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Estando em convalescença de uma grave enfermidade, agradece a carta que o amigo António de Araújo de Azevedo lhe escreveu em 23 de Outubro passado. Recomenda o portador da carta, o seu afilhado Joaquim José de Seabra da Silva, que vai para Bengala a bordo do navio "Marquês de Angeja" o qual fará escala no Rio de Janeiro. Aproveita a oportunidade para remeter uma caixa com dezasseis libras de rapé "Princesa".
O autor, [Governador da Guiana Francesa entre 1809 e 1819], [1.º visconde de Queluz em 1825], [e marquês em 1826], felicita António de Araújo de Azevedo pela nomeação para Ministro e secretário de estado da Marinha e Domínios Ultramarinos, salientando que a "urgente necessidade d'uma impulsão progressiva à nossa Marinha Militar; a vastidão da esféra comercial do nosso Imperio, de que ela depende; a espétação em que devem estar as grandes Nações do antigo Mundo sobre os primeiros traços do nosso imenso edificio social; são poderosos agentes para inflamarem o Geno de V. Exa. a produzir coisas maravilhosas."
Felicita António de Araújo de Azevedo pela condecoração do grão Cordão da [Ordem de] Torre e Espada. Informa da morte do "meu Mestre [...] Bartolozzi" e como o governo nada tem resolvido, pede ao destinatário que "não se afaste do Decreto" e que lhe seja conferido o mesmo que ele tinha. Em P.s. remte um retrato do soberano que fez segundo alembrança que tinha do tempo em que o viu e refere que desejava ter outro para o abrir como desenho.
Informa que as duas cartas de António de Araújo de Azevedo datadas do primeiro de Maio passado confirmaram a sua resolução de suspender as remessas de carne assim que soube que o produto estava a ser vendido no Rio de Janeiro a baixo preço. Pede ao destinatário que mande receber as seis tábuas e os três toros de pinho, que servem para forrar as casas como é uso nesta capitania. Informa que tem trabalhado para coligir os "Annaes deste paiz até o fim do anno de 1809, rematando-os com a sua Estatística"., e para o qual possue um Mapa Corográfico,reduzido pelo Tenente Coronel José de Saldanha. Em virtude das impressões serem muito caras no Brasil, o A. pergunta se o António de Araújo, enquanto protector das ciências e dos conhecimentos utéis, se poderia proteger a impressão deste opúsculo em Portugal ou em Inglaterra. Providenciaria os meios para a despesa.
Solicita a António de Araújo o retrato de S.A.R. o Príncipe [regente, D. João] para ser colocado na Casa do Botafogo.
O autor, almoxarife do Arsenal Real da Marinha, solicita a honrosa protecção do Conde da Barca para o seu requerimento em que expõe as divergências que mantém com os intendentes. Oferece dois caixotes de mangas e laranjas.
Lista dos Números para Conhecimento dos Planos.
Oferece a [António de Araújo de Azevedo] os planos dos edifícios da fábrica da pólvora da Lagoa de Freitas "tanto por ser huma obra Real como por ser devedora a factura della ao auxilio de V. Exa.".
Manifesta grande contentamento e o alívio sentidos quando recebeu a carta de António de Araújo de Azevedo, visto que corria em Lisboa um rumor sobre o seu precário estado de saúde. Sujeita-se ao parecer do destinatário no que diz respeito à sua pretensão do Colégio dos Nobres. Informa que no próximo mês de Março e em virtude do muito que lhe deve e pelo acolhimento que presta às Belas Artes remeter-lhe-á a prova de àgua-forte da nova obra que já tinha falado, mas pede segredo pelo facto dos governadores do reino não querem que a mesma seja divulgada antes de ser apresentada a S.A.R.. Recomenda o portador da carta, Rodrigo Lobo, que vai à Corte tratar da calúnia atocíssima que o tem perseguido indevidamente e que partiu do Almirante Berkeley.
"sendo tão favorecido com a sua proteção", deseja saber da saúde de António de Araújo de Azevedo. Soube por uma pessoa empregada na Secretaria do Marechal Beresford que o seu requerimento veio da Corte do Brasil para os Governadores do Reino e que estes o enviaram ao referido marechal, o qual achou inconveniente a primeira parte da súplica em que o autor pedia a patente de Engenheiro, acrescentando que este seria remunerado de outra forma. O autor lamenta que a sua pretensão tinha caído nas mãos de um estranho que não respeita a utilidade pública e que se opõe ao projecto de Va. Exa.. Embora reconheça que lhe não é desfavorável, Queirós pede ao dest. que proteja o seu pedido visto qiue tem a seu encargo uma família numerosa e actualmente o filho mais velho está num colégio onde despende mensalmente vinte mil réis.
Diz que como o Conde da Barca lhe tem dado a confiança de enviar alguns enxertos, remete uma lata de Peras Marquezas. Manifesta a sua disponibilidade para de algum modo poder retribuir favores.
Oferece a António de Araújo de Azevedo um caixote de pessegada em agradecimento pela bondade com que ele o trata. Em breve enviará três bestas que mandou amansar. Receia que as perdizes que enviou por intermédio do sobrinho do May, não tivessem chegado em bom estado em virtude da demora. Informa que se aproxima o tempo da remessa dos enxertos que "estão vistozos" e serão tantos quantos "Va. excellencia precizava".
Informa António de Araújo de Azevedo dos motivos pelos quais não pode satisfazer a encomenda de carne seca de 15 de Junho passado.
Informa o conde da Barca de que foi confidencialmente avisado que o Principal Sousa, Membro do governo [da regência] e seu inimigo, tenta evitar a entrada do autor para o cargo de Oficial maior [da secretaria de Estado de Negócios do Reino]. Pede ao destinatário que o auxilie e que ponha cobro ás imposturas com que opretendem atacar. Sempre respeitou o Principal Sousa como membro do Governo e espera que algum dia ele "veja a injustiça que me faz".
O autor, Deputado da Junta do Estado e Casa de Bragança, sabendo que o conde da Barca se encontra encarregado da Secretaria de Estado dos Negócios do Brasil, facto que lhe traz à emória os tempos em que serviu em Mafra sob as suas ordens, o autor participa ter voltado ao exercício do lugar de Oficial maior da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, pela correspondência que esta tem com a do Brasil "e por estar V. Exa. chefe de ambas". Pede a aprovação do destinatário para este desejo porque "he Doutrina estabelecida, e seguida por V. Exa. que o serviço dos Soberanos só deve acabar com a vida dos Vassallos".
O autor, Oficial da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, comunica ao amigo e colega Joaquim Guilherme da Costa Posser que recebeu a carta do filho deste em que lhe comunicava os contornos da viagem até Nova Iorque e que já espera de encetar a vioagem de regresso por Halifaz e Inglaterra, mas que tem sentido dificuladades devido à guerra. Informa que o mesmo foi bem recebido em Nova Iorque e que neste momento está em Massassuchets. Está certo que apresentará um curioso diário de viagem o qual gostaria de ler se por acaso o congresso de Praga proporcionar a paz geral e o encontro de ambos. Recomenda-se a D. Maria Justina. Em P.s. informa que o marquês e Carvalho recomendam-se. Lemba-se a São Sebastião e refere-se ao hóspede de Quintela.
O autor informa ao amigo e colega que não sabe se este recebeu as cartas enviadas em Abril depois do embarque do filho. Comunica a feliz chegada da escuna americana "Delille" a Baltimore de onde passará para Halifaz e depois à outra banda. Aguarda por notícias dele e que é possível que em breve ele o faça. Os conhecimentos que ele adquirirá nesta viagem ser-lhe-ão muito utéis. Felicita o destinatário e D. Maria lembranças do dono da Quinta da Praia e do Carvalhinho.
O autor acusa a receção da carta de 17 de Dezembro do amigo e colega pela mão do Marquês de Marialva e outra de seu filho, datada de 16 do corrente, onde anunciava a sua partida de Bordéus rumo a Baltimore na América. O curto intervalo destas duas cartas fá-lo pensar que a viagem foi bem sucedida. Assim, aguarda por novas notícias do viajante e espera que o destinatário também as receba em breve. Felicita o destinatário e D. maria e espera que o filho lhes possa retribuir o cuidado e desvelo com que o educaram. Envia recomendações do Marquês [de Marialva] e do Carvalhinho. Pede que o faça lembrado em São Sebastião.
O autor, Oficial da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, informa ao amigo e colega das manifestações de satisfação e júbilo evidenciadas pelo filho deste ainda, em convalescença, devido à receção da carta de 10 de Setembro. Apesar de estar tranquilo sobre a saúde do destinatário e de D. Maria diz que já há muito tempo que não recebia notícias e que ignora se o mesmo recebeu as cartas em que o autor comunicava já ter conseguido o indulto para que o filho do destinatário começasse as viagens. Informa das dificuldades que se colocou na ida do mesmo para o Norte da América, principalmente a guerra americana, o que fez adiar a viagem ficando em Paris a frequentar a Universidade e aperfeiçoando os seus estudos enquanto não surge a oportunidade certa, conforme parece mais acertado ao Morgado da Quinta da Praia.
Leva à presença do conde de Aguiar, secretário de Estado dos Negócios do Reino, a situação do seu filho, Manuel Maria da Costa Posser, que em 1807 foi nomeado para Oficial Supranumerário da secretaria dos negócios do Reino com uma pensão anual de 400 mil réis para benefício da sua educação em Paris, onde contaria com o apoio do Marquês de Marialva e de Francisco José Maria de Brito. Informa que deliberou à vista do parecer favorável de António de Araújo de Azevedo, que o seu filho se instruísse num colégio particular de Paris. Com a entrada dos franceses [em Portugal] foi-lhe retirada a graça e o autor prevendoa decadência da instrução pública em Portugal e apesar da falta de meios assentou que o seu filho deveria prosseguir com o plano pré-delineado. Informa que só quando foi restaurado reino é que foi-lhe restituída a graça, o que motivou o autor a ordenar o regresso imediato do filho à Pátria, o que deverá acontecer em breve após uma curta passagem pela América inglesa. Espera que o filho mereça a protecção e o bom conceito do dest. e que ele se constitua um digno membro de tão honrosa secretaria.
O autor, Joaquim Guilherme da Costa Posser, informa que António de Araújo de Azevedo que escreveu ao conde de Aguiar sobre a situação em que se achava o seu filho [Manuel Maria da Costa Posser] depois de concluir os estudos e instrução em Paris. Diz que na mesma carta, referia António de Araújo como testemunha do facto visto que foi pelo destinatário que S.A.R. concedeu a graça ao seu filho de o nomear Oficial Supranumerário da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino com uma pensão anual de 460 mil réis para completar a educação. No entanto, com a saída de S.A.R. e a entrada dos franceses foi-lhe retirado o lugar e a pensão. Não obstante a falta de meios, o autor informa que continuou com a prossecução do plano para o qual contou com o apoio do Marquês de Marialva e do "meu collega Francisco José Maria de Brito" que se encontram em Paris. Assim, informa que após ter concluído os estudos passou, em Março, para a América inglesa de onde deve voltar em breve. Remete cópias das cartas que Marialva e Brito lhe escreveram a este respeito, as quais eram imediatamente apresentadas aos Governadores do Reino. Pede ao destinatário que proteja o seu filho junto do Conde de Aguiar, para que ele possa servir no cargo que S.A.R. lhe fez graça antes de partir. Remete cópia de um aviso que diz respeito a uma dependência que interessa à Secretaria dos Negócios do Reino e que o destinatário tem protegido com o Conde de Aguiar. Todos os que serviram debaixo das ordens do destinatário suplicam pela continuação de proteção.
O autor relembra que as três cartas de Joaquim Guilherme da Costa Posser e catorze suas formam a correspondência entre ambos desde que o mesmo saiu de Portugal. Sempre que teve oportunidade escreveu-lhe não só para dar notícias suas mas também para informá-lo do estado de saúde e dos progressos do filho do destinatário nos estudos. Apesar de saber que Francisco José Maria de Brito o tem informado muito especificamente, o autor comunica que o filho do destinatário tem gozado de saúde e que se aplica muito nos seus estudos, principalmente em Dezembro, e que possui uma conduta rara "em razão da sua bondade". pergunta quando terá o gosto de ver o destinatário e pede-lhe que dê recomendações a Guilherme Francisco.
O autor, Oficial da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, remete ao amigo Joaquim Guilherme da Costa Posser a carta que o filho deste escreveu no fim das férias que passou consigo e antes de recolher à Pensão para continuar os estudos. Felicita o destinatário pelas grandes qualidades e empenho evidenciados pelo filho que conseguiu "este anno o grande premio na lingua Franceza e hum acessit nos elementos Mathematicos", factos que o levam a merecer a boa opinião dos Mestres e de todos que o conhecem.
O autor, oficial da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, desconhece se o amigo e colega Joaquim Guilherme da Costa Posser recebeu as cartas que lhe escreveu este ano em que anunciava as medidas que tomou para a expedição do filho do destinatário. Informa que após muito trabalho conseguiu-lhe um passaporte para Nova Iorque para fins de Maio, e que entretanto ficará hospedado no mesmo hotel em que está Verdier e seu filho, em virtude do autor não dispor, este ano, de quarto para o alojar. Informa que há quinze dias o [Manuel Maria] adoeceu de bexigas, mas que nunca esteve em perigo e foi sempre bem assistido, apesar de ter-se recusado a ser vacinado. Hoje já regista melhoras, estando livre de ter sinais de doença. Informa ao destinatário que a sua carta para o marquês de Marialva, chegou ontem mas este sóregressa amanhã.
O autor, oficial da secretaria de Estado dos Negócios do Reino, lamenta que as condições actuais perturbam a correspondência e diz que não sabe se o amigo e colega Joaquim Guilherme da Costa Posser tem recebido as suas cartas e principalmente uma em que falava sobre os estudos que o filho do destinatário podia seguir com mais proveito nas circunstâncias actuais e informa que recebeu um aviso preliminiar de que ele devia viajar para complementar a sua educação. Diz que os meios estão preparados e que só falta a faculdade. Entretanto, tem aproveitado o tempo a adquirir conhecimentos que em Portugal não existem e que lhe poderão ser utéis no futuro. Contudo, lamenta que ele não possa ficar mais tempo para poder adquirir luzes sobre alguns elementos que fazem o "homem independente das vicissitudes" ficando assim com a educação completa. Felicita o destinatário e D.Maria Justina por tal filho que todos estimam.
Deseja saber se o Conde da Barca recebeu as cartas que enviou desde Maio de 1814 até 15 de Fevereiro passado. Diz-se injustamente perseguido e abandonado e que vive numa incerteza constante. Deseja saber se recebeu os seus papéis que [Francisco José Maria de] Brito remeteu pela Corveta Voador, e que segundo sabe, por este último, chegaram ao Rio de Janeiro em 26 de Maio de 1815. Pede amparo.
Informações sobre Ambrosio Dufrayer, cidadão e antigo marinheiro francês, bonapartista assumido, que pretende estabelecer-se no Brasil para se empregar na marinha comercial e dali contribuir para o retorno do imperador a França, e sobre o amigo deste Carlos Durand des Maisons que pretende instalar-se na Baía.
Informa que soube pelo Marquês de Nizieu, que acompanhava o Embaixador de França, que o Conde da Barca considerava as sua últimas instâncias como excessivas. Expõe todo o sucedido desde a receção do Aviso de António de Araújo datado de Julho de 1807, em que o autorizava a regressar a Portugal. O desconhecimento da existência deste documento emPortugal, nomeadamente dos Desembargadores da Relação do Porto que o acusaram de falsário, impediram-no de regressar. Informa que o seu objectivo é segurar a posse à sua filha do que restados seus bens e recuperar a sua honra após um desterro injusto. Deseja conhecer a decisão do destinatário. Informa, ainda, que como não recebeu resposta a nenhuma das suas cartas que escreveu ao destinatário e a cada dia que passa está mais aflito, necessitado e envergonhado, escreveu ao marquês de Aguiar em 18 de Agosto, 12 de Setembro e 4 de Novembro de 1816. Como o falecimento deste "fez passar a V. Exc.ª os Negocos de que hera encarregado" talvez o destinatário tenha visto estas cartas.
Pede ao Conde da Barca "protector dos pobres e opprimidos" que interceda junto de Sua Majestade o rei [D. João VI] a fim de lhe alcançar um sustento para o resto da vida, o qual procurará merecer, trabalhando enquanto as suas forças o permitirem.
Apresenta relatos diários das ocorrências em França: as deliberações saídas da reunião dos Templários em 21 do corrente para restabelecerem a Ordem; a entrada das tropas aliadas em Paris; a abertura do teatro italiano de que é empresária a célebre actriz Catalani, e que contou com a presença de Lord Wellignton e seu irmão que foram apupados pela assistência tendo-se retirado; os motins contra os Bourbons, as aclamções a Napoleão, proclamações e panfletos pró-Napoleão que ali circulam, a estadia da mulher e secretário de José bonaparte em Paris, a intensa luta para tentar purificar a Polícia, a ruína em que se encontra o país e que foi motivado pelos estragos das tropas aliadas. Acha que se não se tentar remediar este mal, em breve a bomba pode estalar. Em anexo envia uma participação que considera de extrema importância. Apesar das diligências, ser-lhe-á muito difícil partir. Suplica a António de Araújo, Ministro da Marinha no Rio de Janeiro, que não o abandone e que lhe permita a viagem para o Rio de Janeiro.
Apesar de já ter escrito no dia 6 do presente, volta a fazê-lo em virtude das notícias ultimamente recebidas. Lamenta que o seu nome não conste da lista de nomeações de Cônsules de Portugal que foi publicada nos jornais no dia 20 so corrente. Sustentando que "até aos estrangeiros parece estranho, que os agentes de uma nação sejaó escolhidos entre os que a ella naó pertencem". Vai fazer todps os esforços para ir a essa capital [do Rio de Janeiro]. Roga ao destinatário para que o empregue, por forma a não passar o resto da sua vida em mendigo depois de 16 anos injustamente expatriado, oprimido e atormentado. Comenta as mudanças verificadas no ministério francês e que se não se adoptarem outras medidas o Rei será mal servido. Circulam moedas com a efígie de Napoleão II, suspeitando-se que as mesmas são feitas em Inglaterra e na Aústria; grande circulação de proclamações e outros escritos incendiários; não há um só oficial da polícia que seja fiel ao rei; por todo o lado encontram-se indivíduos que, com palavras e distribuição de bebidas, procuram seduzir o povo tal como aconteceu umas semanas antes de Napoleão desembarcar em Cannes. Em face destes acontecimentos teme um acontecimento funesto para breve.
Repete a cópia da carta de 17 de Julho visto que não sabe se o inglês que estava encarregue de a entregar ao Ministro de Portugal em Londres o fez. Espera que António de Araújo Ministro da Marinha [e do Ultramar] no Rio de Janeiro tenha diferido as suas súplicas por forma a poder sair do estado de degradação em que vive. Reafirma a sua inocência perante o degredo de que foi vítima. Refere-se ao estado de desassossego que se vive em França, onde se sabe que aos filhos de Jacques de Molai espera a mesma sorte que os de S. Inácio de Loyola; onde os ministros servem mal o rei, os jacobinos uniram-se aos bonapartistas e marcham juntos apesar das diferenças ideológicas. O sentimento geral é o de anti-Bourbons. Solicita um sustento para compensar todos os prejuízos sofridos desde 1773 até hoje.
Na cópia da carta de 17 de Julho, o autor ignora se o destinatário recebeu os documentos que entregou, no dia 11 de Março, a Francisco José Maria de Brito para este os remeter ao Rio de Janeiro. Mal soube da chegada de Bonaparte a França, a 20 do mês passado, tudo fez para sair de Paris e ir para o Rio de Janeiro, mas não conseguiu ajuda de ninguém. Descreve todos os perigos que passou neste tempo em que o partidário de napoleão semearam o terror. Refere-se à tomada de St. Cloud e das Virtudes, à batalha de Issy no dia 2 do corrente, ao combate de Veaugerard na manhã do dia 3. Pede auxílio para ser empregue, e caso não consiga obter uma resposta às suas súplica até Outubro, partirá para o Brasil para apresentá-las pessoalmente.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Relembra as cartas que escreveu a António de Araújo em 27 de Agosto e 3 de Setembro em que lhe pedia protecção para ser nomeado Cônsul Geral de Portugal em Roüen e portos adjacentes, nos mesmos moldes em que já havia sido atribuído anteriormente a Eusébio de Sousa. No caso de não ser possível obtê-lo suplicava por outro qualquer escolhido pelo destinatário. Informa que a justificação para este pedido seguirá dentro de quinze dias, via Porto, com instruções para serem entregues a V. Exa. quer esteja no Brasil, quer esteja de regresso a Portugal. Espera ser atendido neste pedido e assim fazer desaparecer a vergonhosa mancha de uma inculpação injusta e um degredo não merecido. Defende que aos Cônsules não deveria ser permitido comerciarem em virtude de usarem o estatuto do cargo para introduzirem em Portugal fazendas de lei extraviadas aos reais direitos e preocuparem-se mais com os interesses pessoais do que com os dos vassalos do Príncipe-regente, principal razão para a sua nomeação. Este tipo de comércio sempre foi ruinoso para a indústria nacional impedindo o seu progresso ao introduzir a concorrência desleal.
O autor, Major-General, [membro do Conselho Supremo Militar], [barão do Rio da Prata em 1826], pede a protecção de António de Araújo de Azevedo, [Ministro da Marinha e do Ultramar], para a sua súplica em que pede a demissão do posto que ocupa e cuja patente remete, visto que a sua "conservação me serve de injuria publica, e da qual o serviço nada utiliza".
O autor, [Almirante-General da Marinha], sobrinho do Príncipe-regente, dispensa o Vice-Almirante Rodrigo Pinto Guedes do Comando e Inspecção da Brigada Real da Marinha, substituíndo-o pelo Brigadeiro Joaquim José da Silva.
O autor, Major-general [membro do Conselho Supremo Militar], [Barão do Rio da Prata em 1826], pede a protecção de António de Araújo de Azevedo [Ministro da Marinha e do Ultramar] para ver atendida a sua súplica que dirigiu ao Príncipe-regente onde pedia a demissão do posto de Major-general da Marinha. Expõe os motivos que o levam a tomar esta decisão.
Conjunto de duas cartas. Em 26 de Fevereiro de 1812 - Pernambuco, o autor refere-se à carta que escreveu da Ilha do Governador. Informa da sua chegada a Pernambuco no dia 19 de Fevereiro de 1812 e que conta partir para o Ceará nos princípios de Março, de onde lhe escreverá com mais vagar. Soube que foram entregues os papéis dirigidos à Rua de São Francisco em Lisboa. Refere-se ao cargo de Lente substituto do Regimento de Artilharia de Olinda, que foi cedido pelo "Lago Engenheiro desta Capitania" e que era desejado pelo afilhado do destinatário.
Em 15 de Maio de 1812 - Vila de Fortaleza, o autor refere-se à carta que escreveu de Pernambuco e participa a sua chegada à vila de Fortaleza em 11 de Março. Fala na doença do cabo António José da Costa que está hospitalizado no Hospital de Fortaleza e pede proteção para o requerimento deste que enviou ao conde das Galveias, Ministro da Guerra, e ao Infante [Pedro Carlos António], [Almirante General da Marinha]. Pede o envio de cinco ou seis oficiais inferiores da Brigada que após frequentarem a Aula de Princípios de Matemática, deverão subir a Ajudantes de Milícias. Refere-se à desordem que verificou nas tropas. Lamenta a falte de notícias da Corte e informa-o de como deve proceder para lhe escrever.
O autor, [Governador do Ceará], refere-se à carta que lhe escreveu em 15 de Julho e à razão pela qual não cumpiu até agora o Aviso do Secretário do Conselho de 20 de Agosto de 1810 e aos embaraços que tem o cumprimento da Provisão de 11 de Agosto do mesmo ano. Fala na necessidade de se publicar com brevidade o Regulamento das Milícias do Brasil. Aguarda pela chegada afilhado do destinatário, Sargento-mor dos Cariris.
O autor, [Governador do Ceará], diz ter conhecimento que as cartas de 10 de Julho e de 1 de Setembro de 1813 forma entregues. Agradece a Rodrigo Pinto Guedes [Major-General da Marinha], [Membro do Conselho Supremo Militar], a protecção que lhe disponibilizou para que as propostas e informações do A. sejam aceites pelo tribunal. Refere-se à não aprovação do Conselho da sua proposta para julgar os soldados pelas novas Ordenanças de 1805 e não pelo Regulamento, conforme constatou pelo procedimento utilizado na condenação do soldado da guarnição do Ceará.
O autor, [Governador do Ceará], acusa a receção da carta de 8 de Fevereiro e refere-se às últimas cartas que lhe enviou. Trata das alterações ao Regulamento Militar do brasil para fazer face á desordem dos soldados. Informa a Rodrigo Pinto Guedes, [Major-General da Marinha], [membro do Conselho Supremo Militar], que aguarda pela chegada do "seu afilhado". lembra o requerimento de Julião António Pereira Maia, Capitão de Milícias da Capitania do Ceará.
Solicita a António de Araújo de Azevedo, Ministro Secretário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, que interceda em seu favor junto de S.A.R., a fim de ser nomeado para o cargo de Deputado da Companhia, o qual está vago pelo falecimento de António de Melo. Refere que tem a seu cargo uma família de onze filhos, à excepção de um que é beneditino e que está no Mosteiro.
Na última página está anotado o endereço do destinatário em Lisboa.
Remete a António de Araújo de Azevedo um terceiro requerimento, dirigido a Sua Majestade, onde solicita o pagamento dos seus soldos. Pede ao destinatário que pondere que está no serviço régio há vinte anos, tendo nos últmios seis e meio, servido no Governo das Ilhas do Faial e do Pico sem ordenado e que para viver com honra e poder se deslocar a esta Corte, a fim de promover o seu despacho consumiu a herança dos seus pais, vendeu os bens que lhe restava e empenhou outros para liquidar uma dívida. Refere que se a sua pretensão permanece inalterável desde que aqui chegou, não obstante de já ter entregue, pessoalmente, um requerimento ao destinatário e outro a El-rei.
Informa o amigo António de Araújo de Azevedo que recebeu as cartas datadas de 17 de Junho e de 4 e 13 de Julho, cujo principal objecto era o aviso do saque de seis contos de réis que António de araújo tinha feito sobre o autor com duas letras de 17 e 27 de Junho antecedentes. Informa que aceitou as mesmas e que o pagamento será pontual. Comunica que no próximo correio vai expedir a carta para António Fernando Pereira Pinto de Araújo de Azevedo, conforme o destinatário lhe havia solicitado e que dele espera os pagamentos anunciados para contrapor ao valor das referidas letras. Agradece a aprovação do rapé e o seu reconhecimento por o autor ter promovido o melhoramento deste produto. Refere-se aos ofícios que enviou à Real Presença e às "quantiozas sommas" com que tem auxiliado o Governo desde 1808 até ao presente, desejando receber alguma mercê confessando que prefere ver o seu título melhorado em duas vidas. No entanto, reconhece ser impróprio requerer formalmente semelhantes despachos, mas acha que enquanto chefe de família deve procurar beneficiá-la. Informa que a guerra continua a ser favorável e que está esperançado que em brene a Península ficará livre dos infames salteadores e que uma vez evacuada não será fácil voltarema invádi-la. Augura para breve o regresso de S. A. R..
O autor, [Major-General, Membro do Conselho Supremo Militar], [Barão do Rio da Prata em 1826], defende-se das acusações que Manuel Inácio de Sampaio [Governador do Ceará] fez ao Conselho Supremo Militar e diz que se a carta deste "viesse do correio em direitura à minha mão, consistia todo o meu dever em a queimar, e não lhe dar resposta", mas tendo-a recebido da "Mão de V. Exa." é obrigado a fazer alguma coisa. Remete todas a s cartas que tem recebido deste homem.
O autor, [Governador do Ceará], remete as cópias das cartas que lhe escreveu em 26 de Fevereiro de 1812 e em 15 de Maio do mesmo ano e que segundo António Filipe não chegaram ao seu destino. Refere que o cabo António José da Costa já incorporou a Companhia de Artilharia do Ceará mas que no entanto falta-lhe a guia. Diz que deseja ter uma Providência ou Aviso de Secretário para poder nomear para Vogais e Interrogantes Oficiais milicianos na falta de oficiais de linha. Explica porque ainda não cumpriu o Aviso do secretário do Conselho de 20 de Agosto de 1810. Informa que aguarda pelo Sargento-mor Luís de França Peixoto nomeado para o Regimento de Cavalaria Miliciana do Crato.
A autora, [Dama da Rainha D. Carlota Joaquina], pede a protecção do conde [da Barca], para o requerimento, incluso, do seu afilhado.
Cumprimenta o conde da Barca e oferece umas caixinhas de Poses de Soda.
Refere que em 13 do passado escreveu-lhe a felicitar pelas melhoras e informa do prazer que sentiu em encontrar-se com francisco António de Araújo e Azevedo o qual lhe assegurou o restabelecimento do destinatário. remete pelo capitão do navio "Grã-Careta" uma caixa que preserva o rapé de deterioração, conforme a declaração inclusa, e a costumada amostra de rapé. Espera que a resposta a esta carta traga instruções sobre o Obelisco.
O autor, [Capitão do Navio Grã Careta], declara que recebeu do Barão de Quintela uma boceta encapada e com letreiro para ser entregue ao Conde da Barca no Rio de Janeiro.
Refere que em 13 do passado [mês] escreveu a felicitar pelas melhoras. Informa do prazer que sentiu em encontrar-se com Francisco António de Araújo e Azevedo o qual lhe assegurou o restabelecimento do destinatário. Remete pelo capitão do navio "Grã-Careta" uma caixa que preservao rapé de deterioração, conforme o conhecimento incluso, e a costumada amostra de rapé. Espera que a resposta a esta carta traga instruções sobre obelisco.
O autor, [Capitão do Navio Grã Careta], declara que recebeu do barão de Quintela uma boceta encapada e com letreiro, para entregar ao conde da Barca no Rio de Janeiro.
Acusa a receção de carta de 15 de julho passado do amigo Conde da Barca e informa que escreverá amais exaustivamente no próximo navio. Certifica que mandou entregar prontamente as cartas que vinham junto à sua e que eram dirigidas às senhoras Arriaga e Lacerda. Enviou nova remessa de rapé pelo navio "Joaquim Guilherme" conforme o conhecimneto incluso.
Agradece as cartas de 15 de Julho e de 26 de Setembro passados e felicita o amigo conde da Barca pelas progressivas melhoras da sua saúde. Apesar de reconhecer ser uma "verdadeira fortuna o exercício do seu ministério", recomenda ao destinatário que seja moderado no exercício do cargo e que preserve a sua saúde. Informa, novamente, que mandou suspender a encomenda das pedras para o Obelisco devido à falta de ordens do destinatário e dos meios pecuniários que lhe haviam sido anunciados. aguarda por novas instruções. Envia o costumado brinde de rapé pelo navio "Aurora", conforme o conhecimento incluso.
Felicita o destinatário pelo seu completo restabelecimento e por ter sido agraciado com o título de Conde da Barca, sendo finalmente remunerados os "muitos, muito relevantes, e notorios serviços" pestados. Aproveita para referir que não obstante a falta de instituições mandou proceder à medição das pedras e à sua encomenda, para se iniciar a construção do Obelisco, independentemente da pessoa a quem venha a ser destinada a inspecção da obra.
Lamenta a falta de notícias do amigo Conde da Barca e pensa que tal se deve ao grande trabalho no Ministério. Solicita instruções sobre o projecto do Obelisco, para o qual o destinatário já havia solicitado a sua intervenção. No seguimento dos preparativos que já iniciou, e dos quais já deu parte, informa que já procedeu à encomenda das pedras que deverão servir de base ao monumento e que aguarda por um Aviso definitivo do destinatário a este respeito. Participa que tem acordado o casamento da sua filha D. Joaquina Rosa Quintela com Luís da Silva Ataíde, filho de Miguel Luís da Silva de Ataíde, proprietário de uma casa em Leiria. Pede a aprovação do destinatário. Refere-se às remessas de rapé e informa que remete pelo Bergantim "Piedade" outra caixainha conforme o conhecimento incluso. refere a sua vontade em abdicar do negócio de contrator do tabaco.
Congratulam-se por saber que o conde da Barca passa melhor. Esperam que o destinatário "Antonio nome de Santo muito milagrozo" faça o mlagre do bom despacho da petição que enviam em anexo.
O autor, [vigário da Vila de São Pedro do Rio Grande do Sul], informa D. Diogo de Sousa das diferentes espécies de salsólas existentes naquela vila, conforme lhe havia solicitado o coronel José Inácio da Silva, Ajudante de Ordens do destinatário.
O autor, [Capitão General de São Pedro do Rio Grande do Sul], [1.º conde de Rio Pardo em 1815], leva ao conhecimento de António de Araújo de Azevedo a carta inclusa de [Francisco Inácio da Silveira], vigário do Rio Grande do Sul, sobre as "salsólas". Informa que tudo está "outra vez transtornado; e atorvoadas corre[m] também sobre os nossos territórios".
Recomenda à proteção de António de Araújo de Azevedo o Padre Francisco José Carvalho, abade de Taboaças do Arcebispado de Braga, por este assim lho ter rogado.
O autor, Major General, [Membro do Conselho Supremo Militar], [Barão do Rio da Prata em 1826], previne que passará a suplicar a graça da demissão do Posto de Major General da Marinha ao Marquês de Aguiar, para quem passou o expediente da secretaria de Estado dos Negócios da Marinha, em virtude do destinatário, António de Araújo de Azevedo encontrar-se doente.
O autor acusa a receção da carta do barão de Quintela, datada de 25 de Novembro passado, e informa que no seguimento das ordens que João de Sousa Mota expediu do Rio de Janeiro, procurou o sujeito que lhe deveria entregar os quatro contos de réis que posteriormente deveria enviar à ordem do barão de Quintela. No entanto, o sujeitou não só não entregou o dinheiro como não sabia quando o poderia fazer. De tudo isto, informou prontamente o referido Mota.
Roga ao Conde da Barca o obséquio de beijar as mãos de Sua Majestade e da Real família pelo falecimento, [em 20 de Março de 1816, no Rio de Janeiro], da Senhora Rainha D. Maria I.
Roga ao Conde da Barca a graça de beijar a "Augusta Mão de Sua Majestade [D. João VI]" em reconhecimento da licença obtida para poder se deslocar à Corte [do Rio de Janeiro].
Transcreve cópia da última carta, como prevenção de algum desvio, e diz que o tem informado da continuação das indisposições do amigo António de Araújo de Azevedo. Acreditará que o excesso com que o destinatário se aplica aos negócios e sobretudo o clima sejam as causas do atraso do restabelecimento do mesmo e por esta razão manifesta o seu desejo em ver apressada a restituição do Príncipe[-regente] a esta Capital. Informa que enviou a bordo do navio "Grã-Cruz de Avis" uma caixinha de rapé.
O autor, Barão de Quintela, pela carta que o amigo António de Araújo lhe dirigiu em 29 de Julho passado, constatou, com pesar que o mesmo se encontrava em convalescença pela grave enfermidade que o afetou. Diz que confia muito na assistência do "nosso" amigo Manuel Luís Alvares de Carvalho para que o destinatário conseguir um rápido restabelecimento. Pede ao destinatário que lembre ao referido Manuel Luís. Comenta a contratação da companhia dos actores italiana, cujos nomes estão na relação inclusa, empreendida pelo empresário do Teatro São Carlos, como um dos preparativos para soberano nesta capital. Agradece ao destinatário por lhe ter comunicado que ainda não perdeu esperança a respeito do "concebido negócio". Mandou pelo navio "Despique" uma caixinha de rapé, conforme o conhecimento incluso. Em P.s. informa que enviou o rapé pelo navio "Sete de Março", visto que este antecipou a sua partida.
Nota com os actores contratados para o Real Teatro do São Carlos de Lisboa.
Deseja ao amigo António de Araújo de Azevedo um ano novo repleto de sucessos. Esperançado em ver a família Real retituída a esta capital, facto que lhe permitiria abraçar o destintário. Roga a protecção do destinatário em favor do Padre Mestre Frei José de Santa Clara para que seja nomeado Comissário da Terra Santa, quando o lugar estiver vago.
Agradece a carta que o amigo António de Araújo lhe dirigiu em 16 de Abril passado onde constatou que o mesmo não estava completamente restabelecido. Informa que tambémainda sofre da febre que o atacou em Outubro do ano passado. Fica informado que o destinatário tem recebido as caixas de rapé e remete outra pelo navio "União", conforme o conhecimento incluso. Refere-se à prorrogação do contrato de Tabaco, salientando que as suas expectativas de uma maior procura, com o regresso do exército, saíram goradas, mas estima ter dado o exemplo para os futuros arrematadores. Acusa a receção, pelas mãos do Marechal Sebastião Pinto, do desenho do Obelisco e respecivas explicações, para perpetuar a residência do soberano nesse continente, que a Câmara dessa cidade pretende erigir, e tembém da carta de João de Sousa Mota referente à remessa do Porto de 4 contos de réis para o príncipio da obra, as quais indicam ideias diferentes dos apontamentos do arquitecto. Ainda não recebeu os avisos formais nem o dinheiro e alerta que o negócio permanece inactivo. A impaciência pelo regresso de S.A.R. é geral, mas está persuadido que os ultimos acontecimentos não retardarão mito mais o referido regresso. Agradece o P.s. da carta de António de Araújo em que lhe demonstrava o desejo de prosseguir o "negócio".
O autor participa a António de Araújo que em 8 do presente escreveu para o Porto a João Monteiro de Carvalho, Deputado da Junta da Companhia da Administração das Vinhas do Alto Douro, determinando-lhe que mandasse entregar 4 contos de réis ao Barão de Quintela.
Transcreve cópia da última carta que dirigiu ao amigo António de Araújo de Azevedo. Remete o conhecimento de uma lata de rapé, que vai a bordo do navio "Voluntário".
Informa ter recebido a notícia, por via de Inglaterra, que o amigo António de Araújo foi acometido de uma grave enfermidade. No entanto, soube pelos navios que chegaram desse Porto que o mesmo já se encontrava fora de perigo, notícia que lhe causou um júbilo extremo. Felicita-o pelas melhoras, certo de que para estas concorrem o Dr. Manuel luís, com a sua perícia e amizade.
O autor, Barão de Quintela, fala da falta de notícias do amigo António de Araújo de Azevedo. Previne-o do descaminho da carta de 22 de Junho passado, em que se referia ao factos que obstavam à construção do Obelisco em honra do soberano e que foi projectado pela Câmara dessa cidade. Informa que resolveu adiantar o negócio, tendo já mandado tirar as medidas das pedras que formam a base da pirâmide. Como faltavam também os quatro contos de réis destinados às primeiras despesas, escreveu a João Monteiro de Carvalho, conforme cópia inclusa e cuja resposta envia em anexo. Salienta a incapacidade de corresponder às solicitações. Neste sentido, Quintela, autoriza o destinatário a dar seguimento ao projeto visto que ficará encarregue da sua direção e providenciará os meios necessários para a execução do monumento. Lembra ao destinatário que os casamentos das Princesas constituem uma oportunidade para S.A.R. conceder as costumadas graças e também para o destinatário promover bons ofícios na Real presença a favor das pessoas dignas de tais mercês.
Solicita a João Monteiro de Carvalho informações sobre o dinheiro destinado ao objecto de que está encarregue , o qual já deveria ter sido remetido ao autor.
Informa que a última carta que lhe escreveu continha o que repete na cópia acima. Informa que após ter expedido a referida carta só recebeu segundas vias e uma outra datada de 9 de Agosto, em que o único assunto era confirmar as precedentes. Participa ao amigo António de Araújo que estão definitivamente deliberados os casamentos do seu filho e filha com a filha e filho dos condes da Cunha, os quais já estavam projectados há alguns anos mas que ainda não tinha comunicado ao destinatário devido à conjuntura política que estava demasiado desfavorável. Aproveita a oportunidade para rogar ao destinatário que concorra para um rápido Despacho do requerimento que enviou ao Trono, através do Marquês de Aguiar, no qual solicitav juntamente com os sobreditos condes, a autorização régia para se concluirem os casamentos. Está persuadido que as duas famílias vão unir-se e confidencia que ó contrato é-le conveniente, não só pelas circunstâncias já existentes mas também porque lhe parece que esta é mais uma habilitação para a graça que requereu e que lhe parece ser merecedor. Refere-se ao rapé e acusa o envio de uma caixa de dezasseis arrates de tabaco pelo navio "Trajano" conforme o conhecimento incluso. Informa dos avanços dos exércitos franceses e correm informações de que Madrid foi novamente invadida.
Informa ao amigo António de Araújo que recebeu as cartas de 11 de Setembro e 12 de Dezembro passados e espera que o mesmo já tenha recebido a sua de 12 de Novembro em que certificava o acolhimento que prestou às duas letras que sobre ele sacou e em que lhe comunicava ter deliberado os casamentos do seu filho e filha com os filhos dos condes da Cunha, pedindo ao destinatário que intercedesse a favor do ofício onde solicitava a régia licença para o efeito. Repete os rogos visto que o referido requerimento ia dirigido a Militão José Álvares da Silva, que entretanto morreu. Pede ao destinatário que a mercê de indagar o paradeiro do mesmo requerimento e se por acaso não tem sido apresentado que o mande pedir à viúva do referido Militão. Informa que o falecimento do conde da Cunha em Dezembro passado em nada influirá nos ajustes já estabelecidos. Repete os desejos em receber alguma mercê honorífica, em recompensa dos serviços prestados á coroa. Pede ao destinatário, visto não ter outro amigo a quem falar com tanta franqueza, que faça lembrada a sua pretensão em receber um melhoramento do título em duas vidas e conservada a designação do apelido, e diz que não pretende organizar um requerimento formal com documentos comprovativos, visto que os seus contributos são de notoriedade pública. Fala sobre os progressos da Rússia e dos povos do norte. Espera que o Dr. Manuel Luís tenha contribuído para que o destinatário passe livre dos incómodos porque passou. Oferece dezasseis arrates da rapé "Príncipe", conforme o conhecimento incluso que enviou pelo navio "?Amóra?".
Transcreve a cartade 22 de Setembro para prevenir de algum extravio. Informa que após ter expedido a rferida carta, só recebeu segundas vias e outra datada de 9 de Agosto, em que o único assunto era confirmar as precedentes. Participa ao amigo António de Araújo que estão definitivamente deliberados os casamentos do seu filho e filha com a filha e do filho do condes da Cunha, os quais já estavam projectados há alguns anos mas que não tinha ainda comunicado ao destinatário devido à conjuntura política que estava demasiado desfavorável. Aproveita a opotunidade para rogar ao destinatário que concorra para um rápido Despacho do requerimento que enviou ao Trono, através do Marquês de Aguiar, no qual solicitava, juntamente com os sobreditos condes, a autorização régia para se concluirem os casamentos. Está persuadido que que aas duas famílias vão unir-se e confidencia que o contrato é-lhe conveniente, não só pelas circunstâncias já existentes, mas também porque lhe parece que esta é mais uma habilitação para a graça que requereu e que lhe parece ser merecedor. Refere-se ao rapé e acusa o envio de uma caixa de dezasseis arrates de Tabaco pelo navio "Trajano", conforme o conhecimento incluso. Informa dos avanços dos exércitos franceses e que correm informações de que Madrid foi novamente invadida.
Justifica o atraso na resposta às cartas do amigo António de Araújo de Azevedo de 16 de Maio e de 2 de Agosto passados, devido ao seu débil estado de saúde. Agradece a aprovação que o destinatário manifestou relativamente aos casamentos dos filhos do autor na casa dos condes da Cunha. Participa que o primeiro será de sua filha com D. José Maria Vasques da Cunha, o qual vai efectuar-se com a brevidade visto que já chegaram os Álvaras de licença sendo por isso desnecessário proceder ao envio das segundas vias cuja expedição solicitou ao destinatário. Agradece a prontidão que o destinatário manifestou relativamente ao outro negócio e que todo o progresso honorífico de sua casa será sempre atribuído aos "Offícios, e à protecção de V. Excia.". Informa que já dirigiu as cartas que António de Araújo enviou lhe remeteu e comunicou a Pedro de Mendonça a recomendação. Recorda que pelos navios "Triunfo Americano", "Príncipe do Brasil", "Fénix", "Conde das Galvêas", "Aliança", "Jequiá", "Robusto" e "Imperador da América" tem remetido vários suprimentos de rapé. Pelo navio "Rainha dos Anjos" envia caixotes com roseiras brancas e amarelas entre outras flores. Refere-se à vitória das armas aliadas do norte contra o exército francês, a qual assegura a tranquilidade a Portugal e a esperança no retorno do Soberano. Fala dos rumores da prisão de Napoleão em Paris, por deliberação do Senado. Em P.s. informada recusa do proprietário do navio "Rainha dos Anjos" em levar as roseiras, as quais deverão seguir noutra ocasião.
Transcreve a 2.ª via da carta de 7 de Maio, em que acusava o envio de um caixote com dezasseis arrates de Tabaco pela Galera "Nova Aliança" conforme conhecimento incluso. Em 10 de Maio, receando que o amigo António de Araújo estivesse privado de rapé, mandou carregar no navio "São José ?Fama?" outra caixinha. Em P.s. acusa o envio, em anexo, de uma gazeta que acaba de receber.
Pede ao amigo António de Araújo que intervenha a fim de lhe ser expedida a 2.ª via da licença régia para se realizarem os casamentos dos seus filhos na Casa do conde da Cunha, visto que o original vinha no navio "Oceano" que foi aprezado pelo inimigo na vizinhança da Ericeira. Pede que utilize para o efeito o duplicado do requerimento que tinha enviado a Militão José Alvares da Silva, entretanto falecido, e que deve estar na posse de José Joaquim Carneiro, oficial maior da secretaria de Estado dos negócios do Brasil. Congratula o destinatário pelos progressos das "Armas combinadas" que defendem a nossa justa causa e destaca o heroísmo das nossas tropas e a perícia dos generais que as comandam. Refere que o bem que actualmente se vive, e que todas as potências da Europa alcançarão, teve origem no plano de S.A.R. o qual é uma "prova perpetua, e indellevel da política, e acerto que sempre prezidirão aos Conselhos do seu Gabinete". Informa que a Aústria, segundo os papéis públicos, está disposta a seguir a boa causa e a Rússia deve acabar a contenda e trazer à Europa a paz geral.
Pede ao amigo António de Araújo que intervenha a fim de lhe ser expedida a 2.ª via da licença régia para se realizarem os casamentos dos seus filhos na Casa do conde da Cunha, visto que o original vinha no navio "Oceano" que foi aprezado pelo inimigo na vizinhança da Ericeira. Pede que utilize para o efeito o duplicado do requerimento que tinha enviado a Militão José Alvares da Silva, entretanto falecido, e que deve estar na posse de José Joaquim Carneiro, oficial maior da secretaria de Estado dos negócios do Brasil. Congratula o destinatário pelos progressos das "Armas combinadas" que defendem a nossa justa causa e destaca o heroísmo das nossas tropas e a perícia dos generais que as comandam. Refere que o bem que actualmente se vive, e que todas as potências da Europa alcançarão, teve origem no plano de S.A.R. o qual é uma "prova perpetua, e indellevel da política, e acerto que sempre prezidirão aos Conselhos do seu Gabinete". Informa que a Aústria, segundo os papéis públicos, está disposta a seguir a boa causa e a Rússia deve acabar a contenda e trazer à Europa a paz geral.
Tendo já escrito pelo navio "União", aproveita a ida do navio "Imperador da América" para desejar ao amigo António de Araújo um completo restabelecimento. Diz que também já passa menos incomodado e que recobrou alguma forças. Informa que as melhoras de saúde, as instâncias do governo e o seu desejo em utilizar a Real Fazenda, fizeram com que aceitasse a prorrogação do contrato de tabaco e as saboarias para os anos de 1816 e 1817, com um aumento de 200 mil cruzados em cada ano em favor do Erário Régio. Diz que é sua convicção retirar-se do negócio mas que este esteve duas vezes em praça sem que surgissem lançadores e que a sua retirada desacreditaria irremedialvemente o negócio. Contudo, apesar do aumento de preço espera não ser prejudicado visto que as circunstâncias actuais prometem maior consumo. Remete uma caixinha de Tabaco, conforme o conhecimento incluso. Fala da alegria com que foi recebida a notícia da entrada em Paris dos exércitos combinados e do regresso de algumas tropas a Portugal.
O autor, "Contratador", felicita o amigo António de Araújo pelo despacho de Ministro que o Príncipe lhe conferiu. Deseja uma rápida recuperação da sua saúde e informa que continua a sentir algumas indisposições que o inabilitão para tofo o exercício, as quais forma agravando-se com os acontecimentos destes últimos anos sete anos. Refere que por este motivo tem recusado intervir na futura arrematação do contrato de tabaco e também porque é eminente o risco de não o conseguir vender, devido ao Deceto de S.A.R. que consagrou a livre exportação do produto na Baía. Espera que o destinatário proteja a instauração Estanco na Baía, para que a inteira produção venha como tem sido normal para Lisboa, apesar da convicção do autor ser a de se retirar do negócio. Remete uma caixa de dezasseis arrates de rapé "Princesa", e informa que recomendou a supressão do fabrico de rapé "Príncipe". Agradece a protecção que o destinatário prestou a Pedro Joyce. Ambiciona o regresso do destinatário e de Suas Altezas Reais e restantes pessoas.
Informa que esteve apreensivo com a notícia divulgada em Lisboa, de que o amigo António de Araújo padecia de um ataque febril, as quais foram contrariadas não só pelas informações verbais que recolheu como também pela carta que o próprio lhe dirigiu em 24 de Maio, onde lhe assegurava o restabelecimento. Constatou na mesme carta os bons ofícios de António de Araújo a respeito do seu negócio. Perpetuamente reconhecido, Quintela expressa o seu desejo em receber a mercê mas desde que o destinatário não se comprometa. Informa que continua a padecer dos mesmos incómodos e que a sua debilidade tem aumentado. No entanto, mostra-se disponível para qualquer serviço que o destinatário deseje. Envia pelo navio "União", a dose do costume de rapé, conforme atesta o conhecimento incluso.
Estando "metido entre matos" e com falta de correios, revela que a sua inquietação pelo estado de saúde de António de Araújo, só terminou quando se encontrou com João José em Vila Rica. Não ajustou a venda das lavras do Morro de Gaspar Soares com o Câmara, devido à falta de meiso para se efectuar o pagamento à vista, mas removeram as dificuldades que eram causadas pelas àguas. Pretendendo vendê-las através da organização de uma Lotaria, remete uma petição para alcançar a necessária autorização de S.A.R.. Refere que este projecto é da maior importância, visto que o dinheiro que arrecadar servirá para pagar algumas dívidas que contraiu no Rio [de Janeiro] e para estabelecer, em associação com outra pessoa, a Fábrica na Fazenda de Santo António. Conforme já tinha exposto, pretende em seguida vender a fábrica e a fazenda ao sócio e ir ver os pátrios lares e remediar algumas desordens surgidas na sua ausência e assegurar uma boa educação "ao seu Poeta". Apesar de saber que o assunto não pertence à repartição do destinatário, pede a sua protecção para que o processo seja célere. Amanhã parte para Sabará, onde permanecerá até saber o desfecho do requerimento. Em P.s. apesar de não ter referido no requerimento, pretende que S.A.R. em atenção ao valor da fábrica, perdoe o pagamento da siza.
Aflige-se por não saber de notícias do estado de saúde de António de Araújo depois de se ter recolhido a Vila Rica. Recomenda o portador da carta, sobrinho do Ouvidor Branco, que vai à Corte tratar de uma dependência para a qual conta com a protecção do conde de Palma. Aguarda a chegada do Câmara dentro de dias, para tratar da venda do Morro de Gaspar Soares, conforme já tinha participado.
Felicita António de Araújo pelo restabelecimento da moléstia que o importunava.
Participa quais são as suas propriedades no Morro da Cachaça.
Encontra-se em Vila Rica onde veio despedir-se do conde de Palma, a quem muito deve pela forma que o tem tratado, e diz que D. Manuel tem muito que fazer para conseguir sobressair depois dos trabalhos do seu antecessor. Pede a António de Araújo que interceda junto de S.A.R. para que não se verifique o despacho do referido conde para a Índia e que aproveite melhor os seus préstimos. Comenta as potencialidades da sua fazenda de Santo António para o fabrico do papel e lamenta que não possua os meios necessários para investir devido às cobranças que não consegue efectuar junto do seus devedores. Pretende, no entanto, escapar às associações. Deseja que a Fazenda Real lhe compre as àguas e lavras que possui no Morro de Gaspar Soares para serem aplicadas na Fábrica de Ferro. Escreveu ao Câmara sobre este negócio e o mesmo respondeu-lhe que em príncipios de Maio iria ao Morro para tratar deste negócio. Pede ao dest. que escreva ao Câmara dando-lhe a entender que o negócio seria proveitoso. Aguarda pela chegada do novo General, o que deve estar por dias. Em P.s. pede ao destinatário que agradece a João José, que vai agora ao Rio, os obséquios que prestou ao autor.
Remete a carta do Capitão-Mor escrita na sequência do bilhete o Padre António Mendes, ficando a aguardar por instruções. Como o amigo Francisco Joaquim Moreira de Sá ainda não sabia quias as pessoas que pretende consultar, o autor, pediu ao Capitão-Mor que instasse junto do vendedor um alargamento do prazo, até Maio para que o destinatário possa decidir com sossego. Contudo, alerta para o facto de quanto mais tempo se demorar, mais licitantes vão aparecendo. O filho do autor continua em convalescença. Cumprimentos de António e de Damaso. Está doente e impacientíssimo com muito trabalho e com a qualidade dele que cada vez se complica e embaraça mais. Tem conhecimento que o novo General chega em Março e já tentou ir por diversas vezes apresentar os seu s cumprimentos de despedida ao conde de Palma. Refere que a morte do conde das Galveias, no dia 18, pode causar algum embaraço aos negócios. Refere-se aos despachos que mandou expedir.
O autor, [Capitão-Mor]depois de ter remetido a minuta do Padre Jardim sobre a Lavra, apresenta a Basílio Teixeira Cardoso Saavedra Freire os cálculos sobre o negócio da compra das lavras do Morro da Cachaça, e das que pertenceram a Filipe Dantas e Domingos Alvares.
Recebeu com satisfação a notícia da feliz chegada do amigo Francisco Joaquim Moreira de Sá. Espera que o destinatário tenha alcançado êxito no negócio com o Comandante Cosme.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de 20 de Dezembro e informa que na véspera lhe tinha escrito com mais alegria do que aquela que agora tem. Refere-se ao despacho do conde de Palma que pode causar algum transtorno nos seus negócios e alerta para as dificuldades que o destinatário pode encontrar em fazer uma tão longa viagem visto que está sofrendo de pernas. Parece provável que o novo Governador desta capitania não se demora muito e se assim fôr, não será necessário o Aviso, bastando apenas as recomendações fortes que o destinatário lhe promete. Diz que o novo Governador como é sobrinho do Ministro "ha de nadar sem boias".
Informa a António de Araújo que ontem foi um dia ocupadíssimo com a festa que João José Maria deu na sua Chacra em homenagem ao dia de anos do conde de Palma que se celebra hoje. O autor fez uma composição dramática tendo um professor daqui feito uma lindíssima música para a mesma ser cantada. Acaba de receber a carta e mais papéis de Basílio Teixeira, os quais nem tem tempo de ler, mas como vê que estão relacionados com o negócio da Cachaça remete-os já. João José anda ocupado com as festas, não podendo escrever, mas pede para comunicar que no próximo correio remeterá o requerimento relativo ao ofício, apesar de já existir uma cópia na mão do conde de Aguiar. Por falta de tempo escreverá depois com mais vagar para o Reino e para o destinatário.
Informa que ontem pelas nove da noite chegou um expresso de João José a participar-lhe o Despacho de António de Araújo, o que perante as circunstancias actuais e a saúde do dest. amotinaram a sua imaginação. Alerta-o para o facto de que para ser "util à Patria he necessario que viva!". Partirá para Vila Rica no dia 10, apesar de o conde de Palma mereça que o autor tivesse apressado mais esta viagem, o que não conseguiu devido às dores de dentes. De lá escreverá com mais vagar. Em P.s. remete uma carta que lhe chegou retardada, como o destinatário poderá confirmar pela data. A sua mulher e família endereçam-lhe os parabéns e informa que Miguel importunou a Musa tendo esta pedido tempo.
Em resposta à carta do Capitão-mor José de Araújo da Cunha e Alvarenga, descreve os trabalhos da sociedade dos seus cunhados na pedreira que pertenceu ao falecido Domingos Alvares Braga. Refere-se às lavras próximas à sua fazenda que pertenceram aos falecidos Filipe Dantas e Manuel Rodrigues Dias, as quais foram trabalhadas por minas e onde se pode encontrar ouro muito fino. No entanto, ignora a quantidade de engenhos e o local onde se possa colocá-los.
O autor, [Capitão-General de São Pedro do Rio Grande do Sul], [1.º conde de Rio Pardo em 1815], acusa a receção de algumas cartas do amigo António de Araújo, onde informava que havia diferido vários requerimentos, os quais causaram grande satisfação nos pretendentes. Recebeu a carta enviada por Domingos Portugal e informa que este seencontra em Montevideo "para distrasão da sua melancolia". Comunica que se encontra recolhido em Porto Alegre, onde está sujeito a menos riscos, porém não envolto em menos trabalhos.
Agradece ao amigo Francisco Joaquim Moreira de Sá a carta recebida. Pede ao destinatário que entregue a inclusa ao amigo Brito. Refere-se à família do destinatário que está em sua casa. Ainda não recebeu a ordem para poder informar sobre ela e, uma vez que a mesma trata de objectos relacionados com outra comarca, julga que melhor seria se a enviasse para Serro. Tem em seu poder a carta régia que poderá ser aplicável no negócio do destinatário. Na carta anterior remeteu uma do Capitão-Mor relativa ao Morro da Cachaça, uma resposta a este de um antigo dono da mesma, e outra do Padre António Mendes. Envia, por esta carta, uma outra do mesmo Capitão-Mor com o parecer do Capitão Agostinho da Silva e outra do capitão Hilário. Tece comentários sobre a conversa mantida ontem com o referido Agostinho sobre a mineração do dito local e espera que estes dados possam ajudar o destinatário a tomar uma decisão prudente e inteligente. Felicita o dest. pela vitória de 21 de Junho do exército combinado.
Diz que hoje estava incapacitado de escrever devido ao defluxo que lhe afectam os olhos, mas como espera pelas bestas que mandou vir de Santo António Abaixo e quer dentro de dois ou três dias partir, era necessário escrever a duplicata para Guimarães fez um esforço para cumprir com estes deveres. Não recebeu carta de António de Araújo por este correio, faltas que muito o assustam. Como pensa que o dest. falará com o conde de Aguiar, para que este mande um Aviso ao conde de Palma, para proteger a premeditada manufactura do papel, espera que o mesmo o faça com a maior brevidade possível, porque assim ser-lhe-à mais fácil cobrar algumas dívidas, com a protecção do conde de Palma. Leva algum dinheiro para Santo António Abaixo, mas deseja pagar alguns vinténs que ficou a dever no Rio e montar em ponto pequeno a referida fábrica, conforme já tinha exposto. Já tratou com João José Maria da forma de lhe enviar as cartas para aquele arraial visto que ali não há correio.
Solicita a S.A.R. uma certidão onde conste se o suplicante, na qualidade de Capitão General que foi desta Capitania de São Pedro, é ou não devedor de alguma quantia à Fazenda Real, esse foi ou não socorrido pela mesma Fazenda Real em alguma ajuda de custo.
Consta o despacho favorável da Junta da Real Fazenda de Porto Alegre e a respectiva certidão reconhecida no Rio de Janeiro.