo Grande, Lisboa, a 15/1/1965. // Nota: deve ter sido ela que criou o filho do seu irmão padre.
PASSOS, Leonídia Cândida. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro Vasconcelos Mourão. Neta paterna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Domingues Salgado; neta materna de Vitorino Monteiro Vasconcelos Mourão e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo. Nasceu a 16/2/1876 e foi batizada a 13 de Julho desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, comerciante, por procuração do Comendador José dos Santos Oliveira, da cidade do Porto, e a avó da criança, Albina Clara. // Casou na igreja da Vila de Melgaço a 17/5/1899 com Francisco José Pereira, de quarenta e três anos de idade, solteiro, filho do comerciante António Luís Pereira e de Francisca de Araújo, do lugar dos Moinhos, Paderne, abastado proprietário e capitalista, e administrador substituto do concelho «em situações políticas regeneradoras.» // Ambos os cônjuges faleceram em Paderne: o marido a 17/11/ (1924?) e ela a 30/7/1962. // Mãe de Alberto, de Alexandre, de Armando Aníbal, de Arnaldo, de Damião António, de Estrela Preciosa, de Ludovina do Céu (já viúva aquando da morte da mãe), de Maria da Glória, e de Palmira. (Uma das filhas nasceu em Maio de 1908).
PASSOS, Albina Rosa. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues [Passos], médico-cirúrgico, natural de Paços, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão, de Viana do Castelo, moradores na Rua do Rio do Porto, SMP. Neta paterna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Domingues Salgado; neta materna de Vitorino Monteiro de Vasconcelos Mourão e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo. Nasceu a 16/2/1878 e foi batizada a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Aníbal Bernardo (futuro padre), irmão da batizanda, e a avó materna, Albina Clara. // Casou a 22/3/1903 com o seu conterrâneo Gaspar Eduardo de Almeida, de 46 anos de idade, solteiro {mas com dois filhos que trouxera do Brasil, João Eduardo (casou com Amélia Tibúrcio da Silva) e Herculana (casou no Porto a 12/8/1911 com José Lobo da Silveira)}, filho de Maria Caetana Marques, natural de Cristóval, solteira, costureira, moradora na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, e neto materno de Ana Rosa Marques, solteira, natural de Paços. // Enviuvou a 15/1/1909. // Em 1935 a sua vivenda de Galvão foi assaltada: roubaram-lhe “pichons”, rede de arame e outros géneros que encontraram à mão, pelo que apresentou queixa na administração do concelho, visto não haver GNR em Melgaço . // Faleceu na sua casa de Galvão (*) a 22/2/1960. // Mãe de Eduardo Augusto, de Gaspar Octávio (comerciante em Lisboa), e de Adalgisa Maria (Gi). /// (*) Esse palecete em 1997 estava à venda; esse espaço foi urbanizado; no terreno à volta foram construidos vários prédios.
PAÇO, Arlete Augusta. Filha de Lourenço do Paço, ferrador, da Vila de Monção, e de Albina Cândida Moreira, doméstica, de SMP, Melgaço. Neta paterna de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires, naturais da cidade de Tui, Galiza; neta materna de Mariana Antónia Moreira, de Melgaço. Nasceu na Praça do Comércio, Vila, a 28/10/1902, e foi batizada a 23 de Novembro desse ano. Padrinhos: Bento Fernandes Pinto, solteiro, empregado, e a Senhora do Rosário, com cuja coroa tocou António Pires Teixeira, solteiro, capitalista, ambos residentes na Vila de Melgaço. // Casou na CRCM a 31/5/1922 com João Rodrigues de Sousa (João do Gabriel), nascido no Porto em 1900; o seu marido viera nesse ano de 1922 da sua terra natal para Melgaço, a fim de trabalhar com seu tio, Gabriel Serafim. Foi proprietário da oficina de barbeiro, sita na Calçada, onde o casal morava, que depois da sua morte, ocorrida em SMP a 18/11/1969, pertenceu a Alfredo Lourenço do Paço. // Ela faleceu também na Vila a 8/4/1983. // Com geração.
RODRIGUES, João António. Filho de António Tomaz Rodrigues e de Teresa Benedita Cardoso, residentes no Campo da Feira de Fora. Neto paterno de João Manuel Rodrigues e de Francisca Josefa Domingues, de Prado; neto materno de Manuel José Cardoso e de Manuela Francisca Domingues, de Bilhões, Rouças. Nasceu na Vila a 11/7/1844 e foi batizado na igreja matriz a 14 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Casou na igreja de Chaviães a 13 de Fevereiro de 1871 com Carolina Rosa, de 18 anos de idade, filha de João Bento Gonçalves e de Maria Josefa Alves, moradores no lugar de Carvalheiras, Chaviães. Testemunhas: José Manuel Rodrigues, solteiro, natural da Vila, e António Manuel Monteiro, viúvo, agricultor, natural de Chaviães. // Com geração. // Ficou viúvo de Carolina Rosa a 14/3/1888. // Casou em segundas núpcias, também na igreja de Chaviães, a 4/5/1890, com Lina Rosa Codesseira, natural de Rouças, de 56 anos de idade, viúva de Manuel Joaquim Sanches, moradora no lugar das Carvalhiças, SMP. Testemunhas: Manuel Inácio da Ponte e Maria Teresa Rodrigues, ambos casados, lavradores, residentes na Vila. // A sua segunda esposa, Lina Rosa, faleceu em 1915.
TRANCOSO, José Augusto (Zé Corujo). Filho de Júlia Cândida Trancoso, solteira, de Rouças, e de Alberto Álvaro de Araújo, solteiro, pedreiro, da Vila. N.m. de Jerónimo José Trancoso, da Vila, e de Maria Teresa Esteves, de Rouças. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 27/2/1906 e foi batizado a 4 de Março desse ano. Padrinhos: Caetano José Mosqueira de Almeida, recebedor do concelho, e Esmeralda da Ascenção Esteves, solteira, proprietária. // A 20/7/1917 fez exame do 1.º grau, obtendo um ótimo. // Casou a 6/10/1934 na CRCM com Maria Amélia, sua conterrânea, filha de José Cândido Dantas e de Rosalina Domingues. Moraram nas Carvalhiças, numa casa perto da Senhora da Pastoriz. // Trabalhou como pedreiro, lavrador, e pescador de pesqueira. // «José Augusto Trancoso fracturou a perna esquerda no dia 11/7/1949, perto do lugar da Cabana, quando regressava da festa de São Bento de Fiães. Depois de um ligeiro tratamento no hospital da SCMM seguiu para o hospital de Santo Antonio, Porto.» A partir dessa altura começou a coxear. // Deu nova queda em 1962. «deu entrada no hospital com fractura patológica dos ossos da perna esquerda; foi enviado para Viana e o Dr. Manuel Gonçalves Ribeiro pensa que vai ser necessário amputar-lhe a perna doente.» // Morreu na Vila a 26/8/1983. // A sua viúva passou a residir com o filho António e nora, Fátima. // Foi pai de dezasseis filhos; sete deles morreram bebés.
TEIXEIRA, Maria Francisca. Filha de Matias Manuel Teixeira e de Maria Rosa Gonçalves, moradores intramuros. Neta paterna de António Teixeira, de Canavezes, e Bernarda da Silva, de Melgaço; neta materna de José Gonçalves e de Joana Fernandes, naturais de São Veríssimo de Cela Nova, Ourense. Nasceu a 8/11/1801 e nesse dia foi batizada em casa por Maria Francisca Velha, por pensarem que a criança corria risco de vida; recebeu os santos óleos na igreja dois dias depois. Padrinhos: Nicolau e Cosme e sua mulher, Maria Francisca, moradores em Melgaço. // Em 1845 estava solteira e morava na Rua de Baixo. Nesse ano «deixou a José Manuel Gonçalves, de Entre Portas, a quantia de setenta e sete mil réis, e não tendo dinheiro para lhe pagar e muito menos ainda para satisfazer os legados de seu tio Pedro Bento de Mugueimes, vendeu àquele o Cerrado de Marrocos com uma casa dentro, mas obrigou-o a pagar os referidos legados e um era entregar trinta mil réis a “Nossa Senhora das Dores que está à Portaria do extinto convento desta vila para ajuda de lhe fazer um nicho de madeira com sua pintura aonde chegar.” // Nota: deve ser a mesma senhora que morou intramuros e faleceu solteira, a 19/5/1856, tendo sido sepultada na igreja matriz com ofício de 16 padres, pago pela Confraria das Almas, de que era irmã; tinha a alcunha de “Pena Suga”.
VELHO, Maria Alzira. Filha de Alberto César da Costa Velho, artista, natural de SMP, e de Mariana Nunes da Rocha (!), doméstica, natural do Rio de Janeiro, Brasil. Neta paterna de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; neta materna de José Machado Nunes e de Mariana de Jesus Nunes. Nasceu na Rua Direita a 8/4/1908 e foi batizada a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Bento Fernandes Pinto, solteiro, proprietário, e Esmeralda Esteves, solteira, proprietária. // Casou na CRCM a 6/10/1924 com Raul Ferreira Cardoso, de 22 anos de idade, filho de José Ferreira Alves Cardoso e de Generosa Miquelina Barreiros, funileiro, natural da freguesia de São Nicolau, Porto. // Teve um pequeno restaurante e taberna na Rua Direita, perto do Solar do Alvarinho. A matéria-prima para as refeições, tais como couve, cebola, pimento, etc., cultivava-a numa pequena horta que arrendara. Era ela que fornecia a comida aos presos da cadeia. // O seu marido morreu na Vila a 18/3/1976. // Ela faleceu também na Vila a 10/2/1983. // Mãe de sete filhos.
Fichas dos sócios: Valdemar Rodrigues, Valentim Alves Pinto, Valentim Dias Pereira, Valentim Duarte Gabriel, Vasco da Assunção Gomes, Vasco Domingues, Vasco João Pereira Guerra, Vasco Luiz da Cruz Tomasini, Vasco Rui do Carmo Silvestre, Vicente de Jesus Torres, Vicente Martins, Vidal de Jesus, Virgílio de Almeida Prazeres, Virgílio de Almeida Santos, Virgílio Eduardo Rodrigues Batista, Virgílio Faria Jorge, Virgílio Paulo de Figueiredo, Virgílio Pereira Braga, Virgílio dos Santos Pires, Viriato Batista Borges, Vital Bento Alves Salgado, Vital Carvalho Rodrigues, Vitalino Manuel dos Santos António, Victor Brazão Leitão, Vítor de Carvalho Valinha, Victor Fernandes, Victor Hugo Guerreiro Pires, Victor Hugo da Silva Gomes, Victor Jorge Rodrigues Lino, Vítor Luís da Silva Gomes, Victor Manuel de Almeida e Sousa, Victor Manuel Arroja Figueiredo, Vítor Manuel da Conceição, Victor Manuel da Cruz Madeira, Victor Manuel Fernandes, Victor Manuel da Fonseca Bonifácio, Victor Manuel Fragoso Cardona, Vítor Manuel Gaspar de Sousa, Vítor Manuel Guia Ribeiro, Victor Manuel Inácio Cavaco, Victor Manuel Marques Gomes, Victor Manuel Marques dos Santos, Victor Manuel Marques Viana, Vítor Manuel Miranda Vieira, Victor Manuel Nunes de Paiva, Victor Manuel Serra e Moura Queiroz, Victor Manuel da Silva, Victor Manuel da Silva Leitão, Vítor Manuel Simões Valentim, Victor Manuel Teixeira Correia, Victor Ramos da Fonseca, Victor da Silva Barbosa, Victor Teixeira Lopes, Vitorino António Tremoceiro, Victorino das Dores Romão, Vitorino Martins da Silva e Vladimiro José de Mendonça.
Fichas dos sócios: Jacinto Jesus Pereira, Jacinto da Silva Figueiredo, Jaime Acácio Trindade Teixeira Beltrão, Jaime de Almeida Duarte, Jaime Caetano, Jaime Coelho Pinheiro, Jaime Fernandes Lopes, Jaime Francisco Cruz Machado, Jaime Gaspar Alberto, Jaime Gonçalves Rodrigues Coelho, Jaime José das Dores Palma, Jaime José Teixeira da Silva, Jaime Jurado Lírio, Jaime Ladislau Coelho, Jaime dos Santos, Jaime da Silva Carvalho, Jaime Silva Gordinho, Jaime Viegas, Jaques Jacinto Ferrão e Melo, Jerónimo Antunes, Jerónimo da Conceição Oliveira, Jerónimo Gomes de Almeida, Jerónimo José Barqueiro, Jerónimo Santos Cabral, João Aires Loureiro, João Albino Boa, João Alves, João Alves Pedro, João António Barros Cardana, João António de Carvalho Taveira, João António da Luz Matos, João António Salas, João António de Santana Vital Plácido Ramos, João da Assunção de Castro, João Augusto Lopes das Neves, João Bento da Silva Júnior, João do Carmo Costa, João Celestino Machado Belo, João Correia Nogueira, João Correia Nunes Vieira, João Correia de Queiroz, João Cruz Barata, João Custódio Zegre, João de Deus Neto Martins, João Edmundo D'oliveira Morgado, João Emílio Simões Raposo, João da Encarnação Silva, João Fernandes Crespo, João Fernando Lourenço Furtado e João Fernando da Silva Santos.
Fichas dos sócios: João Rodrigues Simões, João Rodrigues Ventura, João de Sá, João Sabino Pires da Encarnação, João Saldanha, João de Santana Pires Ventura, João dos Santos, João dos Santos Almeida, João dos Santos Ribeiro, João Santos Rodrigues, João da Silva, João Simões e Silva, João Vaz Velho Palma, João Vicente Branco, João Vicente dos Santos, Joaquim Alberto Guerreiro Mamede, Joaquim Alfaiate Navarro, Joaquim António Fernandes, Joaquim António Magalhães Bernardino, Joaquim António Nunes Bajanca, Joaquim Ascenção Dias, Joaquim Augusto da Silva Santos, Joaquim Azevedo Rodrigues, Joaquim Bento, Joaquim Braz Fernandes, Joaquim Cardoso Antunes, Joaquim Carrasco Calhanas, Joaquim Carvalho Rios, Joaquim Casimiro R. Vital Novelinha, Joaquim Castanheira de Carvalho, Joaquim Cláudio Duarte, Joaquim Correia de Amorim, Joaquim da Costa Pereira, Joaquim Duarte Bonifácio, Joaquim Feliciano Nunes Gomes, Joaquim Fernando Jesus Alberto, Joaquim Fernando Miranda Coelho, Joaquim Ferreira Pereira, Joaquim Ferreira da Silva, Joaquim Filipe Rosendo, Joaquim Francisco Sampaio Santos, Joaquim Gomes de Sousa, Joaquim Guilherme Pombo Miguel, Joaquim de Jesus Barata, Joaquim Jorge Jesuíta, Joaquim José da Conceição Rodrigues, Joaquim José da Piedade, Joaquim José da Silva Leitão, Joaquim José Soares e Joaquim Júlio Rosa da Silva.