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Francisco Nunes, castelhano, morador em Lepe, Reino de Castela, diz-se pago dos irmãos da Misericórdia de Moura, de uma sentença que contra eles houve relativa aos bens que ficaram da morte de seu pai.
Cid Almeida, escrivão da Santa Casa, confirma que o padre Luís Lopes pagou ao mordomo Diogo Aires a quantia de dois mil réis do foro devido pela Horta do Freixo.
Documento tresladado no «tombo velho», às f.119 e f.119v., pelo tabelião público de notas da vila de Moura, João Pimenta. Posteriormente tresladado no «tombo novo», às f.63v. e f.64, por Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1336-06-06.
Documento tresladado no «tombo velho», às f.120 a f.122v., pelo tabelião público de notas da vila de Moura, João Pimenta. Não tresladado para o «tombo novo». Original datado de 1317-07-02.
Documento tresladado no «tombo velho», às f.140. a f.140v., pelo tabelião público de notas da vila de Moura, João Pimenta. Documento posteriormente tresladado no «tombo novo» às f.75 a 75v pelo Tabelião Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1584-06-14.
Documento tresladado no «tombo velho», às f.130v. a f.139., pelo tabelião público de notas da vila de Moura, João Pimenta. Documento posteriormente tresladado no «tombo novo», pelo Tabelião Manuel Pires Pretto, às f.68v. a 74v. Original datado de 1576-02-24.
Processo referente à encomenda feita pela Santa Casa da Misericórdia de Moura ao pintor Estanislao Luís António, que constava de 7 bandeiras e 24 seriais idênticas às da Misericórdia de Lisboa.
José Nunes, trabalhador e morador na freguesia de São Romão, da vila do Torrão, tinha um filho legítimo de nome João Morais, que morrera no Hospital da Misericórdia de Moura. Vinha através do presente documento solicitar a herança a que se julgava com direito.
Documento tresladado no «tombo velho», às f.141. a f.143., pelo tabelião público de notas da vila de Moura, João Pimenta. Documento não tresladado para o «tombo novo». Original datado de 1566-08-29
Documento tresladado no «tombo velho», às f.150v. a f.151., pelo tabelião público de notas da vila de Moura, João Pimenta. Documento novamente tresladado para o «tombo novo», às f.81 a f.82, pelo tabelião Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1544-07-21.
Inclui uma proposta de arrendamento em nome de Manuel José Manços.
Documento tresladado no «tombo velho», às f.164 a f.165v., pelo tabelião público de notas da vila de Moura, João Pimenta. Documento não tresladado para o «tombo novo. Original datado de 1585-06-18. - Documento não totalmente tresladado devido a erro do tabelião João Pimenta, que justifica logo a seguir ao título: «Esta sentença se pôs aqui por erro e vai a fólio 168» No final da parte tresladada escreve novamente: «esta sentença não se acabou de tresladar porque se pôs aqui por erro e vai adiante ao fólio 168.»
Documento tresladado no «tombo velho», às f.157 a f.163, pelo tabelião público de notas da vila de Moura, João Pimenta. Documento novamente tresladado para o «tombo novo», às f.86v. a f.91v., pelo tabelião Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1516-12-05.
Carta precatória de diligência proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir, publicar e registar os alvarás nela incluidos. Inclui dois alvarás com força de lei: O primeiro altera o regimento das décimas, publicado em 9 de março de 1654 (1789-12-17). O segundo declara a existência de igualdade entre as três ordens militares(Cristo, Avis e Santiago), exceptuando-se desta norma as festividades singulares de cada uma das três ordens (1789-09-26).
António Manuel reclamava os bens de seu filho que falecera. Foi decidido proceder-se à entrega dos referidos bens após se descontarem as despesas que a Misericórdia teve com o funeral.
Inclui o primeiro orçamento suplementar.
Carta de diligência proveniente do Juízo da Correição da Comarca de Beja, dirigida ao Meritíssimo Dr. Juiz de Fora do Geral da Vila de Moura (posterior a 1759). Inclui um alvará com força de lei (doc. incompleto, s.d.), sobre a exploração de minas.
Inclui o primeiro orçamento suplementar (em triplicado).
Carta Precatória proveniente da Ouvidoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora e Oficiais da Vila de Moura, para execução da ordem e aviso nela contida. Inclui a ordem remetida pelo Secretário De Estado do Negócios do Reino, Sebastião José de Carvalho e Mello(1759-01-29) e o aviso de Sua Alteza, o Infante D. Pedro(1759-01-19).
Carta de diligência e lei proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande registar e publicar a lei nela incluída(1768-10-22). Inclui uma lei de Sua Majestade, que por abusos praticados, anula o alvará de D. João V, de 4 de março de 1707, que concedeu novos privilégios à Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira de Guimarães, restabelecendo os privilégios anteriores ao dito alvará(1768-09-20).
Inclui um projecto de orçamento, e o primeiro e o segundo orçamento suplementar.
O Provedor e Irmãos da Misericórdia de Moura penhoram a Lourenço Temudo, através do presente documento, vários objetos de ouro e três bois de arado para posterior arrematação.
Embargo realizado em virtude do não cumprimento de uma disposição incluída no testamento de Ana Gomes Ravasco, em que os herdeiros de António Vaz Castello teriam obrigação de fazer umas escadas em bronze e colocar diversos outros ornamentos na capela mor da igreja da Misericórdia de Moura.
Nos termos do artigo 5º, do decreto-lei n.º 45362, de 21 de novembro de 1963, os planos anuais de atividade, as bases dos orçamentos ordinários, os orçamentos, as contas e os relatórios de gerência das Câmaras Municipais e das Juntas Distritais, poderiam deixar de ser transcritos nas actas das reuniões em que eram apreciados, discutidos e votados. No caso das Câmaras Municipais, este procedimento (de transcrição nas actas), poderia desaparecer, desde que os originais fossem assinados pelos membros do Conselho Municipal e posteriormente arquivados em pasta anexa ao respetivo livro de actas. Série constituída por seis pastas e um maço, contendo orçamentos ordinários e suplementares, planos de actividade municipal, relatórios de gerência e diversas minutas de actas.
Procuração passada na vila de Pombal. João Luís, viúvo e sua irmã Teresa João, moradores em Pelariga, termo de Pombal, faziam seu procurador Manuel Rodrigues. Inclui uma quitação de dívida em nome de João Luís, que se dizia pago de tudo o que a Santa Casa da Misericórdia de Moura lhe devia.
António Gonçalves, morador no Campinho, freguesia de São Marcos do Campo, termo de Monsaraz, diz-se pago de todas as dívidas por parte de seu irmão Cristóvão Lopes.
Documento tresladado do tombo velho, às f.194 a f. 204v. por Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1496-07-13.
Documento que previa a receita a arrecadar e a despesa a realizar durante o ano de 1927.
Documento provisório, que previa a receita a arrecadar e a despesa a realizar durante o ano económico de 1933 a 1934. Inclui o primeiro orçamento suplementar ao ordinário.
Documento tresladado da f.544v. à f.547v. do tombo velho, por Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1633-02-10.
Documento tresladado da f.258v. à f. 262 do tombo velho, por Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1588-11-05.
Documento que previa a receita a arrecadar e a despesa a realizar durante o ano de 1921. A receita e a despesa passa a estar expressa em duas contas: conta geral e conta da instrução. Inclui o segundo orçamento suplementar ao orçamento ordinário.
Documento tresladado no «tombo velho», às f.511 a f.520, por Pedro Ferreira de Morais, tabelião público de notas. Documento novamente tresladado para o «tombo novo», às f.154 a f.164v., por Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1637-05-12.
Marcelino Fialho Gomes, nasceu a 6 de Outubro de 1880, em Sobral da Adiça, freguesia rural do concelho de Moura. Formou-se em direito pela Universidade de Coimbra. Após concluir os estudos iniciou a sua carreira profissional em Lisboa, onde desempenhou com distinção os cargos administrativos do 4º Bairro de Lisboa. Foi procurador à Junta Geral do Distrito de Beja. De regresso ao concelho de Moura, fixa-se na sede de concelho, onde foi Conservador do Registo Civil. Entre Janeiro e Julho de 1926, foi Presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Moura. Com uma enorme paixão pelo futebol, durante o seu mandato autárquico desenvolvem-se obras num terreno nas traseiras do Hotel de Moura para aí ser construído um campo de futebol. Ainda sob sua influência, a 31 de maio de 1926, é consumada a cedência do referido campo de futebol à Liga de Foot-Ball e Desportos de Moura, e a 26 de dezembro do mesmo ano é inaugurado o campo de futebol que ficaria para sempre conhecido como «Campo Maria Vitória», em homenagem às duas madrinhas de batismo, D. Maria Manoela d`Oliveira Rego Chaves, filha do Coronel Rego Chaves, governador de Angola e D. Vitória Camacho Lúcio, afilhada do Dr. Marcelino Fialho Gomes e esposa do Dr. José da Cruz Fialho. Após abandonar o cargo de presidente da Comissão Executiva da Câmara, foi presidente da já mencionada Liga de Foot-Ball e Desportos de Moura, liga amadora, onde militavam quatro equipas de futebol de clubes locais. Entusiasta e grande defensor do património histórico e cultural do seu concelho, integrou a Comissão Municipal de Arte e Arqueologia entre os anos de 1942 e 1954. Durante este período trabalhou intensamente na preservação e valorização da riqueza cultural do seu concelho, junto de homens como o Dr. Fragoso de Lima ou o Sr. José Godinho Cunha. Em 1956 e como forma de materializar o amor que nutria por Moura, resolve transmitir para a Câmara Municipal o direito de propriedade sobre a sua habitação, sita na Esquina da Rua do Escalatrim com a rua da Carneira. Era seu desejo que após a sua morte aí fosse instalada a Biblioteca Municipal e o Museu Arqueológico e Etnográfico. Doava igualmente ao município a sua biblioteca particular com todo o seu recheio, incluindo o mobiliário. O seu desejo de que o edifício então doado tivesse uma utilização para fins culturais, não seria concretizado, pois a Biblioteca e o Museu, vieram a ocupar o antigo edifício dos Paços do Concelho, na Praça Sacadura Cabral. No entanto, em 2001, parte da sua antiga habitação recebeu o Arquivo Histórico Municipal, realizando-se assim parcialmente a sua vontade. Marcelino Fialho Gomes faleceu a 30 de junho de 1965, encontrando-se os seus restos mortais sepultados no jazigo de família, no cemitério municipal de Moura. História Administrativa e Biográfica elaborada por Octávio Patrício (CMMRA), com recurso às seguintes publicações: - CORREIA, José António de Oliveira - Moura Culturas e Mentalidades, CMM, 1997; - FIALHO, José da Cruz - Memórias dos meus passos, CMM, 1994.
Contém registos de irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Moura. Os registos encontram-se ordenados com base num índice alfabético de nomes próprios, surgindo em primeiro lugar os irmãos de primeira condição (nobres) e por último os irmãos de segunda condição (detentores de um oficio). No início do livro encontra-se tresladada uma provisão real que autoriza a Santa Casa da Misericórdia de Moura a abrir um novo livro da Irmandade,pois em 1684 todos os livros da irmandade(onde se registavam os irmãos), bem como os das eleições, haviam sido queimados. Solicita-se ainda, na mesma provisão, que se tente saber quem queimara os livros.
Contém um conjunto de posturas municipais reformadas em 1815. As posturas organizam-se em quatro grandes áreas: -Posturas da renda da vila; -Posturas da renda dos olivais e vinhas; -Posturas da renda das medidas; -Posturas da renda do campo e talhos. Inclui ainda o treslado de uma provisão régia datada de 9 de setembro de 1692;posturas novas feitas em correição de 1825 e várias outras posturas a regulamentar várias actividades.
Contém registos de irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Moura, ordenados por data de admissão. Dos registos consta apenas o nome do irmão, a data de admissão e normalmente uma anotação sobre a sua situação: falecido, ausente, riscado, etc.. No caso dos irmãos de segunda condição frequentemente é indicada a sua profissão (oficial de...).