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Informa o marquês de Aguiar, Conselheiro e Ministro de Estado dos Negócios Exteriores no Rio de Janeiro, que na carta de 6 de Agosto passado, informava dos direitos e tarifas que todos os navios terão de pagar neste reino. Remete agora a Lei da nova Tarifa sobre os direitos de entrada e saída sobre as mercadorias neste reino. Remeterá na primeira ocasião outros decretos que possam vir a ter importância para as relações comerciais entre os dois reinos e que favorecerá tanto quanto possível com a sua casa de comércio Jean de Charro & Fils. os navios portugueses que visitam este porto.
Informa a António de Araújo de Azevedo da carta que lhe escreveu de Londres em 23 do passado mês, participando a sua chegada e dando cumprimento às ordens régias. Chegou a Paris em 29 do mesmo mês, tendo entregue o Ofício e a Carta a francisco José Maria de Brito. Foi apresentado a Madame e Madamoiselle Cappadoce, que bem o receberam por saberem que ostentava o título de amigo do destinatário. Agradece os favores e a beneficiência que tem recebido. Está encantando com Brito, pelo zelo e acerto com que serve a S.A.R. e pela consideração que recebe de todos. Informa que o mesmo Brito tem hoje uma reunião com Mr. de Blacas para proceder à entrega da Carta. Encontrou o amigo do destinatário o Conde de Pahlen, o qual lhe tem dado a conhecer esta "cidade magestosa". Concluiu durante o dia de hoje os arranjos do passaporte e a contratação de um criado que fale alemão e que por isso partirá amanhã. Só não o fez hoje porque Lord Wellington pediu-lhe para levar os despachos para Lord Castelreagh. Refere-se ao interesse dos Pahlen nos negócios do Brasil. O Conde Frederico recomenda-se ao destinatário, a Manuel Luís e a Egídio, prometendo escrever pelo seu secretário. Verificou pelas cartas dos ministros portugueses no Congresso que as negociações relativas à Polónia, Corpo Germânico e Nápoles estão lentas. Lamenta os excessos cometidos pelos ingleses no Faial e em Lisboa, sugerindo uma rápida intervenção porque se passarem impunes poderão alastrar-se. Já fala melhor o inglês que "V. Ex.a me fazia o favor d'ensinar".
Prospeto que acompanha a carta de Luís António Jorge dirigida a António de Araújo de Azevedo.
Informa que escreveu uma obra sobre as Campanhas Peninsulares que pretende dedicar a S.A.R. e cujo prospeto vai em anexo. Pede a António de Araújo de Azevedo, Min. da Marinha e do Ultramar, que quando a receber apresente a S.A.R. o seu requerimento em que pede a remuneração por vinte e um anos de serviços atestados por trinta documentos.
Agradece a carta recebida de António de Araújo de Azevedo. Solicita-lhe o envio de uma procuração geral para fazer de seu filho, que nascerá em Novembro, afilhado do destinatário.
Felicita António de Araújo de Azevedo, Ministro da Marinha e do Ultramar, por figurar na lista de despachos de 17 de Dezembro e pede-lhe que apresente o requerimento incluso ao Marquês de Aguiar.
A Junta da Administração da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, oferece a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], doze exemplares de uma memória que defende a Junta das propostas de extinção da mesma e que foram feitas por "alguns Feitores e Negociantes Inglezes" em Londres. Informa que também ofereceu exemplares desta Memória ao Príncipe-Regente e ao Marquês de Aguiar.
Pede ao Conde da Barca, Min. da Marinha e do Ultramar, que proteja as petições que submeteu ao Real parecer, onde solicitava a mercê de ser reconduzido no cargo de Juiz de Fora e a mercê da Beca e respetivo Hábito.
Informa que a sua última carta foi a de 4 de março passado, a qual foi enviada juntamente com outra para o marquês de Aguiar. Oferece ao Comendador António d' Araújo Ministro de Estado dos Negócios da Marinha no Rio de Janeiro, como marca do seu reconhecimento, uma descrição da cidade de Amsterdão, "que não é desconhecida de v. Ex.ª" que a visitou durante a sua Embaixada em Haia. Esta obra é essencialmente estatística, mas muito interessante para os estrangeiros que não podem visitá-la.
A Junta da Administração da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, felicita António de Araújo de Azevedo, pela nomeação para Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha.
"Depois de 11 de Maio passado não tinha o gosto de escrever a V. Ex.ª para agradecer o pronto pagamento de 3000 florins, com que saldamos a letra dos irmãos Van Cleef em Haia. Estes senhores remeteram-nos, há algumas semans, uma caixa com estampas e que nos encarregamos de carregar no navio português Esperança do Capitão José Carlos Lisboa, conforme o conhecimento e conta em anexo". Transmitem instruções para proceder ao pagamento do transporte da Bilblioteca para Lisboa. Comenta os maus tempos para o comércio marítimo.
Jean de Charro & Fils., remete, em anexo, a António de Araújo de Azevedo no Rio de Janeiro, a cópia da carta de 17 de dezembro do ano passado enviada em mãos de Silvestre Pinheiro Ferreira. Comenta a situação comercial local, em que nenhum navio pode entrar ou sair dos nossos portos devido a ordens ainda mais severas. Continuamos, por isso, sem notícias de Portugal ou de outro local.
A firma Jean de Charro & Fils., remete cópia da carta de 24 de setembro de 1807 que tinha sido enviada para Lisboa juntamente com o conhecimento e conta da segurança da uma caixa com estampas e outros, que estavam encarregadas ao Capitão José Carlos Lisboa do Navio Esperança para transportar para Lisboa. Informa que este navio naufragou ao 4.º dia e que foi consertado no porto de Madenblik, embora o seu armador, Miguel Carvalho, natural da Madeira, não dê notícias há mais de um ano. Informa que o Cônsul Geral Português António de Campos Silva retirou-se há seis semanas, enviando ao autor, e com o conhecimento de Bezerra, um ato de nomeação para o cargo de Vice-Cônsul, que o autor não poderá aceitar em virtude da sua avançada idade. Propõe o seu filho, Jean de Charro Junior, para o mesmo.
Solicita a proteção de [António de Araújo de Azevedo], para um seu parente, portador da carta, que há de apresentar-lhe um requerimento.
Informa a António de Araújo de Azevedo que se encontra em Londres de onde partirá para o Rio de Janeiro no paquete de setembro em virtude de não ter sido executada a ordem de [Lord] Castelreagh, a pedido do [Conde de] Palmela, para que o paquete deste mês aguardasse pela chegada do autor a Falmouth. Ficou retido em Paris até ao dia 9 em virtude da doena do Conde de Palmela e devido ao estado dos negócios em Paris. Informa que apresentou-se imediatamente ao Ministro português para que ele solicitasse ao governo inglês a expedição de um Brigue para assegurar o transporte do autor para o Rio, o que lhe foi negado. Até ao momento da sua saída do continente as negociações eram misteriosas e prometiam ser longas. Comunica que em Paris estavam o Marquês de Marialva, o Conde de Palmela, Francisco José Maria de Brito e Rodrigo Navarro de Andrade, enquanto que Saldanha partiu de Viena para São Petersburgo em fins de Julho e Lobo estava em Gottingen. Informa que para além da notícia da partida de Napoleão para o desterro em Santa Helena, nenhum outro facto é digno de menção.
Prevendo a inquietação de António de Araújo de Azevedo pela falta de notícias nos últimos cinco meses, sobre as negociações do Congresso, relembra a importância dos Ofícios n.º 3 e 7 sobre o negócio da escravatura, o qual foi objeto de uma exposição promovida pelo autor e por Saldanha perante as seis potências. Deseja ao destinatário um rápido restabelecimento da sua saúde para que possa dirigir os graves negócios que estão a ser atualmente debatidos. Receia que haja um regresso à guerra, devido à incerteza da reinstalação de S.M. cristianíssima e pela crescente influência do partido republicano em França. Afirma-se apreensivo pela mutiplicidade de negócios a tratar sobre a Europa e pela falta de negociadores idóneos e hábeis, e o Tratado de Comércio que "um talento particular" quer estabelecer à força com a Prússia e que pode ser "mais fatal do que o de 1810". Louva o fato de S.A.R. ter enviado quatro ministros ao Congresso, à semelhança da França e Inglaterra, enquanto a Aústria levou dois e a Rússia três. Espera que no futuro S.A.R. confie as negociações a dois ministros com secretários e conselheiros bem escolhidos e oxalá houvesse muitos Ambrósio Joaquim dos Reis. Elogia o desempenho de Saldanha e de Brito. Alerta para a necessidade do ministério melhorar com urgência a agricultura, comércio e navegação de Portugal, visto que com as novas circunstâncias as possessões africanas vão sofrer no plano comercial; promover o aumento de da indústria no Brasil; enviar aprendizes para a Europa para aperfeiçoarem os seus ofícios; constituir comissões ministeriais capazes de aconselharem o Ministro nas suas decisões. Defende a fixação definitiva da sede da Monarquia portuguesa no Brasil. Existem cada vez mais indícios de que o corpo diplomático português está em dissolução. Alerta o destinatário para que conte só com Saldanha, Brito e Reis e mais ninguém. Pede que rasgue a carta depois de a ler. Em P.s. informa que Brito planeava em sair de Paris no dia 30 de Março.
Comunica que recebeu as informações que o Conde da barca lhe enviou através de [Jácome] Ratton. Informa que o mesmo Ratton mostrou-se apreensivo na concretização dos pedidos que o autor dirigiu ao Conde da Barca [em 2 de Janeiro]. Pede proteção para empreender a viagem para o Brasil, caso o estabelecimento que [Jácome] Ratton projeta, e do qual é associado, for adiado ou inexecutável. Escreverá a Constantino Joaquim de Matos sobre os certificados necessários para receber a decoração que pediu.
Manifesta o seu desejo em se deslocar para o Brasil e empregar-se no serviço de S.A.R.. Pede a Conde da Barca que em pagamento dos vinte anos em que esteve ao serviço do exército português lhe seja concedida a patente de coronel e a decoração da Ordem de Cristo ou de São Bento de Avis. Caso não seja possível a ida para o Brasil pede, em alternativa, a promoção para coronel, com o soldo por inteiro, e uma das decorações juntamente com a autorização para poder regressar a França, sua pátria. Refere-se aos projetos de Jácome Ratton.
A autora, [1.ª Viscondessa de Juromenha em 1815], diz que o portador da carta é o seu marido [António de Lemos Pereira de Lacerda Delgado], a quem encarregou de fazer a [António de Araújo de Azevedo], "mil expreçoens da miinha parte". Espera que "elle seja exzacto no dezenpenho desta minha comissão o que não afianço a respeito de outras de que o tenho incumbido". Refere que Lemos leva as melhores recomendações para S.A.R. e seus Ministros e até mesmo para Lord Strangford [Min. Plenipotenciário de S.M.B. no Rio de Janeiro]. Revela que passa por muitas dificuldades devido à Guerra.
A autora, [1.ª Viscondessa de Juromenha em 1815], informa que o seu marido, António de Lemos Pereira de Lacerda Delgado, desloca-se pela segunda vez à corte do Rio de Janeiro. Manifesta a sua alegria por António de Araújo ser o Ministro, com quem Lemos vai tratar de algumas recompensas pelos seus trabalhos e fadigas. Lamenta as intrigas de que tem sido alvo onde o "piqueno Tartufo de Frei Miguelinho" é o mais acérrimo inimigo. Refere-se à receção escandalosa que se fez em Lisboa ao Exército português após seis anos de guerra. Informa que ainda não se verificou a mercê das terras. Solicita a proteção do destinatário para as pretensões de Lemos. Refere-se à sua filha.
A autora, [1.ª Viscondessa da Juromenha em 1815], aproveita a boa vontade do General Sebastião Pinto [que se dirige para a Corte do Rio de Janeiro] para reiterar ao seu "estimabilissimo compadre" [António de Araújo de Azevedo], [Min. da Marinha e do Ultramar], os seus protestos de amizade e veneração. Diz que o portador é "carta viva, e dira a V. Ex.a mil cousas por mim, e pellos seus Afilhados". Refere que a desgraça ainda não terminou.
O autor, [Governador da Torre de Belém], deseja um vigoroso restablecimento da saúde do compadre Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], e recomenda a sua mulher e filhos. Pede proteção para o requerimento da família dos Guiões que envia em anexo.
A autora, [1.ª Viscondessa de Juromenha em 1815], incumbida pelo marido António de Lemos Pereira de Lacerda Delgado renova os pedidos apresentados em outubro do ano passado a favor do Doutor Winygne, Físico do Quartel General, para que S.A.R. lhe confira as honras de Cirurgião da Real Câmara a título honorário. Envia recomendações dos filhos, afilhados do destinatário.
O autor, [1.º Visconde de Juromenha em 1815], aproveita a ida do [Coronel] Sebastião Pinto para a Corte do Rio de Janeiro para apresentar os seus cumprimentos ao Compadre António de Araújo de Azevedo. Fala da entrada dos exércitos aliados em Paris para depor "o Tirano" [Napoleão Bonaparte] e aclamar Luís XVIII; no desejo em que a Corte portuguesa empreenda o regresso a Lisboa. Remete os maiores detalhes para "o seu estimavel parente" que graças aos seus grandes serviços tem recebido a amizade e consideração do Chefe do Exército [Marechal Beresford]. Refere-se aos irmãos de Sebastião Pinto que também estão no exército. Está em convalescença de um ataque de reumatismo. A sua mulher também escreve por esta altura.
O autor, [Tenente-General], recomenda à proteção do compadre [Conde da Barca], [Min. da Marinha e do Ultramar], o espanhol D. Diogo Gallozo que vai ao Rio de Janeiro devido a negócios pessoais e que deseja conhecer o destinatário para apresentar-lhe uma memória da sua autoria sobre o desenvolvimento da situação económico-política do Brasil e as suas repercussões na extenção da Agricultura, povoações, fábricas e rendas locais. Deseja ao destinatário um rápido restabelecimento de saúde e envia recomendações da mulher e filhos.
A Junta da Administração da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro oferece a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], diversas amostras de vinho da sua produção para que verifique a preocupação da Junta não só em conservar, mas também melhorar a produção e assim justificar a prorrogação da Instituição deliberada pelo Príncipe-Regente, [pelo Alvará de 10 de Fevereiro].
O autor,[Tenente-General], [1.º Visconde de Juromenha em 1815], informa o compadre [António de Araújo de Azevedo] que será pai em breve; das vitórias dos russos contra os franceses. Recomenda à proteção do destinatário o portador da carta, o Abade joaquim Pedro de Matos, que pretende uma "conezia" que está vaga em Coimbra.
Refere-se à situação que Portugal atravessa. Pede o favor pessoal do Chevalier d' Araujo e Azevedo para que, com a sua influência, intervenha nos assuntos do Duque do Infantado.
Agradece a carta recebida. Diz que não pode deixar de resistir ao prazer de felicitá-lo pelos recentes êxitos de Lord Wellington e pela excelente conduta do exército e nação portugueses. Defende que só a ignorância e a vaidade dos homens poderosos da Espanha, impede os espanhóis de expulsar os franceses da Andaluzia e de Castela e, talvez mesmo, de todo país, seguindo assim o exemplo português. Comenta a campanha parlamentar em Inglaterra, o estado de saúde do Rei e à crescente popularidade do Príncipe-regente.
Escreve em três momentos distintos:
1- em 3 de julho de 1815, a bordo do Prevogante em que lamenta as intrigas baixas e calúnias que o levaram a retirar-se da corte do Rio de Janeiro. Declara-se inocente e com o maior interesse em justificar-se perante o destinatário. Refere-se à viagem e à sua família;
2- em 6 de julho de 1815, no canal de Inglaterra em que informa que, apesar do atraso, espera chegar a Inglaterra no dia seguinte. Refere-se à vitória dos exércitos comandados pelo Duque de Wellington e pelo Príncipe Blucher frente a Bonaparte e Murat. Refere-se à recusa do Governo inglês em conceder a Bonaparte um passaporte para a América do Norte. Manifesta a sua ansiedade em se informar de todos os acontecimentos políticos e em tentar recuperar alguma perca nos seus negócios agora que o inimigo do comércio foi derrotado;
3- em 13 de julho de 1815, em Londres, em que informa da sua chegada e manifesta o seu desagrado por ter sido tratado da forma mais cruel possível e por ter sofrido prejuízos enormes.
Agradece a carta de 30 de Agosto onde pode constatar as melhoras de António de Araújo de Azevedo. Aconselha-o a evitar grandes trabalhos por forma a poupar a saúde. Informa que antes de ontem recebeu uma visita de um grupo de credores que se prontificaram em ajudá-lo a preparar imediatamente um novo estabelecimento comercial. Recebeu propostas para se associar a duas casas inglesas, mas falta-lhe o dinheiro. Solicita a António de Araújo de Azevedo que interceda junto do Príncipe-regente para que este lhe conceda um empréstimo de cinquenta ou sessenta contos de réis sem juros ou com juros moderados. Questiona se o Príncipe-regente não ambiciona em regressar à Europa agora que se perspetivam tempos tranquilos com a constituição de um novo parlamento em França. Estimou a notícia do casamento das Infantas D. Maria Isabel com o Rei de Espanha [Fernando VII] e de D. Maria Francisca com o Infante D. Carlos. Pede ao destinatário que entregue a D. Maria Isabel a carta de sua mulher [Maria Isabel Kieckhoefer]. Informa da morte da sua sogra.
Relata a triste situação em que se encontra, onde os seus correspondentes tudo têm feito para o arruinar, o que não lhes é difícil visto terem toda a sua propriedade nas mãos. Refere-se aos prejuízos sofridos devido à corsoaria americana e à Casa Baring. No entanto ainda tem esperança que os preços dos produtos coloniais ainda subam. Refere-se às negociações que tem mantido com o chefe da Casa Baring, tendo em vista a constituição de um novo estabelecimento, apesar de se julgar vítima de uma "intrigua formidavel". Encontra-se a viver em Jolington, mas todos os dias vai a Londres tratar dos seus negócios. Esteve duas vezes com L[uís] C[ipriano] Freire tendo ficado com boa impressão dele. Refere-se à determinação do Conde do Funchal em permanecer em Londres; à chegada de Lord Strangford a à Corte [inglesa]; ao estado de incerteza que presentemente se vive na Europa; no receio em que se dê uma nova revolução em França; à insatisfação dos habitantes dos Países Baixos devido à união deste à Holanda e à promolgação de uma nova Constituição; às tentativas para alterar o modo de governo na Alemanha. Oferece-se para servir a S.A.R.. refere-se à carta que António de Araújo de Azevedo lhe dirigiu em 16 de Junho. Soube que o destinatário ficou com a Chacra do Bom Retiro. Refere-se ao preço do açucar. Informa que a "Santinha", [sua mulher], recebeu uma carta da Infanta D. Maria Isabel e que já respondeu à mesma.
Expressa a sua satisfação por ter tomado conhecimento da melhoria de saúde de António de Araújo de Azevedo. Soube que o destinatário foi à Chacra do Bom Retiro para repousar. Informa que os seus negócios vão melhorando e que talvez pudesse estar mais estável se Alexandre Baring estivesse em Inglaterra. Informa das cartas que a Infanta D. Maria Isabel escreveu à sua mulher [Maria Isabel Kieckhoefer] e pede ao destinatário que lhe entregue a carta inclusa e a caixa com o vestido. Remete em anexo uma carta do Paiva para António de Araújo. Informa que o Conde do Funchal já deu a sua audiência de despedida, mas que ainda não entregou a casa e os arquivos [da Legação] a Luís Cipriano Freire, fazendo "pouco caso das ordens reais". Comenta as novidades políticas dizendo que a grave crise vigente só terminará quando se publicar o Tratado de Paris. Refere-se ao ambiente que se vive em França e aos antigos Ministros franceses. Recomendações da família. Lembranças para a Marquesa de Belas e para Manuel Luís.
Informa dos tumultos que se verificam em Londres devido ao descontentamento generalizado pelo novo lançamento de impostos para cobrir o deficit das finanças públicas e das dificuldades que o Ministério enfrenta para remediar a situação. Todos aguardam com ansiedade pelo discurso do principe-regente na abertura do Parlamento. Defende que também é necessário reformar o Parlamento inglês por estar corrompido e que esta situação repercute-se no bom funcionamento dos orgãos de governo. Louva o trabalho do Conde da Barca em prol "da sua Patria tendo reconduzido a aquella ordem de preminencia que deve occupar a justo título". Elogia o recém-nomeado ministro inglês para a Corte do Rio de Janeiro, Sr. Thorthon, dizendo que irá ao encontro deste para contrapor as informações malignas que o predecessor, Lord Strangford, lhe comunicou. Comenta o desempenho do Conde de Palmela. Informa que os jornais noticiaram a assinatura de um Tratado de Comércio entre Portugal e a Aústria, onde as manufaturas desta entratrariam no Brasil sem pagar direitos. Fala num novo imposto sobre os produtos do Brasil. Informa que Manuel de Sousa Freire ofereceu-lhe ajuda nos negócios, o que o incentiva a prosseguir. Remete o discurso do Príncipe na abertura do Parlamento [inglês], o qual lhe valeu insultos e agressões vindas da população.
Anotou na última página: "Copia da Carta de 29 de Janeiro por via de Lisboa".
Receia ter perdido a amizade do Conde da Barca, Conselheiro e Min. de Estado. Felicita-o, juntamente com a sua mulher, pelo seu aniversário. Comenta a conspiração para se proceder a uma reforma total do Parlamento inglês, o que é condenado pelos populares. Informa que o descontentamento é geral e que tem tendência para aumentar devido à diminuição do comércio, à carestia dos mantimentos e à subida dos impostos. Informa da Representação que os negociantes vão enviar ao Ministério para reclamar a retituição de uma parte dos direitos pagos sobre as exportações para o Brasil de fazendas de lã e outros produtos, desde 1810, à semelhança do que aconteceu nos Estados Unidos da América.
Informa que a última carta que enviou foi a 5 deste mês. Pede ao Conde da Barca, Conselheiro e Ministro de Estado, que o nomeie Cônsul português em Londres, cargo que ficou vago pela morte de Andrade, e para o de Comissário liquidador das reclamações de Paris e para o de agente responsável pela indemnização que a Inglaterra tem a pagar a Portugal conforme ficou estipulado no Congresso de Viena. Envia recomendações da sua mulher e diz que esta carta vai por Lisboa devido à demora do paquete.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Receia ter perdido a amizade do Conde da Barca, Conselheiro e Ministro de Estado. Felicita-o, juntamente com a sua mulher, pelo seu aniversário. Comenta a conspiração para se proceder a uma reforma total do Parlamento inglês, o que é condenado pelos populares. Informa que o descontentamento é geral e que tem tendência para aumentar devido à diminuição do comércio, à carestia dos mantimentos e à subida dos impostos. Informa da Representação que os negociantes vão enviar ao Ministério para reclamar a retituição de uma parte dos direitos pagos sobre as exportações para o Brasil de fazendas de lã e outros produtos, desde 1810, à semelhança do que aconteceu nos Estados Unidos da América.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa ao Conde da Barca, Conselheiro e Min. de Estado, que recebeu uma carta do amigo José Egídio, onde este lhe comunicava que nem ele nem o Conde da Barca receberam notícias suas. Assim, remete as cópias das duas últimas, sendo que com uma delas enviou um requerimento do Dr. Sequeira que entretanto faleceu. Pede ao amigo Conde da Barca que o proteja, porque está sem meios de prosseguir a sua carreira comercial e só este estatuto lhe permite ter crédito em Portugal e em Inglaterra. Repete o seu desjo em ser nomeado para a repartição que está a tratar da indemnização da Inglaterra tem a pagar Portugal. Os cunhados estão a preparar-se para cumprir a promessa [do empréstimo]. Pede que o recomende ao Barão de Quintela e a outros negociantes. Remete um exemplar do "The Times" com uma notícia sobre a expedição a Montevideu. Comenta o empréstimo de doze milhões de libras estrelinas que as casas de Baring e de Hope estão prestes a conceder à França. Remete mais novidades políticas para a próxima carta. Envia recomendações da família.
Na última página está anotado o endereço do destinatário.
O autor anotou na última página: "Copia da Carta de 20 de Janeiro por via de Liverpool".
Receia ter perdido a amizade do Conde da Barca pela falta de notícias que dele tem. Mas, acredita que tal deve-se ao facto do destinatário ainda não ter encontrado meios para o socorrer. Informa que os cunhados recuaram na intenção de lhe conceder o empréstimo, avançando com o pretexto dos seus fundos se encontrarem na Índia, sofrendo imensos prejuízos se o retirassem dali. Encontra-se numa situação delicada visto que já tinha efetuado alguns negócios, faltando apenas efetuar o pagamento. Assim, terá de desfazer os negócios, caso contrário será a ruína total. Pede socorro ao Conde da Barca para que tente alcançar-lhe um empréstimo que permita continuar com a carreira comercial. Sugere que lhe seja confiada a repartição dos fundos pagos pelo governo inglês para indemnizar os que sofreram prejuízos no tráfico da escravatura. A sua mulher, Maria Isabel Kieckhoefer ainda não recebeu a resposta à carta que enviou à Rainha de Espanha D. Maria Isabel e pergunta ao destinatário se deveria voltar a escrever. Escreveu a José Egídio.
Carta anexa à anterior. Contém sumário da carta de 8 de janeiro de 1817.
Informa dos tumultos que se verificam em Londres devido ao descontentamento generalizado pelo novo lançamento de impostos para cobrir o deficit das finanças públicas e das dificuldades que o Ministério enfrenta para remediar a situação. Todos aguardam com ansiedade pelo discurso do principe-regente na abertura do Parlamento. Defende que também é necessário reformar o Parlamento inglês por estar corrompido e que esta situação repercute-se no bom funcionamento dos orgãos de governo. Louva o trabalho do Conde da Barca em prol "da sua Patria tendo reconduzido a aquella ordem de preminencia que deve occupar a justo título". Elogia o recém-nomeado ministro inglês para a Corte do Rio de Janeiro, Sr. Thorthon, dizendo que irá ao encontro deste para contrapor as informações malignas que o predecessor, Lord Strangford, lhe comunicou. Comenta o desempenho do Conde de Palmela. Informa que os jornais noticiaram a assinatura de um Tratado de Comércio entre Portugal e a Aústria, onde as manufaturas desta entrariam no Brasil sem pagar direitos. Fala num novo imposto sobre os produtos do Brasil. Informa que Manuel de Sousa Freire ofereceu-lhe ajuda nos negócios, o que o incentiva a prosseguir. Remete o discurso do Príncipe na abertura do Parlamento [inglês], o qual lhe valeu insultos e agressões vindas da população.
Junto remete cópia da carta de 20 de Janeiro.
Receia ter perdido a amizade do Conde da Barca pela falta de notícias que dele tem. Mas, acredita que tal deve-se ao facto do destinatário ainda não ter encontrado meios para o socorrer. Informa que os cunhados recuaram na intenção de lhe conceder o empréstimo, avançando com o pretexto dos seus fundos se encontrarem na Índia, sofrendo imensos prejuízos se o retirassem dali. Encontra-se numa situação delicada visto que já tinha efetuado alguns negócios, faltando apenas efetuar o pagamento. Assim, terá de desfazer os negócios caso contrário será a ruína total. Desesperado, o autor pede socorro ao Conde da Barca para que tente alcançar-lhe um empréstimo que permita continuar com a carreira comercial. Sugere que lhe seja confiada a repartição dos fundos pagos pelo governo inglês para indemnizar os que sofreram prejuízos no tráfico da escravatura. A sua mulher, [Maria Isabel Kieckhoefer] ainda não recebeu a resposta à carta que enviou à Rainha de Espanha [D. Maria Isabel] e pergunta ao destinatário se deveria voltar a escrever. Escreveu a José Egídio.
Informa ao Conde da Barca, Conselheiro e Min. de Estado, que recebeu uma carta do amigo José Egídio, onde este lhe comunicava que nem ele nem o Conde da Barca receberam notícias suas. Assim, remete as cópias das duas últimas, sendo que com uma delas enviou um requerimento do Dr. Sequeira que entretanto faleceu. Pede ao amigo Conde da Barca que o proteja, porque está sem meios de prosseguir a sua carreira comercial e só este estatuto lhe permite ter crédito em Portugal e em Inglaterra. Repete o seu desejo em ser nomeado para a repartição que está a tratar da indemnização que a Inglaterra tem a pagar Portugal. Os cunhados estão a preparar-se para cumprir a promessa do empréstimo. Pede que o recomende ao Barão de Quintela e a outros negociantes. Remete um exemplar do "The Times" com uma notícia sobre a expedição a Montevideu. Comenta o empréstimo de doze milhões de libras estrelinas que as casas de Baring e de Hope estão prestes a conceder à França. Remete mais novidades políticas para a próxima carta. Envia recomendações da família.
Na última página está anotado o endereço do destinatário.
Informa ao Conde da Barca, Conselheiro e Min. de Estado, que recebeu uma carta do amigo José Egídio, onde este lhe comunicava que nem ele nem o Conde da Barca receberam notícias suas. Assim, remete as cópias das duas últimas, sendo que com uma delas enviou um requerimento do Dr. Sequeira que entretanto faleceu. Pede ao amigo Conde da Barca que o proteja, porque está sem meios de prosseguir a sua carreira comercial e só este estatuto lhe permite ter crédito em Portugal e em Inglaterra. Repete o seu desejo em ser nomeado para a repartição que está a tratar da indemnização da Inglaterra tem a pagar Portugal. Os cunhados estão a preparar-se para cumprir a promessa do empréstimo. Pede que o recomende ao Barão de Quintela e a outros negociantes. Remete um exemplar do "The Times" com uma notícia sobre a expedição a Montevideu. Comenta o empréstimo de doze milhões de libras estrelinas que as casas de Baring e de Hope estão prestes a conceder à França. Remete mais novidades políticas para a próxima carta. Envia recomendações da família.
O autor anotou na última página: "Copia da Carta de 20 de Janeiro 1817. Por via de Liverpool".
Remete cópia da última carta e afiança que continuará a escrever até que o destinatário lhe peça para parar. Informa que aguarda pela chegada do Ppquete do Rio de Janeiro onde espera receber notícias do destinatário que lhe assegure a continuidade da proteção e que lhe permita encontrar uma saída para o seu "fado infelis". Informa das desordens verificadas entre a população londrina que se avolumam cada vez mais e que fizeram com que o ministério levasse ao Parlamento o processo relativo a esta situação para ser examinado e tomadas as medidas necessárias. Comenta a grave crise financeira que levou o Príncipe-Regente a doar à nação a quarta parte das suas rendas e os Ministros a sacrificarem uma parte dos ordenados. Entretanto chegou o paquete, mas uma vez mais sem notícias do destinatário. Recomendações da mulher.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Remete cópia da sua carta de 12 deste mês. Repete os rogos que nela transcreveu. Pede ao Conde da Barca, Conselheiro e Min. de Estado, e que está na "posse do Poder", detendo todas as secretarias devido à morte do Marquês de Aguiar, que o auxilie a melhorar a situação em que se encontra. Informa dos pedidos que dirigiu a José Egídio e relembra os referentes ao Consulado, à Agência e ao empréstimo. Deposita a sua sorte nas mãos do destinatário. Envia recomendações da família.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Na última página o autor anotou o endereço do Conde da Barca no Rio de Janeiro.
Carta anexa à carta PT/UM/FAM/FAA-AAA/000787.
Remete cópias das suas últimas cartas e renova os agradecimentos pela carta recebida. Manifesta a sua esperança em ser nomeado Cônsul português em Londres, as quais aumentaram quando Cipriano Ribeiro Freire, "quem eu julgo ser nomeado Secretario de Estado", lhe deu a entender que o lugar ser-lhe-ia entregue. Se de facto se concretizar, espera poder voltar a formar um cabedal que lhe permita assegurar o futuro da sua família e ajudar aqueles que perderam consigo devido ao "ruim manejo dos [...] Agentes". Não consegue confirmar os rumores de que o destinatário tem uma disposição em seu favor. Refere-se ao Te Deum que o Conde de Palmela deu na Capela da Embaixada e ao almoço onde estiveram presentes os Ministros e alguns portugueses que residem em Inglaterra. Suspeita que Cipriano Ribeiro Freire embarcou para o Rio de Janeiro, apesar do próprio lhe ter comunicado que ia para Lisboa. Visitará a esposa deste, que permaneceu em Londres por motivos de doença.
Na última página está o endereço do destinatário o Rio de Janeiro.
Exprime os seus sentimentos de gratidão pela carta de 13 de Janeiro. Agradece a protecção que o Conde da Barca, Conselheiro e Min. de Estado, lhe promete para o novo estabelecimento e informa que irá oferecer os seus serviços ao Barão de Quintela. Solicita ao destinatário que lhe confie alguns dos empregos que estão vagos em Inglaterra. Lamenta a grave doença do Marquês de Aguiar. Acha que o aumento de trabalho que o Conde da Barca terá por força de ficar "encarregado de todas as repartiçoens" será compensado pela ausência de discussões inutéis. No domingo próximo haverá Te Deum na Capela do Embaixador, seguindo-se um almoço, para festejar a aclamação de Sua Majestade. Refere-se aos preparativos em Viena para a noiva empreender a viagem para o Brasil. Informa que a sua mulher escreverá pelo próximo paquete. Em P.S. informa que as duas filhas querem escrever-lhe. Espera que Cipriano Ribeiro se interesse a seu favor. O Povo inglês está embuído de um espiríto revolucionário e que foi descoberta uma conspiração em Manchester.
Anotou na 1.ª página: "1.ª via por Lisboa". Na última página: "Copia da Carta de 2 d'Abril por via de Lisboa".
Informa que escreveu no dia 19 deste mês e que continua esperançado em receber novamente notícias do Conde da Barca. Refere-se à expedição de Montevideo, a qual foi discutida no Parlamento inglês, tendo Lord Castelreagh defendido a neutralidade da Inglaterra e considerando que o comando de Lord Beresford nesta expedição simbolizou uma falta absoluta aos seus deveres. Lamenta não possuir conhecimentos diplomáticos para comentar este assunto. Propõe ao Conde da Barca que responda a todos aqueles enviaram requerimento para obter o consulado português em Londres e a Agência das trezentas mil libras que a Inglaterra tem de pagar a Portugal por força do Tratado de Viena. Correm rumores que os navios portugueses receberam autorização para receber carga em Cantão. Comenta a recusa do rei em aceitar a exoneração solicitada pelo Conde da Barca do Ministério devido ao seu débil estado de saúde.
Anotou na 1.ª p.: "1.ª via por Liverpool". Na última página: "Copia da Carta de 24 de Marco por via de Liverpool".
Carta anexa à carta PT/UM/FAM/FAA-AAA/000787.
Lamenta não receber notícias do Conde da Barca. Agradece a carta que escreveu ao marido [Gustavo Kieckhoefer] a qual encheu a família de alegria. Pede ao destinatário que confie o consulado ao marido. Refere-se ao seu estado de saúde e pergunta ao destinatário se deverá escrever, em breve, à Rainha de Espanha [Maria Isabel de Bragança], visto que ela não lhe respondeu às suas últimas cartas nem lhe enviou o retrato prometido.
Agradece a carta recebida e manifesta a sua satisfação pelo facto do Conde da Barca já se encontrar restabelecido da grave moléstia que o afetava. Fala nos desgostos que tem sofrido desde que chegou a Inglaterra, "da qal nunca gostei e agora menos do que nunca a posso supportar". Sofre de febre catarral. Refere-se à triste situação de seu marido [Gustavo Kieckhoefer], que está inteiramente arruinado. Informa do falecimento de sua mãe. Refere-se a convívios em casa de João Correia de Paiva e de Manuel António de Paiva. Expressa a sua satisfação pelas carta que recebeu da Infanta [D. Maria Isabel] e refere-se ao casamento desta com [Fernando VII de Espanha]. Felicita o destinatário pela elevação a Conde da Barca. Pede-lhe que poupe a saúde.
Remete cópia da sua carta de 12 deste mês. Repete os rogos que nela transcreveu. Pede ao Conde da Barca, Conselheiro e Min. de Estado, e que está na "posse do Poder", detendo todas as secretarias devido à morte do Marquês de Aguiar, que o auxilie a melhorar a situação em que se encontra. Informa dos pedidos que dirigiu a José Egídio e relembra os referentes ao Consulado, à Agência e ao empréstimo. Deposita a sua sorte nas mãos do destinatário. Envia recomendações da família.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa que a última carta que enviou foi a 5 deste mês. Pede ao Conde da Barca, Conselheiro e Ministro de Estado, que o nomeie Cônsul português em Londres, cargo que ficou vago pela morte de Andrade, e para o de Comissário liquidador das reclamações de Paris e para o de Agente responsável pela indemnização que a Inglaterra tem a pagar a Portugal conforme ficou estipulado no Congresso de Viena. Envia recomendações da sua mulher e diz que esta carta vai por Lisboa devido à demora do paquete.
Carta anexa à carta PT/UM/FAM/FAA-AAA/000782.
Remete a 3.ª via da carta do dia 14 deste mês, mas pede ao Conde da Barca que não o tome por "teimoso requerente". Fá-lo porque suspeita que as suas cartas podem ser extraviadas. Comenta o falhanço da Embaixada que o governo inglês enviou ao Imperador da China. Informa dos incidentes verificados em Cantão com os ingleses que tentavam estabelecer-se ali. A indisposição do governo chinês contra a Inglaterra tem tendência a aumentar, devendo-se este facto à ambição ilimitada destes em conquistarem toda a Índia. Sugere que esta é a oportunidade para os capitalistas conquistarem o comércio daquela zona, perdido que está o Brasil. Refere-se ao comércio do chá. Informa que continuam a subir ao Parlamento inglês propostas de reforma do mesmo e também requerimentos enviados ao Principe-Regente a solicitar a dissolução do governo.
Remete cópia da sua carta de 12 deste mês. Repete os rogos que nela transcreveu. Pede ao Conde da Barca, Conselheiro e Min. de Estado, e que está na "posse do Poder", detendo todas as secretarias devido à morte do Marquês de Aguiar, que o auxilie a melhorar a situação em que se encontra. Informa dos pedidos que dirigiu a José Egídio, e relembra os referentes ao Consulado, à Agência e ao empréstimo. Deposita a sua sorte nas mãos do destinatário. Envia recomendações da família.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Na última página o autor anotou o endereço do Conde da Barca no Rio de Janeiro. No cabeçalho da 1.ª p.: "1.ª via pelo Paquete e 2.ª via pelo Navio Corvo".
Carta anexa à carta PT/UM/FAM/FAA-AAA/000784
Exprime os seus sentimentos de gratidão pela carta de 13 de janeiro. Agradece a proteção que o Conde da Barca, Conselheiro e Ministro de Estado, lhe promete para o novo estabelecimento e informa que irá oferecer os seus serviços ao [Barão de] Quintela. Solicita ao destinatário que lhe confie alguns dos empregos que estão vagos em Inglaterra. Lamenta a grave doença do Marquês de Aguiar [que entretanto morreu em 24 de Janeiro]. Acha que o aumento de trabalho que o Conde da Barca terá por força de ficar "encarregado de todas as repartiçoens" será compensado pela ausência de discussões inutéis. No Domingo próximo haverá Te Deum na Capela do Embaixador, seguindo-se um almoço, para festejar a aclamação de Sua Majestade. Refere-se aos preparativos em Viena para a noiva empreender a viagem para o Brasil. Informa que a sua mulher escreverá pelo próximo paquete. Em P.s. informa que as duas filhas querem escrever-lhe. Espera que Cipriano Ribeiro se interesse a seu favor. O Povo inglês está embuído de um espiríto revolucionário e que foi descoberta uma conspiração em Manchester.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
O autor, [Gravador e Pintor], remete a António de Araújo de Azevedo, amante das belas artes e protetor dos artistas, um prospeto dos desenhos da sua autoria que estão a ser gravados. Informa que Francesco Bartolozzi e Benjamin Comte estão a gravar dois deles e os restantes foram entregues aos melhores gravadores em Londres. Informa das condições de subscrição. Envia a Henrique de Saules relojoeiro, um livro com os nomes dos subscritores de Lisboa, ficando ele encarregue de receber o dinheiro. Remete, ainda, as estampas do Convento da Batalha e dos aquedutos, gravados por Benjamin Comte. Passará para Inglaterra dentro de um mês onde aguardará por notícias. Em P.S. acusa a receção de uma carta de António de Araújo de Azevedo.
Felicita o amigo Chevalier d' Araújo, Ministro Plenipotenciário português em Paris, por ter levado a bom termo as negociações de paz com a República francesa.
Possui o endereço na última página.
O autor, gravador e pintor, acusa a receção, em devido tempo, da carta de António de Araújo de Azevedo datada de 27 de junho de 1812. Refere-se às correções que deverão ser feitas nas legendas das duas primeiras estampas da obra "Campanhas do exército Anglo-Português na Península". Remete a terceira estampa, que felizmente escapou à censura. Remeteu a Gameiro, juntamente com esta carta, dois exemplares com cinquenta costumes portugueses cada um com as respetivas explicações. Pergunta ao destinatário se aceita que o autor lhe dedique esta obra, como forma de manifestar o seu reconhecimento todo o apoio que o mesmo lhe prestou. Em P.s. informa que o segundo exemplar que entregou a Gameiro será para o destinatário oferecer a S.A.R. o Príncipe-regente. Remeteu por via de Saules relojoeiro um caixote com a 3.ª parte das "Campanhas", alguns livros dos "Costumes Portugueses", duas ou três vistas de Lisboa. Manifesta o seu desejo em ir para o Rio de Janeiro, onde poderia efetuar alguns trabalhos, e assim fugir ao clima de Londres que lhe arruina a saúde.
Anexo da carta de Henry L'Evéque, datada de 1811. 03. 01 - PT/UM/FAM/FAA-AAA/000797
Renova os sentimentos de amizade. Informa que teve notícias do destinatário pelo tio Lemos e pergunta-lhe porque não lhe escreve. Lamenta que as cartas que o destinatário escreve a sua mãe [Maria da Penha] sejam pequenas e que não sejam escritas inteiramente pela sua mão. Está esperançada em que a guerra termine em breve devido aos progressos que os exércitos aliados têm vindo a registar. Diz que já não está tão "acriançada" como há quatro anos e que até já fala sobre a guerra e sabe geografia. Saudades a Joaquim Manuel e a Marquinhos.
Pergunta porque razão António de Araújo de Azevedo não responde às suas cartas. Soube pelo seu tio [Lemos] que o destinatário está muito gordo. Pergunta-lhe quando vem a Oeiras. Informa-o que não está muito bem na música, porque os melhores músicos e os melhores professores estão a sair de Portugal. Saudades para o Marquinhos e para Joaquim Manuel.
Lamenta não receber carta do amigo António de Araújo de Azevedo há muito tempo e que só se conforma, pensando que acontece o mesmo aos outros. Aguarda com ansiedade pelo reencontro. Informa que estão em Sintra em descanso mas que ontem foram surpreendidos pela morte de um primo, filho do tio Lemos, que estava presente no ataque a San Sebastian. Refere-se aos seus irmãos António e João Maria que também estão ao serviço do exército. Informa dos preparativos para se comemorar amanhã o anversário da Restauração. Cumprimentos para Joaquim Manuel e para Marquinhos. Diz que muitas pessoas ficam entusiasmadas com a música do destinatário e que até fazem cópias.
Lamenta não receber cartas do amigo António de Araújo de Azevedo. Informa que Lisboa está na "maior multidão, cheia de Melitares" e com muitos bailes por dia. Relata um desses bailes, realizado em casa da tia Luz Lemos, onde a autor cantou, tendo recebido muitos elogios, principalmente da senhora Canning, mulher do novo Embaixador Britânico. Aguarda com ansiedade pelo regresso do amigo António de Araújo de Azevedo.
O autor, [gravador e pintor], informa que recebeu em devido tempo a carta de António de Araújo de Azevedo, datada de 7 de junho de 1812. Refere-se às correções que deverão ser feitas às legendas das duas primeiras gravuras da obra "Campanhas do Exército Anglo-Português na Península". Remete a terceira estampa, que felizmente escapou à censura, e dois exemplares dos "Costumes Portugueses" com as respetivas explicações. Pergunta a António de Araújo de Azevedo, Conselheiro de Estado, se aceita que o autor lhe dedique esta obra, como forma de manifestar o seu reconhecimento todo o apoio que o mesmo lhe prestou. Em P.s. diz que dos dois livros dos "Costumes Portugueses" que entregou a Gameiro, um é para entregar a S.A.R. o Príncipe-regente. Remete por via de Saules relojoeiro, duas vistas de Lisboa, pedindo autorização para dedicá-las a S.A.R.. Diz na 1.ª via desta carta que o seu desejo era deslocar-se para o Rio de Janeiro, devido aos problemas de saúde que o clima londrino lhe tem proporcionado, mas empreender tal viagem será impossível devido à falta de dinheiro. Escreveu por isso a Comte a solicitar uma pensão. Refere-se à continuação da sua obra sobre Portugal.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa a António de Araujo de Azevedo, Conselheiro de Estado, que lhe escreveu em 6 de setembro do ano passado por Gameiro, e que na altura remeteu dois livros dos "Costumes Portugueses", sendo que um deles seria para S.A.R., agora Rei do Brasil, e o outro para o destinatário. Em 10 de outubro remeteu uma cópia da carta em que lhe falava das suas vistas de Lisboa tiradas de Belem, as quais enviou a de Saules relojoeiro, com o mesmo objetivo dos dois livros. Espera que o destinatário já as tenha recebido. Na altura, tinha também manifestado o seu desejo em ir para o Rio de janeiro onde poderia efetuar alguns trabalhos, mas como ultimamente chegaram ao Brasil muitos artistas, na comitiva do Duque do Luxemburgo, receia que já sejam muitos. Contudo, disponibiliza-se para efetuar a viagem se o Conde da Barca lhe atribuir um pequeno cargo e conceder facilidades para efetuar a viagem.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa a António de Araújo de Azevedo, que devido às más condições climatéricas não foi possível aportar em Moçambique, de onde deveria seguir para Rios de Sena para tomar posse do cargo de Governador, tendo o navio seguido diretamente para Bombaim. Espera seguir viagem para Goa até 15 do presente e de lá para Moçambique, seguindo depois para o destino final.
Em resposta à carta de fevereiro, agradece o interesse que o Conde da Barca, Conselheiro e Min. de Estado [da Marinha e do Ultramar], tem demonstrado pela sua infelicidade. Lamenta a falta de fundos, o que não lhe permite constituir um novo estabelecimento, e repugna as falsas promessas de auxílio de [Alexandre] Baring. Lamenta que S.A.R. não o tivesse assistido com alguns fundos, os quais poderiam ter saído dos juros da indemnização que o Governo inglês pagou a Portugal em virtude do Tratado de Viena. Refere-se ao amigo José Egídio [Alvares de Andrade], [Secretário Particular do Príncipe-regente]. Informa que em Cádiz está preparada uma receção com todas as honras à Infanta D. Maria Isabel, futura Rainha [de Espanha], a quem a sua mulher escreverá em breve. Nada sabe sobre Lord Strangford. Estima muito em saber que a saúde do destinatário vai tomando mais vigor.
Na última página está anotado o endereço do destinatário.
Agradece a carta recebida e felicita o destinatário pela elevação a Conde da Barca, mercê "que lhe êra devida hà muito tempo", tanto por ser chefe de todo o corpo diplomático como por ter declarado o Brasil Reino [Unido ao de Portugal e dos Algarves]. Aplaude a decisão de elevar o Brasil a reino defendendo que os participantes no Congresso pouco souberam calcular as extensas consequências que dali podem e devem nascer. Pede ao Conde da Barca que interceda junto do Príncipe [regente] a fim de lhe conceder um empréstimo a juros moderados para poder associar-se a uma das primeiras casas comerciais londrinas.
Exprime a sua tristeza por não ter recebido carta do Conde da Barca, Conselheiro e Ministro de Estado, no último paquete e confessa mesmo que sentiria inveja do amigo Paiva pela regularidade com que este as recebe, se não fossem os recados que o mesmo lhe transmite da parte do destinatário. Estimou saber que o estado de saúde do destinatário é tolerável, mas aconselha-o a poupar-se. Enviar-lhe-à pela primeira ocasião um pequeno aparo, de nova invenção, que o impede de tremer e facilita a escrita. Informa que as promessas de Alexandre Baring só serviram para o mesmo ganhar tempo e evitar com que o autor tomasse conhecimento das medidas judiciárias que o primeiro adotou contra a sua casa. Apesar de já ter possibilidade de reentrar no comércio, devido ao empréstimo concedido pelos cunhados, prefere esperar que o ritmo mercantil saia da apatia em que se encontra. Manifesta a sua intenção em dedicar-se unicamente a comissões e solicita ao destinatário que o recomende à proteção de Quintela, aos principais negociantes do Rio de Janeiro e de Lisboa e que interceda junto de S.A.R. a fim de este lhe conceder alguns favores. Recomendações da família.
Na última página está anotado o endereço do destinatário.
Apesar de não receber carta há três paquetes, tomou conhecimento que o Conde da Barca "anda dia e noute" ocupado, sem descanso algum, quando deveria era poupar-se o máximo possível. Informa que os Barings faltaram à promessa de auxílio, mas que dois dos seus cunhados adiantar-lhe-ão vinte contos de réis para poder voltar a negociar, privando-o assim de se ver reduzido à nova humilhação de em qualidade de caixeiro procurar o sustento da sua família. Espera que quando estiver com o seu estabelecimento formado o destinatário possa fixar-lhe o crédito.
Exprime as saudades que sente do amigo Conde da Barca, e diz que já perdeu as esperanças em revê-lo. Informa que conheceu o mano do destinatário, Francisco, e que apesar de ter estado poucas vezes com ele ficou a estimá-lo, quanto mais não fosse porque é o mais parecido com V. Exa.. Diz que recebeu o recado pela mãe e pergunta-lhe porque razão lhe mandou dizer que "está velho". Reitera os seus sentimentos e confessa o desejo de os exprimir pessoalmente. Espera que Neukown o tenha agradado e pede-lhe que o lembre do improviso que a autora cantou em casa dos Lebzetterns. Recomenda-se a Joaquim Manuel.
Na última página está anotado o endereço do destinatário.
Regozija-se por ver que a amizade que nutre pelo Conde da Barca é correspondida e que tal se deve a Neukown, que estando perto do destinatário a fez mais lembrada. Vê pela carta que o Conde da Barca escreveu a sua mãe [D. Maria da Penha] o muito que sofre fisica e moralmente. Sente muito não o poder confortar. Informa que só recebeu notícias do irmão pelos amigos. Agradece ao destinatário todo o apoio que tem prestado ao primo.
Na última página está anotado o endereço do destinatário.
Felicita o amigo Conde da Barca pelo merecido despacho, lamentando não o ter feito mais cedo devido a problemas de saúde. Lastima a falta de notícias o que a faz sentir-se muito infeliz, tirando todo o prazer em cantar porque lembra-se dos tempos felizes em que estavam juntos. Em P.s. envia lembranças a Joaquim Manuel e a Marquinhos.
Na última página está anotado o endereço do destinatário.
Apresenta à amiga Viscondessa de Condeixa os seus pêsames pelo falecimento do marido [Pedro Maria Xavier de Ataíde e Melo].
na última página está anotado o endereço da destinatário no Rio de Janeiro.
Lamenta não receber carta de António de Araújo e os "seus bons e amigáveis conselhos". Lamenta o estado em que os seus negócios se encontram, estando por isso exposto a tantas humilhações. Declarou a sua insolvência para evitar maiores prejuízos visto que os seus produtos conheceram uma nova baixa de preços. Não compreende a posição da Brings Brothers que continua a demonstrar a sua disponibilidade para o ajudar, mas foi quem "voluntariamente me sacrificou". No entanto, recusa-se a a pedir-lhe um novo empréstimo visto que uma resposta negativa causar-lhe-ia um maior transtorno. Pede o auxílio de António de Araújo e que comunique o conteúdo desta carta a Manuel Luís. Informa que remete o vestido para a Infanta Maria Isabel por um navio mercante e que o mesmo será entregue a António de Araújo pela "Casa de Seaton Plowes & Cia.". Recomendações da família.
Agradece ao [Conde da Barca] a carta de 15 de Outubro onde comprovou a sua lenta convalescença. Aconselha-o a seguir os preceitos de Manuel Luís [Álvares de Carvalho], [Médico da Real Câmara]. Louva o desempenho do destinatário no exercício das suas funções [de Min. da marinha e do Ultramar] e mais preponderantemente no Tratado de Viena. Refere-se ao artigo que foi publicado no "Times" sobre o Conde do Funchal que entretanto partiu, o qual deve ser da autoria de Lord Strangford. Vive-se um clima de paz na Europa o qual espera-se que seja durável. Agradece a ajuda do destinatário na sua situação e refere desconhecer as verdadeiras causas da sua ruína pelo facto da mesma ter sido premeditada e voluntária. Em Inglaterra diz-se que o que lhe aconteceu é caso único e que deveria ser publicado para servir de governo a outros. Perspetiva um novo estabelecimento, para o qual recorrerá à Casa que o arruinou. Aceitou a proposta de emprego que a Casa de Baring ofereceu ao seu filho Gustavo, embora pretenda evitar relações mais próximas com eles. Informará o destinatário de todos os passos que vier a dar. Refere-se ao amigo Paiva que aguarda pelo momento para tomar posse do lugar "que V. Exa. lhe determinou".
Lamenta não receber notícias do [Conde da Barca], estando ansioso por saber do estado de saúde deste. Portugal, no estado atual, necessita mais que nunca dos préstimos do destinatário. Refere-se aos rumores de que todas as potências formaram um plano para obrigar a Corte portuguesa a regressar a Lisboa. Informa que Lord Strangford poderá ficar sem emprego. Comenta a Convenção assinada entre a Prússia, a Rússia e a Aústria, estranhando o facto da Inglaterra não participar. Informa do estado de saúde da "Santa", [a sua mulher Maria Isabel]. Os seus negócios têm piorado devido à baixa contínua dos produtos. Remete mais informações sobre o seu novo estabelecimento para a próxima carta. Refere-se aos contactos que tem mantido nesse sentido com Alexandre Baring e com o seu cunhado Labouchêre. Envia recomendações ao "vizinho" [Manuel Luís]. Em P.s. pede-lhe que envie as cartas por Freire.
Sente-se preocupada pelo estado de saúde do compadre e amigo António de Araújo de Azevedo. Pede-lhe que dê fim à sua pretensão de prorrogar os direitos da sua fábrica, cuja consulta será novamente apresentada aos Conselheiros [?da Real Fazenda?] no Rio de Janeiro. O Portador da carta dará mais notícias suas. Refere-se ao seu filho que é Ajudante de Ordens do [General] Lecor e envia recomendações dos meninos. Pede-lhe que leia com atenção o testamento da irmã Penha. Em P.s. refere-se a Sebastião Pinto.
Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Acusa a receção da carta do compadre e amigo Conde da Barca, onde constatou as melhoras da sua saúde. Agradece-lhe por ter intervido no processo e pede-lhe que agradeça pr si a S.A.R. a graça concedida, visto não ter meios ao seu dispor para efectuar a viagem. Informa que vai no Navio Vegelosia a consulta do Conselho da Fazenda sobre a prorrogação dos direitos [da sua fábrica]. Anuncia que está a preparar o casamento de Carlota com José Pedro, para o qual desejava ter o destinatário como Padrinho. Em P.s. envia recomendações das filhas e agradece o apoio dado ao filho.
Participa ao amigo António de Araújo de Azevedo as negociações que tem mantido com Governadores do Reino para obter a prorrogação dos direitos para a sua fábrica, por forma a fazer face às grandes perdas que tem sofrido. Torna a remeter a cópia da consulta feita pelos Conselheiros [da Real Fazenda] para que o destinatário se recorde dos votos destes. Pede-lhe que intervenha para por fim a esta situação. Os portadores da carta apresentar-lhe-ão os restantes pormenores desta situação. Envia recomendações dos filhos.
Queixa-se do mau desempenho dos Governadores do Reino e defende que se S.A.R. não tomar providências "sedo isto ficara redozido a pedras". Pede ao compadre e amigo António de Araújo de Azevedo que interceda junto dos Governadores a favor da viúva de Manuel Travassos, homem honesto que serviu a S.A.R. durante muitos anos. Expressa a sua satisfação em ver Sebastião Pinto despachado Marechal de Campo e informa o destinatário que se encarregou pessoalmente de entregar a carta a Freire. Solicita a intervenção do destinatário a favor de Gomes Freire, a fim de que este tenha um merecido descanso. Soube pelo mesmo Freire do comportamento do Conde do Funchal, que desobedece às ordens reais. Espera que desta vez ele não siga a sua vontade. Em P.s. envia recomendações dos seus filhos. Recomenda-se ao irmão e a Manuel Luís.
Soube pela amiga Maria do Carmo que António de Araújo de Azevedo não recebeu a carta em que lhe dava os parabéns pelo despacho. Informa da recusa do Conde de Aguiar em atender ao seu despacho depois de este já ter passado pelo Príncipe-Regente. Diz que o foro e o hábito que tem o seu marido só os obriga a gastar dinheiro. Pede ao destinatário que pergunte a S.A.R. se é do seu agrado fazer a mercê do aforamento dos moios de terra em recompensa pelos serviços prestados pelo marido na altura das invasões francesas, quando preparava cartuchos em sua casa para o exército português.
Escreve ao "Antigo Amigo da minha familia" e não ao secretário de estado da repartição da Marinha, para queixar-se que o seu marido Francisco Pizarro, que detendo 32 anos de serviço militar, foi preterido na promoção a Tenente, por cadetes recém-chegados ao exército. Acha-se enganada por D. Miguel [Pereira Forjaz], [Secretário da Guerra e dos Negócios Estrangeiros da Regência de Lisboa], que recusou o requerimento em que solicitava reforma, tendo o mesmo D. Miguel lhe pedido que primeiro fizesse um requerimento para primeiro ser despachado Tenente. Queixa-se que todas as pretensões do seu marido têm sido sempre preteridas. Diz que no futuro há-de-se contar a "Historia do noso tempo com factos que serão de ademirar".
Informa ter recebido a carta com a indicação de que a Ordem do Dia deve ser assinada pelo Ajudante de Divisão Sebastião Pinto. Diz que irá prevenir o redator para não omitir esta formalidade.
Preçario da encomenda da manufactura de porcelanas.
O autor, [Juiz do Cível da Baía], agradece a carta de António de Araújo de Azevedo e informa-o do andamento do Poema. Oferece ao amigo um caixote de araçá, um de Jaca e um fecho de açucar, este da sua plantação.
O autor, [Juiz do Cível da Baía], ao contrário daquele que é seu procedimento, denuncia as desavenças ocorridas numa reunião do Tribunal da Relação da Baía, onde na qualidade de Adjunto votou contra a ilegalidade de um Agravo, facto que lhe grangeou uma grande contestação do Conde dos Arcos, tendo sido, consequentemente, constituído alvo de calúnias e maldicências, que também acabaram por serem dirigidas à Magistratura em geral. Pede ao destinatário que o proteja de todas as falsidades e calúnias que chegarem ao Marquês de Aguiar. Podia dar conhecimento das variações do carácter dos intervenientes, mas não é seu timbre usar de "armas vis".
O autor, [Juíz do Cívelda Baía], comenta o poema que está a conceber em honra dos trabalhos que António de Araújo tem promovido na Baía. Informa que recebeu uma carta de Manuel Luís, mas que este é tão sucinto que nem soube as graças que S.A.R. lhe tem concedido. O Conde dos Arcos já está em convalescença. Em P.s. informa que o primo já não quer a Igreja do Pilar.
O autor, [Juíz do Cível da Baía], agradece a carta de 8 de Agosto onde pôde comprovar a continuação da sua saúde e também a aprovação que António de Araújo de Azevedo concede ao casamento dos filhos do autor. Refere que está a empreender uma revisão ao Poema. Já enviou a Sesmaria do Tenente-General Napion ao Ouvidor de Porto Seguro [José Marcelino da Cunha], para que este proceda à sua medição. Acha que Baltasar [da Silva Lisboa], [Desembargador-Ouvidor de Ilhéus] é bem mais rápido do que o primeiro, visto que já despachou a Sesmaria que o autor tirou para o seu filho, a qual pede ao destinatário que a mande confirmar ao Desembargo do Paço. Refere-se às reuniões que manteve com [Domingos] Borges [de Barros] e com o Conde dos Arcos sobre o negócio que o destinatário pretende estabelecer no Rio Belmonte.
O autor, [Juíz do Cível da Baía], informa que recebeu uma carta do Ouvidor de Porto Seguro, datada de 12 de Agosto, em que lhe remetia inclusa a carta de Sesmaria que António de Araújo de Azevedo tinha ordenado que fosse transferida para a irmã. Contudo, informa que o Conde dos Arcos recusou-se a anuir a esta proposta, que lhe foi apresentada por Borges, devido à sua ilegalidade e às relações negativas que mantém neste momento com os Tribunais da Corte do Rio de Janeiro. Em P.s. informa que falará hoje com o Conde [dos Arcos], comunicando em seguida o resultado.
O autor, [Juíz do Cível da Baía], felicita António de Araújo de Azevedo pelo seu despacho de [Ministro da Marinha e do Ultramar].
O autor, [Advogado], felicita António de Araújo de Azevedo, [Conde da Barca], pela total restauração de Pernambuco e informa que já felicitou pessoalmente o Conde dos Arcos. Informa dos festejos na Baía que duraram três dias.
Informa que não respondeu de imediato à carta de 4 de Dezembro devido ao atraso verificado na chegada dos papéis de Manuel Vieira da Fonseca, os quais já foram remetidos para o Desembargo do Paço "segundo os dezejos de Vossa Exelência". Informa que com a partida do Desembargador Brito para o Maranhão, o Conde dos Arcos [Governador da Baía], nomeou o autor Juíz do Cível, retirando-lhe tudo o que lhe tinha sido dado no Governo interino à excepção de Agravista. Tentou também retirar-lhe a Conservatória inglesa, contra a vontade dos ingleses, e só não o fez porque o autor apresentou-lhe a Carta Régia de nomeação. Continua a ser amigo do Conde dos Arcos e que não importunaria o destinatário com este assunto se não existisse entre ambos uma "verdadeira amisade" e também para evitar falsas interpretações quando a notícia chegasse à Corte. Em P.s. informa da doença do Conde dos arcos que o veta a uma profunda melancolia.
Informa que o Conde dos Arcos já se encontra em convalescença e que o mesmo lhe mostrou ontem um Aviso do Conde das Galveias em que S.A.R., por intecessão de António de Araújo de Azevedo, despachou o filho do autor, para o cargo de Capitão Agregado, ficando o outro filho para a próxima oportunidade. Agradece os bons ofícios do destinatário bem como a Manuel Luís. Pede a António de Araújo de Azevedo que proteja junto do Marquês de Aguiar o requerimento incluso do seu primo José Osório, que vive em dificuldades devido ao pequeno rendimento que aufere como vigário coadjutor e futuro sucessor da Igreja de Maragogipe, e que pretende, por isso, ser nomeado para a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, que vagou ontem por morte do seu titular. Solicita ao destinatário que apresse o dito requerimento antes que "a multiplicidade dos requerimentos vá pôr o negocio em confusão e choque de Padrinhos, e Afilhados". Em P.s. pede ao destinatário que mande selar a certidão porque o Marquês de Aguiar repara em tudo.
O autor, [Juíz do Cível da Baía], pede a António de Araújo de Azevedo que não concorra para o diferimento da pretensão do primo José Osório, que o autor enviou na semana passada, ou que o dê por insubsistente, visto que o proprietário da Igreja de Maragogipe "está proximo a morrer" e esta igreja é mais indicada do que a de Sarmento do Pilar. Pede desculpa pelo abuso. Informa que o Conde dos Arcos já se encontra melhor mas que a sua convalescença será vagarosa "se não melhorar da Imiginação". O povo da Baía receia cair no Governo interino.
Pede ao Conde da Barca que proteja a pretensão de seu filho, António José Osório, portador desta carta, que se desloca à Corte [do Rio de Janeiro] para solicitar uma indemnização por ter sido preterido no despacho de Capitão Efectivo de uma Companhia do Rio de Janeiro, a qual poderia ser a sua promoção para o posto de Ajudante de Ordens do governo da Capitania da Baía, visto que já estava ali estabelecido.
Correspondendo à solicitação do Conde da Barca, remete-lhe todos os Despachos que já estão prontos para irem pelo Paquete, tanto as primeiras vias como as minutas e as segundas vias que foram pela Paquete anterior. Informa que fará lavrar novo Pleno Poder a Francisco José Maria de Brito para que este possa assinar tratados de acessão ao de Viena de 9 de Junho de 1815. Contudo, informa que o anterior Pleno Poder, expedido em Novembro de 1814, era suficiente para o mesmo negociar com a França qualquer tratado ou convenção. Envia uma minuta em anexo para que o destinatário decida se é necessária outra para novas negociações que Francisco José venha a ser nomeado. Preparará as minutas das Credenciais para subirem à Real assinatura no próximo Sábado.
Restitui ao colega e amigo Manuel Anastácio Xavier de Brito, a pasta com os Ofícios de Portugal que estavam no gabinete de António de Araújo de Azevedo, à excepção de dois ofícios que acompanharam as últimas promoções. Remete os únicos dois livros que possuem sobre a regulação do Comissariado. Pede ao destinatário que solicite a restituição dos mesmos assim que o [Ajudante General] Sebastião Pinto tenha visto o que deseja.
Na última página está anotado o endereço do destinatário
Felicita António de Araújo de Azevedo pela sua nomeação para Secretário de Estado dos negócios Estrangeiros e da Guerra. Apresenta o neto João Carlos, afilhado que muito agradece os obséquios recebidos por seu pai.
O autor, [Ministro da Aústria em Lisboa], exprime a sua profunda dor pela crise que se abateu sobre a Família Real. Diz que após quarenta anos de serviço em Portugal, onde ganhou o respeito e a amizade íntima da família real, a sua vontade seria acompanhá-los [na viagem para o Brasil], mas que tal foi impossível de se concretizar devido às ordens do seu soberano. Pede ao destinatário que expresse os sentimentos do autor a todas as pessoas da família real. Elogia o destinatário pela demonstração de zelo e lealdade a S.A.R., acompanhando-a na viagem.