Type

Data source

Date

Thumbnail

Search results

13,289 records were found.

O autor há dois meses teve a honra de escrever a Araújo a recomendar o músico Neukomm, um dos mais célebres da Alemanha, que parte para o Brasil e sobre quem Madame Dimitri Nariskin muito se interessa. Informa que o músico e tardou a sua partida para, assim, poder viajar com o Duque de Luxemburgo. Recomenda o portador da carta, Mr. D'Arblai de V. Mars que acompanha o Duque na sua Embaixada, por desejo do Duque de Richelieu, Ministro da Presidência do Conselho de Ministros. O portador esteve ao seu serviço quando o autor estava na Legação de São Petersburgo e que depois do regresso daquele a Paris esteve empregado como tradutor nos Negócios Estrangeiros, tendo acopanhado do Príncipe de Talleyrand ao Congresso de Viena. Tece comentários sobre a situação política em França. Em Ps. Diz que solicitou a V. Mars que lhe comunique algumas qualidades de plantas indígenas do Brasil que possam ser cultivadas em França.
O autor, Sebastião Pinto de Araújo Correia, [Marechal de Campo], [Ajudante General Comandante da Divisão de Vanguarda dos Voluntários Reais], acusa a receção da carta de 24 de Janeiro onde constatou que o primo Conde da Barca tem passado sem incómodos. Informa que se mantem nesta Praça onde o General instalou também o seu Quartel General e que tudo passava bem se as forças inimigas não cometessem diariamente horrores com os habitante pacíficos da campanha.
O autor, [Marechal de Campo], [Ajudante General Comandante da Divisão de Vanguarda dos Voluntários reais d'El-Rei], pede ao primo Conde da Barca que beije por si a mão de Sua Majestade e que apresente as suas felicitações pela entrada das tropas portuguesas na Praça de Montevideo no passado dia 20 de Janeiro. Fala na opressão que as populações locais são vítimas e da anexação deste território aos domínios portugueses. Informa que o General Carlos Frederico Lecor, [Tenente-General e Comandante em Chefe da Divisão], escrever-lhe-á mais detalhadamente. Reserva para outra altura o assunto relativo aos arranjos de sua casa.
O A., Sebastião Pinto de Araújo Correia, [Marechal de Campo], [Ajudante General Comandante da Divisão de Vanguarda dos Voluntários Reais d'El-Rei], solicita ao primo Conde da Barca que proteja o requerimento do Cirurgião-Mor de Brigada, José Pedro de Oliveira, enviado pelo General Lecor, em que o reuerente pedia para ser nomeado Cirurgião-Mor do Exército do Sul. Informa que a investida à Praça de Montevideo está para breve. Lamenta não ter recebido cartas do Conde da Barca após este lhe ter remetido a carta do primo António Fernando. Lembra a petição do Tenente Coronel Tovar. Diz que passa incomodado e que lhe tem custado muito a perda do irmão Jacinto que havia sido feito prisioneiro. Em P.s. pede protecção para o Requerimento do seu Ajudante de Ordens Carlos Infante de Lacerda, o qual já foi enviado pelo General Lecor para o Ministério.
O autor, Ouvidor de Porto Seguro, em resposta às cartas de 18 de Junho, entregue pelo Capitão Feldner, e de 29 de Junho, que acompanhou os marcos para as Sesmarias, informa que acompanhará Feldner nos seus trabalhos. Lamenta que tenham mandado chineses para as derrubadas em vez de negros. Acha que ainda se podem alugar Indios, mas os escravos feitos costeados são muito raros. Refere-se à possibilidade de construir embarcações na ponte do gentio e à forma de abrir a estrada para Mucuri. Fala nas hostilidades do gentio.
Manuel Ferreira, Mestre do Bergantim Nossa Senhora dos Remédios, acusa o transporte de 400$000 réis em dinheiro de metal para serem entregues ao Desembargador-Ouvidor [de Porto Seguro] José Marcelino da Cunha.
Informa o Tenente-General Carlos Frederico Lecor dos confrontos registados com o corpo inimigo de Frutuoso Ribeiro no Campo da India Morta, no dia 19 de Novembro de 1816. Possui a relação dos mortos e feridos em combate.
O autor, [Ouvidor de Porto Seguro], informa que o Capitão Feldner embarcou para Alcobaça com os indianos. Envia duas canoas para servirem na ponte do gentio. Fala na Sesmaria do Rio Grande. Logo que Feldner dê por pronta a picada, tomará à sua conta a abertura da estrada de Mucuri. Para tal convinha ter seis bons escravos, os quais juntamente com os homens do Comandante Julião Fernandes Leão farião frente aos Botecudos. Pede auxílio para a povoação da ilha de São Tomé e proteção para o requerimento do Comandante Julião.
O autor, [Marechal de Campo], [Ajudante General, Comandante da Divisão de Vanguarda dos Volunários Reais], pede ao primo Conde da Barca que beije por si mão de Sua Majestade. Envia, em anexo, cópia do Ofício que remeteu ao Tenente-General [Carlos Frederico] Lecor e a ordem do dia que deu às tropas que o acompanharam até à India Morta. Lamenta a falta de notícias do destinatário. Informa da solicitação do Coronel Videa, representante do Governo de Buenos Aires, para se dirigir ao Quartel General. Logo que a 1.ª Brigadachegue à Rocha, partirá para Maldonado juntamente com a legião de São Paulo e as Milícias do Rio Grande com um ofício para o Conde de Viana, aluindo-se assim a comunicação com a Esquadra onde pedia que mandasse bloquear o quanto antes o porto de Montevideo. Em P.s. informa que o General vai remeter ao Ministério a recomendação que Sebastião Pinto faz do seu Ajudante de Ordens Carlos Infante de Lacerda que é digno de promoção.
O autor, [Ouvidor de Porto Seguro], informa que a Sumaca em que vinha a serra naufragou estando, agora, o capitão Feldner a tentar salvá-la, apesar de faltarem peças. Informa que já está tudo preparado para ser enviado para Alcobaça e que já conseguiu os quatro bois. Conseguiu resgatar um brigue inglês que vinha de Liverpool para a Baía e que tendo encalhado nos recifes foi abandonado pela tripulação. Em P.s. pede para entregar 200$000 réis à mulher do Feldner.
O autor, [Marechal de Campo], [Ajudante General Comandante da Divisão de Vanguarda dos Voluntários Reais d'El-Rei], recomenda ao primo Conde da Barca o portador da carta, João Vieira Tovar, Tenente Coronel de Cavalaria, irmão do Barão de Morelos, o qual serviu exemplarmente sob seu comando e que apesar de ter perdido um braço em ação da India morta pode ser prestável em algum serviço.
O autor, [Ouvidor de Porto Seguro], demonstra o seu desontentamento com o Capitão Feldner "que decerto nada mais tem feito senão por via de V Ex.ª ter arrecadado os seos ordenados". Informa que as obras estão paradas e que já possui quatro excelentes bois no pasto do capitão.
Felicita os companheiros de armas pela vitória na ação de 19 de Novembro de 1816, no Campo da India Morta, frente ao exército inimigo de Frutuoso Ribeiro.
O autor, [Ouvidor de Porto Seguro], solicita autorização para se ocupar pessoalmente da estrada de Mucuri para Minas. Fala no andamento dos trabalhos. Refere-se ao engenho de serrar e ao gado que hão de vir para a ponte do gentio. Tem dez escravos na fazenda. Defende que a madeira deve ser serrada por negros. Remete a medição da Sesmaria, dizendo que "ao menos nisso me ajudou o Feldner". Faz alusão às três sesmarias dos irmãos de António de Araújo de Azevedo e à de [?Miguel] de Arriaga. Queixa-se que os "Indiaticos" nada fazem.
O autor, [Ouvidor de Porto Seguro], informa que foi com Kramer e com outras pessoas entendidas às cachoeiras de Alcobaça para analisar o local onde Feldner pretendia instalar o engenho de serrar, mas que afinal "parece incrivel que um Engenheiro se tenha de modo tão grosseiro", visto que em oito dias ficavam sem madeiras. Duvida dos conhecimentos do referido capitão. Informa que em Mucuri existem dois ótimos ribeiros para se instalar o engenho. remete a medição da ponte e refere-se aos casais de ilhéus, ao gentio e à conta corrente que o "primo Gameiro apresentará a V.ª Ex.ª".
Informa das conclusões retiradas do exame feito ao rio Mucuri, onde o engenho de serrar ficaria melhor instalado. Diz que existe um velho insígne que se pode encarregar da construção do mesmo. Faz referência às outras sesmarias de António de Araújo, do irmão, de Napion e de Arriaga.
O autor, [Ouvidor de Porto Seguro], agradece a António de Araújo o facto de o ter encarregue da construção do engenho de serrar no rio Mucuri. Refere-se aos progressos da cultura na ponte do gentio e aos "Indiáticos" que lá trabalham. Remete, pelo vigário de Caravelas, o assento do dinheiro pago a Feldner e a Kramer.
Pede instruções a José Marcelino [da Cunha], Ouvidor [de Porto Seguro], sobre os "maxacaris" que iriam buscar os parentes que estão na caxoeira.
O autor, [Abade de Santa Tecla de Basto], agradece as duas cartas recebidas mas informa que António de Araújo de Azevedo não fez qualquer referência ao modo pelo qual deve o autor remeter-lhe a oferta [de quatro mil cruzados]. Solicita ao destinatário que trate da petição inclusa com a brevidade possível. Informa que foi "atropellado" para defender a honra, lealdade e zelo do destinatário e que os malvados [franceses] vierão à sua residência à procura de António Fernando, [Abade de Lóbrigos].
O autor, abade de Santa Tecla de Basto, felicita António de Araújo de Azevedo pela Mercê [da Grã-Cruz da Ordem de Cristo], feita pelo Príncipe-Regente, [em 17 de Março de 1810], e também pela do irmão António Fernando, [Abade de Lóbrigos]. Informa que tem em seu poder quatro mil cruzados, os quais poderá ceder ao destinatário bastando, para tal, que este lhe comunique por onde os deverá remeter. Pede proteção para obter a Mercê do Hábito de Cristo.
Informa que não recebeu qualquer comentário de António de Araújo de Azevedo à cópia do "Incendio de Moskow" [impresso em Londres em 1812], que lhe enviou em Julho de 1813. Pede ao dest. [Min. da Marinha e do Ultramar], para poder visitar as escolas de Agricultura e Veterinária de Inglaterra e da Alemanha, para poder lecionar em Portugal ou no Brasil, visto que a redação do Investigador [Português] não lhe oferece o progresso e a utilidade que desejava. Informa que expôs os seus planos ao Conde de Palmela, [Embaixador em Londres], o qual se dispôs a auxiliá-lo.
O autor, [Abade de Santa Tecla de Basto], acusa a receção de duas cartas, através de Tomás da Rocha Pinto, negociante portuense. Lamenta a falta de saúde de António de Araújo de Azevedo. Informa que foi roubado por um seu criado, natural da Galiza, enquanto se deslocou a Braga e que por isso não lhe foi possível remeter a quantia referida nas cartas anteriores. Remete, no entanto, pelo referido Tomás a quantia de um conto de réis em moeda metálica, comprometendo-se em enviar o restante assim que lhe seja possível. Ofende-se quando o destinatário lhe comunica que só aceita se for constituído devedor. Manifesta a sua disponibilidade para algum serviço. Em P.s. pede que lhe escreva pelo correio de Basto e não pelo de Guimarães.
Manifesta a sua ansiedade em receber notícias de António de Araújo de Azevedo. Solicita-lhe que obtenha, por carta régia ou por aviso, a sua promoção para outra igreja de maior rendimento. Antes de sair da atual igreja, entregará uma pensão de duzentos mil réis, ou o que for possível, a António de Araújo de Azevedo.
O autor, Coronel de Infantaria, informa o destinatário da desordem em que se encontra a Capitania de Pernambuco devido à Revolução de 6 deste mês e que não sairá da Baía enquanto não se punir os responsáveis ou sossegar os ânimos. Remete, em anexo, três proclamações aos Pernambucanos que muito têm sido aplaudidas; e também uma outra carta que acaba de chegar da Baía.
Implora a S.A.R. a Mercê do Hábito de Cristo, como recompensa pelos serviços prestados na guerra contra o inimigo [francês].
A firma Dias Santos & Cia., acusa a receção da carta datada de 24 de Dezembro de António de Araújo de Azevedo, através de João Correia de Paiva. Informa que pagaram ao dito Paiva, por conta do destinatário, o valor das encomenda que seguem pelo navio Trafalgar. Na última página está anotado o endereço de António de Araújo de Azevedo para Rio de Janeiro.
Implora a S.A.R. a Mercê do Hábito de Cristo, como recompensa pelos serviços prestados na guerra contra o inimigo [francês].
O autor [Abade de Santa Tecla de Basto], pede a António de Araújo de Azevedo que lhe obtenha a Igreja Abadia de Santa Maria Madalena de Chaviães, Comarca de Barcelos, a qual é da apresentação da Coroa ou da Casa de Bragança. Refere que apesar da mesma ter muitos pretendentes e não possuir um bom rendimento, fica nos arrabaldes da sua pátria, Melgaço, sendo também mais adequada ao seu estado de saúde. Pretende renunciar à atual igreja, mas retirará uma pensão para António de Araújo de Azevedo.
O autor [Abade de Santa Tecla de Basto], pede a Igreja Abadia de Santa Maria Madalena da freguesia de Chaviães, comarca de Barcelos, a qual é da apresentação da Coroa. Diz que apesar de esta igreja não deverá ser muito rendosa, é útil para sua saúde e de lá poderá retirar uma pensão maior para o destinatário.
O autor, [Abade de Santa Tecla de Basto], acusa a receção da carta de 4 de Julho, onde pode constatar a boa saúde de António de Araújo de Azevedo. Exprime a sua tristeza por não receber o Hábito de Cristo, uma vez que dois dos seus colegas o obtiveram. Pede a proteção do destinatário para obter a Igreja Abadia de São Pedro da Torre, junto a Valença, porque não vive satisfeito e não lhe é propício para a saúde continuar na mesma igreja. Manifesta a sua intenção em atribuir uma pensão ao destinatário. Informa que desafiou António Fernando, [Abade de Lóbrigos], para irem ao Brasil, mas este recusou.
O autor, [Abade de santa Tecla de Basto], informa que não passa bem há muito tempo e que deseja, por isso, sair desta localidade. Não quer a Igreja de São Pedro da Torre, porque tem um rendimento muito pequeno devido à terça patriarcal. Relembra a sua pretensão [do Hábito] e diz que está disposto a fazer a despesa que for necessária para o obter.
O autor, [Ouvidor de Porto Seguro], agradece as cartas recebidas e informa que doze casais de ilhéus que vão ocupar a fazenda de António de Araújo de Azevedo juntamente com alguns ingleses. Acusa a receção das ilhas, anzóis e sal para os pescadores. Pede uma licença para se deslocar à Corte. Comunica que o iate está quase pronto e refere-se ao Banco do Brasil. Pede que o Feldner venha só a partir de Abril.
O autor, [Ouvidor de Porto Seguro], certifica a António de Araújo de Azevedo que três casais de ilhéus já estão na Ponte do Gentio, aos quais mandou dar meio alqueire de farinha de dez em dez dias. Refere que os mesmos poderão ser muito utéis ao projectado estabelecimento. Está pouco satisfeito comos ingleses, que estão sempre alcoolizados e provocam desordens, dizendo que foram enganados por António de Araújo de Azevedo e pelo Gameiro. Informa da chegada do cabo e dos soldados enviados pelo Conde de Palma para auxiliar na decisão da nova estrada de Mucuri. Manda o Cabo ao Rio [de Janeiro] para falar com o destinatário sobre a estrada, seguindo com ele um Botecudo para ser apresentado a S.A.R.. Fala na ação civilizadora dos Botecudos por Julião Fernandes Leão, Comandante da 7.ª Região. Deslocar-se-á ao norte para concluir o lançamento do novo tributo para o banco do Brasil. Refere-se à vinda do capitão Feldner e às sesmarias do Tenente-General Napion.
Acusa o envio de um requerimento, em mãos de João de Campos Navarro, onde pede "o que já se me deu, mas que ainda o não recebi", ou seja, o canonicato da Basílica de Santa Maria. Pede auxílio ao Conde da Barca para alcançar algo que lhe permita assegurar a sua sobrevivência visto que está pobre. Pede ao destinatário que "não seja como o Sr. Visconde de Balsemão, que principiou em favoreser-me, e não acabou". Informações a respeito dos seus trabalhos podem ser recolhidos junto de João António.
Insiste no pedido de auxílio a António de Araújo de Azevedo para alcançar um despacho favorável à sua pretensão. Como vive da caridade de um irmão, que tem a seu cargo oito filhos e um rendimento muito diminuto, qualquer despacho seria o suficiente para assegurar a sobrevivência.
Informa ao primo [António de Araújo de Azevedo] do falecimento da tia. Contudo, antes de falecer respondeu à carta que António de Araújo lhe tinha escrito, facto que dispensa a autora de se referir ao negócio de Manuel António da Cunha. Agradece ao destinatário por se encarregar do requerimento do marido.
Francisco Pinto Coelho Pereira Forjás, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Cónego da Basílica de Santa Maria, solicita a S.A.R. a graça de ser nomeado para o Priorado da Colegiada de Guimarães o qual encontra-se vago. Em anexo possui 3 documentos: 1 - Certidão em pública-forma do Aviso régio de 15 de Outubro de 1803 em que Francisco pinto Coelho Pereira Forjaz é nomeado Cónego da basílica de Santa Maria. Assinado pelo Visconde de Balsemão; 2 - Certidão em pública-forma do Aviso de 6 de Outubro de 1803 em que o Visconde de Balsemão anuncia que José Joaquim de Oliveira Vilas Boas e Francisco Pinto Coelho Pereira Forjaz ficam a aguardar pela promoção ao Canonicato e Benefício da Santa Igreja Patriarcal e da Basílica de Santa Maria; 3 - Certidão em pública-forma datada de Amarante em 22 de Outubro de 1812, em que o Conde de Amarante declara que Francisco Pinto Coelho Pereira Forjaz o acompanhou na aclamação do nome de S.A.R. e sacudiu o jugo francês em Vila Real em Junho de 1808.
O autor, "premiado pela Sociedade Real Marítima Militar e Geographica em 1805", transcreve a exposição que apresentou em Bombaim ao Comodoro Turner sobre o comércio de especulação.
Agradece a carta de 5 de Dezembro e a sua nomeação para Provedor da Junta da Administração da Companhia [Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro]; a proteção concedida à referida Companhia e a prorrogação da mesma por mais vinte anos.
Solicita a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], o Priorado da Colegiada de Guimarães que se encontra vago. Caso não seja possível esta nomeação, que lhe seja concedida a Comenda de São Salvador de Unhão ou uma outra que lhe permitir garantir a sua subsistência.
Agradece a carta de 2 de Agosto e endereça os votos de um rápido estabelecimento. Pede ao Conde da Barca [Min. da Marinha e do Ultramar] proteção para o requerimento que enviará, em breve, a solicitar uma comenda. Lamenta que a sua pretensão em ingressar no Serviço Real fosse recusado pelo Marechal-General [Beresford] mas que está disponível para servir noutra repartição se o destinatário assim o entender. Remete uma Memória sobre as estradas do Douro "a peor de todas as publicas admenistraçoens".
Solicita a António de Araújo de Azevedo, [testamenteiro do 2.º Marquês de Pombal], que efetue o pagamento do remanescente da conta deste.
O autor, Sargento-Mor, pede a proteção do Conde da Barca para o requerimento que dirige a Sua Majestade onde requer a graduação de Tenete-Coronel para o primeiro Regimento de Infantaria de Goa.
O autor, [Secretário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra da Regência de Lisboa], [Conde da Feira em 1820], acusa a receção das cartas do amigo António de Araújo de Azevedo datadas de 2 e 12 de Agosto. Informa que Guilherme Cândido já foi admitido na secretaria e que o outro pretendente que o destinatário lhe recomendou terá de aguardar que a sua petição venha da Junta do Arsenal, onde foi submetido a consulta. Recomenda-se a Manuel Luís [Álvares de Carvalho], [Médico da Real Câmara]. Refere-se às calúnias que mancharam a sua reputação.
O autor, [Secretário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra da Regência de Lisboa, Conde da Feira em 1820], pede a proteção do amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado no Brasil], para João Infante de Lacerda, vítima da sua própria mulher que solicitou a presença de um Juíz Administrador de bens, quando ela é, talvez, a grande responsável pela desordem existente na administração da casa. O autor reconhece que o dito João Infante não é culpado e que pensa em passar um aviso para lhe restituir a administração, mas sendo a mulher protegida por altas influências é bem possível que não consiga fazer com que ele seja ouvido. Escreverá ao [5.º] Conde das Galveias, [Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra no Rio de Janeiro], para o requerimento em que João Infante solicita a remuneração dos seus serviços.
O autor, [Secretário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra da Regência de Lisboa, Conde da Feira em 1820], recomenda o portador da carta, Francisco Vitorino de Castro. Pede a proteção do amigo António de Araújo de Azevedo para o assunto referente aos crimes cometidos contra o seu cunhado Bernardim Freire [de Andrade], cuja memória não ficou bem ilibada aos olhos do público. Recomenda também à proteção do destinatário, o Abade de Lustosa.
O autor, [Secretário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra da Regência de Lisboa, Conde da Feira em 1820], acusa a receção de duas cartas do amigo António de Araújo de Azevedo. Na de 13 de Dezembro em que lhe recomendava os negócios do Abade Correia [da Serra], de quem também recebeu uma carta de Filadélfia, onde o referido abade lhe solicitava proteção para que o procurador pudesse receber as suas pensões da Junta do Comércio e do Cofre da Pólvora. Diz que o Abade não lhe falou das pensões eclesiásticas mas acredita que não haverá grande dificuldade em alcançá-las. Na segunda carta datada de 14 de Janeiro, pode constatar as diligências de António de Araújo no assunto de João Infante de Lacerda. Recomenda novamente este caso visto que haverá quem procure fazer-lhe mal novamente. Recomenda-se ao amigo Manuel Luís [Álvares de Carvalho], [Médico da Real Câmara].
Refere-se às cartas que expediu em 18 de Outubro e pede a graça de perpétuo silêncio na causa movida há 37 anos por inimigos contra o seu padastro, João de Saldanha Lobo, de quem é herdeiro beneficiado. Deseja morrer descansado e deixar os seus descendentes livres de trabalhos. Pede a remuneração dos seus 52 anos de serviços. Oferece umas manufaturas da China.
O autor, bacharel em Leis, recorre à proteção do Conde da Barca, [min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], por ordem de D. Mariana Joaquina [de Arriaga], [prima do destinatário], para obter o despacho nos dois requerimentos que envia em anexo. Refere que é vítima de concorrência desleal há mais de vinte anos e que os seus colegas do Desembargo do Paço nunca se sacrificaram tanto como ele, mas conseguiram lucrar muito mais. Apresenta os trabalhos dos seus antepassados na Magistratura.
O autor, Brigadeiro efectivo Comandante da Legião de Goa?, pede ao Conde da Barca, [entretanto falecido], que proteja o seu requerimento junto de Sua Majestade, [D. João VI]. Diz que foi vítima da malícia de uma pessoa que lhe "furtou o assinado" pedindo a reforma para o autor quando este ainda estava em condições para desempenhar o real serviço.
Relação de uma encomenda de vários artigos.
Remete a cópia de um plano para o estabelecimento de um banco em Lisboa, defendendo as vantagens da existência de uma instituição desta natureza na capital portuguesa.
Requer autorização para estabelecer um banco, público ou privado, em Lisboa.
Participa ao amigo os processos de arrematação de terrenos; o atraso em que encontrou a fazenda; o início dos trabalhos com a encomenda de 32 escravos e 2 feitores; e os seus propósitos para preparar a fazenda.
Agradece ao amigo António de Araújo de Azevedo os esforços desenvolvidos para "dezencantár a minha mal fadáda sorte". Repete o desejo em que lhe seja nomeado sucessor. Refere que o amigo "Ch[evali]er da Bahia" se lhe queixa do comportamento de muitos ministros de lá e o convida a pedir algumas das melhores varas daquela Relação. Diz que não tomará qualquer decisão sem primeiro ouvir o conselho de António de Araújo. Remete a carta que o destinatário lhe havia confiado a qual "móstra bem a fôrça q[ue] se nos oppoem". Envia recomendações a D. Luísa.
Agradece a António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], as recomendações que fez a seu respeito a Francisco Joaquim Moreira de Sá e informa que este vai seguir a sua derrota e já está de regresso. Envia recomendações a D. Luísa. Esperava pelos despachos do dia de S. João para se deslocar à Corte [do Rio de Janeiro] onde espera obter uma Aposentadoria devido ao seu estado de saúde e da situação da suas Casa e família.
Deseja as melhoras ao amigo António de Araújo de Azevedo. Informa da sua intenção em se deslocar à Corte [do Rio de Janeiro] onde procurará obter uma colocação na Vara de Corregedor do Cível ou do Crime; ou de Agravista na Casa da Suplicação ou ainda como Intendente Geral da Polícia; ou na Administração Diamantina; ou na Ouvidoria de Vila Rica. Lamenta que o escravo que comprou para António de Araújo fosse inábil para o trabalho. Recebeu carta de Francisco Pereira onde este dava boas notícias das famílias de Lamego e de Amarante.
No final está transcrita uma carta dirigida ao Conde de Linhares, datada de 26 de Agosto de 1810 - Rio de Janeiro.
Observações sobre a Agricultura do Brasil e Sugestões para aperfeiçoar e adiantar esta útil arte por um vassalo britânico que residiu 20 anos nas Antilhas, e Estados Unidos da América empregado maiormente na Agricultura. Traduzido do inglês. Rio de Janeiro. Na Impressão Régia. 1810. Com Licença de S.A.R..
Acusa a receção da carta de 18 de Maio. Recomenda [Lourenço] Westin [Agente diplomático da Suécia na Corte do Rio de Janeiro], à proteção de "Le Comte d' Araújo", [Min. da Marinha e do Ultramar], visto que o Rei [sueco, Carlos XIII, 1809-1819], atendendo aos bons serviços de westin, deu-lhe permissão para permanecer no Rio de Janeiro. Refere a importância dos conhecimentos de Westin para a estabilização das relações comerciais entre a Suécia e o Brasil.
Informa que as observações que escreveu poucos dias após a sua chegada ao Brasil, em Junho último, e que serviriam unicamente para informar os Ministros de S.A.R., foram publicadas sem o seu consentimento pelo Conde de Linhares. Reitera os seus comentários sobre a escravatura africana no Brasil. Informa que se instalou na zona mais deserta de Porto Seguro perto das propriedades do destinatário, mais concretamente a seis léguas a Norte da Aldeia de Prado e 17 léguas da costa, encontrando-se rodeado de gentio bárbaro. Propõe-se a cultivar algodão e café, esperando poder empregar maquinaria da mais moderna, como aquela que é utilizada nas Antilhas, e introduzir melhores espécies de gado e cavalos.
Acusa a receção da carta de 18 de Maio. Recomenda [Lourenço] Westin [Agente diplomático da Suécia na Corte do Rio de Janeiro?], à proteção de "Le Comte d' Araújo", [Min. da Marinha e do Ultramar], visto que o rei [sueco, Carlos XIII, 1809-1819], atendendo aos bons serviços de Westin, deu-lhe permissão para permanecer no Rio de Janeiro. Refere a importância dos conhecimentos de Westin para a estabilização das relações comerciais entre a Suécia e o Brasil.
Demonstra a sua preocupação com o estado de saúde do destinatário depois do "violento" ataque de moléstia. Recorda o tempo em que viveu e dirigiu a casa do destinatário durante os quatro anos de Haia e que até o seu filho único lá nasceu. Recorre ao destinatário, benfeitor de muitos, para que proteja o seu marido, antigo servidor do destinatário, que se encontra em Lisboa. Depois que o mesmo partiu daqui em 1802 para a Rússia, a autora nunca mais o viu. Desejava que ele tivesse acompanhado o destinatário para o Brasil em vez de ter permanecido em Portugal, de onde nunca mais conseguiu remeter qualquer soma de dinheiro. Não tem meios para acorrer as necessidades do seu filho de 17 anos. Todos os seus meios diminuiram depois da presença dos franceses.
Comunica ao tio [António de Araújo de Azevedo], [Enviado Extraordinário nos Países Baixos], que já ajustou o casamento da sua filha única e herdeira maria Angelina com o primo Damião Pereira, filho de Gonçalo Pereira e de D. Inês Correia de Lencastre.
Solicita a proteção de António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], para o requerimento de José Joaquim Pereira martins, Lente do Real Corpo de Guardas Marinhas, que não seguiu viagem para o Brasil juntamente com o Corpo da Academia de Marinha, conforme ordenava S.A.R., por ter sido vítima de uma injustiça de José Maria Dantas Pereira, chefe da referida Academia.
Agradece as provas de amizade e bondade prestadas. Apresenta os motivos que presidem à renúncia do seu ofício. Pretende juntar-se à mulher e ao filho depois de tanto tempo de separação.
Em resposta à carta que António de Araújo lhe dirigiu no dia anterior, informa-o que não encontrou na Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda, os pareceres da Junta do Comércio sobre a fábrica de lanifícios que se pretende erguer na Vila de Moncorvo.
Informa que fez dez anos no dia 13 de Setembro que António de Araújo e o seu marido partiram. Refere-se à triste situação do seu marido desde que António de Araújo, seu mestre, partiu para o Brasil. Nada sabe dele desde 1810. Pede ao destinatário que fale a Mr. e Madame Pinheiro para que estes deêm novidades à autora acerca da dívida relativa à sua estadia em casa da autora nos anos de 1808 e 1809, quando regressavam de Berlim.
Acusa o Brigadeiro da vila de ter entregue, em seu nome pessoal, a António de Araújo de Azevedo toda a carga de cal que foi transportada no barco do autor e que na verdade pertencia a este. Refere que tal atitude foi apenas para o referido Brigadeiro ter ocasião de prestar serviços a "V. Exm.ma".
Informa António de Araújo de Azevedo que se desloca ao Rio de Janeiro para solicitar-lhe um exame sobre a sua conduta durante o exercício da Comissão dos Espingardeiros, para a qual foi encarregue pelo destinatário no tempo em que esteve no [Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra], [1804-1808].
Acusa o Cônsul Britânico de violar a lei, estabelecendo na sua residência uma outra administração dos correios à revelia dos interesses da população da ilha da Madeira.
O autor, pede ao Conde da Barca, "que actualmente Dirige os Negocios Publicos", proteção para o requerimento incluso onde suplica a efetividade do Posto de Coronel de Infantaria do qual já tem graduação há seis anos, embora continue no exercício de Ajudante de Ordens do Governo da Baía.
A Princesa Irene Dolgorouky, escreve a [António de Araújo] para testemunhar a imutabilidade dos seus sentimentos. Não comenta nenhuma novidade política porque presume que o destinatário as conhecerá melhor que ela. Com o governo de um Imperador em Paris, a autora e outros habitantes do norte não fazem mais do que saltitar de um lado para outro até ao momento em que serão obrigados a partir. Esperava rever o destinatário em [São] Petersburgo, mas como é impossível, acredita que a nomeação de Mr. de Sousa foi acertada, porque ele é homem de bom senso e honesto. Despede-se com "Amour est trop tendre, amitié trop banal".
Pede ao primo [Conde da Barca] que patrocine o requerimento que enviou para a Corte [do Rio de Janeiro], onde expõe que o Deão de Évora havia escolhido o seu segundo filho, de nome Gonçalo, para seu coadjutor e sucessor, mas que o entretanto morreu sem ter podido efetuar a renúncia. Pede o Beneplácito Régio para impetrar em Roma o Benefício.
O A., Domingos Sousa Coutinho, [1760-1833], [Conde do Funchal em 1808], [e Maqruês em 1833], [Enviado Extraordinário em Turim], agradece ao amigo [António de Araújo de Azevedo], [Enviado Extraordinário em Haia], a carta de 24 de Julho. Lamenta que depois de ter saído da Dinamarca, nunca mais tenha recebido notícias de [Francisco Joaquim Maria de] Brito e receia que as carts que lhe enviou de Dresden, Viena e Veneza, que continham cartas para a Corte, tenham sido extraviadas. refere-se à calúnia do "Moniteur" que envolve o dest. e o cargo que este ocupa. Informa que passará todo o verão em Liorne para tratar dos problemas de saúde que o afectam. pergunta se Portugal está em Guerra com a França.
Envia um requerimento de um homem honesto que contribuiu para "notre amusement à Lisbonne". Refere que não voltou a receber nenhuma missão depois que saíu de Lisboa devido às intrigas promovidas por Lord Strangford e que está reduzido a viver com uma pensão e com os seus próprios bens.
O A., D. Domingos António de Sousa Coutinho, [1760-1833], [Conde do Funchal em 1808], [e 1.º Marquês em 1833], [Embaixador em Londres], queixa-se do mau funcionamento do correio entre Londres e o Brasil. Remete uma carta de Lady Holland que tinha ficado fora da mala.
O A., D. Domingos de Sousa Couttinho, [1760-1833], [Conde do Funchal em 1808], [e 1.º Marquês em 1833], [Embaixador em Londres], acusa a receção do Maço que [António de Araújo de Azevedo], [Enviado Extraordinário em São Petersburgo] lhe enviou via Estocolmo. Informa que remeterá um maço para D. João e dois para o Visconde de Balsemão [Min. dos Estrangeiros e da Guerra].
Agradece a carta de 10 de Outubro e manifesta a sua satisfação pelo destinatário já se encontrar restabelecido. Descreve a viagem que empreendeu ao Rio Doce, onde sentiu a ameaça dos botecudos, tendo depois visitado a Casa da Fundição da Vila do Príncipe, a exploração diamantífera e a fábrica de ferro, onde admirou os trabalhos do Câmara, deslocou-se em seguida para Sabará para se inteirar dos trabalhos de Basílio Teixeira. Neste momento está em convalescença devido à queda de um cavalo. Escreveu uma carta a Linhares a defender a paz com os Botecudos. Constatou as atrocidades cometidas por um comandante de divisão sobre os referidos índios. Estimou em saber que as obras do laboratório estão avançadas e aguarda com ansiedade pelo dia em que começar a render. Refere-se às partidas de xadrez que tem jogado contra o Conde de Palma e o [Conde de] Oeynhausen. Informa António de Araújo de Azevedo que o seu irmão está contente com as condições mas que por enquanto não pode pedir a demissão do posto que ocupa. Em fevereiro fará uma visita ao destinatário. Refere-se aos trabalhos na mina de chumbo e prata do Abaité, e aos da fábrica de ferro que foram destinados a Varnhagen. Pede ao destinatário que interceda a favor da viúva do [Brigadeiro] Wiederhold. Solicita-lhe que entregue as cartas juntas, uma a Kieckhoefer e outra ao correio de Lisboa.
Informa que recebeu uma carta do Conde de Linhares. Em virtude de não poder ir nesse ano ao Rio Abaité, devido às àguas, fará uma outra viagem, também ordenada por Linhares, ao Rio Doce para examinar o novo vulcão. Recebeu ordem para se recolher ao Rio de Janeiro, após concluir as viagens. Pede a António de Araújo de Azevedo que interceda a seu favor a fim de evitar este seu regresso, visto que prefere prosseguir os seus trabalhos nesta capitania em vez de ir para o Rio de Janeiro ensinar mineralogia a quatro discípulos. Espera que Varnhagen ao estabelecer a Fábrica de Ferro, adopte os planos que o autor já havia principiado. Em Abril do próximo ano termina o contrato com que veio da Alemanha e que a única forma de o demover de regressar à sua Pátria é permanecer nesta capitania e estabelecer um novo estabelecimento, sugerindo as minas de Abaité, que lhe dê honra e a S.A.R. dinheiro. Defende que pode melhorar a mineração do ouro se ficar mais algum tempo, uma vez que existem mineiros e companhias que estão dispostos a trabalhar sob a sua supervisão. A decadência das minas de ouro não se deve à falta do minério mas sim à falta da aplicação de meios montanísticos. Em janeiro pensa em ir à corte para tratar dos minerais que enviou para o gabinete, mas voltará em abril para examinar a mina de Abaité.
Informa do conteúdo relatório que efetuou sobre a situação das divisões da conquista e civilização dos índios Botecudos, como também das estradas e sua navegação, do qual foi incumbido pelo Conde da Palma e pelo Conde de Linhares. Diz que após ter mostrado o mesmo relatório ao Conde da Palma, o mesmo que ao princípio o aprovava, rapidamente passou a reprová-lo. O autor, não querendo ser imprudente, pede ao destinatário que analise as suas ideias, que vão num papel junto e que lhe responda com a maior brevidade para poder remetê-lo para Linhares. Pergunta como vão as obras.
Remete em anexo os extratos que ofereci a V.Ex. recomenda o negócio de Herrera e o da galera de Santa Catarina.
Solicita ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], que lhe conceda uma audiência o mais breve possível.
Felicita o destinatário pelo título de Conde da Barca "como há anos, os que respeitam a V. Ex.ª, e eu, esperavamos". Aguarda pela chegada do Conde de Palmela para o substituir no cargo e assim poder regressar a Portugal.
Refere que desejava ter seguido a corte portuguesa para a América, mas foi-lhe ordenado o regresso a Londres. Lembra o zelo com que serviu os interesses de Portugal durante a sua missão em Lisboa. Na última página está anotado o endereço de antónio de Araújo de Azevedo.
Felicita António de Araújo de Azevedo pelo seu restabelecimento. Informa da má conduta do vice-provedor José de Sousa e Melo em relação aos deputados da Companhia [da Agricultura das Vinhas do Alto Douro]. Pede a proteção do destinatário para ser reconduzido no cargo de deputado, vice-provedor ou provedor. Roga para ser nomeado chefe do Tribunal de Comércio no Porto ou outro estabelecimento que S.A.R. venha a criar. Remete um pano de linho em mãos do Capitão do Brigue Athlant.
Solicita a António de Araújo de Azevedo que lhe comunique uma parte dos Estatutos das Escolas Menores que ultimamente se ordenaram em França e a opinião de Stocqueler sobre este assunto.
Remete ao amigo e colega António de Araújo de Azevedo os papés que o Visconde de Anadia lhe diirigiu há dois dias.
Tendo tomado conhecimento da feliz chegada de António de Araújo de Azevedo, Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, ao "Imperio do Brazil", só agora lhe é possível enviar as felicitações em virturde de as comunicações com a Inglaterra terem estado interrompidas. Esta foi uma situação que causou também um atraso na receção nas determinações de S.A.R. relativas à admissão de navios e negociantes estrangeiros nos portos do Brasil. Refere-se a seu navio carregado de panos que está retido no Rio Eider e para o qual a Corte da Dinamarca só cede um passaporte em condições inaceitáveis. Refere-se à falta de catorze correios de Espanha e de Portugal. Fala na expectativa em que se encontram perante a possibilidade de abertura de comércio livre com o Brasil, tendo mesmo as Casas Hope & Cia., de Amsterdão, Baring Brothers, de Londres, e outras enviado um agente comercial para o Rio de Janeiro chamado [Gustavo] Kieckhoefer, o qual já declarara bancarrota em Lisboa. Refere-se à concessão do contrato de pau Brasil. Pede ao destinatário que proteja o seu filho Pedro Gabe [de Massarelos] que vai ao Rio de Janeiro para tratar de assuntos de sua casa e solicitar o emprego de Cônsul Geral de Portugal em Hamburgo. Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Informa que ainda não recebeu a carta que António de araújo de Azevedo lhe enviou por João José Maria [de Brito], visto que as caixas deste ainda não chegaram. Remete por este correio, ao Conde de Aguiar, o plano de administração da mina de chumbo e prata, aguardando para o próximo correio a cópia para António de Araújo de Azevedo. Pede-lhe que fale com o mesmo Conde para que o seu irmão seja nomeado Inspetor Conservador dos Matos. O irmão está a trabalhar no plano para ver a maior aproximação entre o Mucuri e o Tejuco, segundoas observações do autor e a carta marítima da costa do Brasil. Informa que já enviou o barril de perdizes. Aconselha o destinatário a "fugir" para a Serra do Padre Correia para evitar o calor e as doenças do Rio de Janeiro. Em P.s. acusa a receção da carta e agradece o cuidado que o destinatário tem demonstrado com o autor. Deseja saber se o destinatário tem alguma obra de Humboldt. Refere-se aos animais selvagens que têm sido encontrados na mina de Abaité. Não enviou ainda os minerais porque está a examiná-los. O Conde da Palma diz que os papéis relativos ao plano não podem seguir neste correio. Recomendações a Manuel Luís.
O autor, [Cônsul Geral da Grã-Bretanha em Portugal e depois no Rio de Janeiro], agradece a carta recebida. Comenta a política internacional, sobretudo as relações entre Portugal e Inglaterra. Faz recomendações à Duquesa do Cadaval.