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Não se encontra encadernado. Na primeira folha, número 1, que serve de capa, encontramos inscrito o termo de abertura onde se lê que o livro seria para o lançamento da décima de Vila de Frades para o ano de 1802, estando numerado e rubricado com a rúbrica de “Zarco”, usada pelo juiz vereador pela ordenação Inácio Luís Colaço Zarco, que o redigiu e assinou em Vila de Frades em 22 de Dezembro de 1802, adiantando que no final levaria encerramento com indicação do número total de folhas. O livro apresenta papel selado junto ao corte superior, ao centro, com selo de “10 Reis” onde se lê ainda “Cauza Pública” em torno da coroa real. Na segunda folha, está presente um auto, datado de 23 de Dezembro de 1802, onde se enuncia que “o juiz vereador pela ordenação o capitão Inácio Luís Colaço Zarco” convocou os cobradores da décima secular eclesiástica de Vila de Frades para fazerem o juramento perante os Santos Evangelhos relativamente à décima aplicada e a reverter para Sua Majestade do ano de 1802. Os lançamentos estão organizados por rua, distinguindo-se o lado direito e lado esquerdo, com um número de ordem, pelo nome das pessoas, pela indicação das propriedades e/ou das rendas das casas e a respectiva verba a pagar de décima sobre os prédios urbanos, rústicos, incluindo a sua aplicação às pessoas de Vila Alva, às pessoas de fora, às hortas, aos Patrimónios e às pessoas da Vidigueira. O verso das folhas números 1 e 2 encontra-se em branco. Da folha número 144 passa para a folha número 146, mantendo-se o número de ordem dos lançamentos, pelo que, terá ocorrido uma falha na numeração. Verifica-se que o livro não contém termo de encerramento como enunciado no termo de abertura, ainda que se conte um total de 187 folhas. Denota-se a existência de manchas causadas pela humidade e ainda galerias causadas por ataque de xilófagos, encontrando-se em mau estado de conservação principalmente junto ao corte superior, impossibilitando, por vezes, a leitura do documento.
Retrato feminino de Cândida Febrónia Alhinha Camacho por volta dos 16 anos de idade (mãe da doadora).
Retrato feminino de Antónia da Conceição Caeiro. No verso encontramos, inscrita a caneta, a seguinte informação: “Antónia da Conceição Caeiro oferece o seu retrato a sua filha Mariana como prova de muita estima. Vidigueira, 24-6-1911”. Ainda no verso, podemos observar a existência de um carimbo referente ao fotógrafo onde se lê: “Cliché n.º 1440 - Ant. de Tavares - 1911”.
Retrato feminino de Maria Cândida Mira Figueira Sotto Maior. No verso, inscrita a caneta, encontramos a seguinte informação: “Maria Cândida Mira Figueira Sotto Mayor retribue a sua Exma. amiga, D. Maria do Carmo Caeiro Sequeira e Sá, como prova de muita estima e consideração. Vidigueira, 30-9-1911”. No canto inferior esquerdo da fotografia consta gravada a identificação do fotógrafo onde se lê: “Ant. de Tavares 1911”. No verso está presente um carimbo, também referente ao fotógrafo, que além do já mencionado acrescenta “Cliché n.º 1217”.
Retrato de amigas. Da esquerda para a direita encontramos Francisca Lopes e Leonarda Estrela, posando em cenário fotográfico e estando entre elas uma coluna com naprons e flores. Na parte inferior da fotografia pode ler-se “Foto Paris”. Final da década de 1940.
Retrato feminino de Ermelinda Lopes, prima da doadora.
Armando Manuel Morais (irmão de Maria Joana Morais Marta) durante a sua mobilização militar em Angola.
À direita podemos ver Sebastião Francisco Trindade Galvão (irmão do pai da doadora) com camarada cuja identidade se desconhece, no quartel de Évora. O verso apresenta carimbo onde se lê: “Laboratório da Foto Star - Beja”.
Fotografia de José Vicente Raminhos montando a cavalo, no quartel, durante o cumprimento do serviço militar em Santa Margarida.
Da esquerda para a direita, podemos ver Francisco Luís Oleiro e José Venda (“Russo”; de marinhais), militares mobilizados em Moçambique, arranjando peixe.
Fotografia de militares no quartel de Bissalanca na Guiné Bissau. Em pé, da esquerda para a direita, encontramos Custódio dos Santos Coelho, José Marcelino Roberto e Mário Duarte. No chão consta Arlindo.
Retrato feminino de Luísa Maria Pé-Leve Aleixo (Delgado depois do matrimónio), natural de Selmes, aos 18 anos de idade (mãe de Ana Patrícia e Sérgio Aleixo Delgado). No verso pode ver-se inscrita a data de "27-7-1968".
Maria Fernanda Serrano com as filhas gémeas, na época aos 11 anos de idade, nomeadamente, da esquerda para a direita, Mariana Rosa Serrano Estrela (doadora) e Maria Margarida Serrano Estrela.
Casal Ana Luísa Covas Gil e o marido Joaquim Batuca ("Fiúzas") com as filhas, da esquerda para a direita, Maria das Dores e Ana Joaquina Gil Batuca ("Anica do Pão").
Caçada no Monte da Andreza, pertencente aos proprietários do Monte das Cortes de Baixo, em Selmes. Estão presentes onze homens, exibindo as suas armas e a caça resultante da caçada pendurada numa vara. Entre os presentes, da esquerda para a direita, está Francisco Rosa Tavares (3º), João Albino Ferreira (o 4º), Francisco Pulido (6º), Arsénio Baião Rosa Seta (7º), António Jacinto Caetano (8º) e José Silvério Anico (9º). Observam-se também quatro cães.
Manuel Lino ("Baúl"), durante a guerra do ultramar em Angola, sentado no chão a escrever uma carta para enviar para Portugal. O suporte que serve de apoio à escrita era uma caixa de munições onde constava inscrito o número da companhia (“1679”). À sua volta pode ver-se armamento e as inúmeras caixas de munições.
13-01-1802 a 23-06-1807 – Contém registos de despesa com os expostos, nomeadamente, o pagamento do salário às amas dos expostos. Nestes recibos, redigidos pelo escrivão da câmara, é indicado o nome da ama, o nome do exposto e o valor pago à ama (que além de estar incluído no texto surge ainda destacado ao lado do mesmo). Possui capa em pergaminho na qual está apenso um atilho em couro que permite fechar e atar o livro ao atilho similar que se encontra na segunda orelha. Na contracapa consta a inscrição da palavra “Expostos”. Na frente da primeira folha, número 1, encontramos o termo de abertura, redigido em Vila de Frades em 4 de Junho de 1802, onde se lê que o livro haveria de servir para as despesas dos expostos, indo numerado e rubricado com a rúbrica de “Zarco”, usada por Inácio Luís Colaço Zarco, que adiantou que no final levaria encerramento. Junto ao corte superior de todas as folhas, consta selo de “10 Reis”, estando a coroa real encimada por uma faixa onde se lê “Cauza Pública”. No verso da folha número 210 encontramos o termo de encerramento onde se lê que o livro possui um total de 210 folhas. Contudo, verificámos que ocorreu um lapso na numeração, na medida em que, da folha número 169 passa para a folha número 180, quando era para ser a 170, pelo que, o livro possui 200 folhas e não as 210 que são mencionadas. O verso da folha número 1 encontra-se em branco.
Fotografia de carnaval onde podemos ver Emílio Covas mascarado de cowboy. No verso pode ver-se a seguinte inscrição: “Aos 19 anos de idade. Emílio Covas”.
Fotografia de Maria Manuela Alvorado Doutor (mãe de Maria João e Estela Doutor) posando junto a uma motorizada Sachs V5, em Vidigueira. 1974 ou 1975.
Fotografia do pequeno Dionísio Colaço, aos 4 anos de idade, no quintal do vizinho "Tónicha", a comer açorda num prato de alumínio. Década de 1960.
Fotografia de jovem menina, tratando-se, nomeadamente, de Deolinda da Encarnação Boga Lúcio (filha da doadora).
Retrato feminino de Francisca Rosa Magalhães Quaresma (mãe de Maria Josefa e Eduardo Quaresma Palma).
Na presente fotografia podemos ver Evaristo Cró e Catarina Rosa Leirão com a filha Ana José Leirão Cró, à porta de casa, na Rua de Santa Clara em Vidigueira.
Gémeos Francisca Palma e Fernando Palma andando de triciclo.
Fotografia de quotidiano escolar em que vemos a sala de aula da escola primária de Penalva (freguesia de Vila Nova de São Bento, concelho de Serpa) onde a professora Bárbara Maria de Cristo Patrocínio (ao fundo, ao centro) leccionou. Os alunos encontram-se sentados nas carteiras e a professora ostenta um livro.
Fotografia de mulheres, sentadas, em que podemos ver, da esquerda para a direita, a doadora Catarina da Conceição Silva seguida de Luísa Maria Velhinho e Hermínia Galvão.
Fotografia dos reis do baile da pinha de Alcaria da Serra no ano de 1960, no qual constam Maria Cândida Marreiros Cristo e António Romão Cristo. No verso encontramos inscrita a seguinte data: “21-4-1960”.
Fotografia de grupo de militares pertencentes ao Batalhão de Caçadores n.º 8 do Regimento de Infantaria n.º 17 de Elvas, entre 1938 e 1939. Em baixo, à direita, encontramos o vidigueirense Sebastião Manuel Trole (“Sopa Velha”; pai da doadora).
Na primeira folha, número 1, que está presente como capa, encontramos o termo de abertura onde se lê que o livro haveria de servir para o lançamento da décima dos prédios rústicos do ano de 1832, indo numerado e rubricado com o apelido de “Calheiros”, usado pelo juiz de fora Baltazar Lopes de Calheiros Jacôme de Moscoso e Meneses que o redigiu e assinou em Vila de Frades em 1 de Julho de 1832, acrescentando que no final levaria termo de encerramento. Na folha número 2 está presente um termo em que se refere a nomeação dos fintores pela Junta de Cabeça da Comarca e o juramento por eles realizado quanto ao desempenho e cumprimento das suas funções relativamente ao lançamento da décima sobre os prédios rústicos datado de 8 de Julho de 1832. Os vários lançamentos constam indicados segundo os moradores das várias ruas de Vila de Frades, distinguindo-se o lado direito do lado esquerdo da rua, encimados com um “N” referente ao número de ordem (apesar de não terem sido colocados), identificando-se os respectivos moradores, o património em causa e o valor da décima aplicado aos mesmos. Separadamente podemos ver ainda o lançamento da décima para as pessoas avulsas, para as pessoas de fora, para as pessoas de Vila Alva, para as pessoas da vila da Vidigueira e para as propriedades de renda. No verso da folha número 87 observamos um termo onde se dão por finalizados os lançamentos e onde se indica o somatório dos mesmos (verbas) da décima sobre os prédios rústicos. O verso da folha número 1 está em branco, facto também constatado com a folha número 88 e a frente da folha número 89. No verso da folha número 89 vemos o termo de encerramento que apenas vem acrescentar que o livro possui um total de 89 folhas.
Fotografia de Manuel Mendonça, irmão da doadora aquando da sua participação na Guerra do Ultramar na Guiné Bissau. No verso consta uma inscrição que nos permite contextualizar e datar a fotografia: “Nhála, Guiné. 30-3-1970. Manuel Coelho da Luz Mendonça”.
Francisco Luís Oleiro posando para a fotografia com uma criança de uma comunidade de moçambicanos em Cobué, junto ao Lago Niassa. O doador, Francisco Oleiro, natural de Selmes, pertenceu à Companhia 694, durante a Guerra do Ultramar, em Moçambique onde permaneceu desde 1964 a 1966. O presente registo data de 1966.
Manuel dos Santos Estrela, avô paterno de Maria Teresa, Mariana Rosa e Maria Margarida Serrano Estrela.
“Braizinha”, professora em Selmes. No canto inferior esquerdo consta a seguinte inscrição: “Ant. de Tavares”. Datada de 1910.
Fotografia de jovem menina, Maria Odete Figueira Pinto, que segura um cântaro debaixo do braço. A seu lado está um vaso de flores e atrás um cenário dominado por paisagem.
Convívio entre amigos na taberna do Olímpio em Marmelar. Atrás do balcão, À esquerda, vemos o proprietário, Olímpio Arsénio e à direita José Fragoso. À frente, da esquerda para a direita vemos António Ameixinha e José Ganhão.
Rancho de mulheres, sentadas no chão, no campo, mais precisamente, num olival durante a campanha de apanha da azeitona. O registo terá sido captado no momento de pausa para a refeição. Ostentam indumentária usada nestes trabalhos agrícolas, nomeadamente, chapéu, lenço, mangueiras, saias e botas altas cardadas (pormenor singular em Vidigueira).
Fotografia-postal de Boas Festas do militar António Coelho da Luz Mendonça (irmão da doadora) durante a sua mobilização para Guiné Bissau aquando da Guerra do Ultramar ou Guerra Colonial.
Fotografia de Francisco Maria Faro durante a sua mobilização para Angola aquando da Guerra do Ultramar ou Guerra Colonial. Neste registo observamos o militar posando num lugar cimeiro em Luanda, do qual se vislumbra a baía, parecendo ou simulando estar a ler uma carta. No verso, inscrita a caneta, encontramos a seguinte informação: “Com um abraço do primo muito amigo. 3-10-61. Luanda”. (Fotografia enviada ao primo António Janota Esteves).
Inauguração do placard do Diário de Notícias na parede da “Chapelaria Sport”, de Augusto José Soares (“Augusto Chapeleiro”). As notícias chegavam por telégrafo e depois eram afixadas ao público (anos 30 do século XX). O jovem mais próximo da porta, usando chapéu, trata-se de Pancrácio Janeiro Parrança. A “caixa” das notícias afixada na parede permite ler a seguinte informação: “Sucursal do Diário de Notícias - À histórica e progressiva vila da Vidigueira o Diário de Notícias as suas mais caras saudações no acto de inauguração da sua sucursal. Viva a Vidigueira! Um agradecimento sincero de simpatia que lhe merecemos. Recebem-se Anúncios e assinaturas”. Relacionada com a A-000024 e A-000125.
Fotografia de Luís António Lança (conhecido por “Luís Grade”) com traje militar. Encontra-se com a mão apoiada numa coluna de madeira, sobre a qual depositou o seu chapéu militar onde é visível o número 17. Na parte inferior do cartão onde assenta a fotografia, consta identificação do fotógrafo ou casa de fotografia, podendo ler-se a seguinte informação: “V. J. Madeira”. Remonta à década de 1910.
Grupo de amigos, no qual podemos ver, da esquerda para a direita, Susette Francisca Parrança Baião (doadora), Joaquina Franganito, Maria Júlia Beato e Francisco José Covas.
Fotografia captada no Santuário de Fátima, por deslocação do doador aquele espaço religioso. Observa-se a presença de inúmeras pessoas. No verso, inscrita a lápis, encontramos a seguinte data: “13-5-1954”.
Fotografia de irmãos na qual podemos ver, da esquerda para a direita, Manuel António Ferro Bonito (doador), José Arsénio Ferro Bonito e Sebastião Vitorino Ferro Bonito.
Retrato do jovem Nuno José Pinto Barqueta por volta dos 6 anos de idade. O verso da fotografia apresenta carimbo onde se pode ler “Fotografia Ferreira - Beja”.
Fotografia de crianças, na qual podemos ver, da esquerda para a direita, Conceição Cunha (Moura), José Francisco e José Fernando Coxinho com a avó Gertrudes Raposo (embora não conste completamente na fotografia).
Retrato de Dionísio da Palma Efigénio, aos 30 anos de idade (irmão de Francisca Palma Efigénio Cano, Feliciana Palma Efigénio Contente, Maria Dionísia Palma Efigénio, Manuel Palma Efigénio, Baltazar Palma Efigénio, Francisco Palma Efigénio e Joaquim Palma Efigénio), natural de Vidigueira. Década de 1950-1960.
Maria Margarida Serrano Estrela com o filho Fernando Manuel Estrela Noronha. O verso contém um carimbo onde se pode ler "Fotografia Ferreira - Beja - 85402".
Retrato masculino de Manuel João Casadinho Batuca, pai do doador, captado no final da década de 1950, princípio da década de 1960. No verso consta um carimbo onde se lê "Polifoto Vidigueira".
Fotografia de três jovens meninas, captada no final da década de 1960, na qual podemos ver, da esquerda para a direita, Antónia Joaquina Marques, Isabel Carapeto Rosa Mendes e Maria da Glória Baião Carapeto.
Retrato de José Francisco Roberto, pai de José Marcelino Roberto. Cumpriu o serviço militar em Estremoz e em Vila Viçosa.
Retrato feminino de adolescente, nomeadamente de Francisca Cabrinha (sogra da doadora), natural de Selmes.
Grupo de amigos, podendo ver-se, em cima ao centro, Teresa Espada, em convívio durante o carnaval junto ao rio em Pedrógão do Alentejo.
Manifestação em Lisboa pela ilibação de Fausto Cruz – Julho de 1976. Aglomerado de pessoas na manifestação em Lisboa. Ao centro vemos uma bandeira suportada pelos manifestantes com a inscrição: “Associação da Faculdade de Direito de Lisboa”. Nota: Milhares de estudantes de diversas correntes políticas saíram à rua numa grande manifestação antifascista pela ilibação do estudante Fausto Cruz, na sequência de uma luta que durante largas semanas mobilizou a Academia de Coimbra, transformando a manifestação numa das maiores e mais significativas movimentações estudantis desde o 25 de Abril. Frente aos manifestantes encontrava-se uma força policial aparatosamente armada fazendo lembrar o tempo da repressão fascista (informações retiradas da web em www.amigoscoimbra70.pt ).
Fotografia de grupo de três mulheres mascaradas no Carnaval de 1956. Da esquerda para a direita pode ver-se Joana Mota, Felisbela Roque e Custódia Cigarro.
O presente livro de actas é composto na sua quase totalidade por sessões de câmara mas inclui também termos de fiança, autos de arrematação e termo de juramento. Possui capa em cartão, apresentando motivos abstractos com várias colorações, e cantos e lombada revestidos com pele. Possui guardas (folha colada nos versos da capa e da contracapa). No canto superior esquerdo da capa encontramos inscrito o número 3, bem como, os números 40 e 42 (devendo estes referir-se às datas extremas presentes). Um pouco mais abaixo, ao centro podemos encontrar, entre outras palavras inscritas, pouco perceptíveis, referência a “Livro para… câmara… 1840…”. Junto ao corte dianteiro, na parte inferior da capa, vemos o resto de um cordel ou atilho que serviria para atar ou fechar o livro ligando a atilho semelhante que existiria na contracapa. Inicia na folha 2, estando em falta a folha 1. Não apresenta termo de abertura nem termo de encerramento. Está numerado e rubricado com a rúbrica Pereira. Junto ao corte superior, é notória a presença de selo branco de vinte reis, composto por motivos vegetais, a inscrição do número vinte em numeração romana e árabe, além de podermos ler as palavras Crédito Público. A folha número 70 encontra-se em branco. Possui um total de 70 folhas.
Fotografia de vários elementos da família Palma, em momento de lazer e descontração, podendo ver-se, da esquerda para a direita, António Francisco Caetano, Maria Joaquina Palma, Francisca da Conceição Fialho, Ana Palma Carvalho, Fernando Palma, Francisco José Palma, Francisca Palma, Maria Teresa Borrego Linhã de Oliveira Leite e José António Palma Caetano. No verso, inscrita a caneta, encontramos a seguinte informação: “Vidigueira, 14-8-1956”.
O «Cabeção das sisas» era o imposto sobre mercadorias, com excepção do ouro, prata, pão cozido, cavalos e armas. A partir dos meados do século XVI, as sisas tornam-se numa renda fixa, que se manterá ao nível dos 200 contos durante cerca de 150 anos. Isto porque, a pedido dos povos (nas cortes de 1525), o rei se dispõe a fixar, por contrato (de «encabeçamento»), uma soma certa a pagar por cada terra a troco da cobrança direta das sisas, ficando a repartição deste «cabeção» a cargo dos órgãos dos concelhos. Para efeito de cobrança interna (ou de arrendamento), os concelhos dividiam as sisas por «ramos», de acordo com o tipo de produtos sobre os quais incidiam, de modo a que cada «ramo» não excedesse uma certa quantia. Normalmente os ramos eram três: o «das correntes» (isto é, das mercadorias forâneas vendidas no concelho, já que as restantes estavam incluídas no cabeção), o das «propriedades e bens de raiz» (sobre a venda de imóveis) e o «cabeção». Se o encabeçamento das sisas teve vantagens para o rei, «acertando» - tal como os restantes «arrendamentos» de rendas, de que este não se distinguia estruturalmente - os montantes da contribuição (aliás incertos e de difícil cobrança), não interessava menos aos concelhos, que, assim, evitavam a entrada indiscreta dos oficiais régios e, sobretudo, realizavam uma importante renda própria, da qual fundamentalmente viveram até aos finais do Antigo Regime. E tendo-se desatualizado o cabeção, por via da subida dos preços das mercadorias, as câmaras recebiam do lançamento efetivo da sisa uma soma muito superior àquela que tinham que entregar ao rei (os «sobejos» das sisas); frequentemente, apenas com a renda das sisas «das correntes» e dos «bens de raiz» conseguiam atingir o «cabeção».
Francisco António Batarda durante o cumprimento do serviço militar, mobilizado em Lourenço Marques (actual Maputo, capital de Moçambique) aquando da Guerra do Ultramar ou Guerra Colonial. No verso, inscrita a caneta, encontramos inscrita a seguinte informação: “Para a minha querida mulher. De este seu querido marido muito amigo. Francisco António Batarda. Lourenço Marques, África Oriental”.
Joaquim Domingos Carrasco com um colega de trabalho e clientes amigos no Restaurante “Pequim” em Luanda (Angola), onde trabalhou na década de 1970.
Fotografia de grupo masculino em confraternização no campo, destacando-se a presença de um borrego já morto e limpo que terá servido de petisco, além de um chibinho e um borrego, eventualmente, para o mesmo efeito. Em cima, da esquerda para a direita, os primeiros 4 elementos são desconhecidos, seguindo-se Augusto José Soares (“Chapeleiro”) segurando um chibo ao colo, António Pereira e Manuel António Covas (“Gatinho”). Em baixo, da esquerda para a direita, vemos desconhecido, João Rosa Carvalho (pai do doador) e desconhecido. Podem ver-se ainda garrafões de vinho que comprovam o passeio-convívio.
Da esquerda para a direita vemos Madalena Serrano (“Liana”) com uma amiga. No verso podemos ler a seguinte indicação “Tirada em 21-10-1948 / Para minha mae lembrança da filha muito amiga Madalena”. Madalena Serrano, localmente conhecida por Liana, ficou bastante celebrizada na Vidigueira pelos trabalhos de pintura que fazia e que ainda hoje perduram e decoram muitos lares.
Retrato feminino de Carolina Júlia Sá Baião (prima do doador João Baião). Encontra-se em pé, em cima daquilo que parece ser uma caixa de madeira, apoiada com o cotovelo numa coluna de madeira, em cima da qual se encontra uma pequena boneca. Atrás pode ver-se uma porta.
Neste registo fotográfico podemos ver os amigos Joaquim José Ruas Graça e Carolina Nascimento. No verso observamos a seguinte inscrição: “11 de Julho de 1971. Joaquim José Ruas Graça aos 13 e Carolina Rodrigues do Nascimento aos 18”.
Fotografia de militar, em que consta Joaquim Augusto da Rosa Bastos, avô da doadora.
Retrato masculino de César Joaquim Rosário Paixão, captado na década de 1970. No verso encontramos inscrita a seguinte informação: “Aos 21 anos”. É visível, também, um carimbo onde se lê: “José A. Baltazar - Foto Vidigueirense”.
Retrato de Sebastião Galvão, alcariense, envergando traje militar.
Não possui capa. Na frente da primeira folha, número 1, encontramos o termo de abertura, redigido em Vila de Frades em 2 de Junho de 1829, onde se lê que o livro haveria de servir para o lançamento da décima dos prédios urbanos de 1829, indo numerado e rubricado com o apelido de “Calheiros”, usado pelo juiz de fora Baltazar Lopes de Calheiros Jacome de Moscoso e Meneses. Na folha número 2 pode ler-se a seguinte informação no título do termo presente na mesma: “Lançamento da décima secular eclesiástica regulada pela nova lei, providências e regimento para o presente ano de 1829”. Nesse auto, datado de 30 de Março de 1829, enuncia-se que o juiz de fora se reuniu com os fintores da décima para fazer o juramento perante os Santos Evangelhos relativamente ao cumprimento das suas funções. Os lançamentos estão organizados com um número de ordem, por rua, pelo nome das pessoas, pelo valor das propriedades e/ou das rendas das casas e a respectiva verba a pagar de décima sobre os prédios urbanos. No verso da folha número 42 encontramos o termo de encerramento onde, além do já exposto no termo de abertura, se acrescenta que o livro possui 42 folhas. O verso da folha número 1, 39 encontra-se em branco, facto também verificado com a frente das folhas número 42 e com as folhas 40, 41. A este primeiro livro foi apenso, por cosedura, um outro livro referente ao lançamento da décima dos prédios rústicos e rendas do ano de 1829. Essa referência está presente no termo de abertura, redigido e assinado em Vila de Frades, em 30 de Junho de 1829, pelo juiz de fora Baltazar Lopes de Calheiros Jacome de Moscoso e Meneses, que acrescentou que no final levaria encerramento. Na folha número 2 pode ler-se a seguinte informação no título do termo presente na mesma: “Lançamento da décima pertencente aos prédios rústicos para o presente ano de 1829”. Nesse auto, datado de 30 de Junho de 1829, enuncia-se que o juiz de fora se reuniu com os fintores da décima para fazer o juramento perante os Santos Evangelhos relativamente ao cumprimento das suas funções. Os lançamentos estão referenciados com um número de ordem, por rua, pelo nome das pessoas e pelas propriedades associadas, indicando-se o respectivo valor a pagar. É feita a referenciação diferenciada dos prédios rústicos no que se refere às hortas, rendas e partidos, às pessoas de fora, às pessoas de Vila Alva, às pessoas da vila de Vidigueira. No verso da folha número 86 consta um termo onde se lança o somatório das décimas sobre os prédios rústicos. No verso da folha número 87 está o termo de encerramento do livro que, além da informação já indicada no termo de abertura, vem acrescentar que o livro possui um total de 87 folhas. O verso da folha número 1, encontra-se em branco. A esta compilação foi apenso um outro livro, por cosedura, desta vez, referente ao lançamento da décima dos maneios do ano de 1829. Essa referência está presente no termo de abertura, redigido e assinado em Vila de Frades, em 2 de Junho de 1829, pelo juiz de fora Baltazar Lopes de Calheiros Jacome de Moscoso e Meneses, que acrescentou que no final levaria encerramento. Na folha número 2 pode ler-se a seguinte informação no título do termo presente na mesma: “Lançamento dos maneios para o presente ano de 1829”. Nesse auto, datado de 30 de Junho de 1829, enuncia-se que o juiz de fora se reuniu com os fintores da décima para fazer o juramento perante os Santos Evangelhos relativamente ao cumprimento das suas funções. Os lançamentos estão referenciados com um número de ordem, por rua, pelo nome das pessoas e pelo respectivo valor a pagar. No verso da folha número 28 (que está presente como contracapa) está o termo de encerramento deste “último livro”, do lançamento dos maneios que, além da informação já indicada no termo de abertura, vem acrescentar que o livro possui um total de 28 folhas. O verso da folha número 1, encontra-se em branco, facto também verificado com o verso da folha número 2 e 27 e com a frente da folha número 28. A compilação perfaz um total de 157 folhas.
Lurdes Rosa Mendes Dias com vestes religiosas, referentes ao cerimonial da Primeira Comunhão. Fotografia captada na sua casa de habitação junto às suas bonecas. Ostenta entre as mãos um missal e um terço. No verso pode ler-se a seguinte informação: “Vidigueira, 27-05-1965. 8 anos”.
1-7-1832 a 3-7-1832 - Livro de registo do imposto sobre cavalgaduras. Não possui capa. Na primeira folha, número 1, encontramos o termo de abertura onde se lê que o livro haveria de servir para o lançamento do novo imposto das cavalgaduras para o ano de 1832, indo numerado e rubricado com o apelido de Calheiros, usado pelo juiz de fora Baltazar Lopes de Calheiros Jacôme de Moscoso e Meneses que o redigiu e assinou em Vila de Frades em 1 de Julho de 1832. Além das cavalgaduras, também constam criados de servir como alvo de tributo neste documento. É apresentado um número de ordem, com o nome do proprietário e abaixo, o alvo do tributo, ou seja, a menção das “cavalgaduras, rezes e criados” que possuíam e o valor a pagar. No verso da folha número 7 encontramos o termo de encerramento que acrescenta que o livro possui um total de 7 folhas. As folhas números 5 e 6 encontram-se em branco, facto também verificado com o verso da folha número 4 e com a frente das folhas número 1 e 7.
Fotografia do casal Custódia Marques e José Alexandre Pinto com a sobrinha Maria Genoveva. Década de 1950 ou 1960.
Fotografia captada numa festa de baptizado. Da esquerda para a direita pode ver-se Maria Antónia Palhas Dias, Rosa Maria Gaié e Rosa Fialho. A criança trata-se de Francisco Marcelino, filho de Maria Antónia Palhas Dias.
Retrato de bebé, no qual podemos ver Manuel Francisco Coxinho Rocha, falecido aos 19 meses (irmão do doador, também denominado de Manuel Francisco Coxinho Rocha).
Fotografia feminina de Joaquina Pedreiro Dias (Ramalhinho), com fundo com motivos decorativos florais, estando a seu lado uma cadeira que ostenta um vaso de flores. No verso, inscrita a caneta, encontramos a seguinte informação: "Fotografia tirada em 20-9-45 - Joaquina Pedreiro Dias", que nos permite datá-la com precisão.
José Manuel Faísco Carrujo (“Zé da Domingas”). Retrato de militar. Digital de original.
Estação de tratamento de águas residuais de Vidigueira. A sua construção e entrada em funcionamento terá ocorrido por volta da década de 70 do século XX, estando localizada em terreno nas proximidades do cemitério, do quartel dos bombeiros voluntários e do pomar municipal. Na fotografia é visível uma vasta área, plana e desbravada, correspondente à ETAR, mais precisamente ao reservatório das águas residuais, e avista-se, ao fundo, algum arvoredo, casario da vila e a serra do Mendro serpenteando no horizonte. Fotografia proveniente do Serviço de Obras da Câmara municipal de Vidigueira.
Manuel Lino ("Baúl") surge em destaque posando sentado num unimogue, na fazenda Maria Fernanda, em Angola durante a sua campanha militar na guerra do ultramar neste país entre 1967 e 1969. Manuel Lino desempenhou a função de rádio-telefonista da respectiva companhia durante a Guerra Colonial ou Guerra do Ultramar.
O presente livro possui capa em pergaminho, na qual está apenso um atilho em couro que permite fechar e atar o livro ao atilho similar que existe também na segunda orelha da contracapa. Na primeira folha, numerada com o número, encontramos o termo de abertura que nos indica que o livro haveria de servir para os recibos, despesas e contas da câmara, começando nesse ano (1693) e até findar, indo numerado e rubricado pelo juiz Manuel, com a rúbrica “Tissão”, redigido por Francisco Cabral de Almeida, escrivão da câmara. Os registos têm início logo abaixo do termo de abertura. Não possui termo de encerramento, contendo o livro 47 folhas. O verso da folha número 45 encontra-se em branco, facto constatado, integralmente, ainda com as folhas 46 e 47. Além das receitas e despesas descritas, apresenta as contas que o provedor da comarca tomou no livro de bens do concelho de Vila de Frades nos respectivos anos aqui presentes.
Joaquim Manuel Boga Pires com vestes militares durante a guerra do Ultramar. O batalhão deste militar vidigueirense esteve em Camabatela (Kamabatela), localidade entre Vila Salazar (N`Dalatando) e Negage, no norte de Angola entre 1968 e Maio de 1970.
Em 1641 foi criado o imposto da Décima para prover às necessidades de defesa do reino, mais concretamente, para fazer face às despesas com a guerra da independência. Em princípio, era uma contribuição com uma taxa de 10% e a duração de três anos, tendo-se, no entanto, prolongado e, inclusivamente, chegado a atingir os 30% devido às necessidades do erário público. A 31 de Dezembro de 1852 a décima, assim como outros impostos anexos, foram extintos sendo substituídos pela contribuição predial, cuja importância era fixada anualmente, pelo que houve necessidade de se proceder ao cadastro dos bens situados nos concelhos. O imposto da décima incidia sobre todas as rendas, «assim de bens de raiz, juros, tenças, como de ordenados de ofícios (…) sem excepção alguma, nem privilégio» (10%) e sobre o rendimento dos ofícios e dos que tiverem «negócio, trato e maneio» (10%) do que se «arbitrar» lhes rendam anualmente os ofícios, o trato e maneio. A décima era lançada, «sem excepção», a todos os que não fossem eclesiásticos, sobre a fazenda que cada um tivesse: a) quem tivesse bens de raiz e fosse de trato e maneio pagaria décima e maneio dos bens e trato e maneio do que se arbitrasse; b) quem tivesse ordenado, «proe ou precalso dos seus ofícios de Justiça ou Fazenda» pagaria décima de tudo; c) quem recebesse ordenado ou moradia dos patrões pagaria a vintena (5%) das casas; d) os tendeiros «de porta», atafoneiros e «pessoas de semelhante trato» pagariam a vintena (5%) das casas em que vivessem, excepto se tivessem maneio pelo qual paguem décima. A décima era lançada por freguesia em todas as fazendas que os fregueses tivessem no reino e fora dele, desde que não fossem Comendas e bens eclesiásticos. A sua cobrança fazia-se, em quartéis, «em dinheiro efectivo». A décima das propriedades era cobrada dos que nela moram ou as têm arrendadas. Em 1642 esclarece-se que: a) o imposto incide sobre «todas as rendas e fazendas», incluindo «juros, tenças, ordenados, assentamentos, mantenças e moradias» de «todas as pessoas, de qualquer qualidade e condição, como não forem eclesiásticas (uma vez que os «Eclesiásticos e Religiões têm contribuído voluntariamente com as décimas das suas rendas»), sem excepção ou privilégio algum; b) todos os que tiverem vários rendimentos (ordenados, proes, precalsos, negócio, trato, maneio, etc.) pagarão décima de tudo separadamente; c) os médicos, cirurgiões, advogados, solicitadores, arquitectos e «mais pessoas que com suas ciências ou artes ganham dinheiro», também pagam décima do que se arbitrar; d) quem não tiver renda, fazenda, ofício nem trato ou seja oficial mecânico, trabalhador ou viva do seu trabalho pagará 2% do que se arbitrar que pode ganhar. Para a boa cobrança da décima: 1) far-se-á em cada Comarca uma lista das propriedades de cada freguesia, com o nome dos senhorios, os foros e encargos que têm e o valor da décima, assim como, em títulos separados, as listas das pessoas que pagam maneio e seu valor; que pagam 2% e quanto paga cada uma; que pagam e quanto pagam de proes e precalsos de seus ofícios e de ordenados; 2) A cobrança da décima será feita pelos recebedores das sisas, que entregarão o seu produto aos recebedores gerais; 3) quem não pagar e for executado será penalizado em mais 10%. Em 1654, o regulamento da décima, refere sobre o que incide e quem paga: 1) Sobre todas as rendas que tiverem, «assim de fazendas, como de juros,tenças, e ordenados, mantenças, moradias, e quaisquer outros rendimentos», todas as pessoas, de qualquer qualidade e condição, «Ministros de quaisquer Tribunais, Universidades, Comunidades, Fidalgos, Nobres, e do Povo, sem excepção de pessoa ou lugar, ainda que sejam fronteiriços, que sirvam à sua custa»; 2) Sobre as estimativas dos proes e precalços dos ofícios da Fazenda, da Justiça ou outros quaisquer dados por donatários, etc.; 3) Sobre os ganhos dos médicos, cirurgiões, advogados, escrivães, inquiridores, avaliadores, partidores etc. que ganham dinheiro «com suas ciências, artes e ofícios»; 4) «do que se arbitrar» a todos os nacionais ou estrangeiros que tiverem «negócio, trato, ou maneio»; 6) Relativamente aos lavradores que trazem herdades arrendadas, o valor da décima de trato e maneio passa a calcular-se em função do que «lhes fica de ganho depois de paga a renda, fazendo-se abatimento do cabedal com que entram de sementes, despesa de serviço, criados e gados, e o risco na incerteza das novidades, para que, estimado tudo ao justo, no modo que for possível, se avalie o que lhes fica livre de pão, criados e lã, que se haverá como ganho de maneio»; 7) No caso dos proprietários de herdades que habitualmente eram arrendadas e agora estão em exploração directa, a décima é calculada em função do que lhe rende ou «podia render quando andava de arrendamento», devendo ainda pagar o maneio correspondente ao «que mais pode ganhar em a cultivar por si»; 8) Como alguns lavradores têm pastores e maiorais «que trazem gado seu apartado, ou junto com o do seu amo, se lhes lançará (a estes, aos lavradores) também décima do interesse que dele tirarem, como de trato e maneio»; 9) Os oficiais de qualquer ofício, se forem mestres «nesta cidade» (Lx) não pagarão menos de 3 cruzados (1.200 réis), e se forem obreiros menos de 400 réis (1 cruzado); no resto do reino os mestres não pagarão menos de 2 cruzados (800 réis) e os obreiros de 3 tostões (300 réis), «e todos daí para cima conforme se arbitrar». No caso de os mestres serem «tão pobres» que a Junta ache que não devam pagar como tal, arbitrar-se-lhes-á o que for justo; 10) Os mestres que além destes seus ofícios «tiverem maneio de compra, e venda para trespassar as coisas, não obrando com elas, ou vendendo parte», assim como aos boticários, cerieiros, curtidores, e outros semelhantes, pagarão separadamente décima do trato e do maneio»; 11) Os trabalhadores e jornaleiros «que não têm ofício, mas vivem só de seu trabalho», não deverão pagar menos de 2 tostões (200 réis) nem mais de 4 tostões (400 réis) «a respeito do mais, ou menos que ganham em cada terra»; 12) A décima das casas em que vivem os próprios donos delas será paga em função do que costumavam ou podiam render; 13) Apesar da Igreja contribuir com 150.000 cruzados para a despesa de guerra, quantia esta que será rateada por todos os eclesiásticos e religiosos, como os bens patrimoniais dos eclesiásticos ficam de fora daquele donativo serão registados nas Comarcas em caderno à parte que será enviado à Junta Eclesiástica «a que tocar, para que nela se lance a Décima e se cobre por eles mesmos, e se remeta a parte do que lhe toca dos cento e cinquenta mil cruzados do seu donativo»; 14) O lançamento da décima será feito por ruas e casas «pela mesma ordem em que estão nas ruas», declarando-se em 1º lugar o nome dos seus donos (que é onde há menos variações), depois o do alugador, ou dos alugadores, no caso de haver vários nas mesmas casas, deixando-se espaço em branco suficiente para se registar a morte do dono, a venda ou alheamento da casa, a mudança do(s) alugador(es), «e para maior clareza se fará declaração do trato e maneio, proes e precalços, ordenados, tenças ou mantenças que não estiverem assentadas noutra parte»; 15) Antes de se começar a lançar seja o que for nos livros, chamar-se-ão os fregueses constantes dos róis de confessados para que cada um preste informações sobre as rendas que têm, os ofícios, tratos e maneios que exercitam, etc., para se saber o que terão de pagar; e tomar-se-ão também informações de particulares que as possam dar, apontando-se os nomes, rendas, tratos, ofícios, etc. em cadernos próprios, para depois de tudo examinado se lançar nos acima referidos livros; 16) Dado haver homens de negócio que vivem numa rua e têm loja noutra, para se poder saber com certeza «a qualidade e importância do seu trato» será nesta última rua (da loja) que se avaliará e lançará a décima de trato e maneio; 17) Na décima do aluguer de casas abater-se-á a décima para consertos; e quando as casas não estiverem alugadas ou forem para aposentadoria ou quartel só se lhes lançará a décima «daquilo que com efeito se lhe pagar»; 18) «Em todas as propriedades se lançará Décima por inteiro, respeitando o rendimento sem se abater foro, pensão ou censo para se haver de cobrar do arrendador, ou pessoa que trouxer a tal propriedade, porquanto assim convém à boa arrecadação; e a parte da Décima que toca ao foro, pensão ou censo se descontará aos que fizerem os pagamentos na forma que fica disposto neste Regimento»; 19) Quando o arrendamento não for a dinheiro, mas sim em «quantidade certa» de géneros, calcular-se-á o valor destes em função do seu preço médio («preço do meio moderado») nos 5 anos anteriores; 20) Os rendeiros das casas, herdades, olivais e demais propriedades pagam, além da Décima das rendas devidas aos senhorios, a dos foros e censos que os senhorios pagam a outros, «e quando os senhorios queiram que as rendas se lhes paguem por inteiro, devem ter dados aos arrendadores dinheiro para pagarem por eles a Décima aos quartéis; e não havendo dado poderão os arrendadores descontar-lhes em frutos tudo o que por eles pagarem a dinheiro, ainda que valham mais»; 21) A Décima a pagar pelos «Senhores de terras, e pessoas muito poderosas, que vivem em suas fazendas» será lançada pelos Provedores com os ministros da cabeça da Comarca, «tomando-se informação secreta» das juntas locais e dos tombos e rendeiros das propriedades; 22) o lançamento da décima será feito nos locais onde se situam as propriedades e não onde moram os seus donos, e a sua cobrança será feita aos feitores, administradores ou rendeiros que as trouxerem; 23) As décimas não poderão ser arrendadas. Em 1762, a Décima volta a substituir o imposto dos 4,5%. Razões invocadas: - não se tratava de uma contribuição «nova e desusada»; - era a contribuição que, «por prudentes combinações e provadas experiências», se considerou ser a «mais igual e menos onerosa aos Povos, nos quais paga cada pessoa à proporção do que tem somente de dez um, e lhe ficam livres nove para se sustentar». No Regimento de 1762 aplicava-se o Regimento de 1654; na sua cobrança seguia-se também o que determinaram as leis de 1761: a) contrariamente ao que sucedia com o 4,5%, lançava-se décima sobre o dinheiro dada a juro por escrituras públicas ou privadas; b) a décima incidia sobre «todos os bens, rendas, ordenados, maneios e ofícios», mas «sem diminuição, sem excepção, sem diferença e sem privilégio algum, qualquer que ele seja», para que o imposto não penalizasse os que tinham juros, tenças ou ordenados e «pelas lucrosas contemplações dos lançadores» beneficiasse os negociantes e os proprietários de casas, quintas ou fazendas. Para tal, os superintendentes deveriam obrigar os proprietários e os que pagavam maneio a declarar sob juramento as rendas e lucros que tinham; o lançamento da décima deveria ser feito por pessoas competentes para poderem avaliar da sua veracidade - mestres pedreiros e carpinteiros nos prédios urbanos; fazendeiros nos rústicos; representantes das profissões colectadas nos maneios. Martins, Conceição Andrade, “Criação, Regulamentação e Cobrança da Décima: um imposto pouco explorado?”. Disponível em: . Acesso em 18-05-2017.
Colecção de recortes, originais ou cópias, de revistas ou periódicos com informações diversificadas que se reportam ao concelho de Vidigueira e que foram alvo de destaque no panorama regional ou nacional.