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Informa que incumbiu Gaspar José Dantas Coelho de agradecer ao destinatário [Ministro da Marinha e do Ultramar] por tê-lo despachado Governador da Ilha de São Miguel. Recomenda a sua esposa D. Maria da Piedade Cabral da Cunha ?Goldaim? e a tia desta, D. Joana Lúcia, Dona da Rainha [D. Maria I]. Informa que logo que recebeu a patente apresentou-a a D. Miguel Pereira Forjaz e da recusa do Governo em atribuir-lhe ajudas de custo para se deslocar para os Açores conforme comprovam os documentos em anexo. Pede que lhe seja atribuída uma casa adequada para o desempenho das suas funções. Informa que comprou uma livraria com instrumentos precisos para o uso da engenharia, astronomia e naútica, assim como também alguns para obsrevações químicas. Pede a aprovação para promover escolas, investigações sobre as furnas de São Miguel, para estabelecer fábrica de papel, lã e linho. Solicita autorização para que "finalizando o governo" seja permitido deslocar-se ao Brasil para pedir a S.A.R. os direitos sobre os seus serviços militares.
Suplica a S.A.R. a graça de lhe conceder a vaga de Guarda de número existente na Alfândega da Baía.
Acusa a receção da carta do primo de 1 de Junho, na qual tomou conhecimento do falecimento da "Tia [...] Marqueza". Informa que escreveu ao vigário da Coraria a pedir que fizesse as exéquias devidas. remete a resposta do dreferido vigário. Conforme recomendado, o autor envia as mudas de cravos e macela galega. Fala da fábrica de algodão e fiação de Vila Nova de Castro, pertencente ao "am[ig]o Ten[en]te Cor[on]el António Maria Quartim". Informa que este prontificou-se a remeter as flores para o jardim de V. Ex.a.
Joze Barbosa de Brito, [vigário de Coraria], expressa os seus sentimentos pelo falecimento de D. Marqueza [tia do destinatário e mãe de António de Araújo de Azevedo]. Informa ao amigo Inácio de Sá Sottomayor que mandou realizar as exéquias solicitadas. Pretende despedir hoje o seu coadjutor.
Inácio de Sá Sottomayor espera que o primo António de Araújo tenha recebido a parelha de mulas e de uma solta, que enviou pelo capitão António José. Agradece ao destinatário a recondução no cargo de Ouvidor desta comarcado desembargador João de Medeiros Gomes.
Acusa a receção da carta do primo António de Araújo em mão do vigário de Coraria tendo ficado com esperanças de finalizar "a Expedição de Garapuava flagelo de Coritiba". Informa que enviou uma mula para montaria em mão capitão Francisco António Sentena, o qual ficou encarregue de encontrar uma igual para emparelhar. Recomenda o referido capitão à proteção do destinatário.
Solicita a proteção do primo para a Memória do capitão João Crisóstomo Salgado, tio da sua esposa, que foi remetida ao desembargador João Baptista dos Guimarães Peixoto, para que este a colocasse na presença de S.A.R.. Informa que a representação sobre Guarapucaba feita pelo Câmara a S.A.R. é a mesma que lhe tinha enviado em mão do vigário de Coraria. Diz que em breve remeterá uma mula para montaria.
O autor, Inácio de Sa Sottomayor, primo do destinatário, pede o patrocínio para o requerimento e memória do capitão João Crisóstomo Salgado "meu comp[adr]e, e Tio de minha amavel Espoza".
Acusa a receção da carta de V. Ex.a por mão de João António de C.. Pede proteção para o requerimento do Ouvidor de São Paulo, [Dr. João de Medeiros Gomes], o qual pretende a recondução no cargo e a mercê do Hábito de Cristo. Informa que está a preparar um doce dos frutos destes países para depois remeter.
Acusa a receção da carta do primo António de Araújo. Informa que se deslocou a São Paulo para cumprimentar o marquês de Alegrete e fazer regressar o seu filho, Joaquim de Sá, nomeado vigário coadjutor e sucessor de Coritiba, o qual é do agrado do Bispo [de São Paulo], [D. Mateus de Abreu Pereira]. Recomenda o portador da carta, Frei Marcelino de Santa Matilde Bueno, [Reverendo Vigário de Coritiba], que se dirige para a Corte encarregue "de representar a mnha pessoa". Agradece a recomendação feita pelo destinatário ao marquês de Alegrete e tece considerações sobre o excelente e sábio governo deste na capitania de São Paulo.
O autor, Inácio de Sa Sottomayor, Intendente da Agricultura das Vinhas, envia uma carta em anexo para o conde de Aguiar, a qual "merecerá a sua contemplação, por cujo motivo vai com selo volante". Informa que o portador desta carta poderá elucidá-lo de todo o conteúdo das cartas e "por elle poderá V. Ex.a mandar-me as suas ordens" e acusar a receção dos cravos e macela galega.
Refere-se à remessa de cravos e macela, da qual ficou encarregue o General. Informa que se deslocou a São Paulo onde encontrou "Obstaculo em os Sen[h]ores da Real Junta [da Fazenda]" em lhe pagarem o soldo devido. Pergunta ao destinatário, uma vez que está encarregue da Intendência as Agricultura das Vinhas com o posto de Sargento mor de Cavalaria de Linha, se não poderá auferir soldo de Sargent Mor da Cavalaria de Milicias do Rio de Janeiro, conforme os exemplos que refere. Fala da expedição a Garapuara, com o Tenente Manuel Soares do Vale, para a serra de Puquarana, "tradição antiga onde dizem ter muito ouro", e cujo mapa, retirado na última expedição, já foi enviado a D. Rodrigo. Fala do Plano de Estado de Coritiba enviado ao conde de Aguiar, "que vai com selo volante p[ar]a V. Ex.a ver". Pede ao destinatário que remeta a sua correspondência pelo coronel José Vaz de Carvalho porque "tudo vira siguro".
Comenta as instruções transmitidas pelo Ofício de 14 de Setembro de 1815. Fala das incumbências do cargo de Governador da ilha, na carreira militar; dos seus trabalhos desde que ali chegou. Sugere a reestruturação do corpo de milícias e do corpo de guarnição do Castelo de São Brás. Comenta o estado das fortificações. Descreve corograficamente a ilha e alerta para as medidas de defesa a tomar. Sugere a ciação de uma aula do 1.º ano de matemática e de artilharia; a construção de um forte na praia da Ribeira Quente e de uma Bateria na ponte do ?Rosto-Branco?; a colocação de telégrafos por forma a suprir a pouca tropa que existe. Refere-se ao corpo de ordenanças; da utilidade de um corpo de artilharia auxiliar da Marinha e da formação de uma companhia de guias e da construção de uma estrada militar a coberto. Pede cavalgaduras e forragens para os Majores e Ajudantes. Alerta para a necessidade de requisitar artífices ao Arsenal Real de Lisboa. Pede autorização para proceder ao pagamento de pequenas despesas sem que a Real Junta [da Fazenda] obste.
Informa que tomou posse do Governo de São Miguel, após a saída de Cavalcanti, o qual, assim que chegar aí, procurará pelas ordens de "V. Exa." e o informará do estado desta ilha. Recomenda a continuação de todos os planos relativos à Polícia e exército, propostos pelo seu antecessor. Expõe a necessidade de uma aula do 1.º ano de matemática e de um parque volante com seus artífices, para habilitar artilheiros para a defesa da ilha. Sugere uma aplicação naútica, devido à natural propensão dos ilhéus, enquanto não se aumenta a Real Marinha, a criação de uma aula de cirurgia no Hospital da Misericórdia; a criação de uma "pescaria de piquenos Barcos, com accoes de particulares [...] promovida pelo Governo" para fazer face aos barcs estrangeiros que frequentam as àguas do Faial; a promoção da agricultura para facilitar o comércio interno; e a construção de uma fábrica de papel. Informa das conversas que tem mantido com Aires Pinto.
"Mapa das Fortificaçoens, que se achão artilhadas em toda a Costa da Ilha de S[ão] Mig[u]el".
Informa que tomou posse do governo da ilha de São Miguel. Fala da última carta enviada em mão de Cavalcanti, seu antecessor. Remete em anexo o Ofício que dirigiu ao Governador e Capitão General das ilhas dos Açores. Informa da demora na construção do molhe no porto e que está a atrasar o progresso do comércio. Recomenda a leitura das memórias de Michelloty que já existem na Corte. Solicita ordem régia para queira anuir aos terrenos de matos, "susceptiveis de grande cultura", seja constrangido, conhecendo-se alguns privilégios aos empreendedores de premiciais, isenções e honras. Convidará, com autorização régia, os morgados de São Miguel a concorrerem ao estabelecimento de um colégio de educação. Pede as insígnias de uma graduação imediata à sua, tal como fez Cavalcanti; o pagamento do soldo e as cavalgaduras competentes; o pagamento da sua aposentadoria, o qual lhe tem sido recusado pela Real Junta de Angra; uma fita de Hábito pelos seus serviços militares. Solicita autorização para nomear um Ajudante de Ordens e um Comissário de Artilharia que responda pela defesa das fortificações. Em P.s. acusa o envio em anexo do Mapa de Artilharia da ilha.
Agradece o livro enviado e propõe um dia para o receber em sua sua casa.
O autor convida em nome de S.A.R., o Príncipe-Regente e da Princesa, todos os membros da Corte para um banquete comemorativo do aniversário denascimento de Sua Majestade Britânica a realizar-se a bordo do navio "Londres" no dia 4 de Junho.
Informa que partirá para uma comissão e que a Senhora Darren fará os seus cumprimentos particulares em lembrança dos tempos que estiveram juntos em São Petersburgo.
Convida o destinatário, Conselheiro de Estado, para um jantar a realizar-se no dia 20 do corrente a bordo do navio de S.M.B., o Foudroyant, para celebrar a restauração do governo de S.A.R. na Europa.
Convida o destinatário [Conselheiro de Estado], "com a sua amavel Familia, e todas as Senhoras que queirão vir na sua Companhia", para a "assemblêa de dança" destinada a celebrar a véspera do dia de anos de S.A.R. o Príncipe-regente, a realizar-se no dia 12 do corrente pelas seis horas, a bordo do Foudroyant.
Felicita o primo [António de Araújo] pela notícia do despacho. Fala sobre as celebrações promovidas pelo Ouvidor local, [o Desembargador João de Medeiros Gomes], e pelo Capitão Mor António Ribeiro de Andrade, e da missa cantada cujo sermão, pregado pelo seu filho [Joaquim de Sá], [coadjutor de Coraria], remete em anexo.
Pede ao amigo Luís Augusto May que lhe indique qual o cargo que ocupa na Secretaria do primo António de Araújo para assim poder remeter as suas cartas. Depois que esteve com o destinatário nunca mais recebeu notícias suas, sabendo apenas que tinha ido para o Rio [de Janeiro]. Pede para enviar as cartas pelos barcos que todos os dias saem desse Porto para a Vila de Paranagoa. Esta segue juntamente com uma carta para seu primo.
Maria Inácio Pinto Roby Pacheco da Costa Pereira de Vilhena Coutinho Sottomayor, pede notícias do primo Conde da Barca. Diz que a tia, por estar impossibilitada de o fazer, mandou-a escrever e expressar os sentimentos de amizade e pedir ao destinatário proteção para o portador desta carta, o Padre António Joaquim do Souto Monteiro, que foi mestre dos filhos da autora e que pretende um benefício. Recomenda-se ao primo João António.
Informa ao primo da sua chegada a São Paulo no dia 2 do corrente, tendo procedido de imediato à entrega do Ofício ao Conde de Palma, tendo ele tomada de imediato as mais acertadas ordens para a importante diligência. Refere-se à festividades promovidas por este Conde para a comemoração do aniversário do Soberano, onde se fizeram contribuições voluntárias para a ajuda da expedição. Informa da sua partida para Coritiba, nomeado para o Comando do regimento e com a incumbência de organizar as gentes para as guerrilhas. Fala do brigadeiro Inspetor José Aronche de Toledo e dos preparativos para festejar a aclamação de S. Majestade.
O autor, Coronel de Milícias, informa que apesar de terminada a Guerra [Peninsular], "permanecem intactos os dezejos de continuar o serviço de S.A.R.". Junto envia as cópias dos documentos da primeira e última comissão de que foi encarregado durante a referida campanha militar, por forma a comprovar as funções que poderia melhor desempenhar "sem grave dezarranjo". Pretende ficar como adido à Inspecção Geral de Milícias e entrar na vacatura de alguma das sub-inspeções das províncias do Norte ou adido ao Estado Maior do Governo de Armas desta Província ou para o comando da Brigada de Milícais dos regimentos de Lamego e Arouca ou para o que "V.a Ex.a julgar compatível com os meus talentos; declarando em qualquer cazo a graduação q[ue] me compete".
Acusa a receção da carta de António de Araújo de Janeiro de 1813. Felicita o destinatário pela nomeação para a chefia do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e da Guerra". Fala do regresso de S.A.R. a Lisboa. Solicita ao destinatário proteção para o requerimento dirigido a obter a "Graduação de Marechal de Campo, com a Inspecção das Coudelarias de Trás-os-Montes". Informa que o referido requerimento seguirá em mão do Brigadeiro D'Urban, Quartel Mestre General do Exército.
Oferece, pela mão de Marques Nunes, uma estampa gravada pelo célebre Morgan.
Informa da situação atual da "construção das Estradas no Alto Douro" e enumera uma série de medidas que poderiam não só normalizar como acentuar o seu processo de construção.
O autor, [Ministro Plenipotenciário de S.M.B. na Corte do Rio de Janeiro], propõe-se a passar nesse mesmo dia pela casa do destinatário. Solicita resposta.
Felicita o amigo e compadre conde da Barca pelo restabelecimento da sua saúde. Reconheceu pela útlima carta que o irmão lhe escreveu antes de partir para a Índia que o destinatário desejava beneficiar o autor. Agradece o sentimentos e entrega à descrição do destinatário a escolha de qualquer destino, embora aponte para a carreira diplomática ou os governos, recordando que o seu amigo Aires Pinto pretende ser removido dos Açores, ou a Junta do Tabaco. Apesar de confiar que a proteção do destinatário será suficiente para a Junta, uma vez que não tem serviços suficientes, recorda os serviços prestados pelo irmão e que tanto têm sido referidos por S. A. R. quando concede qualquer despacho à família. Encomenda o portador da carta, o Marechal Stockler.
Pede a proteção do primo para o Reverendo Vigário da Coraria, que vai à Corte cobrar as suas côngruas e tratar das cobranças futuras, e ainda tratar da transferência de "meu filho Joaquim de Sá" para a Vila de Paranagoa. Pede ao destinatário [Min. da Marinha e do Ultramar] que o recomende ao novo General desta Capitania pois pretende se Coronel de Regimento. Informa que o referido vigário entregará a V. Ex.ª uma amostra das Nozes e outra de marmelos inteiros. Deseja saber se o destinatário regressará a Portugal com S.A.R. "como por aqui se conta".
O ator, [Ministro Plenipotenciário de S.M.B. na Corte do Rio de Janeiro], solicita ao destinatário que lhe indique a hora em que poderá visitá-lo em sua casa.
Charles Maurice Taleyrand, Príncipe de Benevente recomenda ao Conde de Araújo o artista Neukomm, que deveria ter partido com Lebreton e com o Duque de Luxemburgo para o Rio de Janeiro, mas preferiu adiar a sua viagem. Distinto compositor de música, e senhor de boas maneiras, Neukomm foi eleito por Haydn seu aluno privilegiado, tendo composto o Te Deum para a entrada do Rei bem como uma missa cantada por mais de 300 vozes no Congresso de Viena para o velório de 31 de Janeiro.
O autor, Diretor da Casa da Educação, solicita a protecção do destinatário para o Plano de uma Aula de Comércio teórica e Prática, ciência que aprendeu em Londres e que praticou na Madeira, Pernambuco e na Baía.
Solicita ao conde da Barca proteção para o requerimento dirigido a S.A.R..
Charles Maurice Taleyrand, Príncipe de Benevente, recomenda ao Conde Mr. Neukomm e Mr. Lebreton, chefe dos sábios artistas que vão para o Rio de Janeiro. O erudito Mr. Lebreton deixa vago um cargo que será muito difícil de preencher e que é o de Secretário Perpétuo da Classe de Belas Letras do Instituto de França.
O autor felicita o destinatário pela agraciação com o grau de Grã-Cruz da Ordem de Torre Espada. Informa que amanhã sairá juntamente com o Conde de Palma, Capitão-general de São Paulo, para Sorocaba, onde regularão a administração da futura fábrica de ferro. Fala sobre a governação do conde de Palma. Em P.s. informa das melhoras que regista a saúde de Luís Afonso Lobato.
O autor congratula o destinatário pela agraciação com título de conde da Barca concedido pelo despacho de S.A.R. do dia 17 de Dezembro. Manifesta a sua preocupação pelo estado de saúde do destinatário e sugere-lhe uma estadia em São Paulo, onde poderia recuperar e constatar o bom ritmo da construção da fábrica. Informa que os fornos altos ficam prontos em seis ou oito meses e que aguarda pela chegada dos mineiros fundidores e moldadores alemães contratados pelo destinatário. Comunica o seu desejo em ir à Corte visto que há três anos que não recebe ordenado e soldo. Coloca à disposição do conde da Barca o modelo do engenho de serrar madeira que tinha feito para o "Ferrugento".
O autor, tendo tomado conhecimento do plano do destinatário para estabelecer uma fundição de ferro, informa que envia, em anexo, uma cópia da informação remetida ao Tenente general Carlos António Napion, a qual permitir-lhe-à conhecer a vantajosa posição de Santo Amaro para este efeito.
Descrição corográfica da região de Santo Amaro e mais circunstâncias da antiga fábrica de ferro.
O autor acusa a entrega dos coiros garroteados ao conde de Palma e o caixão [com o modelo do engenho de serrar madeira] ao conde da Barca.
Visconde de Torrebella, [1768-1821], pede ao marquês de Aguiar que interceda junto da Real Fazenda da Madeira para que o autor não seja obrigado a reembolsar os ordenados relativos aos anos de 1807 e 1808, que recebeu por ordem do Ofício de Dezembro de 1808, expedido pelo conde de Linhares, na altura Ministro dos Negócios Estrangeiros.
Esboço do plano para melhoramento da Real Fábrica de São João do Ipanema.
O autor acusa a receção dos recados transmitidos por Luís afonso Barradas. Manifesta a sua preocupação pelo estado de saúde do destinatário e aconselha-o a passar algum temo em São Paulo, tendo já escrito a este respeito ao Conselheiro José Egídio. Remete por Santos o modelo da máquina de serrar madeira e informa que pode arranjar a máquina de serrar curvas. Aguarda pela chegada dos fundidores alemães; refere-se aos fornos-altos; às grandes quantidades de pedra refratária encontrada, contradizendo o Câmara. Fala de Eschwege. Informa que ainda não recebeu a resolução da sua dependência submetida ao Real Erário onde diz ter um grande inimigo. Demonstra a sua satisfação para com o General conde de Palma. Fala do Plano que está a conceber para a Fábrica. Em P.s. solicita o empréstimo da defesa de Ratton.
Fala da decisão do Principe Regente; das relações entre Portugal e Espanha; da França, da guerra de Liga e união, da restituição de Olivença, da transplantação do trono para o novo mundo. Questiona o destinatário sobre o impacto das decisões de S.A.R..
O autor acusa a receção da carta do conde da Barca de 14 de setembro, onde afirmava não ter recebido o modelo do engenho de serrar madeira. Como confirmação do envio da dita remessa, o autor envia em anexo uma carta do responsável da mesma, o coronel Toledo de São Paulo. Informa da partida do Conde de Palma, após onze dias em Ipanema para se inteirar do estado de das obras da Real Fábrica. Informa que aguarda pela chegada dos fundidores alemães visto que a fábrica estará pronta a trabalhar no início do ano, altura em que espera se retirar para a sua fábrica. Sugere ao destinatário a compra por S.A.R. das ações dos particulares para ordenar a construção de uma fábrica de espingardas e espadas feitas por máquinas de àgua. Remete incluso o esboço do plano que a seu ver podia ser aplicado à Real Fábrica e a outras desta natureza no Brasil.
Visconde de Torrebella, [1768-1821], remete a António de Araújo a cópia da carta que dirigiu, nesse mesmo dia, ao marquês de Aguiar, onde expõe o facto da Junta da Real Fazenda da Madeira o querer obrigar a pagar os sete meses de ordenados que estão vencidos até ao dia da sua chegada aquela terra. Informa que recebeu os mesmos ordenados por ordem de S.A.R. conforme lhe comunicou o conde de Linhares. Face à intenção da mesma Junta em penhorar-lhe os bens, o autor pede ao Ministro [da Marinha e do Ultramar] que represente ao Soberano "a violencia que me querem fazer" e que lhe obtenha imediatamente as ordens do Presidente do Erário Régio para que a Junta não lhe cobre os valores referidos. Muitas vezes expôs o seu desejo de continuar a servir na carreira diplomática, como sabe que a situação atual é propícia para tal, "e que esta graça depende muito de V.a Ex.a", volta a suplicar com a maior instância para alcançar esta nomeação.
Informa que já escreveu no dia 15 de Maio. Solicita ao destinatário que rogue ao Príncipe [regente D. João] alguma recompensa e alguma graça e que não demore na resposta a dar sobre a "existencia do seu Trono [...] e fortuna dos seus vassálos". Coloca a questão "ou Aliado da França, ou Inimigo da frança" e informa que "Toda a Peninsula está dependente [...] do Principe Regente".
Tendo em atenção a condição militar de Portugal e do "seu hunico Aliado" sustenta que as decisões de S.A.R. tornadas públicas pelo destinatário são das "mais decesivas e arriscádas" para a sobrevivência do "Trono dos Reys de Portugal". Sustenta que não seria propícia a execução do plano de D. Luís da Cunha e defende um reinado para "os Portuguêses os primeiros Vassalos dos Reys de Portugal". Expõe as causas da inviabilidade do Rio de Janeiro como metrópole do Reino. Relembra que "Toda a Península está dependente da resolução do Principe Regente" e defende que não se pode fazer a paz geral sem fechar os portos aos ingleses.
O autor acusa a receção da carta do conde da Barca de 29 de Janeiro de 1817, pela mão de [Alexis] Svertchkoff. Informa das circunstâncias em que decorreu a visita deste juntamente com dois franceses. Faz um balanço da administração da obra que agora terminou onde realça o apoio constante do conde da Palma e dos seus dois coadjuvantes, o Brigadeiro Arouche de Toledo e o Ouvidor de São Paulo Paulo Miguel Afonso de Azevedo Veiga. Aguarda com impaciência a chegada dos fundidores alemães. Comunica que já recebeu notícia da vinda da Companhia dos espingardeiros alemães. Sugere uma reforma geral da Real Fábrica de São João do Ipanema. Fala dos seus conflitos com os seus subalternos. Recomenda Francisco Vieira Goulart para efetuar uma inspeção final à fábrica e o Tenente Conrado Niemeyer para Ofcial subalterno Engenheiro. Solicita ao destinatário proteção para o requerimento dirigido a S.A.R. a fim de obter o Hábito de Torre Espada. Informa da presença de Eschwege na Corte onde pretende encontrar-se com ele.
Recomenda o portador da carta, o Padre Bernardo Dias, "a q[ue]m Portugal deve o que já mais se pode pagar" e que presentemente tem em mãos um negócio que será de muito interesse para todos os bons vassalos de S.A.R.. Refere-se à sua família e envia os mais respeitosos cumprimentos de [seu marido] Pascoal.
O A. Dr. Charles Henry Titius, agradece a carta de 26 do passado [mês]. Informa que a coleção mineralógica que [António de Araújo] viu anteriormente, foi vendida para Moscovo. No entanto, oferece uma outra composta por pouco mais de 4.000 peças e organizada segundo as mais recentes descobertas de mineralogistas alemães e franceses e conforme as análises dos mais célebres químicos modernos. Juntamente existe um prospeto xilogravado com a nomenclatura dos minerais em alemão, francês e latim, conforme as técnicas de cientistas como Born Wiedemann, Klaproth, Delamétherie, Emmerling, Karsten, Schumacher, Gallitzin, Haüy e Brochaut. Informa que está encarregue da coleção do Eleitor [do Saxe], que pretende juntar-lhe a do barão de Racknitz, e sustenta que esta é uma boa maneira de continuar a estudar mineralogia sem grandes gastos pessoais. Contudo, pretende continuar a exercer as suas funções de médico. O preço da coleção deve-se à elevada procura que este tipo de coleção conhece, devendo metade do valor ser pago antecipadamente e a outra metade aquando da entrega da mesma. Espera que o amigo do destinatário possa dar uma resposta rápida e decidida. Prospeto da descrição da coleção mineralógica composta por 3852 peças. Possui um P.s. que indica que este mesmo prospeto foi feito há 2 anos e que entretanto a coleção foi aumentada em mais de 200 peças.
Envia em anexo a conta de Mr. Bourdon conforme havia sido solicitado pelo destinatário. Exprime o seu reconhecimento por esta nova prova de ?amizade?.
Recomenda ao conde da Barca o Dr. Lescene, antigo fazendeiro de São Domingos e de Cuba, o qual pretende adotar o Brasil como a pátria e campo dos seus trabalhos agrícolas e físicos. Tece considerações sobre este tipo de pessoas que procuram novos estabelecimentos na América.
O autor informa ao conde da Barca que a embarcação que esperava vender para os Estados Unidos nos próximos dez dias, não estará pronta antes de dezoito ou vinte dias.
O autor, Commercial Agent of the United States of America, envia em anexo uma carta dirigida ao Chevalier Araujo, Ministro [da Marinha e do Ultramar], que foi deixada no seu escritório por um homem vindo de Baltimore. Possui o endereço do destinatário na última página.
Charles Maurice Taleyrand, Príncipe de Benevente, refere-se à assinatura da paz definitiva entre a França e a Rússia [feita em Tilsitt em 7 de Junho de 1807, da qual Talleyrand foi signatário da parte francesa]. Agradece as demonstrações de amizade. Recomenda o genro de Mr. De Narbonne, de quem é amigo e o destinatário bem conhece, que pretende servir na carreira diplomática.
Charles Maurice Taleyrand, Príncipe de Benevente, recebeu com satisfação a carta que António de Araújo lhe endereçou pela ocasião da nova mercê que S. M. o Imperador lhe concedeu. Agradece os testemnhos de amizade que são recíprocos.
Oferece ao destinatário, "singular protector das Bellas Artes", um livro da sua autoria, concebido "para vêr se assim despertava maiores talentos" na escrita.
Sobrescrito lacrado da carta anterior.
Solicita a proteção do destinatário para as duas petições que entregou ao seu secretário.
Solicita a proteção do destinatário para os requerimentos inclusos.
Visconde de Torrebella, [1768-1821], aproveitando a viagem do amigo João de Campos Navarro, agradece ao conde da Barca pelo despacho de Enviado Extraordinário em Viena, o qual sabe dever ao favor e justiça do destinatário. Informa que após ter recebido o decreto original da sua nomeação, os ofícios do marquês de Aguiar e as credenciais, pela Fragata "Amazona", empregou a maior atividade nos seus negócios, e em seis dias aprontou-se e partiu para Lisboa onde aportou em 9 de Julho. Procurou logo passagem para Viena, via Inglaterra, mas entretanto recebeu ordens do marquês de Aguiar para aguardar por novas instruções. Encontra-se numa situação muito desconfortável, porque julgando que passaria alguns anos fora da ilha da Madeira, alugou a casa, vendeu a mobília, mandou a sua baixela para Trieste, ficando apenas com a roupa necessária para efetuar a viagem. Vive em dificuldade com a sua numerosa família numa estalagem. Suplica ao destinatário que interceda para que lhe sejam enviadas com a brevidade possível as ordens do Soberano e assim poder partir para o seu novo posto.
Visconde de Torrebella, informa que pelo Ofício de 30 de Julho, expedido pelo marquês de Aguiar, foi-lhe concedida a autorização para levar em sua companhia o filho João Correia Henriques de Noronha, na qualidade de Adido à Missão de Viena. Agradece ao conde da Barca a alta proteção e benevolência com que o trata. Pede que interceda a fim de lhe ser concedida imediatamente ordem para partir para o seu posto.
O autor pede a proteção do Conde da Barca para o requerimento incluso que dirige a S.A.R..
Viscondessa de Torrebela, [1775-1850], lembrando o favor e a antiga amizade com que o [conde da Barca] sempre tratou a sua família, solicita-lhe que concorra para que sejam expedidas com a maior brevidade possível as ordens para que o seu marido [o 1.º Visconde de Torrebela] possa encetar a viagem para o seu posto. Informa que a sua situação é sumamente desagradável, visto que partiram da Ilha [da Madeira] para seguirem viagem para Viena e não querendo o seu marido perder um instante e cumprir as ordens reais, vendeu toda a mobília a um baixo preço, alugou o Palácio, mandou a prata e os restantes pertences para Trieste, ficando só em seu poder com a roupa necessária para efetuar a viagem. Vivem no maior incómodo porque a demora em Lisboa é grande e custosa devido à numerosa família que tem ao seu encargo.
Solicita a S.A.R. que lhe seja concedido em remuneração dos serviços de seu pai João José Pinto de Vasconcelos, antigo cônsul geral de Portugal na Dinamarca e Noruega, o ordenado que este vencia, a fim de poder recolher a um convento. Apresenta, em anexo, três documentos justificativos.
Trechard solicita ao Ministro da Guerra e dos Negócios Estrangeiros de Portugal notícias oficiais sobre os seus meios de auxílio que foram para Portugal, bem como sobre a recompensa que tinha prometido pagar-lhe por Correia. Informa que o governo acaba de ordenar o estabelecimento dos seus meios para o serviço da Academia Imperial de Música.
Solicita a proteção do destinatário para alcançar o despacho do requerimento que enviou a S.A.R., destinado ao pagamento do erário que está atrasado.
Solicita proteção para o seu requerimento. Informa que há mais de cinco anos requereu a S.M. um aumento de 200 réis no ordEnado e o Hábito da Ordem de Cristo e que por sua morte o referido montante revertesse para tenças de sua mulher e filha, o qual não foi aceite. Lamenta a desigualdade de tratamentos visto que o contador da sua repartição viu serem aceites os seus pedidos, apesar de ter uma folha de serviços inferior à sua. Solicita ao conde da Barca que à vista dos documentos, despache o requerimento ou interceda junto do reformador reitor.
Francisco de Paula Leite, [1747-1833], [Encarregado de Armas da Corte e da Estremadura], [Visconde de Veiros em 1822], pede a poteção de António de Araújo de Azevedo, para ser nomeado Governador da Torre de Belém, à semelhança dos seus antecessores. Invoca os cinquenta anos de serviços em todas as quatro partes do Mundo e a falta de meios para desempenhar condignamente o atual posto que detém.
Francisco de Paula Leite, [1747-1833], Governador de Armas da Corte e da Estremadura, [Visconde de Veiros em 1822], aproveita a ida à Corte do Tenente Coronel António José da Costa, Comandante do Batalhão de Caçadores de Lisboa Oriental, para renovar os seus protestos de gratidão e respeito pelo muito que é devedor ao conde da Barca. Recomenda-se à proteção do destinatário para alcançar Honras e Mercês pelos grandes serviços que tem prestado a S.A.R., tanto como Governador de Armas do Alentejo [entre 1808 e 1814], como no cargo atual.
Solicita ao primo António de Araújo de Azevedo que lhe compre até 30 mil réis em livros constantes do rol anexo, o qual é constituído pelos melhores exemplares que possui.
O autor acusa a receção da carta datada de 10 de Junho de 1814. Envia um ensaio da sua autoria sobre o "Bronze das Peças de Artilharia", que se inutilizaram no cerco de Badajoz. Informa que pretende remeter também a análise feita, em 1812, a pedido do Delegado do Físico-Mor, a duas Quinas do Pará. Solicita ao destinatário proteção para o requerimento que envia a S.A.R. e que tem por finalidade atingir a nomeação para Ajudante do diretor do laboratório químico da Casa da Moeda e para a Intendência Geral das Minas. Informa do requerimento enviado no ano anterior e indeferido pelo Marquês de Aguiar, no qual pedia a nomeação para Deputado da Real Junta do Comércio, Agricultura e Fábricas, ou da Direcção da Real Fábrica das Sedas e Obras de Águas Livres. Envia o catálogo de manuscritos relativos a Portugal que se acham na Biblioteca do Museu Real de Londres.
Informa o primo [António de Araújo de Azevedo] que já expediu o "titulo, Collação, e posse do nosso Beneficiado" e das contendas que manteve com o Bispo de Lamego [D. João António Binet Píncio], 1786-1821], para o conseguir.
O autor acusa a receção da carta de 10 de Junho de 1814. Envia um ensaio da sua autoria sobre o Bronze das Peças de Artilharia que se inutilizou no cerco de Badajoz. Informa que pretende remeter também a análise feita em 1812 a pedido do Delegado do Físico-Mor a duas quinas do Pará. Solicita ao destinatário proteção para o requerimento que envia a S.A.R. que tem por finalidade atingir a nomeação para ajudante do diretor do Laboratório Químico da Casa da Moeda e para a Intendência Geral das Minas. Informa do requerimento enviado no ano anterior e indeferido pelo Marquês de Aguiar o qual solicitava a sua nomeação para Deputado da Real Junta do Comércio, Agricultura e Fábricas, ou da Direcção da Real Fábrica da Seda e Obras de Águas Livres. Envia o catálogo de manuscritos relativos a Portugal existentes na Biblioteca do Museu Real de Londres.
A autora, "reduzida ao estado de desgraça", solicita ao destinatário. que interceda junto de S.A.R. para resolver os problemas da Fábrica de Fiação e Tecido da Vila de Tomar, fundada pelo [seu marido] Timoteo Lecusson Verdier, o qual tem a sua fortuna enterrada nesse estabelecimento ao contrário dos seus sócios que tem pessoas junto do sobernao que tem "orado em seu favor". Refere-se à licença dada a S.M. para Verdier voltar a Portugal e do desejo deste em ser nomeado para algum emprego público onde poderá ser muito útil como Deputado da Junta do Comércio. Pede que lembre a Suas Majestades a afilhada Carlota João e que o destinatário enderece a resposta a "Daniel Frizoni e Companhia" em Lisboa.
Suplica ao destinatário para que atenda e coloque na presença de Sua Majestade o requerimento que envia pla mão do negociante Saviana. Lamenta que a sua família tenha sido sacrificada pelas desgarças da guerra e dos tratados, que ao privilegiarem as manufaturas estrangeiras, estagnaram as vendas das manufaturas portuguesas e que depois de vinte e sete anos de trabalho a fábrica de fiação e tecidos da vila de Tomar passe agora ao poder de outros. Invoca a promessa de feita em 1794 por Sua Majestade a Rainha [D. Maria I] a Verdier, no seguimento de ter considerado a referida fábrica como um serviço prestado à real coroa. Suplica ao destinatário para que nomeie Verdier para Deputado da Junta do Comércio em Portugal para "ficar relevado da desgraça [...] e vir livremente para cá sem susto".
Edouard Mortier, solicita a Araujo, Ministro [dos Negócios Estrangeiros e da Guerra] que agradeça a S.A.R. a Grã-Cruz de Honra de Portugal que o destinatário lhe enviou «com a carta de 8 de Maio».
Acusa a receção da carta de António de Araújo. Informa da sua ida a Lisboa para saber junto de D. Miguel [Pereira Forjaz] dos atestados que vierão dessa Corte [do Rio de Janeiro] e o resultado dos mesmos. Solicita o envio de uma moratória para pagar as dívidas deixadas pelo seu marido.
O autor, Conde de Vale de Reis Nuno Mendonça, [1733-1799], informa que já há muito tempo que desejava procurar por notícias de António de Araújo e assegurar-lhe a sua estima, o que foi impossível até agora "pelo governo de que me acho encarregado". Felicita o destinatário por ter sido nomeado para Enviado de S. M. na Corte de Haia. Pede que lhe comunique o tempo que ainda se demorará em Lisboa, porque em breve o autor terá de se deslocar à Corte e desejava despedir-se pessoalmente. Recomendações aos senhores da casa e a D. Mariana.
O autor, Johannes Philippus Van Blenty, avisa António de Araújo de Azevedo da remessa de folres do interior do país e do produto que substitui a aveia para os cavalos.
Lamenta que há mais de um ano que não recebe carta do destinatário apesar de continuar a receber notícias suas por Bernardo da Silveira e pela prima Clara. Pede ao destinatário que diga ao primo João que escreva "em seu nome e me segure a melhora de V. Ex.a". Em P.s. informa da ida do filho a Lisboa.
Informa que está na quinta de Canelas há dois meses e como não está no Porto não pode enviar as raízes e flores pelo Navio Delfina. Pede notícias e cuidado com a moléstia. Envia recomendações da"Mana Anica". Fala da família e lembra os requerimentos do filho que em breve vai a Lisboa.
Lamenta a falta "das suas cartas" e manifesta desconfiança em "q[ue] V. Exa. q[ue]ira por sua vont[ad]e deixar hua correspondencia de tantos anos". Informa que tem recebido notícias do destinatário pela prima Clara e por outros que as recebem. Fala do seu estado de saúde e da doença da irmã. Informa que o "meu Marechal" está em Lisboa para agradecer os favores recebidos do Marechal Beresford. Recomenda D. Maria Luísa à proteção do destinatário. Em P.s. envia recados à condessa de Cavaleiros.
Acusa o envio, há seis dias, de duas cartas e dois caixotes de plantas e flores, as quais espera "já ahi lhe não sirvão senão para deixar a alguma S[enho]ra de bom gosto". Aguarda pela chegada a Lisboa do destinatário e de S.A.R. na Primavera. Solicita o envio de notícias e manifesta o seu desejo em que o filho ficasse como Governador de Armas, mas entretanto o cargo ficou ocupado interinamente por Filipe de Sousa. Pede ao destinatário que o ocupe em alguma coisa.
Informa que já escreveu duas cartas, as quais seguem no navio Delfina, juntamente com esta e com dois caixotes de planta e raízes. Pede ao primo [António de Araújo], [Ministro da Marinha], que empregue o seu filho, que está comendador e Brigadeiro, "em coiza q[ue] mo não tire de [...] caza". Envia recomendações da familia e amigos. Solicita notícias e informa que entregou a carta ao primo António Fernando. Em P.s. envia recados à Condessa de Cavaleiros e recomenda o capitão do Navio.
Comenta a carta recebida e solicita notícias do restabelecimento da saúde do destinatário. Informa que enviará para o Rio de Janeiro as plantas e flores solicitadas, mas "D[eu]s q[uei]ra q[ue] ellas encontrem no cam[inh]o a V. Ex. e a toda a Familia Real". Transmite os agradecimentos da irmã e filhos. Informa do falecimento do marido. Fala do estado de saúde do filho e pede ao destinatário que lhe arranje uma ocupação para "q[ue] aqui na sua caza se posa demorar e cazar". Informa que entregou a carta ao primo António. Em P.s. pede ao destinatário que não acredite nem proteja Maria do Carmo Pinto que vai agora para o Rio de Janeiro.
Procura por notícias do primo [António de Araújo]. Exige "duas letras suas e q[ue] o Pr[im]o João escreva em seu nome pois so assim de todo poderei sosegarme". Manda cumprimentos de toda a familia. Relembra os requerimentos do filho que a seu ver "são justos". Em P.s. envia recados particulares da "Mana Anica".
A autora, prima do destinatário, informa que há poucos dias escreveu uma carta que deveria seguir pelo "seu Mano João", mas como a mesma se demorou na mão da prima Clara escreve esta para "segurar a V. Ex." a minha lembrança e procurar as suas not[ici]as". Informa que o filho "confiado na sua Justiça e no Patrocínio" lhe escreveu para remeter os seus requerimentos. Oferece uma pipa de vinho e diz que gostava de saber se chegaram as flores que enviou pelo Navio Delfina. Em P.s. envia recomendações da família e acusa o envio do conhecimento e guia em nome do conde de Amarante.
Vítor Manuel, [rei da Sardenha, Chipre e Jerusálem], expressa o seu desejo em que o cavaleiro [Rodrigo] Navarro de Andrade seja novamente nomeado pelo governo português para aquela Corte.
Informa que soube pela prima Clara que o primo João vai para o Rio [de Janeiro]. Pretendia enviar uma pipa de vinho, mas como o portador desta carta embarca em Viana, enviará pelo próximo navio. Manifesta a sua infelicidade por não se falar no regresso do Príncipe a Lisboa e pede ao destinatário que "venha p[ar]a nos e p[ar]a a sua familia". Fala da sua família e do Silveira. Solicita ao destinatário que coloque o seu filho no cargo de Governador de Armas do Porto e informa que o mesmo tem requerimentos de "sua casa" e que os enviará para V. Ex.a protegê-los. Acusa o envio dos caixotes de plantas pelo Navio Delfina. Em P.s. fala da doida da mulher de Francisco Peixoto.
Decreto de Vítor Manuel, Rei da Sardenha, Chipre e Jerusalém, de concessão da Cruz de Cavaleiro da Ordem Real e Militar de São Maurício e São Lázaro a Rodrigo Navarro de Andrade.
Comenta a carta recebida pelo capitão do navio Delfina. Refere-se às atitudes de Maria do Carmo Pinto, mulher de Francisco Peixoto, que foi para o Brasil há poucas semanas. Recomenda D. Luísa Rita de Mello.
Extrato da carta em que o autor refere que Rodrigo Navarro de Andrade, já pagou a animosidade que tinha contra si; refere os execrandos princípios de António de Araújo de Azevedo e fala dos maus procedimentos de Dionísio Pedro Lopes consigo após o ter recomendado a todos os negociantes de São Petersburgo. Em causa está o comércio directo entre a Rússia e o Brasil. Possui anotações em português de Rodrigo Navarro de Andrade.
O autor, [Ministro plenipotenciário português em Madrid], [1.º conde de Vila Real em 1823], agradece as expressões transmitidas por Joaquim Severino. Elogia as qualidades e serviços do destinatário que em muito contribuem "para sustentar em todas as occasioens a dignidade do Trono de Portugal entre as mais da Europa e particularmente para com o de Hespanha". Informa que muito folgaria em receber as sábias instruções para a execução das ordens de Sua Majestade.
O autor, [Ministro plenipotenciário português em Madrid], [1.º conde de Vila Real em 1823], informa o destinatário da nomeação pelo governo espanhol do Brigadeiro de Marinha Salazar para se dirigir ao Rio de Janeiro a fim de tomar conhecimento dos "negócios no Rio da Prata" e depois determinar com o General Morillo, o ponto ideal para o desembarque das suas tropas e iniciar as operações. Mais informa que assegurou ao referido Brigadeiro que S.A.R. "nunca faltaria aos principios de honra".
O autor, tendo-se deslocado por três vezes à casa do destinatário e não o encontrando, solicita a indicação da hora em que poderá ir buscá-lo no dia seguinte.
Refere-se à sua carta de 20 de Agosto. Informa da entrada do Marquês de la Romasia, com o exército, em Sevilha; e que de Cádis saiam tropas para efetuar o desembarque; que o General Espanhol Blek tomou o comando do exército principiou a operar por Granada seguindo depois para Málaga. Fala das salvas e bailes públicos ocorridos em Málaga no dia da celebração de Napoleão. Junto remete carta impressa relativa à esquadra.