Narra ao primo o que passou e observou durante a eleição da Junta da Companhia. Incumbido de angariar os votos do Minho a favor de Pedro Gomes da Silva, Alcaide-Mor de Braga, e Joaquim José Fernandes da Silva, manteve negociações com Cristovão Guerner sobre a legitimidade da posse das procurações dos votantes do Minho. Acusa os vogais da Junta de fazerem "clandestinos conventiculos, e ajustes" onde abundam "intrigas, chicanas, e trapassas, mui podres". Refere-se à ignorância de muitos accionistas que dão as suas procurações ao primeiro que aparecer "ignorando o que dão". Acusa alguns de se apoderarem indevidamente de apólices para serem habilitados a uma eleição corrompida e à margem da lei. Defende a permanência de Domingos Morais Sarmento. Acusa Domingos Martins Gonçalves, membro da Junta há 37 anos, de só "impôr, contar, e encher o papo". Do papel decisivo do honrado Conservador Sebastião Antonio de Carvalho, que durante a eleição enfrentou os deputados, conforme o destinatário poderá constatar através dos resultados e memótia enviadas por este no dia 9 do corrente, um dia após o fim de todo o processo. Refere-se aos deputados da lista de Manuel José Sarmento, e diz que se surgirem nomes mais votados que estes foram "extorquidos por traça, por fraude, por ameaças, por dependências jogadas". Informa que o seu melhor amigo, e amigo do destinatário, lhe comunicou que faria chegar uma relação de todos os factos, mesmo se sujeitando a um grande perigo. Em breve remeterá outra carta.