Traslado da escritura de partilha amigável de bens celebrada a 20 de novembro de 1920 em casa de Joaquim José da Silva Vidal, na Rua Almirante Cândido Reis, em Vila Franca de Xira, onde Manuel Roberto da Cunha Nogueira, ajudante em exercício do notário Artur Martins de Paiva, se deslocou.
Compareceram os outorgantes Maria Luísa Dias da Silva Vidal, viúva, moradora em Vila Franca de Xira, Joaquim José da Silva Vidal e esposa Mariana Rosa da Silva Vidal, sendo todos proprietários.
Por falecimento de Joaquim Vidal Júnior, a 27 de novembro de 1919, sem testamento e sem descendência, sendo únicos herdeiros dele, a sua esposa, Maria Luísa Dias da Silva Vidal, e Joaquim José da Silva Vidal fizeram a partilha extrajudicial dos bens a seguir designados: loja de fazendas e recheio desta situada na Rua Almirante Reis, em Vila Franca de Xira; mobília; quota de 10% no quinhão da sociedade comercial “Patrício Dias da Silva, Sucessores”; quota de 10% no quinhão da sociedade familiar dos herdeiros do falecido Patrício Dias da Silva, constituído com bens indivisos deste casal; casas situadas na Avenida Pedro Vítor, na Rua de Baixo e no Largo do Terreirinho; armazém na Rua Garrett; vinhas em [A-de-Barrão] e Santa Sofia; domínio direto de uma casa situada na Rua da Bélgica; casa arruinada e cerrado localizados em Mouta Cimeiro; olivais no Vale da Barroca, limite da Galeguia e Vinha dos Vales e terra com sobreiros na Poça, limite da Gesteira.
Foram testemunhas: Raul d’Almeida Cabral, alfaiate, e Tomás Pedro da Costa, comerciante, ambos moradores em Vila Franca de Xira.