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Regozija-se por saber através dos amigos que o conde da Barca, conselheiro de Estado, se encontra cada vez melhor. Estimou ter tido a fortuna de antecipar as ordens que lhe enviaram em 6 de Dezembro. Diz que está descansado obre este assunto e sobre "o outro, em que todos temos obrado a revellia", e por aquilo que observa tudo se afigura "vantajosamente para nós". Repete os seus rogos particulares e lembra a necessidade de ter um secretário de legação.
Sabe pelos amigos que o [conde da Barca] se encontra melhor apesar de ter sido atacado por uma epidemia de catarral. Informa o destinatário do elogio que uma gazeta alemã lhe dedicou. Aguarda com impaciência pela resolução relativa ao importantíssimo negócio dos colonos. Refere-se aos ofícios que tem enviado para o Rio de Janeiro, onde o destinatário poderá observar os serviços que o autor tem prestado. Lamenta não ter informações sobre o Rio da Prata tantas são as questões que lhe colocam a este respeito. Diz que em Londres têm efectuado os pagamentos até Outubro de maneira que o seu embaraço terminou. Espera que esta regularidade se mantenha.
Pede ao amigo João Correia de Paiva que lhe encomende uma carruagem de dois assentos. Ainda não está a par do negócio que o destinatário lhe solicitou mas que o irá informando dos desenvolvimentos. Toda a demora é motivada por "esses dois avarentos" que escreveram a dizer que preferiam servir só caso contrário demitiam-se. O autor desconhece os motivos desta tomada de posição. informa que a Junta não pode responder a João Correia de Paiva enquanto não decidir o caso. Pede ao destinatário que suspenda qualquer intervenção até que o autor o solicite. Vai recomendar o negócio até porque sabe que a Junta quer cumprir as ordens da Corte. Informa que o navio "Fénix", que saiu do Rio a 15 de Novembro, já chegou a Lisboa mas sem novidades. Pede o envio de três cafeteiras de folha dobrada.
Deseja ao amigo [conde da Barca], conselheiro de Estado, um feliz ano novo. Chama a atenção para o ofício n.º 35 onde pensa não se ter comprometido. Apenas aproveitou a oportunidade para ser útil, mas como receia intrigas recorre ao destinatário, seu único apoio. Espera que a forma como é recebido em Berlim, não seja mal interpretada [no Rio de Janeiro], embora saiba que o apelidam de "o Germânico". Informa que tem tido toda a família doente e que até ele próprio também esteve incomodado. Diz que hoje não pode escrever mais largamente devido ao jantar que hoje ocorre em casa do ministro da Baviera e da correspondência que está a ultimar para enviar para a Corte. Pede para não se esquecer dos seus rogos e em especial do secretário de legação. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Em resposta à carta de 26 do corrente, solicita ao amigo João Correia de Paiva que avise António de Araújo que remeterá pelo presente paquete tudo o que é relativo a ambos, ficando concluído o negócio. A filha agradece a remessa da encomenda.
Acusa a receção da carta do amigo [conde da Barca] datada de 28 de Julho de, a qual veio por termo à sua inquietação e onde notou que continua a usufruir da amizade e favor do mesmo. Diz que a resposta às três questões que lhe colocou, preveniu da postura que deve evidenciar. Regozija-se por saber que ai se pensa em tornar a vida diplomática numa verdadeira carreira. Refere a necessidade de ter um secretário de legação e pergiunta pelo sujeito que o destinatário lhe tinha recomendado. Refere-se aos elogios que Mr. Dncillon, Conselheiro de Estado e Mestre e amigo do Príncipe real, proferiu a favor do destinatário. Informa que ultimamente Londres tem efectuado os pagamentos e que o seu embaraço cessou. Refere a carestia que se vive nesta capital e informa que carregou na lista de despesas de secretaria o gastos relacionados com o luto da rainha. Relembra o negócios dos colonos. Recomenda o conde de Flemming e o seu secretário Mr. de Olfers, naturalista, que partem brevemente para essa Corte.
O autor, João Correia de Paiva, informa ao amigo António de Araújo que ainda tem em seu poder o bastão visto que ainda não chegou do continente a pessoa a quem o mesmo está destinado. Informa que neste paquete deve receber a conta corrente de B. e diz que após a mesma estar revista e balanceada, tratará da sua liquidação. Remete uma carta para o destinatário ver o que se passa a respeito da Companhia. Pede ao destinatário que caso os navios roubados forem restituídos, por força do Tratado de Escravatura, não se esqueça do navio "Comércio do Rio" que arruinou três famílias. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
O autor José de Oliveira Barreto, na sequência da carta anterior, participa ao amigo João Correia de Paiva que tem continuado a ocupar-se do exame de mutios papéis para poder efetuar a remessa da conta corrente ao amigo António de Araújo. Causou-lhe alguma confusão as quatro adições do ano de 1802 e por isso pede ao destinatário que lhe comunique o dia, mês, ano e quantia do crédito pertencentes a António de Araújo. Da resposta datada de 24 de Dezembro, consta que o autor informa a José de Oliveira Barreto, que retardou a resposta à carta para poder participar o seu conteúdo a Loureiro, a fim de escreverem em conformidade a S. Exª. [António de Araújo]. Remete o solicitado na carta de 23 de Dezembro, constituindo isto, exatamente, o que contém a obrigação da dívida do destinatário.
Remete ao amigo António de Araújo a carta de B.. Solicitou ao referido B. que remetesse a conta corrente directamente para António de Araújo, e alerta o destinatário para a necessidade de notar os erros ou enganos antes de enviá-la para que o autor possa fazer o balanço. Ainda não desempenha as suas funções, pelo que aguarda pacientemente pela resolução da Companhia. Informa que a filha Mimi foi a Paris, em companhia de uma senhora, e que é portadora de uma caixa de rapé que deverá enviar para o Rio de Janeiro com o letreiro de [António de Araújo]. estimará receber notícias do destinatário e de Manuel Luís. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Diz que as últimas notícias de que os amigos do destinatário recebera foram do mês de abril e que daí para cá todos perguntam sobre o [Conde da Barca]. No entanto, a julgar por aquilo que o destinatário lhe escreveu, espera que as melhoras tenham continuado. Recomenda o conde de Flemming, recém-nomeado ministro da Prússia [na Corte do Rio de Janeiro]. Tem um grande conceito dele e acha que nenhum outro "nos conviria tanto". Pede a pronta intervenção do destinatário por forma a receber as instruções sobre a imigração para o Brasil de famílias industriosas, visto que as solicitações sucedem-se e o momento é precioso. Refere-se ao seu ofício sobre os direitos marítimos "n'esta monarchia [prussiana]" e defende que se existe algum interesse em promover o comércio entre ambas as nações é urgente actuar. Passa mal com a irregularidade dos pagamentos e sem ajudas de custo e de luto. Pergunta se houve alguma alteração na gestão destes fundos. Pede ao destinatário que tome estes assuntos em consideração e dos seus pedidos feitos anteriormente.
Informa que recebeu com grande gosto a carta do amigo [conde da Barca] datada de 8 de abril passado, onde viu que ele conserva a antiga amizade que decidiu da fortuna e ultura do autor procurará nunca desmerecer o favor do destinatário. Apesar do destinatário estar pela mudança de nome, o autor pede-lhe que inste com todo o interesse pela verificação porque nas actuais circunstâncias em que se encontra, nada lhe será mais útli e vantajoso. Tem recebido muitas solicitações de pessoas de todas as classes, mas principalmente de fabricantes, artistas, homens de ofício e lavradores que pretendem estabelecer-se no Brasil. Diz que já enviou um ofício para o Rio de Janeiro a informar desta situação e dos custos, que não serão mais do que o pagamento do frete da embarcação, mas que tem recusado estas solicitações para não ser acusado de "léva de colonos". Acha que sendo os americanos e os russos os competidores directos de Portugal, esta é uma oportunidade que não deverá ser perdida para povoar e civilizar um país nascente como é o Brasil. Acha que a promoção deste assunto é o serviço mais relevante que um Ministro de estado pode prestar ao seu rei.
Informa que já há algum tempo que se tem sentido incomodado da sua saúde e que se achava abatido quando recebeu a carta de 31 de Julho. Estimou saber que o amigo Conde da Barca goza de melhoras e deseja-lhe um rápido restabelecimento. Refere-se às intrigas e às movimentações de capital da Companhia efectuados pelos "dois nababos" a mando dos "Teologos da panellinha", temendo estes a entrada do autor para o escritório. Informa que o seu sobrinho foi ao Porto onde soube dos Ilustríssimos que o autor estava empregado, tendo os mesmos enviado uma carta para os de Londres a confirmar este facto. Informa que foi José Ferreira, quem arrematou o contrato do tabaco, quem instruiu o sobrinho do autor de tudo a respeito dos Ilustríssimos. Em P.s. informa que mostrou a carta recebida a madame Kieckhoefer.
Recebeu a carta do "nosso" Manel Luís onde este anunciava a boa disposição do Conde da Barca, Conselheiro de Estado, Ministro [da Marinha e do Ultramar]. Informa ao amigo que a sua saúde não é boa. Na de 2 de Julho relatava o que tinha acontecido com o B. e portanto aguarda resposta para principiar o negócio. Na última página está anotado o endereço do destinatário do Rio de Janeiro.
Demonstração da receita e despesa que tiveram os Administradores da Fazenda Real em Londres no último quartel do ano de 1816.
Informa ao amigo Conde da Barca que está de partida com a família para Lisboa devido ao seu estado de saúde e ao da sua filha Mimi. No dia 11 foi ao Paquete que havia chegado dessa Corte para indagar se havia recebido cartas do destinatário e de Manuel Luís, o que infelizmente não aconteceu. Espera que a saúde de ambos esteja melhor. Informa que parte sábado, ficando a aguardar por notícias em Lisboa, onde espera permanecer durante quatro meses. Espera que os Ilustríssimos já tenham ouvido o "sabonete" pois andam a boicotar a sua entrada há dois anos. Se o Conde da Barca tiver enviado o respeitante a B., não interessa que o autor não esteja em Londres, visto que está tudo preparado para ser iniciado, mesmo que B. não o queira fazer a bem. Na última página está anotado o endereço do destinatário.
O autor informa que ainda não recebeu resposta à sua carta de 17 do mês passado. Confirma a encomenda da carruagem de dois assentos. Informa que as últimas notícias que recebeu do Porto a respeito do negócio do amigo João Correia de Paiva obrigam-no a mudar o conceito que tinha de alguns deputados da Companhia, que formam conluios com esses dois avarentos para se defenderem na Corte do Rio de Janeiro. Acusa os dois avaros de quererem "comer tudo" e de estarem protegidos na Junta por um grupo liderado pelo Deputado Guerner. Julga inútil todo o trabalho dos governadores e propõe ao destinatário que informe de tudo ao seu amigo no Rio e se for necessário que se dirija para lá pessoalmente a fim de reclamar a sua nomeação, onde o autor oferece todo o crédito que o destinatário necessitar. Solicitou a Joaquim Francisco Dauin o favor de apresentar os seus cumprimentos às senhoras e meninos. Espera que Mimi já se ache restituída e livre do país revolucionário. Em P.s. acabou de receber o modelo das armas e da carruagem.
O autor, João Correia de Paiva, informa que escreveu em 18 de Fevereiro para avisar que B. remetia diretamente a conta e que o autor ficaria à espera da mesma para poder concluir este particular. ainda está na posse da bengala e da carta visto que o destinatário das mesmas, [Sir Sidney Smith], ainda está fora do país. Refere-se ao negócio do Navio "Comércio do Rio" e pede a António de Araújo que seja nomeada uma pessoa para fazer o ratio e o pagamento da indemnização. Informa que Manuel de Sousa Freire ofereceu-se para tratar em Lisboa do seu negócio com a Companhia. Remete a resposta deste. Lamenta que após a sua nomeação de há um ano para a Companhia e certo neste emprego, embora desconhecesse o delito, desligou-se de todo o comércio que tinha. Diz que foi a António de Araújo, a pessoa a quem pela primeira vez na vida pediu algo.
Informa ao amigo António de Araújo de Azevedo que desde a receção da carta de 16 de Junho as conversas que mantinha com o casal Kieckhoefer, eram reservadas ao estado de saúde de António de Araújo. Mas, com a de 16 de Julho, escrita por Manuel Luís, trouxe muita felicidade a todos os amigos por saber do restabelecimento do destinatário. Deseja-lhe a continuação de boa saúde. Pede o envio da conta de B. para tratar da liquidação. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
O autor, em resposta à carta de 20 do mês passado, informa a José Ferreira Pinto Basto das relações e conceito que mantêm com o amigo José Correia de Paiva, tecendo algumas considerações sobre a família deste, sobre os negócios, dos contactos que manteve com o soberano e ministros de Estado, entre os quais António de Araújo, e da sua ambição em servir a Companhia [dos Vinhos do Alto Douro] em Londres. Na última página está anotado o endereço de António de Araújo de Azevedo no Rio de Janeiro. Autógrafo de João Correia de Paiva.
Agradece a carta datada de 27 de Abril do amigo conde da Barca, onde recebeu a notícia do melhoramento da sua saúde. Esteve com o B. o qual lhe certificou que o Conde da Barca era seu devedor. Pede o envio da carta que comprove esta dívida, para poder voltar a comunicar com o referido B.. Participou a Mr. e Mme. Kieckhoefer o que Barca lhe havia solicitado. Ainda tem em seu poder a carta e a bengala. Aguarda pela resposta.
Informa que com a chegada da fragata inglesa renovou-se a alegria pela certeza da continuação da saúde do amigo António de Araújo de Azevedo. Informa que remete os papéis a José Egídio e que ele que faça o que achar oportuno. Diz que a sua pretensão é justa conforme mostram os documentos e que se S.A.R. visse a carta escrita por D. Domingos António de Sousa Coutinho ordenava, sem mais averiguações, que o mesmo fosse rateado como os demais. Certo na justiça, implora pela protecção do destinatário, Conselheiro de Estado, Ministro [da Marinha e do Ultramar]. Ainda está à espera do paquete que trará as notícias da Companhia. Pede a conta de B. e informa que ainda tem em seu poder a bengala. Em P.s. envia saudades ao Dr. Manuel Luís.
Aproveita a partida de J. Timóteo de Araújo para a protecção do amigo António de Araújo de Azevedo para o portador do Tratado e também a aprovação para a conduta dos negociadores [portugueses]. Reconhece que o Tratado não reflecte os "nossos desejos" mas que nas circunstâncias complicadas em que se achavam era díficil em que se achavam era difícil obter outro resultado. Comenta a indemnização que é devida a Portugal relativamente às perdas sofridas pelo comércio; a anulação do Tratado de Aliança de 1810; as concessões portuguesas relativamente à abolição do tráfico [negreiro] a norte do Equador e da Guiana. Observa a necessidade de ratificar o Tratado antes de dois de Abril por forma a evitar o pagamento de vinte e seis mil libras à Inglaterra. Remete para os ofícios mais informações sobre o Congresso e sobre a legação portuguesa.
Acusa a receção de três cartas do amigo António de Araújo: uma pelo colega antónio de Saldanha [da Gama]; outra em resposta à carta em que lhe recomendava Mr. Sellow; e a terceira em que António de Araújo lhe recomendava o Oficial de Secretaria Manuel Rodrigues Gameiro [Pessoa]. Informa que leu na presença dos colegas os Despachos enviados pelo Marquês de Aguiar, tendo verificado que a sua conduta nas negociações de Paris não receberam a Real aprovação. Defende a sua inocência e expõe os motivos que o levaram a incluir Cayenna na negociação dos limites entre Portugal e a França. Diz que agiu em conformidade com as instruções do Plenipotenciário de S.A.R. mas admite que os interesses portugueses não foram bem defendidos em Paris. Afirma ser superior a qualquer espírito de partido ou de intriga e que se reconcentra unicamente no desejo de servir a S.A.R. e ao destinatário. Conforme vai referido nos ofícios, a duração do Congresso não excederá os dois meses. Como não recebeu outras instruções relativamente ao seu futuro, supõe que subsiste a intenção de enviá-lo para Londres quando terminar o Congresso, o que fará por via de Lisboa para ir buscar a família. Relembra o favor pedido para um primo de Manuel de Sousa.
Acusa a receção da carta de 25 do mês presente e com ela o requerimento para a Junta da Companhia dos Vinhos o qual mandou entregar ontem, e segundo sabe foi visto mas não recebeu qualquer despacho. Tem tomado o negócio do destinatário como se fosse seu, mas vê que as suas diligências têm sido frustradas. Aconselha João Correia de Paiva a aproveitar as relações que mantém com o Governador do Reino Ricardo Raimundo e pedir-lhe que interceda junto do irmão João Nogueira, ara que este concorra para o despacho. Caso contrário, só fazendo queixa ao Soberano é que o destinatário verá desagravada a insolência que os Agentes de Londres têm usado com o consentimento dos actuais deputados.
Nomeado por S.A.R. Agente em Londres desta Ilustríssima Junta, no dia 5 de Agosto de 1814, e em virtude de não ter sido admitido no exercício das suas funções, não tem recebido os emolumentos e comissões competentes ao seu cargo. Solicita à Junta que lhe mande pagar as referidas comissões e que os Agentes em Londres lhe dêem posse do lugar ou que declarem publicamente o impedimento que obsta à sua admissão.
Pretende saber da saúde do Conde da Barca, Conselheiro de Estado, Ministro [da Marinha e do Ultramar], e certificar-lhe que, de Falmouth, deu parte da sua retirada para Lisboa. Informa que a sua filha está a melhorar, mas que o autor, ainda teve dois ataques, mas espera poder voltar para Londres em Maio. Participou à Ilustríssima Companhia dos Vinhos os motivos da sua vinda e dias depois remeteu-lhes o requerimento, cuja cópia vai em anexo, bem como a resposta que recebeu do seu correspondente no Porto. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Recorrendo ao favor do amigo António de Araújo de Azevedo, recomenda à sua protecção Mr. Sellow, naturalista alemão que peretende realizar uma viagem pelo Brasil. Informa que o mesmo tem dedicado os seus estudos particularmente sobre botânica, sob a orientação de Mr. Humboldt em Paris e de Sir Joseph Banks em Londres, mas sem excluir os outros ramos da História Natural. Informa que o Barão de Jacobi Kloest, Ministro da Prússia em Londres, pediu-lhe que facilitasse esta viagem através de uma carta de recomendação, o que o autor julga cumprir solicitando a direcção e o patrocínio do destinatário.
Informa ao amigo António de Araújo de Azevedo das razões que o levaram a estar tanto tempo se lhe escrever. Receando que o destinatário o tenha "interiormente acusado de negligencia e de falta de gratidão", Palmela diz que nunca cessará de agradecer ao destinatário os favores e provas de amizade que sempre recebeu. Recomenda à protecção do destinatário o requerimento incluso que é de um artista português [José Nunes de Carvalho] que vive em Londres, em que este pretende obter de S.A.R. uma pensão para poder viajar dois ou três anos e estudar pintura. Informa que o Conde do Funchal remete um requerimento semelhante ao Conde das Galveias. Renova as expresões de amizade e reconhecimento e disponibiliza-se para cumprir as ordens e comissões que o destinatário o queira encarregar. Comenta a conjuntura política actual realçando os rumores da derrota completa de Bonaparte. Espera que a saúde do destinatário não tenha sofrido com o clima do Rio de Janeiro.
Solicita ao [Conde da Barca] a sua nomeação para o cargo de Cônsul Geral na Grã-Bretanha, que se encontra vago desde o falecimento de Joaquim Andrade. Refere que em Novembro passado já tinha solicitado a Manuel Luís que intercedesse junto do destinatário para o efeito. Refere que este cargo já havia sido oferecido ao seu tio e ao seu pai, mas que ambos não aceitaram pelo facto de Lucena ainda estar vivo.
Pede a Manuel Luís Álvares de Carvalho que interceda a fim de desafrontar o amigo comum João Correia de Paiva, do insulto e descrédito porque passa, em virtude do não cumprimento do Aviso que S.A.R. dirigiu à Junta da Companhia dos Vinhos do Alto Douro, para que esta o nomeasse para terceiro agente de negócios em Londres em substituição do falecido F. Stockler. Informa que os dois agentes em Londres recusaram a admitir Paiva, dando origem a intrigas na Junta do Porto. Conhece João Correia de Paiva há 42 anos, que é um homem honrado e que esta situação pode causar danos irreparáveis na sua reputação. Acusa os dois agentes [de Londres], apoiados pelo deputado Guerner, de administrarem para si os monopólios e conservarem grandes fortunas. Sugere que ambos fossem substituídos, dada a sua avançada idade, e Paiva admitido. Pede ao destinatário que apresente estas verdades ao Trono e qe descurda a trama. Felicita-o por ter salvo a vida a António de Araújo.
Em virtude de se ter extraviado a carta que seguia no paquete de Maio, devido ao assalto perpetrado pelos corsários americanos, repete as felicitações ao amigo António de Araújo pelo despacho com que S.A.R. o agraciou, notícia que recebeu pelo amigo Loureiro. Informa que correu logo a oito oficinas para fazer publicar a notícia e assim evitar o sucedido quando o destinatário recebeu a Grã-Cruz, onde alguém em Londres pagou para não ser divulgada esta mercê. Também dizia, nas referidas cartas, que os seguradores estão para decidir a respeito da máquina e que já convocaram por duas vezes os administradores portugueses, embora o encontro não se tenha realizado devido à quebra de Palyart e depois pela morte da mulher deste. Diz que D. Domingos proibiu a Palyart de anunciar a quebra [da Fazenda Pública] antes da saída do paquete para essa [corte] para ninguém desse a notícia antes dele e para não assustar o Erário [daí]. Diz que o [Correio] Braziliense terá muito a dizer, visto que Suas Excelências ainda estão Paris enquanto que todos as personagens já estão aqui. Diz ao destinatário que se quiser encomendar algo é só enviar as ordens e que muito sentirá se o pedir a outrém. Não se esquece do Dr. Manuel Luís. Não sabe se ele recebeu o relógio nem se o destinatário ficou satisfeito com o cobre e a moldura.
Recebeu as cartas de 5 e 8 de Janeiro. Informa que ainda não conseguiu alcançar da Companhia a ordem visto que os Directores não puderam levar a tribunal os administradores São Paio e Palyart para explicarem o motivo pelo qual abandonaram a máquina. Espera ter a conclusão deste negócio para enviá-la no paquete seguinte. Remeteu a carta para Estocolmo e a primeira para o Abade, enquanto que a segunda será enviada na primeira ocasião. Diz que o B. é mau homem e que se composta como quem semprefoi fanfarrão. Aconselha o destinatário a penhorar-lhe alguma fazenda ou casas no Porto. Recomenda o portador da carta, o seu amigo particular Barbosa, e felicita o destinatário pelo fim do Tirano. Em P.s. Faz-se lembrado a Manuel Luís.
Informa ao amigo António de Araújo de Azevedo, que recebeu de Dias Santos os valores das encomendas que enviou em Maio do ano passado pelo Navio Trafalgar. Em resposta à carta de 30 de Junho, lamenta não poder dar alguma notícia do B. a respeito das contas e aconselha o destinatário a escrever-lhe a dizer que já não pode aguardar mais tempo e que só espera a resposta para passar uma procuração a outra pessoa, visto que ele poderá não o querer fazer com o autor. Informa que os seguradores pretendem que a Fazenda Real mande fazer um leilão do resgatado e remeta a conta da venda, podendo depois a Fazenda receber o que render. Faz-se lembrado a Manuel Luís, Egídios e Marques. Espera poder ir a Lisboa ver o destinatário.
O autor, [barão da Pedra Branca em 1825], [Visconde em 1826], informa que recebeu a carta de [António de Araújo de Azevedo] e que a remeteu a Ferrão que se encontra no Alambique. Achou que o pai de Ferrão mostrou certa frieza, talvez devido à penúria da terra onde "não há quem adiante um real", e que por isso pensa em falar a outro sócio. Fala nas prioridades para por o alambique a funcionar e dos gastos que Manuel José Machado tem tido com o seu alambique. Refere que só sairá da Fábrica quando receber os lucros visto que este é o negócio mais lucrativo que ali existe e que está decidido a mandar um homem hábil e capaz que tem no seu engenho para dirigir a nova fábrica. Defende que se faltar um sócio, a soluçãopassa por fazer uma fábrica mais pequena. Fala nas condições do local onde deverá ser instalada a referida fábrica e da necessidade em ter àgua e os modelos das fornalhas. Informa do terrível temporal que ali se faz sentir. Em P.s. recomenda-se a manuel Luís.
O autor, [barão da Pedra Branca em 1825], [Visconde em 1826], refere que o local da fábrica não convinha por ser no engenho de um dos membros da sociedade, mas que achou um outro local na vila de São Francisco, a sete léguas da Baía, tendo já ajustado o aluguer do mesmo por seis mil cruzados. Informa que já trabalha no plano da sociedade e, com os meios que tem ao seu dispor, este "negocio he de dár dinheiro já, e muito em pouco tempo". Espera por ordens e pelo crédito de António de Araújo, Conselheiro de Estado, para poder comprar os meios necessários. Fala nos melhoramentos do Alambique de Ferrão e informa que ainda não foi escolhido o local para a Escola de Agricultura e para o jardim Botânico, mas que já fez o plano para a sociedade de agricultura. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Comunica ao Marquês de Aguiar, [entretanto falecido] que acabou de ter conhecimento que Mr. Thornton, actual ministro de S.M.B. na Suécia, foi nomeado para exercer as mesmas funções junto [da Corte] de Sua Majestade El-Rei [D. João VI]. Informa que o mesmo goza de muito boa reputação.
Agradece as expressões de favor e amizade que o Conde da Barca lhe dirigiu na carta de 27 de Abril. Pela mesma verificou que, apesar dos esforços do destinatário e do Marquês de Aguiar, não foi deferida a pretensão que havia requerido [em 25 de Novembro de 1815], e informa que embarcará para Inglaterra, entre quinze dias e três semanas. Para já não levará a familia, esperando poder fazê-lo na próxima primavera se se verificar aquilo que o Conde da Barca lhe anuncia ou se for necessário, vender parte dos bens que tem em Itália. Refere novamente que apenas solicitou aquela mercê para estar habilitado a entrar o mais rapidamente possível no exercício da missão que lhe foi confiada e não com outro objectivo. Pede ao Conde da Barcaque promova a expedição de instruções extensas e positivas dos temas em discussão entre as duas Cortes, para regular a sua conduta em Londres, e sobretudo as questões relacionadas com comércio escravatura e relações com Buenos Aires. Supõe que as instruções que têm sido remetidas a Cipriano Ribeiro Freire são transmissíveis para si, mas previne que desde que foi nomeado nunca recebeu qualquer instrução. Espera continuar a receber o favor do destinatário e também que a sua demora em Lisboa não seja desaprovada por S.A.R.. Informa que vai partir assim que o destinatário lhe comunicar a resolução de S.M. sobre a sua pretensão.
O autor, [barão da Pedra Branca em 1825], [Visconde em 1826], informa que o [8.º] conde dos Arcos, [Governador da Baía], já está ciente do que são as línguas de fogo. Refere que vai começar as lições de agronomia visto que já existe muita gente à espera das mesmas. Informa que pela carta de Felisberto o destinatário verá que o autor fez mistério sobre os alambiques, e que Ferrão está de acordo com a Companhia e que estão prontos a começar logo que os instrumentos cheguem, visto que têm casa à beira mar para o negócio em grande embora falte àgua potável. Recomenda segredo pois existem fortes antagonistas ao projecto. Informa que partirá já para o Engenho e pede a António de Araújo que apresse a factura das máquinas. Lembra que o povo da Baía pede que se estabeleça aqui uma Universidade, visto que estão dispostos a entrar com fundos. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
O autor, [barão da Pedra Branca em 1825], [Visconde em 1826], informa a [António de Araújo] que o "mulatinho" que deveria ter sido entregue a [Gaspar José] Marques, "para que venha a Bahia ater um bom oficial de obras de ferro", seguirá juntamente com Augusto. Pede ao destinatário que o mande vigiar e que o recomende a Marques.
Solicita ao Conde de Palmela que recomende o genro de um seu amigo, que pretende estabelecer-se no Brasil com interesses comerciais.
No seguimento dos pedidos que lhe foram endereçados por Mr. De La Bernadiére conforme atesta a carta inclusa, pede a protecção do amigo António de Araújo de Azevedo para o portador da carta Mr. Louis Nicloas Dufrayer que pretende estabelecer-se no Brasil. Supõe que os objectivos deste são puramente comerciais.
Felicita o destinatário pelo merecido título de Conde da Barca com que S.A.R. o brindou. O título não é apenas prémio pelos grandes serviços prestados, mas também como reparação pelos mais nobres sacríficios. Agradece ao amigo Conde da Barca pela contribuição dada para que S.A.R. aprovasse a ratificação do Tratado de Viena e das últimas negociações em Paris cuja notícia recebeu do Marquês de Aguiar. Lamenta apenas não ter sido aprovado por S.A.R. a negociação que entabulou com o Plenipotenciário espanhol sobre uma Convenção temporária entre as Cortes portuguesa e espanhola e espera que daqui não resulte consequências de maior sobre este seu erro involuntário. Pede ao Conde da Barca o favor de proteger o requerimento que o seu cunhado o Conde de Sabugal pede permissão a S.A.R. para se reunir à Divisão de Voluntários que está destacada no reino do Brasil.
Felicita o amigo António de Araújo pelo restabelecimento da saúde. Remete a pedido do Conde de Hogendorp, uma carta e um folheto impresso. Não pode negar-se a fazê-lo, mas está convencido da inutilidade da petição do mesmo. Informa que escreveu ontem um ofício ao Marquês de Aguiar a participar a licença de S.A.R. para poder ir a Lisboa buscar a família e instalar-se na missão de Londres, e que hoje escreverá uma carta particular ao mesmo ministro a pedir um adiantamento dos ordenados relativos a dois ou três anos do seu serviço como Ministro em Londres. Roga ao destinatário, em atenção ao favor e amizade que lhe presta e também à experiência que detém na carreira diplomática, que apoie a sua solicitação visto que a mesma é indispensável para poder obedecer às reais ordens. Refere-se aos gastos que foi obrigado a fazer quando esteve em Viena.
O autor, [barão da Pedra Branca em 1825], [Visconde em 1826], solicita a António de Araújo de Azevedo, [Ministro da Marinha e do Ultramar], que proteja o requerimento de D. Luísa Francisca Nascimento e Oliveira, esposa de Manuel José Fróis, que se acha reclusa no Recolhimento da Misericórdia.
D. João, Principe-Regente de Portugal, mediante petição de José António Pereira, negociante da praça de Lisboa, concede-lhe uma moratória de cinco anos para poder realizar e recolher os cabedais dispersos, para que então qualquer credor possa exigir o pagamento de qualquer dívida.
Informa o primo e amigo Conde da Barca da sua chegada a Braga, no dia 14 de Março, juntamente com os seus filhos, tendo ficado a sua mulher em Lisboa no Convento de Santa Ana, para onde havia fugido, conforme já o havia informado em cartas anteriores. Por este facto considera-a "morta civilmente". Manifesta a sua disponibilidade para o que o destinatário entender. Repete os seus rogos para que lhe seja garantida uma vitória legal e para que se evite a entrada nessa Corte de mais um requerimento ousado que perturbe a sua tranquilidade.
Exposição do acontecido a João de Faria Machado e das razões do seu comportamento.
Manifesta preocupação pelo estado de saúde do primo Conde da Barca. Expõe as suas razões para recusar o pedido de casamento que António de Vasconcelos Abranches Castelo Branco, concunhado do destinatário, dirigiu à filha do autor. Pede ao Conde da Barca que como parente e amigo que interceda a seu favor. Junto remete uma exposição de todo o sucedido.
Pede a protecção do destinatário para o requerimento que enviou a Sua Majestade a solicitar a graça de uma Comenda da Ordem de Cristo.
O autor, [barão da Pedra Branca em 1825], [Visconde em 1826], refere a alegria que reina na Baía devido à visia da Família Real. Pede ao Conde da Barca que beije por si a mão El-Rei [D. João VI].
O autor, [barão da Pedra Branca em 1825], [Visconde em 1826], informa ao Conde da Barca que se encontra no meio do mato desde Novembro e que não sairá dali senão após a volta da paz à Baía.
O autor, [barão da Pedra Branca em 1825], [Visconde em 1826], felicita o destinatário pela elevação [a Conde da Barca]. Refere-se ao estado de terror que se vive na Baía, devido aos desacatos dos negros, e informa que Felisberto [Caldeira Brant Pontes], ainda assim para lá vai assumindo a responsabilidade de depois informar o destinatário. Renova a sua súplica para obter um Aviso que lhe permita ir à Corte com a sua família.
O autor, [barão da Pedra Branca em 1825], [Visconde em 1826], comenta a permanência do Príncipe[-Regente] no Brasil e as repercussões que esta situação acarreta para a imagem do destinatário [António de Araújo de Azevedo]. Informa que recebeu de Mr. Thuin sementes do Jardim das Plantas de Paris, as quais remeterá a António de Araújo de Azevedo para que encarregue o "cadete de minas" de as tratar no [Real Jardim] da Lagoa de Freitas.
Aviso, em que o Príncipe-Regente, mediante requerimento de José António Pereira, negociante da Praça de Lisboa, ordena à Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação que tome conhecimento do negócio sobre o fretamento do Navio "Lampadoza", e ouvindo as partes interessadas decida como mais justo lhe parecer, na forma já ordenada pelo Aviso de 4 do corrente, pelo que respeita ao seguro da fazendas do referido navio. Possui as assinaturas de António de Araújo de Azevedo e de Geraldo Venceslau Braancamp de Almeida de Castelo Branco.
Informa que embarcou na Sumaca "Gloria" a segunda remessa de 40 arrobas de cane seca que o destinatário tinha encomendado. Pelo conhecimento incluso verificará a remessa feita no princípio do mês passado pelo Bergantim "Negrinho". Oferece um barril de línguas sovadas. Em P.s. informa que o preço de cada arroba, desta segunda remessa, é igual ao daprimeira e que o vendedor lhe pediu que opagamento fosse feito na Corte a João Prestes de Melo.
O autor, Mestre do Bergantim Negrinho, transporta, a pedido de Feliciano Fernandes Pinheiro, 40 arrobas de carne para entregar no Rio de Janeiro a António Luis Dantas Coelho.
O autor, José António Pereira, negociante da praça de Lisboa, conforme solicitado na carta de António de Araújo de Azevedo, datada de 30 de Agosto, informa que procedeu, de imediato, à entrega da que vinha inclusa ao Conselheiro. Comunica que depois de 1 de Janeiro, altura em que lhe deu a conhecer as violências perpetradas pela viúva Salgado, a situação conheceu novos desenvolvimentos visto que o Decreto que chegou do Rio de Janeiro foi aqui observado com pleno rigor, tendo o seu implacável opositor Joaquim Pereira de Almeida se aproveitado da situação para depositar cento e quinze caixas de quina. Desconhece qual será o alcance das violências, mas assume que está disposto a sofrer para que seja conhecida a prepotência com que os Ministros seguem os seus caprichos e especialmente Salter que despreza os Avisos que António de Araújo expede para a Real Junta do Comércio para que o tribunal do Desembargo do Paço decidisse à sua maneira sobre o escandaloso fretamento do Navio "Lampadoza". Alerta para o desrespeito com qe são olhadas as ordens reais e para o ultrage sofrido pela Junta do Comércio. Lamenta o facto dos seus fundos no Rio de Janeiro estarem estagnados e que os seus inimigos tenham embargado outra grande quantia que lhe devem como também principiarem o processo de um novo juízo ordinário que não terá fim. Pede protecção ao destinatário, Presidente do Tribunal [da Real Junta do Comércio, Agricultura], para o requerimento em anexo, do qual envia uma cópia ao Conde de Linhares. Escreve também aos amigos Manuel Jacinto Nogueira da Gama e ao Desembagador José Joaquim Nabuco.
Pede auxílio [ao Conde da Barca] porque a sua situação é muito precária e não tem meios para pagar as dívidas. Solicita ao destinatário que apresente o requerimento incluso a Sua Majestade.
Satisfazendo a encomenda de António de Araújo de Azevedo, informa-o da remessa pelo Bergantim "Negrinho" de dez quintais de carne seca de excelente qualidade. Informa que mediante as instruções de 20 Janeiro passado. Fica a aprontar igual remessa para seguir na Sumaca "Gloria". Aconselha-o a orçar o conseumo anualda família para poder efectuar a compra total ao próprio fabricante no tempo da safra poque assim ganharia em preço e em qualidade.
O autor, Mestre do bergantim Negrinho, transporta, a pedido de Jose Feliciano Fernandes Pinheiro, 40 arrobas de carne para entregar no Rio de Janeiro a António Luís Dantas Coelho.
O autor, Capitão do 1.º Regimento de Voluntários Reais, queixa-se das injustiças praticadas pelo Tenente Coronel José Claudino e das acusações que são imputadas ao autor. Remete a sua defesa e solicita ao [Conde da Barca] que mande proceder a uma indagação daquilo que se passa, caso contrário cairá vítima de uns homens que, de propósito, procuram a sua desgraça.
O autor, Consul Geral de Portugal em Génova, transcreve a carta que enviou, em 24 de Agosto de 1814, a António de Araújo de Azevedo, Conselheiro de Estado e Ministro da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro, onde informava da vitória do exército inglês sobre Napoleão, restituíndo novamente a Génova a qualidade de républica; dos ofícios que enviou para Lisboa em 21 e 29 de Abril de 1814, julgando que António de Araújo ainda era o Ministro dos Negócios Estrangeiros; que só com o regresso do Rei da Sardenha é que soube de notícias de Lisboa por Rodrigo Navarro de Andrade, que acompanhou o primeiro na qualidade de encarregado de negócios de Portugal; felicitava o destinatário por ter sido nomeado Ministro da marinha e do Ultramar; pedia protecção para receber o quantitativo das três listas de despesas referentes ao ano de 1807 e que estavam a cargo da Real Fazenda, porque neste período era António de Araújo o responsável. Em 3 de Julho de 1815, o A. pede o amparo do destinatário para receber o pagamento das três listas que estão a cargo da Real Fazenda. Informa que a Républica de Génova, com o Congresso de Viena, foi abolida tendo passado a Ducado ficando sob domínio do Rei da Sardenha, a quem foi no passado mês de Fevereiro apresentar os seus cumprimentos. Informa que recebeua surpreendente notícia da completa vitória dos Aliados sobre Napoleão Bonaparte, nos dias 17 e 18 de Junho último, e que o mesmo viu-se obrigado a fugir para Paris, mas que ainda não foi destituído. Dizem que abdicou do Império a favor de napoleão II, seu fliho.
Felicita o conde da Barca por se achar restituído da sua saúde.
O autor, Capitão da 2.ª Companhia de Gros. do 1.º Regimento, apresenta a sua defesa ao Presidente e mais vogais do Tribunalde Justiça, contra as acusações e actos praticados contra si pelo Tenente Coronel António José Claudino.
Agradece a carta que António de Araújo de Azevedo, Enviado Extraordinário em Haia, lhe dirigiu em 27 de Julho. Remete uma carta que lhe dirigiu D. Domingos de Sousa Coutinho que está presentemente em Liorne. Tendo feito diligências junto de alguns livreiros desta cidade, remete ao destinatário uma nota contendo as melhores edições das traduções italianas dos poetas latinos, ficando a aguardar um eventual pedido do destinatário. Assegura que os maços e cartas que o destinatário remete para a Corte tiveram o seu seguimento com o correio que todas as semanas parte com o paquete de guerra para Barcelona.
Agradece as cartas que António de Araújo, Ministro Plenipotenciário em Haia, lhe enviou em 11 e em 26 de Janeiro e prontifica-se para executar os seus pedidos. Informa que os maços e cartas que vinham inclusas e que eram dirigidas à Corte seguiram no régio paquete ?Both?, correio de Espanha pela via de Barcelona, mas que agora tem existido dificuldades devido ao mau tempo e vento contrário que já provocaram a falta de seis correios. Transcreve os preços dos livros que António de Araújo lhe tinha solicitado e prontifica-se para se encarregar da compra e do envio dos escolhidos. Em P.s. informa que na sequência da advertência do destinatário, já começou a lançar na lista da secretaria, o porte das cartas. Agradece o aviso a seu favor junto de Luís Pinto.
Diz que pelo Correio de Espanha recebeu uma carta e um ofício do secretário de Estado Luís Pinto de Sousa dirigidos a António de Araújo, Ministro Plenipotenciário em Haia, pedindo que acuse a sua receção. Como os "Negocios pela via de terra vao tomando milhor regulamento" espera poder, em breve, expedir a encomenda de livros.
O autor, Bispo, [de São Paulo], [entre 1794 e 1824], recomenda à protecção de António de Araújo de Azevedo, [Ministro da Marinha e do Ultramar], o portador da carta o Padre Lourenço da Costa Moreira.
O autor, Bispo, [de São Paulo], [entre 1794 e 1824], roga a António de Araújo de Azevedo, [Ministro da Marinha e do Ultramar], que faça "todo o favor possivel" ao Desembargador Miguel Marcelino Veloso Gama que vai para a Relação do Maranhão.
O autor, Bispo, [de São Paulo], [entre 1794 e 1824], recomenda ao Conde da Barca, [Ministro da Marinha e do Ultramar], o Padre José da Costa ?Vilinça?, natural do Arcebispado de Braga e que "foi da minha Familia".
O autor, Fidalgo Cavaleiro da Casa real, Tenente Coronel Comandante do 1.º Corpo de Cavalaria de Voluntários Reais do Príncipe, solicita ao Conde da Barca que interceda junto do Provedor e Deputados da Junta da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, para não lhe comprarem o vinho de embarque, permitindo assim ao autor vender a outro negociante exportador ou a conduzi-lo para o Porto.
Aproveita a partida de Manuel Rodrigues Gameiro [Pessoa] para agradecer novamente a António de Araújo todos os favores recebidos. Enquanto não receber a aprovação do destinatário relativamente às negociações no Tratado não pode deixar de confessar algum receio e desconfiança, que chegariam mesmo a um extremo se não fosse a cooperação dos colegas e o voto dos conselheiros de legação, vistas as responsabilidades e dificuldades em que se encontravam. Terá de adiar a sua partida para Lisboa, em virtude dos rápidos sucessos dos aliadosque provocaram uma reunião em Paris, uma espécie de segundo Congresso, o que lhe trará novas responsabilidades. Sem querer imiscuir-se de participar no Real serviço, espera que as ordens e plenos poderes de S.A.R. cheguem a tempo por forma a diminuir a sua responsabilidade. Elogia os préstimos de Manuel Rodrigues Gameiro em Viena. Relembra a petição de José Nunes de Carvalho, pintor português que pretende que lhe seja atribuída uma pensão para viajar por França e Itália para se instruir na Pintura. Remete mais informações para os ofícios.
O autor, Bispo, [de São Paulo], [entre 1794 e 1824], recomenda a António de Araújo de Azevedo [Ministro da Marinha e do Ultramar], o portador da carta, o Padre António Jacinto de Medeiros "que foi da minha Família".
O autor, Bispo [de São Paulo], [entre 1794 e 1824], recomenda à protecção de António de Araújo de Azevedo, [Ministro da Marinha e do Ultramar], o portador da carta, António Rodrigues de Sousa e Salazar, Tenente de Cavalaria do Continente do Rio Grande de São Pedro do Sul.
Anuncia que no dia do corrente lhe dirigiu a sua justificação e o testemunho do seu reconhecimento. Aproveita a viagem do coronel Alexandre José Leite de Chaves e Melo para transmitir a António de Araújo de Azevedo a narração de alguns trabalhos e prol da capitania que têm sido feitos por [Manuel Inácio de] Sampaio, Governador do Ceará, e que lhe grangearam o apoio e a dedicação do povo local. Refere como exemplo a edificação de uma fortaleza no porto da capital, sem custos para o Estado; o aumento do comércio da capitania; o melhoramento e aumento de capital; o levantamento da carta marítima de toda a capitania; o estabelecimento da aula de matemática; o chafariz que edificou na capital; a abertura de diversas estradas; o estabelecimento do correio entre as vilas da capitania com as de Pernambuco e Maranhão. Diz que para si é o maior prazer servir debaixo das ordens do Governador e agradece ao destinatário pelo despacho que o trouxe até esta capitania. Se ainda for digno de alguma mercê, gostaria de ser conservado no serviço desta capitania enquanto o referido governador ali estiver.
Pede ao conde da Barca que proteja na presença de Sua Majestade o requerimento incluso.
Justifica-se das acusações que foram proferidas contra si, perante o Soberano, António de Araújo de Azevedo e o Marquês de Aguiar, por António José Moreira Gomes, sargento-mor das Ordenanças da Vila de Fortaleza e valido do antigo Ouvidor António Manuel Galvão, e do actual João António Rodrigues de Carvalho.
O autor, negociante da Praça de Lisboa, solicita ao Príncipe Regente que mande levantar o embargo impetrado por D. Mariana Jacinta Rosa Salgado, sobre todos os bens do suplicante, sobre o Navio "São José Indiano", que se encontra em Franquia neste Porto, e parte do carregamento do navio "Fénix", este ao serviço de Sua Majestade Católica. José António Pereira.
O autor, Capitão de Mar e Guerra e antigo Governador da Praça de Diu, felicita António de Araújo de Azevedo pela nomeação para ministro e secretário dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos. Informa que tem nesta secretaria requerimentos pendentes, em que solicitava ao príncipe-regenteum posto de acesso na Marinha ou na Tropa. Informa que por falsa inteligência do Despacho do seu sucessor foi obrigado a abandonar o governo de Diu, com menos seis meses dos três anos que são exigidos pela sua patente, apesar de ter pago os direitos do triénio. Neste sentido, pediu como indemnização pelos danos o governo de alguma praça, o que foi-lhe negado em virtude de todos eles já se encontrarem providos. Pede a protecção do destinatário para obter perpetuamente o ofício de Juíz das comunidades da Província de Bardez, o qual encontra-se vago por morte do Capitão de Mar e Guerra José Joaquim de Sousa.
O autor, Negociante da Praça de Lisboa, solicita a S.A.R. que no seguimento do seu Aviso de 17 de Julho de 1807, cuja cópia segue em anexo, ordene que a causa do fretamento do Navio "Lampadoza", celebrado entre Faustino António de Sousa e António José da Costa Barbosa & Cia., seja feita exclusivamente na Real Junta do Comércio. Acusa Joaquim Pereira de Almeida, sócio do fretador, que requereu intempestivamente aos Governadores do Reino a Consulta do mesmo pelo Desembargo do Paço, embaraçando e prolongando todo o processo, e não repeitando as ordens de S.A.R., fazendo observar uma ilegal predominância do Desembargo do Paço sobre o Aviso Régio, e ofendendo a Real Junta do Comércio ao retirar-lhe um negócio da sua exclusiva competência, fazendo o mesmo processo baixar a um juízo subalterno, invertendo toda a hierarquia judiciária. José António Pereira
O autor, José António Pereira, negociante da Praça de Lisboa, solicita ao Príncipe-Regente que mande levantar o embargo impetrado sobre todos os bens e negociações do suplicante, em poder do seu correspondente, António José Pinto de Sequeira, por António José da Costa Barbosa & Cia., da cidade de Lisboa, e seu sócio Joaquim Pereira de Almeida & Cia. Proprietário do navio "Lampadoza". José António Pereira.
Informa a António de Araújo de Azevedo que depois de todas as violências praticadas no Rio de Janeiro pelos Almeidas, a viúva Salgado requereu a anulação da moratória que S.A.R. tinha concedido ao autor, alegando que a mesma possuia falta de formalidade por este não ter pago as fianças a que estava obrigado. Diz que o destinatário conhece a melhor que ninguém os factores que o motivaram a solicitar a referida moratória concedendo-lhe o prazo de seis meses e nomeando dois deputados para o fiscalizar. Desde essa altura já efectuou o pagamento de mais de 240.000 réis, faltando apenas 50.000. Assim, considera injusta a revogação da graça que lhe foi concedida e desafia as maiores casas de Portugal a fazerem mais nas presentes circunstâncias. Achando-se vilmente caluniado, pede ao dest. que interceda junto dos Senhores do Ministro para ser ressarcido do crédito. José António Pereira.
A Real Junta do Comércio, atendendo aos defeitos na taxação do tempo e à falta de audiência dos interessados que não foram observados na Real Resolução de 13 de Outubro de 1807, prorroga por mais quatro anos a moratória solicitada por José António Pereira, negociante da praça de Lisboa, preenchendo assim o quinquénio desejado, ficando o mesmo obrigado a prestar as fianças estipuladas pela lei que lhe forem requeridas pela Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação.
Acusa a receção de notícias de António de Araújo de Azevedo, por mão do sobrimho Manuel de Paiva Ribeiro, e fica sensibilizado por ver que "a saude de V. Exca. tem sido perturbada consideravelmente pella doença". Comunica que com o falecimento recente da sua mãe e irmã, a quem tinha de assistir, tem convencionado para breve o casamento com D. Ana Amália de Melo, filha de D. Ana Perpetua de Barros e Melo viúva de António Teixeira de Melo, naturais do Porto. Convida o destinatário para Padrinho do baptismo caso Deus felicite este "consorcio com sucessão".
Satisfazendo a recomendação de António de Araújo de Azevedo, remete a caertidão do último lugar que acabou de servir em barcelos e que vai incorporado com outras no requerimento que segue em anexo. Em P.s. pede protecção para a Memória junta por assim lho ter solicitado o autor da mesma.
O autor, sargento mor do 2.º Regimento de Milícias dos Indios da Capitania de Maranhão, solicita a S. Majestade a graça de o nomear para Comandante da Fortaleza de Santo António da Barra ou para o posto de Ajudante de Ordens de Estado da Capitania do maranhão com a patente de Tenente Coronel do estado Maior do Exército, com os soldos competentes.
O autor, Manuel Rodrigues Ponsadilha, Sargento-mor e Comandante Interino do 2.º regimento de Milícias dos Indios da Capitania do Maranhão, leva à presença do Conde da Barca um requerimento que já fez chegar à presença de Sua Majestade por intermédio do Ministro da Guerra em 8 de março de 1811. Informa que o mesmo Ministro lhe comunicou que o despacho seria enviado ao Governador do Maranhão, o que entretanto não aconteceu. Em virtude de não ter procurador na Corte, o autor solicita ao Conde da Barca que mande encontrar o requerimento na referida secretaria e que o promova junto do monarca, caso contrário ver-se-á na contingência de pedir um Aviso para se deslocar pessoalmente à Real Presença o que ainda não fez em virtude de estar há nove anos no comando interino do seu regimento por falta de dois oficiais superiores. Diz que se por acaso quiser recolher informações sobre si, que uestione os Grandes da Corte e os marqueses de Penalva e de Alegrete que o criaram e educaram.
Transcreve a sua carta de 27 do mês passado, que enviou pelo conde de Palmela. Espera que os seus pedidos sejam aceites como indemnidade das diversas perdas sofridas em consequência do desterro injusto de que foi vítima. Sustenta que sempre foi um vassalo fiel de S.A.R. e informa que enviará, pela via de Portugal, os documentos referidos na carta anterior e que comprovam os motivos que o retiveram na França como também o seu cuidado pelos interesses da Coroa. Informa que este "hemisfério" ainda não está tão tranquilo como se esperava em Abril e que as pessoas desejam a chegada do Inverno.
Informa que não conseguiu empreender o regresso a Portugal, autorizado pelo Aviso que o destinatário lhe enviou, devido ao facto de não ter dinheiro para pagar a viagem, apesar de ter efectuado diligências junto do testamenteiro de seu pai que foi sócio das Pescarias em Montegordo e Administrador das Reais Obras da fundação da Vila Real de Santo António até Março de 1778, e depositário da sua fortuna. Só em Novembro de 1808 é que recebeu a letra de câmbio, mas a falta de navio impediu-o de regressar. Por terra não se atreve a fazer a viagem devido às circunstâncias actuais. As dificuldades com o passaporte, as dívidas acumuladas que o colocam na ruína, sem trabalho e sem amigos, a convalescença da terrível doença que o atacou já este ano foram os principais motivos de não ter regressado. Em breve enviará todos os documentos que comprovam esta situação. Manifesta a sua total fidelidade ao rei, apesar de ter estado sujeito ao terrível captiveiro juntamente com os portugueses que residem em Paris. Expõe todo o sucedido à fortuna de seu pai e após a prisão do autor, em 4 de Março de 1779, motivada por uma falsa acusação da sua mulher e irmãos esta que fez reavivar antigos ódios do Intendente Geral da Polícia que o submeteu a uma intensa vexação pública antes de o desterrar como um verdadeiro criminoso. Solicita ao destinatário, único protector que tem, que lhe alcance a nomeação para Cônsul Geral de Portugal em Rouen e Departamentos do Norte do mesmo modo que foi feito a Eusébio de Sousa.
Agradece as expressões que António de Araújo de Azevedo lhe enviou pelo seu consorte. Oferece alguns frutos originários de Portugal.
Na sequência do ofício de 9 do corrente do encarregado de negócios de S.M.B., em que este pedia a soltura e a punição dos oficiais de saúde pelo abuso cometido sobre João Kruce, capitão do navio inglês de corso e de comércio denominado "Herald", participa a António de Araújo de Azevedo os motivos da prisão, no Lazareto da Trafaria, do referido João Kruce, bem como todo o sucedido posteriormente.
Na sequência da sua primeira carta, em que expunha as desgraças que a Invasão francesa produziu nesta província, pede a António de Araújo de Azevedo para as suas dependências e para as do seu irmão António de Sousa Pires Alves, que é correspondente do destinatário. Foi informado que D. Clara Vitória de Araújo intercedeu, por moto próprio, a seu favor junto do destinatário e refere que a sua pretensão em ser promovido a um dos lugares da Relação do Porto ou a qualquer outro da mesma cidade com esta graduação, visto que o cargo que ocupa finda em 6 de Abril de 1811. Se acaso o destinatário tiver intenção de protegê-lo o autor predispõe-se a enviar requerimento documentado. Informa que o seu irmão pretende cobrar as dívidas que o tenente José António da Costa Guimarães tem para com ele e que apesar de já ter sido notificado nuncaefectuou qualquer remessa. Pede ao destinatário que o chame e o advirta da necessidade do pagamento. Em P.s. pede o mesmo patrocínio para Bernardo Gomes Souto.
Agradece a carta de António de Araújo de Azevedo datada de 15 de Janeiro, a qual recebeu por mãos de D. Clara Vitória de Araújo. Agradece o empenho de D. Clara a seu favor e a protecção do destinatário. Envia, por isso, o seu requerimento documentado, onde pede um dos lugares de Desembargador da Relação do Porto ou da Vara do Cível ou da Vara do crime, ou aindauma Conservatória da mesma cidade. Pede ao destinatário que, pelo conhecimento incluso, mande receber uma "lembrança das produçoens deste Paiz" que segue em mão do portador desta carta José de Sousa Reis Fernandes, que é parente do autor.
Apesar de não ter recebido resposta à sua carta de 19 de Junho passado, não pode deixar de comunicar ao amigo António de Araújo de Azevedo a notícia que, apesar de ainda não ser oficial, foi hoje publicada [no Telegrapho Português] em que será anunciada a derrota do grande exército de Marmont nas imediações de Salamanca. Contudo, diz que todos os comentários a este respeito são unânimes, apenas divergindo no destino do dito Marmont e de ?Bomt?, que não sabe se foram mortos ou apenas feridos. Oferece uma caixa de dezasseis de rapé, o qual será entregue pelo Comandante do Brigue Real João.
Como escreveu há pouco tempo e a carta ficou retida por falta de embarcação, volta a fazê-lo para aproveitar o Navio que está a sair de Viana. Participa a António de Araújo de Azevedo, Conselheiro de Estado, que os seus papéis sobre a pretensão do lugar da Relação do Porto estã parados na Mesa do Desembargo do Paço onde ainda nem forma submetidos à consulta, apesar das recomendações que António Fernando efectuou quando esteve em Lisboa. Alerta para o facto de não poder ser a Mesa a contemplar os seus serviços porque só a S.A.R. compete remunerá-los. Informa que já está consultado um Bacharel para o lugar que serve e que já foi enviada para o Rio para ser confirmada. Pede, se acaso a sua pretensão não for aceite, para ser reconduzido no actual cargo com posse na Relação do Porto, ou de Juiz do Crime da mesma cidade, cargo que se encontra vago. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
O autor, Capitão do navio "Imperador da América", acusa o transporte de uma caixa contendo dezasseis arrates de rapé, que lhe foi entregue pelo Barão de Quintela, a qual se compromete a entregar, no Rio de Janeiro, a António de Araújo de Azevedo.
Siplemento ao número 60, intitulado a "Grande Vitctoria" dos exércitos do Grande Lord [Wellington] sobre os de Marmont, nos dias 22 a 24 de Julho de 1812.
Felicita o destinatário pelo honroso título de Conde da Barca. Comunica que o Príncipe hereditário das duas Sicílias acabou de autorizar, por ordem expressa do rei, a informar oficialmente a Corte [do Rio de Janeiro] do desejo em que o Príncipe da Beira receba a Princesa Luísa Carlota, filha primogénita do príncipe hereditário, em casamento. Suplica ao destinatário que lembre a S.A.R. a sua petição em que pedia para ser nomeado Ministro português nesta Corte. Diz que não volta a pedir recomendação do príncipe hereditário e ao rei porque uma vez que não obteve resposta das primeiras, pode ser "bom agoiro". Refere que se dois dos nossos encarregados de negócios junto a soberanos, que viram os seus estados serem-lhe restituídos, foram promovidos a ministros, o autor que seguiu S. M. siciliana a Nápoles espera receber a mesma mercê.
O autor, Encarregado de Negócios em Nápoles, informa a António de araújo que lhe escreveu em princípios de Junho e em 8 de Setembro passado felicitando-o pela nomeação para tão "distincto emprego". Sabe que a primeira extraviou-se e teme que à 2.ª via tenha acontecido o mesmo. Seria uma desgraça extraordinária se a de 8 de Setembro se perdesse pois não enviou a duplicata. Informa que o Príncipe Hereditário das duas Sicílias e vigário geral do reino escreveu ao soberano [D. João, Príncipe-regente] em favor de um requerimento do A. em que pedia para ser promovido ao cargo de Ministro [português] nesta Corte e refere que no Ofício que acompanhava esta carta o a. informou do desejo deste Príncipe em efectuar o casamento da sua fila com o Príncipe da Beira, mas que ainda não recebeu qualquer resposta. Confiado na protecção do destinatário, confessa que implorou pelas cartas. Refere que o estado de paz em que a Europa se encontra favorece os encarregados de negócios e diz que aplaudiu o despacho de [Francisco José Maria de] Brito. Pode estar iludidocom tal pretensão, mas os favores que o destinatário tem-lhe prestado (adiantando o soldo por inteiro da secretaria de estado, a secretário de legação e a encarregado de negócios em Berlim)são bem reais. Pede uma resposta a esta carta, verbalmente a sua mãe ou ao seu primo, sustentando que dela dependem a sua família e o casamento com a filha do conde de Amari. Acompanhará S. Majestade a Nápoles. Pede que interceda a favor da petição de Francisco Guli, cônsul português na Sicília, em que o mesmo pedia o pagamento do soldo e da qual nunca obteve resposta.
Agradece ao "particular amigo" António de Araújo de Azevedo a carta de 17 de Janeiro passado. Estima ter concorrido para que o destinatário tenha sido o primeiro a anunciar "ao seu Amigo e Vizinho"a vitória alcançada pelo General Hill. Informa da tomada de Ciudad Rodrigo e de Badajoz pelo "outro reconhecidamente Hroico, que em cheffe governa as armas combinadas". Espera que assim que se alcançar o estado de paz possam o Príncipe, V. Exa. e outros amigos regressarem ao reino. Sabendo da aprovação do destinatário do rapé da fábrica do autor, oferece-lhe uma caixa contendo dezasseis arrates do mesmo, para que o destinatário reparta com o "bom entendedor que me indica". Junto envia guia de remessa do mesmo.