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O autor, [Advogado], oferece ao amigo e parente António de Araújo de Azevedo um caixote de doces deste país. Informa que em resposta à solicitação efectuada pela carta de 2 de Dezembro, enviou-lhe um saco de papéis.
Agradece a carta de 12 de Janeiro onde pode constatar o feliz estado de saúde do destinatário. Em resposta aos comentários de António de Araújo de Azevedo sobre a pretensão o autor, informa que o Padre [Manuel da Piedade] Valongo tem os seus papéis há três anos e que se recusa a entregá-los e que até já nem lhe responde às cartas. Desconhece os motivos desta posição do referido Padre e lamenta não conseguir recuperar ao menos uma atestação do Tenente Coronel João de Sousa Moura Girão e outra do tenente coronel e Ajudante de Ordens da Baía Cosme Damião da Cunha Fidié. O autor, remete algumas cópias que possuia dos referidos papéis por forma a não retardar mais a sua pretensão. Pede a protecção do destinatário para alcançar duas mercês do Hábito de Cristo, uma para si e outra para o seu filho o Padre Manuel de Araújo Lasso. Invoca os 47 anos de serviço do tio, o tenente Coronel mateus Pereira dos Santos Cavalcanti, que nunca foram premiados, e os do seu pai que serviu na Magistratura por mais de vinte anos. Apesar de não ser formado, mas possuindo 26 anos de serviços na advocacia, pede a nomeação para uma Judicatura numa das vilas de Fora.
O autor, [Advogado], informa o parente António de Araújo de Azevedo, que já respondeu à sua carta de 4 de Dezembro. Oferece um caixote de doces cuja guia de remessa vai em anexo.
O autor, Mestre da Sumaca Thalia, atesta que transporta um caixote pregado que recebeu na Baía de Elias Baptista Pereira de Araújo Lasso, para ser entregue a António de Araújo de Azevedo, Fidalgo da casa Real, Conselheiro de Estado e Grã-Cruz da Ordem de Cristo, no Rio de Janeiro. Anexo à carta de Elias Baptista Pereira de Araújo Lasso - PT/UM/FAM/FAA-AAA/000826
O autor, [Advogado], refere-se à carta que enviou em Fevereiro passado. Certo que continuará a merecer a protecção do parente António de Araújo de Azevedo, Conselheiro de Estado, conforme lhe prometeu, espera poder receber a insígnia da Ordem de cristo no dia 13 de Junho, dia do aniversário do destinatário. Depois disso remeterá o que necessário for para professar o referido hábito.
O autor, [Advogado], felicita o parente António de Araújo de Azevedo pelo seu estado de saúde e recorda que continua certo da sua protecção conforme o próprio lhe tinha prometido. Espera que o Padre Valongo já tenha enviado os seus documentos, se por acaso ainda não fez, o autor pede ao destinatário que utilize os que enviou em Fevereiro.
O autor, [Advogado], convida, juntamente com a sua esposa D. Mariana Felicia de Jesus Xavier Gonçalves de Araújo Lasso, o parente António de Araújo de Azevedo para ser o padrinho de baptismo do filho que nascerá em breve. Solicitam uma procuração em nome do Desembargador Conselheiro Chanceler da Relação da Baía, António Luís Pereira da Cunha, ou de outra pessoa da sua preferência. Informa que já escreveu três ou quatro cartas, mas que não recebeu nenhuma resposta e que não sabe se lhe foram entregues o saco de papéis e o caixote remetidos em Fevereiro. Disponibiliza-se para pagar todas as despesas que forem feitas na prontificação de qualquer mercê que S.A.R. lhe conceda.
O autor, [Advogado], pede a protecção do parente António de Araújo de Azevedo para ser nomeado Escrivão das Capelas, Resíduos e ausentes da Baía, visto que o actual detentor deste Ofício, Simão Mendes Barreto, não deverá sobreviver à grave moléstia tendo sido, inclusivamente, ungido.
O autor, [Advogado], remete os seus documentos que estavam na posse do Padre Valongo, em conformdade com o que António de Araújo de Azevedo lhe tinha solicitado na carta de 3 de Dezembro de 1812. Lamenta que após esta carta, António de Araújo não tenha respondido às que o autor enviou. Renova as felicitações pelo novo emprego de Ministro e Secretário de Estado da Marinha e do Ultramar, nomeação que "alegrou a todo Povo desta Baía". Espera continuar a ser merecedor da proteção do destinatário.
Remete a António de Araújo de Azevedo a carta e papéis relativos ao advogado Elias Baptista Pereira de Araújo Lasso.
O autor, [Advogado], volta a solicitar ao parente António de Araújo de Azevedo que interceda a seu favor para ser nomeado escrivão de Capelas resíduos e Ausentes da Baía que acaba de vagar por morte de Simão Mendes Barreto. Diz que existem muitos pretendentes ao Ofício por ser um dos melhores da Baía.
O autor, [Advogado], felicita o parente António de Araújo de Azevedo pelo seu estado de saúde e lamenta que das várias cartas que lhe escreveu não obteve resposta de nenhuma.
O autor, [Advogado], apesar de já ter escrito anteriormente, aproveita a partida do correio de amanhã, para saber notícias de António de Araújo de Azevedo. Diz que o tem como um pai e que espera continuar a ser merecedor da sua protecção para poder alcançar alguma graça ou mercê que S.A.R. lhe queira conceder.
O autor, [Advogado], reconhece que tem sido muito inoportuno com o Conde da Barca, mas diz que confia no seu coração para que nesta ocasião queira beneficiá-lo. acredita que para tal seja necessário "hum leve aceno da sua vontade".
Conjunto de públicas-formas de 14 documentos passados a pedido de Elias Baptista Pereira de Araújo.
O autor, [Advogado], como se anuncia a passagem de S.A.R. pela Baía no seu regresso a Lisboa, oferece a sua casa a António de Araújo de Azevedo. Pede-lhe que comunique a sua decisão a tempo para poder tomar as providências necessárias.
Informa que o portador da carta é o contramestre do barco Bom Jesus, que parte para Caravelas e que se disponibilizou para transportar entre outras mercadorias o que está na lista de Kramer, a qual o autor entregou a Luís António conforme as ordens do destinatário.
"Lembrança do que o Sr. Cap[it]am hade me mandar do Rio de Jan[ei]ro p[or] conta de S. Exa. [o Conde da Barca]". Anexo à carta de Bento Lourenço Vaz de Abreu Lima - PT/UM-ADB/FAA-AAA/000863
O autor, Oficial Maior graduado da Secretaria da Real Junta da Fazenda da Marinha, pede a protecção do [Conde da Barca], para o requerimento que enviou a S.A.R. em que solicitava a Mercê do Hábito da Ordem de Cristo, em atenção ao seubo serviço e ao posto em que se encontra, tal como tem sido praticado com todos os Oficiais maiores Efectivos e graduados de todos os Tribunais.
O autor, Sargento-mor, solicita ao Conde da Barca que lhe conceda a reforma com acesso ao posto de Tenente-coronel do deu regimento e com o soldo dos de linha na forma da lei, tal como tem sido concedido a outros. Invoca os mais de quarenta anos de serviço e que está doente e decrépito e incapaz de continuar o serviço.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de Azevedo em que este lhe comunicava a sua nomeação para a Corte de Haia. Acha que o destinatário poderá ter um papel interessante neste país, não só pela sua formação como também pelo facto do país ser em breve um centro de grandes negociações. Agradece o conceitoque o destinatário tem de si e oferece os seus serviços na Corte de Turim.
Recomenda à protecção do [Conde da Barca], o amigo Joseph de la brosse que vai para o Rio de Janeiro com a intenção de aí se estabelecer. O mesmo senhor é portador de duas caixas de rapé fino. Informa que no mesmo navio seguem as ardósias pedidas por Fernando Carneiro Leão.
O autor, [Sargento-mor graduado do regimento de Milícias da Repartição do Rio Grande, comandante do Distrito da Capela de Santo António], envia ao Conde da Barca a cópia de um Memorial [do seu Plano] e um requerimento despachado pelo Conde de Rio Pardo, para que o Conde da Barca constate a dedicação do autor a S.A.R. e o seu fervoroso patriotismo. Oferece ao Governador da capitania de Rio grande o seu Plano de defesa de fronteiras, fruto da sua experiência, e refere que o mesmo tem sido muito aplaudido, mas que ainda não obteve êxito devido às circunstâncias da época.
O autor, sargento-mor graduado do regimento de Milícias da Repartição do Rio Grande e Comandante do Distrito da Capela de Santo António de Palma, apresenta [ao Conde da Barca] o Plano, da sua autoria, de criação de Companhias de Milicianos para a defesa das fronteiras e das populações locais.
Aproveita a deslocação do comum amigo Felisberto caldeira [Brant Pontes], para renovar os protestos de amizade e agradecer a noticia das melhoras de saúde que o Conde da Barca lhe havia transmitido. Fala do clima de susto que se vive na Baía pela revolta dos negros. Diz que será Felisberto a contar-lhe os pormenores deste desastroso caso. Informa da urgência em ter providências do Ministério e que ninguém teve coragem para contestar a opinião que o Conde dos Arcos detem da origem deste mal. Informa que o Povo baiano invoca o nome do Conde da Ponte [Governador da Baía entre 1805 e 1809].
O autor, [Juiz do Cível da Baía], agradece a ajuda dada ao seu filho e as recomendações que por ele enviou. lamentaa falta de saúde do destinatário. Comenta a Revolta de Pernambuco, produto da "Embriaguez e Loucura exaltada" de alguns indivíduos. Invoca a sua condição de português e a lealdade ao Conde da Barca e ao Soberano para solicitar a sua imediata transferência para qualquer acrgo na Corte [do Rio de Janeiro].
Refere-se às circunstâncias que o obrigaram a retirar a sua casa e estabelecimento de Lisboa e expressa a sua nocência dizendo que nunca protagonizou nenhum delito contra S.A.R. ou contra o governo português. Contudo, não teve ocasião de apelar à clemência do Príncipe-Regente, mas o seu advogado em Lisboa fez seguir, para o Rio de Janeiro, uma memória justificativa.
Ignora se António de Araújo de Azevedo, [Conde da Barca], Minintro da Marinha e das Colonias, recebeu as cartas que lhe enviou há um ano. Foi informado pelo Chevallier de Brito que António de Araújo de Azevedo havia nomeado o autor para o Consulado de ?Bretagize?. Em consequência disto, remeteu as procuraçõesnecessárias para que João Pereira de Sousa lhe retirasse a devida provisão. Observou a Brito que para si era essencial deter as mesmas prerrogativas e imunidades que os Cônsules portugueses em França. Protesta contra a taxa de doze mil francos que lhe foi imposta pelo governo francês. Refere-se ao interesse dos franceses em estabelecer relações comerciais com o Brasil abrindo para tal um entreposto em Pernambuco, apesar dos ingleses deterem o monopólio e a taxa alfandegária ser demasiado alta.
Tendo em atenção a forma como o Comte de Araujo, Ministro da Marinha [e do Ultramar], o recebeu, devido à recomendação de Ratton, solicita a sua protecção para retirar da Alfândega diversos utensíios que deseja instalar no Brasil. Pede uma redução dos direitos a pagar sobre os mesmos, visto que são para o seu próprio proveito e não para um negócio.
O autor, Deão da Sé de Angra e Presidente do Coro e do Cabido em "Sé Vacante", escreve a António de Araújo, Ministro da Marinha e dos Domínios Ultramarinos, insurgindo-se contra a desordem provocada pelo Cabido local que governa "em Multidão". Quetsiona as capacidades do Bispo eleito, que está prestes a tomar posse, para fazer frente a esta situação, uma vez que já se encontra com mais de 80 anos "e bem estragados, ate já com muitos esquecimentos". Solicita ao destinatário que, assim que o Prelado falecer, intervenha dando providências para o Cabido, procedendo à eleição do Vigário Capitular, nomeando um dos dois formados em Direito Canánico e que estão empregues nas duas Varas de Provisor e de Vigário Geral.
Solicita a António de Araújo de Azevedo que lhe empreste 300 ou 400 mil réis para pagar as despesas do serviço que se comprometeu a fazer a S.A.R.. Devolverá o dinheiro assim que chegar ao Rio de Janeiro. Pede, ainda, um ou dois barris de pólvora e um quintal de chumbo grosso, os quais pagará na mesma altura.
Solicita ao Conde da Barca que cumpra a promessa de nomear o seu filho para Sargento-mor da Cavalaria adido ao Estado Maior, graça que tem sido concedida em outros casos.
Agradece a carta recebida a qual lhe recordou os agradáveis momentos passados na companhia de António de Araújo de Azevedo, [Ministério Plenipotenciário português em São Petersburgo]. Refere-se à aquisição da manufactura de porcelana que o destinatário deseja efectuar para compor o seu serviço de mesa. Remete um nota com o respectivo preçario. Informa que foi obrigado a deixar o cargo de Intendente de Construções, para tomar a Direcção dos espectáculos. Presentemente dirige a cozinha e a adega do Eleitorado. Lamenta que o destinatário tenha feito a viagem de uma extremidade da Europa a outra sem que o autor tenha tido o prazer de o rever. Em P.s. refere-se ao Chevallier de Lorgne, Enviado Francês em Dresden, e a [Silvestre] Pinheiro Ferreira, com quem esteve quando este se dirigia para Freyberg.
Felicita o Conde da Barca pelo restabelecimento parcial da sua saúde "e pela elevação do Brasil a Reino Unido ao de Portugal e Algarves". Agradece todas as atenções já recebidas. Refere-se ao requerimento, cuja cópia segue em anexo e solicita novamente a proteção do destinatário para alcançar os cargos de Juiz de Fora da Vila de Santo Amaro, de Maragogipe, de Juiz de Fora dos Orfãos, do Crime ou de qualquer outro que venha a ser criado na Comarca da Baía. Refere-se à sua obra "Composição dos princípios práticos analíticos da agricultura do continente do Brasil" que está a ser entregue a um copiador a qual pretende dedicar ao destinatário, companheiro de Letras. Pede-lhe que apresente a S.A.R. a sua Memória premiada pela Academia das Ciências de Lisboa e que foi publicada no 4.º Volume das Memórias Económicas.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de Azevedo de 1 de Novembro [de 1814] e agradece-lhe por o considerar como amigo. Pede a protecção do destinatário para ser nomeado Intendente da Polícia da Baía, porque S.A.R. ouvindo-o "delibera voluntario". Refere a urgência na criação deste cargo devido aos crescentes actos de vandalismo perpetrados pelos escravos. identifica-se como um homem que deseja o Bem Público, referindo nesse sentido, as obras que escreveu em Lisboa e no Brasil, e queixa-se do Marquês de Aguiar e de outros que foram surdos aos seus requerimentos e que os interpretavam por sede e ambição de Magistratura.
O autor, [Desembargador-Ouvidor de Ilhéus], informa a António de Araújo de Azevedo, Ministro de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos, da representação que o Capitão de Milícias José Raimundo Leal pretende enviar à Real presença devido à recusa do Chanceler da relação e seus ministros em aceitar o Foro Militar que S.A.R. concedeu aos oficiais do recém-criado regimento de milícias na vila de Valença e Cairú.
O autor, [Desembargador Ouvidor de Ilhéus], remete os títulos sobre a Estrada de Ilhéus e sobre as terras do destinatário, cujo Ofício já havia remetido.
O autor, [Bacharel em Leis], informa que promoveu um tributo a António de Araújo de Azevedo em comemoração da sua elevação a Ministro [da Marinha e do Ultramar]. Refere-se ao reqerimento enviado ao Marquês de Aguiar para ser nomeado Intendente Geral da Polícia. Fala da publicação de ma Memória, da sua autoria, que foi premiada pela Academia Real das Ciências e publicada no 4.º Volume das Memórias Económicas e no (.º volume do Investigador Português. Oferece ao destinatário o extraco das suas obras e pede a protecção do mesmo para o seu requerimento. Relembra que foi ele quem recitou na Academia a "Memoria dos Costumes dos Povos Africanos" quando o destinatário recitou a "Memoria da Viagem de Abecinia ao Prestes João; e de outros viajantes, illustrada com cartas dos antigos Jesuítas".
Informa a António de Araújo de Azevedo, Ministro da Marinha e do Ultramar, do estabelecimento da nova estrada para Minas Gerais aberta pelo Capitão Felisberto, e da concessão de benesses para se instalarem povoações ao longo da mesma.
Informa da sua doença após a chegada a Lisboa e do regresso a Vila Viçosa. Fala dos negócios da Capela Real, das contas da fábrica e das desavenças que mantém com o administrador da referida fábrica, o Padre Manuel Ferreira, a propósito do recebimento da côngrua. Solicita ao destinatário que interceda junto do Conde de Aguiar a fim de lhe lembrar o aviso expedido a este respeito. Informa dos pretextos do Tesoureiro-Mor da Real Capela para não ir ao Coro. Recomenda o irmão D. Vicente das Dores Brandão para o cargo de Tesoureiro-Mor ou para seu coadjutor e sucessor. Diz que após a Batalha de Salamanca, os franceses não têm se atrevido a esperar pelas tropas aliadas. Em P.S. refere-se ao processo da sucessão do Tesoureiro-Mor e acusa o envio do decreto da Rainha D. Maria I.
Decreto Régio que institui o pagamento de um conto de réis para a côngrua de sustentação do Bispo Deão da Real Capela de Vila Viçosa. Anexo à carta de D. Vasco José de Nossa Senhora da Boa Morte Lobo - PT/UM-ADB/FAM/FAA-AAA/000891.
Decreto Régio que institui o pagamento de um conto de réis para a côngrua de sustentação do Bispo Deão da Real Capela de Vila Viçosa. Anexo à carta de D. Vasco José de Nossa Senhora da Boa Morte Lobo - PT/UM-ADB/FAM/FAA-AAA/000891.
O autor, Bispo Deão [da Capela Real de Vila Viçosa], acusa a receção da carta de António de Araújo de Azevedo datada de 11 de Setembro. Agradece os bons ofícios em seu favor. Comenta a guerra na Península e a guerra da Rússia. Informa de comodecorre a sua estadia em Vila Viçosa e relembra os favores pedidos em cartas anteriores.
Invoca os serviços prestados desde 1777, data em que se formou na Universidade de Coimbra, até ao seu regresso ao Brasil, por altura das invasões francesas, para pedir a graça da nomeação para Juíz de Fora da Vila de Santo Amaro da Purificação, de Maragogipe na Comarca da Baía, ou o de Juíz de Fora da Vila de Cachoeira, e o de Fora dos Orfãos e do Crime na Cidade da Baía. Anexo à carta dirigida pelo mesmo a António de Araújo de Azevedo - PT/UM-ADB/FAM/FAA-AAA/000889.
Remete a António de Araújo de Azevedo a informação inclusa do Tenente Coronel martiniano José de Andrade para ver se o que ele refere combina com o que o destinatário havia pensado sobre a Cal.
Informa António de Araújo de Azevedo que foram expedidas as ordens ao Intendente do Trem para a restituição da telha.
Convida António de Araújo de Azevedo para jantar Quinta-feira 20 do corrente mês pelas 3 horas da tarde.
Em resposta ao recado de António de Araújo de Azevedo, informa-o de que do engenho de assar, foram recebidos dois exemplares: um para o Conde de Anadia e outro para o Barão de Vila Nova da Rainha e que por isso deverá entrar em contacto com algum destes senhores.
Informa que vai incluir no maço que se destina ao seu irmão, a carta que António de Araújo de Azevedo lhe dirigiu. Assevera que não viu o conteúdo por não ter confiança de a abrir.
Informa que S.A.R. não pretende admitir o arquitecto Desprez para o real serviço, e duvida que a outra pessoa que António de Araújo lhe fala seja, igualmente, admitida. No entanto esta resposta será dada pelo Ministro competente. Pede ao destinatário que declare na conta que remeter à Secretaria os valores recebidos pertencentes ao produto dos efeitos do falecido Marquês de Nisa, por forma a ficar o Erário Régio prevenido desses valores.
Em resposta à carta de 28 de Janeiro, informa António de Araújo de Azevedo que concorda que a soma detida por Roversi & Gonçalves, pertencente à Casa de Niza, poderá ser aplicada às despesas da sua legação visto que o referido saldo está à disposição do Real Erário. No entanto, alerta para a necessidadede este acto ser declarado na conta de despesa dos Negócios Estrangeiros. Informa que participará este assunto ao Conselheiro Ministro e secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra para o seu conhecimento. Refere que S.A.R. achou por bem não anuir à pretensão do Arquitecto Desprez que pretendia entrar no Real Serviço.
O autor, [Desembargador Ouvidor de Ilhéus], diz que com a nova ordem das coisas, é natural que S.A.R. volte para o reino e que por isso é necessário tratar da Sesmaria do irmão do destinatário e das terras compradas cuja escritura já enviou para o destinatário. Refere-se às povoações erigidas e a erigir ao longo da estrada de Ilhéus para Minas Gerais. Refere-se ao desenho da estátua que o Conde enviará a S.A.R.. Pede ao destinatário que lhe nomeie sucessor visto que já vive muito "cansado, e afligido".
O autor, Desembargador Ouvidor [de Ilhéus], participa a António de Araújo de Azevedo, Ministro da Marinha [e do Ultramar] a conclusão da estrada de Ilhéus para Minas que o Brigadeiro Felisberto Caldeira Pontes abriu à sua custa. Refere-se às condições da estrada e às povoações que se têm erigido.
O aitor, [Desembargador-Ouvidor], felicita António de Araújo de Azevedo pela sua chegada ao Rio de Janeiro. Descreve a linha evolutiva desta capital e de algumas capitanias. Informa que foi incumbido pelo Governador de preparar as estradas parao Rio de Janeiro. Remete o caixote prometido e informa que remeterá outras produções com o mapa exacto da Serra dos Orgãos.
O autor, [Desembargador Ouvidor de Ilhéus], felicita António de Araújo de Azevedo pela queda de Bonaparte "uzurpador do Throno Galico, e Exterminador da Civilização, e felicidade da Europa".
Informa que assim que chegou a Londres procurou tratar, juntamente com João Correia de Paiva do negócio da máquina a vapor. Fala da reunião que mantiveram com os seguradore sda referida máquina, onde trataram essencialmente dos direitos da mesma, do resgate do fundo do mar e do seu transporte de Paraíba até ao Rio de Janeiro. Informa-o da necessidade de incumbir dois negociantes do Rio de Janeiro para colocar o remanescente da máquina em Leilão e aconselha António de Araújo de Azevedo a adquiri-la por uma insignificância. Na última página está anotado o endereço de António de Araújo no Rio de Janeiro.
Informa que assim que chegou a Londres procurou tratar, juntamente com João Correia de Paiva do negócio da máquina a vapor. Fala da reunião que mantiveram com os seguradores da referida máquina, onde trataram essencialmente dos direitos da mesma, do resgate do fundo do mar e do seu transporte de Paraíba até ao Rio de Janeiro. Informa-o da necessidade de incumbir dois negociantes do Rio de Janeiro para colocar o remanescente da máquina em Leilão e aconselha António de Araújo de Azevedo a adquiri-la por uma insignificante quantia. Estará em Londres até ao fim de Fevereiro passando depois à França. recomendações a Manuel Luís e a José Egídio.
O autor, Primeiro Deputado da junta da Fazenda, [e Chanceler da Relação de Goa], tendo já escrito sobre este assunto em 1810, amando do Conde das Galveias, volta a informar António de Araújo de Azevedo da necessidade imperiosa de redução das despesas da Real Fazendade Goa que se encontra com uma divida activa muito considerável. Apresenta a sua proposta de redução do Corpo Militar do estado da Índia. Remete os pareceres que solicitou ao Coronel João Catano [Galego] da Fonseca, Comandante da Província e Legião de Ponda, e ao Brigadeiro Ajudante General Joaquim Manuel Correia da Silva e Gama.
O autor, [Desembargador] e primeiro Deputado da Junta da Fazenda de Goa, informa a António de Araújo de Azevedo, Ministro da Marinha e do Ultramar, da sua chegada a Goa após 73 dias de viagem. Já tomou posse na relação e jáarticipou numa reunião da Junta da Fazenda. Cofirma que encontrou, conforme as suas suspeitas, o governo militar e civil da Índia num estado caótico. A título de exemplo refere a estranha demissão de Lucas José Alvarenga do governo de Macau; as benesses concedidas pela Junta da Fazenda a D. Lourenço de Noronha; os desagrados indevidos do Vice-Rei para com o Ajudante-general o Brigadeiro Joaquim Manuel de Silva e Gama, Tesoureiro Geral do Estado, e com o coronel António josé de Melo Sotomaior Teles; e a má administração da Real fazenda local que detém uma dívida activa muito elevada. Solicita a reforma, com o ordenado por inteiro, para o escrivão da Junta de Fazenda, Miguel Caetano Nunes de Melo, oficial de merecimento, por já se encontrar mutio velho e ter dificuldade em dar conta do expediente. pede ao destinatário que lhe envie instruções visto que só escreve para a sua repartição e não para o Erário Régio.
Acusa a receção da carta datada de 11 de Novembro contendo as instruções da Corte para a assistência aos naturalistas portugueses. Informa que a sua intenção é a de remeter estas instruções a Piaggio. Prestará apoio aos referidos naturalistas assim que estes lhe comuniquem o seu paradeiro e onde pretendem receber a assistência. Opina sobre um possível itinerário alternativo dos naturalistas. Comenta a situação político-militar da Itália.
Agradece a António de Araújo de Azevedo a carta de 24 de Julho e estima saber que o mesmo não sofreu incómodos provocados pelos "hospedes que vizitarão a Hollanda, e mais Provincias Unidas". Diz que o destinatário pode estar persuadido que ninguém deu crédito à calúnia do Moniteur e que ficou surpreendido pela demora do destinatário na Holanda, apesar de saber que a Corte a aprovaria dadas as circunstâncias que se vive naquele país. Refere-se à consolidação do "monstruozo Governo Francez" e que a paz da Espanha só prova que esta potência é melhor para inimiga do que para amiga. Informa que remeteu ao irmão a carta de António de Araújo de Azevedo.
Acusa a receção da carta e a amostra de farinhas que António de Araújo de Azevedo lhe enviou. Informa que a [Rainha D. Maria I] ordenou à Real Junta da Fazenda da Marinha que mandasse fazer as experiências convenientes sobre as farinhas as quais foram consideradas boas e úteis para o consumo dos marinheiros. Pede-lhe que procure em Hamburgo o melhor método de as preparar.
Participa a António de Araújo de Azevedo que não haverá qualquer transacção a fazer das quantias que Joaquim Pedro Quintela e Jacinto Fernandes Bandeira colocaram à disposição do destinatário visto que este nada recebeu nem dispendeu das mesmas.
Informa a António de Araújo de Azevedo que S.A.R. mediante a leitura do seu Ofício de 31 de Maio, ordenou-lhe que se informasse das encomendasfeitas ao Abade Correia [da Serra], principalmente da Bomba de Fogo, para que se possa conceder o crédito. No caso de partir da cidade que nomeie uma pessoa capaz. Informa que os valores pagos pelo destinatário pelas encomendas feitas pelo Vice-Almirante Pedro de Mariz para a Cordoaria, ser-lhe-ão restituídos. Aguarda pela resposta sobre a Bomba de Fogo e pede ao dest. que recomende a Pinheiro a pronta execução do que lhe encomendou para o Laboratório Químico da Casa da Moeda, sobre a colecção de Minerais e sobre a colecção para o Gabinete. Em P.s. autógrafo, o autor, refere a urgência na Bomna de Fogo devido à chegada dos Mestres Mineiros para o carvão de pedra.
Felicita António de Araújo de Azevedo "Ministro Plenipotenciario de Portugal na de S. Petersburgo" pela aquisição do célebre [Gravador] [Francesco] Bartolozzi, facto que constitui "huma prova não equivoca de quanto se interessa no bem do Real Serviço [...] e [...] no accrescentamento das Luzes, e na introdução das Artes" em Portugal. Informa que o Príncipe-Regente ordenou a criação de um escola de Gravura na Impressão Régia estando já atribuido o ordenado a Bartolozzi e ao seu discipulo. No entanto, aguarda pelo Decreto Régio para poder comunicar oficialmente este assunto e o destinatário poder concluir o negócio com o referido artista. Na última página está anotado o endereço de António de Araújo de Azevedo.
Proposta submetida ao parecer do Coronel João Caetano Galego da Fonseca, Comandante da Província e Legião de Ponda, onde o autor propõe a redução do exército de Goa para fazer face às despesas da Real Fazenda de Goa.
O A., João Caetano Galego da Fonseca, [Coronel Comandante da Província e Legião de Ponda], informa Manuel José Gomes Loureiro, Chanceler da Relação de Goa, que lhe envia, em anexo, e conforme o solicitado, o seu parecer sobre a economia [da Real Fazenda de Goa], dizendo, no entanto, que tal acto só depende da boa vontade de quem governa. Em breve estará pessoalmente com o dest. e dir-lhe-á o que pensa do assunto.
O A., João Caetano Galego da Fonseca, Coronel da Legião, dá o seu parecer sobre a proposta de Manuel José Gomes Loureiro, [Primeiro deputado da RealJunta da Fazenda de Goa], de reduzir o exército local para fazer face às grandes despesas da Real Fazenda.
Joaquim Manuel Correia da Silva e Gama, [Brigadeiro e Ajudante General do Governo da Índia], expõe as Providências mais eficazes para fazer face às excessivas despesas da repartição militar de Goa e às repercussões negativas que se fazem sentir na Real Fazenda.
Manuel José Gomes Loureiro, [Primeiro Deputado da Junta da Fazenda de Goa], comunica a António de Araújo de Azevedo, Ministro da Marinha e do Ultramar, que tendo constatado que a circulação do papel selado estava pendente, alertou a Junta da Fazenda para esta situação, a qual o encarregou de elaborar um projeto tendo em vista a aplicação prática do mesmo. Informa que o seu projeto foi aceite por todos os deputados e remetido ao governo de estado. Defende que o rendimento que dele advém deve ser administrado pela Junta da Fazenda e não pelo Senado, apesar de este lhe pertencer por direito, devido à má administração e ao seu sistema eleitoral fraudulento. Sugere a nomeação de um desembargador da Relação para presidir ao Senado e às eleições por forma a melhor a administração deste orgão.
Portarias, pareceres e despachos relativos à introdução do papel selado no Estado da Índia, ordenado pelo Aviso Régio de 18 de Agosto de 1813.
O autor, [Primeiro Deputado da Junta da Fazenda de Goa], pede a António de Araújo de Azevedo, Ministro da Marinha e do Ultramar, que intervenha junto dos deputados da Junta que ordenaram o pagamento indevido de 86 réis de soldo ao Sargento-Mor Inácio da Silva Bento ?Garrão?, desde que este saiu de Timor, quando S.A.R. já havia estipulado a quantia de 50 réis.
O autor, Bispo Deão [da Real Capela de Vila Viçosa], solicita instruções sobre a representação enviada em consequência do Aviso do Padre [Manuel] Ferreira, [Inspector da Real capela de Vila Viçosa]. Pede protecção para o requerimento do corregedor de Vila Viçosa.
O autor, Bispo Deão [da Real Capela de Vila Viçosa], solicita instruções sobre a representação enviada, em consequência do aviso do Padre [Manuel] Ferreira, [Inspetor da Real Capela de Vila Viçosa]. Pede proteção para o requerimento do Corregedor de Vila Viçosa.
O autor, Bispo Deão [da Real Capela de Vila Viçosa], pede a protecção do destinatário para o novo requerimento de José Joaquim Marques.
O autor, Bispo Deão [da Real Capela de Vila Viçosa], agradece a carta recebida. Informa que tem corrido a notícia da morte do Conde de Aguiar e que "Vossa. Exeleência estava com todas as Pastas [Ministeriais]". felicita o destinatário por esta situação, mas como ainda não recebeu a comunicação oficial dirige uma representação ao Conde de Aguiar para ser apresentada ao Príncipe-regente sobre a conduta do padre Manuel Ferreira, [Inspector da Real Capela de Vila Viçosa].
O autor, Bispo Deão [da Real Capela de Vila Viçosa], informa de uma carta que lhe comunicava o falecimento do [Abade de Lóbrigos] António Fernando [irmão do destinatário]; e de outra que dizia apenas que o mesmo tinha caído numa obra em Darque, mas que estava livre de perigo. Comenta a sua ida às festas de Évora, convidado pelo Bispo eleito [D. Frei Joaquim de Santa Clara Brandão], pelo vigário capitular e pelo Senado. Pede uma licença para matar doze gamos por ano visto que que muito gado morre pela falta de pasros e outro de velhice.
O autor, Bispo Deão [da Capela Real de Vila Viçosa], pede a protecção do destinatário para os requerimentos já enviados do Corregedor de Vila Viçosa, os quais pedem "a recondução no lugar em que serve e fazendo ao mesmo tempo o do Porto.
O autor, Bispo Deão [da Real Capela de Vila Viçosa], informa que não tem escrito a António de Araújo de Azevedo porque constava que a sua vida corria perigo iminente. Felicita-o pelo restabelecimento, ainda que não seja completo. Agradece os bons Ofícios para a nova graça acabada de receber em virtude da Bula do Desmembramento que se fez desta vila em relação ao termo do arcebispado de Évora. Informa que tomou posse no dia de Nossa Senhora da Conceição. Comenta as disputas que mantém com os cónegos de Évora. Pede a protecção do Conde da Barca para o Requerimento do Corregedor de Vila Viçosa.
Felicita António de Araújo de Azevedo pelo Despacho [de 11 de Fevereiro de 1814] com que S.A.R. o nomeou [Ministro e Secretário de Estado da Marinha e do Ultramar]. Reconhece o seu descuido por não ter respondido à carta que António de Araújo de Azevedo lhe escreveu, mas informa que tal facto deve-se aos ataques de nervos que o têm atormentado desde á um ano. Oferece um caixotinho de Salames e duas mortadelas que foram os primeiros a aparecer em Lisboa desde o sossego geral da Europa. Expressa o desejo em ver a Corte regressar a esta Capital.
Remete duas carta de J. C. Paiva, uma para António de Araújo de Azevedo e outra para Manuel Luís [Álvares de Carvalho]. Tendo sido informado pelo próprio autor do conteúdo das mesmas, Domingos José Loureiro, solicita a ajuda de António de Araújo para que J.C. Paiva seja indemnizado pelos prejuízos sofridos e que foram provocados por pessoas "mais altas do que elle". Irá ao encontro do destinatário para receber instruções a este respeito.
O autor, D. Vasco Bispo Deão da Real Capela de Vila Viçosa]espera que o destinatário já se encontre restabelecido. Informa como decorreu a tomada de posse "deste Izempto" [no dia de Nossa Senhora da Conceição]. Comunica que remeteu a Bula do Desmembramento ao Vigário Capitular de Évora com o termo de posse. Expõe as divergências que mantém com o referido vigário e com o Corregedor de Vila Viçosa. Pede a proteção do Conde da Barca para a representação que dirige ao Príncipe-Regente.
Representação dirigida ao Corregedor de Vila Viçosa a propósito das divergências mantidas com o Cabido de Évora devido à Bula de Demarcação do termo do Arcebispado de Évora, dada a Vila Viçosa pelo Papa Pio VII.
O autor, [Embaixador português em Paris], [Conde de Mafra em 18??], pede, uma vez mais, ao amigo Conde da Barca que interponha, nesta ocasião de "felizes esperanças para o Imperio Português [pela aclamação de D. João], os bons ofícios a seu favor. Junto remete uma carta sua que o Conde de Palmela [Embaixador português em Londres], julgou ser da obrigação do seu cargo remeter ao Rei por intermédio do Marquês de Aguiar. Pede ao Conde da Barca que tenha "dó" da sua "vivissima afflicção, e [...] pobreza" e suplique a S.A.R. pelo seu perdão.
O autor, [Embaixador português em Paris], [Conde de Mafra em 18??], informa ao sobrinho Conde de Palmela que recebeu inesperadamente do Embaixador francês em Londres as insígnias da Grã-Cruz da Ordem da legião de Honra. Pede-lhe que procure saber qual é o parecer do Rei sobre este assunto. Invoca os laços de parentesco e de amizade para pedir que interceda junto dos ministros de S.M. a fim de lhe alcançar algum auxílio para aliviar a aflição em que se encontra. Diz que a sua única mabição é que lhe facilitem os meios de justioficação perante o monarca. Pede-lhe que informe os ministros da sua situação e que o autorize a receber em Londres os ordenados de Conselheiro da Fazenda por forma a evitar mais desagrados com os seus credores. Pede-lhe que escreva para o Rio de Janeiro para que a carta chegue em alturas da aclamação de D. João VI.
O autor, [Embaixador português em Paris], [Conde de Mafra em 18??], pede, uma vez mais, ao amigo Conde da Barca que interponha, nesta ocasião de "felizes esperanças para o Imperio Português [pela aclamação de D. João], os bons ofícios a seu favor. Junto remete uma carta sua que o Conde de Palmela [Embaixador português em Londres], julgou ser da sua obrigação remeter ao Rei por intermédio do Marquês de Aguiar. Pede ao Conde da Barca que tenha "dó" da sua "vivissima afflicção, e [...] pobreza" e suplique a S.A.R. pelo seu perdão.
O autor pede perdão ao rei e autorização para poder regressar a Portugal enquanto aguarda pela graça de se apresentar pessoalmente diante do mesmo Senhor.
O autor, [Embaixador português em Paris], [Conde de Mafra em 18??], repete os rogos já solicitados pelo último paquete, bem como que apresente a S.A.R. as suas condolências eplo falecimento da Rainha [D. Maria I]. Pede ao amigo Conde da Barcaque apresente ao rei a súplica que envia em anexo.
O autor, [Embaixador português em Paris], [Conde de Mafra em 18??], felicita o destinatário pela mercê do título de Conde da Barca. "há muito tempo" que os amigos e os bons portugueses desejavam ver remunerados tantos e tão distintos serviços prestados pelo destinatário. Em P.s. pede o "especial favor" de ler o papel junto.
O autor, [Embaixador português em Paris], [Conde de Mafra em 18??], informa que com o tempo as suas dificuldades, miséria e pobreza só têm aumentado e que deseja ter conhecimento do que é acusado para poder justificar-se perante S.A.R.. escreve hoje ao Marquês de Aguiar, remetendo um requerimento onde pede licença para poder etirar-se para o Convento de Tibães onde aguardará, em reclusão, pelas ordens reais. Pede a António de Araújo que lhe obtenha alguns meios para garantir a sua subsistência por estar "pobrissimo" e os seus credores o ameaçarem constantemente com a prisão. Lamenta não receber os ordenados de Conselheiro da Fazenda e dos cargos diplomáticos, porque pretendia aplicar esses valores no pagamento da dívida que tem em França. Reafirma o seu desejo em poder justificar-se perante S.A.R. para depois poder viver num convento em Portugal ou em Roma e solicita ao det. que exponha as suas súplicas a S.A.R. pela ocasião do casamneto da Infantas. Em P.s. felicita o destinatário pela elevação do Brasil a Reino Unido ao de Portugal e Algarves, medida bem adequada devido à situação da monarquia [portuguesa].
Informa que a sua desgraça continua a agravar-se visto que se encontra doente, tendo sofrido um ataque de gota e uma recaída da moléstia de pele na cara, que segundo o Dr. Sequeira só poderá ser curada com os banhos do Estoril. Para além deste sofrimento físico, acresce o padecimento moral, e que os seus meios de sobreviver em Inglaterra, "Paiz caríssimo", são cada vez mais escassos. Foi informado de Lisboa que será obrigado a vender os seus livros, único bem que lhe resta. Pede a António de Araújo de Azevedo que exponha a sua fidelidade e respeito ao Príncipe-regente.
O autor, [Conde de Mafra em 18??], volta a importunar o destinatário devido à sua infelicidade. Confiando no favor e amizade de António de Araújo, recomenda-se à sua protecção devido ao agravamento da sua desgraça. Sabe pelo Conde do Funchal que incorreu no desagrado real, mas que não existe ninguém que se prontifique a dizer-lhe quais são as razões, privando-o desta forma de pedir por Justiça e Clemência. Pede ao destinatário que interceda junto de S.A.R. a fim de lhe alcançar Licença para voltar para Portugal e ali esperar "mui respeitozo, e silenciozo" pelas ordens reais. Diz que é pobre, que está privado do ordenado de Conselheiro da Fazenda, que nada tem a não ser uma Comenda, vivendo apenas das esmolas da família.
O autor, [Conde de Mafra em 18??], apresnta as suas desculpas ao amigo António de Araújo de Azevedo por voltar a repetir os rogos que apresentou na carta de 5 de Outubro, mas diz que tal deve-se ao receio de que a referida carta tenha sido extraviada. Felicita o destinatário pelo restabelecimento da saúde e por S.A.R. aproveitar os seus talentos como Ministro da Marinha e do Ultramar. Invoca a "antiga amizade e favor" para pedir que intervenha junto de S.A.R. visto que a sua presença em Londres "hé mui custoza, mui triste, e mui humiliante", ainda mais agora que o Conde do Funchal o aconselhou a "viver sequestrado de todos". Pelas últimas notícias recebidas de Lisboa sabe que o Erário Régio ainda não autorizou o pagamento dos ordenados que tem em atraso nem o corrente ordenado de Conselheiro da Fazenda e que todas as suas despesas são suportadas pela família, o que ainda torna a sua estadia mais penosa. Pede o envio de notícias.
O autor, [Conde de Mafra em 18??], apela à bondade do amigo António de Araújo de Azevedo para que compreenda o facto de o importunar repetidas vezes. Diz que se transferiu para Londres para se socorrer da protecção e inspecção do Embaixador [Conde do Funchal], designado Ministro dos Negócios Estrangeiros, aconselhado pela família e pelos verdadeiros amigos. Pede encarecidamente ao destinatário. que interceda junto de S.A.R. a fim de lhe obter licença para se retirar para Portugal ou para outro lugar onde possa esperar pelas reais ordens. Não se atreve a levar novamente ao trono as suas súplicas, mas reclama perante António de Araújo de Azevedo a sua inocência e que se cometeu erros esses foram "só de cabeça, e nunca forão nem serão do Coração". Se soubesse ds motivos pelos quais é acusado e desonrado na presença de S.A.R., procuraria de imediato justificar-se, mas que ninguém quer ou pode dizer-lhe qual é a acusação. Se não soubesse que é desrespeitoso, já teria partido para o Rio de Janeiro para implorar por Justiça e Clemência. Pede perdão por este desabafo.
O autor, Arcebispo Primaz [de Braga e Espanhas], [entre 1813 e 1827], apresenta ao Conde da Barca, o portador da carta que vai em seu nome beijar a Mão a Sua Majestade [D. João VI]. Informa que a família do Conde da Barca passa bem. Prontifica-se para cumprir as designações que o destinatário achar por bem comunicar-lhe e espera a protecção do destinatário para as dependências que um "Bispo, e de tal Sé [de Braga]" tem junto do Trono.
Solicita ao amigo António de Araújo de Azevedo que interponha o seu valimento em favor do seu sobrinho e afilhado António José Sampaio, recém ordenado padre, que pretende receber a Abadia de São Tiago de Vilarinho, próximo de Chaves, a qual vagou à Coroa no dia 16 de Maio. O autor lamenta não conseguir procurar a protecção de António Fernando, [Abade de Lóbrigos], que está igualmente interessado na acomodação do dito, bem como de D. Clara, devido à falta de tempo. Assevera que ambos se encontram bem e que pernoitaram na Casa de Sá no dia 17 do corrente. Informa do falecimento, no dia 30 de Abril, de Pedro Caetano da Gama Boavista, após ter completado cem anos. Em P.s. informa que hoje completa 37 anos na posse desta igreja.
O autor, [Conde de Mafra em 18??], informa que o amigo António de Araújo de Azevedo bem conhece os motivos do seu longo silêncio, mas que a sua amizade continuou a fazer com que procurasse sempre por notícias do destinatário. Informa que recebeu ontem uma carta de Francisco José Maria de Brito em que este lhe comunicava o seu Despacho, notícia que lhe causou o maior prazer, visto ter Brito muito merecimento. Informa que segui os conselhos dafamília e abandonou Paris, passando a viver em Londres onde aguarda pelas ordens reais. Pede ao destinatário que interceda junto de S.A.R. a fim de lhe solicitar as ordens e a permissão para se retirar para Lisboa, uma vez que em Londres tudo é excessivamente caro e demasido penoso para a sua família. Diz ser pobre e que vivia com o ordenado da carreira diplomática e de Conselheiro da Fazenda, os quais cessaram em Dezembro de 1807 por ordem dos Governadores do Reino. Pede ao destinatário que o proteja, junto de S.A.R., a segunda via do seu requerimento, de 12 de Junho, que foi enviado plo Conde do Funchal, [Embaixador em Londres]. Pede notícias.
O autor, [Conde de Mafra em 18??], comunica a António de Araújo de Azevedo das razões pelas quais não tem escrito ultimamente. Aproveita a deslocação de Braancamp a Lisboa para entregar os Despachos, para apresentar manifestar o quão penosíssima é sua situação devido ao baixo salário o qual não lhe permite fazer face às despesas. Foi obrigado a contrair empréstimos e não possui maneira de os pagar, tendo sido esta a razão de ter escrito directamente a S.A.R. a solicitar um aumento de vencimento e de ajudas de custo e ainda e para que o deixasse carregar na lista de despesas da Secretaria o aluguer da casa, tal como o fazia o seu antecessor o Morgado de Mateus. Solicita ao destinatário que leia a carta que o autor escreveu ao seu procurador o Marquês de Ponte de Lima e que o aconselhe. Manifesta o seu desejo em conservar a sua independência nesta Corte "aonde há perigos e seduções de todas as Castas" e que "Deus livre Portugal de ali ter um representante que não teha o coração tão Português". Transcreve o valor das despesas da Embaixada, onde está incluído o valor da viagem que fez a Aix-La-Chapelle com Talleyrand, o qual mutio se recomenda. Pede que não se esqueça dos Topázios e do vinho Madeira Seco. Envia lembranças do irmão, do Desembargador Fernando e dos membros da Legação. Refere-se a Brito. Pede-lhe que o recomende ao Visconde de Anadia. Em P.s. comunica que remete uma carta e dois bilhetes de Madame Talleyrand.
Pede ao Conde da Barca que remeta ao Coronel Maler, Cônsul Geral e Encarregado dos Negócios da França, ou a outra pessoa da Embaixada de Sua Majestade [Luís XVIII] os pacote que chegaram a sua casa.
Convida o Conde da Barca, Ministro da Marinha e do Ultramar, para jantar em sua casa domingo dia 29 de Agosto. Na útlima página está anotado o endereço do Conde da Barca no Rio de Janeiro.