Search results

13,289 records were found.

Joaquim Manuel Correia da Silva e Gama, Brigadeiro Ajudante General do Governo da Índia, pede a António de Araújo de Azevedo, Min. da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro, que interceda junto de S.A.R. para ver confirmado a demissão do cargo de Deputado Tesoureiro Geral da Junta da Fazenda na sequência do roubo acontecido nesta repartição e doa atos do Vice-Rei da Índia que tenta desacreditá-lo perante S.A.R. No requerimento, solicita a S.A.R. que lhe conceda a demissão do cargo de Tesoureiro Geral da Junta da Fazenda de Goa.
O autor, [Director do Jardim Real de Olinda], aproveita a deslocação do R. P. Provincial dos Beneditinos ao Rio de Janeiro, para informar [António de Araújo de Azevedo], [Min. da Marinha e do Ultramar], da descoberta de uma fonte de água mineral no Jardim Real de Olinda. Comunica o estado em que se encotra o jardim. Espera que as plantas e semente que lhe enviou por R. P. Costa tenham chegado em bom estado.
Etat de Situation du Jardin Royal des plantes et Epiceries Etablie a Olinda Capitale de la province de pernambouc par Ordre de Son Altesse Royale sour la Direction de Mr. Germain. Le dit Raport dirigé a Son Excellence Monseigneur le Cheva[li]er d'Araujo de Azevedo. Conseiller d'Etat, Ministre et secretaire d'Etat aux Departement des relation Etrangeres et de la Marine Grande croix de l'ordre Royal du Christ etc.
O autor, Diretor do Jardim Real de Olinda, deseja as melhoras de saúde a [António de] Araújo de Azevedo, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Marinha. Descreve o estado do Jardim Real.
Lamenta que não se realize o projeto da abertura da estrada, porque seria de grande utilidade para o Estado, e sendo assim, o destinatário já não utilizará as cópias das latitudes que o autor lhe remeteu o ano passado e que haviam sido feitas pelos jesuítas. Comunica que uma das suas fábricas de ferro já está em pleno trabalho e congratula-se por ter sido o primeiro a consegui-lo nos Estados do Brasil. Informa da quantidade de prata que tem retirado da mina de Abaité, a qual já comunicou ao Conde de Aguiar para que informe a S.A.R.. Pede ao destinatário que lembre este assunto ao referido Conde para que não fique esquecido como a carta petrográfica. Envia recomendações do irmão que tem estado ocupado com os desenhos de plantas, e sua descrição, e outros objectos do Brasil. Em P.s. informa que no dia 1 do próximo mês parte para o sertão do Abaité.
Informa ao destinatário que finalmente chegou a casa e em companhia do irmão que muito se lhe recomenda. Após ter confrontado o mapa desta Capitania com a de Espírito Santo apercebeu-se que tinha comunicado erradamente ao destinatátio os limites da mesma. Disponibiliza-se para copiá-lo. Transcreve as observações das latitudes de todas as localidades da capitania, quer foram feitas pelos Padres da Companhia. Desculpa-se pela pressa com que escreve, mas está neste momento a preparar uma fundição de chumbo que tem recebido de Abaité. Lamenta o ataque que a saúde do destinatário sofreu.
Acusa a receção da carta de 20 de dezembro e estranha o facto de esta não lhe ter sido entregue juntamente com as outras. Agradece os conselhos e reafirma os seus propósitos em manter uma conduta em que ninguém se possa queixar porque todo o seu tempo é empregue nas ciências e no serviço do Estado. Pede a António de Araújo de Azevedo que escreva ao Câmara a respeito do cobalto, visto que aquele já tem todos os meios ao seu dispor para poder achar uma mina com abundância. Tem reservado uma amostra de todos os minerais que tem enviado para o Real Gabinete para mostrar ao destinatário. Recusa-se a ir para o Real Gabinete do Rio de Janeiro, porque acha que nunca mais o deixarão voltar a esta capitania, o que lhe causaria muitos prejuízos económicos e não lhe daria a notoriedade pública que ambiciona. Prefere proceder à abertura da mina de chumbo e prata do Abaité e à de cobre do Inficcionado. Tentará ir incógnito ao Rio. Refere-se às notícias sobre o engenho de serrar e que só o incansável espiríto do destinatário poderá fazer avançar a obra. Pede ao destinatário que tome debaixo da sua proteção o seu irmão que em breve chegará ao Brasil, com o qual gostaria de contar para fazer os desenhos. Acha que o irmão será de extrema importância no futuro para a administração dos bosques junto da mina de chumbo e prata.
Remete em anexo várias cartas para D. Nicolas Herrera. Informa que esta situação do Rio da Prata já se encontra mais calma.
Remete ao Conde da Barca, a pedido deste, os nomes dos indivíduos que estão presos em Santa Catarina devido à má conduta do capitão espanhol da galera São Joaquim. Refere-se à correpondência de D. Herrera que se encontra no paquete que está na posse do General Lecor.
Solicita ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], uma cópia da resolução final do negócio da Galera São Joaquim. Pede ao destinatário que envie pelo navio Europa, que segundo o que se diz sairá em breve para Maldonado, a carta que remete em anexo.
Solicita uma audiência para amanhã, onde pretenderá expôr ao Conde da Barca o fracasso do Tratado de Comércio entre a Espanha e a Inglaterra e ainda do cargo de Conselheiro de Estado oferecido a Cevallos.
Refere-se à obscuridade das intenções de Sua Majestade no que diz respeito aos movimentos junto de Buenos Aires.
Remete ao Intendente Geral da Polícia, [Paulo Fernandes Viana], cópia dos termos que escreveu sobre as intenções de Sua Majestade para que o destinatário verifique se estão conformes. Deseja saber se o destinatário já recebeu mais alguma explicação do Ministério.
Refere-se à desconfiança existente na ocupação da Banda Oriental pelas tropas portuguesas.
Informa Manuel José Garcia que deverá ser o Conde da Barca a esclarecê-lo sobre a ocupação da margem oriental, visto que tem sido ele que tem dirigido todo este processo.
Refere-se à Estatística Histórica-Geográfica da Madeira [impressa em Paris, na Tipografia de Firmin Didot], que enviou ao Conde da Barca em Agosto passado pelo Capitão João José da Silva Campos. Remete um exemplar do "Mappa Historico-Geographico da Europa" impresso em Paris [na Tipografia de Firmin] Didot [em 1817] e que foi dedicada a S.A.R. D. Pedro de Alcântara e cujo manuscrito foi enviado ao mesmo senhor. Assim que receber os caixotes contendo os restantes exemplares enviará outros seis, alguns em forma de atlas de Le Sage, e outros doze para o destinatário apresentar a S.A.R.. Lembra ao Conde da Barca os seus papéis que foram enviados pela Senhora Arriaga e a confirmação da proposta do Governo da Madeira que o nomeou "Inspector de Agrimensura" e "Intérprete do Governo".
Solicita ao destinatário, Le chevalier [d' Araujo], que lhe envie alguns exemplares das plantas exóticas existentes no Jardim Real da Lagoa de Freitas. Pede ao destinatário que, caso concorde, comunique as suas intenções a João Gomes por forma a apressar a transferência das mesmas visto que a estação já vai avançada.
Extrato de duas cartas datadas de 16 de Julho e de 30 de Setembro, onde o autor solicita [ao Conde de Gestas] que exponha ao Chevallier d' Araújo as considerações que transcreve sobre o Jardim da Lagoa de Freitas, do qual é diretor.
Remete o extrato de duas carts de Mr. Germain que deseja ser nomeado Cônsul de França em Pernambuco. No entanto, e embora não duvide da concordância do destinatário, informa que não escreverá para Paris enquanto não receber o seu parecer.
Etat de Situation et Denombrement des plants Exixtantes au Jardin Royal de Olinda capitalle de la Province de Pernambouc a l' epoque du 1.er decembre 1815.
O autor, [Director do Jardim Real de Olinda], aproveita a ida do Bispo de Pernambuco ao Rio de Janeiro para felicitar o destinatário, Ministro [da Marinha e do Ultramar], pela sua elevação a [Conde da Barca]. Oferece duas caixas de "Noix de bancoal", sendo uma delas para apresentar a S.A.R..
O autor, Diretor do Jardim Real de Olinda, informa [António de Araújo de Azevedo] que recebeu de Cayenna uma grande quantidade e variedade de sementes. Comunica as modificações que fará ao jardim. Oferece um saco de nozes.
O autor, [Director do Jardim Real de Olinda], comunica a [António de Araújo de Azevedo] o estado de algumas espécies existentes no Jardim. Remete dois vasos de plantas para o destinatário apresentar a S.A.R.. Remete dois potes com "confiture des groscille" e marmelada.
Table Explicative des Numeros & figure Representée sur le plan du Jardin Royal des plants de Pernambouc.
O autor, [Director do Jardim Real de Olinda], tece considerações sobre as flores, sementes e frutos que envia. Refere-se à representação que enviou ao Marquês de Aguiar e aos serviços que tem prestado.
Plan Bien Imaparfait du Jardin Royal des Epiceries & plantes Exautique Etablir a Olinda, Capitainerie de Pernambuco par les Ordrer de Son Altesse Royale le Prince du Bresil Regent de portugal. adressé a Son Excellence Monseigneur le Chevalier de Araujo de Azevedo Conseiller d'Etat - Ministre d' etat aux département de Relations Etrangeres & de la marine etc & grande Croix de l' ordre Royal du Christ.
Agradece a carta de 3 de Dezembro onde constatou a continuação da "generosa amizade" com que António de Araújo de Azevedo sempre o distinguiu. Informa da chegada de [Lord] St[rangford] o qual sente grande rancor pelo destinatário. Cosidera o "Alm. Ber." honrado e digno.
Agradece a proteção do amigo António de Araújo de Azevedo, Min. [da Marinha e do Ultramar], para obter outro cargo. Informa que Francisco Joaquim Moreira de Sá chegou há poucos dias. Remete cartas de Joaquim de Castro, da Casa das Brolhas de Lamego, e de Francisco Joaquim Moreira de Sá. A família do A. felicita o destinatário por este se encontrar no Ministério.
Agradece a carta de 30 de Agosto e a proteção dispensada que lhe permitirá retirar-se para o Porto onde espera recuperar dos problemas de saúde que o afetam. Assim que João José Maria de Brito chegar a Vila Rica irá ao seu encontro para saber se é necessário mais informação para o requerimento. Agradece a atenção dada à sua ideia de promover a mineração do ouro nesta capitania.
Rrefere-se à Estatística Histórica-Geográfica da Madeira [impressa em Paris, na Tipografia de Firmin Didot] que enviou ao Conde da Barca em Agosto passado pelo Capitão João José da Silva Campos. Remete um exemplar do "Mappa Historico-Geographico da Europa" impresso em Paris [na Tipografia de Firmin] Didot [em 1817] e que foi dedicada a S.A.R. D. Pedro de Alcântara e cujo manuscrito foi enviado ao mesmo senhor. Assim que receber os caixotes contendo os restantes exemplares enviará outros seis, alguns em forma de atlas de Le Sage, e outros doze para o destinatário apresentar a S.A.R.. Lembra ao Conde da Barca os seus papéis que foram enviados pela Senhora Arriaga e a confirmação da proposta do Governo da Madeira que o nomeou "Agrimensor" e "Intérprete do Governo".
Informa que já passa melhor após os dois ataques que sofreu e que o seu emprego continua sem novidades. Informa o Conde da Barca da grande seca que se faz sentir na capitania que origina a falta de mantimentos e gado. Refere que se continuarem a faltar os barcos do Rio Grande de São Pedro com as carnes passarão por momentos dificéis devido à falta de providências.
Comunica ao Conde da Barca que no dia 20 de maio deu-se a restauração de Pernambuco. João Venâncio de Castro tem em seu poder documentos para apresentar ao destinatário onde poderá constatar que o autor saiu muito prejudicado de todo este processo.
Agradece a carta de 11 de Agosto. Refere-se às tentativas dos adversários para abolirem a Junta da Administração da Companhia Geral da Aricultura das Vinhas do Alto Douro. Espera que o "Discurso historico" que escreveu sobre este assunto e cuja cópia enviou a António de Araújo de Azevedo, por via do Conde de Cavaleiros, tenha recebido a sua aprovação. Informa que a sua esposa faleceu. Remete 1/4 de vinho velho.
Informações sobre os direitos pagos pelos navios portugueses no estreito de Sund, em comparação com os de outras nações.
Informações sobre os direitos pagos pelos navios portugueses no Báltico em comparação com os de outras nações.
Informa ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], que remete pela galera "Conde da Barca", e por ordem do Conde de Rio Pardo, dois caixotes de conchas e um de plantas.
Informações sobre os direitos pagos pelos navios portugueses no Estreito de Sund, em comparação com os de outras nações.
Carta de Lourenço Rodrigues de Sá, datada de 1813. 10. 11, em que o autor remete ao Conde do Funchal, Embaixador Português em Londres, a Memória do Deputado da Junta da Administração da Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, Cristovão Guerner. Extrato da carta de Cristovão Guerner, datada de 1813. 09. 13 - Porto, onde acusa o envio de uma Memória onde pretende esclarecer o Conde do Funchal sobre o estado da Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, visto que o mesmo recebeu plenos poderes para ultimar todas as disputas relativas ao Tratado de Comércio. Carta datada de 1813. 10. 12 - Londres-Worthing, em que o Conde do Funchal acusa a receção da carta de Lourenço Rodrigues de Sá e do extrato, que a acompanhava da autoria de Cristovão Guerner. Convoca Lourenço Rodrigues de Sá para uma reunião a ter lugar na sexta-feira, 15 do corrente, às dez ou onze horas da manhã. Relatório da reunião ocorrida entre Lourenço Rodrigues de Sá e o Conde do Funchal sobre a Junta da Administração da Companhia, datado de 1813. 10. 15 - Londres.
Acusa a receção da carta de Lourenço Rodrigues de Sá datada de 19 de Outubro. Trata da produção e Comércio dos produtos da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. Carta de Lourenço Rodrigues de Sá, datada de 1813. 10. 11 - Londres, em que remete ao Conde do Funchal a memória do Deputado da Companhia Cristovão Guerner. Extrato da Carta do Deputado da Companhia, Cristovão Guerner, datada de 1813. 09. 13 - Porto, em que este remete memória inclusa da Companhia da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro,visto este ter recebido plenos poderes para ultimar as disputas relativas ao Tratado de Comércio. Carta do Conde do Funchal, datada de 1813. 10. 12 - Londres-Worthing, em que acusa a receção da carta de Lourenço Rodrigues de Sá e do extrato da de Cristovão Guerner. Convoca o destinatário para uma reunião sexta-feira, 15 do corrente, às dez ou onze horas da manhã. Relatório da reunião mantida entre Lourenço Rodrigues de Sá e o Conde do Funchal sobre a Companhia. datada de 1813. 10. 15 - Londres.
Memória sobre o estado atual do comércio dos vinhos do Alto Douro, e das aguardentes para a suas respetiva lotação. Possui três apêndices assinalados com os caracteres A, B e C.
Sobre as matérias expendidas nas memórias A, B e C, das quais a primeira foi feita em Janeiro de 1813 sobre os vinhos da colheita de 1812; a segunda em Janeiro de 1814 sobre os da novidade de 1813; e a terceira em 26 de fevereiro de 1814 sobre a necessidade da permissão de se importarem aguardentes.
Acusa a receção da carta de 15 de Outubro do ano passado. Espera que António de Araújo de Azevedo tenha recebido o 1/4 de vinho velho que o autor lhe remeteu em 5 de Novembro. Aguarda pela autorização de S.A.R. para mandar mprimir o "Discurso Historico sobre o Estabelecimento da Companhia". Remete cópias dos documentos sobre este assunto que enviou para Londres para Lourenço Rodrigues de Sáos apresentasse ao Conde do Funchal.
Acusa a receção da carta de Lourenço Rodrigues de Sá datada de 19 de Outubro. Trata da produção e comércio dos produtos da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro.
Recomenda à proteção do amigo António de Araújo de Azevedo, o portador da carta, o seu sobrinho João Guerner que se desloca a Luanda, juntamente com o tio Manuel António Felgueiras de Amorim, para tomar conta da herança de um outro tio, João Barbosa Rodrigues, entretanto falecido.
Remete uma análise sobre as três memórias juntas que demostram a extrema utilidade para o Estado, comércio e lavoura, em se conservar em vigor a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. Refere-se às intenções dos adversários em abolir a mesma Companhia. Remete outros escritos sobre este assunto.
Remete pelo navio Tentação uma bolsa de veludo contendo doze exemplares do "Discurso Historico e Analítico" para que António de Araújo de Azevedo os entregue a S.A.R.. Solicita ao destinatário que beije por si a mão do Real Senhor em agradecimento pela permissão em que o seu nome fosse impresso na página de rosto da obra.
Agradece a amizade e a proteção que António de Aarújo de Azevedo lhe disponibiliza, a qual possibilitou que o "Discurso Histórico e Analítico" fosse aceite por S.A.R. em abono da [Junta da Administração da] Companhia [da Agricultura das Vinhas do alto Douro]. Oferece seis exemplares desta Memória.
Felicita António de Araújo de Azevedo pelas melhoras que a sua saúde tem registado.
Acusa o envio de plantas e frutas por Joaquim Soares dos Santos, Capitão do Bergantim Thalia.
Fala na remessa de 28 de Julho. Remete pelo capitão do navio Tentação, João de Sousa Pereira, algumas sementes para António de Araújo de Azevedo plantar no jardim do seu palácio.
Refere-se à remessa [de sementes] que efetuou pelo navio Tentação. Envia pelo navio Ulisses um caixote com geleia e marmelada. Remete, ainda, dezoito garrafas de azeite de luca, doze frascos de vinho e doze garrafas de licor de Livorno, que acaba de receber de um seu amigo de Itália.
Acusa a receção da carta de António de Araújo de Azevedo. Agradece a proteção que este exerceu junto de S.A.R. a favor da Junta da [Administração da] Companhia [das Vinhas do Alto Douro]. Diz que "Portugal he infinitamente venturozo por ter em V. Ex.a hum Advogado providentissimo, hum Ministro d'Estado o mais habil, e Politico, que jamais deixa de vigiar sobre tudo aquillo que possa promover a nossa felicidade".
Envia pelo Bergantim Trant dois caixotes contendo vinte e quatro frascos de vidro com ginjas e ameixas para que o destinatário tenha o gosto de recordar-se dos frutos do reino.
Refere-se à carta de 20 de Fevereiro onde representava a sua mágoa pelos acontecimentos posteriores à publicação do "Discurso Histórico e Analítico" os quais foram estimulados pelos escritos do ex-frade que em Londres se assume como "hum frenetico declamador contra" o estabelecimento da Companhia. Com prevenção a estes "incendiários escriptos" recorda as atestações que seguiram para Londres, que também enviou para António de Araújo de Azevedo, as quais são bem reveladoras do seu patriotismo e fidelidade. Oferece ao destinatário um barril com presuntos e salpicões de Murça.
Felicita António de Araújo de Azevedo por já se encontrar restabelecido e pelo Despacho de S.A.R. que o elevou a Conde da Barca, [em 17 de Dezembro de 1815]. Remete pelo navio Fiel Portuense um barril de presuntos e salpicões de Murça, um de corintas, uma caixa de licores de Itália, uma caixa de flores do mesmo país, um caixote com amostras de panos de linho e toalhas de Guimarães, um chocolate de Espanha e uma amostra de corroburante.
Deseja as melhoras a António de Araújo de Azevedo e manifesta a sua esperança em beijar pessoalmente a mão do Príncipe-Regente e ver o destinatário "recuperar os damnos cauzados pelo Tirano da Europa, e agora, que o Ceo permittio dar-lhe por Carcereira - Santa Helena". Pede autorização para declarar o destinatário como protetor da Irmandade do Senhor dos Passos colocado na Igreja de São João da Foz.
Agradece a proteção que o Conde da Barca lhe dispensa. Defende-se das acusações dos seus inimigos particulares e dos inimigos da Junta. Refere que a falta de encomendas dos negociantes britânicos faz com que se tenha de armazenar toda a colheita deste ano, não obstante de ela ser da mais genuina, o que nem todos os anos acontece. Propõe que os vinhos estrangeiros, à semelhança do que já acontece em Portugal desde o Alvará de 1710, sejam proibidos no Brasil por forma a proporcionar um escoamento total da produção.
O autor, Secretário da Embaixada Portuguesa em Londres, solicita a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], que proteja o seu requerimento onde pede o ordenado seis mil cruzados que vencia o antigo conselheiro desta legação e a continuação do ordenado de Oficial da Secretaria com a indemnização referente aos emolumentos.
O autor, Secretário da Embaixada Portuguesa em Londres, informa a António de Araújo de Azevedo que procedeu ao enviou de uma caixa a pedido do seu tio Jácome Ratton. Comunica que a mesma vai dirigida ao Marquês de Aguiar e devidamente assinalada.
Felicita António de Araújo de Azevedo pela sua nomeação para Ministro [da Marinha e do Ultramar], [ocorrida em 11 de Fevereiro de 1814].
GT. Polled d'Orang, [1772-1843], [Guilherme VII dos Países Baixos em 1815], acusa a receção da Carta de António de Araújo [de Azevedo], [Min. Plenipotenciário português em Haia], em que este lhe recomendava o portador Mr. de Raposo.
O autor, Capitão da Sumaca Bom Jesus dos Navegantes, informa a António de Araújo de Azevedo que ainda não foram pagos os fretes que lhe mandaram fazer da Baía para o Rio de janeirop. Informa que Isidoro Manuel Francisco Ferrugento não procedeu ao respetivo pagamento por não ter ordem do destinatário, facto que é desconhecido de António de Araújo de Azevedo. Recebeu de José Inácio de Sousa e Melo, secretário do falecido marquês de Pombal, 1.240$ réis, sobre o valor da dívida que este tinha para consigo.
Felicita o seu compadre, "Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Marinha" pela elevação a Conde da Barca, [pelo Decreto Régio de 17 de Dezembro de 1817]. Em P.s. informa que todas as irmãs e irmãos do destinatário passam bem. Na 3.ª página está o endereço do Conde da Barca no Rio de Janeiro.
Solicita notícias do Conde da Barca, Min. da Marinha [e do Ultramar] e do irmão João António de Araújo, [que também se encontra no Rio de Janeiro]. Recomenda à proteção do destinatário o portador da carta, seu sobrinho que vai se estabelecer no Brasil. Refere que toda a família do destinatário se encontra bem e que o irmão Francisco António [de Araújo de Azevedo] foi para Viana no dia 26 do mês passado onde aguarda por uma fragata que o vai conduzir para o seu governo [nos Açores, onde tomará posse do cargo de Capitão-General em 29 de Maio de 1817]. Na 3.ª página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Pede a [António de Araújo de Azevedo] que remeta a D. António Teles da Silva Penalva, filho do Marquês de Penalva, a carta inclusa, proveniente de uma senhora inglesa.
O Comandante Alexandre von der Goltz intercede junto de [António de Araújo e Azevedo] para que lhe sejam pagos os soldos relativos aos anos de 1805 e 1806 conforme os termos afixados no contrato.
O autor, Conselheiro Privado da Finanças de S. M. o Rei da Prússia e Cavaleiro da Ordem de São João de Jerusálem, recorda o encontro que manteve com o destinatário na sociedade de Berlim. Estudioso da Entomologia, solicita a [António de Araújo], amante das Ciências, coleópteros do Rio de Janeiro e sobretudo de Minas Gerais para completar a sua coleção que não é inferior às mais distintas da Europa, sendo devedor ao apoio de muitos sábios de Paris, Copenhague, Holanda, Suécia e Rússia. No entanto, grande parte das produções brasileiras que possui devem-se ao conde de Hoffmansegg que, sob os auspícios do esclarecido governo português, fez explorar o Pará e ?Carneta?. Elogia o Gabinete de História Natural do Príncipe-Regente. Em Ps. Como sabe que o amigo Visconde de Anadia está no Ministério das Colónias, escreveu-lhe sobre o mesmo assunto.
O autor, Guarda da Alfândega do Funchal, solicita ao Príncipe-Regente D. João a mercê do cargo de Feitor dos Embarques, o qual é indevidamente detido por Francisco Ferreira de Abreu, por forma a poder concluir o seu projeto do Mapa de Embarque dos Vinhos e assim evitar "muitos dollos, que ao prezente se praticão em grave damno da Real Coroa". Em anexo, existe uma pública-forma de doze documentos comprovativos do plano de descarga dos navios e que foi apresentado em 1807.
O autor, Guarda da Alfândega do Funchal, pede a proteção do destinatário, [Min. da Marinha e do Ultramar], para o requerimento em anexo, onde solicita a sua nomeação para o cargo de Feitor dos Embarques, o qual está indevidamente ocupado por Francisco Ferreira de Abreu. Queixa-se das perseguições que lhe faz a Junta da Fazenda, da prepotência britânica na ilha, e dos roubos na altura dos desembarques de mercadoria. Solicita ao destinatário que envie um Ofício ao Novo Governador da Ilha [?Pedro Fernandes?] ordenando que o proteja.
Agradece as notícias recebidas e remete, conforme o solicitado, os direitos que pagam os navios portugueses na passagem pelo Estreito de Sunde em comparação com os de outras nações e os direitos do comércio português no Báltico.
Informa o Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], da sua chegada a Paris juntamente com o Padre Cirilo, onde foram "recebidos com o maior alvoroço". Dentro de três ou quatro dias partirá para Cádiz onde esperará por Suas Altezas Reais.
Felicita o amigo António de Araújo de Azevedo pela sua nomeação para [Ministro da Marinha e do Ultramar].
Refere-se aos serviços prestados no período em que esteve em Portugal, [onde desempenhou os cargos de Secretário de Estado da Repartição do Interior e de Administrador Geral da Finanças nomeado por Junot], para solicitar a atribuição de uma Comenda da Ordem de Cristo.
Anexo da carta de Hasselaer propondo a compra do gabinete composto por alguns milhares de espécies, por vinte mil florins. Possui a indicação abreviada das colecções cujo proprietário é "Mr. H.".
O autor, Consul de Portugal na cidade e porto de Riga, informa António de Araújo de Azevedo, Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, que recebeu, com atraso, os despachos de 23 de Dezembro e de 28 de Fevereiro. No primeiro tomou conhecimento do nascimento da Infanta e no segundo que S.A.R. lhe tinha feito Mercê do Hábito de Cristo. Pede a demissão do seu cargo e autorização para se retirar para Portugal, após vinte e cinco anos de residência na Rússia, visto que o manifesto imperial de 1 de Janeiro retira privilégios aos comerciantes estrangeiros. Defende que se o Encarregado de negócios em São Petersburgo não fizer com que os portugueses fiquem isentos deste manifesto terão que acatar com as disposições do mesmo ou então retirarem-se da categria de negociantes. Pede permissão para entregar temporariamente o cartório do Consulado ao seu irmão Manuel Glama que chegou recentemente do Porto.
Lamenta o esquecimento de não receber carta de António de Araújo de Azevedo há três anos, não merecendo ser vítima deste esquecimento. Diz-se vítima de uma cabala, mas confia que o tempo encarregar-se-à de mostrar "com mais entidade a pureza da minha conducta e a hypocresia daquelles que V.Ex.a. acredita são seus amigos".
O autor, Consul de S.A.R. de Portugal em Riga, informa António de Araújo de Azevedo, Min. da Marinha, que solicitou ao Marquês de Aguiar, Min. dos Estrangeiros e da Guerra, o pagamento dos seus vencimentos que havia oferecido em 1803 a S.A.R. enquanto durasse a Guerra. Diz que sofreu grandes prejuízos visto não lhe ter sido possível comerciar com Portugal e ter de pagar a "oneroza contribuição anual" de 2375 rublos. Pede para ser novamente encarregado das expedições do Porto de Riga para a Cordoaria e Arsenal Real da Marinha.
Solicita o pagamento da soma a que tem direito na conformidade da sua Convenção, o qual tem andado muito atrasado comparativamente com o Conde de Viomenil. Pede a S.A.R. a mercê de condecorar o Major Descondrais, seu Ajudante, com a Cruz de Comendador da Ordem de Cristo, como prémio dos bons serviços que este Oficial prestou na Campanha de 1801. Expressa o desejo em voltar a Portugal e estar ao serviço de S.A.R..
Remete a António de Araújo de Azevedo, por se encontrar responsável pelos "Negocios do Ultramar e da Marinha", cópia de uma carta que traduziu do inglês e que foi escrita no Calabar Velho por um potentado preto sobre o comércio da escravatura. Refere que o proprietário da carta é Silvério José de Matos, morador em Catete, que depois de autenticá-la, a vai remeter para Inglaterra com o objetivo de uma indemnização pelos prejuízos, perdas e danos que esta situação lhe causou.
Informa ao Conde da Barca, Ministro e secretário de Estado, que acaba de chegar ao Rio de Janeiro e que deseja vê-lo. Envia em anexo cartas do [6.º] Marquês de Marialva e de Francisco José Maria de Brito. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Escreve ao amigo [António de Araújo de Azevedo], [Min. dos Negócios estrangeiros e da Guerra em Lisboa], propondo-lhe a compra de um gabinete completo de Mineralogia, cujo prospeto envia em anexo. Solicita uma resposta.
Justifica-se perante António de Araújo de Azvedo pelo seu longo silêncio. Refere-se ao assassinato de Mr. Percival e à provável resignação de Lord Castlereagh. Alude à satisfação do governo inglês pelos bons trabalhos prestados pela nova regência de Cádiz. Defende que o estabelecimento de uma república independente na América do Sul só pode conduzir a uma confusão sangrenta mas a manutenção do sistema colonial com os países europeus a liderar a política e o comércio daquela região pode ser muito perigoso.
Informa ao conde da Barca, Min. e Conselheiro de Estado de S. M. Fidelíssima no Rio de Janeiro, que a última carta que lhe dirigiu foi a de 6 de Maio passado em que oferecia uma descrição da cidade de Amsterdão. Depois de dois anos sem notícias do destinatário recebeu ontem uma carta pela mão do Sr. Cruz, tendo ficado muito sensibilizado por ver a assinatura e por saber do estado de saúde do destinatário depois de uma paralisia. Deseja um restabelecimento rápido. Informa que a carta que vinha inclusa para o senhor Nierdt foi expedida imediatamente, e que remeterá a resposta à mesma com toda a brevidade possível. Espera que de Campos Silva tenha recebido e feito uso da sua procuração e que o seu Diploma de Cônsul Geral esteja já a caminho. Escreverá dentro três ou quatro semanas pela altura da partida do Chevalier da Cruz.
Agradece as palavras que o Chevallier Araujo lhe escreveu após a sua queda do ministério inglês. Cita Dante para se referir à situação política atual em Inglaterra, onde o parlamento acaba de ser dissolvido. Refere-se às implicações políticas que advém desta situação. Louva o facto de Araújo estar mais ao corrente da política externa inglesa do que os próprios ministros ingleses.
Comenta a situação política no norte da Europa, refere-se a Alexandre e a Napoleão que estaria pronto para fazer a paz se conseguisse conciliar os interesses franceses e ingleses em Espanha. Em P.s. pede a proteção do "Chevalier de Araújo" para a Condessa Luísa, filha da Condessa de Oeynhausen, [D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre], [4.ª marquesa de Alorna em 1813], que está a ser vítima de censura por ter contraído matrimónio, [em 21 de Janeiro de 1812], com o Chevalier [Heliodoro Jacinto de Araujo] Carneiro Alvelos. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Brasil.
Oferece-se para trabalhar no Brasil sobre a direção de António de Araújo de Azevedo, onde poderá construir ou reparar qualquer mecanismo.
Patente das fechaduras inventadas por Simon Huguenin.
Informa da sua chegada a Plymouth no dia 13 de Novembro, tendo partido imediatamente para Londres para entregar ao Embaixador os despachos e expôr a importância e a urgente exequibilidade dos mesmos. A estadia do Príncipe de Gales em Brighton atrasou o cumprimento da segunda parte da comissão, mas afirma que assim que esta esteja ultimada partirá sem demora para o Congresso [de Viena] que deverá iniciar-se no dia 10 deste mês. Demonstra grande satisfação por ter tomado conhecimento que os Ministros de S.A.R. chegaram a Viena a tempo e entraram na comissão incumbida da revisão dos plenos poderes de todos os delegados. A expectativa dos portugueses em Londres é grande e esperam ver Portugal assumir o estatuto que lhe compete e contribuir para a restauração da paz geral. Comenta a partida do Almirante Beresford com uma Nau, que se diz pedida por S.A.R. para o seu regresso a Portugal; e a missão de Canning, como embaixador [inglês] em Lisboa para felicitar S.A.R. pelo seu regresso. A Europa não se encontra totalmente pacificada, verificando-se focos de conflitos na Bélgica, Saxónia e outros locais. Rumores de que a política de S.A.R. e seus Ministros tornarão Portugal e o Brasil como os grandes vencedores do Congresso, perante o desacerto dos restantes participantes. Comenta o decreto real em que foi proclamada a paz e a admissão dos vassalos das nações com quem estiveram em guerra e que só falta proclamar a tolerância de todos os cultos no Brasil. Rumores que a Inglaterra impôs à França, por intermédio de artigos secretos, a interdição em comerciar com as colónias estrangeiras durante a Guerra da América. Os negociantes portugueses residentes em Londres desejam ver deferida a representação que apresentaram a S.A.R., sem a qual não poderão proceder aos pagamentos; que o governo inglês vai enviar para o Rio de Janeiro uma representação sobre o Pau-Brasil; que a Madeira foi evacuada pelas tropas inglesas em outubro; que a Espanha se obstina em guardar Olivença. Continuará a entregar todas as cartas que o destinatário lhe incumbiu. O Príncipe de Gales deu, hoje 25 de novembro, uma audiência ao Embaixador para este entregar a carta. Parte hoje para Paris.
O autor, camareiro-Mor do rei da Prússia, recomenda à proteção do Conde [da Barca], [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil], dois jovens que acompanham o Duque do Luxemburgo, Mr. de Saint Hilaire, distinto botânico, e Mr de Saint Lambert, nascido na Alemanha e instruído em Mineralogia. Refere que ambos são dignos da alta confiança do destinatário. Fala da sua expedição ao [Rio] Orenoco, a qual não foi possível continuar devido à guerra entre Portugal e Espanha. Recomenda também o botânico Prussiano Sellow.
O autor, [Embaixador Português na Santa Sé], acusa a receção da carta de António de Araújo de Azevedo, [Min. Plenipotenciário português em Haia]. Comenta as dificuldades sentidas na escolha de um novo Papa. Informa da assinatura da nova Concordata que vem por um término das dissensões entre Nápoles, [território francês], e a Santa Sé. Comunica que Caliostro foi preso e que dali não deverá seguramente sair em dias de vida.
Agradece a carta recebida e justifica o atraso na resposta devido à doença da sua esposa [Elisabeth Vassall]. Refere-se à amizade de ambos e informa que entregou a carta ao Duque de Sussex, indicando a forma como o destinatário deve apresentar queixa contra um Ministro estrangeiro, aconselha-o a não escrever somente ao Secretário dos Negócios Estrangeiros, mas que informe Lord Strangford, [Min. Plenipotenciário inglês no Rio de Janeiro], dessa carta e que lhe envie uma cópia para que ele possa remeter oficialmente a Lord Castelreagh. Por esta razão nada deve mencionar, na referida carta, sobre o comportamento de Strangford. Lord Holland fala ainda sobre a liberdade de imprensa em Inglaterra, à política interna, ao abandono de Moscovo [pelos franceses], e ao comércio de escravos.
Agradece a António de Araújo de Azevedo, [Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra em Lisboa], por ter aceite o seu requerimento, conforme soube por [Francesco] Bartolozzi, [Professor na Aula Régia de Gravura]. Oferece várias fechaduras da sua invenção e remete, em anexo, um prospeto sobre a utilidade das mesmas.
Refere que o portador da carta é o secretário do destinatário. Propõe-se a cooperar, durante a sua estadia em Espanha, com [António de Araújo de Azevedo], [Min. Plenipotenciário português em Paris], "para se conceguir o intento com que V. Ex.a vai a Pariz!". Defende que só haveria vantagem nessa correspondência e que até já enviou pelo secretário do destinatário uma cifra semelhante à que tem em seu poder.
A Junta da Administração da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, agradece a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], a protecção dispendida na obtenção do Alvará Régio de 10 de Fevereiro que confere a mercê de prorrogação da Companhia por mais vinte anos.
A Junta da Administração da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, agradece a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], a proteção dispendida na obtenção do Alvará Régio de 10 de Fevereiro que confere a mercê de prorrogação da Companhia por mais vinte anos.
Alerta António de Araújo de Azevedo para que leia com atenção os ofícios nº. 3 e 7 e que os compare com a Convenção eo Tratado concluido em Viena entre os Ministros de S.A.R. e de S.M.B., nos dias 21 e 22 do corrente. Chama atenção, ainda, para o ofício que se refere à anulação do Tratado de Aliança e seus artigos secretos, com a Inglaterra; à remissão da dívida contraída em Londres e que liberaliza cento e dez mil réis anuais para serem empregues nos Açores e na Madeira ou nas urgentes despesas do corpo diplomático português. Elogia os serviços de Francisco José Maria de Brito e de Saldanha. Defende que a não ratificação do Tratado de Paris foi o que desempatou a negociação. Em P.s. diz não ser-lhe possível escrever a Manuel Luís.
Queixa-se que a sua escrava Maria foi espancada pelo escravo Caetano Cozinheiro que pertence a [António de Araújo de Azevedo], e que o mesmo escravo desrespeitou as ambas "protestando em altas vozes". Pede providências para acabar com o desacato.
Refere-se às cartas que enviou em 23 de Novembro e em 3 do corrente. Informa da sua chegada a Viena no dia 14. Sugere a António de Araújo que compare as datas para comprovar a celeridade que o autor impôs à Comissão para a qual foi nomeado "sob o especial abono de V. Ex.a". Já procedeu à entrega dos despachos e informações aos ministros plenipotenciários portugueses, tendo os mesmos sido reconhecidos pela sua extrema utilidade. Foi nomeado para secretário da legação. Refere-se às dificultosas negociações onde a Espanha contraria as nossas pretensões e a Inglaterra faz um uso extremo do Tratado de Alinça assinado com S.A.R., ampliando assim a a obrigação de abolir gradualmente o tráfico de escravos. Sugere a ocupação de uma parte do território espanhol junto ao Uruguai ou a Colónia de Sacramento para obrigar a Espanha a pagar a aquisição desta colónia; e também por em execução os artigos 4 e 26 do Tratado de Comércio para obrigar a Inglaterra a negociar, caso contrário continuará a "locupletar-se à nossa custa". Alerta para a necessidade urgente em determinar e uniformizar os direitos de porto. Refere-se ao plano de venda dos bens de mão morta nos Açores, a que o destinatário tem dedicado tanta atenção. Fala nas medidas que devem ser tomadas no corpo diplomático português, constituíndo-se arquivos próprios; aumentando o ordenado dos diplomatas, principalmente dos de Londres, Paris, São Petersburgo e Viena; dando instruções provisionais aos Cônsules enquanto não é sancionado o comércio mercantil. Aconselha a substituição imediata da imigração africana no Brasil pela europeia devido à grande vaga migratória que ocorre neste continente. Alerta para a necessidade de se intervir na construção do paredão do porto do Recife, o qual foi começado pelas populações locais e ignorado pelas autoridades. Lembra os pedidos de D. Antónia Basília e do major Abreu e Lima, secretário de António de Saldanha. Informa da intenção do Marquês de Marialva em levar o autor para secretário da legação em São Petersburgo. Convive estritamente com o colega [Ambrósio Joaquim dos] Reis, "patriota verdadeiro".