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Bernardo José de Abrantes e Castro, Médico e Fundador do Investigador Português, refere-se aos ataques disferidos pelo Correio Braziliense devido ao artigo que o A. publicou no n.º XVI do Investigador sobre o "Tratado de Comercio entre Portugal e Inglaterra". O Conde do Funchal desgostou do referido artigo e de um outro intitulado "Cayenna". O autor solicita a António de Araújo de Azevedo que desfaça qualquer intriga que possa surgir sobre este assunto. Relembra o caso de Teodoro josé Pinheiro, [oficial da Secretaria do Negócios Estrangeiros que acompanhou Palmela para Londres].
Aguarda por notícias de António de Araújo. Informa que o Conde do Funchal está em negociações com Lord Castelreagh sobre o Tratado de Comércio, Companhia do Porto e indemnização dos navios injustamente, para as quais os n. XXVI e XXVII do Investigador concorreram eficazmente. Diz que é necessário o apoio de S.A.R. e do Ministério para o bom funcionamento do Jornal. Defende que é necessário respeitar a nação inglesa, mas que é necessário publicar os desaforos e injustiças dos particulares ingleses. Informa do estado da actual Guerra da Península. As Cortes espanholas vão reunir-se no dia 1 de Outubro, havendo a possibilidade de chamarem para Regente a Princesa-Regente [de Portugal, D. Carlota Joaquina]. Recomenda-se a Manuel Luís e relembra a sua súplica de regressar a Lisboa.
O autor, Bernardo José de Abrantes e Castro, [médico, fundador e redator do Investigador Português em Londres], acusa a receção da carta de 9 de Julho e, com ela, do bilhete de Lord Strangford [Min. Inglês no Rio de Janeiro], onde constatou a situação do seu requerimento. Pede António de Araújo de Azevedo que interceda junto do Conde de Aguiar a fim de lhe alcançar a transferência da redação do jornal para o cargo de Inspetor Geral dos Hospitais, [que ocupou até 1809], por forma a ir viver para junto da família. Diz que o [Conde do Funchal], Embaixador [português em Londres] não lhe dá a respetiva autorização, apesar do seu sogro lhe ter escrito a pedir a dispensa. Comenta a notícia que este mês saiu no "Correio Braziliense" sobre António de Araújo de Azevedo e informa da conversa que manteve com o Conde do Funchal que se mostrou disponível para se reconciliar com o destinatário. Refere-se às cartas que publicou no Jornal sobre o destinatário, à campanha de Lord Wellington em Espanha e à Constituição espanhola. Envia recomendações a Manuel Luís e aos irmãos Navarro.
Bernardo José de Abrantes e Castro, [médico, fundador e] redator do Investigador Português, chama a atenção para os artigos "Tratado de Comercio entre Portugal e Inglaterra" e "Cayenna" do n.º XXVI do Jornal; para as observações ao discurso de Mr. Wilberforce no n.º XVII; e a resposta aos redatores do Edinburgh Review no n.º XVIII. Fala nos ataques perpetrados pelo Correio Braziliense, "assalariado pelo governo Inglez", contra o Investigador. Adverte que não lhe é possivel permanecer por mais tempo em Inglaterra por causa da saúde da mulher. Informa das intrigas existentes entre o Conde do Funchal e o Conde de Palmela, devido à acção do Oficial de Secretaria que acompanha este último, Teodoro José Pinheiro.
O autor, Bernardo José de Abrantes e Castro, [Médico Honorário da Real Câmara], [redator do Investigador Português], recomenda o portador da carta, Cavalcanti, que acabou a sua comissão de Governador da Ilha de São Miguel. Sabe pela carta que Manuel Luís escreveu a Francisco de Melo Franco que o destinatário está em convalescença da "febre lenta nervoza". Pede a António de Araújo de Azevedo que proteja o Investigador [Português] e que evite que S.A.R. lhe retire o apoio para dar ao Correio Braziliense. Informa que a situação em Espanha não é muito boa e que S.A.R. fosse ambicioso esta era a altura certa para unir os dois reinos. Em França a situação melhora.
O autor, médico e fundador e redator do Investigador Português em Londres remete, em anexo, a António de Araújo de Azevedo, Conselheiro de Estado, a carta que seu "pai" José Bento de Araújo escreveu ao Embaixador em Londres, o Conde do Funchal. Na última página está anotado o endereço de António de Araújo no Rio de Janeiro.
O autor, Bernardo José de Abrantes e Castro, médico e redator do Investigador Português, soube por Vicente Navarro [de Andrade] que António de Araújo de Azevedo já se encontrava em convalescença devido aos esforços do médico [da Real Câmara] Manuel Luís [Álvares de Carvalho]. Informa dos primeiros sinais de indisciplina do exército após dois meses de ausência do marechal General Beresford [que se encontra no Rio de Janeiro]. Lamenta as recusas do Conde do Funchal em ir para o Ministério e em ir para Roma [como Ministro Plenipotenciário] e que o resultado destas é ter contra si a opinião pública que desconhece as verdadeiras razões para tal comportamento. Remete um exemplar do poema de Luciano Bonaparte e outro para o Marquês de Aguiar, que foram os únicos que apareceram em Lisboa e que por isso não pode enviar outro ao Visconde de Vilanova da Rainha e a Rodrigo Pinto Guedes. Houve uma "hespanholada" na Corunha mas foi controlada logo no início.
O autor, [médico, fundador e redator do Investigador Português em Londres], transcreve a carta que dirigiu ao Conde das Galveias, onde fala da remessa de exemplares do Investigador Português e da análse que fez sobre o incendiário folheto que o Desembargador Vicente José Ferreira de Castro publicou no Correio Braziliense. Pedia, ainda, a recondução no cargo de Inspector Geral ou de Físico-Mor do Exército e Director Fiscal de todos os ramos pertencentes à repartição dos Hospitais Militares, cargos que lhe pertencem por lei. Informa que escreveu uma carta ao Conde de Aguiar nos mesmos moldes. Suplica proteção ao destinatário para ser empregado em Portugal ou, então, para ser dispensado da redacção do Jornal, para poder ir viver junto da família para Lisboa. Refere-se à doença do Conde do Funchal, o qual não deverá partir de Londres tão cedo, apesar do seu sucessor ter chegado a Lisboa no dia 16 de setembro.
Informa que o Marechal General [Beresford] propô-lo para Físico-Mor do Exército, mas os Governadores do Reino, o Marquês de Borba e o Principal Sousa, os quais reconheceram a incapacidade de José Carlos Barreto para o referido cargo. No entanto, o autor conta com a oposição de D. Miguel que diz "que o seu protegido não tem crimes!". Pede ao Conde da Barca que proteja junto de S.A.R. a proposta do Marechal a favor do autor.
O autor, Bernardo José de Abrantes e Castro, Médico Honorário da Real Câmara, redator do Investigador Português, informa que soube pela carta que Manuel Luís escreveu a Melo Franco que António de Araújo de Azevedo já se encontrava melhor de saúde. Informa da audiência que manteve com o Marechal Beresford onde este lhe deu a conhecer que S.A.R. ordenava que se tornasse a praticar o Regulamento de 1805 e pretendia que o autor chefiasse novamente a Repartição dos Hospitais Militares, cargo que prontamente aceitou. Pede ao destinatário que facilite este negócio visto que o Marechal recorrerá diretamente a S.M. devido ao facto de D. Miguel levar "o Governo para onde quer". Diz que caso regresse à referida repartição, deseja que S.A.R. lhe substitua a pensão que recebe pela Administração da Real Fazenda pelo ordenado que vencia antes da partida da Corte para o Brasil.
O autor, Bernardo José de Abrantes e Castro, Médico Honorário da Real Câmara, redator do Investigador Português, acusa a receção da carta de 3 de Setembro. Fala da proposta que o Marechal Beresford, Comandante em Chefe do Exército, lhe apresentou para dirigir a Repartição dos Hospitais Militares e da concordância dos Governadores do Reino, o Marquês de Borba e o Principal Sousa. Diz que no entanto o Secretário do Governo, D. Miguel Pereira Forjaz, recusou-se perante o Marechal em substituir o atual Físico-Mor, [José Carlos Barreto], porque este não cometeu qualquer erro e também porque o cargo de Inspetor dos Hospitais Militares foi abolido por Aviso do Conde de Linhares. O autor defende que está livre de todas estas intrigas porque foi abolido por S.A.R. de todos os crimes de que o acusaram. Revolta-se contra o ofício que D. Miguel Pereira Forjaz expediu para S.A.R. defendendo as qualidades de José Carlos Barreto, Físico-Mor do Exército. Diz que já provou através do Investigador que não era partidário dos franceses e sustenta que também não é partidário de Beresford e dos ingleses, mas sim da Razão e da Justiça.
Acusa a receção da carta de 16 de Abril e lamenta que o destinatário continue a passar mal de saúde. Demonstra a sua satisfação pela aprovação de António de Araújo de Azevedo à sua Memória e diz que não a publicará sem a sua autorização tal como as outras que tem em seu poder. Revolta-se contra a possibilidade de S.A.R. retirar o auxílio ao Investigador Português para o dar ao Correio Braziliense e pede ao destinatário que "obste a esta surda intriga". Informa que no navio em que segue esta carta vai também o Marechal Beresford, o qual tem estado desgostoso e em discordância com o Secretário do governo encarregado dos Negócios da Guerra. Diz que a vontade de todos os portugueses é que S.A.R. não retire ao Marechal o comando do exército devido aos excelentes serviços que tem prestado na reorganização do mesmo e que tal atitude seria perder o exército e que ainda há muito para fazer antes de se entregar o comando a um general português. Informa que com a subida de Luís XVIII ao trono de França estão reunidas as condições para S.A.R. regressar a Lisboa. Informa que está disposto a servir no Brasil e se o destinatário concordar que faça expedir o Aviso competente. Oferece um exemplar da História do Brasil publicada há dois meses em Paris.
Solicita a António de Araújo de Azevedo que proteja junto do Marquês de Aguiar, o requerimento do Dr. Egídio que é justíssimo pelos serviços que tem prestado a S.A.R., na qualidade de médico e nas experiência e prática que adquiriu nas àguas termais [das Caldas] da Rainha.
Informa que enviou com a carta de 1 de Dezembro as observações sobre a conservação ou expulsão de oficiais ingleses no exército português. Comenta a sua resposta ao Aviso de 9 de Janeiro que lhe pedia informações sobre o estabelecimento de um Hospital Militar no Colégio da Estrela antes da partida de S.A.R. para o Rio de Janeiro, onde o destinatário poderá constatar a desordem em que se acha a repartição dos Hospitais Militares. Informa da decisão do Governo em suspender as obras no Colégio da Estrela, após ler a referida resposta, e instalar ali um curso segundo o Plano do Arcebispo de Évora [Frei Joaquim de Santa Clara Brandão]. Refere-se à sua recusa em dirigir a referida repartição enquanto não for revogado o regulamento interino [aprovado pela Portaria de 9 de fevereiro de 1813] em detrimento do Regulamento aprovado pelo Alvará de 27 de Março de 1805. Diz que José Feliciano de Castilho foi mandado recolher à Universidade e que o seu projeto de admitir os frades de S. João de Deus nos hospitais militares abortou. Seria útil que o Dr. José Carlos Barreto seguisse Castilho. Diz que S.A.R. deve impor fortes direitos sobre vinhos estrangeiros importados para o Brasil por forma a proteger os nacionais.
Considerações sobre o projeto para o Regulamento dos Hospitais Regimentais, solicitadas pelo Aviso de 2 de Novembro de S.A.R..
O autor, [médico, fundador e redator do Investigador Português em Londres] pede a proteção de António de Araújo de Azevedo para ser substituído na redação do Jornal pelo Dr. Miguel Caetano de Castro, doutorado pela Universidade de Edimburgo. Escreverá ao Conde de Aguiar, remetendo a carta do referido Dr. Miguel, a pedir a sua dispensa e também ao Visconde de Vilanova da Rainha. Pretende ser reintegrado no cargo de [inspetor Geral dos Hospitais Militares], do qual foi afastado injustamente pelo Conde de Linhares. Se não for possível alcançar a dita dispensa, está disposto a solicitar a autorização para se deslocar pessoalmente ao Rio de Janeiro e apresentar-se a S.A.R.. Remete uma carta em anexo, onde se pode constatar a falta de vontade do Conde do Funchal em ir para o Rio de Janeiro. Refere-se às intrigas que mantém com o Dr. Heliodoro [Jacinto de Araújo Carneiro] e com Hipólito [José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, redator do Correio Braziliense], a quem recusou o convite para integrar a maçonaria na "Loja Lusitana". Em P.s. informa que [João Paulo] Bezerra [de Seixas] foi chamado para o Serviço Real por uma carta escrita pelo próprio Príncipe-Regente.
O autor, em resposta à carta de 16 de Outubro, manifesta ao Dr. Bernardo José de Abrantes e Castro, redator do Investigador Português em Londres, a sua total disponibilidade para trabalhar na redação do referido jornal. Na última página está anotado o endereço do Dr. Bernardo em Londres.
O autor refere-se às cartas que já enviou. Pede a proteção de António de Araújo de Azevedo para alcançar uma decisão favorável na sua súplica, estando mesmo disposto a abdicar da indemnização que tem direito a receber conforme o Aviso de 8 de Janeiro que o absloveu [dos crimes de maçon e jacobinismo]. Pede para ser nomeado médico honorário da Real Câmara, sem compensação financeira, ou então para ser reintegrado na repartição dos Hospitais Militares. Transcreve trechos da obra [The present State of Portugal and of the portuguese army], da autoria do dr. Andrew Halliday, onde este elogia o trabalho do autor na referida repartição. Informa que João Paulo Bezerra [de Seixas] partirá em breve para o Rio de Janeiro e que o Embaixador em Londres, [o Conde do Funchal], não aceita a sua dispensa do Jornal devido à grande preguiça de Vicente Pedro [Nolasco da Cunha]. Conforme as suas profecias, Napoleão não tardará a depor as armas devido à grande oposição das forças russas. Lord Wellington uniu-se ao [General] Hill e todos os dias se esperam grandes acontecimentos em Espanha. Previne o destinatário das intrigas que Heliodoro [Jacinto de Araújo Carneiro] prepara contra ele. Recomendações a Manuel Luís.
O autor, apesar de não receber carta de António de Araújo de Azevdo desde outubro, soube em Falmouth que o mesmo encontra-se bem de saúde. Informa que está a caminho de Lisboa para ir buscar a sua esposa porque não sairá definitivamente de Londres sem antes receber a autorização de S.A.R., embora tenha acabado de ser nomeado médico honorário da Real Câmara com uma pensão de três mil cruzados. Escreverá hoje ao conde de Aguiar a agradecer o despacho. Pede ao destinatário que beije por si a mão de S.A.R. em sinal de agradecimento.
Informa que recebeu, em Lisboa, as cartas de 12 e 24 de dezembro. O facto de ali ter ido buscar a sua esposa, tem-lhe causado os mais profundos dissabores pessoais. Agradece [a António de Araújo, Conselheiro de Estado no Brasil], por ter falado ao Conde de Aguiar, [Min. do Reino], e participa que apresentou ao mesmo um substituto para a redação do jornal. Concorda que não deve entrar para a Repartição dos Hospitais Militares devido à desordem que por ali reina. Aceita o conselho que deve ser menos àspero na censura. Lembra os deportados [da Setembrizada] de 1810. Refere-se à nova regência espanhola, elogia a campanha militar dos russos, e fala na declaração formal feita pelos aliados sobre a França. Parece-lhe que o Conde do Funchal, [Embaixador em Londres], [entre 1803 e 1814], não vai para o Rio de Janeiro. Em P.s. comunica o falecimento do Marquês de Alorna e do irmão do Marquês de Tancos em Conisberga, onde a Legião Lusitana foi aniquilada.
Agradece a carta de 15 de Fevereiro e concorda com António de Araújo de Azevedo quando lhe diz que não deveria reingressar na Repartição dos Hospitais Militares. Agradece ao destinatário por ter falado ao Conde de Aguiar sobre a sua pretensão em se retirar para Lisboa. Informa da conversa que manteve com o Conde do Funchal acerca da sua possível substituição na redação pelo Dr. [Miguel Caetano de] Castro. Refere-se à repreensão que o Conde do Funchal deu a Vicente Pedro [Nolasco da Cunha] em frente ao Conde de Palmela, devido às más traduções e à "preguiça innata". Fala sobre as pretensões manifestadas pelo Jornal de Coimbra e pelo seu redator [o Padre José Agostinho de Macedo] em abater o Investigador Português. Diz que estão em vésperas de grandes acontecimentos na Alemanha e na Península [Ibérica] e que os ingleses vão gostar pouco do n.º XXIII do Jornal. Recomenda-se a Manuel Luís [Alvares de Carvalho] e pede ao destinatário notícias sobre Melo Franco.
Remete em anexo uma cópia do requerimento do Dr. António da cruz Guerreiro, irmão do secretário da Embaixada portuguesa em Londres, [Rafael da Cruz Guerreiro], que pretende obter a jubilação em Lente substituto de Medicina. Pede ao destinatário que faça vir o Despacho diretamente do Rio de Janeiro com toda a brevidade possível devido ao lastimoso estado de saúde do requerente.
O autor, [secretário da Embaixada portuguesa em Londres], remete ao [Dr. Bernardo José de Abrantes e Castro] a petição do seu irmão, [António da Cruz Guerreiro], que o destinatário lhe tinha prometido de dirigir e recomendar à proteção de António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro].
Acusa a receção da carta de 24 de Fevereiro. Concorda com António de Araújo de Azevedo quando lhe diz que é provável que o Desembargador Vicente [José Ferreira de Castro] recalcitre. Informa que recebeu uma pensão anual de 1.200$000 como indemnização pela perda do lugar de Inspetor [Geral dos Hospitais Militares] e que por isso todas as suas pretensões posteriores serão inoportunas como o Conde das Galveias comunicou oficialmente ao Conde do Funchal. Comunica que a sua esposa passa muito mal em Londres e que por isso, o autor pretende regressar a Londres onde poderá continuar a trabalhar para o jornal. Remete duas cartas onde se pode constatar que os inimigos já atacam a sua família e outra com comentários de um dos governadores do reino a respeito do Investigador. Chama a atenção para o artigo "Correpondência" e remete o folheto a que alude Ricardo Raimundo na sua carta.
Remete 56$400 réis para pagamento da "Edinburgh Review" e solicita a Bernardo José de Abrantes e Castro, médico da Real Câmara, que prossiga com as remessas desta. Ordena, ainda, a Abrantes e Castro que, como redator do "Investigador Português", deverá fazer sair, no número de Maio, a resposta ao artigo publicado pelo Desembargador Vicente José Ferreira de Castro no Correio Brasilienze, devendo assegurar que a opinião geral da nação é oposta aos "devaneios de quatro cabeças esquentadas" e que os redatores do "Investigador" merecem o louvor dos seus concidadãos. Na última página está anotado o endereço do destinatário em Londres.
Acusa a receção da carta de 14 de Abril de Bernardo José de Abrantes e Castro. Refere-se às suspeitas deste de que a sua esposa poderá estar grávida. Informa que os adversários sofreram uma grande derrota. Comenta a permanência do destinatário em Londres. Tentará enviar o poema manuscrito de José Agostinho de Macedo intitulado "Os Burros [ou o reinado da Sandice: Poema heroi-comico-satyrico em seis cantos]". Remete cartas de Libania e D. Catarina. Na última página está anotado o endereço do Bernardo em Londres.
O autor, Bernardo José de Abrantes e Castro, médico, redator do Investigador Português, acusa a receção da carta de julho e lamenta a quebra de saúde do destinatário. Diz que S.A.R. deveria regressar a Lisboa ou então mudar a Corte para São Paulo ou para Minas Gerais. Remete cópia das observações que a respeito da conservação e expulsão dos Oficiais ingleses do Exército português, assunto que tem sido muito negociado ultimamente entre o Marechal Beresford e o Governo de Lisboa, as quais achou D.Miguel [Pereira Forjaz], que não deveriam ser divulgadas ainda. Comenta e remete o plano apresentado pelo Marechal Beresford para o estabelecimento dos hospitais militares. Pede a S.A.R. que mande aplicar o dito regulamento e que nomeie o autor presidente da Administração Central dos Hospitais Militares durante a ausência do Físico-Mor do Exército Francisco Manuel de Paula. Denuncia José Feliciano de Castilho que desertou da sua aula na universidade e que escandalosamente ilude D. Miguel [Pereira Forjaz] com os seus conselhos. Defende que os frades da Congregação de São João de Deus não deveriam ser restituídos aos hospitais militares devido ao muito que roubaram anteriormente. Informa que o Coronel Maximiniano de Brito Mouzinho remeteu cópia das observações do autor ao Sodré, que foi secretário de Lord Wellington.
O autor, Bernardo josé de Abrantes e castro, [médico, redator do Investigador Portuguez], informa a António de Araújo de Azevedo da situação em que se encontra a concessão do contrato do tabaco, autorizada pela Resolução de S.A.R. de finais de Setembro. Alerta para a necessidade do Estado em assegurar um bom contrato por forma a obter as rendas que lhe permitam um bom funcionamento de todas as repartições públicas. Deseja as melhoras de saúde. Diz que já é tempo de S.A.R. regressar à "sua antiga, e saudoza capital".
Remete duas cartas de Rodrigo Navarro [de Andrade], sendo uma delas para António de Araújo de Azevedo e outra para o Marquês de Aguiar. Pede ao destinatário que avise José Liberato Freire de Carvalho, seu substituto no Investigador Português, se alguma vez S.A.R. ou o Ministério não gostarem de algum artigo que seja publicado. Informa que optou por continuar a ser redator do jornal, apesar do aviso que o Marquês de Aguiar escreveu ao Conde do Funchal não o obrigar a isso. Transcreve a lista dos artigos que enviou para o jornal desde 6 de Fevereiro, data em que chegou a Lisboa. Queixa-se da ociosidade de Vicente Pedro Nolasco da Cunha, redator do Investigador Português em Londres. Prontifica-se para ir a Londres se por acaso acontecer algum imprevisto com algum dos redatores que lá estão. Augura um mau futuro para o Congresso [de Viena]. Expõe os motivos da aversão que os portugueses têm para com a Inglaterra. Diz que podia ter desenrascado no Investigador todos aqueles que são inimigos do reino e que atualmente dificultam o trabalho aos governadores do reino.
Informa a António de Araújo de Azevedo das solicitações que tem recebido para ingressar na Repartição dos hospitais militares, as quais tem rejeitado devido à desordem, intriga e roubos que a referida repartição tem sofrido, tal como o Arsenal Real do Exército. Acha que se o destinatário estivesse na Repartição [dos Negócios Estrangeiros] e da Guerra seria muito mais fácil empreender uma reorganização dos hospitais, visto que o atual secretário do Governo nada faz devido à oposição interna. A única forma de voltar a entrar na dita Repartição é ocupar novamente o cargo de Inspetor Geral, que lhe foi dado por decretos régios que ainda não foram derrogados.
Informa das solicitações do Principal Sousa e do marquês de Borba para que ele se encarregasse da repartição dos Hospitais, no cargo de Inspetor Geral. Manifesta a sua vontade em aceitar o cargo mas sob condição de ser S.A.R. a ordená-lo e com o título que detinha antes de ser exonerado do cargo [em 30 de Setembro de 1809] por D. Rodrigo de Sousa Coutinho, [Conde de Linhares].
Felicita António de Araújo de Azevedo pela sua nomeação para Ministro de Estado da Marinha e do Ultramar. Agradece ao destinatário pela forma como concorreu para que S.A.R. permitisse o regresso do mesmo a Lisboa.
O autor, corretor particular de comércio, requere a S.A.R. a graça de o admitir no número de corretores jurados do comércio da Praça do Rio de Janeiro. Possui uma atestação, datada de 13 de janeiro de 1814, da sua "honra, segredo e imparcialidade" subscrita por quarenta e uma casas de comércio da Praça do Rio de Janeiro.
O autor, [corretor particular de comércio], pede a proteção de António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro], para o requerimento incluso.
Remete duas listas de preços de géneros alimentícios do Rio de Janeiro. Solicita a António de Araújo de Azevedo, Ministro da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro, que proteja o requerimento do autor que lhe foi entregue pelo Major Feldner. Na 1.ª página está apontado o endereço do destinatário.
O autor, Comandante do Navio Sete de Março, acusa o transporte de uma caixa com livros, proveniente da firma Jean de Charro & Filhos, que deverá ser entregue em Lisboa ou no Rio de Janeiro, a António de Araújo de Azevedo.
Refere que a última carta que dirigiu ao comendador António de Araújo foi a de 5 de Setembro de 1809, ainda com o nome da firma Jean de Charro & fils., a qual foi remetida pelo Chevalier Bezerra. A referida firma cessou no dia 1 de Janeiro passado, continuando os negócios que restavam a ser tratados em nome pessoal do autor. Remete carta de Mme. Durand e solicta ao destinatário que envie, se possível, alguma quantia para a conta de Dias Santos em Londres em virtude de ainda se encontrar devedor.
O [Desembargador], Francisco Duarte Coelho, [deportado na Setembrizada de 1810 sob acusação de jacobinismo], reclama a sua inocência junto de António de Araújo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil]. Invoca os serviços prestados durante mais de vinte anos, para solicitar a cedência de um serviço na referida Repartição. Remete a obra "Reflexões Estatisticas" sobre a ilha de Angra, a qual pretende manter anónima devido às ideias inovadoras que nela defende. Louva o trabalho de [Aires Pinto de Sousa Coutinho] Governador das Ilhas açorianas.
Encontrando-se em serviço na localidade de Itapuãa e apesar da notícia "ainda correr avulsa", apresenta os parabéns ao Conde da Barca pelos seus despachos.
O autor, antigo Cadete da Legião Portuguesa, apela à proteção do destinatário para obter do Príncipe-regente uma patente de oficial para si e para o seu irmão. Refere que permaneceram sempre fiéis ao P. R. e que de imediato solicitaram autorização ao Embaixador em Londres para irem defender Portugal dos inimigos, o que lhe foi prontamente recusado em virtude do Embaixador não ter ordem para tal e ter sugerido que como franceses que eram podiam ser chacinados pelo povo. Em P.s. se o destinatário responder que o faça pelo Conde do Funchal.
Agradece a carta de 29 de Julho e apressa-se a responder às razões que V. Ex.ª me dá para coligir à memória que apresentará ao Rei. Certo de que com a proteção de um poderoso ministro como o Conde da Barca, o povo nada terá a dizer sobre um favor que o Rei faz, sobre tudo para uma pessoa que se sacrificou para permanecer fiel a S.A.R.. Informa que, juntamente com o Chevalier, pediu ao Embaixador de Londres para serem empregues e ajudar a rechaçar o inimigo em Portugal, mas tal foi-lhes negado em virtude de não possuir a ordem necessária e ao facto de serem franceses. Relembra a boa conduta que sempre tiveram em Lisboa e a amizade do destinatário pela família da sua mulher, que se recomenda.
O A., Presidente da Reunião dos Cavaleiros de todas as Ordens da Europa, recomenda a António de Araújo, [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil], o portador da carta, Heliodoro Jacinto de Araújo Carneiro. Remete os documentos respeitantes à reunião mencionada, que teve lugar em Viena em 29 de Dezembro de 1814, onde foram discutidos temas como a pirataria dos Estados barbarescos, entre outros. Recomenda uma leitura mais atenciosa dos docs. I e II e a adopção dos principios neles expostos, os quais já foram aceites pelas outras potências. Sugere os sistemas das escolas de Bell e Lancaster para a educação da mocidade no Brasil.
Justifica a ausência de correspondência desde 1807, ano em que saiu de Portugal, devido às circunstâncias políticas da Europa. Deseja a António de Araújo de Azevedo, Ministro da Marinha e do Ultramar, um rápido restabelecimento da saúde. Informa que esteve ao serviço de Carlos IV, em Paris, como seu correspondente confidencial, mas que agora como os seus serviços foram dispensados e recusou-se, também, a ir para Roma ficará desempregado. Pede ao destinatário que o nomeie Secretário da Embaixada de Portugal em Paris. Solicita o apoio de S.A.R. para a publicação periódica mensal, O Observador Lusitano em Paris, que acaba de lançar e cujo n.º 1 remete em anexo. Acha que esta obra poderá ser executada num plano superior aos jornais de Londres O Investigador Português e o Correio Braziliense. Como prova da sua lealdade a S.A.R. remete cópias de alguns papéis diplomáticos que pertenceram ao espanhol, Eugénio Izquierdo de Ribera y Lezaun, relativos aos acontecimentos de 1807 e 1808.
N.º VII e. - des Piéces annexées au Rapport du Président de la Réunion des Chevaliers de tous les Ordres de l'Europe, qui eut lieu à Vienne, le 29 décembre 1814. - CIRCULAIRE ADRESSÉE PAR LE PRESIDENT A MESSIEURS LES CONSULSDES NATIONS EN PAIX AVEC LES RÉGENCES BARBARESQUES, RÉSIDANS PRÉS D'ELLES, AVEC LA RÉPONSE DE CEUX DE TRIPOLI.
N.º V e. - Des Pièces annexées au Rapport du Président de la réunion des Chevaliers de tous les Ordres de l'Europe, qui eut lieu à Vienne, le 29 décembre 1814. - RÉCITS DE LA MALHEURESE SITUATION, DES MAUVAIS TRAITEMENS, ET DES SOUFFRANCES DES ESCLAVES BLANCS, EN AFRIQUE.
N.º IV e. - Des Pièces annexées au Rapport du Président de la réunion des Chevaliers de tous les Ordres de l'Europe, qui eut lieu à Vienne, le 29 décembre 1814. - COPIE D'UNE LETTREDU PRÉSIDENT DE LA REUNION DES CHEVALIERS LIBÉRATEURS DES ESCLAVES BLANCS, EN AFRIQUE, Au premier Ministre de Sa Majesté le Roi de Sardaigne. Possui correcções manuscritas.
N.º III e. - Des Pièces annexées au Rapport du Président de la réunion des Chevaliers de tous les Ordres de l'Europe, qui eut lieu à Vienne, le 29 décembre 1814. - EXTRAIT DE DIFFÉRENTES LETTRES DE PERSONNES EN AUTORITÉ QUI S'INTÉRESSENT A LA LIBERATION DES ESCLAVES BLANCS, EN AFRIQUE, ADRESSÊES A SIR SIDNEY SMITH, Entre le 16 Septembre et 17 décembre 1814.
N.º II e. - Des Pièces annexées au Rapport du Président de la réunion des Chevaliers de tous les Ordres de l'Europe, qui eut lieu à Vienne, le 29 décembre 1814. - LETTRE DE M. LE COMTE DE VALLAISE, MINISTRE DE S. M. LE ROI DE SARDAIGNE, A SIR SIDNEY SMITH.
N.º I er. - Des Pièces annexées au Rapport du Président de la réunion des Chevaliers de tous les Ordres de l'Europe, qui eut lieu à Vienne, le 29 décembre 1814. - MÉMOIRE SUR LA NÉCESSITÉ ET LES MOYENS DE FAIRE CESSER LES PIRATERIES DES ÉTATS BARBARESQUES.
Solicita ao Conde [da Barca], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado], que agradeça ao Príncipe-Regente, [D. João].
O autor apresenta as suas desculpas a António de Araújo de Azevedo por não lhe ter escrito quando enviou, pelo Desembargador José Ozório, uma dúzia de queijos e seis caixotes de doce de pêssego, devendo-se tal facto à pressa que o portador tinha.
O autor, Capitão de Infantaria reformado, solicita ao Conde da Barca que intervenha junto de S.A.R. a favor da sua pretensão em ser despachado Sargento-Mor de Infantaria com os soldos competentes.
O autor, Capitão das Ordenanças da Companhia da Carreira, denuncia a António de Araújo de Azevedo, Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e Conselheiro de Estado, a atividade contrabandista de material bélico entre os navios ingleses, que atracam na Madeira, e os "Insurgentes" espanhóis de Montevideo.
Solicita a proteção do Conde da Barca para o requerimento que enviou a Sua Majestade, onde requer o posto de Capitão-mor efetivo desta vila, por forma a aniquilar a falsa informação dada por pessoa inimiga.
Acusa a receção da carta datada de 20 de Julho de João António de Araújo por ordem de António de Araújo de Azevedo, [Conde da Barca desde 15 de Dezembro]. Contudo, já tinha enviado a sua de 25 de Outubro onde insistia nas suas pretensões, que agora vê não terem qualquer fundamento. Refere-se à recusa de alguns elementos da Junta da Companhia Geral do Alto Douro, em aumentar o ordenado do seu filho conforme o autor já havia solicitado. Insiste no aumento do soldo da sua patente de Capitão, apesar de saber que este negócio não pertence à Repartição do destinatário.
Acusa a receção da carta de 10 de Setembro onde pode constatar a falta de saúde de António de Araújo de Azevedo. Pede a proteção do destinatário [Conselheiro de Estado] para dois requerimentos do seu filho, sendo um para que lhe seja passada a carta com o título de Escrivão do Lançamento dos Reais Direitos, do qual é inspetora a Junta da Administração da Companhia Geral do Alto Douro, com o ordenado de 600$000 réis livres de décima; e outro onde pede somente o aumento de ordenado no cargo que atualmente ocupa. Refere que a razão do seu pedido prende-se com a falta de pagamento do seu soldo e à sua velhice. Em P.s. comenta a nova lei que impede os Governadores de Praças de requererem a sua reforma.
O autor, [Beneficiado e Mestre de Cerimónias na Igreja Patriarcal de Lisboa], beija a mão a Sua Majestade pela sua exaltação ao Trono e agradece ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], a autorização recebida para publicar o [3.º Tomo dedicado à zoologia da] obra "Thezouro de Meninos ou Resumo de Historia Natural", o qual pretende dedicar a S.A. o Príncipe da Beira, [D. Pedro de Alcântara]. Refere-se à preciosa ajuda que recebeu do Dr. [Félix de Avelar] Brotero, [Botânico e Director do Museu Real e Jardim Botânico do Paço da Ajuda].
Agradece ao [Conde da Barca], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], o aumento de ordenado, com efeitos retroativos, do filho.
Refere que desde Agosto de 1811, altura em que remeteu um caixotinho de livros, que não recebe carta de António de Araújo de Azevedo. Informa o Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, que caso queira escrever-lhe que enderece o sobrescrito a João Manuel Rodrigues Lima, negociante do Porto. Na última página está anotado o endereço de António de Araújo de Azevedo no Rio de Janeiro.
Rrecomenda o portador da carta, o cónego João joaquim de Andrade, seu secretário, que vai em seu nome beijar a mão de S.A.R. pela feliz exaltação ao trono do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Deseja saber notícias do destinatário.
Francisco Solano Constâncio, [1777-1846], [médico], remete mais algumas cópias dos papéis de Izquierdo de que se apoderou a polícia. Informa que os restantes encontram-se em mãos de particulares, sendo que alguns deles irão ser publicados pelo espanhol Llorente. Refere-se ao Congresso [de Viena]. Soube que [António de Araújo de Azevedo] já se encontra restabelecido e deseja-lhe um feliz ano novo.
Solicita a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], que interceda junto de S.A.R. a fim de obter um Alvará de licença e aprovação, e um emprego para D. Rodrigo, seu marido, por forma a garantir os meios de subsitência. Protestos de gratidão e de respeito do marido.
Solicita ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar] que recorde a S. Majestade os requerimentos e as circunstâncias em que vive com a sua família. D. Maria da Penha [de Lacerda], [futura Baronesa de Beduído], junta os seus rogos aos da autora. Envia expressões de gratidão e amizade do seu marido.
O autor, Martinho de Mello e Castro, [Min. da Marinha e do Ultramar], convoca António de Araújo de Azevedo, [nomeado Enviado Extraordinário nos Países Baixos desde 25 de Julho de 1787] para uma reunião em sua casa sobre um negócio do Real serviço.
Impossibilitado de ir pessoalmente à presença do Conde da Barca, solicita-lhe que concorra para a conclusão do seu requerimento antes da ida da Corte para Santa Cruz.
António Joaquim da Cruz, informa ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], que, observando a protecção que Casimiro Lúcio dos Santos Oza, remeteu-lhe o aviso que lhe possibilita seguir viagem para os portos da Ásia. Alerta o destinatário para o facto de que sempre "que o crime fica impune dá ocasião à repetição de atentados".
Avisa o Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], que no princípio do mês de Fevereiro seguirá um correio com a continuação do Mapa da Estrada e algumas cartas. Participa o embaraço que alguns negociantes desta vila lhe provocam na cobrança das contribuições correspondentes aos serviços que está a principiar. Pede ao destinatário que mande passar um alvará pelas despesas que o autor tem efetuado.
Informa o Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil], que Casimiro Lúcio dos Santos, que nunca teve carta de piloto, pretende seguir viagem para Moçambique como capitão da galera Carolina. Cita exemplos recentes para alertar para os perigos a que estão sujeitas as embarcações governadas por marinhagem sem habilitações.
Invocando os serviços de seu pai, solicita a proteção de [António de Araújo de Azevedo], para obter o Ofício de Guarda-Mor da Alfândega [de Lisboa], "pois outro qualquer beneficio de menos vallor, não chega p[ar]a a sustentação de sua familia com seis filhos".
Informa que soube por um amigo que Conde da Barca já melhorou dos problemas de saúde que afetaram. Pede ao destinatário, Ministro da Marinha [e do Ultramar], que proteja a petição que enviou ao [2.º] Marquês de Aguiar, Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, para que este ordenasse aos administradores da Fazenda Real em Londres, o pagamento dos ordenados vencidos e a vencer, e as despesas extraordinárias efetuadas desde 1808, data em que João Rademaker deixou o cargo de Encarregado de Negócios de Portugal em Copenhague. Informa que D. Miguel Pereira Forjaz e a Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação de Lisboa, podem atestar o crescimento de comércio [entre Portugal e a Suécia].
Pede a Miguel José Correia de Castro, Governador da Fortaleza de Gravatá, que receba do seu enviado uma pequena oferta.
Felicita [António de Araújo de Azevedo] pela sua [nomeação para Min. da Marinha e do Ultramar]. Invoca os laços de parentesco que os une para pedir ao destinatário que confira ao seu marido o posto de Coronel com o respetivo soldo de patente "do mesmo modo q[ue] se praticou com o seo Antecessor". Oferece duas palhinhas, vindas da ilha de São Lourenço, e três passaros "chamados Clounes". Em P.s. pede proteção para o requerimento da viúva do Ajudante de Ordens Dâmaso Simões que faleceu em 18 de Julho.
Acusa a receção da carta de 2 de Setembro e solicita a poteção do [Conde da Barca], [Min. da Marinha e do Ultramar], para um seu requerimento, que foi enviado pela regência do reino para a Corte do Rio de Janeiro, em que pedia o Foro de Fidalgo Cavaleiro e uma Comenda para o seu filho josé Joaquim Mendes da Cunha que estuda em Coimbra.
Agradece a carta de Abril do ano passado. Informa que esta semana irá a Paris, via Madrid, e daqui a Londres de onde passará ao Rio de Janeiro. Oferece-se para levar alguma encomenda que os amigos do destinatário queiram remeter. Informa que não irá a Lubeck, onde está a sua mulher a acompanhar o filho que estuda com o Professor Fredric Herrmann. Em P.s. refere que esteve em Viana com toda a família do Conde da Barca e que recebeu o irmão Francisco António de Araújo [Azevedo], [Capitão General dos Açores, entre 1816 e 1820].
Deseja as melhoras ao destinatário. Informa que está a caminho de São Petersburgo onde se pretende estabelecer, visto que as Invasões [francesas] destruíram-lhe os estabelecimento de Lisboa e Londres. Pede a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], que se tiver algum assunto a tratar nesta localidade, que lhe faça chegar as suas intenções através da "Buttler Brothers & Co.". Na última página está anotado o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
O autor, [Min. da Marinha e do Ultramar], convida António de Araújo de Azevedo, [nomeado Enviado Extraordinário para os Países Baixos desde 25 de Julho de 1787], para jantar no Palácio das Necessidades na terça-feira dia 18 do corrente por ocasião do aniversário de sua Majestade [a Rainha D. Maria I].
O autor, Martinho de Mello e Castro, [1716-1795], [Min. da Marinha e do Ultramar], convida António de Araújo de Azevedo a dirigir-se "amanhã [...] entre as onze horas e meio dia" a sua cazsa para um negócio do Real serviço.
Agradece a carta e os favores recebidos. Diz que apesar de não escreve mais vezes para não lhe roubar o tempo, solicita sempre à irmã que o recomende ao destinatário. Agradece a António de Araújo de Azevedo por não se ter esquecido do Caetano.
Acusa a receção da carta datada de 29 de Abril de 1815 e, com ela, outras duas, uma para o Barão de Eschwege e outra para Francisco Joaquim [Moreira de Sá]. Agradece as honrosas expressões transmitidas e solicita proteção para o Padre João [da Costa Faria], [que pretende o benefício da bigararia de nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto].
Remete uma carta do espanhol Francisco de Mesa Mozados que por estar com uma perna inchada e com ataque de cabeça não pode ir pessoalmente receber as ordens do Conde da Barca. Informa que este oficial é o mesmo que fez subir à presença de S.A.R., por via do Marechal general Marquês de Campo Maior, William Carr Beresford, uma proclamação do Governo de Buenso Aires.
O autor, Marechal de Campo Ajudante General da divisão de V[oluntários] R[eais] do P[ríncipe], remete ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], as cópias do decreto régio e ordem do dia do Marechal General para serem inseridas na Gazeta.
O autor, Comandante da 7.ª Divisão, informa José Marcelino da Cunha, [Ouvidor de Porto seguro], que recebeu ordens do Conde da Palma, capitão-general de Minas Gerais, para auxiliá-lo com quatro soldados da divisão do seu comando na abertura da estrada de Mucuri a Minas Novas. Em P.s. acusa o envio em anexo de dois ofícios do Conde da Palma.
Manifesta a sua disponibilidade para qualquer serviço que Sebastião Pinto de Araújo Correia,[Marechal de Campo e Ajudante General da Divisão dos Voluntários Reais do Príncipe, ache conveniente. Expõe o contéudo de uma conversa mantida numa das casas desta Corte sobre as fraudes existentes no comércio de diamantes e a forma de evitá-las.
O autor, [1780-1818], [Marechal de Campo], [Ajudante General da Divisão de Voluntários reais do príncipe], informa ao Conde da Barca, seu primo, [e Min. da Marinha e do Ultramar], da sua chegada à Ilha de Santa Catarina no dia 20, tendo se apresentado ao Governador local no dia 21. Refere as dificuldades sentidas para transportar a artilharia para o Forte de Santa Teresa, e os transportes itinerários que lhe foram apresentados pelo Governador. Informa que o General ainda não chegou, mas que já devia de ali estar porque esta inação só serve para destruir a tropa. Diz que as informações que foram dadas pelo Bispo quando ali esteve, não foram as mais exatas.
O autor, [Marechal de Campo, Ajudante General da Divisão de Voluntários Reais do Príncipe], comunica ao primo Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], que escreve a José de Sousa para informar das medidas que foi necessário tomar em consequência do que sucedeu à charrua. Diz ao Conde da Barca que durante todo o mês de Agosto será lançada uma investida sobre Montevideo; que Artigas? fez uma proclamação aos povos orientais para combater os portugueses; e que a rotilha de Buenos Aires dobrou o Cabo de Orn. Despachará a Sumaca que transporta os Ofícios que o General dirige para o Ministério e que amanhã reunirá o corpo de vanguarda que está sob seu comando. Pede ao destinatário que beije por si a mão de Sua Majestade, [D. João VI].
O autor, [Marechal de Campo], [Ajudante General dos Voluntários reais do Príncipe], informa o primo do Conde da Barca que embarca neste momento e que o Chefe Rodrigo Lobo tem desenvolvido um excelente trabalho no arranjo dos barcos e transportes de mar para a tropa poder embarcar com a brevidade que as circunstâncias exigem. Em P.s. acusa o envio de uma carta em anexo para que o Gaspar ao lê-la não consinta que a entrada se faça por outro local que não a terra do frade.
O autor, M[arechal] de C[ampo], Ajud[ante] G[e]n[er]al [dos Voluntários Reais do Príncipe], informa o Conde da Barca que chegou ao Forte de Santa Teresa onde tomou conhecimento das tropas portuguesas que estão estacionadas na Rocha e dos preparativos dos inimigos. Refere-se às vantagens em se ocupar a Rocha.
O autor, Marechal de Campo, Ajudante General dos Voluntários Reais do Príncipe, solicita ao [Min. da Marinha e do Ultramar], o Conde da Barca, [seu primo], que beije por si a mão de Sua Majestade. Acusa o envio em anexo das cópias dos ofícios trocados com o Major Manuel Marques de Sousa, Comandante das Tropas do Forte de Santa Teresa; com o Marquês de Alegrete, [Governador e Capitão-General de São Pedro do Rio Grande do Sul]; com o General [Carlos Frederico] Lecor; e com o Comandante da Fronteira do Rio Grande. Louva os trabalhos do referido Major Manuel Marques. Remete um testemunho do que se passa na Campanha [de Montevideo]. Em P.s. Remete também uma proclamação.
Ofícios numerados de 1 a 7: 1 - De Sebastião Pinto de Araújo Correia para o Major Manuel Marques de Sousa. 1816. 09. 01 - Forte de Santa Teresa; 2 - D Major Manuel Marques de Sousa para Sebastião Pinto de Araújo Correia. 1816. 09. 02 - Forte de Santa Teresa; 3 - de Sebastião Pinto de Araújo Correia para o Major Manuel Marques de Sousa. 1816. 09. 02 - Forte de Santa Teresa; 4 - De Sebastião Pinto de Araújo Correia para o Marquês de Alegrete, Governador e Capitão-General de São Pedro do Rio Grande do Sul. 1816. 09. 02 - Forte de Santa Teresa. 5 - De Sebastião Pinto de Araújo Correia para o Tenete-General Carlos Frederico Lecor. 1816. 09. 02 - Forte de Santa Teresa; 6 - De Sebastião Pinto de Araújo Correia para o Comandante da Fronteira do Rio Grande. 1816. 09. 02 - Forte de Santa Teresa; 7 - De Manuel Marques de Sousa para Joaquim José Bettencourt. 1816. 09. 02 - Angustura.
Louva a atitude e a disciplina dos Batalhões de Caçadores, Cavalaria e Artilharia do esquadrão da Legião de São Paulo e das Milícias do Rio Grande, e em especial do Major Manuel Marques de Sousa e o seu Estado Maior pessoal que comandaram o assalto a Castilho no dia 5 de Setembro de 1816.
Comunica os ataques disferidos pelos inimigos a partir da Serra do Chafalote. Informa que amanhã enviará um destacamento para a margem esquerda do Arroio de São Miguel para prevenir qualquer movimentação do inimigo. Sabe que toda a Cavalaria da divisão, excetuando os dois esquadrões que estão sob seu comando, marcharam para o Serrito.
Informa o destinatário, Tenente-General Carlos Frederico Lecor, das perdas verificadas no exército inimigo na batalha do Paço de Chafalote, face ao destacamento português comandado pelo Major Marques; que Frutuoso Ribeiro trouxe a sua reserva de D. Carlos para o Paço de Chafalote; da recusa do Cabido de Montevideo em mandar tropas para D. Carlos tendo entrado ali algumas tropas; aconselha a tomada imediata da Rocha para privar o inimigo de recursos e que ele mesmo o faria se existisse um destacamento para sustentar Santa Teresa. Em P.S. informa que o Comandante Moreira Dias Dinis perdeu a sua mala com roupa e papéis que mostram quem são os seus espias e os recursos que tem ao seu dispor.
Participa, para conhecimento de Sua Majestade, as ocorrências das Batalhas ocorridas na Canhada Grande e em Castilhos. Remete cópia da carta que escreveu ao Tenente General Carlos Frederico Lecor. Informa que a sua saúde arruina-se consideravelmente e queixa-se das fortes chuvadas.
O autor, Cavaleiro Luigi dell'Hoste, na sequência da conversa mantida com o Conde da Barca, sugere Hamburgo como localidade propícia para o recrutamento de imigrantes para o Brasil em troca do envio de produtos originários deste país para a Europa. Sugere que aos colonos fosse dada propriedade suficiente para viver "num dos mais belos países da creação". O pagamento do transporte de trezentos colonos seria efetuado com o envio para Hamburgo de quatro grandes navios, de três em três meses, carregados de produtos como madeiras, tintas, café e açucar. De outro modo o custo do transporte de cada colono seria de mil francos.
O autor, Presidente da Junta do Comércio [de Antuérpia] e da Pilotagem do Rio Scalda, oferece os seus préstimos a António de Araújo de Azevedo, "Ministro do despacho para os Negócios Estrangeiros da Guerra", para o cargo de Cônsul Português em Antuérpia.
O Conde de Hédouville, Par de França, recomenda o músico Mr. Neukomm, Cavaleiro da Ordem de St. Vladimir, nascido em Salzburgo, Aluno de Haydn, que pretende exercer o seu talento no Brasil. Foi mestre de Capela na Rússia e o ano passado compôs a música do serviço fúnebre que o Príncipe de Talleyrand fez celebrar em Viena em memória do infortúnio de Luís XVI. Comenta o estado da França depois das loucuras de Napoleão, defendendo que agora poderá contribuir para restabelecer uma nova ordem política na Europa. Refere-se à sua família, ao seu cargo, e ao exílio de Bonaparte para Santa Helena. O desejo do Conde d' Araújo em regressar a Portugal, à sua paixão pela literatura e artes. Convida o destinatário a fazer uma viagem a Paris.