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O autor, [nomeado Vice-Rei da Índia], comunica as condições em que decorre a viagem [para Goa], a localização do navio e o estado do tabaco transportado. Solicita ao amigo Conde da Barcaque participe estas informações ao Príncipe-regente em sinal de "profunda obediência, e fidelidade". Informa que pretendem passar por Moçambique.
Aproveitando a deslocação de um escriturário, Manuel Ferreira da Câmara Bettencourt e Sá, transmite notícias da Fábrica de ferro que dirige, relegando para outra altura os assuntos pessoais. Remete, em anexo, a cópia do Ofício que dirigiu ao ao conde de Aguiar, onde consta uma fiel narração dos trabalho desenvolvido e as razões da sua ida para o Tejuco "derrotado de forças com o fabrico desta obra". Apesar de já ter efectuado várias pesquisas e Eschwege outras, verá se descobre o "tão problematico" Cobalto do Doutor Couto, para poder enviá-lo ao amigo António de Araújo. Critica ferozmente os trabalhos do Dr. Couto, homem que já conheceu ser por diversas vezes falso. Pede ao destinatário que não lhe escreva cartas tão pequenas e que nada lhe omita sobre o seu estado de saúde. Em P.s. pede para comunicar o contéudo desta carta ao amigo José Egídio e a Napion a quem não escreve por falta de tempo. Informa que Eschwege já se envcontrahá algum tempo em Vila Rica, depois da viagem ao Abaité, pelo que estranha o silêncio do mesmo acerca da mina do terreno e da mina de chumbo e prata.
Participa ao amigo Conde da Barca a sua chegada a Goa e o desembarque para o Forte dos Reis, onde está alojado. A estreiteza do tempo não lhe permite mais do que informar das condições em que decorreu a viagem de Moçambique até ao destinatário final, visto que "de tarde" tomará posse [do cargo de Vice-Rei da India]. Deixa para o regresso do Navio o tratamento de diferentes objectos.
Depois de já o ter feito em 27 de abril de 1816, roga ao conde da Braca que que apresente as suas súplicas a Sua majestade para alcançar um bom despacho.
Agradece os sentimentos de estima e amizade transmitidos na carta que lhe foi entregue pelo condutor dos diamantes. Descontente pelo facto do requerimento enviado não ter sido atendido como o de outros que "extraordinariamenteservem o desgraçadissimo Estado" e fazem prevalecer "a caballa, companheira inseparavel das Cortes, e inimiga declarada dos Homens de bem", está persuadido em enviar a seu tempo o pedido de demissão em vez do de acesso. Insurge-se contra aqueles que rodeiam o conde de Aguiar. Comenta as adversidades sentidas nos trabalhos da Fábrica de Ferro, os quais poderão ser constatados na cópia de Ofício, em anexo, que remeteu ao referido conde.
Expõe ao conde de Aguiar os obstáculos sentidos na preparação da primeira fundição da Fábrica de Ferro do Morro do Pilar. Refere-se à edificação do armazém do Paiol de Carvão, à análise das àguas e à construção de um tanque para as mesmas; construção de uma máquina de foles. Como está dividido entre o Tejuco e o Morro do Pilar, pede ao destinatário que envie alguém que possa dirigir o trabalho da fundição e quando não possa ir Varnhagen, que presentemente se acha em Comissão na Fábrica de Sorocaba, que venha Schonewolf, um dos fundidores ordinários em altos fornos que veio para a Fábrica de Figueiró dos Vinhos e que se acha presentemente em Vila Rica desocupado e em companhia do Senhor Eschwege.
Lamenta que o amigo Antonio de Araújo não lhe escreva depois de ter sido nomeado Secretário de Estado, sustentando que se "não he por muito occupado, he seguramente por estar V.ª Ex.ª mal commigo. Remete o mapa do produto das lavrasdiamantinas do ano passado. Lamenta que quando começava a colher frutos dos avanços registados, reduziram em dois terços a mão-de-obra, o que prejudicará inevitavelmente as produções futuras. Refere-se à produção de Ferro da Fábrica do Morro e pede ao destinatário que se inteire do estado da encomenda dos paralelipipedos de grês de Newcastle.
Participa ao conde de Aguiar que finalmente conseguiu fabricar ferro coado na fundição do Morro do Pilar. Narra as profundas dificuldades que tem vencido nesta empresa.
"Mappa dos Diamantes que remette a Junta da Real Extracção dos mesmos à Directoria Geral Diamantina do Erario Régio do Rio de Janeiro, incluídos em hum Coffres de duas Chaves, fechados, e sellados, na forma do costume."
"Mappa dos Diamantes, que remette a Junta da Real extracção dos mesmos à Directoria Geral Diamantina do Real Erário do Rio de Janeiro, incluidos em hum Cofre de duas chaves, fechado, e sellado na forma do costume".
"Mappa dos Diamantes, que remette a Junta da Real Extracção dos mesmos à Directoria Geral Diamantina do Erario Régio do Rio de Janeiro, incluídos em dois Coffres de duas Chaves fechados, e sellados, na forma do custume."
"Mappa dos Diamantes que remette a Junta da Real Extracção dos mesmos à Directoria Geral Diamantina do Erario Régio do Rio de Janeiro, incluídos em dois Coffres de duas Chaves, fechados, e sellados, na forma do costume."
Participa a António de Araújo que dentro de três ou quatro dias partirá. Apesar de não ter estado nem ontem nem hoje com João José, o conde comunicou-lhe que o coronel Barbosa cedeu os direitos que tivesse na lavra em troca do pagamento de algumas despesas pelo Almeida, protegido de António de Araújo. A posse da propriedade será discutida entre o Almeida e o Padre Jardim e o ouro que se fôr retirando entrará nos cofres da Intendência enquanto não se apurar que é o seu proprietário. João José informará circunstaciadamente neste correio tudo o mais sobre este negócio. Informa que o ferro que sai na Mina sob inspecção do Barão está mutio desacreditado devido às falhas que apresenta. Ouviu falar pelo sertão muitos mineiros fabricam o ferro que necessitam para o seu serviço, mas sobre isto falará com mais conhecimento quando acabar a sua viagem. Arrepende-se de não se ter dedicado ao estudo da mineralogia, o que agora ser-lhe-ia bem útil.
Comunica que no dia 11 do presente continuou a viagem de São Mateus tendo chegado a Vila Rica no dia 20. Tomou conhecimento depois que João José escreveu ao destinatário a participar a chegada do autor, e que o mesmo se encarregou de lhe preparar uma boa casa. Informa que no dia 21 foi cumprimentar o conde e entregar-lhe a carta do destinatário; o mesmo ofereceu um jantar no dia 23. Participa a António de Araújo o que ouviu sobre o negócio das lavras e a má fama da família dos Almeidas. Apesar da opinião geral deste país ser a de que o ouro está ezurido, defende que a grande riqueza das minas está intata e que por falta de indústria e de meios só se retira o ouro que as enxurradas trazem dos montes. Agurada pela recebimento de uam dívida, para poder partir para Santo António Abaixo indagar o estado dos seus negócios, voltando depois para aqui para ultimar o assunto com o conde e depois irá para Sabará para tratar judicialmente do assunto. Agradece as sementes enviadas com a carta de António de Araújo de 10 deste mês. Está preocupado com o estado de saúde do destinatário e aconselha-o a deslocar-se a Vila Rica onde o clima é parecido com o do reino. Em P.s. informa que amanhã haverá uma conferência em casa do General sobre os negócios da Cachaça. Acaba de receber a visita de um Tenente Coronel que lhe participava que o pai do autor foi sócio de uma lavra que num ano trara duzentos contos.
Informa que, depois de descansar dois dias, partiram ontem de sua casa D. Clara e António Fernando, vindos de Lóbrigos. António Fernando queixou-se da má fé dos Provedoes da Companhia, não tendo ficado muito agradado com os jeitos mercantis que Pedro Clamouse tinha dado na compra dos seus vinhos. Aborrecia-lhe não poder entrar com autoridade na Quinta da Prova devido à falta de meios. Partirá, em breve, para o Porto para tratar do estabelecimento projectado para a mesma Quinta referindo que ali encontrou carpinteiros e serralheiros capazes de executar todos os mecanismos para a mesma fábrica, notícia que achou dever comunicar para servir a António de Araújo nos arranjos no Campo Pequeno. O seu irmão pede para comunicar que deixa de se interessar a favor do despacho de José Correia de Freitas. Refere-se a Madame Bishop, ao atraso na remessa de tapetes. Fala das duas cartas que lhe enviou, uma com o seu parecer sobre a planta do estabelecimento. Recomenda, novamente, as pretensões de António José de Macedo sobre a Sargentaria-Mor de Guimarães, e a de Manuel Joaquim Pereira para Tenente Coronel agregado da Milícias de Guimarães.
Escreve a António de Araújo acerca dos Estabelecimentos da Quinta da Prova, acerca dos quais esteve em contacto com António Fernando para projectar o canal de água para a rega dos terrenos ficando estipulado que o mesmo seria navegável para o comércio com Viana e Arcos de Valdevez, a ponte sobre o rio Vez; determinaram o local para erguer os edifícios para as manufacturas e os maquinismos; refere-se ao valor dos terrenos que pretendem adquirir; na aquisição de azenhas e moinhos; à contribuição anual que a Câmara da Barca oferece para tornar navegável o Rio Lima desde o Carregadouro até à Barca. Espera que o destinatário já tenha recebido a Planta acompanhada de notas e espera que o Plano do estabelecimento faça ver a certos "Economicos politicos" mais um caminho por onde as manufacturas poderão influir nos objectos agrários. Partirá em breve para o Porto tratar dos negócios das suas manufacturas, onde espera poder conversar com Clamouse e com os mais que se prestam a ser accionistas, muito embora, não fale, por ora, das vantagens agrárias do estabelecimento. Agradece a notícia que António de Araújo lhe participa sobre os bons maquinismos para a fiação de lã e espera que se ultimem com brevidade as condições de associação e os arranjos do Campo Pequeno. Recebeu na Quinta da Prova a carta enviada pelo expresso dirigido a António Fernando e quando chegou à Casa de Sá tinha outra à sua espera que acompanhava o Aviso para o General de Viana informar sobre a pretensão de António José de Macedo. Fala da amizade entre o dito General e Gaspar Couto, irmão do Prior de São Sebastião. Fala sobre a pretensão de Macedo e dos negócios realizados pelo Prior de São Sebastião e seus irmãos; da pretensão de Manuel Joaquim em ser Tenete Coronel Agregado ao regimento de Guimarães. Comunica que tem conhecimento e provas de duas doações feitas por D. João I a dois ascendentes do dest. e que poderão servir para adornar qualquer despacho que S.A.R. queira fazer-lhe.
Acusa a receção, em 19 de Maio, de cem armas e cem baionetas conforme o Aviso do conde da Barca datado de 18 de Abril. Informa que procedeu ao envio, de imediato, ao envio para o governador e Capitão-General da Capitania de São Paulo.
Solicita a protecção do conde da Barca para os três requerimentos que enviou no dia 16 do corrente. Estimará saber se o conde da Barca tem recebido notícias da Casa de Midões e de Roque Ribeiro.
Informa que quando chegou a Sabará vindo da viagem a Serro, perante a partida do correio, só lhe foi possível escrever à pressa e remeter a informação dada pelo Coronel Barbosa a Basílio Teixeira e o Mapa do Morro da Cachaça. Como tem mais tempo agora que acaba de chegar a Vila Rica, explica-se melhor. Comenta o referido Mapa
Lembrança e relação sobre a Lavra do Morro da Cachaça.
Comunica a António de Araújo que se encontra em Sabará, à procura de documentos e informações para os seus negócios, devendo partir amanhã para Santo António Abaixo e depois para a Vila do Príncipe, talvez prescindindo da passagem pelo Tejuco. Expõe os motivos da sua demora, salientando as disputas entre Joaquim José de Almeida, protegido do destinatário, e o coronel Barbosa em relação à posse das lavras do Morro da Cachaça. Descreve as condições em que se faz a mineração no referido morro, o qual, segundo os mineiros, tem muito ouro. Seguindo o conselho do destinatário, pedirá a Basílio Teixeira que negoceie, como se fosse para si, os terrenos por forma a fugir às dificuldades. O mesmo Basílio está desgostoso por não aparecer Despacho que esperava para dia de São João e queria partir imediatamente para a Corte por forma a obter a autorização para poder ir ao Reino tratar dos problemas de sua casa. Mediante a recomendação de António de Araújo a favor do A. Basílio demorou a sua ida para a Corte até a regresso do autor de Serro Frio. Pede para lhe escrever, na volta deste correio, para Sabará a expôr-lhe o que pretende para o futuro do autor.
Informa que acaba de chegar ao Tejuco e agradece a carta de 30 de Julho que afastou a sua preocupação pelo inchaço na perna de António de Araújo. Remete a resposta do coronel Barbosa sobre os seus projectos e alerta para o facto de apesar de ser necessário dar "os abatimentos necessarios as suas exageraçoens sempre servem de alguma coisa". Remete também o Mapa do Morro da Cachaça, feito por um homem de muita inteligência e probidade, o qual pode aclarar a informação do Barbosa. No próximo correio enviará uma carta extensa sobre a sua viagem, negócios e as minas de cachaça.
Remete cópia do plano da Lotaria, tendo o mesmo sido aprovado pelo General que lhe recomendou que o autor a remetesse por mão de António de Araújo a fim de que a decisão fosse rápida. Lembra o seu deseja de que S.A.R. o alivie do pagamento da siza, sem que seja necessário pedir, em contemplação da manufactura que se propõe a estabelecer. Comunica que aqui existem muitas embiras e outras plantas que dão excelente papel. Não trata de cilindros nem de outros maquinismos porque o dinheiro não chega para tudo, mas acredita que passados poucos meses após obter a licença para a lotaria, conseguirá fabricar papel. Acaba de receber cartas com a agradável notícia do destinatário se recolher de Santa Cruz em perfeita saúde.
Felicita António de Araújo pelo facto de constar dalista de despachos que acaba de ver. Recomenda o portador da carta, José Inácio que à Corte no Rio ver o irmão Manuel Jacinto, tendo encarregue o mesmo de lhe comunicar o estado de saúde do dest. por forma a tranquilizar o autor devido às notícias confusas que aqui chegam. Não querendo causar qualquer mortificação ao destinatário, pede-lhe que lhe mande dizer, pelo portador desta, se a Lotaria das Lavras tem lugar ou não para que o autor possa decidir se deve tomar outro caminho e fazer um novo requerimento.
Informa que conehce Basílio Teixeira no dia 26 na sala do General, tendo no dia seguinte procedido à entrega da carta de António de Araújo. O mesmo ofereceu-lhe casa para a família enquanto o autor fazia a viagem a Serro Frio, tendo no entanto recusado por já ter tudo acertado. Partirá no dia 4 para Serro Frio e só depois do regresso é que poderá ter uma ideia das suas cobranças. João José não recebeu carta de António de Araújo e é provavel que as destinadas ao autor estejam em Sabará onde lhe constar ter correspondência para si, permanecendo assim sem notícia sobre a saúde do destinatário. Refere-se à longevidade dos habitantes locais.
Na incerteza de que António de Araújo tenha recebido a petição que lhe enviou de Vila Rica há um mês e meio, remete uma outra pedindo novamente a protecção para a mesma dependência e pede que lhe faça chegar a resposta com a brevidade possível pelo correio da Vila de Sabará.Está em casa de Basílio que o tem guiado com mão de mestre nos seus negócios. Felicitações pelo restabelecimento da saúde do destinatário.
Felicita António de Araújo pelo contínuo restabelecimento da sua saúde. Está em casa de Basílio Teixeira a trata de alguns negócios, e por aqui demorar-se-à até ter conhecimento do destinatário da sua retensão da Lotaria. Informa que Basílio, a quem deve muitos obséquios pelas recomendações do destinatário, está muito feliz com as esperanças de poder ir ver os Pátrios Lares.
Recomenda a António de Araújo o portador da carta, o Capitão João Baptista, que vai tratar de dependências do Coronel António Tomás. Aguarda resposta das cartas que lhe escreveu a respeito dos seus negócios.
Agradece a carta em que António de Araújo, Ministro de Estado, lhe participa a concessão da licença para a Lotaria, o que lhe permitirá pagar as suas dívidas e preparar o estabelecimento. Aguarda pela chegada da referida licença. Remete o esboço de um poema da sua autoria, suplicando ao destinatário que nas horas do café o leia e se merecer a sua aprovação, o autor tratará de o enviar para o prelo. Refere-se às desagradáveis notícias que agora soão, mas tem esperança que a nova viagem de Bonaparte a Paris "venha a dar assumpto para o quarto canto".
Informa que depois de ter tomado conhecimento em Vila Rica no dia 10 de Março notícias de boa saúde de António de Araújo, dirigiu-lhe o plano e a informação do General sobre a pretendida lotaria, deixando notícia para que um expresso lhe fosse entregar qualquer notícia a este respeito, o que até agora não aconteceu. Como stá na fazenda, não tem recebido qualquer notícia, mantendo-se em perfeita inacção sem saber o que fazer. Remete esta pelo correio de Vila Rica para chegar a tempo do aniversário do destinatário.
Mediante a ordem de S.A.R. apresenta ao General o Plano para a Lotaria que tem por objectivo proporcionar os meios para estabelecer uma manufactura de papel, dando em prémio as suas lavras do Morro de Gaspar Soares sitas na Comarca da Vila do Príncipe, ficando o restante para o melhoramento das estradas e calçadas que o referido General projectou.
Comenta as notícias do estado de saúde de António de Araújo, recebidas do condutor dos diamantes e do "intitulado" Barão de Eschwege, que como esteve na Corte deve ter falado do autor muito mais do que pode. Atendeu do modo possível aos pedidos do afilhado do destinatário. Pede notícias e diz que já sabia que o projecto do destinatário subir a Minas e a Serro Frio seria abandonado. No entanto, oferece a sua choupana eaconselha-o a aproveitar o bom ar e o clima fugindo assim ao "bafo da Corte, que bem a meu pezar, e dos seus verdadeiros amigos o há de matar antes de tempo". Remete o Mapa da remessa dos Diamantes. Há mais de dez meses que trabalha na Fábrica de Ferro, para onde volatará em breve, e enviará notícias sobre a primeira fundição. Em P.s. recomenda o portador da carta que é um seu ajudante.
Comunica ao amigo António de Araújo que pelos seus muitos afazeres e ocupações não tem conseguido responder às duas cartas recebidas. Explica quais as razões que o levam a não poder satisfazer o pedido de Cobalto do Tejuco. Critica os trabalhos mineralógicos do Doutor José Vieira Couto que deu erradamente o nome de "Cobalto" àquele mineral. Àlias, já tinha presenciado aos erros do referido Dr., quando esteve em Lisboa e tinha sido nomeado juíz das suas remessas e que o mesmo não o vê com bons olhos devido ao facto do autor nunca o ter apoiado com "semelhantes imposturas". Refere-se aos vestígios de outros minerais e à remessa de diamantes para a colecção de Pabst d'Hain, cujo mapa remete em anexo. Pede um comentário sobre esta remessa. Comenta o trabalho desenvolvido na sua fábrica, que está próxima a produzir ferro e tem capacidade para ser uma das maiores do mundo. Pergunta como vão os trabalhos químicos do destinatário.
Apontamentos para a legislação sobre as Sesmarias aplicáveis principalmente à Capitania do Ceará.
Em Anexo, possui uma relação, enquanto parecer jurídico, autógrafa de António de Araújo, da legislação existente sobre as Sesmarias, com incidência para as que são destinadas aos domínios do Ultramar.
Acusa a receção das cartas de António de Araújo. Tece considerações sobre a vinda da Corte para o Brasil. Informa dos diferendos que opõem os oficiais de justiça locais ao vigário do Sobral, das causas da demissão do secretário da capitania, Francisco Luís, da substituição do Ouvidor Galvão e das práticas do sucessor deste. Expõe a situação do irmão do vigário mártir, recomendado por António de Araújo. Informa das Sesmarias que estão abandonadas e que deveriam ser aplicadas na capitania do Ceará. Agradece o procedimento do conde da Galveias para consigo. Tece considerações sobre o cargo de Governador da Capitania, refere-se aos seus trabalhos, nomeadamente ao correio, fortaleza, levantamento da carta marítima da costa e de parte do interior. Louva o trabalho de Manuel ?Brigadeiro? e de José Rebelo. Comenta a "Memória sobre a febre amarela", manifesta desejo em ver a outra obra que António de Araújo lhe enviou. Comenta a ação do destinatário perante as atitudes do [Abade] Correia e as causas de não lhe ter escrito. Envia felicitações pelos acontecimentos político-militares ocorridos na Europa.
Aviso premiando a ação [do Governador do Ceará], [Manuel Inácio de Sampaio] no estabelecimento e bom funcionamento do Correio.
Informa da sua chegada a Pernambuco e das melhoras que a sua saúde regista. Tece considerações sobre o clima, população e iguarias locais. Aconselha uma análise mais científica do clima, não só daquela localidade mas de todo o país, apesar das advesidades. Compara Pernambuco ao Rio de Janeiro e informa da grande estima que a população local sente por António de Araújo e do desejo em vê-lo num Ministério onde possa ser útil não só aquela capitania, mas a todo o Brasil. Informa das manifestações de pesar pela morte do Conde de Linhares. Informa que partirá para o Ceará no dia 2 ou 3 de Março. Relembra as encomendas feitas a João Caetano e indica que todas as remessas a serem enviadas para si devem seguir para Pernambuco em nome de Luís Fortes Bustamante ou de José Carlos Marinho Ferrão. Envia recomendações a Manuel Luís e aos Dantas. Comunica que ali não existem novidades sobre a Europa.
Apresenta a António de Araújo o Projecto do Estabelecimento do Correio entre a Capitania de Ceará e a de Pernambuco que se inicia nesse memso dia. Escreve neste momento ao conde de Aguiar participando o mesmo e solicitando o envio de um Aviso a Caetano Pinto para que não se intrometa neste negócio. Considera o envio de Aviso como absolutamente necessário, visto que o antecessor do autor instalou uma intriga com aquela capitania, e o autor receia que faça entrar ali o rendimento dos portes das cartas, colocando em causa a viabilidade do projecto. Manifesta a sua disponibilidade para estender o correio até ao Pará se o conde de Aguiar assim o entender. Informa que os arredores da vila e até o Sertão estão mais sossegados, depois da capitania ter estado quase perdida com a insubordinação e intrigas em todas as repartições. Nem daqui a um ano terá tudo organizado como pretende, visto que nas secretarias faltam ofícios, regimentos, etc. Não recebe notícias do mundo, nem da Corte desde que dali saiu. Refere-se ao uso de barómetros para precisar as temperaturas. Pede por notícias da saúde do destinatário e pergunta se o seu laboratório e a olaria sempre vão em frente. Recomendações a Manuel Luís e ao noivo Gaspar e seus manos. Em Ps. Refere que Luís Barba ainda não saiu da capitania, o que não gosta muito. Parece que o mesmo nunca mais chegará a Matogrosso, visto que primeiro conta ir ao Rio de Janeiro.
Contém o projeto para estabelecimento do correio.
Projecto para o Estabelecimento do Correio entre as Capitanias de Ceará e de Penambuco.
Manifesta o seu desconhecimento pela aprovação ou não do seu trabalho [enquanto Governador do Ceará], por parte do Conde de Aguiar e do Conde das Galveias. Agradecendo os constantes incentivos de António de Araújo, informa das medidas aplicadas para o estabelecimento do correio e do recomeço da aula de matemática, iniciada pelo seu antecessor. Apesar de seguir "à risca" a recomendação do Conde de Aguiar, Sampaio manifesta a sua insatisfação pelo estado lastimoso da justiça local e expõe as medidas que aplicou face à prisão de um vigário pelo Ouvidor local. Informa das exportações de algodão e mantimentos efetuadas a partir daquela capitania e que conhece as notícias atuais "pelas mentirosas vagas que vem de Pernambuco", visto que aqui não tem acesso a nenhuma gazeta.
Informa do requerimento de José de Castro Silva o qual está dependente da aprovação do conde de Aguiar. Acusa a receção da carta de António de Araújo datada de 10 de Novembro. Louva a atitude patriota do Abade Correia [da Serra] e opina sobre outros assuntos como a construção de pavilhões, porcelana e capacidade produtiva do Brasil. Informa da receção de ordens para o aumento do fundo do banco do Brasil e dos efeitos que estas produziram na Capitania do Ceará e Pernambuco. Comenta o alcance do alvará de 20 de Outubro, a conjuntura política internacional e os decretos do Príncipe-regente relativos ao Tratado de Comércio [de 1810]. Lamenta a deficiente difusão interna das determinações régias e manifesta a sua intenção em continuar a respeitar as recomendações de António de Araújo e do conde de Aguiar, apesar das dificuldades que sente em trabalhar com os Ministros [locais]. Queixa-se dos procedimentos do Juíz de Fora e demais oficiais de justiça e informa que só dará parecer sobre esta situação quando for solicitado. Tece considerações sobre as várias espécies que ali se cultivam.
Acusa a receção da carta do amigo António de Araújo datada de 10 de Outubro. Manifesta o seu pezar pelos incómodos de saúde por que passa o destinatário. Em resposta à perguna colocada, informa que está pronto a avançar do ?gado? conforme poderá confirmar Luís José de Figueiredo, apesar dos embaraços que este tem sentido em o remeter. Recebeu o memorial de Rodrigo António de Figueiredo, irmão de Luís José, do qual remete a sua informação sendo esta a altura favorável à pretensão do mesmo. Não recebeu as encomendas de pedras que pediu directamente ao conde do Funchal, mas apesar disto e de não ter tentado novas fundições em alto forno, já conseguiu vencer a refinação e está a proceder a fundições em fornos pequenos, obtendo bons resultados. Em P.s. informa que o "escrevente" desta, que "tambem já o foi da de V.ª Ex.ª" recomenda-se muito respeitosamente.
Informa que ainda não recebeu a carta de António de Araújo de 17 de Novembro, supondo que a mesma esteja perdida. Solicita ao destinatário que entregue a carta inclusa ao barão de São Lourenço, [Membro do Conselho da Fazenda], e que interceda junto deste a fim de conseguir a autorização necessária para o Governador do Ceará aplicar os dinheiros cativos destinados aos "Restauradores de Portugal" e ao pagamento do resgate dos "cativos em Argel", na reparação da fortaleza do Ceará. Mais informa que a junta da Fazenda local não possui autoridade para tal e que a obra tem avançado com os donativos de particulares. Lamenta, uma vez mais, as condutas do Juiz de Fora e do Ouvidor daquela capitania e comunica que continua a seguir as recomendações de António de Araújo e do conde de Aguiar.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de 16 de Novembro. Expõe as medidas que tem tomado para o estabelecimento do correio, tece considerações sobre objetivo do conde das Galveias em estabelecer o correio até ao Pará. Agradece a intervenção do destinatário a evitar a sua nomeação para o Piáui. Informa que já entregou o recado a José Rebelo. Expõe a situação do comércio marítimo local e o perigo que os corsários representam. Descreve várias espécies vegetais e fala da semente que lhe enviou. Informa que não tem recebido notícias da Viscondessa de Vila Nova [?de Portimão?] e do Abade Correia. Pede-lhe que informe a Manuel Luís do bom funcionamento do barómetro. Defende-se das acusações de que é alvo e comenta a prisão do coronel de Milícias, revelando as decisões que pretende tomar a este respeito. Informa que mandou construir um chafariz e solicita um parecer sobre a inscrição que transcreve
Acusa a receção da carta de António de Araújo. Comenta o remoque de Pedro Grande. Tece comentários sobre o estado da justiça em várias capitanias e expõe as medidas tomadas para evitar o mesmo flagelo no Ceará. Informa da consolidação do Correio para Pernambuco, da promoção das exportações para Lisboa e das obras feitas na capitania do ceará, do caráter dos povos locais, das lutas entre governadores e oficiais da justiça. Elogia o trabalho feito pelo seu predecessor José Carlos. Concorda com o destinatário na aplicação dos fundos embora explique a sua posição. Solicitou por ordem do Ministério o aumento do património do banco e dos donativos para concluir a fortaleza local. Explica o processo de receção de vencimentos; agradece a amostra de aguardente de pau de chocolate. Informa da repreensão do conde de Aguiar ao Juiz de fora [desta capitania]. Remete incluso o Aviso do conde das Galveias. Fala do correio, agradece as remessas do "Patriota", solicita ao dest. que lembre a Lord Strangford um exeplar da tradução das obras "Arte Política" e "Ensaio sobre a crítica de Passé". Informa que deu o recado ao secretário [Francisco Luís]. Felicitações pela vitória na "Batalha de Vitória". Pretende regressar a Portugal. Em P.s. informa que chegou o privilégio do Foro para os milicianos, faltando apenas estendê-lo aos oficiais superiores das ordenanças ou pelos menos aos capitães-mores.
O A., José Correia da Serra, acusa a receção de duas cartas de [Manuel Inácio de Sampaio]. tece comentários sobre a Europa e sobre a sua vida pessoal. Informa que partirá em Novembro para os Estados Unidos e que lhe escreverá de Filadélfia. Comunica o que pretende fazer com os seus bens pessoais que tem em Paris e lamenta o seu destino e a posição da pátria consigo.
Comentários jurídicos sobre eclesiásticos revoltosos.
Comenta as observações barométricas e trigonométricas que tem vindo a fazer na capitania do Ceará. Comenta as características da vegetação e areia locais.
Solicita a protecção de António de Araújo para obter o cargo de tradutor junto do governo do Rio de Janeiro.
Os autores, mercador inglês da praça de Lisboa, atestam em favor da residência em Lisboa e da boa conduta de Elias Sanguinetti. Possui o reconhecimento das assinaturas pelo Vice Consul britânico em Lisboa William Williamson.
Suplica a António de Araújo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], a mercê de "beijar a Real Mão do Príncipe-Regente" em sinal de agradecimento pela autorização que possibilita o seu regresso ao reino. Solicita a António de Araújo, como "Filósofo Christão", a promoção do seu requerimento na Real Presença onde pede a aposentação em Agravos ou em um dos Tribunais Maiores com o ordenado por inteiro em virtude do "miseravel estado de saude".
Anuncia o seu regresso a Portugal dentro de quatro dias. Renova as súplicas, já expostas na última carta, para obter a proteção de António de Araújo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], junto de S.A.R..
O autor, [Agente diplomático da Suécia em Portugal] [barão de São George em 1862], invocando a "attenção que sempre deo as Reprezentações do meu pai [João Alberto Kantzow], actual Enviado da Suécia nos Estados Unidos, apresenta a [António de Araújo de Azevedo] dois assuntos: a ordem de Carlos XIII para levantar e remeter à Junta do Comércio em estocolmo a importância dos emolumentos que [João] Firmino van Zittart, [agente diplomático da Suécia em Portugal], tinha exigido indevidamente aos capitães de navios pela saída das embarcações do porto, cujas importâncias encontram-se no Depósito e e mãos particulares; e a confirmação da sua patente para poder nomear os Vice consules e os Consules Deputados nos portos deste reino.
Relação das pessoas que se mandam vir da Alemanha para a exploração das mainas de ouro da Capitania de Minas Gerais, e para o s trabalhos da Real Fábrica de ferro de Sorocaba.
Sugere a [António de Araújo de Azevedo], as formas de aumentar o património real através da utilização dos combros das praias da capitania de Pernambuco; da criação de Direito Real para as barças, semelhante a outras embarcações; do pagamento da siza Real sobre os jumentos como se fazem aos escravos; da inclusão do Pau de tatajuba ao Pau Brasil no Contrato Real; do pagamento das areias que actualmente são retiradas gratuitamente do rio Capibaribe; da criação de uma Santa Casa da Msericórdia e hospital. Solicita a protecção do destinatário para alcançar um benefício para passar o resto da vida. Em P.s. informa que serviu gratuitamente a S.A.R. conforme atesta o documento em anexo.
Possui um atestado, datado de 24 de Maio de ?1709?, Pernambuco, de José Roberto Pereira da Silva, Coronel do regimento de Infantaria do Recife de Pernambuco, onde comprova que Luís Justo Santiago serviu gratuitamente a S.A.R. no posto de soldado a partir de 4 de Janeiro de 1779.
Acusa a receção da carta de António de Araújo datada de 9 de Abril. Agradece as boas disposições em seu benefício e informa que recebeu notícias do Padre castro, no mês de Maio, o qual solicitou licença para se deslocar a Lisboa, por motivo de serviço público de muita importância. Comenta o estado político da Espanha e as extraordinárias vitórias dos nossos exércitos. Alerta para as repercussões que a guerra poderá ter no panorama político português.
Acusa a receção da carta do conde da Barca datada de 20 de Setembro do presente ano. Agradece a oportunidade de lhe ter prestado serviços e reitera a sua disponibilidade para futuros serviços.
Acusa a receção da carta do conde da Barca datada de 20 de Setembro do presente ano. Agradece a oportunidade de lhe ter prestado serviços e reitera a sua disponibilidade para futuros serviços.
Expressa a sua satisfação em executar as determinações de António de Araújo de Azevedo, apesar de todos os obstáculos que se fizeram sentir. Remete o pelo cirurgião-mor Vicente Venceslau Gomes de Carvalho, o que consta da relação inclusa, visto que este vai deslocar-se para a Corte devido às insinuações do Governador de Rio Pardo e também com o propósito de apresentar as suas descobertas a D. Rodrigo de Sousa Coutinho. Invoca a sã correspondência com que há "dezoito anos nos tratamos" para pedir a confidência do destinatário.
Em resposta à carta de António de Araújo de Azevedo, participa a inexistência de novos ofícios para a administração da diocese e vinca a sua urgência devido à audácia do Cabido "Sede Vacante" que, à revelia das determinações do Concílio de Trento e do 2.º Alvará do Real Grão-Mestre, elegeu dois adjuntos para administraem a referida diocese. Demonstrando a sua intolerância para esta situação de ilegalidade, o autor informa quem são os promotores desta situação, originada sem consulta prévia de S.A.R. que detém "jurisdição ordinária" da diocese de Angra.
Agradece a protecção de António de Araújo de Azevedo, o que lhe proporcionou a sua manutenção no Porto. Conforme o solicitado, através de Sebastião Pinto, o autor enviou a mercê desejada. Tece considerações sobre o estado da política nacional.
Trata com o Tenente General Napion acerca das remessas de ouro, zinco e ferro. Queixa-se das Sezões e das contrariedades que se fazem sentir no trabalho.
Informa que recebeu a lista dos despachos do dia 12 de Julho, onde constatou que foi transferido para o Serviço da Suplicação. Sebastião Pinto deu-lhe esperanças que receberia alguma coenda em remuneração dos serviços prestados, mas pelos vistos "em lugar do prémio, chega o castigo".
Justifica o atraso na remessa da descrição dos minerais enviados em [18] de Novembro do ano passado. Acusa a expedição de um sétimo caixote pelo reverendo vigário Manuel Marques de São Paio, contendo uma amostra do carvão de ferro. Estimará saber se os produtos chegaram em bom estado e se Va. Ex.a os analisou com ideias mais científicas e com instrumentos mais apropriados. Refere-se aos cálculos dos preços dos materiais em causa.
Relação dos minerais contidos nos seis caixotes que remete o Major Engenheiro, pelo cirurgião Mor Vicente Venceslau Gomes de Carvalho. O autor informa que em breve enviará a descrição destes produtos.
O autor roga a António de Araújo de Azevedo que beije por si a mão de S.A.R. e ofereça a continuidade dos seus serviços. Informa que pretendia fazê-lo pessoalmente, após ter terminado a guerra, onde serviu como ajudante de Ordens do general Visconde de Sousel, mas que tal desejo foi-lhe negado pelos governadores do reino. Pede ainda que lhe alcance a referida licença. Pretende servir numa corporação que tem a honra de e ter por chefe. Solicita o envio do Aviso para este fim, por seu irmão o [2.º] Conde de São Paio.
Memorial dos serviços prestados por Sebastião Correia de Sá duranrte as Invasões Francesas.
D. Maria I, informa ao Corregedor da Comarca de Viana do Castelo que toma debaixo da sua protecção a família de Baltasar Jácome do Lago Bezerra e a sua filha Francisca Joaquina.
Informa dos efeitos que se fizeram sentir na sua casa a propósito da doação que Baltasar Jácome fez a Pedro Lopes Calheiros. Comunica as atitudes dos pretendentes ao seu cargo e roga a António de Araújo para que o deixe no seu lugar, o qual tem servido com o mais distinto zelo tal como em todos os que S.A.R. tem tido a bondade de lhe confiar. Pede que exponha o seu caso ao Conde de Aguiar. Informa da partida de António Fernando e de D. Clara para o Porto, destino que também seguirá em breve.
O autor, [Desembargador da Casa da Suplicação do Porto], apesar de já ter escrito duas vezes sobre este assunto, volta a informar António de Araújo do interesse de uma pessoa em transferir o autor para Lisboa. Solicita ao destinatário que interceda a seu favor junto de S.A.R., a fim de evitar esta nomeação, visto que tendo S.M.F.[D. Maria I] tomado debaixo da sua protecção a Casa e pessoa de "minha Molher", o [Príncipe-regente] não há-de querer agora arruinar essa Casa que sua mãe protegeu. Informa das suas perdas aquando do saque do Porto.
Recomenda ao amigo António de Araújo, o portador da carta, o desembargador Estevão Ribeiro de Resende, antigo Fiscal dos Diamantes, que vai servir nessa Corte [do Rio de Janeiro] de Ajudante do Intendente da Polícia. Pede que seja nomeado com a maior brevidade um novo fiscal, com dispensa de residência. Sugere José Raimundo para o cargo.
Depois de ter escrito ao "Exmo. Senhor conde da Barca como Prezidente Interino do Real Erario, e da Directoria Diamantina" dirige-se agora ao "velho Amigo Antonio de Araújo" para manifestar o seu desagrado pelo primeiro Avisoque o destinatário lhe enviou. Julgava que um homem de Estado nunca faltaria com a justiça de condenar um omem sem primeiro ouvi-lo. Diz-se vítima de uma cabala, armada propositadamente para os incompatibilizar. Acusa o presidente da Directoria Diamantina de querer fazer desaparecer "com hum golpe de pena" uma lei . Pede para ser imediatamente restituído ao seu lugar o Escrivão de Diamantes que foi suspenso pelo Intendente, caso esta suspensão tenha sido baseada unicamente em indícios. Caso contrário que remeta o seu processo à Directoria diamantina para se apurar o que mais convem ao serviço Real. Insurge-se contra as calúias que o vigário de Pitangui, filho do escrivão, elaborava na Corte no tempo do conde de Aguiar e que agora faz o mesmo com o destinatário. Apresenta os motivos pessoais que o levam a insurgir-se contra o padre e que por obséquio e obediência a S. Majestade esqueceu contra o pai dele, mesmo quando este viciava os livros e autos. Refere-se à conversa que manteve com o marquês de Aguiar sobre este assunto e que Manuel Luís bem conhece. Sugere que se deixe o escrivão dos diamantes regressar ao serviço e deixe de servir o Intendente. Neste sentido, pede permissão a S.A.R. para ir tratar de assuntos de sua casa que durante anos a fio ficaram esquecidos devido ao Real Serviço. No caso do destinatário não o protegerperante o exposto, requererá a sua aposentadoria com ou sem ordenado. Pede uma resposta com a brevidade possível. Em P.s. pede, ironicamente, ao dest. que se por acaso houver perdão geral em virtude da aclamação que não se esqueça de fazer menção aos extravadores de diamantes.
Anexo à carta de Manuel Inácio de Sampaio de 16 de setembro de 1814.
O autor teve conhecimento do restabelecimento da saúde de António de Araújo. Informa que pretende regressar a Portugal. Refere-se aos problemas inerentes ao processo de sucessão no cargo de Ouvidor local, dos progressos das exportações, das ameaças feitas pelo Juiz de Fora ao vigário do Sobral e consequências desta situação na respetiva vila, dos progressos e contratempos verificados na extensão do correio, do novo letreiro do Chafariz, da popularidade da obra da fortaleza, cuja lista de donativos remete em anexo, do jantar ocorrido em 17 de Agosto para os concorrentes às arrematações dos dízimos, onde foram lidos os sonetos e a Ode que seguem em anexo. Comunica a sua intenção em reunir com o clero, nobreza e povo para impor um tributo sobre a aguardente de cachaça. Remete requerimento sobre um pedido de obra feito por seu pai ao Arsenal da Marinha. Manifesta a sua disponibilidade para pagar o excedente com o imposto sobre o algodão. Pede a proteção de António de Araújo para ser empregado numa Corte em Itália. Fala sobre a situação política de Portugal e Europa. Refere-se ao n.º 1 do "O Português" sobre o caso do capitão-mor. Refere que toda a nação olha para António de Araújo como o responsável pela ida do Príncipe para o Brasil. Pede para publicar no "Patriota" os versos inclusos. Em P.s. comenta as notas explicativas. Solicita a aprovação do Ministro da Guerra para a criação do corpo da linha da capitania [do Ceará]. Informa que recebeu ofício do Governador do Maranhão tendo em vista o estabelecimento do correio. Indica o prazo para a sua regularidade.
Versos anexos à carta de Manuel Inácio de Sampaio de 16 de setembro de 1814.
Informa que caso António de araújo não puder resolver a sua "preterição", apresentará a sua demissão. solicita o despacho para os empregos da sua repartição e se tiver que se deslocar para Lisboa que seja para o cargo de Presidente do Arsenal.
Informa que tomou conhecimento pelas cartas de 4 e de 22 de fevereiro do Decreto que nomeia António de Araújo para o Ministério, substituíndo o falecido conde das Galveias. Envia em anexo, cópias dos artigos das reações registadas no Ceará e em Pernambuco, por esta nomeação. Tece considerações sobre [o Tratado de Comércio de] 19 de fevereiro de 1810; sobre a situação político-militar ibérica; sobre o sistema utilizado na repartição da guerra pelo conde das Galveias; sobre a condição de Portugal como colónia; sobre o comércio local; sobre a conduta das ordenanças daquela vila; sobre a fábrica de produtos químicos; sobre as sementes de capim; e sobre as minas de plumbagina. Informa que já comunicou a prisão do coronel de milícias e que já respondeu à queixa apresentada contra si, a qual António de Araújo tomará conhecimento quando o Marquês de Aguiar lhe passar a Pasta [da Marinha e do Ultramar]. Conforme prometido envia os mapas de população da capitania também um ofício destinado ao Contra-almirante Dixon remetido pelo comandante da fragata inglesa "Iris". Remete também carta para Rodrigo Pinto sobre o privilégio do foro militar. Alerta para a responsabilbidade que o destinatário assume ao tomar conta da pasta ?da Marinha e do Ultramar?.
Comunica o seu despacho para a Relação do Porto em 27 de Março de ?1800? e a nomeação de João de Carvalho martins Ferrão para Corregedor do Cível da Corte, lugar que desejava. Consciente de que não foi preterido deliberadamente por S.A.R., o autor solicita a António de Araújo que interceda junto do monarca a seu favor.
Artigos de duas cartas que manifestam satisfação pela nomeação de António de Araújo para Ministro de Estado da Marinha e dos Domínios Ultramarinos e pela atitude de S.A.R. face às pressões do Ministro Inglês na Corte.
Pede a António de Araújo que seja o seu procurador na Corte e que lhe faça chegar as licenças de S.A.R. para o autor poder casar a sua filha Maria Emília com José Maria Brandão de Meneses. Em P.s. acusa o envio de uma carta do seu primo Pedro de Melo Breiner e informa quem são os seus parentes mais chegados na Corte e que podem fazer alguma representação se for necessário.
Solicita a António de Araújo uma apreciação às cartas inclusas destinadas ao conde de Aguiar e ao conde das Galveias. Solicita-lhe que interceda a seu favor a fim de ficar mais algum tempo [como Governador da Capitania], com o aumento de graduação "propter parntum honorum" e que a capitania seja elevada à categoria de General. Enviará assim que possível os mapas de população e de exportação locais. Expõe os efeitos da suspensão do Ouvidor Galvão e os novos desenvolvimentos no caso do "vigário-mártir". Em P.s. acusa o envio do mapa de exportação local, com alguns comentários. O da população seguirá em breve, embora faça uma estimativa da populção.
Solicita a António de Araújo de Azevedo que o recomende para o cargo de Intendente Geral da Polícia, caso o desembargador João dematos não o aceite. Informa do conteúdo do Aviso que recebeu do conde de Linhares.
Agradece a confiança manifestada pelo Marquês de Aguiar, ao nomeá-lo pra Governador da Capitania do Ceará. Solicita a condecoração com a medalha da Ordem de Torre e Espada, pelo trabalho que tem vindo a desenvolver e por ter acompanhado a Corte para o Brasil. Pede a sua continuidade naquela capitania e a elevação da mesma a um grau superior, visto que cada vez mais contribui para o aumento da cultura, comércio e rendimento da Real Fazenda.
Agradece a carta conde das Galveias e a aprovação manifestada pelo seu trabalho nas tropas e milícias da capitania do Ceará. Informa do requerimento enviado ao conde de Aguiar e pede proteção.
Em resposta à carta de António de Araújo de Azevedo de 10 do corrente, agradece as expressões a seu favor e informa que, independentemente das recomendações do destinatário, Francisco Joaquim é "credor de todo o obsequio" e que tem feito tudo quanto pode. Informa da dificuldade em resolver o caso dos Almeidas Limas. Refere os obstáculos existentes à pretensão do cabo de Esquarda Joaquim Martins Fagundes ao desiquilibrio da Real Fazenda devido à necessidade de se efectuarem os pagamentos aos Esquadrões que marcharam para São Paulo. Informa que já recebeu as ordens relativas à licença do conde de Oeynhausen e que ao mesmo fez constar o parágrafo da carta de António de Araújo de Azevedo o que ele agradece. Já informou ao Brito "o que lhe pertencia".
Informa que recebeu a carta do Conde da Barca de 29 de Janeiro em que lhe recomendava o portador Mr. Alexis Svertchkoff, Conselheiro da legação Russa na Corte do Rio de Janeiro. Informa que o mesmo senhor chegou no dia 13 do corrente e hospedou-se em casa do autor e que brevemente partirá para a Fábrica de Ferro. Agradece as expressões de amizade que o dest. lhe dirigiu na referida carta.
Remete um carta a pedido do Conde de Oeynhausen e informa que ainda não recebeu nenhuma participação oficial sobre a licença que S.A. concedeu a este para se deslocar a Inglaterra, conforme lhe confidenciou o Marquês de Alegrete. Refere-se a Francisco Joaquim, que também "escreve agora a V. Exa.".
Recomenda à protecção do Conde da Barca o Tenente-Coronel António Leite, a quem concedeu dois meses de licença para poder deslocar-se à Corte, em razão de estar bastante enfermo.
Recomenda à protecção do Conde da Barcao Capitão Tenente da Armada Real José Caetano Filgueiras Negrão que regressa à Corte após ter cumprido com grande honra e dignidade os exames às madeiras cortadas e compradas pelos agentes do governo inglês nod Distritos de São Sebastião, Vila Bela e Ubatuba.
Pede ao Conde da Barca para acolher e proteger os pedidos do Capitão de Cavalaria da Legião de São Paulo, Bernardo José Pinto Gavião, filho do Brigadeiro Ajudante de Ordens José Joaquim da Costa Gavião, o qual regressará agora ao Rio de Janeiro. Pretende o dito Bernardo José unir-se ao seu corpo ou a passagem para o Estado Maior do Exército, que lhe permitiria ser empregado nesta capitania.
Informa a António de Araújo de Azevedo que, na sequeência da carta de 20 do presente, passa a escrever ao Comadante da 7.ª Divisão, Julião Fernandes, para que sejam cumpridas as recomendações. Pede ao destinatário que lembre ao Conde de Aguiar o deferimento da justa pretensão do oficial [João José] Brito.
O autor solicita a sua nomeação para o cargo Comissário Geral da Terra Santa, que vagou pela morte do seu titular.
Informa a António de Araújo de Azevedo que o Barão de Eschewege vai à Corte e que lhe exporá a fomra como foi recebido pelo autor e os motivos que o levaram até aquela capitania. Espera que o mesmo regresse brevemente devido aos trabalhos que tem a seu cargo.
Acusa o envio dos documentos que deverão ser anexados ao seu requerimento de 15 de Fevereiro. Informa que estando na "posse [...] dos favores" de António Fernando de Araújo de Azevedo, este escreverá "a V. Exa." a este respeito.
Informa da chegada de Francisco Joaquim Moreira de Sá o qual era portador de um carta de António de Araújo de Azevedo datada de 18 de Abril. Elogia este favorecido do destinatário, mas receia não conseguir conduzir ao fim desejado os negócios do mesmo. No entanto, manifesta a sua prontidão, tanto a nível particular como oficial, para prestar-lhe todos os auxílios. Informa que o dia de amanhã está reservado para a primeira conferência de que posteriormente informará.
Agradece o favor e honra com António de Araújo de Azevedo o trata na carta de 26 de Abril. Informa que a sua Província encontra-se na "maior desordem e relaxação". Não envia nenhuma representação visto estar na Corte um padre enviado plo Reverendíssimo actual para tratar de assuntos relativos à Congregação. Informa do "Capítulo" a ocorrer em Maio próximo. Solicita aprotecção para a atestação do Arcebispo de Braga [D. José da Costa Torres], [1806-1813], a favor do seu mano.
Em resposta à carta de António de Araújo de Azevedo de 19 do corrente, informa das medidas que tomará para resolver o caso de suborno que opõe António de Almeida Lima e o Coronel Barbosa. Em P.s. autógrafo, o Conde de Palma, informa que João José está mortificado com a demora dos seus negócios e que a sua situação é lamentável visto que está cercado de credores e não consegue satisafazê-los.
Solicita a protecção do destinatário para o Requerimento enviado a S.A.R., em que pedia o emprego de "Comissario Geral da Terra Santa", deixado vago pelo falecimento do seu titular. Informa que espera pela carta de patrocínio do irmão do dest., António Fernando [Abade de Lóbrigos].
Agradece a carta do conde da Barca datada de 17 do passado, onde constatou as melhoras de saúde do mesmo e a amizade que continua a dedicar-lhe. Diz que se não lhe escreve mais vezes é por receio de incomodar. Refere-se ao Tratado de 22 de Janeiro de 1815, que felizmente pôs termo à autorização dada aos ingleses para procederm aos cortes de madeira para construção, que se tivessem continuidade causariam à capitania uma grande perda. Informa dos progressos verificados na fábrica que Varnhagen dirige, os quais são superiores às expectativas que detinha. Diz que quando o destinatário lhe fala nestes assuntos dá-lhe uma prova decisiva da sua consideração e amizade.
Aproveita a ida do Sargento Mor Inácio de Sá Sotomaior ao Rio de Janeiro para dar conta da Comissão de que esteve encarregado na Comarca de Curitiba sobre a plantação de Vinhas. Refere que tem recebido as melhores informações sobre as Fábricas de ferro, as quais dão muito crédito a Varnhagen, esperando poder ir verificar pessoalmente dentro de dias para depois comunicar as conclusões ao Conde da Barca.
O autor solicita ao Provincial do Convento de São Francisco da Cidade de Lisboa, Frei José de Santa Maria dos Anjos Pinto, que lhe passe um atestado do seu comportamento.
Possui o despacho do referido Provincial e o referido atestado, ambos datados de 21 de Fevereiro de 815. Possui o reconhecimento notarial das assinaturas.