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Segundo o artigo 356º do código Administrativo de 1940, aprovado pelo decreto-lei n.º 31095, de 31 de dezembro de 1940, o título dos direitos conferidos aos particulares por deliberação dos corpos administrativos que investissem em situações juridicas permanentes, seria um alvará expedido pelos respetivos presidentes. De acordo com o parágrafo 2º do referido artigo, os alvarás expedidos em execução de deliberações dos corpos administrativos seriam registados em livros próprios, existentes nas secretarias. Neste livro estão registados alvarás de licença sanitária, concedidos a diversos estabelecimentos comerciais do concelho, na sua maioria mercearias, talhos e tabernas. O registo inclui a transcrição dos alvarás.
Projeto de construção de um telheiro de apoio ao Museu Romano. Inclui apenas o desenho (em duplicado) da obra. Desenhou João Lobo, do Departamento Técnico da Câmara Municipal de Moura.
Folheto turistico sobre Moura e a sua Estância Termal. Inclui o desenho de um excerto das muralhas norte do castelo de Moura e da torre de menagem.
Livro para registo de alvarás ao abrigo do estabelecido na portaria n.º 6065, de 30 de março de 1929. Segundo o artigo 40º da referida portaria, competia às Comissões Executivas das Câmaras Municipais a concessão de alvarás de licença sanitária para exploração de hotéis, hospedarias, restaurantes, cafés, tabernas e estabelecimentos similares. A informação encontra-se estruturada de acordo com os seguintes campos: - Nº de ordem; data; nomes; residência; natureza do estabelecimento; licença; observações.
Inclui o processo de participação da equipa que representou Moura na edição dos Jogos sem Fronteiras, que decorreu em 1996 na cidade italiana de Turim.
Livro de registo de taxas devidas por enterramentos no cemitério de Moura. Inclui os seguintes campos de registo de informação: - Data (dia, mês e ano ); n.º da guia; nome de quem paga; nome do falecido; data em que termina; n.º dos jazigos e covas; n.º dos quadros; observações.
Autos de agravos, interpostos por Francisco Gonçalves, que havia requerido à Câmara uma nova licença para tirar pedras de moinho junto ao rossio do Carmo. A primeira licença havia sido concedida pelo senado da Câmara há 32 anos, mas tinha-se perdido após a casa de Francisco Gonçalves ter ficado destruída por bombas do inimigo. Inclui para além do termo de agravo, a petição da licença, acordãos da Câmara e declarações de testemunhas.
Embora a primeira folha deste livro tivesse sido destinada ao registo de técnicos autorizados a assinar projetos e dirigir obras, nela não foi efetuado qualquer registo do género, pelo que este livro serviu exclusivamente para o registo de termos de responsabilidade. Inclui os seguintes campos de registo de informação: - N.º; data (dia, mês e ano); responsável; obra a que se refere o termo; observações.
Livro que serviu exclusivamente, ao contrário dos que o antecederam, para o registo de termos de responsabilidade. Inclui os seguintes campos de registo de informação: - N.º do termo ou declaração de responsabilidade; data (dia, mês e ano); nome do técnico responsável; n.º de registo do técnico responsável; n.º da licença de obra; designação do local da obra; data do início da obra; data do fim da obra; observações.
Cópia autenticada pela Câmara Municipal de Moura dos seguintes documentos: - Cartão de identificação de pessoa coletiva da Associação de Moradores da Aldeia da Estrela; - Certidão da escritura de constituição e estatutos da Associação de Moradores da Aldeia da Estrela (1982-06-16); - Certidão de alteração aos estatutos da Associação de Moradores da Aldeia da Estrela(1988-03-31).
Contém boletins de óbito, passados pela Conservatória do Registo Civil para servirem à Câmara Municipal de Moura como guia de enterramento. De cada boletim consta a seguinte informação: Data do falecimento; nome e sexo do falecido; filiação; n.º do registo de óbito; cemitério em que seriam sepultados.
Contém boletins de óbito, passados pela Conservatória do Registo Civil para servirem à Câmara Municipal de Moura como guia de enterramento. De cada boletim consta a seguinte informação: Data do falecimento; nome e sexo do falecido; filiação; n.º do registo de óbito; cemitério em que seriam sepultados.
Livro utilizado para registo de contas correntes com os hospitais civis de Lisboa e outros hospitais nacionais previstos no nº. 7, do artigo 751º do Código Administrativo, aprovado por decreto 31095, de 31 de dezembro de 1940. Os registos encontram-se organizados de acordo com os seguintes campos: - Data (mês, dia); Movimento; A débito da Câmara; A crédito da Câmara; Saldo.
Duplicados de programas visados pela Delegação de Moura da Inspeção dos Espetáculos. Tratam-se de programas de espetáculos realizados na área do concelho de Moura, onde se destacam os bailes, organizados pelas sociedades recreativas, o cinema, o circo, o futebol, etc.
O decreto lei n.º 679/75, de 9 de dezembro definia as normas a que deveria obedecer o recrutamento de jurados. De acordo com o artigo 1º, os jurados seriam recrutados de entre os cidadãos portugueses, inscritos no recenseamento eleitoral e que satisfizessem as seguintes condições: a) Ter mais de 25 anos e menos de 70 de idade. b) Saber ler e escrever a língua portuguesa. c) Não ter sofrido condenação por crime doloso, salvo se a condenação tiver sido declarada de nenhum efeito, ou caduca, e no caso de reabilitação. d) Não se achar preso. d) Estar no pleno gozo dos direitos civis e politicos. A relação de jurados do concelho de Moura, compreende os seguintes campos: - N.º de ordem; n.º do verbete; descarga; nome; idade; morada (lugar, rua, n.º de porta e andar).
Relação manuscrita de património passível de ser classificado como de interesse municipal, ao abrigo do estipulado na postura municipal de 1 de maio de 1943 (ds000001, da presente subsérie). Inclui os seguintes campos de registo de informação: - Proprietários; rua ou praça; n.º; espécie; cronologia; observações.
Trabalho elaborado pelo Gabinete de Apoio Técnico de Moura (G.A.T.), para a Câmara Municipal de Moura. Inclui os seguintes elementos: - Planta de localização; - Levantamento topográfico.
Contém o registo diário da carne abatida no Matadouro Municipal. Os registo são individualizados em nome de cada um dos talhantes, e incluem os seguintes campos: - Data (mês, dia); bovino (quantidade e peso); caprino(quantidade e peso); Ovino (quantidade e peso).
Livro de registo diário das reses abatidas no Matadouro Municipal, que inclui os seguintes campos de registo de informação: - Dia; nome do interessado; morada; espécies, número e peso (bovina - vaca e vitela; suína; ovina; caprina; cabalina); nº da senha do matadouro; taxa de utilização; pagamento (nº da guia mod.7; data); observações.
Documento que inclui um quadro composto pelos seguintes campos: N.º de ordem; n.º dos perfis extremos; nomes dos proprietários; terra lavrada; oliveiras; valor por metro quadrado; importâncias.
Auto de inauguração e batismo do campo de futebol que ficaria para sempre conhecido como campo «Maria Vitória», em homenagem às suas madrinhas de batismo, D. Maria Alice Costa Mendes e D. Victória Camacho Lúcio. O campo, propriedade da Câmara Municipal de Moura, seria cedido em 1926 à Liga de Foot-Ball e Desportos de Moura, liga amadora onde militavam quatro clubes locais. A partir de 1942, seria o Moura Atlético Clube a utilizar o «Maria Vitória», por longos anos, até à sua substituição por um novo estádio no ano 2000. -Âmbito e conteúdo elaborado por Octávio Patrício (CMMRA)
Inventário do espólio etnográfico da Câmara Municipal de Moura, realizado por Ana Mafalda Rebelo Farinho. Inclui os seguintes campos de descrição: n.º da peça; designação; local onde se encontrava na altura.
Contém boletins de óbito, passados pela Conservatória do Registo Civil para servirem à Câmara Municipal de Moura como guia de enterramento. De cada boletim consta a seguinte informação: Data do falecimento; nome e sexo do falecido; filiação; n.º do registo de óbito; cemitério em que seriam sepultados.
Inclui diversa documentação relacionada com a atribuição de novas denominações a várias ruas situadas em Santo Amador, Santo Aleixo da Restauração e Póvoa de São Miguel. Engloba ainda alguma documentação relacionada com a aquisição de placas toponímicas e números de polícia.
Contém boletins de óbito, passados pela Conservatória do Registo Civil para servirem à Câmara Municipal de Moura como guia de enterramento. De cada boletim consta a seguinte informação: Data do falecimento; nome e sexo do falecido; filiação; n.º do registo de óbito; cemitério em que seriam sepultados.
Contém boletins de óbito, passados pela Conservatória do Registo Civil para servirem à Câmara Municipal de Moura como guia de enterramento. De cada boletim consta a seguinte informação: Data do falecimento; nome e sexo do falecido; filiação; n.º do registo de óbito; cemitério em que seriam sepultados.
Contém boletins de óbito, passados pela Conservatória do Registo Civil para servirem à Câmara Municipal de Moura como guia de enterramento. De cada boletim consta a seguinte informação: Data do falecimento; nome e sexo do falecido; filiação; n.º do registo de óbito; cemitério em que seriam sepultados.
Joaquim de Santa Ana, boeiro do capitão Joaquim José de Vasconcelos, julgando-se inocente num processo decorrente de uma coima aplicada sobre os bois que conduzia, solicitava à Câmara a devolução de um cordão de ouro que entregara como caução.
Edital em que a Câmara Municipal publicita que vai iniciar a venda de pesos decimais, devendo os interessados dirigir-se à secretaria da Câmara para tratarem da aquisição.
Inclui nove testamentos que faziam parte dos documentos avulsos que integravam o fundo quando o mesmo deu entrada para depósito no Arquivo Municipal de Moura. Os referidos testamentos não se encontravam portanto integrados em nenhum dos livros dos morgados, nem mesmo no livro dos testamentos.
Inclui o documento original (1621-10-14) e uma cópia fiel do original (s.d.).
Artigo publicado no Jornal de Moura nº 1925, de 14 de fevereiro de 1976, p. 2. O artigo encontra-se incompleto, encontrando-se em falta a primeira parte do mesmo, publicada na p. 4 do já referido jornal. Inclui a parte final de um outro artigo, intitulado " Divagação Histórica sobre a China", da autoria do Dr. Alexandre Proença, e publicado no Jornal de Moura, nº 1912, de 17 de maio de 1975, p.4.
Saída da comitiva dos Paços do Concelho. Nas escadas apara além dos populares, e embora não seja visível nesta imagem, aguardavam à saída elementos da Corporação de Bombeiros e alguns Legionários que ladeavam a escadaria.
Documento que pertence ao Título nº 9, do livro 2º do Morgado de Serpa.
Artigo da autoria do Dr. José Fragoso de Lima, publicado no Diário do Alentejo de 21 de julho de 1949 sobre a toponímia de Beja. Fragoso de Lima propõe alguns nomes ligados à História de Portugal, mais concretamente no apoio ao Mestre de Avis, para denominação de artérias da cidade de Beja.
Cópia de artigo da autoria do Dr. José Fragoso de Lima, publicado no Diário do Alentejo de 22 de agosto 1949, p.1 e p.4.
Cópia de artigo da autoria do Dr. José Fragoso de Lima, publicado nos Diários do Alentejo de 2 e 3 de agosto 1949.
A mais antiga referência que conhecemos à irmandade de São Pedro remonta ao ano de 1595, quando a 7 de Fevereiro do mencionado ano os padres da irmandade decidem solicitar a sua majestade D. Filipe I uma provisão para que pudessem trocar um olival que detinham junto à Vila, por umas casas térreas situadas na Rua Larga, em zona central de Moura, para aí construírem a sua igreja. As casas em questão eram propriedade de uma capela que instituíra Brittes Lourenço Estibeira, sendo na altura sua possuidora uma menina de nome Maria, filha de Belchior Mendes e de Anna Gomes. Conseguiram os padres de S. Pedro a tão almejada troca e volvidos cinco anos, a 7 de Janeiro de 1600, através de uma Bula emitida por sua Santidade o Papa Clemente VIII, conseguem autorização para a edificação da igreja e irmandade. A Bula isentava a nova irmandade da jurisdição da ordem de Avis, sujeitando a mesma ao Ordinário Diocesano. Até à construção da igreja, estiveram os padres de S. Pedro na Santa Casa da Misericórdia. Na igreja da dita irmandade tinham, com consentimento do provedor e irmãos um altar separado onde diziam missa. Entretanto e apesar de terem conseguido terreno e autorização para edificarem a igreja, terão os padres de S. Pedro deixado extinguir os privilégios e indulgências da irmandade. A 11 de Março de 1607, o Bispo de Évora concede-lhes autorização para erigirem de novo a irmandade, mas com a condição de não gozarem de privilégios antigos, mas sim seguirem os novos estatutos agora aprovados. Existem referências que indicam que a construção da igreja de S. Pedro se terá iniciado por volta de 1610, e ter-se-á prolongado por um longo período. A 3 de Março de mil e seiscentos e vinte e quatro, em reunião onde estiveram presentes o juiz e mais irmãos ficou acordado irem tirar pedra para se dar inicio à construção da capela-mor. A capela-mor só ficaria totalmente pronta quando em 1678, o conhecido pintor mourense Pedro Figueira, que desenvolveu um importante trabalho em diversas igrejas da vila, pintou o brutesco que decora este altar. Por este relevante trabalho, viria a receber setenta mil réis. Enquanto decorreram as obras da igreja as missas eram celebradas numa casa junto ao terreno onde a mesma foi edificada, pois aí se erigiu um altar provisório para o efeito, que ficaria posteriormente integrado na sacristia da igreja. Em 1686 a irmandade de S. Pedro era detentora de um património considerável, que integrava diversas moradas de casas, uma horta em Monsaraz, e 254 mil réis em razão de juros. Em 1743, grande parte dos rendimentos da irmandade provinham da satisfação de obrigações pias, provenientes de cerca de três dezenas de capelas, muitas delas administradas pela própria Irmandade. No início da segunda metade do século XIX, as exigências impostas pela legislação que regulamentava a atividade das confrarias e irmandades, tornar-se-iam fatais para a Irmandade de São Pedro. Assim, a 15 de Novembro de 1874, e nos termos do decreto de 21 de Outubro de 1836 e da Portaria de 27 de Setembro de 1862, foram os irmãos de S. Pedro convocados a comparecerem na Secretaria da Administração do Concelho, a fim de confirmarem o seu interesse na continuidade da irmandade. Aí se apresentaram vinte e dois irmãos dispostos a continuarem a administração da dita associação, pelo que cumpridas as exigências legais, foi elaborado termo dando continuidade à confraria de S. Pedro. Em 1877 e nos termos da mesma legislação, foram novamente os irmãos de São Pedro convocados a comparecerem na Administração do Concelho, o que não viria a acontecer, pelo que a 9 de Maio do referido ano, é extinta a Irmandade de São Pedro. A 18 de Junho do mesmo ano o Administrador do Concelho, convocou o padre Henrique Jorge de Paula, último juiz da irmandade, a fim de lhe comunicar o teor do alvará de extinção da Irmandade. Ficou ainda determinado que todos os bens e rendimentos da irmandade seriam entregues à Junta da Paróquia de Santo Agostinho da vila de Moura. História Administrativa elaborada por Octávio Patrício (CM Moura) com recurso à documentação que constitui o Fundo.
Contém listas de corpos gerentes relativas aos anos de 1963, 1965 e 1966, assim como convocatórias para reuniões de Assembleia Geral para eleição dos referidos corpos gerentes.
Programas provenientes do Cine-Clube de Torres Vedras. Incluem fichas técnicas, resumos e comentários aos filmes.
Cópia de artigo publicado no jornal Notícias de Beja, em 2 de outubro de 1943, da autoria de José Fragoso de Lima, descrevendo uma medalha de Napoleão I. A medalha foi comprada em Santo Aleixo e oferecida à Câmara Municipal de Moura pelo sr. José Joaquim de Brito.
Programas provenientes do Cine-Clube do Porto. A grande maioria dos programas é dedicada a um ciclo específico de cinema, incidindo sobre um determinado tema, escritor, realizador ou mesmo país.
Programas provenientes do Cine-Clube de Beja. Essencialmente compostos pelas fichas técnicas e comentários aos filmes. Alguns programas são ilustrados por linóleos de Álvaro Fialho.
Programas recebidos de diversos Cine-Clubes de Angola, predominando os programas recebidos do Cine-Clube de Luanda.
Série constituída por um conjunto de programas de divulgação de sessões cinematográficas organizadas por diversos cineclubes nacionais e estrangeiros.
Unidade documental composta essencialmente por programas recebidos do Cine-Clube de Lourenço Marques.
Imagem parcial do Bairro Dr. Oliveira Salazar junto à Estrada N258
Contém os relatórios finais de atividades no Leitorado Português na Universidade de Barcelona dos anos escolares de 1958-1959 e 1965-1966.
Cópia original do relatório de atividades do Leitorado Português da Universidade de Santiago de Compostela, relativo ao ano escolar de 1953/1954, apresentado por Fragoso de Lima ao Instituto de Alta Cultura. O relatório é antecedido de um outro relatório semelhante, mas incompleto, que poderá ser um relatório intercalar, trimestral referido por Fragoso de Lima neste mesmo relatório.
Imagem do Largo da Capinha Rota em Moura.
Maço que integra vários exemplares dos programas de cada uma das primeiras dez sessões de cinema realizadas pelo Cine-clube de Moura. Inclui também o programa da 1ª sessão de cinema infantil realizada pelo Clube.
Cópia datilografada de artigo de José Fragoso de Lima, publicado no Jornal de Moura, nº 616, de 19 de agosto de 1939.
Referenciados desde há séculos em documentos que podemos hoje consultar no nosso Arquivo Municipal, os olivais que envolvem Moura foram, para gerações e gerações de mourenses, uma importante fonte de sustento que permitia aliviar as famílias mais necessitadas durante o tempo que duravam os trabalhos da apanha da azeitona e da transformação desta no famoso azeite de Moura. Atividade de grande importância económica para o concelho, a apanha da azeitona e a sua transformação em azeite encontravam-se detalhadamente regulamentadas nas posturas municipais, de tal forma que conjuntamente com as vinhas ocupavam um capítulo completo do livro de Posturas da Câmara aprovadas em 1693. Através das referidas posturas protegiam-se os olivais e os seus proprietários, que viam a atividade do “rebusco”, também designado noutras posturas por «rabisco da pobreza», ou seja da apanha dos restos de azeitona que ficou nos olivais, autorizada só após a câmara proceder ao descoutamento dos olivais. De acordo com as referidas posturas de 1693, apenas era permitido iniciar a apanha da azeitona e a laboração nos lagares depois do dia de Natal, altura em que se considerava estar o fruto suficientemente maduro para a sua transformação em azeite de qualidade: “Que nenhuma pessoa vareje azeytona, nem a apanhe, nem lance lagar senão passado dia de Natal “ (Posturas Municipais - 1693, f.59) Os olivais, como já afirmamos, eram alvo de grande proteção através de diversas posturas que proibiam o pastoreio e outras atividades prejudiciais aos olivais durante época em que os mesmos se encontravam em produção. E essa proteção estendia-se mesmo à própria árvore – a oliveira, que por meio de diversas posturas se encontrava preservada de vandalismos e de práticas agrícolas danosas. Exemplo dessa proteção à árvore é a postura que refere que « …toda a pessoa que for achada escavacando pee de oliveyra ou com cavacas do mesmo, ou constar de algum modo provavel que escavacou ou conduzio as cavacas, pagará três mil e trezentos réis e trinta dias de cadeia.» (Posturas Municipais - 1693, f.60) Também a atividade desenvolvida pelos lagares e a profissão de Mestre de Lagar estavam regulamentadas. As ausências do lagar por parte do mestre estavam expressamente proibidas: «…que nenhum mestre de lagar vá dormir fora delle noute alguma, nem em sabbado, nem em véspera de dia santo…». As presenças estranhas também não eram autorizadas, incluindo as mulheres dos que ali desenvolviam a sua atividade diária: «Acordarão que nenhuma molher de lagareyro entrará no Lagar onde estiver seu marido, nem o marido mande para casa torrão de bagaço…»(Posturas Municipais - 1693, f.61v. e f.62) Os furtos de azeitona também não estavam facilitados, pois as penas eram pesadas para os que prevaricassem: «Acordarão que toda a pessoa que não tiver olivaes e se lhe achar em sua casa azeytona que passe de alqueire, pagara três mil réis e trinta dias de cadea.» (Posturas Municipais - 1693, f.59v.). E as penas eram ainda mais gravosas para os que aceitassem recolher azeitona de proveniência ilegal: «Acordarão que todo o lagareyro que por algum modo constar recolheo no lagar em que trabalha ou nelle fez azeytona de pessoa que não tem olivaes, pagará seis mil e trezentos réis e trinta dias de cadeia» (Posturas Municipais - 1693, f.63) Relacionado com a apanha da azeitona e com os inúmeros lagares que outrora existiram no nosso concelho, destacamos duas fotografias que pertencem ao espólio do nosso Arquivo e que de alguma forma nos retratam uma atividade que marcou durante séculos e continua a marcar a atividade económica da nossa região. Hoje o azeite é obtido com recurso a novas formas de exploração da terra e a tecnologia que veio revolucionar por completo a forma como noutros tempos se chegava ao produto final, de tal forma que do passado apenas restam as oliveiras seculares que nalgumas zonas dos coutos de Moura ainda vão resistindo a uma morte anunciada. Na primeira das fotografias que colocamos em destaque, da autoria do fotógrafo Zambrano Gomes, podemos observar um aspeto da apanha da azeitona na Herdade dos Machados, em meados do século XX. A segunda foto refere-se ao que resta de um antigo lagar de varas onde, pela força animal, o azeite era extraído da azeitona. O lagar de varas que visualizamos nas imagens era o antigo lagar do Dr. Pinto, sito à rua do Espirito Santo, em Moura. A foto, datada de 1973, é da autoria do fotógrafo mourense Pedro da Conceição Floreano. Âmbito e conteúdo elaborado por Octávio Patrício (CMMRA), com recurso à consulta da seguinte documentação: - Posturas da Câmara -1693 (MMRA/CMMRA/A/003/001/dc00001) - Posturas da Câmara -1815 (MMRA/CMMRA/A/003/001/dc00002) - Zambrano Gomes - Fotógrafo de Moura (PT/AMMRA/ZG-FM/D/000017) - Fotógrafos e Estúdios de Fotografia (PT/AMMRA/FEF/PCF/004/000004)
Constituída em 2 de janeiro 1941, por escritura lavrada em Moura no notário José Joaquim Frasquilho, a sociedade comercial por quotas de responsabilidade limitada, Noudar, Lda., tinha sede na rua da república, nº 35, em Moura. Eram sócios fundadores os senhores António Vasquez Garcia (Proprietário, residente em Barrancos), Carlos Garcia Barroso (industrial, residente em Moura), Eng. Sebastião Garcia Ramirez (Industrial, e proprietário residente em Lisboa), Mário Garcia Ramirez (industrial e proprietário, residente em Algés) e Eng. Francisco Ortigão Gomes Sanches (industrial, residente no Dafundo). Para além da sede e escritórios em Moura, a empresa possuía uma delegação em Lisboa. As instalações industriais funcionavam também em Moura, no antigo Convento de Santo António, que fora adaptado para o efeito. A Noudar possuía ainda um lagar, uma horta chamada da Várzea, a horta de Santo António junto às instalações fabris e uma instalação para engorda industrial de suínos (malhadas). Inicialmente a empresa funcionou como matadouro industrial, matando em Moura e enviando a carne em camiões frigoríficos para Lisboa. No entanto as pesadas taxas sanitárias impostas pela Câmara de Lisboa, por não utilizarem o seu matadouro, levaram a uma reformulação da atividade inicial e a empresa passou então a dedicar-se à transformação de carnes em Moura (indústria de salsicharia). Mas esta reformulação da atividade inicial fez-se à custa de pesados investimentos. Foi necessário apetrechar o matadouro com câmaras de refrigeração e congelação. Importou-se maquinaria da América e ampliou-se a central elétrica. Não foi pois de estranhar que a empresa passasse por tempos difíceis pois ao pesado investimento aliaram-se outros fatores como o enfraquecimento do mercado Belga, principal destino das exportações da Noudar, bem como a subida dos preços do gado para engorda, estabelecidos pela Junta Nacional de Produtos Pecuários. Ouve então que reajustar a Empresa à realidade sentida, e o caminho seguido foi o de abrir um novo ramo de atividade – a conserva de azeitonas recheadas. A ideia já vinha amadurecendo na cabeça dos responsáveis pela empresa há algum tempo, que viam na mancha de olival existente nos concelhos de Moura e Serpa e no clima semelhante ao de Sevilha, (zona que dominava a nível ibérico a indústria das azeitonas recheadas), uma oportunidade para investimento alternativo ao que até aí desenvolviam. Daqui ao desenvolvimento da ideia foi um passo e em 1946 vieram de Espanha alguns dos melhores técnicos com experiência na área para auxiliarem na implementação do novo projeto. A fábrica foi apetrechada com a maquinaria adequada e as instalações remodeladas e adequadas ao novo ramo industrial. Rapidamente os novos produtos chegaram aos Estados Unidos da América e ganharam uma cota importante naquele mercado, o que permitiu à empresa conseguir algum desafogo financeiro. Desafogo esse que não seria suficiente para impedir que em maio de 1950 tivessem que recorrer a um empréstimo de 10000 contos ao abrigo do Plano Marshall, de forma a fazerem face às despesas que haviam tido de adaptação da indústria à nova atividade bem como a despesas resultantes da compra de matéria-prima. As décadas de 50 e 60 foram de relativa estabilidade na empresa, que se tornou a maior empregadora do concelho de Moura, havendo mesmo épocas em que tinha de recorrer a mão-de-obra vinda de outros concelhos limítrofes. Os novos trabalhos de descaroçamento, calibragem e recheio de azeitona empregavam nesta altura cerca de 800 a 1000 pessoas durante aproximadamente 6 a 7 meses por ano. A produção era na sua maioria exportada para países como a Bélgica, a Inglaterra, os Estados Unidos da América, Alemanha, Holanda, Noruega, Dinamarca e mesmo países africanos como Moçambique. A Noudar, Lda. laboraria até ao ano de 1973, altura em que foi adquirida pela empresa, Fábrica de Conservas Pátria, Lda., com sede em Matosinhos, que manteve a produção de conservas de azeitona recheada até aos anos 90, encerrando definitivamente as suas em portas em Moura no ano de 2001. Do vasto fundo com origem na empresa Noudar Lda. destacamos um postal de boas festas que nos dá uma visão parcial da fábrica Noudar, com a zona de armazenamento de barricas de conserva de azeitonas em destaque e dois rótulos de produtos fabricados na empresa. - Âmbito e conteúdo elaborado por Octávio Patrício (CMMRA), com recurso à consulta de diversa documentação que integra o fundo Noudar, Lda.
Catálogo de filmes e calendário (1967) da empresa Doperfilme. Ficha técnica dos filmes acompanhada de ilustrações.
Contém relatórios e outros documentos produzidos por Fragoso de Lima enquanto Leitor de Português das Universidades de Santiago de Compostela e de Barcelona. Inclui alguns diplomas em Funções Públicas relacionados com a carreira docente de Fragoso de Lima. Destaque ainda para uma nota cadastral do carreira docente de F. Lima, produzida pelo Liceu de Évora já numa fase final do seu percurso no ensino.
Original manuscrito de artigo publicado no Jornal de Moura nº 1900, de 12 de outubro de 1974.
Dois exemplares de cópia datilografada de artigo de José Fragoso de Lima, publicado no Jornal de Moura, nº 530, de 28 de dezembro de 1935.
Composta por uma proposta de fornecimento de material cinematográfico e por diversos catálogos para aquisição de filmes, provenientes das maiores distribuidoras de filmes da época.
Conjunto de cartas na sua maioria dirigidas ao Sr. António Veríssimo Pereira de Lacerda.
D. Francisca Bernarda de São José havia falecido aos quatro dias do mês de Janeiro de 1751.
Documento que pertence ao título nº 68, do livro 1º do Morgado de Faro. O título nº 68 inclui uma conjunto de documentos de que destacamos: - Apresentação de uns autos de execução (1738-08-16); - Auto de penhora feita ao Reverendo Padre António Nunes Vieira (1737--07-20); - Auto de rematação feita a Gaspar dos Reis, oficial de carpinteiro desta cidade de duas moradas casas na rua da Barreira, desta dita cidade (...); - Auto de penhora feita ao padre António Nunes Vieira (1738-03-24); - Auto de rematação de uma vinha do padre António Nunes Vieira (1738-08-04).
Julho de 1937, em Portugal a ditadura de Salazar consolidava-se apesar do atentado falhado contra o Presidente do Conselho, ocorrido no dia quatro do referido mês. Ao lado, em Espanha, a Guerra Civil atingia o seu auge. Nos arredores de Madrid, a cerca de 35 quilómetros decorriam sangrentos combates entre as forças republicanas e os nacionalistas, naquela que ficou conhecida pela batalha de Brunete. Sob o comando do General Vicente Rojo, o exército popular republicano planeia um ataque com o objetivo de afastar as forças nacionalistas da capital espanhola. Franco reage enviando reforços do norte do país para a região de Madrid. Neste cenário, a força aérea alemã, através da conhecida Legião Condor, foi decisiva no apoio às forças de Franco, causando enormes baixas no exército republicano e gorando assim a intenção do general Vicente Rojo de manter os nacionalistas longe da capital. Às quinze horas do dia quinze do mesmo mês de julho, em Moura, a poucos quilómetros da vila, aterra de forma forçada, por falta de combustível, um bombardeiro bimotor, alemão, de seu nome Pedro I. O Administrador do concelho de Moura informa a Policia Internacional (Secção da PVDE) do acontecimento, tendo recebido desta instituição instruções para conceder todas as facilidades à tripulação. A tripulação, de nacionalidade alemã, utiliza um táxi local para as deslocações entre o avião e a vila e fica hospedada uma noite no Grande Hotel de Moura. No dia seguinte aterra no mesmo local um outro avião, trimotor, proveniente de Sevilha e tripulado igualmente por elementos de nacionalidade alemã. O bombardeiro é abastecido com 2000 litros de combustível e volta a descolar. No dia 23 de julho o Administrador do Concelho de Moura informa por ofício o Governador Civil de Beja do acontecimento e aproveita para lhe enviar as faturas da estadia da tripulação alemã no Grande Hotel e das suas deslocações de táxi, no valor total de 210$00, para que este as apresente ao Consulado Espanhol em Lisboa. As faturas são devolvidas no dia seguinte, alegando o Governador Civil que em Moura existia um Vice-Consulado de Espanha onde deveriam na sua opinião ser apresentadas as faturas. A 15 de outubro, após uma tentativa de regularização das dividas por parte de um dos tripulantes, que não se viria a concretizar, o Administrador do Concelho resolve contactar diretamente o Consulado Geral de Espanha em Portugal e expõe-lhe a situação. Em resposta o Consulado solicita informações adicionais sobre a ocorrência, nomeadamente a base a que pertencia o avião e quem eram os seus tripulantes, de forma a fundamentar o pagamento das despesas em causa. O Administrador do Concelho esclarece então alguns pormenores do incidente, informando o Consulado que um dos tripulantes alemães, talvez o mais velho, que parecia ser o chefe, deixara um cartão-de-visita com o seu nome - Francisco Schwab. Segundo o Administrador, a forma fluente como falava o espanhol indicava que estaria há já algum tempo em Espanha, provavelmente em Sevilha, cidade como já vimos de onde voou o trimotor que abasteceu o Bombardeiro Pedro I, de forma a este poder regressar a Espanha. Adiantava ainda o magistrado, que segundo declarações de um dos tripulantes o Pedro I regressava de Salamanca, onde havia participado nos bombardeamentos à zona de Brunete. Após os esclarecimentos a dívida é finalmente saldada a 2 de novembro pelo representante do Estado Espanhol em Lisboa, o Marquês de Miraflores, D. Alonso Álvarez de Toledo y Mencos, que agradece ao Administrador do Concelho de Moura todas as facilidades concedidas aos tripulantes do avião. Por sua vez o Administrador do Concelho agradece o envio do cheque para liquidação da dívida e deseja ao Marquês sucesso na luta que o “exército salvador” (nacionalista) trava em Espanha. O conjunto de documentos que colocamos em destaque retratam um acontecimento que na altura terá tido algum impacto no dia a dia do nosso concelho, mas que não foi noticiado na imprensa local, nomeadamente no Jornal de Moura, contrastando com o que viria a acontecer poucos anos mais tarde aquando dos acidentes aéreos de 1941, na altura relacionados com a 2ª Guerra Mundial. Também em relação ao fotógrafo de nacionalidade espanhola Zambrano Gomes, que quando ocorre este incidente já se encontrava estabelecido em Moura, não conhecemos qualquer registo deste incidente, ao contrário do que aconteceu com os já referidos acidentes de 1941. Foram formas diferentes de abordar problemas semelhantes, justificáveis provavelmente por um conjunto de circunstâncias que terão tido impacto na forma de tratamento dos incidentes: - Em 1937 o Administrador do Concelho era o magistrado que representava o Governo em cada um dos concelhos, portanto caber-lhe-ia a ele tratar assuntos relacionados com a segurança da nação, incluindo incidentes que abrangessem outros países; O mesmo já não sucedia em 1941, pois a figura do Administrador do Concelho já havia sido extinta pelo Código Administrativo de 1936, tendo as suas funções policiais passado a ser competência do Presidente da Câmara a partir de 1938. - A nível local houve alguma discrição no tratamento do incidente, pois não chegou à imprensa local, nem ao menos à Câmara Municipal, onde não existe qualquer registo relacionado com o acontecimento; - Quanto a Zambrano Gomes não temos qualquer pista que nos esclareça do motivo pelo qual não fez reportagem fotográfica, tal como o fez para os acidentes de 1941. Poderá porventura o facto de possuir nacionalidade espanhola ter interferido, preferindo não registar o acontecimento. A pouca divulgação do acontecimento poderá também eventualmente justificar-se pela forma como Salazar e o Estado Novo lidaram com o conflito que se desenrolou aqui ao lado. Embora desde a primeira hora tivesse existido um apoio de Salazar às forças de Franco, este apoio foi no seu início algo discreto, crescendo à medida que a guerra se desenrolava, sendo menos declarado no início e tornado-de mais percetível a partir do final de 1937, com a nomeação de Pedro Teotónio Pereira como agente especial de Portugal em Burgos, capital provisória dos Nacionalistas. Âmbito e conteúdo elaborado por Octávio Patrício (CMMRA), com recurso à consulta da seguinte documentação: - Administração do Concelho de Moura- Correspondência Recebida Geral (1937); - Administração do Concelho de Moura - Copiadores de correspondência expedida (1937)