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Agradece ao Conde da Barca por ter sido o seu protector mesmo sem o conhecer e por ter levado à Real Presença a oração que o autor pregou pela exaltação do Brasil em Reino. Daqui resultou a mercê de Pregador Régio e Cavaleiro da Ordem de Cristo pelo Decreto de 13 de Maio. Está-lhe profundamente reconhecido, mas é-lhe impossível ir agradecer pessoalmente devido à obrigação de residência na regência da Cadeira Régia de Filosofia da Baía. Oferece a oração fúnebre que recitou, já com a condição de Pregador Régio, nas Exéquias da Rainha [D. Maria I].
Pede a protecção do Conde da Barca para o requerimento incluso, por forma evitar que mais desgraças caiam sobre si.
O autor, Estribeiro Mor, comenta as negociações para o enlace, referindo que a esperança em que as mesmas se concretizem são muito reduzidas, segundo crê, devido às oposições da Imperatriz mãe. Acha que a única forma de efectuar o enlace seria o de apresentar o pretendente em São Petersburgo como viajante. Lamenta que negócio não pudesse chegar a bom termo, porque a "noiva he pelos seus dotes, summamente digna da união projectada". Refere-se às alternativas existentes nas Cortes do Norte, onde as "Princezas [...] tem em geral huma excellente educação", principalmente as filhas do rei da Prússia, embora esta solução esbarre na religião. Pede segredo sobre esta possibilidade. Informa que acompanhará o Imperador Alexandre no comando dos seus exércitos, devido à impossibilidade de António de Saldanha, de joaquim Lobo e do Conde de Palmela. Sugere que deveria existir alguém da "vossa parte" no Quartel General dos Soberanos. Acha que não bastará apenas uma campanha para afastar o governo intruso de Paris e colocar um ponto final nesta "tragi-comedia". Pede ao destinatário que apoie os interesses do Jeunne homme. Aguarda pela chegada do Brito, o que deverá suceder hoje, para então se deslocar para o Quartel General juntamente com Rodrigo Navarro. Recomenda-se a Manuel Luís.
O aqutor, Estribeiro Mor, agradece a expressões que António de Araújo de Azevedo lhe dirigiu através da carta remetida pelo Gameiro. Pede-lhe que leia o Ofício que por esta ocasião envia ao marquês de Aguiar e que fala sobre a sua missão junto do Imperador da Rússia. Não se refere a negócios públicos porque os Plenipotenciários portugueses que estão em Paris o farão. Refere que o General de La Harpe foi escolhido pela Imperatriz catarina II da Rússia para dirigir a educação dos netos e que actualmente está em Viena encarregado de promover os interesses do seu país no Congresso. O mesmo La Harpe tem mostrado grande interesse e afeição pelos assuntos relacionados com Portugal. Marialva sugere que lhe seja atribuída uma distinção ou que S.A.R. lhe escreva ou então que lhe seja enviado o retrato do Príncipe da Beira, caso o matrimónio se concretize. Se o destinatário achar boa a ideia que a apresente ao Marquês de Aguiar. Fala no seu reencontro com Joaquim Lobo [da Silveira] após 18 anos; e com Rodrigo Navarro, com Brito e com António de Saldanha da Gama. Refere as providências que tomou relativamente às suas sobrinhas. P.s. recomenda-se a Manuel Luís.
Regozija-se por ter tomado conhecimento por Brito que o amigo António de Araújo de Azevedo estava com mais vigor. Informa que a viagem que pretendia empreender a São Petersburgo está atrasada e que possivelmente não a fará tão cedo em virtude do súbito aparecimento de [Napoleão] Bonaparte em França onde foi recebido com aplausos e os apoios que rapidamente adquiriu. Comenta que as grandes potências têm desenvolvido os maiores esforços para evitar o mal, mas não têm agido, ao contrário daquilo que se passa com o inimigo. No entanto, acompanhará o Imperador Alexandre para o exército, como já expôs ao Marquês de Aguiar, a quem volta a escrever sobre este e outros assuntos. Comenta a ?despreocupação? dos responsáveis pela vigilância a Napoleão na ilha de Elba e as repercussões que esta situação pode ter na paz europeia. Informa que o "seu negócio" tem encontrado grandes obstáculos da parte de uma pessoa que o destinatário favorece, mas o autor ainda não perdeu a esperança de o conseguir finalizar. Comenta o testamento da sua irmã a Duquesa, em que esta lhe dava a sua segunda filha em casamento, e a primeira ao segundo filho do Duque de Cadaval. Sabe, neste instante, que Brito e o Corpo Diplomático português em Paris foram apanhados desprevenidos pela enrada de Napoleão. Recomendações a Manuel Luís.
Renova os seus protestos de amizade e reconhecimento e recomenda o portador da carta, o Tenente-Coronel João Baptista Maler, que se deloca para o Rio de Janeiro. Escreverá em breve pela Corveta Voador.
O autor anuncia ao Marquês de Marialva a sua nomeação para, em nome do Príncipe-Regente, apresentar os cumprimentos a Luís XVIII. Junto remete a credencial e uma cópia da mesma para ser apresentada ao Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros francês, o Príncipe de Benevente, e solicitar audiência para o referido ato. A carta com selo volante encarrega o destinatário de nomear um dos portugueses que residam em Paris para Agente de Negócios de Portugal nessa Corte, enquanto não for apresentada outra pessoa.
O autor, [Estribeiro-mor], apesar de não ter procurado directamente por notícias do destinatário não deixou, durante o seu longo cativeiro, de as procurar por outras pessoas. Agora que acabou o "desterro" aproveita a primeira ocasião para escrever e pedir ao destinatário que beije por si a mão do Amo e felicitá-lo pelos acontecimentos recentes de Paris, os quais poderão dar à proporcionar à família real o regresso a Portugal. Fica a aguardar por ordens do Soberano. Retardou a saída de Paris para poder assistir aos primeiros festejos que se fizeram após a chegada da paz. Esperava partir para Lisboa, via Londres, mantes antes de ontem recebeu um Ofício dos governadores do reino em que lhe era ordenado a permanência em Paris, enquanto não existisse naquela capital um representante português. Remete a cópia das instruções que veio acompanhada de uma carta e uma credencial dirigida ao M.S.E.N.E. francês, o Príncipe de Benevente. Comunicou o assunto ao Conde do Funchal, que aqui se encontra para assinar o Tratado de Paz, o qual respondeu que já havia felicitado Luís XVIII em nome do Príncipe-Regente e que o autor não deveria repeti-los; e que em relação à nomeação do Agente já tinha escolhido Palmela, que aqui se encontra. Marialva reclama contra esta atitude do Conde do Funchal, porque o mesmo apenas tinha plenos poderes e instruções para a paz. O autor, escreveu por isso a Talleyrand a pedir uma audiência para entregar a carta que lhe é dirigida. Sugere Brito para o cargo de Agente, em detrimento de Palmela, visto que este já está nomeado para a Embaixada de Londres. Esta informação não é de Ofício mas é para fazer dela o uso mais conveniente. Felicita o dest. pela nomeação para o Ministério da Marinha, notícia que acaba de receber. Recmenda-se às pessoas da sua amizade. Em P.s. de 24 de Maio, informa que hoje teve uma audiência com Talleyrand, ficando a aguardar a decisão. Soube agora que Fernando VII entrou em Madrid no dia 16, tendo promulgado antes do regresso um Decreto que anula as decisões das Cortes relativas à Constituição, pretendendo por isso convocar novas Cortes. Em 26 de Maio, informa da audiência que manteve hoje com S.M. Luís XVIII.
Embora tivesse escrito há poucos dias, volta a fazê-lo para informar do Tratado de Paz assinado em paris entre a França, a Rússia, a Prússia e a Inglaterra. Pede ao destinatário que apresente ao Augusto Amo os seus votos de fidelidade e obediência. Chama a atenção para o Artigo 9.º do mesmo Tratado, dizendo que muito estima por não ter intervido na sua redação. Remete mais considerações sobre este acto para a carta que Brito escreverá. Pede ao destinatário que o faça lembrado na Corte e em especial ao Conde de Cavaleiros.
O autor Conde da Lousã, D. Diogo, pede ao Conde da Barca que beije por si a mão de S.A.R. em agradecimento por ter sido nomeado para acompanhar a Arquiduquesa [Maria] Leopoldina [da Aústria], na sua viagem para o Rio de Janeiro, servindo-a como Estribeiro-Mor.
Lamenta ao amigo António de Araújo de Azevedo a situação em que se encontra a viver em Paris. Diz que enquanto não chega ao dia da redenção vai convivendo com alguns portugueses tais como Brito Correia, Borges, navarro e outros. Como a nível oficial nada fez, a nível particular começou a trabalhar logo à chegada, frequentando cursos públicos e particulares de agricultura, Mineralogia, Física e Química e que esteve a ver fábricas e estabelecimentos das quais possui apontamentos que em breve poderá utilizá-los. na última página está anotado o endereço de António de Araújo de Azevedo no Rio de Janeiro.
A autora, Camareira Mor, informa que o Rei [D. João VI], perguntou-lhe se já tinha recebido o Aviso de Licença para o Físico-mor das tropas de São Paulo vir à Corte. Solicita ao Conde da Barcaque proceda ao envio do dito Aviso ainda hoje.
Recomenda, por indicação de José Francisco de Paula, Governador da Ilha de São Miguel, o Padre José Jorge Tavares de França cujo requerimento segue em anexo. Solicita a António de Araújo de Azevedo que possibilite a apresntação do requerente no Benefício. Junto envia os documentos que comprovam os seus serviços uma vez que "a solucção deste negocio hé da repartição de V. Exca.". Teve o gosto de beijar a Mão de S.A.R. "nesse Paço [do Rio de Janeiro]; mas não tive o de ver a V. Exca.".
Felicita António de Araújo de Azevedo por ter sido chamado "segunda ves ao Real Conseito, para os mais altos fins" [o de sobraçar a Pasta da Mrinha e do Ultramar], dissipando desta forma todas as ideias venenosas que introduziram na Real Presença e que fizeram escurecer os merecimentos do destinatário. Confirma-se, assim, o que o seu patrão, Francisco Bearsley, já havia anunciado há alguns anos.
O autor, [Embaixador da França no Rio de Janeiro], espera poder encontrar-se com o Conde da Barca, amanhã, entre o meio-dia e a uma hora, para poderem concluir os negócios. Diz que leva consigo M. de Saint Mars.
Recomenda à benevolência do destinatário Mr. Potter, um dos mais hábeis lapidários de Paris que pretende estabelecer-se nessa capital [do Rio de Janeiro].
Informa o amigo Conde da Barca do estado em que se encontra o negócio, queixa-se que a falta de instruções mais amplas pouco tempo lhe deixa para escrever. Informa da rápida viagem que fez a Paris tendo passado por Frankfurt onde se encontrou com Mr. d'Humboldt e com um conselheiro da legação prussiana. Contudo, não pôde demorar-se em algumas cidades da Alemanha conforme desejava. Fala do seu regresso a Viena e da ansiedade da Arquiduquesa para saber do seu regresso. Defende que esta aliança trará grandes vantagens, mas que a passagem por mar da Arquiduquesa torna dificíl a negociação, tendo Navarro assumido um papel importante nesta negociação e que muito se deve a ele. O imperador desejava que Navarro residisse nesta corte como Ministro português, o que foi recusado pelo próprio, por já estar outra pessoa nomeada. Informa que depois de Navarro, foi o Conselheiro de Estado Hudelist quem mais concorreu para o feliz resultado das negociações, devendo pois receber uma comenda além dos presentes que advêm do Tratado e do Acto de entrega. Sugere uma Grã-Cruz para Metternich e uma troca de de Ordem entre o nosso soberano e o Imperador. Recomenda o envio imediato da Ordem de Santa Isabel à Arquiduquesa, à imperatriz e à Princesa de Metternich. Remete ao Marquês de Aguiar a relação dos presentes que há a fazer aqui no acto de entrega. Acha que consegue fazer em Viena uma festa mais sumptuosa e mais barata do que aquela que fez o Embaixador da Baviera. Refere-se aos preparativos para encontrar casa nova e aos comentários que circulam na Corte austríaca sobre a expedição militar que saíu do Rio de Janeiro para o Rio Grande. Expede hoje o Tratado matrimonial do Príncipe D. Pedro, esperando que agrade ao nosso amo. Pede ao destinatário que intervenha junto de Marquês de Aguiar para que tudo corra bem com os presentes. Refere-se ao negócio de Lebzeltern, que já havia referido em um dos ofícios.
informa ao Conde da Barca que escreve por esta ocasião ao Marquês de Aguiar pedindo-lhe que tome as providências necessárias para que se o autor necessitar de fundos em Viena, o Banco de Londres os providencie imediatamente, ao contrário do que fazem actualmente que não lhe deram nem um real. Diz que as despesas que tem feito para se estabelecer em Paris, diminuiram em muito o seu pecúlio, e que por isso não pode iniciar a viagem para Viena enquanto não chegarem os fundos que mandou vir de sua casa, juntamente com as restantes provisões. Manifesta a sua inquietude porque não sabe se foi este o navio que encalhou e perdeu toda a carga. Repete o pedido de condecorar o Principe de Metternich com uma Ordem portuguesa e também Mr. de Hudelist que muito contribuiu para o bom desfecho da comissão de Navarro. Relembra o retrato [do Príncipe da Beira]. Informa dos boatos que circulam em Paris sobre o casamento da Princesa D. Maria Teresa com "Monsieur". Pede ao destinatário que o recomende ao Conde de Cavaleiros e que entregue as cartas juntas.
Recomenda à protecção [do Conde da Barca] o portador da carta, Monsieur Carré.
Aproveita a ida de Luís Joaquim da Cruz, que daí trouxe as 2.ª vias dos despachos relativos à Aliança, e que sendo o último a sair foi o primeiro aqui, demosntrando ser cumpridor. Acha que se devia tirar partido dos seus desejos em estar no Real serviço. Queixa-se que ainda não receber nada da administração de Londres, mas que vai colmatando esta lacuna com os fundos que pediu que lhe enviassem de casa e que no fim do corrente mês parte para Viena. Devendo ir desembarcar no Porto de Liorne, de onde a Arquiduquesa partirá para o Brasil. Pergunta ao destinatário se não lhe é permitido fazer uma digressão por Itália depois do embarque estar concluído. Recebeu o Conde de Hogendorp, Ajudante de Ordens de Bonaparte, indicado por Brito, e que pretende ser recomendado às pessoas do brasil e ali passar o fim dos seus dias.
O autor, Estribeiro Mor, recomenda á protecção do Conde da Barca o Conde de Hogendorp, "que V. Exa. conheceo em St. Petersbourg", que não tem utra pretensão senão viver em perfeita tranquilidade. O autor, diz que apesar do recomendado ter servido durante muito tempo a Bonaparte recearia não ser bem recebido, mas que a franqueza do seu carácer será suficiente para ser bem visto na Corte. Aconselha os conhecimentos de Hogendorp ao nível da Administração colonial, apesar de ele não ter quaisquer pretensões a não ser viver em perfeita tranquilidade.
Informa que pelo último paquete que saiu de Falmouth remeteu, juntamente com a sua, uma carta de Joaquim Lobo. Pede ao destinatário que atenda ao seus pedidos. Comenta a nomeação [para a Corte do rio de Janeiro] do Duque do Luxemburgo, portador desta carta. Aguarda ansiosamente pela chegada do próximo paquete vindo do Rio de Janeiro que, certamente, trará ordens para o seu destino. Entretanto vai aumentando a sua colecção de livros e pinturas. Aconselha o governo português a encarregar os Ministros residentes em Paris e em Haia de aproveitarema ocasião para adquirirem excelentes painéis que ultimamente têm sido postos à venda por preços bastante acessivéis e que permitiriam formar uma boa colecção. Aconselha à formação em Portugal de escolas primárias segundo ométodo de Belo e Lancaster, que muito prosperam em Paris. Alegra-se pelas notícias da saúde do destinatário que tem recebido por Manuel Luís. Em P.s. de 29 de Fevereiro, informa que a demora na partida do Duque do Luxemburgo deu lugar à receção de duas notícias vindas da Corte: a lei de 16 de Dezembro e a mercê [do título de Conde da Barca] atribuída ao destinatário Brito escrever-lhe-á a informar sobre a mssão do Duque do Luxemburgo que ao que parece seria a de pedir a mão de D. Maria Teresa em casamento para o Duque de Berry, o que ficou desfeito com a notícia da senhora ser pedida "para o Pay do noivo que lhe querião dar". Apesar de não ter quaisquer informações, presume que Navarro vai para onde deseja.
Recomenda à protecção do destinatário o portador da carta, Monsieur de Saint Lambert, hábil mineralogista, que passará a esses estados em companhia do Duque do Luxemburgo, e que pretende desempenhar as suas funções nesse país "ainda tão pouco explorado". Para tal, deseja um Patrono que o auxilie nas suas indagações.
Recomenda à protecção do destinatário, e a pedido de S.A.S. a Duquesa de Curlandia, o portador da carta Monsieur Neukomm, compositor de música, que se dirige para essa Corte [do Rio de Janeiro].
Teve a maior satisfação em saber do restabelecimento da saúde do destinatário e que já lhe permite ocupar-se no serviço real. Fala no Ofício que enviou ao Marquês de Aguiar, e que assim dá por terminada a negociação. Lamenta ter encontrado obstáculos imprevistos que fizeram com que se tornasse impossível. Pede ao destinatário que leia o mesmo ofício para se inteirar no negócio em que anda incumbido Rodrigo Navarro e que estando próxima nova guerra entre a Rússia e a Turquia, ficará Navarro sem ocupação. Defende que, pelo seu merecimento e préstimo, ele seja empregado em alguma das missões que não estão providas. Informa que em breve parte para Lisboa, via Londres, onde ficará a aguardar por ordens régias. Lamenta, no entanto, ter de deixar a carreira em que o destinatário o lançou sem ter conseguido alcançar os objectivos. remete duas cartas, sendo uma delas do mrechal Conde de Niomernil. Em P.s. envia recomendações de Joaquim Lobo.
Acusa a receção da carta datada de 15 de Junho e informa que soube pela mesma altura da notícia da moléstia do amigo [António de Araújo de Azevedo]. Refere-se à pretensão de alguns artistas franceses em estabelecerem-se no Brasil, conforme foi comunicado ao Marquês de Aguiar pelo Brito. Defende que a época é muito propícia para proceder a uma escolha dos mesmos. No entanto, e enquanto não se sabe da decisão do governo português, acha que se deveria permitir a viagem àqueles que a pudessem fazer com os próprios meios, como é o caso do pintor Taunay, membro do Instituto, e que leva em sua companhia três filhos, sendo um deles boticário e bom químico e outro bom em metalurgia. Lamenta que não exista um representante do governo português presente nos leilões de pinturas, estátuas, vasos antigos e livraris que têm sido realizados em Paris, e onde se podem adquirir excelentes obras que certamente dariam prestígio à Nação. Aguarda pelo restabelecimento da saúde do dest.. Em P.s. recomenda-se a Manuel Luís e ao Freitas. Pede protecção para o portador da carta.
Soube pelo Secretário do Conde de Palmela que Luís Rafael Soyé partirá em breve para essa Corte e por isso recomenda-o à protecção do destinatário. Solicita-lhe que interceda a favor de Rodrigo Navarro de Andrade para que ele seja nomeado para a Missão de São Petersburgo, de onde António de Saldanha da Gama está prestes a partir, ou para as da Sardenha ou Nápoles, onde o mesmo é muito bem considerado. Marialva diz que, estando as negociações do Tratado de Comércio e Navegação com a ?Porta? emperrados e com o fim anunciado do Congresso de Viena, não quererá "V. Exa. [...] tanto seu amigo, tendo-o lançado na Carreira [diplomática], não dezejará que elle vá passar os seus dias nas terras do Emputados". Aguarda por notícias do restabelecimento do destinatário.
O autor, Estribeiro Mor, antes de deixar Viena, quer informar [António de Araújo de Azevedo] da chegada do "bom amigo Brito" no dia 21, após pequenos contratempos. Diz que a sua aparição era necessária não só para "desvanecer alguma poeira" mas também para recolher informação para poder conduzir melhor a sua missão junto de Luís XVIII. Comenta a prestação da delegação portuguesa no Congresso, que estando em circunstâncias dificéis tem tirado o melhor partido em favor do soberano português. A sua demora em partir para o Quartel General deve-se ao facto do Ministério austríaco se recusar em dar passaportes sem antes saber a localização definitiva do mesmo Quartel. No entanto, partirá para Estugarda e dali para onde estiverem reunidos os três soberanos. Comenta o brilhante princípio da Campanha e espera ver brevemente os exércitos aliados, pela segunda vez, em Paris. Envia, neste momento, um Ofício ao Marquês de Aguiar.
Comenta as divergências existentes na família real francesa devido à nomeação de Touché e talleyrand para o Ministério. Refere-se ao divórcio de Talleyrand. As demais notícias que forem surgindo serão enviadas para a Corte portuguesa através do amigo Brito. Refere-se aos seus Ofícios sobre a Aliança cm A Rússia, para a qual contava com a ajuda ferecida por António de Saldanha [da Gama]. O Conde de Palmela, que está em Paris, aconselhou Joaquim Lobo a se dirigir também para esta capital, onde poderão ocorrer algumas negociações, ficando esta viagem suspensa até que este obtivesse um parecer favorável do autor. Acha que, no entanto, seria precoceJoaquim Lobo empreender a viagem porque não existem garantias de que se efectuarão novas negociações visto que o Príncipe de Metternich nada lhe comunicou neste sentido. Refere-se a Navarro como "hum dos homens mais honrados" que tem encontrado e que está muito stisfeito com a sua companhia. Fala sobre o encontro de apresentação que teve com a família real francesa e do aparecimento do Duque de Ângouleme em Paris, contrariando assim a sua fama de revoltoso. Circulam rumores que Luciano Bonaparte foi preso pelo Rei da Sadenha; que Murat foi preso em França; que Labedoyére será julgado em Conselho de Guerra por ter atraiçoado Luís XVIII. Palmela escreverá a dar parte de um Tratado que se está a aprontar entre algumas potências e a Inglaterra e que tem por objecto o próximo desterro de [Napoleão] Bonaparte.
Informa que os herdeiros do desenhador Moreau, ao saberem da partida para essa capital, de alguns artistas julgaram que aí também se achariam pessoas interessadas em comprar a colecção de Desenhos e estampas do mesmo. O autor remete, por isso, a referida notícia e indica os três primeiros artigos da lista como os melhores e mais dignos de figurarem numa livraria real. Apesar dos preços serem exorbitantes é possível que possam sofrer uma ligeira diminuição. Acaba de receber uma carta de Joaquim Lobo, na qual pede-lhe que o recomende ao Conde da Barca.
Acusa a receção da carta de 26 de Abril e pela escrita apercebe-se que o destinatário ainda não está completamente recomposto, o que espera que aconteça em breve para "continuar a empregar-se no serviço do Estado, a que tem sido tão util". Sente muito a infelicidade de Mr. Ovide, que o Conde da Barca lhe comunicou. Comenta a imigração francesa e alemã para o Brasil, sustentando que todos veêm nele um "verdadeiro Eldorado". Não comenta outras notícias, porque disso se encarregará o amigo Brito. Em P.s. de 3 de Julho, acusa a receção dos Despachos que vierão pelo Cruz e diz que das três plantas de jardim, duas já estão tomadas. Informa que enviará por prevenção, o Catálogo das plantas do jardim Botânico de Dresden e de Munieli onde pensa existirem plantas muito raras.
O autor, [Embaixador português em Paris], [Conde de Mafra em 18??], informa ao sobrinho Conde de Palmela que recebeu inesperadamente do Embaixador francês em Londres as insígnias da Grã-Cruz da Ordem da legião de Honra. Pede-lhe que procure saber qual é o parecer do Rei sobre este assunto. Invoca os laços de parentesco e de amizade para pedir que interceda junto dos ministros de S.M. a fim de lhe alcançar algum auxílio para aliviar a aflição em que se encontra. Diz que a sua única mabição é que lhe facilitem os meios de justioficação perante o monarca. Pede-lhe que informe os ministros da sua situação e que o autorize a receber em Londres os ordenados de Conselheiro da Fazenda por forma a evitar mais desagrados com os seus credores. Pede-lhe que escreva para o Rio de Janeiro para que a carta chegue em alturas da aclamação de D. João VI.
Lembra ao destinatário o que lhe referiu na última carta a respeito do seu destino assim que tenha concluído o negócio que vai tratar a Viena. Informa dos preparativos para a viagem e diz que expediu ordem para a sua casa em Lisboa para que lhe remetam fundos porque não pode contar com os que lhe dá a administração de Londres, visto que até agora não lhe fizeram um único pagamento das mesadas a que tem direito. Contudo, tem esperança em poder retirar algo na ocasião do casamento para compensar as avultadas despesas. Pede ao destinatário que se encarregue da apresentação e da remessa do retrato do Príncipe da Beira, para ser apresentado à noiva; dos presntes para o plenipotenciário [austríaco] que assinar o tratado com o autor. Lembra que o Príncipe de Metternich, "apezar de estar bem carregado de Ordens Estrangeiras", não deixaria de estimar uma portuguesa. Pede ao dest. que concorra para que o Amo premeie os escelentes serviços que Navarro tem prestado na sua comissão. Em breve deixará esta capital, mas não se desfará da casa onde habita, porque apesar de a ter alugado por três anos poderá vir a necessitar dela se o destinatário quiser concorrer para isso.
O autor, natural da Cidade de Paraíba do Norte, atendendo às circunstâncias que não lhe permitem demorar-se por muito tempo na Corte, solicita ao destinatário que defira por mercê o Requerimento que o autor levou à Real Presença e que foi encaminhado para "V. Exa."
Pede ao Conde da Barca que se informe do seu comportamento junto do General Lecor, a quem serviu na Campanha de 1809, bem como aos oficiais Generais pertencentes à Divisão de Voluntários do Príncipe que o acompanharam, por forma a anular as inimizades que o Marechal tem para com o autor e que fizeram com que o autor voltasse a apresentar na Real Presença os motivos que o levaram ao Conselho de Guerra, ignorando o Real Decreto que justifica a sua inocência e a sua boa conduta no Real serviço. Requer a justificação dos delitos que lhe foram imputados em Conselho de Guerra.
Indicação dos serviços prestados ao exército português por Francisco Inácio Pessoa de Melo como Coronel e Brigadeiro [no ano de 1809].
Tendo já escrito anteriormente para agradecer os bons ofícios para o seu pedido e, em outra ocasião, para felicitá-lo pela nomeação de Ministro de Estado [da Marinha e do Ultramar], facto que lhe proporcionou particular orgulho por auferir da protecção do destinatário, volta a escrever-lhe para pedir protecção para Requerimentos que o autor os seus "companheiros da Restauração" vão apresentar a S.A.R. para verem recompensados os seus serviços.
A autora, D. Maria Leonor, informa que recebeu a carta em que este lhe comunicava o falecimento do seu pai [o 2.º Marquês de Pombal], e manifesta asua intenção em aceitar a proteção de António de Araújo "o maior amigo de meu pai". Refere a sua impossibilidade em cumprir as disposições do testamento devido ao grande peso das Pensões e, por isso, remete uma procuração em que se declara herdeira a benefício do inventário "como V. Exa. me diz", e também os plenos poderes para o destinatário poder agir em benefício da autora como lhe parecer mais acertado. Lembra que um despacho pecuniário poderia ser o mais útli visto o estado em que se encontra. Diz que o destinatário pode dispor conforma entender dos móveis da casa de seu pai, podendo vendê-los ou remeter alguns para a autora. Pede para si a imagem do Santo Cristo e o retrato do seu avô, que está no Rio de Janeiro pois acha que o que está em Lisboa ficará para o Tio Redinha. Informa que está em convalescença, depois do "mau sucesso a trez de julho", mas que esta má notícia tem atrasado a melhora e agora acha-se com cinco tumores. O marido, "Governador", também está doente. Em P.s. acusa a receção das 1.ª e 2.ª via das cartas e aprova tudo o que o destinatário faz.
O autor, "como cabessa de minha molher" D. Maria Leonor de Carvalho e Mello, única herdeira do seu falecido pai, concede a António de Araújo de Azevedo plenos poderes para tratar de todos os bens que lhe cabem pela herança do Marquês de Pombal. Assinatura autógrafa da co-autora, D. Maria Leonor de Carvalho e Mello. Possui o reconhecimento das assinaturas pelo tabelião José Teotónio de Oliveira em Cidade do Natal, 16 de Agosto de 1812. Possui o reconhecimento no sinal do tabelião José Teotónio de Oliveira, pelo Desembargador da Baía, Manuel José Baptista Filgueiras em 14 de Agosto de 1812.
O autor, "como cabessa de minha molher" D. Maria Leonor de Carvalho e Mello, única herdeira do seu falecido pai, concede ao Conselheiro de Estado António de Araújo de Azevedo plenos poderes para tratar de todos os bens que lhe cabem pela herança do Marquês de Pombal. Assinatura autógrafa da co-autora, D. Maria Leonor de Carvalho e Mello. Possui o reconhecimento das assinaturas pelo Tabelião José Teotónio de Oliveira em Cidade do Natal, 16 de Agosto de 1812. Possui o reconhecimento no asinal do tabelião José Teotónio de Oliveira, pelo Desembargador da Baía, Manuel José Baptista Filgueiras em 14 de Agosto de 1812.
Rol da dívida referente aos produtos fornecidos no Rio de Janeiro, pelo mercador Manuel Rodrigues dos Santos e Faria ao Marquês de Pombal, entre 29 de Dezembro de 1808 e 22 de Junho de 1811. Possui um apontamento e assinatura autógrafa de Sebastião Francisco de Melo e Póvoas: "A divada do mercador he de Oitosentos e trinta e nove mil oito sentos e Vinte Reis//".
Informam António de Araújo de Azevedo que na data de hoje passavam uma procuração ao Tenente Coronel Antonio Marques da Costa Soares, negociante da Praça de Pernambuco, para receber de "Va. Exa." a herança que lhes deixou o Marquês de Pombal e para poderem pagar ao dito senhor a quantia de 1.648$ 754 reis que lhe deviam. Passavam também uma carta de Ordens ao dito Tenete-Coronel para ele poder apurar a dita herança e remeter aos autores o saldo da quanti acima referida e os movéis declarados na mesma carta. Pedem ao destinatário que faça a dita entrega ou pelo menos que efectue o pagamento da referida quantia.
O autor, [Ministro Plenipotenciário de S.M.B. em Lisboa], informa a [Lord] Strangford [Ministro Plenipotenciário de S.M.B. no Rio de Janeiro], que mandou avaliar os livros do falecido Marquês de Pombal, os quais estavam num estdao lastimoso. Diz que era sua intenção comprá-los, mas desistiu de tal ideia por tratarem de assuntos sem interesse para si. No entanto, ficará com duzentos volumes. mandará entregar o deinheiro à senhora residente no Brasil e que é herdeira do Marquês. Não remete a lista dos referidos livros visto que o livreiro avaliador não estabeleceu valor. Refere-se ao Conde da Redinha.
Recibo da importância paga pela Casa do falecido Marquês de Pombal a Brás Martins Costa Passos.
Pede a António de Araújo de Azevedo que concorra para que à vista do Alvará de criação da Real Junta da Fazenda da Marinha nomeie o seu irmão, Carlos May, Capitão de Mar e Guerra, para Inspector do Arsenal em Lisboa, Deputado da mesma Junta e Inspector interino da mesma. Refere que de todos os oficiais existentes nos Arsenais do Rio de Janeiro e Lisboa, o seu irmão, é o mais graduado à excepção do Patrão-mor Francisco Laranja. Os senhores da Casa de Tancos, o Vice-Almirante Quintela e o Comendador e Conselheiro José Joaquim da Silva Freitas poderão reconhecer o justo valor deste oficial.
O autor, Consul geral no Havre participa a António de Araújo de Azevedo que Napoleão entrou no dia 21 em Paris, tendo sido aclamado pelas tropas. Luís XVIII já havia retirado na noite de 19 para 20. Continuará a desempenhar funções, para as quais foi nomeado em 23 de Julho de 1804, até que S.A.R. determine o contrário, tanto mais que Caumont, Agente provisório dos portugueses nomeado por Francisco José Maria de Brito, partiu como voluntário com um destacamento para Rouen, deixando vago o seu cargo. Recomenda-se à protecção do destinatário.
Por várias vezes tem procurado agradecer a [António de Araújo de Azevedo] pelo seu despacho, tentando também recolher informações sobre a Fábrica do Sabão. Roga ao destinatário que se compadeça dele porque há um ano que está em São Tomé cheio de despesas e prejuízos nas ?armações? de escravos, devido às apreensões feitas pelos ingleses e à Escuna que tem preparada para partir há dois meses. Roga ao destinatário que despache os requerimentos do A., sendo que no 1.º requeria 3 ou 4 varas de terras para montar a sua fábrica; no 2.º para poder servir de Procurador da Real Fazenda e Feitor da Alfândega na ausência do Coronel Graduado Raimundo José da Cunha Matos; o 3.º para mandar dar posse do regimento que foi promovido; o 4.º para poder circular dentro do arquipélago; e o 5.º, com documentos comprovativos da doença que o contagiou neste local, e que lhe permita passar para qualquer porto do Brasil com a sua famíla caso não melhore.
Informa da sua chegada a Macau, após uma longa e penosa viagem. Lamenta que após dois anos em uma Missão, que "fornecerá gloriozos assumptos para a Historia", e mais vinte anos de serviço Real esteja sem esperanças, conservando apenas incertezas que lhe fazem vacilar entre o merecimento eo descrédito pessoal. Informa que os despachos que promoveu na capital [do Rio de Janeiro] chegaram a tempo de tranquilizar esta colónia, que se vê ameaçada pelos actos dos opressores. Revela que os principais responsáveis por esta situação são os piratas e os governadores, mais precisamente o Ouvidor João Baptista Guimarães Peixoto que com os seus procedimentos colocou em causa a Magistratura e criou grandes dificuldades ao corpo mercantil, descredibilizando-o. Informa que Arriaga foi mais maltratado por Peixoto do que por Lucas José de Alvarenga, sem que para isso existissem motivos, o que fez levantar ódios públicos. Diz que os despachos foram logo postos em execução e Arriaga foi imediatamente nomeado, tendo Peixoto saído como prófugo do Império, mas foi retido em Cantão por um Comandante inglês por não ter pago a passagem. Diz-se que vai para a Índia onde pretende "mendigar" protecção e requerer novamente. Tudo faz acreditar o merecimento de Arriaga e a sinceridade dos que a reclamam, que se pudessem o nomeavam vitaliciamente. isto é o que o povo espera do destinatário. Pelo portador desta carta envia duas chaves que o autor levou por engano e as sementes dos Milindres de Pequim.
O autor, Juiz de Fora da Ilha do Pico, expõe as razões profissionais e pessoais pelas quais pretende ser transferido para o Faial, com o predicamento de Correição Ordinária, assim que terminar o triénio do atual detentor do cargo. Contudo, se se der o desmembramento da Âlfandega do Faial, tornando o lugar insignificante, pede o patrocínio do destinatário para obter o cargo de Juiz de Fora do Funchal ou o de Corregedor de São Miguel, ou na falta destes, um dos três de Angra: Juíz de Fora, Corregedor ou Provedor dos Resíduos, os quais acabam com pouca diferença de tempo do seu mandato. Lembra que todos os seus condiscípulos e colegas que foram, como o autor, requerer ao Rio de Janeiro foram bem despachados.
O autor agradece as provas de bondade e generosidade e relembra as promessas que [António de Araújo de Azevedo] lhe fez antes de sair da Corte. Informa-o de que está na posse do seu lugar [de Juiz de Fora da Ilha do Pico] e participa as suas atuais pretensões. Remete um Memorial onde justifica a sua vontade em mudar de "lugar". Assim, o seu procurador deverá ir ao encontro do destinatário. Agradece as recomendações que [o Desembargador] Manuel José de Arriaga fez ao destinatário em seu favor. O seu pai agradece ao destinatário o patrocínio dispensado.
Já tinha participado a António de Araújo de Azevedo o seu regresso ao Porto do Havre da Graça onde esperava ficar confirmado no exercício do Consulado [português], mas que com a Revolução de Março passado foi obrigado a retirar segunda vez daquele reino. Informa que uma vez que tudo voltou ao seu estado normal, prepara-se para regressar ao Havre e continuar a operar na sua casa de comércio. Suplica pela clemência de S.A.R. para lhe ser restituído o emprego de Cônsul Geral que entretanto havia sido atribuído a outra pessoa [Joaquim Barroso Pereira], e roga a António de Araújo que o proteja nesta pretensão.
O autor agradece as provas de bondade e generosidade e relembra as promessas que António de Araújo de Azevedo lhe fez antes do autor sair da Corte. Informa-o de que está na posse do seu lugar [de Juiz de Fora da Ilha do Pico] e participa as suas atuais pretensões. Remete um Memorial onde justifica a sua vontade em mudar de "lugar". Assim, o seu procurador deverá ir ao encontro do destinatário. Agradece as recomendações que [o Desembargador] Manuel José de Arriaga fez ao destinatário em seu favor. O seu pai agradece ao destinatário o patrocínio dispensado.
Sabendo do interesse do destinatário por tudo o que possa contribuir para o bem estar da humanidade, participa a António de Araújo, Ministro e Secretrário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, os resultados obtidos na defumação nítrica segundo o método do Dr. Smith.
O autor, Capitão da Galera Divina Providencia, acusa o transporte do Faial para o Rio de Janeiro, a mando de José Francisco de Medeiros, de um barril de quatro por pipa de vinho seco e um ancorote de oito por pipa de Andaia, para entregar a António de Araújo de Azevedo, Grã-Cruz da Ordem de Cristo, do Conselho de Estado, e estando este ausente ao Coronel Manuel José da Costa.
O autor agradece a António de Araújo de Azevedo a proteção prestada para a nomeação do seu filho José Francisco de Medeiros, para Juiz de Fora da Ilha do Pico. Oferece um barril de vinho do Pico e outro de licor Andaia, os quais seguem na Galera Divina Providência, conforme o conhecimento incluso. Deseja que o seu filho seja nomeado para Juiz de Fora do Faial, em substituição do Desembargador João Manuel Berquó que está a terminar a sua comissão, visto que esta situação permitir-lhe-ia reduzir as muitas despesas que atualmente tem no Pico. Pede a proteção do destinatário para os requerimentos que o Tenente-coronel Manuel José da Costa ou Manuel Gonçalves Duarte farão em favor da pretensão do seu filho.
O autor, Juiz de Fora da Ilha do Pico, expõe as razões, profissionais e pessoais, pelas quais pretende ser transferido para o Faial, com o predicamento de Correição Ordinária, assim que terminar o triénio do actual detentor do cargo. Contudo, se se der o desmembramento da Âlfandega do Faial, tornando o lugar insignificante, pede o patrocínio do destinatário para obter o cargo de Juiz de Fora do Funchal ou o de Corregedor de São Miguel, ou na falta destes, um dos três de Angra: Juíz de Fora, Corregedor ou Provedor dos Resíduos, os quais acabam com pouca diferença de tempo do seu mandato. Lembra que todos os seus condiscípulos e colegas que foram, como o autor, requerer ao Rio de Janeiro foram bem despachados. Em P.s. promete dar residência de ambos os lugares se alcançar o do Faial.
Diz ao amigo Conde da Barca que ele tem razões para estar feliz com o resultado da comissão que foi dada ao autor e a Navarro. Diz que a Arquiduquesa tem todas as qualidades para concorrer para a felicidade do Príncipe e que as vantagens desta aliança são sobejamente conhecidas pelo destinatário que o autor nem as precisa de mencionar. Refere-se às negociações, como algo que tem a ser efectuado com calma para evitar qualquer comprometimento, principalmente da parte da imperatriz. Fala dos motivos que retardão a partir do Conde de Eltz, nomeado Embaixador Extraordinário da Aústria no Brasil. Informa que com ele irão seis ou oito naturalistas, para além das pessoas adidas à Embaixada. Com a arquiduquesa irá o seu bibliotecário e Mineralogista, que vai devidamente prepaprado para o trabalho. Sugere que se receba com distinção o Conde de Bellegarde, camarista do Imperador, encarregue de enviar para a Aústria informações sobre a Infanta D. Isabel. Agradar-lhe-ia que o casamento se realizasse no dia de anos de [D. João]. Lamenta que a ratificação do tratado matrimonial não tenha chegado antes de 13 de Maio. Refere-se à festa que se promoverá. É provável que para além do Mineralogista passe para o Brasil outros sujeitos utéis conforme lhe comunicou o Imperador.
Descrição de três espécies de argila. Comentários sobre a produção de aguardente.
O autor, Armador Mor, [1780-1853], informa a António de Araújo de Azevedo dos objetos principais para o Estabelecimento da Junta de Administração Testamentária dos bens do [2.º] Marquês de Pombal, [falecido no Rio de Janeiro em 26 de Maio de 1812].
Felicita António de Araújo de Azevedo pela sua nomeação para Ministro da Marinha e Domínios Ultramarinos, "sabia escolha de Sua Alteza Real". Pede que o honre com ordens e preceitos para mostrar com a execuçã dos mesmos o profundo respeito e veneração.
A A., D. Maria José de Lencastre, agradece a carta de 18 de Novembro e informa que Manuel Luís [Alvares de Carvalho] tem-se encarregado dos seus negócios: os serviços de seu cunhado; e o casamento de sua filha [D. Maria Francisca de Abreu Pereira Cirne Peixoto] com o [2.º] Conde de Almada, [D. Antão José Maria de Almada]. Diz que muito desejaria já ter-lhe escrito mas nas actuais circunstâncias era necessário receber primeiro "a sua obrigante carta".
O autor, natural de Goa, dirige-se ao [Conde da Barca], única pessoa que pode suspender a sua adversa fortuna, para suplicar por um Decreto que o nomeie Ouvidor da alfândega de Diu ou Damão, por dois triénios, ou para Procurador do senado da Câmara, com ordenados dobrados e carruagem perpetua.
O autor, [Conde em 1818], Administrador Geral da Casa de Pombal, acusa a receção da carta do amigo António de Araújo de Azevedo datada de 9 de Junho, onde tomou conhecimento do falecimento, [em 26 de Maio], do seu tio [o 2.º Marquês de] Pombal, facto que provocou a maior magoa e consternação em toda a família visto que todos aguardavam pelas melhoras deste. Informa que já foi entregue o Aviso aos Governadores do reino. Invoca os motivos da sua indisponibilidade para aceitar a procuração geral que António de Araújo lhe enviou, até que S.A.R. decida algo relativamente a este processo. Sugere a criação, por Decreto, de uma Junta de Administração Testamentária para gerir os bens do referido Marquês, bem como os titulares dos respectivos cargos. De entre todos os bens, chama a atenção para o palácio das Janelas Verdes onde reside o Enviado de S.M.B., Charles Stuart. Refere-se à elevada dívida de Pombal e sugere formas de remediar a situação. Remete cópia da organização da Junta de Administração dos Negócios da Casa de Pombal, criada em 1793. Agradece ao dest. a boa vontade com que promove os negócios. Remete um requerimento de sua mãe para ser entregue ao Conde das Galveias.
Agradece a carta recebida e a prontidão de António de Araújo de Azevedo no auxílio ao filho do autor. Informa que chegou ontem da fábrica e que voltará amanhã para dar seguimento às ordens. O agente enviado por António de Araújo seguirá também para a fábrica para se entender com o Tesoureiro por forma a poder efectuar o pagamento da factura e carretos. Remete uma garrafa de Preto de Inglaterra, o qual espera poder melhorar nas próximas experiências. Acredita que pode melhorar o seu trabalho na administração da referida fábrica, se tiver à sua disposição carpinteiros e serradores em proporção do trabalho. Vai proceder à separação de uma Companhia de carpinteiros para aprontar a encomenda do destinatário para Maio ou Junho.
O autor, [Conde em 1818], participa a António de Araújo de Azevedo que foi nomeado pelos Govrnadores do Reino, Enviado Extraordinário à Corte de Turim para, em nome do Príncipe-Regente, felicitar o Rei da Sardenha pela sua restituição ao Trono, à semelhança daquilo que fêz o Marquês [de Castelo-Melhor], Reposteiro-Mor, com S.M. Católica [Fernando VII de Espanha], e o Marquês [de Marialva], Estribeiro-Mor, a S.M. Cristianíssima [Luís XVIII de França]. Comenta as circunstâncias em que empreenderá a viagem e pede ao destinatário que as apresente a S.A.R. [D. João, Príncipe-Regente].
O autor, [Conde em 1818] descreve pormenorizadamente ao amigo António de Araújo de Azevedo a viagem que empreendeu à Corte de Turim para, como Enviado Extraordinário do Príncipe-Regente, felicitar o Rei da Sardenha pela sua restituição ao trono e pela posse dos seus Estados do continente.
Discurso pronunciado pelo Visconde Armador Mór na entrega das suas credenciais ao Rei da Sardenha pela feliz restituição ao trono.
Acusa o envio do moinho económico que António de Araújo de Azevedo permitiu que se construísse na Praça, para o Almoxarife do Arsenal Real de Munições de Guerra de Lisboa. Pede ao destinatário que o mande apreciar por homens entendidos e que seja manejado por um bom moleiro para produzir em qualidade e quantidade. Diz que o mesmo já foi experimentado tendo obtido bons resultados. Espera que seja de grande utilidade pública.
O autor, [Conde em 1818], informa que após lhe ter escrito o mês passado, tem tentado receber algumas quantias e pagar outros valores [do falecido tio Pombal], cujos valores tem lançado nos Livros e assentos competentes. Refere-se ao Aviso apresentado ao Governo do Reino para o pagamento das Mesadas as quais acha que deveriam ser pagas pelo [1.º Conde da Redinha], sucessor na Casa de Pombal. No entanto, e apesar de se ter suspendido interinamente da Administração da referida Casa, continuará a vender alguns animais que existem nas fazendas e tentar obter de Redinha alguns frutos e azeite para o mesmo fim. Refere-se ao valor da dívida de Pombal quando este acompanhou a família real para o Brasil e durante a administração dos franceses e de Redinha. Pede ao destinatário que compare estas informações com a imaginação do Tio Pombal quando elaborou o seu testamento. Agradece por ter entregue ao Conde de Aguiar o requerimento referente aos despachos de sua Casa. Refere-se aos requerimentos de António Ferreira dos Santos Milheiro e ao de João Cândido de Sousa, Oficial da Contadoria do Tio Pombal e praticante de Número do Real Erário.
O autor, [Conde em 1818], informa que após lhe ter escrito o mês passado, tem tentado receber algumas quantias e pagar outros valores [do falecido tio Pombal], cujos valores tem lançado nos Livros e assentos competentes. Refere-se ao Aviso apresentado ao Governo do Reino para o pagamento das Mesadas as quais acha que deveriam ser pagas pelo [1.º Conde da Redinha], sucessor na Casa de Pombal. No entanto, e apesar de se ter suspendido interinamente da Administração da referida Casa, continuará a vender alguns animais que existem nas fazendas e tentar obter de Redinha alguns frutos e azeite para o mesmo fim. Refere-se ao valor da dívida de Pombal quando este acompanhou a família real para o Brasil e durante a administração dos franceses e de Redinha. Pede ao destinatário que compare estas informações com a imaginação do Tio Pombal quando elaborou o seu testamento. Agradece por ter entregue ao Conde de Aguiar o requerimento referente aos despachos de sua Casa. Refere-se aos requerimentos de António Ferreira dos Santos Milheiro e ao de João Cândido de Sousa, Oficial da Contadoria do Tio Pombal e praticante de Número do Real Erário.
Apesar de já ter escrito em outras ocasiões, recomenda à protecção de António de Araújo o Reverendo Cónego Arcipreste Romualdo de Sousa Coelho que se desloca à Corte [do Rio de Janeiro] para em nome do seu prelado felicitar S.M. pela exltação ao trono. Repete que este capitania atravessa momentos dificéis devido ao governo irregular, cujo poder foi usurpado por um dos membros que o compõe e que tem sido despótico para o povo local. Roga ao destinatário para que seja o protector do povo paranaense e que interceda junto de S.A.R. a fim de ser enviado um General ou menos um Ouvidor, para acabar com o despotismo. Informa que após a sua chegada tentou construir um Bergantim, a que deu o nome de "Conde da Barca", e tendo previsto deitá-lo ao marem Setembro, foram-lhe retirados todos os carpinteiros que ali trabalhavam com o falso pretexto de nem trabalhar para uma Escuna de Sua Majestade que nunca mais tem fim. Caso semelhente a outro em que os empregados públicos só se preocupam em atrasar e destruir tudo. Esta situação contradiz a recomendação de S. M. de construção de vazos e navegação. Pede ao destinatário que como está encarregue da repartição [da Marinha e do Ultramar] envie as suas ordens para acabar com os "despotismos occazionadores do atrazo da nossa navegação e comércio local".
Solicita a António de Araújo de Azevedo informações biográficas para a organização de uma "História dos Conselheiros e Ministros d' Estado de Portugal".
Procura, juntamente com toda a familia saber do estado de saúde de António de Araújo de Azevedo. A filha do autor, afilhada de António de Araújo, pede-lhe a benção e oferece frutas doces que ela mesmo colheu.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de Azevedo, onde constatou a sua boa saúde e verificou que a sua súplica mereceu a consideração do destinatário. Refere-se ao requerimento e documentos comparativos dos seus serviços que enviou ao Conde de Aguiar e ao seu desempenho enquanto Comandante efectivo dos Destacamentose vigias das praias e marés até vinte e seis léguas da costa da capitania da Baía. A sua filha, afilhada do destinatário, pede-lhe a benção.
O autor, Capitão-Mor do Ordenança pela repartição do Norte da Cidade da Baía, pede ao rei a criação do ofício de escrivão de todas as execuções desta capitania a exemplo do que existe em Portugal e o seu lugar em condição vitalícia, para assim poder fazer face às despesas de subsitência da sua numerosa família. Caso esta mercê não seja possível, suplica a promoção ao posto de Coronel de linha adido ao estado Maior com o seu competente soldo.
Solicita a António de Araújo de Azevedo acriação do Ofício de Escrivão de todas as Execuções na Baía, tal como existe em Portugal, por dele haver necessidade. Junto envia o requerimento a solicitar o lugar referido. Se acaso não for possível pede ao destinatário para ser promovido de Capitão-Mor em serviço para Coronel de linha adido ao Estado Maior, com o competente soldo. A sua filha, afilhada do destinatário, pede-lhe a benção.
Felicita o Conde da Barca pelas melhoras da saúde e diz que após ter saído da Corte [do Rio de Janeiro] nenhuma notícia lhe causou maior prazer. Nada dirá a respeito deste país porque sendo o Marechal Pinto, o portador desta, poderá informar da situação. A seu respeito, o autor informa que continua a desempenhar as funções de Oficial Imediato da Fragata Fénix.
Roga humildemente a protecção do Conde da Barca prara receber a mercê de ser empregado em algum dos destacamentos de Jaguari, Mantiqueira ou Campanha de Toledo. Diz que não tem merceimentos dignos que lhe permita receber a graça senão a bondade com que o destinatário recebeu o autor e o pai Felício Moniz Pinto, Capitão-Mor da Vila de Caeté, quando ambos tiveram a fortuna de beijar a mão do destinatário.
Sugerindo que nesta cidade nada existe senão a pretensão de sobreviver, refere a nomeação de José Rodrigues da Silveira para um Ofício da Alfândega. Assim, lembra a necessidade da criação do Ofício de Escrivão de todas as Execuções na Baía, tal como há em Portugal. Este é o cargo que deseja para si, caso não seja possível, deseja ser promovido a Coronel de Linha Adido ao Estado Maior com o competente soldo. Remeterá, então, o necessário requerimento. A afilhada pede a benção.
Tenta saber da saúde do Conde da Barca, visto que flutua em incertezas porque uns dizem que está de perfeita saúde e outros que padece de doença. Lamenta não receber "nem sequer asignatura de V. Excia.". a afilhada suplica a benção e a restante família recomenda-se. Informa que os seus requerimentos não foram atendidos pelo Marquês de Aguiar. Pede protecção para poder sustentar a família.
Solicita notícias do estado de saúde de António de Araújo de Azevedo. A afilhada do destinatário remete pelo Eclesiástico Francisco Borges da Silva, a remessa constante da carta.
O autor, Capitão-Mor Comandante efectivo do Distrito com 26 léguas, lembra o requerimento que lhe enviou e repete o rogo para ser promovido ao Posto de Coronel de Linha Adido ao Estado Maior com o seu competente soldo, por forma a poder sustentar a numerosa família. Refere os serviços que tem prestado. A afilhada do destinatário suplica a benção.
Lamenta o estado de saúde [do seu compadre] António de Araújo de Azevedo. Pede-lhe, sem querer transgredir os limites, que continue a proteger requerimento do qual fez chegar uma cópia ao Marquês de Aguiar, visto que dele depende a sua família de dezasseis membros. A afilhada do destinatário faz-se lembrada.
Remete ao Conde da Barca a Gazeta Ministerial de Buenos Aires, onde o Congresso ordenou ao Director Supremo daquela capital que não declare guerra nem se compromete-se com a Corte do Brasil, mas que uniformizasse os seus procedimentos aos que Governo do Rio seguisse para com Buenos Aires. Pede ao destinatário que "tem em bastante consideração os intereçes dos Portuguêses", para aproveitar esta oportunidade e promover ali o restabelecimento do comércio português e acabar com os embaraços que a navegação portuguesa tem sofrido pelos estrangeiros. Acrescenta que sabe que as pessoas mais sensatas daquele país têm reprovado algumas expressões pouco decorosas de algumas das Gazetas de Buenos Aires, o que não é fácil de suster devido à liberdade que ali existe. O autor, espera que o Conde da Barca lhe perdoe o zelo, talvez indiscreto, e que o considere nonúmero daqueles que aguardam ansiosamente pelo resultado do plano actualmente em execução.
Informa que já escreveu depois da sua chegada dos Açores. Torna a fazê-lo, aproveitando a ida de Francisco Weilhausen ao Brasil, para apresentar a S. Majestade o ofício "encommendatizio" do Rei da Sardenha de Junho de 1816. O autor informa que pretende regressar a Turim onde os interesses da sua família e o dever lhe proporcionam meios de descançar com tranquilidade. Contudo, informa que até agora nada recebeu do Brasil, mas D. Miguel Pereira Forjaz já comunicou à Corte de Turim que assim que chegar a necessária autorização o a. poderá empreender o regresso ao seu país. Informa que amanhã escreve para o Conde D. Prospero Balbo a anunciar que tomou a liberdade de se fazer lembrado junto do Conde da Barca.
Remete ao Conde da Barca os impressos que recebeu ontem.
O autor, negociante da praça do Porto, compadre de francisco de Melo da Gama Araújo, submete dois requerimentos à protecção do Conde da Barca, solicitando-lhe que os apresnete a S. Majestade. Informa que há dois anos enviou dois ao Marquês de Aguiar, mas ambos não conheceram decisão.
Proposta de prestação de serviços dirigida ao Governo português, onde o autor disponibiliza-se para introduzir e supervisionar as máquinas de dscaroçar o algodão, de limpar o trigo e a cevada, de moer a farinha, de fiar a lã e o linho, etc.. Contém as contrapartidas exigidas pelo autor para o efeito.
Informa que se associou com outras pessoas para prosseguir os Planos concertados com governo. Solicita a [António de] Araújo [de Azevedo], Ministro dos Negócios Estrangeiros, que lhe sejam entregues os fundos por forma a satisfazer as suas obrigações.
Solicita a [António de] Araújo [de Azevedo], Ministro dos Negócios Estrangeiros, que lhe providencie fundos para o seu sustento e um passaporte para mandar o seu primo John Scott para Paris. Refere-se às máquinas inventadas pelo seu irmão John Milne.
Dirige a S.A.R. uma proposta para proceder à montage de manufacturas para descascar a cevada. Possui indicações biográficas e as condições exigidas pelo autor para efectuar o trabalho.
Lamenta que após ter recusado várias propostas mais vantajosas, o Governo português não tenha dado seguimento à aprovação manifestada pelo príncipe-Regente para estabelecer as máquinas do autor em Lisboa. Como consequência desta situação reclama [a António de Araújo de Azevedo], Ministro dos Negócios Estrangeiros, uma indemnização de cinco mil libras e informa que pretende regressar à França.
Propõe a S.A.R.estabelecer em Portugal uma manufactura em grande escala para fiar algodão por água ou por outro meio, com as máquinas inventadas por seu pai, John Milne e que são conhecidas por "Milne's Perpetual Spining Machines". Possui as contrapartidas exigidas pelo autor.
Tradução para português da proposta de prestação de serviços em que o autor, Thomas Milne, propõe a S.A.R. "erigir, ou fazer erigir em Portugal sobre hum grande plano, huma manufactura para fiar o algodão por agua, ou utros agentes, com aquellas Máquinas que forão inventadas por seu pai, conhecidas pela denominação de Máquinas perpétuas de fiar algodão de Milne [...]". Possui as contrapartidas exigidas pelo autor.
Informa a Guillaume de Roure, negociante em Lisboa, da sua primeira viagem em busca de fabricantes de luzes e de máquinas de que foi incumbido pelo destinatário. No sobrescrito: "A Monsieur/ Monsieur Guillaume/ de Roure Negociant/ au Lisbonne/ Portugal//".
Confiando nas virtudes e qualidades do destinatário, as quais são reconhecidas por S.A.R. e por todos os povos, submete à sua protecção o requerimento incluso. informa que após ter conhecido o destinatário em Lisboa, continua a servir, sem promoção há vinte e cinco anos, no posto de Capitão Engenheiro. Pede, por isso, que tome debaixo da sua protecção a suplica de uma viúva [mãe do autor].
O autor, [Governador e Capitão-General de Pernambuco], acusa a receção da carta de António de Araújo de Azevedo pela mão do capitão Lobo da Cunha, e aproveita o regresso deste à Corte para reiterar a António de Araújo os seus protestos de profundo respeito. Informa que o referido Capitão conduziu-se bem nesta capitania, mas face à dificuldade em sustentar a família só com o seu soldo o obriga a procurar outro meio e que por isso propõe-se a frequentar as Aulas da Real Academia Militar.
Informa que as embarcações que estavam preparadas para o transporte de António de Araújo de Azevedo, [Ministro dos Negócios estrangeiros e da Guerra], sofreram perturbações. Neste sentido, o Patrão-Mor da barra informá-lo-à de quais as embarcações que estão prontas e quando se efectuará a partida [com destino ao Rio de Janeiro].
Participa com profundo pesar a d' Araújo, Ministro de S. M. Católica, que por motivos de saúde está impossibilitado de acompanhar os Homens de Letras e artistas que vão para as belas regiões [do Brasil] e que estão confiadas à Administração do destinatário. Recorda os serões de Hamburgo, o nobre entusiasmo do destinatário pela sua Pátria. Certo de que eles esncontratrão no destinatário um Protector esclarecido, muito amigo das Artes, recomenda o portadoe da carta Mr. Ovide, artista mecânico.
Solicita a António de Araújo de Azevedo que lhe seja concedida licença ilimitada conforme o requerimento incluso.