Por solicitação da Comissão Concelhia do 1.º Bairro de Lisboa, a Comissão dos Monumentos do Conselho de Arte e Arqueologia dá o seu parecer relativamente às obras necessárias a levar a cabo com vista a valorizar a antiga Portaria do Mosteiro de São Vicente de Fora, até recentemente utilizada como capela do Patriarca e de arrecadação, "destino este bem pouco apropriado a dependência tão valorizada, com a magnífica pintura do tecto, obra de Baccorelli, e azulejos de excepcional valor pelos seus detalhes arqueológicos, nomeadamente os do painel que representa a tomada de Lisboa, onde se vê a Sé, a Alcaçova de São Jorge, a Porta de Alfofa, etc., como existiam na época em que essa decoração fora feita, isto é, nos fins do século XVII". Assim, a Comissão dos Monumentos sugere que "se lhe deve dar a primitiva aplicação, depois de devidamente limpa e de encoberto por um quadro que o Museu de Arte Antiga pode ceder, o lugar onde esteve encostado um altar extremamemte modesto e de péssimo gosto, e de que resultou a mutilação de uma pequena parte da referida dependência".
A Comissão Central de Execução da Lei da Separação, analisando o parecer e visto o orçamento para as obras orçadas em 1.250$00, e atendendo que o Mosteiro de São Vicente de Fora é um monumento nacional, devendo as obras de que necessitar serem feitas pelo Ministério do Fomento, resolveu indeferir o pedido.