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O autor acusa o envio de uma carta "do secretario da minha Provincia" para que o destinatário tome conhecimento do estado do Comissariado da Terra Santa.
O autor expõe a situação dos três requerimentos para o cargo de Comissário da Terra Santa. Informa que se for ouvido, satisfará as ordens do destinatário e favorecerá "com conhecimento de cauza" o de Fei António de São José Barca.
Solicita ao destinatário que interceda junto de António de Araújo de Azevedo a fim de lhe alcançar protecção para conseguir o Comissariato da Terra Santa.
Memorial dos serviços de frei António de São José Barca, em que pretende que se faça saber ao Presidente do Capítulo que vai ser criado a Província dos Observantes, pedindo paa lhe ser atribuído o cargo de Provincial.
Acusa o envio de perto de quatro arrates de Besmute, que solicitou a "hum Roceiro morador em Santa Anna do Dezerto", e mais uma pequena porção que o autor tinha em seu poder. Informa que segundo o Quartel Mestre do seu regimento, o dito minério abunda "na serra de Araraquara, pertencente á Capitania de São Paulo".
Refere-se à recusa da licença solicitada pelo seu irmão Luís José Sampaio, para "beijar a Real Mão do Príncipe Regente e para oferecer os seus serviços em qualquer repartição de mar ou terra. O autor roga a António de Araújo de Azevedo, [Ministro da Marinha e do Ultramar], que interceda junto de S.A.R. a fim de obter a referida licença e que lhe remeta o Aviso necessário.
Solicita a sua nomeação para Comissário Geral da Terra Santa. Apresenta dois atestados referentes aos seus serviços em prol da "sagrada cauza do Trono de Vossa Alteza Real".
O A., solicita a sua nomeação para Comissário Geral da Terra Santa. Apresenta dois atestados referentes aos seus serviços em prol da "sagrada cauza do Trono de Vossa Alteza Real".
Possui a transcrição, autógrafa de António de Araújo de azevedo, do requerimento que submeteu a Despacho a favor de Frei António de São José Barca.
Atestado dos bons serviços prestados por Frei António de São José, "nomeado Capitão effectivo da Segunda Companhia do segundo Batalhão do Regimento de Voluntários Ecleziasticos Seculares, e Regulares", para a "Restauração destes Reinos, e Glorioza Acclamação do Nosso Amado Princepe Regente [D. João] no dia 18 de Junho de 1808".
Informa da tomada de posse do ouvidor Carvalho e das regras que este impôs e que alterou o que já estava feito. Informa de como decorreram as audiências com os oficiais de patente reprimidos por Carvalho. Expõe os seus receios devido a esta nomeação. Mostra arrependimento em ser Governador, apesar de ser um cargo honroso. Enviará os documentos que permitirão ao destinatário conhecer toda a verdade. Informa da partida de José Rebelo para a Corte para defender o povo do Ceará. Solicita a António de Araújo que se debruce sobre este assunto. Recomenda Luís Manuel de Moura Cabral para Ministro local.
Informa que soube em 15 de Abril por D. Mariana do acolhimento que a sua petição recebeu junto de S.A.R. . Agradece a protecção do destinatário e informa que já comunicou a notícia a João António Salter de Mendonça. Manifesta o desejo em agradecer ao destinatário e a S.A.R. caso a liberdade venha "ampla".
Expõe todo o processo relativo ao Sargento-Mor Arnaut e ao seu protetor o Ouvidor Galvão. Possui 47 (?) cópias de documentos e um copiador de correspondência.
Anexo à carta de Manuel Inácio de Sampaio de 15 de abril de 1815.
O autor, [Cardeal Saraiva em 1843], informa a António de Araújo de Azevedo do término da inventariação e catalogação do Cartório da Casa de Sá. Refere a metodologia e materiais empregues durante todo o processo bem como alguns conselhos para a melhor preservação e consulta do referido acervo documental. Manifesta a sua total disponibilidade para prestar o sesclarecimentos necessários, caso assim o entenda. Em P.s. alerta para o facto de não se ter extraviado qualquer documento, à excepção de uma carta que ficou na posse do senhor Francisco Pereira e outra que segue em anexo desta.
O A., [...], solicita ao dest. que ouça e proteja o vigário do Sobral que está a caminho da Corte a fim de saber toda a verdade sobre os factos ocorridos na capitania. Denuncia as práticas fraudulentas na Relação do Distrito. Reafirma a sua inocência e diz que tem pago bem a protecção dada ao vigário do Sobral.
Invocando a sua antiga função de Dama Camarista de "S.A.R. o Senhor D. Pedro Príncipe Real do Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves", solicita ao Conde da Barca que concorra quanto lhe for possível para serem despachados os requerimentos inclusoa e que apresente a Sua Majestade a carta em anexo.
Solicita ao destinatário que ouça José Rebelo, portador dos documentos comprovativos dos factos passados na capitania. Manifesta desejo em concluir a carta geográfica da capitania e a fortaleza e em deixar o correio bem radicado e por conta da Real Fazenda. Informa do que pretende fazer assim que tiver sido nomeado o seu sucessor. Remete carta da capitania, que está inacabada devido às condições climatéricas. Informa da conclusão do método trigonométrico astronómico que permitirá levantar a carta de toda o Brasil. Em P.s. refere-se à sua proposta sobre novos juízes de fora.
Tendo já requerido a Sua Majestade o lugar de Ajudante de Fundição da Real Casa da Moeda para o seu filho Cândido Gomes da Costa, cujo Memorial de serviços deve estar na posse do destinatário em "razão de Secretário d' Estado", vem por este meio saber qual o Despacho e solicitar a protecção de António de Araújo de azevedo visto "que S. M. se conforma com as Sabias decizoens de V. Exa.".
Acusa o envio em anexo da tradução da correspondência dos "maquinistas Ingleses Milnes"; da carta que lhe enviou Diogo Milne; da cópia dos Ofícios que subirão à Secretaria de Estado da Fazenda; da carta que recebeu do Ministro de Portugal na Corte de Paris [D. José Maria de Sousa]; e do Aviso e Cópia do Decreto que se expediu para o estabelecimento da Fábrica das Cardas, para que conste a V. Exa. quaes foram os fundos que se destinaram para aquella despeza". Fala da aquisição de engenhos e de bons maquinstas, para que não seja necessário importar manufacturas; fala da cobrança de direitos de entrada das manufacturas estrangeiras; e sustenta que a "proibição absoluta da entrada das manufacturas estrangeiras, em geral suscita contrabando [...] e so com a nacional industria he que se pode embaraçar a importação [...] o que será muito facil em Portugal [...]".
O autor, Brigadeiro, solicita ao Marquês de Aguiar para o seu requerimento onde solicita a Mercê do Hábito de Cristo com renúncia em consideração ao seu tempo de serviço.
Acusa o envio pelo Navio "Rectidão" de duas vacas Turinas, de uma cartola de Vinho Madeira e várias àrvores. Esperando alcançar "o perdão de tudo", solicita a António de Araújo de Azevedo, protecção para o rquerimento incluso destinado à instituição do vínculo, por forma a não ver a sua casa dilacerada. Informa que durante seis anos tem "gemido com toda a sorte de calamidades; promovidas injustam[en]te por pessoas a quem" beneficiou, inclusivamente a alguns "que se achão no Governo". Em P.s. informa que encarregou o General António de Lemos de lhe comunicar "huma couza".
O autor, Domingos dos Santos Morais Sarmento, preso há quase oito anos, professor do Real Colégio da Feitoria, informa que as aulas estão suspensas desde 24 de Janeiro passado em virtude do seu quarto ser pequeno e demasiado frio e que lhe arruinou a saúde. Suplica a S.A.R. que lhe conceda a graça de ser visitado pela sua mulher e filha e a liberdade de poder deslocar-se todos os dias ao Colégio, acompanhado por um Oficial do Regimento, ou então que ordene que se apronte um quarto no dito colégio e a liberdade de poder dar um passeio todos os dias.
Solicita notícias ao destinatário e agradece a protecção deste especialmente quando lhe "conservou a vida, arrancando-me das mãos d' hum impio, q[ue] quis abusar da [...] infeliz situação no Bogio". Fala das cartas que já lhe enviou, comenta o despacho que S.A.R. deu à sua petição. Solicita ao destinatário que interceda junto do mesmo Senhor por forma a alcançar a liberdade e assim tratar da sua saúde.
Lamenta estar a ser atacado através do artigo que saiu no "O Português" de Outubro, o que muito tem afligido a sua família. Julga que este artigo é da autoria de Carvalho, tal como o que saiu no "Correio Braziliense". Suspeita que o [Desembargador] Cruz e o escrivão da fazenda também serão atacados. Informa da situação do novo Juiz de Fora e do Ouvidor. Solicita ao destinatário que substitua Carvalho ou o autor. Expõe as possíveis consequências das mudanças que vier a efetuar. Não pretende responder a notícias falsas, mas informa que deseja ser ouvido pelo Ministério. Em P.s. tece comentários sobre a natureza dos artigos do "O Português" e do seu autor.
Manifesta a sua esperança em que o Ministério nada decida sem primeiro o ouvir. Informa que ainda não recebeu o requerimento de Moreira, apresentado em setembro passado. Informa que vai remeter os documentos relativos ao que praticou com José Alexandre Correia Arnaut, onde o destinatário poderá ver os procedimentos de Galvão. Informa do assassinato de uma família por dois criminosos protegidos por Galvão e por Arnaut. Justifica a necessidade de aplicar medidas extraordinárias no governo daquela capitania, pretendendo para o efeito aplicar nova legislação. Solicita ao destinatário que informe a todas as pessoas, acusadas por Galvão, da situação actual e proceda à sua substituição ou à do [Ouvidor] Galvão. Informa que pretende aplicar na fortaleza, sete ou oito mil ?cruzados? que tem em cofre. Recebeu uma solicitação para efectuar um parecer sobre a representação feita pelos Índios da capitania em 1790. Em P.s. informa que nomeará para procurador no Ministério o vigário do Sobral ou José Rebelo.
Remete ao amigo António de Araújo o processo relativo ao Sargento Arnaut e que já lhe tinha falado na carta de 26 de Março. Realça os docs. 4, 6, 15, 16, 18, 21, 22, 26, 27, 32 e 38, por onde ficará a conhecer a conduta de Galvão nesta capitania e principalmente os ataques que desfere ao autor. Agradece a intervenção do destinatário na aprovação da sua proposta de criação do batalhão de tropa de linha nesta capitania, a qual soube agora que foi aprovada em 17 de Dezembro. Recomenda António José da Silva Castro, sogro do irmão do vigário do Sobral, que pretende a a patente de Capitão-Mor. Reproduz aquela que será a sua informação, se acaso for ouvido pelo Conselho Supremo, onde o caso está afecto.
Agradece ao destinatário a defesa dos seus interesses no diferendo que o opõe ao [Ouvidor] Galvão. Manifesta o seu desejo em não ser visto como um criminoso aos olhos do destinatário, de S.A.R. e do marquês de Aguiar. Roga ao destinatário que lhe envie a própria queixa ou cópia dos documentos a si relativos, existentes na Secretaria de Estado para defender a sua reputação de homem público. Relembra o início desta situação e os fundamentos da queixa de Moreira, já referida nos ofícios n.º 21 e n.º 23 enviados à Secretaira de Estado dos Negócios da Guerra. Como tomou conhecimento que S.A.R. e o marquês de Aguiar tomaram partido por Moreira, solicita a sua substituição e pede ao destinatário que não deixe a capitania cair nas garras de um governo interino. Desconfia que Moreira pretende atacar o escrivão da fazenda e instalar a desordem na capitania, como no tempo de Bernardo Manuel de Vasconcelos, o qual julga ter sido assassinado. Pede a António de Araújo que se lembre do que lhe foi transmitido pelo Bispo de Pernambuco a respeito de Moreira. Solicita que interceda a favor do escrivão da Fazenda, Marcos António Brício.
O autor, tendo escrito na véspera, informa que esta serve para acompanhar um caixote de amostras da mina de ferro do Cangati destinado à Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, conforme solicitado pelo conde das Galveias. Junto remete uma memória sobre a localidade e abundância da referida mina, para que Varnhagen a examine e decida da sua utilidade. Remete também uma amostra de plumbagina. Refere que a capitania está muito atrasada para qualquer empresa e que tem informações do naturalista sobre a existência de uma nova e mais rica mina de ferro. Tece considerações sobre o algodão.
Recomenda o portador da carta, o coronel Alexandre José Leite de Chaves e Mello. Descreve os mapas da organização dos regimentos milicianos, que remete em anexo. Manifesta a sua disponibilidade para formar milícias à beira-mar. Informa que tem recebido notícias do que se fala a seu respeito na Corte. Faz uma retrospetiva do seu trabalho para o qual se apoiou nos livros da extinta Provedoria daquela capitania e das ordens régias. Refere novos dados para o caso que opõe o Ouvidor Galvão ao vigário do Sobral. Alerta para a veracidade do 1.º artigo enviado para o "Correio Braziliense" e para a falsidade dos restantes. Defende-se das acusações de Galvão. Informa da contínua demanda que se verifica na vila do Sobral. Refere os donativos recebidos desde Setembro para a reconstrução da fortaleza. Lamenta ter de lutar contra o Partido revolucionário e republicano. Em P.s. acusa a chegada do primeiro correio do Maranhão e refere as causas da prisão de Inácio Gomes Parente, protegido do [Ouvidor] Galvão.
Acusa o envio dos mapas de exportação e do rendimento líquido da capitania. Solicita notícias da saúde do destinatário. Informa da retirada de Galvão para a Corte, das atitudes do novo Ouvidor e da carta que Chaves enviou ao Desembargador Cruz, insultando-o. Tece considerações sobre o regresso do Príncipe[-regente] a Lisboa, sobre as desordens ocorridas em Espanha, na França e em Inglaterra. Fala do Correio do Maranhão. Em anexo remete cópia do P.s. da carta do desembargador Brito para o Capitão-mor Castro. Pede a António de Araújo que interceda oficialmente junto deste governador para assegurar o estabelecimento do correio até ao Pará.
Extracto de uma Carta do Desembargador Rodrigo da Cruz Ferreira, datada do Sobral, 8 de Junho de 1814. Certidão do Câmara a Galvão. Razões da retirada do Chaves da vila do Sobral. Opinião do a. sobre as causas da demandaque se verifica na referida vila.
Anexo à carta de Manuel Inácio de Sampaio de 16 de setembro de 1814.
Reconhecido pela carta "semi-oficial" de 30 de Julho, acusa a receção de alguns recados por Pedro Francisco. Agradece a recomendação dos seus trabalhos junto de S.A.R. e a sua conservação no governo daquela capitania, onde pretende completar as benfeitorias que principiou e cujos resultados são satisfatórios até para a Real Fazenda. Refere os prazos para a consolidação do correio até ao Maranhão, para a conclusão da carta geográfica da capitania, para a conclusão da parte mais essencial da fortaleza, para o novo arranjo das milícias; e para os melhoramentos na barra do rio. Como a capitania não pode passar a uma hierarquia superior, o autor solicita a António de Araújo que interceda junto de S.A.R. a fim de lhe alcançar uma das mercês que refere. Solicita decisões para avançar ou alterar o plano para o correio do norte, do centro e do sul do Brasil. Solicita também a artilharia que a nau Medusa deixou em Pernambuco, para ser empregue na fortaleza do Ceará. Informa do estado do comércio e da agricultura locais, da situação do vigário do Sobral. Refere os abusos verificados na administração civil, bem como os seus autores e as causas do seu desentendimento com o Desembargador Cruz. Afirma ser necessário terminar com a crise local.
Anexo à carta de Manuel Inácio de Sampaio de 16 de setembro de 1814.
Anexo à carta de Manuel Inácio de Sampaio de 16 de setembro de 1814.
O autor, Provedor da Casa da Moeda [da Baía], solicita permissão para subir à presença do Presidente do Erário Régio conforme seu direito superior. Após expor a sua folha de serviços, o autor solicita ao destinatário o despacho dos quatro requerimentos "que devem existir na Secretaria de V. Exa. que fôra do Maqrquês de Aguiar". Pede protecção para alcançar a autorização necessária ara casar a sua filha Maria José Venância de Seixas, com o Desembargador desta Cidade, Luís José de Oliveira.
Informa que parte em breve para Botafogo, ordenado pelo estimável Marreiros e solicita a protecção de Araújo de azevedo para o requerimento, incluso, de António José Baptista de Salles, negociante de Lisboa, o qual tem por objectivo facilitar as especulações mercantis de Portugal e a devolução da indemnização do "Suplemento dos Direitos que, indevidamente, lhe fizerão pagar", através de descontos nos "Direitos que deve pagar das fazendas que troucer a sua Embarcação de volta de sua Especulação à Asia".
Informa que recebeu a carta de 7 de Março. Roga o favor de remeter uma ordem para que Mr. Ulberich e Cia. de Dresden possam entregar-lhe os 328 florins restantes conforme o estado das contas do ano passado. Agradece a protecção.
Acusa a receção da cata de 24 de Junho. Refere-se aos quartéis de Dezembro e de Março, os quais ainda não lhe foram pagos, o que o impede de continuar a viagem de visita das minas e fundições das montanhas deste país.
Acusa a receção da carta de 9 de Novembro. Informa das dificuldades que sente para sair de França devido à conturbada conjuntura política e social e à s medidas preventivas adoptadas pela antiga Assembleia Legislativa, actualmente denominada de "Convencional". Se não conseguir passaporte, partirá pela diligência de Estrasburgo: porque ainda que corra o risco de ser assassinado, ou pelo menos, der preso "elle me he menos sensivel do que o desagrado de Sua Majestade. Avisará da sua partida.
Acusa a receção da carta de Março. Agradece a protecção com que o destinatário o trata e informa que acabou o Curso Matemático nos fins de Março. Informa que não recebeu resposta do Câmara às informações que solicitou sobre a viagem e o roteiroa seguir, nem do Brito sobre o quartel de Março. Fala da procuração feita para a cobrança dos ordenados, onde "os mesmos senhores tiverão as bondades de se constituir meus Procuradores perante V. Exa., sem consentimento". Solicita instruções para "os hir alcançar" e "a respeito das cobranças dos ordenados". Solicita o envio do Quartel de Março em letra sobre Paris sem câmbio, e do refernte ao mês de Junho. Informa que parte para Berlim, para dali ir ao encontro dos ditos senhores que nãdeixaram cópia das instruções de Luís Pinto de Sousa Coutinho, nem comunicaram a sua partida. Pede uma carta de recomendação para o Ministro em Berlim.
Agradece a carta de 17 de Junho e "o bom, e prompto cuidado que de minhas cousas quer tomar". solicita providências para que a pensão de seu irmão seja cobrada em Lisboa e para que não lhe seja remetidos os 48$ 000 reais, mas sim os 328 florins. Enviará daqui a poucos dias a carta destinada a bertrand e outra em que falará das suas viagens.
Acusa a receção da carta de 22 de Abril. Informa das causas que o levaram a demorar a responder. Refere-se ao recebimento do seu soldo, das tranches que pretende enviar para Lisboa, através de George Bertrand, e que são destinadas ao seu irmão que se encontra a estudar em Coimbra. Fala da doença que o abalou, da qual ainda não está inteiramente restabelecido.
Tradução de várias cartas trocadas entre membros da família Milne. Contêm: carta de Jácome Milne a João Milne, onde o primeiro refere-se à sua invenção de um máquina de fiar lã, linho e refugos de seda e à sua fábrica de algodão; carta de Madame Foxloursa seu irmão João Milne a qual versa sobre uma máquina de fiar algodão; cópia da carta de João Milne pai a jácome Milne filho, residente em Lisboa, onde expressa o desejo o governo francês em animar o comércio, principalmente o do algodão que se encontra parado desde a guerra; fala das suas dívidas e da expropriação da sua fábrica de Dreux; das máquinas para cardar e fiar o algodão, do trabalho de Mr. Foxlours, da invenção da máquina de fiar lã, linho e esperdiços de seda da autoria de John Milne, do Tratado de plantar algodão e da máquina de descascar o algodão; Cópia da carta de Thomas Milne assistente em Dreux ao seu irmão Jácome Milne de Lisboa, nde fala das máquinas inglesase holandesas para fazer a cevada pilada ordinária, da sua invenção, dos incentivos dos governos francês e português, e da introdução de máquinas em Inglaterra, Espanha e América.
"Memória dirigida ao Illmo. e Exmo. Snr. Luis Pinto de Sousa Coutinho sobre o estado da viagem, que por ordem de Sua Magestade fazem Jose Bonifácio de Andrade, Manuel Ferreira da Câmara, e Joaquim Pedro Fragoso de Sequeira"
Recibo da importância de siscentos florins holandeses recebidos junto de Mr. Ulbericht e Cia. de Dresden.
Agradece a António de Araújo nesta ocasião [em que foi nomeado Ministro Plenipotenciário português nos Estados Unidos], como em todas as mercês que lhe alcançou junto do soberano. Soube da elevação do Brasil a Reino [Unido ao de Portugal e Algarves]. Como não conhece os "particulares" desta questão, solicita o envio de legislação a este respeito como de todas as leis e providências que têm saído ou forma saíndo no Brasil. Conforme o solicitado, enviará informações sobre o comércio, mão-de-obra, indústria e legislação referente á propriedade e emigração europeia para os Estados Unidos. Informa que conta com o auxílio das pessoas que aqui governam para servir o soberano português. Na próxima semana parte para a casa do Presidente na Virgínia onde permanecerá algum tempo. Pede ao destinatário que lhe escolha "um sujeito moço" e que o proponha em seu nome a Sua Magestade para servir como secretário da legação portuguesa nos Estados Unidos, conforme lhe foi ordenado pelo Marquês de Aguiar.
Agradece a carta de 13 de Agosto, recebida em mão do Chevalier Navarro. Elogia Navarro, senhor de plena confiança e portador de todas as qualidades para o cargo. Felicita o destinatário por esta escolha, referindo que o mesmo, para além, de ter sido bem recebido por todos, mereceu também a confiança de S. M. o Imperador, de tal forma que o autor acha desnecessário que se nomeie outra pessoa, solicitando ao destinatário que obre neste sentido. Refere-se aos comentários que chegam de Paris e que aqui se reproduzem sobre Mr. de Sousa e sua mulher, bem como às causas que V. Ex.ª bem sabe da nomeação de Sousa para esta legação. Refere-se ainda ao dinheiro necessário para proceder ao pagamento ao Conde de Lille, que pretende estabelecer-se na Rússia depois de ter visto o seu pedido de asilo ser recusado pela Prússia, esperando que o destinatário já tenha falado sobre este assunto ao Ministro das Finanças conforme já tinha dito.
Informa que remeteu uma carta de Boston em Novembro de 1813 e que recebeu outra de António de Araújo. comunica que a sua saúde já regista algumas melhoras e comenta a sua agradável integração naquele meio. Refere as suas ligações com o último presidente dos Estados Unidos e com o actual. Queixa-se de J. Rademaker e do extravio de cartas. Fala da "tentativa em favor da antiga dinastia" em Paris. Agradece a recomendação a D. Miguel Forjaz que lhe permitiu cobrar os atrasados das pensões e pagar ao Marquês de Marialva e a Brancaamp, apesar de não ter recebido as pensões eclesiásticas. Soube por Kantzow, Ministro sueco nos Estados Unidos, da morte do Conde das Galveias. Fala das novidades botânicas e solicita notícias. Rcomenda o portador da carta Mr. [Alexis] Schwertchkoff, que vai assumir o cargo de Conselheiro da legação russa na Corte portuguesa. Lamenta não receber notícias de Lisboa e Paris. Em P.s. envia lembranças ao "bom Marques" e acusa o envio de cópia de um papel seu que ali se imprimiu.
Agradece a António de Araújo nesta ocasião [em que foi nomeado Ministro Plenipotenciário português nos Estados Unidos], como em todas as mercês que lhe alcançou junto do soberano. Soube da elevação do Brasil a Reino [Unido ao de Portugal e Algarves]. Como não conhece os "particulares" desta questão, solicita o envio de legislação a este respeito como de todas as leis e providências que têm saído ou forma saíndo no Brasil. Conforme o solicitado, enviará informações sobre o comércio, mão-de-obra, indústria e legislação referente á propriedade e emigração europeia para os Estados Unidos. Informa que conta com o auxílio das pessoas que aqui governam para servir o soberano português. Na próxima semana parte para a casa do Presidente na Virgínia onde permanecerá algum tempo. Pede ao destinatário que lhe escolha "um sujeito moço" e que o proponha em seu nome a Sua Magestade para servir como secretário da legação portuguesa nos Estados Unidos, conforme lhe foi ordenado pelo Marquês de Aguiar.
Escreve a Araújo a comentar a sua nomeação para a Rússia, recorda momentos passados. Estará mais algum tempo em Paris com o seu marido. Pede por notícias. Refere-se a Mr. e Mme. Capadose. Em P.s. diz que na incerterteza de que esta carta encontre Araújo em Haia, remetê-la-á pela amiga Mme. De Wilhelm.
Na última página está naotado o endereço do destinatário.
Solicita permissão ao Conde da Barca para jantar consigo hoje 4.ª feira.
Aproveita a aprtida do Mr. Lopes para o Rio de Janeiro, para apresentar os seus cumprimentos ao amigo Chevalier de Araújo, Conselheiro de Estado no Brasil e Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Apresenta os sentimentos de amizade da Duquesa e da Princesa Mãe. Comenta o restabelcimento da balança da Europa. Refere-se à amizade com Navarro que, perante a dificil conjuntura, desempenha o seu cargo com honra e louvor.
Informa que recebeu em simultâneo duas cartas do amigo Araújo, uma pela mão de Roversi e outra em resposta àquela que enviou por Lopes. Comenta a transferência da Corte para o Brasil, e à possibilidade de ali permanecer, e às repercussões que esta atitude trará para Portugal e para todo o mundo. Refere-se aos admiráveis esforços da Península que conduziram o usurpador de todos os direitos ao seu destino final. Lamenta a partida do Chevalier Navarro que desepenhou ao longo de sete anos e com grande honra a missão de que estava incumbido; elogia a sua conduta política e particular que atraiu a estima do Imperador e do seu Ministério, de tal forma que S. M. afereceu-lhe uma caixa de rapé com brilhantes e com o seu monograma aquando da sua partida. Descreve a posição de Navarro aquando da chegada e Mr. Lesseps a São Petersburgo para o cargo de Encarregado de negócios da frança, uma situação muito fragilizada depois da paz de Tilsitt; prestou vantajoso serviços no comércio entre a Rússia e Portugal; angariou pessoas influentes para a sua causa. Fala sobre o primeiro contacto que manteve com Chevalier Bezerra, substituto do primeiro, homem igualmente honrado e leal.
Remete o "papel Original, e a sua tradução, consernente a Milne".
Remete inclusa a carta destinada a [George] Bertrand, tendo em vista a cobrança dos 96$ 000 reais anuais dos herdeiros de Paulo Jorge. Roga ao destinatário o favor de expedir estas ordens o mais rápido possível, por forma a que o dinheiro chegue a Lisboa a tempo de evitar que o seu irmão perca o ano lectivo.
Lamenta que apesar do contrato estar praticamente estabelecido, o Embaixador de Portugal em Paris não tenha ordens para dar seguimento ao acordado com o destinatário. Espera que a situação fique desbloqueada em breve. Solicita ao destinatário que entregue a Henry Palyart de Clamouse e a Thomas Withington Milne as duas cartas inclusas.
Tradução da proposta de Diogo Milne sobre os estabelecimentos propostos.
"Relação das despesas que tenho feito por conta de Sua Magestade, segundo o que em virtude de suas Reaes Ordens foi determinado//".
Estabelecimentos propostos pelo autor para serem introduzidos em Portugal.
Informa que não seguiu viagem com os seus companheiros devido à doença que o afectou, ao curso de mineralogia que pretende acabar, ao curso da ciência que trata todos os trabalhos das minas, como também da metalurgia económica, que lhe foi aconselhado por Werner. Informa do perrcurso que pretende seguir no Outono e no Inverno e alerta para o prejuízo de viajarem juntos e para as divergências que mantem com Manuel Ferreira [da Câmara]. informa que antes de partir pretende visitar as minas e fundições de estanho deste país e da Boémia. Parece-lhe conveniente mandar fazer modelos e desenhos dos fornos e de alguns instrumentos pertencentesa este ramo metalúrgico, que não se encontra noutro local se não aqui e na Inglaterra. Comunia que vai mandar fazer em dresden uma plancheta com o seu estojo e que necessita de um pirómetro. Roga o envio do restante quartel do mês de Junho.
Informa que envia a presente por Hamburgo devido à interrupção do correio. Em virtude da carta de António de Araújo de 18 de Novembro, escreveu ao Visconde de Anadia, o qual remeteu as ordens necessárias para a sua assistência e comunicou que possui ordem para pagar os instrumentos e livros necessários, mas não os modelos [dos fornos]. O autor, julga conveniente mandar fazer os modelos dos fornos fusórios de estanho e os modelos dos fornos de destilar o enxofre e o ácido vitólico. Neste sentido, solicita ao destinatário que escreva ao referido visconde a esclarecer estes assuntos. Informa que acabará em breve o curso de minas e que passará aos trabalhos das fundições e às visitas às minas de estanho e fábricas de vitriolo e àcidos vitriólicos, entre outros estabelecimentos. Solicita o envio do pirómetro e que acuse a receção da sua carta de 23 de Novembro passado. Refere-se ao quartel em atraso.
Acusa a receção da carta do dia 10. Informa das melhoras que a sua saúde regista. No mês de Outubro deslocar-se-à a Misnia, voltando depois a freyberg para fazer o curso, tendo inclusivé já ajustado com o Conselheiro Werner o currículo e a compensação económica do mesmo. Solicita o envio do pirómetro de Wedgwood, que he o mais exacto que hoje se conhece e que foi aprovado pela Sociedade Real de Londres". Fala da procuração para os filhos de Paulo Jorge e solicita o envio dos quartéis em atraso e do dinheiro para pagar o respectivo curso. Informa que escreverá de Misnia a Luís Pinto.
Informa que recebeu ontem cartas de sua casa em Lisboa e de Bertrand, em que constatou que todas as missivas que remeteu, via secretaria de António de Araújo, não chegaram ao seu destino. Expõe as consequências decorrentes desta situação e solicita ao destinatário que tome as medidas necessárias para compôr a mesma.
O autor, [Ministro português em Paris], remete inclusa uma carta de Diogo Milne que o veio procurar a propósito de um contrato que havia sido iniciado pelo dest. e aprovado pelo Ministério de S.A.R. relativo aos estabelecimentos que o referido Milne ficara encarregado em montar em Portugal.
Em P.s., autógrafo, refere-se a uma memória que enviou ao primo Rodrigo sobre o estabelecimento de fábrica de couro em Portugal.
Em virturde da "revolução desse pais", o autor repete a carta de 8 de Abril em que informava ter escrito ao visconde de Anadia sobre a necessidade dos fornos fusórios do estanho, ao que este lhe respondeu que não tinha autorização para proceder ao pagamento dos mesmos. O autor refere-se às instruções dadas a este respeito por Luís Pinto de Sousa e da carta que este escreveu ao Embaixador em Paris. Informa que terminou o curso de minas com o Conselheiro Werner e que passará todo o verão ocupado nas fundições, partindo depois para a Hungria. Solicita que acuse a receção de algum Aviso dos filhos de Paulo Jorge e que caso tenha recebido alguma carta para si que a remeta. Informa que já está restabelecido da saúde e que o banqueiro de Dresden não tem ordens para pagar o soldo. Em P.s. informa que ainda não recebeu o pirómetro.
Em resposta à carta de António de Araújo do dia 4, informa que suspendeu, até segunda ordem, o envio das duas máquinas para Hamburgo. Lembrará ao Conselheiro Riem a descrição do uso das mesmas. Comunica que recebeu o aviso do visconde de Anadia com a ordem para partir e onde conctatou o desagrado dereal em relação à sua conduta. Informa ainda que o referido visconde nada diz a respeito do pagamento da sua memória sobre as fundições. Solicita o pagamento dos quartéis atrasados e a ajuda do destinatário para poder partir. Deseja dedicar-lhe a tradução dos "Elementos de Química" de Hildebrandt.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de 31 de Janeiro e agradece "os bons officios" com que o favoreceu. Justifica o seu atraso na resposta com a espera da "maquina das cirandas" e "a dos cilindros de gramar o linho", sobre as quais o Conselheiro Reim fará uma descrição do seu uso e que o autor traduzirá para português. Informa que enviará tudo assim que o rio o permita. Solicita um aviso para saber a quem deverá endereçar a remessa em hamburgo. Informa do valor pago pela aquisição das referidas máquinas e pede ao destinatário o envio deste juntamente com o quartel vencido. Recomendações do Barão de Bloque para o destinatário e para [Silvestre] Pinheiro [Ferreira].
Na sequência da carta de 8 de Agosto de 1806, informa ao destinatário que conheceu pessoalmente Mr. Cockrane, maquinista inglês, e expõe as condições exigidas por este para desenvolver o seu trabalho em Portugal.
Acusa a receção das cartas de António de Araújo datadas de 21 de Abril e 9 de Maio. Expõe as causas do atraso verificado na expedição das máquinas das cirandas e dos cilindros, das quais ainda aguarda as descrições de uso. Aconselha a sua expediçãovia Magdeburgo, por forma a evitar mais atrasos. Comunica que recebeu do senhor de Backnitz o dinheiro e as descrições dos "debuxos da bomba de incêndios" mandados fazer pelo destinatário. Sugere que mande fazer os modelos dos carros montados com escadas. Informa que solicitará sta semana a descrição da máquina de linho ao Conselheiro Riem. Em breve pedirá ao visconde de Anadia o pagamento dos instrumentos necessários para os "ensaios das fundições" partindo para Portugal em seguida. Acusa o recebimento dos quartéis atrasados e dos modelos do seu ofício e da agricultura, conforme ordenado por Sua Majestade em 29 de Outubro de 1797. Iforma da promoção do senhor de Backnitz a Marechal de Corte e envia saudações em nome do barão de Blocke.
Espera por notícias do restabelecimento de António de Araújo. Felicita-o pelo despacho com que sua Majestade, distinguiu o seu constante merecimento. Solicita ao destinatário que o faça lembrar a Sua Majestade.
"hum dezamparado carregado de anos, e de trabalhos", busca a protecção do destinatário visto ter perdido tudo na última invasão [francesa] e o seu ofício estar decadente. solicita que apresente as suas súplicas a S.A.R. "para que elle Sequeira Lembrar de hum creado, que o trouce nos braços, e o serve a cincoenta anos sem nota, nem Remuneração alguma".
Procuração em que o autor transfere todos os poderes que João Baptista le Blond lhe concedeu em Paris, para cobrar o que se lhe deve da sua plantação e outras fazendas que possui na colónia de Cayenna.
Refere que as causas do enorme progresso que se faz sentir na indústria têxtil daquela localidade, expondo com particular incidência, o modo de funcionamento e a produtividade da "Scribling-Machine", da "Carding-Machine", e da "Roving-Machine", máquinas estas introduzidas pelo Maquinista inglês Mr. Cockrane, contratado por Mr. Lom, protegido de S.M. o Imperador Napoleão e conhecido de António de Araújo de Azevedo. Revela, ainda, qual o método utilizado na divulgação local da referida maquinaria e tece considerações várias sobre a população activa daquela localidade.
Solicita a António de Araújo que leve à presença de S.A.R., os "exemplares adjunctos" que imprimiu "para servir como de Introdução e Demonstração da necessidade de hum Diccionario de Artes, e Officios, de que a Nação carece" e pelo qual foi encarregue pela Portaria de 22 de Setembro de1812.
Em resposta à carta de António de Araújo do dia 7, informa do envio por Hamburgo das caixas que contêm as máquinas das cirandas e dos cilindros e as descrições do seu uso e o recibo do Conselheir Riem. Informa que finalizou o seu livro e que enviará uma cópia do mesmo a António de Araújo. Tece considerações sobre os moinhos da Saxónia, as máquinas de cortar palha e as de cortar batatas e nabos; sobre os arados da Sibéria, cujos modelos deseja copiar para posteriormente introduzir em Portugal. descreve a colecção de minas que pretende adquirir e solicita ao destinatário um empréstimo no valor de 140 escudos daquele país.
Observações sobre o uso, e vantagens duma nova gramadeira de cilindros, para gramar o linho. Observações sobre a joeira de vento para limpar o trigo, centeio e cevada; e seu uso, e utilidade.
Expõe as vantagens decorrentes da existência de obras públicas e reais para a prosperidade das Artes; do Terreiro para o floresimento da Agricultura; e das Alfândegas para o Comércio. Informa que todos estes estabelecimentos devem estar subordinados "à repartição do Comércio, Agricultura, Industria e Letras". Sugere a criação das "Conservatórias das nações estrangeiras" as quais deverão estar debaixo da inspecção do Ministro dos Negócios Estrangeirose do Comércio.
Informa da chegada de D. Lourenço de Lima com uma ordem para solicitar um empréstimo. Oferece-se para fazer a negociação. Informa que o resultado de várias conferências foi a cedência de um milhão de libras esterlinas em troca da administração das rendas da ilha da Madeira e de um depósito no Banco de Inglaterra, de um milhão de cruzados em diamantes. Informa das taxas de juro e da alternativa de se fazer um empréstimo em Hamburgo. Desconhece como decorreram as negociações depois do mês de Julho.
Acusa a receção de duas cartas de António de Araújo, tendo entregue a inclusa a Queirós. Aguarda apenas pela chegada do destinatário a São Petersburgo para enviar os documentos comprovativos do que aconteceu consigo em Londres. Manifesta o seu contentamento pela forma como é tratado pelos "homens de Letras" de Paris e informa que as "Laranjeiras" tardaram a serem apresentadas ao Instituto, mas que passaram pelas mãos de todos estes "Botanicos maiorum gentium".
Informa que leu a carta de Brito que recebeu por D. Lourenço de Lima. Não sabe do paradeiro da procuração legalizada que enviou, em finais de Maio de 1801, pelo Cônsul a Daniel Frizoni para a cobrança de dinheiros. Informa que D. Rodrigo tem conhecimento desta situação, apesar de se terem extraviado algumas cartas que o autor lhe enviou a este respeito. Comunica que foi demitido por D. João de Almeida. Pergunta pelo Queirós e pelas duas procurações que lhe enviou para receber dinheiro da Dias Santos. Sabe pelo Bezerra que vem um despacho para si e que se configura num "desgosto novo em forma de mercê". Manifesta o seu desejo em afastar-se definitivamente de Portugal e dos portugueses, tendo já cortado relações com o ministro de Sua Alteza em Paris. e informa que as "Laranjeiras" tardaram a serem apresentadas ao Instituto, mas que passaram pelas mãos de todos estes "Botanicos maiorum gentium". Comenta a carta que recebeu de Sir Joseph Banks e afirma ter sido vítima de uma cilada em Inglaterra. Envia lembranças ao Queirós e ao Pinheiro.
A pedido de vários homens de letras de primeira ordem, e entre outros o "bom amigo Mr. Ventenat", o autor recomenda a António de Araújo, Mr. Blin de la Pallsi, membro da "Academia das Inscripções e bellas Letras", que se desloca à Rússia para tratar de assuntos pessoais. Informa que a pouco a pouco reconcilia-se com a sorte, apesar de saber que devido "à quella funebre terra" não poderá algum dia ter descanso.
Justifica o atraso na resposta à carta de António de Araújo de [Fevereiro passado]. Descreve o recomendado mr. Blin de la Pallsi, vítima de perseguição que um "partido hypocrita e intrigante" faz às ciências e letras. Informa do lastimoso estado de representação de Portugal em Paris e comenta a situação de alguns portugueses que ali residem. Mantém divergências com com Manuel Pedro de Mello e com D. Lourenço de Lima, que está ao serviço de D. João de Almeida [de Melo e Castro], para o arruinar e a "D. Rodrigo e todos os Souzas". Refere que o intuito de D. João de Almeida é assegurar o seu domínio sobre o Príncipe para o futuro. Deseja manter-se afastado de Portugal e informa que pretende naturalizar-se francês. Expõe as denúncias feitas pelo Ministro português à polícia francesa a seu respeito. Relata a "história dop empréstimo" em que Sir francis Baring corrompeu D. Lourenço. Lamenta a morte da pessoa que "mais [...] importou ou importará neste mundo". Mantém-se ao dispôr do destinatário.
Comunica que escreveu em Outubro e Novembro de Paris e depois outra de Filadélfia. Feliz por ter saído "das garras de Satanáz", envia esta carta pelo Conde Pahlen, que vai ser Ministro da Rússia na Corte portuguesa, e junto seguem dois livros adquiridos em Paris e que poderão, em seu entender, ser utéis a S.A.R.: o "manual de Infantaria [...] q[ue] hé agora o breviário de todo o militar Francez" e "O manejo dos Lanceiros". Remete também o "Mapa oficial das importações Americanas" para que se descubra o que pertence aos domínios de S.A.R.. Informa que tem em preparação um resumo do que viu em França para uso de António de Araújo e para o serviço real. No entanto, antecipa um dos assuntos que considera não dever guardar para mais tarde: o Concílio em Paris, onde os promotores pretendem eleger um novo Papa de nacionalidade francesa. Expõe as reais intenções destes e a forma como poderá S.A.R., "o mais poderozo, e o mais authorizado dos Soberanos Catholicos nesta ocasião", retirar dividendos desta situação coligando-se com outras potências católicos. Solicita uma graça do Príncipe-Regente.
Informa António de Araújo, na qualidade de Ministro do Príncipe, da existência de uma Sociedade de comerciantes de peles em New York que "iguala senão passa o que fazem os Ingleses no Canada" e das tentativas destes para fixar os limites do comércio internacional com a Rússia. Refere-se à parte política da dos Estados Unidos da América, das máquinas que ali são aplicadas nas Artes, da "revolução completa e vantajozissima na navegação dos rios através de steam-boats, que viajão por meio de vapor", das vantagens do desvio de parte da emigração europeia que deveria ir para os estados de S.A.R.. Como amigo pessoal, pede ajuda devido à sua triste situação económica, em nada condizente com o estatuto que adquiriu na Europa. Informa que pretende dedicar-se ao ensino ou ao cultivo de plantas por forma a garantir a sua subsistência, visto que os clérigos em Portugal não lhe pagam, nem S.A.R. pagou o atrasado das pensões. Junto remete procuração de um naturalista que o rei Luís XVI tinha empregado em Cayenna para que o destinatário faça cobrar o dinheiro que lhe é devido. Remete ainda a procuração original, as instruções de Mr. le Blond e os documentos numerados de 1 a 7. Em P.s. acusa o envio de outras duas cartas em anexo.
Acusa o envio de uma porção de àgua de Castalia dos Açores própria "para adoçar os azedumes das circunstancias actuaes".
Oferece a cópia de uma Ode que mandou imprimir no "Investigador Português". Informa do extravio de memórias e composições da sua autoria devido aos avanços dos corsários americanos.
"Ode Que ao Illmo. e Exmo. Sr. António de Araújo de Azevedo O.D.C. o abaixo assinado".
Documento n.º 2. O Cônsul Geral de S.M.B. nos Açores, Guilherme Harding Read, em resposta à carta de 9 do corrente, comunica a Francisco Borges, Major dos Reais Engenheiros, que dirigiu-se ao ancoradouro com a intenção de visitar uma Chalupa de guerra de bandeira inglesa que havia chegado no dia 7. Mais informa que quando subiu a bordo constatou que tinha sido induzido em erro pelo Comandante da referida embarcação, tendo então se apercebido que na realidade se tratava de um Corsário americano, de nome "Hero" e comandado por Theophilus Thadeo Waterman, que ali se tinha deslocado com o propósito de atacar duas Chalupas e um Bergantim fora do ancoradouo. Persuadiu o referido capitão que cometeria um erro gravíssimo, visto que atacaria num Porto neutral e que o bergantim não era inglês, nem a carga das duas Chalupas valiam a desordem. O referido corsário tinha saído há dois dias da Ilha do Faial após ter procedido ao abastecimento de água, mantimentos e informações sobre a defesa e comércio de São Miguel.
Documento n.º 4. Tradução de um artigo publicado no "The Plymouth and Dock Telegraph" sobre a violação da neutralidade da ilha do Faial pelos Americanos, acompanhado de notas do tradutor.
Comunica a António de Araújo que em fins de Outubro participou a destruição da escuna americana "General Armstrong" que estava varada a tiro de pedra na muralha da Bateria da ilha do Faial. Igualmente afirmou que os americanos não esperariam por satisfações da Cortes mas sim pela época de exportação da laranja desta ilha ou dos vinhos do Faial para atacarem as embarcações inglesas. Assim, não se passaram muitos dias para que se cumprissem as predicções do autor. Remete os documentos n.º 1 e nº 2 que relatam o sucedido no ancoradouro de Ponta Delgada em 7 de Novembro de 1814. O documento n.º 3 é a cópia da participação que o cônsul americanodo Faial fez para os Estados Unidos. Informa que corsário americano queimado no Faial ficou na ilha à espera de indemnização e o corsário de 7 de Novembro levava certificdos de que existiam restos do primeiro na posse do Cônsul britânico no Faial. Os armadores americanos publicam um novo princípio de direito marítimo salvaguardando "que em ilhas não existe neutralidade". O general britânico Ross, que tomou Washington e que tinha passado por São Miguel na Esquadra do Almirante Malcom, foi morto em acção contra os americanos. Remete o documento n.º 4 sobre as queixas dos ingleses do atentado do Faial. Informa que o corsário "Hero" comandado pelo capitão Thadeo Watermanvoltou a aparecer no ancoradouro no dia 15, tendo aprisionado, a três léguas da costa, uma escuna inglesa vinda à fruta, e no dia 19 queimou outra carregada de Buana, e entre os dias 7 e 15 outra com fazendas. Apesar destes ataques serem feitos além do ancoradouro, borges considera que hão-de causar grande prejuízo na exportação de laranjas da ilha. Informa que está a terminar a "Estatística Geral" de São Miguel, prevendo o seu envio para breve. No "Correio Braziliense" de Agosto foram publicados os quezitos sobre a vinda de S.A.R. para Portugal. Em P.s. comunica que não foi possível enviar o documento n.º 3 por falta de tempo em traduzir. Contudo sabe que o Cônsul americano vai enviar o original para a Corte no Brasil. Na Gazeta de Lisboa já foi anunciado o caso do Faial mandado divulgar pelo Cônsul inglês no Faial.
O autor, antigo cirurgião-mor do Estado e do corpo militar, informa que foi nomeado em 20 de Abril de 1785, por Martinho de Melo e Castro, para estabelecer a "Aula de Anatomia, Cirurgia e operações da mesma" em Goa, tendo deixado a sua família em Lisboa. Solicita, por isso, a António de Araújo que defira os seus requerimentos que seguem em mão do seu filho ou de um procurador. Refere, ainda, que tendo sido incumbido pelo referido Ministro para formar um Jardim Botânico naquele estado, constatou os atrasos existentes na agricultura local, os quais pretende corrigir se o destinatário assim o entender.
Fala dos favores constantes de Francisco José Maria de Brito das ligações com Martinho de Melo [e Castro]; dos seus trabalhos; do seu sobrinho, Felisberto Caldeira Pontes. Fala da "Demarcação" que a França pretende fazer na sua Guiana. Descreve as margens Boreal e Austral do Amazonas e refere alguns dos seus produtos naturais. Informa ao destinatário que em breve enviará uma carta topográfica da região. Refere-se ao seu casamento.
Documento n.º 1. O A., Francisco Borges, Major dos Reais Engenheiros, solicita ao Cônsul Geral de S.M.B. nos Açores, Guilherme Harding Read, que o informe se a embarcação que visitou no passado dia 7 é um Corsário americano, se tem vistas hostis sobre os navios fundeados no ancoradouro e qual o útlimo porto em que esteve fundeado.
Informa que remete um conhecimento do mesmo teor da carta de 20 de Junho.
Estando a finalizar a Estatística de São Miguel, informa que pretende dedicá-la ao destinatário "independentemente do lugar em que [...] se acha". Como pretende escrever as estatísticas das outras ilhas, o autor solicita a António de Araújo de Azevedo que ordene ao Capitão General dos Açores para que lhe forneça todos os dados possivéis e a licença necessária para visitar as ilhas do Pico, do Faial e de Santa Maria.
Solicita ao destinatário que considere o requerimento do professor régio de Filosofia, o Padre João José do Amaral, responsável pelos "brilhantes efeitos que vão sentindo [...] no ensino" publico de São Miguel.
Informa que encontrou em casa do Duque de Richelieu o Chevalier de Brito, o qual lhe comunicou o restabelecimento da perigosa doença de que padeceu V. Exa.. Felicita o destinatário pela condecoração com otítulo de Conde da Barca. refere-se à sua estadia em Hamburgo; ao marechal Davoust; ao Tratado de paz; às memórias enviadas ao Conde do Funchal sobre os fusis retirados dos armazéns pertencentes ao governo português; ao seu associado John Schuback; e ao recebimento de soldos.
Remete uma relação que relata o escandaloso comportamento do Comandante inglês Lloyd na ilha do Faial. Esta não é a primeira vez que os navios de guerra britânicos insultam as nossas praças marítimas. O miserável estado das mesmas encorajam os oficiais britânicos a "zombarem do azilo protector". Acha que estas ilhas pela sua situação geográfica terão um papel importante na guerra entre os Estados Unidos da América e a Grã-Bretanha. Os corsários americanos vêm aqui esperar as embarcações inglesas que vão para as West Indies e as que vêm carregar fruta a São Miguel, enquanto que os ingleses esperam pelos americanos que vêm buscar quase todo o vinho de exportação da Ilha do Pico. Hoje os ingleses queimaram uma Escuna americana no Faial e os americanos certamente não deixaram impune este atentado e, se puderem, queimarão os navios ingleses que estão no ancoradouro do Faial e São Miguel, se por acaso não existirem aqui oficiais prontos a rebaterem qualquer eventual ataque que insulte o "azilo de hum porto neutro". Recorda as medidas tomadas pelo marquês de Pombal quando os ingleses tomaram um navio francês no Algarve e as de D. João V quando os mesmos insultaram uma embarcação no Porto. Informa que os ingleses tentam persuadir os portugueses para entrarem numa guerra com os americanos o que seria um golpe fatal para o comércio açoriano. Alerta para a necessidade de se proceder a trabalhos de fortificação como cais, baterias, etc. Sugere que a ilha do Faial precisa de um Engenheiro com a patente superior à de Capitão. Como o Governador desta ilha está desgostoso pelo pequeno ordenado que recebe e pretende ser substituido, o autor oferece-se para o render. Prontifica-se para assumir o cargo, atendendo à carta régia emitida pelo destinatário em 12 de Junho de 1806 que nomeava o autor para uma comissão activa nestas ilhas, e uma outra em que lhe atribuía uma pensão de vinte mil réis por mês. A estas juntava-se o ordenado de Governador no valor de 400 mil réis; e ordenava-se à Junta de Angra que providenciasse as baterias do Faial. Tem mantido contacto com Francisco Manuel por via de Londres.
"Exposição dos acontecimentos extraordinários que rematarão, pela destruição da Escuna Americana Armstrong, mandada executar nos dias 26 e 27 de Setembro de 1814 por uma nau (Plantagenet) uma fragata (Rota) e um Brigue (Carnation) ingleses no Porto da Vila de Horta da Ilha do Faial, debaixo das muralhas da dita vila e do seu Castelo." Contém notas extraídas de uma carta datada do Faial, 3 de Outubro de 1814.
Informa que na sequência do despacho de S.A.R. tomou posse, em 20 de Setembro, como Governador da ilha de São Miguel Sebastião José de Arriaga [Brum da Silveira], substituindo [José Francisco de Paula] Cavalcanti [de Albuquerque]. Manifesta desejo em suceder ao recém-empossado governador. Expõe o estado de abandono em que se encontra a educação pública na ilha. Recomenda, novamente, a leitura das memórias que enviou ao conde das Galveias e marquês de Aguiar. Informa do decurso dos seus trabalhos estatísticos sobre o arquipélago açoriano e pede ao destinatário as autorizações necessárias para prosseguir o seu trabalho, os quais foram recusados pelo governador.
Felicita António de Araújo pela concessão do título de conde da Barca. Grato pelos obsequios recebidos e pelo desempenho do destinatário na política portuguesa, o autor dedica-lhe a Ode inclusa da qual pretende enviar uma cópia para o periódico o "Investigador Português".