Tendo a Comissão Concelhia de Alenquer oficiado a Junta de Paróquia de Santana da Carnota, daquele concelho para propor uma verba para o arrendamento da residência paroquial de Santana da Carnota, foi informada que essa casa tinha sido indevidamente arrolada visto ser pertença da Irmandade do Santíssimo Sacramento daquela freguesia, que a tem cedido a alguns padres para nela viverem. A referida Irmandade, com estatutos aprovados pelo Governo Civil de Lisboa a 22 de Agosto de 1913, "reconhecendo a grande necessidade de ser criada nesta freguesia uma escola para o sexo feminino, resolveu oferecer gratuitamente a referida casa à Câmara Municipal dessa vila, para nela ser instalada a referida escola, caso ela fosse criada, como [de] facto o foi, estando já hoje a funcionar com a cláusula de que logo seja mandado fazer pela Câmara ou pelo Governo novo edifício para a escola, vir novamente a referida casa para a posse da Irmandade."
Contém cópia do aforamento a favor da Irmandade do Santíssimo Sacramento da freguesia de Santana da Carnota, do concelho de Alenquer, distrito de Lisboa, de umas casas de altos de baixos situadas na Rua Direita defronte da igreja, sendo enfiteuta João Gomes Claro, lavrado a 5 de Novembro de 1835 e descrição predial das mesmas casas de acordo com o registo de propriedade existente na Conservatória do Registo de Hipotecas e Encargos Prediais no concelho de Alenquer.