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Pede a António de Araújo que faça sair os despachos relativos aos seus requerimentos em que pedia a dispensa do Reqal Quinto no primeiro ano e a cobrança do dízimo nos segintes como compensação pelos máquinas e engenhos, para a instrução de mineiros, que pretende estabelecer á sua custa na Capitania; o outro para ser promovio a Tenente Coronel Efectivo. Lamenta que passados quatro anos após ter enviado estes requerimentos ao marquês de Aguiar ainda não tenha obtido resposta. Pede ao destinatário que auxilie a viúva do Brigadeiro Wiederhold a alcançar um despacho favorável ao seu requerimento. A pedido do irmão, o autor anuncia que o Príncipe e neuwied chegará ao Brasil ainda este mês ou no próximo para encetar uma viagem por todo o país e que o autor julga ser de intuito "naturalista". Pede que o avise da conclusão da nova casa e do gabinete para as curiosidades do Brasil, para poder remeter a Biblioteca da Madeiras e Minerais.
Informa que já não necessita da encomenda de madeira e ordena-lhe que efetue o pagamento de 150 mil réis ao Mestre do iate, devendo os mesmos serem descontados da conta de António de Araújo e também abatidos no valor da vaca que o mesmo lhe tinha encomendado.
Informa ao conde da Barca dos prejuízos sofridos em consequência das chuvas torrenciais que abateram o "Azude". No entanto, as poucas horas de trabalho dos engenhos foram satisaftórias. É importante formar companhias de mineração, destinar os seus fundos e comprar as terras auríferas onde hão-de trabalhar as pessoas que vêm da Alemanha. Diz que D. Manuel está disposto a ajudar nestes trabalhos porque acredita que esta é a única forma de fazer florescer a Capitania de Minas Gerais. Alerta para a necessidade da Real fazenda pagar a dívida ao Mestre Mineiro Jorge Mosebach, cujo requerimento envia em anexo, sob pena de malograr todas as tentativas de vir gente da Alemanha. Pede a protecção do dest. para as suas pretensões sobre o Quinto do ouro. Não lhe dá os parabéns pelo novo título porque o destinatário é "superior a todos os Titulos, mais gosto me faz a noticia do melhoria da saude de V. Ex.ª".
Informa que partiu o iate com as encomendas de madeira, conforme a relação em anexo. Pede a António de Araújo [Conselheiro de Estado no Brasil] que o informe de quando é que o iate poderá regressar para transportar o resto da encomenda, altura em que remeterá também o feldspato, quatro caixões com barro branco e oito alqueires de sementes de mamona. O valor da encomenda deve ser entregue ao Sargento-mor Manuel Lopes Sobreira que se encontra na Corte em licença de serviço.
Comunica a António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], que não aceitará mais determinações do seu protegido António Luís Dantas Coelho, sem que este se apresente, ao menos, com uma carta comprovando esse estatuto. Refere que o mesmo tem sido o grande responsável pelos transtornos sentidos na remessa das encomendas de madeiras. Para comprovar a atitude do referido António Luís remete uma carta que este dirigiu a José Teles [de Almeida Proença Campos].
Informa que expediu, pela lancha Trindade, dois pranchões de Cobriúba, madeira própria para as rodas dos carros, conforme já tinha anunciado na carta que dirigiu pela mão do Mestre Joaquim José de Aguiar.
Comunica o estado da encomenda de madeiras e cal, feita por António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado no Brasil]. Enviá-la-à com a brevidade possível, apesar de ter dúvidas em que o iate suporte todo o peso. Pede protecção para o seu requerimento.
O autor, Barão de Eschwege, Tenente Coronel Graduado do Real Corpo de Engenheiros, solicita a S.A.R. a sua nomeação para o posto de Engenheiro da Capitania de Minas Gerais.
Remete, pela lancha Conceição, dois pranchões de Cobriúba, madeira boa para mesas de carros, ficando para mais tarde o envio dos outros dois. Pergunta se deve esperar pelo iate de António de Araújo, [Conselheiro de Estado no Brasil], uma vez que a encomenda de madeira já está pronta.
Informa António de Araújo que não poderá deslocar-se a São Paulo para coadjuvar os trabalhos da Fábrica de Ipanema conforme lhe ordena o Aviso Régio que lhe foi entregue peo governo da Capitania, visto que esta situação colocaria em risco a conclusão das máquinas de lavagem de ouro no Ribeirão de Ouro Preto e que lhe retiraria, também, as esperanças de melhorar a exploração do ouro perdendo assim "hum gr[na]de Cabedal". Para além disso os accionistas da fábrica de ferro de congonhas querem a sua presença para construir dois novos fornos; tem a seu encargo a construção da nova estrada pública e acha que não deve abandonar os trabalhos da mina de Galena onde pretende fazer as fundições ainda este ano. Pede ao destinatário que no interesse particular do autor e no interesse do bem público da Capitania, concorra para que não se efectue a viagem. Informa que D. Manuel tem também intercedido a seu favor. Refere-se às vantagens do engenho do ouro que construiu para o coronel Romualdo José Monteiro, de quem envia um atestado, e acha que a divulgação destes engenhos por toda a capitania traria inúmeras vantangens. Agradece os escravos que o autor lhe enviou para auxiliarem nos trabalhos. Deseja que o destinatário seja o principal accionista da sociedade montanística que o autor está a preparar na praia de Mariana. Pede-lhe que obtenha um Alvará, enquanto prepara o Plano de Associação, para que os antigos donos dos rios e praias percam os direitos sobre estas terras já lavradas. Relembra o seu requerimento sobre o Quinto e o dízimo do Ouro.
Solicita autorização a S.A.R. para estabelecer engenhos e máquinas francas para se proceder à extracção das sobras de ouro do leito dos rios no Ribeirão de Ouro Preto de Vila Rica, no Ribeirão do Carmo perto da cidade de Mariana e no Ribeirão de Santo António junto a Congonhas do Campo. Solicita a S.A.R. o perdão do real Quinto no primeiro ano de trabalho e que nos seguintes exija somente o dízimo, e que mais ninguém possa erguer engenhos e máquinas nos terrenos que o autor pretende explorar.
Questionário sobre o território brasileiro onde se cria maior espécie de gado vacum e que reúna as características necessárias para o estabelecimento de uma feitoria para a salgação de carnes. Possui anotações a lápis.
Questionário a respeito da instalação de uma fábrica de conservas de carne no Rio Grande.
Repete as felicitações ao amigo Conselheiro de Estado, António de Araújo, pela sua nomeação para Ministro e Secretário de estado da Repartição da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro. Em P.s. informa que esta vai pela mesma embarcação portuguesa da carta de sete deste mêse que será entregue por João Silva Areas, portador do Tratado de Paz, a quem deseja ver conferidas Graças por S.A.R.. Na última página está o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Remete ao conde da Barca, Ministro, algumas dúzias de ameixas. Pede desculpa de enviar o sobrescrito do Serviço Real mas tel deve-se ao facto do correio colocar entraves ao envio de cartas particularespara os Ministros e Secretários de Estado. Lembra o negócio da carta anterior. Informa que esta semana comprou mais duas minas abandonadas mas que ainda têm muito para tirar.
O autor, em 7 de Junho de 1814, espera que o destinatário tenha recebido a carta enviada por José Balbino Barbosa de Araújo, que tinha por fim a protecção do requerimento do neto Bernardo Daupiás para o cargo de Cônsul Geral em Paris ou Agente Comercial sem atenção ao ordenado posto que o único interesse é o de ser acreditado por vassalo e servidor do Soberano, uma vez que o acaso dos tempos o obrigaram a estabelecer-se ali e fundar uma casa de comércio, que apesar das circunstâncias tem prosperado.
Descreve o estado dos Julgados de Araxá e Desemboque por onde efectuou uma viagem por ordem de D. Manuel. Informa que à chegada encontrou os trabalhos de mineração bem atrasados, mas que agora pretende levá-los a um ponto de perfeição. Para isso necessita que a Sociedade seja formada e, enquanto isso não se verifica, necessita de 800 mil réis para construir outro engenho. Apesar das duas minas em que está a trabalhar mostrarem ouro, falata-lhe meios para poder ocupar bastentes pessoas.
"Prospectus of a Machine, for facilitating and Improving the art of Printing; for which his Majesty's letters patent have been granted to R. M. Bacon, of Norwich, and Bryan Donkin, of Bermondsey." Possui uma nota autógrafa de Jácome Ratton na 1.ª p. em que anuncia o envio em breve das observações que fez ao Autor sobre esta máquina bem como a resposta dada pelo mesmo. Informará em breve de outra máquina já utilizada na impressão do Jornal "The Times".
Escreve ao Príncipe Henrique, a pedido de Madame de B., sobre a supressão da pensão desta senhora, comentando que a aconselhou a suportar em silêncio esta decisão e que, conforme lhe sugeriu o Rei, deveria empreeender o regresso ao seu país. Refere-se, ainda, à sua situação e ao seu eterno reconhecimento pelas provas da bondade do destinatário e manifesta a sua tristeza pelas vozes críticas que se levantam contra si.
"Prospecto da Companhia da Conserva, dos Provimentos de Boca, que se conservão sempre frescos e em todos os climas." Impresso por T. C. Hansard, Na Officina Portuguêsa, Peterborough-Court, Fleet-Street, London.
Nota do A. da Memória ["..."] em que nega a decadência das minas de ouro e previne as formas de evitar o extravio de diamantes.
Tendo chegado há poucos dias do Sertão do Abaité, informa que recebeu lá uma carta de [António de Araújo], em que lhe comunicava a ida de Feldner para proceder à abertura da entrada do sertão de Mucuri para o Serro. Em breve fará um mapa da longitude do Tejuco e da Vila do Príncipe com base nas suas observações. Descreve a mina do Abaité, que passará a ser explorada brevemente. Remeterá, também, uma cópia do plano para a futura administração da Mina. Refere-se ao número de oficiais que deverão ser empregues. Pede ao dest. que se empenhe para alcançar a nomeação do seu irmão [Ernesto] para Inspector dos Bosques, visto que ele está descontente por ter trocado o lugar no Corpo do Duque de Brunswick para vir para o Brasil e agora está sem emprego. Informa que ele pede a S.A.R. que lhe conceda a patente de Sargento-Mor e um cargo na Inspecção de florestas, caso contrário a sua intenção será a de regressar a Inglaterra. Refere-se ao levantamento de 60 espécies diferentes de madeiras, mas que ainda não estão classificadas. Remete o requerimento junto para o marquês de Aguiar, e pede ao destinatário que o alerte para a necessidade de ter um Inspector de Matos para a mina de Chumbo e Prata. Refere-se às variações climáticas que se têm feito sentir. Enviará um barril de perdizes para o dest. repartir com madame Kieckhoeffer. Diz que o destinatário pode tomar a liberdade de emendar o requerimento junto.
Correspondendo ao pedido de 15 do corrente mês, informa António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado no Brasil], das variedades de madeira que possui para a construção de carros. Pede proteção para o requerimento enviado ao Conde de Aguiar, [Min. do Reino no Brasil] e [1.º Marquês em 1813], visto que ainda não obteve qualquer resposta do mesmo. Informa que a carga para o iate está pronta.
O autor, outrora Capitão ao serviço de S.M. Britânica, solicita a S.A.R. que o nomeie para a Administração dos Bosques e Florestas da nova Mina de Prata e Chumbo com a graduação de Sargento-Mor.
Regulamento de uma Sociedade Montanística para explorar Minas de Ouro, e de outros Metais na Capitania de Minas Gerais.
Frei Cirilo Alameda, [frade franciscano], informa ao Conde da Barca que parte hoje para Madrid, acompanhado de Joaquim Severino Gomes, [Encarregado de Negócios em Paris]. Elogia o Comandante Joaquim Manuel Mendes que, nestes setenta dias de estadia em Lisboa, o tratou sempre com a maior delicadeza e generosidade. Pede para apresentar a S. M., [D. João VI], o seu reconhecimento bem como os merecimentos do referido Comandante.
O [Tenente-General] Marquês de Alorna, [1754-1813], [Governador de Armas do Alentejo], solicita instruções a António de Araújo [Min. dos Negócios estrangeiros e da Guerra em Lisboa], para poder fazer face às movimentações que se fazem sentir em Espanha e que parecem ser de guerra. Escreverá oficialmente a S.A.R. [o Príncipe-Regente D. João] sobre este assunto, mas entretanto o Tenente-coronel [Carlos Frederico] Lecor, [seu Ajudante de Ordens] poderá explicar.
O [3.º] Marquês de Alorna, [1754-1813], [Tenente-General e Governador de Armas do Alentejo], manifesta a sua intenção em cumprir as ordens que António de Araújo, [Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra em Portugal], remeteu por intermédio do Tenente-coronel [Carlos Frederico] Lecor. Sugere que o exército portugês fique de prevenção face aos preparativos que os castelhanos promovem em frente a todas as províncias do reino [português]. Tece considerações sobre a reparação das praças, informa que os catelhanos estão a consertar [a praça de] Olivença e sugere medidas para normalizar as tropas portuguesas. Enviou uma carta a S. A. R. o Príncipe[-Regente] sobre o aumento de cavalaria a qual, "como V. Ex.a diz que handa muito com S. A. R., lá a verá naturalmente". Em P.s. Solicita ordem do Príncipe[-Regente] para mandar libertar António Crispiniano Magro, que está preso em Juromenha já há alguns meses por ordem do Soberano.
Aproveitando o mesmo correio [da carta anterior] participa a sua partida para o gentio do Burri onde acaba de ser descoberto ouro. Esperando demorar-se mais ou menos mês e meio, espera que neste tempo o destinatário lhe dê alguma resposta sobre o requerimento para a autorização para trabalhar nas praias de Vila Rica, Mariana e Congonhas, ficando isento do pagamento do Quinto. Diz que o marquês de Aguiar ainda não lhe respondeu ao pedido de pagamento de 500 mil réis que a Real Fazenda fico a dever ao Mestre Mineiro que partiu para a Alemanha, na companhia do irmão do autor. Alerta que se o referido valor não for pago criar-se-ão motivos para frustrar a vinda de estrangeiros.
Estima as notícias que tem recebido, por outras pessoas, sobre o melhoramento da saúde do conde da Barca. Participa que o novo "Azude" já está praticamente construído, mas que os atrasos no pagamento por parte da capitania e os atrasos nos despachos dos requerimentos que enviou para o Rio de Janeiro obsta à rápida conclusão deste trabalho. Transcreve o conteúdo do 1.º número do caderno das suas observações sobre o Brasil e que vai mandar publicar na Alemanha. Pretende enviar todos os anos alguns números de folhetos científicos para serem impressos na Alemanha porque se os mandasse para o Real Erário do Rio de Janeiro "ficariam interrados debaixo de papeis financeiros". Informa que as outras notícias sobre o Brasil e que enviou para a Alemanha e para a Rússia foram recebidas com aplauso, tendo a Academia das Ciências de São Petersburgo lhe enviado o diploma de sócio e a Sociedade Mineralógica de Iena o elevado a Presidente.
Participa ao conde da Barca que os seus engenhos de lavagem do ouro já estão em pleno trabalho desde o dia 1 de Julho mas que no entanto não é possível, para já, fazer um cálculo exacto das suas vantagens. Refere que as despesas são superiores às suas possibilidades e que apesar de não ter ajudas superiores está muito agradado porque os mineiros já tentam imitá-lo. Em consequência disso está a construir outros dois engenhos. Refere-se à exploração de minas nas montanhas e aos métodos que tem aplicado para tirar vantagem das minas mal aproveitadas. Pede ao destinatário que se lembre dos seus pedidos. Informa que no 1.º de Agosto parte para sertão do Abaité para coordenar os trabalhos da Mina de galena. Demorar-se-à três meses e quando regressar deseja falar peeoalmente com o destinatário.
Informa que não poderá voltar tão cedo aos trabalhos de mineração e lavagem do ouro em Vila Rica, visto que quando estava de saída da Real Mina de Galena do Abaité recebeu um ofício de D. Manuel em que este lhe ordenava que partisse para os julgados de São Domingos do Araxá e Desemboque a fim de examinar os seus limites e lugares próprios, Informa que antes de sair de Vila Rica comprou várias minas e vieiros abandonados que poderão dar de "trabalhar varios centos de anos a hua sociedade poderoza". Acha que está dado o primeiro passo para o destinatário formar a sociedade e informa que em breve remeterá o plano de administração da referida sociedade. Diz que como não pode trabalhar só nestas minas cederá estas à sociedade em troca de acções. Pede que lhe envie 800 mil réis por empréstimo ou por conta das futuras acções para poder construir outros engenhos os quais deverão estar concluídos em seis meses. Pede o envio de um Aviso, em Fevereiro ou Março, para que o autor vá ao Rio de Janeiro tratar da Sociedade. Regressa a Vila Rica em Novembro.
Rodrigo Navarro de Andrade, Encarregado de Negócios em São Petersburgo, felicita António de Araújo pela agraciação condecoração com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Lamenta a morte do conde de Anadia. Soube por particulares que S.A.R. tinha nomeado um Ministro para esta Corte, mas como ainda não recebeu notícia oficial, permanecerá em funções. Pede ao destinatário que interceda a seu favor junto do príncipe-regente D. João. Pede proteção para os requerimentos do seu irmão, Desembargador em Goa. Pede que receba o seu procurador, João Rodrigues Pereira de Almeida, e que o proteja para que consiga cobrar os seus ordenados, em atraso desde a partida da Corte para o Brasil, visto que as suas despesas aumentaram consideravelmente com a situação desagradável que os seus irmãos passam em Paris. Pede resposta através de Caetano Dias Santos e Cia, em Londres. Em P.S., datado de 2 de Outubro, informa que enviou pelo compadre Dionísio Pedro Lopes uma amostra de chá de caravana e que os seus irmãos que estavam em Paris já conseguiram os passaportes e que devem estar a caminho do Rio de Janeiro. Pede proteção para os mesmos. Remete a carta do Abade de Rampazo e informa que escreveu ao Conde de Linhares a solicitar uma mercê honorífica.
Recibo da quantia de cento e noventa e dois mil réis metálicos que lhe foram entregues por Franciso Pereira Peixoto Ferraz Sarmento, por ordem de António de Araújo de Azevedo.
Ofício de Richard, representante do povo francês no exército do norte para António de Araújo de Azevedo
Comenta que [Manuel Rodrigues] Gameiro [Pessoa], [Secretário da Legação do Congresso de Viena, futuro Visconde de Itabaiana], achou o Rio mais agradável do que Paris. Gostava de saber se o Dr. Manuel Luís [Álvares de Carvalho], [amigo do dest. e Médico da Real Câmara], já adivinhou as charadas, ou se alguém as adivinhou por ele. Refere-se à sua estadia em São Petersburgo, [onde o marido António de Saldanha da Gama, desempenha o cargo de Min. Plenipotenciário], nomeadamente ao clima, às festas, às viagens que tem projectadas e à casa onde habita, a qual fica "defronte da nova holanda na casa junta à em que V. Exa. morou" [quando fora Ministro na Rússia, entre 1801 e 1803]. A Grã-Duquesa Catarina parte no dia seguinte para Wurtemberg e o Imperador vai à Polónia por algum tempo. A portadora desta carta vai para Espanha, mas deixá-la-à a [Francisco José Maria de] Brito, [Encarregado de Negócios] em Paris. Deseja um rápido restabelecimento da saúde.
Jornal da viagem de Francisco José Maria de Brito a Paris
A autora, [futura Condessa de Porto Santo e esposa de António de Saldanha da Gama, nomeado Ministro Plenipotenciário para o Congresso de Viena] deseja as melhoras a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil]. Estão em Dover desde o dia anterior e apenas aguardam por vento favorável para poderem passar a França e dali para Viena, onde já deverão estar o Marquês de Marialva e o Conde de Palmela. Esteve, em Londres, com o conde N. de Pahlen e com Lord Saint Vincent que muito se recomenda ao destinatário e aos portugueses que conheceu em Lisboa. Lamenta não ter aproveitado mais tempo para estar com o destinatário quando esteve "nesse paiz". Fica a aguardar por uma carta.
Tradução integral para português da carta do Marquês de Campo Maior datada de 19 de Dezembro de 1816.
Resumo da carta de 23 de Outubro de 1816 do Marquês de Campo Maior.
Resumo da carta do Marquês de Campo Maior datada de 23 de Agosto de 1816.
O autor sugere a colocação de portas junto à garganta da canhoneira de toda e qualquer peça de artilharia, seja de Fortes ou Navios, as quais se fecharão logo após o fogo, não sendo necessário mais do que três homens para o referido exercício.
O autor tendo já escrito uma vez de Viena, informa que soube pelo seu irmão Vicente e pelo colega Brito que o destinatário recuperava dos problemas de saúde. Espera que esteja satisfeito com o resultado da comissão para que foi nomeado por S.A.R.. Informa que está para breve a chegada de Marialva. Pede interceda junto de Sua Majestade a fim de conceder ao Marquês de Marialva uma Grã-Cruz, visto que todos os Ministros e embaixadores estrangeiros possuem ao menos uma destas condecorações. Solcita que proteja o seu irmão João de Campos Navarro que foi nomeado para ir ao Rio de Janeiro beijar a mão de S.A.R. em nome da Universidade de Coimbra.
Pede que auxilie F. Palyart, sogro de Rafael da Cruz Guerreiro, a alcançar o cargo de cônsul geral em Londres, com o respetivo ordenado.
Recomenda à protecção do destinatário o conde de Eltz, recém-nomeado embaixador da Aústria no Brasil. Recomenda também o seu irmão João de Campos e pede-le que concorra para que os pensionistas portugueses sejam pagos.
Informa que desembarcou em Plymouth no dia 9 do corrente e que no dia 11 apresentou-se ao Conde do Funchal, [D. Domingos António de Sousa Coutinho], [Embaixador português em Londres], [e 1.º Marquês em 1833], para lhe entregar os despachos. Parte no dia 16 para Paris, por ordem do referido Conde, de onde escreverá a informar da sua chegada. Entregou, ainda, o que estava destinado a João Correia de Paiva. Elogia a receção que o Conde do Funchal lhe preparou.
O autor remete a lista dos preços correntes dos diamantes em Amesterdão.
Expressa a sua satisfação por ter tomado conhecimento, através do [Abade de Lóbrigos] António Fernando de Araújo, que a saúde do destinatário já registava algumas melhoras. Recomenda-lhe o portador da carta, Norberto Trancoso, seu enteado, que serviu durante sete anos no Comissariado Britânico e que se dirige ao Rio de Janeiro a fim de se apresentar a El-Rei [D. João VI] para suplicar um emprego nos Reais exércitos ou em outro lugar.
Dirige-se ao [primo] com o fim de saber do seu estado de saúde e para recomendar à sua proteção o requerimento junto de Joaquim Gomes, correio da Secretaria do Ajudante-General Mousinho, em que pede para ser admitido à Secretaria dos Negócios da Guerra. Pede desculpa por não escrever do seu punho, mas tal situação deve-se ao facto de estar impossibilitada de o fazer pois sentiu uma indisposição durante a noite, após ter ido jantar à casa do [1.º] Visconde de Juromenha, [António de Lemos Pereira de Lacerda Delgado].
Participa que lhe escreveu de Londres em 15 de Dezembro e de Paris em 28 do mesmo mês. Informa que chegou a Viena no dia 8 do corrente tendo entregue de imediato os despachos de [Francisco José Maria de] Brito ao Marquês de Marialva, [Embaixador Extraordinário em Viena para negociar o casamento da Arquiduquesa D. Maria Leopoldina com o Príncipe D. Pedro], e ao Conde de Palmela, [Min. Plenipotenciário no Congresso de Viena]. Aguardará por mais instruções.
Pede ao seu protetor, o Conde da Barca, para que não se esqueça dos requerimentos enviados. Lamenta não saber nada sobre o paradeiro dos mesmos, nem tão pouco sobre as cartas enviadas anteriormente.
Carta da [3.ª] Marquesa de Alorna, [D. Henriqueta da Cunha], [17 - 18 ], [viúva do General Marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida Portugal], [falecido em 1813 em Conisberga], valendo-se da protecção que [António de Araújo de Azevedo], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], sempre lhe concedeu, pede-lhe para que interceda junto de S. A. R. [o Príncipe-Regente D. João], a fim de receber em vida a Comenda de Santa Maria de Algodres. Lembra o seu requerimento, enviado por Pedro de Melo, para a justificação de seu marido [que foi exautorado pela Portaria de 6 de Junho de 1810 e condenado à morte na sequência do processo instaurado no Juízo da Inconfidência], e, também, o outro Requerimento em que pedia para receber o "Montepio". Esperará pela decisão de S. A. R. para então enviar os documentos que lhe permitem tomar posse das doações que lhe foram feitas pelo marido em 26 de Setembro, dia da morte do filho Miguel.
O [3.º] Marquês de Alorna, [1754-1813], [Governador de Armas do Alentejo], motivado pela palidez das caras dos soldados do regimento de Olivença, escreve a António de Araújo, [Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra], para informar que mandou fazer uma vistoria ao centeio que estava estragado e com o qual se fabricava o pão para os soldados, por forma a evitar uma contenda que estava eminente. Solicita autorização para iniciar as obras de reparo no Castelo onde as tropas estão aquarteladas. Tece considerações várias sobre o Alentejo e lamenta que, apesar das muitas riquezas, é impossível para a região aspirar à ascenção à categoria de Província.
Memória de António de Araújo de Azevedo, para os representantes do povo francês, sobre a paz entre Portugal e Espanha.
João Paulo Antunes, [Marceneiro], aproveita a ida de João António de Araújo de Azevedo para o Brasil, para felicitar António de Araújo [de Azevedo], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado], por ter sido nomeado [interinamente] para a Repartição [dos Negócios Estrangeiros e] da Guerra.
A [3.ª] Marquesa de Alorna, [D. Henriqueta da Cunha], [17 - 18 ], manifesta o seu contentamento pelo facto do [Conde da Barca], [Min da Marinha e do Utramar e Conselheiro de Estado no Brasil], já se encontrar restabelecido dos graves problemas de saúde que o apoquentavam. Invoca a sua protecção para o requerimento que lhe enviou em Novembro passado em que pretendia que fosse aceite a justificação das cinzas do seu marido [o 3.º Marquês de Alorna falecido, em 1813, em Conisberga]. Relembra, ainda, os requerimentos anteriores referentes às mercês do Montepio e das Praças de Almeirim.
Memória de António de Araújo de Azevedo, para os representantes do povo francês
O [1.º] Conde de Amarante, [1763-1821], [Governador de Armas de Trás-os-Montes], solicita uma audiência a António de Araújo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], para renovar o seu respeito e a sua submissão. Far-se-á representar pelo seu primo Bernardo da Silveira Pinto, recém-despachado Brigadeiro Quartel Mestre General de Divisão para o Brasil. Encarrega-o, também, de em seu nome "beijar a Augusta, e Real Mão do nosso Soberano", [o Príncipe-Regente D. João], e suplicar por novas graças.
A [3.ª] Marquesa de Alorna, [D. Henriqueta da Cunha], solicita ao Príncipe-Regente que aceite a justificação das cinzas e memórias do seu marido o [3.º] Marquês de Alorna, [que faleceu em 1813 em Conisberga]. Em anexo, existe um apontamento, não autógrafo, que diz: "Escusado".
O [3.º] Marquês de Alorna, [1754-1813], [Governador de Armas do Alentejo], recomenda à protecção de António de Araújo de Azevedo, [Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra], dois engenheiros, o Major João Manuel da Silva e o Primeiro-Tenente José Carlos de Figueiredo, que se deslocam a Lisboa para tomar conhecimento do Decreto que limita as vantagens dos Engenheiros. Solicita o empréstimo dos referidos engenheiros após o fim da comissão em que servem em Borba, onde têm evidenciado grande operosidade. Os Regimentos de Cavalaria continuam sem receber mantimentos, conforme atesta a carta inclusa. Sustenta que S. A. R. podia ter aqui mais tropa do que aquela que actualmente tem e, mesmo assim, poupar um milhão. Ainda não soltou [António Crispiniano Magro] que foi preso em Juromenha.
Agradece ao irmão a ajuda prestada por Sarmento na venda dos vinhos de separação e de refugo e informa-o de que escreve a Pedro Clamouse sobre a oferta que este lhe fez para a compra dos já aprovados. Informa que Vilas Boas enviará o perfil dos Montes da Prova. Pede ao irmão [Administrador dos Bens de Família], que lhe envie uma nova procuração com poderes de venda, de empregar e de alienar terrenos da família, por forma a angariar fundos para comprar os terrenos na [Quinta da] Prova e prosseguir com o projeto [da Fábrica de Fiação] em parceria com [Jácome] Ratton, embora desconfie da utilidade deste empreendimento. Solicita ao destinatário que interceda junto do Conde de Vila Verde, a favor da representação do Cabido de Braga, a qual será também apoiada pelo Visconde de Barbacena, conforme lhe foi solicitada pelo Deão. Pede resposta a esta carta pelo Peixoto ou por Constantino de Matos.
António Fernando, [Abade de Lóbrigos], envia as notas que Francisco Joaquim [Moreira de Sá] fez às condições propostas por [Jácome] Ratton, Sócio Director [da Fábrica de Fiação da Quinta da Prova], e pede ao irmão [António de Araújo de Azevedo, Ministro do Reino], que as leia com atenção dada a importância do estabelecimento. Acusa a recepção de uma carta do destinatário e de outra de [João Reinaldo] Bahon [de Kerouale] onde este lhe apresenta os cálculos aproximados dos lucros e informa que aguarda pela chegada da Planta dos Edíficios da referida Fábrica. O remetente reconsiderou a venda dos vinhos a Pedro Clamouse, apesar de lhe criar prejuízos, pelo facto de ele ser director no Porto e não pretender criar inimizades. Agradece a resposta aos pedidos que havia efectuado ao dest. e pede protecção para os requerimentos de Vilas Boas; de [João Reinaldo] Bahon [de Kerouale]; de Sebastião Pinto, "Enteado do mano Fran[cis]co"; de Luís Maria Cerqueira e de um Ajudante de Milícias que pretende um aumento de soldo. Entretanto, aguarda pela procuração para vender, emprazar e hipotecar alguns terrenos e assim proceder à compra de outros na Prova, em Sá, e em Viana [do Castelo]. Pede ao destinatário que lembre a António Joaquim de Morais o modelo do engenho de serrar madeira circularmente.
Para além dos problemas miltares já resolvidos conforme fez ver a Suas Altezas Reais em Abril e ao destinatário através de documentos enviados em 1805.11.07, dirige-se a António de Araújo de Azevedo, [Min. dos Neg. Estrangeiros e da Guerra], para solicitar instruções para resolver o problema que consta do papel em anexo, o qual considera ser interessante e útil para a defesa das praças e até mesmo para os navios de guerra e mercantis, para então poder expô-lo em público.
O autor contesta os motivos que levaram à detenção do destinatário.
Extrato de carta de João Gildemeester para António de Araújo de Azevedo, sobre o negócio de diamantes.