Type

Data source

Date

Thumbnail

Search results

13,289 records were found.

"Ode Ao Illmo. e Exmo. Senhor Conde da Barca [...]".
Acusa o envio em anexo, e a pedido do seu autor o Padre João José de Amaral, de uma Ode dedicada ao Conde da Barca.
" Ode ao Illustrissimo e Excelentissimo Senhor António de Araújo de Azevedo".
O autor, Major Chefe de Comissão de Engenheiros da Ilha de São Miguel, remete a António de Araújo, Ministro dos Negócios do Ultramar, a carta da costa da ilha de São Miguel, onde se acham assinaladas a cidade, as principais baterias e o molhe projectado, bem como os pontos mais favoráveis para aumentar a defesa da mesma. Refere-se a uma memória que enviou em 1813 sobre a necessidade e utilidade de um molhe nesta ilha, e a outra que prometeu apresentar sobre os meios aplicáveis à sua construção, o que cumpriu no "Ensaio sobre a Administração da Real Fazenda" desta ilha que colocou na Real Presença em 1813, as quais deverão estar na Secretaria de Estado do Ultramar e do Reino. Brevemente enviará o prometido projecto sobre o molhe de Ponta Delgada para ser apresentado a S.A.R., o qual não deverá ser observado como motivo de concorrência com José Theresio Michelloty, mas unicamente para cumprir com a sua palavra. Para que os avaliadores dos projectos possam decidir melhor, fará imprimir em Londres tudo o que se tem dito sobre o molhe até 1815 bem como o seu plano. Informa que deu por findos os trabalhos da Estatítica da Ilha de São Miguel e os trabalhos na Ilha de Santa Maria, que com a primeira forma uma Comarca, sendo este um dos dados para ganhar o prémio da Academia das Ciências de Lisboa da qual acaba de ser recebido, no programa "Discripção de huma Comarca Ultramarina".
Recomenda o portador da carta Cavalcanti, ex-Governador de São Miguel. Informa da chegada de Sebastião [José] de Arriaga [Brum da Silveira] e esposa. Fala dos seus negócios na Corte. Desculpa-se por algumas "produçoens" que têm sido impressas incorretamente. Solicita ao destinatário, Ministro da Marinha e do Ultramar, que coloque na presença de S.A.R. o "Elogio" que Cavalcanti fará imprimir nessa Corte.
"Elogio A Sua Altêza Real O Príncipe Regente Do Brazil e Portugal Offerecido Aos Brazileiros [...]".
Remete o prospecto da obra e informa que a vai mandar publicar em Londres. Tendo aberto a lista de subscrições para a mesma, solicita ao destinatário que supervisione a lista referente ao Rio de Janeiro e que depois lhe faça chegar o número de exemplares pedidos. Informa dos frequentes ataques dos corsários "hespanhoes-Americanos" a navios portugueses nas imediações do arquipelago. Pede ao conde da Barca que mande publicar no dia da aclamação de S.M. o Elogio que lhe foi entregue pelo Capitão general de Moçambique, se o achar digno "de ver o dia".
Prospecto da "Statistica das Ilhas de São Miguel, e Santa Maria". Possui a indicação de que as cartas e plantas serão gravadas por Arrowsmith.
Informa que continua a efectuar os levantamentos para a Carta da Ilha, a qual pretende mandar imprimir na Imprensa da Corte no Rio de Janeiro. Comunica que Michelloty retira-se para Lisboa dentro de quatro dias e que em Angra já foram recebidas as ordens régias para o pagamento dos soldos. fala das causas do seu duelo com o [5.º] conde de Sabugal [D. Manuel de Assis de Mascarnhas Castelo Branco da Costa Lencastre]. Em P.s. informa da proibição da circulação de jornais portugueses e ingleses em Espanha.
Informa que António Fernando fez parar as obras na Quinta da Prova devido à saída do Príncipe e à ordem da regência transmitida pelo secretário Salter. Pede ao destinatário que "lance as suas medidas" para proteger Ratton, que pretende continuar a trabalha no laboratório ou fazer uma viagem visto que "tudo o que he Francez he lhado pior que Judeo". Informa dos pagamentos efectuados por António Fernando devido à notificação do Ministério a propósito do "ano de morto". Fala de Sousa Mello "homem de todos odiado"; dos insultos à Quinta da Prova e à Fábrica; dos assaltos à Fábrica do Vidro do Gerez, e da perda da Fábrica de Leiria por causa do confisco. Refere-se às manobras militares de Loison em Viseu.
Acusa a receção da carta e remete, em anexo, o livro, livrete e papel de notícias do que por cá se tem passado. Informa que tudo o que tem recolhido passa para a mão do "Benedictino [Frei Francisco] São Luís, filho do Escrivão Saraiva, que se propôs a escrever a História. Informa da sua intenção em ir para a Corte na Primavera, depois da licença sem limite que lhe foi dada por D. Miguel. Fala da situação pessoal de António Fernando, D. Marquesa e dos irmãos [do destinatário], de Roque Ribeiro, de José Calheiros e D. Francisca, "dos Abades para que V. Exa. tanto concorreu", e de Constantino Joaquim de Matos.
Discurso que o Juiz de Fora de Tarouca dirigiu ao povos da sua jurisdição pelo motivo da publicação do Edital da Junta do Supremo Governo.
O autor, primo do destinatário, informa que já não conseguiu ir a bordo se despedir nem entregar as cartas que lhe estavam destinadas, entre as quais figurava uma de Constantino dirigida à Casa "Braz Carneiro, e filhos para que franqueassem a V. Exa. tudo aquilo que precizasse, e pedisse". Fala da apatia em que ficou Lisboa e da ida a Viana onde esteve com D. Marquesa que "ignorava, e inda ignora hoje a viajem de V. Exa. [para o Brasil]". Informa que entregou as quarenta moedas metálicas ao irmão do dest.. Informa da morte de Nicolau Barreto; da intenção de José Calheiros em lhe escrever. Fala da Revolução; da aclamação do Príncipe em Guimarães; da estadia do Abade de Lóbrigos e de D. Clara em Barcelos e da de João António em Lisboa. Refere-se a Tomás Vicente cujos bens foram expropriados por "El-Rei Junot".
O autor, primo do destinatário, informa que se retirou hoje de Ponte do Lima onde foi assistir às Exéquias de Tomás Vicente, tem falado com Guardião dos Capuchos, Frei Manuel de Santa Rita de Cássia, sobre o defunto, que havia sido Síndico do Convento [de Santo António de Ponte de Lima], durante as invasões francesas do ano de 1809, e sobre a dívida que o referido convento tem para com a Casa de Sá. Expõe o que presenciou dos religiosos do Convento de Santo António de 1809. Remete carta desta comunidade. Em P.s. fala das relações entre o referido Convento e Tomás Vicente; dos bens deste último que "forão roubados [...] por seu Amigo, o celebre Conego jose Valerio Vellozo". Remete o recibodas quarenta moedas que "V. Exa. me deu na véspera do seu embarque".
Relatório dos factos passados na Província do Minho duante e após a invasão francesa de Março de 1809.
O autor, primo do destinatário, informa que enviou pelo "Navio Europa" uma carta e "o extracto de alguas miudezas, que nesta ultima convenção se tinhão passado; uma cópia do livro, que escreveu no seu retiro com o título de "História porca, ou breve rezumo das asneiras, e disparates praticadosno meu Governo de Ponte de Lima desde o dia 19 de Março athé ao dia 7 de Abril do prezente anno de 1809". Fala da sua situação pessoal e pede a protecção do destinatário para alcançar a autorização para passar ao Ultramar. Refere-se a António Fernando, D. Clara, e D. Marqueza, de D. Rosa e do noivado de José Calheiros.
Informa dos acontecimentos que a a Europa acaba de ver no mês de Abril. Comenta a extinção da dinastia buonopartina, o estatuto do Brasil entre as nações com quem Portugal tem mais relações, as conseuqências do regresso a Portugal ou da permanência do Príncipe-regente no Brasil. Referes-e à renovação das antigas Cortes e na adopção de uma nova Constituição; opina sobre o modo como pode S.A.R. "fundar hum poderozo império".
Felicita o destinatário pelos agradaveis acontecimentos do mês de Abril, que poderão proporcionar o regresso de S.A.R. a Lisboa. Justifica o atraso no envio de uma memória sobre a história do vulcanismo na ilha de São Miguel. Informa das histórias dos Açores que têm sido impressas. Refere que caso o destinatário tome posse da Pasta dos Negócios do Ultramar existem nesta secretaria ou na posse do marquês de Aguiar, duas memórias da sua autoria, das quais a primeira consiste numa introdução ao projecto de construção de um Porto em São Miguel e outro em Ponta Delgada, e a segunda num ensaio sobre a Administração da Real Fazenda em São Miguel.
Comenta a nomeação do destinatário para a pasta dos Negócios Estrangeiros e informa dos debates surgidos na Europa a propósito do provável regresso de S.A.R. a Portugal. Junto remete cópia da carta que escreveu ao conde das Galveias sobre este assunto. Refere-se ao Tratado de paz luso-francês de 1798. Envia em anexo um requerimento dirigido a S.A.R., "porem se depender da Secretaria dos Escusados então nada" quer. Solicita ao destinatário que leia o "Ensaio sobre a administração da Real Fazenda da Ilha de São Miguel" que enviou ao Marquês de Aguiar, onde consta o projecto para o estabelecimento de um liceu ou de uma escola de educação pública em Ponta Delgada. Refere-se ás suas ligações com o conde das Galveias e solicita ao destinatário que o ajude a alcançar uma das ocupações que refere.
Endereça ao destinatário os desejos de alegres festas acompanhadas do restabelecimento da sua preciosa saúde.
Acusa a receção de um recado de António de Araújo, já depois da última carta. Fala do falecimento do conde de Linhares. Informa que remeteu a S.A.R. por Francisco de Almeida de Melo e Castro o poema a "Brasiliada". Recomenda-se à "pia censura, e sábia correção" do destinatário por forma a ajudar o seu trabalho e a favorecer as suas pretensões.
Remete em anexo, uma cópia do Decreto de extinção da Junta da liquidação da "Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba" para combinar com a consulta [da Junta do Comércio]. Informa das nomeações provisórias para a Administração da referida Companhia, através de uma Portaria do Governo. Conforme já lhe tinha falado D. Mariana Joaquina de Vilhena Pereira Coutinho, o autor expõe a situação da nulidade do testamento de Francisco José Freire, do qual é testamenteiro e herdeiro do remanescente. Solicita ao dest. que não "perca da lembrança em quanto não o informa com tal legalidade".
Disponibiliza-se para levar o destinatário a Queluz.
O autor, [Administrador da Junta dos Fundos da Companhia de Pernambuco] participa o êxito do Aviso Régio remetido por António de Araújo e solicita a protecção para uma consulta feita pela Real Junta do Comércio. Fala da extinção da Junta da Administração dos Fundos da Companhia de Pernambuco e Paraíba por S.A.R. e expõe as novas delierações tomadas para a eleição dos Administradores. Expõe alguns esclarecimentos às dúvidas surgidas num requermento anónimo sobre a administração; o sistema eleitoral e as relações de crédito e débito entre os administradores da companhia. Solicita uma determinação de S.A.R. "sem dependência de conçulta", sobre os ordenados dos administradores. Sugere, para benefício dos accionistas, a nomeação de um juíz privativo, recomendando para este cargo o Desembargador Domingos Monteiro de Albuquerque e Amaral.
Agradece a protecção dispendida pelo destinatário aos seus requerimentos e a atenção empregada no Aviso enviado ao Conselho da Fazenda. Fala na nomeação de João Sampaio Freire de Andrade para Deputado do tribunal da Junta de Comércio. Solicita ao destinatário que o recomende para qualquer cargo nomeadamente para as Juntas do Comércio e das Fábricas. Remete a "Memória sobre a Companhia das Reais pescarias do reino do Algarve" e recomenda o seu autor, Filipe Arnaut de Medeiros.
Solicita ao Conde da Barca que se lembre da súplica que envia em mãos de Manuel Luís. Informa do falecimento do filho mais novo da Condessa de Linhares e do estado de saúde de D. Mariana.
O autor, Contínuo da Mesa do Despacho Marítimo, solicita a protecção do destinatário para o requerimento incluso.
Implora a S.A.R. a nomeação para o lugar de Oficiais de Bufete da Tesouraria Geral das Tropas. Para tal, invoca os cargos ocupados por seu pai no serviço real.
Solicita ao conde da Barca protecção para o portador da carta, Dionísio Caetano de Almeida e Silva, o qual pretende beijar a mão a S.A.R..
Solicita a protecção do Conde da Barca para os dois requerimentos de seu pai, Francisco de Almeida Silva, nos quais o mesmo pede que se "verifique a promessa Real" feita em Mafra "da Sobrevivência do Emprego de Thezoureiro Geral dos Juros [...] apezar da sua provecta idade". Informa que o Marquês de Aguiar mostrou-se inacessível a todos os pedidos.
Lamenta a falta de "letras de V. Exa.". Envia esta em mão do Argote de Colares, com o intuito de renovar os respeitos e revelar o estado de saúde de D. Mariana "que depois da grande molestia de que foi atacada no anno em que sahio daqui S.A.R.". Informa que Napoleão está em frança e Luís XVIII em Inglaterra; e que se fala numa declaração das Potências Aliadas à França. Solicita a protecção do destinatário para o requerimento que dirigiu a S.A.R..
Agradece os favores prestados ao seu filho. Informa do completo restabelecimento de D. Mariana.
Acusa a receção da carta de António de Araújo e informa que a situação do seu filho permanece inalterável. Solicita ao Conde da Barca, "que está com o trabalho de todas as repartiçoens", que envie o decreto que possibilitará ao seu filho receber os quinhentos mil réis dos emolumentos, e as portarias que conferem a autorização para usar o Hábito. Solicita o diferimento dos seus requerimentos e informa que D. Mariana já se encontra de boa saúde, apesar do desgosto sofrido pela recusa do Desembargo do Paço em aceitar o casamento da sua sobrinha com António de Vasconcelos "cuja historia V. Exa. terá muito bem sabido". Refere que o Marquês de Valada já terá chegado ao Rio de Janeiro.
Ofíco "LETRA B" onde S.A.R. desejando ver restaurados os antigos privilégios concedidos a Macau e a propagação do cristianismo no interior desse império, autoriza o envio de uma Embaixada ao imperador a fim de alcançar estas duas concessões. Reconduz o destinatário no cargo de Ouvidor em merecimento dos seus serviços. Substitui no cargo de Governador local Lucas José de Alvarenga por Bernardo Aleixo de Lemos e Faria; nomeia para o comando do novo batalhão de guarnição de Macau José Osório com a patente de coronel.
Ofício "LETRA A" onde o autor comunica o seu desejo em ver o destinatário reconduzido no "importante lugar de Magistratura que ali exercita".
O autor acusa a receção da carta de António de Araújo de 18 de Julho. Agradece a proteção e informa que remete em anexo e debaixo da Letra A e B as cartas particulares que lhe forma remetidas pelo conde das Galveias, sustenta que a enfermidade que o atormentou tornou impossível o envio da relação de cumprimento das Providência enviadas para aquela cidade. Remete cópia do seu ofício Letra C refere-se ao seu antecessor [António Pereira dos Santos]. Remete sob a Letra D uma carta que recebeu ontem de Cantão. Fala da situação do Padre Rodrigo, a quem salvou "das garras dos Chinas"; do modo de pensar do Governo Britânicoa respeito da Expedição e dos documentos que podia apresentar a Lord Strangford. Envia uma Gazeta de Pullo Pinang relativa a Macau. Informa que mediante a recomendação de v. Exa. o lealsenado nomeou Gaspar José Dantas Coelho para "Procurador das suas dependências nessa Corte". Recomenda António Joaquim de Oliveira Matos à protecção do dest. tendo em vista o progresso de Macau. Refere-se ao empréstimo que proporá ao conde das Galveias; à casa de seguros que S.A.R. mandou estabelecer; e à organização de um banco. Refere-se às potencialidades comerciais de Macau enquanto porto marítimo; da recolha de fundos para a Embaixada. Deseja a graduação de Agravos como gozou o Desembargador Lázaro da Silva Ferreira "sem os trabalhos e as despesas que tenho tido". recomendou ao dantas e a José da Silva Loureiro que se dirijam ao destinatário. Considera que as providências chegadas e as que possam convir carecem de mais tempo que os três anos da recondução [do cargo de Ouvidor].
Requerimento dirigido ao Marechal Lord Beresford, Marquês de Campo Maior, solicitando uma certidão de serviços que ateste que o requerente satisfez "a tudo com intelligencia, exacção e promptidão", para que foi encarregue pelo Brigadeiro General José Joaquim Champallimaud, Governador de Armas da Província de Ponte de Lima, em 12 de Outubro de 1813. Possui o despacho datado de 10 de Dezembro de 1814, Quartel General do Pátio do Saldanha.
Requerimento dirigido ao Marechal Lord Beresford, Marquês de Campo Maior, solicitando uma certidão de serviços que ateste que elle [...] tomou todas as medidas, e prevençoens, para que o Batalhão de Caçadores n.º 12, mandado para aquella villa, fosse bem aquartellado, e nada lhe faltasse". Possui o despacho datado de 10 de Dezembro de 1814, Quartel General do Pateo do Saldanha.
Oração gratulatória "que fez o Conselheiro abade de Lobrigos, Antonio Fernando de Araujo de Azevedo, por occazião da entrada dos Exercitos alliados em Pariz" recitada pelo Coronel de Milicias Francisco Pereira Peixoto Ferraz Sarmento.
Projecto para a composição de huas Memorias para a "Historia da Revolução de Portugal" da autoria de Frei Francisco de São Luís.
Relação dos manuscritos remetidos em carta de 24 de Maio deste ano de 1812.
Felicita o destinatário pela nomeação para Ministro e Secretário de Estado na Repartição da Marinha.
O autor, Comandante da Brigada de Ordenanças de Viana, informa ao primo que anteontem respondeu-lhe muito laconicamente porque assim convinha transmitir ao Capitão Tomás Malheiro, Comandante de Companhia e do Distrito. Expõe ao destinatário o diferendo que opõe a ambos e que principiou com a alteração, por parte do autor, dos militares de serviço e que Tomás Malheiro, Comandante da Companhia e de Distrito, protestou no Ofício de 23 de Junho qualificando esta acção de vexame.
Acusa a recpção da carta de 22 de Setembro de 1812 e agradece a protecção para as suas pretensões. Manifesta a sua esperança em obter o foro através da "efficaz e poderoza mediação de V. Exa.". Aguarda pelo aviso para providenciar as custas deste negócio. Agadece a promessa da "reforma da licença" para cobrar os ordenados em falta e continuar ano Real Serviço. Informa que acaba de receber a notícia da morte do cunhado António de Melo, ocorrida em Moçambique, e pede ao destinatário que tente saber de notícias dos filhos deste. Há dois anos que não recebe notícias de seu irmão Miguel e pede ao destinatário que continue a dedcar-lhe amizade e protecção. refere que o seu irmão António, recém-despachado sargento-mor para Macau, não seguiu viagem devido à falta de notícia oficial, mas que irá e com escala nessa Corte para "beijar as mãos a V. Exa. e buscar as suas ordens". Espera que o destinatário já se encontre restabelecido "dos males desse clima". Lamenta não poder oferecer prova do vinho devido à péssima colheita.
Questionário [ao Juiz de Fora de ....] sobre o Senhorio da Barca de que é Senhor Donatário o [1.º] Barão de Tavarede. Possui as respostas autógrafas do referido Juiz.
Recomenda à protecção do destinatário, Conselheiro de estado, o portador da carta, Manuel Inácio Bettencourt.
Felicita o primo pela elevação à "Classe dos Grandes, com o titulo de Conde da Barca". Estimou que o título fosse da Barca, mais do que de outro local e lembra-se de ouvir o destinatário dizer que antes preferia ser Donatário da Barca do que Conde. Pergunta porque não junta as duas mercês e refere que o Barão de Tavarede, embora seja o donatário, apenas possui as honras. Sugere a concessão de outra graça ao dito barão como indemnização. Refere que muito gostariam que se concluísse o grande canal, sustenatndo que faz pena ver um grande edifício começar a ser construído e ficar inútil. Diz que já viu António Fernando com menos ânimo do que actualmente. Refere-se ao requerimento sobre o Foro que enviou, conjuntamente com o seu segundo irmão José Peixoto Sarmento, à presença do Príncipe por outra repartição que não a do destinatário. Remete a minuta que mandou ao Juiz de Fora da Barca e por este respondida que os direitos são da coroa e que atestou o seu diminuto preço actual. No papel incluso verá o recente serviço prestado por São Luís. Recomenações de José Calheiros. D. Francisca passa muito mal.
Informa que Francisco Pereira Peixoto, primo do [conde da Barca] remete a certidão do rendimento do Senhorio da Barca tal como foi arrendado por conta da Coroa, visto que o Barão de Tavarede só tem as honras. Pede a intervenção do [conde] a favor da construção de um cais em Ponte de Lima.
Desejando obter graça na carreira à semelhança da verificada no Desembargador Lázaro da Silva Ferreira, informa que tem em vista fomentar algum estabelecimento. Solicita o parecer do destinatário sobre um dos três planos que expõe para que Gaspar Dantas possa tratar dos necessários requerimentos. Propõe tentar algum terreno dos que o Soberno costuma dar para que o possa mandar cultivar por chinas; ou uma aldeia em Damão, principalmente uma que já teve Jacinto Domingues, onde poderia fomentar a construção de navios, indo de encontro à carta régia de 2 de Junho de 1810; ou tratar do aumento de Timor e do seu comércio, conforme foi proposto pelo conde das Galveias, podendo fazer-se ali o mesmo giro com os géneros da China que faziam os holandeses com Batavia. Informa que pelo Ulisses enviou uma ?carta? em que se referia no envio de chinas de todas as classes, mas que não obteve resposta; e que soube pelo referido Gaspar Dantas que o irmão do destinatário foi escolher um terreno na Baía. Acusa o envio pelo Carolina de uma "relação do que rogão entre si por arrendamentos e foros", para que o destinatário possa fazer um cálculo mais exacto. Recomenda o sogro, [Januário Agostinho de Almeida], [barão de São José de Porto Alegre em 1815], para alcançar alguma graça devido aos donativos que tem efectuado e ao transporte de escravos desde o Malabar e de África para o Brasil. Sugere o foro ou então o Hábito de Cristo para o filho mais velho. Recomenda José Pinto, que comandou a Esquadra contra os Piratas, para o Governo de Timor; indica António Ferreira de Arriaga para o cargo de Major deste Batalhão; e Francisco de Melo para algum governo de Diu ou Damão.
Remete ao primo [conde da Barca] a certidão prometida sobre o rendimento actual dos foros ou direitos reais do Senhorio da Barca. Dela poderá observar que o barão de Tavarede só possui as honras e nada mais. Informa que António Fernando já conta ver o destinatário como Senhor da Barca o que lhe há de aumentar a vontade de regressar à [Quinta da] Prova para colocar em prática os seus projectos. O mesmo António Fernando remeterá para a Corte uma representação desta Câmara e habitantes da vila em que pedem um cais, pedindo o autor que a promova.
Acusa a receção da carta de António de Araújo e agradece as honrosas expressões. Manifesta o seu desejo em continuar a usufruir da sua protecção "ainda que não esteja no Ministerio". Informa que os seus requerimentos estão a ser tratados por Gaspar Dantas. Fala da chegada do Ulisses [ao Rio de Janeiro] por onde os macaenses levam diferentes representações à Real Presença. Refere-se aos seus serviços nomeadamente à "Expedição composta de Seis Navios nossos, e Esquadra Imperial [...] contra os Piratas Chinas, combinada por Convenção com o Governo Synico" e que com o auxílio dos particulares e do Conselho da companhia inglesa em Cantão; das negociações que culminaram com a rendição de Apao-Chao; da resolução dos entraves colocados ao comércio e alfândegas locais. Informa que apesar de estar fora de govevernança "desde dous de Janeiro" aconselha o Governo local por respeito a S.A.R. e sem ordenado algum. Informa que tem trocado correspondência com o vice-rei de Cantão, o qual mostra-se grato pelos seus serviços; do tratamento especial recebido pelo mandarim de Macau; dos entraves colocados à entrada do Bispo de Pequim em Macau. Espera que os seus serviços agradem tanto ao Ministério como agradaram ao governo síndico e aos naturais daquela ilha. Informa que tem toda esta correspondência em caracteres sínicos a qual apresentará traduzida. Sugere a criação de uma Embaixada, visto que nenhuma época era mais própria. Alerta para o facto da colónia ser importante mas que por causa do mal geral se acha tanto em decadência que se não for atendida e tiver quem a olhe com caridade e vistas é de temer a sua ruína total. Lamenta que os macaenses sejam vistos "como delapidadores da Real Fazenda".
Certidão do serviço feito pelo Desembargador Manuel José de Arriaga Brum da Silveira no Tribunal da Casa da Suplicação de Lisboa depois que tomou posse até ao presente. Possui o despacho, a respectiva certidão e o reconhecimento notarial de 5 de Março de 1817, Faial.
Felicita António de Araújo por se achar "mais uma vez singularizado entre os Grandes de Portugal, com o [...] titulo de conde da Barca. Endereça os votos e restabelecimento de saúde. Solicita uma nova prorrogação da licença por mais um ano por forma a poder cobrar os ordenados em atraso. Agradece a intervenção do destinatário" no honroso e vantajozo despacho ultimam[en]te confferido a me Irmão Miguel".
"N. 3.º": Chapa ao Sunto Vice-rei de Cantão transmitindo a sua recondução no cargo de Desembargador Ouvidor de Macau com maior aumento na carreira de magistratura e com maior condecoração.
"N. 2.º": Chapa ao Suntó de Cantão sobre a estadia dos matemáticos enviados por S.A.R. para o serviço imperial e substituição das vacâncias.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de 24 de Setembro. Informa que uma vez que o destinatário acha-se "comprometido nestes saques passo acceitar [...] para creditto da firma de V. Exca." contrariando, assim, uma ordem de Arriaga. Informa que Joaquim Nunes levará à presença do destinatário os avisos originais de Miguel de Arriaga Brum da Silveira "para vir no conhecimento de minha verdade".
Agradecendo a disponibilidade constante da Casa de Sá para com o Convento de Santo António de Ponte de Lima, comunica que foi eleito Guardião do mesmo em Novembro passado, e que tomou conhecimento pelo Antigo Síndico Tomás Vicente Cabeças [de Sousa] dos créditos que a sobredita casa tem junto daquerla comunidade. Informa que, na altura, informou por escrito a António Fernando, Administrador da Casa de Sá, da impossibilidade do Convento proceder ao respectivo pagamento devido ao Estado de Calamidade Geral, provocado pelo aquartelamento das tropas francesas. Como dispõe, neste momento de um novo síndico, Tomás Malheiro Correia Brandão, o autor comunica a disponibilidade da sua comunidade para proceder ao pagamento da respectiva quantia. Agradece antecipadamente todas as acções de piedade dos "Administradores da Illustrissima Casa de Sá".
Informa que há-de satisfazer o saque feito pelo destinatário, conforme o expresso no seu Aviso de 26 de Agosto. Contudo, informa que não poderá satisfazer a mais solicitações deste género visto que não possui liquidez suficiente na conta de Miguel de Arriaga Brum da Silveira, nem aviso do mesmo para pagar saques por sua conta.
O autor, primo do destinatário, acusa a receção de uma carta, vindo inclusa outra para José Calheiros, a qual será entregue amanhã quando for visitar-lhe a noiva. Informa da doença do tio Ventura Malheiro, que envia as suas felicitações pelo despacho de António de Araújo e do seu irmão. Conta, também, dar o recado ao Prior de Ponte, João Luís de Magalhães Barreto. Informa que chegou ontem de Viana onde esteve com D. Maruesa, com D. Rodrigo de Azevedo e sua mãe e com D. Luís Manuel de Azevedo.Fala dos seus escritos já enviados, e que foram aprovados por [Frei Francisco] de São Luís, o qual pretende fazer uma obra de História, e que tem produzido muitos escritos. Fala da congregação beneditina e do seu capítulo, dos governos ultramarinos, dos seus serviços e pretensão em se mudar para "esse continente". Conta um episódio passado em sua casa com Francisco Lopes Calheiros e Pedro da Cunha.
Certidão da prorrogação da licença de seis meses concedida por S.A.R. a Manuel José de Arriaga Brum da Silveira, desembargador da Casa da Suplicação para poder dentro do nmesmo tempo apresentar licença imediata do mesmo Senhor ou recolher-se a este reino.
Informa da carta que está a escrever para enviar ao primo. Nela trata dos actuais acontecimentos das Campanhas, do espírito público e outras coisas relativas à Província do Minho. Encontra-senesta cidade por respeito aos amigos comuns Pedro Gomes da Silva, Alcaide Mor de Braga, e seu cunhado Joaquim José Fernandes da Silva, recentemente eleitos para a Junta da Companhia. Diz que chegou tarde, visto que os accionistas do Minho já tinham dado as suas procurações a outro, tendo sido impossível de persuadi-los a revogarem as mesmas. Apenas conseguiu seis. Constantino escreverá ao destinatário quando a eleição subir à presença do príncipe. Informa que contempla o protegido do destinatário, Domingos Pedro da Silva Souto e Freitas em todas as suas listas, apesar de ele não lhe ter falado em nada, mas não podia esquecer a amizade e obrigações que deve a seus pais, nomeadamente a Domingos Luís que o destinatário bem conhecia. A eleição ocorre na Quarta-feira, dia 29, e o A. na Quinta segue para Lamego tratar de assuntos de seus sobrinhos, filhos de Basílio. Seguirá depois para Amarante, ver os negócios de sua casa, e dali para Ponte do Lima. Informa que fez-se o baptizado da menina de José Calheiros antes mesmo de chegar a procuração, mas o autor encarregou-se de fabricar uma.
O autor acusa a receção da carta de António de Araújo de 11 de fevereiro de 1811 e justifica o atraso na resposta. Solicita notícias sobre o estado de saúde do destinatário. Agradece a proteção dispendida nos despachos verificados no seu irmão Miguel e roga ao destinatário a honra de beijar por si a mão do Príncipe em sinal de reconhecimento. Informa da correspondência que tem recebido do irmão Miguel, o qual confessa estar reconhecido "para com V. Exa.". pede proteção para o seu requerimento, que envia em anexo, em que pede a remuneração dos seus serviços. Lamenta a falta de resposta do conde das Galveias, devido a "ressentimentos de familia excitados pelo meu casamento". Pede ao destinatário que tente proporcionar uma aproximação entre ambos, mas que não o deixe encontrar a pretensão do foro e da comenda que o autor requer. Invoca os serviços do tio Miguel [José de Arriaga], para obter o Foro e a Comenda ou um lugar honorífico de Conselheiro da Fazenda. Informa que não recebeu a licença enviada por mão do Borges, mas que conseguiu outra do governo por mais seis meses e cuja cópia envia em anexo. Solicita o envio, em mão, de uma nova licença régia de um ou dois anos. Participa a chegada para breve ao Rio de Janeiro de um navio de Macau com a procuração de Miguel para tomar posse no Conselho da Fazenda, mas no entanto o autor envia uma cópia por cautela. Pede o envio da carta de Alcaide-mor para poder tomar posse desta mercê. Oferece um barril de vinho seco do Pico. Agradece o auxílio prestado ao seu recomendado ?Bel.?. Fala das últimas notícias de Portugal, da restauração das praças de Ciudad Rodrigo e de Badajoz. Pede proteção para o irmão Sebastião José que acaba de ser despachado Major. Em P.s. refere o seu impedimento em ser destacado para a América ou para Goa e manifesta o seu desejo em ficar empregado nas ilhas com aumento de graduação.
Narra ao primo o que passou e observou durante a eleição da Junta da Companhia. Incumbido de angariar os votos do Minho a favor de Pedro Gomes da Silva, Alcaide-Mor de Braga, e Joaquim José Fernandes da Silva, manteve negociações com Cristovão Guerner sobre a legitimidade da posse das procurações dos votantes do Minho. Acusa os vogais da Junta de fazerem "clandestinos conventiculos, e ajustes" onde abundam "intrigas, chicanas, e trapassas, mui podres". Refere-se à ignorância de muitos accionistas que dão as suas procurações ao primeiro que aparecer "ignorando o que dão". Acusa alguns de se apoderarem indevidamente de apólices para serem habilitados a uma eleição corrompida e à margem da lei. Defende a permanência de Domingos Morais Sarmento. Acusa Domingos Martins Gonçalves, membro da Junta há 37 anos, de só "impôr, contar, e encher o papo". Do papel decisivo do honrado Conservador Sebastião Antonio de Carvalho, que durante a eleição enfrentou os deputados, conforme o destinatário poderá constatar através dos resultados e memótia enviadas por este no dia 9 do corrente, um dia após o fim de todo o processo. Refere-se aos deputados da lista de Manuel José Sarmento, e diz que se surgirem nomes mais votados que estes foram "extorquidos por traça, por fraude, por ameaças, por dependências jogadas". Informa que o seu melhor amigo, e amigo do destinatário, lhe comunicou que faria chegar uma relação de todos os factos, mesmo se sujeitando a um grande perigo. Em breve remeterá outra carta.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de 18 de Julho. Agradece a proteção e informa que remete em anexo debaixo das "letras A e B" as cartas particulares que lhe forma remetidas pelo conde das Galveias; e sustenta que a efermidade que o atormentou tornou impossível o envio, pelo Navio Ulisses, da relação do cumprimento das providências enviadas para aquela cidade. Remete cópia do seu opfício "Letra C". Fala do seu antecessor [António Pereira dos Santos]. Remete debaixo da "Letra D" uma carta que recebeu de Cantão no dia anterior. Fala da situação do Padre Rodrigo aquem salvou "das garras dos Chinas"; do modo de pensar do governo britânico a respeito da expedição e dos documentos que podia apresentar a Lord Strangford. Junto envia uma Gazeta de Pulo Pinang relativa a Macau. Informa que mediante a recomendação de V. Exa. o Leal Senado nomeou o Gaspar José Dantas Coelho para "Procurador das suas dependências nessa Corte". Recomenda António Joaquim de Oliveira Matos à protecção do destinatário. Tendo em vista o progresso de Macau, refere-se ao empréstimo que proporá ao conde das Galveias; à casa de seguros que S.A.R. mandou estabelecer; e à organização de um banco. Fala das potencialidades comerciais de Macau enquanto porto marítimo; da recolha de fundos para a Embaixada. Informa que enviará mais notícias pelo navio Carolina. deseja a graduação de Agravos que também gozou o Desembargador Lázaro da Silva Ferreira, sem os trabalhos e despesas que tenho tido. Recomendou ao Dantas e a José da Silva Loureiro que se dirijam ao destinatário. Considera que as providências chegadas e a que poderão convir carecem de mais tempo que os três anos da recondução [o cargo de Ouvidor].
Informa que receberá ao mesmo tempo que esta, uma outra carta encadernada, as quais serão remetidas pelo amigo Constantino. Comunica que lhe fo impossível de seguir viagem para esses Estados, após ter recebido o passaporte que o destinatário lhe enviou, em virtude da incapacidade da sua mulher de poder seguir viagem, devido ao susto motivado por um assalto à sua casa de Geraz quando ainda estava em convalescença de um mau parto. No fim deste mês partem para aguás férreas e para banhos de mar e só depois decidirá quando empreender a viagem. Remete um requerimento em que pede a Mercê do Hábito da Ordem de Cristo, esperando que o destinatário, primo, a promova. Em P.s. informa que Manuel de Sousa Lage morreu no dia 8 nesta vila, deixando por herdeiro o seu irmão Loio.
" [...] Carta para Mr. Junot, que apareceu no Correio do Porto, depois da revolta das provincias do Norte."
Ofício, "LETRA C", onde o autor refere-se à grande obra de extinção do Pirata Apao-Chao; do melhoramento da cidade; da convenção firmada com os delegados do Vice-rei de Cantão onde foram privilegiados o armamento e o abrigo à exportação; do ingresso do bispo de Pequim; do regresso dos dois missionários franceses a Cantão; da resolução enviada pelo Sunto sobre a formatura de novos edifícios e a duplicação do número de navios. Informa que Macau presentemente não sofre quanto aos Chonas e que já não suporta da parte dos mandarins as antigas indecentes opressões com que intimidaram os da remota governança. Fala dos progressos do comércio e da administração locais.
Notas à Carta de 15 de Julho de 1811. [Esta Carta é a que tem por título "História do lamentavel estado da nossa patria, etc..."; Cf. Caixas oficiais.]
"[...] Carta que hum Cão de Lisboa escreveo a mr. Junot; em consequencia da Lei publicada contra os caens vagabundos - apareceu pendurada ao pescoço de hum Cão, com sobrescrito = d'ordens ao General Junot [...]"
Ofício "LETRA C", onde o autor fala da grande obra de extinção do Pirata Apao-Chao; do melhoramento da cidade; da convenção firmada com os delegados do vice-rei de Cantão onde forma privilegiados o armamento e o "abrigo à exportação"; do ingresso do Bispo de Pequim; do regresso dos dois missionários franceses a Cantão; da resolução enviada pelo Sunto de sobre a formatura dos novos edifícios e a duplicação do número de navios. Informa que Macau presentemente não sofre quanto aos chonas e já não suporta da parte dos mandarins as antigas e indecentes opressões com que intimidavam os da remota governança. Fala dos progressos do Comércio e da administração locais.
O autor transmite a José Nunes da Silveira, instruções relativas à administração dos seus fundos. Solicita-lhe o envio de fundos para o Brasil, onde deverão ficar à ordem de António de Araújo de Azevedo.
Informa ao primo que enviou pelo Bergantim Thetis, em mão do seu capitão manuel Gomes, uma carta volumosa, mas, por equívoco não seguiu outra carta em livro sobrescrito. No entanto já deu ordem para expedir a mesma, sem demora, pelo Porto ou por Lisboa. Refere-se às cartas que escreveu sobre a nova eleição para a Companhia. Informa que depois da sua comissão de votante recolheu-se ao Minho, deixando uma recomendação para que lhe comunicado os passos que o negócio fosse dando, visto que esperava muita trapalhada até ao "ultimatum". Comenta extensamente todo o processo de eleição dos onze novos deputados, com maior atenção para as manobras pouco claras de "S.". Insurge-se contra a postura de João Nogueira, irmão de Ricardo Raimundo, Governador do Reino, que "procurou o meio da intriga, entrou em partidos, aumentou o barulho, e a dezordem". Duvida da imparcialidade do Chanceler do Porto neste processo. Transcreve e comenta a lista dos onze novos eleitos para a Junta. Diz que tem seguido este rocesso com atenção, porque depois que S. A. se ausentou "quazi todos, ou hoje, ou amanham, voltárão as cazacas".
Ofício "LETRA B", onde o autor comunica que S.A.R. desejando ver restaurados os antigos privilégios concedidos a Macau e a propagação do Cristianismo no interior desse império, autoriza o envio de uma Embaixada ao Imperador a fim de alcançar estas duas concessões. Reconduz o destinatário no cargo de Ouvidor em merecimento dos seus serviços. Substitui no cargo de Governador local Lucas José de Alvarenga por Bernardo Aleixo de Lemos e Faria; e nomeia para o comando do novo Batalhão de guarnição de Macau, José Osório, com a patente de coronel.
Acusa a receção da carta de António de Araújo datada de 14 de Agosto, escrita na sequência dos avisos recebidos de Miguel de Arriaga [Brum da Silveira], do qual remete cópia. Refere-se às transacções com o Oriente.
Justifica-se ao primo por se referir tão amiudadamente nos negócios da Junta da Companhia e pede que não o tome por "teimôzo, enfadonho, e importuno". Reproduz a conversa mantida com António Fernando sobre a dívida de 300 mil cruzados sem juros que este mantinha com a Junta e a intenção da Junta de manobrar com o intuito de receber "huns poucos de mil cruzados de excesso pró labore". Refere que já partiu a informação para o Governo sobre a nova eleição de onze membros para a Junta, e revolta-se pelo facto de Pedro Gomes da Silva ter sido classificado, pelo Chanceler do Porto, de negociante abonado, mas inquieto devido às intrigas que manteve com o Deão de Braga. Informa das injustiças, violências e vexames a que foi submetida a família e a propriedade de Pedro Gomes da Silva durante a Restauração. Também consta que Domingos Pedro da Silva Souto e Freitas foi capitulado pelo mesmo Chanceler de "orgulhozo, e velhaco" apesar dos louváveis trabalhos como Administrador do Erário do Porto durante a Restauração. Gostaria de saber se o destinatário recebeu as cartas e o livro manuscrito que enviou pelo "Thetis" e pelo "Principe".
O autor acusa a receção do ofício de 12 de Junho do conde das Galveias sobre a admissão de missionários estrangeiros neste estabelecimento. Em resposta o autor opina sobre a utilidade destes e sobre a conduta dos procuradores de Propaganda, os padres Francisco Letandal e Marchini. Expõe uma ideia resumida da história das missões e diferentes comissões a seu cargo, as causas e época da introdução dos missionários estrangeiros, a maneira adoptada para a assignação dos distritos pertencentes a cada missão se nesta demarcação houve consentimento de Sua Majestade Fidelíssima e desmembração de alguma parte das dos três bispos ordinários com a final declaração das causas das noções contrárias às missões estrangeiras.
Relação de contas de António Fernando nos anos de 1806 e 1807.
o autor informa que pretendia remeter cópia da correspondência enviada ao conde das Galveias o que não lhe foi possível. Fala do ingresso do Bispo em Pequim; da nomeação do Suntó para regedor das justiças. Fala da governação de Macau onde sugere a anexação das ilhas de Timor para se fazer um governo como o de Moçambique. Refere que tem prevenido a Dantas para não dar um passo sem a autorização de V. Exa.. Envia o dinheiro para qualquer empresa que se deva começar na cultura ou na compra do que for necessário. Fala dos vestidos para a condessa das Galveias; das fitas que António Joaquim de Oliveira Matos trouxe; dos presentes para o dest. e para o conde das Galveias. Remete as balsas de fogo e o que consta da relação que enviou ao Dantas.
Informa que o mês passado remeteu ao primo uma carta com um extracto da conta corrente que a Companhia pretende triplicar a dívida de cem mil cruzados. Falava também sobre a informação que o Chanceler do Porto deu ao Governo para ser enviada ao Príncipe sobre os novos onze elementos da Junta, e onde constavam injúrias e blasfémias contra Domingos Pedro da Silva Souto e Freitas e Pedro Gomes da Silva. Insurge-se contra o Chanceler que, com argumentos ignóbeis, julga Pedro Gomes incapaz de exercer por ser de Braga e não do Porto, e pelas intrigas do Deão de Braga e conhecimentos da Alçada. Atesta que Pedro Gomes há três anos que negoceia no Porto, onde passa a amaior parte do ano, sendo considerado um habilitado comprador e exportador de vinhos, para além de ser accionista de mais de dez acções, e até a Junta que não lhe é afecta considerou-o elegível declarando-o do Porto. Considera que ele é mais capaz para o emprego, do que qualquer outro. Diz que se vai vivendo é na esperança de mudar de ares, caso contrário "os ataques de suffocação" tomariam conta de si.
"N. 1.º": Resposta dos mandarins Governadores das igrejas de Pequim nomeado Ló e Li presidentes dos tribunais, que tem poderes sobre os regimentos de soldados de pé e de justiça. fala sobre a entrada de matemáticos europeus no território de Sua Majestade Imperial da China, enviados por S.A.R.
Descripção do modo por por que o actual Juiz de Fora de Algozo fomentou no seu Lugar a revolta dos Povos contra os Francezes; fazendo aclamar o Príncipe regente Nosso Senhor, e a Real Caza de Bragança.
O autor informa ao Conde das Galveias da utilidade e do protocolo a seguir pela embaixada portuguesa a enviar à Corte de Pequim. Remete os formulários da correspondência e aponta meios que não gravem a Real fazenda com a designação das coisas próprias para os presentes a enviar para a Corte do Rio de Janeiro.
Comentários sobre os acontecimentos sucedidos na Província do Minho e Douro durante as Invasões Francesas.
Caderno da correspondência trocada entre elementos do governo de macau e o Almirante inglês [William O' B.] drury, a propósito do estacionamento das tropas britânicas naquela cidade.
Explicação da correspondência havida entre o governo desta cidade de Macau e os encarregados da expedição britânica durante a permanência desta em Macau.
Anexo "Letra A", "Declarado em o N.º 15". Convenção entre o Almiral [William O' B.] Drury, comandante em Chefe das forças navais de Sua Majestade britânica nos mares da Ásia e o Conselho Geral de Macau debaixo da presidência do seu Governador e Capitão General o Senhor Bernardo aleixo de Lemos e Faria, para promover a estadia da esquadra inglesa em macau com a finalidade de proteger esta cidade contra o poder da frança e seu partidaristas.
Correspondência compilada pelo remetente sobre a incursão das tropas britânicas composta por: 1.º Carta do General de Benguela para o governador desta cidade sobre a admissão das tropas britânicas auxiliares [em Macau], datada de 1808.07.04, Forte William; 2.º proposta pessoal intimada pelo primeiro Sobrecarga e chefe da Companhia inglesa; 3.º carta do Almiral drury ao Governador desta cidade [de Macau]. datada de 1808.09.13, Navio de Sua Majestade [Britânica] Russil na Franquia de Macau.
Carta dirigida ao Leal Senado de Macau sobre as tentativas dos negociantes antigos chinas de Macau tendentes a embaraçar o comércio britânico com a conivência de alguns membros do Senado. Em P.s. informa das recomendações de S.A.R.para o acolhimento de todos os navios e vassalos de S.M.Britânica, recebidas no Ofício de 17 de Março de 1808, da Secretaria de estado dos Negócios da Marinha e do Ultramar.
Carta do vice rei da Índia ao governador desta cidade, contendo instruções para o desembarque das tropas britânicas em Macau, datada de 1808.07.07, Goa. Proclamação do Vice-rei da Índia [conde de Sarzedas] ao Clero, Nobreza e Povo do Estado da Índia, sobre a saída do Príncipe-regente para o Brasil e a aliança com a nação inglesa, na sequência das invasões francesas, datada de 1808.06.06, Palácio de Pagin.
Atestação dos factos ocorridos na conferência realizada entre o governador de Macau, Bernardo Aleixo de Lemos e Faria, e o Almiral [William O' B.] Drury, na presença do Desembargador Ouvidor Miguel de Arriaga Brum da Silveira e do Chefe da Companhia inglesa J. J. Roberts.
Atestação dos acontecimentos da Boca do Tigre, aquando do início das negociações com a esquadra Britânica do Almiral [William O' B. Drury].
Autorização do [Governador de Macau] Bernardo Aleixo de Lemos e Faria, para que o Desembargador Ouvidor Miguelde Arriaga Brum da Silveira se dirija a Vampú para tratar com o Almiral [William O' B.] Drury da conclusão das negociações relativas à expedição britânica e sua retirada.
Carta ao Desembargador Ouvidor de Macau [Miguel de Arriaga Brum da Silveira] em reconhecimento dos seus distintos serviços "em commum beneficio dos [...] habitantes [de Macau]".
Caderno da explicação da correspondência entre a governança desta cidade e os Mandarins do Distrito, a propósito do estacionamento das tropas britânicas em Macau.
Ata de vereação do Leal Senado de Macau, onde se registou a apresentação da conta emprestada à Real Caixa pelo Conselheiro Miguel de Arriaga Brum da Silveira e se decidiu quais as compensações a efectuar ao referido Conselheiro.
Documento composto por duas cartas. 1.º O Leal Senado alerta o Governador de Macau, Lucas José de Alvarenga, para os actos do Desembargador Ouvidor José Baptista dos Guimarães Peixoto, contra esta instituição e para os "conventículos" dos infiéis vassalos e recorda que se acha Vossa Senhoria incumbido pelas cartas do conde [de Sarzedas] Vice rei [da Índia] de vigiar tão sério assunto. 2.º Resposta à carta antecendente onde o referido Governador afirma que não cessa "como sabem de vigiar sobre tudo aquillo, que tenho arresponder". Afinça ao Leal Senado que as falsidades, sublevações e rebeldias que este ministro indistintamente declama, nunca terão lugar na presença de S.A.R. e do Vice-rei [da Índia].
Ata da vereação de 12 de Maio de 1810, onde o Desembargador Ouvido João Baptista dos Guimarães Peixoto, após tomar conhecimento da carta do vice-rei da Índia, o conde de Sarzedas, comenta as suas funções e as atitudes dos macaenses face aos aliados ingleses. Alerta o Senado para a conduta que deve apresentar "de hoje em diante".
Caderno da Correspondência Sínica havida entre a governança desta cidade de Macau e os mandarins do Distrito.
O autor, Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira, solicita ao Juiz da Alfândega, Mar e Direitos Reais, para que lhe seja passada certidão (emitida em 22 de junho de 1799) onde conste a data em que assentou praça como Cadete na Companhia de Infantaria que guarnece o Castelo de Santa Cruz da ilha do Faial, a data em que obteve a patente de Alferes da dita companhia, e a data em que foi confirmada a patente por Sua Majestade. Possui o requerimento do autor, o despacho favorável, a certidão requerida e a autenticação da cópia.
O autor escreve do "Campo da Torre do Mouro sobre o Rio Cassia" para agradecer as suas estimadíssimas letras, bem como para dar uma leve notícia das operações do nosso exército a sul do Tejo. Informa das manobras militares desde a linha de Lisboa, passando pela Batalha de Albuera, até à retirada para a Torre do Mouro, onde estão estacionados sobre o comando do general Hill. O restante exército dirige-se para Norte para ocupar a faixa de Castelo Branco até Bragança, para ajudar o exército espanhol a defender a Galiza, o Reino de Leão e as Astúrias. Agradece o despacho de Alcaide-mor e de Conselheiro da Fazenda a favor de seu irmão Miguel. Remete pelo Dantas as atestações e outros documentos que comprovamos seus serviços a S.A.R. para "ganhar alguma estima das Pessoas de mérito, como V. Exa.". Elogia o despacho do general Silveira. Recomenda ao destinatário o Brigadeiro Agostinho Luís da Fonseca, cujo requerimento remete incluso, que com 47 anos de serviços será merecedor do "carinhozo acolhimento que V. Exa. sempre prestou aos dezamparados, e solitarios no Mundo". Pede ao destinatário e ao Conde das Galveias "algum emprego, ou governo na America".