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Carta da Escola de Marinha de Amesterdão para a Escola de Marinha de Lisboa
O autor remete dois exemplares do Tratado de Paz, de Amizade e de Aliança entre a Convenção Nacional e os Estados Gerais das Províncias Unidas dos Países Baixos, assinado a 16 de Maio e ratificado a 4 de Junho de 1795.
Carta dos Estados Gerais da República das Províncias Unidas dos Países Baixos
Minuta do Memorial apresentado por António de Araújo de Azevedo, aos Estados Gerais da República das Províncias Unidas dos Países Baixos
Minuta do Memorial apresentado por António de Araújo de Azevedo, aos Estados Gerais da República das Províncias Unidas dos Países Baixos
Tratado de Paz, de Amizade e de Aliança entre a Convenção Nacional e os Estados Gerais das Províncias Unidas dos Países Baixos, assinado a 16 de Maio e ratificado a 4 de Junho de 1795.
Ofício de António de Araújo de Azevedo para Richard, representante do povo francês junto do Exército do Norte, em reposta ao seu despacho de 8 Fructidor, agradecendo ao Comité de Salvação Pública por ter feito passar além dos Pirinéus a carta que o autor dirigiu a [Luís] Pinto de [Sousa].
Luís Pinto de Sousa envia despacho para João de Gildemeester
Luís Pinto de Sousa remete despacho para João Gildemeester, onde comunica a surpresa de S. M. perante a intenção da República Batava em declarar guerra a Portugal. Instrui o destinatário, para informar o Governo Batavo das consequências decorrentes de tal intenção.
Daniel Gildemeester solicita a S.A.R. uma tomada de posição sobre a suspensão das relações políticas e comerciais entre a República Batava e Portugal.
O autor, Encarregado de Negócios da República Francesa na Haia, remete a António de Araújo de Azevedo o passaporte que ele tinha solicitado a Richard, representante do Povo.
O autor indica que a sua carta foi entregue a Luís Pinto de Sousa
Escreve sobre a restituição dos marinheiros portugueses que se encontram detidos em França e informa que não existem quaisquer marinheiros franceses presos em Portugal, nem nas suas colónias pelo facto da França ser uma nação amiga.
Informa que recebeu ordens de Luís Pinto de Sousa e que pensava que António de Araújo de Azevedo já não se encontrava nos Estados da República.
Dirige-se ao primo [Conde da Barca] para saber do estado da sua saúde e para o informar que deu à luz um rapaz a que deu o nome de António de Vasconcelos. Diz que mal nasceu logo lhe destinou casamento com Maria Emília, filha da sua sobrinha Maria Inácia. Está na resolução de o fazer seu herdeiro, mas que todos os pormenores ainda permanecem em sigilo. Pede a aprovação do destinatário para que a sua satisfação seja completa.
Mariana, Dama da Rainha D. Maria I e viúva de Miguel de Arriaga Brum da Silveira, pede ao primo Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] que tenha compaixão e proteja o justo requerimento de D. Emília de Bivar Albuquerque e Mendonça Weinholtz, filha do falecido Brigadeiro de Artilharia da Corte, Cristiano Frederico de Weinholtz, que ficou há pouco tempo orfã de mãe, e que apenas suplica por meios para a sua subsistência e a de sua avó.
Expressa o seu sofrimento pela morte da Rainha D. Maria I. Refere-se às recaídas que a sua saúde tem sofrido. Informa o primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que o defendeu de todos quantos o acusavam de ter abandonado por completo a autora e D. Maria da Penha, e expressa a amizade e os laços de parentesco que sempre os uniram. Recomenda o portador da carta, João Luís Ferreira Drumond, que serviu no Comissariado das Munições de Boca, o qual vai à Corte [no Rio de Janeiro], com o fim de solicitar a D. João VI, meios para a subsistência da sua família visto que o governo [de Lisboa] não o despacha com a decência merecida.
Representação de E. I. van der Mandere, P. V. Boddaert, G. T. Godin, D. Rademaker
Oferece ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado], um livro recentemente impresso naquela capitania, o qual gostaria que fosse visto como um ato de reconhecimento.
Sentença relativa à herança de José de Campos e Silva, que passa ser devida à Santa Casa da Misericórdia do Porto
Dá conhecimento ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], do teor da resposta que enviou ao Ministério sob forma de ofício, ao resultado da Comissão Ministerial ocorrida na Baía e de que foi incumbido José da Costa.
Acusa o envio pelo navio Kalmuka, dois filhos do primeiro Salgueiro Chorão do Brasil. Em P.S. informa que os dois arquitetos que estiveram em comissão na Baía para confirmar se o autor tinha falado a verdade.
O autor pede instruções sobre as negociações exixtentes entre Portugal e a Holanda
Apesar de saber que este é um assunto que escapa à sua esfera de ação solicita, a pedido de uma pessoa da sua amizade, a proteção do primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] para o requerimento de João Pedro Cardoso que, degredado para a Ilha da Madeira sob a acusação de ter aderido à causa francesa, pede para ser restituído à liberdade.
Solicita ao primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que proteja os seus pedidos a favor do Tenente Carlos Raimundo Xavier Dinis Villas Boas, cuja progressão na carreira militar paralisou após a saída do Príncipe-Regente para o Brasil.
O autor agradece a intervenção do destinatário na resolução do litígio sobre a herança de José de Campos e Silva
Pede ao primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que interceda junto de D. João, Príncipe-Regente, a fim de alcançar a mercê de uma parelha de mulas ou machos da Casa Real, com arreios novos e carruagem, visto que aquela que possuía e que lhe fora dada pela Rainha D. Maria I, foi-lhe retirada por Joaquim da Costa, para estar ao serviço dos Exércitos durante a Guerra da Península, mas que agora não lha devolve sem autorização do Rio de Janeiro.
Oferece ao amigo António de Araújo de Azevedo, metade da safra deste ano da sua plantação de café.
O autor transmite informações sobre o pedido de empréstimo que Portugal pretende fazer em Amesterdão.
O autor informa sobre a falta de diamantes em Amesterdão, o que afecta o normal funcionamento das lapidárias.
Carta de H. Hagel, dando conta que em 7 de Agosto de 1705 concretizou-se um acordo comercial entre o Rei de Portugal e a República
Agradece a carta recebida, onde pode certificar-se das consideráveis melhoras do saúde do primo [Conde da Barca]. Informa-o que a sua saúde conheceu algumas melhoras, mas que presentemente ressentiu-se sendo considerável o seu abatimento. Renova os seus protestos de particular amizade.
Agradece a carta recebida onde constatou que o primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], estava se restabelecendo depois que foi para o campo, notícia que lhe deu a maior consolação. Informa que tem passado muito mal devido ao desgosto motivado pelos conflitos com João de Faria, que se julgava herdeiro de todos os bens da autora.
Solicita a proteção de António de Araújo de Azevedo para o requerimento incluso em que pede a D. João, Príncipe-Regente, o Hábito de Cristo, devido aos serviços prestados e ao facto do seu avô já o ter merecido.
Bispo de Meliapor entre 1804 e 1820 e vigário capitular do Funchal desde 1811, porque preocupado com António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], devido a notícias que por aqui correram, procura saber do seu estado de saúde. Remete por esta mesma embarcação, uma cartola de vinho Madeira. Solicita o auxílio do destinatário para ser nomeado em definitivo para esta ou para outra igreja. Informa que no governo tudo vai bem e que em breve escrever-lhe-à a este propósito.
O Padre Domingos Rodrigues de Abreu, pretendendo entrar para Oficial da Intendência da Polícia, solicita ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil], uma carta abonatória em seu favor para apresentar ao Intendente Geral, João de Matos Vasconcelos Barbosa de Magalhães.
Solicita ao primo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], o seu amparo para o requerimento junto de Manuel Rodrigues de Castro, Tenente-Coronel de um Requerimento de Milícias da Cidade do Maranhão e que pretende ser graduado Coronel do mesmo Regimento e entrar como efetivo na vacatura existente.
Jacob Frederico Torlade Pereira de Azambuja, remete ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], extratos de algumas cartas do amigo Manuel do Canto de Castro Mascarenhas, Chefe de Divisão da Real Armada e Intendente da Marinha no Maranhão, versando objetos interessantes para a economia da referida Capitania. Comenta algumas das medidas preconizadas pelo Intendente e elogia o trabalho desenvolvido por este em prol da real serviço.
Acusa a receção da carta do Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], tendo constatado a sua débil saúde. Deseja as melhoras e agradece a proteção dispendida na defesa dos seus interesses e do seu genro, o 1.º Barão de Tavarede, e que culminou com a obtenção de uma nova graça. Informa que está mais esperançado no seu futuro e no de Francisco José Pinto de Azevedo, porque ouviu dizer que um mercador de Coimbra tem uma grossa quantia depositada. Enche-se de tristeza porque sabe que não volta a ver o destinatário.
Felicita o destinatário pela mercê do título de Conde da Barca, [recebida em 17 de Dezembro de 1815].
O gravador Francisco Tomás de Almeida, [1778-1866], informa a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que o Mestre Francisco Bartolozzi, faleceu no dia 7 de Março, vítima de uma catarral. Por este motivo, tem assistido temporariamente a Aula de Gravura. Tem em seu poder o desenho de Claúdio Coelho por onde foi gravada a chapa do Escorial de Espanha e também as chapas das vinhetas para a livraria, ambas para entregar ao destinatário. Enviará mais obras da sua autoria, onde figura um retrato ao natural do Duque de Wellington, mandado fazer pelo próprio e que Bartolozzi deixou inacabado. Pede proteção para o requerimento que Bartolozzi enviou ao rei solicitando um aumento da pensão que o autor recebe do Real Erário.
Remígio Pereira de Andrade, cirurgião, expõe o processo que o levou a ser preso no Forte de São Pedro da Baía sob a acusação de ter desertado da sua divisão.
O cirurgião Remígio Pereira de Andrade, preso no Forte de São Pedro da Baía, sob a acusação de desertar da 7.ª Divisão dos Indios das margens do rio Gequitinhonha, envia uma minuta e uma atestação a António de Araújo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] implorando para proteger o requerimento enviado em Maio do ano passado. Pretende receber aviso a conceder-lhe a liberdade ou a autorizá-lo a ir à Corte do Rio de Janeiro tratar da sua defesa.
Remígio Pereira de Andrade, cirurgião, que se encontra preso no Forte de São Pedro da Baía, sob a acusação de desertar da 7.ª Divisão dos Ìndios nas margens do Rio Getinhonha, pede autorização a D. João, Príncipe-Regente, para retomar os trabalhos da abertura da nova estrada do Rio Gequitinhonha, instruir a gentilidade nos dogmas da religião católica e na extração de metais preciosos, e navegar nos rios da Comarca de Porto Seguro e Ilhéus até à Capitania de Minas Gerais. Possui três atestações autenticadas.
D. Maria do Carmo Freire de Andrade, suplica ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], o favor de apresentar ao Príncipe-Regente D. João, o requerimento incluso.
Diogo Jacinto de Almeida, escrivão proprietário encartado de um dos ofícios do Juízo da Correição do Crime, declara que do processo formado no Juízo da Inconfidência, não consta culpa contra a pessoa, crédito e fama do Tenente General Gomes Freire de Andrade e que abonam em seu favor as atestações que apresentou, sendo por isso livre e inocente de qualquer mácula.
Invoca a amizade e o patrocínio do primo Conde da Barca, [Min da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], para obter a Comenda honorária que constava no requerimento que enviou ao Príncipe-Regente, D. João, como recompensa pelo seu desempenho enquanto Coronel do Regimento de Voluntários Eclesiásticos Seculares e Regulares da Cidade do Porto.
Pede proteção ao primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], para a representação que o Marechal General Beresford, [Marquês de Campo Maior] e [Comandante em Chefe do Exército Português], apresentará ao Príncipe-Regente D. João, sobre as tenças que o mesmo e muitas pessoas de primeira qualidade receberam do infame Raimundo José Pinheiro.
Pede a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que se compadeça da sua situação e leve à presença do Príncipe-Regente D. João o requerimento incluso.
Francisco Tomás de Almeida, gravador, informa ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] que procedeu à entrega, ao Marquês de Borba, das duas chapas das vinhetas para a livraria do destinatário, feitas pelo seu professor [Francisco] Bartolozzi [falecido em Março de 1815]. Remeteu um caixote com obras da sua autoria e um novo requerimento, visto que nunca chegou a receber o despacho do primeiro em que pedia um aumento da pensão que recebe do Erário Régio. O seu procedimento moral poderá ser comprovado junto do referido Marquês de Borba.
Francisco Tomás de Almeida, artista gravador e antigo discípulo de Francesco Bartolozzi, conforme atesta o documento em anexo, solicita ao Príncipe-Regente D. João um aumento da pensão que atualmente recebe do Real Erário.
Marianna, agradece ao primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], a sua prontidão no atendimento do seu pedido. Solicita-lhe que apresente os seus agradecimentos a Sua Majestade por lhe ter outorgado a continuação da carruagem. Pede que se encarregue do despacho do requerimento incluso, do Padre António Francisco de Carvalho, Prior de Oeiras e seu amigo, que sempre teve um comportamento exemplar no seu ministério paroquial. Diz que escreve a carta com o seu próprio punho para demonstrar, inequivocamente, o interesse que tem neste despacho.
Renova os votos de respeito e gratidão e solicita ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], que proteja o requerimento incluso em que Francisco Maria Sodré Pereira, chefe da família mais ilustre do Brasil, pede a Graduação de Coronel de Milícias. Refere-se a outros casos em que tem sido concedida esta mercê para exemplificar a injustiça que aconteceria caso este requerimento não fosse provido. Diz que assim que tiver mais saúde e mais humor voltará a escrever.
Remete a pedido do seu amigo o Cônsul português em Gibraltar os papéis inclusos. Felicita o amigo pela vitória do exército português na batalha ocorrida no dia 21 de Junho, pela tomada da estrada de Pamplona pelas tropas inglesas, pela reconquista de Tarragona, pela expedição de Alicante e pela evacuação de Valença, notícias que recebeu através de ofícios que foram impressos na Corunha e publicados no dia 27 de Junho. Em P.S. informa que Borges está no Engenho a construir as fornalhas e que por isso pediu a José Marcelino da Cunha os papéis de Feldner, mas que ainda não os recebeu.
Agradece ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], o empenho que tem demostrado para o bom sucesso do requerimento incluso mas alerta para a necessidade de o manter em segredo para não despertar zangas. Refere-se à expedição das cartas de Sesmarias e que Borges e Osório decidiram em dar outro impulso ao negócio da nova Sesmaria que o destinatário deseja. Fará tudo o lhe solicitou a respeito do Capitão Feldner, mas necessita que venha na guia os vencimentos que devem ser declarados na Portaria que enviará a José Marcelino da Cunha, [Ouvidor de Porto Seguro]. Duvida da competência do Tenente Silveira para capitanear a cavalaria da Baía. Quando a monção o permitir, enviará um Salgueiro Chorão, que pensa será o primeiro em todo o Brasil. Junto envia comentários que bem ilustram o estado de degradação em que se encontra a Baía. Em P.S. releu o requerimento de Silveira e demonstra a sua satisfação pelo facto de ele se contentar em ir para a polícia.
Acusa o envio dos cinquenta escravos pela Fragata "Príncipe D. Pedro", conforme a ordem que António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], enviou por António Luís Dantas Coelho. Descreve o sinal do ferrete marcado no peito esquerdo dos escravos, para que não sejam confundidos com os demais que seguem na mesma embarcação.
Recorre a António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], para obter proteção para um requerimento que enviou para a Corte. Pede para ser nomeado cónego ou para outro cargo que esteja vago. Escreve por intermédio do abade de Lóbrigos, António Fernando de Araújo de Azevedo, irmão do destinatário, a quem gostava de ver despachado Bispo.
Agradece as cartas que o amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], lhe enviou e lamenta a tristeza do destinatário pelo estado em que se encontra o Rio de Janeiro. Informa que João Caetano já se encontra na Baía a tratar da encomenda das flores. Pede que o proteja das acusações que fazem a seu respeito na Corte a propósito dos comentários que fez sobre a Baía. Pede proteção para António da Silva Lopes para Lente da Aula de Desenho da Baía.
Acusa a receção das cartas de António Luís Dantas Coelho datadas de 22 e 25 de Novembro e da fatura dos vinte caixotes de Coral da China, consignados por ordem de António de Araújo de Azevedo. Informará das vendas que efetuar deste produto. Procedeu à remessa dos cinquenta escravos que o destinatário lhe tinha encomendado e, no dia 26, deste mês enviou outros 25, todos devidamente sinalizados. O pagamento, no valor de 1.600$000, deve ser feito a José Luís Alves ou a quem tiver os seus poderes.
Apresenta os seus cumprimentos natalícios ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil]. Remete pelo Comandante do Navio "Kalmuka" um caixote com geleias de frutas originárias deste país.
O autor, confiado na bondade e na proteção do Ministro e Conselheiro de Estado, António de Araújo de Azevedo, envia-lhe um requerimento, esperando que o bom êxito do mesmo providencie o sustento e evite as moléstias de "hum miseravél velho que pouco tempo lhe resta de vida", da mesma forma como fez a muitos o Marquês de Aguiar.
O médico, [elevado a Visconde de Condeixa durante o Miguelismo], remete uma gazeta a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado, no Brasil], onde poderá observar que os Ministros [ingleses] expuseram, na véspera, na Câmara dos Comuns, o pedido feito pelo Príncipe-Regente D. João ao governo inglês para o envio de uma nau para o Rio de Janeiro. É a primeira vez que se participa semelhante pedido ao público. Comunica que o Governo inglês ofereceu vinte milhões de cruzados a Espanha para terminar definitivamente com o comércio da escravatura.
Alerta o [Min. da Marinha e do Ultramar] António de Araújo para a necessidade de ter um jornalista acreditado em Londres por forma a fazer oposição aos Editores do "Morning Chronicle" e do "Times". Informa que o Conde do Funchal, [Embaixador em Londres], comprou o editor do "Morning Chronicle". Mr. Canning foi nomeado Embaixador para Lisboa com um ordenado de 14.000 Libras, o que tem causado algum mal-estar em Lisboa. Soube que a Regência de Lisboa começa a ser posta em causa e que querem entregar o reino aos ingleses, prefigurando-se o Principal Sousa [Secretário da Regência] e o Conde do Funchal [Embaixador em Londres] os responsáveis por esta situação. É imperioso estar atento às invasões dos ingleses no interior do Brasil porque não querem só abolir a escravatura, mas também "pregar aos pretos os direitos dos homens". Refere-se à regeneração do comércio português na Àsia e à postura dos redatores do Investigador [Portuguez], [José Liberato Freire de Carvalho e Pedro Nolasco da Cunha] e do Correio Braziliense [Hipólito].
Pede proteção a António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], para o requerimento em que o seu genro [1.º Barão de Tavarede], dirigiu ao Príncipe-Regente D. João, para que sua mãe [D. Antónia Madalena Quadros e Sousa], fosse reconhecida como legítima herdeira do Correio de Coimbra e, assim, poder tomar posse do cargo que vagou ontem por morte do primo António Xavier de Quadros. O referido requerimento seguiu para o 5.º Conde das Galveias, primo do seu genro, [e Min. dos Neg. Estrangeiros e da Guerra no Brasil], mas o autor não tem confiança na eficácia deste para alcançar a graça pretendida.
Manifesta o seu pesar pelo estado de saúde do amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado]. Justifica o facto de ainda não o ter ido visitar com a grande ocupação que tem tido no Paço. Apresentou ontem ao Príncipe-Regente, D. João, a carta que o destinatário lhe enviara. Informa que o memso fez mercê da Comenda da Ordem de Cristo ao irmão do destinatário, o Abade de Lóbrigos, [António Fernando de Araújo de Azevedo], reservando para outro momento o pedido de admissão ao cargo de deputado da Junta do Tabaco do outro irmão, João António de Araújo de Azevedo, Conselheiro da Fazenda.
Acusa a receção da carta do amigo António de Araújo datada de 30 de Agosto. As desgraças da Pátria, a falta de sua filha e a do destinatário, bem como os insultos que dirigem à família do destinatário causam-lhe o maior sofrimento. Manifesta a sua esperança no retorno da Corte a Portugal e no regresso do destinatário aos empregos de Estado, agora que este está menos anárquico. Agradece a intercessão junto do Conde de Anadia, [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil, desde 1808], mas o mesmo respondeu-lhe que a sua repartição está muito "restricta". Já obteve a autorização necessária para o casamento de sua filha, [Maria Emília da Fonseca Pinto de Albuquerque Araújo e Meneses], com o 1.º Barão de Tavarede, [João de Almada Quadros de Sousa Lancastre]. Informa que se se concretizar esta aliança fará do referido Barão seu herdeiro, caso contrário ficará o destinatário como seu herdeiro e testamenteiro. Pede proteção para ser empregado e envia recomendações de Francisco José.
Remete a carta inclusa proveniente da Baronesa de Beuamont.
Informa que no passado dia 4 remeteu uma carta da Baronesa de Beaumont. Remete as três inclusas.
Regozija-se pela notícia que agora se espalha e diz que o seu prazer será maior se vir o destinatário restituído a Lisboa. O portador da carta, Sebastião Pinto [de Araújo Correia], o informará do estado de saúde do filho Aires e de toda a sua família que está nos Açores. Comunica que o mesmo pretende que lhe nomeie sucessor pois pretende servir em Portugal Continental.
Informa que foi aconselhada pelos médicos a regressar ao reino, juntamente com a sua mãe e filhos, devido a problemas de saúde. Solicita, por isso, a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que interceda a favor do seu marido Aires [Pinto de Sousa Coutinho], poder regressar dos Açores para o Reino devido à sua manifesta falta de saúde.
Deseja a [António de Araújo de Azevedo] as melhoras das impertinentes indisposições que lhe têm abalado a saúde.
Agradece ao [Conde da Barca], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], o despacho para o sucessor no cargo do seu filho Aires, cuja saúde estava muito deteriorada pelas contrariedades do clima. Informa que a sua correspondência tem sido menos frequente pois não pretende incomodar. Refere-se à sua saúde que está cada vez mais precária. Junto envia requerimento de Alexandre José de Sousa, para quem já solicitou auxílio por diversas vezes, que serve como Capitão-mor e Governador de Caconda [?] há treze anos e, que apesar dos seus bons serviços por lá continua. Acha que tal "degredo [...] sem crime" excede as disposições da lei, visto que só são permitidos dez anos de serviço nestas circunstâncias. Solicita ao destinatário que proteja o referido pedido visto que a mulher e filha do dito Governador estão na companhia da autora há mais de vinte anos e desejam reunir-se.
Copiador dos dias 10 de Agosto, ordenando a prisão do Brigadeiro Felisberto Caldeira e dando soltura ao mesmo Brigadeiro; do dia 11 de Agosto em que é transcrita a ordem régia de 27 de Julho de repreensão ao Brigadeiro Felisberto Caldeira pelo desrespeito para com o Conde dos Arcos; de 28 de Junho de 1816, dando ordem de prisão ao Tenente do Regimento de Artilharia Manuel de São Boaventura Ferraz para responder em Conselho de Guerra por ter usado dos vinte dias de serviço de Licença indevidamente; e de 16 de Julho onde é ordenada a prisão do Tenente Coronel Mateus Xavier Francisco, Comandante de Artilharia por incumprimento do dever.
Felicita o [Conde da Barca], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], pelas melhoras que a sua saúde vem registando. Solicita proteção para o requerimento que o seu sobrinho e genro remeteu a D. João, Principe-Regente, onde prova os serviços que prestou desde o príncipio até ao fim da revolução, expondo a sua vida e dispendendo dos seus bens pessoais, inclusive da sua casa que ficou arruinada pela entrada dos franceses e pela continua passagem das tropas aliadas. Diz que como sua majestade tem recompensado outras pessoas em idênticas situações, José Guedes pensa merecer do soberano igual recompensa.
Assume a responsabilidade pela nova orientação do "Correio Braziliense". Comenta os artigos que tem escrito para o "Morning Chronicle". Os ingleses receiam tanto que o rei estabeleça definitivamente a sede da monarquia no Brasil que chegaram a aprontar uma nau para restituir a família real a Lisboa. Refere-se à evacuação das tropas inglesas da Madeira. Revela que Mr. Canning, nomeado Embaixador em Lisboa sob a influência do Conde do Funchal, [Embaixador em Londres], foi o autor do artigo publicado onde eram atribuídas a António de Araújo as culpas da retirada da Corte para o Brasil, e que conjuntamente com Lord Strangford foi o arquitetaram o "Triunvirato dos Sousas". António de Saldanha da Gama, [Min. Plenipotenciário para o Congresso de Viena], esteve de passagem em Londres e lamentou que, perante tamanha influência dos jornais na opinião pública, a Corte portuguesa gaste dinheiro com o Investigador [Portuguez] ao invés de comprar um jornalista inglês. Pede proteção para ser nomeado conselheiro ou secretário extraordinário na Embaixada de Londres.
Apontamentos sobre a carta em anexo de Bernardo José de Abrantes e Castro.
Remete a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado na Corte do Rio de Janeiro], o Projeto de Melhoramento de Agricultura e Manufaturas e Comércio e a Reflexão sobre o estado atual do Comércio do Brasil, por forma a rectificar os males surgidos durante as invasões dos inimigos e com os novos Tratados de Comércio com a Grã-Bretanha que paralizaram a agricultura, as fábricas e o comércio nacionais. Refere que se o projeto merecer a aprovação do destinatário, remeterá depois os regulamentos da distribuição dos prémios e administração das caixas nacionais.
Agradece as honrosas expressões que o Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], dirigiu pela carta enviada a Caetano Alexandre da Fonseca Pinto de Albuquerque, [Fidalgo da Casa Real e Senhor do Morgado de Longroiva]. Pede a proteção do destinatário para receber a mercê do Hábito de Cristo.