Instrumento de escritura de venda, dívida e obrigação realizada na vila de Alhandra, na casa do despacho da Santa Casa da Misericórdia de Alhandra.
Estavam presentes o provedor, sargento-mor Manuel de Jesus Araújo, o alferes José Félix de Sousa, tesoureiro maior e mais oficiais conselheiros. Estavam ainda presentes Francisco da Costa Leal, mestre pedreiro, e sua mulher, Joana Teresa de Jesus, todos moradores na vila de Alhandra.
Pelo provedor, oficiais e mesários foi dito que, como administradores da dita misericórdia, tinham colocado em hasta pública a venda e arrematação de umas casas que a mesma instituição possuía, e que lhe foram adjudicadas em execução que tinham feito aos herdeiros de Francisco Boca do Rio, campino. As casas eram térreas e situavam-se na Rua de Trás da cadeia da vila de Alhandra, constando de várias lojas e de um chão, para o lado do Grilo. Confrontavam pelo Nordeste com a Travessa do Joanica e pelo Sudoeste com o quintal e casas de Pedro Dias, tendeiro. Francisco da Costa Leal ofereceu 1.500 réis na arrematação dessas casas, resultando a escritura realizada a 17 de setembro de 1813, que foi atestada por Joaquim José Batista Nogueira, juiz de fora das vilas de Alhandra, Alverca e seus termos, órfãos, sisas e direitos reais. Pagou de sisa 15.100 réis.
Foram testemunhas: João Batista da Fonseca, tabelião companheiro, José Félix Coelho, irmão da misericórdia, e, a rogo do comprador, assinou o alfaiate Júlio José Freire, todos moradores em Alhandra.