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Refere-se à sua carta de 18 de Maio. Informa das notícias que recebeu de Argel e do Capitão de Mar e Guerra James Scarmichea, quando este chegou da comissão. Refere-se aos termos das trégas estabelecidas com Argel, aos motivos da retirada de esquadra [portuguesa] para Lisboa, cuja folha de serviços enviará em breve. Informa da transferência de barcos de guerra espanhóis da Baía de Cádis para o Porto de Mahon, por motivos de segurança. Fala do estado do exército de Massena. Envia, em anexo, uma crónica com mais notícias. Informa que tem escrito a D. Rodrigo de Sousa Coutinho a propósito do seu impedimento em substituir o atual cônsul em Cádis, Henrique Ribeiro Neves. Pede proteção para obter a nomeação para Oficial de secretaria.
Aproveita a saída do bergantim português para a Baía para enviar notícias de Portugal e Londres e remeter a crónica desta praça que versa sobre a reunião das tropas portuguesas ao exército inglês para combater o francês. Fala do governo provisional de Espanha e da entrada do General Marquês de la Romasia para a Junta Suprema espanhola. Informa da chegada do enviado da Inglaterra a Sevilha, o Marquês de Wellesley. Refere-se às novas hostilidades entre a Alemanha e a França; à saída do Arquiduque Carlos do comando do exército alemão; à retirada da França de solo espanhol. Informa que encontrou a circular diferentes cunhagens de moeda espanhola, uma de Fernando VII e outra de Napoleão. Em P.s. fala do embaraço sofrido quando se deslocou a Lisboa a propósito do seu despacho.
Acusa a receção dos duplicados das cartas de António de Araújo. Felcita-o pela mercê alcançada para o amigo Brito. Fala das cobranças e do novo arrendamento do Ofício. Pede proteção para resolver este problema e aguarda por novas informações para seu governo.
Agradece a carta de Setembro passado à qual não respondeu prontamente por se encontrar a tratar das partilhas de seu pai juntamente com o irmão Henrique José. Informa que tudo acabou em bem, tendo apenas a sua mãe reservado para si uma pequena pensão de alimentos vitalícia. Após longos meses de negociação, tudo ficou resolvido em finais de Fevereiro, e quando se dispunha a escrever eis que sucedeu a Revolução e Bonaparte desembarcou novamente em França, acontecimento inesperado que pôs o mundo político e comercial em sobressalto. Comenta o estado de saúde do destinatário; o estabelecimento da Quinta da Prova; o Tratado de Comércio com a Inglaterra que veio suplantar as manufacturas portuguesas e outras produções nacionais; a falta de matérias primas em Portugal que impossibilita os portugueses de concorrerem com os ingleses. Agradece o despacho de Cônsul e Agente de comércio em Paris de seu sobrinho e cunhado Bernardo Daupiás. Esera que os aliados consigam destruir o governo revolucionárioda França e reestabelecer as relações mercantis no mesmo péem que estavam com Luís XVIII. Pede protecção para o despacho de seu pai [Jácome Ratton], sem o qual não o voltará a ver porque o mesmo prefere não regressar a Portugal enquanto a sua reputação estiver manchada. Como odest. É Presidente do Tribunal da Junta do Comércio e conhecendo bem o fervoroso patriotismo de [Jácome Ratton], concorra para que os vinte anos de serviço como Deputado sejam remunerados, anulando assim a cruel demissão de que foi alvo.
Informa que expediu uma carta em 11 de Maio desde Barroca d'Alva, onde passou todo o mês de Maio e príncipios de Junho com sua mulher e filhas. Felicita o amigo António de Araújo por ter sido nomeado Ministro da Marinha. Exprime os fervorosos desejos de conservação da saúde do destinatário e de regreeo de S.A.R.. Solicita a protecção do destinatário para alcançar o despacho de seu pai [Jácome Ratton], baseado nos serviços, para que possa regressar a casa com honra. Remete a minuta da informação de uma comenda que acaba de vagar para, se for possível, verificar-se a graça que seu pai implorado, sustentando que ela é de rendimento inferior ao ordenado de Deputado da Junta do Comércio que lhe foi retirado. Remete duas amostras de pano de sarja de algodão português, com o qual se pode fazer o fardamento de todas as tropas de linha e milícias dos estados do Brasil, Àfrica e Àsia. Comenta as características e vantagens do uso deste tecido. Deseja saber o parecer do dest. sobre este assunto. Recebeu notícias de Londres de seu pai em 6 do corrente. Recebeu notícias de Rodrigo Navarro que se encontra em Turim [como Encarregado de Negócios de Portugal]. Em P.s. participa que incumbiu Manuel Lopes Ferreira, seu correspondente no Rio de Janeiro, para seguir as directrizes do dest., e tomar todos os passos relacionados com o despacho de seu pai [Jácome Ratton].
Informa o primo [António de Araújo de Azevedo], que tem recebido notícias dele através da prima Clara que está em Vizela com António Fernando. Manifesta esperança em vê-lo "nas nossas Terras [...] visto q[ue] as coizas vão tomando hua melhor face e D[eu]s nos tem livrado entre agora de sermos Francezes". Acusa a receção de uma carta sua de há tempos e agradece a lembrança aquando da vinda dos franceses ao Porto. Informa que se deslocou para a quinta de Canelas; do falecimento do marido; da fuga das filhas; que o filho está coronel e fico herdeiro de "Figueirona". Fala nas flores e na retirada dos franceses da Península.
Fala na carta que enviou em mão de Joaquim Fernandes. Agradece a lembrança e o cuidado do destinatário aquando da chegada dos franceses ao Porto. Solicita notícias e envia recomendações a toda a família. Informa que estão mais sossegados pela derrota dos franceses na Rússia mas enquanto estiverem em Espanha "e o meu filho no Exercito sempre ando tremendo". Manifesta esperança no retorno do Príncipe a Lisboa. Informa que remeteu um caixão com as raízes e plantas solicitadas para a casa de Joaquim Fernandes.
Acusa a receção de uma carta do primo [António de Araújo]. Expressa o seu contentamento pela nomeação do destinatário para a Secretaria de Estado. Manifesta a sua esperança no retorno de "V.a Ex.a" e de S.A.R. e da Rainha "q[ue] espero inda torne a Portugal com vida e talvez mais saude do q[ue] tinha". Na dúvida em que ainda se encontre no Rio, o A. não envia plantas nem raízes, porque "q[uan]do chegar a Lis[bo]a [...] lá tornara V. Ex.a a fazer outro jardim". Envia cumprimentos da família e fala do estado de saúde do filho.
Informa que recebeu carta do primo [António de Araújo] pelo Navio Delfina. Espera que o mesmo se restabeleça rapidamente "porq[ue] as circonstancias as coisas permitem q[ue] V.a Ex.a esteja comanimo mais sosegado, visto q[ue] tornamos [...] a estar livres daquele monstro da Omanidade". Esperança no retorno de V.a Ex.a e de toda a famíla real. Refere-se à família e pede ao destinatário que não esqueça os "meus negocios q[ue] julgo são de Rezão". Fala sobre a "doida e ma creatura M[ari]a do Carmo Pinto" e sobre os primos de Viana. Em P.s. refere-se às plantas que envia sobre o Capitão do Navio Delfina para o destinatário.
E. H. Woodford, recorrendo à ocasião oferecida para escrever, apresenta os seus cumprimentos a António de Araújo e felicita-o pelo restabelecimento da saúde. Comunica a sua intenção em permanecer em Lisboa, talvez o regresso de S.AR. possa oferecer-lhe algumas esperanças. D. Miguel [Pereira] Forjaz ainda acede à recomendação que o destinatário fez em favor do autor, e a amizade de [Félix de Avelar] Brotero tem sido essencial para o memso. Comenta a chegada do novo Embaixador inglês; ao esplêndido baile oferecido pelo Marquês de Campo Maior, [o Marechal Beresford]. Refere-se a espécies botânicas.
[E. H. Woodford], agradece a António de Araújo toda a bondade e proteção que lhe dispensou. Refere-se aos resultados da sua viagem e comunica que adoeceu depois da sua chegada, no dia 29 de Agosto, que ainda não pode desfrutar da sociedade de [D. Miguel Pereira] Forjaz, nem da companhia do amigo [Charles] Stuart. Refere-se às insolências e às calúnias de Lord Strangford. Participa o seu espanto ao saber que [os Estados Unidos da] América declarou guerra e que a Rússia, com uma política inteligente reduz o campo de manobra a Bonaparte, e a Suécia estão também em armas; que o Conde do Funchal declarou oficialmente que seria o sucessor do seu irmão [Conde de Linhares] e que o Príncipe estava prestes a regressar ao seu reino. Refere-se à publicação da Correspondência de Mr. Henry. Refere-se à conquista de Montevideo.
O autor, E. H. Woodford, apresenta os seus cumprimentos a António de Araújo e agradece a recomendação junto do Marquês de Alegrete. Lamenta as notícias que chegam sobre o estado de saúde do destinatário. Agradece a carta recebida e apresenta algumas observações botânicas e climatéricas que tem vindo a realizar. Na última página está anotado o endereço: "A Son Excellence/ Monsieur D'Araujo/ etc etc etc//".
E. H. Woodford recomenda a António de Araújo, [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil] o seu antigo criado que, depois de nove anos de excelentes serviços, está de partida. O destinatário conheceu-o aquando da estadia do autor no Rio [de Janeiro]. Ele será o portador de uma obra muito interessante e verídica sobre [Napoleão] Bonaparte.
E. H. Woodford agradece a recomendação de António de Araújo ao [Governador de São Paulo] o General [António José de França e] Horta. Comenta o estado da Capitania e as observações botânicias que tem realizado. Esta carta será entregue por Muller, homem de espírito e de grande instrução.
E. H. Wooford, recorre à oportunidade concedida pelo comandante Correia para assegurar a António de Araújo os sentimentos de amizade. Refere-se ao desejo de Lord Wellington de entrar no serviço espanhol. Soube que a Aústria está clara união com a Inglaterra e com a Rússia. Não tem qualquer notícia sobre o filho do usurpador. Refere-se a Bonaparte e ao seu exército de 70.000 homens.
Solicita o apoio do governo para a construção de uma estrada desde o Lago de Paranagoa até Coritiba, por forma a rentabilizar os terrenos circundantes que não estão cultivados.
Pede a proteção do destinatário para a petição que envia em anexo, cujo original está na posse do Barão de São Lourenço, [Francisco Bento mara targini], que se propôs a fazer-lhe algumas alterações. Informa que caso obtenha um despacho favorável, inspecionará a obra a que refere na petição partindo depois para Inglaterra de onde trará instrumentos agrícolas, máquinas para limpar o arroz, a farinha, etc. e mão-de-obra especializada.
Cálculo dos mecanismos necessários e seu custo para fiar Algodão de n.º 20 até n.º 24.
O autor participa ao destinatário o andamento dos trabalhos na fábrica que dirige: o desejo de S.A.R. em que a mesma deveria estar a trabalhar em princípios de Novembro; na existência de 30 escravos capazes de estabelecer a dita fábrica seguindo o modelo que o autor apresentou; 14 fiadeiras instruídas em Taboaghe em diferentes tamanhos de fio; 10 em Sapativa; e o ensino de jovens a trabalhar na pedra. Aguarda apenas por uma carta do destinatário para o Governador de Ilha Grande para poder estabelecer ali uma Casa de fiação, visto ter conhecimento que ali existem muitos desempregados. O algodão pode ser enviado dali uma vez por mês e o fio de Canoas, o que seria mais conveniente como fez na sua fábrica de fiação de Sesimbra. Pede ao destinatário para ordenar ao Major e a Manuel Joaquim que lhe ceda uma carroça e um condutor para poder efetuar as mudanças a fábrica de Santo Agostinho.
Acusa a receção, pelo Navio "Oceano", de uma carta muito antiga do amigo António de Araújo. Refere que só foi possível escrever-lhe no dia 14 de Junho devido aos trabalhos relacionados com o giro de sua casa, os balancetes de comércio, inventário dos prédios e propriedades, partilhas, etc. Conforme já havia comunicado não poderá entrar em nenhuma nova empresa devido aos negócios de sua casa. Contudo, oferece-se para construir alguns mecanismos que o destinatário pretenda. Remete os cálculos do custo de um surtimento necessário para a fiação de algodão, ficando a aguardar pelas ordens para então pôr em execução os oficiais peritos que tem à sua disposição. Informa que a sua mulher acaba de sair de um regimento de um feliz parto de um menino que não viveu senão algumas horas. Têm tido o cuidado de informar-se do estado de saúde do destinatário. O seu pai [Jácome Ratton], continua a gozar de boa saúde em Londres muito embora esteja desgostoso da situação em que vive, pouco merecida e nada condizente com os seus patrióticos trabalhos. Continua esperançado na justiça de S.A.R. que tanto tem demorado a chegar.
O autor tem a honra de informar a António de Araújo, Conselheiro e Ministro da Marinha e do Utramar no Rio de Janeiro, que o edifício de Santo Agostinho estará pronto a receber os trabalhadores, mais cedo do que esperava. A estrutura está quase pronta e as pessoas empregadas já estão designadas para os diferentes departamentos. Refere-se à necessidade de mandar vir pedra da ilha Francesa para facilitar os trabalhos, às encomendas de lã e à intenção de estabelecer uma filial de fabrico de tecidos de seda e lã. Na última página está o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Cálculo dos mecanismos necessários e seu custo para fiar Algodão de n.º 20 até n.º 24.
Confirma que os naturalistas Jorge Freyreiss e Frederico Sellow "acham-se com Assentamento na Folha das Pensões do corr[en]te ano". Informa da necessidade de apresentar procuração para receber cada quartel e que o seu procurador é Lourenço Westin, o qual já recebeu os 200 mil réis do semestre. A procuração está na tesouraria.
Acusa a receção da carta de 24 de Janeiro passado onde certificou-se que o estado de saúde do amigo António de Araújo é consideravelmente melhor. Agradece as expressões relativas ao seu pai [Jácome Ratton]. Informa que poderá prosseguir no estabelecimento da Quinta da Prova se forem feitas as alterações ao Tratado com a Inglaterra, sendo por isso desnecessário ao destinatário falar com as pessoas que no Brasil podiam interssar-se por um estabelecimento de algodão. Felicita o destinatário por vê-lo a "occupar o mesmo lugar que antes V. Ex.ª tinha, pois que todos os motivos que V. Ex.ª a tinha para não querer aceitar, já não existem". Espera pelo regresso em breve de S.A.R. cuja presença em Lisboa é tão desejada quão necessária. Pelo Comandante António Joaquim de Avelar remete uma caixa de ameixas de Guimarães e outra com doze frascos de marrasquino recentemente chegado de Zara. Recomendações de sua esposa. Recebeu boas notícias do pai em 16 do mês passado.
O autor, em resposta à nota do dia anterior, participa ao conde da Barca que não possui a procuração para receber os ordenados [dos Naturalistas], [Jorge] Freyreiss e [Frederico] Sellow, mas apenas uma lembrança sobre este assunto numa carta particular datada de 13 de Março, expedida de Vila Vítori.
Descreve a viagem que empreendeu desde o Basil até à Rússia, onde chegou em Novembro de 1811. Refere-se ao comércio, aos seus navios; à isenção de pagamento dos direitos de entrada na Rússia, graça que obteve através da pronta intervenção de João Paulo Bezerra. Fala das cargas que os seus correspondentes em Londres venderam ao desbarato e do navio retido na Suécia devido ao inverno, tendo depois seguido para essa Corte, e pelo qual o autor oferecia a [António de Araújo] uma colecção das principais vistas de Moscovo. Em breve, enviará a encomenda de duas pipas de óleo de semente de linho, em vez da de linhaça. Pede ao destinatário, em virtude de ter sido nomeado Ministro e Secretário de Estado da Marinha, que mande examinar ao Arsenal da Marinha os preços pelos quais António da Cunha vendeu a fazendas. Informa das entradas e saídas de navios entre Portugal e este Império nos anos de 1813 e 1814; e do comércio de géneros como o vinho, o açucar, o café e o cacau. Remete um resumo da importação e exportação com Portugal e ilhas e o mapa geral da exportação deste Porto, juntamente com a lista geral dos artigos e suas observações. Pede ao destinatário Que se lembre do seu requerimnto em que pedia o cargo de Comissário da Real Marinha, como o detinha o falecido José Pedro [Celestino Velho, que faleceu em São Petersburgo em 1802].
Informa pelo seu secretário, o padre José Jorge de Gusmão, que ainda não se verificou a graça concedida por S.A.R. para a manutenção da Biblioteca. Requer um aumento do subsídio de três mil para quinhentos mil réis para fazer face à desordem e ao caos provocado pelos franceses. Informa do crescimento da livraria.
Informa ao chevalier d' Araújo e Mr. de Sousa que foi-lhe impossível encontrar Mr. Charpentier para pedir os bilhetes para a Assembeleia Nacional. Predispõe-se a encontrar dois ou três lugares para amanhã. Na última página está o endereço de Chevalier de Araújo no ?"Grand Hôtel ou Palais Royal"?. OBSERVAÇÃO Nas 2.ª e 4.ª pp. tem comentários autógrafos de António de Araújo sobre a cópia de um manuscrito de Francisco de Sá de Miranda existente na Biblioteca d'El-rei cujo título é "Obras de Fr[ancis]co de Sáa de Miranda dirigidas ao Príncipe Nosso Senhor que mandou pedir. 1564".
O autor, Arcebispo de Évora, [entre 1802 e 1814], recomenda o seu secretário, o Padre José Jorge de Gusmão. Informa que esteve preso durante dois meses [por ordem da Junta Suprema de Évora, liderada pelo Genral Loison], na enfermaria de Santo António de Beja. Fala do saque ocorrido na igreja, museu e cavalariças de Évora.
Agradece a carta de 30 de Abril de 1811 do amigo António de Araújo, de quem tem procurado notícias. Relata as suas diligências para retirar o seu pai [Jácome Ratton] do injusto degredo em que se encontra. Queixa-se das consequências do Tratado [de Comércio] nas suas fábricas e por ter confiado em demasia na protecção do governo. Informa que mandou encerrar a sua fábrica de fiação de algodão, devido ao Tratado [de 1810] que aniquilou todas as fábricas do Reino, tendo sido obrigado a despedir todos os oficiais encarregues da construção de mecanismos tal como os restantes empregados, resultando daqui uma perda de perto de 200.000 cruzados. O requerimento que Weelhouse interpôs contra si foi escusado. Consegui anular os intentos dos que quiserão retirar-lhe as ferramentas e utensílios vindos do Campo Pequeno, ficando responsável pelo pagamento do restante. Fechou, também, a fábrica de chapéus devido à admissão dos chapeleiros ingleses no Brasil, sendo a sua única preocupação a de escoar os 25 mil chapéus que tem em stock. Os 500 empregados que estavam empregues nas suas duas fábricas passam agora por grandes padecimentos. Apresenta os seus pêsames pela morte da mãe do destinatário e informa que procurou os irmãos de António de Araújo com o mesmo fim. Oferece um quarto de vinho tinto de Barroca d'Alva. Recebeu boas notícias de Londres, tanto de seu pai, como do irmão José [Luís] e da irmã Teresa.
O autor, James Walker, capitão de mar e guerra, em resposta à carta [de António de Araújo], elogia ps trabalhos e talento do destinatário os quais deveriam ser aproveitados pela Pátria. Agradece o convite para servir no Brasil. Entregará a carta ao Governador de Pernambuco e apresentará os cumprimentos a Sir Sidney Smith.
Acusa a receção, pelo Navio "Oceano", de uma carta muito antiga do amigo António de Araújo. Refere que só foi possível escrever-lhe no dia 14 de Junho devido aos trabalhos relacionados com o giro de sua casa, os balancetes de comércio, inventário dos prédios e propriedades, partilhas, etc. Conforme já havia comunicado não poderá entrar em nenhuma nova empresa devido aos negócios de sua casa. Contudo, oferece-se para construir alguns mecanismos que o destinatário pretenda. Remete os cálculos do custo de um surtimento necessário para a fiação de algodão, ficando a aguardar pelas ordens para então pôr em execução os oficiais peritos que tem à sua disposição. Informa que a sua mulher acaba de sair de um regimento de um feliz parto de um menino que não viveu senão algumas horas. Têm tido o cuidado de informar-se do estado de saúde do destinatário. O seu pai [Jácome Ratton], continua a gozar de boa saúde em Londres muito embora esteja desgostoso da situação em que vive, pouco merecida e nada condizente com os seus patrióticos trabalhos. Continua esperançado na justiça de S.A.R. que tanto tem demorado a chegar.
O autor, Le Baron de Waitz d' Eschen, agradece as cartas recebidas e informa que o Eleitor, seu mestre, apresenta os seus cumprimentos e manifesta o desejo de poder ter o conde na sua casa de campo em Wilhelmshohe. Participa todas as medidas que tomou para apoiar Mr. D' Eschwege, esperando que ele tenha motivos para estar encantado com o objeto da sua missão. Recomenda o dito Eschwege à proteção do destinatário e refere que ele pertence a uma família nobre e anciã de Hesse. Depois das instâncias do Chevalier de Correia, que estava encarregue de procurar os mineiros do Hesse para o serviço de Portugal, incitou Eschwege a aceitar o desafio. A Alemanha está em vésperas de uma guerra sangrenta em que é difícil de calcular todas as consequências.
Expressa o seu prazer quando soube que o Duque de Serra Capriola tinha recebida notícias de António de Araújo a "Perle des Commandeurs". Aproveito a oportunidade do Duque escrever, para se lembrar à memória do amigo e recordar, com saudade, as provas de amizade que em tempos recebeu. Pede notícias. Comenta a sua vida "vagabunda" pelo país, depois que o destinatário foi embora. Encontra-se em São Petersburgo há pouco mais de um ano, mas não sabe se será por muito tempo. Conservou o gosto pela música, pelo canto, e recorda a música que costumava ouvir em casa do destinatário.
Participa que o ano passado escreveu pelo Duque de Serra Capriola, mas aparentemente esta carta não chegou ao seu destino, ou, Mr. de Araújo não não terá desejado ocupar-se desta antiga amizade. Lamenta o silêncio obstinado da "Perle des Commandeurs", e manifesta a constância dos seus sentimentos. Madame de Saldanha encarrega-se de expedir esta carta, devendo-lhe um agradecimento infinito, mas se não receber resposta vetar-se-à ao silêncio. Refere-se ao convívio com a Princesa Dolgorouky. Como deseja ter o retrato do destinatário pediu a Madame Saldanha emprestado, mas lamenta que este não seja o Commandeur de outrora. Pede resposta.
Informa a António de Araújo, no Rio de Janeiro, que lhe escreveu no dia 2 de Novembro a participar que os seus filhos tinham sido notificados pelo conde da Redinha para despejarem as casas em que habitam, não obsante do contrato de arrendamento em vigor terminar só em 1820. Solicita ao destinatário que os proteja de algum golpe de autoridade que possa surgir. Leu a carta de 19 de Setembro que o destinatário enviou ao filho Diogo onde pôde constatar os seus incómodos de saúde. Leu as ideias sobre o maquinismo de fiação de algodão, matéria que Diogo não teve tempo de discorrer por andar ocupado em repulsar os ataques do conde da Redinha, feitos pelo primo Domingos Monteiro do Amaral, protegido do Principal Sousa que tem influência sobre os Juízes. Aprova o projecto do destinatário e cuida que Diogo não deixará de debater as suas ideias consigo. O Marques vive em casa do destinatário e está suficientemente instruído para reger um tal estabelecimento. Aconselha o destinatário a formar um plano de associação para depois remetê-lo para que a resolução de Diogo seja mais rápida e acertada. Aconselha a empregar pessoas hábeis na cardagem, que mande buscar os maquinismos já prontos a Lisboa para que depois o Marques dirija a sua colocação. Remete esta carta pelo amigo comum, João Paulo Bezerra. O mesmo leu a, ainda imperfeita, memória apologética do autor e aconselhou-o a conclui-la e a remeter cópia ao destinatário com um memorial para S.A.R.. Espera que S.M. o autorize a imprimir a sua defesa e que lhe permita regressar a casa justificado e condecorado. Comenta a intenção de seu filho em arrendar uma das casas que estão junto às fábricas que pertencem ao conde das Galveias. Esta vai incluída na de Bahon, pessoa que conheceu em cas do destinatário, e roga a protecção do dest. ara a súplica do mesmo.
Informa ao amigo António de Araújo que no dia 4 do passado mês escreveu-lhe por João Paulo Bezerra, a que se recomenda. Espera que seja ele que preencha o lugar vago, porque para isso tem qualidade. Recebeu a carta de 3 de Outubro por João Correia de Paiva, e constatou que o destinatário passava bem de saúde. Agradece o que lhe diz a respeito das justificações, porém pouco espera das promessas do dito agente que segundo consta recusou o ano passado a agi em favor de Vandelli não obstante de ter sido recomendado pelo marquês de Wellesley, na altura inistro dos Negócios Estrangeiros [inglês]. Bahon agradece as expressões a seu favor.Comunicou também a António de Almeida, a quem S.A.R. mandou gratificar pelo 1.º vol. de sua obra, para o animar a concluí-la.O 2.º vol. está no prelo e a sua justificaçãocontra as calúniasque lhe fez um médico do Hospital de São José, Médico este que elogiou o enfermeiro-mor D. Francisco de Almeida, que vai em breve para o Rio de Janeiro, esperando o autor que este em virtude do que presenciou e sabe aclarará na presença de S.A.R. muitas coisas em prol dos seportados. Este seu conhecido prometeu-lhe interssar-se por si e também pelo negócio do aforamentodas casas para que os seus filhos possam entregar o quanto antes as do conde da Redinha. Constatou com muito prazer no "Investigador [Português]" deste mês, n.º 19, fl. 245, o anúncio do Ouvidorde Porto Seguro da conclusão da estrada que vai daquela vila para Minas Novas. Louva esta obra que transformará Porto Seguro numa localidade importante. Aconselha a instalar o estabelecimento de fiação nas margens do Rio Giquitonha.
Recopila os pontos mais importantes e que foram debatidos na reunião que manteve ontem com António de Araújo sobre o estabelecimento da Quinta da Prova. Relembra a necessidade de remeter ao Abade de Lóbrigos com a maior brevidade uma cópia do Plano de associação para apreciação. Emendado, aprovado e assinado pelas duas casas encarregues da direcção, o mesmo plano será apresentado às pessoas de Lisboa e do Porto e mais terras que se entenda deverem ser contatadas para subscrição. Após a subscição proceder-se-à à impressão das condições, apólices e letras para depois se dar início à assinatura e encaixe de fundos pela caixa directorial.
Pede a [António de Araújo] para que dê ordem ao Administrador Geral da Alfândega para que seja descarregado, sem mais demoras, o Navio "Iphigenia", comandado pelo Capitão Jacinto José Peres, e que chegou ontem de São Petersburgo. O Navio encontra-se de quarentena de cinco dias por vir sem carta de saúde do Sunda. Sendo notório que por onde passou não existem epidemias, é urgente proceder a tal diligência, visto que em breve o Porto de Lisboa será visitado por uma poderosa esquadra inglesa sendo que a prudência exige que não lhes seja dada a tentação de apresarem o navio e a sua carga. A casa de comércio do autor tem 30 mil cruzados no navio.
Escreve esta carta com o único propósitode alcançar o bom sucesso do requerimento do neto Bernardo Daupiás. Refere-se também ao seu requerimento de Abril de 1810, que está em mãos do destinatário, no qual pedia a demissão do lugar da Real Junta [do Comércio], visto que as circunstâncias estão muito alteradas. O Portador da carta é o amigo José Balbino Barbosa Araújo, filho do Advogado de Lisboa, Barbosa Araújo, que depois de viúvo se fez clérigo e eleito Desembargador e Promotor da Relação Eclesiástica. O mesmo José balbino é favorecido pelo Embaixador de Londres e está encarregue de entregar os despachos ao governo. O mesmo pretende solicitar a nomeação para um consulado em França ou na Holanda. Informa que Daupiás não pode ausentar-se de Paris devido à Casa de Comércio bem acreditada que ali possui, e que com a parceria com seus tios de Londres e Lisboa muito mais poderá crescer. A Barbosa poderia ser útil o Consiulado de Rouen ou de Nantes, de Amsterdão ou de Hamburgo. Pede ao dest. que se informe do luto do autor junto de Barbosa. Pensa em dar à imprensa no próximo mês as "Recoradaçõens" de 64 anos de residência em Portugal, esperando que ninguém encontre motivos de ofensa nem das reflexões que sobre cada coisa diz com o sentido de ser útil à Pátria. Não existe intenção de agravar nem criticar, o único objecto é dar-se a conhecer. Remeterá ao destinatário vários exemplares. Como goza de boa saúde, espera iniciar em Julho a projectada jornada por esta ilha com o neto inácio ratton, que está a frequentar o curso de Química, e no regresso, no mês de Setembro, enviá-lo para o tio Diogo, enquanto o autor pensa em passar para o continente. Apesar da forte emigração que se fará sentir para o continente o seu filho não sairá de Londres. Não se atreve a fazer uma reflexão sobre as consequências na Europa, sobre o sucesso da França e da Espanha, onde considera não estar finda a revolução. Pergunta o que será do Brasil se a Corte regressar a Lisboa. Ouve dizer que no interior das nossas províncias há quem se ressinta da nova Constituição dos vizinhos. Defende que o monarca deve melhorar a sorte dos vassalos e não ser constrangido por eles. Assim, dever-se-iasuspender temporariamente a admiração dos noviços e ambos os sexos nos conventos; e mesmo de se dar ordens sacras para o Reino para se refazer de muita povoação que se perdeu e deois com facilidade de se extinguirem progressivamente os conventos, vender-lhe os bens a favor do Erário Régio. Basta que as paróquias estejam providas dos necessários ministros do altar. O Brasil não pode ser povoado sem sérias custas do Estado a não ser que se admitam por naturais famílias de qualquer país e de culto livre. Em breves anos cresceria aquele Estado. Como se escedeu nos comentários solicita ao destinatário que queime esta carta depois de a ler.
Agradece as cartas de 15 e 25 de Fevereiro onde tomou conhecimento da chegada do Bezerra, de quem gostaria de receber notícias. Agradece a António de Araújo por ter falado ao conde das Galveias e por lheter comunicado a resposta deste. Deu-lhe muito gosto a participação a respeito das Sesmarias do dest. sobre o rio que desemboca no Mar em Porto Seguro, que acredita, tal como o dest. ser a situação mais vantajosa do Brasil. Elogia o plano para ali se estabelecer o engenho de serrar. Elogia a aquisição do Capitão Feldner, o qual não conhece pessoalmente. Viu com gosto que Eschwege está empregado na minas de ferro que têm sido estabelecidas algumas fundições em diversas partes por particulares. Elogia o exemplo do destinatário em aforar os seus terrenos "em perpetuum" em porções módicas e preocupando-se logo em povoá-las. Sustenta que o vizinho do destinatário Frasier, ser-lhe-à muito útil, tanto pelo exemplocomo pelos conhecimentos que ele e os alemães hão-de difundir, a ele não será alheio o uso da charrua para poupar braços e cultivar mais em menos tempo. Sugere medidas para se levrar os terrenos com a criação de Gado Vacum, a inodução de métodos agrícolas, etc. Lembra a cultura do cânhamo devido à qualidade dos terrenos; aconselha a motivar a imiração de famílias alemães; Frasier podia chamar por família irlandesas católicas. Sustenta que um primeiro colonoindustrioso vale mais que mil braços. No que diz respeito ao objecto da fiação, disponibiliza-se para dar pareceres mas não a interessar-se devido à sua avançada idade e estado de saúde, razões pelas quais já legou os interesses de sua casa ao filho Diogo. Está sem esperança de poder regressar a Portugal, de onde foi expulsoinjustamente há três anos e que ainda não conseguiu apresentar a sua justificação. Mas, não será por isso que deixará de trabalhar em prol de S.A.R. Prossegue na sua memória, que mais não são que recordações, mas não apologética nem justificativa, deixando espaçao leitor para retirar as suas leituras. Tem um inimigo declarado no Principal que ultimamente atacou Julião, seu criado há trinta anos e que o acompn«anhou na deportação, retirando-lhe o cargo de Guarda da Alfândega de Belém. Pede ao destinatário que envie a Diogo a cópia da carta que enviou para que lhe seja possível resolver algo.
Informa da queda do Tirano e do restabeleciemnto dos Bourbons, na pessoa de Luís XVIII, liremente eleito e proclamado pela nação francesa, notícia que espera possa provocar o desejado efeitodo regresso de S.A.R. e da sua Corte. Gostaria de receber um despacho de S.A.R. em remuneração pelos vinte e três anos de serviço na Real Junta do Comércio e que anule as caluniosas e tenebrosas informações a seu respeito e que o impedem de aparecer perante os seus compatriotas e muito menos na Real Presença. Menos magoa lhe causou o haver sido envolvido no número de deportados "já reconhecidos como não culpados", e a respeito dos quais o Embaixador em Londres disse que em breve poderiam regressar a suas casas, graça que não aproveitará. Mandou o neto Bernardo Daupiás, cunhado de seu filho Diogo, para França onde os negócios políticos se seguirãoe obrigam a fixar-se e fundar uma casa de comércioem Paris a qual goza de melhor reputação e crédito. Ali fez um grande casamento com filha de pais ricos. Elogia a inteligência e felicidade do trabalho que este tem aplicado não obstante o escabrozo dos tempos decorridos. Tem auxiliado muitos dos nossos infelizes compatriotas. Por desejar ser útil no Serviço Real suplicou a S.A.R.o cargo de Cônsul Geral em Paris ou de Agente da Corte de Portugal seja para objectos comerciais ou correspondência com os demais cônsules dos portos de Mar, para os casos pendentesnos tribunais, dos Ministros ou do próprio Embaixado. Pede a protecção do destinatário para esta súplica e que lhe envie o referido diploma que o autor pagará as despesas. Disponibiliza-se para qualquer serviço que o destinatário queira ordenar-lhe, independemente do lugar onde se encontra.
Recomenda a Ratton, o portador da carta Mr. Lemmonier, o que lhe foi pedido de uma forma muito particular pelo seu cunhado. O recomendade exporá o objectivo da sua viagem ao Brasil onde o autor julga que poderá ser muito útil. Fica reconhecido por tudo o que o destinatário poder fazer. Na ùltima página está anotado o endereço de Jácome Ratton na Inglaterra.
Certidão da petição do barão do Sobral que baixou o Tribunal com Aviso Régio para se por novamente o lanço o Contrato Geral do Tabacoe Saboarias e do Aviso de 25 de Junho que assim o ordenou. Possui as assinaturas de João António Salter de Mendonça e do conde de Peniche.
Representação de Diogo Ratton & Cia. Dirigida ao Tribunal da Junta do Tabaco em resposta ao requerimento do barão do Sobral que deu origem a um Aviso em que ordenava que o Contrato do Tabaco fosse novamente à Praça.
A Sociedade Diogo Ratton & Cia. Solicta a S. M. que lhe conceda os Contratos gerais do Tabaco e Saboaria nas condições anteriormente apresentadas e nas que foram propostas nos dias 18 e 22 de Junho. Possui cinco assinaturas.
Agradece ao amigo e protector conde da Barca o despacho com que S. M. houve por bem justificar o seu pai [Jácome Ratton], bem como as expressões do marquês de Aguiar no Aviso que dirigiu ao seu pai. Espera agora que [Jácome Ratton] possa acabar a missão em Paris e retornar a Portugal como é seu desejo. Expressa a sua mágoa pelo delicado estado de saúde do destinatário. Refere-se à sua carta de 22 de Julho em que comunicava o que até ali aconteceu com o contrato de tabaco. Informa que sem embargo do Aviso de 25 de Junhoter baixado à Real Junta de Administração do Tabaco para que o Contrato torne à Praça e se tornem a fazer lanços pelas condições que até agora estão em prática, e também pelas condições oferecidas pela sua companhia e ter subido umasegunda Consulta ao governo a favor do seu lanço por ser pela segunda vez o maior e que sem embargode tudo isto os governadoresdo Reino decidiram diametralmente em oposição ao que tinhamandado fazer e ao teor da mesma consulta. Informa da nova Portariado Governo que ordena à Junta do Tabaco para que o Contrato baixe novamente à Praça e nas mesmas condições que até aqui vigoraram; ao mesmo tempo baixou um requerimento do barão do Sobrala oferecer 1305 contos de réis por seis anos, contrariamente à Portaria que estipula três, e que caso não lhe fosse diferido, desistia definitivamente do Contrato. São visivéis as intrigas e manobras no governocontra a companhia do autor e sabe que são da parte do Principal Sousa e de Ricardo Raimundo Nogueira, muito amigo do barão de Quintela e protector da Companhia do Porto e de Viseu que estão ligadas ao seu irmão João Nogueira que esteve empregue aé aqui na Administração de Tabaco do Porto. Por estas situações é que se mandou o contrato à Praça pela terceira vez e somente por três anos e por isto não se fez consulta do Tribunal mandando-se arrematar a quem fosse mais capaz de o cumprir tão regularmente como o têm feito os actuais contratadores. Comenta os lanços efectuados nos dias 17, 19 e 22 do corrente mês, saindo como vencedor a Companhia do Porto e de Viseu. Porém, o Tribunal não quis arrematar o Contrato à Companhia de José António da Fonseca de Viseu por não achar a idoneidade recomendada pela Portaria do Governo. Existe intenção de efectuar uma Consulta a todo o passado do mesmo. Permanece na expectativa e se o Governo achar conveniente poderá chamar a Companhia do autor que terá de se juntar novamente. Perante esta situação apresenta as suas resoluções que passam por uma consulta directa a Sua Majestade; requerer ao Soberano que o Contrato lhe seja arrematado por nove anos contra as suas propostas de 13 de Julho e que seja proibida a exportação de Tabaco da Baía para Gibraltar devido ao grande prejuízo que provoca e que pode arruinar o negócio tanto em Portugal como em Espanha, vindo antes essa parte para Lisboa para evitar também os contrabandos e para suprir as faltas de tabaco. Pede que exponha tudo ao marquês de Aguiar e ao Rei.
Agradece ao amigo e protector conde da Barca o despacho com que S. M. houve por bem justificar o seu pai [Jácome Ratton], bem como as expressões do marquês de Aguiar no Aviso que dirigiu ao seu pai. Espera agora que [Jácome Ratton] possa acabar a missão em Paris e retornar a Portugal como é seu desejo. Expressa a sua mágoa pelo delicado estado de saúde do destinatário. Refere-se à sua carta de 22 de Julho em que comunicava o que até ali aconteceu com o contrato de tabaco. Informa que sem embargo do Aviso de 25 de Junhoter baixado à Real Junta de Administração do Tabaco para que o Contrato torne à Praça e se tornem a fazer lanços pelas condições que até agora estão em prática, e também pelas condições oferecidas pela sua companhia e ter subido umasegunda Consulta ao governo a favor do seu lanço por ser pela segunda vez o maior e que sem embargode tudo isto os governadoresdo Reino decidiram diametralmente em oposição ao que tinhamandado fazer e ao teor da mesma consulta. Informa da nova Portariado Governo que ordena à Junta do Tabaco para que o Contrato baixe novamente à Praçae nas mesmas condições que até aqui vigoraram; ao mesmo tempo baixou um requerimento do barão do Sobrala oferecer 1305 contos de réis por seis anos, contrariamente à Portaria que estipula três, e que caso não lhe fosse diferido, desistia definitivamente do Contrato. São visivéis as intrigas e manobras no governocontra a companhia do autor e sabe que são da parte do Principal Sousa e de Ricardo Raimundo Nogueira, muito amigo do barão de Quintela e protector da Companhia do Porto e de Viseu que estão ligadas ao seu irmão João Nogueira que esteve empregue aé aqui na Administração de Tabaco do Porto. Por estas situações é que se mandou o contrato à Praça pela terceira vez e somente por três anos e por isto não se fez consulta do Tribunal mandando-se arrematar a quem fosse mais capaz de o cumprir tão regularmente como o têm feito os actuais contratadores. Comenta os lanços efectuados nos dias 17, 19 e 22 do corrente mês, saindo como vencedor a Companhia do Porto e de Viseu. Porém, o Tribunal não quis arrematar o Contrato à Companhia de José António da Fonseca de Viseu por não achar a idoneidade recomendada pela Portaria do Governo. Existe intenção de efectuar uma Consulta a todo o passado do mesmo. Permanece na expectativa e se o Governo achar conveniente poderá chamar a Companhia do autor que terá de se juntar novamente. Perante esta situação apresenta as suas resoluções que passam por uma consulta directa a Sua Majestade; requerer ao Soberano que o Contrato lhe seja arrematado por nove anos contra as suas propostas de 13 de Julho e que seja proibida a exportação de Tabaco da Baía para Gibraltar devido ao grande prejuízo que provoca e que pode arruinar o negócio tanto em Portugal como em Espanha, vindo antes essa parte para Lisboa para evitar também os contrabandos e para suprir as faltas de tabaco. Pede que exponha tudo ao marquês de Aguiar e ao Rei.
Refere-se à última carta que expediu com data de 23 de Agosto em que fazia o relatório da arrematação do contrato de Tabaco o qual, poucos dias depois, ficou entregue a José António da Fonseca & Cia. de Viseu, José Ferreira Pinto Bastos & Cia. Do Porto e a outros dois de Lisboa. Participa que a sua Companhia achou prudente não apresentar, por agora, qualquer requerimento para quando passar o triénio que principia em 1 de Janeiro de 1818 e termina em 31 de Dezembro de 1820, por ser ainda muito cedo e por quererem saber primeiro se é do interesse da Real Fazenda ficarem com a quarta parte conforme a Cia. do autor propunha. Pede o parecer do destinatário sobre este assunto para então enviar o requerimento por seu sobrinho Inácio Ratton, filho de Henrique. Agradece o Aviso que recebeu esta semana do marquês de Aguiar em que ordenava à Junta do Comércio que consultasse os privilégios que o autor pedia a S.M. para estabelecer no seu prédio da Praça do Calvário um moinho de moerfarinha por impulso de vapor. Pede a protecção do destinatário para este requerimento que enviará quando acabarem as férias e logo que se decida da consulta. Expressa o seu transtorno por ter tomado conhecimento que o destinatário encontra-se mal de saúde e que teve de ir do Rio de Janeiro para o campo. Seu pai está em Macon a aguardar as ordens de Francisco José Maria de Brito para poder apresentar-se na Comissão. O mesmo teve um grande desgosto pelo sucedido em Paris a Daupiás, sendo possível que não consiga restabelecer-se completamente e seja obrigado a pedir a demissão da Comissão e voltar para Lisboa onde o clima poderá ajudar a recuperar. Baseando-se nos serviços prestados por alturas da arrematação do Tabaco, pede a protecçãodo destinatário para o requerimento que envia em anexo em que pede o despacho de seu pai com honras e privilégios de Conselheiro e da Comenda em duas vidas. Endereça os votos de um feliz ano novo. Escreve a pedido dos primos Nicolau de Clamouse Brown & Cia. A favor de seus correspondentes de Bissau e Cacheu. Em P.s. enviará o requerimento na próxima embarcação.
Informa que a última que lhe escreveu foi a de 24 de Dezembro. Pelos últimos cinco navios que chegaram dessa Corte recebeu cartas de Manuel Lopes Ferreira, que lhe confirmou ter entegue a carta de 23 de Agosto ao conde da Barca e que V. Ex.a lhe responderia extensamente sobre os assuntos das últimas cartas que lhe escreveu. Manifesta o seu agrado por ter tomado conhecimento que o destinatário se encontra com a saúde mais vigorosa. Participa que o seu requerimento relativo aos privilégios para o estabelecimento, na praia do Calvário, de um moinho de farinha por impulso de vapor de àgua, já foi consultado pelo Tribunal da Junta do Comércio e que foi enviado pelo Governo de Lisboa na mala do Grã-Careta e sabe que o mesmo teve a aprovação de todos os vogais e do Governo, o que talvez se deva ao facto do Principal [Sousa] estar ausente em Santarém. Escreveu logo pelo mesmo navio ao amigo José Balbino de Barbosa Araújo prevenindo-o que ia por aquela mala a dita consulta e pedindo que solicitasse ao marquês que a colocasse na presença de S.M. para obter sem a menor perda de tempo a Real assinatura para o Alvará que concede os privilégios. Pede a protecção do destinatário para a mesma e para o requerimento em anexo sobre o qual já lhe tinha falado na última carta. Deseja que a Comenda possa realizar-se na que o seu pai apontou nos requerimentos anteriores mas qualquer que seja do agrado Real satisfará os seus desejos. Revela que incumbiu Manuel José Sarmento, que está de partida para a Corte [do Rio de Janeiro], de beijar a mão de S.A.R. e de lhe propôr que, acabado o triénio em vigor, seja entregue o Contrato de Tabaco a Diogo Ratton & Cia. e a Sarmento por nove anos pelas condições que se convencionarem. Apresenta algumas sugestõespara futuras arrematações destecontrato que é uma das principais rendas da Coroa. Informa que seu pai permanece em Macon quase restabelecido da grave doença e que se propõe a partir no mês que vem para Paris. Como os médicos têm-no aconselhado a regressar aos "ares pátrios de Lisboa" antes do próximo Inverno, o autor julga até que ele já terá solicitado a demissão da comissão de que estava incumbido. Bernardo Daupiás, após as tristes circunstâncias do comércio que fizeram arruinar milhares de casas em Inglaterra e França, conseguiu compor os seus negócios com os credores, a quem já pagou parte do que se tinha comprometido, achando-se já reabilitado. Dáupias necessita mais que nunca da protecção do destinatário para sustentar a família e por isso o autor implora pela nomeação do mesmo para a Junta das Reclamações dos Vassalos de S.M..
Diogo Ratton, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Negociante da Praça de Lisboa, e filho de Jácome Ratton, igualmente Fidalgo Cavaleiro da casa Real, sabendo que a fazenda real sofria há muitos anos avultados prejuízosnas arrematações do Contrato de Tabaco, propôs-se a arrematá-lo juntamente com os seus sócios, Nicolau de Clamouse Brown & Cia., Domingos Gomes Loureiro e filhos, Luís Diogo de Bastos, todos negociantes da mesma praça, e com Bernardo Clamouse Brown & Cia., negociante da Praça do Porto, nas condições que transcreve, a qual foi combatida pelo barão do Sobral contra os interesses da Real Fazenda, fazendo com que o contrato descesse novamente à Praça. Após as novas disputas entre a Cia. Do autor e o dito barão, conseguiu o autor que o contrato subisse mais 136 contos de réis, fazendo crescer a arremataçãocom 650 mil cruzados sobre o valor do anterior e do presente contrato. Persuadido que fez um bom negócio a S.A.R. com grandes vantagens para a Real Fazenda para o triénio deste contrato [1818-1820]. Pede, com base no exposto, que S.A.R.conceda a seu pai as honras de Conselheiro e Comendador de qualquer das três ordens militares.
Diogo Ratton, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Negociante da Praça de Lisboa, e filho de Jácome Ratton, igualmente Fidalgo Cavaleiro da casa Real, sabendo que a fazenda real sofria há muitos anos avultados prejuízosnas arrematações do Contrato de Tabaco, propôs-se a arrematá-lo juntamente com os seus sócios, Nicolau de Clamouse Brown & Cia., Domingos Gomes Loureiro e filhos, Luís Diogo de Bastos, todos negociantes da mesma praça, e com Bernardo Clamouse Brown & Cia., negociante da Praça do Porto, nas condições que transcreve, a qual foi combatida pelo barão do Sobral contra os interesses da Real Fazenda, fazendo com que o contrato descesse novamente à Praça. Após as novas disputas entre a Cia. Do autor e o dito barão, conseguiu o autor que o contrato subisse mais 136 contos de réis, fazendo crescer a arremataçãocom 650 mil cruzados sobre o valor do anterior e do presente contrato. Persuadido que fez um bom negócio a S.A.R. com grandes vantagens para a Real Fazenda para o triénio deste contrato [1818-1820]. Pede, com base no exposto, que S.A.R.conceda a seu pai as honras de Conselheiro e Comendador de qualquer das três ordens militares.
Agradece ao amigo e protector conde da Barca o despacho com que S. M. houve por bem justificar o seu pai [Jácome Ratton], bem como as expressões do marquês de Aguiar no Aviso que dirigiu ao seu pai. Espera agora que [Jácome Ratton] possa acabar a missão em Paris e retornar a Portugal como é seu desejo. Expressa a sua mágoa pelo delicado estado de saúde do destinatário. Refere-se à sua carta de 22 de Julho em que comunicava o que até ali aconteceu com o contrato de tabaco. Informa que sem embargo do Aviso de 25 de Junhoter baixado à Real Junta de Administração do Tabaco para que o Contrato torne à Praça e se tornem a fazer lanços pelas condições que até agora estão em prática, e também pelas condições oferecidas pela sua companhia e ter subido umasegunda Consulta ao governo a favor do seu lanço por ser pela segunda vez o maior e que sem embargode tudo isto os governadoresdo Reino decidiram diametralmente em oposição ao que tinhamandado fazer e ao teor da mesma consulta. Informa da nova Portariado Governo que ordena à Junta do Tabaco para que o Contrato baixe novamente à Praçae nas mesmas condições que até aqui vigoraram; ao mesmo tempo baixou um requerimento do barão do Sobrala oferecer 1305 contos de réis por seis anos, contrariamente à Portaria que estipula três, e que caso não lhe fosse diferido, desistia definitivamente do Contrato. São visivéis as intrigas e manobras no governocontra a companhia do autor e sabe que são da parte do Principal Sousa e de Ricardo Raimundo Nogueira, muito amigo do barão de Quintela e protector da Companhia do Porto e de Viseu que estão ligadas ao seu irmão João Nogueira que esteve empregue aé aqui na Administração de Tabaco do Porto. Por estas situações é que se mandou o contrato à Praça pela terceira vez e somente por três anos e por isto não se fez consulta do Tribunal mandando-se arrematar a quem fosse mais capaz de o cumprir tão regularmente como o têm feito os actuais contratadores. Comenta os lanços efectuados nos dias 17, 19 e 22 do corrente mês, saindo como vencedor a Companhia do Porto e de Viseu. Porém, o Tribunal não quis arrematar o Contrato à Companhia de José António da Fonseca de Viseu por não achar a idoneidade recomendada pela Portaria do Governo. Existe intenção de efectuar uma Consulta a todo o passado do mesmo. Permanece na expectativa e se o Governo achar conveniente poderá chamar a Companhia do autor que terá de se juntar novamente. Perante esta situação apresenta as suas resoluções que passam por uma consulta directa a Sua Majestade; requerer ao Soberano que o Contrato lhe seja arrematado por nove anos contra as suas propostas de 13 de Julho e que seja proibida a exportação de Tabaco da Baía para Gibraltar devido ao grande prejuízo que provoca e que pode arruinar o negócio tanto em Portugal como em Espanha, vindo antes essa parte para Lisboa para evitar também os contrabandos e para suprir as faltas de tabaco. Pede que exponha tudo ao marquês de Aguiar e ao Rei.
Atendendo à solicitação de Mr. Brunel, hábil maquinista deste país, recomenda o portador da carta Mr. Lemmonier, mestre hábil na refinação do açucar e destilação da respectiva, arte que espera poder praticar no Brasil, sob a protecção de um homem de bem e honra.
Transcreve a carta de 6 de Dezembro de 1814, datada de Londres, a qual saiu pelo Paquete de 26 do passado que zarpou de Falmouth, acompanhada com as amostras de comestíveis aqui preservadas. Informa que está no encalce de um método melhor e mais económico. O "Mornig Chronicle" de ontem publicou que S.A.R. não aceitou o convite do Governo inglês para regressar a Portugal com o Almirante Beresford, tal como o autor tinha suspeitado. Espera que não seja concedida passagem às tropas espanholas que segundo os jornais devem sair de Cádis para irem Via Ilha de Santa Catarina, enfrentar os revoltosos do Rio da Prata, crendo que não existe nenhuma aparência de bom sucesso e poderia revoltar aqueles povos contra Portugal. Aconselha a melhorar as comunicações internas do Brasil; povoá-lo, escolher bons governadores, com "mais moralidade do que nascimento illustre e sciencia", auxiliados por um conselho de administração escolhido pelos habitantes locais e ratificado pelo Soberano; estabelecimento de escolas e colégios segundo o método de Lancaster do qual o destinatário é possuidor de uma cópia. Comenta as falsas notícias publicadas pelos jornais ingleses sobre a exportação dos frutos do Brasil por navios estrangeiros. Pede erdão pela má escrita das cópias juntas por terem sido escritas pelo neto Inácio que pouco percebe de "Português". Espera passar à França no fim do mês de Fevereiro para ver a família, e talvez regresse a Londres em Maio, ficando a aguardar por notícias do destinatário que lhe possibilitem regressar a Lisboa.
O autor, ex-deputado da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, representa a S.A.R. a intenção em aproveitar a superabundância de carnes que produz a Capitania de Rio Grande do Sul, pelo método há pouco tempo descoberto, e que se conservam sem salmoira, durante anos indefinidos em todos os climas. O método, apesar de ter sido descoberto em França, é presentemente aplicado em Inglaterra conforme comprovam os impressos em anexo, tendo sido atribuído o privilégio exclusivo a todos os seus introdutores em domínios britânicos. Considerando a magnitude desta proposta, somente se poderá efectuar por uma associação de pessoas abastadas e com um privilégio exclusivo na Capitania de Rio Grande e na de São Paulo por vinte anos, por forma a suprir os prejuízos a queficam expostos. Dever-se-à fundar uma aldeia para alojar as pessoas e famílias que ali trabalharem tal como a escravatura a comprar. Aguarda pela referida graça e que a mesma venha em nome de Jácome Ratton e Sucessores, com poder para transferir a quem lhe parecer conveniente.
Participa a António e Araújo que preocedeu à entrga ao seu sobrinho Rafael Guerreiro de uma caixinha os primeiros dez exemplares das suas "Recordaçoens" para que o destinatário faça delas o uso que lhe parecer. Informa que parte para Lisboa o seu companheiro de Junta de Deportação, Domingos Vandelli que já se encontra "na segunda infancia, em estado de pouca duração", próximo a deixar a família sem subsistência alguma pois que somente tem ordenadosda Real Junta, da Fábrica da Seda e das Cadeiras de que foi lente na Universidade, de quem recebeu uma comenda.Recomenda os filhos deste , o mais velho Alexandre António que "he moço applicado, e de prestimo", o mais novo é já Tenente. Roga ao destinatário, para que empregue os seus bons ofícios em prol dos mesmos. Recomenda Guerreiro "que tem prestimo para mais do que esse lugar que tem" e que se odia dispensar a vinda de um sucessor interino ao chefe que está de partida para Roma. Estimou a notícia de que os Governadores sem ordem expressa do Príncipe não anuiu à remessa de 12 mil homens que o Governo [inglês] pedia para a causa dos aliados.
Refere-se à carta de 15 de Abril que enviou pelo Duque de Luxemburgo, onde pedia protecção para o requerimento para erigir um moinho de moer farinha. Pede protecção para arrematar o Contrato de Tabaco e Saboarias que após ter estado em licitação no Tribunal da Real Junta do Tabaco nos dias 15, 18 e 22 do corrente mês e ter sido arrematado pelo barão do Sobral e seus sócios, foi ordenado por Aviso do Governo que deveria voltar à praça nos próximos dias 6, 9 e 13 do próximo mês. Defende que este contrato deve ter a duração de nove anos.apesar do barão de Quintela ter comunicado oficialmente aos Governadores do Reino que desistiado contrato o A. suspeita que tal não sucederá, mas que actuará na sombra dos seus sócios Francisco António Ferreira e Joaquim Pereira de Almeida colocando em seu lugar o filho barão. Manifesta o seu interesse e de seus sócios em receber mais um sócio o qual poderia ser nomeado por S.A.R. ou por António de Araújo. Se por acaso os Governadores do Reino mandarem o contrato ao Brasil para ser deliberado por S.M., o autor enviará à Corte o primo Francisco Clamouse Brown do Porto para suplicar uma decisão a seu favor.
Expressa a sua eterna gratidão ao amigo António de Araújo por lhe ter participado em Março, através do correspondente Manuel Lopes Ferreira, o despacho do neto Bernardo Daupiás para Cônsul e Agente Comercial Português em Paris, o queal deve-se inteiramente à bondade do destinatário. Está certo que o mesmo servirá dignamenteas obrigações do lugar e que passada a tremenda trovoada política que assola a França, o Brasil achará neste país o maior consumidor de todos os seus produtos de exportação. Defende que o Porto de Lisboa deva ser o depósito de mercadorias (em feira ou em mercado perene) dos comerciantes do Brasil como das Praças europeias dando hipótese para que todos possam regular com acerto as operações de acordo com a escassez ou abundância do mercado geral. As circunstâncias e a situação geográfica do Porto de Lisboaé a ideal; e o modo pelo qual se deveria procesar o movimento mercantil assentaria no pagamento de tarifas dos Direitos de entrada com de saída, tanto nos géneros e mercadorias como nos navios. Conservando-se abertos os Portos do brasil a todas as bandeiras amigas dever-se-ia previligiar na pauta de direitos as casas e cargas nacionais, visto que esta medida favoreceria o equilíbriocom os navios estrangeiros. Defende que os frutos do Brasil exportadosdo Porto e de Lisboa não deveriam pagar direitos de entrada e de saída, mas apenas as despesas de braçagem; os navios estrangeiros pagariam maiores direitos nas alfândegas do Brasil, enquanto que os nacionais pagariam apenasos que se destinavam para o consumo do Reino fazendo com que o comércio do Brasil com a Europa se fizesse por Portugal. Por outro lado as mercadorias estrangeiras recebidas no Brasilvia Portugal, pagando menos direitos de entrada, ou em direitura (poduzira semelhante efeito sem prejuízo da Real Fazenda. Não consta que as hostilidadesentre a França e os aliadosjá tivessem principiado; pensando todos que a prudência se conclua cedo, o autor receia que não temendo ainda que a Portugal cheguem alguns salpicos. Defende que seria útil ao Real Serviçoe ao Comércio Nacional que a Provisão de Daupiás fosse de Cônsul Geral em França, autorizando-o a nomear Vice-Cônsules nos Portos de Mar que ele julgasse necessários e que com ele mantivessem correspondência activa, para depois poder comunicar com o Governo e as Juntas de Comérciotudo quanto fosse útil. Assim, pratica o Governo da Prússia com o seu Cônsul Gerla em Londres. Em P.s. informa que na carta junta dirigida a manuel Lopes Ferreira vai a procuração do neto Daupiás para o juramento e receção dos respectivos papéis.
Contém a tradução manuscrita do documento. Anexo da carta de Jácome Ratton datada de 1814.12.06, Londres (Cota original: ACB, CR, 10.5.14).
Extrato de uma carta do Governador e Conselheiro de Santa Helena para os directores da Companhia das Índias Ocidentais em que comenta o novo processo de manter provisões frescas em qualquer clima.
Informa que recebeu por Gameiro a carta de António de Araújo datada de 5 de Setembro passado, e agradece as respostas aos Quesitos que o autor lhe tinha enviado em 7 de Junho. Comunicou logo os conteúdos aos interessados ficando os mesmos satisfeitos e logo teria dado princípio à obra se não fosse a questão do privilégio exclusivo pedido, sem o qual, ao menos por quinze anos, não se abalançam a tamanha empresa e emprego de grosso capital que para ela é necessário: para a aquisição de terrenos convenientes, erecção deedifícios para alojamento dos administradores e suas famílias; e de outros para os operários e artistas que deverão ser europeus; como os escravos a comprar; além da oficinas de laboração e armazéns; a quantidade diversificada de utensílios de volume e custo; os transportes destes e das gentes necessárias da Europa; o tempo que deverá decorrer até que se ponha o estabelecimento em estado de frutificar; o que tudo junto perfaz uma grande soma que só poderá ser minorada com o Privilégio exclusivo por um certo número de anos. Como em Inglaterra foi atribuído o referido privilégio para a conservação fresca das produçõe animaise vegetais por vários anos e em qualquer clima (descoberta feita em França) o autor remete os impressos juntos dos próprios privilegiados a quem se comproiu as amostras e que irão em uma caixa à consignação do dest. para serem presentes ao Soberano para que este se persuada em conceder os privilégios aos proponentes a quem o autor incentivou por patriotismo e que tal proposta não prejudica ninguém posto que a fábrica de carnes salgadas e seca fica livre com até aqui. Comenta os preços a serem praticados na comercialização destas carnes que deverão ser preparados em Rio Grande. Acha que este estabelecimento poderá dar ocasião ao surgimento em poucos anos de uma povoação nas imediações. Acredita que os navios que dobrarem o cabo da Boa Esperança e o de Horn não deixarão de aproveitarem para se aprovisionarem ali. Se for necessário um requerimento para a concessão do Privilégio exclusivo de preparação das carnes para a conservação delas frescas nas capitanias de Rio Grande e de São Paulo, pede ao destinatário que o faça em seu nome e dos seus sucessores com o poder de transferir em propriedade a quem convier ao autor. Demorar-se-à neste país ae receber resposta a esta carta, não obstante do Conde do Funchal em 14 de Novembro lhe ter comunicado que S.A.R., por intermédio da carta dos Governadores do reino datada de 24 de Outubro, autorizou o regresso às suas casas dos deportados de Setembro de 1810. Pede ao dest. que beije por si a mão do Soberano em agradecimento à tal mercê. Em P.s. remete uma representação a S.A.R. o P.R. no lugar do requerimento que acima falou, esperando que S.A.R. determine o que melhor fôr. Informa que as caixas com as amostras partiram no dia 2 do corrente, por terra, para Falmouth com ordens para serem entregues ao capitão do Paquete.
Factura no valor de 1578 libras, emitida por B. Donkin & Co., "patentees of the nem Method of preserving all kinds of Provisions", a José Luís Ratton. Posui uma anotação autógrafa de Jácome Ratton. Anexo da carta de Jácome Ratton datada de 1814. 12. 06, Londres (Cota: ACB, CR, 10.5.14).
Refere-se à carta de 15 de Abril que enviou pelo Duque de Luxemburgo, onde pedia protecção para o requerimento para erigir um moinho de moer farinha. Pede protecção para arrematar o Contrato de Tabaco e Saboarias que após ter estado em licitação no Tribunal da Real Junta do Tabaco nos dias 15, 18 e 22 do corrente mês e ter sido arrematado pelo barão do Sobral e seus sócios, foi ordenado por Aviso do Governo que deveria voltar à praça nos próximos dias 6, 9 e 13 do próximo mês. Defende que este contrato deve ter a duração de nove anos. Apesar do barão de Quintela ter comunicado oficialmente aos Governadores do Reino que desistiado contrato o autor suspeita que tal não sucederá, mas que actuará na sombra dos seus sócios Francisco António Ferreira e Joaquim Pereira de Almeida colocando em seu lugar o filho barão. Manifesta o seu interesse e de seus sócios em receber mais um sócio o qual poderia ser nomeado por S.A.R. ou por António de Araújo. Se por acaso os Governadores do Reino mandarem o contrato ao Brasil para ser deliberado por S.M., o autor enviará à Corte o primo Francisco Clamouse Brown do Porto para suplicar uma decisão a seu favor.
A Sociedade Diogo Ratton & Cia. Solicta a S. M. que lhe conceda os Contratos gerais do Tabaco e Saboaria nas condições anteriormente apresentadas e nas que foram propostas nos dias 18 e 22 de Junho. Possui cinco assinaturas.
A Sociedade Diogo Ratton & Cia. transmite a [Conde da Barca], [Min. Da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] a fiel narração "do que he passado a respeito da Arrematação do Contrato Geral do Tabaco, e Saboarias desde o dia 25 de Junho até ao dia 20 de Julho de 1816".
Certidão da petição do barão do Sobral que baixou o Tribunal com Aviso Régio para se por novamente o lanço o Contrato Geral do Tabacoe Saboarias e do Aviso de 25 de Jnho que assim o ordenou. Possui as assinaturas de João António Salter de Mendonça e do conde de Peniche.
Representação de Diogo Ratton & Cia. Dirigida ao Tribunal da Junta do Tabaco em resposta ao requerimento do barão do Sobral que deu origem a um Aviso em que ordenava que o Contrato do Tabaco fosse novamente à Praça.
Propostas para a arrematação do Contrato Geral do Tabaco e Saboarias apresentados por Diogo Ratton e seus associados, todos eles das Praças de Lisboa e Porto, em Lisboa 18 de Junho e 22 de Junho de 1816.
Informa que a última carta que lhe escreveu, e de que ainda não recebeu resposta, foi a de 28 do passado mês, tendo a primeira via seguido pelo Navio "Lusitana" e a segunda pelo Paquete "Falmouth". No entanto, tomou conhecimento que o estado de saúde do conde da Barca permanecia estável e soube ainda do falecimento da Rainha [D. Maria I]. Aproveita a partida de um paquete para o Rio para cumprir a promessa de informar o dest. de tudo o que se passasse com o Contrato Geral de Tabaco. Assim, remete cópias do Aviso que colocava o referido contrato na Praça; do requerimento do barão do Sobral que originou o referido Aviso, da sua representação enviada ao Tribunal em resposta ao requerimento do barão do Sobral e Cia.. Remete a narração exata do que se tem passado desde o dia 22 do passado até ao dia de hoje para que S.A.R. fique informado. Hoje tem a certeza que o barão de Quintela nada quer com o Contrato. Contudo, Sobral e seus sócios pretendem ganhar a arrematação e manter as condições antigas dos contratos serem ficarem sujeitos à fiscalização dos lucros por um fiscal da Fazenda Real, como prpõe o autor. Pretende ainda reduzir o preço do sabão para benefício do público.
Propostas dirigidas para a arrematação do Contrato Geral do Tabaco e Saboarias apresentado por Diogo Ratton e seus sócios negociantes das praças de Lisboa e do Porto, em Lisboa, 18 de Junho de 1816 e em 22 de Junho de 1816.
Refere-se à carta de 15 de Abril que enviou pelo Duque de Luxemburgo, onde pedia protecção para o requerimento para erigir um moinho de moer farinha. Pede protecção para arrematar o Contrato de Tabaco e Saboarias que após ter estado em licitação no Tribunal da Real Junta do Tabaco nos dias 15, 18 e 22 do corrente mês e ter sido arrematado pelo barão do Sobral e seus sócios, foi ordenado por Aviso do Governo que deveria voltar à praça nos próximos dias 6, 9 e 13 do próximo mês. Defende que este contrato deve ter a duração de nove anos.apesar do barão de Quintela ter comunicado oficialmente aos Governadores do Reino que desistiado contrato o autor suspeita que tal não sucederá, mas que actuará na sombra dos seus sócios Francisco António Ferreira e Joaquim Pereira de Almeida colocando em seu lugar o filho barão. Manifesta o seu interesse e de seus sócios em receber mais um sócio o qual poderia ser nomeado por S.A.R. ou por António de Araújo. Se por acaso os Governadores do Reino mandarem o contrato ao Brasil para ser deliberado por S.M., o autor enviará à Corte o primo Francisco Clamouse Brown do Porto para suplicar uma decisão a seu favor.
O autor, ex-deputado da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, representa a S.A.R. a intenção em aproveitar a superabundância de carnes que produz a Capitania de Rio Grande do Sul, pelo método há pouco tempo descoberto, e que se conservam sem salmoira, durante anos indefinidos em todos os climas. O método, apesar de ter sido descoberto em França, é presentemente aplicado em Inglaterra conforme comprovam os impressos em anexo, tendo sido atribuído o privilégio exclusivo a todos os seus introdutores em domínios britânicos. Considerando a magnitude desta proposta, somente se poderá efectuar por uma associação de pessoas abastadas e com um privilégio exclusivo na Capitania de Rio Grande e na de São Paulo por vinte anos, por forma a suprir os prejuízos a queficam expostos. Dever-se-à fundar uma aldeia para alojar as pessoas e famílias que ali trabalharem tal como a escravatura a comprar. Aguarda pela referida graça e que a mesma venha em nome de Jácome Ratton e Sucessores, com poder para transferir a quem lhe parecer conveniente. Anexo da carta de 1814. 12. 06, Londres (Cota: 10.5.14).
Recebeu por [Manuel Rodrigues] Gameiro [Pessoa], [Enviado ao Congresso de Viena]\nota{v. o processo deste Autor}, [futuro Barão e Visconde de Itabaiana]\nota{ZUQUETE (1961,III:620)}, a carta do [Ministro da Marinha e do Ultramar], António de Araújo datada de 5 de Setembro passado. Os "interessados" ficaram muito satisfeitos com as respostas aos quesitos e teria dado princípio à obra, de imediato, se não fosse a pretensão do privilégio exclusivo por quinze anos, tal como sucedeu em Inglaterra, conforme os impressos em anexo. Comenta os preços a serem praticados na comercialização das carnes salgadas que deverão ser preparados em Rio Grande. O estabelecimento poderá dar ocasião ao surgimento em poucos anos de uma povoação nas imediações. Demorar-se-à neste país até receber resposta a esta carta, não obstante do Conde do Funchal, [Embaixador em Londres], [1803-1814]\nota{SAMPAYO (1925:101)}, lhe ter comunicado que S.A.R., por intermédio da carta da Regência do Reino de 24 de Outubro, autorizou o regresso às suas casas dos deportados da Setembrizada de 1810. Em P.s. remete uma representação no lugar do requerimento, devendo o destinatário optar pelo melhor. As caixas com as amostras partiram no dia 2 do corrente, por terra, para Falmouth com ordens para serem entregues ao capitão do Paquete. Contém 6 anexos.
Extrato das "Recordaçõens" de Jácome Ratton. Fls. 273 a 288.
Descreve ao amigo António de Araújo a nova prensa tipográfica recentemente inventada neste país. Remete um prospecto sobre esta nova máquina que segundo lhe comunicaram o seu preço rondará as mil libras. Existe uma na Universidade de Cambridge e uma já encomendada para a Corte de São Petersburgo. Agradece-lhe por ter apresentado Gameiro, senhor de grande talento no discurso. É de desejar que o domínios portugueses se aproveitem dos erros das Cortes de Madrid, Turim e Roma; desconhece se os intentos da missão de mr. Canning a Lisboa apenas diz-se que foi esperar e saudar o regresso do Príncipe-Regente, mas acha que esta "missão leva àgua no bico". Comenta as negociações em Viena, nomeadamente as manobras dos mais poderosos para, sob pretexto da paz perene, dominarem os mais fracos. Defende que esta é a altura propícia para S.A.R. se intitular Imperador do Brasil e Rei de Portugal; seria de grande satisfação que se visse promulgada por S.A.R. a lei equivalente ao Bild inglês de Navegação, por forma proteger as fábricas, indústria e navegação nacional. Lisboa deveria ser o centro do comércio entre o Brasil e a Europa, por conveniência recíproca. Soub por Gameiro que Eschwege e Varnaghenestão a explorar as minas de ferro e também uma de cobre recentemente descoberta, as quais considera mais produtivas que as de ouro; aconselha a que as mesmos sejm exploradas por particulares. Os agentes de S.A.R. poderiam recrutar no estrangeiro homens e famílias para habitarem o Brasilvisto que seriam necessários bons artistas que saibam trabalhar nas fundições, principalmente nas máquinas a vapor, muito utéis para tais trabalhos. Comenta a formação de associações de capitalistas para administrarem as minas. Refere-se à utilização de latas, feitas com folha de Flandres para a preservação de carnes da fábrica do Rio Grande. Comenta as vantagens desr mesmo estabelecimento para a marinha nacional. Viu com muita satisfação a resolução de S.A.R. a respeito da Administração do Contrato do Tabaco em Portugal para o triénio de 1816-1818. Ainda não concluiu a impressão das suas "Recordaçõens", as quais não verão a luz do dia se a prévia autorização de V. Ex.ª "como bom juiz de opinião". Lembra que poderia ser útil à Coroa portuguesa se seguisse o exemplo de D. José I, se se obstasse à admissão de noviços nas casas religiosas "azillo do ocio, e sepultura de geraçoens", bem como ao ordinário dar ordens sacras sem a Real licença: com isto os objectivos seriam o aumento da população e uma melhoria ao clero que se ordenasse. Defende que S.A.R. deveria motivar as famílias Católicas Romanas da Irlanda , que muito são vexadas pela sua crença religiosa e embarcarem para o Brasil; e o mesmo na Alemanha, na Itália, Suiça e até mesmo na Espanha. Pede ao destinatário que conserve a sua saúde por ser de grande utilidade ao Real Serviço, pois todo o verdadeiro patriota "reconhece quanto de pouco tempo a esta parte tem melhorado os Concelhos no Real Gabinete dessa Corte". Viu a carta que o destinatário escreveu a Diogo. Comenta as partilhasfeitas a favor dos seus filhos: Diogo fica com todas as propriedades de raiz e mobília sem excepção. Em breve enviará a Diogo o seu neto de 18 anos que acaba de completar um curso de Química. Espera que a protecção do destinatário o neto Bernardo Daupiás há-de ver satisfeita a sua pretensão em Paris. Remete os fólios 273 a 288 das "Recordaçõens".
Informa que remeteu por esta mesma via algumas das folhas saídas na imprensa, acompnhadas de curtas reflexões sobre a declarada abertura dos Portos [do Brasil] a todas as nações não inimigas. Aproveitando a boa vontade do contraparente [Rafael da Cruz] Guerreiro, que as enviou pela bolsa da legação, remete em anexo uma carta de bahon. Refere-se à situação delicadado dito Bahon, "amizade que adquiri em caza de V.ª Ex.ª", a qual muito deve ao destinatário e familia e espera que a sua justa súplica seja atendida.
Recebeu com muita pena a notícia de que quando António de Saldanha saía dessa Corte a saúde do amigo António de Araújo não era a melhor. Deseja as melhoras. Corre o rumor em Lisboa que em face à paz geral, S.A.R. mandou declarar por Editais que todos os portos do Brasil ficam abertos a todas as nações. Espera que não escape à lembrança de S.A.R. e do seu Conselho quais as rectrições a respeito de mercadorias e de direitos a benefício das manufacturas e géneros de produção do Reino como da própria nevegação nacional, diligências imprescindíveis para o governo de todos. Espera que seja declarado por lei o equivalente do Acto de navegação inglês. Defende que Lisboa, em virtude da sua posição geográfica, deve ser o emporio geral do comércio entre os dois hemisférios da Coroa "a bem de ambos". Toma a liberdade de continuar a remeter as suas "Recordaçõens" à proporçã que saem da imprensa, não as comunicando a ninguém sem antes ter a aprovação de V. Ex.ª ficarão no seio da família.
Acusa a receção da carta do colega e amigo Manuel Moreira de Figueiredo, em que este lhe solicitava a resposta ao questionário [de Jácome Ratton]. Por falta de matérias não lhe é possível responder a totalidade das perguntas, o que fará amanhã mais consistentemente.
Remete ao amigo Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa, a cópia da consulta que fez subir com os documentos originais. Remete, ainda, a resposta recebida do seu colega sobre os Quesitos, observando que este seu colega tem razão em virtude de ser contratador.
Espera que António de Araújo tenha recebido a carta que lhe enviou por José Balbino Barbosa de Araújo e que tenha protegido o bom deferimento do neto Bernardo daupiás para o cargo de Cônsul Geral ou Agente Comercial de S.A.R. em Paris. Sem dar muita importância ao ordenado, Daupiás apenas pretende ser acreditado como vassalo e servidor do Soberano. Nesta inclui um papel com uma série de Quesitos a respeito de um importante estabelecimento por associação de pessoas, que se pretende estabelecer no Brasil e que consiste numa vasta criação do melhor gado vacum para ser explorado por salgação de método novo, para depois se exportar segundo as circunstâncias referidas no dito prospecto. Pede ao destinatário que com as suas dilatadas luzes na Economia Política do Estado, tenha este negócio em consideração e que depois lhe remeta as respostas das pessoas que julgar capazes, honradas e de conhecimentos práticos de cada ponto em particular e se possível sem a menor perda de tempo possível para se aproveitar o actualânimo dos sócios empreendedores, antes que dêm outro destino aos fundos, nem que haja antecipação de outras pessoas. Pretende o privilégio exclusivo de vinte anos a respeito do método a usar para a preservação das carnes e também a concessão e aquisição do terreno. Nunca mais ouviu falar de nada sobre os deportados depois do que aqui disse o conde do Funchal. Contudo, se existir essa resolução, deveria vir do Príncipe-Regente e da qual não se poderá aproveitar sem que o Soberano o recompense pelos vinte e três anos de serviço em termos que faça desaparecer no público a "nódoa que a minha reputação fez o theor do Real Decreto de Junho de 1810". Em P.s. pede perdão pela confiança em enviar em anexo uma carta dirigida ao amigo Manuel Lopes Ferreira, negociante nessa cidade [do Rio de Janeiro], mas interessa-lhe que a mesma seja entregue em segurança o quanto antes.
Resposta ao Questionário colocado por Jácome Ratton sobre a melhor localidade para erigir o estabelecimento de criação de gado vacum no Brasil.
O autor, Encarregado de Negócios Interino em Viena, confiando no antigo e constante favor do compadre António de Araújo, solicita-lhe que interponha a sua efiaz protecção junto de S.A.R. em favor da sua pretensão. Há trinta e seis anos fora e Lisboa, seis deles em Coimbra por ordem régia, quatorze em Turim como encarregado de negócios, e vinte em Viena como Encarregado de Ngócios e Secretário de Legação. Foi também nomeado Cônsl Geral de Portugal em Liorne e portos da Toscânia embora nunca tenha exercido, visto que recebeu ordens para permanecer em Viena. Como já chegaram os Plenipotenciários portugueses para o Congresso e estando para breve a chegada de D. Joaquim Lobo da Silveira, provável futuro Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário em Viena, cessa a comissão do autor. Assim, e conforme já tinha escritoao conde das Galveias, supondo que esteainda estivesse vivo, o autor, pede para ocuparo cargo de Cônsul Geral em Liorne, anexado ao de Encarregado de negócios em Florença. Informa que já pediu esta graça em cartas particular e oficial dirigida ao marquês de Aguiar.
O autor, Encarregado de Negócios Interino em Viena, confiando no antigo e constante favor do compadre António de Araújo, solicita-lhe que interponha a sua efiaz protecção junto de S.A.R. em favor da sua pretensão. Há trinta e seis anos fora e Lisboa, seis deles em Coimbra por ordem régia, quatorze em Turim como encarregado de negócios, e vinte em Viena como Encarregado de Ngócios e Secretário de Legação. Foi também nomeado Cônsl Geral de Portugal em Liorne e portos da Toscânia embora nunca tenha exercido, visto que recebeu ordens para permanecer em Viena. Como jáchegaram os Plenipotenciários portugueses para o Congresso e estando para breve a chegada de D. Joaquim Lobo da Silveira, provável futuro Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário em Viena, cessa a comissão do autor. Assim, e conforme já tinha escritoao conde das Galveias, supondo que esteainda estivesse vivo, o autor, pede para ocupar o cargo de Cônsul Geral em Liorne, anexado ao de Encarregado de negócios em Florença. Informa que já pediu esta graça em cartas particular e oficial dirigida ao marquês de Aguiar.
O autor, Encarregado de Negócios Interino em Viena, confiando no antigo e constante favor do compadre António de Araújo, solicita-lhe que interponha a sua efiaz protecção junto de S.A.R. em favor da sua pretensão. Há trinta e seis anos fora e Lisboa, seis deles em Coimbra por ordem régia, quatorze em Turim como encarregado de negócios, e vinte em Viena como Encarregado de Ngócios e Secretário de Legação. Foi também nomeado Cônsl Geral de Portugal em Liorne e portos da Toscânia embora nunca tenha exercido, visto que recebeu ordens para permanecer em Viena. Como já chegaram os Plenipotenciários portugueses para o Congresso e estando para breve a chegada de D. Joaquim Lobo da Silveira, provável futuro Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário em Viena, cessa a comissão do autor. Assim,e conforme já tinha escrito ao conde das Galveias, supondo que esteainda estivesse vivo, o autor, pede para ocuparo cargo de Cônsul Geral em Liorne, anexado ao de Encarregado de negócios em Florença. Informa que já pediu esta graça em cartas particular e oficial dirigida ao marquês de Aguiar.
O A., informa que recebeu a carta que António de Araújo dirigiu a seu pai na altura em qu estava a acabar de aprontar as cópias das Mercês dos títulos de conde de Oeiras e de marquês de Pombal que o dest. havia solicitado. Como não sabe se os requerimentos enviados em 1.ª e 2.ª via foram recebidos, o A. prepara um outro com a Sentença de Habilitação.
O [1.º] Conde da Redinha, como procurador de seu pai, o [1.º] Conde da Redinha, remete os seguintes documentos para a habilitação deste no título de marquês de Pombal, sucedendo ao seu irmão recentemente falecido, o [2.º] marquês de Pombal. Treslado em Pública-forma da Apostilha, datada de 1786. 09. 04, Lisboa, em que D. Maria I, concede a Henrique José de Carvalho e Melo a mercê do título de Marquês de Pombal de juro e herdade com licença da Lei Mental por três vidas, gozando os seus imediatos sucessores do título de conde de Oeiras; da Alcaidaria-Mor da Cidade de Lamego; do Senhorio da Vila de Oeiras; do Senhorio da Vila de Pombal; das Comendas de Santa Marinha da Mata de Lobo, no Bispado de Lamego, e da de São Miguel das Três Minas, no Arcebispado de Braga, ambas da Ordem de Cristo. Treslado em Pública-forma, datado de 1813. 10. 07- Lisboa, da Carta de Mercê em que D. José I, Rei de Portugal, concede a Sebastião José de Carvalho e Melo, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino, o título de Conde de Oeiras, com dispensa da Lei Mental por três vidas, em remuneração dos relevantes serviços de seu irmão o Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos, que também serve nos Negócios do Reino, Francisco Xavier de Mendonça e Furtado.
O autor, Conde da Redinha Sebastião, remete ao amigo António de Araújo a 2.ª via dos requerimentos da Casa de seu pai, e um outro em que solicita a autorização de S. A. R. para trasladar o corpo de seu Avô de Pombal para a Paroquial Igreja de Nossa Senhora das Mercês da qual era Padroeiro.
Encarregue por seu pai, participa ao amigo António de Araújo que está ajustado o casamento de seu irmão Nuno ?Sarpás? de Carvalho Daun e Lorena com D. Maria Vcitoria de Sampayo, filha dos condes de São Payo. Confiando na honra e benignidade com que o destinatário trata a sua família, Redinha solicita o envio da Licença Régia para o dito enlace. Pelas notícias que continuamente recebe da liberdade da Península, espera em pouco tempo poder ter a honra de beijar a mão de S.A.R..
Continua privado de notícias do conde da Barca, Conselheiro de Estado e Ministro da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro, manifestando a sua preocupação pelo estado de saúde do mesmo. Informa que a sua saúde regista significativas melhoras, como nunca esperava, pois ficou sem ouvir e sem poder andar. Espera estar restabelecido dentro de dois meses a ponto de poder cumprir as suas funções na Comissão das Reclamações que S.A.R. o encarregou. Participará o mesmo a Brito. Conta estar em Paris dentro de um mês e de lá não sai sem licença expressa do Soberano. Lamenta nunca ter lido em nenhuma Gazeta que o reino do Brasil nunca foi introduzido o Santo Ofício. Seria útil se mandassem publicar isto nos periódicos ingleses, franceses, italianos, alemães, suecos, dinamarqueses e holandeses para cativar a atenção de quem pretende ali habitar. Em P.s. relembra a súplica do posto de Cônsul Geral de Portugal em Londres a favor do seu filho mais novo José Luis, que ali se encontra estabelecido há quase oito anos. Foi na casa do filho que Bezerra e Gameiro viram a única efígie do Soberano que existe em Londres. Na última página está anotado o endereço do conde a Barca no Rio de Janeiro.
Jácome Ratton, Comissário em Paris nomeado para Juiz àrbitro das Reclamações da Guerra, "fiel vassalo e leal Patriota", com 64 anos de vida em Portugal, 22 dos quais como Deputado da Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, apresenta a S.A.R. um "Quadro de Providências que o presente estado político da Europa e aquelle da Monarquia Portuguêsa dos trez Reinos unidos, Portugal, Brazil e Algarve exigem do Soberano, ora rezidindo no Rio de Janeiro [...] como urgentissimas ao aperto dos vinculos de constante união entre os respectivos povos, e o seu dito Amado Soberano".
Informa que a sua saúde tem registado melhoras que nunca esperava. Espera estar em Paris em meados de Abril e principiar a obra das reclamações, isto se tiver tempo e se não tiver sido nomeado outro em seu lugar. Procurará por instruções do conde da Barca, Conselheiro de estado e Ministro [da Marinha e do Ultramar] no Rio de Janeiro, junto de Brito. Daupiás já tomou posse do Consulado. Na última página está anotado o endereço do conde da Barca no Rio de Janeiro.
Informa que se encontra em Inglaterra, onde possui um novo estabelecimento e renova a sua oferta de corresponder às solicitações que António de Araújo haja por bem de lhe endereçar. Soube por Manuel Lopes Ferreira que o destinatário encontrava-se "seriamente molesto", mas que já se encontra em recuperação. Asgradece os bons ofícios em favor do requerimento de seu pai [Jácome Ratton], relativo à concessão do privilégio exclusivo para o estabelecimento das carnes em São Paulo, e também pela nomeação de seu sobrinho Bernardo Daupiás, [futuro visconde de Alcochete], para o Consulado Geral de Paris. Recomendações da mulher e do pai.
Plano de Companhia de Conservação. "Cópia do Diploma interino, pello qual S.A.R. O PRINCIPE REGENTE Nosso Senhor foi servido authorizar a Jácome Ratton, Fidalgo Cavaleiro da Caza Real, Cavalleiro Professo da ordem de Christo, ex Deputado da Real Junta do Comercio, Agricultura, Fábricas e Navegação, a formar por associação de capitalistas, um estabelecimento na Capitania de São Pedro do Rio Grande, para nella se praticar com Privilégio exclusivode vinte anos, o novo methodo da conservação das Carnes e outros Comestiveis, como actualmente, com privilégio e está praticando em Inglaterra: Para cujo effeito, alem de outras Graças, no mesmo Diploma especificadas, concede-lhe S.A.R. a propriedade do Terreno, que por necessario, e mas conveniente for visto e escolhido por pessôa a isso authorizada". Impresso por T. C. Hansard, na Officina Portuguêsa, Petersborough-court, Fleet-Street, London.
Depois de tanto anos sem se recordar ao [conde da Barca], aproveita a oportunidade para romper o silêncio e testemunhar os agradecimentos pelas bondades que o destinatário lhe ofereceu em tempos idos. Encontra-se em Paris, depois de uma vida errante durante 19 anos com várias comissões simultaneamente diplomáticas e militares. Recomenda Mr. De Saint Mars, de quem o destinatário se recordará certamente de ter visto em São Petersburgo em casa do General de Hédouville, que está encarrgue de entregar esta carta. Parte com a missão do Duque de Luxemburgo. Lesseps, um dos nossos antigos conhecidos de São Petersburgo, foi nomeado para Lisboa. Oferece os seus préstimos para comunicar ao destinatário qualquer assunto literário que ocorra em Paris.
Em 12 de Março, o autor José Luís Ratton, felicita António de Araújo pelo restabelecimento da sua saúde tão necessária ao bem do Estado "que tanto tem florescido debaixo do feliz Ministerio de V.a Ex.a". Remete uma petição em que pede para ser provido no cargo de Cônsul de Portugal em Londres, que presentemente se encontra vago pela morte de Joaquim Andrade. Invoca a benignidade e a generosa protecção com que o destinatário sempre distinguiu o seu pai, Jácome Ratton, o qual confessa a todo o mundo que a purificação da sua inocência, "denegrida pela inveja e clumnia [...] dos seus inimigos", se deve em grande parte ao destinatário. Por falta de tempo, não envia hoje uma carta dele, mas está certo que no próximo paquete seguirá uma. O autor escreveu também ao marquês de Aguiar a pedir protecção. Em P.s. de 14 de Abril informa que Inácio Palyart, sogro de [Rafael da Cruz] Guerreiro, desloca-se ao Rio de Janeiro munido de uma carta do conde de Palmela, para tratar da sua nomeação para o Consulado em Londres. Confiado na protecção e amizade de António de Araújo, acredita que não tem a temer a concorrência deste e ainda de Manuel António de Paiva, João Jorge, José Van Zeller, Sampaio e Marrecos,este último caixeiro do Pedras. Em 1 de Abril, informa que remete as segundas vias das cartas de 12 e 14 de Março. Torna a implorar pela protecção para ser provido no cargo de Cônsul Geral em Londres. Remete uma carta de seu pai. Aguarda pela chegada deste em fins de Maio, devendo depois passar a Lisboa onde pretende acabar os seu dias. Em P.s. de 9 de Abril, remete outra carta de seu pai.
Acusa a receção da carta de 14 de Dezembro em que António de Araújo renovava os sentimentos pelo falecimento do tio [2.º Marquês de Pombal]. Agradece as expressões com que o distingue e os esforços desenvolvidos para o sucesso do requerimento de seu pai e pela continuação da memória do Avô. Perante a impossibilidade física de seu pai, foi encarregue da Administração da casa deste. Apesar de não ter escrito ao Oliveira, tem recebido algumas cartas dele em que lhe comunicava a sua partida no primeiro navio. O mesmo está encarregue do requerimento do autor em que pede uma comenda "mais pela condecuração que pelo rendimento".
Atendendo ao reconhecimento eterno, amizade e consideração com que António de Araújo de Azevedo sempre distinguiu a família de Pombal, solicita-lhe que beije a mão de S.A.R. e coloque na Sua Presença os requerimentos inclusos, contendo a Sentença de Habilitação nas Justificações do Reino, para que o mesmo Senhor confirme as mercês.
Agradece os votos de felicitações enviados pelo [conde da Barca] sobre o estabelecimento que desejam formar. Informam que recebem ofertas de todas as partes e que são extremamente encorajadoras, mas veêm com pesar que no Rio, apresentam-se concorrentes que se esforçam para obter a preferência. Apesar disto, mantém-se tranquilos e confiantes na protecção do destinatário, pedindo isntantemente para que faça tudo o que estiver ao seu alcance para apressar o envio da autorização necessária para começarem os trabalhos. Referem-se à remessa de algo para a França.