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O autor, Coronel de Regimento n.º 3 Encarregado do Governo Interino das Armas do Alentejo, relembra que foi graças à intervenção do destinatário que acedeu aos postos de Major e Tenente Coronel do Regimento de Artilharia n.º 1. Recorre a António de Araújo de Azevedo, visto não ter mais ninguém nessa Corte [do Rio de Janeiro], pedindo-lhe que leia e apresente a S.A.R. a correspondência que trocou com o Marechal Comandante em Chefe do Exército e com o Tenente Coronel Carlos Frederico Lecor, onde o autor empreendeu diligências para ir servir para os estados do Brasil, o que lhe foi recusado. Refere-se aos serviços que prestou durante as pretéritas campanhas e de cuja importância poderá informar o mesmo Marechal, o Secretário do Governo da Repartição da Guerra, General Conde de Amarante e o Comandante de Artilharia do Reino. Em face das razões que expõe, relativamente a ter sido preterido nas recentes promoções pede ao dest. que interceda junto de S.A.R. a fim de ser elevado ao Posto de Brigadeiro com antiguidade.
Comunica a visita que o general Junot lhe fez. Agradece a recomendação a seu favor. Espera que V.ª Ex.ª tenha recebido na passada semana o que lhe envou em 1 de Setembro passado. Comunicou a sua memória sobre as Máquinas Hidráulicas a um dos seus amigos na Holanda, e ele achou muito interessantes. Agradece ao destinatário por lhe ter proporcionado os meios de execução.
O autor, Coronel de Regimento n.º 3 Encarregado do Governo Interino das Armas do Alentejo, relembra que foi graças à intervenção do destinatário que acedeu aos postos de Major e Tenente Coronel do Regimento de Artilharia n.º 1. Recorre a António de Araújo de Azevedo, visto não ter mais ninguém nessa Corte [do Rio de Janeiro], pedindo-lhe que leia e apresente a S.A.R. a correspondência que trocou com o Marechal Comandante em Chefe do Exército e com o Tenente Coronel Carlos Frederico Lecor, onde o autor empreendeu diligências para ir servir para os estados do Brasil, o que lhe foi recusado. Refere-se aos serviços que prestou durante as pretéritas campanhas e de cuja importância poderá informar o Marechal, o Secretário do Governo da Repartição da Guerra, General Conde de Amarante e o Comandante de Artilharia do Reino. Em face das razões que expõe, relativamente a ter sido preterido nas recentes promoções e que o afastaram da expedição ao Rio Grande, pede ao destinatário que interceda junto de S.A.R. a fim de ser elevado ao Posto de Brigadeiro com antiguidade.
Informa António de Araújo de Azevedo que completou o moinho de mão para elevar as àguas. Julga que o mesmo trará benefícios para a agricultura, desde o mais pequeno estabelecimento campestre até aos sítios reais, e que até se possa simplificar a Máquina de Marly. Remete, em anexo, a Memória respectiva e a tradução em francês. Pede o envio de um Mestre Carpinteiro do Arsenal de Lisboa para o observar e poder construir um em Lisboa para que S.A.R. o veja e caso o aprove, que recomende a sua ultilização ao público.
O autor, Coronel, Comandante do regimento de artilharia 3 e Encarregado do Governo interino da Praça de Elvas, implora a protecção de António de Araújo de Azevedo para integrar a futura lista de promoções, visto que ultimamente foi preterido três vezes por oficiais modernos e que até foi recusado pelo Marechal Beresford para integrar a expedição ao Rio Grande. Diz que o marechal de Campo Stockler falará em seu abono.
O autor, Coronel do Regimento de Artilharia n.º 3, pede a protecção de António de Araújo de Azevedo para receber recompensa dos serviços que prestou durante a Restauração do Reino.
Convida [António de Araújo] a subscrever e divulgar uma obra que acaba que publicar sobre as Ciências, as Artes e sobretudo a Botânica. Remete o prospecto.
O autor, [Sargento-mor do Real Corpo de Engenheiros], em consequência das suas observações comunica a António de Araújo de Azevedo os meios necessários para levar a cabo as investigações preliminares do projecto da obra de Oeiras.
O autor informa António de Araújo de Azevedo, [Presidente da Real Junta] da Agricultura, Fábricas e Comércio, as suas observações sobre as pragas que assolam os olivais. Remete a "Memória sobre a Ferrugem das Oliveiras" da autoria de Vicente Coelho de Seabra. Possui, em anexo, uma nota autógrafa de António de Araújo de Azevedo, sobre a remessa feita pelo Marechal de Campo, de uma Máquina hidráulica e da licença a favor de um soldado do regimento de Artilharia do Alentejo.
Recomenda o Capitão Luciano Miguel da Silva, do Bergantim Mãe de Deus, 1.º Tenente honorário da Real Armada, para a sucessão no cargo de Patrão-Mor na Ilha de São Miguel, cujo detentor é o principal responsável pela perda de navios nesta costa, conforme constatou neste ano de "ocular experiência".
Informa da sua chegada a Lisboa no dia 28 de Novembro, vindo de São Miguel. Lembra a carta que lhe escreveu antes de partir da ilha, visto que cumpriu a diligência efectuada na dita ilha, conforme atesta a memória de 10 de Junho de 1814. Deseja gozar alguma contemplação em virtude dos serviços prestados. Manifesta a sua prontidão para o real serviço.
Informa que chegou esta manhã de Oeiras e apresenta os cumprimentos de D. Mariana. Tece comentários sobre os muitos trabalhos que exige a obra que tem em curso, a qual julga estar ao gosto do destinatário. Em breve remeterá mais explicações sobre a mesma.
Expõe os serviços prestados a S.A.R. e algumas circunstâncias que o levam a pedir a protecção de António de Araújo para escolher alguma graça de S.A.R., no modo que o destinatário determinar, conforme a carta oficial da Secretaria, datada de 14 de Dezembro de 1813, o habilitava.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de Azevedo de Abril do ano passado, juntamente com a cópia da Carta de Mercê de Grã-Cruz da Ordem de Cristo com o folheto indicando os nobres serviços prestados. Agradece a protecção dispensada ao seu filho. Apresenta um outro filho, o Padre Carlos Pereira Freire de Moura, que vai entregar a António de Araújo de Azevedo um saco de folhas para se fazerem as experiências para a fábrica de lenços. Pede que o instrua por forma a que faça o transporte de forma mais cómoda. Implora a protecção do destinatário para este seu filho que vai à Corte tratar de uma dependência. Oportador da carta explicará as razões do não envio da pedra hume.
Informa a António de Araújo de Azevedo que desde a sua chegada em Julho do ano passado, que o clima tem impedido de retirar amostras do alúmen de pluma, que lhe parecia ser sal de glauber, para poder remetê-las ao destinatário, a fim de ser examinado e poder saber-se da sua utilidade para o público. Tendo sabido que o destinatário estabeleceu uma fábrica de lenços, oferece-lhe umas amostras de tintas que foram recentemente descobertas. Oferece, ainda, umas pedras, de alguma raridade, produzidas neste país e pede-lhe que lhe diga como se devem chamar e também se a tinta é útil.
Agradece a António de Araújo de Azevedo a protecção dispendida e que contribuiu para o bom despacho das suas súplicas.
Pede ao amigo António de Araújo de Azevedo, que interceda a seu favor sobre a Consulta da Junta da Fazenda da Marinha que foi enviada a S.A.R. visto que os governadores do Reino acharam por bem não deferir.
Correspondência trocada entre o Marechal Beresford, o Tenente Coronel Lecor e o Coronel do regimento de Artilharia n.º 3, Encarregado do Governo Interino da Praça de Elvas e das Armas da Província por ocasiãode se haver oferecido para a expedição do Rio Grande. Possui a autenticação efetuada por Moura em 13 de Agosto de 1815.
O autor, Coronel do Regimento de Artilharia n.º 3, Encarregado do Governo Interino das Armas ao Alentejo, pede a António de Araújo de Azevedo que leia a representação inclusa e que os apresente a S.A.R. por forma a ser feita justiça.
O autor, Coronel Chefe do Regimento de Artilharia n.º 3, pede a protecção ao Conde da Barca para os dois requerimentos que enviou à repartição dos Negócios do reino e da Guerra. Pretende, como oficial com vinte e três anos de serviço, obter uma remuneração correspondente e aceder à justiça de S.A.R. para ser promovido a Brigadeiro, visto que foi preterido nas promoções de 12 de Outubro de 1815.
Felicita o Conde da Barca pelo restabelecimento da sua saúde.
O autor, Oficial general da Marinha, felicita o destinatário pela condecoração com o título de Conde da Barca. Informa que na lista de despachos do dia de anos de Sua majestade viu um sobrinho seu ser promovido a Monsenhor e outro irmão deste habilitado em Coimbra para pretender ser cónego daquela igreja. Solicita ao destinatário que beije por si a mão de S.A.R. em agradecimento pelo despacho do primeiro e para que o segundo possa ter lugar em breve. Pede a protecção do destinatário para as pretensões de dois outros sobrinhos que servem na repartição da Marinha. Apenas tem o destinatário como contacto na Corte, visto que os amigos que possuia no Brasil já morreram. Solicita um distintivo de merecimento pelo trabalho que tem desempenhado à semelhança dos seus colegas.
Acusa a receção da carta do Conde da Barca datada de 17 de Outubro de 1816, onde verificou que o mesmo já se encontrava livre da moléstia. Agradece as palavras escritas em seu abono nas cartas dirigidas ao amigo [Barão de] Quintela. Deseja uma continuação das melhoras.
Refere-se à Memória da máquina de elevar as àguas e à imitação, com ligeiras diferenças, de Mr. Vera que foi descrita pela primeira vez nos Ópusculos de Milão em 1781. Diz que, no entanto, é possível que o autor desta máquina não tivesse conhecimento dos trabalhos de Mr. Vera e que assim sendo, mostra ter uma grande aptidão para mecanismos.
Refere-se ao estabelecimento de uma fábrica de armas em Portugal. ala nas diligências de Silvestre Pinheiro [Ferreira] na Alemanha.
Os autores, Negociantes da Praça de Lisboa, atestam em como Francisco Paulo Murta tem prática mercantil e é muito versado em comércio, conforme demonstra a obra recentemente publicada. Possui dezasseis assinaturas. Cópia de Lisboa, 20 de Março de 1816. Possui o reconhecimento notarial e um carimbo de 40 réis.
Dá conhecimento a António de Araújo e Silva [sic], [Ministro da Marinha e do Ultramar] dos estudos que efectuou sobre o Comércio Prático. Oferece um livro da sua autoria sobre este assunto, dividido em três partes: a 1.ª dedicada à Lógica Elementar Faculdades da Alma; a 2.ª respeitante ao Estabelecimento daGrande casa de Negócio, onde se promovem leilões, Alfândegas e Praça etc.; e a 3.ª os negócios repartidos em três hierarquias: comércio, banco e seguros. Pede a protecção do destinatário, que já foi Provedor da real Junta do Comércio, para ser nomeado Deputado da mesma, servindo ao mesmo tempo no Tribunal. remete um atestado de várias firmas que afiançam o seu bom desempenho.
O Conde de Moustier, informa que quando escreveu a carta no início deste ano, da qual desconhece a sorte, não estava excitado por qualquer interesse pessoal e apenas acedeu a uma impulsão que o motivava desde 1802 para observar as vantagens do Brasil sobre Portugal para formar uma monarquia verdadeiramente independente, condição que jamais fora consentida a este último. Navarro quis ficar com uma cópia deste esboço, para levar ele mesmo. O autor, sustenta que quando viu acontecer aquilo que era mais difícil, a trasladação da família Real de Bragança, não teve dúvidas em se entregar à quimera de fazer um plano para a formação de um grande Estado. Expõe o seu desejo de encontrar um asilo definitivo no Brasil ou nos Açores, embora não esteja em condições de aquilatar a dimensão dos obstáculos que se colocam à sua admissão. O General Carové tem feito algumas diligências neste sentido, mas aquilo que o autor pretende passa por obter o apoio indispensável do Ministro de S.M.I. na Corte de Londres [D. Domingos de Sousa Coutinho] e obter um passaporte do próprio Príncipe que seja extensível à marquesa de Bréhan minha ...., para Louis Théodore d'Herban, jovem rapaz que adoptou, e para mais alguns empregados domésticos. Lamenta que a sua substância elementar não se enquadre na actual sociedade europeia, num sistema construído sobre a amálgama dos efeitos saídos de uma revolução que degenerou a França, que aos seus olhos não é mais a sua pátria. Bem sabe que existem males irreparáveis, mas questiona se deverá ser considerado como culpado. Comentários sobre as vantagens do Brasil admitir colonos de múltpilas origens. Em P.s. refere-se às dificuldades ao seu objectivo que o destinatário lhe indicou na única carta que lhe escreveu.
"Introduction/ à l'essai/ d'un plan d'organisation pour le Brésil//".
"Essai/ d'un plan d'organisation/ du Bresil//".
Refere-se à carta recebida de [António de Araújo] e à prudência para fazer com que esta chegasse em segurança. Há muito tempo que desejava escrever tendo contado com o auxílio do Comandante do navio que acaba de chegar do Brasil, Sir Sidney Smith. Depois de ouvir este comandante e o Comendante Gram sobre o Brasil e o mérito do destinatário, ficou compenetrado num assunto que julga ser do maior interesse e que não é alheio ao destinatário, uma vez que falou sobre ele com o Visconde de Anadia na sua presença. Trata-se do estabelecimento do poder da Casa de Bragança no Brasil, tal como o previra em 1801. Como tal, refere-se ao plano que tem vindo a elaborar, cujo esboço segue em anexo, para fundar no Brasil um Estado bem organizado e seguro, porque o Príncipe-Regente não pode retirar-se de um caos para instalar-se em um outro. Refere-se aos dois objectos fundamentais para fazer emergir o vasto poderio do Brasil: ao exército, e aos meios para a sua constiutição sem desfazer aquele que se encontra em Portugal; e à necessidade de admitir colonos de múltiplas proveniências. Relembra que Luís XV, depois de assinar a paz de 1763, prognosticou que a Europa chegara ao fim e a América nascia. Comenta o futuro de uma Grã-Bretanha que vive enferma de males internos e dos vícios da sua Constituição; que a nobre resistência espanhola ao jugo do odioso tirano produziu o agradável efeito de preservar a Amércia Meridional da doença europeia; ao papel de entreposto comercial que os Açores devem assunir entre os dois continentes. Recomenda-se ao Vsconde de Anadia e recorda as conversas que mantiveram os três em Berlim. Recorda-se de ter encontrado D. João de Almeida aqui em casa de Marquesa de Circello. Em P.s. refere que incluirá a Marinha no seu plano e que S.A.R. deveria aproveitar o delírio Anglo-americano para levar para o Brasil o grande número de navegadores especializados e empregá-los ao serviço do Estado, mudando assim a preponderância da América do Norte para o Sul.
O autor, Tenente do Regimento de Artilharia de Goa felicita António de Araújo de Azevedo pela sua nomeação para o Ministério [da Marinha e do Ultramar]. Pede ao destinatário que leia e apresente a S.A.R. o seu requerimento, com documentos apensos, onde requer uma gratificação pelos serviços prestados, tal como tem acontecido a muitas pessoas deste Estado. Diz que é-lhe muito difícil viver com os parcos soldos que recebe, que não sãonada condizentes com o seu passado, e conseguir acudir à sua família. Pretendendo continuar no Real serviço, pede ao destinatário que se inteire da sua conduta e junto do Tenente Coronel Pinto de Morais Sarmento que passará à Corte nesta Monção.
Recebeu a carta de 15 de Fevereiro passado, e prontifica-se a executar as intenções de Mr. D' Araujo sobre o assunto em questão, procurando o local indicado para poder recolher mais algumas informações. Passará a Paris para a grande exposição de Maio, e lá poderá ver os produtos mais perfeitos e depois ir até à sua fonte. Enviará as cartas pela via do comércio.
Justifica o atraso na resposta à carta de 4 de Agosto devido à espera da resposta do Ministro de estado prussiano sobre a súplica do capitão Feldner. Diz que Mr. de Tarrach, Ministro prussiano na Suécia, se encarregou de entregar a carta ao Barão [Alexander von] Humboldt e que apesar deste não ser o chefe de repartição da guerra pode ser que auxilie no negócio. Refere-se à sua parte da herança do tio Pombal. Confessa sentir-se magoado por estar esquecido na Corte do Rio de Janeiro, conforme notou nas conversas com o Cônsul Beyer. Repete o desejo em ser transferido para outra Corte, porque este país é "insuportavel" e que em oito anos que aqui está o governo sueco nunca nomeou um Ministro para Portugal. Solicita o envio de memórias que o destinatário tenha composto sobre o Brasil. Pede que faça lembrado, na Corte do Rio de Janeiro, o Cônsul português na Dinamarca.
Felicita [António de Araújo de Azevedo], pela sua nomeação para Ministro da Marinha e do Ultramar. Considera que esta escolha de S.A.R. reflecte bem "o interesse que Elle toma pelo bem publico!". Solicita uma resposta às duas últimas cartas e pede ao destinatário que faça lembrado na Corte o Cônsul Cappadoce que se encontra em dificuldades devido à falta dos seus ordenados. Remete a 3.ª via para a licença do seu filho, afilhado de António de Araújo. Espera que as cartas enviadas tenham chegado à mão do destinatário.
Remete uma carta que apesar de não ser a resposta do [Barão Alexander von] humboldt basta para tranquilisar o oficial prussiano [Feldner] "por quem V. Exa. se interessa". Manifesta o seu desejo, cada vez mais forte, de sair desta Corte não só pelo que alegou nas sucessivas súplicas mas também pelo "modo indecoroso por que aqui se conduzem para com ella". Acha que até seria desnecessário nomear um Encarregado de Negócios. Diz-se feliz se conseguir a missão de Berlim, mas o que realmente deseja é sair da Suécia onde não espera ser "abandonado, ou condenado a purgar aqui culpas que nam tenho".
Agradece e comenta as expressões que António de Araújo lhe dirigiu na carta de 26 de Fevereiro. Manifesta a sua dedicação e amizade pelo destinatário. Comenta o atraso das Ciências em Portugal. Informa que aguarda licença para se deslocar a Göttingen por forma a adquirir "luzes", visto que em estocolmo não existem novidades literárias. Pede que o faça lembrado ao Tio Pombal, que está "algum tanto indisposto para comigo, sem que eu saiba a causa". Informa que transmitirá a carta a [Rodrigo] Navarro [de Andrade] na primeira oportunidade, sendo provável que a comunicação entre a Suécia e a Rússia se reabra brevemente devido ao clima de paz desejado por ambos os países. Pede-lhe que transmita a opinião que circula na Corte sobre si.
Manifesta a sua intenção em se fixar durante algum tempo, numa cidade do norte da Alemanha, aproveitando a licença recebida, visto que "um Payz mais desagradavel para o homem pensante do que a Suecia nam existe". Informa que descobriu um novo fóssil a que deu o nome de "Gahnit" e que a sua análise será publicada num Jornal local juntamente com a Análise [das Alkalis e terras Alkalinas] de Berzelius. Espera pelas considerações de António de Araújo para poder prepar a segunda edição da "Skizze [von Brasilien]". Pede notícias sobre a cultura brasileira.
Acusa a receção da carta de 19 de Março no dia do primeiro aniversário do filho Afonso, e manifesta o desejo em que agora que António Araújo já está recomposto da sua moléstia e adaptado ao clima, se dedique às ocupações filosóficas. Solicita a António de Araújo que interceda a seu favor a fim de lhe obter a nomeação para outra Corte, de preferência na Alemanha, visto estar muito doente com o seu filho Fernando e a carestia ser demasiado grande para o ordenado que aufere. Já escreveu oficialmente para a Corte [do Rio de Janeiro] a solicitar a mudança e pediu apoio ao Conde do Funchal que se escusou a prestá-lo por se encontrar sem patrono. Fala da dívida que o Tio Pombal tem para consigo e pede António de Araújo que como seu testamenteiro, ordene o seu pagamento assim que houver oportunidade. espera que o Beyer tinha desfrutado da protecção do destinatário e tenha alcançado de S.A.R. a graça que pretendia. Solicita novas informações e documentos por forma a completar a sua "Skizze [von Brasilien]".
Manifesta o desejo em receber, em breve e através do Cônsul Beyer, notícias de António de Araújo. Refere a impossibilidade de ser mais preciso em relação à dívida do Tio Pombal sem recuperar os documentos que ficaram retidos na Alemanha e que roga ao destinatário que seja o seu procurador para receber a quantia que lhe está destinada. Solicita a António de Araújo, embora esteja "no seu retiro philosophico", que proteja a sua pretensão de ser nomeado para outra Corte. Fala do estado de saúde dos filhos Fernando e Afonso e dos reflexos que esta siuação tem na preparação da segunda edição da "Skizze [von Brazilien]" e na análise do novo fóssil [Gähnit]. Soube pela mãe [D. Maria Bárbara de Meneses] que a sua reputação na Corte [do Rio de Janeiro] não é má.
Acusa o envio pelo Capitão do Navio "Santos Mártires" João António de Mesquita: do model da máquina de Kockrill; da obra em francês de Thunberg sobre a construção debaixo de água (ambas carregadas na lista de despesas da Secretaria); do livro de registos com notas de Schwedenstjerna; do catálogo das melhores obras suecas sobre metalurgia; da obra sobre a viagem pitoresca de Skjöldebrand ao Cabo do Norte; do modelo da máquina de limpar o trigo e o centeio usada tanto na alemanha como na Suécia. Roga a António de Araújo o pagamento dos ordenados em atraso. Envia cumprimentos de sua mulher [Sofia Amelia Murray] e Mr. Wassilieff. Na última página está anotado o endereço do destinatário em Lisboa.
Refere-se às encomendas que enviou por Jacob Camerath, capitão do Navio sueco "Ömheten". Fala dos modelos da máquina de cardar a lã, cujos ferros terão de ser comprados em Inglaterra, devido à diferença de preços. O Major Apelquist reclama mais dinheiro pelo pagamento dos ditos modelos. Fala da fundição que este Major construiu e pergunta a António de Araújo se está interessado em adquirir o modelo da máquina de furar perpendicularmente as peças de artilharia. Comenta a carta que António de Araújo lhe enviou em 30 de Julho e informa das causas do adiamento da visita às minas e forjas. Na última página está anotado o endereço do destinatário.
Pergunta ao "amigo" e não ao "Ministro de Estado" porque razão não lhe escreve. Lamenta a falta de notícias da tia e restante família que estão em Portugal e por não poder levar o filho fernando que "conta 9 mezes" à presença de S.A.R.. Descereve a composição das Alkalis e terras Alkalinas efectuada pelo professor Berzelius, a qual foi considerada em Londres como a mais importante descoberta da Química moderna, após a descoberta da composição da àgua analítica e sintética por Cavendish. Acha que esta notícia causará grande prazer aos naturalistas brasileiros.
Diz que esta é a quinta carta que escreve a António de Araújo a solicitar-lhe notícias da sua saúde. Lamenta a morte da tia, "minha segunda mãe", e pergunta porque razão não responde o tio Pombal às suas cartas. Diz que se não tivesse banido a política da correspondência particular com o destinatário muito teria para narrar. Foi pai pela segunda vez e que fará de Duarte afilhado do destinatário, à semelhança de Fernando, por forma a perdurar na descendência a protecção do destinatário. Pergunta se recebeu a obra da sua autoria "Skizze von Brasilien" e solicita um comentário sobre a mesma. Reitera o desejo de continuar a usufruir da protecção do destinatário e de ser útil ao país e ao Príncipe-regente.
Descreve a composição da máquina de cardar a lã, adquirida e não inventada, como se supunha, por Mr. Kockrill. Aguarda pelas melhoras de Apelquist para tratar da máquina. Informa que enviará em breve, o original em sueco ou uma tradução da obra de J. P. Westring, intitulada "Svenska Latvarnas Färghistoria", que versa sobre o uso das "lichens" na tinturaria da lã e da seda. Pede a António de Araújo, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, ajudas de custo para as viagens que pretende fazer às minas e forjas, para as quais cona com o apoio do Genreal Conde de Schwerin e de Mr. Schwedenstjerna, primeiro metalúrgico sueco. Pede-lhe "como Amigo" uma resposta decisiva sobre o seu casamento. Na última página está anotado o endereço do destinatário em Lisboa.
O autor, [Min. Plenip. português em Estocolmo], [Conde da Oriola em 1820], participa a António de Araújo, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, que finalmente descobriu a máquina para a fiação de lã sobre a qual o destinatário desejava receber informações por carta particular. O autor, informa que se não fosse a moléstia de Mr. Apelquist, que possui os desenhos da mesma, poderia avançar com mais pormenores. Agradece a protecção e promete tratar das incumbências que o destinatário lhe solicitou em Ofício. Refere-se à sua futura esposa [Sofia Amélia Murray]. Na última página o autor anotou o endereço do destinatário em Lisboa.
Confessa-se extremamente ofendido e desanimado pelo teor do Despacho de 29 de Janeiro passado, referindo que nunca esperou receber tal reacção ao projecto. Pede ao destinatário que use da sua influência para inibir quaisquer abusos sobre a sua pessoa. Chama a atenção para o seu Ofício n.º 5. Sabe que o amigo M. escreveu de liver vontade sobre o assunto que "por delicadeza" não toca. Deseja um pleno restabelecimento ao destinatário e relembra as súplicas que há muito faz.
Informa da sua chegada a Berlim, cuja missão alcançou devido ao favor e amizade do destinatário. Diz que já por duas vezes lançou os olhos sobre o n.º 56 de Bâren Strasse e que um turbilhão de ideias e sentimentos se apoderaram de si. Informa que foi perfeitamente recebido pelo Príncipe de Hardenberg e que não hesitou em falar-lhe imediatamente no tratado de Comércio, projectado em Viena, tendo notado que da parte prussiana não haveria dificuldade em estabelecer um acordo definitivo. Pede ao destinatário que faça uso da sua influência para lhe fazer chegar as instruções "há tanto prometidas". Depois da carta de parabéns que lhe escreveu de Göttingen, não voltou a escrever, mas devia tê-lo feito devido aos atrasos verificados no pagamento de ordenados. Acha que há necessidade de estabelecer uma ordem inalterável no pagamento das missões estrangeiras. Queixa-se da carestia que se vive em Berlime que apesar das queixas serem gerais parece que o mal é irremediável. Informa que antes de partir de Göttingen foi-lhe oferecido o diploma de cidadão por uma deputação do Senado, e o Bürgermeister fez um discurso em sua honra, sendo o autor o primeiro particular a receber tal distinção. Supõe que a sua mãe escreverá ao destinatário sobre o assunto que o autor e o Marquês de Marialva já lhe falaram diversas vezes. Pede a protecção do amigo [conde da Barca] para a designação da comenda recebida há dois anos e para a cobrança da dívida do tio Pombal.
O autor, Médico, traça um quadro das viagens que efectuou após a invasão de Portugal pelos franceses. Fala do seu recolhimento em Bordéus junto do Bispo de Coimbra; das recusas em servir o exército francês em Portugal; aos serviços que prestou em Espanha; ao regresso à frança onde mereceu o acolhimento e a protecção de Francisco José Maria de Brito e das senhoras Cappadoce, de quem foi médico; da viagem à Rússia; até à ltura em que o "Tyranno Corso" abdicou e o autor se estabeleceu em Bordéus com a sua consorte. Pede a protecção do [Conde da Barca] para integrar o serviço real.
Felicita o destinatário pela obtenção do título de Conde da Barca. Informa que pensa em partir ara Berlim no princípio do próximo mês, onde aguardará pelas instruções prometidas para poder finalisar o Tratado projectado em Viena. A sua família ficará por enquanto em Göttingen devido à doença [do filho] Fernando e também pelo facto de o autor ainda não ter encontrado casa em Berlim. Espera cumprir à risca os seus deveres por forma a continuar a beneficiar da protecção e amizade do destinatário.
Pede a protecção do Conde da Barca para o Dr. Luís António Rebelo, secretário da Junta de Saúde Pública, que se dirige para o Brasil, com uma procuração geral do autor para tratar de assuntos da casa deste.
Felicita António de Araújo de Azevedo por ter sido restituido ao cargo de Secretario que ocupara em Portugal. Refere que nunca uma deliberação do soberano foi tão festejada "neste canto da America, aonde as Luzes parece se envergonhão de apareser". Informa que a alegria foi geral pelo facto do pais ter agora "hum protector".
Solicita a protecção de António de Araújo de Azevedo, que já serviu na Repartição da Guerra para que sejam entregues ao seu pai [Francisco de Melo da Cunha Mendonça e Meneses], os emolumentos de governador da Torre de Belém, para os quais já enviou o requerimento ao marquês de Aguiar, Ministro dos Negócios da Guerra.
Apesar de ter sido informado, pela carta de António de Araújo do ano passado, que seu pai [1.º Marquês de Olhão] tinha direito aos emolumentos do Governo da Torre [de Belém], nada recebeu. Pede ao dest. que exponha esta situação ao Marquês de Aguiar e que a resposta seja imediatamente enviada para si ou para o Marechal General.
Agradece a carta que [o Conselheiro de Estado] António de Araújo lhe dirigiu a informar da mercê que S.A.R. lhe concedeu. Encontrando-se em circunstâncias críticas após uma longa estada em São Paulo o autor informa da sua impossibilidade em ir pessoalmente agradecer ao destinatário mas espera que este motivo não influa na atribuição da Real Mercê e na continuação dos favores do destinatário. Assim que puder efectuará a viagem para prestar os auxílios possíveis à "minha disgracada familia".
Escreve a António de Araújo, encarregue pela mãe [a Condessa de Oeynhausen], [1750-1839], [futura Marquesa de Alorna], para remeter a cópia da petição que foi colocada na presença do Príncipe por via do Conde de Aguiar, [Min. Do Reino no Rio de Janeiro]. Pede ao dest. que entregue com brevidade a carta inclusa ao irmão da autora [João Ulrico, Conde de Oeynhausen].
Diz que a amizade que António de Araújo lhe dispendeu o obriga a comunicar-lhe a sua chegada a Livourne. Na sequência das conferências que mantiveram, solicita um parecer sobre o seu plano e que lhe dedique a sua protecção.
O autor, Capitão de Primeira Plana da Corte, informa ao [Conde da Barca] que passou ao serviço da Inglaterra com a mesma graduação que tinha quando estava ao serviço da Holanda e de S. M. o Rei de Porugal em 1797 com os Príncipes de Waldeck e de ?Reus?. Informa que depois da convenção assinada em Viena entre os Ministros Vanhden e Lima, foi nomeado Capitão de Primeira Plana da Corte e Ajudante do Príncipe de Reus. Em 1799, recebeu com este Príncipe a licença do Príncipe-Regente para se retirarem para a Alemanha e a certeza da continuação do pagamento do duplo soldo conforme estava acordado e que durou até fnais de 1807, altura em que a Corte se transferiu para o Brasil e deixou de receber o pagamento. Informa que se dirigiu várias vezes a S.A.R. e aos Ministros no Brasil, sem que contudo tenha recebido uma resposta. Escreveu também ao Ministro Português na Corte da Inglaterra e sobretudo ao Ministro Bezerra em Haia. Tudo em vão. Encorajado por Mr. P. de Gabe, Cônsul em Hamburgo, suplica ao destinatário que socorra um velho soldado para que os atrasados lhe sejam pagos, bem omo a continuação do soldo conforme foi ordenado por S.A.R..
Informa que a tarefa em Paris pode ser considerada como concluída e que dentro de dias todos partirão. Participa que a delegação portuguesa trabalhou, desde o início, em perfeita harmonia erespeitando os objectivos comens, pelo que lhe parece que tenha sido rentabilizada na medida do possível. Espera que os resultados agradem [ao Ministério português], visto que esta delegação foi dirigida pelo destinatário. A nível particular repete os rogos já escritos em cartas precedentes e principalmente a dívida do tio Pombal. Diz quee todos estão impacientes pela chegada do paquete e que apesar de saber que o destinatário já se encontra restabelecido, muito lhe agradaria que fosse o próprio a comunicar este facto. Manifesta a sua preferência pela missão de Berlim em detrimento da de Viena.
Informa o amigo António de Araúo de Azevedo que chegou a Göttingen onde aguardará pelas ordens régias que decidirão o seu futuro. Elogia os serviços prestados à nação, pelo amigo Marquês de Marialva e manifesta o seu desejo em vê-lo nomeado um dos governadores do reino. Sabe que o mesmo Marquês escreveu ao destinatário a respeito da sua pretensão. Tomou conhecimento à sua chegada a esta cidade que durante a sua estadia em paris a academia Real das Ciências o elegeu para membro ordinário na Classe das Ciências físicas, tendo sido Blumenbach quem lhe entregou o diploma. Diz que isto é fruto do interesse que o destinatário sempre manifestou por si, nomeadamente ter contribuído para que o autor fosse estudar para Göttingen e que por isso tem uma dívida eterna. Pede a protecção do destinatário para receber a Comenda que S.A.R. lhe atribuiu por decreto de 24 de Junho de 1814 e informa que passou uma procuração ao Marquês de Marialva para lhe tratar deste negócio. Encontrou o seu filho mais velho com poucas melhoras, mas tem esperança que doença não seja incurável.
Informa o amigo António de Araújo de Azevedo que esta é a última carta que escreverá de Paris, visto que partirá em breve para Göttingen, para se juntar à família, e onde aguardará pela decisão do seu futuro. O Marquês escreverá a António de Araújo sobre a súplica do autor. Pede o hábito da Ordem de Cristo para Gustavo Beyer, Cônsul-Geral português na Suécia, ou o de Torre e Espada se o primeiro não for possível devido ao facto de ser protestante. Informa que os quatro amigos do destinatário que estão em Paris, têm recebido cartas que afianção o restabelecimento deste. Aguarda, com impaciência, pela chegada da ratificação do Tratado provisório de navegação e de comércio com a Prússia e cada vez mais se persuade com a utilidade deste, sugerindo até outra aliança com a Casa de Bradenburgo. Aguarda pelo rapaz que o destinatário lhe recomendou para secretário de legação. Informa que Berzeliu deu o nome de "Loboit", em honra do autor, a um mineral. informará da chegada a Göttingen.
Expressa o seu vivo reconhecimento pela carta que recebeu de António de Araújo de Azevedo com data de 18 de Dezembro. Em resposta, diz que tudo lhe deve, desde o facto de o ter encaminhado para esta Universidade, a obtenção da missão de Berlim, no apoio dado na elaboração do projecto do tratatdo provisório com a Prússia que, no entanto, não foi aceite por eles devido devido à demora da Corte do Rio de Janeiro em ratificá-lo. Pede ao destinatário que leia o ofício que escreveu a este respeito. Solicita que apoie na Corte as justificações que o autor apresentou para não precipitar a sua partida se por acaso surgir alguma voz inimiga. Pede ajudas de custo. Admite as justificações do destinatário para o desaprovar da ideia de Sorocaba, mas pede-lhe que encontre um outro visto que o seu interesse está meramente relacionado com o futuro dos filhos e com a projecção que um título tem no estrangeiro, opinião também, partilhada pelo Marquês de Marialva. Folga em saber que o tio Valada interessa-se por si, e que tal se deve às instâncias de sua mãe. Relembra a necessidade de lhe nomearem um secretário de legação.
Expressa o seu vivo reconhecimento pela carta que recebeu de António de Araújo de Azevedo com data de 18 de Dezembro. Em resposta, diz que tudo lhe deve, desde o facto de o ter encaminhado para esta Universidade, a obtenção da missão de Berlim, no apoio dado na elaboração do projecto do tratatdo provisório com a Prússia que, no entanto, não foi aceite por eles devido devido à demora da Corte do Rio de Janeiro em ratificá-lo. Pede ao destinatário que leia o ofício que escreveu a este respeito. Solicita que apoie na Corte as justificações que o autor apresentou para não precipitar a sua partida se por acaso surgir alguma voz inimiga. Pede ajudas de custo. Admite as justificações do destinatário para o desaprovar da ideia de Sorocaba, mas pede-lhe que encontre um outro visto que o seu interesse está meramente relacionado com o futuro dos filhos e com a projecção que um título tem no estrangeiro, opinião também, partilhada pelo Marquês de Marialva. Folga em saber que o tio Valada interessa-se por si, e que tal se deve às instâncias de sua mãe. Relembra a necessidade de lhe nomearem um secretário de legação.
Voto separado de D. Joaquim Lobo sobre a revalidação do Tratado de Paris afora o artigo 10.º e a cessão da Guyana a Sua Majestade Cristianíssima.
Informa o amigo [António de Araújo] da sua chegada a Göttingen, onde aguardará pelas ordens de S.A.R.. O filho mais velho já se encontra fora de perigo. Recebeu uma carta de Palmela, datada de 5 de Outubro (Frankfurt) em que ele comunicava que partia, devido a motivos particulares, para o Quartel-General do Duque de Wellington onde esperava encontrar Castelreagh, e em que o aconselhava a empreender a mesma viagem porque como fim da guerra poderia originar o reinício das negociações. Em resposta a esta carta solicitou-lhe a indicação do local onde se realizariam as mesmas e um passaporte para evitar contratempos. Não se encontrou com [Francisco José Maria de] Brito em Viena, mas espera encontrá-lo em Paris, "aonde a estas horas já ElRei [Luís XVIII] terá feito a sua entrada". Refere-se ao projecto do Tratado de Comércio com a Prússia. Espera que S.A.R. lhe conceda a Missão de Berlim e que o dest. tenha apoiado a reunião desta missão com as do Norte da Alemanha. Repete os pedidos das cartas anteriores.
Informa que chegou a Paris, juntamente com a família, no dia 17 do corrente, após uma viagem atribulada desde Göttingen. Encontrou o [Marquês de] Marialva, o Conde de Palmela, [Rodrigo] Navarro [de Andrade] e [Francisco José Maria de] Brito que ainda não conhecia pessoalmente. Acha que a legação portuguesa não terá muito a dizer devido à supermacia das quatro potências directoras, mas folga em estar aqui presente para que ninguém ouse imputar-lhe omissão. Aguarda com impaciência pela chegada do Paquete do Brasil onde espera receber algumas respostas de António de Araújo às perguntas que lhe colocou em Viena. Deseja ir para Berlim. Informa que o Conde de Fleming aceitou a nomeação para Ministro da Prússia no Rio de Janeiro, mas esta não deverá ser pública antes da ratificação do Tratado de Comércio assinado em Viena em 28 de Maio. Pede por instruções visto que muitas pessoas naturais da Alemanha têm solicitado informações de como podem estabelecer-se no Brasil. Refere-se ao contrato celebrado por ordem da Corte entre Fernando Correia e Wilhelm Molle, mestre espingardeiro da fábrica de Herzberg no Harg, tendo este vindo reclamar, com razão, pela execução do mesmo. Lembra o pagamento da dívida do tio Pombal e os restantes pedidos. Ainda não recebeu notícias do "moço benemérito" que o destinatário lhe recomendou para secretário de legação.
Informa que os seus dias de amargura terminaram depois da carta que Manuel Luís escreveu a [Francisco José Maria de] Brito onde participava que António de Araújo de Azevedo já se encontrava em convalescença. Informa que recebeu um despacho de 19 de Julho do marquês de Aguiar em que lhe ordenava que comunicasse prontamente a receção das credenciais para a Corte de Viena. O despacho informava, ainda, que o Príncipe-Regente ainda não tinha deliberado a sua transferência para a Corte de Berlim, o que contrasta com o que António de Araújo lhe comunicou na carta de 16 de Junho. Pede que o tire da incerteza em que vive e que concorra para esta nomeação. Informa que entre outras Cortes, a Rússia e a França já nomearam ministros para Hannover e que por isso o projecto para a reunião que lhe falou não seria mal entendido. Informa do andamento dos trabalhos e espera que as comunicações oficiais sejam recebidas com agrado no Rio de Janeiro. Relembra a cobrança da dívida do tio Pombal. Elogia as virtudes de Monteiro o qual pode ser muito útil ao estado português se for ocupado convenientemente. Em P.s. informa que remete uma carta de Madame Beaumont.
Recomenda à protecção do amigo António de Araújo o portador da carta o Padre Luís Soye, "que V. Exa. conhece". Refere-se à nomeação do Conde de Fleming, sobrinho do Príncipe de Hardenberg, para Ministro da Prússia para o Rio de Janeiro. Espera que esta missão tenha êxito, uma vez que tanto trabalhou para que ela se concretizasse. Diz que sendo a Prússia a primeira nação a fazer um avanço sobre o Rio de Janeiro, a sua nomeação para Berlim faria todo o sentido. Alerta para as vantagens para Portugal se for ratificado o Tratado de Comércio com a Prússia. Pede, uma vez mais, que António de Araújo se debruce sobre a possibilidade de se escolher uma das princesas da Prússia para consorte do Príncipe Hereditário. Queixa-se de Francisco Sodré que foi a Paris dizer mal da delegação portuguesa e falar da necessidade de remodelação do ministério português. Fala da pouca consideração que havia em Portugal pela recomendação do Duque de Wellington para o casamento do Príncipe da Beira com a Grã-Duquesa da Rússia, agora noiva do Príncipe de Orange. Espera que dentro em breve a tarefa esteja concluída e que os esforços da delegação portuguesa sejam reconhecidos. Diz que o destinatário é, agora mais do que nunca, imprescindível para salvar Portugal. Relembra os seus rogos.
Previne o amigo António de Araújo de Azevedo que as expressões que madame beaumont escreveu a seu respeito são fruto da amizade com que esta senhora o honra e que de alguma forma a s procurou. Regozija-se por saber que as quatro potências directoras reconheceram que Portugal também tinha direito à contribuição que foiimposta à França.
Informa que terminou o Congresso mas que o término definitivo do mesmo poderá ocorrer apenas se a vitória na presente guerra pertencer aos aliados. Colocava-se então em prática o Directório Europeu estabelecido "com muita manha e geito" entre a Áustria, Rússia, Inglaterra e Prússia. Refere-se ao trabalho desenvolvido pela legação portuguesa queixando-se da falta de organização da mesma. Enumera as condições que julga serem obrigatórias nestes casos e que caso não sejam respeitadas prefere ser excluído do número de Plenipotenciários que possam vir a serem nomeados para a regulação da paz geral. Alerta o destinatário para o voto separado e para o Ofício n.º 8, que remete em anexo, e às suas pretensões, uma que é a nomeação para Berlim e a outra que é o título de Conde de Sorocaba. Agradece a carta de 19 de Janeiro onde constatou as melhoras de António de Araújo. Refere-se à dívida de 4 mil cruzados [do seu tio Pombal]. Aguarda com ansiedade pela chegada de [Francisco José Maria de] Brito. Em P.s. informa que assim que for assinado o Ofício de clausura [do Congresso] regressará a Göttingen.
Pede ao amigo António de Araújo, Conselheiro de estado, que reverta a favor da sua causa a conversa que manteve com o príncipe de Metternich, a qual já comunicou oficialmente ao marquês de Aguiar. Revoltado contra o desempenho de alguns membros da legação portuguesa no Congresso, pede ao destinatário que se no caso de S.A.R. o quiser nomear para mais algum Congresso que o mande como subalterno de uma pessoa digna ou então que lhe permita prestar o serviço sem colegas, caso contrário prefere não ser nomeado do que encontrar-se novamente na situação portuguesa. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Espera que quando António de Araújo receber a documentação enviada através de N. N. Timóteo, reconheça o trabalho feito por ele e pelos colegas na defesa dos interesses portugueses. Informa que esta é a segunda carta que lhe escreve hoje, mas a primeira ser-lhe-á entregue pelo Príncipe Max de Neuwied e deverá chegar mais tarde, visto que Timóteo vai como expresso. Fala na grande aflição em que vive devido ao falecimento do seu filho Carlos Egídio. Remeteu oficialmente uma carta do Príncipe de Hardenberg ao marquês de Aguiar, onde aquele expressava o desejo de estabelecer relações comerciais entre Portugal e a Prússia, confirmando assim as informações que já possuia. Pede que entregue a carta inclusa ao Desembargador Bernardo Teixeira e que o proteja naquilo que expuser. Manifesta o seu desejo em que o Congresso termine em breve para poder regressar ao seio da sua família.
Recomenda à protecção de António de Araújo, reconhecido como o "protector das Sciencias" no Brasil, o Príncipe Max de Neuwied, oficial ao serviço da Prússia e homem de grandes conhecimentos em botânica, que se desloca ao Brasil para estudar a vegetação local. Pede-lhe que lhe facilite a "entrada da Sua caza" e que lhe possibilite a frequência da sua sociedade.
Comunica a António de Araújo de Azevedo as descobertas ocasionais nas minas de ferro e de turfo. Aponta os benefícios que estas mesmas poderão trazer para o reino.
Oferece a António de Araújo de Azevedo a versão da obra "Poema dos Martires".
Tomou conhecimento pelo filho de que D. Joaquim Lobo da Silveira, Enviado extraodrinário e Ministro Plenipotenciário em Estocolmo, recebeu a carta que lhe escreveu antes da partida de Lisboa e que soube pelas últimas que este alcançou um acordo com o seu filho para ser-lhe paga a conta. Comunica todos os procedimentos que tem efectuado no Rio de Janeiro para obter da Corte o pagamento do destinatário, tendo inclusivé falado pessoalmente com o Príncipe-Regente que deu ordem ao Tesouro para efectuar o pagamento. No entanto, o conde de Linhares, como Presidente do Erário Régio, comunicou-lhe que o marquês de Pombal já tinha recebido parte deste valor antes de sair de Lisboa tendo se servido do mesmo para despesas urgentes, e que como o Tesouro, à saída de Lisboa, perdeu ou deixou alguns arquivos esta soma não pode ser verificada, devendo o Erário Régio reter 4 mil cruzados até esclarecer o negócio. No entanto, o autor remeterá hoje para Londres os 2.868$085 réis, tendo autorizado o filho a pagr este valor ao destinatário assim que receber a carta, ficando o restante valor para ser enviado pelo próximo paquete. Comunica ao destinatário que para receber o restante valor que lhe é devido terá de enviar uma procuração para o Rio de Janeiro. Referindo-se aos avultados rendimentos que o marquês de Pombal recebe, tanto da sua casa em Lisboa como do Governo do Rio de Janeiro, acredita que o mesmo resolverá este impasse. Informa ao dest. que poderá contar com os auxílios de Guillaume Nordstrom, negociante sueco, para executar as suas ordens.
Felicita António de Araújo de Azevedo por ter sido chamado para o eminente emprego de Ministro de Estado [da Marinha e do Ultramar]. Remete um artigo da sua autoria sobre a defesa do Santo Ofício que depois de há anos ter sido alvo de comentários absurdos, voltou ultimamente a ser atacado pelo Investigador Português. Caso o aprove, que o publique no Rio de Janeiro ou em Lisboa, ou então que lhe dê consentimento para o autor mandar publicar na Gazeta de Madrasta na Índia.
Agradece o "crachat" que António de Araújo de Azevedo, Conselheiro [de Estado] e Ministro da Marinha e do Ultramar, remeteu por António de Saldanha [da Gama]. Refere-se à cópia da credencial do Príncipe-regente para apresentar a S.M. Imperial e que lhe proporcionará a residência em Viena como Enviado [Extraordinário ao Congresso]. Pede ao amigo que o proteja para alcançar a missão de Berlim. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Manifesta o seu contentamento por ter recebido a Credencial com a ordem para partir imediatamente para Göttingen. Não sabe se António de Araújo recebeu as cartas de Março, Abril e Maio que falavam sobre a licença ilimitada que o Rei da Prússia concedeu ao seu filho. Com estas, remetia também a carta do [barão alexander von] Humboldt e uma outra que o mesmo escreveu a Mr. de Tarrach, Ministro prussiano na Suécia. Espera encontrar em Göttingen os documentos que comprovam a dívida do tio Pombal e pede ao destinatário que escreva a [J. A.] Kantzow [Ministro sueco nos E.U.A.] sobre este assunto. Informa do nascimento do seu quarto filho o qual será afilhado de António de Araújo, tal como os três primeiros. Partirá brevemente por mar para Lübeck ou Weimar com os dois filhos mais velhos, seguindo depis a sua mulher com os mais novos assim que acabar o regimento.
Remete em anexo a carta de [J.A.] Kantzow que confirma o seu direito em receber a dívida do Tio Pombal. Ainda não enconrou as cartas do tio e da tia, muito embora julgue que elas não davam maiores detalhes do que a referência à quantia. Pede a António de Araújo que faça uso de toda a sua influência para que a cobrança se realize com brevidade. Pede instruções para poder decidir o seu destino.
O autor tomou conhecimento pelo filho de que D. Joaquim Lobo da Silveira, Enviado Extraodrinário e Min. Plenipotenciário em Estocolmo, recebeu a carta que lhe escreveu antes da partida de Lisboa e que soube pelas últimas que este alcançou um acordo com o seu filho para ser-lhe paga a conta. Comunica todos os procedimentos que tem efetuado no Rio de Janeiro para obter da Corte o pagamento do destinatário, tendo inclusive falado pessoalmente com o Príncipe-Regente que deu ordem ao Tesouro para efetuar o pagamento. No entanto, o conde de Linhares, como Presidente do Erário Régio, comunicou-lhe que o Marquês de Pombal já tinha recebido parte deste valor antes de sair de Lisboa tendo-se servido do mesmo para despesas urgentes, e que como o Tesouro, à saída de Lisboa, perdeu ou deixou alguns arquivos esta soma não pode ser verificada, devendo o Erário Régio reter 4 mil cruzados até esclarecer o negócio. No entanto, o autor remeterá hoje para Londres os 2.868$085 réis, tendo autorizado o filho a pagar este valor ao destinatário assim que receber a carta, ficando o restante valor para ser enviado pelo próximo paquete. Comunica ao destinatário que para receber o restante valor que lhe é devido terá de enviar uma procuração para o Rio de Janeiro. Referindo-se aos avultados rendimentos que o marquês de Pombal recebe, tanto da sua casa em Lisboa como do Governo do Rio de Janeiro, acredita que o mesmo resolverá este impasse. Informa o destinatário que poderá contar com os auxílios de Guillaume Nordstrom, negociante sueco, para executar as suas ordens.
Renova o seu desejo em ser transferido para Berlim após o final do Congresso [de Viena]. Informa que já expôs ao Marquês de Aguiar os motivos de utilidade pública desta transferência. Fala nas vantagens em acreditar um Ministro português para Berlim, Hannover e Cidades Hanseáticas em simultâneo. Informa do interesse em manter ligações comerciais com Portugal. Refere-se à imigração de colonos alemães para o Brasil, para a qual já recebeu a concordância confidencial do Marquês de Marialva. Pede ao destinatário, Conselheiro [de Estado] e Ministro da Marinha e do Ultramar, que encaminhe o seu encarte e rendimento inerentes à Comenda [?da Ordem de Cristo?] que S.A.R. lhe destinou. Informa da operação a que se submeteu o filho Fernando. Em P.s. diz que ainda não recebeu notícias do "moço benemérito" que Azevedo lhe recomendou para seu secretário. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Acusa a chegada de [M.R.] Gameiro [Pessoa], portador de uma carta abonatória passada por António de Araújo de Azevedo. Remete cópia da carta de J. A. Kantzow para que o destinatário lhe alcance o pagamento dos 4 mil cruzados que o tio Pombal lhe deve. Pede o apoio do destinatário para ser nomeado para Berlim nos despachos de Setembro. Manifesta o seu empenho em corresponder às expectativas de S.A.R. no Congresso.
Agradece ao amigo António de Araújo de azevedo pelo cuidado manifestado em saber da sua chegada a Londres. Informa que o amigo B. ainda não entregou a c[onta]-c[orrente] e sugere ao destinatário que continue a pressioná-lo para o efeito. O cobre já está a bordo do navio Trafalgar. Ontem entregou a carta a D. S. tendo ele se prestado a cumprir as ordens. Na sequência do pedido de António de Araújo, o autor apurou que será melhor indagar junto dos agentes dos seguradores W. Harrison & Cia.. Se fôr directamente perguntar talvez os mesmos pensem que o será para S.A.R. e o preço subirá. Aconselha o destinatário a fazer outra abordagem e conseguirá obter o "traste" por muito pouco, visto que a obra está perdida. No mesmo navio seguirá a Moldura, a Luzerna e o Santoim. Envia ainda o relógio para Manuel Luís. Diz que ao "nosso D. Domingos" custa-lhe deixar Londres e muito mais "a Franceza que assiste em tudo como se fosse sua propria mulher". Em P.s. informa que não tem conseguido envair as duas cartas para a América. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa ao amigo António de Araújo de Azevedo que neste mesmo paquete segue a resposta à carta. Repete que o destinatário não deve falar ao agente dos seguradores nessa [Corte], mas fazer com que o dono da máquina [a vapor] a ponha em leilão a fim de cobrar o saldo que lhe devem. Assim, o destinatário conseguirácomprá-la por um "saco de farinha". Remete cópia do custo das encomendas, o qual receberá de Dias Santos quando houver ocasião. Aconselha a não descuidar-se de enviar cartas ao Senhor B.. Na primeira parte transcreve a lista de encomendas efectuadas por António de Araújo, e respectivos custos, que seguem no Navio Trafalgar. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Solicita ao amigo António de Araújo de Azevedo que interceda junto do Conde de Aguiar para que este envie um Aviso à Companhia do Alto Douro, nomeando o autor Agente desta Companhia em substituição do falecido Stockler. Na útlima página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa que recebeu a carta de 12 de Junho e com ela, a que era dirigida a B., a qual já foi entregue. Aguarda por informações sobre o particular para depois informar António de Araújo so resultado. Aconselha o destinatário a escrever-lhe sempre a pedir a conta corrente, enquanto o autor fará os possíveis para conseguir o mesmo. Lembra que o facto do destinatário ter-se esquecido de passar a obrigação em papel selado pode dificultar a operação. Informa que já solicitou o imposto das encomendas a Dias Santos. Depois de consultar os donos da bomba avisará do seu valor. Pede ao destinatário que envie recomendações às mesmas pessoas e os agradecimentos dos seus filhos a Manuel Luís. Comenta a desgraça de Napoleão e manifesta a sua esperança em poder ir a Lisboa cumprimentar S.A.R. e o destinatário. Na útlima página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Recebeu há três semanas a carta que de Araújo lhe escreveu em 14 de Outubro do ano passado, agradecendo o facto de lhe conservar a amizade. Faz-se lembrado aos amigos do Rio de Janeiro e principalmente ao Dr. Manuel Luís, quem muito estima. Os amigos que o destinatário mantem em São Petersburgo, pedem constantemente por notícias suas, sobretudo a Princesa Dolgorouky que está encantada com a sua lembrança. A Princesa Kourakin apresenta, igualmente, os seus cumprimentos e deseja saber se o destinatário recebeu a carta que ela expediu por Viena. Voltará a escever. Ela conta sair do país na Primavera. É inacreditável a quantidade de gente que parte este ano para o estrangeiro. Lamenta que, após longa ausência, se ache descontextualizado na sua própria Pátria. Irá a Itália e aguarda com impaciência o momento para se reencontrar com V. Ex.ª. Refere-se aos dois casamentos da família imperial: o da Grã-Duquesa Catarina, que parte depois de amanhã para Wurtemberg como seu marido; e o Príncipe e Princesa de Orange que permanecerão na Rússia até ao mês de Junho. O Duque de Serra Capriola encontra-se em Nápoles e não se sabe ao certo quando volta. O filho já regressou e substitui o pai como Ministro. A condessa Nathalie ?Golopkin? apresenta os seus cumprimentos e relembra o tempo que passou com o destinatário em Berlim. Pede por notícias.
Aabendo que é incerta a admissão de navios russos em Cantão, solicita ao conde de Pahlen que alcance junto do governo português uma carta de apresentação para o Governador de Macau a fim de que este facilite com a sua influência junto do governo chinês a sua admissão em Cantão.
Agradece ao conde da Barca por te recebido a Comenda da Ordem de Cristo. Pede-lhe que mande passr o Decreto de S.A.R. que anciou no seu Aviso de 14 de Março à Universidade, para apresentar na Mesa da Cobsciência e Ordens para poder ser invesido.
Acusa a receção da carta de 14 de Outubro de 1815. Expressa a sua satisfação pela nova graça que S.A.R. concedeu ao seu amigo ?Conde da Barca?, testemunho público da estima que o Soberano lhe presta e uma resposta concreta às calúnias do "nosso amigo" da Grã-Bretanha. É lisonjeira a lembrança que o Príncipe-Regente conserva de si e deseja um dia poder agradecer-lhe pessoalmente. Refere-se ao restabelecimento da saúde do destinatário e pede para transmitir a sua amizade a José Egídio e toda a sua família. Cumprimentos ao marquês de Aguiar. Soube pelos jornais da viagem naturalista que o Príncipe de Neuwied empreende pelo Brasil, bem como todas as facilidades que o destinatário lhe concedeu. Aguarda com impaciência por alguma publicação. Conta partir para a Rússia no fim de Maio, onde irá tratar de negócios particulares, esperando empreender o regresso dentro de quatro meses. Depois que Bonaparte está em Santa Helena, é de esperar uma nova lógica nos acontecimentos.
Informa que depois da sua chegada a esta capital, depois de uma ausência prolongada, por várias vezes propõs-se a escrever ao amigo Conde da Barca. Reencontrou aqui Mr. e Mme. Saldanha com os quais recapitula de tempo em tempos a nossa existência brasileira. Fala da morte da Rainha e do egresso da Corte a Lisboa. Atendendo à benevolência com que S.A.R. sempre o tratou, pensou em endereçar uma carta de felicitações ao rei pela sua aclamação, mas sabendo do atraso que as cartas sofrem prefere solicitar ao destinatário que apresente as suas felicitações. A amizade que o destinatário lhe dedica, obriga-o a informar que à sua chegada a São Petersburgo o Imperador concedeu-lhe o Ordem de "St. Cennil 1er. Classe". Recorda-se aos amigos do Rio de Janeiro e muito particularmente ao Dr. Manuel Luís. Em Ps. Envia os cumprimentos da Princesa Dolgouroky, que se recorda do destinatário com grande prazer.
Demonstra a sua satisfação pelo restabelecimento da saúde do Conde sob a égide do ?"bom mágico"?, o qual soube pelas útlimas notícias que chegam do Brasil. Recebe frequentemente notícias da vossa capital e entre todas sente um prazer infinito pela nomeação de mr. Correia para Ministro nos Estados Unidos, manifestando oseu reconhecimento ao Conde por recuperar um homem de grande mérito. Comenta o casamento do filho da marquesa de Belas. Lembra-se á Sociedade do Conde no Rio de Janeiro e apresenta as suas homenagens à Duquesa de Cadaval e à marquesa de Belas e seus filhos. O autor diz que está no campo há várias semanas e só muito raramente vai à cidade. O irmão deve chegar neste ou no próximo mês, mas o autor ficou de lhe obter a permissão para poder permanecer por quatro meses. Assim que ele chegar, conta recomeçar as suas viagens e dirigir-se-à a Itália.
Informa ao amigo António de Araújo que não repondeu à carta de 12 de Setembro, da qual recebeu 1.ª e 2.ª via, por quere primeiro finalizar o negócio com os seguradores. Apresentou-lhes Loureiro e este demonstrou-lhe o estado da bomba através de uma atestação traduzida. Julgam impossível e após várias consultas dispensaram o autor deste negócio particular. Está de acordo com Loureiro visto que sendo essa Fazenda Real credora pelas despesas e frete do transporte para o Rio [de Janeiro] tem o direito de mandar fazer o leilão para receber o que tem direito. Informa que a carta para Brito foi remetida. Repete os agradecimentos pelo Aviso que recebeu com a nomeação da Companhia. Contudo, ainda não trabalha devido à oposição dos outros dois agentes. Já informou a Companhia desta situação e assim que receber a resposta participá-la-à ao destinatário. Entregou as cartas que vinham juntamente com a de 22 de Outubro. Entregará a de Sir Sidney Smith e a bengala assim que ele regressar a Inglaterra. Remete as respostas de B. Recomenda-se a Manuel Luís.
O autor, informa a José de Oliveira Barreto que recebeu uma carta de António de Araújo com data de 22 de Outubro, onde pedia se por acaso não tivesse recebido a conta corrente, que passasse a procuração a Domingos José Loureiro e estando este ausente a Mr. Marson. Desejando ver o negócio ajustado "como homens de honra", Paiva solicita ao destinatário que prepare as contas a fim de serem remetidas neste paquete. Em resposta José de Oliveira Barreto certifica que remeterá o solicitado para o amigo António de Araújo no paquete seguinte devido a demoras provocadas por circunstâncias inevitáveis. Pede a João Correia de Paiva que informe António de Araújo desta certeza.
Remete a António de Araújo uma carta do Abade e participa que já tinha enviado as duas que o destinatário tinha solicitado. Espera que o amigo Domingos José Loureiro tenha recebido a ordem para fazer leilão e que o destinatário esteja satisfeito pelo modo como o autor dirigiu este assunto. Está sentido por saber através do Conde de Pahlen que o destinatário estava doente. Deseja-lhe as melhoras. Informa que tem falado com muita prudência com B. e visto que o mesmo se nega todas as vezes que o autor o procura, remete em anexo a carta que lhe escreveu e a resposta à mesma. Se ele der a conta corrente, já não haverá necessidade da obrigação ser feita em papel selado. Faz-se lembrado a Manuel Luís.
O autor solicita a Mr. B. que envie na primeira ocasião a conta corrente ao comum amigo António de Araújo, caso contrário passará por desgostos, visto que em breve será passada procuração a outra pessoa que "não uzarà com Vocemece, como eu tenho feito". O autor, em 22 de Junho de 1814, respondendo à carta presente de João Correia de Paiva, informa-o que a respeito do negócio do amigo [António de Araújo], a demora no envio [da conta corrente] tem sido involuntária, mas sendo removidos os incovenientes a mesma não tardará a ser concluída e enviada.
Participa a António de Araújo a saída da mala. Informa que foi eleito pela Real Companhia de Seguros para tratar da venda da máquina nessa [Corte do Rio de Janeiro], e cuja ordem vai expedir ao amigo Domingos José Loureiro para fazer o leilão. Diz que com este procedimento, o amigo António Araújo não terá rival na licitação da referida máquina. Informa da carta muito séria que escreveu a B. e pede ao destinatário que quando escrever ao autor que o faça do modo a que possa mostrá-la ao B. e intimdá-lo. Refere-se à mercê recebida pelo destinatário, a qual o autor fez publicar em oito gazeteiros para "fazer morder certa pessoa". Agradece a lembrança do seu peditório e também a aprovação da sua conduta, conforme lhe testemunhou Loureiro. Na útlima página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa que ultimamente [Francisco José Maria de] Brito tem-lhe transmitido óptimas notícias sobre o [conde da Barca]. Diz que tem tudo para um grande trabalho devido à "gritaria dos nossos vizinhos" face á expedição, principalmente devido à forma como este assunto foi encarado em São Petersburgo. Diz que o seu embaraço era grande por não ter informações sobre este assunto, mas julga ter conseguido neutralizar a "tramoia" e defender-se dos acusadores. Espera, por isso, que seja feita justiça à sua conduta e á pureza das suas intenções. Julga que o negócio da "negraria" está vencido. Chama a atençãopara as representações que já fez sobre os colonos e informa que apesar da resposta positiva que recebeu daí causou um aimpressão desagradável "n'esta gente". Pede o favor do amigo para os negócios particulares que lhe tem confidenciado. recomenda o conde de Flemming que deverá chegar [ao Rio] em Junho, em virtude de ter passado por Lisboa.